Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Patologia Mamária 
13/08/2021 
 
Objetivos: 
Reconhecer o diagnostico dos 
principais nódulos mamários 
Entender o laudo 
histopatológico de câncer de 
mama 
 
Patologia mamária 
Inicialmente: diagnóstico e 
estudo das lesões malignas da 
mama 
Atualmente: foco também nas 
leões benignas, calculando o 
risco de desenvolvimento de 
câncer. 
 
Fisiologia 
Nutricional (lactação) 
Visíveis e com significado 
pessoal, sexual, social e 
cultural. 
 
Anatomia 
Localiza-se da 2-3 costela a 6-
7 em mulheres 
Alterações periódicas na vida 
adulta (pp/ na gestação). 
Tanto ao longo da vida quanto 
todo mês no ciclo menstrual, o 
tecido da mama cicla em relação 
aos hormônios da mulher; 
Quanto mais jovem 
cronologicamente for a mama, 
mais densa ela é, mais cheia de 
tecido mamário. Quando a 
mulher vai envelhecendo, esta 
mama ganha mais tecido adiposo 
e faz a mesma ficar mais 
translucida, a radiação passa 
sem manchar de branco. Então, 
a mamografia é feita a partir 
dos 50 anos e não aos 20 anos 
porque uma mama jovem é muito 
difícil achar nódulo. Faz 
antecipadamente o início de 
rastreio quando for necessário 
de cada caso. 
 Papila ou mamilo é a parte 
central para onde 
convergem todos os ductos 
lactíferos 
 Serve para nutrir o outro 
indivíduo (aleitamento 
materno) 
 
 
Aumento da variedade de 
diagnósticos de lesões 
benignas 
Campanhas na imprensa sobre o 
câncer mamário 
Incentivo ao auto-exame das 
mamas. 
Popularização do exame 
mamográfico de rastreio. 
Verificação histológica de 
novas lesões. 
 Passa a estudar muito 
mais a mama benigna do que 
no passado. Com esse 
aumento, consegue 
catalogar cada vez mais 
novas lesões e determinar 
quais delas tem risco de 
vir a desenvolver câncer 
de mama no futuro. 
 
Queixas principais/ Sinais e 
Sintomas 
1. Dor (mastalgia) - dor na 
mama não é um sinal 
clássico de câncer de 
mama. Em geral, as 
inflamações doem mais 
porque é uma inflamação 
aguda acontecendo (dor, 
rubor, calor, 
edema/tumor); 
2. Massa Palpavel; 
3. Granulosidade 
(encaroçamento)– mama com 
granulosidade; 
4. Descarga papilar (láctea, 
hemorrágica, serosa)- 
(saída de líquido – 
láctea (descobre também 
tumores de hipófise 
quando ocorre descarga 
láctea fora do período de 
amamentação), hemorrágica 
(papilomas, doenças 
mamárias benignas, que 
torceram e enfartaram, 
necrosaram e vão sangrar 
como resposta normal da 
injúria tecidual que foi 
sofrida) e serosa 
(líquido transparente 
como água, não terá pus, 
a descarga serosa é a mais 
suspeita a malignidade)); 
 
5. Alteração mamográfica 
 
Mamografia (1980) 
Suspeita da malignidade em 
mamografias: 
- Densidades (lesões que 
substituem o estroma adiposo 
por tecido radiodenso). Se 
tiver alguma alteração na 
densidade, virá uma área 
suspeita; 
- Calcificações (formadas nas 
secreções, restos necróticos, 
estroma). Os ductos mamários 
contêm leite se a mulher 
estiver lactando, se não, ele 
contém pequenas quantidades de 
líquido seroso só para a 
manutenção das células e esses 
podem calcificar. Ou seja, em 
casos de câncer de mama, as 
células mamárias produzem mais 
secreções e pode haver 
descarga papilar serosa, essas 
mais secreções que estão 
acumuladas no próprio trajeto 
do ducto que está revestido de 
células epiteliais malignas, 
podem ser calcificadas pelo 
organismo e calcifica no 
interior das luzes dos ductos 
mamários. 
 
 0: não conseguiu avaliar. 
1: negativo para 
malignidade, mama 
benigna. 2: mama benigna, 
mas com alguma alteração, 
podendo ser benigno. 3: 
encontra alguma 
alteração, nódulo 
benigno, por exemplo. 4: 
suspeito para 
malignidade. 4a/4b/4c. 5: 
altamente suspeito para 
malignidade. No ponto de 
vista radiológico, diz 
que a paciente tem câncer 
de mama. Se na biopsia não 
ter câncer de mama, mas no 
pedido médico está BI-
RADS 5, a amostra colhida 
pode não ter sido a certa 
e precisa realizar 
novamente. 6: categoria 
incluída posteriormente. 
Precisa da biopsia para 
ser comprovado. 
 
Outros métodos de imagem 
USG: 
1. Distingue lesões solidas 
das císticas 
2. Define melhor mamas 
jovens (densas) 
 
RNM: detecta lesões pela 
rápida captação de contraste 
(> vascularização e fluxo 
sanguíneo tumoral). Padrão 
ouro para neoplasia de difícil 
diagnóstico na mama. 
 
Pausa para refrescar a 
memória: 
Um ácino refere-se a qualquer 
conjunto de células que se 
assemelha à bagas de framboesa 
ou uva (acinus é latim para 
bagas) 
Glandulas exócrinas, de forma 
geral, tem aspcto acinar: 
estomago, fígado, pâncreas, 
glândulas mamarias, lacrimais, 
prostáticas etc. 
 
 
Normal Lesão 
Lóbulos e 
ductos 
terminais 
Cisto, adenoma 
esclerosante, 
papiloma de 
pequenos 
ductos, 
hiperplasia, 
hiperplasia 
atípica, 
carcinoma 
Ductos 
grandes 
(lactíferos) 
Ectasia 
ductal, 
metaplasia 
escamosa de 
ductos 
lactíferos, 
papiloma de 
grandes 
ductos, doença 
de Paget 
Estroma 
intralobular 
Fibradenoma, 
tumor 
phyllodes 
Estroma 
interlobular 
Necrose 
gordurosa, 
lipoma, 
fibromatose, 
sarcoma 
 
 
Histologia 
2 estruturas: Ductos e lóbulos 
ou ácinos (unidade ducto-
lobular terminal = UDLT – onde 
acontece a maior parte dos 
problemas de mama); 
Tanto os ductos quanto os 
lóbulos normais, são forrados 
por DOIS tipos de células 
epiteliais: luminal (voltada 
para a luz do ducto. Tem o 
citoplasma mais rosa, ela que 
introduz as secreções) e 
mioepitelial/basal (encostada 
na membrana basal do ducto. Tem 
o citoplasma mais claro, 
“branquinho”. Tem uma função 
levemente contrátil para 
drenar a produção de secreção 
para fora, se isso não 
acontecer, pode calcificar); 
2 tipos de estroma (colágeno, 
fibroblasto, tecido de 
sustentação do mesênquima da 
mama): intralobular e 
interlobular; 
Mesênquima (vasos, tecido 
adiposo etc); 
Mamilo (desembocam ductos 
principais): o tecido deixa de 
ser glandular para virar um 
epitélio escamoso 
ceratinizado. 
 
O caule seria o ducto 
principal, chegando no final 
dos ramos os ductos terminais, 
os ácinos ou lóbulos 
terminais, formando neste 
conjunto a unidade ducto-
lobular terminal. 
 
 
OBS: A imuno-histoquímica é um 
exame que permite detecção de 
antígenos específicos e 
imunofenotipagem de tecidos ou 
agentes infecciosos. Ou seja, 
é uma técnica que ajuda a ver 
o fenótipo das células, 
utiliza um anticorpo que sabe 
o que é e faz a reação, se a 
célula mostrar a reação, 
indica que ela tem aquele 
fenótipo, expressa aquele 
anticorpo. 
 
Lesões epiteliais benignas 
Alta frequência 
Em geral, assintomáticas e 
detectadas por alterações 
mamográficas ou 
incidentalmente 
São classificadas de acordo 
com o Risco subsequente de 
desenvolver câncer de mama 
A maioria NÃO é precursora de 
câncer. 
Redução de risco: cirurgia x 
acompanhamento 
 
Classificação de Risco para 
Carcinoma invasor – OMS 
Lesões Não proliferativas RR = 
1 (cisto na mama); 
Proliferativas sem atipias RR 
=1,5 – 2; 
Proliferativas com atipias RR 
= 4 – 5 (hiperplasia ductal 
atípica da mama, não tem câncer 
ainda, mas tem risco de 
desenvolver câncer de mama de 
4 a 5 vezes maior de pacientes 
que não tem essa hiperplasia); 
Carcinoma in situ RR 8 – 11; 
Lesão colunar atípica sem 
risco definido. 
 
Alterações fibrocísticas da 
mama 
Desvio fisiológico da função 
hormonal da mulher, não é uma 
doença, apenas resposta 
hormanal; 
Cistos, fibrose, metaplasia, 
ectasia ductal e hiperplasia 
ductal sem atipias; 
Mastopatia fibrocistica: 
considerada um desvio da 
normalidade (resposta tecidual 
ao estrógeno); 
50% das mulheres clinicamente 
normais apresentam esta 
alteração. 
 
 
Ginecomastia 
Aumento da mama masculina 
(desequilíbrio entre 
estrogênio e androgênio); 
O estrogênionão circula livre 
em quantidades altas na 
corrente sanguínea, ele é 
convertido em subprodutos. Se 
não tem estrogênio, não tem 
testosterona; 
Hiperestrogenismo: cirrose 
hepática (é o fígado quem 
metaboliza o estrogênio para 
converter em testosterona e em 
outros metabólicos. Se o 
fígado não está funcionando, o 
estrogênio fica sobrando, sem 
ser convertido), falência 
produção androgênica 
testicular, uso de drogas e 
anabolizantes - estrogênio). O 
estrogênio é o hormônio que faz 
características feminilizantes 
no organismo humano; 
Tem mais ductos e poucos 
ácinos, porque não precisa 
produzir leite. Se começar a 
estimular, eles vão começar a 
aparecer e assim começa a ter 
riscos como na mama feminina. 
 
Nódulos mamários 
Principal motivo de 
investigação de patologias 
mamárias 
 
Nódulos benignos 
Tumores estromais da mama: 
tumores bifásicos (componete 
epitelial e estromal 
intralobular) 
1. Fibroadenoma 
2. Tumor filoide 
Critérios: bem delimitado e 
contorno arredondado/liso; 
Neoplasia benigna cresce por 
expansão, empurra os tecidos 
para os lados. As malignas 
crescem por infiltração. 
 
Fibroadenoma 
Nódulo mais comum em mulheres 
jovens (em mulheres mais 
idosas, atrofia epitelial e 
hialinização estromal) 
Associação de fatores 
complexos = grupo de maior 
risco 
 
Macroscopia 
Nódulos bem circunscritos, 
ovais ou arredondados, de 
coloração branca a 
acinzentada, com contorno/ 
bordas lisas, consistência 
elástica. 
Microscopia 
Proliferação de estroma 
intralobular, envolvendo e 
distorcendo o epitélio ductal 
associado. 
Estroma pouco celular, sem 
figuras de mitose. 
Pode ser mixoide ou 
hinalinizado. 
Nódulo mais comum de 
mulheres jovens (em geral 
abaixo de 20 anos). 
A idade é uma 
característica 
epidemiológica 
importante, mas o 
principal são as 
características do 
nódulo. 
Coloração: branco / 
acinzentado. Pode estar 
mais amarelado por tecido 
adiposo ou se estiver 
fresco estará mais rosa 
avermelhado. 
O nódulo tem começo, meio 
e fim (não tem 
infiltração) – pode fazer 
a retirada somente do 
nódulo. 
Nodulolectomia: retirada 
do nódulo 
Mastectomia: retirada de 
toda a mama 
Segmentectomia: segmento 
de algo. 
 
Microscopia: este estroma 
intralobular está 
proliferado, e isso faz 
com que ele cresça e 
distorça o epitélio do 
ducto que está morando em 
volta dele. Crescimento 
por expansão (sem 
infiltração). 
Sem figuras de mitose: 
significa não ser tumor 
maligno, pois uma das 
características do 
maligno é ele se 
proliferar 
anarquicamente, 
independente do ciclo 
celular. 
Estroma pouco celular: 
poucas células 
Fibroadenoma mixoide: 
quanto mais jovem, mais 
mucina ele vai ter. 
Quanto mais velho, mais 
colaginizado ou 
hialinizado (Fibroadenoma 
hialinizado). 
 
Revisando... 
Fibroadenoma: 
- É uma lesão benigna 
- Não é pré neoplásica 
(risco relativo de 1 ou 
1,5 no máximo) 
- É formado pela 
proliferação do estroma, 
e os ductos e lóbulos 
epiteliais só acompanham 
o crescimento desse 
estroma. 
 
O que pode acontecer é: 
uma célula epitelial, que 
era benigna,se malignizar 
e proliferar dentro do 
ducto e assim formar um 
carcinoma dentro do 
fibroadenoma. 
Não se chama fibrosarcoma 
porque o componente 
estromal não malignizou, 
continua sendo um 
fibroadenoma benigno, só 
as células do epitélio 
que contorna ele, alguma 
delas virou carcinoma. 
 
Avanços da investigação 
diagnóstica (passo a passo): 
Ultrassonografia  Mamografia 
 Ressonância  Biópsia. 
Esses nódulos benignos 
(fibroadenoma e tumor filoide) 
tendem a surgir no estroma. 
Eles são uma alteração do 
componente estromal da mama. E 
o epitélio que está em volta 
intimamente relacionado apenas 
acompanha o crescimento do 
estroma. É chamado TUMOR 
BIFÁSICO, porque tem duas 
fases: 
- fase estromal: a mais 
importante, constitui o grosso 
da lesão 
- fase epitelial: que contorna 
o estroma / nódulo). 
Embora tenham o epitélio, ele 
não é a doença, está ali apenas 
acompanhando. Por isso são 
chamados de tumores estromais. 
No carcinoma ocorre ao 
contrário. A doença está no 
epitélio, o estroma está 
apenas acompanhando. 
Ambos vivem juntos, o que vai 
diferenciar são as 
características que a célula 
tem, para determinar uma via de 
doença ou outra 
Fibroadenoma com alterações 
complexas 
Cistos maiores que 3 mm 
Adenose esclerosante 
Calcificação epiteliais 
Metaplasia apócrina 
Pode surgir um carcinoma no 
componente epitelial do 
fibroadenoma 
 
Tumor filoide 
Geralmente após a idade de 
incidência do fibroadenoma 
(após os 40 anos) 
Antigo cistossarcoma phyllodes 
Espectro benigno, borderline 
(locamente agressivo) e 
maligno. 
Casos malignos tendem a 
recorrência local e apenas 
raramente metastatizam 
(componente estromal) 
Como os sarcomas em geral, 
metástase hematogenica. Muito 
raramente disseminação 
linfática. 
Macroscopia 
Nódulos bem circunscritos (no 
caso do pólo benigno), ovais ou 
arredondados, de coloração 
branca a acinzentada, com 
protusões bulhosas ou fendas. 
IMPORTANTE! Macroscopia 
Considerar a variabilidade 
desses aspectos em relação ao 
espectro biológica do tumo, se 
benigno, borderline ou 
maligno. 
 
Microscopia 
Comparando com o fibroadenoma, 
há uma MAIOR CELURARIDADE 
estromal, com crescimentoo 
excessivo (aspecto foliáceo) 
fazendo projeções delineadas 
pelo epitélio. 
Presença de mitoses no estroma 
e maior pleomorfismo nuclear 
Bordas infiltrativas nos casos 
malignos 
 
Tratamento 
Fibroadenoma: nodulectomia 
Tumor filoide benigno e 
boderline: retirados com 
margens de segurança. 
Tumor filoide maligno: 
mastectomia simples. 
Parecido com fibroadenoma, 
porém em geral acontece em 
idade superior (a partir dos 40 
anos de idade). 
Cistosarcoma filoides (nome 
usado no passado). Era usado 
esse nome, pois antigamente 
era encontrado os tumores em 
estado maligno, destrutivo. 
Com o avanço da ciência, foi 
visto que o diagnostico 
filoides na verdade é um 
espectro, que vai desde o 
benigno até o maligno. 
Diferente do fibroadenoma que 
não maligniza, o tumor 
filoides tem esse 
potencial(pode começar benigno 
e o estroma dele malignizar). 
Hoje pelos métodos de imagem e 
pela retirada dos nódulos 
precocemente evita causar 
muitos danos. 
Em geral se comportam como 
sarcoma (tumores 
mesenquimais), então as 
metástases do tumor filoides 
maligno são hematogênicas. 
As vias linfonodais são mais 
comuns nos carcinomas (tumores 
epiteliais). 
O tipo de tumor geralmente 
escolhe uma via preferencial 
de metástase, porém não são 
exclusivas. Quanto mais 
avançado o estadiamento do 
carcinoma maior a chance de 
mudança da via. 
A malignidade quando acontece 
é no componente estromal, não 
no epitélio. 
Macroscopia: vai depender a 
ponta do espectro. A ponta 
benigna do espectro é parecida 
com fibroadenoma, porém com 
protrusões em folha ( faz umas 
fendas). 
Microscopia: em relação ao 
fibroadenoma os tumores 
filoides (benigno) têm mais 
células no estroma. E quanto 
mais célula tiver, mais irá 
caminhar para ponta maligna do 
espectro. 
Então essa maior celularidade 
do estroma vai fazer a 
distinção pelo microscópio do 
fibroadenoma do tumor 
filoides. 
Além do tumor filoides tender 
a fazer o desenho foliáceo. 
Achar mitose e atipia nas 
células pelo microscópio 
também é uma forma de 
distinção, pois no 
fibroadenoma não encontra. 
Tumor Filoide podem ser três 
tipos: benigno, borderline e 
maligno. 
No tumor maligno a borda vai 
infiltrar e vai encontrar 
pleomorfismo nuclear (núcleo 
de várias formas). Ou seja, 
pleomorfismo nuclear é uma 
marca de malignidade. 
Tratamento: 
Fibroadenoma : retirada do 
nódulo 
Tumor filoide benigno e 
bordeline : retiradado nódulo 
com uma margem de mama ao redor 
dele para garantir se tiver uma 
atipia já fez uma cirurgia mais 
robusta. 
Tumor filoides maligno: 
retirada da mama inteira 
(mastectomia simples, sem 
retirada da axila que é nos 
casos do carcinoma que 
preferem a via linfática). 
Claro que com um estadiamento 
clinico. 
Porque é necessário olhar no 
microscópio após a cirurgia? 
Porque pode ter um carcinoma e 
não ter sido visto e assim a 
paciente precisa continuar o 
tratamento do novo 
diagnostico. 
 
Nódulos MALIGNOS 
Tumores epiteliais da mama: 
(componente epitelial é a 
neoplasia e o estroma é 
desmoplásico/ reativo ao 
tumor) 
1. Carcinoma “in situ” 
2. Carcinoma invasor 
 
Lesões epiteliais malignas da 
mama = câncer de mama 
Neoplasia maligna extracutânea 
mais comum em mulheres 
É a segunda causa de morte por 
câncer no mundo e a principal 
causa de morte por câncer em 
mulheres (520 mil em 2012). 
Mortalidade: cerca 20% 
Fatores de risco: estímulo 
estrogênico e idade 
Todas as neoplasias se 
originam de mutações no DNA 
Estatisticamente acontece mais 
no epitélio, no componente 
epitelial da mama. 
Os tumores benignos são mais 
encontrados no estroma. 
Em geral o câncer de mama é um 
carcinoma (é o mais comum, 
porém pode ser também um 
sarcoma). 
Após o câncer de pele, o câncer 
de mama é o mais comum em 
mulheres. 
Mortalidade cerca de 20% 
Fatores de risco: estímulo do 
estrogênio e idade. 
Qualquer câncer maligno tem a 
ver com a idade. Porque a 
mutação acontece quando a 
célula está se dividindo, e 
quanto mais velho, maior a 
chance de erro na leitura das 
duas fitas de DNA (mutação). 
Se ocorrer em uma só, a pessoa 
não vai ter o câncer. 
Nos jovens, geralmente quando 
ocorre o câncer, é mais 
agressivo. Pois ele já nasce 
com um erro em uma fita de DNA, 
e se a partir da mitose afeta 
a outra ele já vai ter o câncer 
(Câncer hereditário). Porque 
metade do erro já veio, a outra 
metade que seria esporádico 
tende a acontecer antes. 
Câncer esporádico (90% dos 
casos): ele acontece por uma 
mutação que a gente não sabe se 
vai acontecer. 
Se não tem mutação de DNA não 
tem neoplasia. Como evitar? 
Qualidade de vida: 
alimentação, sono, hábitos de 
vida, exposição solar. 
Fatores de risco: 
Exposição hormonal ao 
estrogênio (sexo feminino é um 
fator de risco para câncer de 
mama). 
Idade da menarca precoce e 
menopausa tardia (relação de 
exposição ao estrogênio). 
História reprodutiva – 
nulipara - na gestação tem 
baixo estímulo de estrogênio e 
alta de progesterona, é uma 
proteção por nove meses. 
Amamentação protege porque 
naquele período estrogênio 
está baixo, e está em alta 
citosina e prolactina. 
* Quanto mais precoce a 
amamentação, mais a célula 
fica protegida para toda a 
vida. 
Uso de estrógenos exógenos 
(anti concepcional). 
P53 : guardião do DNA, gene que 
concerta quando ocorre um erro 
(mata a célula por apoptose). 
O câncer pode ocorrer quando a 
pessoa já carrega essa 
alteração genética, mas também 
por alteração dos genes de 
proteção do corpo. 
 
Câncer de mama – etiologia 
Esporádico (cerca de 90%) 
Fatores de risco = exposição 
hormonal (ser do gênero 
feminino, idade de menarca e 
menopausa, hist.. reprodutiva, 
amamentação, estrógenos 
exógenos). 
Hereditário (cerca de 10%) 
Cópia anormal de gen supressor 
tumoral 
BRCA1 e 2, TP53, CHEK2 
 
Classificação 
Morfológica: 
In situ x invasor (localização 
e extensão) 
Ductal x lobular (não 
significa origem mas sim 
padrão arquitetural e 
citológico) 
 
Perfil de expressão genética: 
Luminais X HER2/neu + X 
fenótipo basal 
(marcadores de RH, HER2 e de 
células miopitelinais) 
 
As diversas características 
histológicas dos carcinomas de 
mama são manifestações 
fenotípicas de complexas 
mudanças genéticas que guiam a 
carcinogênese (3 vias) 
CDIS -> CDI 
Baseia-se na progressão das 
lesões no modelo muti-step 
linear, que não é mais 
unanimidade na literatura 
Evolução molecular do câncer 
de mama 
Quanto maiores forem os níveis 
de instabilidade genética 
identificados, maiores serão 
as alterações proliferativas e 
atipias vistas ao microscópio 
óptico. 
Grau nuclear é fortemente 
associado com o número e o 
padrão de anormalidade 
genética. 
Grau 
histológico I 
Bem 
diferenciado 
e carcinoma 
tubular: 
Baixo número 
de 
anormalidades 
genéticas. 
 
16q loss 
Grau 
histológico 
III 
Pouco 
diferenciados 
Fenótipos 
basais: 
complexas 
anormalidades 
genéticas: 
Perda do 11q, 
14q, 8p, 13q: 
Ganho do 17q, 
8q, 5p 
Amplificação 
do 17q22 – 24, 
6q22, 8q22, 
11q13 e 20q13 
 
 
Baixo grau X Alto Grau 
Diferentes alterações 
genéticas 
Rara progressão de lesões de 
baixo grau para lesões de alto 
grau 
 
Classificação do câncer de 
mama 
1. Estadiamento 
2. Tipo histológico 
3. Grau histológico 
4. Opressão de receptores 
5. Amplificação 
6. K67 
7. Classificação molecular 
(testes multiétnicos) 
 
Vias genéticas principais da 
carcinogênese em mama 
(classificaçãi genética ou 
molecular) 
 
Carcinoma RE positivo e HER2 
negtivo (via dominante 50-65% 
dos casos, herança BRCA2) 
Carcinoma HER2 positivo 
(aprox. 20% dos casos, ligadas 
ao TP53 – sd Li- Fraumeni) 
Carcinoma RE negativo e HER2 
negativo (via menos 
compreendida, cerca de 15%, 
mutações BRCA1 ou falta de 
expressão do mesmo em casos 
esporádicos) 
Via oncogênica: 
Célula normal  Hiperplásica / 
Proliferação celular (ainda 
benigna)  Mutação / 
Displásica (pré maligna)  
Neoplasia 
 Carcinoma in situ (não 
saiu do compartimento, no 
câncer de mama: restrito 
ao ducto). 
 Carcinoma invasivo 
(quando sai do 
compartimento do ducto). 
 
 
No câncer de mama a 
classificação vai ser pelo: 
-Estadiamento 
- Tipo histológico 
(microscópio) 
- Grau histológico 
- Expressão dos receptores 
hormonais (estrogênio e 
progesterona) 
- Presença ou não do HER2 
amplificado 
- Índice de proliferação 
celular (marcador KI-67) 
- classificação molecular 
(testes multi genéticos) 
 Conclusão: A morfologia do 
tumor tende a correlacionar 
com a expressão genética. 
Os marcadores imuno 
histoquímicos têm que ser 
feito para dizer qual braço da 
via, se são receptores 
hormonais positivos, negativos 
ou HER2. 
Marcador hormonal positivo: 
fenótipo lobular e ductal 
(tumores luminais A e B, tendem 
a mostrar receptores de 
estrogênio e progesterona 
positivo ou negativo se for 
luminal B. 
Marcador hormonal negativo: 
tendência de fenótipo basal. 
(tumor do fenótipo basal). 
 
 
 
Classificação morfológica: 
- Carcinoma in situ 
 
 1. Ductal 
2. Lobular 
 In situ: não invadiu / não 
tem chance de fazer 
metástase, pois somente 
quando o câncer invade a 
membrana basal (extrapola 
os limites do epitélio) 
que ele tem chance de 
alcançar vaso linfático e 
sanguíneo. 
Importância clinica de 
diferenciar in situ e 
invasivo: saber que a doença 
está restrita ao sitio de 
origem e muito provável não tem 
metástase. 
“Provável” por não saber se o 
diagnóstico está correto, erro 
de amostragem por biopsia 
pequena. 
Considerando que foi olhado 
todo tumor, e todo ele é in 
situ não tem chance de 
metástase, nem linfática nem 
hematogênica. 
Ou seja, retirando todo o tumor 
o paciente está curado. E 
continua seguimento oncológico 
para acompanhamento. 
Carcinoma invasivo: 
infiltração de todo o tecido em 
volta. Pode alcançar vasos e 
outras estruturas. 
Carcinoma invasivo de mama 
tipo não especial (antigo 
ductal) 
Tipo especial (precisa 
escrever o nome) 
Na cirurgia oncológica 
grampeia a veia, para que evite 
a disseminação de célula do 
tumor durante o procedimento. 
Em outras cirurgias se 
grampeia as artérias com 
objetivo de uma cirurgia mais 
limpa. 
 
Classificação morfológica(histopatológica): 
 
Carcinomas in situ da mama: 
Ductal 
Lobular 
Carcinomas invasores da mama: 
Tipo não especial (tne) 
(antigo carcinoma duetal 
invasor SOE) 
Tipo especial: LOBULAR, 
tubular, medular, mucinoso, 
papilar, secretor, inflamat 
etc 
 
Carcinoma ductal in situ 
Termo usado para descrever 
proliferação de células 
epiteliais malignamente 
transformadas, que permanecem 
em seu sítio de origem, 
confinadas pela membrana 
basal. 
Ausencia de vasos sanguíneos 
ou linfáticos na camada 
epitelial inviabiliza 
metástases. 
Ultraestrututalmente há 
descontinuidade da membrana 
basal e extensão celular 
 
Carcinoma lobular in situ 
(CLIS) 
 
Proliferação clonal de células 
descoesas (perda de proteína 
de adesão E-caderina). 
Não altera os espaços 
envolvidos (apenas preenche). 
Geralmente é um achado 
incidental de biópsia (não 
está associado a 
microcalcificação ou reações 
estromais que produzam 
densidades mamográficas). 
As células que foram chamadas 
de lobulares são células que 
não tem uma proteína (a e-
caderina) de adesão celular e 
isso. É importante porque as 
células malignas possuem E-
caderina que fazem a adesão 
celular. (esse tipo lobular 
possui a neoplasia como 
células soltas que preenchem o 
espaço). 
Esse tipo de câncer é especial 
porque perdeu a possibilidade 
de adesão das células. 
Quando o câncer lobular (que 
não tem a e-caderina) sai do 
contorno do lóbulo deixa de ser 
in situ (controlado pela 
membrana basal) e passa ser 
invasivo (invade em fileira 
indiana, sai uma célula e 
depois outra). 
Obs.: a consistência do 
maligno é mais firme, não é 
delimitado enquanto a 
consistência dos benignos é 
mais amolecida. 
Classificação morfológica 
(histopatológica): 
Carcinomas in situ da mama 
(ductal e lobular) 
Carcinomas invasivos da mama 
1. Tipo não especial (TNE) 
“carcinoma ductal 
invasor” 
2. Tipo especial: carcinoma 
lobular, tubular, 
medular, mucinoso, 
papilar, secretor, 
inflamatório, etc. 
 
Fatores Prognósticos 
Elementos com impacto sobre o 
comportamento da doença: 
1. Envolvimento axilar 
2. Tamanho do tumor 
3. Tipo histológico 
4. Grau histológico 
5. Grau prognóstico de 
Nottingham 
6. Receptores hormonais (RE/ 
RP) 
7. HER2/neu (C-ERB-B2) 
8. Invasão linfática e 
sanguínea 
 
Estadiamento 
In situ: prognóstico excelente 
Metástase a distância, apesar 
de longos períodos remissivos 
(tratamentos) especialmente 
nos tumores RH-positivos. 
Metástases linfonodais: sem 
envolvimento ganglionar taxa 
sobrevida de 10 anos = 70 – 80 
%. Com metástase ganglionar 
essa taxa cai para 30 – 40 % 
Cada órgão tem seu 
estadiamento e saber o 
estadiamento correto faz com 
que aumente as chances de vida 
da paciente, ou seja, trate 
corretamente a pessoa. 
Fatores preditivos 
São as características 
clinicas, patológicas e 
biológicas usadas para estimar 
a possibilidade de resposta a 
um tipo particular de 
terapêutica adjuvante. 
Ou seja, entender se o 
tratamento escolhido é o que 
vai gerar a melhor resposta do 
paciente. 
Obs.: margem livre de tumor= 
margem negativa significa 
negativo para malignidade, ou 
seja, a intenção da cirurgia e 
conseguir margens negativas 
para não ser uma cirurgia 
contaminada. No presente a 
margem é negativa se não tiver 
célula de tumor encostando na 
tinta. (Quando a distância 
para a linha é pequena, 
escreve-se no laudo uma 
ressalva sobre essa 
distância). 
 
Linfonodo sentinela axilar 
Ao tirar toda cadeia 
ganglionar a pessoa passa a ter 
uma maior morbidade. 
E para saber se há necessidade 
de tirar toda a cadeia ou não, 
faz o linfonodo sentinela. 
Em teoria o linfonodo 
sentinela é o primeiro que 
recebe o agressor então na mama 
coloca um corante azul e uma 
sonda radioativa, injeta isso 
no tumor e observa para qual 
via linfática vai primeiro. 
Retira-se só esse linfonodo 
sentinela e observa no 
microscópio, se não tiver 
célula tumoral nele, não terá 
no restante da cadeia 
linfática (estaticamente na 
maioria dos casos não há 
malignidade nos outros 
linfonodos). 
Câncer de mama masculino 
Raríssimo (risco de 0,11% 
durante a vida) 
Fatores de risco e patogenia 
semelhantes a da mulher 
Em geral, apresentam-se como 
nódulos subareolares palpáveis 
e/ou descargas papilares 
Tumores pequenos podem fazer 
invasão de pele e parede 
torácica 
Geralmente RE positivos 
Tratamento semelhante ao da 
mulher 
LAUDOS 
Diagnostico: carcinoma invasor 
de mama (pela classificação 
morfológica tem potencial de 
metástase). Tipo não especial 
(é o mais comumente 
encontrado). Graduação 3 (é 
mais agressivo). Tumor de 5,5 
cm. = faz com que coloque a 
paciente em estadiamento 
oncológico (in situ, 
metastase, etc). 
No laudo tem que conter a 
classificação de estadiamento 
e os fatores prognósticos e 
preditivos para escolher o 
tratamento da paciente. 
Quando o carcinoma é invasivo 
é obrigatório pesquisar 
metástase.

Mais conteúdos dessa disciplina