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Medicina Nove de Julho – 4° semestre @med.rayy Adenomas, Pólipos, Neoplasias Epiteliais Pólipos Nódulos ou massas que se projetam acima do nível da mucosa circundante; podem ser encontrados em até 5% das endoscopias do trato gastrointestinal superior; podem se desenvolver como causa de hiperplasias, inflamação, ectopia ou neoplasia. A maioria se apresenta de forma assintomática; podem causar anemia por sangramento crônico; podem ser obstrutivos ou ocasionar mal funcionamento do esfíncter; azia; doença do refluxo GE; má digestão; hematêmese; úlceras e melenas (sangue digerido nas fezes). CLASSIFICAÇÃO – de acordo com a origem - Não neoplásicos Xantomatosos: estrutura semelhante a granulomas; presença de macrófagos xantomatosos (possuem citoplasma amplo e vacuolizado; aspecto pálido) Ectópicos: possui tecido que não pertence ao estomago (geralmente epitélio pancreático e intestinal); é uma má formação embrionária - Neoplásicos Pólipo de glândula fúndica: normalmente ocorrem no fundo do estomago; são neoplasias benignas (também podemos chamar de adenomas) Adenomatosos - benigno: se difere do pólipo de glândula fúndica na localização (esse pode ser em qualquer parte do estomago, enquanto o outro é só no fundo) e na origem epitelial. Adenocarcinomatosos: neoplasia maligna; tanto o adenomas quanto o pólipo de glândula fúndica podem evoluir para adenocarcinomas. Pólipos tumorais neuroendócrinos / carcinoides: se originam das células neuroendócrinas gástricas, mas tem morfologia de célula epitelial. - Hamartomatosos ou sindrômicos Síndroma da polipose familiar: tem fator genético associado; quando uma pessoa tem, sua família inteira também terá. Pólipos juvenis: origem de tecido embrionário remanescente; tecido de mucos gástrica imaturo; acometem normalmente crianças e adolescentes. CLASSIFICAÇÃO – morfológica Classificação em relação a úlceras PÓLIPOS HIPERPLÁSICOS São ocasionados por gastrite crônica; a H. pylori tem envolvimento no aparecimento desses pólipos; *se difere dos adenomas pois se há remoção do estímulo inicial ele regride. Se a infecção por H. pylori for tratada, o pólipo hiperplásico regride. Se localiza na região do antro; podem ser múltiplos ou solitários; podem evoluir para o displasia/hiperplasia. se houver remoção total do pólipo, não há necessidade de tratamento quimioterápico; se a remoção por parcial, há apenas acompanhamento clínico por um ano. PÓLIPOS NÃO NEOPLÁSICOS - Xantomas São pólipos pequenos (3mm); frequentemente são múltiplos; se localizam próximo da curvatura menor e região pilórica; sem potencial maligno, pois a estruturas que o compõe são macrófagos. - Ectópicos Ocorre ectopia pancreática ou biliar; não causa alteração clínica (só é observada em caso de obstrução). Acomete mais a região do antro. - Inflamatórios Associado ao H. pylori; infiltrado inflamatório mononuclear na camada submucosa. Pode ocorrer hemorragia por causa da hiperemia (processo inflamatório) Possui baixa capacidade de progressão; acomete mais a região do antro e pilórica PÓLIPOS NEOPLÁSICOS - pólipos glandulares de fúndicos Associados ao uso de inibidores da bomba de prótons; raramente são malignos; não há regressão. Acometem a região fúndica e do corpo; são revestidos por glândulas parietais císticas. - Adenomas Associados a gastrite crônica com atrofia e metaplasia intestinal; apresentam alterações displásicas - Adenocarcinoma gástrico Neoplasia mais comum; o mais agressivo devido ao seu diagnostico tardio (pode ter sido antes um pólipo ou um adenoma) Apresentam sintomas da gastrite crônica; dispneia, disfagia e náusea; perda de peso, anorexia, hábitos intestinais alterados, anemia, hemorragia Diagnostico EDA: biopsia incisional *célula em anel de sinete - Núcleo periférico