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Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Patologia do estômago Anatomia: ➛ Localizado na região do hipocôndrio esquerdo, dentro da cavidade abdominal ➛ Divisão em partes: região do cárdia, fundo, corpo, antro e piloro ➛ Muitas pregas/rugas na região antral ➛ Função de começar o processo digestivo - liberação de ácido clorídrico pelas células parietais e enzimas (pepsinogênio -> pepsina) ✓ Células parietais: produzem ácido clorídrico e fator intrínseco ✓ Células principais: produzem pepsinogênio ✓ Células G: presentes na região antral e produzem gastrina Histologia: ➛ Camada mucosa ➛ Camada submucosa ➛ Camada muscular própria ➛ Camada serosa Função: ➛ As glândulas da mucosa do estômago apresenta, diferenças morfológicas e funcionais de acordo com a região que se localizam ✓ Mucosa da cárdia - glândulas mucosas ✓ Mucosa oxíntica - glândulas gástricas (ou oxinticas) - Ácido clorídrico - Pepsinogênio - Histamina - Fator intrínseco - Muco ✓ Mucosa antral/ pilórica - glândulas pilóricas - Gastrina - Muco Terminologias: ➛ Gastropatia: ✓ Células inflamatórias raras ou ausentes ✓ Secundária a ação de agentes químicos agressores para a da mucosgastrica ➛ Gastrite: ✓ Inflamação ✓ Doença primariamente inflamatória da mucosa gástrica ✓ Gastrite crônica: linfócitos e plasmócitos ✓ Gastrite aguda: polimorfonucleares Manifestações clínicas: ➛ Os sintomas nem sempre se correlacionam com a intensidade do processo inflamatório Patologia do estomago Relembrando: Garit: No estômago podemos fazer analogia entre o padrão do infiltrado inflamatório e fase evolutiva do processo inflamatório (classificação patológica do processo inflamatório é válida) Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Epigastralgia, náuseas e vômitos, empachamento, pirose, eructação, odinofagia ➛ Formas graves: hemorragia, hematêmese maciça, melena e choque hemorrágico Gastrite aguda: ➛ É um processo inflamatório mucoso transitório ➛ Doença primariamente inflamatória da mucosa gástrica Patogênese: ➛ A gastropatia e a gastrite aguda podem ocorrer quando um ou mais dos mecanismos protetoras da mucosa gástrica do ambiente ácido estão sobrecarregado ou defeituosos ➛ Fatores patogênicos: produção aumentada de ácido com difusão retrógrada, diminuição de bicarbonato, produção de mucina e dano direto a mucosa ➛ O uso crônico de anti-inflamatórios não esteroidais reduz a produção de bicarbonato e interfere na ação citoprotetora das prostaglandinas ✓ As prostaglandinas inibem a produção de ácido, promovem a síntese de mucina e aumentam a perfusão vascular ➛ O consumo excessivo de álcool e o tabagismo pesado podem ser diretamente tóxicos e a hipóxia, a isquemia e o choque podem lesionar a mucosa secundariamente ➛ Pode ocorrer lesão gástrica decorrente de uremia ou de Helicobacter pylori secretora de urease pela inibição de íons amônio dos transportadores de bicarbonato gástrico Morfologia: ➛ Macroscópica: há edema moderado e hiperemia, algumas vezes com hemorragia (gastrite erosiva hemorrágica aguda) ➛ Microscópica: os neutrofilos invadem o epitélio, com descamação epitelial superficial (erosão) e um exsudato luminal fibrinoso Fatores de risco: ➛ Uso de medicamentos (AINES) ➛ Infecção pelo H. pylori ➛ Radiação ➛ Refluxo biliar crônico ➛ Lesão mecânica (tubo nasogástrico) ➛ Doenças crônicas ➛ Tabagismo e etilismo Aines - anti-inflamatórios não esteroidais: ➛ O efeito principal de todos os AINES é diminuir a síntese de prostaglandinas (PGS) através da inibição reversível da COX - a prostaglandina é um importante protetor gástrico ➛ Funções fisiológicas das PGs (prostaglandinas): ✓ Proteção da mucosa gástrica (PGI, PGE) ✓ Estimuladao (TXA2) ou inibição (PGI2) da agregação plaquetária ✓ Relaxamento vascular (PGE, PGI) ✓ Contração vascular (PGF, TXA) ✓ Produção de febre (PGE) ✓ Contração ou relaxamento brônquico ✓ Indução da contração uterina (PGE, PGF) ✓ Manutenção do fluxo renal e regulação do metabolismo de sódio e potássio (PGI2, PGE) ➛ COX-1: enzima essencial constitutiva encontrada na maioria das células e tecidos ✓ Produção de PGs para manutenção de funções fisiológicas ➛ COX-2: formação induzida no processo inflamatório e por interleucinas Tabagismo e etilismo: ➛ Álcool: ✓ Dissolução do muco ✓ Dissolução de componentes lipoproteicos da membrana celular e de complexos que unem células epiteliais ➛ Nicotina: ✓ Promove vasoconstrição que permite a redução do fluxo sanguíneo da mucosa, acarretando redução da secreção de HCO3- Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Helicobacter pylori: ➛ A infecção por H. pylori é a causa mais comum de gastrite crônica ➛ Os humanos são os únicos hospedeiros - a disseminação se dá pelas vias fecal-oral, oral-oral ou ambiental ➛ H. pylori induz predominantemente a uma gastrite antral, caracterizada por maior produção de ácido e ruptura dos mecanismos normais de proteção da mucosa ➛ Fatores de virulência da H. pylori: ✓ Motilidade via flagelos ✓ Produção de urease gerando amônia que eleva o pH local, aumentando a sobrevivência bacteriana e inibindo o transporte de bicarbonato gástrico ✓ Adesinas bacteriana para se ligar as células epiteliais de superfície ✓ Toxinas ➛ Morfologia da H. pylori: ✓ Macroscópica: a mucosa infectada é eritematoso e varia de grosseira a nodular ✓ Microscópica: a H. pylori é encontrada tipicamente no antes e a biopsia gástrica geralmente demonstra organismos concentrados no muco superficial sobrejacente ao epitélio de superfície e foveolar - Há números variáveis de neutrofilos intraepiteliais e luminárias (formando abscessos de cripta) e a lâmina própria contém abundantes plasmócitos, macrófagos e linfócitos - A gastrite de longa duração está associada a atrofia difusa da mucosa, com metaplasia intestinal e proeminentes agregados linfoides ocasionalmente com centros germinativos Gastrite crônica: ➛ A gastrite crônica é caracterizada por uma inflamação contínua da mucosa, com atrofia da mesma; fornece um substrato em que a displasia (e o carcinoma) pode surgir. ➛ Os sintomas quando comparados a da gastrite aguda geralmente são menos graves, porém mais persistentes ✓ As causas incluem infecção por H. pylori (mais comum), gastrite autoimune (10% dos casos; segunda mais comum), radiação, refluxo biliar, lesão mecânica (sonda nasogástrica de demora) e acometimento por distúrbios sistêmicos, como amiloide ou DC ➛ Macroscopicamente a gastrite é marcada por perda das rugas/pregas e pela mucosa com um aspecto achatado Aspectos morfológicos da gastrite crônica: ➛ Inflamação: ✓ Infiltrado inflamatório linfoplasmocitário ✓ Presença ou ausência de folículos linfoides ➛ Atividade: presença de PMN - microabscessos de cripta ➛ Atrofia: redução de componentes da mucosa ✓ Mucosa adelgaçada - A H. pylori pode ser diagnosticada por teste sorológico para anticorpos, teste respiratório com ureia marcada, cultura bacteriana, visualização bacteriana direta na biopsia gástrica ou testes baseados em DNA - A infecção por H. pylori é um fator de risco para doença ulcerosa péptica (DUP), adenocarcinoma gástrico e linfoma gástrico - O teste respiratório com ureia marcada carbono-13 é considerado atualmente o método de escolha para avaliação da resposta ao tratamento, tanto em adultos quanto em crianças. Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ✓ Rarefacao e afastamento das glândulas ➛ Metaplasia intestinal Gastrite autoimune: ➛ É uma forma de gastrite tipicamente poupa a região a região antral e é associada à hipergastrinemia ➛ Poupa a região antral ✓ Anticorpo contra células parietais e fator intríseco ✓ Concentração sérica de pepsinogênio I reduzida✓ Hiperplasia de células endócrinas ✓ Deficiência de vitamina B12 ✓ Secreção alterada de ácido gástrico (acloridria) ✓ Associação com outras doenças autoimunes ➛ A destruição autoimune mediada por linfócitos T CD4+ das células parietais é o principal mecanismo patogênico ✓ Há também anticorpos circulantes e gástricos secretados para as células parietais e fator intrínseco, mas é provável que estes sejam apenas manifestações secundárias da doença e não a causa ✓ A citotoxicidade das células parietais, por sua vez, leva à secreção defeituosa de ácido gástrico (acloridria), que deflagra hipergastrinemia e hiperplasia antral de células G Morfologia: ➛ As dobras rugais se perdem e há dano difuso à mucosa das células parietais produtoras de ácido primariamente no corpo e fundo ➛ O infiltrado inflamatório é predominantemente constituído de linfócitos, macrófagos e plasmócitos e agregados linfoides podem estar presentes Tratamento da gastrite crônica: ➛ O tratamento tem como foco a erradicação do H. pylori com antibióticos, manter hábitos saudáveis, remoção dos agentes agressores como os AINES e inibidores da COX2 e a neutralização ou produção reduzida de ácido gástrico (inibidor da bomba de prótons) ➛ Numa situação normal, o estômago produz muco e substâncias neutralizantes para não ser agredido pelo suco gástrico liberado para digestão dos alimentos, composto principalmente de ácido clorídrico e pepsina ✓ A presença continuada de alguns agressores desequilibra esse mecanismo ➛ Forte associação com H. pylori, AINE, tabagismo ➛ Processo inflamatório crônico ➛ A forma mais comum ocorre no antro gástrico ou no duodeno, associada à infecção por H. pylori ✓ A DUP no fundo ou no corpo gástrico geralmente é acompanhada de atrofia da mucosa (em consequência de H. pylori ou gastrite crônica autoimune) Dnça Ulcera Péptica (DUP): Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Patogênese: ➛ A DUP resulta dos desequilíbrios no dano à mucosa e às defesas ➛ A hiperacidez na DUP pode ser causada por infecção, hiperplasia de células parietais, excessiva resposta secretória ou aumento da produção de gastrina (p. ex., secundária à hipercalcemia ou produzida por um tumor) ✓ Os NSAIDs e os esteroides bloqueiam os efeitos citoprotetores normais da prostaglandina e o tabagismo (e doença cardiovascular) compromete o fluxo sanguíneo da mucosa. Morfologia: ➛ Macroscópica: há um nítido defeito em saca-bocados com margens mucosas protuberantes e bases ulcerosas lisas e limpas ➛ Microscópico: há finas camadas de restos fibrinoides com inflamacao de base fundindo-se ao tecido de granulação, além de formação cicatricial profunda. ✓ A mucosa circundante geralmente exibe gastrite crônica Manifestações clínicas: ➛ Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica lacerante, em queimação ou persistente, pioram à noite e de 1 a 3 horas após as refeições ✓ Podem também ocorrer náusea, vômito, inchaço, arrotos e perda de peso ✓ As complicações incluem anemia, hemorragia, perfuração e obstrução ✓ A transformação maligna é rara. ➛ Lesão originada na mucosa é constituída pela proliferação de seus componentes ➛ Protrusão na luz e pode ser séssil ou pediculado Manifestações clínicas: ➛ Achados incidentais de endoscopias (4 a 5% dos exames) ou de peças de ressecção cirúrgica ➛ Sem manifestação clínica Pólipo hiperplasico: ➛ Hiperplasia reativa a gastrite crônica atrófica causada por H. pylori ou autoimune ➛ 90% dos pólipos gástricos ➛ Indivíduos entre 50 - 60 anos Morfologia macro e microscópica: ➛ Pólipos sesseis único ou múltiplos, ovóide, superfície lisa < 1cm (principalmente antro) ➛ Pode apresentar erosões superficiais ➛ Associa-se com gastrite atrófica ➛ Glândulas foveolares irregulares, cisticamente dilatada e alongadas ➛ Lâmina própria é tipicamente edematosa, com graus variáveis de inflamação aguda e crônica Evolução: ➛ Pólipos regridem com tratamento para H. pylori ➛ Displasia relacionada ao tamanho que se >1,5cm deve ser feita biopsia para histopatológico ➛ Não tem potencial de transformação maligna, embora um terço das lesões possa recidivar após polipectomia ➛ 1-3% dos pacientes podem evoluir para displasia ou carcinoma gástrico ➛ Acompanhamento do paciente Pólip: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Pólipo De glândula fundica: ➛ Relação com uso de inibidores de bomba de protons ✓ Inibem a produção de HCl -> aumentam a gastrina -> crescimento da glândula oxintica ➛ Polipose Adenomatosa Familiar(PAF) ✓ Doença autossômica dominante (incontáveis pólipos colorretais) ✓ Displasia e câncer quando associado a PAF ➛ Pode apresentar náusea, vômito ou dor epigástrica (quando sintomas) ➛ Sem potencial para malignização Morfologia macro e microscópica: ➛ Ocorrem no corpo e fundo ➛ 2-3cm ➛ Pólipos sesseis únicas ou múltiplas, bem circunscritas, superfície lisa ➛ Glândulas irregulares, cisticamente dilatadas, revestidas por células parietais (rosa) e principais (azul) achatadas ➛ Inflamação ausente ou mínima Pólipo adenomatoso: ➛ Representam 10% dos pólipos gástricos ➛ Neoplasia benigna ➛ Aumenta com a idade ➛ Previamente em homens ➛ Polipose Adenomatosa Familiar(PAF) ✓ Doença autossômica dominante (incontáveis pólipos colorretais) ✓ Displasia e câncer quando associado a PAF ➛ Quase sempre ocorrem em um ambiente de gastrite crônica com atrofia e metaplasia intestinal (não imune) Morfologia macro e microscópica: ➛ Lesões solitárias séssil ou com pequeno pedículo ➛ Normalmente < 2 cm de diâmetro, podendo atingir 4 – 5 cm ➛ Localizadas no antro ➛ Formada por estruturas tubulares e vilosas revestidas por epitélio displásico (baixo ou alto grau) Evolução: ➛ O risco de adenocarcinoma em adenomas gástricos está relacionado ao tamanho da lesão e é particularmente elevado em lesões maiores que 2 cm de diâmetro ➛ No geral, o carcinoma pode estar presente em mais de 30% dos adenomas gástricos ➛ Portanto adenomas são considerados lesões pré cancerosas ➛ Neoplasia maligna mais comum (90% do CA gástrico) ➛ Risco aumentado para gastrectomizados (parcial) para Doença ulcerosa péptica (DUP) Adenocarcinoma de tômago: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho ➛ Displasia e adenoma gástricos são lesões precursoras reconhecíveis associadas ao adenocarcinoma gástrico Fatores de risco: ➛ Dieta ✓ Sal (irritante da mucosa) - Risco para gastrite crônica. Hipocloridria - Infecção por bactérias que convertem nitritos em nitrosaminas ✓ N-nitrosos (nitrito e nitrato) ✓ Benzenopireno (Fumaça na preservação dos alimentos) ✓ Baixa ingestão de frutas frescas (vit. C e E), conhecidas como antioxidantes ✓ A exposição aos agentes carcinogênicos, baixa ingestão de antioxidantes, podem causar dano ao DNA da mucosa metaplásica ou normal ➛ Condições e lesões pré cancerosas ✓ Gastrite crônica atrófica multifocal (antro e corpo) associada a H. pylori (hipocloridria com proliferação de bactérias que convertem nitritos em nitrosaminas) ✓ Indicativos de metaplasia intestinal e displasia ✓ Úlcera peptica gástrica (aumento da regeneração celular) ✓ Adenoma gástrico (pólipo adenomatoso) ✓ Gastrectomia (antrectomia) parcial associada a úlcera péptica gástrica ✓ Doença de Ménétrier (hipertrofia das pregas do fundo e corpo gástrico com hipersecreção) ➛ Infecção H. pylori (CagA - Aumento da proliferação celular e inflamação) ➛ Aspectos genéticos Adenocarcinoma do tipo intestinal: ➛ Incidência variável associada a fatores ambientais e predisposição genética ✓ Prevalente em homens ✓ Infecção pelo H.pylori ✓ Nitritos derivados de nitratos (conservas) ✓ Alimentos salgados ou defumados ✓ Tabaco ✓ Polipose Adenomatosa Familiar(PAF) - mutação do gene da wnt/beta-catenina e alterações em outros genes Morfologia macro e microscópica: ➛ Preferênciapor antro (curvatura menor) ➛ Infiltração na parede formam massa volumosa ➛ Pode apresentar ulceração ➛ Estrutura glandulares ➛ Vacúolos apicais de mucina ➛ Mucina abundante pode estar presente na luz das glândulas Adenocarcinoma do tipo difuso: ➛ Incidência similar em várias regiões e em gênero . ➛ Patogênese pouco conhecida - mutação no gene CDH1 codificadorda E-caderina, que codifica proteínas de adesão celular ➛ CDH1 mutado em 50% dos casos esporádicos. ➛ Restante: expressão de E-caderina reduzida por alterações epigenéticas Morfologia macro e microscópica: ➛ Preferência por antro (curvatura menor) ➛ Infiltração na parede de forma difusa, espessando-a ➛ Células em anel de sinete (vacúolo de mucina intracelular). ➛ Células não coesivas (perda da E- caderina. ➛ Não formam glândulas Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Adenocarcinoma precoce e avançado: ➛ De acordo com a invasão da parede, o AG pode ser precoce ou avançado: ✓ AG precoce está confinado à mucosa, ou à mucosa e submucosa; ✓ AG avançado é aquele em que existe invasão da camada muscular Ag precoce: ➛ Tipo 1: protruso - lesão de contorno elevado ➛ Tipo 2a: superficial elevado - mucosa ligeiramente elevada ➛ Tipo 2b: superficial plano - sem elevação ou depressão ➛ Tipo 2c: superficial deprimido - discreta depressão ➛ Tipo 3: escavado - formação de úlcera ou depressão Ag avançado: ➛ Tipo 1: lesão vegetante ou polipódio que cresce em direção a luz ➛ Tipo 2: lesão ulcerada, de bordas elevadas, com crescimento predominantemente expansivo ➛ Tipo 3: lesão ulceroinfiltrativa, com crescimento predominantemente na parede do órgão e limites macroscópicos imprecisos ➛ Tipo 4: lesão infiltrativa, de limites imprecisos, que cresce difusamente na parede, espessando a, e que, quando atinge grande extensão ou todo o órgão, é chamada linite plástica (estômago em cantil) Sinais e sintomas: ➛ Ambos tipos apresentam sintomas semelhantes a gastrite crônica e doença ulcerosa péptica ✓ Dispepsia, disfagia e náusea (início) ✓ Perda de peso, anorexia, plenitude gástrica (principalmente nos cânceres difusos), anemia e hemorragia (avançados) Evolução clínica: ➛ Não tem bom prognóstico, porque na maioria das vezes é assintomática e diagnosticado em fase avançada ➛ A profundidade da invasão e extensão da metástase (nodal ou a distância), determinam o prognóstico ➛ A taxa geral de sobrevida em 5 anos <30% Metástase: ➛ Ambos tipos infiltram parede do estômago ✓ Fígado, Pâncreas e Peritônio. ➛ Metástase descoberta no diagnóstico ✓ Duodeno, pâncreas, retroperitônio, pulmão, fígado e ovários (comum). ✓ Linfonodo sentinela supraclavicular, linfonodos periumbilicais, linfonodo axilar esquerdo e ovário ➛ Tumores carcinoides surgem de componentes difusos do sistema endócrino e agora são adequadamente conhecidos como tumores neuroendócrinos bem diferenciados ➛ Carcinoide: semelhante a carcinoma ➛ Perfaz < 10% dos carcinoides do TGI ✓ 40% no jejuno/íleo. ➛ Mais comum na 6° década de vida ✓ Pode aparecer em qualquer idade Carcinoma de tômago ou tumor neurndócrino: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Patogenia: ➛ Podem estar associados a: ✓ Hiperplasia de células endócrinas (inibidor bomba de prótons) ✓ Gastrite atrófica crônica autoimune ✓ Neoplasia endócrina multipla tipo I ✓ Síndrome de Zollinger-Ellison Morfologia macro e microscópica: ➛ Ocorre normalmente no corpo e fundo (mucosa oxintica) ➛ Massas intramurais ou submucosas que criam pequenas lesões polipoides ➛ Amarelos ou castanhos (firmes) ➛ 1 - 2 cm múltiplos ➛ > 2 cm solitário ➛ Ilhas, trabéculas, cordões, glândulas ou ninhos de células uniformes, com citoplasma granular rosado escasso e um núcleo pontilhado, de redondo a oval Evolução clínica: ➛ Tumor carcinoide gástrico que surgem em associação com a gastrite atrófica raramente originam metástases e são geralmente curados pela ressecção ➛ Tumores carcinoides sem fatores predisponentes geralmente são mais agressivos ➛ Tumores mesenquimais no trato digestivo, em que o estômago pode ser a sede mais comum ➛ Origem de células intersticiais de Cajal (células marca passo do m. liso/peristaltismo); ➛ O tumor estromal GI é o mais comum no abdome (2/3 ocorre no estômago) Características: ➛ Crescimento lento, porém pode causar metástase ➛ Mais prevalente em indivíduos maiores de 60 anos ➛ As proliferações microscópicas que podem representar precursores do GIST estão presentes em 10% a 30 % dos estômagos removidos Patogenia: ➛ 75% e 80% de todos os GISTs possuem mutações oncogênicas de ganho de função no receptor tirosina-cinase (KIT) e PDGFRa em 10% (lesões 3 mm) ✓ Mutação ativa vias de proliferação celular e inibição para apoptose ➛ Pode ser evidenciada expressão através da himunoistoquímica para CD117 concomitante a CD34 ➛ Pacientes com tais alterações respondem bem a inibidores de receptores com atividade cinase em tirocina Morfológica macro e microscópica: ➛ Localiza-se preferencialmente no corpo e no fundo, pode atingir grandes dimensões (20 a 30cm) ➛ Muscular da mucosa, muscular própria ou em estruturas da submucosa e cresce expansivamente como lesão bem delimitada e revestida por mucosa intacta ou ulcerada ➛ Corte roseo ou amarelado, macio, podendo haver áreas de hemorragia e necrose Síndrome de Zollinger-Ellison: - Síntese de gastrina - A hipersecrecao de gastrina produz úlceras pepticas, ma digestão, esofagite, duodenojejunite e diarreia Tumor de troma garointtinal: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Microscopia fusocelular: ➛ Mais frequente nos tumores do intestino delgado, com células de aspecto fasciculado ou neuroide; o estroma pode ser mixoide ou muito vascularizado ➛ Vacúolos citoplasmático.p ➛ Pouco pleomorfismo ➛ Pouca mitose ➛ Lembra célula muscular lisa ➛ Pode estar em paliçada Microscopia epitelioide: ➛ Mais comum no estômago, constituído predominantemente por células globosas, com citoplasma claro ➛ No estômago pode ser epitelioide ou fusocelular Clínica: ➛ Achados incidentais (endoscopia/biópsia) e esporádico. ➛ Variada conforme localização, tamanho da massa, ulceração ➛ Dor epigástrica, obstrução, sangramento com conseqüente anemia ➛ Linfomas do tecido linfoide associada a mucosa (MALT) ➛ Representa 2 a 5% dos tumores malignos no estômago e 70% dos linfomas de estômago ➛ Prevalente em homens entre 50-70 anos ➛ Endoscopia digestiva alta com biópsias é o método mais apropriado para o diagnóstico. ➛ Histológicamente são divididos em: ✓ Linfoma de baixo grau: - Evolução indolente e formado por pequenos linfócitos ou por células B monocitoides ✓ Linfoma de alto grau: - Mais agressivo e constituído predominantemente por grandes células Manifestações clínicas: ➛ Inespecíficas ➛ As mais freqüentes são dor abdominal, perda de peso, náuseas, vômitos e anorexia. ➛ Em 20% dos casos, o tumor ulcera e causa hemorragia Patogênese: ➛ Associação com infecção por cepas virulentas do H. pylori (90%) ✓ Expansão clonal das células linfóide (linfócito B) em resposta a inflamação induzida pela bactéria (via NFkB) ➛ 25% ocorre translocação t(11,18)(q21,q21) ✓ Fusão dos genes API2 e MLT, dando origem a proteínaAPI2-MLT (inibe apoptose e estimula proliferação via NFkB) linfócito B Morfologia macroscópica: ➛ Mucosa hipertrófica com espessamento irregular das pregas (evidente no raio-x) ➛ Pode se apresentar infiltrante com erosões ou ulceração ➛ Também pode ser formado por nódulos infiltrantes (linfoma de alto grau) Morfologia microscópica: Linfoma de baixo grau: ➛ Em condições fisiológicas, tais linfócitos encontram-se em torno dos folículos linfoides e dispersos entre os folículos. ➛ Quando surge o linfoma, as células ocupam a lâmina própria (A), infiltram- se nas glândulas gástricas e no epitéliofoveolar e os destroem, originando o aspecto característico conhecido como lesão linfoepitelial (B) Linfoma MALT: Camila Mariana Castro de Oliveira Medicina Nove de Julho Linfoma de alto grau: ➛ Focos confluentes de células blásticas, com diferentes graus de pleomorfismo celular e nuclear e figuras de mitose, que ficam intercaladas com folículos linfoides infiltrados por células neoplásicas que expressam a proteína BCL-2 e marcadores de linfócitos B (CD20)