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1 GESTÃO DE DOCUMENTOS: UMA PRÁTICA DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO TEMA LIVRE Ana Paola da Silva Salgado Araujo1 Isabella Souza Coelho2 RESUMO Apresenta conceituação de gestão, documento e gestão de documentos, abordando breve contexto e histórico desta área do conhecimento. Explicita os objetivos dessa prática que evoluiu no momento de grandes mudanças na sociedade, resultante na Era da Informação. Também trata do ciclo de vida dos documentos de acordo com seu valor de informação ou histórico para sua eliminação ou guarda. Cita empresas que hoje trabalham a gestão documental e finaliza com uma breve relação com a gestão eletrônica de documentos. Palavras-chave: Gestão de documentos. Gestão da informação. Organização do conhecimento. Ciclo de vida de documentos. Gerenciamento eletrônico de documentos. 1 INTRODUÇÃO As grandes mudanças que ocorreram no mundo levaram as organizações e a sociedade à chamada Era da Informação. Logo, informação e conhecimento apoiados pela tecnologia, tomam o lugar dos recursos estratégicos da Era Industrial. Esses acontecimentos proporcionaram grande desenvolvimento cultural e tecnológico do homem moderno, o que possibilita a geração e acesso a um gigantesco volume 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro, anapaola.forever@gmail.com, Rua Doutor Niemeyer, 113 apto 201 – Engenho de Dentro – RJ 2 Universidade Federal do Rio de Janeiro, isa.biblio.rp@gmail.com, Rua Almirante Barroso, 55 apto. 202 – Mutondo – São Gonçalo – RJ mailto:anapaola.forever@gmail.com mailto:isa.biblio.rp@gmail.com 2 de informações, de diversas formas e em qualquer área do conhecimento, sem as quais muitas instituições modernas não mais sobrevivem. Administrar, organizar e gerenciar informação é, hoje, uma preocupação entre as empresas e entidades públicas e privadas de pequeno, médio e grande porte, de diversos segmentos que encontram na tecnologia de Gestão de Documentos uma poderosa aliada para a tomada de decisões e um facilitador para a gestão de suas atividades, assim como maior controle sobre as informações que produzem e recebem. A Gestão de Documentos assegura que a informação produzida e utilizada será bem gerenciada, garantindo a confidencialidade e a rastreabilidade das informações, além de proporcionar benefícios como: racionalização dos espaços de guarda de documentos, eficiência e rapidez no desenvolvimento das atividades diárias e o controle do documento desde o momento de sua produção até a destinação final. Sendo assim, as organizações devem estar preparadas para suportar o crescente volume e rapidez de circulação de informações e conhecimento, pois o acúmulo de documentos nas instituições, quando não tratado, torna-se um conjunto de informações irrelevantes e sem utilidade. Mas, a informação deve, por conceito, ser útil e para isso estruturas organizacionais e tecnológicas flexíveis devem ser implantadas. Essa atividade assumiu nas instituições papel tão relevante quanto à gestão de materiais e de recursos humanos, embora ainda não haja reconhecimento disso, pois, em geral, a documentação é uma prática pouco compreendida, e, por conseqüência, mal resolvida nas organizações, acarretando perda de eficiência e eficácia nos seus processos. Portanto é necessário seu tratamento nos processos de trabalho. O presente trabalho utilizou pesquisa bibliográfica e observação de websites de empresas do ramo para conseguir atender o objetivo de relembrar a importância da gestão de documentos, área hoje pouco valorizada. 3 2 GESTÃO DE DOCUMENTOS 2.1 O QUE É GESTÃO E O QUE É DOCUMENTO Gestão é função de planejar, coordenar e direcionar as atividades de uma organização (ROSENBERG, 1983, tradução nossa); ou, gerir; dirigir como gerente (FERREIRA, 2007). Documento é Informação registrada, produzida ou recebida no início, condução ou conclusão de uma atividade individual ou organizacional, e que compreende conteúdo, contexto e estrutura para fazer prova dessa atividade. [...] Informações registradas, independentes do suporte, produzida ou recebida no decorrer das atividades de uma instituição ou pessoa, dotada de organicidade, que possui elementos constitutivos suficientes para servir de prova dessas atividades. (CUNHA, 2007). Ou seja, é um meio que comprova a existência de um fato, a exatidão ou verdade de uma afirmação. 2.2 DOCUMENTO E SEU CICLO DE VIDA A Gestão Documental significa o gerenciamento de todo o ciclo de vida dos documentos de arquivo, desde sua produção, organização, tramitação e uso até sua destinação final, assegurando assim, a eliminação criteriosa dos documentos destituídos de valor para a guarda permanente e a preservação daqueles de valor informativo probatório ou histórico. O conceito de ciclo de vida dos documentos transforma um conjunto de documentos quantitativamente importante. Sendo assim, apresentam-se suas fases denominadas: criação, publicação e distribuição, uso ativo, pós-decisão, arquivo e descarte. O documento pode ser criado, adquirido ou selecionado, ou seja, ele é criado pelo sistema ou adquirido por fontes externas ou selecionado a partir de uma fonte externa. Ele é 4 distribuído ou publicado podendo ter um uso ativo ou não, logo se não existir esse uso contínuo pode garantir o seu arquivo (físico ou eletrônico) para futura recuperação, através do armazenamento. Na pós-decisão, visa-se uma organização para os documentos, onde ele também é classificado de acordo com um plano de classificação e descrição. No arquivo e preservação, analisa-se a questão eliminação ou conservação, que depende de uma avaliação da informação, onde se decide pelos prazos de retenção ou eliminação imediata. (Fonte: BALDAM; VALLE; CAVALCANTI, 2002) 2.3 O QUE É GESTÃO DE DOCUMENTOS A Gestão de Documentos é o conjunto de procedimentos técnicos e operacionais referentes às atividades de produção, tramitação, classificação, avaliação e arquivamento dos documentos nas fases corrente e intermediária, visando sua 5 eliminação ou recolhimento à guarda permanente. (MANUAL DE GESTÃO DE DOCUMENTOS DO ESTADO DO PARANÁ, 2007). É, também, uma operação arquivística, que abrange três fases: produção, utilização e destinação. A produção está ligada à elaboração dos documentos em decorrência das atividades de um órgão ou setor. Nesta fase, o arquivista deve contribuir para que sejam criados apenas documentos essenciais à administração da instituição e evitadas duplicação e emissão de vias desnecessárias; propor consolidação de atos normativos alterados ou atualizados com certa freqüência, visando à perfeita compreensão e interpretação dos textos; sugerir criação ou extinção de modelos e formulários; apresentar estudos sobre a adequação e o melhor aproveitamento de recursos reprográficos e informáticos; contribuir para a difusão de normas e informações necessárias ao bom desempenho institucional; opinar sobre a escolha de materiais e equipamentos; participar da seleção dos recursos humanos que desempenharão tarefas arquivísticas e afins. A utilização inclui as atividades de protocolo (recebimento, classificação, registro), como contribuição e tramitação de expedição, de organização e de arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária bem como a elaboração de normas de acesso à documentação (empréstimo e consulta) e à recuperação de informações, indispensáveis ao desenvolvimento de funções administrativas, técnicas ou científicas das instituições. A destinação, considerada talvez a mais complexa das três fases da gestão de documentos, se desenvolve mediante a análise e avaliação dos documentos acumulados nos arquivos, com vistas a estabelecer prazos de guarda, determinando quais serão objetode arquivamento permanente e quais deverão ser eliminados por terem perdido seu valor de prova e de informação para a instituição. A atividade de gerenciar documentos é considerada por muitos esforços empenhados em selecionar e preservar somente documentos de valor permanente a partir do 6 momento que são criados e outros acreditam que a gestão de documentos é uma extensão da administração, visando economia e eficiência dos negócios. Essa prática veio a contribuir para as funções arquivísticas em muitos aspectos, entre eles: Garantir que as políticas e atividades dos governos fossem documentadas adequadamente; Garantir que menor número de documentos inúteis e transitórios fossem reunidos a documentos de valor permanente; Garantir a melhor organização desses documentos, caso atingissem a fase permanente; Inibir a eliminação de documentos de valor permanente; Garantir a definição de forma criteriosa da parcela de documentos que constituíssem o patrimônio arquivístico de um país, ou seja, de 2 a 5% da massa documental produzida. Além disso, devem-se enfatizar as atividades de arquivamento na gestão de documentos, pois é a tarefa arquivística de maior importância. 3 BREVE EVOLUÇÃO E CONTEXTO O século XIX foi consagrado à organização e à exploração da grande massa de arquivos herdados. Assim, lançaram-se, em meados desse século, as bases da arquivística com o princípio do respeito aos fundos, à proveniência, à ordem original e à centralização. Precedeu-se a grandes empreendimentos de classificação e inventário dentro de rigorosos princípios científicos. Por influência dos historiadores, começou-se a compreender, no fim do século XIX, que os documentos recentes também formam arquivos e que é importante assegurar-lhes 7 a conservação. Os governos foram se tornando sensíveis a esse problema, e começou-se sentir a necessidade de sistematizar as transferências, precisar prazos de conservação e controlar as eliminações. Assim, em função de problemas detectados nas administrações públicas dos Estados Unidos e do Canadá, referentes ao uso e guarda de documentos, teve seu ápice na década de 1950, período em que se começa a considerar o conceito informação e sua gerência. Seguiu-se na História a fase dos Centros de Processamento de Dados, que tinham um nível organizacional um pouco mais elevado que a gestão de documentos, encarada como menor e mais desprezível nível, atividade predominantemente manual e voltada para a produção documental (em papel) interior a organização. No contexto da gestão do conhecimento está inserida a gestão da informação, que, por sua vez, nos remete à gestão dos documentos, os quais têm cada dia tomando maior proporção, pois a informação, seja ela escrita, falada ou informatizada, é a mola propulsora para o desenvolvimento de instituições e empresas públicas e privadas. Já o conhecimento é fator de capital competitivo. 4 OBJETIVOS DA GESTÃO DE DOCUMENTOS Traduzem-se em: •Organizar, de modo eficiente, a produção, administração, gerenciamento, manutenção e destinação dos documentos; •Formalizar a eliminação de documentos que tenham cumprido seu prazo de Arquivamento; •Garantir o uso adequado de meios de reprografia e outras técnicas de gerenciamento eletrônico de documentos; 8 •Assegurar o acesso a informação quando e onde se fizer necessária ao governo e aos cidadãos; •Garantir a preservação e o acesso aos documentos de caráter permanente, reconhecidos por seu valor para pesquisa histórica ou científica. (MANUAL DE GESTÃO DE DOCUMENTOS DO ESTADO DO PARANÁ, 2007). 5 EMPRESAS TRABALHAM COM GESTÃO DE DOCUMENTOS Existem empresas que trabalham, na prática, em Gestão de Documentos, prestando consultoria especializada em organização documental, em que uma imensa quantidade de dados bem organizados é uma vantagem competitiva. Mas para isso as informações documentais precisam ser guardadas e recuperadas em tempo hábil, ou seja, trabalham com a otimização da recuperação. Sendo assim, essas empresas proporcionam a possibilidade de estruturação de arquivos empresariais de acordo com as necessidades dos clientes, utilizando-se das mais modernas técnicas, softwares e serviços disponíveis. Esses trabalhos são executados por profissionais altamente qualificados, como os das áreas de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Computação, sobretudo com grande experiência no desenvolvimento de programas de retenção, classificação e indexação de documentos e engenharia da informação. Tais empresas já dispõem de ferramentas adequadas para a eficiente administração dos seus arquivos, trabalhando com softwares de gerenciamento e serviços de digitalização. No entanto, o serviço de guarda de documentos e administração de arquivos é uma das soluções de melhor relação custo / benefício para preservação de acervos com praticidade e eficácia na localização de documentos e informação. 9 O objetivo principal dessas organizações é a criação de um Centro de Gestão de Documentos dentro da estrutura do cliente, sendo responsável pela execução de todas as rotinas inerentes ao arquivo, tais como: atendimento aos usuários, pesquisas, localização e disponibilização dos documentos, organização, estruturação e disseminação da informação, aplicação das tabelas de temporalidade e taxonomia, digitalização de documentos e demais atividades, proporcionando assim racionalidade e eficiência às informações geradas externa e internamente. Portanto, capturar, classificar e disponibilizar documentos; gerir o ciclo de vida de um documento ao longo de sua existência; localizar e imediatamente disponibilizar um documento, quando necessário e em qualquer parte; aumentar a qualidade da informação a disponibilizar aos utilizadores; garantir a gestão integrada do arquivo físico e eletrônico e garantir a escalabilidade, mantendo níveis de fiabilidade e performance adequados, são soluções de Gestão Documental que permitem às empresas a gestão de toda a informação não estruturada – documentos – crítica para o seu negócio. 5.1 VANTAGENS E BENEFÍCIOS PROPORCIONADOS •Aumento da velocidade de localização e disponibilização de documentos; •Categorização e indexação dos documentos; •Segurança: evita extravio ou falsificação de documentos; •Mais agilidade nas transações, velocidade nos processos; •Redução de ônus por não localização de documentos; •Redução no tempo de localização e recuperação de documentos; •O processo utiliza ferramentas de segurança para o controle de acessos; •Múltiplos usuários podem acessar simultaneamente; 10 •Dinamiza extraordinariamente o acesso e a disseminação das informações entre os funcionários e colaboradores, mediante a visualização instantânea e a multi-usuários de arquivos eletrônicos e imagens de documentos nas próprias estações de trabalho; •Concentra em um único sistema, a gestão, o armazenamento e o acesso das informações da empresa, independente da forma como estas se encontram: papel, imagens digitalizadas ou arquivos digitais (word, excel etc); •Categorias de permissão conforme o usuário; •Restrições de acesso a arquivos e imagens de documentos predeterminados; •Delimitações para visualização, alteração, exclusão e criação de arquivos; e •Criação de um novo e eficiente canal de comunicação com clientes, fornecedores e público em geral, aos quais podem ser concedidas senhas de acesso com delimitações de uso dos recursos do software a critério do administrador do sistema. 5.2 EXEMPLOS DE EMPRESAS QUE TRABALHAM NESTA LINHA DE ATUAÇÃO •GRUPO STORE; •ARQUIVAR; •ARK TEC; •P3IMAGE. As empresas que atuam em gestão de documentos podem ter duas linhasde frente: prestação de serviços ou fornecimento de tecnologia. As aqui citadas, majoritariamente, trabalham com prestação de serviços, dos quais os mais presentes são: guarda, organização e digitalização de documentos (arquivos inteiros ou não). Também microfilmagem, destruição segura, arquivo de segurança (salas-cofre) e segurança biológica. 11 Apesar de já ser uma prática antiga, datada da década de 1950, a criação destas empresas (trabalhadas) datam do fim da década de 1980, até o início do ano 2000. Sua equipe é diversificada, com profissionais que trabalham o conteúdo e o processo, sendo das áreas de informação e tecnologia. Já os clientes, vão desde empresas locais, de pequeno e médio porte, até empresas grandes, presentes em todo território nacional, ou internacionais. 6 RELAÇÃO ENTRE GESTÃO DE DOCUMENTOS E GESTÃO ELETRÔNICA DE DOCUMENTOS Devido ao grande volume das informações, bem como a sua diversidade, indexar, armazenar, e recuperar informações torna-se uma tarefa difícil através de sistemas manuais. É necessária a implantação de um processamento racional e automático de informações com base na utilização de ferramentas de busca, a fim de disseminar com segurança e rapidez a informação desejada pelo usuário. O quadro abaixo demonstra uma mudança de paradigma, que com o advento da globalização, o uso de novas ferramentas tecnológicas é essencial para o acesso contínuo e a busca de informação. 12 Comparação entre atividades de recuperação de documentos em papel e GED Atividade Papel GED Capturar um documento São armazenados em armários e pastas. Documentos são digitalizados para gerar imagens. Uso de mais de uma forma de armazenar documentos ou arquivos setoriais Cópias são feitas e armazenadas em diversos arquivos. Busca por índice de diferentes maneiras para localizar o mesmo documento. Sem limite físico. Recuperação Exemplo de fácil consulta: ir até a sala do arquivo, encontrar o documento, removê-lo, ir à copiadora, fazer cópia, retornar o original ao local de origem. Ir ao computador, pesquisar pelo índice desejado, visualizar ou imprimir. Tempos de recuperação Desde vários minutos até semanas Segundos Distribuição do documento (imagem) Malote, correio interno Via mensagem eletrônica, própria do sistema ou e-mail. Espaço exigido para armazenamento (documentação por m³) Alguns milhares Milhões Potencial de perda de documentos Alta Mínima Impacto na infra-estrutura de computadores Nenhum Alto Impacto no sistema atualmente em uso Nenhum Potencialmente alto – pode requerer revisão de processos. (Fonte: BALDAM; VALLE; CAVALCANTI, 2002, adaptado) 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar da gestão de documentos ter despontado no período pós Segunda Guerra Mundial, momento em que se “descobria” o valor da informação na sociedade mundial, ela, ainda hoje, é uma importante e eficiente maneira de gerir a informação, mesmo já se tendo passado mais de meio século e com tantas mudanças que ocorreram globalmente. 13 Percebe-se que não é dada a devida importância à prática da gestão de documentos, esquecem que organização, controle e gestão de dados e papéis têm valor para os processos decisórios se organizados e disponibilizados em uma estrutura que contemple entrada, processamento, armazenamento e saída de informações, como em um sistema de informação. Mesmo surgindo no contexto do governo, é hoje largamente utilizada por empresas privadas, visto sua capacidade de coletar, tratar, interpretar, recuperar e utilizar informações, contidas nos documentos internos à organização, sendo estes não apenas o papel (em sua grande maioria, quando se trata de GD) ou qualquer suporte, mas também seu conteúdo e informação, e que contribuem positivamente para a tomada das decisões e ações organizacionais. Por este motivo, justifica-se a atuação do profissional bibliotecário neste segmento de mercado de trabalho, assim como outros que trabalhem informação, classificação e indexação. No entanto, faz-se necessário conhecimento de técnicas de arquivística, ou seja, mais uma especialidade que abre novas oportunidades para os bibliotecários. Apesar de serem áreas diferentes, complementa-se no que tange à documentação. Em suma, indubitavelmente, gerenciar documentos é uma maneira de gerenciar informação, vinculada à Arquivologia, que com suas práticas e processos contribui (ou contribuirá) também para a gestão do conhecimento. 14 DOCUMENT MANAGEMENT: A MANAGEMENT INFORMATION PRACTICE ABSTRACT Presents concepts of management, document and document management, addressing brief context and history of this area of knowledge. It sets out the objectives of the practice which evolved in time of major changes in society, resulting in the Information Age. Also mentions the life cycle of documents according to their value as historical information or for elimination or storage. It cites companies that have a document management and ends with a brief relationship with the electronic document management. Keywords: Document management. Information management. Knowledge Organization. Document life cycle. Eletronic document management. 15 REFERÊNCIAS ADMINISTRADORES.COM: o portal da administração. 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