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Prof. Dr. Flávio Buratti 
UNIDADE I
Microbiologia e 
Micologia Clínica
Conceitos:
Infecção hospitalar:
 Qualquer infecção adquirida após a internação do paciente, que se manifeste durante a 
internação ou, mesmo, após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou os 
procedimentos hospitalares;
 Toda manifestação clínica de infecção que se apresentar a partir de 72 (setenta e duas) 
horas após a admissão;
 MS – Portaria n. 2616/1998.
CCIH e infecção hospitalar 
Infecção hospitalar:
 É a mais frequente e grave complicação que acontece em pacientes hospitalizados; 
 Uma infecção hospitalar (IH) acrescenta, em média, 5 a 10 dias ao período de internação;
 Eleva os custos;
 Importante causa de morte durante a hospitalização;
 1,7 milhão de IH/anos nos EUA; 
 4,5 IH para cada 100 altas;
 99.000 mortes/ano;
 Custo anual de US$ 5-10 bilhões.
CCIH e infecção hospitalar 
CCIH e infecção hospitalar 
Existe taxa de infecção ZERO?
Não existe taxa de infecção 
ZERO.
Existem infecções que não 
podem ser evitadas porque 
dependem do estado de 
saúde do paciente. 
Existem infecções que 
podem ser evitadas por 
medidas de prevenção e 
controle, e do trabalho da 
CCIH.
CCIH e infecção hospitalar 
Um breve histórico no mundo
Inserção dos médicos, segregação 
de doentes por patologia –
primeiras medidas básicas para a 
prevenção da IH330 a.C.
Construção do primeiro hospital 
urbano – possuía caráter social, 
não curativa. Para os doentes 
pobres, peregrinos e inválidos 
Século XIX
Ações de prevenção de IH 
lgnaz Semmelweis e 
Florence Nightingale 
Final do século XVIII
Mudança do paradigma 
caritativo-assistencial 
para curativo 
A IH surge devido à 
precária condição de 
assistência
Fonte: acervo pessoal.
CCIH e infecção hospitalar 
Um breve histórico no Brasil
1998
Substituição da Portaria MS 
930/1992 pela 2616/1998 – obriga 
a implantação do SCIH e 
estabelece as normas para a 
prevenção e o controle de IH
1997
Lei n. 9431 – obriga a 
manutenção do PCIH
1985
Morte do presidente Tancredo 
Neves – sepse secundária 
infecção pós-cirúrgica (diverticulite) 
Criação de associações de 
profissionais (ABIH, APECIH, 
AMECIH)
1983
Divulgação de IH pela 
imprensa 
Publicação da Portaria 
MS 196 – recomenda a 
criação de CCIH 
1992
Substituição da Portaria MS 
196/1983 pela 930 – obriga a 
implantação
do PCIH 
Fonte: acervo pessoal.
Automação no Laboratório de Microbiologia
Aparelho Meios de cultura
 O BD BACTEC é um sistema automatizado desenvolvido 
para detectar o crescimento de microrganismos em 
amostras de sangue. O aparelho não é invasivo e 
monitora, agita e incuba os frascos, simultânea 
e continuamente; 
 A metodologia é baseada na detecção da fluorescência 
emitida por um sensor nos frascos com os meios de 
cultura. O sistema é de ultrassensibilidade e monitora, em 
intervalos de 10 minutos, as amostras de hemocultura, 
acelerando o tempo de detecção e fornecendo os alarmes 
tanto visuais quanto sonoros, no caso de amostras 
positivas. 
Hemocultura:
Fonte: https://www.bd.com/pt-br
Automação no Laboratório de Microbiologia
Crescimento de micobactérias:
 O sistema BD BACTEC MGIT é um método automatizado 
para o isolamento primário de micobactérias a partir de 
amostras clínicas pulmonares e extrapulmonares (exceto 
sangue), e teste de sensibilidade a antibióticos para 
Mycobacterium tuberculosis;
 Os tubos de cultura contêm um composto fluorescente, 
embebido em silicone, que é sensível à presença do oxigênio 
dissolvido no meio. Inicialmente, grande quantidade do 
oxigênio dissolvido extingue as emissões do composto e 
pouca fluorescência pode ser detectada. Posteriormente, 
microrganismos respirando ativamente no meio consomem o 
oxigênio, o que ocasiona a emissão da fluorescência e a sua 
detecção pelo equipamento. 
Fonte: https://www.bd.com/pt-br
Automação no Laboratório de Microbiologia
O equipamento WalkAway é completo e flexível, totalmente 
automatizado para a microbiologia clínica:
 Incuba, automaticamente, a suspensão bacteriana pelo tempo 
apropriado, adiciona reagentes e executa a leitura 
dos painéis;
 Especifica com segurança e a suscetibilidade antimicrobiana, 
com a concentração Inibitória Mínima ou Breakpoint com uma 
ampla variedade de antibióticos;
 Dupla metodologia: Colorimétrica e Fluorogênica;
 Tem capacidade de processar, simultaneamente, 40 painéis 
(WalkAway® 40) ou 96 painéis (WalkAway® 96).
Fonte: https://www.bd.com/pt-br
Automação no Laboratório de Microbiologia
O AutoScan-4 é um equipamento semiautomatizado para 
microbiologia clínica:
 Realiza, automaticamente, a leitura de um painel inoculado 
com uma suspensão bacteriana padronizada;
 Utiliza a tecnologia de fibras óticas que permite a leitura 
espectrofotométrica de todo o painel simultaneamente, 
garantindo a mais absoluta precisão nos resultados;
 Resultado em 5 segundos;
 Identificação e antibiograma com Concentração Inibitória 
Mínima ou Breakpoint com uma ampla variedade 
de antibióticos.
Fonte: https://www.bd.com/pt-br
Sistema Maldi-Tof
Automação no Laboratório de Microbiologia
Fonte: acervo pessoal.
Laser beam
to Mass 
analyzer
Desolvation & 
ionizationDesorption
Proton Transfer
Analyte spots
Matrix spots
H+
T
a
rg
e
t p
la
te
Bacteria Culture
Clinical 
Specimen
MALDI TOF MS
Antibiotic
Susceptibility
Testing
Microorganism
Identification
Sublyping
Níveis de Biossegurança:
Níveis de biossegurança em laboratório 
NB 1 NB 2 NB 3 NB 4
Nível adequado à manipulação de 
agentes biológicos conhecidos por 
não causarem doenças em adultos 
sadios.
Nível adequado à manipulação de 
agentes biológicos cujo risco 
individual é moderado e baixo para a 
comunidade. Pode provocar 
infecções, porém se dispõe de 
medidas terapêuticas e profiláticas 
eficientes. Risco de propagação 
limitado.
Nível adequado à manipulação de 
agentes biológicos com potencial 
para a transmissão por via e para 
causarem patologias potencialmente 
letais, para as quais existem, 
usualmente, medidas de tratamento 
e/ou de imunização.
Nível adequado à manipulação de 
agentes biológicos exóticos ou 
perigosos, com alto poder de 
transmissibilidade por via respiratória, 
ou transmissão desconhecida e de 
alta letalidade. Não há medida 
profilática ou terapêutica eficaz contra 
infecções ocasionadas por aqueles.
Tabela 2: Níveis de Biossegurança.
Fonte: Adaptado de: Ministério de Saúde (2006).
Qual é o nível de biossegurança em que é adequada a manipulação de agentes biológicos de 
risco individual moderado e baixo para a comunidade?
a) NB1.
b) NB2.
c) NB3.
d) NB4.
e) Não existe nível seguro para a manipulação de agentes infecciosos.
Interatividade
Qual é o nível de biossegurança em que é adequada a manipulação de agentes biológicos de 
risco individual moderado e baixo para a comunidade?
a) NB1.
b) NB2.
c) NB3.
d) NB4.
e) Não existe nível seguro para a manipulação de agentes infecciosos.
Resposta
 Os estafilococos são as bactérias inquestionavelmente mais resistentes no meio ambiente.
 Podem sobreviver por meses em amostras clínicas secas, são relativamente resistentes ao 
calor e podem tolerar uma concentração aumentada de sal. 
 Indivíduos sadios são colonizados intermitentemente por staphylococcus aureus desde a 
amamentação e podem albergar o microrganismo na nasofaringe, ocasionalmente, na pele 
e, raramente, na vagina.
 Staphylococcus aureus: pode contaminar a pele e as 
membranas mucosas do paciente, objetos inanimados ou 
outros pacientes, por contato direto ou por aerossol, 
ocasionando as infecções letais por conta dos fatores de 
virulência ou pela resistência aos antimicrobianos, atualmente, 
utilizados.
Staphylococcus spp.
Existem cerca de 31 espécies de Staphylococcus coagulase negativa conhecidas e as 
mais frequentes são:
 Staphylococcus epidermidis: causadorde infecções de cateteres e próteses, e o mais 
frequente microrganismo encontrado em hemoculturas. Também associado às bacteremias 
e endocardites;
 Staphylococcus saprophyticus: causador de infecção urinária em mulheres jovens;
 Staphylococcus haemolyticus: importante devido à 
resistência aumentada aos antimicrobianos e por ser 
comumente confundido com o S. Aureus, pois apresenta 
hemólise na placa de ágar sangue de carneiro.
Staphylococcus spp.
Fonte: acervo pessoal.
Bacterioscopia – presuntiva para Staphylococcus spp.
 Com a alça bacteriológica, retira-se uma colônia suspeita e esfrega em uma lâmina de vidro. 
Despejar sobre esse esfregaço uma gota de água oxigenada a 3% e observar a formação de 
bolhas. Para a família Microccocaceae (estafilococos), a prova é, geralmente, positiva, 
enquanto que, para a família Streptococcaceae (estreptococos), é negativa. Dessa forma, 
pode-se utilizar essa prova como um teste diferencial entre as duas famílias de bactérias. 
Uma observação importante na realização dessa técnica: deve-se tomar o cuidado de não 
carregar meio de cultura (ágar sangue), o que pode acarretar resultados falso positivos.
Prova da catalase – presuntiva para Staphylococcus spp.
Fonte: acervo pessoal.
 Para realizar o teste, é muito simples: deve-se, inicialmente, colocar duas gotas de salina em 
uma lâmina. Depois, homogeneizar com uma colônia isolada a ser testada, acrescentar uma 
gota de plasma e misturar. Deve-se observar se há a aglutinação visível num 
prazo estabelecido.
Prova da coagulase – confirmatória para Staphylococcus spp.
Fonte: acervo pessoal.
 Esse teste consiste na inoculação de colônias em meio contendo DNA (DNase test agar) 
obtido comercialmente. Adicionar ao meio original azul de ortotoluidina na concentração de 
0,1%. Incubar a 35 ºC, por 24 horas, e, depois desse período, verificar se há a presença de 
uma coloração rósea ao redor das colônias produtoras de DNase, indicando a positividade 
da prova.
Prova de DNase
Fonte: acervo pessoal.
 O Staphylococcus aureus tem a capacidade de fermentar o manitol em meio contendo 7,5% 
de NaCl, denominado ágar manitol salgado. O indicador de pH é o vermelho de fenol, que 
indica uma reação positiva, quando o meio ao redor das colônias se torna amarelo, e 
negativa, quando permanece avermelhado.
Prova do manitol
Fonte: acervo pessoal.
 A bactéria é semeada seguindo os cuidados da técnica de disco-difusão de Kirby-Bauer, 
acrescida de um disco teste de novobiocina contendo 5 μg. As amostras resistentes mostram 
zonas de inibição de 6 a 12 mm, enquanto as suscetíveis apresentam halos de 16 mm ou 
mais. As cepas de Staphylococcus saprophyticus são resistentes.
Prova da novobiocina
Fonte: acervo pessoal.
Qual o nome do teste utilizado para diferenciar bactérias da família dos Staphylococcus spp. 
dos Streptococcus spp.?
a) Catalase.
b) Coagulase.
c) DNase.
d) Manitol.
e) Novobiocina.
Interatividade
Qual o nome do teste utilizado para diferenciar bactérias da família dos Staphylococcus spp. 
dos Streptococcus spp.?
a) Catalase.
b) Coagulase.
c) DNase.
d) Manitol.
e) Novobiocina.
Resposta
Streptococcus spp.
Características gerais:
 Anaeróbios facultativos, mesófilos, demandam meio rico (ágar chocolate ou sangue);
 Cocos Gram-positivos em cordões, cadeias ou aos pares; 
 A hemólise em meio de ágar sangue é um fator muito importante para a classificação das
bactérias nesse grupo;
 Sabe-se que bactérias podem produzir diferentes graus de 
hemólise, a julgar pela concentração de hemolisina que cada 
uma pode produzir;
 O diagnóstico presuntivo de infecção por estreptococos se 
inicia, obviamente, pela microscopia, revelando a presença de 
bactérias arredondadas, Gram-positivas, dispostas em 
cadeias curtas ou longas, catalase negativa e observando o 
padrão de hemólise evidenciado.
Fonte: Adaptado de: https://www.ibb.unesp.br/
 Streptococcus – classificação de Lancefield.
 LANCEFIELD, R. C. A serological differentiation of human and other groups of hemolytic 
streptococci. J. Exp. Med., 
57:571, 1933. 
 Rebecca C. Lancefield (1895-1981).
Streptococcus spp.
Classificação
Sorológica
Classificação Bioquímica Padrões Hemolíticos
A Streptococcus pyogenes β
B Streptococcus agalactiae β, ocasionalmente, α ou y
C
Streptococcus anginosus
Streptococcus equisimilis
α ou y
D Streptococcus bovis α ou y, ocasionalmente, β
F Streptococcus anguinosus β
G Streptococcus anguinosus β
- Streptococcus pneumoniae α
Grupo viridans
Streptococcus do grupo mutans
Streptococcus do grupo salivarius
Streptococcus do grupo sanguis
Streptococcus do grupo mitis
Streptococcus do grupo milleri
α,y
 Streptococcus – classificação-hemólise.
 Padrão de hemólise: ,  e .
Streptococcus spp.
Fonte: https://bv.fapesp.br/en/instituicao/2046/instituto-paulista-de-doencas-infecciosas-e-
parasitarias-idipa/
Fonte: acervo pessoal.
Bacterioscopia – presuntiva para Streptococcus spp.
 Com a alça bacteriológica, retira-se uma colônia suspeita e esfrega em uma lâmina de vidro. 
Despejar sobre esse esfregaço uma gota de água oxigenada a 3% e observar a formação de 
bolhas. 
 Para a família Microccocaceae (estafilococos), a prova é, geralmente, positiva, enquanto que 
para a família Streptococcaceae (estreptococos) é negativa. 
 Dessa forma, pode-se utilizar essa prova como um teste 
diferencial entre as duas famílias de bactérias. Uma 
observação importante na realização dessa técnica: deve-se 
tomar o cuidado de não carregar meio de cultura (ágar 
sangue), que pode acarretar resultados falso positivos.
Prova da catalase – Streptococcus spp.
Fonte: acervo pessoal.
Teste da bacitracina:
 Esse teste é semelhante ao teste da novobiocina em termos de metodologia utilizada, porém 
deve-se estar bastante atento, pois depende da utilização de meio de ágar sangue, cujos 
resultados podem gerar conflitos;
 Para a sua realização, deve-se semear a placa de ágar sangue com o estreptococo a ser 
identificado, colocar o disco de bacitracina 0,004 u como indicado; incubar por 24 horas a 
35 ºC sem CO2 e verificar a presença de qualquer halo ou zona de inibição como resultado 
de sensibilidade. O Streptococcus pyogenes (grupo A) é, assim, rapidamente identificado.
Provas de identificação
Fonte: acervo pessoal.
Teste do sulfametoxazol trimetoprim (SXT):
 Adicionar, na mesma placa de ágar sangue, onde foi realizado o teste da bacitracina, o disco 
de SXT; para tal, pode-se dividir a placa ao meio. Deve-se incubar; por 24 horas; a 35 ºC; 
sem CO2. A sensibilidade a essa droga significa, em conjunto com as outras leituras, que o 
estreptococo não pertence ao grupo A, B ou D de Lancefield;
 Em adição, como dito, pode ser feito na mesma placa o teste de bacitracina 0,004 UI e o de 
Camp, conforme a seguir.
Provas de identificação
Fonte: acervo pessoal.
Teste da optoquina:
 Teste semelhante aos demais que utilizam, como princípio, a técnica de disco-difusão. Para 
tal, deve-se semear um quarto de uma placa de ágar sangue (isso como opção, caso queira 
utilizar a mesma placa para demais testes) com a cepa alfa-hemolítica a ser testada; 
 Em sequência, deve-se aplicar um disco de optoquina, incubar a 35 ºC em tensão 
aumentada de CO2, sugere-se uso do sistema de anaerobiose, com gerador apropriado;
 Após período de incubação, notar se há presença de uma 
zona de inibição de 14 mm ou indicando a sensibilidade ao 
teste e identificando, de forma assertiva, uma infecção por 
Streptococcus pneumoniae.
Provas de identificação
Fonte: acervo pessoal.
Teste de CAMP:
 Inocular uma estria única de uma amostra de Staphylococcus aureus produtor de beta-lisina 
(ATCC25923) no centro de uma placa de ágar sangue preparada, obrigatoriamente, com 
sangue de carneiro; 
 Na sequência, deve-se inocular as amostras a serem testadas em estrias, formando um 
ângulo reto com a linha de inoculação da amostra testede estafilococo;
 As estrias não devem se tocar, ficando entre 1 e, no máximo, 
2 mm de distância. Desse modo, várias amostras podem ser 
testadas em uma mesma placa de ágar sangue. 
Provas de identificação
Teste de CAMP:
 As placas devem ser incubadas em temperatura entre 35-37 ºC durante um período de 18-24 
horas. A positividade da prova, Streptococcus agalactiae (grupo B), é evidenciada pelo 
alargamento da zona de análise, que adquire a forma de ponta de flecha, característica na 
área de intersecção entre as duas estrias.
Fonte: 
https://bv.fapesp.br/en/instituicao/2046/instituto-
paulista-de-doencas-infecciosas-e-parasitarias-
idipa/
Provas de identificação
Teste da bile esculina:
 A prova da bile esculina avalia a capacidade de determinadas bactérias de hidrolisarem a 
esculina em esculetina em um meio contendo sais minerais e ferro;
 A esculetina hidrolisada reage com os íons ferro, gerando a formação de um induto preto no 
interior do tubo. Para realizar a prova, deve-se semear a bactéria em tubo contendo meio de 
bile esculina, incubar em temperatura entre 35-37 ºC, durante um período de 18-24 horas; se 
houver formação de induto preto, o teste é positivo; mantendo-se a cor marrom do meio, o 
teste é negativo. 
Provas de identificação
Fonte: acervo pessoal.
Teste do NaCl 6,5%:
 No teste do NaCl 6,5%, utiliza-se um meio líquido, também 
chamado de caldo, em que se adiciona uma solução de NaCl a 
6,5%. É sabido que muitas bactérias não resistem à tamanha 
concentração de sal;
 Nesse caso, as bactérias que conseguem sobreviver se 
multiplicam no meio graças aos nutrientes presentes, turvando-o;
 As bactérias que não resistem 
morrem e acabam por se depositar 
no fundo do tubo, mantendo o 
meio translúcido.
Provas de identificação
Fonte: acervo pessoal.
LÍMPIDO TURVO
Fonte: Adaptado de: https://bv.fapesp.br/en/instituicao/2046/instituto-paulista-de-doencas-
infecciosas-e-parasitarias-idipa/
Fluxograma de identificação de Streptococcus alfa hemolítico spp.
Identificação Optoquina Bile esculina
Tolerância NaCI 
6,5%
Pneumococo Sensível Negativo Negativo
Enterococos Resistente Positivo Positivo
Grupo viridans Resistente Negativo Negativo
Streptococcus
bovis
Resistente Positivo Negativo
Fonte: https://bv.fapesp.br/en/instituicao/2046/instituto-paulista-de-doencas-infecciosas-e-parasitarias-
idipa/
Fluxograma de identificação de Streptococcus beta hemolítico spp.
Identificação Bacitracina Camp Test
Sensibilidade 
SXT
Bile-esculina 
e tolerância
NaCI 6,5%
S. pyogenes Sensível Negativo Resistente Negativo
S. agalactiae Resistente Positivo Resistente Positivo
Enterococcus
sp.
Resistente Negativo Resistente Negativo
Estreptococcus
não A, B ou D
Resistente Negativo Sensível Negativo
Fluxograma de identificação de Streptococcus gama hemolítico spp.
Fonte: Adaptado de: https://bv.fapesp.br/en/instituicao/2046/instituto-paulista-de-doencas-
infecciosas-e-parasitarias-idipa/
Identificação Camp Test Bile-Esculina
Tolerância NaCI
6,5%
S. agalactiae Positivo Negativo Negativo
Enterococcus
sp.
Negativo Positivo Positivo
Streptococcus 
bovis
Negativo Positivo Negativo
Qual bactéria do grupo do Streptococcus corresponde a esta descrição: beta hemolítica, 
bacitracina resistente, camp test positivo, sensível ao SXT, bile-esculina positiva e crescimento 
em NaCl positivo?
a) Streptococcus pyogenes.
b) Streptococcus bovis.
c) Enterococcus faecalis.
d) Grupo viridans.
e) Streptococcus agalactiae.
Interatividade
Qual bactéria do grupo do Streptococcus corresponde a esta descrição: beta hemolítica, 
bacitracina resistente, camp test positivo, sensível ao SXT, bile-esculina positiva e crescimento 
em NaCl positivo?
a) Streptococcus pyogenes.
b) Streptococcus bovis.
c) Enterococcus faecalis.
d) Grupo viridans.
e) Streptococcus agalactiae.
Resposta
 Imóvel, não formador de esporos e a maioria das espécies cresce bem entre 35-37 ºC. 
 Microrganismos capnofílicos (crescem melhor em 5% de CO2) crescem melhor em 
ambientes úmidos. 
 Todas as espécies do gênero são oxidases positivas e catalases positivas. 
 A maioria das espécies humanas de Neisseria é habitante 
normal das vias respiratórias superiores e não é considerada 
patógena, embora, ocasionalmente, esses microrganismos 
sejam isolados de processos infecciosos. 
 As espécies de N. meningitidis e N. gonhorrhoeae são 
fastidiosas e requerem a presença de aminoácidos como 
suplemento, ágar chocolate ou outros meios enriquecidos.
Neisseria spp.
 As várias espécies de Neisseria se apresentam morfologicamente como diplococos Gram-
negativos lateralmente achatadas, de aspecto riniforme (lembram rins) ou dois grãos de 
feijão unidos por uma ponte. Apenas a espécie N. elongata difere dessa morfologia, sendo 
diplobacilos ou diplococo-bacilo. 
 As N. Gonorrhoeae crescem em ágar chocolate formando colônias pequenas. As colônias de 
N. Meningitidis A e C capsuladas se apresentam com consistência mucoide. Testes 
imunológicos não substituem a cultura e a bacterioscopia e, para o diagnóstico da gonorreia, 
existem kits de Elisa comerciais, sondas genéticas de ácido nucleico, PCR e as suas 
variantes, que se mostram altamente eficientes apesar de seu elevado custo.
Neisseria spp.
 Os seres humanos são os únicos hospedeiros naturais dos meningococos, que podem ser 
transmitidos por gotículas disseminadas pelo ar. 
 Colonizam as membranas da nasofaringe e se tornam parte da microbiota transitória do trato 
respiratório superior. 
 Os portadores são assintomáticos (8-40%). A maior 
incidência da doença é em crianças menores de 5 anos. 
Aglomerações favorecem a disseminação respiratória dos 
meningococos. Da nasofaringe, penetram a corrente 
sanguínea e se disseminam para os sítios específicos, como 
as meninges ou para todo o corpo. 
 Na meningite, os sintomas típicos são: febre, dor de cabeça, 
pescoço duro e um aumento nos níveis de PMNs no liquor. 
Outras síndromes causadas por N. meningitidis são 
pneumonia, artrite, uretrite.
Neisseria meningitidis
 No exame de um líquido cefalorraquidiano (LCR) com suspeita de infecção por Neisseria 
meningitidis, pode ser feita a técnica de aglutinação com partículas de látex, que é rápida, 
com uma boa sensibilidade, especificidade e permite a tipagem dos principais tipos 
prevalentes em meningites.
 Coloração de Gram é muito sensível e específica.
 Cultura (meios não seletivos – ágar chocolate ou seletivos – ágar Thayer-Martin).
 Testes para a detecção de antígenos (N. meningitidis).
 Testes baseados em ácidos nucleicos.
Diagnóstico de meningite
Neisseria gonorrhoeae
Fonte: Adaptado de: https://www.ufjf.br/
Gonorreia – Manifestações da doença
Recém-nascidos e crianças 
de, até, 1 ano de idade
Crianças acima de 1 ano Jovens e adultos
Oftalmia neonatal
Síndrome da infecção
neonatal do líquido
amniótico
Infecção disseminada
Uretrite
Vaginite
Conjuntivite
Faringite
Proctite
Infecção
disseminada
MULHERES
Cervicite
DIP
Uretrite
Peri-hepatite
Bartholinite
HOMENS
Uretrite
Epididimite
AMBOS OS SEXOS
Conjuntivite
Faringite
Proctite
Infecção disseminada: artrite, 
dermatite, endocardite, 
meningite
 Coloração de Gram é muito sensível e específica (exceto em pacientes assintomáticos para 
a gonorreia, em que deve ser feita a cultura).
 Cultura (meios não seletivos – ágar chocolate ou seletivos – ágar Thayer-Martin).
 Testes para a detecção de antígenos (N. meningitidis).
 Testes baseados em ácidos nucleicos.
Diagnóstico de gonorreia 
Bacterioscopia de Neisseria
Fonte: acervo pessoal.
 Utilizar tiras com reativo para a oxidase, adquiridas comercialmente. Pingar uma gota de 
solução salina 0,85% estéril na tira de oxidase. Com o auxílio de uma alça bacteriológica, 
transferir assepticamente uma ou duas colônias da bactéria em análise, e distribuir, 
uniformemente, sobre a superfície da área reagente da tira; notarse, em 2 minutos, ocorre o 
desenvolvimento de uma coloração violeta caracterizando um teste de oxidase positiva.
Prova da oxidase
Oxidase 
neg.
Oxidase 
pos.
Fonte: acervo pessoal.
Além da Neisseria meningitidis, qual outra bactéria do grupo do Streprococcus também está 
fortemente associada com meningite bacteriana?
a) Streptococcus pyogenes.
b) Streptococcus pneumoniae.
c) Streptococcus faecalis.
d) Streptococcus agalactiae.
e) Streptococcus mutans.
Interatividade
Além da Neisseria meningitidis, qual outra bactéria do grupo do Streprococcus também está 
fortemente associada com meningite bacteriana?
a) Streptococcus pyogenes.
b) Streptococcus pneumoniae.
c) Streptococcus faecalis.
d) Streptococcus agalactiae.
e) Streptococcus mutans.
Resposta
ATÉ A PRÓXIMA!

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