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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Principais infecções bacterianas associadas a infecções sistêmicas (hemoculturas), infecções</p><p>gastrointestinais (coprocultura), infecções do sistema nervoso central (meningite) e as</p><p>infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), bem como suas identificações e diagnóstico</p><p>laboratorial.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Compreender a importância e correta identificação dos agentes etiológicos responsáveis pelas</p><p>principais infecções sistêmicas, do trato gastrointestinal, do sistema nervoso central e as</p><p>infecções sexualmente transmissíveis, a fim de fornecer um melhor prognóstico e tratamento</p><p>para o paciente.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Identificar as principais bactérias associadas a infecções sistêmicas (hemoculturas)</p><p>MÓDULO 2</p><p>Identificar as principais bactérias associadas a infecções do trato gastrointestinal (coprocultura)</p><p>MÓDULO 3</p><p>Reconhecer os principais procedimentos para o diagnóstico de meningite e das ISTs</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>As bactérias podem causar infecções em diferentes sítios no hospedeiro, como infecções</p><p>sistêmicas, gastrointestinais, no trato respiratório superior e inferior, infecções urinárias,</p><p>sistema nervoso, na pele, dentre outros. Ao longo dessa jornada, vamos conhecer as infecções</p><p>sistêmicas, as gastrointestinais e as que afetam o sistema nervoso central. E qual a</p><p>importância dessas infecções?</p><p>As infecções sistêmicas são uma das complicações mais preocupantes durante uma infecção</p><p>bacteriana, a presença de bactéria no sangue aumenta significativamente as taxas de óbitos.</p><p>As infecções gastrointestinais (diarreia) causadas por bactérias, apesar de acometer todas as</p><p>idades, são um problema maior para crianças menores de 5 anos, onde é estimado uma</p><p>ocorrência de um bilhão de casos no mundo e cerca de 5 milhões de óbitos. No Sistema</p><p>Nervoso Central, as infecções, conhecidas como meningite, podem trazer danos irreversíveis</p><p>para o paciente se não for diagnosticada e tratada rapidamente. Por fim, vamos falar das ISTs</p><p>bacterianas mais importantes, que ainda acometem muitos pacientes.</p><p>Como sabemos, essas infecções podem ser causadas por uma variabilidade de bactérias. Para</p><p>conhecer a espécie bacteriana, é necessário um diagnóstico laboratorial que empregue um</p><p>conjunto de técnicas e procedimentos para a correta e rápida identificação do agente causador</p><p>da doença, bem como a melhor opção de tratamento e sua epidemiologia. O diagnóstico de</p><p>uma infecção se inicia na suspeita e coleta da amostra e continua no laboratório, com as</p><p>técnicas de culturas, provas bioquímicas e colorações.</p><p>Como é possível perceber, o seu papel no diagnóstico laboratorial é crucial, pois envolve a vida</p><p>dos pacientes. Esteja sempre atento aos procedimentos corretos, às normas de biossegurança</p><p>e consulte outro profissional sempre que tiver dúvidas. Agora, vamos nos aprofundar um pouco</p><p>mais sobre esse assunto.</p><p>MÓDULO 1</p><p> Identificar as principais bactérias associadas a infecções sistêmicas (hemoculturas)</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>As doenças infecciosas são quase tão diversas quanto os microrganismos capazes de causá-</p><p>las. Infecções sistêmicas são desencadeadas pela presença da bactéria na corrente sanguínea</p><p>(bacteremia) podendo ser de forma transitória, intermitente, contínua ou de escape de acordo</p><p>com o tempo que o microrganismo fica na corrente sanguínea. Os casos mais graves de</p><p>bacteremia envolvem uma resposta imunológica sistêmica grave chamada de sepse, podendo</p><p>causar a falência múltipla de órgão e consequente a morte do paciente, condição conhecida</p><p>como choque séptico.</p><p>Assim, o exame de hemocultura busca identificar e isolar a presença de microrganismos na</p><p>corrente sanguínea de paciente com suspeita de sepse e auxiliar na terapia antimicrobiana</p><p>mais eficaz.</p><p>Hoje, a probabilidade de óbito de pacientes positivos para hemocultura é cerca de 12 vezes</p><p>maior do que pacientes com resultado negativo, chamando atenção para o correto diagnóstico</p><p>deste tipo de infecção e um tratamento eficaz.</p><p>COLETA DE SANGUE</p><p>O primeiro passo para a solicitação de uma hemocultura é a identificação de quais pacientes</p><p>necessitam deste exame. O médico deve solicitar o exame toda vez que existir suspeita de</p><p>sepse, o que vai incluir um quadro caracterizado por febre alta (>38°C) e calafrios. No entanto,</p><p>em alguns casos, os pacientes podem apresentar temperatura baixa (<36°C), junto com um ou</p><p>mais dos seguintes sintomas: diminuição da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca,</p><p>número muito alto ou muito baixo de glóbulos brancos no sangue.</p><p>Alguns fatores de risco devem ser considerados na escolha do exame: idade avançada, recém-</p><p>nascidos, sistema imunológico debilitado, tempo de hospitalização, procedimentos invasivos,</p><p>tais como uso de cateter, infusões, agulhas, entre outros, suspeita de endocardite (infecção do</p><p>tecido interno do coração), doenças crônicas como diabetes e cirrose, além de pacientes com</p><p>câncer ou AIDS.</p><p>COLETA DE SANGUE PARA HEMOCULTURA</p><p>A coleta de sangue pode ser realizada através de punção venosa, utilizando agulha e seringa,</p><p>ou pelos métodos a vácuos (os mais recomendados). No momento da coleta, devemos sempre</p><p>respeitar: os procedimentos de descontaminação do local da coleta para que não ocorra</p><p>contaminação do material; os procedimentos de biossegurança e o uso correto de EPI</p><p>(Equipamentos de proteção individual) para evitar possíveis problemas.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>A antissepsia é fundamental para que não ocorra contaminação da amostra, e pode ser</p><p>realizada utilizando soluções de clorexidina alcoólica (0,5%), tintura de iodo (1-2%), PVPI</p><p>(10%), álcool isopropanol 92% ou álcool 70%. Deve-se preparar o material para coleta com a</p><p>devida identificação dos frascos (nome do paciente, data e hora da coleta, via de coleta, sítio</p><p>de coleta e tomar cuidado para não cobrir o código de barras do frasco de hemocultura),</p><p>realizar a assepsia da tampa do frasco e, lembre-se, não apalpar o local após a antissepsia.</p><p>É recomendado evitar coleta do cateter (alto risco de contaminação), punção venosa é a mais</p><p>recomendada. O cateter somente é coletado quando existe suspeita de infecção sanguínea</p><p>pelo uso dele. A coleta, sempre que possível, deve ser realizada antes da antibioticoterapia</p><p>(para não ocorrer morte bacteriana antes da sua detecção), antes do pico febril (pois, a febre é</p><p>uma resposta do sistema imunológico contra a infecção) e, se houver outro foco infeccioso,</p><p>fazer uma coleta deste também. Caso o paciente já esteja tomando antibióticos, a coleta deve</p><p>ser feita antes da administração da próxima dose.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Recomenda-se no mínimo 2 frascos e máximo de 4 frascos de sangue, mas vai depender de</p><p>cada paciente e da suspeita, por isso fique atento às recomendações do médico que solicitou o</p><p>exame. Deve-se coletar de sítios diferentes, por exemplo, braço esquerdo e braço direito, para</p><p>aumentar a probabilidade de detecção e diminuir a taxa de contaminação. O volume coletado</p><p>varia de 5 a 10 mL de sangue para adultos e 1 a 5 mL para crianças em cada frasco.</p><p>O primeiro frasco é utilizado para procura de bactérias anaeróbicas e outro para cultura de</p><p>bactérias aeróbicas, após a coleta deve-se homogeneizar o meio. Cada frasco possui meios de</p><p>cultura que vão favorecer o crescimento de cada tipo de bactéria. Quando existe suspeita de</p><p>infecção por dispositivos intravenosos, como o cateter, pode-se coletar a ponta do cateter e</p><p>mandar para análises microbiológicas também. Para isso, deve-se cortar o segmento que</p><p>estava inserido no paciente com tesoura estéril e colocar em frasco estéril, mandar para o</p><p>laboratório. Após a coleta, o material deve ser levado imediatamente para o laboratório em</p><p>temperatura ambiente.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Cateter são fontes notáveis de infecção da corrente sanguínea, principalmente, pela</p><p>capacidade de algumas bactérias em formar biofilme. É importante causa de infecção</p><p>sistêmica em pacientes imunodebilitados internados em UTI e a contaminação pode vir da</p><p>própria microbiota da pele do paciente, das mãos do profissional de saúde, contaminação do</p><p>fluido de infusão ou</p><p>até mesmo pela colonização do dispositivo.</p><p>BIOFILME</p><p>Capacidade de se aderir a uma superfície, formando uma estrutura de açúcares (extra</p><p>polissacarídica) que protege e mantém as bactérias naquela superfície por longos períodos.</p><p>SEMEADURA EM MEIO DE CULTURA</p><p>No laboratório, diferentes meios de cultura ganham destaque, pois é neles que é possível</p><p>realizar o crescimento destes microrganismos e seu diagnóstico. Os meios de cultura são</p><p>combinações ricas em nutrientes que permitem o crescimento de microrganismos em</p><p>laboratório. Apesar disso, existem microrganismos ditos fastidiosos (demoram a crescer em</p><p>meios de culturas disponíveis atualmente) e o diagnóstico destes são mais demorados e</p><p>difíceis.</p><p>Os meios de culturas podem ser comerciais ou não, devendo sempre se respeitar as condições</p><p>de armazenamento, biossegurança e preparo para se garantir um resultado confiável.</p><p>Microrganismos apresentam exigências nutricionais diversas e, como não se sabe o agente</p><p>causador da infecção, é necessário utilizar meios ricos em nutrientes que permitirão o</p><p>crescimento da maioria dos microrganismos. Entre eles, temos os caldos (meios líquidos),</p><p>javascript:void(0)</p><p>como o caldo BHI (Brain Heat Infusion), caldo TSB (Trypticase Soy Broth), Caldo Columbia,</p><p>todos meios ricos em nutrientes que permitem o crescimento da maioria dos microrganismos.</p><p>Geralmente, os frascos para coleta de sangue para aeróbicos conterão caldo BHI ou Caldo</p><p>TSB; e os frascos para anaeróbicos, o Caldo Columbia. Ambos terão um anticoagulante,</p><p>geralmente, o SPS.</p><p>Os meios sólidos pela presença de Ágar, incluem o Ágar Chocolate (com sangue hemolisado,</p><p>para microrganismos fastidiosos), Ágar Sangue (com sangue de cavalo ou carneiro), Ágar</p><p>MacConkey ou Ágar EMB (seletivo para bactérias gram-negativas e diferencial pela</p><p>fermentação da lactose). Existem diferentes meios de culturas para isolamento e identificação</p><p>bacteriana, sua escolha dependerá do meio padronizado pelo laboratório de microbiologia.</p><p>HEMOCULTURA</p><p>Após a coleta, os frascos são enviados ao laboratório de microbiologia e incubados a 35-37°C</p><p>em estufa. Existem diferentes formas de processamento das hemoculturas e a escolha</p><p>dependerá de cada laboratório, bem como a demanda de solicitação. Podemos ter</p><p>hemoculturas manuais, semiautomatizadas e automatizadas.</p><p>HEMOCULTURA MANUAL</p><p>Na hemocultura manual, os frascos coletados são incubados por 7 dias por 35-37°C com 3</p><p>subcultivos dos frascos. Sempre observar a aparência da hemocultura no frasco a fim de se</p><p>detectar turbidez, produção de gás, bolhas, grumos etc, pois são indicativos de crescimento</p><p>bacteriano no frasco. Após 24 horas de incubação, é realizada a primeira semeadura nos</p><p>meios Ágar chocolate, Ágar Sangue e Ágar McConkey ou Ágar EMB pela técnica de</p><p>esgotamento. Os frascos e os meios de cultura são incubados por 24 horas à 35-37°C, ou</p><p>seja, é realizado o subcultivo do frasco em meios de cultura sólidos. Se, após 24 horas, for</p><p>observado crescimento bacteriano nos meios, através da formação de colônias, segue-se para</p><p>a identificação (provas bioquímicas e coloração de Gram) e o antibiograma. Se for negativo,</p><p>um outro subcultivo deve ser realizado semeando a amostra no meio de cultura e incubando</p><p>por mais 24 horas a 35-37°C (aqui já temos 48 horas desde a coleta). Se no segundo</p><p>subcultivo tiver crescimento microbiano, seguimos para a identificação e antibiograma. Se der</p><p>negativo, ele segue para um terceiro subcultivo nos meios de cultura e incubação novamente</p><p>por mais tempo a 35-37°C.</p><p>SUBCULTIVOS</p><p>Os subcultivos consistem em semear a amostra dos frascos de coleta nos meios de cultura</p><p>para observar se há crescimento bacteriano.</p><p>TÉCNICA DE ESGOTAMENTO</p><p>Técnica de semeadura em meio de cultura sólido para se obter colônias isoladas. Com uma</p><p>alça estéril, passar na amostra e realizar estrias sobre o meio de cultura de modo que uma</p><p>estria não encoste na anterior.</p><p>COLÔNIAS</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Aglomerado de bactérias visível em um meio de cultura sólido, obtido por uma única célula</p><p>bacteriana.</p><p>ANTIBIOGRAMA</p><p>Teste para saber qual melhor opção de tratamento para determinada bactéria.</p><p> Diferentes meios de cultura mostrado o crescimento bacteriano (unidades formadoras de</p><p>colônia).</p><p> ATENÇÃO</p><p>É importante ressaltar que o frasco de anaeróbicos deve-se incubar em tensão de anaerobiose</p><p>(sem oxigênio). Se após este período apresentar crescimento microbiano, seguimos para</p><p>identificação e antibiograma. Se der negativo, podemos descartar o frasco e liberar o resultado</p><p>como negativo. Esses três subcultivos são chamados de culturas cegas, pois não se sabe se</p><p>há crescimento no frasco. Microrganismos fastidiosos demoram mais tempo para crescer,</p><p>como por exemplo espécies do gênero Mycobacterium, quando tiver suspeita de infecção por</p><p>espécies fastidiosas o tempo de incubação é maior.</p><p>*Para suspeita de microrganismos fastidiosos ou fungos incubar por mais 10 dias.</p><p> Fluxograma: Processamento de hemoculturas pelo método manual.</p><p>HEMOCULTURA AUTOMATIZADA</p><p>Nos sistemas automatizados, o frasco vai para o aparelho que é capaz de detectar o</p><p>crescimento mínimo de microrganismos no frasco. Quando o crescimento é detectado, o</p><p>aparelho emite um sinal e assim é realizada a semeadura nos meios de cultura Ágar</p><p>Chocolate, Ágar Sangue e Ágar McConckey ou Ágar EMB, seguindo para identificação e</p><p>antibiograma.</p><p>Os sistemas automatizados apresentam maior rapidez (tempo máximo de 5 dias dependendo</p><p>da suspeita do microrganismo), não há necessidade de muitas semeaduras e, com isso, menor</p><p>risco de contaminação. Como exemplo dos sistemas automatizados, podemos citar o</p><p>BacT/Alert da BioMérieux e BACTEC da BD.</p><p> Aparelho de cultura automatizado.</p><p>Quando há suspeita de infecção por uso de cateter, a cultura é feita em paralelo à hemocultura,</p><p>onde, com auxílio de uma pinça estéril, o segmento do cateter é rolado sobre a superfície do</p><p>Ágar Sangue e incubado por 24 horas a 35-37°C, logo após é visualizado o crescimento</p><p>microbiano. Recomenda-se deixar o meio de cultura incubado por mais 48 ou 72 horas caso</p><p>não haja crescimento.</p><p>HEMOCULTURA AUTOMATIZADA</p><p>INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS</p><p>As infecções sistêmicas podem ter três origens: infecções primárias da corrente sanguínea</p><p>(sem foco de infecção primário identificável), infecções secundárias da corrente sanguínea</p><p>(com infecção primária identificada em outra localização) e as infecções da corrente</p><p>sanguínea associadas à utilização de cateter (o cateter é a fonte da contaminação).</p><p>Os principais focos de infecções secundárias são o trato geniturinário, trato respiratório, trato</p><p>intestinal, pele e abscessos. Na maioria das vezes, as bacteremias são causadas por uma</p><p>única bactéria, infecções ditas polimicrobianas (mais de uma bactéria) são raras.</p><p> Foto representando colônias de Staphylococcus sp. em placas de ágar sangue.</p><p>As principais bactérias encontradas em hemoculturas com valor preditivo positivo alto (>90%),</p><p>ou seja, a probabilidade da hemocultura de fato ser uma bacteremia verdadeira ou septicemia</p><p>quando isolada do sangue, incluem: Staphylococcus aureus (gram-positivas), Escherichia coli e</p><p>demais enterobactérias (gram-negativas), Neisseria meningitidis (gram-negativas),</p><p>Pseudomonas aeruginosa (gram-negativas), Streptococcus pneumoniae (gram-positivas),</p><p>Brucella spp. (gram-negativas), Streptococcus pyogenes (gram-postivas), Straptococcus</p><p>agalactiae (gram-positivas), Listeria monocytogenes (gram-positivas), Haemophilus influenzae</p><p>(gram-negativo). Bactérias anaeróbicas são raras de acontecer, cerca de 1% das sepses são</p><p>causadas por elas e incluem espécies do gênero Bacterioides spp. (gram-negativas).</p><p>Microrganismos com valores preditivos positivos variáveis, ou seja, diferentes chances de ser</p><p>uma bacteremia verdadeira, incluem Streptptococcus viridans (38%), Enterococcus spp. (78%)</p><p>e Staphylococcus coagulase negativa (15%). Enquanto a presença de Corynebacterium spp.,</p><p>Micrococcus spp., Bacillus spp.,</p><p>e Propionibacterium acnes são constantemente associadas à</p><p>contaminação, com apenas 5% de chance de ser uma bacteremia verdadeira.</p><p> EXEMPLO</p><p>Um paciente com infecção urinária confirmada para a bactéria E. coli realizou 2 coletas de</p><p>hemocultura em braços diferentes, utilizando 2 frascos, um para cada coleta. Após o</p><p>procedimento de incubação e cultura, é identificado em 1 frasco a bactéria Staphylococcus</p><p>coagulase negativa. Imediatamente, devemos pensar em contaminação no momento da coleta,</p><p>pois houve crescimento em apenas 1 frasco de uma bactéria comum da pele, no exemplo</p><p>Staphylococcus coagulase negativa, indicando que a assepsia foi realizada de maneira errada.</p><p>De forma diferente, quando ocorre uma bacteremia verdadeira ou uma endocardite, na maioria</p><p>dos frascos, após incubação e cultivo, apresentam positividade para a mesma bactéria.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>MÓDULO 2</p><p> Identificar as principais bactérias associadas a infecções do trato gastrointestinal</p><p>(coprocultura)</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Podemos definir a diarreia como um quadro de fezes aquosas com mais de duas evacuações</p><p>ou fora do que é habitual do indivíduo. As diarreias são comuns, principalmente, em países em</p><p>desenvolvimentos, podendo ser 2 a 3 vezes mais frequentes, estando ligada ao quadro</p><p>socioeconômico e de saneamento básico.</p><p>Podemos classificar as diarreias em: diarreia aguda (<14 dias), diarreia persistente (>14</p><p>dias) e diarreia crônica (>30 dias), sendo a aguda a mais comum. Apesar de todas as idades</p><p>serem cometidas por este quadro, existe uma prevalência em crianças menores de 5 anos e</p><p>gestantes. A maioria dos quadros de diarreia são autolimitantes, alguns podem evoluir para</p><p>casos mais graves e requerem atenção médica e exames adicionais para o seu diagnóstico e</p><p>tratamento.</p><p>As diarreias infecciosas possuem uma gama de agentes causadores, entre elas, vírus,</p><p>protozoários, helmintos e bactérias, as mais graves, geralmente, são causadas por bactérias. A</p><p>diarreia de origem bacteriana pode gerar um quadro grave de desidratação, problemas</p><p>neurológicos, insuficiência renal e até a morte se não for tratada.</p><p>Agora, vamos observar como essas infeções ocorrem e como proceder para o seu diagnóstico.</p><p>SÍNDROME DISENTERIFORME E</p><p>COLERIFORME</p><p>De acordo com os sintomas, podemos dividir a diarreia causada por bactérias em dois quadros</p><p>clínicos, chamados de síndrome disenteriforme e coleriforme. Essas síndromes ocorrerão de</p><p>acordo com o tipo de patógeno ou toxinas acometidas.</p><p>SÍNDROME DISENTERIFORME</p><p>É caracterizada por uma diarreia do tipo inflamatória, com visível sangue nas fezes, dor</p><p>abdominal, perda de peso, podendo gerar febre (com exceção da E. coli enterohemorragica). O</p><p>sangue nas fezes é proveniente de citotoxinas ou bactérias enteroinvasivas que destroem ou</p><p>invadem o trato gastrointestinal.</p><p>SÍNDROME COLERIFORME</p><p>Tem como característica uma diarreia aquosa aguda, com três ou mais fezes líquidas ou</p><p>semilíquidas por dia dentro de um intervalo de até 14 dias (a maioria dura menos de 7 dias),</p><p>não apresentam sangue visível, podendo apresentar vômito, náuseas, febre e falta de apetite.</p><p>Suas consequências são desidratação grave. São processos característicos de bactérias que</p><p>produzem enterotoxinas (toxinas que agem sobre o intestino).</p><p>PATOGENIA DA DIARREIA BACTERIANA</p><p>O sítio de infecção, o patógeno e o mecanismo de patogenicidade podem ser relacionados com</p><p>os casos clínicos. Podemos classificar os patógenos em:</p><p>PATÓGENOS QUE PRODUZEM ENTEROTOXINAS</p><p>Causam diarreia aquosa pela troca iônica e interação com as funções dos enterócitos (células</p><p>epiteliais do intestino grosso e delgado).</p><p></p><p>PATÓGENOS PRODUTORES DE CITOTOXINAS</p><p>Destroem os enterócitos, causando uma inflamação intestinal com todos os sintomas</p><p>inflamatórios, levando sangue nas fezes e febre.</p><p></p><p>PATÓGENOS QUE INVADEM A MUCOSA INTESTINAL E</p><p>SE ADEREM A ESTA:</p><p>Chamados de patógenos enteroaderentes, alteram a função normal dos enterócitos, levando a</p><p>um quadro inflamatório.</p><p>As principais formas de transmissão destes patógenos é pela via oral, de animais para</p><p>pessoas, de pessoa-pessoa ou pela ingestão de alimentos contaminados. Alguns indícios</p><p>(fatores de riscos) podem estar associados, como membros da família ou pessoas próximas</p><p>com diarreia, viagem recente, atendimento médico frequente, fontes de abastecimento de</p><p>água, dieta (contaminação de alimentos, bem comum) e uso anterior de antimicrobiano.</p><p>Os principais patógenos associados a quadros diarreicos podem ser relacionados às</p><p>síndromes disenteriforme e coleriforme de acordo com sua patogenia. Os patógenos que</p><p>produzem citotoxinas e/ou invadem e se aderem à mucosa intestinal levarão a um quadro</p><p>inflamatório característico da síndrome disenteriforme e incluem espécies Salmonella spp.,</p><p>Campylobacter spp., Shigella spp., E. coli enterohemorrágica (frequentemente associada ao</p><p>javascript:void(0)</p><p>sorotipo 0157:H7) , E. coli enteroinvasiva, Yersinia spp., Clostridium difficile, Bacillus cereus.</p><p>Enquanto os mais comuns em gerar a síndrome coleriforme incluem E. coli enterotoxigênica, E.</p><p>coli enteropatogênica e enteroinvasiva, Vibrio cholerae.</p><p>PATOGENIA</p><p>Referente ao mecanismo de agressão ou ao desenvolvimento da doença.</p><p>COPROCULTURA</p><p>Na copropocultura, estamos falando de pesquisa de bactérias nas fezes, mas não é qualquer</p><p>bactéria, afinal, sabemos que as fezes contêm uma grande quantidade destes microrganismos</p><p>(incluindo a E. coli).</p><p>Então como saber a origem de uma infecção gastrointestinal bacteriana?</p><p> RESPOSTA</p><p>Primeiro, a pesquisa é direcionada a determinados patógenos comumente associados a este</p><p>quadro infeccioso já mencionado, segundo a quantidade de determinadas bactérias nas fezes.</p><p>Sabemos que algumas bactérias não fazem parte da microbiota intestinal e sua detecção pode</p><p>sinalizar um quadro infeccioso, enquanto outros fazem parte da microbiota intestinal e podem</p><p>causar infecção quando ocorre um descontrole no seu crescimento, como, por exemplo, pelo</p><p>uso de antimicrobianos, que podem levar à morte de algumas bactérias da microbiota. O</p><p>descontrole da microbiota intestinal é chamado de disbiose e pode favorecer o crescimento de</p><p>algumas espécies, é o que acontece com infecções por C. difficile, em que a intensa</p><p>proliferação dessa bactéria acaba produzindo uma grande quantidade de toxinas que leva ao</p><p>quadro diarreico.</p><p>COLETA DE FEZES PARA A COPROCULTURA</p><p>A coleta é feita utilizando um coletor de fezes universal estéril, evitando contato da amostra</p><p>com urina ou água do vaso sanitário. A coleta deve ser feita, preferencialmente, antes do uso</p><p>de antibióticos, sem a necessidade de encher o pote de coleta, deve-se tomar cuidado para</p><p>não vazar material.</p><p> Coletor universal de fezes.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>O pote coletor deve ser encaminhado para o laboratório dentro de uma hora, se não for</p><p>possível, deixar refrigerado por até 6 horas. Existem alguns meios de cultura de transporte que</p><p>possuem conservantes, dando tempo de análise de 24 a 48 horas. Na análise, deve-se dar</p><p>prioridade a porções contendo muco, sangue ou pus, quando presentes, pois neles estão</p><p>grande quantidade do patógeno causador. Não deverá ser aceita amostras provenientes de</p><p>fraudas, com urina ou qualquer outro líquido e após 3 dias de quadro infeccioso.</p><p>A escolha dos meios de cultura utilizados para pesquisa de bactérias depende da suspeita</p><p>clínica e incluem Ágar McConkey e Ágar EMB para pesquisa de Enterobactérias Gram-</p><p>negativas, Ágar SS (Salmonella Shigella), Ágar HE (Entérico de Hektoen) e Ágar XLD</p><p>(Desoxicolato-Lisina-Xilose) para detecção de Salmonela spp. e Shigella spp., Ágar Campy</p><p>para detecção de Campylobacter spp., Ágar CIN (Novobiocina-Irgasan-Cefsulodina) para</p><p>detecção de Yersinia spp., Ágar RCBS (Tiossulfato, Citrato, Bílis e Sacarose) para detecção de</p><p>Vibrio spp. Além dos meios de cultura sólidos, a amostra também é semeada em um meio</p><p>enriquecido e seletivo para patógenos entéricos, como caldo Selenito, Caldo Tetrationato, caldo</p><p>Campy-tioglicolato (para Campylobacter spp.) e caldo GN (para</p><p>Shigella e Salmonella).</p><p>Como é possível perceber, utilizamos meios de cultura que favorecem o crescimento dos</p><p>principais patógenos associados a essas infecções e que inibem ou diminuem o crescimento</p><p>de bactérias provenientes da microbiota.</p><p>Em caso de amostra líquida ou swab, deve ser semeado direto nos meios de cultura. Em caso</p><p>de fezes sólidas, deve-se diluir a amostra em solução salina 10% tamponada. Após semear as</p><p>amostras nos meios de cultura selecionados, elas são incubadas a 35-37°C por 18 a 24 horas.</p><p>Caso exista crescimento no meio de cultura, a amostra segue para a identificação e</p><p>antibiograma. Caso não haja crescimento, uma nova amostra é semeada do caldo de</p><p>enriquecimento e incubada novamente por 35-37°C por 18 a 24 horas. Após esse período, em</p><p>caso positivo (observado o crescimento), segue-se para a identificação e, em caso negativo, o</p><p>resultado é liberado como negativo.</p><p>DIAGNÓSTICO BIOQUÍMICO</p><p>Devido à grande diversidade de microrganismos encontrados na coprocultura, faz-se</p><p>necessária a realização de provas bioquímicas para confirmação se o crescimento microbiano</p><p>visualizado é, de fato, um enteropatógeno. Assim, as provas bioquímicas são grandes aliadas</p><p>para a identificação de patógenos nestas infecções e se baseiam na capacidade de as</p><p>bactérias utilizarem determinados substratos para seu crescimento, ou seja, através do seu</p><p>metabolismo é possível identificar gêneros ou espécies bacterianas e seu real papel na</p><p>patogênese das infecções gastrointestinais.</p><p>Entre as principais provas bioquímicas, podemos destacar:</p><p>TESTE DE OXIDASE</p><p>O teste da oxidase verifica se os isolados bacterianos apresentam a enzima citocromo oxidase,</p><p>estas enzimas estão associadas à cadeia transportadora de elétrons. O teste pode ser</p><p>realizado pingando uma gota de solução de Dimetil p-fenilenodiamina cloridrato sobre a colônia</p><p>ou impregnando uma tira de papel filtro com a solução e aplicando a amostra sobre.</p><p>Comercialmente, tiras de oxidases podem ser compradas. A cor azul/violeta indica positividade</p><p>no teste. E. coli e demais enterobactérias são negativas, enquanto Campylobacter spp. e Vibrio</p><p>spp. são positivos.</p><p> Teste de oxidase.</p><p>FERMENTAÇÃO DE AÇÚCARES</p><p>Esse teste é utilizado para saber qual é o metabolismo bacteriano para obtenção de energia:</p><p>via oxidativa (aeróbica) ou via fermentativa (anaeróbica). Para isso, podem ser utilizadas</p><p>diferentes fontes de açúcares, como a glicose, a sacarose e a lactose. Bactérias que realizam a</p><p>fermentação obtêm menos energia e produzem um ácido como produto do seu metabolismo,</p><p>com possível formação de gás.</p><p>Bactérias não-fermentadoras crescerão no meio de cultura, mas não produzem ácido no final</p><p>e, portanto, não alteram o pH do meio. Bactérias fermentadoras crescerão no meio e</p><p>produzirão ácido, mudam o pH e alteram a coloração do meio. O meio mais utilizado é o Ágar</p><p>TSI. A cor original do meio é vermelha, se o meio possui crescimento sem alteração da cor</p><p>indica que a bactéria é não-fermentadora.</p><p>Quando temos a acidificação do meio, este fica amarelado, indicando uma alteração de pH</p><p>pela produção de ácido e que a bactéria apresenta um metabolismo fermentativo. Também é</p><p>possível ver a produção de gás e H2S neste meio. A E. coli fermentam a glicose, sacarose e</p><p>lactose. Salmonella e Shigella fermentam somente a glicose.</p><p> Fermentação de açúcares no meio ágar TSI.</p><p>PRODUÇÃO DE GÁS SULFÍDRICO OU SULFETO</p><p>DE HIDROGÊNIO (H2S)</p><p>Esse teste detecta a capacidade da bactéria em liberar o enxofre, por ação enzimática, de</p><p>determinados aminoácidos. Ao realizar esta reação, ocorre a produção de gás sulfídrico ou</p><p>sulfeto de hidrogênio que reage com íons de ferro ou chumbo contidos no meio, formando um</p><p>precipitado negro e resultando em positividade para o isolado em questão. Podem ser</p><p>utilizados para o teste o Ágar TSI (Triplo Açúcar de Ferro), meio SIM (Sulfato de hidrogênio,</p><p>Indol e Motilidade), meio AIL (Instituto Adolfo Lutz). Grupo bacteriano mais importante em</p><p>infecções gastrointestinais positivo para este teste inclui a Salmonella spp. e C. difficile.</p><p> Ágar TSI do lado esquerdo, negativo para o teste. Ágar TSI lado direito (negro), positivo</p><p>para o teste.</p><p>MOTILIDADE</p><p>Este teste não é uma prova bioquímica propriamente dita, mas, sim, fisiológica. Testa a</p><p>capacidade da bactéria em se mover em meio semissólido devido à presença de flagelos. Os</p><p>meios mais utilizados para isso incluem o meio SIM, meio MILI (Motilidade, Indol e Lisina).</p><p>Apresentam motilidade no meio: E. coli, Salmonella spp., Compylobacter spp., Vibrio spp.</p><p> Mobilidade bacteriana em meio SIM.</p><p>PRODUÇÃO DE INDOL</p><p>Verifica a capacidade da degradação do aminoácido triptofano pela produção da enzima</p><p>triptofanase, resultando na produção de indol, ácido pirúvico e hidróxido de amônia. A</p><p>produção de indol é detectada, utilizando os reagentes de Kovac (solução de p-</p><p>dimetilaminobenzadeído) que reagem com indol, formando uma coloração rosa dentro de 5</p><p>minutos e dando positividade para o teste. Pode ser realizada no meio SIM ou no meio MILI. E.</p><p>coli e Vibrio cholerae são positivos.</p><p> Produção de indol.</p><p>DEGRADAÇÃO DA UREIA</p><p>A degradação da ureia ocorre pela ação da enzima urease, bactérias que possuem esta</p><p>enzima têm a capacidade de degradar a ureia em amônia e CO2. Os meios utilizados para este</p><p>teste incluem ureia e um indicador de pH. Conforme a ureia é quebrada, o meio torna-se mais</p><p>alcalino e muda de cor para rosa, mostrando positividade do teste.</p><p> Degradação da ureia.</p><p>PROVA VERMELHO DE METILA (VM)</p><p>Detecta o metabolismo bacteriano. A glicose é a principal fonte de energia celular, algumas</p><p>bactérias podem utilizar a glicose para obtenção de energia pela via oxidativa (aeróbica) ou</p><p>pela via fermentativa (anaeróbica). Na via fermentativa, o produto do metabolismo da glicose é</p><p>um ácido, o qual se acumula no meio, alterando o pH que é observado através de um indicador</p><p>de pH. Logo, se ocorre alteração de cor, a bactéria é dita fermentadora, caso não, dita oxidativa</p><p>ou não fermentadora.</p><p> Prova VM.</p><p>PROVA DE VOGES-PROSKAUER (VP)</p><p>Também detecta a via bioquímica da utilização da glicose. As amostras positivas que</p><p>apresentam o teste positivo utilizam a via fermentativa para degradação da glicose do tipo</p><p>butilenoglicólica, em que os produtos desta reação são diacetil. A cor avermelhada indica que o</p><p>teste é positivo e que as bactérias que utilizam a via fermentativa butilenoglicólica. B. cereus</p><p>apresenta positividade neste teste.</p><p> Prova Voges-Proskauer.</p><p>UTILIZAÇÃO DE CITRATO</p><p>A prova detecta a capacidade de algumas bactérias em utilizar o citrato como única fonte de</p><p>carbono. O meio comumente utilizado para este teste é o Citrato de Simmons, um meio sólido</p><p>contendo citrato que tem como indicador de pH, o azul de bromotimol. A entrada do citrato na</p><p>bactéria e sua degradação pela citratase resulta em oxaloacetato e acetato, alcalinizando o</p><p>meio. O meio é originalmente verde e, ao ser alcalinizado, muda de cor para o azul. B. cereus,</p><p>indicando ser positivo.</p><p> Citrato de Simmons.</p><p>DESCARBOXILAÇÃO DE AMINOÁCIDOS</p><p>Algumas bactérias possuem enzimas específicas para descarboxilação de aminoácidos, ou</p><p>seja, removem CO2 dos aminoácidos, resultando em aminas alcalinas. Os aminoácidos mais</p><p>utilizados neste teste são a lisina, arginina e ornitina (LAO). São preparados um tubo para cada</p><p>aminoácido e um tubo controle, sem aminoácidos. Assim as diferentes bactérias podem ter</p><p>lisina-descarboxilase, arginina-descarboxilase e/ou ornitina-descarboxilase. A atividade de</p><p>cada uma dessas enzimas será detectada no meio pela alteração de pH e da coloração e</p><p>comparado com o grupo controle (sem aminoácidos). O meio mais utilizado é o de Moller, que</p><p>apresenta uma cor violeta quando positivo. E. coli são lisina positiva e variável para arginina e</p><p>ornitina.</p><p> Descarboxilação da lisina. Tubo 1: Cor original do tubo com aminoácido. Tubo 2: Tubo</p><p>controle, sem aminoácido. Tubo 3: Tubo positivo para descarboxilação da lisina.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Meios adicionais ainda podem</p><p>ser realizados dependendo da necessidade do laboratório.</p><p>Algumas características que podem ser observadas com esses meios adicionais são:</p><p>crescimento em altas concentrações de sal (NaCl), desaminação da fenilalanina, degradação</p><p>do malonato, entre outros. Além disso, a sorotipagem também é útil para identificação de</p><p>alguns sorogrupos de enteropatógenos.</p><p>SOROTIPAGEM</p><p>Detecção de anticorpos específicos contra determinados grupos bacterianos e sua detecção in</p><p>vitro.</p><p>javascript:void(0)</p><p>IDENTIFICAÇÃO BACTERIANA NA</p><p>COPROCULTURA</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>MÓDULO 3</p><p> Reconhecer os principais procedimentos para o diagnóstico de meningite e das ISTs</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Apesar do surgimento dos antimicrobianos e de métodos de prevenção, as infecções do</p><p>Sistema Nervoso Central (SNC) e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) continuam</p><p>sendo um risco para muitas pessoas. A detecção dessas doenças tem aumentado de maneira</p><p>cada vez mais agressiva devido à reemergência da resistência ao tratamento. As infecções do</p><p>SNC podem apresentar consequências drásticas, pois deixam sequelas, afinal, os neurônios</p><p>são células que não se regeneram após uma lesão.</p><p>As ISTs são todas as infecções transmitidas por contato sexual (oral, vaginal ou anal), mas não</p><p>só, existem casos de transmissão da mãe para a criança por via transplacentária, durante o</p><p>parto ou amamentação, além de casos de infecções por contato com lesão ou feridas sobre a</p><p>pele ou mucosa. Uma ampla gama de patógenos podem estar associados a estas infecções.</p><p>Agora, vamos olhar algumas das principais e mais problemáticas bactérias que apresentam</p><p>uma elevada preocupação nestas infecções.</p><p>MEMBRANAS QUE REVESTEM O SNC</p><p>O SNC comanda todas as funções do nosso organismo, até mesmo o ato de pensar e</p><p>raciocinar, como o que estamos fazendo aqui. Com isso, é possível imaginar a sua importância.</p><p>Esse sistema é formado por encéfalo (cérebro, cerebelo, bulbo, ponte tálamo e hipotálamo) e</p><p>medula espinhal, que liga todo o corpo ao encéfalo permitindo os impulsos de movimentos.</p><p>Tamanha responsabilidade é aceitável que esse sistema esteja muito bem protegido, pois bem,</p><p>ele está! Temos o crânio e a coluna vertebral exercendo este papel, são estruturas ocas que</p><p>contêm o líquido cefalorraquidiano e as membranas que revestem esse sistema, conhecidas</p><p>como meninges.</p><p>LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO</p><p>javascript:void(0)</p><p>Também conhecido como líquor, é um fluido corporal estéril presente entre as membranas</p><p>aracnoide e pia-máter.</p><p>As meninges revestem todo esse sistema e são compostas por 3 membranas. Após o crânio</p><p>(tecido ósseo), temos a primeira membrana a dura-máter, no meio temos a aracnoide e em</p><p>contato com o encéfalo temos a pia-máter. Esse conjunto de membrana formam as meninges</p><p>que ajudam a proteger este sistema.</p><p>A dura-máter é a membrana mais superficial, resistente, vasculariza e inervada. A aracnoide é</p><p>a mediana, delicada e faz parte da absorção do líquor. A pia-máter é a interna, aderida ao</p><p>encéfalo e à medula, fina e dando sustentação ao órgão.</p><p> Cérebro humano e bactérias meningocócicas.</p><p>MENINGITE ASSÉPTICA E BACTERIANA</p><p>Meningite é um processo inflamatório infeccioso que acomete as meninges, podendo ser</p><p>classificada de duas formas:</p><p>MENINGITES SÉPTICAS OU BACTERIANAS</p><p>São causadas pela presença da bactéria na meninge que estimula um processo inflamatório</p><p>com seus sinais e sintomas. Este tipo de meningite, geralmente, é mais grave.</p><p>MENINGITES ASSÉPTICAS</p><p>São as que não são causadas por bactérias, mais, sim, por vírus, fungos, protozoários, entre</p><p>outros fatores.</p><p>As bactérias podem acessar as meninges causando um processo inflamatório através da</p><p>corrente sanguínea (via hematogênica) após uma infecção primária por pneumonia, infecções</p><p>de face, garganta, ouvido, nariz ou olhos, ou por infecção sistêmica, como na bacteremia. Uma</p><p>bactéria pode acessar as meninges também através de traumatismos. Uma vez que esses</p><p>microrganismos atingem as meninges, inicia-se o processo inflamatório, levando a um infiltrado</p><p>de células e líquido, gerando uma hipertensão intracraniana. Essas alterações são facilmente</p><p>percebidas na composição do líquor, que se apresenta turvo nesses casos.</p><p>A coleta do líquor é realizada por punção lombar e segue para análises bioquímicas,</p><p>microbiológicas e citológicas no laboratório. Na análise microbiológica, o tubo é centrifugado e</p><p>o sedimento utilizado para as análises. Inicialmente, realiza-se uma coloração de Gram e Ziehl</p><p>e meios de cultura de enriquecimentos são utilizados para o crescimento, como Ágar Sangue e</p><p>Ágar chocolate. Para suspeita de micobactérias, devemos realizar o cultivo nos meios Ogawa-</p><p>Kudoh ou Lowentein Jesen. Para anaeróbicos, utilizar o caldo Tioglicolato, com as devidas</p><p>condições de anaerobiose.</p><p> Coleta do líquor.</p><p>Os agentes etiológicos mais comuns nas causas da meningite bacteriana podem variar de</p><p>acordo com a idade do paciente:</p><p>Crianças com menos de 4 semanas de vida incluem as espécies de Streptococcus</p><p>javascript:void(0)</p><p>grupo B (Cocos gram-positivos anaeróbicos facultativos) e algumas enterobactérias,</p><p>como a E. coli (Bacilo gram-negativo fermentador).</p><p>STREPTOCOCCUS GRUPO B</p><p>Classificação de Lancefield baseada na composição de antígeno de superfície, ou seja,</p><p>as proteínas de superfície deste gênero. Cada um recebe uma letra do alfabeto. De</p><p>acordo com esta classificação, há 20 grupos de Streptococcus, o grupo B inclui a</p><p>espécie Strpetococcus agalacitae, importante em infecções humanas.</p><p>Crianças entre 4 a 12 semanas, as causas mais comuns incluem Streptococcus grupo</p><p>B, Streptococcus pneumoniae (Cocos gram-positivos anaeróbicos facultativos),</p><p>Salmonella spp. (Bacilos gram-negativos fermentadores), L. monocytogenes (Bacilos</p><p>gram-positivos anaeróbicos facultativos) e Hemophikus influenzae (Cocobacilo gram-</p><p>negativo).</p><p>Acima de 3 anos as causas mais comuns são Streptococcus pneumoniae e Neisseria</p><p>meningitidis (Diplococos gram-negativos aeróbicos).</p><p>Atenção! Para visualização completa da tabela utilize a rolagem horizontal</p><p>javascript:void(0)</p><p>DIAGNÓSTICO DE MENINGITES</p><p>BACTERIANAS</p><p>ISTS E COLETA DE AMOSTRAS PARA</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Você certamente já ouviu falar sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis, as famosas DSTs.</p><p>O termo utilizado atualmente é Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs. Essa troca</p><p>ocorreu pelo fato de uma doença ocorrer quando se tem os sinais e sintomas visíveis.</p><p>O termo infecção significa a presença do agente etiológico no organismo, ou seja, uma pessoa</p><p>pode estar infectada, mas não apresentar os sinais e sintomas que caracterizam a doença.</p><p>Assim, o termo IST reflete melhor a realidade dessas infecções.</p><p>Existem mais de 30 agentes etiológicos de ISTs que incluem bactérias, vírus e parasitas.</p><p>Dentre as diversas ISTs, as mais comuns incluem as causadas por clamídias e a gonorreia,</p><p>ambas causadas por bactérias. Podendo ocorrer a coinfecção. Isso acontece, pois estas ISTs</p><p>possuem os mesmos fatores de risco, que incluem sexo com vários parceiros e o não uso de</p><p>preservativos, e a presença de uma doença parece favorecer uma segunda infecção pela</p><p>outra.</p><p>A Chlamydia trachomatis, popularmente conhecida como clamídia, é uma bactéria gram-</p><p>negativa, que não se cora pelo método de Gram, intracelular (vive dentro da célula do</p><p>hospedeiro). Apresenta amplo quadro clínico, que inclui inflamação da uretra (uretrite) nos</p><p>homens, podendo evoluir para prostatite (infecção na próstata), se migrar pela circulação</p><p>sanguínea pode chegar até as articulações, gerando a artrite infecciosa, conjuntivite e lesão de</p><p>pele e mucosas. Nas mulheres, pode causar inflamação da uretra, a uretrite, no epitélio</p><p>vaginal, a vaginite, e ao atingir o colo do útero, pode gerar uma cervite, e se disseminar, pode</p><p>gerar ainda a doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez ectópica. Em gestantes,</p><p>podem causar problemas de parto precoce e morte neonatal. Em recém-nascidos, pode gerar</p><p>conjuntivite de inclusão que, se não tratada, pode evoluir para uma pneumonia. A infecção</p><p>neste caso é adquirida durante o parto através do canal vaginal. A infecção pode gerar dor ao</p><p>urinar, corrimento amarelo ou turvo devido à formação de pus durante o processo inflamatório,</p><p>sangramento espontâneo e dor durante a relação sexual.</p><p> Chlamydia Trachomatis.</p><p>A gonorreia é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, gram-negativa na forma de</p><p>diplococos. Esta IST no homem, quando sintomática, pode apresentar dor ao urinar e secreção</p><p>amarelo-esverdeada no pênis devido ao processo inflamatório pela presença da bactéria,</p><p>chamado de uretrite. Se a bactéria chegar até a próstata, desenvolverá uma prostatite. Nas</p><p>mulheres, as manifestações clínicas são menores e incluem uma vaginite, com dor na área</p><p>genital, secreção na vagina, maior frequência de urina e dor ao urinar. Se a bactéria atingir o</p><p>colo do útero, pode gerar uma cervicite (infecção cérvice) e, no útero, gerar a doença</p><p>inflamatória pélvica. Pode ocorrer também infecções no ânus, levando à formação de pústulas</p><p>devido ao processo inflamatório desencadeado. O ponto mais grave da doença pode ocorrer</p><p>quando a N. gonorrhoeae se espalha pelo organismo gerando artrite infecciosa. Recém-</p><p>nascidos podem se contaminar durante o parto e desenvolver um quadro de conjuntivite que</p><p>pode evoluir para pneumonia e/ou meningite.</p><p> Lâmina de Gram mostrando diplococos gram-negativos sugestivos de N.gnorrhoeae.</p><p>Como é possível perceber, os sinais e sintomas destas ISTs são similares, sendo necessário</p><p>um diagnóstico para sua correta identificação. A coleta para o diagnóstico de ambas as ISTs</p><p>ocorrem de modo similar. Pode se utilizar secreção uretral, secreção endocervical, esperma,</p><p>secreção ocular para conjuntivite em recém-nascido, secreção anal para infecção anal, a urina</p><p>pode ser utilizada quando a secreção uretral estiver escassa.</p><p> RECOMENDAÇÃO</p><p>Deve-se coletar, preferencialmente, antes do uso de antimicrobianos. Na secreção de uretra,</p><p>deve-se colher durante a manhã e antes de urinar ou com intervalo de 4 horas após urinar.</p><p>Durante a coleta, não realizar o uso de antissépticos, não ter relações sexuais nas últimas 24</p><p>horas e, em caso de menstruação, aguardar 48 horas ou até o término. Além da secreção,</p><p>também pode ser colhido com swab endocervical ou uretral e a coleta de urina deve ser</p><p>referente ao primeiro jato do dia.</p><p>TESTE PARA DIAGNOSTICO DE</p><p>INFECÇÕES POR CHLAMYDIA E URETRITE</p><p>GONOCÓCICA</p><p>Existem várias metodologias para o diagnostico destas ISTs e incluem meios de cultura, testes</p><p>imunológicos (detecção de anticorpos ou antígenos) e testes moleculares (detecção do</p><p>material genético da bactéria). As vantagens de se realizar a cultura incluem a preservação da</p><p>bactéria para estudos adicionais, como o antibiograma e estudos de epidemiologia.</p><p>TESTES PARA O DIAGNÓSTICO DE C.</p><p>TRACHOMATIS</p><p>C. trachomatis é uma bactéria de difícil cultivo devido ao fato de viver dentro das células do</p><p>hospedeiro. Desse modo, para este patógeno, é recomendado o uso de testes imunológicos ou</p><p>testes moleculares, sendo os testes moleculares ainda mais capazes de detectar a bactéria do</p><p>que os imunológicos. Métodos de coloração direta não são possíveis devido ao pequeno</p><p>tamanho da bactéria e sua vida intracelular.</p><p>A cultura de Chlamydia em laboratório é algo dispendioso e requer muitos cuidados. Pelo fato</p><p>de ser uma bactéria intracelular, o cultivo de uma célula eucarionte é necessário para que elas</p><p>consigam crescer. Assim, é realizada a cultura de células das linhagens McCoy, HeLa 229 ou</p><p>BHK, em que a amostra coletada é inoculada sobre a superfície destas células. Após 3 dias de</p><p>incubação, é realizada a coloração por iodo ou Giemsa, buscando as alterações celulares</p><p>causadas pela presença da Chlamydia, como a presença de corpúsculos de inclusão</p><p>citoplasmáticos (vacúolos citoplasmáticos). Por esse motivo, os testes moleculares se tornam</p><p>úteis para o diagnóstico na maioria dos laboratórios, tendo boa sensibilidade e especificidade.</p><p>CÉLULAS MCCOY</p><p>Linhagem de células do tipo fibroblastos obtidas de camundongos.</p><p>CÉLULAS HELA 229</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Linhagem de células humanas obtidas de um adenocarcinoma cervical.</p><p>CÉLULAS BHK</p><p>Linhagem de células obtidas de fibroblastos renais de hamster.</p><p>TESTES PARA O DIAGNÓSTICO DE NEISSERIA</p><p>GONORRHOEAE</p><p>No caso de suspeita de uretrite gonocócica, pode-se utilizar métodos de cultura, testes</p><p>imunológicos ou moleculares, porém nestas bactérias os testes de cultura respondem bem aos</p><p>achados. A coloração de Gram pode ser realizada para visualização dos diplococos gram-</p><p>negativos característicos desta espécie e a coleta é realizada utilizando o meio de Aimes, pois</p><p>preserva o diplococo de forma viável até as análises, o gonocócico é considerado uma bactéria</p><p>exigente e, sem os devidos cuidados, pode morrer facilmente atrapalhando no correto</p><p>diagnóstico.</p><p>SEMEADURA DE AMOSTRAS SUSPEITAS</p><p>DE N. GONORRHOEAE E OUTROS</p><p>AGENTES</p><p>No caso de suspeita de N. gonorrhoeae, o meio de cultura para semeadura mais utilizado é o</p><p>Thayer-Martin modificado (meio enriquecido e seletivo). Este meio possui antibióticos que</p><p>permitem o crescimento seletivo desta bactéria. A amostra pode ser semeada também em</p><p>Ágar Chocolate para detecção de outras espécies de Neisseria spp. que, por ventura, não</p><p>cresçam no meio Tayer-Martin. Após a semeadura pela técnica de esgotamento, os meios de</p><p>cultura serão incubados em temperatura de 35°C com umidade em torno de 90% e atmosfera</p><p>de 3-7% de CO2. Após o crescimento, é realizada a coloração de Gram (para confirmar a</p><p>morfologia), prova da catalase (resultado positivo pela formação de bolhas), prova da oxidase</p><p>javascript:void(0)</p><p>(oxidase positiva) e fermentação de açúcares (fermenta a glicose). Sendo então confirmado o</p><p>diagnóstico para N. gonorrhoeae.</p><p>PROVA DA CATALASE</p><p>Detecta a presença da enzima catalase, responsável pela quebra de radicais de oxigênio,</p><p>como o peróxido de hidrogênio (água oxigenada), em água e oxigênio. Quando positivo,</p><p>observa-se a presença de bolhas proveniente do oxigênio. Esta prova é importante para</p><p>diferenciação de gêneros de bactérias Gram-positivas.</p><p> ATENÇÃO</p><p>As uretrites podem ter diferentes causas, sendo a mais comum as ISTs causadas pela N.</p><p>gonorrheae. Aquelas que não são causadas por este agente etiológico são ditas não</p><p>gonocócicas. A uretrite não gonocócica mais comum é a causada pela C. trachomatis já</p><p>comentada aqui, enquanto outros microrganismos menos frequentes podem causar este</p><p>quadro infeccioso incluem Ureoplasma ureatylium, Trichomonas vaginalis, Mycoplasma</p><p>homins, Staphylococcus aureus, Candida albicans (fungo), Gardnerella vaginalis. Para</p><p>exclusão de diagnóstico por estes agentes etiológicos, pode-se usar a semeadura em meios de</p><p>cultura como Ágar Sangue e Ágar MacConkey e coloração de Gram.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Observamos as principais bactérias associadas a infecções sistêmicas e suas possíveis</p><p>consequências, os principais patógenos associados a casos de diarreia no Brasil e no mundo,</p><p>a problemática das infecções do SNC e os sinais clínicos similares de algumas ISTs</p><p>prevalentes e sua importância no diagnóstico por cultura, tanto para epidemiologia, quanto para</p><p>determinação da melhor opção de tratamento pelo antibiograma. A cultura bacteriana continua</p><p>a ser usada por muitos laboratórios e com algumas particularidades, dependendo do local de</p><p>diagnóstico.</p><p> PODCAST</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANVISA. Detecção e Identificação de Bactérias de Importância Médica. Módulo V. 2004.</p><p>ANVISA. Procedimentos laboratoriais: da Requisição do Exame à Análise Microbiológica.</p><p>Módulo III. 2004.</p><p>ARAUJO. Hemocultura: recomendações de coleta, processamento e interpretação dos</p><p>resultados. In: The Journal of Infection Control. 2012; 1 (1): 08-19.</p><p>CAL, R. G. R.; CAMARGO, L. F. A.; KNOBEL, E. Infecção da Corrente Sanguínea</p><p>Relacionada a Cateter: Infectologia e Oxigenoterapia Hiperbárica. Rio de Janeiro: Atheneu,</p><p>2003.</p><p>MENEZES e SILVA. Coprocultura,</p><p>parte 1 Salmonella e Shigella. 86. ed. NewsLab, 2008.</p><p>MENEZES e SILVA. Coprocultura, parte 2 outros enteropatógenos. 86. ed. NewsLab, 2008.</p><p>SEADI et al. Diagnóstico laboratorial da infecção pela Chlamydia trachomatis: vantagens</p><p>e desvantagens das técnicas. In: Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial. v. 38.</p><p>Rio de Janeiro, 2002.</p><p>EXPLORE+</p><p>Para saber mais sobre os assuntos explorados neste tema, pesquise:</p><p>A plataforma chamada TELELAB, do Ministério da Saúde, que disponibiliza capacitação a</p><p>distância e on-line, com diversos cursos da área da saúde, incluindo diagnóstico de ISTs.</p><p>Vale a pena conferir!</p><p>O manual disponibilizado pela ANVISA para identificação das principais bactérias em</p><p>infecções: Detecção e Identificação de Bactérias de Importância Médica e Principais</p><p>Síndromes Infecciosas. Leia e esclareça possíveis dúvidas.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Ivson Cassiano de Oliveira Santos</p><p> CURRÍCULO LATTES</p><p>javascript:void(0);</p>