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FARMACOLOGIA BÁSICA WEBCONFERÊNCIA II: INTERAÇÕES FARMACOLÓGICAS PROFª MSC. CAROLYNE CHAGAS Efeito alterado!!! Efeito benéfico Efeito maléfico SILVA, P. 2010 Efeito terapêutico Toxicidade Conceito Classificação SILVA, P. 2010 1. Interações físico-químico: Ocorrem antes da entrada do fármaco no organismo. Ex: Inativação do nitroprussiato pela luz. 2. Interações farmacocinéticas: São interações que afetam os processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos fármacos. Ex: Antibióticos alteram a flora intestinal reduzindo a absorção de contraceptivos orais. 3. Interações Farmacodinâmicas: São interações relacionadas com os receptores, podendo participar os mesmos ou diferentes receptores. Ex: Vitamina K bloqueia os efeitos dos anticoagulantes. Interações físico-químicas ou farmacêuticas Ocorrem antes da entrada do fármaco no organismo e geralmente resultam em incompatibilidades farmacêuticas físicas (como formação de precipitados) ou químicas (formação de outras substâncias decorrentes de reações). Degradação da adrenalina pela luz, por isso deve ficar em frasco âmbar. Adsorção da insulina pelo vidro, por isso deve ser acondicionada em frascos de polietileno. A adição de succilcolina (relaxante muscular) e tiopental (depressor do SNC) numa mesma seringa gera precipitação devendo a administração ser separada. SILVA, P. 2010 Interações ao nível de absorção Alteração Agente modificador Agente afetado Mecanismo/ Efeito obtido Quelação Sais minerais Tetraciclina Quelação da tetraciclina reduzindo sua absorção. Alteração da motilidade do trato gastrointestinal Opiáceos Acetaminofeno Reduzem a motilidade do trato, reduzindo a absorção intestinal do fármaco. Alteração da microbiota intestinal Antibióticos Digoxina, contraceptivos orais Os antibióticos alteram a microbiota intestinal e reduzem a absorção desses fármacos. Alteração do pH gástrico Ántiácidos Tetraciclina, fenobarbital e outras drogas ácidas Aumento do pH gástrico, mantendo as drogas na sua forma iônica, reduzindo ou retardando sua absorção. Alteração do fluxo sanguíneo Adrenalina Anestésicos locais Ocorre uma vasoconstricção, impedindo a absorção do anestésico e provocando uma preservação do efeito anestésico. SILVA, P. 2010 Um fármaco pode influenciar na velocidade e/ou na magnitude da absorção através dos seguintes mecanismos: Interações em nível de distribuição 85% Resposta clínica 2-3 X concentração do fármaco livre Metabolismo Eliminação Fármaco deslocador Fármaco deslocado Efeito obtido Fenilbutazona (antiinflamatório) Warfarina (Anticoagulante) Hemorragia Sulfonamidas (antibiótico) Tolbutamida (hipoglicêmiante) Hipoglicemia STOCKLEYS, I. 2013 Droga afetada Droga inibidora Efeito da interação Cafeina enoxacina Intoxicação Anticoagulantes orais Metronidazol Sangramentos Interações em nível de metabolismo ENZIMAS Indução Inibição Droga afetada Droga indutora Efeito da interação Anticoagulantes orais Barbitúricos Efeitos anticoagulantes reduzidos Anticoncepcionais orais Fenitoína Falhas anticoncepcionais Hidrossolúvel Eliminação Efeitos Interações em nível de excreção • Fluxo sanguíneo renal • Filtração renal • Reabsorção tubular • Secreção tubular Agente modificador Agente afetado Efeito biológico Fenilbutazona (Antiinflamatório) Tolbutamida (hipoglicemiante) Reduz a secreção renal >>> Efeitos hipoglicêmicos aumentados Inibidores da ECA Lítio Aumentam a reabsorção tubular prolongando o efeito do lítio Bicarbonato de sódio Drogas ácidas como AAS Alcalinização urinária aumenta a excreção de drogas ácidas SILVA, P. 2010 Interações farmacodinâmicas Fármaco 1 Fármaco 2 Receptor 1 Receptor 2 Ef ei to f ar m ac o ló gi co Interações sinéricas • Somação. Ex: Antiinflamatórios • Pontenciação. Ex: Coquitéis anti-HIV Interações antagonistas • Antagonismo fisiológico. Ex: Anticoagulantes e vitamina K. • Antagonismo farmacológico (competitivo e não-competitivo). Ex: Naxolona e opióides. GOODMAN, A. 2006 Questão SES – 21/10/2018 Dicas farmacêuticas: Aplicativo Existe uma ferramenta gratuita no site Medscape, chamada “Drug interaction checker” cuja função possibilita consultar qualquer interação medicamentosa. Dicas farmacêuticas: Leitura Mais de 3000 monografias sobre interações: • Evidência clínica; • Mecanismo da interação; • Importância e tratamento. Link de acesso: http://www.serviciofarmaciamanchacentro.es/images/stories/recursos/recursos/docinteres/ conciliacion/stockleys%20drug%20interactions%208th%20edition1.pdf FARMACOLOGIA BÁSICA WEBCONFERÊNCIA II: FARMACODINÂMICA I – MODO DE AÇÃO DOS FÁRMACOS PROFª MSC. CAROLYNE CHAGAS Conceito O que o corpo faz com o fármaco. O que o fármaco faz com o corpo. Princípios do modo de ação e resposta farmacológica de um fármaco Fonte: Farmacologia, Rang & Dale, 7ª edição Os receptores determinam as relações quantitativas entre dose e efeitos farmacológicos Fármaco A Fármaco B AfinidadePotência Receptor Eficácia Os receptores são responsáveis pela seletividade da ação do fármaco Alvos farmacológicos não específicos Atuam em receptores ou processos celulares fundamentais à proliferação ou à sobrevivência do agente infeccioso, mas que não são essenciais ou não existem no organismo do hospedeiro. Neutralização terapêutica do ácido gástrico por meio das bases antiácidas como os hidróxidos de alumínio e magnésio. Aumento da osmolaridade de vários líquidos corporais pelo manitol. Fármaco de ação agonista e fármaco de ação antagonista Agonista inverso A N T A G O N IS T A S C O M P E T IT IV O S Agonista inverso RESPOSTA BIOLÓGICA OPOSTA BLOQUEIO DA RESPOSTA BIOLÓGICA Antagonista # Curvas Dose x Resposta Conversão em semilogarítmo Eficácia entre dois fármacos Potência entre dois fármacos Agonista inverso Ligação de agonistas plenos, inversos e antagosnistas x Resposta Resposta Tipos de antagonismo Antagonismo farmacológico Competitivo Não Competitivo Reversível Irreversível Antagonismo químico Antagonismo fisiológico Histamina x Omeprazol Tetraciclina CA++ Antagonismo e curva dose x resposta Antagonismo por bloqueio de receptor Antagonismo competitivo reversível Antagonismo competitivo irreversível Antagonismo não competitivo Antagonismo e curva dose x resposta Modulação alostérica da afinidade Modulação alostérica da eficácia Relação entre a dose e a resposta clínica do fármaco Posologia Dose Fonte: SILVA, P. 2010 Fatores que influenciam a resposta farmacológica Raça e etnia Idade Sexo Farmacogenômica Dieta e ambiente Interação medicamentosa Questão SES – 21/10/2018 Questão SES – 21/10/2018 FARMACOLOGIA BÁSICA WEBCONFERÊNCIA II: FARMACODINÂMICA II – TEORIA DOS RECEPTORES PROFª MSC. CAROLYNE CHAGAS Tipos de receptores farmacológicos Lipossolubilidade; Estado de ionização (pKa); Tamanho molecular; conformação e estereoquímica da molécula do fármaco. Sítios de ligação Afinidade; Seletividade; Efeito clínico. Adeniliciclase AMPc Fosfolipase C IP3 e DAG GDP Atividade tirosinacinase Mecanismos de sinalização e ação de fármacos (1) Ligante lipossolúvel que permeia a membrana e age sobre um receptor intracelular; (2) Proteína receptora transmembrana cuja atividade enzimática intracelular é regulada de maneira alostérica por um ligante que se liga a um sítio no domínio extracelular da proteína; (3) Receptor transmembrana que se liga e estimula uma proteína tirosina-cinase; (4) Canal iônico transmembrana com portão de ligante que pode ser induzido a se abrir ou fechar pela ligação a um ligante; (5) Proteína do receptor transmembrana que estimula uma proteína transdutora de sinal proteína G. Receptores ionotrópicos (canais iônicos) T T X Receptores metabotrópicos Via adenilato ciclase Receptores metabotrópicos Via Inositol Trifosfato/ Diacilglicerol (PI3/DAG) Receptoresda tirosina quinase Receptores nucleares Esteroides Receptores Enzimáticos (Viagra) Transportadores Ezetimiba Up regulation e Down regulation DOWN REGULATION Receptores internalizados Exposição repetida a agonistas Dessensibilização Efeito UP REGULATION Exposição repetida a antagonistas Sensibilização Aumento do número de receptores Sensível a agonistas Sensível a antagonistas OBRIGADA CAROLYNE CHAGAS @PROFA.CAROLYNECHAGASPROFESSORA EXECUTORA