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Roteiro da unidade 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plano de Logística Sustentável 
 
Sustentabilidade: percurso conceitual, 
normativo e Agenda 2030 
 
 
 
 
 
Danielle Abud 
 
 
Dra. Educação 
Roteiro da unidade 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plano de Logística Sustentável 
Sustentabilidade: percurso conceitual, 
normativo e Agenda 2030 
 
 
Danielle Abud 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O conteúdo deste documento faz parte 
do material didático do curso Plano 
Diretor de Logística Sustentável: 
metodologia de construção, 
implementação e monitoramento. 
 
 
Professor: 
Prof.ª Dra. Danielle Abud 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília | 2022 
Roteiro da unidade 3 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
Sustentabilidade: percurso conceitual, normativo e Agenda 2030 ...................... 4 
Videoaula .................................................................................................................... 4 
Apresentação .............................................................................................................. 4 
Objetivo de aprendizagem .......................................................................................... 4 
Sustentabilidade: percurso conceitual e normativo .............................................. 6 
1.1 Introdução......................................................................................................... 6 
1.2 Sustentabilidade: aspectos gerais .................................................................... 8 
1.3 Plano de Logística Sustentável ...................................................................... 13 
1.4 Agenda 2030 e o Plano de Logística Sustentável .......................................... 16 
1.5 Acórdãos do TCU e o PLS ............................................................................. 18 
1.6 Considerações finais ...................................................................................... 20 
1.7 Referências .................................................................................................... 21 
Apêndice I – Vídeos complementares ................................................................... 22 
Boas Práticas Legislativas e os impactos da Agenda 2030 da ONU ........................ 22 
Apêndice II – Atividade avaliativa (Quiz) ............................................................... 23 
Apêndice III – Atividade avaliativa (Prova) ........................................................... 24 
Roteiro da unidade 4 
 
 
Sustentabilidade: percurso conceitual e normativo e 
Agenda 2030 
 
Videoaula 
 
No vídeo a seguir, a profª Danielle Abud traz uma reflexão sobre os aspectos 
gerais da sustentabilidade, os atos normativos sobre o Plano de Logística Sustentável 
(PLS) e o alinhamento do PLS com a Agenda 2030, da Organização das Nações 
Unidas (ONU). Além disso, vamos destacar as deliberações do Tribunal de Contas da 
União (TCU) que orientam a inserção de informações sobre a sustentabilidade. 
Confira! 
 
<!-- gravar uma aula virtual, de 5 a 15 minutos sobre o conteúdo desta unidade 
de ensino e informar, aqui, a URL do local onde o vídeo pode ser encontrado --> 
 
 
Apresentação 
 
Olá! Seja muito bem-vindo (a) ao nosso curso! 
Nesta unidade serão abordados os aspectos gerais da sustentabilidade, bem 
como os instrumentos legais, os atos normativos sobre o Plano de Logística 
Sustentável. Além disso, vamos tratar sobre o alinhamento do PLS com a Agenda 
2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), e destacar as deliberações do 
Tribunal de Contas da União (TCU) que orientam a inserção de informações sobre a 
sustentabilidade, no âmbito da administração pública federal. 
Esta primeira unidade compõe etapa essencial para o acompanhamento do 
Curso e irá colaborar com as etapas seguintes do aprendizado. 
Desejamos sucesso e boa aula! 
 
 
Objetivo de aprendizagem 
 
Ao final desta unidade, espera-se que você seja capaz de: conceituar a 
sustentabilidade no âmbito da gestão pública, bem como refletir sobre o alinhamento 
do PLS com a Agenda 2030 e identificar as principais deliberações do TCU para 
Roteiro da unidade 5 
 
 
 
 
promoção da sustentabilidade. Para isto, você deverá realizar as seguintes atividades: 
ler o conteúdo de ensino que contém o texto de referência, assistir à videoaula e 
responder ao exercício avaliativo. 
 
 
Bibliografia básica 
 
 
BESSA, Fabiane; DOETEZER, G. D.; VILLAC, T. Gestão Pública Brasileira: 
inovação sustentável em rede. Belo Horizonte: Fórum: 2021. 
 
FREITAS, J. Sustentabilidade: Direito ao Futuro. 4 ed. Belo Horizonte: Fórum, 
2011. 
Roteiro da unidade 6 
 
 
 
Sustentabilidade: percurso conceitual e normativo 
 
1.1. Introdução 
 
Nesta unidade, conduziremos a nossa atenção para os aspectos gerais da 
sustentabilidade a partir dos referenciais teóricos que orientam o tema. 
Complementam essa construção os instrumentos normativos sobre o Plano de 
Logística Sustentável, a convergência dos aspectos do PLS em apoiar o cumprimento 
da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e a sinalização da 
jurisprudência fiscalizatória pelos acórdãos do TCU para promoção da 
sustentabilidade. 
Começaremos esta primeira etapa convidando-o a refletir sobre o conceito de 
sustentabilidade, a partir da indispensável relação com o desenvolvimento 
sustentável. Observe que o assunto já faz parte do nosso cotidiano antes mesmo da 
década de 1990 e está exarado, em constante periodicidade, em acordos 
internacionais, normas infralegais, acórdãos, etc. 
Como você já deve imaginar, foi a partir do cenário dos impactos ambientais 
causados pelos processos produtivos que o tema da sustentabilidade se tornou um 
alerta global para necessidade de novo desenho sobre o modelo de desenvolvimento 
dos países. 
Esse posicionamento trouxe, para a discussão internacional, a necessidade de 
reorientação nas relações econômicas e na forma de uso dos recursos naturais. 
Vamos observar neste percurso que a década de 1970 marcou, pela primeira vez, em 
nível mundial, a preocupação sobre as ações humanas em torno da questão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Trechos da Declaração da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente (Estocolmo, 1972), parágrafo 6. 
ONUBR Nações Unidas no Brasil. 
ambiental! 
“Chegamos a um ponto na História em que devemos moldar nossas ações em todo o mundo, com 
 
 
Roteiro da unidade 7 
 
 
 
 
A despeito da atenção para os fenômenos ambientais, sociais, econômicos e 
culturais de forma integrada ou da visão de como tratar as consequências nocivas ao 
meio ambiente decorrentes das atividades produtivas, a discussão do tema teve 
inserção diferenciada em termos de evento e cronologia, como veremos na seção a 
seguir. 
No Brasil, no tocante aos aspectos legislativos, apenas em tempo recente o 
debate sobre a sustentabilidade foi introduzido na gestão pública. De acordo com 
Villac (2021), a internalização da Agenda 21 e o Programa Ambiental na Administração 
Pública (A3P)1 marcaram o início voluntário desse processo. 
Em consonância com a A3P, o Plano de Logística Sustentável (PLS) se tornou 
o instrumento de referência cuja função precípua se relaciona à consecução dos ideais 
de sustentabilidade, a partir da definição de ações e estratégias que contribuem com 
princípio da eficiência na administração pública. 
O PLS, por sua vez, converge para o alcance dos Objetivos do 
Desenvolvimento Sustentável (ODS) previstos na Agenda 2030, da Organização das 
Nações Unidas, especialmente no que se refere ao consumo e à produção 
responsáveis, no caso, o uso eficiente dos recursos naturais e o papel das instituições 
públicas na forma de agir em suas múltiplas dimensões de atuação. 
A última seção desta unidade examina a importância da Agenda 2030, da qual 
o Brasil é signatário e reconhece a necessidade de alinhamento das instituições 
públicas em avançar em resultados focados nas metas estabelecidasque configuram 
a trajetória para o alcance de objetivos globais. 
Trataremos de detalhar nas próximas seções os assuntos destacados. 
Esperamos por você! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 A3P: A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) é um programa de adesão voluntária que visa 
implantar a responsabilidade socioambiental nas atividades administrativas e operaci onais da administração 
pública. 
Roteiro da unidade 8 
 
 
 
 
1.1. Sustentabilidade: aspectos gerais 
 
É provável que você já tenha estudado sobre Desenvolvimento Sustentável e 
Sustentabilidade em algum momento. A história do tema é relativamente recente, mas 
é preciso destacar que as expressões não são equivalentes. 
Tratamos de voltar no tempo apenas por alguns segundos para entender que 
essa trajetória de pouco mais de trinta anos evidencia um raro consenso entre os 
países em favor do meio ambiente e registra importantes acordos na história. 
 
 
Vejamos os marcos desse percurso para compreendermos as distinções 
conceituais e encontrarmos as referências que orientam a sustentabilidade no setor 
público. 
Destaca-se inicialmente a década de 1980 como sendo o marco da ação 
protetora do Estado, em relação ao meio ambiente, resultado da influência da primeira 
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano, também conhecida 
como Conferência de Estocolmo, realizada na Suécia, em 1972, que tratou da 
cooperação internacional entre os países, com o propósito de reconhecimento da 
existência de problemas comuns sobre as questões ambientais. 
Em 1987, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento 
produziu o Relatório Our Common Future (Nosso Futuro Comum), conhecido como 
Roteiro da unidade 9 
 
 
 
 
Relatório Brundtland, contribuindo para e popularizar o conceito oficial de 
Desenvolvimento Sustentável (DS), que já havia sendo concebido desde a década 
de 1970 como sendo: 
 
O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da 
geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações 
futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades, significa 
possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um
 nível satisfatório de desenvolvimento social, 
econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao 
mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e 
preservando as espécies e os habitats naturais 
De acordo com Galleli (2017, p. 29), o Relatório de Brundtland descreve, em 
tom conciliatório e estratégico, a definição oficial de desenvolvimento sustentável 
podendo ser considerado o mainstream da literatura de referência no assunto. Isso 
porque orienta caminhos teóricos e práticos para o DS. 
A origem da expressão sustentável, no entanto, vem do alemão “nachhaltend” 
ou “nachhaltig” (longevidade), a palavra foi registrada em 1713, no livro Lyra, de 
Carlowitz, em francês durabilité (durável) e em holandês duurzaamheid e duurzaam 
(sustentável) (HOFER, 2009). De acordo com Feil e Schreiber (2017), o termo reflete 
uma “solução à escassez de recursos naturais desde a antiguidade, consolidando-se 
ao longo do tempo na cultura humana, em busca da utilização desses recursos de 
forma contínua e perpétua”. 
O uso do termo, por sua vez, foi adotado na Conferência das Nações Unidades 
para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro e conhecida 
como Eco/922, na qual foi elaborada a Agenda 21. Os eventos seguintes, Rio+20, 21ª 
Conferência das Partes (COP 21) e 11ª Reunião das Partes no Protocolo de Quioto 
(MOP-11), de relevância mundial, continuam a debater ações conjuntas que 
mobilizaram ações coletivas para o enfretamento dos problemas socioambientais, 
como destaca a linha do tempo dos marcos da sustentabilidade apresentada a seguir. 
 
2 Eco/92: Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento também conhecida como 
Rio-92 evento que discutiu as premissas para o desenvolvimento sustentável. O principal documento ratificado 
pelo encontro foi chamado de Agenda 21. 
https://www.redalyc.org/journal/3232/323252763008/html/#B28
Roteiro da unidade 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1972. Conferência Estocolmo. Primeira Conferência das Nações Unidas sobre 
Meio Ambiente e Desenvolvimento. 
 
1987. Relatório Brundtland. Adoção do conceito de Desenvolvimento 
Sustentável aplicado no relatório “Nosso Futuro Comum”. 
 
1992. Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento e abertura de dois tratados multilaterais para assinatura: da 
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima e da 
Convenção sobre Diversidade Biológica, Conferência conhecida como Eco- 92. 
 
2002. Conferência de Joanesburgo, conhecida com Rio+10. Terceira grande 
Conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente marcada pela 
avaliação da aplicação da Agenda 213 e pe la adoção de medidas já 
negociadas em Conferências anteriores. 
 
2009. A Conferência sobre Mudança do Clima de Copenhague (COP15) 
destacou a necessidade de medidas para evitar o aquecimento global e as 
mudanças climáticas. 
 
2015. A Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 
conduz à adoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como parte 
de uma nova agenda global de desenvolvimento sustentável. O documento 
“Transformando Nosso Mundo” foi apresentado como resultado do processo 
inclusivo de negociações com governos, entidades sociais e empresas com a 
finalidade de promover universalmente o desenvolvimento social, a proteção 
ambiental e a prosperidade econômica. 
 
2019. A Assembleia Geral das Nações Unidas declara 2021-2030 como a 
Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas. 
 
2021. COP 26. Chamamento para acelerar a ação em direção aos objetivos do 
Acordo de Paris e da Convenção -Quadro das Nações Unidas sobre Mudança 
do Clima. 
 
 
O entendimento da sustentabilidade, a partir das conferências internacionais, 
foi associado ao tema central do desenvolvimento sustentável, tornando-se a diretriz 
para compreensão dinâmica, evolutiva e não linear do processo de desenvolvimento 
 
 
3 Agenda 21: Documento ratificado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro contendo o resultado do compromisso das nações para promoção 
do desenvolvimento sustentável. 
50 Anos de história 
Linha do tempo dos marcos da sustentabilidade 
https://unfccc.int/process-and-meetings/conferences/past-conferences/copenhagen-climate-change-conference-december-2009/copenhagen-climate-change-conference-december-2009
http://web.unep.org/environmentassembly/new-un-decade-ecosystem-restoration-inspire-bold-un-environment-assembly-decisions
Roteiro da unidade 11 
 
 
 
 
dos países, associado aos dilemas relativos às questões econômicas, sociais e 
ambientais. 
Podemos compreender a sustentabilidade como sendo a capacidade de manter 
algo em estado contínuo, podendo ser considerada como um objetivo, ou seja, um 
parâmetro que possibilita legar às gerações futuras uma condição semelhante à atual, 
sem comprometer o atendimento às necessidades daqueles que ainda estão por vir. 
O desenvolvimento sustentável, por sua vez, passa a ser o caminho que 
devemos percorrer para alcançar a sustentabilidade, ou seja, uma estratégia de longo 
prazo para que possamos ter um desenvolvimento simultaneamente: includente, do 
ponto de vista social, sustentável pela perspectiva ambiental, ecológico e sustentado 
pela vertente do economicamente viável, como nos ensina Sachs (1986). 
Diante desses argumentos, percebemos que os dois temas finais, sustentabilidade e 
desenvolvimento sustentável, complementam-se ao revelar a preocupação em criar as 
condições para que os esforços rumo à proteção ambiental e às responsabilidades sociais 
tenham sucesso. 
O aspecto central é o balanceamento dessas dimensões, que induzem um 
sentido de responsabilidade comum e estabelecem rotas de desenvolvimento 
incrementadas pela capacidade de inovação e pelosprocessos de transformação. 
Posto isso, como você já deve imaginar, o papel do Estado é essencialmente 
relevante neste contexto. As decisões da administração pública não podem estar 
desvencilhadas da observância de princípios que implica aplicação imediata com 
vistas a garantir os recursos para um presente e futuro igualmente sustentáveis. 
A integração da dimensão ambiental que considera o impacto das atividades 
sobre o meio ambiente, na forma de utilização dos recursos naturais, associada aos 
pilares sociais e econômicos nas estratégias de gestão faz-se necessária para que as 
organizações tenham a capacidade de desenvolverem-se sustentavelmente. Para 
tanto, é imprescindível o agir do poder público considerando as repercussões futuras 
desse caminho eleito. 
De acordo com Munck (2013), a sustentabilidade no contexto das organizações 
constitui-se de intentos que primam pelo equilíbrio macro nos diversos sistemas 
sociais. 
Roteiro da unidade 12 
 
 
 
 
A concepção de Juarez Freitas propõe novas dimensões para serem 
incorporadas à tradicional visão do entendimento baseado no tripé econômico, social 
e ambiental. O autor agrega o pilar da ética que consagra “a empática solidariedade 
como dever universalizável” e a dimensão político-jurídica que “determina, com 
eficácia direta, independentemente da regulamentação, a tutela do direito ao futuro” 
(FREITAS, 2019). 
 
No âmbito do setor público, a sustentabilidade é entendida como princípio 
orientador da atuação estatal, em sua esfera preventiva e também como provedora de 
serviços públicos e tem conduzido as organizações à incorporação de iniciativas que 
determinam um novo modo de agir das instituições. 
Para Dubois (2019), a sustentabilidade tem sido implementada visando à 
atuação do Estado como indutor de desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e de 
práticas de racionalização no uso de materiais e serviços que dizem respeito à 
eficiência do gasto público e à primazia na gestão de processos. 
Cabe recordar que, de forma convergente, incumbe à Administração Pública o 
princípio da eficiência previsto no Art. 37, caput, da Constituição Federal – como 
princípio orientador da ação administrativa e normativamente exigível do agir estatal. 
Nesse sentido, a capacidade das instituições em lidar com a sustentabilidade 
enseja escolhas por ela empreendida em relação à necessidade de: 
 
Estratégias de desenvolvimento desenhadas e implementadas que 
resultem de planejamento de ações, que criem condições e esforço 
contínuo para eliminação do desperdício, poupança de recursos 
naturais e iniciativas inovadoras. 
 
 
Diante desse cenário, tem-se que a sustentabilidade deve representar um novo 
modo de agir das organizações. Sua incorporação, considerada pelo contexto que se 
encontra, admite uma série de elementos determinantes a serem adotados, como por 
exemplo: 
 Definição de política de responsabilidade social; 
 Declaração de valores organizacionais; 
 Estabelecimento de instrumentos de planejamento; e; 
Roteiro da unidade 13 
 
 
 
 
 Definição de indicadores. 
 
 
Disso resulta que a sustentabilidade no setor público há de ser materializada 
no correspondente Plano de Logística Sustentável, que, por sua vez, reflete a prática 
e a concretização da ação organizacional. 
Assim sendo, vejamos no próximo tópico o que é um Plano de Logística 
Sustentável e quais os instrumentos normativos que orientam a sua elaboração. 
 
 
1.2. Plano de Logística Sustentável 
 
O Plano de Gestão de Logística Sustentável é uma ferramenta que 
organiza ações e gera estratégias que contribuem para o alcance 
do princípio da eficiência na administração pública. Pode ser 
considerado como um mecanismo de aprimoramento da gestão, 
especialmente no que tange ao uso de metas e indicadores de 
desempenho que orientam o processo de tomada decisão pelos 
gestores. 
 
 
Segundo Arantes et al. (2014, p.13), o PLS é instrumento de planejamento que 
visa a “regulamentação e acompanhamento das iniciativas de sustentabilidade 
socioeconômica e relativas ao meio ambiente por meio de um diagnóstico 
organizacional e da previsão de um cenário futuro com melhorias contínuas para a 
organização”. 
No âmbito dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, o PLS é tratado de 
acordo com normativos próprios. Vejamos as definições que são aplicadas: 
 
 
PODER JUDICIÁRIO 
(Resolução CNJ 400/ 2021) 
Art. 5° Instrumento que se alinha à Estratégia Nacional do Judiciário, e aos 
Planos Estratégicos dos órgãos, com objetivos e responsabilidades definidas, 
indicadores, metas, prazos de execução, mecanismos de monitoramento e 
avaliação de resultados, que permite estabelecer e acompanhar práticas de 
sustentabilidade, racionalização e qualidade, que objetivem uma melhor 
eficiência do gasto público e da gestão dos processos de trabalho, 
considerando a visão sistêmica do órgão. 
Roteiro da unidade 14 
 
 
 
 
PODER EXECUTIVO 
(Portaria SEGES n°8.678/2021) 
Plano Diretor de Logística Sustentável - PLS: instrumento de 
governança, vinculado ao planejamento estratégico do órgão ou 
entidade, ou instrumento equivalente, e às leis orçamentárias, que 
estabelece a estratégia das contratações e da logística no âmbito do 
órgão ou entidade, considerando objetivos e ações referentes a 
critérios e a práticas de sustentabilidade, nas dimensões econômica, 
social, ambiental e cultural. 
 
 
PODER LEGISLATIVO/SENADO FEDERAL 
(Ato da Diretoria-Geral n° 24/2014) 
 
Ferramenta de planejamento que possibilita estabelecer práticas de 
sustentabilidade e de racionalização dos gastos institucionais e dos 
processos administrativos, caracterizando uma agenda estruturante para 
uma atuação socioambientalmente correta. 
 
 
 
 
 
O que temos em comum na definição do PLS? 
O PLS é uma ferramenta de gestão que estabelece de igual 
maneira para TODOS OS PODERES ações referentes a 
critérios e práticas de sustentabilidade. 
 
 
Qual a diferença entre eles? 
Não há diferença! O que temos é um processo de 
INOVAÇÃO de normas infralegais e regulamentares. 
 
 
 
 
 
A Portaria da Secretaria de Gestão, do Ministério da Economia, inovou ao 
definir o PLS como: 
Roteiro da unidade 15 
 
 
 
 
 
 
Plano Diretor de Logística Sustentável classificado como instrumento 
de governança vinculado ao planejamento estratégico do órgão ou 
entidade, ou instrumento equivalente, e às leis orçamentárias. 
 
Como comenta Vanice Valle (2003 p. 132), é evidente que a busca pelo 
“desenvolvimento sustentável não se poderia jamais alcançar sem a participação do 
Estado, seja à conta de seus deveres específicos de atuação nas vertentes que 
compõem, seja por força de seus deveres de fomento e indução”. 
Nesse sentido, as inovações publicadas recentemente nos normativos do 
Judiciário, Executivo e Legislativo cumprem relevante papel, pois sinalizam o avanço 
do PLS - fruto do amadurecimento e adequação das ações que lhe cabe promover, 
trazendo a todas as instituições incumbidas do mesmo intento desafios permanentes. 
De forma complementar, a evidência desse movimento de inovação do PLS, 
temos o Decreto Presidencial n° 10.024/2019, que vincula o plano de logística 
sustentável ao pregão eletrônico. Igualmente, dá-se destaque, na nova Lei de 
Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021), a convergência de 
oportunidade e a evolução dos marcos normativos que exerce influência sobre a 
temática do Plano de Logística Sustentável. 
Agora que já estabelecemos o conceito de PLS, começamos a entender o 
quanto este instrumento é determinante no alcance e na transversalidade dos 
aspectos inerentes à sustentabilidade. Mas, antes de nos aprofundarmos sobre o 
processo de elaboração desse documento, que tal conhecermos a Agenda 2030, da 
ONU, e a relação que se estabelece com o PLS? 
Roteiro da unidade 16 
 
 
 
 
1.3. Agenda 2030 e o Plano de Logística Sustentável 
 
 
O que é a Agenda 2030? 
Emsetembro de 2015, líderes mundiais e representantes da 
sociedade civil reuniram-se na sede da ONU, em Nova York, e 
decidiram um plano de ação global para erradicar a pobreza, 
proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a 
prosperidade. 
 
Essa iniciativa, conhecida como Agenda 2030 para o 
Desenvolvimento Sustentável, resultou na criação de 17 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para enfrentar as 
questões urgentes que afligem os tempos atuais. 
 
 
Para contextualizar! Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foram 
construídos a partir das bases dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), 
os quais, em seu conjunto, almejam à eliminação da extrema pobreza e da fome do 
planeta, fatores que afetavam especialmente as populações mais pobres, dos países 
menos desenvolvidos. 
 
A Agenda 2030 aprimora e amplia tais objetivos, que são: 
 um apelo global à ação para acabar com a pobreza, 
proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, 
em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de 
prosperidade. 
 
 
A Agenda 2030 afirma que, para pôr o mundo em um caminho sustentável, é 
preciso tomar medidas ousadas e transformadoras. Os ODS, por sua vez, constituem 
uma ambiciosa lista de metas a serem cumpridas até 2030. Vejamos o que cada um 
dos 17 Objetivos apresenta: 
Roteiro da unidade 17 
 
 
 
 
 
ODS Objetivo 
 
Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os 
lugares. 
 
Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e 
melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável. 
 
Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para 
todos, em todas as idades. 
 
Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e 
promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida 
para todos. 
 
Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as 
mulheres e meninas. 
 
Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e 
saneamento para todos. 
 
Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a 
preço acessível à energia para todos. 
 
Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e 
sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente 
para todos. 
 
Construir infraestruturas resilientes, promover a 
industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a 
inovação. 
 
Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. 
Roteiro da unidade 18 
 
 
Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, 
seguros, resilientes e sustentáveis. 
 
Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. 
 
Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima 
e seus impactos. 
 
Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e 
dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. 
 
Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos 
ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as 
florestas, combater a desertificação, deter e reverter a 
degradação da terra e deter a perda de biodiversidade. 
 
Promover sociedades pacíficas e inclusivas
 para o desenvolvimento 
sustentável, proporcionar o acesso à justiça 
para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e 
inclusivas em todos os níveis. 
 
 
Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria 
global para o desenvolvimento sustentável. 
 
 
Qual a relação da Agenda 2030 com o PLS? 
Agenda deve ser adotada de forma integrada pelas instituições no sentido de 
promover um esforço global para garantir a realização do plano previsto. No entanto, 
de modo específico, o PLS converge com a Agenda 2030 quando garante a 
implementação do ODS 12, por exemplo, que se refere à forma como nos 
relacionamos com os recursos da natureza, especialmente sob o ponto de vista do 
consumo e da produção sustentável. 
É no aspecto da adoção de parâmetros e práticas de responsabilidade social, 
integração e publicação de informações; promoção de práticas de contratação com 
critérios de sustentabilidade que as instituições colaboram para o cumprimento das 
prioridades nacionais. 
Dessa forma, uma organização pública ao instituir o PLS contribui com a 
implementação da Agenda 2030 em nível local, ao mesmo tempo em que atua para 
Roteiro da unidade 19 
 
que as iniciativas realizadas se somem a outras tantas para promoção de um esforço 
coletivo em prol da sustentabilidade planetária. 
Antes de seguirmos adiante, você pode acompanhar na próxima seção como 
o Tribunal de Contas da União tem atuado, por meio de suas recomendações, para 
implementação das ações de sustentabilidade no âmbito da Administração Pública 
Federal. 
 
 
1.4. Acórdãos do TCU e o PLS 
 
Com vistas ao cumprimento de sua missão institucional, o TCU realiza 
inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e 
patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo, 
Judiciário, incluídas fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Pod Público 
Federal. 
O histórico de fiscalizações em relação ao tema da sustentabilidade é amplo e 
analisa, por exemplo, em que medida as ações promovidas pela administração pública 
federal na área de sustentabilidade estão de fato sendo efetivadas (Acórdão nº 
1.752/2011). 
Por meio das auditorias, são expedidas determinações e recomendações! 
Vejamos a seguir algumas deliberações sobre o tema e o resultado das determinações 
em processo de auditoria operacional. 
 
 Acordão nº 2.512/2016-TCU-Plenário - Política Nacional de Resíduos Sólidos 
(PNRS) - determinações e recomendações 
 Auditoria em Sustentabilidade na Administração Pública Federal - Relatório 
Final da Equipe 
 Auditoria em Sustentabilidade na Administração Pública Federal - Relatório 
Ministro André Luiz 
 Auditoria em Sustentabilidade na Administração Pública Federal - Voto 
Ministro André Luiz 
 Acórdão nº 1.056/2017-TCU-Plenário - Sustentabilidade na Administração 
Pública Federal 
 Infográfico - 2017 - Informações de Auditoria 
 Acórdão nº 600/2019 - Plenário - Planos de Gestão de Logística Sustentável 
(PLS) devem estar previstos no planejamento estratégico de cada órgão e 
entidade da APF 
 Acórdão nº 3254/2021 - Plenário - Monitoramento do Acórdão 1.056/2017- 
TCU-Plenário, no âmbito do TC 006.615/2016-3, ao apreciar a auditoria 
operacional sobre a sustentabilidade na administração pública federal, com as 
alterações propostas pelo Acórdão 600/2019-TCU-Plenário. 
 
Para aprofundar o tema, sugerimos a leitura complementar do texto “O 
Tribunal de Contas da União e a Sustentabilidade”, apresentado por Luis Gustavo 
Gomes e Suzete de Fátima Locatelli Winkeller, no Livro Gestão Pública Brasileira: 
inovação sustentável em rede. 
https://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A81881F7595543501762A325AB6303C
https://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A81881F7595543501762A332031338A
https://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A81881F7595543501762A33AF503586
https://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A81881F7595543501762A2CC97220FB
Roteiro da unidade 20 
 
 
 
 
1.2. Considerações finais 
 
Nesta unidade apresentamos os relevantes avanços que ocorreram nas últimas 
décadas em prol da sustentabilidade. Abordamos as principais Conferências e a 
distinção entre os termos desenvolvimento sustentável e sustentabilidade. 
Apresentamos a sustentabilidade por meio de concepção pluridimensional 
defendida por Juarez Freitas a partir de cinco dimensões: social, ética, jurídico- 
política, econômica e ambiental. 
Conduzimos especial atenção à definição do Plano de Logística Sustentável 
tratando de destacar visão integrada do conceito atribuído pelos normativos dos 
poderes: judiciário, legislativo e executivo. 
Evidenciamos a importância da Agenda 2030 e o alinhamento que podemos 
determinar ao tratarmos, entre outros aspectos, da relação com o consumo e 
produção sustentável. 
Por fim, destacamosos Acórdãos proferidos pelo TCU sobre os atos concretos 
que, pela extrema importância, se tornam boa orientação e recomendações sobre o 
tema da sustentabilidade, no âmbito do setor público. 
Na próxima Unidade de Ensino, vamos abordar sobre PLS associado a dois 
importantes temas: governança e planejamento estratégico. Vamos entender o que 
são critérios de sustentabilidade e conhecer o Índice de Sustentabilidade Ambiental 
(IASA) desenvolvido pelo TCU. 
A partir desse embasamento, iniciaremos uma nova etapa que constituirá fase 
importante para aqueles que desejam construir Plano de Logística Sustentável. 
Esperamos por vocês! 
Roteiro da unidade 21 
 
 
 
 
1.3. Referências 
 
ARANTES, R. S.; NETO, A. M. V.; CARDOSO, J. R. Planos de Gestão de 
Logística Sustentável: Ferramenta para Boas Práticas na Gestão Pública. 
Congresso CONSAD de Gestão Pública, 7. Brasília: 2014. 
 
FEIL, A.A.; SCHEREIBER, D. Sustentabilidade e desenvolvimento 
sustentável: desvendando as sobreposições e alcances de seus significados. 
Cad. EBAPE. BR, v.14, n°3, Artigo 7, Rio de Janeiro, Jul./Set. 2017. 
 
FREITAS, Juarez. Sustentabilidade: Direito ao Futuro. Belo Horizonte: 
Fórum, 2019. GRAU, Eros. A ordem econômica na Constituição de 1988. 8 ed. 
rev.atual. São Paulo: Malheiros, 2003. 
 
GALLELI, B.D. Sustentabilidade nas organizações: uma proposta de gestão 
a partir das inter-relações entre estratégia, competências organizacionais e 
competências humanas. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, 
São Paulo, 2017. 
 
HOFER, R. History of the Sustainability Concept - Renaissance of 
Renewable Resources. In: HOFER, R. Sustainable Solutions for Modern 
Economies. Londres: Royal Society of Chemistry, 2009. 
 
MUNCK, L. Gestão da Sustentabilidade nas organizações: um novo agir 
frente à lógica das competências. São Paulo, Cengage Learning, 2013 
 
SACHS, I. Espaços, tempos e estratégias do desenvolvimento. São Paulo: 
Vértice, 1986. 
 
VALLE, V. R. L. do. Sustentabilidade das escolhas públicas: dignidade da 
pessoa trazida pelo planejamento público. A&C Revista de Direito 
Administrativo & Constitucional, ano 11, n. 45, p.127-149, jul./set. 2011. 
 
VILLAC, T.; BESSA F.L.B.N.; DOETZER, G.D. Gestão Pública Brasileira: 
Inovação Sustentável em Rede. Belo Horizonte: Fórum, 2021. 
Roteiro da unidade 22 
 
 
 
Apêndice I – Vídeos complementares 
 
Na internet encontramos materiais que podem ser úteis para compreensão e 
aprofundamento dos conhecimentos adquiridos. Por esse motivo recomendamos que 
acessem e assistam ao seguinte vídeo: 
 
 
Boas Práticas Legislativas e os impactos da Agenda 2030 da ONU 
 
 
Este vídeo integra a programação do Mês da Sustentabilidade, evento realizado 
anualmente pela Rede Nacional de Sustentabilidade no Legislativo (RLS)4 com o 
intuito de compartilhar boas práticas de sustentabilidade desenvolvidas pelo poder 
legislativo. Nesta edição apresentamos a experiência do Tribunal de Contas do 
Estado de São Paulo, Tribunal de Contas do Estado de Goiás e Câmara Municipal de 
Presidente Prudente como inspiração para iniciarmos a atividade seguinte! 
<- https://www.youtube.com/watch?v=vzLqhjYLM3E -> 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 RLS: A Rede Nacional de Sustentabilidade no Legislativo é constituída pelo Tribunal de 
Contas da União, Senado Federal, Câmara dos Deputados e por demais órgãos e entidades 
da administração pública e da sociedade civil e destina-se à consecução de interesses 
comuns voltados à discussão e à proposição de questões e iniciativas relativas à gestão 
pública sustentável e eficiente no âmbito do Poder Legislativo. Para saber mais acesse: 
https://www.congressonacional.leg.br/rede-legislativo-sustentavel 
https://www.youtube.com/watch?v=vzLqhjYLM3E
https://www.congressonacional.leg.br/rede-legislativo-sustentavel
 
 
 
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