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OBSTETRICIA VETERINÁRIA - P3 AULA 9 – CESARIANA NAS ESPÉCIES DOMÉSTICAS INDICAÇÕES: em casos em que as tentativas de retirada por via vaginal não tenha tido sucesso seja pela estática fetal ou algum outro motivo (descritas abaixo), a cesariana é uma opção. - Anomalias pélvicas; - Conveniência; existe situações em que temos embriões (transferência de embrião) em que a cesariana é indicada para extração do feto (geralmente as receptoras não são tão grandes e para evitar problemas de indução ao parto precocemente e incapacidade da fêmea é realizado a cesariana). - Estática fetal anômala não passível de correção; quando tem problema de flexão, atitude do feto, de posição que tenta arrumar e não consegue, ou em casos em que não adianta tentar arrumar a posição fetal. - Tamanho exagerado do(s) feto(s) – relativo ou absoluto; aqui entra a questão de conveniência também. - Monstros fetais; alterações teratogênicas – monstros fetais, hidrocefalia etc. - Histerocele gravídica; - Hidropisias; - Inércia uterina primária ou secundária; primária por não ser possível induzir o parto e secundária devido à obstrução. - Lesões na via fetal; fissuras, lacerações. - Morte fetal com retenção; quando se tem o feto morto o ideal é evitar a cesariana em grandes animais devido a contaminação pois não é possível retirar o útero para fora, somente parte dele. A preferência é fazer a fetotomia e quando não é possível (feto enfisematoso, não tem espaço pra trabalhar com o fetótomo etc.) mesmo contra indicado não tem outra opção a não ser fazer a cesariana. - Prolapso vaginal; - Obstrução da via fetal por neoplasia ou mal formações; - Lacerações ou perfurações uterinas por assistência indevida; - Tempo prolongado de parto; pode associar a inércia uterina secundária. - Torções uterinas irreversíveis; - Toxemia severa. primeiro melhora a condição clínica da fêmea para depois fazer a cesariana. CONTRA INDICAÇÕES: situações que são possíveis resolver de outra forma. - Distocias passiveis de correção; - Feto enfisematosos; situação da contaminação e quando for possível fazer a fetotomia deve ser feita a fetotomia. - Atonia uterina quando reversível por medicamento e quando o estado geral da parturiente é grave. nesses casos tem que se tratar a condição clínica da fêmea por um tempo com fluidoterapia para melhorar a volemia principalmente para ter a chance de a fêmea sobreviver à cirurgia. CONSIDERAÇÕES SOBRE ANESTESIA: - A fêmea em trabalho de parto geralmente apresenta resposta diferente em relação a animais normais, aos fármacos utilizado para MPA e anestesia; elas são mais sensíveis aos fármacos e, portanto, as doses utilizadas são sempre menores e obtém-se os efeitos iguais ou superior ao que teria em animais normais. - Deve-se procurar utilizar protocolos anestésicos de baixo risco tanto para fêmea quanto para o(s) feto(s). - Os fármacos utilizados para MPA e anestesia atravessam facilmente a barreira placentária e os fetos apresentam metabolismo hepático deficiente. - Utilizar protocolos anestésicos de rápido retorno. Utilizar anestésicos de rápido metabolismo ou que não são metabolizados, evitar fármacos depressores do SNC e caso seja usado que seja de rápido metabolismo. É muito comum utilizar a epidural com alguma sedação (é muito utilizado em grandes animais) – pode ser feito a epidural com neuroleptoanalgesia ou tranquilizante menor + opioide e se for necessário pode associar benzodiazepínico (em pequenos animais). O melhor é a anestesia inalatória que não tem metabolização pois a anestesia se dá pela ligação das moléculas com as proteínas através da concentração anestésica alveolar e quando para a anestesia ela vai sair pelo mesmo lugar que entrou (pelo ar). Outra opção seria o propofol, mas ele é metabolizado e não é interessante para os fetos pois passa pela barreira placentária – os fetos irão ficar deprimidos por muito tempo. Portanto, seria: 1º lugar – tranquilização + epidural; resultado muito melhor em relação aos fetos. 2º lugar – anestesia inalatória; utilizada em pequenos animais, tem resultado muito melhor em relação aos fetos. 3º lugar – anestesia intravenosa. Técnicas anestésicas: - Epidural; - Anestesia dissociativa; é interessante pois não deprime totalmente o SNC, somente o centro de dor. - Anestesia geral (injetável ou inalatória). anestesia injetável deixa de última opção. Cuidados gerais com o paciente em trabalho de parto a ser submetida a operação cesariana: - Hipovolemia: hemorragias ou desidratação, repor volume com transfusão sanguínea e ou hidratação. aqui também entra as fêmeas que estão em trabalho de parto a muito tempo é interessante que seja estabilizada para ser submetida a cirurgia. As questões de desiquilíbrio acidobásico e hidroeletrolíticos também são importantes serem corrigidas. - Acidose metabólica: solução ringer com lactato. Fêmea em trabalho de parto tem alteração respiratória que pode levar a acidose ou alcalose metabólica e tudo isso tem que ser corrigido. - Alcalose metabólica: solução fisiológica ou ringer fisiológico. - Anestesias epidurais: doses elevadas provocam queda da pressão arterial por bloqueio ganglionar. pode levar a depressão respiratória e até parada respiratória. - Síndrome supina: decúbito dorsal leva a compressão mecânica da veia cava caudal com diminuição do retorno venoso. principalmente em pacientes que são operadas em posição de decúbito dorsal, a síndrome supina pode comprometer a hemodinâmica do animal. É o efeito do peso do útero sobre a veia cava que vai bloquear o retorno venoso e o débito cardíaco, então vai causar uma dificuldade na circulação sanguínea nesse animal. Então quando for fazer uma cesariana em decúbito dorsal o ideal é que o animal fique levemente deslocado para um lado ou para o outro para evitar. Outro ponto importante é que quando está trabalhando com o útero (principalmente em pequenos animais) em decúbito dorsal é muito importante ter contato estrito com o anestesista pois a descompressão abdominal pode provocar efeito hemodinâmico de bradicardia podendo levar a parada cardiorrespiratória. Cuidados gerais no procedimento cirúrgico: - Evitar manobras que provoquem descompressão rápida, como por exemplo a exposição brusca dos cornos uterinos. principalmente em pequenos animais, pois em outras espécies o útero não é retirado totalmente de dentro da cavidade, somente uma parte dele. Em equinos o útero não é retirado totalmente, porém quando retira o potro há uma descompressão importante na cavidade abdominal. - Cuidados com a ausência de jejum. se não for utilizar uma anestesia inalatória onde o tubo traqueal protege de que o animal aspire algo no refluxo, é importante ficar atento para caso o animal comece a ter êmese virar ele em decúbito lateral ou pelo menor virar a cabeça dele para que ele não aspire o vômito. TÉCNICA CIRÚRGICA Posicionamento: - Equinos: decúbito lateral (avalia o corno uterino gestante, mas de preferência com o ceco do animal para baixo para não atrapalhar a exposição adequada do útero), decúbito dorsal quando em centro cirúrgico (pela linha média) ou em posição quadrupedal (no tronco, desde que faça sedação e protocolo anestésico adequado); - Bovinos: decúbito lateral (avalia o corno gestante e deita o animal com o corno gestante para cima) ou posição quadrupedal (no tronco); - Pequenos ruminantes e suínos: decúbito lateral; - Cadelas e gatas: decúbito dorsal. *animais contidos adequadamente, protocolo anestésico correto, tricotomia ampla e todo preparo cirúrgico que já conhecemos bem. Procedimentos pré-operatórios: tricotomia ampla da região que vai ser abordada, contenção física, contenção química, no caso de grandes animais uma boa higienização da região para tomar cuidado com o ambiente. Vias de acesso para laparotomia: - Equinos: temos a laparotomia pelo flanco na fossa para lombar quando em decúbito lateral ou posição quadrupedalou pela linha média quando em decúbito dorsal. - Bovinos: acesso pela para-mamária ou pelo flanco – podem ser feito com o animal em decúbito lateral. Animal em posição quadrupedal somente pelo flanco. - Suínos: acesso lateral obliquo ou para-mamário. - Pequenos ruminantes: acesso para-mamário. - Cadelas e gatas: acesso pela linha média. Exposição do útero: em ruminantes e equinos a exposição do útero é parcial, o que se faz é a exposição dos membros do feto que estão no fundo do útero. Em suínos consegue retirar o útero, mas não totalmente, é retirado porções do útero (tira uma parte do útero, retira os fetos que estão ali, sutura e devolve essa parte e expõe outra parte e assim sucessivamente até retirar todos os fetos). E em pequenos animais expõe o útero totalmente, isola e faz acesso cirúrgico para retirada dos fetos. Histerotomia: a incisão no útero, no caso de equinos e bovinos quase sempre é feita da mesma forma – expõe uma parte do feto que possa ser tracionada (membros) o auxiliar segura aquela parte ali pra fora e faz a incisão sobre essa região, pega o membro e traciona para fora – a incisão não pode ser pequena pois o feto precisa passar sem dificuldade e evite que ocorra laceração uterina (incisão de 30-40cm). Suínos, cães e gatos faz incisão no corno uterino, se for fazer castração não tem muito problema se tiver laceração do útero, porém se for só a cesariana deve-se tomar muito cuidado para não ter laceração. Geralmente em cadelas e gatas faz a incisão na parte que tem a junção dos cornos e retira todos os fetos por ali, já em suínos tem que fazer 2 a 3 incisões em cada corno uterino para retirar todos os fetos. Retirada dos fetos e placenta: no caso de grandes animais não tem muito segredo, faz a incisão, pega os membros do feto e segura com corda ou corrente obstétrica para tracionar. Pequenos ruminantes é mais fácil pois o feto é menor e o cirurgião mesmo consegue retirar. No caso de suínos e pequenos animais a placenta é retirada junto com os fetos – retira o feto, pinça e corta o cordão, entrega o feto para o auxiliar fazer os primeiros cuidados e depois retira a placenta – no caso de animais pluríparas, retira um feto e retira placenta, depois retira outro feto e outra placenta e assim sucessivamente. No caso de bovinos e pequenos ruminantes a placenta não é retirada, ela é expulsa posteriormente. Histerorrafia e laparorrafia: depois de retirado todos os fetos. - Histerorrafia: é sempre utilizado o padrão básico para todas as espécies que são o Shimiedem (contaminante aposicional) e o Cushing (invaginante não contaminante), sempre em dois planos o 1° Shimiedem e 2º Cushing, sempre fio absorvível de preferência sintético como Poliglactina ou Acido Poliglicólico (se não tiver sintético pode usar orgânico como o Categute). E a espessura do fio vai ser de acordo com o porte do animal – em grandes animais geralmente é utilizado nº 2 ou 3, pequenos ruminantes de suínos nº 0 e em pequenos animais é nº 2-0 (acima de 10kg) ou 3-0 (abaixo de 10kg). - Laparorrafia: em grandes animais geralmente é utilizado o padrão peritônio + camada muscular, quando é pela linha média a camada muscular é toda feita em 1 plano só - então faz a sutura do peritônio, parede abdominal e pele. No caso do acesso lateral é feito peritônio + transverso, obliquo interno + obliquo externo, pele, geralmente utiliza-se Nylon, mesmo para as camadas mais internas e o calibre é o mesmo do útero nº 2 ou 3. Em pequenos ruminantes também é feito sutura da musculatura junto com o peritônio e depois a pele, fio nº 0. Em pequenos animais é feito peritônio + musculatura no primeiro plano, na cadela faz subcutâneo (em gatos geralmente não é feito subcutâneo), e pele, o fio é nº 0 para musculatura e para animais acima de 10kg fio nº 1 e a pele sempre nº 3-0. localização das incisões nos bovinos. planos teciduais do plano cirurgico e localização do utero para incisão e retirada do feto. incisão para-mamária em vacas. retirada do feto. Sempre importante o auxiliar ficar segurando a borda do útero durante todo o procedimento até que suture para que o conteúdo uterino não caia para dentro da cavidade abdominal. PÓS-OPERATÓRIO: - Geralmente faz antibióticos por 10 dias, antinflamatório por 4 dias, curativo – em grandes animais passa unguento e faz curativo todo dia para evitar moscas, e em pequenos animais faz o uso do iodo 3 vezes ao dia – e recomenda-se repouso, e em bovinos observa se a placenta vai ser expulsa e caso não tratar a retenção de forma adequada. - Caso o animal esteja com algum comprometimento clínico faz o tratamento com fluidoterapia. - Em éguas faz a profilaxia para tétano (soro antitetânico) principalmente em cirurgias a campo. - Controle da involução uterino em vacas e éguas. - Observar produção de leite. - Se atentar a laminite. Aula 10- FETOTOMIA INDICAÇÕES Fetos mortos; Fetos absoluta ou relativamente grandes; Fetos enfisematosos; Monstros fetais; Fetos que sofrem lesões graves por auxílio inadequado ao parto; Prevenção de lesões das vias fetais; Posições anômalas do feto sem possibilidade de correção *feita apenas em grandes animais, pois vc vai precisar de espaço de uma introdução de mão em pequenos ruminantes e suínos tb ñ tem como fazer isso CONTRA INDICAÇÕES Estreitamento total ou parcial da via fetal; Rupturas do útero e/ou da via fetal; Hemorragias por via vaginal e Nos casos de fetos vivos !!! *se vc ñ tiver 100% de certeza que o feto esta morto, apesar dele apresenta ros sinais de putefração e não responder aos estímulos, é indicado fazer uma incisão da cabeça do feto para que caso ele esteja em sofrimento fetal ele venha a óbito. PREPARATIVOS E PROCEDIMENTOS Posicionamento do animal; Tranquilização e analgesia; Relaxante uterino (Clembuterol) x retenção placentária; Higiene; Lubrificação; Equipe treinada e devidamente paramentada; *É indicado tomar a decisão quando a femea ainda se encontra em um quadro relativamente bem, com o animal ainda em posição quadrupedal , as vezes o relaxante uterino pode impedir a contração uterina e levar a retenção de placenta, higiene(prender a cauda do nimal, lavar todo o quarto, utilizar agua e sabão, leocide, colexidine, esvaziar o reto do animal), lubrificante mais utilizado é a boxmetilcelulose, Ao corte evitar formação de cotos ósseos; Colocação adequada do fio serra no membro a ser cortado; Preservar espessamentos articulares(se for fazer um corte no cotovelo fazer sempre distal e proximal) *evitar cortes de osso em bisel, o cotovelo serve como um dos lugares base para se prender a corrente CUIDADOS PÓS-FETOTOMIA Possíveis lesões no útero e via fetal; Presença de restos fetais; Remoção manual parcial ou total da placenta; Lavagem uterina; Controle ginecológico a cada 48 horas. *cuidado quando for realizar a remoção da placenta, ela não pode ocorrer de maneira violenta, atualmente muitos artigos não indicam a lavagem uterina pela dificuldade de se retirar o conteúdo uterino posteriormente. *fetotomo de utrecht é o mais utilizado, porém o mais clássico é o fetotomo de Danish, o gancho é utilizado para prender em vértebras e ossos, o fio serra com seus pegadores e por fim os ganchos de olho. São instrumentais utilizados para tracionar o feto ou as partes dele. *Quando o feto é muito grande é necessário fazer cortes no feto todo e retira-lo por partes, na maioria das vezes como nos temos problemas de membros posicionados incorretos, e estática de feto, nos fazemos fetotomias parciais. Lembrar de sempre preservar o espaçamento articular. Em casos de flexão de cabeça se fz um corte na base do crânio que seja mais profundo, esse corte vai depender de onde posicionar o fetotomo e a laçada do fio serra. Enquanto vai serrando o feto é sempre importante ir tracionando ele mais perto. É umatécnica bastante trabalhosa mas presenva a vida da femea uma vez que o feto já esta morto. FISIOLOGIA DO PUERPÉRIO DEFINIÇÃO Intervalo entre a expulsão placentária e o retorno do organismo materno ao estado normal de não gestante. Eqüinos: até o próximo estro (cio do potro, após 12 dias aproximadamente FASES Expulsão das placentas Fase de involução e reparação uterina (puerpério verdadeiro). CONTRAÇÕES MIOMETRIAIS Eliminação de lóquios (liberação contínua de PGF2, mais longa nas espécies de placenta cotiledonária em relação as difusas). *é todos os detritos e restos que permaneceram no útero após o parto normal, é após a eliminação da placenta e nos temos secreções que podem ser continuas, ela tem uma coloração mais avermelhada/sanguinolenta no inicio e vai se tornando mais clara até desaparecer completamente, ela tem que terminar entre 7 a 10 dias de pós parto. Ela geralmente demora um pouco mas em ruminentes do que nas demais espécies. *como vai ocorrendo a involução uterina ao longo dos dias, por volta de dez dias a involução uterina esta praticamente completa P e s o d o u t e r o P E S O D O U T E R O G R A V I D I C O ELIMINAÇÃO DA INFECÇÃO BACTERIANA Penetração de bactérias pelo canal do parto. Perda da condição estéril do útero. Ocorre grande afluxo de leucócitos para o órgão(eliminar a contaminação) Atividade ovariana estrogênica reforça esta ação. LÓQUIOS Muco, sangue, restos placentários, epitélio uterino e líquidos fetais; Cessa ao final da 1a Semana pós-parto. REGENERAÇÃO ENDOMETRIAL Égua e porca: 2 a 3 semanas Ruminantes: 4 a 5 semanas *se a pessoa querer que faz um aproveitamento desse cio do potro é necessário que se faça uma avaliação uterina. *por exemplo em 5 meses uma cadela já pode entrar no cio novamente PUERPÉRIO PATOLÓGICO São afecções conseqüentes ao parto e que ocorrem durante o período que compreende a expulsão da placenta, involução uterina e o retorno da atividade cíclica ovariana. HEMORRAGIA PÓS-PARTO FÊMEAS CARNÍVORAS Subinvolução dos sítios placentários *algumas células da placenta do corion acabam ficando retidas no endométrio e inviabilizando que ocorra a regeneração do endométrio nesses pontos e nesses pontos nos vamos ter a eliminação de um sangramento, quantidade de sangramento é relativa a quantidade de tecido do corion retido no endométrio, ao ponto de em alguns animais temos um sangramento bastante significativo e levar a uma anemia mas na maioria das vezes é um sangramento bem discreto. Se na cadela passou de 30 dias e ainda continua é um problema de Subinvolução dos sítios placentários. Nesses casos o tratamento é desde um tratamento conservativo até castração do animal caso o animal ñ for de reprodução, se ele for da pra tentar fazer tratamento com agentes equibolicos e derivados de ergo para tentar resolver essa hemorragia e quando o animal entrar no ci acasalar esse animal novamente FÊMEAS BOVINAS Extração forçada da placenta / Lesões uterinas iatrogênicas *as hemorragias são relacionadas a traumas, ai deve se avaliar o caso, se a lesão é muita extensa dentre outros fatores. ATONIA UTERINA Ausência de involução Retenção placentária Eliminação precária de lóquios *esta relacionada a ausência de contração uterina, geralmente esta relacionada a uma atonia uterina no pré parto. ETIOLOGIA Hidropisias; Gestações gemelares, múltiplas e sobrecargas; Partos laboriosos; Lesões uterinas, cervicais; Distúrbios nutricionais. SINTOMAS Ausência de contrações uterinas; Prolongada fase de expulsão do feto e eliminação da placenta; Ausência de prensa abdominal. DIAGNÓSTICO Sintomas; Palpação vaginal e uterina. PROGNÓSTICO Reservado Retenção de placenta. *caso possível o animal deve ser descartado TRATAMENTO Após a retirada dos fetos - ocitócicos (se em tempo hábil, 24 hs após o parto), após este período, alcalóides do Ergot. Cálcio e glicose. Antibióticoterapia de amplo espectro(tetraciclina, gentamicina), e acompanhemento genicologico do animal(monitorando, palpação) HIPERTONIA UTERINA Manutenção ou exacerbação das contrações uterinas comuns na fase expulsiva do parto ETIOLOGIA Inversão uterina; Dor (ferimentos na via fetal mole); Tenesmo; Inversão ou prolapso vaginal; Pneumovagina; Hematomas ou flegmões perivaginais; Extração forçada da placenta *prolapso uterino, qualquer incomodo que gere estimulo na via fetal mole . SINTOMAS Protrusão do períneo; Sintomatologia de cólica. TRATAMENTO tranqüilizantes e anestésicos; anestesia epidural; manter MP mais elevados; eliminar o agente desencadeador(prolapso uterino, lesão, trauma). INVERSÃO OU PROLAPSO UTERINO ETIOLOGIA Predisposição hereditária;(cães e gatos, suínos...) Animais Senis; Tração forçada; Fetos enfisematosos; Lesões do canal do parto; Piso inclinado; Hiperestrogenismo; Atonia uterina com presença de prensa abdominal. SINTOMAS Cólica e tenesmo (inversão); Exteriorização do útero em graus variados.*patognomonico TRATAMENTO Manter o animal em posição quadrupedal; Elevação dos membros pélvicos; Piso antiderrapante; Limpeza rigorosa; Aplicação de gelo; Anestesia epidural; Reintrodução manual sob lubrificação; Antibioticoterapia; Infusões uterinas; Analgésicos .Monitoramento ginecológico desse animal *quase sempre necessário fazer uma sutura de biner que impeça o prolapso novamente, ela é mantida até uma boa involução uterina e depois tira ela, em pequenos se faz a laparotomia e reintrodução do útero e depois castra o animal. PROLAPSO DE VESÍCULA URINÁRIAOcorre devido a ruptura da região ventral da vagina, durante e após o parto, devido ao inadequado auxílio ao parto. *é observado uma estrutura saindo pela vulva que é a cerosa da bexiga, é bom avaliar se é a parte interna ou externa da bexiga.a causa geralmente é uma laceração vaginal que teve uma intervenção errada TRATAMENTO Cistocentese; Limpeza e reintrodução; Sutura da vagina; Antibioticoterapia. EVERSÃO DA VESÍCULA URINÁRIAMais observado em éguas, devido a característica anatômica da uretra, que é curta e larga. *ñ há relatos de ocorrência em outras espécies, ela sai da uretra e expõe a mucosa da vesícula urinaria. No momento do parto essas estruturas estão moles pela ação dos hormônios e facilita a ocorrência. Nesse caso se vira a bexiga de volta passando pela uretra. TRATAMENTO Limpeza e desinfecção do órgão; Reintrodução; Antibioticoterapia e cateterismo vesical. PARAPLEGIA DAS PARTURIENTES Transtornos metabólicos ou Nutricionais: Hipocalcemia; Tetania, hipocalcêmica e/ou hipomagnesemia; Acetonemia; Caquexia ou debilidade; Senilidade; Deficiência de vitamina E e selênio *é multifatorial a mais comum é a hipocalcemia TRAUMATISMOS: Lesões do nervo obturador, glúteo, femural e compressões na coluna vertebral. Luxação de Pelve e/ou de suas articulações; Fraturas; Miosites, tendinites, isquemia muscular. Hemorragia. ENFERMIDADES INFECCIOSAS: Metrite séptica; Peritonite e/ou pericardites; Artrites; Laminite TRANSTORNOS DIGESTIVOS: Enterites; Indigestão tóxica; Intoxicações. ECLÂMPSIA Os carnívoros e suínos apresentam uma toxicose gestacional ou puerperal com distúrbios neuroendócrinos e metabólicos, com quadro sintomático caracterizado por convulsões tônico-clônicas, genericamente designadas por eclampsia. Etiologia As deficiências minerais e predisposições raciais favorecem o desenvolvimento desta enfermidade. Nas cadelas não se observa a perda da consciência mesmo durante as fases mais intensas da convulsão. Pinscher tem predisposição a ter, convulsão tônico clônica o animal ainda possui reflexo. SINTOMAS Na fase prodrômica observa-se inquietação do animale polipnéia com respiração ruidosa. O quadro sintomático caracteriza-se por convulsões consequentes e contrações tônicoclônicas da musculatura. As principais modificações do estado geral são: taquipnéia com respiração superficial e ruidosa; taquicardia, hipertermia intensa (42ºC), os reflexos da pupila e da córnea presentes. DIAGNÓSTICO O diagnóstico é feito pela avaliação dos sintomas, pela ocorrência no final da gestação e mais freqüetemente no puerpério, após o parto de muitos filhotes e principalmente pela verificação da hipocalcemia. *purperio onde as exigências nutricionais da femea aumentam muito por ela estar amamentando e principalmente em femeas com ninhada grande TRATAMENTO Administração endovenosa de solução contendo sais de Ca e Mg. Solução de gluconato de cálcio a 10%. Estas injeções devem ser lentas. Após o tratamento de urgência, para se previnir recidivas é conveniente administrar Vit. D e suplementação da ração com sais de cálcio e fósforo, bem como impedir a amamentação de muitos filhotes. EXEMPLO DE PROTOCOLO Cadela 5 Kg: Solução Fisiológica Glicosada – 250 mL 1 ampola de Gluconato de Cálcio 10% Diluir 5 mL do Gluconato no frasco de solução fisiológica e infundir à velocidade de 20 a 40 gotas/min. (ajustar de acordo com comportamento do animal) Infundir o restante da ampola diretamente de forma lenta, monitorando a FC