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OBSTETRICIA VETERINÁRIA - P3 
 
AULA 9 – CESARIANA NAS ESPÉCIES DOMÉSTICAS 
 
INDICAÇÕES: em casos em que as tentativas de retirada por via vaginal não tenha tido sucesso seja pela 
estática fetal ou algum outro motivo (descritas abaixo), a cesariana é uma opção. 
- Anomalias pélvicas; 
- Conveniência;  existe situações em que temos embriões (transferência de embrião) em que a 
cesariana é indicada para extração do feto (geralmente as receptoras não são tão grandes e para evitar 
problemas de indução ao parto precocemente e incapacidade da fêmea é realizado a cesariana). 
- Estática fetal anômala não passível de correção;  quando tem problema de flexão, atitude do feto, de 
posição que tenta arrumar e não consegue, ou em casos em que não adianta tentar arrumar a posição 
fetal. 
- Tamanho exagerado do(s) feto(s) – relativo ou absoluto;  aqui entra a questão de conveniência 
também. 
- Monstros fetais;  alterações teratogênicas – monstros fetais, hidrocefalia etc. 
- Histerocele gravídica; 
- Hidropisias; 
- Inércia uterina primária ou secundária;  primária por não ser possível induzir o parto e secundária 
devido à obstrução. 
- Lesões na via fetal;  fissuras, lacerações. 
- Morte fetal com retenção;  quando se tem o feto morto o ideal é evitar a cesariana em grandes animais 
devido a contaminação pois não é possível retirar o útero para fora, somente parte dele. A preferência é 
fazer a fetotomia e quando não é possível (feto enfisematoso, não tem espaço pra trabalhar com o 
fetótomo etc.) mesmo contra indicado não tem outra opção a não ser fazer a cesariana. 
- Prolapso vaginal; 
- Obstrução da via fetal por neoplasia ou mal formações; 
- Lacerações ou perfurações uterinas por assistência indevida; 
- Tempo prolongado de parto;  pode associar a inércia uterina secundária. 
- Torções uterinas irreversíveis; 
- Toxemia severa.  primeiro melhora a condição clínica da fêmea para depois fazer a cesariana. 
 
CONTRA INDICAÇÕES: situações que são possíveis resolver de outra forma. 
- Distocias passiveis de correção; 
- Feto enfisematosos;  situação da contaminação e quando for possível fazer a fetotomia deve ser feita a 
fetotomia. 
- Atonia uterina quando reversível por medicamento e quando o estado geral da parturiente é grave.  
nesses casos tem que se tratar a condição clínica da fêmea por um tempo com fluidoterapia para melhorar 
a volemia principalmente para ter a chance de a fêmea sobreviver à cirurgia. 
 
CONSIDERAÇÕES SOBRE ANESTESIA: 
- A fêmea em trabalho de parto geralmente apresenta resposta diferente em relação a animais normais, 
aos fármacos utilizado para MPA e anestesia;  elas são mais sensíveis aos fármacos e, portanto, as 
doses utilizadas são sempre menores e obtém-se os efeitos iguais ou superior ao que teria em animais 
normais. 
- Deve-se procurar utilizar protocolos anestésicos de baixo risco tanto para fêmea quanto para o(s) feto(s). 
- Os fármacos utilizados para MPA e anestesia atravessam facilmente a barreira placentária e os fetos 
apresentam metabolismo hepático deficiente. 
- Utilizar protocolos anestésicos de rápido retorno. 
  Utilizar anestésicos de rápido metabolismo ou que não são metabolizados, evitar fármacos 
depressores do SNC e caso seja usado que seja de rápido metabolismo. É muito comum utilizar a epidural 
com alguma sedação (é muito utilizado em grandes animais) – pode ser feito a epidural com 
neuroleptoanalgesia ou tranquilizante menor + opioide e se for necessário pode associar benzodiazepínico 
(em pequenos animais). O melhor é a anestesia inalatória que não tem metabolização pois a anestesia se 
dá pela ligação das moléculas com as proteínas através da concentração anestésica alveolar e quando 
para a anestesia ela vai sair pelo mesmo lugar que entrou (pelo ar). Outra opção seria o propofol, mas ele 
é metabolizado e não é interessante para os fetos pois passa pela barreira placentária – os fetos irão ficar 
deprimidos por muito tempo. 
Portanto, seria: 
1º lugar – tranquilização + epidural;  resultado muito melhor em relação aos fetos. 
2º lugar – anestesia inalatória;  utilizada em pequenos animais, tem resultado muito melhor em relação 
aos fetos. 
3º lugar – anestesia intravenosa. 
Técnicas anestésicas: 
- Epidural; 
- Anestesia dissociativa;  é interessante pois não deprime totalmente o SNC, somente o centro de dor. 
- Anestesia geral (injetável ou inalatória).  anestesia injetável deixa de última opção. 
 
Cuidados gerais com o paciente em trabalho de parto a ser submetida a operação cesariana: 
- Hipovolemia: hemorragias ou desidratação, repor volume com transfusão sanguínea e ou hidratação.  
aqui também entra as fêmeas que estão em trabalho de parto a muito tempo é interessante que seja 
estabilizada para ser submetida a cirurgia. As questões de desiquilíbrio acidobásico e hidroeletrolíticos 
também são importantes serem corrigidas. 
- Acidose metabólica: solução ringer com lactato.  Fêmea em trabalho de parto tem alteração respiratória 
que pode levar a acidose ou alcalose metabólica e tudo isso tem que ser corrigido. 
- Alcalose metabólica: solução fisiológica ou ringer fisiológico. 
- Anestesias epidurais: doses elevadas provocam queda da pressão arterial por bloqueio ganglionar.  
pode levar a depressão respiratória e até parada respiratória. 
- Síndrome supina: decúbito dorsal leva a compressão mecânica da veia cava caudal com diminuição do 
retorno venoso.  principalmente em pacientes que são operadas em posição de decúbito dorsal, a 
síndrome supina pode comprometer a hemodinâmica do animal. É o efeito do peso do útero sobre a veia 
cava que vai bloquear o retorno venoso e o débito cardíaco, então vai causar uma dificuldade na 
circulação sanguínea nesse animal. Então quando for fazer uma cesariana em decúbito dorsal o ideal é 
que o animal fique levemente deslocado para um lado ou para o outro para evitar. Outro ponto importante 
é que quando está trabalhando com o útero (principalmente em pequenos animais) em decúbito dorsal é 
muito importante ter contato estrito com o anestesista pois a descompressão abdominal pode provocar 
efeito hemodinâmico de bradicardia podendo levar a parada cardiorrespiratória. 
 
Cuidados gerais no procedimento cirúrgico: 
- Evitar manobras que provoquem descompressão rápida, como por exemplo a exposição brusca dos 
cornos uterinos.  principalmente em pequenos animais, pois em outras espécies o útero não é retirado 
totalmente de dentro da cavidade, somente uma parte dele. Em equinos o útero não é retirado totalmente, 
porém quando retira o potro há uma descompressão importante na cavidade abdominal. 
- Cuidados com a ausência de jejum.  se não for utilizar uma anestesia inalatória onde o tubo traqueal 
protege de que o animal aspire algo no refluxo, é importante ficar atento para caso o animal comece a ter 
êmese virar ele em decúbito lateral ou pelo menor virar a cabeça dele para que ele não aspire o vômito. 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
 
Posicionamento: 
- Equinos: decúbito lateral (avalia o corno uterino gestante, mas de preferência com o ceco do animal para 
baixo para não atrapalhar a exposição adequada do útero), decúbito dorsal quando em centro cirúrgico 
(pela linha média) ou em posição quadrupedal (no tronco, desde que faça sedação e protocolo anestésico 
adequado); 
- Bovinos: decúbito lateral (avalia o corno gestante e deita o animal com o corno gestante para cima) ou 
posição quadrupedal (no tronco); 
- Pequenos ruminantes e suínos: decúbito lateral; 
- Cadelas e gatas: decúbito dorsal. 
*animais contidos adequadamente, protocolo anestésico correto, tricotomia ampla e todo preparo cirúrgico 
que já conhecemos bem. 
 
Procedimentos pré-operatórios: tricotomia ampla da região que vai ser abordada, contenção física, 
contenção química, no caso de grandes animais uma boa higienização da região para tomar cuidado com 
o ambiente. 
 
Vias de acesso para laparotomia: 
- Equinos: temos a laparotomia pelo flanco na fossa para lombar quando em decúbito lateral ou posição 
quadrupedalou pela linha média quando em decúbito dorsal. 
- Bovinos: acesso pela para-mamária ou pelo flanco – podem ser feito com o animal em decúbito lateral. 
Animal em posição quadrupedal somente pelo flanco. 
- Suínos: acesso lateral obliquo ou para-mamário. 
- Pequenos ruminantes: acesso para-mamário. 
- Cadelas e gatas: acesso pela linha média. 
 
Exposição do útero: em ruminantes e equinos a exposição do útero é parcial, o que se faz é a exposição 
dos membros do feto que estão no fundo do útero. Em suínos consegue retirar o útero, mas não 
totalmente, é retirado porções do útero (tira uma parte do útero, retira os fetos que estão ali, sutura e 
devolve essa parte e expõe outra parte e assim sucessivamente até retirar todos os fetos). E em pequenos 
animais expõe o útero totalmente, isola e faz acesso cirúrgico para retirada dos fetos. 
 
Histerotomia: a incisão no útero, no caso de equinos e bovinos quase sempre é feita da mesma forma – 
expõe uma parte do feto que possa ser tracionada (membros) o auxiliar segura aquela parte ali pra fora e 
faz a incisão sobre essa região, pega o membro e traciona para fora – a incisão não pode ser pequena 
pois o feto precisa passar sem dificuldade e evite que ocorra laceração uterina (incisão de 30-40cm). 
Suínos, cães e gatos faz incisão no corno uterino, se for fazer castração não tem muito problema se tiver 
laceração do útero, porém se for só a cesariana deve-se tomar muito cuidado para não ter laceração. 
Geralmente em cadelas e gatas faz a incisão na parte que tem a junção dos cornos e retira todos os fetos 
por ali, já em suínos tem que fazer 2 a 3 incisões em cada corno uterino para retirar todos os fetos. 
 
Retirada dos fetos e placenta: no caso de grandes animais não tem muito segredo, faz a incisão, pega 
os membros do feto e segura com corda ou corrente obstétrica para tracionar. Pequenos ruminantes é 
mais fácil pois o feto é menor e o cirurgião mesmo consegue retirar. No caso de suínos e pequenos 
animais a placenta é retirada junto com os fetos – retira o feto, pinça e corta o cordão, entrega o feto para 
o auxiliar fazer os primeiros cuidados e depois retira a placenta – no caso de animais pluríparas, retira um 
feto e retira placenta, depois retira outro feto e outra placenta e assim sucessivamente. 
No caso de bovinos e pequenos ruminantes a placenta não é retirada, ela é expulsa posteriormente. 
 
Histerorrafia e laparorrafia: depois de retirado todos os fetos. 
- Histerorrafia: é sempre utilizado o padrão básico para todas as espécies que são o Shimiedem 
(contaminante aposicional) e o Cushing (invaginante não contaminante), sempre em dois planos o 1° 
Shimiedem e 2º Cushing, sempre fio absorvível de preferência sintético como Poliglactina ou Acido 
Poliglicólico (se não tiver sintético pode usar orgânico como o Categute). E a espessura do fio vai ser de 
acordo com o porte do animal – em grandes animais geralmente é utilizado nº 2 ou 3, pequenos 
ruminantes de suínos nº 0 e em pequenos animais é nº 2-0 (acima de 10kg) ou 3-0 (abaixo de 10kg). 
- Laparorrafia: em grandes animais geralmente é utilizado o padrão peritônio + camada muscular, quando 
é pela linha média a camada muscular é toda feita em 1 plano só - então faz a sutura do peritônio, parede 
abdominal e pele. No caso do acesso lateral é feito peritônio + transverso, obliquo interno + obliquo 
externo, pele, geralmente utiliza-se Nylon, mesmo para as camadas mais internas e o calibre é o mesmo 
do útero nº 2 ou 3. Em pequenos ruminantes também é feito sutura da musculatura junto com o peritônio e 
depois a pele, fio nº 0. Em pequenos animais é feito peritônio + musculatura no primeiro plano, na cadela 
faz subcutâneo (em gatos geralmente não é feito subcutâneo), e pele, o fio é nº 0 para musculatura e para 
animais acima de 10kg fio nº 1 e a pele sempre nº 3-0. 
 
 
 localização das incisões nos bovinos. 
  planos teciduais do plano 
cirurgico e localização do utero para incisão e retirada do feto. 
  incisão para-mamária em 
vacas. 
 retirada do feto. Sempre 
importante o auxiliar ficar segurando a borda do útero durante todo o procedimento até que suture para 
que o conteúdo uterino não caia para dentro da cavidade abdominal. 
 
 
PÓS-OPERATÓRIO: 
- Geralmente faz antibióticos por 10 dias, antinflamatório por 4 dias, curativo – em grandes animais passa 
unguento e faz curativo todo dia para evitar moscas, e em pequenos animais faz o uso do iodo 3 vezes ao 
dia – e recomenda-se repouso, e em bovinos observa se a placenta vai ser expulsa e caso não tratar a 
retenção de forma adequada. 
- Caso o animal esteja com algum comprometimento clínico faz o tratamento com fluidoterapia. 
- Em éguas faz a profilaxia para tétano (soro antitetânico) principalmente em cirurgias a campo. 
- Controle da involução uterino em vacas e éguas. 
- Observar produção de leite. 
- Se atentar a laminite. 
 
Aula 10- FETOTOMIA 
 
INDICAÇÕES Fetos mortos;  Fetos absoluta ou relativamente grandes;  Fetos 
enfisematosos;  Monstros fetais;  Fetos que sofrem lesões graves por auxílio inadequado ao 
parto;  Prevenção de lesões das vias fetais;  Posições anômalas do feto sem possibilidade de 
correção 
*feita apenas em grandes animais, pois vc vai precisar de espaço de uma introdução de mão em 
pequenos ruminantes e suínos tb ñ tem como fazer isso 
 
CONTRA INDICAÇÕES  Estreitamento total ou parcial da via fetal;  Rupturas do útero e/ou 
da via fetal;  Hemorragias por via vaginal e  Nos casos de fetos vivos !!! 
*se vc ñ tiver 100% de certeza que o feto esta morto, apesar dele apresenta ros sinais de 
putefração e não responder aos estímulos, é indicado fazer uma incisão da cabeça do feto para 
que caso ele esteja em sofrimento fetal ele venha a óbito. 
 
PREPARATIVOS E PROCEDIMENTOS Posicionamento do animal;  Tranquilização e 
analgesia;  Relaxante uterino (Clembuterol) x retenção placentária;  Higiene;  Lubrificação;  
Equipe treinada e devidamente paramentada; 
*É indicado tomar a decisão quando a femea ainda se encontra em um quadro relativamente bem, com o 
animal ainda em posição quadrupedal , as vezes o relaxante uterino pode impedir a contração uterina e 
levar a retenção de placenta, higiene(prender a cauda do nimal, lavar todo o quarto, utilizar agua e sabão, 
leocide, colexidine, esvaziar o reto do animal), lubrificante mais utilizado é a boxmetilcelulose, 
 
 Ao corte evitar formação de cotos ósseos; 
 Colocação adequada do fio serra no membro a ser cortado; 
 Preservar espessamentos articulares(se for fazer um corte no cotovelo fazer sempre distal 
e proximal) 
*evitar cortes de osso em bisel, o cotovelo serve como um dos lugares base para se prender a corrente 
CUIDADOS PÓS-FETOTOMIA  Possíveis lesões no útero e via fetal;  Presença de restos 
fetais;  Remoção manual parcial ou total da placenta;  Lavagem uterina;  Controle ginecológico 
a cada 48 horas. 
*cuidado quando for realizar a remoção da placenta, ela não pode ocorrer de maneira violenta, 
atualmente muitos artigos não indicam a lavagem uterina pela dificuldade de se retirar o conteúdo 
uterino posteriormente. 
 
 
 
 
*fetotomo de utrecht é o mais utilizado, porém o mais clássico é o fetotomo de Danish, o gancho é 
utilizado para prender em vértebras e ossos, o fio serra com seus pegadores e por fim os 
ganchos de olho. São instrumentais utilizados para tracionar o feto ou as partes dele. 
 
 
 
 
 
 
 
*Quando o feto é muito grande é necessário fazer cortes no feto todo e retira-lo por partes, na 
maioria das vezes como nos temos problemas de membros posicionados incorretos, e estática de 
feto, nos fazemos fetotomias parciais. Lembrar de sempre preservar o espaçamento articular. Em 
casos de flexão de cabeça se fz um corte na base do crânio que seja mais profundo, esse corte 
vai depender de onde posicionar o fetotomo e a laçada do fio serra. Enquanto vai serrando o feto 
é sempre importante ir tracionando ele mais perto. É umatécnica bastante trabalhosa mas 
presenva a vida da femea uma vez que o feto já esta morto. 
 
FISIOLOGIA DO PUERPÉRIO 
DEFINIÇÃO Intervalo entre a expulsão placentária e o retorno do organismo materno ao 
estado normal de não gestante.  Eqüinos: até o próximo estro (cio do potro, após 12 dias 
aproximadamente 
FASES  Expulsão das placentas  Fase de involução e reparação uterina (puerpério 
verdadeiro). 
CONTRAÇÕES MIOMETRIAIS   Eliminação de lóquios (liberação contínua de PGF2, mais 
longa nas espécies de placenta cotiledonária em relação as difusas). 
*é todos os detritos e restos que permaneceram no útero após o parto normal, é após a 
eliminação da placenta e nos temos secreções que podem ser continuas, ela tem uma coloração 
mais avermelhada/sanguinolenta no inicio e vai se tornando mais clara até desaparecer 
completamente, ela tem que terminar entre 7 a 10 dias de pós parto. Ela geralmente demora um 
pouco mas em ruminentes do que nas demais espécies. 
 
*como vai ocorrendo a involução uterina ao longo dos dias, por volta de dez dias a involução 
uterina esta praticamente completa 
 
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ELIMINAÇÃO DA INFECÇÃO BACTERIANA  Penetração de bactérias pelo canal do parto.  
Perda da condição estéril do útero.  Ocorre grande afluxo de leucócitos para o órgão(eliminar a 
contaminação)  Atividade ovariana estrogênica reforça esta ação. 
LÓQUIOS  Muco, sangue, restos placentários, epitélio uterino e líquidos fetais;  Cessa ao 
final da 1a Semana pós-parto. 
REGENERAÇÃO ENDOMETRIAL  Égua e porca: 2 a 3 semanas  Ruminantes: 4 a 5 
semanas 
*se a pessoa querer que faz um aproveitamento desse cio do potro é necessário que se faça uma 
avaliação uterina. 
 
*por exemplo em 5 meses uma cadela já pode entrar no cio novamente 
PUERPÉRIO PATOLÓGICO 
 São afecções conseqüentes ao parto e que ocorrem durante o período que compreende a 
expulsão da placenta, involução uterina e o retorno da atividade cíclica ovariana. 
HEMORRAGIA PÓS-PARTO 
 FÊMEAS CARNÍVORAS Subinvolução dos sítios placentários 
*algumas células da placenta do corion acabam ficando retidas no endométrio e inviabilizando 
que ocorra a regeneração do endométrio nesses pontos e nesses pontos nos vamos ter a 
eliminação de um sangramento, quantidade de sangramento é relativa a quantidade de tecido do 
corion retido no endométrio, ao ponto de em alguns animais temos um sangramento bastante 
significativo e levar a uma anemia mas na maioria das vezes é um sangramento bem discreto. Se 
na cadela passou de 30 dias e ainda continua é um problema de Subinvolução dos sítios 
placentários. Nesses casos o tratamento é desde um tratamento conservativo até castração do 
animal caso o animal ñ for de reprodução, se ele for da pra tentar fazer tratamento com agentes 
equibolicos e derivados de ergo para tentar resolver essa hemorragia e quando o animal entrar no 
ci acasalar esse animal novamente 
 FÊMEAS BOVINAS Extração forçada da placenta / Lesões uterinas iatrogênicas 
*as hemorragias são relacionadas a traumas, ai deve se avaliar o caso, se a lesão é muita 
extensa dentre outros fatores. 
ATONIA UTERINA  Ausência de involução  Retenção placentária  Eliminação precária de 
lóquios 
*esta relacionada a ausência de contração uterina, geralmente esta relacionada a uma atonia 
uterina no pré parto. 
ETIOLOGIA  Hidropisias;  Gestações gemelares, múltiplas e sobrecargas;  Partos 
laboriosos;  Lesões uterinas, cervicais;  Distúrbios nutricionais. 
SINTOMAS  Ausência de contrações uterinas;  Prolongada fase de expulsão do feto e 
eliminação da placenta;  Ausência de prensa abdominal. 
DIAGNÓSTICO Sintomas;  Palpação vaginal e uterina. 
PROGNÓSTICO  Reservado  Retenção de placenta. 
*caso possível o animal deve ser descartado 
TRATAMENTO  Após a retirada dos fetos - ocitócicos (se em tempo hábil, 24 hs após o 
parto), após este período, alcalóides do Ergot.  Cálcio e glicose.  Antibióticoterapia de amplo 
espectro(tetraciclina, gentamicina), e acompanhemento genicologico do animal(monitorando, 
palpação) 
HIPERTONIA UTERINA  Manutenção ou exacerbação das contrações uterinas comuns na fase 
expulsiva do parto 
ETIOLOGIA  Inversão uterina;  Dor (ferimentos na via fetal mole);  Tenesmo;  Inversão ou 
prolapso vaginal;  Pneumovagina;  Hematomas ou flegmões perivaginais;  Extração forçada 
da placenta 
*prolapso uterino, qualquer incomodo que gere estimulo na via fetal mole . 
SINTOMAS Protrusão do períneo;  Sintomatologia de cólica. 
TRATAMENTO tranqüilizantes e anestésicos;  anestesia epidural;  manter MP mais 
elevados;  eliminar o agente desencadeador(prolapso uterino, lesão, trauma). 
INVERSÃO OU PROLAPSO UTERINO 
ETIOLOGIA  Predisposição hereditária;(cães e gatos, suínos...)  Animais Senis;  Tração 
forçada;  Fetos enfisematosos;  Lesões do canal do parto;  Piso inclinado;  
Hiperestrogenismo;  Atonia uterina com presença de prensa abdominal. 
SINTOMAS  Cólica e tenesmo (inversão);  Exteriorização do útero em graus 
variados.*patognomonico 
 
TRATAMENTO Manter o animal em posição quadrupedal;  Elevação dos membros pélvicos;  
Piso antiderrapante;  Limpeza rigorosa;  Aplicação de gelo;  Anestesia epidural;  
Reintrodução manual sob lubrificação;  Antibioticoterapia;  Infusões uterinas;  Analgésicos 
.Monitoramento ginecológico desse animal 
*quase sempre necessário fazer uma sutura de biner que impeça o prolapso novamente, ela é 
mantida até uma boa involução uterina e depois tira ela, em pequenos se faz a laparotomia e 
reintrodução do útero e depois castra o animal. 
PROLAPSO DE VESÍCULA URINÁRIAOcorre devido a ruptura da região ventral da vagina, 
durante e após o parto, devido ao inadequado auxílio ao parto. 
*é observado uma estrutura saindo pela vulva que é a cerosa da bexiga, é bom 
avaliar se é a parte interna ou externa da bexiga.a causa geralmente é uma 
laceração vaginal que teve uma intervenção errada 
TRATAMENTO Cistocentese;  Limpeza e reintrodução;  Sutura da vagina;  
Antibioticoterapia. 
EVERSÃO DA VESÍCULA URINÁRIAMais observado em éguas, devido a característica 
anatômica da uretra, que é curta e larga. 
*ñ há relatos de ocorrência em outras espécies, ela sai da uretra e expõe a mucosa da vesícula 
urinaria. No momento do parto essas estruturas estão moles pela ação dos hormônios e facilita a 
ocorrência. Nesse caso se vira a bexiga de volta passando pela uretra. 
TRATAMENTO  Limpeza e desinfecção do órgão;  Reintrodução;  Antibioticoterapia e 
cateterismo vesical. 
PARAPLEGIA DAS PARTURIENTES  Transtornos metabólicos ou Nutricionais:  
Hipocalcemia;  Tetania, hipocalcêmica e/ou hipomagnesemia;  Acetonemia;  Caquexia ou 
debilidade;  Senilidade;  Deficiência de vitamina E e selênio 
*é multifatorial a mais comum é a hipocalcemia 
TRAUMATISMOS:  Lesões do nervo obturador, glúteo, femural e compressões na coluna 
vertebral.  Luxação de Pelve e/ou de suas articulações;  Fraturas;  Miosites, tendinites, 
isquemia muscular.  Hemorragia. 
ENFERMIDADES INFECCIOSAS:  Metrite séptica;  Peritonite e/ou pericardites;  Artrites;  
Laminite 
TRANSTORNOS DIGESTIVOS:  Enterites;  Indigestão tóxica;  Intoxicações. 
ECLÂMPSIA  Os carnívoros e suínos apresentam uma toxicose gestacional ou puerperal com 
distúrbios neuroendócrinos e metabólicos, com quadro sintomático caracterizado por convulsões 
tônico-clônicas, genericamente designadas por eclampsia. 
Etiologia As deficiências minerais e predisposições raciais favorecem o desenvolvimento desta 
enfermidade. Nas cadelas não se observa a perda da consciência mesmo durante as fases mais 
intensas da convulsão. Pinscher tem predisposição a ter, convulsão tônico clônica o animal ainda 
possui reflexo. 
SINTOMAS Na fase prodrômica observa-se inquietação do animale polipnéia com respiração 
ruidosa.  O quadro sintomático caracteriza-se por convulsões consequentes e contrações 
tônicoclônicas da musculatura.  As principais modificações do estado geral são: taquipnéia com 
respiração superficial e ruidosa; taquicardia, hipertermia intensa (42ºC), os reflexos da pupila e da 
córnea presentes. 
DIAGNÓSTICO O diagnóstico é feito pela avaliação dos sintomas, pela ocorrência no final da 
gestação e mais freqüetemente no puerpério, após o parto de muitos filhotes e principalmente 
pela verificação da hipocalcemia. 
*purperio onde as exigências nutricionais da femea aumentam muito por ela estar amamentando 
e principalmente em femeas com ninhada grande 
TRATAMENTO Administração endovenosa de solução contendo sais de Ca e Mg.  Solução 
de gluconato de cálcio a 10%.  Estas injeções devem ser lentas.  Após o tratamento de 
urgência, para se previnir recidivas é conveniente administrar Vit. D e suplementação da ração 
com sais de cálcio e fósforo, bem como impedir a amamentação de muitos filhotes. 
EXEMPLO DE PROTOCOLO  Cadela 5 Kg:  Solução Fisiológica Glicosada – 250 mL  1 
ampola de Gluconato de Cálcio 10%  Diluir 5 mL do Gluconato no frasco de solução fisiológica e 
infundir à velocidade de 20 a 40 gotas/min. (ajustar de acordo com comportamento do animal)  
Infundir o restante da ampola diretamente de forma lenta, monitorando a FC

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