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RELATÓRIO E PRÉ-PROJETO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAEL BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV WANDERSON DOS SANTOS RANGEL N° 47390800 CEARÁ-MIRIM 2022 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFAEL BACHARELADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV O OLHAR DA SOCIEDADE PARA O ESPORTE ADAPTADO Trabalho apresentado como requisito parcial para a atribuição de nota na disciplina de Estágio Supervisionado IV, do curso de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário UNIFAEL. Orientador: Prof. (a). ANA LUCIA RAUTH DA SILVA (SILVANA ELISA DE MORAIS SCHUBERT). WANDERSON DOS SANTOS RANGEL Nº 47390800 CEARÁ-MIRIM 2022 1. RELATÓRIO Relate sua experiência por meio de um texto. O primeiro contato com o C.E. Especializado Noemi Câmara (APAE Ceará-mirim) foi com a Presidente da instituição Katiucia dos Santos de forma presencial na instituição onde a mesma informou as atividades de Esportes adaptados regia na sua unidade de Ensino. A instituição C.E. Especializado Noemi Câmara em Ceará-mirim tem um espaço físico pequeno mais amplo para acolhimento em termos de assistência, a instituição foi fundada em 06 de 1989 e com o CNPJ/MF: 24.371.189/0001-97, tendo sua iniciativa de fundação pelo Médico Psiquiatra Dr. Wilson Vilas Boa que no momento trabalhou também como médico no SESP (Serviço Especializado de Saúde Pública). APAE Ceará-mirim surgiu com um grupo de mães que precisava de atendimento para seus filhos com necessidades especiais, assim criou a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). A titulação e qualificação docente do núcleo de ensino da instituição e formada por Professores de nível superior, as caracterizações do local tem o total dezenove salas sendo elas atribuídas á: uma recepção, uma secretaria, uma sala de espera, uma sala de Psicologia, uma sala de Fonoaudiologia, uma sala de Fisioterapia, uma sala de Psicopedagogia, uma sala de assistência social, uma dispensa, uma cozinha, um almoxarifado, uma sala dos professores, um Auditório, cinco salas de aula, uma Quadra poliesportiva, uma sala das Mães e uma garagem. As observações que fiz foram para saber como a instituição atribuía a inclusão dos assistidos (termo usado na instituição para se referir a pessoa com deficiência) aos esportes adaptado como funcionava toda organização e incentivo para pratica de Esportes na instituição. Os planos de aulas foram praticados nas turmas da manhã com os assistidos com deficiência auditiva e intelectual nas turmas da tarde com os assistidos com deficiência física e múltipla, dando ênfase aos conhecimentos por pesquisas e adquiridos na minha grade curricular, dos princípios e fundamentos do Esporte Adaptado visando á prática e inclusão coletiva da pessoa com deficiência ao esporte, promovendo uma qualidade de vida melhor. Os materiais didáticos adaptados foram pesquisados em artigos científicos tendo com finalidades os digitais para maior percepção visual da que era abordado nas aulas com vídeos da prática em si dos esportes adaptados e também com demonstração de cada esporte empregado na pratica mesmo com contato direito com os alunos respeitando seus limites e limitações individualmente para cada grau de deficiência. As interações com os alunos foram bem receptiva desde a primeira acolhida já amei o carinho, atenção e disposição para prática de Esporte, sempre era motivo de alegria quando eu chegava para as aulas. Nas reuniões pedagógicas observei o grande cuidado que se faz para o planejamento onde e necessário uma série de adaptações e ajustes, nada formalizados porque no momento da prática podem surgir modificações que possibilitem ao deficiente segurança e benefícios para sua qualidade de vida. 2. PRÉ-PROJETO 2.1 TEMA O OLHAR DA SOCIEDADE PARA O ESPORTE ADAPTADO Vivemos em uma sociedade do espetáculo na qual, conforme aponta Debord (1997), as relações sociais são mediadas por imagens. Ou seja, na esfera social somos compreendidos e compreendemos os outros por uma imagem construída e reproduzida sobre nós, por nós e sobre os outros. Os meios de comunicação de massa são, neste contexto, mediadores culturais hegemônicos dos nossos modos de compreender e de sermos compreendidos no mundo (MARTÍN-BARBERO, 2004, 2009). Isto vale para as compreensões de nação, povo, raça, etnia, gênero, bem como de outras dimensões da vida, tais como esporte, defi ciência, pessoas com defi ciência, uma vez que estes são fenômenos, manifestações e agentes presentes na sociedade contemporânea. Os Jogos Paralímpicos (JP), um dos maiores megaeventos esportivos do planeta, se constituem em uma importante manifestação social e midiática das pessoas com defi - ciência. Portanto, este é um fenômeno social fortemente influenciado pela mediação que os meios de comunicação de massa fazem da imagem delas. Isto posto, coadunando com o provérbio atribuído ao fi lósofo chinês Confúcio, de que uma imagem vale mais do que mil palavras, o objetivo deste trabalho foi o de compreender a representação imagética do esporte e de atletas paraolímpicos na cobertura fotográfi ca do jornal Folha de São Paulo5 (FSP) durante a realização dos JP no período de 1992 a 20166. Buscamos explorar, mais especifi camente, discursos não verbais sobre os atletas e sobre o esporte paraolímpico que se fi zeram presentes na cobertura fotojornalística da FSP durante os Jogos Paralímpicos de 1992 a 2016. As especificidades evidenciadas em análises qualitativas sobre o esporte paralímpico lançam o desafio de se buscar possibilidades analíticas que superem as propostas de conceituação do esporte dentro de categorias restritas e fechadas. Ou seja, o mesmo pode e deve ser entendido como um fenômeno polissêmico. Neste sentido, o modelo analítico do esporte proposto por Marchi Júnior³ apresenta-se como uma possibilidade interessante, uma vez que busca tratar das diferentes tendências, relações e consequências do fenômeno esportivo na sociedade contemporânea. Este modelo aborda cinco dimensões do esporte: 1) Emoção - análise sobre o efeito das práticas esportivas no nível de excitação tanto dos indivíduos que praticam o esporte quanto dos expectadores; 2) Estética - reflexões a partir do sensível e daquilo que remete a determinados estilos de vida; 3) Ética - leitura a partir das regras, normas e valores socialmente construídos; 4) Espetáculo - reflexão sobre os processos de mercantilização, midiatização, profissionalização, globalização do esporte e suas relações com as demandas econômicas; 5) Educação - leitura a partir de uma perspectiva formativa que interliga as demais dimensões. A ênfase do modelo de Marchi Júnior repousa no aspecto relacional estabelecido entre esporte e sociedade. Para isso, o autor lança mão da categoria sociológica do mimetismo social proposto por Elias e Dunning4 , a partir da qual se busca entender as interdependências funcionais que se estabelecem entre os indivíduos e as estruturas sociais, arranjados dentro de certas configurações. Buscando paralelos entre o “universo esportivo” e processos sociais mais amplos, o autor propõe um percurso analítico que trate das “interconexões entre contextos, dimensões e polissemia” do esporte³ (p.58). Segundo, quando falamos em dimensões socioculturais e pedagógicas do esporte, nos baseamos em Manoel e Carvalho5 , que classificam a produção do conhecimento no campo da educação física em três grandes áreas: Biodinâmica, sociocultural e pedagógica. Conforme explicam estes autores, a área biodinâmica é norteada pelas ciências naturais e enfocam em temáticas tais como fisiologia e bioquímica do exercício, aprendizagem e controle motor, treinamento e nutrição. Já as áreas sociocultural e pedagógica são norteadas pelas ciências sociais e humanas. A área sociocultural “trata de temas como esporte, práticas corporais e atividade física nas perspectivas da sociologia, da antropologia,da história e da filosofia” (p. 392). Já a área pedagógica “investiga questões relativas à formação de professores, ao desenvolvimento curricular, aos métodos de ensino e à pedagogia do esporte, além de tratar de aspectos metodológicos, sociais, políticos e filosóficos da educação” (p.392). Dialogando com os conceitos de Simmel 7, quando em grupos há compartilhamento de “conteúdos” como sentimentos, impulsos e vontades, as relações entre os indivíduos acionam “formas” de estar com o outro, estabelecendo um espaço para manejar as tensões materiais. A sociação ou interação é, portanto, a forma como os indivíduos, em razão de seus interesses, se desenvolvem conjuntamente em direção a uma unidade no seio da qual esses interesses se realizam 7. Com base em Schutz 8, um ambiente situacional compartilhado por duas ou mais pessoas é preenchido por objetos e eventos percebidos por ambos surgindo, então, a experiência do “Nós”. A partir da intersubjetividade, há possibilidade da construção compartilhada de um “sistema de tipificação” que servirá como modelo para conformar as experiências sociais e o acionamento de “relevâncias” comuns, referindo-se aos objetos, contextos, pessoas que são de importância para esses sujeitos 8. No domínio da grupalidade, o corpo é um mediador, sendo um instrumento ativo no processo de estabelecimento de sentidos e um veículo para a sua expressão. Embora o modelo social – que propõe a deficiência como decorrente da interação de um corpo lesionado com as barreiras físicas e sociais que obstaculizam a participação – tenha contribuído para a sua compreensão a partir de uma perspectiva relacional, as teorizações sobre o corpo com deficiência nas interações sociais ainda são incipientes nos estudos desse campo 9. As especificidades evidenciadas em análises qualitativas sobre o esporte paralímpico lançam o desafio de se buscar possibilidades analíticas que superem as propostas de conceituação do esporte dentro de categorias restritas e fechadas. Ou seja, o mesmo pode e deve ser entendido como um fenômeno polissêmico. Neste sentido, o modelo analítico do esporte proposto por Marchi Júnior³ apresenta-se como uma possibilidade interessante, uma vez que busca tratar das diferentes tendências, relações e consequências do fenômeno esportivo na sociedade contemporânea. Este modelo aborda cinco dimensões do esporte: 1) Emoção - análise sobre o efeito das práticas esportivas no nível de excitação tanto dos indivíduos que praticam o esporte quanto dos expectadores; 2) Estética - reflexões a partir do sensível e daquilo que remete a determinados estilos de vida; 3) Ética - leitura a partir das regras, normas e valores socialmente construídos; 4) Espetáculo - reflexão sobre os processos de mercantilização, midiatização, profissionalização, globalização do esporte e suas relações com as demandas econômicas; 5) Educação - leitura a partir de uma perspectiva formativa que interliga as demais dimensões. A ênfase do modelo de Marchi Júnior repousa no aspecto relacional estabelecido entre esporte e sociedade. Para isso, o autor lança mão da categoria sociológica do mimetismo social proposto por Elias e Dunning4 , a partir da qual se busca entender as interdependências funcionais que se estabelecem entre os indivíduos e as estruturas sociais, arranjados dentro de certas configurações. Buscando paralelos entre o “universo esportivo” e processos sociais mais amplos, o autor propõe um percurso analítico que trate das “interconexões entre contextos, dimensões e polissemia” do esporte³ (p.58). 2.2 PROBLEMA · Quais os aspectos que favorecem a inclusão do Esporte adaptado? · Como ele se enquadra na vida da pessoa com deficiência? · Como fazer essa adaptação para que a prática seja de forma acessível ao Deficiente? 2.3 OBJETIVO Objetivo geral: Verificar as dificuldades e possibilidades do Esporte adaptado para a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Objetivos específicos: Identificar as formas de inclusão dos Esportes para pessoas com deficiência; A necessidade e importância que tem a sociedade para aderir à inclusão dos Esportes adaptados; Os benefícios do Esporte Adaptado na promoção de qualidade de vida das pessoas com deficiência. 2.4 JUSTIFICATIVA A justificativa corresponde a uma explicação coerente da motivação para o desenvolvimento da pesquisa. Neste sentido, deve-se apresentar argumentos e fatos que explicam a razão da escolha do tema, elencando elementos que mostram a relevância daquele estudo para a ciência, para o ensino e para a sociedade. REFERÊNCIAS Relacionam-se, neste item, todos os materiais consultados para a elaboração do Relatório e pré-projeto: livros, artigos, sites da internet, revistas, jornais, vídeo etc. Lembre-se de consultar as normas da ABNT para referencias corretamente cada item mencionado. Você deve citar pelo menos três materiais de referência neste item. ANEXOS ANEXO I – Ficha de Avaliação na Instituição-campo de estágio Coloque aqui a ficha de avaliação assinada e carimbada pela instituição em que realizou o Estágio.