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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS FACULDADE DE ENGENHARIA Disciplina: Termodinâmica e Transferência de Calor Experimental Profº.Dr. Liomar de Oliveira Cachuté Experimento: Calibração de um termopar Data: 26/04/2022 Nota: _______ Aluno (s): Juan Matheus, Murilo Pacheco Magalhães, Pedro Renato de Souza Moraes, Renan Gomes Diniz e Osmar Cândido Diniz Júnior Relatório de Transferência de Calor e Termodinâmica Experimental - Prática 8 Dourados – MS 2022 2 JUAN MATHEUS MURILO PACHECO MAGALHÃES OSMAR CÂNDIDO DINIZ JÚNIOR PEDRO RENATO DE SOUZA MORAES RENAN GOMES DINIZ Calibração de um termopar Relatório Experimental apresentado ao Curso de Engenharia de Energia da UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados, para a disciplina Transferência de calor e termodinâmica experimental referente ao experimento 8 realizado dia 02/04/2022 Prof. Dr. Liomar de Oliveira Cachuté Dourados – MS 2022 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4 1.1 Efeito Seebeck .................................................................... Erro! Indicador não definido. 1.2 Coeficiente Seebeck.........................................................................................................5 2. DESENVOLVIMENTO ....................................................................................................... 5 2.1 Objetivos .......................................................................................................................... 5 2.2 Materiais .......................................................................................................................... 5 2.3 Metodologia ..................................................................................................................... 7 2.4 Resultados e discussões .................................................................................................. 8 3. CONCLUSÃO ..................................................................................................................... 10 4. REFERÊNCIA....................................................................................................................11 4 1. INTRODUÇÃO Termopares são equipamentos aplicados na indústria em geral para medição de temperatura. O grande diferencial desses instrumentos é a versatilidade para aplicação, uma vez que os termopares conseguem atuar em uma extensa faixa de temperatura que varia de - 200 a + 2300°C aproximadamente. Diante de temperaturas variáveis pode ocorrer de o equipamento desregular, e quando isso acontece é necessário realizar a calibração de termopares. Para muitos a calibração de termopares pode estar ligada a um erro do equipamento. No entanto, é necessário destacar que a calibração de termopares é um processo normal que deve ocorrer em todos os equipamentos de medidas para garantir sua qualidade. Aplica-se a calibração de termopares na primeira vez que se utiliza os termopares. Aplica-se também quando o equipamento está desregulado diante de aplicações em diversas faixas de temperatura. Deve-se realizar calibração de termopares também quando o equipamento cai no chão ou ocorre outro tipo de problema de impacto que pode acabar gerando problemas. 1.1 Efeito Seebeck O funcionamento de um termopar baseia-se em um efeito conhecido como Efeito Seebeck. Para analisar este efeito, considere dois fios de metais diferentes, ligados um ao outro, como representado na Figura 1. Cada junção – pontos 2 e 3 na figura – é colocada em contato térmico com um reservatório de calor; os reservatórios estão nas temperaturas T1 e T2, respectivamente. Um voltímetro ideal é ligado nas extremidades livres – pontos 1 e 4 na figura – que estão à temperatura T0. Como o circuito formado pelos fios está aberto, a corrente elétrica, nele, é nula. Nessa situação, surge uma força eletromotriz nas extremidades livres, que depende do material dos fios e da variação de temperatura entre as junções. 5 FIGURA 1 - Dois fios A e B, de materiais diferentes, ligados um ao outro para formar as junções 2 e 3. Quando as temperaturas dessas junções são diferentes, uma força eletromotriz é produzida nas extremidades 1 e 4, que estão a uma mesma temperatura T0. 1.2 Coeficiente Seebeck Conhecido o coeficiente Seebeck, a temperatura do objeto pode ser determinada por meio da medição da força eletromotriz que é gerada. Para isso, uma das junções é colocada em contato térmico com o objeto cuja temperatura T se deseja determinar, enquanto a outra junção é mantida em uma temperatura constante, chamada de temperatura de referência 𝑇𝑟 . Para pequenas diferenças de temperatura entre as junções, a força eletromotriz é proporcional a essa diferença, ou seja, é dada por: = (𝑇 – 𝑇𝑟) (1) em que , chamado de coeficiente Seebeck, depende do material dos fios e da temperatura. A tabela abaixo mostra alguns coeficientes para determinados tipos de termopar. Tabela 1: Coeficiente de Seebeck a 20 °C de alguns termopares comerciais 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Objetivos Este experimento tem como objetivo calibrar um termopar. 2.2 Materiais 6 Os materiais utilizados no experimento foram os seguintes: Termopar, voltímetro com sensibilidade mínima de 10 V, termômetro de referência, ebulidor, agitador de água, recipiente para água, recipiente refratário, nitrogênio líquido, fósforo, isqueiro ou vela. As figuras abaixo representam os materiais utilizados: Figura 2: Termômetro de álcool Figura 3: Termopar Figura 4: Milivoltímetro Figura 5: Ebulidor Figura 6: Recipiente com paredes isolantes 7 2.3 Metodologia Como foi abordado o funcionamento dos termopares, foi necessário, primeiramente, calibrar os termopares fazendo medições de força eletromotriz para valores de temperatura correspondente à junção de medida. Portanto, foi feita a disposição dos equipamentos conforme a Figura 2, porém com a junção de referência à temperatura ambiente que foi medido com termômetro de referência. Após isso, foi aquecido 200 ml de água com o ebulidor no refratário até o momento que o termômetro marcasse a temperatura entre 90 ºC e100 ºC. A junção de medida foi introduzida na água e medido com voltímetro a diferença de potencial, enquanto que a temperatura da água foi medido com termômetro de referência. FIGURA 2 - Diagrama esquemático de um termopar, constituído de dois fios A e B de materiais diferentes. Uma das junções dos fios é mantida a uma temperatura TR, e a outra deve estar em contato térmico com o objeto cuja temperatura se deseja determinar; um voltímetro mede a força eletromotriz então produzida. Em seguida, foi medida a diferença de potencial no termopar para diferentes temperaturas da água, adicionando água com temperatura baixas até de temperatura mais altas. Primeiro a 94 ºC, em seguida a 80 ºC, até diminuir a 47 ºC e depois 24 ºC. Também foi medido a temperatura de uma pessoa e também foi utilizado nitrogênio líquido para teste nesse experimento. Figura 7: Materiais montados para a realização do experimento. 8 2.4 Resultados e Discussão Na tabela abaixo estão os valores de obtidos experimentalmente da tensão de acordo com a temperatura da água tendo como referência a temperaturaambiente de 22 °C. Tabela 1: Tabela dos valores obtidos Temperatura (ºC) D.D.P (Mv) 94,0 3,85 80,0 2,93 47,0 1,23 24,0 0,03 Fonte: Autor próprio Com esses dados foi plotado o gráfico 1 a seguir a diferença de potencial da agua em função da temperatura e partir de uma linearização foi obtido o coeficiente de Seebeck. Abaixo temos o gráfico da força eletromotriz em função do coeficiente de Seebeck em pontilhado: Figura 8 - f.e.m vs Seebeck. Fonte: Autor próprio 3,85 2,93 1,23 0,03 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 1 2 3 4 Grafico 1 9 Visto que a partir do gráfico, o coeficiente de seeback, ou A (slope), é constante e através da regressão linar demonstrou-se ALFA= 0,05Mv/°C +- 0,0066 mv/°C. A equação obtida através da regressão linear do gráfico é a equação de calibração do termopar, sendo ela: 𝑉(𝑇) = 0,05𝑇 − 1,22 Atribuindo T como temperatura ambiente, a ddp da agua é zero, logo temos: 𝑇 = 1,22 0,05 = 24,4 ºC Essa foi a temperatura medida na agua através do equipamento, agora, fazwndo o mesmo com todos os valores em que a agua foi submetida a uma ddp, temos os seguintes valores mostrados na tabela abaixo: E possível observar uma diferença dos valores teóricos quando comparados com os obtidos experimentalmente, essa diferença pode ser vista na tabela abaixo. 10 3. CONCLUSÃO Com o experimento foi possível compreender o funcionamento do efeito Seebeck e como podemos utilizar a diferença de temperatura e o potencial elétrico gerado a partir dessa diferença para determinar a temperatura de algum ambiente. Foi visto a precisão do termopar e verificada experimentalmente. 11 4. REFERÊNCIAS [1] Vídeo do experimento https://www.youtube.com/watch?v=JJACHY1hUgs [2] Roteiro https://www.fisica.ufmg.br/ciclo-basico/wp- content/uploads/sites/4/2020/07/Calibracao_termopar_V2015b.pdf [3] Princípios da termometria: Efeito Seebeck https://www.temperatura.com.br/principios-termometria-efeito-seebeck-par-termoeletrico/ https://www.youtube.com/watch?v=JJACHY1hUgs https://www.fisica.ufmg.br/ciclo-basico/wp-content/uploads/sites/4/2020/07/Calibracao_termopar_V2015b.pdf https://www.fisica.ufmg.br/ciclo-basico/wp-content/uploads/sites/4/2020/07/Calibracao_termopar_V2015b.pdf https://www.temperatura.com.br/principios-termometria-efeito-seebeck-par-termoeletrico/