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CATETER VENOSO CENTRAL
DE INSERÇÃO PERIFÉRICA
PICC
PICC 
CATETER VENOSO CENTRAL 
DE INSERÇÃO PERIFÉRICA
PICC
CATETER VENOSO CENTRAL 
DE INSERÇÃO PERIFÉRICA
Belo Horizonte
2022
1. Introdução ................................................................................................... 6
2. Objetivos ..................................................................................................... 7
3. Abrangência ............................................................................................... 8
4. Responsabilidades ................................................................................... 9
5. Siglas e terminologias ............................................................................ 10
6. Referências normativas ......................................................................... 12
7. Escolha individualizada do dispositivo vascular ............................ 14
8. Fluxograma para escolha do dispositivo ......................................... 17
9. Cateter central de inserção periférica (PICC) ................................ 19
a.	 Definição	............................................................................................	19
b. Recomendações para inserção do PICC ................................. 20
c. Exemplo de rede venosa neonatal, pediátrica e adulto .... 21
d.	 Definindo	a	zona	ZIM ................................................................... 22
e. Critérios para indicação de PICC ............................................... 23
SUMÁRIO
f. Critérios para contraindicações relativas de PICC ............... 23
g. Critérios para contraindicações absolutas de PICC ........... 24
h. Material necessário para inserção de PICC .......................... 24
i. Kit para inserção de PICC ........................................................... 25
j. Pré procedimento ........................................................................... 25
k. Técnica de medida do comprimento do cateter ................ 26
l. Procedimento para inserção de PICC ...................................... 27
10. Anestesia local para inserção do PICC .......................................... 32
11. Curativo de PICC .................................................................................... 37
12. Descrição dos tipos de cateteres venosos ................................... 43
13. Manutenção dos cateteres vasculares 
(estabilização, flushing e cuidados diários) .......................................... 44
14.	Confirmação	de	ponta	com	eletrocardiograma 
intravascular (sistema Sherlock 3 CG) ................................................... 50
15. Gerenciamento de indicadores em terapia infusional ............. 60
16.	Referências	bibliográficas	..................................................................	69
6
PICC
CATETER VENOSO CENTRAL 
DE INSERÇÃO PERIFÉRICA
1. INTRODUÇÃO
A terapia intravenosa é um procedimento complexo no qual 
através da canulação de um vaso tem se acesso a corrente sanguí-
nea de um indivíduo o que permite a realização de substâncias, co-
leta de material para exame, monitorização hemodinâmica. Para um 
atendimento seguro a pacientes hospitalizados ou em atendimento 
ambulatorial,	é	fundamental	um	acesso	venoso	seguro	e	confiável.	
O acesso venoso central, ou seja, a inserção de um cateter vascular 
de forma que a ponta termine em uma veia profunda do pescoço, 
tórax ou abdome é uma prática utilizada com frequência, por apre-
sentar estas características de segurança para terapia infusional 
e	quando	em	atendimento	ambulatorial	específico	como	terapias	
com quimioterápicos.
O	profissional	enfermeiro	participa	de	ações	assistenciais	
e do cuidado, tais como a indicação, instalação e a manutenção 
do acesso venoso. O cateter venoso central de inserção periférica 
(CCIP/PICC) tem se destacado como um cateter seguro para pacien-
tes adultos, crianças e recém-nascidos que requerem uma via para 
a	administração	de	fluidos	endovenosos.	Para	legitimar	a	prática	de	
7
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
inserção de PICC, é necessário que o enfermeiro seja capacitado, 
através	de	qualificação	teórico-prático,	como	proposto	pela	Reso-
lução 258/2001(COFEN).
A necessidade de um acesso venoso central inclui monito-
ramento hemodinâmico contínuo, acesso venoso difícil ou terapia 
intravenosa	de	longo	prazo	(terapia	antimicrobiana,	fluidoterapia,	
quimioterapia). Existem vários tipos de cateteres venosos centrais 
cada um apresentando seus riscos e benefícios.
O cateter central de inserção periférica (PICC) é um dos tipos 
de dispositivo de acesso venoso central que estão sendo ampla-
mente utilizada pela relativa facilidade de inserção em veias peri-
féricas dos membros superiores, a veia braquial, basílica, cefálica, 
assim representando um menor risco de complicação relacionado 
ao procedimento com boa tolerância do paciente.
2. OBJETIVOS
2.1 OBJETIVO GERAL
O objetivo é uniformizar as ações de enfermagem referentes 
à inserção, manutenção e retirada de cateteres venosos. A inserção 
e manuseio destes dispositivos não é isento de complicações, assim 
sendo de grande importância a normatização das boas práticas para 
garantir qualidade da assistência e promover uma terapia intravenosa 
por	tempo	prolongado	e	de	forma	segura,	refletindo	positivamente	
na preservação da rede venosa periférica, diminuição do estresse, 
dor e desconforto quando exposto a múltiplas venopunções.
8
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Regulamentar as condutas e responsabilidades da equipe 
multiprofissional	com	a	implantação,	manutenção	e	remoção	do	
cateter	PICC	a	fim	de	garantir	a	segurança	dos	pacientes	neonatais,	
adultos e pediátricos, nos diferentes níveis de atenção à saúde que 
ocorra o manejo de acessos vasculares.
Descrever a técnica de inserção do CCIP respaldada na Re-
solução COFEN Nº 258/2001 que dispõe sobre a competência téc-
nica	e	legal	para	o	enfermeiro	inserir	o	CCIP,	desde	que	qualificado	e	
ou	capacitado,	assegurando	a	administração	de	fármacos	e	fluido-
terapia de forma segura ao paciente.
3. ABRANGÊNCIA
O presente documento é aplicável a todos os pacientes com 
terapia	intravenosa	prescrita	acima	de	06	dias	e	fluidoterapias	com	
extremos de PH, ou seja, abaixo de 5 e maior que 9, e Osmolari-
dade	≥ 600 mLo.	Para	tanto,	se	faz	necessário	a	escolha	adequada	
do dispositivo para acesso vascular, contribuindo para mitigar e ou 
prevenir possíveis eventos adversos relacionados às complicações 
locais da terapia intravenosa quando em uso de fármacos vesican-
tes e/ou irritantes, conforme prática baseada em evidência e sus-
tentada pela Infusion Nursing Society (INS), 2012 e Center Diseases 
Control (CDC, 2011).
9
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
4. RESPONSABILIDADES
Para a implantação de boas práticas no manejo de acessos 
vasculares,	é	essencial	a	participação	da	equipe	multiprofissional	
composta por:
Responsável Atribuições
Equipe médica
• Prescrição de fármacos e decisão sobre a 
terapia infusional dos pacientes;
• Indicação e prescrição do dispositivo intrave-
noso;
• Inserção dos dispositivos centrais de inser-
ção central (CCIC) e dispositivos centrais de 
inserção periférica (CCIP).
Enfermeiro
• Participação na indicação e seleção do 
dispositivo vascular;
• Inserção dos cateteres venosos periféricos 
(CVP)	e	com	devida	certificação	a	inserção	de	
CCIP/PICC (Resolução COFEN nº 258/2001);
• Prescrição dos cuidados sobre o dispositivo 
instalado;
• Supervisão da equipe no manejo das terapias 
endovenosas e acessos vasculares;
• Cuidados e Manutenção dos cateteres 
intravenosos;
• Avaliação periódica dos dispositivos 
vasculares;
• Curativo e retirada dos CCIP/PICC;
• Punção de cateteres totalmente implantados 
(Port);
• Curativo dos cateteres totalmente 
implantados (Port);
• Medida da circunferência braquial do 
membro (PICC/CCIP).
10
PICC - Cateter venoso centralde inserção periférica
Responsável Atribuições
Equipe de 
enfermagem
• Cuidados e manutenção dos cateteres 
vasculares;
Equipe 
CCIH/SCIH
• Monitoramento dos protocolos e indicadores 
de qualidade relacionados ao controle de 
infecção de corrente sanguínea.
Educação 
Permanente
• Implementação de proposta pedagógica para 
boas práticas em terapia infusional com toda 
equipe assistencial.
5. SIGLAS E TERMINOLOGIAS
• PICC: Cateter central de inserção periférica;
• CICC: Cateter central de inserção central;
• French (Fr): Unidade de medida do diâmetro externo do cateter 
(1	Fr	=	0,33 mm);
• PSI: (Pounds per Square Inch)	Medição	de	pressão;	1 psi	equivale	
a	50 mm	de	mercúrio	(Hg)	ou	a	68 cm	de	água	(H2O);
• pH: Potencial Hidrogeniônico – Grau de acidez ou alcalinidade 
de uma substância;
• Radiopaco: Impenetrável a raios X ou outras formas de radia-
ção;	detectável	por	exame	radiográfico;
11
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Precipitação: Ato ou processo de uma substância ou fármaco 
em solução assentar em partículas sólidas;
• Assepsia: conjunto de medidas que utilizadas para impedir a 
penetração de microrganismos em ambiente que logicamente 
não os teria;
• Antissepsia: destruição de microorganismos existentes nas ca-
madas	superficiais	ou	profundas	da	pele,	através	da	aplicação	
de um substância germicida de baixa causticidade, hipoalergê-
nico e passível de ser aplicado em tecido vivo;
• Trombo:	Coágulo	composto	por	fibrina	e	células	sanguíneas	
aposto a um vaso;
• Tromboflebite: Inflamação	da	veia	juntamente	com	a	forma-
ção de um coágulo sanguíneo denominado de trombo, normal-
mente	diagnosticada	em	vasos	superficiais,	ou	seja,	acima	da	
fáscia muscular;
• Trombose do vaso: Trombose de uma veia relacionada a pre-
sença de um dispositivo de acesso vascular, inclui uma bainha 
de	fibrina	extraluminal,	trombose	mural	sobreposta	à	bainha	
de	fibrina	e	trombose	venosa	oclusiva.	Normalmente	diagnos-
ticada em um vaso da rede venosa profunda, ou seja, abaixo da 
fáscia muscular;
• Trombose do cateter ou oclusão: Trombose mural sobreposta 
à	bainha	de	fibrina	presente	no	lúmen	do	cateter	capaz	de	obs-
truir parcialmente ou totalmente sua luz;
12
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Técnica de Seldinger Modificada: Método de inserção percutâ-
nea de um cateter em um vaso sanguíneo. É inserida a agulha 
na	veia	e	introduzido	um	fio	guia	através	da	agulha,	em	seguida,	
retira-se a agulha, efetua-se uma pequena incisão na pele sobre 
o	fio	guia	e	introduz	o	dilatador/introdutor	pelo	fio	guia,	após,	O	
fio	guia	e	o	dilatador	são	removidos,	mantendo	somente	o	intro-
dutor, o cateter é avançado através do introdutor e, em seguida, 
depois de posicionado o cateter o introdutor é removido;
• Vesicante: Substância capaz de causar bolhas, descamação do 
tecido ou necrose quando se desvia do caminho vascular pre-
visto para o tecido circundante.
6. REFERÊNCIAS NORMATIVAS
Normas, resoluções 
e leis Ementa
COREN-SP. Parecer CT 
nº 043/2013.
Passagem, cuidados e manutenção de 
PICC e cateterismo umbilical.
Conselho Federal de 
Enfermagem - COFEN 
Brasília.(s.n), 2001. 
Resolução Cofen 
nº 258/01.
Inserção de Cateter Periférico Central 
pelo Enfermeiro.
COREN-RJ. Parecer GT 
nº 001/2014.
Indicação, inserção, manutenção e 
remoção do Cateter Central de Inserção 
Periférica por enfermeiro.
13
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Normas, resoluções 
e leis Ementa
COREN-SP. Parecer 
nº 03/2009.
Utilização de US por Enfermeiros para 
punção periférica/PICC.
COREN-SP. Parecer 
nº 043/2013	revisado	e	
atualizado em 06/2014.
Os curativos devem ser exclusivamente 
realizados pelo enfermeiro habilitado 
e capacitado, promovendo assim a 
inspeção, a palpação e a avaliação 
contínua do sítio.
COREN-SP. Parecer 
nº 006/2009.
Participação do Técnico e ao Auxiliar no 
auxílio da passagem de PICC. 
COREN-SP. Parecer CT 
nº 005/2009.
Administração de medicamentos em 
cateter venoso central por Enfermeiro.
RESOLUÇÃO	COFEN	
nº 390/2011.
Normatiza a execução, pelo enfermeiro, 
da	punção	arterial	tanto	para	fins	de	
gasometria como para monitorização 
de pressão arterial invasiva.
Lei	do	Exercício	Profis-
sional de Enfermagem 
(Lei	7498/86).
Punção de cateteres implantáveis 
(tipo Port-a-cath) como privativo 
do Enfermeiro.
Conselho Federal de 
Enfermagem – COFEN 
Parecer nº 15/2014.
Definição	da	prática	da	anestesia 
local pelo Enfermeiro para inserção 
do PICC/CCIP.
RESPOSTA TÉCNICA 
COREN/SC nº 037/
CT/2017
Ante ao exposto, o COREN – SC conclui 
que compete ao enfermeiro a solicita-
ção/prescrição do cateter de PICC.
14
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
7. ESCOLHA INDIVIDUALIZADA 
DO DISPOSITIVO VASCULAR
Os cuidados de saúde estão relacionados na grande maioria 
a	um	ambiente	complexo	e	imperativo	que	os	profissionais	preci-
sam oferecer segurança e qualidade a seus pacientes. A terapia in-
fusional, por apresentar uma natureza invasiva e riscos associados 
à terapia de infusão, tem a orientação como apoio à prática clínica, 
fundamental para uma prática competente e assim, manter a con-
fiança	de	nossos	pacientes.
A terapia infusional é abrangente pois inclui a prestação de 
cuidados para todas as populações de pacientes em todos os am-
bientes de cuidados, buscando eliminar complicações, promovendo 
a preservação da rede venosa, garantindo desta forma a satisfação 
dos pacientes e melhores resultados. (Infusion Nurses Society 2021)
A terapia intravenosa (IV) é uma rotina diária para enferma-
gem e de extrema importância no plano terapêutico e os mais co-
muns procedimentos invasivos em pacientes internados. A punção 
venosa periférica é um procedimento invasivo representando apro-
ximadamente	85%	das	atividades	executadas	pelos	profissionais	de	
enfermagem e com alto nível de complexidade relacionado ao risco 
para	ambos,	paciente	e	profissional	na	ocorrência	de	falha	ou	erro.	
O	procedimento	é	realizado	por	profissionais	com	diferentes	níveis	
de	formação,	certificação	e	ou	experiência,	o	que	pode	gerar	dife-
rentes resultados e desempenho. (Journal of Infusion Nursing 2020)
Devido a terapia intravenosa prolongada faz se necessário 
a constante manutenção de acesso venoso, esse uso frequente da 
rede venosa pode levar à sua depleção, com presença de danos 
15
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
como	esclerose,	flebite	e	vazamento.	Podemos	perceber	que	he-
modiálise, quimioterapia, administração prolongada de antibióti-
cos, transplantes de medula óssea e nutrição parenteral são alguns 
tratamentos que necessitam de acesso venoso. Além dessas indi-
cações, há também transfusões de sangue, sucessivas coletas de 
sangue para realização de exames e outras terapias intravenosas. 
Os cateteres periféricos curtos são progressivamente substi-
tuídos por cateteres mais longos, preferencialmente centrais tuneli-
zados ou não tunelizados, e cateteres completamente implantados, 
o cateter central de inserção periférica.
Na rede venosa preservada, a primeira opção é o cateter cen-
tral de inserção periférica, no qual permite utilização intermitente.
A avaliação da necessidade de uso de dispositivo intrave-
noso de longa permanência seguirá alguns critérios como tempo de 
terapia,	as	características	dos	fármacos	como	o	pH	(< 5	ou	> 9),	a	
osmolaridade	(> 600 mOsmo/L),	sua	capacidade	irritante,	somado	
a durabilidade do dispositivo intravenoso, as condições clínicas do 
paciente e na possibilidade de complicações.
Os	profissionais	de	saúde	devem	estar	familiarizados	com	
os	dispositivos	intravenosos,	agindo	com	proficiência,	habilidade	e	
segurança	na	análise	do	estado	do	paciente,	a	fim	de	selecionar	o	
melhor dispositivo intravenoso.
Algumas complicações que podem estar relacionadas a fa-
tores físicos, no qual podemos considerar a técnica de inserção, a 
anatomia, o tamanho e tipo de dispositivo, o número de inserções, 
a gravidade da doença, presença de infecções. Paraos fatores quí-
micos podemos citar como exemplo a infusão de drogas irritantes 
e ou vesicantes.
16
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
O	profissional	enfermeiro	é	responsável	pelo	cotidiano	de	
procedimentos de manutenção do dispositivo e para administração 
de medicamentos, e desempenham papel fundamental na preven-
ção e redução de complicações relacionadas ao acesso venoso.
Todos os pacientes em uso de medicamentos com extremos 
de pH e osmolaridade, devem receber uma avaliação individualizada 
na escolha do dispositivo, podendo ser considerada uma linha central.
Com isso, a seleção do sítio de inserção passa a ser uma das 
principais estratégias para a redução de complicações mecânicas e 
infecciosas.	As	limitações	técnicas	do	profissional	responsável	pela	
inserção, conforto do paciente, também deverão ser consideradas 
no momento da escolha do cateter e do sítio de inserção (2).
A seleção do cateter deve ter como base o objetivo preten-
dido,	a	duração	da	terapia,	as	características	do	fluido	a	ser	adminis-
trado, e as condições da rede venosa periférica do paciente. Segundo 
as recomendações ANVISA 2017, devemos considerar um cateter em 
linha central para os casos de infusão contínua de produtos vesi-
cantes, nutrição parenteral com dextrose acima de 10% ou outros 
aditivos	que	resultem	em	osmolaridade	final	acima	de	900 mOsm/L,	
assim como qualquer solução com extremos de Ph.
As tecnologias relacionadas à inserção do PICC, as caracte-
rísticas do dispositivo, utilização das melhores práticas e formação 
de equipes de acesso, melhoraram a segurança do uso desses cate-
teres. Segundo estudos contemporâneos a inserção e práticas atuais 
mostram que cateteres de menor diâmetro, dispositivos de lúmen 
único associado a localização adequada da ponta podem diminuir os 
eventos prejudiciais (Rejane Rabelo).
17
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
8. FLUXOGRAMA PARA 
ESCOLHA DO DISPOSITIVO
Figura 1. Seleção do dispositivo endovenoso de longa permanência. 
PICC: peripherally inserted central catheter (cateter central de inserção periférica). 
FONTE: Adaptado de Santolim et al.
18
8.1 FLUXOGRAMA PARA ESCOLHA DO DISPOSITIVO
Figura 2. Abordagem para seleção de cateter de acesso venoso em adultos. Esse algoritmo deve ser usado em conjunto com conteúdo adicional do UpToDate no acesso venoso central. NPT: Nutrição 
parenteral total; PIV: Intravenosa periférica; CICC: Cateter central de inserção central; DRC: Doença renal crônica; USG: Guiada por ultrassom; PICC: Cateter central de inserção periférica. 
* Por exemplo, choque, parada cardiorrespiratória. 
�   Vesicantes, pH de infusão < 5 ou > 9, osmolaridade de infusão ≥ 600 mOsm. 
∆   Taxa de filtração glomerular estimada ≤ 45 mL/minuto. 
◇   Quimioterapia, vesicantes não quimioterápicos. 
Adaptado de:
1. Chopra V, Flanders SA, Saint S, et al. The Michigan Appropriateness Guide for Intravenous Catheters (MAGIC): Resultados de um painel de várias especialidades usando o método de adequação 
RAND/UCLA, Ann Int Med 2015; 153:51
2.  Simonov BS, Pittiruti M, Rickard CM, et al. Navegando no acesso venoso: um guia para hospitalistas. J Hosp Med 2018; 10:471.
Módulo 1 | Princípios do ensino em cenário clínico real
19
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
9. CATETER CENTRAL DE 
INSERÇÃO PERIFÉRICA (PICC)
A. DEFINIÇÃO
O cateter central de inserção periférica denominado de CCIP/
PICC (peripherally inserted central venous catheter) é um disposi-
tivo intravenoso inserido através de uma veia periférica do membro 
superior ou inferior que progride até a veia cava superior ou infe-
rior, adquirindo características de um cateter venoso de inserção 
central. O mesmo deverá ser posicionado na junção da veia cava 
superior com o átrio direito chamado de junção cavo atrial ou em 
terço superior da veia cava inferior quando inserido em membros 
inferiores. Normalmente o procedimento de inserção ocorre a beira 
leito por enfermeiros ou médicos capacitados, tendo como principal 
benefício sua praticidade no momento da inserção. Possui maior 
segurança com menores taxas de complicações graves como o risco 
de pneumotórax e hemotórax, frequentes na inserção de CICC. INS
A escolha do tamanho do cateter, deve se basear no tama-
nho interno do vaso, ou seja, recomenda-se uma relação de cateter 
e vaso (CVR) para auxiliar clínicos na seleção do dispositivo de tama-
nho mais apropriado para a implantação. Segundo o autor Spender 
TR (2017), uma perspectiva tridimensional precisa ser considerada 
na avaliação do relacionamento CVR, tendo a área o melhor método 
de avaliação. Necessidade de considerar o vaso como um objeto tri-
dimensional,	o	que	significa	altura,	largura,	profundidade	e	volume	
– muito mais além de uma visão bidimensional. Conforme a reco-
mendação INS, a escolha da veia deve ser baseada na proporção da 
ocupação do cateter para a veia, o qual deve ser menor ou igual a 45%.
20
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
B. RECOMENDAÇÕES PARA INSERÇÃO DO PICC
• Realizar inserção por técnica de microintrodução guiada por 
ultrassonografia;
• Selecionar as veias basílica, cefálica e braquial nesta ordem;
• Avaliar os todas os membros e opções de vaso, selecionando o 
de maior calibre, que atenda às recomendações de zona ZIM e 
tenha menores riscos de complicações imediatas e tardias;
• Para pacientes pediátricos a punção de veias em membros infe-
riores poderá ser considerada até 2 anos;
• Em neonatologia pode-se escolher veias em vários locais para 
inserção de um CCIP como exemplo: na região cefálica, veia au-
ricular posterior e veia temporal, nos membros superiores dorso 
da mão, veia axilar, basílica no antebraço e membros inferiores 
veias safenas e poplíteas;
• Evite PICCs em pacientes com doença renal crônica devido aos 
riscos de estenose e oclusão da veia central, bem como a deple-
ção venosa resultante que previne a futura construção da fístula; 
• Em caso de trombose da veia diagnosticada através de Doppler, 
considerar	a	remoção	do	dispositivo	após	72 h	de	anticoagula-
ção plena (vide capítulo de torombose);
• NÂO	realizar	troca	rotineira	de	PICC	sem	a	confirmação	de	Infec-
ção de Corrente sanguínea ou em pacientes com febre;
• Utilizar a técnica de seleção do ponto de punção ZIM.
21
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
C. EXEMPLO DE REDE VENOSA 
NEONATAL, PEDIÁTRICA E ADULTO
Figura 3. Rede venosa neonatal e adulto. FONTE: Adaptado de Castelli, M.; Castelli, 
D. Manual de venipunção pediátrica. São Paulo: Editora La Roca, 1998. p.11-39.
artéria	temporal	superficial
veia cava inferior
veia cefálica acessória
veia cefálica
veia basílica
veia safena externa
veia jugular interna
veia jugular externa
veia subclávia
veia cava superior
veia cefálica
veia basílica
veia cefálica acessória
veia femural
artéria femural
nervo femural
veia safena externa
veia subclávia
veia jugular interna
veia axiliar
veia basílica
veia basílica
veia	cubital	superficial
veia	antebraquial	superficial
veia radial
veias digitais
arcada palmar profunda
arcada	palmar	superficial
veia cubital
tronco venoso braquiocefálico
veia cefálica
veia cefálica
veias braquiais/umerais
22
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
D. DEFININDO A ZONA ZIM
Utilizar a técnica de seleção do ponto de punção ZIM, a me-
dida da zona ZIM deverá se iniciar no epicôndilo mediano, seguido 
da medida até a prega axilar e após, o total da medida dividido em 
três. O centro desta medida deverá ser novamente dividido em duas 
partes	e	a	região	superior,	chamada	de	zona	IDEAL,	deverá	ser	utili-
zada para a punção do vaso.
 
Figura 4. Definiçao da medida da zona ZIM (Zone Insertion Method). FONTE: ima-
gens retiradas da internet. 
23
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
E. CRITÉRIOS PARA INDICAÇÃO DE PICC
• Pacientes	com	dificuldade	de	manutenção	de	acesso	venoso	
periférico por fragilidade de rede venosa;
• Pacientes que serão submetidosà terapia intravenosa superior 
a seis dias;
• Fluidos	com	pH	(< 5	ou	> 9);
• Fluidos	com	osmolaridade	(> 600 mOsm/L);
• Antibióticos;
• Quimioterápicos;
• Drogas irritantes e/ou vesicantes;
• Nutrição parenteral;
• Soluções hipertônicas;
• Aminas vasoativas;
F. CRITÉRIOS PARA CONTRAINDICAÇÕES 
RELATIVAS DE PICC
• Terapia	intravenosa	≤ 5	dias;
• Membros com mastectomias e esvaziamento ganglionar; 
• Membros	plégicos	ou	com	atrofia;
24
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Pacientes renais com estágio de 3b ou doentes com doenças 
renais	crônicas	com	taxa	de	filtração	glomerular	≤ 44 ml/h;
• Plaquetopenia	< 10.000;
• INR	> 1.5.
G. CRITÉRIOS PARA CONTRAINDICAÇÕES 
ABSOLUTAS DE PICC
• Trombose venosa ou arterial no membro a ser puncionado;
• Locais	com	lesões	de	pele	no	local	da	inserção;
• Áreas	com	dor	à	palpação	e	veias	comprometidas	 (flebite,	
infiltração).
H. MATERIAL NECESSÁRIO 
PARA INSERÇÃO DE PICC
• Garrote (1)
• Fita métrica (1)
• Gorro (1)
• Óculos de proteção (1)
• Máscara Cirúrgica (1) 
• Luva	estéril	(1)
25
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Pacote de curativo estéril (1)
• Kit de passagem de cateter de PICC (1)
I. KIT PARA INSERÇÃO DE PICC
Kit Cateter de PICC
• Escova descartável com 
clorohexidine (1)
• Avental estéril (1)
• Campo estéril grande (2)
• Campo estéril fenestrado 
(Steri Drape®) (1)
• Clorexidina degermante (1)
• Clorexidina	alcoólica	>0.5%	(1)
• Pacote de gaze estéril (4)
• Cloridrato de lidocaína 2% sem va-
soconstrictor e sem conservante (1)
• Agulha 40x12 (2)
• Agulha insulina (2)
• Solução salina 0.9% 10 ml (5)
• Seringa de 5 ml (1)
• Seringa de 10 ml (2)
• Seringa de 20 ml (1)
• Tampa conectora para cateter (2)
• Curativo transparente estéril (1)
J. PRÉ PROCEDIMENTO
• Certificar	a	solicitação	da	passagem	do	cateter	na	prescrição	
médica;
• Avaliar história clínica do paciente e exames laboratoriais (he-
mograma e coagulograma);
• Avaliar os critérios de inclusão para passagem do cateter de PICC;
• Discutir	com	o	médico	responsável	na	identificação	de	fatores	
que contra indiquem a passagem do cateter.
• Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento;
26
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Indicação;
• Descrição do procedimento;
• Riscos envolvidos;
• Possíveis complicações.
• Solicitar o termo de consentimento informado do paciente e/ou 
responsável.
• Escolher local de punção através da avaliação das condições da 
rede	venosa	pela	ultrassonografia,	inspeção	e	palpação.	A	veia	
deve ser preferencialmente de calibre aceitável para o tamanho 
cateter, sem presença de estenoses ou sinais de material eco-
gênico em seu lúmen. A pele deverá estar integra, sem sinais 
de	hematoma,	infecção,	flebite,	celulite,	abcessos	e	alterações	
anatômicas. (garrotear o membro para melhor avaliação);
• Solicitar o material a ser utilizado no procedimento.
• Registrar a avaliação no “Impresso de Passagem de Cateter Cen-
tral de Inserção Periférica”.
K. TÉCNICA DE MEDIDA DO 
COMPRIMENTO DO CATETER
• Mensurar tamanho do cateter: Esta medida equivale ao compri-
mento do cateter a ser inserido durante o procedimento. O ta-
manho do cateter a ser inserido dependerá do local de inserção 
(MMSS ou MMII). Posicione o paciente em decúbito dorsal com o 
membro superior escolhido estendido a um ângulo de 90° com 
o	corpo.	Para	este	procedimento	utilize	fita	métrica.
27
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Figura 5. Mensuração do comprimento do cateter. FONTE: imagens 
retiradas da internet.
L. PROCEDIMENTO PARA INSERÇÃO DE PICC
Para	a	realização	deste	procedimento	o	profissional	(enfer-
meiro	ou	médico)	deverá	ser	auxiliado	por	outro	profissional	enfer-
meiro ou técnico/auxiliar de enfermagem.
PROFISSIONAL AUXILIAR
• Paramentar com gorro, máscara e óculos;
• Escovar as mãos com solução de clorohexidine degermante;
28
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Calçar luvas de procedimento;
• Abrir os materiais com técnica asséptica conforme solicitação 
do	profissional	responsável	pela	passagem	do	cateter.
PROFISSIONAL RESPONSÁVEL PELA 
PASSAGEM DO CATETER
• Monitorizar o paciente;
• Posicionar o paciente em decúbito dorsal;
• Realizar	avaliação	prévia	da	rede	venosa	através	da	ultrassonografia;
• Paramentar com EPI’s necessários: gorro, máscara e óculos de 
proteção;
• Higienizar as mãos com clorohexidine degermante (escova scrub) 
com técnica de lavagem cirúrgica;
• Vestir o avental e calçar luvas estéreis;
• Dispor	os	materiais	no	campo	estéril	com	a	ajuda	do	profissio-
nal auxiliar;
• Realizar a degermação do sítio de inserção gaze embebida em 
solução de clorohexidine degermante e em movimentos circu-
lares de dentro para fora ampliando a área. Repetir o procedi-
mento no mínimo três vezes, se presença de sujidade visível;
• Realizar a antissepsia do sitio de punção com gaze embebida 
em	clorohexidine	alcoólica	> 0.5%	em	movimentos	de	vai	e	vem,	
principalmente na área que será puncionado;
29
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Aguardar o tempo de secagem do antisséptico naturalmente;
• Posicionar um campo estéril cobrindo o braço abrangendo a 
maior área possível ao redor do membro;
• Posicionar o campo fenestrado estéril no sítio de punção;
• Conectar a tampa conectora no cateter e preenchê-lo com soro 
fisiológico	0.9%;
• Verificar	o	tamanho	do	cateter	e	cortá-lo	1 cm	acima	da	mensu-
ração realizada previamente;
• Dispor o introdutor, a pinça, o cateter e as gazes próximos do 
membro a ser cateterizado em campo estéril;
• Vestir o transdutor do Ultrassom com capa plástica estéril;
• Garrotear	o	membro	(profissional	auxiliar);
• Verificar	a	profundidade	do	vaso	e	selecionar	o	guia	de	agulha	
correspondente;
• Realizar anestesia local com cloridrato de lidocaína 2% sem vaso 
e sem conservante em leque no local de punção selecionado;
• Acoplar o guia de agulha ao transdutor do ultrassom e em se-
guida a agulha ao guia;
• Executar	a	punção	com	o	bisel	da	agulha	voltado	para	cima.	Li-
mitar o número de tentativa de punção em 3 (Três) vezes;
30
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Verificar	a	imagem	da	agulha	no	interior	do	vaso	através	do	ul-
tassom e o retorno sanguíneo no hub	da	agulha,	manter	firme	
o	transdutor,	desacoplando	a	agulha	do	guia	e	inserindo	o	fio	
guia de punção;
• Progredir	o	fio	guia	até	marcação	limite;
• Retirar a agulha e realizar compressão local no sitio de inserção 
do	fio	guia;
• Realizar pequeno “PICO” na pele e inserir o introdutor do cateter;
• Retirar	fio	guia	e	guia	de	introdutor;
• Introduzir o cateter lentamente na luz do vaso através do intro-
dutor, com auxílio da pinça anatômica. Evitar tocar no cateter 
diretamente	com	luva	estéril,	devido	o	risco	de	flebite	química	
ocasionado pelo talco da luva;
• Solicitar ao paciente para que vire a cabeça para o lado da pun-
ção, comprimindo o queixo contra o ombro, em direção à claví-
cula.	Em	crianças	solicitar	ao	profissional	auxiliar	para	mobilizar	
a cabeça da criança lateralmente para o local da punção venosa. 
Esta manobra muda o ângulo do cateter para baixo em direção 
a veia cava superior, evitando o posicionamento inadequado em 
veia jugular interna;
• Introduzir o cateter com auxilio da pinça auxiliar até a medida 
pré estabelecida;
• Se houver resistência à progressão do cateter, pode-se injetar 
simultaneamente	soro	fisiológico	para	abrir	as	válvulas	venosas	
facilitando assim a progressão.
31
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Se mantiver a resistência com a manobra da cabeça e a infusão 
de	soro	fisiológico	0.9%	não	force	a	passagem	do	cateter.	Tra-
cionar o cateter e realizar nova tentativa de progressão.
• Retirar	o	fio	guia	delicadamente	ou	o	cateter	introdutor	da	luz	
do vaso. Partir, “quebrar” o introdutor conforme orientação do 
fabricante;
• Realizar a conexão do reparo para cateteres 4Fr mono lúmen;
• Testar o retorno venosoe a permeabilidade do cateter com soro 
fisiológico	0.9%;
• Conectar as tampas conectoras;
• Fixar	o	cateter	de	PICC	à	pele	com	o	dispositivo	de	fixação	
(StatLock®);
• Colocar lâmina de gaze sobre o óstio do cateter e ocluir com 
curativo transparente nas primeiras 24 horas;
• Retirar campos estéreis e paramentação;
• Recompor o paciente;
• Mensurar e registrar a medida da circunferência do membro pun-
cionado	2 cm	acima	da	inserção	do	cateter.
• Solicitar o RX de tórax e do Membro puncionado. A liberação para 
uso do cateter ocorrerá somente após avaliação do posiciona-
mento. A ponta do cateter encontra-se adequadamente posi-
32
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
cionada na veia cava superior (preferencialmente no 1/3 inferior) 
ou veia cava inferior em terço médio superior, quando a punção 
for realizada em membros inferiores.
• Realizar a anotação no campo destinado a anotação de enfer-
magem com os seguintes dados: horário da passagem do ca-
teter, médico solicitante, aplicação de anestésico local, local 
de inserção (veia), tipo de cateter, tamanho (Fr) e marcação da 
inserção,	número	de	tentativas,	verificação	radiológica,	nome	
do	profissional	que	auxilio	do	procedimento,	orientação	ao	pa-
ciente	e	familiar,	assinatura	e	carimbo	do	profissional	que	reali-
zou o procedimento.
10. ANESTESIA LOCAL PARA 
INSERÇÃO DO PICC
O objetivo principal da anestesia local é bloquear a sensação 
de dor e aliviar todo o desconforto durante a inserção do PICC, atra-
vés do uso de uma substância de amida lidocaína 1% ou 2 %.
DEFINIÇÃO
A anestesia local é o procedimento anestésico mais comum, 
utilizado para bloquear a dor em pequenas regiões do corpo, habi-
tualmente na pele. Ao contrário das anestesias geral e regional, que 
devem ser administradas por um anestesiologista, a anestesia local 
pode ser realizada por quase todas as especialidades.
33
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Habitualmente é feita com a injeção de lidocaína 1% ou 2% 
na pele e nos tecidos subcutâneos e tem como objetivo bloquear a 
dor em uma variedade de procedimentos médicos, como biópsias, 
punções de veias profundas, suturas da pele, punção lombar, pun-
ção de líquido ascítico ou de derrame pleural.
MECANISMO DE AÇÃO
O mecanismo de ação tem como base o bloqueio dos recep-
tores para dor em todas as camadas da pele (epiderme, derme e 
hipoderme) além de também bloquear a dor no tecido subcutâneo.
O	efeito	eletrofisiológico	dos	anestésicos	locais	leva	a	um	
decréscimo na velocidade e no grau de despolarização axonal, fa-
zendo com que o limiar de excitabilidade não seja atingido e o im-
pulso não seja propagado.2
A fase de despolarização do potencial de ação é decorrente 
do	influxo	de	NA+	do	extra	para	o	intracelular,	então	os	anestésicos	
locais bloqueiam as correntes de sódio, havendo uma competição 
entre sódio e o fármaco do anestésico.
FARMACOCINÉTICA
ABSORÇÃO
Como os anestésicos são aplicados no local de ação não ne-
cessitam ser transportados pela corrente sanguínea até seu órgão alvo.
A absorção sistêmica é determinada pelo sítio de injeção e 
a velocidade de absorção sistêmica que é proporcional a vasculari-
zação do sítio de injeção que pode ser: traqueal, intercostal, caudal, 
epidural, plexobraquial e cutânea.
34
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
METABOLISMO E EXCREÇÃO
Os anestésicos locais do tipo amida como por exemplo a li-
docaína e bupivacaína, são metabolizados por enzimas microssomais 
no	fígado.	As	diminuições	na	função	hepática	e	no	fluxo	sanguíneo	
hepático reduzem a velocidade metabólica e predispõem os pacien-
tes a intoxicação sistêmica. Por isso, devemos sempre seguir as reco-
mendações de dose máximas descritas na bula dos medicamentos.
A excreção dos anestésicos amidas ocorrem pelos rins e fezes.
LEGISLAÇÃO
O Conselho Federal de Enfermagem tornou lícito a realização 
de anestesia local por enfermeiros para a inserção de PICC com a 
utilização	de	Cloridrato	Lidocaína	1%	ou	2%	SEM	Vasoconstrição	de	
acordo	com	o	Parecer	n	15/2014/COFEN/CTLN.
DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
• O	profissional	enfermeiro	deverá	aspirar	o	conteúdo	anestésico	
em	uma	seringa	de	3	ou	5 ml	com	uma	agulha	40×12.
• Realizar	ultrassonografia	e	definir	a	zona	ideal	de	acordo	com	
as recomendações de Zona ZIM e demarcar o local com ca-
neta cirúrgica;
• Observar estruturas nervosas e arteriais em tempo real com a 
ultrassonografia;
35
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Realiza uma punção única da pele e aplicar o anestésico em to-
das as suas camadas (Epiderme, Derme e Hipoderme) até atin-
gir o tecido subcutâneo acompanhado em tempo real pela ul-
trassonografia	com	uma	agulha	13×4,5	(insulina);
• Observar	região	de	infiltração	do	anestésico	local	diretamente	
na tela do ultrassom e direcionar o movimento em triângulo, 
tracionando e movimentando suavemente a agulha sem retirar 
da epiderme;
• Atentar para sinais de vasoespasmo e caso observado, inter-
romper	imediatamente	a	infiltração	do	anestésico	e	retomar	o	
procedimento em local mais afastado do vaso;
• Utilizar o aparelho de ultrassom devidamente paramentado (com 
a	capa	estéril)	para	visualização	do	vaso	evitando	transfixação	do	
vaso a ser inserido o PICC;
• Administrar o anestésico no ângulo de 30° ou 45° dividindo o 
conteúdo	em	2	partes,	injetando	3 ml	antes	da	punção	seguido	
de	2 ml	após	a	inserção	do	fio	guia	antes	da	introdução	do	
microintrodutor;
• Respeitar o tempo mínimo de ação de 2 minutos antes da pri-
meira punção com a agulha de inserção do PICC;
• Não ultrapassar a dose tóxica do medicamento (vide bula). Em 
geral	4,4 mg/kg;
• A lidocaína apresenta um Ph ácido entre 5,0 a 7,0, responsável 
pela	sensação	de	ardor	quando	infiltrado	no	subcutâneo.	Para	
reduzir este evento, aplicar o anestésico lentamente.
36
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
CUIDADOS DURANTE A 
INFILTRAÇÃO DA ANESTESIA
• Não	utilizar	seringas	de	1 ml;
• Utilizar seringas de tamanhos diferentes para aspiração de so-
lução	fisiológica	e	lidocaína;
• Não realizar movimento de 360 graus com a agulha de insulina 
durante	a	infiltração	da	lidocaína	pois	este	movimento	poderá	
lacerar estruturas vasculares e nervosas com possíveis danos 
permanentes ao paciente;
• Não	realizar	múltiplas	punções	na	pele	para	infiltrar	o	anestésico;
• Atentar para a dose mínima necessária para o bloqueio total da 
dor	(pacientes	adultos	de	3	a	5 ml	e	pediátricos	e	neonatais,	res-
peitar o cálculo para dose máxima permitida).
Dose máxima Neo/Pediatria3	=	4,4 mg/kg
Raramente os pacientes apresentam reações alérgicas, menos 
de 1% – Fonte Bula do Medicamento.
 
Figura 6. Angulação correta da aplicação do anestésico local. FONTE: imagens reti-
radas da internet.
37
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
11. CURATIVO DE PICC
Conforme parecer n° 043/2013 do Conselho Regional de En-
fermagem de São Paulo, recomenda-se que a lavagem do cateter e 
a administração de medicamentos sejam preferencialmente reali-
zadas por Enfermeiros. O Técnico de Enfermagem, treinado e super-
visionado por um Enfermeiro habilitado poderá realizar a lavagem 
do PICC e a administração de medicamentos, conforme protocolo 
desenvolvido pela instituição.
• O curativo deve ser oclusivo e compressivo com gaze e película 
semipermeável transparente nas primeiras 24/48 horas;
• Qualquer tipo de cobertura deve ser trocado imediatamente in-
dependente do prazo caso esteja sujo, solto ou úmido;
• É de extrema importância que a cobertura, o cateter e as conexões 
sejam protegidas durante o banho com material impermeável;
• Após as 24/48 horas, deve-se realizar a troca, pela película trans-
parente semipermeável desenvolvida para cateter central;
• Para pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) a cober-
tura da inserção deve ser realizada preferencialmente com pelí-
cula semipermeável associada a esponjas impregnadas com gli-
conato de clorexidina ou com gel hidrofílico contendogliconato 
de clorexidina a 2% (ANVISA 2017);
• Caso após as 24/48 horas o curativo estiver com sangramento 
presente, optar novamente pelo curativo oclusivo e compres-
sivo	(gaze	e	filme	transparente	semipermeável)	e	manter	a	troca	
em	24/48 h	(ANVISA	2017);
38
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• A troca de rotina da película transparente deve obedecer às orien-
tações do fabricante, geralmente 7 dias;
• O procedimento do curativo deve seguir rigorosa técnica esté-
ril	com	Chorexidine	Alcoólica	> 0,5%	assim	como	é	realizado	o	
curativo do CICC (ANVISA 2017);
• Observar sinais de dor, calor, exsudato, eritema na inserção do 
cateter. Caso presentes, comunicar equipe médica e/ou Time de 
PICC, Grupo de Cateteres;
MATERIAL NECESSÁRIO PARA 
TROCA DE CURATIVO DE PICC
• Luva	de	procedimento;
• Luva	estéril	ou	kit de curativo;
• Soro Fisiológico 0,9%;
• Clorexidina	Alcoolica	> 0,5%;
• Gaze;
• StatLock®;
• Filme Transparente Semipermeável;
• Saco para lixo.
39
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
PROCEDIMENTO DE ESTABILIZAÇÃO DE PICC
• Retirar	película	semipermeável	que	recobre	o	StatLock®;
• Manter o curativo na inserção do cateter;
• Abrir a caixa de acrílico do Statlock® e retirar o cateter com cui-
dado segurando pela asa de sutura;
• Retirar o Statlock® com o auxílio de álcool a 70%;
• Limpar	a	pele	com	solução	salina	SF	0,9%	com	gaze;
• Aplicar o sachê preparatório de pele que acompanha o Statlock®, 
aplicar somente onde será colocado o outro estabilizador, não 
aplicar em outro local;
• Esperar secar em cerca de 3 segundos;
• Abrir a caixa de acrílico do novo Statlock®, acoplar a asa de su-
tura nas hastes azuis do produto, fechar ouvindo um “click”;
• Remover	as	fitas	aderentes	do	Statlock®	e	aplicar	na	pele	do	
paciente onde foi preparado com o sachê previamente;
• Não molhar, não aplicar outros adesivos e/ou pomadas no 
estabilizador;
• A recomendação de troca é de 7 (sete) dias junto com o curativo;
• Para os cateteres com válvulas Groshong®, estabilizar o cateter 
para	acima	da	inserção	fazendo	uma	curva	não	maior	que	3 cm	
paralelamente a veia puncionada;
40
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Para	os	cateteres	de	alto	fluxo	Power PICC, estabilizar o cateter 
estabilizar o cateter para baixo quando introduzido até a marca 
zero (conforme Figura 1);
• As setas azuis impressas do dispositivo devem estar sempre di-
recionadas para a inserção do cateter.
Figura 7. Estabilização do cateter Power PICC com cateter inserido até a marca zero. 
FONTE: imagens retiradas da internet.
41
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
PROCEDIMENTO DE CURATIVO DE PICC
• Lavar	as	mãos;
• Calçar luvas de procedimento;
• Manter o Statlock®;
• Retirar o curativo anterior com cuidado evitando tocar no cate-
ter e na área de inserção;
• Retire a película transparente, puxá-la perpendicular à pele 
do paciente;
• Retirar a luva de procedimento;
• Fazer fricção das mãos com álcool glicerinado 70%;
• Calçar luvas estéreis;
• Realizar a limpeza da área de inserção com gaze embebidas com 
solução salina (SF 0,9%) removendo resíduos se houverem;
• Aplicar	solução	de	Clorexidina	Alcoólica	> 0,5%	com	auxílio	de	
gaze estéril;
• Certificar-se	da	posição	do	corpo	do	cateter	para	que	não	ocorra	
exteriorização acidental;
• Checar a medida do corpo do cateter;
42
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• NUNCA reintroduzir o cateter caso ocorra à exteriorização acidental;
• Inspecionar o sítio de inserção;
• Fechar o curativo, conforme técnica recomendada;
• Colocar data no curativo;
• Fazer registros de Enfermagem.
RETIRADA DO DISPOSITIVO:
• Quando o cateter não estiver mais em uso ou término da terapia;
• Oclusão irreversível do dispositivo;
• Fratura ou rompimento do cateter;
• Sintomas de oclusão venosa (como dor e edema) persistente 
depois de tratamento com anticoagulante por 72 horas;
• Bacteremia relacionada à linha central.
43
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
12. DESCRIÇÃO DOS TIPOS DE 
CATETERES VENOSOS
Tipo de 
Cateter
Vasos de 
escolha
Tamanhos 
disponíveis Modelos Material
CVP
Todas as veias 
puncionáveis 
levando em 
consideração o 
tamanho do vaso 
×	tamanho	do	
dispositivo. 
Crianças em 
região cefálica 
até 18 meses.
14G, 16G, 
18G, 20G, 
22G, 24G
Poliuretano 
e Politetra-
fluoretileno
CICC
Veia Jugular 
interna D e E, 
veia Subclávia 
D e E, Veia 
Femoral D e E
4Fr, 5Fr 
e 7Fr
Modelos 
mono	Lúmen,	
Duplo	Lúmen	
e Triplo 
Lúmen
Poliuretano
PICC
Adultos: Veia 
Basílica, Veia 
Braquial, Veia Ce-
fálica. Crianças e 
neonatos todo as 
veias com calibre 
adequado ao dis-
positivo e veias 
da região cefálica 
até os 18 meses
1.0 Fr, 1.2 Fr, 
1,9Fr, 2.0Fr, 
2.8Fr, 3.0FR, 
4.0Fr, 5.0 
Fr, 6.0Fr
Modelos 
mono	Lúmen,	
Duplo	Lúmen	
e Triplo 
Lúmen
Silicone e 
Poliuretano
Tunelizado
Veia Jugular inter-
na D e E, veia sub-
clávia D e E, veia 
Femural D e E 
obs.: Todas as 
veias são possíveis 
de Tunelização
2.7Fr, 4.2Fr, 
6.6Fr, 10Fr, 
7Fr, 9Fr, 
9.6Fr, 10Fr, 
12Fr, 12.5Fr, 
13.5Fr, 14.5Fr 
e 16Fr
Modelos 
mono	Lúmen,	
Duplo	Lúmen	
e Triplo 
Lúmen
Silicone e 
Poliuretano
44
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Tipo de 
Cateter
Vasos de 
escolha
Tamanhos 
disponíveis Modelos Material
PORT
Veia Jugular in-
terna D e E, veia 
subclávia D e E, 
veia Femoral D e 
E, veia Basílica e 
veia axilar D e E.
Modelos 
mono	Lúmen,	
Duplo	Lúmen
Silicone e 
Poliuretano
13. MANUTENÇÃO DOS CATETERES 
VASCULARES (ESTABILIZAÇÃO, 
FLUSHING E CUIDADOS DIÁRIOS)
AVALIAÇÕES DIÁRIAS DO CATETER
• Mensurar e anotar o tamanho externo do cateter;
• Mensurar	e	anotar	do	perímetro	braquial	–	10 cm	acima	da	
fossa	cubital.	Alerta	para	medições	acima	de	3 cm	comparadas	
as anteriores;
• Realizar teste de patência e anotar o resultado da avaliação. Ini-
ciar protocolo de desobstrução caso permeabilidade compro-
metida do cateter;
• Observar e anotar a integridade da pele peri-cateter;
• Avaliar a integridade do curativo.
45
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
PROCEDIMENTO DE FLUSHING
TESTE DE PATÊNCIA
• Utilizar	SEMPRE	seringa	de	10 ml;
• Realizar desinfecção do hub do cateter com sachê de Álcool 
Isopropílico 70% (Site Scrub®) ou Clorexidina Alcoólica por 5 a 
60 segundos ou conforme protocolo institucional;
• Realizar o teste de patência em todas as vias do cateter com o 
objetivo de avaliar infusão reduzida ou falta de retorno sanguíneo;
• Aspirar	com	seringa	de	10 ml	e	observar	retorno	venoso	redu-
zido ou pérvio. Se retorno sanguíneo positivo, evite que o sangue 
entre em contato com a solução salina 0,9% dentro da seringa;
• Lavar	com	10 ml	de	solução	salina	SF0,9%	após	a	confirmação	
do	refluxo	sanguíneo	com	a	técnica	pulsátil	realizando	o	turbi-
lhonamento do cateter;
• Realizar este procedimento em todas as vias do cateter;
• A Frequência deve ser determinada pela instituição.
CONECTORES
• Utilizar dispositivos de infusão com conexões do tipo luer-lok;
• Realizar desinfecção das conexões, conectores valvulados com 
solução antisséptica a base de álcool, com movimentos aplica-
dos de forma a gerar fricção mecânica, de 5 a 15 segundos;
46
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Trocar o equipo e dispositivo complementar de nutrição paren-
teral a cada bolsa;
• Trocar o equipo e dispositivo complementar de infusões lipídi-
cas a cada 12 horas;
• Trocar o equipo e dispositivo complementar de administração 
de hemocomponente a cada bolsa;
• Coleta de exames laboratoriais;
• Utilizar	seringa	de	10 ml	devido	à	pressão	no	sistema;
• Lavar	o	cateter	com	5 ml	de	solução	fisiológica	e	aspirar	6 ml	de	
sangue, descartando em seguida; conectar nova seringa e cole-
tar o volume necessário;
• Após a coleta de exame, lavar o cateter com flushing pulsátil 
com	10 ml	de	SF0,9%;
• Lavagem	(flushing) do cateter;
• Realizar o flushing	pulsátil	com	5	a	10 ml	de	solução	fisiológicaantes	e	após	a	administração	de	medicamentos	e	a	cada	12 hs	e	
no intervalo da administração de nutrição parenteral. Estudos in 
vitro demonstraram que a técnica do flushing com breves pau-
sas,	por	gerar	fluxo	turbilhonado,	pode	ser	mais	efetivo	na	re-
moção	de	depósitos	sólidos	(fibrina,	drogas	precipitadas)	quando	
comparado a técnica de flushing	contínuo,	que	gera	fluxo	laminar;
47
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Atenção:	seringas	com	volume	inferior	a	10 ml,	gera	uma	alta	
pressão, pode acarretar no deslocamento do cateter e intercor-
rências como embolia;
• Períodos	superiores	a	12 hs	sem	uso	do	port, realizar o flushing 
pulsátil	com	20 ml	SF0,9%,	em	seguida	de	3	a	5 ml	da	solução	
de	heparina	(100 ui/ml),	ou	conforme	protocolo	institucional;
• Quando o port não estiver em uso realizar o flushing pulsátil 
com	20 ml	SF0,9%,	em	seguida	de	3	a	5 ml	da	solução	de	hepa-
rina	(100 ui/ml),	ou	conforme	protocolo	institucional,	e	repetir	a	
cada 4 semanas.
ORIENTAÇÃO AO PACIENTE E CUIDADOR
• Orientar o paciente/cuidador que estão recebendo infusões em 
casa, através de um folheto de orientação;
• Verificação	diária	do	curativo;
• Como se vestir e se despir para evitar puxar para a agulha; 
• Proteger o local durante o banho;
• Certificar	de	que	as	tiras	do	sutiã	não	encostem	na	área	da	punção;
• Relatar imediatamente quaisquer sinais ou sintomas de dor, quei-
mação, picadas ou dor no local;
• Reconhecer a importância de parar a bomba de infusão e ime-
diatamente reportando qualquer umidade, vazamento ou edema 
observados no local.
48
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
SALINIZAÇÃO
• Utilizar	SEMPRE	seringa	de	10 ml;
• Realizar desinfecção do hub do cateter com sachê de Álcool Iso-
propílico 70% (Site Scrub®) ou Clorexidina Alcoólica por 5 a 60 
segundos ou conforme protocolo institucional;
• Utilizar	10 ml	de	solução	salina	SF	0,9%	conforme	sigla	SAS com 
técnica pulsátil realizando o turbilhonamento do cateter;
• A frequência deve ser determinada pela instituição. Indica-se a 
salinização a cada pelo menos 12 horas (2 vezes ao dia) segundo 
o CDC, 2007.
S A S
Solução Salina Administração Solução Salina
PROCEDIMENTO DE HEPARINIZAÇÃO
• Utilizar	SEMPRE	seringa	de	10 ml;
• Realizar desinfecção do hub do cateter com sachê de Álcool Iso-
propílico 70% (Site Scrub®) ou Clorexidina Alcoólica por 5 a 60 
segundos ou conforme protocolo institucional;
• Utilizar	10 ml	de	solução	salina	SF	0,9%	conforme	sigla	SASH 
com técnica pulsátil realizando o turbilhonamento do cateter;
49
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• A frequência do uso da heparina deve seguir protocolo institu-
cional e prescrição médica;
• A	solução	recomendada	é	100 U/	ml	–	9,8 ml	de	SF	0,9%	para	
0,2 ml	de	Heparina	(5.000 U/ml);
• Administrar	1,5 ml	da	solução	final	após	o	término	das	infusões	
a	serem	administradas	(fármacos	e	fluidoterapia);
• Antes de utilizar o cateter novamente, deve-se aspirar e des-
prezar	a	solução	anterior	e	lavar	o	cateter	com	10 ml	de	solução	
fisiológica	0,9%.
S A S H
Solução Salina Administração Solução Salina Solução de Heparina
LOOK DE ANTIBIÓTICO
• Utilizar	SEMPRE	seringa	de	10 ml;
• Realizar desinfecção do hub do cateter com sachê de Álcool Iso-
propílico 70% (Site Scrub®) ou Clorexidina Alcoólica por 5 a 60 
segundos ou conforme protocolo institucional;
• Administrar locking de ATB conforme protocolo institucional ou 
conforme prescrição médica.
50
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
14. CONFIRMAÇÃO DE PONTA COM 
ELETROCARDIOGRAMA INTRAVASCULAR 
(SISTEMA SHERLOCK 3 CG)
OBJETIVOS
• Padronizar a técnica de inserção do cateter central de inserção 
periférica com a utilização da tecnologia Sherlock 3CG;
• Utilizar	a	navegação	e	confirmação	de	ponta	com	a	tecnologia	
TCS – Tip Confirmation System;
• Confirmação	precisa	da	ponta	do	cateter,	sem	a	necessidade	
de realizar RX.
A	tecnologia	Sherlock	TCS	de	navegação	e	confirmação	de	
ponta está liberada para pacientes adultos, conforme orientação 
do fabricante. A tecnologia TLS - Tip Localization System, pode ser 
utilizada em pacientes pediátricos, é a tecnologia de navegação de 
ponta	sem	a	confirmação	do	local.
RESPONSÁVEL PELO PROCEDIMENTO
• Enfermeiros e médicos habilitados e treinados na inserção de 
PICC e sistema Sherlock 3CG.
51
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
DEFINIÇÃO
ELETROCARDIOGRAMA INTRAVASCULAR 
- SHERLOCK 3CG – TCS
O eletrocardiograma (ECG) é um exame que permite o registro 
do ritmo cardíaco. O ECG consiste em estudar precisamente a ativi-
dade do coração, graças a eletrodos colocados no peito, pulso e tor-
nozelos do paciente. A atividade cardíaca é medida em diversos pon-
tos do coração, chamados de derivações, e é registrada sob forma de 
uma curva para cada uma delas. São 12 as derivações classicamente 
aparentes sobre o traço, podendo chegar a 18 em algumas circunstân-
cias. O exame é rápido e indolor. O ECG permite a descoberta de pro-
blemas do ritmo cardíaco, problemas da condução cardíaca, de sinais 
de	insuficiência	cardíaca,	entre	outros	males	cardíacos.
O	Sistema	de	confirmação	da	ponta	Sherlock	3CG*	(TCS)	
está indicado para a orientação e colocação de cateteres centrais 
inseridos	perifericamente	(PICCs).	O	Sherlock	3CG*	TCS	fornece	in-
formações em tempo real da localização da ponta de PICC utili-
zando o registro passivo do íman e a atividade elétrica cardíaca do 
doente (ECG). Baseando-se no sinal de ECG do paciente, o Sherlock 
3CG*	TCS	está	indicado	para	ser	utilizado	como	método	alternativo	
à	radiografia	torácica	e	fluoroscopia	para	a	confirmação	da	ponta	do	
PICC em pacientes adultos.
Algumas situações restritivas, mas não contra-indicações, 
desta técnica dizem respeito de pacientes em que as alterações do 
ritmo	cardíaco	alteram	a	apresentação	da	onda	P,	como	na	fibrilação	
atrial, taquicardia severa e ritmo auxiliado por um marcapasso, nes-
tes	pacientes	facilmente	identificáveis	antes	da	inserção	do	PICC,	
é	necessária	a	utilização	de	um	método	adicional	para	confirmar	a	
localização da ponta do PICC.
52
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
ETAPA 1
• Preparar o dispositivo;
• Ligue	o	sensor	ao	visor	do	Sherlock	3CG*	TCS	através	de	um	
cabo USB;
• Verifique	se	o	sinal	de	linha	plana	do	ECG	se	desloca;
• Verifique	se	a	carga	da	bateria	é	suficiente	para	o	procedimento;
• Introduza as informações do paciente, conforme necessário.
ETAPA 2
• Posicionar	o	paciente	no	leito,	verificar	qual	veia	será	puncio-
nada,	verificar	tamanho	do	vaso	adequado,	medir	vaso	e	com-
parar com o cateter escolhido, gravar a tela com a porcentagem 
do	cálculo	(veia	×	cateter)	para	futuras	consultas.
Figura 8. Mensuração da ocupação do cateter no vaso. FONTE: imagem 
retirada da internet.
53
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 3
• Medir o comprimento do cateter.
 
Figura 9. Medida e posicionamento do cateter. FONTE: imagens retiradas 
da internet.
ETAPA 4
• Preparar o sensor
Faça deslizar o sensor para dentro do plástico, puxe o anel 
para prender o plástico ao sensor.
Figura 10. Preparação do sensor de ECG. FONTE: imagens retiradas da internet.
54
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 5
• Posicionar o sensor e os eletrodos de ECG;
• Remova o revestimento adesivo e coloque o sensor diretamente 
na pele do paciente com o adesivo virado para baixo;
• Coloque o sensor o mais plano possível para obter melhores 
resultados;
• Posicionar o sensor no centro do tórax, com as bordas superio-
res próximo das clavículas. O sensor deve ser posicionado de 
igual forma, independente de qual lado for inserido o cateter;
• Prepare e coloque os eletrodos externos do ECG seguindo os 
seguintes passos:
 · Certifique-se	de	que	os	locais	de	aplicação	dos	eletrodos	não	
têm oleosidade e estão completamente secos;
 · Atenção: Os eletrodos devem ser aplicados apenas em pele 
limpa e intacta(por ex., não devem ser aplicados em feridas 
abertas,	lesões	ou	áreas	inflamadas	ou	infectadas).
• Remova	o	revestimento	e	pressione	os	eletrodos	firmemente	
contra	a	pele	nos	locais	especificados;
• Coloque o eletrodo preto próximo do ombro direito do paciente;
• Coloque o eletrodo vermelho na parte inferior do lado esquerdo 
do paciente, abaixo do umbigo e lateralmente ao longo da linha 
axilar média;
55
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Atenção: A colocação do eletrodo vermelho fora desta re-
gião pode resultar numa redução do desempenho do ECG.
Figura 11. Demonstração das posições corretas do sensor e eletrodos de ECG. 
FONTE: imagens retiradas da internet.
ETAPA 6
• Avaliar a forma de onda de ECG do paciente; 
• A onda P deverá estar presente, identificável e constante.
Figura 12. Ondas do ECG. FONTE: imagem retirada da internet.
56
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 7
• Efetuar uma calibração inicial com registro do sensor;
• Calibre	o	Sherlock	3CG*	TCS	selecionando	CALIBRAR	antes	de	
arrumar o campo estéril, para assegurar que não existe qual-
quer interferência ambiental;
• Sugestão: Se a calibração não for bem-sucedida, remova quais-
quer itens que possam causar interferência magnética (por exem-
plo,	derivações	dos	monitores,	celulares,	cartões	de	identifica-
ção, joias, etc.)
Figura 13. Demonstração da interface do Sherlock 3CG* TCS calibrado corretamente. 
FONTE: imagens retiradas da internet.
ETAPA 8
• Preparar o campo estéril, respeitando a barreira máxima 
preconizada.
ETAPA 9
• Estabelecer o acesso à veia com o uso do USG.
57
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 10
• Tracionar o estilete e cortar o cateter de acordo com a medida 
inicial – atentar para a tração do estilete antes do corte e re-
torno	até	a	ponta	conforme	figura	abaixo;
• Encaixar o estilete do cateter no conjunto do sensor, por cima 
do campo estéril;
• Campos cirúrgicos muito espessos, campos duplos ou com plás-
tico prejudicam a leitura.
Figura 14. Corte e encaixe corretos do cateter no sensor. FONTE: imagens 
retiradas da internet.
ETAPA 11
• Efetuar	uma	calibração	final;
• Assegure	que	a	ponta	do	cateter	se	encontra	pelo	menos	30 cm	
afastada do sensor antes de proceder à calibração.
58
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 12
• Inserir o cateter
ETAPA 13
• Orientação e colocação da ponta do cateter;
• Inicialmente, uma lupa de exploração irá indicar que a ponta do 
estilete se encontra fora do alcance do sensor;
• Utilize	um	movimento	lento	e	firme	para	avançar	o	cateter;	
• Inicie a navegação magnética – à medida que a ponta do estilete 
se aproxima do sensor, é apresentado um ícone na extremidade 
e indica a aproximação da ponta do estilete;
• Quando o estilete está sob o sensor, os ícones do estilete e de 
profundidade apresentam a localização, orientação e profundi-
dade do estilete relativamente ao sensor;
• Poderá haver um ligeiro desfasamento entre o momento em que 
o cateter é movido e o aparecimento do ícone do estilete no vi-
sor. Avançar o cateter muito rápido pode resultar em movimen-
tos erráticos do ícone do estilete no visor;
• Insira o cateter até a navegação magnética apresentar o estilete 
a mover-se para baixo em direção ao junção cavo-atrial;
• Continue avançando lentamente o cateter;
59
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Em pacientes com uma onda P distinta, a onda P irá aumentar em 
amplitude à medida que o cateter se aproxima da junção cavo-a-
trial – à medida que o cateter avança para o átrio direito, a onda P 
irá diminuir em amplitude e poderá tornar-se bifásica ou invertida.
Nota: Se a forma de onda de ECG intravascular não for 
apresentada, irrigue o cateter com solução salina. Se o pro-
blema	persistir,	verifique	a	ligação	do	estilete	ao	estabilizador.	
Pare	para	deixar	o	ritmo	normalizar	antes	de	fixar	as	formas	de	
onda de ECG de referência.
Figura 15. Significado dos ícones do sensor. FONTE: imagem retirada da internet.
ETAPA 14
• Registro do procedimento – Selecione imprimir/guardar o regis-
tro de um procedimento. O registro será enviado para armaze-
namento no aparelho e após poderá ser enviado para outro dis-
positivo de armazenamento, impressora ou rede interna.
60
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
ETAPA 15
• Concluir	a	colocação	do	cateter	–	Conclua	a	inserção,	fixação	do	
cateter e o restante procedimento de acordo com as Instruções 
de utilização do cateter e o protocolo institucional.
OBSERVAÇÃO PARA SHERLOCK 3CG 
– TLS (SOMENTE NAVEGAÇÃO)
• Os	cateteres	com	tecnologia	TLS	–	Tip Localization System, po-
dem ser utilizados apenas para a navegação do cateter; 
• Os cateteres Power PICC Small Veins, de 3FR de 1 via, e o 4FR de 
2	vias	possuem	a	tecnologia	TLS	para	a	navegação.
15. GERENCIAMENTO DE INDICADORES 
EM TERAPIA INFUSIONAL
OBJETIVOS
Auxílio na criação, padronização e mensuração de indica-
dores de qualidades nos processos de ligados a terapia infusional.
DEFINIÇÕES
Os Indicadores, representam de forma quantitativa, dentro 
de uma organização, a evolução e o desempenho dos seus negó-
cios, qualidade dos produtos e serviços, participação e motivação 
61
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
de seus colaboradores. De acordo com TJTO (2010), os indicadores 
permitem a avaliação do desempenho da organização, segundo três 
aspectos relevantes: controle, comunicação e melhoria.
CLASSIFICAÇÃO POR TIPO HIERÁRQUICO*
• Indicadores Estratégicos: são usados para avaliar os principais 
efeitos da estratégia nas partes interessadas e nas causas des-
ses	efeitos,	refletindo	os	objetivos	e	as	ações	que	pertencem	à	
organização	como	um	todo,	e	não	a	um	setor	específico;
• Indicadores Gerenciais:	são	usados	para	verificar	a	contribui-
ção dos setores (departamentos ou unidades) e/ou dos macro-
processos organizacionais à estratégia e para avaliar se estes 
setores e/ou macroprocessos buscam a melhoria contínua de 
forma equilibrada;
• Indicadores Operacionais: são utilizados para avaliar se os pro-
cessos ou rotinas individuais estão sujeitos à melhoria contínua 
e à busca da excelência.
ÍNDICES E FÓRMULAS
ÍNDICE DE INFILTRAÇÃO**
• Definição: A	infiltração	é	a	saída	de	solução	ou	fármaco	não-ve-
sicante ao redor do tecido (espaço extravascular), causando dor 
no local, edema, eritema e calor, falta de retorno venoso, desco-
loração da pele, redução da mobilidade do membro, endureci-
*    FONTE: Planejamento do Sistema de Medição do Desempenho – FNQ 2002. 
**  FONTE: 1-Infusion Nurses Society. Diretrizes práticas em terapia intravenosa. 
Infusion Nurses Society ; 2016. 2-Oliveira MIV, Bezerra MGA, Pereira VR. Cateterização 
venosa: assistência de enfermagem — UTI Pediátrica. Rev Rene. 2008; 9(2):90-7
62
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
mento, vazamento da solução de infusão no local da inserção do 
cateter e em alguns casos, retorno de sangue rosa pálido pelo 
cateter. Avaliado em neonatos e crianças abaixo de 18 anos;
• Fórmula de cálculo: (nº	de	casos	de	Infiltrações	no	período/nº	
de	cateteres-dia	em	neonatais	e	crianças)	×	1.000;
• Forma de apuração: os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-
sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/Gestor do processo/SCIH, para 
análise e avaliação de melhorias.
ÍNDICE DE FLEBITE***
• Definição:	indicador	que	mede	a	ocorrência	de	flebite	em	um	de-
terminado	período.	Define-se	flebite	como	a	presença	de	um	pro-
cesso	inflamatório	na	parede	da	veia,	em	geral	associado	à	dor,	
eritema,	endurecimento	do	vaso	ou	presença	de	cordão	fibroso;
• Fórmula de cálculo: (nº	de	casos	de	flebite	no	período/nº	de	pa-
cientes-dia	com	acesso	venoso	periférico)	×	100;
• Forma de apuração: Os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/ Gestor do processo, para aná-
lise e avaliação de melhorias.
*** FONTE: Planejamento do Sistema de Medição do Desempenho – FNQ 2002.
63
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
Figura 16. Escala visual de avaliação da flebite. FONTE: Adaptado de: http://flebitisze-
ro.com/app/formacion/formacionPdf/6%20Diagnostico%20de%20la%20flebitis.pdf
TAXA DE INFECÇÃO PRIMÁRIA DA 
CORRENTE SANGUÍNEA RELACIONADA A 
CATETER VENOSO CENTRAL (CVC)
• Definição: refere-se à taxa de infecção decorrente da utilização 
de cateter venoso central;
• Fórmula de cálculo: (total de infecções da corrente sanguínea 
relacionada à CVC no período/total de dias de utilização de CVC 
no	período)	×	1.000.
Observação:
*	 Total	de	dias	de	utilização	de	CVC	no	período:	refere-
-se ao somatório de dias em que cada paciente permaneceu 
com CVC no período considerado.
64
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Forma de apuração: Os dados necessários para medição deste 
indicador são coletados pela CCIH do hospital.
TAXA DE UTILIZAÇÃO DE CATETER VENOSO CENTRAL
• Definição: Valor percentual que representa a intensidade da ex-
posição dos pacientes aos cateteres venosos centrais (CVC). 
Este número é obtido por meio da soma do número de pacien-
tes em uso de cateteres centrais, diariamente em um determi-
nado período de tempo, divido pelo número de pacientes-dia no 
mesmo período, multiplicado por 100.
• Equação para cálculo:
 · Taxa de utilização de CVC = (nº de pacientes-dia com CVC/nº 
de	pacientes-dia)	×	100.
• Forma de apuração: os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-
sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/Gestor do processo/SCIH, para 
análise e avaliação de melhorias.
INCIDÊNCIA DE EXTRAVASAMENTO DE FÁRMACO 
ANTINEOPLÁSICA EM PACIENTES INTERNADOS****
• Definição: É a relação entre o número de casos de extravasa-
mento do fármaco Antineoplásica em um determinado período 
e o número de pacientes/dia que receberam fármaco Antineo-
plásica, multiplicado por 100;
**** FONTE: NAGEH – CQH 35 Manual de Indicadores de Enfermagem - 2ª edição – 2012
65
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Equação para cálculo: Incidência de extravasamento de fármaco 
Antineoplásica em pacientes internados = nº de casos de extra-
vasamento	de	droga	Antineoplásica	×	100	nº	de	pacientes/dia	que	
receberam drogas Antineoplásica;
• Forma de apuração: os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-
sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/Gestor do processo/SCIH, para 
análise e avaliação de melhorias.
Observações: Considerar o extravasamento do fármaco 
Antineoplásica somente via EV, independentemente do tipo de 
cateter, podendo ocorrer em via central ou periférica.
Os fármacos Antineoplásica correspondem aos quimio-
terápicos, anticorpos monoclonais, antiangiogênicos e outros 
medicamentos	utilizados	com	finalidade	Antineoplásica.
INCIDÊNCIA DE PERDA DE CATETER CENTRAL 
DE INSERÇÃO PERIFÉRICA (CCIP)*****
• Definição: Relação entre o número de perda de Cateter Central 
de Inserção Periférica e o número de pacientes/dia com CCIP, 
multiplicado por 100;
• Equação para cálculo: Incidência de perda de cateter central de 
inserção periférica = nº de perda de cateter central de inserção 
periférica/nº de pacientes/dia com cateter central de inserção 
periférica	×	100;
***** FONTE: NAGEH – CQH 35 Manual de Indicadores de Enfermagem - 2ª edição – 2012
66
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Forma de apuração: os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-
sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/Gestor do processo/SCIH, para 
análise e avaliação de melhorias.
A. CRIAÇÃO DE INDICADORES
De acordo com TJTO (2010), os indicadores permitem a ava-
liação do desempenho da organização, segundo três aspectos rele-
vantes: controle, comunicação e melhoria. Para a formulação de 
indicadores, é necessário um conjunto de passos para assegurar os 
princípios	da	qualidade.	Seguem	os	passos	definidos	pelo	TJTO	(2010).
IDENTIFICAÇÃO DO NÍVEL, DIMENSÃO, 
SUBDIMENSÃO E OBJETOS DE MENSURAÇÃO******
• Estabelecimento dos indicadores: É necessário considerar 
alguns componentes e requisitos básicos, para garantir a sua 
operacionalização:
OS COMPONENTES BÁSICOS
• Medida (relação matemática), num determinado momento, gran-
deza	qualitativa	ou	quantitativa	que	permite	classificar	as	carac-
terísticas, resultados e consequências dos produtos, processos 
ou sistemas;
****** FONTE: HAZAN, Claudia; LEITE, Júlio Cesar Sampaio do Prado. Indicado-
res para a Gerência de Requisitos. Anais do WER03 – Workshop em Engenharia de 
Requisitos, Piracicaba-SP, 2003. Disponível em: http://wer.inf.puc-rio.br/WERpapers/
artigos/artigos_WER03/claudia_hazan.pdf 
Tribunal de Justiça do Tocantins – TJTO. Manual para a Construção de indicadores. 2010
67
PICC - Cateter venoso central de inserção periférica
• Fórmula de obtenção do indicador que indica como o valor nu-
mérico (índice) é obtido;
• Índice: valor de um indicador em determinado momento;
• Metas: são os índices atribuídos para os indicadores a serem 
alcançados num determinado período de tempo. São pontos ou 
posições a serem atingidos no futuro.
REQUISITOS BÁSICOS
• Disponibilidade: facilidade de acesso para coleta;
• Simplicidade: facilidade de ser compreendido;
• Estabilidade: permanência no tempo, permitindo a formação de 
série histórica;
• Rastreabilidade:	facilidade	de	identificação	da	origem	dos	da-
dos, seu registro e manutenção;
• Representatividade, confiabilidade e sensibilidade: atender às 
etapas críticas dos processos, ser importante e abrangente.
TEMPO MÉDIO SIMPLES DE CATETER
• Definição: A média é um valor típico ou representativo de um 
conjunto de dados. Como esses valores típicos tendem a se lo-
calizar em um ponto central, dentro de um conjunto de dados 
ordenados segundo suas grandezas, as médias também são de-
nominadas medidas da tendência central. Vários tipos de médias 
podem	ser	definidos,	sendo	as	mais	comuns	a	média	aritmética	
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ou, abreviadamente, a média, a mediana, a moda, a média geomé-
trica e a média harmônica. Cada uma delas apresenta vantagens 
e	desvantagens,	dependendo	dos	dados	e	dos	fins	desejados.
• Sugestão de Fórmula de cálculo:
 · A	fórmula:	{n	+	n	+	n	+	n	+	n}	/	C 
N = nº de dias de cateteres 
C = nº total de cateteres
 · Exemplo: 
{32,	27,	15,	44,	15} 
Média	=	{32	+	27	+	15	+	44	+	15}	/	5 
Média = 133 / 5 = 26,6 
Média = 26,6 em dias
• Forma de apuração: Os dados necessários para a medição deste 
indicador são coletados in loco diariamente pelo Enfermeiro as-
sistencial, compilado e apresentado os resultados mensalmente 
pelo Responsável pelo Time TIV/Gestor do processo, para aná-
lise e avaliação de melhorias.
ÍNDICE DE SATISFAÇÃO DO 
PACIENTE PUNCIONADO
• Definição: Realização de pesquisa de satisfação do paciente pun-
cionado, através de entrevistas, para mensurar o índice de satis-
fação do cliente em relação aos serviços oferecidos;
• Fórmula de cálculo sugerida: (Σ de respostas por grau de satis-
fação	×	escala	de	pesos	(2,	1,	0,	-1,	-2))	/	(Σ total de respostas);
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• Forma de apuração: o cálculo do Índice de Satisfação do pa-
ciente puncionado é feito utilizando a média das respostas obti-
das através das pesquisas, considerando o número de incidência 
de cada grau de satisfação, multiplicando pelo peso respectivo 
e dividindo pelo total de respostas daquele indicador.
 · A escala de pesos varia da seguinte forma: 
Muito Satisfeito:2 
Satisfeito: 1 
Nem Satisfeito/Nem Insatisfeito: 0 
Insatisfeito: - 1 
Muito Insatisfeito: - 2
Obs.:	Podemos	ainda	definir	como	indicadores,	todo	e	
qualquer instrumento de análise pertinente e relevante para 
instituição. Ex; Posicionamento de ponta de Cateter, Trombose, 
Assertividade, tempo solicitação/entrega de linha, e outros.
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da Prática da Anestesia Local pelo Enfermeiro da Inserção do PICC. Parecer n° 
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