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INTENSIVÃO 2013 - MEDICINA PREVENTIVA
PARTE 1
MEDIDAS DE SAÚDE COLETIVA/ DECLARAÇÃO DE ÓBITO ................................... 3
PARTE li
ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS/ TESTES DIAGNÓSTICOS .................................... 11
PARTE Ili
VIGILÂNCIA DA SAÚDE/ PROCESSO EPIDÊMICO/ SAÚDE DO TRABALHADOR. 17
PARTE IV
' ' SISTEMA UNICO DE SAUDE ...................................................................................... 23
EDITOR
CASSIO ENGEL
COEDIÇÃO E ORGANIZAÇÃO
MÁRCIO ROCHA
ROGÉRIO PAIVA
ANTONIO PAULO
MARCELLO NtCOLICH
KAREN PANISSET
FLÁVIA NARDES
- , ,
COAUTORIA E SUPERVISAO DE CONTEUDO DIDATICO
MÁRCIO ROCHA
MARCELLO N ICOLICH
•
TRATA A PRESENTE COLEÇÃO DE OBRA DERIVADA COLETIVA DE COLABO- - , ARTE FINAL/ PRO DUÇAO GRAFICA: CAUZZI - , -RAÇAO. E PROIBIDA A REPRODUÇAO TOTAL OU PARCIAL, POR QUALQUER
' ,,, ,
MEIO OU PROCESSO, INCLUSIVE QUANTO AS CARACTERISTICAS GRAFICAS
E / OU EDITORIAIS. A VIOLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS CONSTITUI CRIME
(CÓDIGO PENAL ART. 1 84 E §§, E LEI 6.895/ 80} , SU.JEITANDO-SE À
BUSCA E APREENSÃO E INDENIZAÇÕES NA FORMA LEGAL (LEI 9.61 0 / 98).
- I IMPRESSAO: ZIT GRAFICA E EDITORA
COPYRIGHT © 2013 BY MEDERI EDITORA
DE ES P EC IALI DADES MÉDICAS LTDA.
PARTE 1
-, - ,
MEDIDAS DE SAUDE COLETIVA / DECLARAÇAD DE DBITD
"O mundo vem enfrentando um envelhecimento
progressivo de sua população. Em 1950,
havia 214 milhões de pessoas com 60 anos
ou mais e as estimativas indicam que serão
1 bilhão em 2025.
O Brasil, a exemplo de outros países, enfrenta
o mesmo fenômeno. A população brasileira
envelhece rapidamente. Projeções indicam
que em 2025 o Brasil terá cerca de 34 milhões
de pessoas acima de 60 anos, 1 Oo/o da
população, sendo o país com a sexta maior
população de idosos em todo o mundo.
A esperança de vida ao nascer do brasileiro
atingiu 73,4 anos em 201 O. Trata-se de um
ganho de três anos em relação a 2000.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística), que elaborou a Tábua
de Vida, o país foi beneficiado pelo declínio da
mortalidade infantil. No Brasil, entre 2000 e
201 O, essa taxa caiu de 24, 7 para 16 por mil
nascidos vivos.
De acordo com o instituto, houve relativa
melhora no acesso da população aos
serviços de saúde, além de campanhas de
vacinação, aumento de pré-natais, alta na
escolaridade e no saneamento e a mudança
dos indivíduos em relação a enfermidades.
Os números apresentados tornam-se ainda mais
expressivos quando tomamos consciência da
relação diretamente proporcional que a doença
de Alzheimer mantém com o aumento da idade.
4
Esses dados são úteis para demonstrar a
importância da doença de Alzheimer no nosso
meio, alertando os planejadores de saúde.
Para os epidemiologistas esta situação
espelha um verdadeiro desafio: há uma
erdadeira epidemia de demência emergindo;
a carga que os serviços de saúde pública
suportam atualmente já é grande; 70 a 80o/o
dos pacientes demenciados vivem em seus
omicílios; e a doença de Alzheimer, causa
mais comum de demência, é uma doença
incurável, de causa desconhecida, cuja
prevalência e incidência aumentam
dramaticamente com a idade.
No Brasil não há dados objetivos com
respeito à doença de Alzheimer, porém é
possível, com base em alguns índices,
estimarmos a sua frequência em nosso meio:
a taxa estimada de incidência para a doença
e Alzheimer aos 60 anos é de cerca de 1 Oo/o.
taxa dobra a cada 5 anos e ao redor dos
85 anos é nove vezes maior que aos 69 anos
de idade. As taxas de prevalência apresentam
aumento geométrico a partir dos 60 anos de
idade, ultrapassando de 50o/o aos 95 anos.
Utilizando esses dados de outros países, com
base nas estatísticas populacionais brasileiras
o último censo (IBGE- 201 O), estima-se a
prevalência da doença de Alzheimer em nosso
meio em 1 milhão e 200 mil de pacientes, com
a incidência de 100 mil novos casos por ano."
Fonte: www.alzheimermed.com.br
M EDGRUPO - R ES IOtN CIA M ÉDICA 20 1 3
1 - Julgue os itens e assinale o incorreto.
a) prevalência de uma determinada doença é
a expressão do número de casos novos e
antigos da mesma.
b) a incidência depende do número de casos
novos de uma doença.
c) a prevalência de uma doença varia propor-
cionalmente com o produto da incidência pela
duração da doença.
d) a não instituição de tratamento em doen-
ças curáveis pode provocar aumento da pre-
valência.
e) a melhoria das possibilidades diagnósticas
está relacionada à diminuição da prevalência.
2 - Uma determinada doença possui inci-
dência de 1 O casos novos por 10.000 habi-
tantes e prevalência de 6 casos por 1.000
habitantes. Qual é a duração desta doença
em anos?
a) 24 anos.
b) 12 anos.
c) 1 O anos.
d) 6 anos.
e) 3 anos.
PARA LER EM CASA!
Considerando as principais medidas de
morbidade utilizadas em Epidemiologia,
assinale a alternativa INCORRETA:
a) a incidência somente considera os casos
novos identificados numa população e em
determinado período.
b) a densidade incidência é uma maneira
mais intensa de avaliar o risco, pois tam-
bém leva em consideração o tempo que as
pessoas ficaram expostas.
c) os coeficientes de prevalência são valio-
sos para o planejamento do setor saúde em
função dos números existentes na comuni-
dade.
d) para a identificação dos fatores de risco
de doenças, as medidas de incidência são
mais utilizadas.
-INTENSIVAO PREVENTIVA 5
e) a prevalência lápsica ou pontual é medida
em um ponto definido do tempo, seja dia,
A
semana, mes, ano.
Comentário
Vamos às alternativas:
Letra A: correta, pois a incidência só leva
em consideração os casos novos.
Letra B: correta, pois densidade incidência é
uma outra maneira de utilizarmos o conceito
de incidência. Aqui o denominador não são
as pessoas em risco por um período especí-
fico de tempo, e sim as pessoas-tempo em
risco para o evento. É utilizada quando pre-
cisamos medir o número de casos novos
numa população que varia no tempo, por
exemplo, a incidência de infecções hospita-
lares em que o denominador varia de acordo
com as novas internações, altas e óbitos.
Vamos entender com o exemplo:
O estudo ao longo de quatro anos foi rea-
lizado com o objetivo de verificar se as
pessoas iriam desenvolver leucemia após
exposição ao benzeno. Veja a figura:
Pomutnec:eu 2 anos no estudo • dosenvotvou e doença,
Pormanecau 1 ano no estudo e nlo desenvolveu a doença
Permaneceu 3 anos no estudo e desenvolveu • doença
Perma:.oeceu 1 ano no estudo e nlo desenvolveu a doença
t--+-+--t--t Penn;inoeeu 4 a:no5 no estudo • nllo d"envolveu a doença
Cada período entre duas linhas verticais
corresponde a um ano.
Cada linha horizontal representa um indivíduo.
As setas indicam que o paciente adquiriu a
doença, enquanto os traços horizontais indi-
cam que o paciente não adquiriu a doença.
Qual foi a densidade incidência desse estudo?
Densidade incidência é igual ao nº de casos
novos dividido pela soma dos períodos de
tempo em que cada indivíduo permaneceu
no estudo.
O número de casos novos é fácil de encon-
trar. Quantos desenvolveram a doença? Dois
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
indivíduos. Mas como calcular a soma de
tempo em que cada indivíduo permaneceu
no estudo? Fácil! Paciente 1 = 2 anos; pa-
ciente 2 = 1 ano; paciente 3 = 3 anos; pa-
ciente 4 = 1 ano; paciente 5 = 4 anos. Ago-
ra é só somar: 2+ 1 + 3 + 1 + 4 = 11 pessoas
ano.
Então temos: densidade incidência = 2 / 11
= 2 eventos para 11 pessoas ano.
Letra e~ correta, pois medem todos os ca-
sos existentes de um agravo.
Letra D: correta, pois avaliam somente os
casos novos.
Letra E: incorreta, pois prevalência lápsica
ou por período mede a prevalência em um
intervalo de tempo longo. Não concentra a
informação em um único ponto. E lembrar
que a prevalência lápsica ao medir a pre-
valência em um período, leva em conside-
ração todos os casos, incluindo os óbitos,
as curas e a emigração (fatores que são
retirados da prevalênciainstantânea ou
pontual, que é aquela que mede a preva-
lência em um ponto definido do tempo, dia,
semana, ano).
Resposta letra E.
OBJETIVOS
- Entender as diferenças entre Coeficiente e
Índice.
- Diferenciar: Prevalência x Incidência.
- Conhecer os fatores que alteram a Preva-
lência.
- Definir o melhor parâmetro para avaliar do-
ença aguda e doença crônica.
- Diferenciar: Incidência Acumulada x Densi-
dade de Incidência.
3 - O coeficiente geral de mortalidade -
CGM - é um indicador muito empregado
em avaliações de saúde coletiva por sua
simplicidade de cálculo e resultados sim-
ples que refletem a experiência da popula-
-INTENS IVAO PREVENTI VA 6
ção em termos de mortalidade. Sobre o
CGM, pode-se dizer que:
a) o numerador pode estar superestimado em
localidades com maiores facilidades médico-
-hospitalares, que recebem doentes de outras
áreas, se os óbitos forem tabulados segundo
o local de ocorrência.
b) no denominador, o principal fator de erro
reside no fato de que o número de pessoas,
na população que apresenta a doença, é su-
bestimado, pois faltam doentes que nele de-
veriam estar incluídos.
c) permite comparações populacionais fide-
dignas entre vários países, independente da
composição da população por idade, sexo e
outros parâmetros.
d) representa uma média para toda a popula-
ção e, por isto, é suficiente para informar sobre
a situação dos diversos segmentos que a
-compoem.
e) para ser calculado depende somente de
dados fornecidos pelo S 1 M.
" ... A pesquisa enfoca as mudanças nas es-
truturas da mortalidade e de saúde durante
a década de 90 no Brasil, grandes regiões e
unidades da federação, segundo grupos etá-
rios específicos, constitufdos pelas crianças,
adultos-jovens e idosos.
No que diz respeito aos grupos infantis,
enfatiza-se, inicialmente, a sua contribui-
ção relativa nos ganhos da esperança de
vida ao nascer, comparativamente às de-
mais faixas etárias, no período de 1940 a
2000. O quadro delineado ao longo do
estudo aponta os progressos obtidos na
redução da mortalidade infantil no País,
particularmente a partir de meados da dé-
cada de 70, decorrentes de intervenções
governamentais no âmbito das políticas
públicas. É dada ênfase ao período 1990/
2000 em razão dos compromissos assumi-
dos pelo Brasil durante a Cúpula Mundial
pela Infância, que previa decréscimos da
M EDGRUPO - R ES IO t N C IA M É DICA 20 1 3
mortalidade infantil , em cerca de um terço,
até o final daquela década.
Em relação aos jovens-adultos, observou-
-se que uma proporção importante deste
segmento populacional , do sexo masculino,
morre por causas externas/violentas, par-
ticularmente aqueles que compõem a faixa
etária entre 15 e 39 anos de idade. Essas
mortes precoces ampliam o número de
anos de vida perdidos, com repercussões
na redução da esperança de vida ao nascer
masculina. Tal fenômeno é mais frequente
nas regiões Sudeste e Nordeste e, entre as
unidades da federação analisadas, no Dis-
trito Federal, Rio de Janeiro, Pernambuco e
São Paulo.
Finalmente, na análise realizada em relação
aos idosos, chamou-se a atenção sobre a
importância, tanto absoluta quanto relativa,
que este grupo vem adquirindo dentro da
nova estrutura demográfica brasileira. Além
disso, a sua esperança de vida também
vem aumentando. São destacadas as cau-
sas circulatórias como as principais res-
ponsáveis pela morte na faixa etária
idosa. Destacou-se, ainda, a necessidade
de políticas públicas de qualidade, nas áre-
as de saúde e outras do contexto social ,
como elementos fundamentais para tornar
mais saudável essa sobrevida que vem
sendo obtida."
Fonte: OPAS - Organização Pan-America-
na de Saúde.
PARA LER EM CASA!
Observe os dados abaixo:
Indicadores de mortalidade dos Municípios A
e B durante o ano de 2000.
Coeficiente de mortalidade geral
Município A - 8,56/1000
Município B - 6 ,56/1000
-INTEN S IVAO P R E V E N T I V A
Coeficiente de mortalidade geral padro-
nizado por idade (método direto)
Município A - 5,45/1000
Município B - 7,113/1000
Razão de mortalidade padronizada (SMR)
do Município Bem relação ao Município
A - 1,57
Assinalando estes dados é correto afirmar:
a) a mortalidade no município B é menor do
que a do município A e isto indica que o
município B apresenta melhores condições
de saúde do que o município A.
b) a mortalidade padronizada por idade no
município B é maior do que no município A
e isto indica o município A possui uma po-
pulação mais jovem.
c) a mortalidade padronizada por idade no
município B é maior do que no município
A isto indica o município B possui melhores
condições de saúde do que o município A.
d) o município B apresentaria 57º/o mais
óbitos do que seria esperado se a força da
mortalidade neste município fosse a mesma
do que o município A.
e) o município A apresenta 570 óbitos a
menos do que o município B.
Comentário:
Letra A: se a população A apresentar maior
número de idosos, tem uma probabilidade
maior de ocorrer óbitos do que a população
B com proporção menor de idosos. Com isso,
o coeficiente de mortalidade geral será maior
na população A do que na B. E desta manei-
ra poderíamos afirmar que a população A
tem um sistema de saúde ou social pior do
que a B? Claro que não, pelo contrário, pois
são os idosos de uma população quem deve
morrer. Portanto, alternativa incorreta;
1 Letra B: primeiramente, o que é mortalida-
de padronizada? Serve para realizar a com-
paração entre coeficientes gerais, neutraliza
a influência devida à composição etária, se
esse for o fator de perturbação, por exem-
plo. Os coeficientes observados em todas as
populações para serem comparados, são
aplicados a uma mesma população padrão.
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M EDGRUPO - R ES IOtN CIA M ÉDICA 20 1 3
Agora sim posso comparar os coeficientes
gerais. Ainda não entendi???? Veja o exem-
plo abaixo:
Os coeficientes, por faixa etária, realmen-
te observados em todas as diferentes
populações a serem comparados são apli-
cados a uma mesma população padrão de
composição etária convencionada. A par-
tir daí é calculado o número total de óbitos
que ocorrem nessa população padrão.
Finalmente, é calculado o coeficiente pa-
dronizado, dividindo-se o número total de
óbitos esperados naquela região pela po-
pulação padrão. Veja o exemplo abaixo:
Vamos pegar a população mundial como
população padrão. No ano de 2000 a popu-
lação mundial era de 3.045.370.000.
Na África, o coeficiente de mortalidade geral
em 2000 foi de 16,5 por 1.000 habitantes,
já na Europa de 11 , 1 por 1.000 habitantes.
Com esses dados, você pergunta: então são
próximos? Claro que não podemos afirmar
isso, pois na Europa tem que morrer mais
indivíduos, pois tem a população mais velha,
e não é isso que está ocorrendo. Então para
podermos comparar vamos colocar os dois
padronizados:
Europa= 23.945.1213 (óbitos na Europa em
2000) / 3.045.370.000 (população mundial)
= 7,9 por 1.000 habitantes.
África = 59.946.337 (óbitos na África em
2000) / 3.045.370.000 (população mundial)
= 19, 7 por 1.000 habitantes.
Essa é a verdadeira realidade, pois ambos
foram expostos a uma população padrão.
Como estamos reparando, apesar de ser
uma população mais velha, morre muito
menos indivíduos. Portanto, tem um siste-
ma de saúde muito melhor.
Voltando à alternativa: não necessariamente,
pois pode indicar que a população A tem um
sistema de saúde/social melhor do que B.
Alternativa incorreta.
Letra C: incorreta, pois pode indicar uma
população mais velha.
Letra D: correta, pois a razão de mortalidade
padronizada foi de 1,57, ou seja, 57o/o a mais.
-INTENSIVAO PREVENTIVA
Letra E: incorreta, pois o que ocorre é que
o município A possui 57o/o a menos de óbi-
to se tivesse a mesma força de mortalidade
do município B.
Resposta letra D.
OBS: Na verdade o exemplo colocado na
questão foi o coeficiente padronizado le-
vando em consideração todas as idades,
e já mostramos o exemplo já chegando nos
"final mentes", mas parafins de compara-
ção deve se seguir da seguinte maneira:
em primeiro lugar se seleciona a população
padrão. Como população padrão pode-se
utilizar a soma das populações estudadas,
somente uma delas ou uma terceira outra
população. Em seguida, as taxas de mor-
talidade específicas por idade das popula-
ções estudadas são aplicadas nos grupos
etários respectivos da população padrão,
ou seja, multiplica-se cada taxa específica
pelo número de pessoas no grupo etário
da população padrão. Calcula-se assim, o
número de óbitos esperados em cada gru-
po etário. A soma desses óbitos represen-
ta o número total de óbitos esperados nas
populações estudadas se elas tivessem a
distribuição etária padrão. Esta soma cons-
titui o numerador do coeficiente padroni-
zado. Este numerador dividido pelo total
da população padrão (geralmente multipli-
cado por 1.000) nos dá o coeficiente de
mortalidade padronizado por idade.
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4 - Sobre a tendência de queda da mortali-
dade infantil no país nos últimos vinte
anos, podemos afirmar:
a) Quando há redução da mortalidade infantil ,
a mortalidade pós-neonatal tende a cair mais
rapidamente que a mortalidade neonatal.
b) De todas as causas de morte, a diarreia foi
a única que não apresentou declínio.
e) O declínio foi observado em todas as regi-
ões, exceto na Região Norte, onde as condi-
ções predisponentes permanecem imutáveis.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
d) As maiores causas de mortalidade infantil
são, por ordem decrescente, a diarreia, as
infecções respiratórias e as malformações.
e) Apesar da redução observada, houve uma
diminuição das campanhas de vacinação,
incentivo ao aleitamento e melhorias no sa-
neamento básico.
5 - O coeficiente de mortalidade infantil
(CMI) é expresso pela razão entre o nú-
mero de óbitos de menores de um ano e
o número de nascidos vivos no mesmo
período. Sobre esse indicador, é INCOR-
RETO afirmar que:
a) Expressa o risco de uma criança morrer no
seu primeiro ano de vida.
b) O CMI neonatal compõe a maior parte do
CM 1 em regiões subdesenvolvidas.
c) O CMI neonatal tem diminuído, mas ainda
está elevado.
d) O CM 1 pós-neonatal tem também como
denominador o número de nascidos vivos no
mesmo período e local.
e) O CMI neonatal não inclui os natimortos.
SAÚDE DA MULHER
Vigilância da Mortalidade Materna
De acordo com os padrões propostos pela
Organização Mundial da Saúde, a Morte Ma-
terna abrange todas as mulheres que morrem
em decorrência de complicações decorrentes
diretamente da gravidez (eclâmpsia- hemor-
ragia gestacional - complicações de aborto
- infecção puerperal - entre outras), de com-
plicações de alguma doença preexistente
(cardiopatias- diabetes- hipertensão arterial
crônica - entre outras) ou de alguma doença
que se instala durante a gestação ou puerpé-
rio e é agravada pelos efeitos fisiológicos da
gravidez (broncopneumonias - pielonefrites
- entre outras).
A morte de mulheres por complicações na
gestação, aborto, parto e puerpério, é evitável
-INTENS IVAO PREVENTI VA
e passível de prevenção em 90o/o das vezes,
através de medidas eficientes de assistência
à saúde, desde o planejamento familiar até
os cuidados pós-parto, passando por todo o
processo gestacional. Portanto, é considerada
uma das mais graves violações dos direitos
humanos dessas mulheres.
Várias políticas públicas de saúde têm sido
propostas para a redução da morte materna
no Brasil e no mundo. Em 1987, a Conferência
Internacional sobre Maternidade Segura rea-
lizada em Nairobi, no Quênia, iniciou uma
discussão de proporções internacionais sobre
a problemática da morte materna. Em 1990,
a UNICEF retomou essa discussão, durante
a Conferência da Infância. Nesse momento,
o Brasil foi signatário, junto com países de
todo o mundo, da Declaração e Plano de Ação
para a Redução em 50°/o de suas taxas de
mortalidade materna. Em 1994, na Conferên-
cia Internacional sobre população e Desen-
volvimento, ocorrida no Cairo e em 1995, na
4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em
Beijing, China, novamente essa meta foi en-
fatizada [UNICEF/ OMS /FNUAP, 1997].
Na avaliação da magnitude do problema
utiliza-se um indicador denominado Razão
de Morte Materna (RMM), sendo considerado
um dos mais importantes indicadores das
condições de vida de uma população e da
qualidade de assistência que lhe é prestada.
A OMS considera aceitável uma RMM de
até 20/100000 nascidos vivos (NV). O
Canadá, os Estados Unidos, a Austrália e
os países nórdicos têm RMM abaixo de
20/100000 NV, enquanto a América Latina
tem uma RMM estimada de até 190/100000
NV. Na região central da África esses valores
ultrapassam 1000/100000 NV.
No Brasil, a RMM Oficial é de 68/100000 NV,
apresentando diferenças importantes entre as
várias regiões. Porém, a RMM Real do nosso
país é desconhecida. O Brasil não possui um
sistema nacional de investigação de casos de
morte materna, lançando mão da aplicação
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M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
de um fator de correção sobre as mortes ma-
ternas declaradas para se obter um valor
aproximado da situação real. Em trabalho
abrangendo 15 municípios da Região Norte,
realizado em 2000, a ProF. D,.a. Ana Cristina
Tanaka conclui que regiões menos desenvol-
vidas apresentam maiores RMM, confirman-
do que este é, de fato, um indicador da desi-
gualdade social do país como também da
iniquidade da assistência recebida pelas
mulheres.
O Comitê de Mortalidade Materna do Municí-
pio de São Paulo vem pesquisando a situação
da cidade há mais de 1 O anos, constatando
que são as mulheres pobres, moradoras da
periferia, com baixa escolaridade e com aces-
so restrito a serviços de saúde de qualidade
as mais vulneráveis.
O Brasil só poderá reduzir em 75°/o a mortali-
dade materna até 2015, como prevê a Orga-
nização das Nações Unidas (ONU) nos Obje-
tivos do Milênio, caso enfrente o problema em
todas as suas dimensões, inclusive as relacio-
nadas ao direito sexual e reprodutivo. Houve
avanços significativos no país desde a criação,
em 2004, do Pacto pela Redução da Morta-
lidade Materna e Neonatal, que envolve go-
vernos e sociedade civil. Entre esses avanços
a ONU citou a criação de mecanismos para
prevenção, como os Comitês de Mortes Ma-
ternas, as políticas de humanização do parto
e a obtenção de dados mais precisos sobre as
causas dos óbitos maternos.
Em 2006, com o lançamento do Pacto pela
Saúde, a melhoria da saúde materna e are-
dução da mortalidade infantil foram reafirma-
das como ações prioritárias no Pacto pela
Vida, implicando a obrigatoriedade da inclu-
são dessas ações nos Planos Estaduais e
Municipais de Saúde, por meio da formaliza-
ção do compromisso dos gestores com o al-
cance de metas pactuadas de modo tripartite
nos Termos de Compromisso de Gestão as-
sinados por estados e municípios.
De 1990 a 201 O, o indicador de mortalidade
INTENS IVÁD PREVENTI VA 1 o
materna no país passou de 141 para 68
óbitos para cada 100 mil nascidos vivos.
Também durante o período, houve redução
em todas as causas diretas de mortalidade
materna: hipertensão arterial (66, 1 º/o), he-
morragia (69,2°/o ), infecções pós-parto
(60,3°/o), aborto (81,9o/o), e doenças do
aparelho circulatório complicadas pela gra-
videz, pelo parto ou pelo pós-parto (42,?o/o).
Desde 2008, o governo realiza uma espécie
de gerenciamento das investigações de mor-
tes de mulheres em idade fértil (entre 1 O e 49
anos). Os casos são analisados por equipes
de vigilância dos estados e municípios, e as
informações são repassadas ao ministério.
O objetivo é avaliar as causas e as circuns-
tâncias da morte e verificar se os casos foram
provocados por complicações gestacionais.
Um relatório da Organização Mundial da
Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef), o
Fundo de População das Nações Unidas e
o Banco Mundial da Organização das Na-
ções Unidas, aponta uma queda de 51 º/o no
número de mortes maternas no Brasilentre
1990 e 2010.
Fontes: http://www.prefeitura.sp.gov. br;
http://www.redesaude.org.br; http://www.
agenciabrasil. gov. br
6 - A mortalidade materna está relacionada
à inadequação dos serviços de saúde para
gestantes, à falta de planejamento familiar
e à pobreza a que estão submetidos impor-
tantes contingentes de mulheres. Em rela-
ção à situação no Brasil, considera-se que:
a) os óbitos maternos devem ser notificados
e registrados através de via específica no Sl-
NAN.
b) a variável sobre óbito materno não faz par-
te da declaração de óbito, dificultando o regis-
tro dessa causa.
c) a morte materna pode ser evitada em cerca
de 90°/o dos casos, devendo ser registrada na
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
declaração de óbitos de mulheres em idade
fértil.
d) o coeficiente relaciona o número de óbitos
à gestação e ao parto com a população esti-
mada de mulheres com idade entre 15 e 49
anos.
e) para reduzir essas mortes, é estipulado que
um pré-natal adequado deve ter o mínimo de
seis consultas, sendo, preferencialmente, três
no primeiro trimestre, duas no segundo trimes-
tre e uma no terceiro trimestre da gestação.
OBJETIVOS
- Diferenciar o Coeficiente de Mortalidade: Ge-
ral x Específica.
- Sempre identificar a população exposta.
- Saber se o Coeficiente de Mortalidade Geral
-serve para comparaçao.
- Conhecer o Coeficiente de Mortalidade Geral
Padronizada.
- Saber os tipos de Mortalidade Específica:
Idade/ Causa.
- Conhecer o Coeficiente de Mortalidade Ma-
terna: fórmula, fatores relacionados e contex-
to atual.
- Conhecer o Coeficiente de Mortalidade In-
fantil: fórmula, fatores relacionados e con-
texto atual.
- Variantes da Mortalidade Infantil: fórmulas,
fatores relacionados em cada variante e con-
texto atual.
No Brasil , a leishmaniose visceral é uma
doença endêmica, no entanto têm sido
registrados surtos frequentes. Inicialmen-
te, sua ocorrência estava limitada a áreas
rurais e a pequenas localidades urbanas,
mas, hoje, encontra-se em franca expansão
para grandes centros. A LV está distribuída
em 21 unidades da federação, atingindo as
cinco regiões brasileiras. Nos últimos dez
anos, a média anual de casos de LV foi de
3.379 casos e a incidência de 1,9 casos por
100.000 habitantes.
-INTE NS IVAO PREV ENTI VA 11
O Programa de Vigilância e Controle da LV,
no Brasil, tem como principal objetivo a re-
dução do número de casos e de óbitos por
meio do diagnóstico e tratamento precoces.
No entanto, a letalidade aumentou de 3,4°/o,
em 1994, para 5,5°/o, em 2008, o que repre-
sentou um incremento de 61 ,8o/o. A letalidade
média nos últimos 4 anos foi 6,3°/o (Gráfico).
9 • 8
/
7
~ ~
~ CI)
't> 6 - ~ m .
'D 5 :;::;ti I ·--!'li • - --Q> 3 ...J
2
1
o
1994 1~$ 1996 1007 1ooe 199'9 2000 2001 2002 2003 2004
Ano
Figura 1. Letalidade da leishmaniose visceral no Brasil, 1994 a 2004.
A doença é mais frequente em menores de
1 O anos (58°/o) e o sexo masculino é pro-
porcionalmente o mais afetado (61 o/o).
A razão da maior suscetibilidade em crianças
é explicada pelo estado de relativa imaturida-
de imunológica celular, agravado pela des-
nutrição, tão comum nas áreas endêmicas,
além de uma maior exposição ao vetor no
peridomicílio. Por outro lado, o envolvimen-
to do adufto tem repercussão significativa na
epidemiologia da LV, pelas formas frustradas
( oligossintomáticas) ou assintomáticas, além
das formas com expressão clínica.
No Brasil , em função da sua ampla distri-
buição geográfica, a LV apresenta aspec-
tos geográficos, climáticos e sociais dife-
renciados, envolvendo as regiões Norte,
Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul.
Na década de 90, aproximadamente 90°/o dos
casos notificados de LV ocorreram na região
Nordeste. Na medida em que a doença ex-
pandiu para as outras regiões, essa situação
vem se modificando e, recentemente, a região
Nordeste representa 48o/o dos casos do país.
Fonte: MINISTÉRIO DA SAÚDE - Guia da
Vigilância Epidemiológica - 7ª edição - Bra-
sília - DF 201 O.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
- Em uma determinada localidade, em um
determinado ano, foram observados 120
óbitos por AIDS e 120 óbitos por meningite
em um total de 5000 óbitos. Assim, é COR-
RETO afirmar que:
a) a AIDS e a meningite apresentam a mesma
letalidade.
b) as taxas de mortalidade são iguais para as
duas doenças.
c) a incidência de AIDS é seguramente maior
do que a da meningite.
d) a prevalência das duas doenças é igual.
e) a taxa de incidência das duas doenças é
igual.
8 - Para uma doença grave, que apresenta
curta duração e letalidade alta:
a) o coeficiente de mortalidade tende a ser mui-
to mais alto do que o coeficiente de incidência.
b) o coeficiente de incidência será muito mais
elevado do que as taxas de mortalidade.
c) os coeficientes de incidência e de mortalida-
de tendem a ser semelhantes.
d) o coeficiente de incidência não guarda
relação com o coeficiente de mortalidade.
e) a prevalência tenderá a ser maior do que o
coeficiente de incidência.
OBJETIVOS
- Conhecer a fórmula da Letalidade.
- Entender a função da Letalidade.
- Saber quanto a Letalidade pode variar.
- Lembrar que as doenças não possuem leta-
lidade fixa.
"Em todas as regiões brasileiras observa-se
significativo deslocamento da mortalidade
proporcional para faixas etárias maiores,
como resultado da redução da mortalidade
infantil e do aumento da expectativa de
vida. Essa transição está mais adiantada na
Região Sul, e incipiente na Região Norte,
seguida da Região Nordeste."
-INTE NS IVAO PREV ENTI VA 12
• As bases de dados nacionais sobre
mortalidade apresentam cobertura
insatisfatória em muitas áreas do país,
especialmente nas regiões Norte e
Nordeste.
•A subenumeração de óbitos pode estar
desigualmente distribuída entre as diver-
sas faixas etárias, resultando distorções
na proporcionalidade dos óbitos informa-
dos. Nas faixas etárias extremas (crianças
e idosos), a subenumeração é geralmen-
te mais elevada.
• O aumento percentual de óbitos em
uma ou mais faixas etárias pode dever-
se, apenas, à redução da frequência em
outras faixas.
Fonte: www.ripsa.org.br / Ministério da Saúde:
Sistema de Informações sobre Mortalidade
(SIM).
9 - Sobre as curvas de mortalidade propor-
cional, assinale a alternativa correta:
a) As curvas do tipo 1, em forma de N, são tí-
picas de regiões desenvolvidas, com maior
frequência de agravos fatais relacionados a
faixa estaria pediátrica.
b)As curvas do tipo li, em forma de L, refletem
nível de saúde baixo, com a maior frequência
de óbitos ocorrendo nos idosos.
c) As curvas do tipo IV, em forma de J, carac-
terizam regiões subdesenvolvidas, em que os
óbitos ocorrem fundamentalmente nas faixas
etárias produtivas.
d)As curvas do tipo Ili, em forma de U, indicam
o melhor nível de saúde, com baixa proporção
de óbitos nos grupos infantil, pré-escolar e
•
Jovem.
e) As curvas do tipo IV, em forma de J, indi-
cam o melhor nível de saúde, com predomí-
nio quase absoluto de óbitos de pessoas
idosas.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
10-0 quadro atual da mortalidade no Brasil,
na faixa etária de 1 aos 4 anos de idade, de-
monstra que as causas externas ocupam o:
a) 1° lugar. d) 4° lugar.
b) 2° lugar. e) 5° lugar.
c) 3° lugar.
11 - A principal causa de mortalidade de
mulheres, de todas as idades, no Brasil, é:
a) câncer de mama.
b) câncer do colo de útero.
c) doença cerebrovascular.
d) câncer de pulmão.
e) acidentes de transporte
PARA LER EM CASA!
Sobre a mortalidade por causas externas
no Brasil, marque a alternativa incorreta:
a) Entre 1990 e 2004, a taxa de mortalidade
por causas externas aumentou em todas as
regiões, exceto na Região Sudeste.
b) A taxa de mortalidade por causas externas
evidência uma acentuada e generalizada
sobremortalidade masculina.
c) Segundo os últimos dados do Ministério
da Saúde, os homicídios ocupam o primeiro
lugar nas regiões Norte,Nordeste e Sudes-
te; no Sul predominam os acidentes de
transporte e na Região Centro-Oeste, o
número de homicídios e de acidentes de
transporte são equivalentes.
d) As mortes devido a causas externas são
mais frequentes na população na faixa etá-
ria de 20 a 29 anos.
e) Levando em consideração toda popula-
ção brasileira, as mortes por causas exter-
nas constituem hoje a segunda principal
causa de morte.
Comentário
Questão sem problemas e conceituai, a
única alternativa incorreta é a letra E, pois
as causas externas constituem hoje, a
INT ENSIVÁD PREVENTI VA 13
TERCEIRA principal causa de óbito. A
principal causa de óbito são as doenças
do aparelho circulatório e em segundo
lugar as neoplasias.
j2 - No Brasil, a principal causa de interna-
ção entre indivíduos do sexo masculino é
de natureza:
a) circulatória
b) respiratória
c) infecciosa
d) genitourinária
e) neurológica.
~ 3 - Considere as assertivas abaixo sobre
saúde maternoinfantil no Brasil:
1 - Diarreia é a principal causa da mortalidade
infantil.
11 - As mortes no período neonatal (do nasci-
mento até 27 dias de vida completos) supe-
ram as do período pós-neonatal (entre 28 e
364 dias de vida completos).
Ili -A mortalidade materna por causas diretas
é menor do que a determinada por causas
indiretas.
Quais são CORRETAS?
a) apenas 1.
b) apenas li.
c) apenas Ili.
d) apenas li e Ili.
e) 1, li e Ili.
~ 4 - O processo de transição vivenciado
pela população brasileira, de jovem para
estacionária, deve-se:
a) ao aumento da fecundidade e da mortalidade.
b) a queda da natalidade e ao aumento da
mortalidade.
c) a queda da fecundidade e da mortalidade.
d) a queda da fecundidade e ao aumento da
natalidade.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
e) ao aumento da natalidade e a queda de
mortalidade.
:15 - Sobre a transição epidemiológica que
o Brasil vem sofrendo nas últimas décadas,
marque a alternativa correta:
a) Está ocorrendo o recrudescimento de do-
enças infecto parasitárias, como malária, có-
lera e dengue.
b) Os óbitos por causas externas vêm dimi-
nuindo na última década.
c) Graças a campanhas do Governo, as do-
enças não transmissíveis vêm em declínio.
d) Está ocorrendo o aumento das doenças
transmissíveis.
e) Temos o aumento importante das doenças
crônico degenerativas.
:16 - Dentre os grandes grupos de causas
de mortalidade, o que responde pelo maior
número de anos potenciais de vida perdi-
dos é o seguinte:
a) neoplasias.
b) doenças infecciosas e parasitárias.
c) causas externas.
d) doenças cardiovasculares.
e) doenças crônicas não infecciosas.
OBJETIVOS
- Conceituar os Índices de Mortalidades
(Mortalidade Proporcional): Causas / Idade.
- Relembrar os Índices de Mortalidade por
Idade: Infantil I Swaroop-Uemura
- Índice de mortalidade Infantil no Brasil: em
que época os menores de 1 ano morrem mais?
- O ISU como indicador socioeconômico -
Como está o ISU no Brasil?
- Curva de Nelson-Moraes - reconhecer os
quatro tipos e a fórmula.
- Curva de Nelson-Moraes - em qual curva o
Brasil se encontra?
INTENS IVÁD PREVENTI VA 14
- Índice de Mortalidade por Causa: conhecer
as causas de morte em cada faixa etária no
Brasil.
- Saber os principais dados do Brasil:
demográficos I morbidade I mortalidade.
PRECISÃO NAS DECLARAÇÕES DA
CAUSA BÁSICA
Ainda que a partir de 1948 fosse definida qual
a causa a ser utilizada para as tabulações de
mortalidade e qual a maneira de registrá-la
no atestado, vários estudos têm demonstra-
do que as estatísticas de mortalidade por
causa não são ainda inteiramente corretas.
Está muito claro que o erro na declaração da
causa básica é devido, principalmente, a não
ter havido, em muitos locais, suficientes pro-
gramas de esclarecimento, junto aos médicos,
sobre o preenchimento correto do atestado de
óbito. O mesmo pode ser dito quanto ao en-
sino deste assunto nas escolas médicas.
Não é raro, também, ocorrerem erros na de-
claração das causas de morte quando uma
causa materna atua como causa básica de
uma morte perinatal e o médico não informa
essa causa, mas tão somente a complicação.
Como exemplo, suponha-se um caso de
desprendimento prematuro de placenta com
intensa hemorragia e choque da mãe, sendo
que a criança nasceu com anoxia intensa,
vindo a falecer uma hora depois. Nesse caso,
em último lugar no atestado de óbito da crian-
ça, deve-se informar o desprendimento pre-
maturo de placenta e, na linha de cima, a
anoxia. É muito frequente os médicos infor-
marem apenas a anoxia, deixando de regis-
trar, no devido lugar, a causa básica.
Milanesi e Laurenti estudaram uma amostra
de óbitos do Distrito de São Paulo. Entre
outros aspectos analisaram qual a propor-
ção daqueles considerados corretos, sendo
que correto foi definido como o atestado que
mencionasse a causa básica, mesmo tendo
sido escrita fora do lugar apropriado, inclu-
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
sive na Parte 2. A causa básica era conhe-
cida através de informações adicionais, tais
como entrevistas aos médicos que cuidavam
do falecido, consulta ao prontuário dos hos-
pitais, laudos de autópsias e outros. Os
autores verificaram que apenas 67,6o/o dos
atestados foram preenchidos corretamente,
sendo que grande parte dos considerados
incorretos deveu-se ao fato de que os mé-
dicos não souberam preenchê-los.
Algumas investigações realizadas no Brasil,
sobre aspectos da mortalidade em adultos,
em crianças, bem como estudo de causas
múltiplas de morte, proporcionaram uma
avaliação da qualidade das informações
referentes à causa básica registrada pelos
médicos, nos atestados de óbito. Assim, nas
declarações de óbito de adultos no período
1962/64, em São Paulo, como causa básica,
a tuberculose (todas as formas) deveria ser
declarada 16°/o a mais; o câncer no esôfago,
42°/o; o câncer no estômago, 1°/o; a doença
aterosclerótica do coração, Bo/o.
Por outro lado, algumas causas foram de-
claradas como básicas maior número de
vezes que deveriam ser; pois o estudo mos-
trou que, na realidade, mesmo existindo, no
caso daquelas mortes, elas não tinham sido,
a rigor, a sua causa básica. É o caso muito
frequente das Pneumonias que deveriam ter
sido declaradas 36°/o a menos.
A existência desses erros, entre nós, justifi-
ca plenamente os esforços no sentido de
educar ou treinar os alunos de medicina,
bem como os médicos, sobre a maneira
correta de preencher os atestados de óbito
e esclarecer o que essas informações repre-
sentam para a saúde pública.
Fonte: http://gamba.epm.br/publatestadol
precisao.htm
17 - Um óbito ocorreu em uma pequena
cidade no interior da Floresta Amazônica.
Nesta cidade, só há um médico, e ele se
INTENS IVÁD PREVENTI VA 15
encontrava distante da cidade no momen-
to do óbito. A família pretende sepultar o
paciente o mais rápido possível, e não quer
esperar o médico voltar. Como orientar a
família neste caso?
a) temos, obrigatoriamente, que esperar o
retorno do médico para preencher a declara-
ção de óbito.
b) nesse caso a lei permite o sepultamento
sem declaração de óbito.
c) o Juiz da cidade, como maior autoridade
local, pode emitir a declaração de óbito, desde
que verifique a morte.
d) a declaração do óbito pode ser feita em
Cartório, por duas pessoas que tenham veri-
ficado a morte.
e) a autoridade religiosa pode emitir a de-
claração de óbito, desde que verifique a
morte.
18 - Em relação à declaração de óbito julgue
os itens e assinale o incorreto.
a) na declaração de óbito, o campo diagnós-
tico confirmado por refere-se à causa básica
do óbito que deve ser registrada em último
lugar no que se trata a causa do óbito.
b) tradicionalmente as estatísticas de morta-
lidade são produzidas atribuindo-se à morte
uma só causa. Esta, chamada causa básica,
é definida como a doença que iniciou a su-
cessão de eventos que levaram à morte. Daí
a importância do preenchimento correto da
declaração de óbito.
c) no exemplo: paciente queapresentou per-
furação intestinal após acidente com arma de
fogo e faleceu em consequência de peritonite,
a causa básica do óbito é a peritonite e, por-
tanto, será declarada em último lugar no item
causa do óbito do atestado de óbito.
d) não é o documento definitivo da morte, que
permite o sepultamento do falecido em cemi-
térios oficiais.
e) em caso de morte natural, a cremação de
cadáver só poderá ser realizada se a declara-
ção de óbito for assinada por dois médicos.
M EOGRU P O - R ESID Ê NCIA M ÉDICA 20 1 3 -INTENSIVAO PREVENTIVA 16
19 - Preencha a declaração de óbito da seguinte situação clínica:
Diabético é internado mi CAUSAS OA MORTE ANOTE SOMEHTE U\I OIA.CH0111CO POA UHHA lempo º '110.lmDOO
PARTE I nnnoWdodn CIO
~···""°"· por fratura transtrocan- Ooonça ou osUldo môfbtcto QUO c::ousou dirotamonio ~ 31 1 1 1 """'º
teriana após queda em CAUSAS AHTECEOENTES Oe'1do oo como coosoQ':Mlno..a da ;
úlados m6rbk:loJ. so exbl.1cm, qu.o orcdu,~m a b
1 1 casa. Submetido a ci-
~ CM::inlll t lll'Of1bOOJa, mo~tMtt om tflimo
llgilractA-.s~ Oc'Yldo ou corr.o eio.tsoqOOl'lCltl do :
rurgia corretiva imedia- cl
ls:ovido o-.i ÇOmO ÇOO$eq{Wnc;la d o ;
1 1 1
tamente. Evoluiu com d
1 1 1
TEP e i n s ufi ciência
respiratória que culmi- fc:mpo 8PfOJÓn'.a-do onlro o Dôo da CI> PARTE li
1
doonço o a mor.o
1 nou em parada cardior- Otilr.l.S Coodiçõol ~~tiva~ QUO c;on:tibufiHn 1 1 l»!'D n ma.1 .. o qJe n.'IO et\Crnm.m. P016m1 n:.
respiratória após 5 dias --
1 1
da cirurgia.
Quem deve preencher a declaração de óbito da situação acima? ,_ __________ __.
20 - Preencha a declaração de óbito da seguinte situação clínica:
Criança de 11 anos, mi CAUSAS OA MORTE .AAtOlf IOU(MTI. U\I Ol4CN0111COl'OA tJN'wA
Totnp<> OPtOK.lflôdO
PARTE I tntt•olnrdodD Cl!l
• I
doitrte:ll • tt morit
1 desnutrida, otite
Ooo~ OU Cll\000 mOll>t<IO QUO ClllUIOU dWWMnonkt ;a
1 1 com -·· CAUSAS ANTECEDENTES Oo\1d.o ou'°'"° comoq:Jtno..- do
média aguda desen- Etll'dol ~os. so oxll\-.fom, quo otodutirJm o b
1 1 couu oelm.1 raolsttMO.. rn~""° om Utlmo
volve meningoencefa- tJo..'' a ctn.rin b;;ik., Oot'tdO ou W"'O c.omoq\.IO.neill do ~
e 1 1 1 1 lite 1 O dias após o iní- bOVidõ O'J '°"'° êõft$4'QGtíídi ª• :
cio do quadro. Iniciada d 1 1 1
anti bioticoterapia em- Yempo aproicfmado
pírica venosa, porém 3
Ot\L!O O tnldo 08
CIO PARTE li
1
docnç.;, O 3 rnor!O
1 dias
,
quadro
Outras; cOtdçõos ~n1"ieatrlas q_ue eotr'.rlbalr.1m
1 1 apos, o p:lf3 3 mot1Jt, a Q"'.Jió n.10 ef"ll~at:\'1. porém, 1"' cad~ia acim.1.
evoluiu com choque 1 ,-
séptico e óbito.
Quem deve preencher a declaração de óbito da situação acima?
OBJETIVOS
- Diferenciar: Declaração x Certidão de Óbito.
- Saber o fluxo da declaração.
- Quem faz o preenchimento: mortes naturais em estabelecimentos de saúde; mortes naturais
fora dos estabelecimentos de saúde (com/sem assistência médica, localidades com/sem
médicos); mortes acidentais e/ou violentas.
- Preencher corretamente as Causas da Morte: Parte 1 x Parte li e a ordem a ser preenchida.
- Relembrar a Legislação: Sepultamento x Cremação.
PARTE 11
, ,
ESTUDOS EPIDEMIOLOGICOS I TESTES DIAGNDSTICOS
"Estudos epidemiológicos se limitam à ob-
servação de uma determinada população,
não envolvendo nenhuma intervenção nos
indivíduos estudados. Podem ser utilizados
para avaliar a mortalidade de determinada
doença ou relações entre estilo de vida e o
risco de contraí-la, por exemplo. Este é o tipo
de estudo que costuma aparecer nas man-
chetes de jornais, indicando que comer a
comida X ou beber a bebida Y diminui (ou
aumenta) o risco de contrair determinada
doença. Nesses estudos, os cientistas regis-
tram uma série de dados sobre a saúde e os
hábitos de um número de indivíduos e bus-
cam associações entre esses dados. A sua
grande limitação é que, através deles, é
geralmente possível chegar apenas a corre-
lações, mas não a relações de causa e efei-
to. Um estudo desse tipo pode mostrar, por
exemplo, que pessoas que tomam um copo
de uísque por dia têm menor risco de desen-
volver determinada doença, mas não podem
provar que o copo de uísque é a causa des-
se menor risco. Algum outro fator associado
à ingestão do uísque poderia ser a verdadei-
ra causa (por exemplo, talvez as pessoas
que tomam uísque diariamente tenham uma
situação financeira que lhes permita o aces-
so a um sistema de saúde mais moderno).
Vários estudos epidemiológicos indicando a
mesma correlação constituem um forte indí-
cio de que uma relação causal provavelmen-
te existe, mas essa relação só será provada
quando o mecanismo através do qual ela
atua for identificado e comprovado.
Testes clínicos são os mais confiáveis na
avaliação de um medicamento ou terapia.
Neste tipo de estudo, os médicos têm o maior
controle possível sobre as variáveis que po-
dem afetar os resultados, permitindo estudar
com maior precisão cada fator envolvido. Em
um estudo clínico típico, dois grupos de
pacientes são utilizados: um grupo recebe
o medicamento a ser avaliado (a interven-
ção que diferencia este tipo de estudo de
um estudo epidemiológico), enquanto um
segundo grupo (chamado de grupo de con-
trole) normalmente recebe um pia cebo ou
algum outro medicamento já testado ante-
riormente. Atualmente a administração de
um placebo ao grupo de controle só é con-
siderada justificada na ausência de algum
tratamento comprovado. Os resultados dos
dois grupos são então comparados, deter-
minando se o medicamento em teste real-
mente apresenta um efeito significativo.
Testes clínicos normalmente são realiza-
dos em uma progressão, cada vez com um
número maior de pacientes. A FDA (Food
and Drug Administration ), por exemplo, usa
um sistema de três fases: a fase 1 utiliza
de 20 a 100 pacientes ao longo de alguns
meses, visando principalmente garantir a
segurança do medicamento; a fase 2 utili-
za centenas de pacientes durante até dois
anos, visando confirmar mais uma vez a
segurança do medicamento, mas princi-
palmente estudar sua eficácia; a fase 3
pode empregar até milhares de pacientes
durante até quatro anos, visando determi-
nar, além da eficácia e segurança do me-
dicamento, sua dosagem adequada.
Como em qualquer tipo de pesquisa cien-
tífica, cuidados precisam ser tomados para
garantir que a conclusão obtida seja real-
mente bem fundamentada. Erros na me-
todologia ou na execução de um estudo
podem deixar margem para dúvidas que
invalidariam suas conclusões.
Fonte: www.projetoockham.org
M EOGRUPO - R ESIDÊNC IA M ÉDICA 20 1 3
1 - Investigou-se a prevalência de HIV, HPV
e sífilis em todas as mulheres de uma de-
terminada penitenciária feminina no ano de
1997. Constatou-se uma correlação esta-
tisticamente significativa entre os indica-
dores socioeconômicos e a frequência
destas doenças sexualmente transmissí-
veis.Trata-se de um estudo epidemiológico
do tipo:
a) coorte.
b) caso-controle.
c) transversal.
d) estudo de intervenção.
e) coorte histórico, pois pesquisou dados re-
trospectivos de 1997.
~
-Assinale a alternativa CORRETA:
a) os estudos de coorte são apropriados para
doenças raras e de longo período entre expo-
sição e doença.
b) nos estudos de coorte, os grupos controles
devem ser diferentes dos grupos expostos, com
relação à maior parte das variáveis, para facilitar
o contraste entre exposição e não exposição.
c) os ensaios clínicos são estudos epidemio-
lógicos onde o pesquisador tem pouco contro-
le das variáveis a serem estudadas.
d) os estudos transversais são apropriados
para investigação da etiologia de doenças.
e) o estudo caso-controle é retrospectivo, sen-
do que os antecedentes de exposição são
investigados entre os casos e não casos.
3 - Um pesquisador foi ao ambulatório de
um hospital e identificou as pessoas obe-
sas que eram acompanhadas lá entre 1996
e 1997. Selecionou ainda, pessoas da mes-
ma idade, porém não obesas que acompa-
nhavam o ambulatório de ortopedia daque-
le hospital nesta época.A partir daí, asso-
ciou-se esta situação com o risco das
pessoas virem a desenvolver diabetes até
2006. Este tipo de estudo é denominado:
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 18
a) ecológico. d) experimental.
b) caso-controle. e) coorte histórica.
c) coorte.
4 - Nos estudos de acompanhamento lon-
gitudinal, o significado da medida do Risco
Relativo é:
a) a diferença entre a frequência de ocorrência
da doença entre os expostos e os não expos-
tos ao fator de risco.
b) a relação entre a letalidade e a incidência
da doença entre os expostos ao fator de risco.
c) a diferença entre a frequência da doença e
a ocorrência do fator de risco.
d) a relação da ocorrência do agravo entre os
expostos e não expostos ao fator de risco.
e) indica quantos casos do agravo em questão
foram exclusivamente relacionados ao fator
de risco estudado.
5 - Ao se instalar uma siderúrgica numa
determinada região, decidiu-se acompa-
nhar os moradores da região ao longo do
tempo para verificar o surgimento de asma.
Duas mil pessoas foram convidadas a par-
ticipar do estudo, sendo metade exposta e
metade não exposta à poluição. Ao longo
de 1 O anos ocorreram 1 O casos novos de
asma entre as mil pessoas expostas à po-
luição e dois casos novos nas mil pessoas
não expostas à poluição, no mesmo perío-
do. Assinale a alternativa incorreta:
a) trata-se de um estudo observacional, lon-
gitudinal e prospectivo.
b) o risco relativo informa quantas vezes o risco
é maior no grupo exposto, quando comparado
ao não exposto e, neste caso, foi igual a 5.
c) o risco atribuível é de 8 casos de asma por
mil habitantes e é obtido pela diferença de
incidências entre dois grupos.
d) trata-se de um estudo de caso-controle em
que os casos foram os indivíduos submetidos
à poluição e o grupo de controle foi constitu-
ído pelos não expostos.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
e) a poluição mostrou-se um fator de risco para
asma, apesar de não ter sido calculado o IC.
6 - Um estudo sobre o papel do tabagismo
no aparecimento de câncer de bexiga en-
controu valores de risco relativo e de risco
atribuível populacional percentual respec-
tivamente iguais a 4 e 85o/o. A partir destes
dados, pode-se concluir que:
a) fumantes têm um risco mais elevado de
desenvolver a doença, que varia de um valor
mínimo de 4 a um valor máximo de 85.
b) não fumantes têm apenas 15°/o de risco de
desenvolver a doença, a qual se apresenta 4
vezes mais letal naqueles que iniciaram o há-
bito precocemente.
c) não fumantes representam uma população
4 vezes maior que a de fumantes, com risco
85o/o menor de desenvolver a doença.
d) Na população estudada, 85°/o dos fumantes
e 4o/o dos não fumantes situam-se sob o risco
de desenvolvimento da doença.
e) fumantes têm um risco 4 vezes mais eleva-
do de desenvolver a doença e a eliminação
do tabagismo na população de estudo promo-
veria redução de 85°/o dos casos.
Uma pesquisa foi realizada na cidade do
Rio de Janeiro (Mendonça e col. lnt J Can-
cer, 1999; 83:596-600) para avaliar a asso-
ciação entre câncer (Ca) de mama e expo-
sição a pesticidas organoclorados (DDT).
Foram estudadas 162 mulheres admitidas
no Hospital do Instituto Nacional do Câncer
(INCA) com diagnóstico confirmado de Ca
de mama e 331 mulheres sem esta doença,
selecionadas entre as visitantes. Nestas
últimas, 265 apresentaram níveis séricos
de DDT igual ou maior que 1,3 ng/ml, en-
quanto entre as mulheres com Ca de mama
este número foi de 133. Respeitando o de-
senho da pesquisa e com base nos resul-
tados apresentados, conclui-se que o:
a) risco relativo de Ca de mama associado à
exposição ao DDT é de 1,09.
-I NTENS IVAO PREV ENTI VA 19
b) risco relativo de Ca de mama associado à
exposição ao DDT é de 1,03.
c) risco relativo de Ca de mama associado à
exposição ao DDT é de 0,91.
d) odds ratio de Ca de mama associado à ex-
posição ao DDT é de 0,88.
e) odds ratio de Ca de mama associado à ex-
posição ao DDT é de 1, 14.
8 - Em um estudo de coorte sobre diabetes
como fator de risco para doença renal crô-
nica, o risco relativo foi de 3,0, e o resulta-
do foi estatisticamente significativo ao ní-
vel de p=0,04. Isso quer dizer que:
a) 4o/o dos pacientes com doença renal crôni-
ca tinham diabetes.
b) 4°/o dos pacientes com diabetes desenvol-
veram doença renal crônica.
c) a história de diabetes era 4°/o mais frequen-
te entre os pacientes com doença renal crôni-
ca do que entre os que não desenvolveram
essa doença.
d) há uma possibilidade de 4°/o de que a as-
sociação observada entre diabetes e doença
renal crônica seja devida ao acaso.
e) o desenvolvimento de doença renal crônica
foi 4°/o maior entre os pacientes com diabetes
do que entre os não diabéticos.
PARA LER EM CASA!
Ao estudar uma possível associação entre
o uso intensivo de telefone celular e neo-
plasia cerebral, os autores observaram um
risco relativo de 3,9 e um intervalo de con-
fiança de 0,95 a 128,9. Este fato permite
concluir que:
a) indivíduos que utilizam intensamente celu-
lares têm um risco quase 4 vezes maior de
desenvolver neoplasia cerebral.
b) não há associação entre a exposição e o
efeito, uma vez que o intervalo de confiança
engloba o valor do risco relativo.
c) a grande variação do intervalo de confiança
M EOGRU P O - R ESID Ê NC IA M ÉDICA 20 1 3
indica que a pesquisa foi realizada com um
pequeno tamanho amostral.
d) há indícios de uma forte associação entre
as variáveis, com um risco que pode ser qua-
se 130 vezes mais elevado entre os usuários.
e) existe uma associação entre o uso de ce-
lular e desenvolvimento de neoplasia cere-
bral, porém ela é estatisticamente pouco
significante.
Letra A: incorreta, pois isso não pode ser
afirmado já que o estudo não teve significân-
cia estatística;
Letra B: incorreta, pois o correto seria: uma
vez que o intervalo de confiança engloba o
valor 1 e valores abaixo e acima dele. Claro
que tem que englobar o RR;
Letra e~ correta, quanto menos participantes,
maior o intervalo de confiança e quanto maior
o número de participantes, menor intervalo de
confiança;
Letra D: incorreta, pois não houve significân-
cia estatística. O intervalo de confiança englo-
bou o valor um e valores abaixo e acima dele;
Letra E: incorreta, pois ela não tem significân-
cia estatística.
Resposta letra C.
9 - Vários estudos mostraram que pessoas
magras têm mortalidade maior que pesso-
as de peso médio. Um estudo, com achado
semelhante, mostrou que as pessoas ma-
gras fumavam mais do que as de peso
médio. A variável fumo, neste caso, corres-
ponde a um:
a) viés de seleção.
b) viés de confusão.
c) erro aleatório.
d) viés de aferição.
e) alto risco relativo.
1 O - Um estudo buscando identificar fatores
de risco para uma hipotética doença X en-
controu os seguintes resultados:
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 20
Fator de risco A: OR de 1,8 e intervalo de
confiança de 95o/o de 1,4 a 1,9;
Fator de risco B: OR de 2,2 e intervalo de
confiança de 95o/o de 1, 1 a 3, 7;
Fator de risco C: OR de 3,3 e intervalo de
confiança de 95o/o de 0,9 a 7 ,3.
Considerando que as prevalências dos três
fatores de risco estudados são semelhan-
tes, é correto afirmar que:
a) o fator C tem risco maior para causar a do-
ença, embora a associação não tenha signifi-
cância clínica.
b) o fator A teve uma menor amostra popula-
cional.
c) o fator B apresenta um risco maior do que
o fator A.
d) não é possível comparar os três fatores
porque suas prevalências são semelhantes.
e) o OR não é uma medida de associação
adequada para esse estudo.
11 - Um estudo avaliou o papel da hiperli-
poproteinemia A como fator de risco para
acidente vascular cerebral. A tabela abaixo
mostra os resultados encontrados:
Hmta:I •™ mntml studa. SW[Sl!i;S fAt aadl SIM~
Slarl!•m Od4s
e... eov ... -_,!IM. Q >15 0.69 021 - 220 1 1
,,...... ! !IM 29 121 1,07 0,2&-4 32 t
- . 199$ 1911 1911 1,05 0.29 - 3.67
~. IS99 !16 196 1,26 o,55-2,89 1-e- 3" 66:1 1,64 0.60 - 1.80 •
e.!!>RN.iu!ô!!hort li!lHlilJ - 0.2 o.s 1 2 s - T«•U d St.tjêdS mio
~-' 413 - 0,80 0.31 - 2.07
N~1911 cai 49!11 1,50 0.82- 2,16 -
Prioe. 2()01 46 15S2 1,38 O.Sl-3,7•
llrrp..alll: 1!117 2.30 1,39- 3,81
Mp.200l 2315 1,08 0.76- 1,!15
Gao,.l!Xl6 ~ 57.!2 1,07 0,70- 1,E3
Otn.l!Xl6t 119 2281 1.1~ 0.67- 1.94
OIQ. l!Xl6 !!O 13!6 1.32 0.81 - 2.16
Ohto.l!Xltl 119 5749 1.01 0.69- 1,44
Oh<a.l!Xl6 ·~ <1825 1,26 0,79-2,Gl
C-bined >16'5 35<$3 1,22 1,°'- 1·'3 •
1,21 l,0&-1 .. 1 •
02 0'5 1 2 5
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
De acordo com o estudo, marque a alternativa
CORRETA:
a) Apesar da hiperlipoproteinemia A mostrar
ser fator protetor, o estudo não teve significân-
cia estatística.
b) O estudo em questão trata-se de observa-
cional, longitudinal, retrospectivo.
c) O estudo pode concluir, com significância
estatística, que hiperlipoproteinemia A é fator
de risco para AVE.
d) Todos os estudos selecionados apresenta-
ram significância estatística.
e) Os estudos de caso-controle combinados
concluíram que hiperlipoproteinemia A foi fator
de risco com significância estatística.
OBJETIVOS
- Entender a classificação dos Estudos.
- Diferenciar Estudos Descritivos x Analíticos.
- Conhecer os principais Estudos: Transversal
(Ecológico / Inquérito) / Coorte (coorte
histórica) / Caso-controle / Ensaio clínico /
Metanálise.
- Saber as vantagens e desvantagens de cada
estudo.
- Montar tabela dos Estudos.
- Entender a Análise dos Estudos: Medidas de
Frequência / Associação / Estatística.
- Associar as principais Medidas de Associa-
ção com seus estudos: RR, RAf, RAP / OR /
RR, RRR, RAR, NNT.
- Estatística: entender os Erros Sistemáticos
e os Erros Aleatórios.
- Dominar o Intervalo de Confiança.
- Conhecer maneiras de evitar os erros: con-
trolar, randomizar, mascarar ...
. PARA LER EM CASA!
Sobre as variáveis, marque a alternativa
incorreta:
a) A variável dependente constitui a variável
efeito (consequência).
-I NTENS IVAO PREV E N TI VA 21
o A variável inaependente const1tu1 a variável
causal, ou seja, é aquela candidata a explicar
a variável dependente.
c) A variável qualitativa lida com diferenças
"radicais" , por exemplo: sexo, profissão, bair-
ro, cidade.
d) A variável quantitativa contínua tem como
exemplos: temperatura corporal, peso e altura.
e) A variável quantitativa descontínua admite
valores fracionários.
Comentário
Vamos recordar rapidamente: o que são as va-
riáveis? São "coisas" que podem ser medidas.
Por exemplo: gravidade de doença, peso do pa-
ciente, sexo, número de cura, número de óbitos,
comorbidades ... Apresenta os seguintes tipos:
Variável independente + é o fator causal,
ou seja, é aquela tenta explicar o desfecho;
, .
e o risco.
Variável dependente+ é a variável efeito, ou
seja, é a consequência ou o desfecho. Tenta ser
explicada pela variável independente; é o agravo.
Variável qualitativa ou categórica + é a que
lida com as características das amostras, por
exemplo: sexo, profissão, bairro, cidade ...
Variável quantitativa ou numérica + são
variáveis que se diferenciam apenas pelo
grau, ou seja, podem ser medidas por valores
numéricos, por exemplo: peso, altura, idade ...
- Quantitativa contínua + é aquela que ad-
mite valores fracionários entre os valores con-
secutivos, por exemplo: temperatura corporal.
- Quantitativa descontínua + é aquela que
não admite valores fracjonários entre os
valores consecutivos, por exemplo: número
de batimentos cardíacos.
Depois dessa rápida revisão, chegamos à con-
clusão que a alternativa incorreta é a letra E,
pois a variável descontínua não admite valores
fracionários.
Para fechar com chave de ouro: o que são
variáveis ordinais e cardinais?
As ordinais são variáveis que trabalham
com ordem hierárquica. Por exemplo: esta-
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
diamento de neoplasias , grau de escolari-
dade ...
Já as cardinais são aquelas que não possuem
ordem hierárquica. Por exemplo: tipo sanguí-
neo, sexo, etnia ...
Marque a alternativa incorreta:
a) a randomização aloca os pacientes para os
grupos de uma forma que possibilite a cada
paciente uma probabilidade igual de ficar em
um ou outro grupo.
b) pareamento significa que, para cada pa-
ciente em um grupo, seleciona um ou mais
pacientes com características diferentes para
um grupo de comparação.
c) a estratificação compara taxas dentro de
subgrupos com probabilidades de desfecho
semelhante.
d) as amostras de conveniência têm como
maior virtude a obtenção de amostras de pa-
cientes que estão fazendo parte de uma insti-
tuição médica.
e) a restrição amostral limita o espectro de
características dos pacientes sob estudo.
Comentário
Vamos analisar as afirmativas:
Letra A: correta. Serve para evitar o erro de
seleção.
Letra B: incorreta. Pareamento é uma manei-
ra de formação de grupos semelhantes. Para
cada indivíduo de um grupo, seleciona-se um
ou mais indivíduos com as mesmas caracte-
rísticas para o grupo comparação. Evita o viés
de seleção.
Letra e~ correta. Serve também para evitar o
viés de seleção.
Letra D: correta. Como o nome fala , forma-
-se amostra com indivíduos que estão mais
disponíveis. Indivíduos de instituições são
ótimos para isso.
Letra E: correta e autoexplicativa.
Resposta letra B.
INTE NS IVÁD PREV ENTI VA 22
"O acidente vascular cerebral isquêmico
(AVCI) é a principal causa de morbidade na
população brasileira. Apesar de predominar
em faixas etárias elevadas, seu impacto so-
cioeconômico é maior quando acomete pa-
cientes jovens. Nessa população, a incidên-
cia anual de eventos isquêmicos é estimada
entre 6 e 26: 100.000. Em centros terciários,
até 12°/o dos pacientes internados possuem
menos de 45 anos. Nos jovens, apesar de
extensa investigação, até 40o/o dos casos não
têm sua etiologia definida, sendo denomina-
dos criptogênicos. Nas duas últimas décadas
tem-se atribuído à embolia paradoxal, da qual
o forame oval patente (FOP) é o principal
exemplo, participação significativa nesses
casos. A associação estatística entre eventos
cerebrovasculares isquêmicos e FOP já foi
amplamente demonstrada. O presente estu-
do tem por objetivo verificar se a associação
FOP e AVCI apresenta uma relação de cau-
salidade ou trata-se apenas de relação esta-
tística, considerando os consagrados crité-
rios de causalidade .
• • •
O presente estudo demonstrou, que pacien-
tes jovens (com menos de 45 anos), com
AVCI de causa indeterminada, podem ter sua
etiologia relacionada à presença de um fora-
me oval patente. Especificamente, constata-
mos que essa associação foi mais importan-
te naqueles casos em que o shunt foi mais
intenso. Além de uma associação, esses
resultados falam a favor de uma relação
causal entre FOP e AVCI. Confirmada essa
hipótese, as possibilidades etiológjcas para
os casos de AVCI e ataque isquêmico tran-
sitório devem ser ampliadas, incluindo a pa-
tência do forame oval.
Fonte: Arq. Bras. Cardiol. v.88 n.5: Forame oval
patente e acidente vascular cerebral isquêmico
em jovens: associação causal ou estatística?
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
2'" Sobre os critérios de Hill, marque a al-
ternativa incorreta:
a) a temporalidade é o critério mais importan-
te, mas pode passar despercebido em um
estudo transversal.
b) o critério analogia é uma evidência fraca de
causalidade.
c) o critério consistência indica que quanto
maior o RR maior a associação.
d) o critério plausibilidade mostra que a asso-
ciação faz sentido de acordo com os conheci-
mentos fisiopatológicos.
e) o critério especificidade diz que o fator de
risco só causa uma doença.
OBJETIVOS
- Relembrar Associação Causal x Não Causal.
- Saber quais são os Crité.rios de Causalidade.
"A aplicabilidade do teste tuberculínico em crian-
ças menores de 5 anos vacinadas com BCG é
assunto controvertido. Visando contribuir para
esclarecê-lo foi analisado o valor preditivo posi-
tivo do teste tuberculínicopadronizado em po-
pulação sob elevada cobertura vacinai e baixa
prevalência de infecção tuberculosa.
Na faixa etária mais sujeita ao risco de adoe-
cimento primário, especialmente os menores
de 2 anos, o valor preditivo positivo do
teste tuberculínico para a infecção por BK
é insignificante, mesmo com a elevação do
ponto de corte, por exemplo, para 15 mm.
Deve-se ressaltar que a elevação do ponto
de corte, embora aumente a especificida-
de do teste, acompanha-se de uma cor-
respondente diminuição da sensibilidade,
deixando de fora crianças que também se-
riam passíveis de alguma atenção especial
que pudesse diminuir-lhes o risco de adoe-
cimento primário.
INT ENS IVÁD PREVENTI VA 23
Fonte: Rev. Saúde Pub., 26(4): 264-8. Valor
preditivo do teste tuberculínico padronizado
em crianças vacinadas com BCG.
13 - Em uma população de 1000 trabalha-
dores de uma pedreira, a técnica de refe-
rência para diagnóstico de silicose revelou
100 portadores dessa patologia. Nessa
mesma população, foi aplicado um novo
tipo de exame, também para detectar sili-
cose, que revelou 80 resultados positivos
entre os portadores de silicose e 630 resul-
tados negativos entre os trabalhadores
sem silicose. Se você aplicar esse novo
teste diagnóstico em uma população de
800 trabalhadores, porém de outra pedrei-
ra, sendo 200 indivíduos sabidamente por-
tadores de silicose, qual será a probabili-
dade do resultado positivo estar correto?
a) 0,20. d) O, 70.
b) 0,30. e) 0,80.
c) 0,47.
<1 4- A sensibilidade e a especificidade de
um teste são fundamentais para o clínico
tomar decisões confirmando ou não um
determinado diagnóstico e a alteração do
ponto de corte altera a validade do teste.
Pensando em diabetes, o que pode se es-
perar, ao reduzir o ponto de corte?
15 - Um novo teste de diagnóstico criado para
uma determinada doença X apresenta sensi-
bilidade e especificidade de 90°/o para a popu-
lação da cidade A. Se esse mesmo teste for
aplicado em uma população cuja prevalência
M EOGRUPO - R ESIDÊNC IA M ÉDICA 20 1 3
da doença X é bem maior do que na cidade A,
o que acontecerá com o valor preditivo?
a) não se altera.
b) aumenta.
c) diminui.
d) faltam dados.
e) pode aumentar ou diminuir.
PARA LER EM CASA!
Sobre a utilização de testes diagnósticos
múltiplos, é correto afirmar que a aplicação
de testes em:
a) série é mais indicada no início da investi-
gação diagnóstica e aumenta a capacidade
de diagnosticar doentes anteriormente não
detectados.
b) série aumenta a sensibilidade e o valor
preditivo positivo da estratégia diagnóstica,
mas diminui a especificidade.
c) paralelo aumenta a sensibilidade da estra-
tégia diagnóstica e é indicada quando a do-
ença é letal.
d) paralelo aumenta a especificidade e o valor
preditivo negativo, mas diminui a sensibilidade.
Comentário
Primeiramente, o que são os testes diagnósticos
múltiplos? Os testes diagnósticos que utilizamos
muitas vezes são imperfeitos, ou seja, com me-
nos de 100°/o de especificidade e sensibilidade.
Para minimizar esse problema realizamos múl-
tiplos testes diferentes, que podem ser aplicados
de duas formas básicas: em PARALELO (todos
os testes realizados ao mesmo tempo), onde
um resultado positivo de qualquer teste é con-
siderado confirmatório da doença. É um método
que aumenta a sensibilidade e diminui a espe-
cificidade; e em SÉRIE (testes realizados de
maneira consecutiva), onde todos os testes
precisam ser positivos para confirmar o diag-
nóstico. Um resultado negativo afasta a doença.
É um método que aumenta a especificidade e
diminui a sensibilidade.
Agora, vamos às alternativas:
INTENSIVÁD PREVENTIVA 24
Letra A: incorreta, pois é um método com baixa
sensibilidade, para o inicio da investigação pre-
cisamos de testes mais sensíveis (em paralelo).
Letra B: incorreta, pois em série diminui a sen-
sibilidade e aumenta a especificidade, embora
realmente aumente o WP e diminui o VPN.
Letra C: correta, pois doença grave devemos
privilegiar os testes sensíveis.
Letra D: incorreta, pois os testes em paralelo
aumentam a sensibilidade e o VPN e diminuem
a especificidade e o VPP. Resposta letra C.
(.(;-O gráfico abaixo mostra curvas do tipo
Receiver Operator Characteristic (ROC)
sobre o desempenho de dois testes
diagnósticos A e 8. Assinale a alternativa
incorreta:
100
80
#. • 60 'U ..
'O -== ..a -.. e 40 ...
VI
20
o
,
•
I
•
.. ,
i
,
20
r
"
........ ., ... ...,.
"'º 60 80 100 1 ~&pedfiddade %
o Ex.,...A
··•·· EnlMB
a) embora os testes possuam a mesma
especificidade, o teste A é mais sensível.
b) a taxa de falsos positivos aumenta com o
aumento da sensibilidade para ambos os
testes.
c) O ponto de corte de escolha para estabelecer
parâmetro de normalidade de um teste
diagnóstico é o ponto que mais se aproxima do
canto superior esquerdo do gráfico.
d) A área abaixo das curvas simula a acurácia de
um teste; neste caso, é maior para o exame A.
e) o teste A possui maior taxa de falsos nega-
tivos do que o teste B.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
PARA LER EM CASA!
Foi realizado um hipotético estudo sobre
a capacidade dos clínicos de diagnosticar
dengue em uma emergência em 200 pa-
cientes que chegaram com cefaleia retro-
-orbitária, febre alta e mialgia. As impres-
sões clínicas dos médicos foram compa-
radas com a sorologia para Dengue. Os
resultados foram: dos 100 pacientes com
sorologia positiva para dengue, 80 foram
diagnosticados pelos médicos. Entre os
100 com sorologia negativa, os médicos
diagnosticaram que 40 deles apresentavam
a doença.
A partir dos dados acima, marque a alter-
nativa incorreta:
a) a razão de verossimilhança positiva foi de 2.
b) a razão de verossimilhança negativa foi de
0,33.
c) as razoes de verossimilhança resumem o
mesmo tipo de informação da sensibilidade e
especificidade.
d) as razoes de verossimilhança devem ser usa-
das como chances e não como probabilidade.
e) a razão de verossimilhança negativa do
estudo indica que o mesmo é um péssimo
método diagnóstico.
Comentário
Para ficar mais clara e mais fácil a questão
devemos montar a tabela de validação dos
testes de diagnósticos:
Dengue Sem dengue Total
Diao. Clínico + 80 40 120
Diaa. Clínico - 20 60 80
Total 100 100 200
Muito bem, voltando à questão. Ela quer
saber sobre as razões de verossimilhança,
que representam a probabilidade de um re-
INTENS IVÁD PREVENTI VA 25
sultado do teste em pessoas com a doença,
dividida pela probabilidade do resultado do
teste em pessoas sem a doença. Expressam
quantas vezes é mais provável (ou menos)
se encontra um resultado de um teste em
pessoas doentes comparadas com as não
doentes.
Resumem o mesmo tipo de informação da
sensibilidade e da especificidade (letra C
correta), e são chances, pois representam
a razão de duas probabilidades. Lembrar
que as probabilidades são a sensibilidade,
a especificidade, o VPP, o VPN (letra D
correta).
Como calcular?
Razão de verossimilhança positiva (RVP) =
(sensibilidade) / (1 - especificidade) ou (a/a+c)
/ (b/b+d). Neste caso = (80/100) I (40/100) =
2 (letra A correta). Quanto mais longe de 1,
melhor será o teste.
Razão de verossimilhança negativa (RVN)
= ( 1 - sensibilidade) / (especificidade) ou ( c/
a+c) / (d/b+d). Neste caso = (20/ 100) I
(60/ 100) = 0,33 (letra B correta). Quanto
mais perto de zero, melhor será o teste (le-
tra E incorreta). Resposta letra E.
OBJETIVOS:
- Sensibilidade, Especificidade, Valor Preditivo
Positivo e Negativo, Acurácia e Razões de
Verossimilhança.
- Conhecer as fórmulas.
- Identificar na tabela.
- Quando solicitamos/usamos um teste com
alta sensibilidade?
- Quando solicitamos/usamos um teste com
alta especificidade?
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3 -INTENS IVAO PREVENTI VA 26
- Conhecer a relação da sensibilidade/especificidade com os valores preditivos.
- Conhecer as relações: Prevalência (probabilidade pré-teste)x Valores Preditivos (probabilidade
pós-teste).
- Curva ROC: identificar a sensibilidade, especificidade e acurácia.
- Diferenciar: Teste em Série x Testes em Paralelo.
PARTE Ili
" , " ,
VIGILANCIA DA SAUDE I PROCESSO EPIDEMICO I SAUDE DO TRABALHADOR
"Como define a Lei Orgânica da Saúde (Lei
8.080/90), a vigilância epidemiológica é "o
conjunto de atividades que permite reunir a
informação indispensável para conhecer, a
qualquer momento, o comportamento ou his-
tória natural das doenças, bem como detectar
ou prever alterações de seus fatores condi-
cionantes, com o fim de recomendar oportu-
namente, sobre bases firmes, as medidas
indicadas e eficientes que levem à prevenção
e ao controle de determinadas doenças".
No âmbito do SNVE, a Secretaria de Vigilância
em Saúde - SVS define normas e procedimen-
tos técnicos e diretrizes operacionais, além de
promover a cooperação técnica e assessorar
as Secretarias Estaduais e Municjpais de Saú-
de. Também promove a cooperação técnica
com organismos internacionais correlatos.
A Secretaria de Vigilância em Saúde - SVS
trabalha para a promoção e disseminação do
uso da metodologia epidemiológica em todos
os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS).
Objetiva o estabelecimento de sistemas de
informação e análises que permitam o monito-
ramento do quadro sanitário do país e subsi-
diem a formulação, implementação e avaliação
das ações de prevenção e controle de doenças
e agravos, a definição de prioridades e a orga-
nização dos serviços e ações de saúde.
Em um grande número de doenças transmis-
síveis para as quais se dispõe de instrumentos
26
eficazes de prevenção e controle, o Brasil tem
colecionado êxitos importantes. Esse grupo
de doenças encontra-se em franco declínio,
com reduções drásticas de incidência. Duas
delas já foram erradicadas ou estão em
fase de erradicação (varíola e poliomielite),
o sarampo encontra-se eliminado e a meta
da erradicação será atingida ainda nesta
década para a raiva humana transmitida
por animais domésticos, para a rubéola
congênita e para o tétano neonatal. Entre-
tanto, algumas doenças transmissíveis apre-
sentam quadro de persistência, ou de redução
em período ainda recente, configurando uma
agenda inconclusa nessa área. Para essas
doenças é necessário o fortalecimento de
novas estratégias, recente.mente adotadas,
que propõem uma maior integração entre as
áreas de prevenção e controle e a rede assis-
tencial, já que um importante foco da ação
nesse conjunto de doenças está voltado para
o diagnóstico e tratamento das pessoas do-
entes, visando à interrupção da cadeia de
transmissão.
Além da necessidade de promover ações de
prevenção e controle de doenças transmissí-
veis que mantêm importante magnitude em
nosso País, é necessário ampliar a capacida-
de de atuação para novas situações que se
colocam sob a forma de surtos ou devido ao
surgimento de doenças inusitadas, muitas
vezes com gravidade elevada. Desde o início
da década de 80, algumas doenças infec-
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
ciosas passaram a ser registradas ou fo-
ram reintroduzidas no Brasil, destacando-
-se a aids (1980), a dengue (1982), a cólera
(1991) e a hantavirose (1993) sendo que,
dentre estas, somente a cólera apresentou
redução significativa na última década."
Para o desenvolvimento de ações de preven-
ção e controle, face a esta complexa situação
epidemiológica no País, têm sido fortalecidos
programas específicos, como também desen-
volvidas estratégias para detecção e resposta
às emergências epidemiológicas.
Fonte: www.saude.gov.brl svs
1 - Sobre os critérios de inclusão das
doenças na lista de notificação nacional,
assinale a afirmativa falsa:
a) a magnitude avalia a gravidade, a relevância
social e econômica da doença.
b) a vulnerabilidade é definida como a possibili-
dade de redução de um problema de saúde na
população diante de uma intervenção conhecida.
c) a transcendência corresponde ao dano
causado pelo problema, vinculando-se aos
conceitos de mortalidade (óbitos/população)
e letalidade (óbitos/indivíduos acometidos).
d) o potencial de disseminação se expressa
pela transmissibilidade da doença, possibilida-
de de sua disseminação através de vetores e
demais fontes de infecção, colocando sob risco
outros indivíduos ou coletividades.
e) o novo regulamento sanitário internacional
coloca somente quatro doenças como de no-
tificação compulsória obrigatória: varíola, po-
liomielite por vírus selvagem, influenza huma-
na causada por novo subtipo de vírus e SARS.
2 - São doenças de notificação compulsória
no Brasil, EXCETO:
a) Leishmaniose, Malária, Hanseníase, Febre
Amarela.
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 27
b) Hantavirose, Febre do Nilo, Tuberculose,
Varíola.
c) Doença de Creutzfeldt-Jacob, Síndrome Aguda
Respiratória Grave, Tularemia, Hepatite A.
d) Poliomielite, Cólera, Peste, Meningite Virai.
e) Malária, Tétano, Difteria, HIV.
3 - Das alternativas abaixo, marque a que
se enquadra como situação de notificação
compulsória no Brasil:
a) orquite consequente ao vírus da caxumba.
b) herpes genital durante a gestação.
c) toxoplasmose nas mulheres em idade fértil.
d) silicose.
e) intussuscepção até 46 dias após vacinação
contra o rotavírus.
4 - Das alternativas abaixo, marque a que
se enquadra como situação de notificação
compulsória imediata no Brasil:
a) febre amarela, tétano acidental.
b) raiva, dengue.
c) cólera, tuberculose.
d) botulismo, hanseníase virchowiana.
e) rubéola, peste.
OBJETIVOS
- Entender a função da Vigilância Epidemiológica.
- Conhecer as fontes de informação.
- Saber a quem e quando notificar.
- Identificar o que e como notificar.
- Conhecer a lista de notificação nacional.
- Saber as situações de notificação imediata.
5 - Entende-se por comportamento
endêmico de uma doença quando:
a) sua ocorrência está claramente em ex-
cesso em relação ao normal esperado.
b) sua ocorrência apresenta-se na comunida-
de de forma regular.
M EOGRU P O - R ESID Ê NC IA M ÉDICA 20 1 3
c) ocorre em grande número de países simul-
taneamente.
d) apresenta uma variação sazonal bem de-
finida.
e) apresenta uma variação cíclica.
6 - Epidemias diferem de endemias por:
a) variações sazonais.
b) ocorrência em surtos.
c) incidência acima da esperada.
d) envolver doenças transmissíveis.
e) alta prevalência.
7 - Analise o diagrama de controle abaixo
e assinale a alternativa correta.
Diagrama de Controle de Hepatite A (por 100.000
habitantes) em um Município Z
De 2001 até 2010 com Incidência de 2011
18 -.--~~~~~~~~~~~
16 -
14 -+--~e-,.\
12 t--;::A-,f-\-........
10 +-"""",.--/--- , _ _..,_
s à--~(_ ... umite superror
6 -1-tG- -~;:::::!::~~'.::::::~~::...._- ...... lncidê-nci.a 2011
4 --umite Inferior
2
0 +-..---..--~..--~~---,.~---.----.--.
a) houve epidemia de hepatite A em agosto e
dezembro de 2011.
b) não podemos caracterizar pelo gráfico
acima a existência de epidemia em 2011.
c) houve epidemia de hepatite A nesse mu-
nicípio no primeiro trimestre de 2011.
d) a menor prevalência de 2011 foi registrada
no mês de julho.
e) a vacinação justificou a queda da incidência
em julho.
8 - Sobre as epidemias, marque a alterna-
tiva incorreta:
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 28
a) a epidemia por fonte comum ocorre pela
transmissão direta pessoa-pessoa.
b) na epidemia por fonte pontual a exposição
se dá em um curto intervalo de tempo.
c) na epidemia por fonte persistente a exposi-
ção se dá por um longo intervalo de tempo.
d) na epidemia explosiva a incidência máxima
ocorre em um curto intervalo de tempo.
e) a epidemia progressiva ocorre através de
transmissão hospedeiro-hospedeiro.
9 Desenhe nos gráficos abaixo, uma epi-
demia explosiva e uma epidemia propagada:
OBJETIVOS
- Reconhecer as variações "fisiológicas" das
doenças.
- Conhecer e saber como montar um Diagrama
de Controle/Curva Endêmica.
- Diferenciar: Endemia x Epidemia.
- Conceituar: surto, pandemia.
-Diferenciar os tipos de epidemia com exemplo~
e gráficos.
DEVER DE CASA!
Sobre os modos de transmissão das do-
enças, marque a alternativa incorreta:
a) os modos de transmissão horizontal são
aqueles em que um agente infeccioso é
passado de uma pessoa para outra em um
grupo populacional.
b) a transmissão direta imediata é aquela em
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
que um agente causal é passado de um indi-
víduo para o outro sem passar pelo meio am-
biente.
c) a transmissão direta mediata é aquela em
que um agente causal é passado de um in-
divíduo para o outro com passagem curta
pelo meio ambiente.
d) a transmissão indireta é aquela em que o
agente causal é passado de um indivíduo para
o outro através de um veículo, hospedeiro ou
vetor. São conhecidas como doenças conta-
• g1osas.
e) a transmissão vertical ou materno-infantil é
a transmissão de um agente causal no perío-
do de gestação, no nascimento ou nos primei-
ros anos de vida através do leite materno.
Comentário:
Vamos a uma breve revisão primeiro:
O modo de transmissão das doenças infec-
ciosas é dividido em dois tipos: transmissão
horizontal e transmissão vertical.
A transmissão vertical é aquela que ocorre
durante a gravidez, mãe~ feto, (por exemplo,
toxoplasmose congênita).
A transmissão horizontal é aquela em que
o agente infeccioso é passado de uma pessoa
a outra, num grupo de pessoas. Pode ser
classificada de três maneiras:
- Direta imediata, onde o indivíduo infec-
tado transmite agente patológico ao outro
jndivíduo sem este agente passar pelo meio
ambiente, ou seja, ocorre pelo contato di-
reto, beijar, morder, tocar. O exemplo clás-
sico desta transmissão são as doenças
sexualmente transmissíveis.
- Direta mediata, onde o indivíduo infecta-
do transmite agente patológico a outro in-
divíduo com a ajuda de um substrato vital
(mãos, secreções oronasais ... ), que carreia
esse agente pelo ambiente. Exemplos: sa-
rampo, resfriado, conjuntivites.
As doenças de transmissão direta são co-
nhecidas como doenças contagiosas.
- Indireta, onde o agente infeccioso neces-
-INTENS IVAO PREVENTI VA 29
sita de um veículo, vetor ou hospedeiro
intermediário (vetor, alimentos ... ) para ser
transmitido. Exemplo: esquistossomose,
doença de Chagas, dengue.
Portanto, resposta letra D. Pois as doenças
contagiosas são de transmissão direta.
"O conceito de história natural das doenças
definido como "todas as inter-relações do
agente, do hospedeiro e do meio ambiente
que afetam o processo global e seu desenvol-
vimento, desde as primeiras forças que criam
o estímulo patológico no meio ambiente ou
em qualquer outro lugar (pré-patogênese ),
passando pela resposta do homem ao estí-
mulo, até às alterações que levam a um de-
feito, invalidez, recuperação ou morte (pato-
gênese )" (Leavell & Clark, 1976: 15).
O conceito de prevenção definido como "ação
antecipada, baseada no conhecimento da
história natural a fim de tornar improvável o
progresso posterior da doença" (Leavell &
Clark, 1976: 17). A prevenção apresenta-se em
três fases: primária, secundária e terciária.
A prevenção primária é a realizada no pe-
ríodo de pré-patogênese. O conceito de
promoção da saúde aparece como um dos
níveis da prevenção primária, definido
como ''medidas destinadas a desenvolver
uma saúde ótima''. Um segundo nível da
prevenção primária seria a proteção espe-
cífica ''contra agentes patológicos ou pelo
estabelecimento de barreiras contra os
agentes do meio ambiente''. A fase da pre-
venção secundária também se apresenta
em dois níveis: o primeiro, diagnóstico e
tratamento precoce; e o segundo, limitação
da invalidez. Por fim, a prevenção terciária,
que diz respeito a ações de reabilitação
(Leavell & Clark, 1976)."
Fonte: www.ans.gov.br
M EOGRUPO - R ESIDÊNC IA M ÉDICA 20 1 3
~ O De acordo com o modelo de Leavell &
Clark, indique a incorreta:
a) prevenção primária - hipolipemiantes em pa-
cientes com hipercolesterolemia.
b) prevenção secundária - teste ergométrico
a partir de 50 anos em pacientes assintomáticos.
c) prevenção secundária - captopril na fase
aguda do infarto.
d) prevenção terciária- recolocação profissional.
e) prevenção quaternária - impedir cinean-
giocoronariografia em pacientes assintomá-
ticos.
1 - Um programa de saúde em uma secre-
taria municipal de saúde poderia incluir
como ação de prevenção secundária:
a) a imunização contra hepatite B em recém-
-nascido.
b) a realização de inquéritos para descoberta
precoce de pacientes com tuberculose na co-
munidade.
c) o aconselhamento genético a casais forma-
dos por cônjuges com mais de 40 anos.
d) a proteção contra acidentes domésticos
para idosos.
e) fisioterapia para idosos que quebraram o
colo do fêmur.
OBJETIVOS
- Diferenciar os 3 níveis de Prevenção: Primá-
ria/ Secundária/ Terciária.
- Saber as principais situações que se encai-
xam em cada nível.
- Reconhecer a Prevenção Quaternária.
"A Saúde do Trabalhador é uma área da
Saúde Pública que prevê o estudo, a preven-
ção, a assistência e a vigilância aos agravos
à saúde relacionados ao trabalho. Faz parte
do direito universal à saúde. A execução de
suas ações é de competência do Sistema
-INTENSIVAO PREVENTIVA 30
Único de Saúde (SUS).
Em vigor desde 2004, a Política Nacional de
Saúde do Trabalhador do Ministério da Saú-
de visa reduzir os acidentes e doenças rela-
cionados ao trabalho, mediante a execução
de ações de promoção, reabilitação e vigi-
lância na área de saúde.
Você sabia que o Ministério da Saúde man-
tém atualmente uma rede de 150 Centros
de Referência em Saúde do Trabalhador em
todo o Brasil para atender os trabalhadores
dos setores formal e informal, assalariados
e não remunerados, domésticos, autôno-
mos, cooperados, temporários, servidores
públicos, empregadores, aprendizes, esta-
giários, desempregados e aposentados?
Os Centros de Referência prestam assistência
aos trabalhadores que adoecem ou se aciden-
tam, promovem, protegem e recuperam os
trabalhadores, além de investigar as condições
de segurança dos ambientes de trabalho."
Fonte: www.saude.gov.br
~ - Quanto aos acidentes de trabalho, as-
sinale a alternativa incorreta:
a) acidente de trabalho é aquele que ocorre
pelo exercício do trabalho, formal ou infor-
mal, podendo ocasionar lesão, doença ou
morte.
b) é sempre obrigatória a determinação do
nexo causal para os acidentes relacionados
ao trabalho.
c) em relação aos acidentes fatais, esses de-
vem gerar notificação e investigação imediata.
Em se tratando de acidentes não fatais ocor-
ridos com trabalhadores do mercado formal,
acompanha a emissão da Comunicação de
Acidentes de Trabalho - CAT pela empresa,
que deverá fazê-lo até 48 horas após a ocor-
rência do evento.
d) os acidentes sofridos pelos trabalhadores,
no horário e local de trabalho, devidos a
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
agressões, sabotagens ou atos de terroris-
mo, também são considerados acidentes de
trabalho.
e) a CAT pode ser preenchida pelo empre-
gador, sindicato, médico assistente, segu-
rado ou seus dependentes e autoridade
pública.
PARA LER EM CASA!
Calcula-se o coeficiente de incidência de
acidentes de trabalho:
a) dividindo-se o número de acidentes ocor-
ridos no ambiente de trabalho ou no seu
trajeto, durante o período de avaliação, pelo
número de trabalhadores empregados no
mesmo período de tempo, multiplicando-se
por uma potência de 1 O.
b) dividindo-se o número de óbitos devidos
a acidentes no ambiente de trabalho, duran-
te o período de avaliação, pelo número de
trabalhadores empregados no mesmo perí-
odo de tempo, multiplicando-se por uma
potência de 1 O.
c) dividindo-se o número de acidentes ocor-
ridos no ambiente de trabalho, durante o
período de avaliação, pelo número de tra-
balhadores empregados no mesmo período
de tempo, multiplicando-se por uma potên-
cia de 1 O.
d) dividindo-se o número de óbitos acres-
cidos dos que apresentaramincapacida-
de permanente devidos a acidentes no
ambiente de trabalho, durante o período
de avaliação, pelo número de trabalhado-
res empregados no mesmo período de
tempo, multiplicando-se por uma potência
de 1 O.
Comentário
O coeficiente de incidência de acidentes de
trabalho é calculado da seguinte maneira:
dividindo-se o número de acidentes ocorridos
no ambiente de trabalho ou no seu trajeto,
durante o período de avaliação, pelo número
-INT ENS IVAO PREVENTI VA 31
de trabalhadores empregados no mesmo
período de tempo, multiplicando-se por uma
potência de 1 O. Resposta letra A.
~ 3 - Sobre as pneumoconioses, marque a
alternativa incorreta:
a) resultam da exposição a poeiras cujo tama-
nho é menor do que 1 O micras.
b) é frequente entre mineradores de carvão,
ceramistas e jatistas de areia.
c) sua principal causa é a silicose.
d) classicamente os pacientes com asbes-
tose são predispostos a tuberculose.
e) é classificada como Schilling 1.
:14 - Em relação à perda auditiva induzida
por ruído (PAIR) relacionada ao trabalho,
assinale a alternativa incorreta:
a) é irreversível e geralmente bilateral.
b) se o trabalhador for portador de diabetes,
sua susceptibilidade ao ruído é aumentada.
c) é sempre neurossensorial, por causar dano
às células de CORTI.
d) a perda auditiva acontece preferencialmen-
te em frequência graves.
e) uma vez cessada a exposição ao ruído ha-
verá interferência na progressão.
:15 - Para a proteção da saúde e integridade
física dos trabalhadores contra os riscos
de acidentes de trabalho e doenças profis-
sionais, a legislação brasileira prevê que
as empresas que têm trabalhadores con-
tratados adotem todas as providências
abaixo, exceto:
a) no exame de admissão a um emprego, to-
dos devem ser examinados pelo Médico do
Trabalho, avaliando sempre a capacidade fí-
sica para a função que irão exercer.
b) durante o processo de admissão devem ser
informados sobre os riscos existentes nas
funções que irão realizar.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
c) realizar exames médicos periódicos de saú-
de, incluindo exames complementares especí-
ficos, para detectar eventuais alterações do
estado de saúde causadas pelo trabalho, tais
como dosagem de chumbo no sangue, Raio X
de tórax e audiometria, quando se justificarem.
d) providenciar medidas de proteção coletiva
a fim de eliminar ou minimizar os riscos de
acidentes do trabalho ou de doenças profis-
sionais existentes nas atividades realizadas.
e) incluir nos exames periódicos de saúde,
exames preventivos para o câncer, tais como
o Papanicolau, a mamografia, o PSA e o toque
retal e também outros para a prevenção das
doenças crônicas como o eletrocardiograma,
a glicemia e o perfil do colesterol e suas frações.
~ 6 - Sobre os agrotóxicos, marque a alter-
nativa incorreta:
a) entre os sintomas da intoxicação por carbama-
tos tem-se: sudorese, sialorreia, miose, hiperse-
creção brônquica, colapso respiratório, bronco-
espasmo, tosse, vômito, cólicas e diarreia.
b) as vias de absorção dos organofosforados
são: oral, respiratória e dérmica.
c) entre as drogas empregadas no tratamento
da intoxicação por carbamatos e organofosfo-
rados tem-se a atropina.
d) os clorados orgânicos possuem ação so-
bre o S.N.C. nos casos agudos. Armazenam-
-se no tecido adiposo e por isso são consi-
derados venenos cumulativos.
e) as Piretrinas e os Piretroides possuem ação
depressora do S.N.C e excitatória no sistema
nervoso periférico.
OBJETIVOS
- Conhecer as Normas Regulamentadoras.
- Definição de Acidente de Trabalho.
- O acidente do trabalhador informal é consi-
derado um acidente de trabalho?
- Diferenciar: Formal x Informal / Típicos x
-INTENS IVAO PREVENTI VA 32
Trajeto.
- O que fazer após o acidente? Notificação x
Emissão da CAT.
- Saber as consequências/benefícios previ-
denciários do acidente:
Incapacidades (Temporária/ Permanente) x
Morte.
- Epidemiologia: guardar as fórmulas.
- Doenças: Silicose, Asbestose, PAIR, LER,
Intoxicações por agrotóxicos ...
7 - Marque a alternativa incorreta sobre
os conceitos da bioética:
a) A beneficência é o conceito dos benefícios
de uma ação, dependente de seus custos e
possíveis danos.
b) A justiça visa à distribuição dos direitos e
responsabilidades na sociedade.
c) A autonomia defende a tomada de decisão
individual.
d)Anão maleficência significa não causar danos.
e) Em muitas situações que envolvam risco
de vida, o princípio da não maleficência terá
prioridade sobre a beneficência.
8 - ''Significa a capacidade do ser humano
responder de forma positiva às situações
adversas que enfrenta, mesmo quando es-
tas comportam risco potencial para sua
saúde e/ou seu desenvolvimento.''
O texto acima representa qual conceito?
a) Vulnerabilidade.
b) Resiliência.
c) Pensamento sistêmico.
d) Adesão.
e) Força do pensamento.
OBJETIVOS
- Conhecer e entender os objetivos básicos
da bicética.
- Reconhecer o princípio da resiliência.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
PARA LER EM CASA!
De acordo com o novo código de ética
médica, marque a alternativa correta:
a) É direito do médico indicar o procedimento
adequado ao paciente, observadas as práticas
cientificamente reconhecidas sem necessida-
de de respeitar a legislação vigente, visto que
a vida é um bem muito maior do que as Leis.
b) É direito do médico recusar-se a realizar
atos médicos que, embora permitidos por lei,
sejam contrários à sua consciência.
c) É direito do médico deixar de garantir ao
paciente o exercício do direito de decidir livre-
mente sobre sua pessoa ou seu bem-estar.
d) É direito do médico abreviar a vida do pa-
ciente, desde que pedido pelo próprio ou pelo
seu representante legal.
e) É direito do médico retirar órgão de doador
vivo quando este for juridicamente incapaz,
se houver autorização de seu representante
legal.
Comentário
Essa questão é importante para lembrar do
novo código de ética médica que entrou em
vigor em 201 O. As mudanças ocorreram prin-
OBJETIVOS
- Conhecer o novo de ética médica.
INTENS IVÁD PREVENTI VA 33
c1pa men e na ampl'iaçao dos direi os os
médicos, na melhor explicação dos deveres
médicos, houve um enfoque na autonomia do
paciente (direito a informação, avanços tec-
nológicos), uso de seres humanos e animais
em pesquisa, cuidados paliativos e, recomen-
dações sobre os tratamentos de fertilização.
Portanto, fiquem atentos com esses tópicos
no código, que está disponível na íntegra na
área restrita do nosso site (www.medgrupo.
com.br).
Mas agora, vamos à questão:
Letra A: incorreta, pois os médicos devem
respeitar a legislação vigente;
Letra B: correta.
Letra C: incorreta, pois é vedado ao médico
deixar de garantir ao paciente o exercício de
decidir livremente sobre a sua pessoa.
Letra D: incorreta, é vedado ao médico abre-
viar a vida do paciente, mesmo que a pedido
deste ou do seu representante legal.
Letra E: incorreta, pois é vedado ao médico
retirar órgão de doador vivo quando este for
juridicamente incapaz, mesmo se houver
autorização de seu representante legal, ex-
ceto nos casos permitidos e regulamentados
em lei.
- Conhecer as principais mudanças em relação ao código anterior.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3 INTENS IVÁD PREVENTI VA 34
PARTE IV
, ,
SISTEMA UNICO DE SAUDE
''Comparando esta concepção de Vigitância da
Saúde com os modelos assistenciais vigentes
(médico-assistencial e sanitarista, hegemôni-
cos) constatam-se as diferenças com relação
aos sujeitos, objeto, métodos e forma de orga-
nização dos processos de trabalho. Enquanto
o modelo médico assistencial privilegia o mé-
dico, tomando como objeto a doença, em sua
expressão individualizada, e utiliza como meios
de trabalho os conhecimentos e tecnologias
que permitem o diagnóstico e a terapêutica das
diversas patologias, o modelo sanitarista tem
como sujeitos os sanitaristas, cujo trabalho
toma por objeto os modos de transmissãoe
fatores de risco das diversas doenças em uma
perspectiva epidemiológica, utilizando um con-
junto de meios que compõem a tecnologia
sanitária (educação em saúde, saneamento,
controle de vetores, imunização, etc.).
A Vigilância da Saúde, todavia, propõe a incor-
poração de novos sujeitos, extrapolando o con-
junto de profissionais e trabalhadores de saúde
ao envolver a população organizada, o que
corresponde à ampliação do objeto, que abarca,
além das determinações clínico-epidemiológicas
no âmbito individual e coletivo, as determinações
sociais que afetam os distintos grupos popula-
cionais em função de suas condições de vida.
Nessa perspectiva, a intervenção também ex-
trapola o uso dos conhecimentos e tecnologias
médico-sanitárias e inclui tecnologias de comu-
nicação social que estimulam a mobilização,
organização e atuação dos diversos grupos na
promoção e na defesa das condições de vida e
saúde.
As formas de organização dos processos de
trabalho envolvidas em cada um desses mode-
los são diversas. Do trabalho intensivo conden-
sado na rede de prestação de serviços de saú-
de, cujo /ocus privilegiado no modelo médico
assistencial é o hospital, passa-se, no modelo
sanitarista, para as unidades de saúde, a partir
das quais se operacionalizam as campanhas,
programas e ações de vigilância epidemiológica
e sanitária. A proposta de Vigilância da Saúde,
entretanto, transcende os espaços institucionali-
zados do "sistema de serviços de saúde" e se
expande a outros setores e órgãos de ação go-
vernamental e não-governamental, envolvendo
uma trama complexa de entidades representati-
vas dos interesses de diversos grupos sociais.
Em síntese, a Vigilância da Saúde apresenta
sete características básicas:
a) Intervenção sobre problemas de saúde, (da-
nos, riscos e/ ou determinantes); b) Ênfase em
problemas que requerem atenção e acompa-
nhamento contínuos; e) Operacionalização do
conceito de risco; d) Articulação entre ações
promocionais, preventivas e curativas; e) Atu-
ação intersetorial; f) Ações sobre o território;
g) Intervenção sob a forma de operações.
A Vigilância da Saúde corresponderia, assim,
a um modelo assistencial que incorpora e su-
pera os modelos vigentes, implicando a rede-
finição do objeto, dos meios de trabalho, das
atividades, das relações técnicas e sociais,
bem como das organizações de saúde e da
cultura sanitária. Nessa perspectiva, aponta
na direção da superação da dicotomia entre
as chamadas práticas coletivas (vigilância
epidemiológica e sanitária) e as práticas indi-
viduais (assistência ambulatorial e hospitalar)
através da incorporação das contribuições da
nova geografia, do planejamento urbano, da
epidemiologia, da administração estratégica
e das ciências sociais em saúde, tendo como
suporte político-institucional o processo de
descentralização e de reorganização dos ser-
viços e das práticas de saúde locais."
Fonte: JESUS, V/1(2), Abr/Jun.
MEOGRUPO - RESIDÊNCIA MÉDICA 20 1 3
''Modelos que visam à integralidade da
atenção à saúde, atentando fundamental-
mente para as necessidades de saúde da
população num dado território e para o
impacto sobre elas. Portanto, proporcio-
nam uma oferta organizada em função dos
principais agravos e grupos populacionais
prioritários e, consequentemente, uma re-
orientação da demanda''.
1 - O texto anterior representa qual modelo
assistencial?
a) privatista.
b) sanitarista.
c) tecnologia médica.
d) vigilância da saúde.
e) autoritarismo.
"As duas últimas décadas foram marcadas
por intensas transformações no sistema de
saúde brasileiro, intimamente relacionadas
com as mudanças ocorridas no âmbito po-
lítico-institucional. Simultaneamente ao pro-
cesso de redemocratização iniciado nos
anos 80, o país passou por grave crise na
área econômico-financeira. No início da dé-
cada de 80, procurou-se consolidar o pro-
cesso de expansão da cobertura assistencial
iniciado na segunda metade dos anos 70,
em atendimento às proposições formuladas
pela OMS na Conferência de Alma-Ata
( 1978 ), que preconizava "Saúde para Todos
no Ano 2000", principalmente por meio da
Atenção Primária à Saúde.
Nessa mesma época, começa o Movimento da
Reforma Sanitária Brasileira, constituído inicial-
mente por uma parcela da intelectualidade
universitária e dos profissionais da área da
saúde. Posteriormente, incorporaram-se ao
movimento outros segmentos da sociedade,
como centrais sindicais, movimentos populares
de saúde e alguns parlamentares. As proposi-
ções desse movimento, iniciado em pleno re-
gime autoritário da ditadura militar, eram dirigi-
das basicamente à construção de uma nova
INTENSIVÁD PREVENTIVA 35
política de saúde efetivamente democrática
'
considerando a descentralização, universaliza-
ção e unificação como elementos essenciais
para a reforma do setor.
Várias foram as propostas de implantação de
uma rede de serviços voltada para a atenção
primária à saúde, com hierarquização, des-
centralização e universalização, iniciando-se
já a partir do Programa de Interiorização das
Ações de Saúde e Saneamento (PIASS), em
1976. Em 1980, foi criado o Programa Nacio-
nal de Serviços Básicos de Saúde (PREV-
-SAÚDE) - que, na realidade, nunca saiu do
papel-, logo seguido pelo plano do Conselho
Nacional de Administração da Saúde Previ-
denciária (CONASP), em 1982, a partir do
qual foi implementada a política de Ações
Integradas de Saúde (AIS), em 1983. Estas
constituíram uma estratégia de extrema im-
portância para o processo de descentralização
da saúde.
A 8ª Conferência Nacional da Saúde, reali-
zada em março de 1986, considerada um
marco histórico, consagra os princípios pre-
conizados pelo Movimento da Reforma Sani-
tária. Em 1987 é implementado o Sistema
Unificado e Descentralizado de Saúde
(SUDS), como uma consolidação das AIS, que
adota como diretrizes a universalização e a
equidade no acesso aos serviços, a integrali-
dade dos cuidados, a regionalização dos ser-
viços de saúde e implementação de distritos
sanitários, a descentralização das ações de
saúde, o desenvolvimento de instituições co-
legiadas gestoras e o desenvolvimento de
uma política de recursos humanos.
O capítulo dedicado à saúde na nova Consti-
tuição Federal, promulgada em outubro de
1988, retrata o resultado de todo o processo
desenvolvido ao longo dessas duas décadas,
criando o Sistema Único de Saúde (SUS) e
determinando que "a saúde é direito de todos
e dever do Estado" (art. 196).
Entre outros, a Constituição prevê o acesso
universal e igualitário às ações e serviços
de saúde, com regionalização e hierarquiza-
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
ção, descentralização com direção única em
cada esfera de governo, participação da co-
munidade e atendimento integral, com priori-
dade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais."
Fonte: Saúde Cidadania - Para gestores
municipais de serviços de saúde. Distritos
Sanitários: concepção e organização. USP
2 - Os Princípios e Diretrizes contempladas
na Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080) são
avanços sem precedentes nas Políticas de
Saúde Brasileira, tendo como Princípios
Doutrinários:
a) universalidade, equidade e integralidade.
b) universalidade, igualdade e participação
popular.
c) participação popular, integralidade e cen-
tralização.
d) equidade, integralidade e popularidade.
e) descentralização, regionalização e hierar-
. -qu1zaçao.
3 - A preocupação em oferecer mais
cuidados e recursos para o tratamento de
pessoas de maior risco para determinados
agravos de saúde:
a) fere os princípios do Sistema Único de Saúde.
b) diz respeito ao princípio da universalidade.
c) relaciona-se com o princípio da descentra-
lização.
d) faz parte do conceito do princípio da inte-
gralidade.
e) está em acordo com o princípio de equidade.
4 - Marque a alternativa incorreta:
a) a resolubilidade é um princípio organizacio-
nal/operativo que afirma que, quando um in-
divíduobusca o atendimento ou quando surge
um problema de impacto coletivo sobre a
saúde, o serviço correspondente esteja capa-
citado para enfrentá-lo e resolvê-lo até o nível
da sua competência.
-I NTENS IVAO PREV ENTI VA 36
b) a complementariedade é um princípio ético/
doutrinário que afirma que, quando houver a
insuficiência do setor público, é necessária a
contratação de serviços privados.
c) a participação dos cidadãos é um princípio
organizacional/operativo que garante a popu-
lação, através de suas entidades representa-
tivas, participará do processo de formulação
das políticas de saúde e do controle da sua
execução, em todos os níveis, desde o federal
até o local.
d) a integralidade afirma as unidades presta-
doras de serviço, com seus diversos graus de
complexidade, formam um todo indivisível
configurando um sistema capaz de prestar
assistência integral.
e) a lei que regulamenta a participação po-
pular é a mesma que dispõe sobre as trans-
ferências intergovernamentais de recursos
financeiros na área da saúde.
OBJETIVOS
- Conhecer os princípios éticos/doutrinários
e organizacionais/operativos do SUS.
- Conhecer as características de cada . , .
pr1nc1p10.
- Diferenciar e caracterizar os Conselhos e
Conferência de Saúde.
A Emenda Constitucional nº 29 - EC 29,
aprovada ao final de 2000 (mas só foi sancio-
nada em 2012), estabeleceu a vinculação de
recursos para ações e serviços públicos de
saúde para os três níveis de governo. Com
isso se procurou enfrentar as dificuldades de
financiamento vividas pelo Sistema Único de
Saúde - SUS praticamente desde sua criação.
Estas dificuldades têm duas vertentes: A ne-
cessidade de ampliação dos recursos desti-
nados à área da saúde, tradicionalmente in-
suficientes e inferiores aos alocados por di-
versos países. A necessidade de estabilização
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
do financiamento, de modo a se evitar a
descontinuidade de ações, serviços e inves-
timentos.
Quando da criação do SUS, pela Constituição
de 1988, ficou estabelecido que a responsa-
bilidade do financiamento seria compartilhada
pela União, estados, Distrito Federal e muni-
cípios. Na mesma ocasião foi criado o Orça-
mento da Seguridade Social - OSS, desti-
nado ao financiamento das áreas de Previ-
dência Social, Saúde e Assistência Social.
Este orçamento é integrado, principalmente,
pela arrecadação originária das Contribuições
Sociais. Foi estabelecido que: "Art. 55. Até que
seja aprovada a lei de diretrizes orçamentá-
rias, trinta por cento, no mínimo, do orçamen-
to da seguridade social , excluído o seguro-
-desemprego, será destinado ao setor de
saúde". Esta determinação esteve presente
na Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO's
até 1993. Apesar da previsão legal, este volu-
me de recursos não chegou a se efetivar. No
ano de 1993, instala-se uma crise no financia-
mento com a interrupção do repasse dos re-
cursos arrecadados diretamente pelo Ministé-
rio da Previdência Social, a Contribuição sobre
a Folha de Salários, aos demais participantes
do orçamento da seguridade. Com isso as
dificuldades de financiame.nto da previdência
transferiram-se para o Ministério da Saúde.
Como solução emergencial, foram contraídos
empréstimos pelo Ministério da Saúde junto
ao Fundo de Amparo do Trabalhador - FAT,
pagos em grande parte nos anos de 1997 e
1998.
Na busca de soluções foram criadas, a título
provisório, contribuições vinculadas à saúde
e baseadas na movimentação financeira a
CPMF (Contribuição Provisória sobre
Movimentação ou Transmissão de Valores e
de Créditos e Direitos de Natureza Financeira),
mas que parou de vigorar a partir do início
INTENS IVÁD PREVENTI VA 37
do ano de 2008. Visando dar uma solução
mais permanente ao financiamento da saúde,
foram elaborados projetos de emenda
constitucional sobre o tema. O primeiro e o
último previam, com algumas diferenças, a
vinculação de recursos dos três níveis de
governo para a saúde. Do processo de
negociação no Congresso resultou a EC 29
que estabeleceu a vinculação de recursos
para ações e serviços públicos de saúde
para União, estados, Distrito Federal e
municípios. Com isso a previsão constitucional
de responsabilidade compartilhada no
financiamento tornava-se mais concreta.
Para a União, os recursos destinados à
saúde passaram a ser corrigidos pela va-
riação nominal do Produto Interno Bruto
- PIB. Para estados, Distrito Federal e mu-
nicípios o montante mínimo de recursos
aplicado em saúde deve corresponder a
um percentual da receita de impostos e
transferências constitucionais e legais.
Este percentual foi gradualmente ampliado até
alcançar 12°/o, para os governos estaduais,
e 15°/o, para os governos municipais, de
2004 em diante.
Preocupado com a questão do financiamento,
o Conselho Nacional de Saúde - CNS, con-
cebeu, em 1993, um sistema de coleta de
informações sobre despesas em saúde. A
partir desta iniciativa o Ministério da Saúde
implanta, em 1999, o Sistema de Informa-
ções sobre Orçamentos Públicos em Saú-
de - SIOPS, destinado à coleta, armazena-
mento, processamento e divulgação de dados
sobre a receita e despesa com saúde dos três
níveis de governo. Em constante desenvolvi-
mento desde então, este sistema tem amplia-
do continuamente sua abrangência, o volume
de dados coletados, a precisão das informa-
ções e sua utilização.
Fonte: www.saude.gov.br
M EOGRUPO - R ESIDÊNC IA M ÉDICA 20 1 3
5 Assinale a incorreta:
a) é preceito constitucional que "Saúde é um
direito de todos e dever do Estado".
b) as Normas Operacionais de Assistência à
Saúde (NOAS) precederam temporalmente as
Normas Operacionais Básicas (NOB).
c) a Lei 8080 trata do processo de descentra-
lização, das competências das diversas esfe-
ras de governo e da organização do sistema.
d) a NOB/93 criou as Comissões Bipartite es-
taduais e a Tripartite federal, para negociar e
deliberar sobre a descentralização, o fluxo
entre as comissões e os conselhos de saúde
e os tipos de gestão.
e) a NOB/96 criou a Gestão Plena de
Assistência Básica e a Gestão Plena de
Sistema Municipal mudando o repasse
federal de recursos por faturamento para
repasse automático do Fundo Nacional aos
Fundos Municipais de Saúde com valor
calculado per capita da população do
' I ' mun1c1p10.
6 ·São diretrizes básicas para operaciona-
lização do SUS, EXCETO:
a) a descentralização com gestão única em
cada esfera de governo.
b) o financiamento através de impostos e con-
tribuições das esferas federal, estadual e mu-
nicipal.
c) a participação social nos três níveis de
gestão.
d) a não participação do sistema privado na
atenção à saúde da população.
e) a regionalização dos serviços de saúde.
7 - O Sistema Único de Saúde (SUS):
a) é composto somente pelos serviços públi-
cos de saúde de todas as esferas do governo.
b) é composto pelos serviços públicos de saú-
de e, de forma complementar, pelos serviços
filantrópicos.
c) é composto pelos serviços públicos de
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 38
saúde e, de forma complementar, pelos ser-
viços filantrópicos e privados lucrativos con-
tratados pelo SUS.
d) é composto pelos serviços públicos de
saúde e, de forma complementar, pelos ser-
viços filantrópicos e pelos planos e seguros
de saúde.
e) é composto pelos serviços públicos de saú-
de e, de forma complementar, pelos planos e
seguros de saúde.
8 - Em relação à iniciativa privada na área
de saúde, segundo a Lei 8.080, de 19 de
setembro de 1990, assinale a alternativa
INCORRETA.
a) A iniciativa privada poderá participar do
Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter
complementar.
b) Os serviços privados de assistência à saú-
de caracterizam-se pela atuação, por iniciativa
própria, de profissionais liberais legalmente
habilitados e de pessoas jurídicas de direito
privado, na promoção, proteção e recuperação
da saúde.
c) É vedada a participação direta ou indireta
de empresas ou de capitais estrangeiros na
assistência à saúde, mesmoque através de
doações de organismos internacionais vincu-
lados à Organização das Nações Unidas, de
entidade de cooperação técnica e de financia-
mento e empréstimos.
d) A assistência à saúde é livre à iniciativa
privada.
e) Na prestação de serviços privados de
assistência à saúde, serão observados os
princípios éticos e as normas expedidas
pelo órgão de direção do Sistema Único de
Saúde (SUS) quanto às condições para o
seu funcionamento.
9 - Em relação à participação da comuni-
dade na gestão do Sistema Único de Saúde
(SUS), segundo a Lei 8.142, de 28 de de-
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
zembro de 1990, assinale a alternativa IN-
CORRETA.
a) O Sistema Único de Saúde (SUS) contará,
em cada esfera de governo, sem prejuízo das
funções do Poder Legislativo, com a Confe-
rência de Saúde e o Conselho de Saúde, que
são instâncias colegiadas.
b) A Conferência de Saúde reunir-se-á a cada
quatro anos.
c) O Conselho de Saúde tem caráter perma-
nente e deliberativo.
d) A representação dos usuários nos Conselhos
de Saúde e Conferências será paritária em
relação ao conjunto dos demais segmentos.
e) O Conselho de Saúde atua na formulação
de estratégias e no controle da execução da
política de saúde, com exceção dos aspectos
econômicos e financeiros.
~ O - Fazem parte das prioridades do pacto
pela vida 2008, exceto:
a) Atenção à saúde do idoso.
b) Controle do câncer de colo de útero e de
mama.
c) Saúde do Homem.
d) Priorização da atenção de média e alta
complexidade.
e) Atenção integral às pessoas em situação
ou risco de violência.
PARA LER EM CASA!
Um estabelecimento de saúde, para reali-
zar procedimentos de alta complexidade
ambulatorial e hospitalar, necessita de:
a) autorização exclusiva do gestor público
local (Secretário Municipal de Saúde).
b) autorização definitiva da Assembleia Legis-
lativa.
c) habilitação prévia por ato normativo espe-
cífico do Ministério da Saúde.
d) autorização exclusiva do Conselho Munici-
pal de Saúde.
-INT ENS IVAO PREVENTI VA 39
e) habilitação prévia pela Comissão de Inter-
gestores Bipartite.
Comentário
Questão retirada da Portaria número 698/GM
de 30 de março de 2006, que define os cus-
teias de ações de saúde é de responsabilida-
de das três esferas de gestão do SUS. Lá diz
que para realização de procedimentos de alta
complexidade ambulatorial e hospitalar neces-
sita de ato normativo específico do Ministério
da Saúde. Resposta letra C.
é'l 1 - A formação de consórcios administra-
tivos intermunicipais é de competência:
a) da direção municipal.
b) da direção estadual.
c) da União.
d) das três esferas de gestão.
e) da direção estadual e municipal.
~ 2 - Depois de quase 1 ano de discussão,
a EC29/2000 foi finalmente aprovada e
sancionada pela Presidente Dilma Rousseff
no dia 13 de janeiro de 2012 através da Lei
complementar 141. Sobre essa Lei, marque
a alternativa incorreta:
a) não considera limpeza urbana como des-
pesa de saúde.
b) considera saneamento básico de domicílios
despesa de saúde, desde que seja aprovado
pelo Conselho de Saúde.
c) fixa o percentual mínimo de 12°/o ou 15°/o
(das receitas tributárias próprias) para o DF
aplicar em ações e serviços públicos de saúde.
d) fixa o percentual mínimo de 12°/o (das re-
ceitas tributárias próprias) para os municípios
aplicarem em ações e serviços públicos de
saúde.
e) com relação à União, o orçamento do ano
anterior serve de base para um acréscimo
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
correspondente à variação nominal do Produ-
to Interno Bruto (PIB), para se chegar ao or-
çamento do ano seguinte.
\1 3 - Sobre o financiamento do SUS, marque
a alternativa incorreta:
a) É dividido em 6 blocos: atenção básica;
atenção de média e alta complexidade ambu-
latorial e hospitalar; vigilância em saúde; as-
sistência farmacêutica; gestão do SUS; e in-
vestimentos em saúde.
b) Os recursos referentes a cada bloco de fi-
nanciamento podem ser aplicados nas ações
e serviços de saúde relacionados à outro blo-
co de acordo com a necessidade local.
c) O bloco da atenção básica é dividido em
PAB-fixo e PAB-variável. Sendo o segundo
destinado para as seguintes estratégias: saú-
de da família; agentes comunitários de saúde;
saúde bucal; entre outros.
d) O bloco da atenção de média e alta com-
plexidade ambulatorial é constituído por dois
componentes: o componente limite financeiro
da média e alta complexidade ambulatorial e
hospitalar - MAC, e o componente fundo de
ações estratégicas e compensação - FAEC.
e) O bloco de financiamento para a vigilância
em saúde destina recurso para o serviço de
verificação de óbito, campanhas de vacina-
ção, AIDS, entre outros.
PARA LER EM CASA!
Sobre o Orçamento da Seguridade Social
é correto afirmar qu.e:
a) suas principais fontes são representadas
pela COFINS (Contribuição para o Financia-
mento da Seguridade) e pelo IR (Imposto de
Renda).
b) é através desse que são destinados os
recursos financeiros para a Saúde, Educação
e Previdência Social.
c) ele varia segundo o nível de emprego do
-INTENS IVAO PREVENTI VA 40
país, uma vez que a maioria dos seus recursos
são provenientes de desconto compulsório
sobre a folha de salários das empresas.
d) suas principais fontes são representadas
pela CPMF (Contribuição Permanente sobre
a Movimentação Financeira) e pelo IPI (Im-
posto sobre Produtos Industrializados).
e) o IPTU (Imposto Patrimonial e Territorial
Urbano) destina parte de suas alíquotas para
compor o Orçamento da Seguridade Social.
Comentário
Para entender essa questão temos que
lembrar do financiamento do SUS. Os re-
cursos do SUS são provenientes do orça-
mento da seguridade social da União, dos
estados, do Distrito Federal e dos municí-
pios. Tudo bem, mas da onde vêm os re-
cursos da seguridade social? A maioria dos
seus recursos é proveniente de desconto
compulsório sobre a folha de salários das
empresas. Mas também possui recursos
provenientes da Contribuição sobre o Fa-
turamento (COFINS) e sobre a Contribuição
sobre o Lucro Líquido (CSLL). Lembrando
que a CPMF até o ano de 2007 contribuía
com os recursos para o SUS, mas esse
imposto foi extinto ... Então, são essas as
fontes de recursos para o SUS? Atualmen-
te, as fontes que asseguram o maior apor-
te de recursos ao Ministério da Saúde
(SUS) são a Contribuição sobre o Fatura-
mento (COFINS), os recursos da Segurida-
de Social e a Contribuição sobre o Lucro
Líquido (CSLL). Os recursos provenientes
de fontes fiscais são destinados pratica-
mente à cobertura de despesas com pes-
soal e encargos sociais. Mas, e o desconto
da folha salarial? A contribuição sobre folha
de salários (INSS), embora entre no orça-
mento da Seguridade Social, não tem mais
qualquer parcela destinada à saúde.
Então, vamos à resposta:
Letra A: incorreta, pois a principal fonte é o
desconto da folha salarial.
Letra B: incorreta, pois não tem recurso para
a Educação.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
Letra C: correta, pois a maioria dos seus re-
cursos é proveniente de desconto compulsó-
rio sobre a folha de salários das empresas.
Letra D: incorreta, pois CPMF nem existe
mais, e IPI não tem parcela para a seguridade
social.
Letra E: incorreta, pois o IPTU não faz parte
do orçamento da seguridade social.
Resposta letra C.
:1 - Os gastos de saúde no Brasil são:
a) majoritariamente públicos com predominân-
cia de recursos estaduais.
b) majoritariamente privados com predominân-
cia do segmento de planos e seguros saúde.
c) repartidos igualmente entre o setor público
e privado com predominância da União e do
segmento de seguro saúde.
d) majoritariamente públicos.
e) majoritariamente privados com predominân-
cia do desembolso direto.
OBJETIVOS
- Conhecer a Evolução do SUS
- Lei 8080:
Saber as principais características
Conhecer o papel de cada esfera do governo
Saber como funciona o sistema privado
- Lei 8142:
Saber as principais características
-NOB 91 :
Entende.r o porquê de voltar atrás
- NOB 93:
Saber o que foi estabelecido
Conhecer as Comissões lntergestoras
- NOB 96:
Saber o que foi estabelecido
Saber o que foi criado
Conhecer a estratégia principal
- NOAS 2001/2002:
Saber o que foi criado
-INTENS IVAO PREVENTI VA 41
Entender o PAB ampliado
- PACTO DA SAÚDE 2006:
Conhecer o que foi estabelecido como o Pacto
pela Vida
- Emenda Constitucional 29 de 2000:
Entender o financiamento do SUS
- PACTO PELA VI DA 2008 / 2011
"Como base para o conjunto da análise, é im-
portante destacar que das 191.722 unidades
de atenção à saúde disponíveis no CNES (ca-
dastro nacional de estabelecimento de saúde),
em março de 2009, 82,8o/o (158.705) cadastra-
ram apenas um tipo de atendimento. A análise
dos Hospitais gerais mostrou que, embora
representassem apenas 2, 7o/o do total de es-
tabelecimentos cadastrados, a maioria deles
(73,1°/o) possuía em seu cadastro os quatro
tipos de atendimento, pelo fato de concentra-
rem a maior parte das atividades da assistência
à saúde. Por outro lado, no cadastro de 93,7°/o
dos Consultórios isolados estava registrado
apenas um tipo de atendimento, principalmen-
te o ambulatorial.
Cabe destacar que unidades maiores e mais
complexas, embora representem um único
estabelecimento de saúde, muitas vezes equi-
valem a vários, se forem considerados os
serviços e atividades que apresentam. Um
Hospital geral, por exemplo, pode ter serviço
de urgência (pronto socorro), atendimento
ambulatorial e internação, em clínica geral e
em diversas especialidades, além de serviços
de exames e terapias, muitas vezes em maior
quantidade e complexidade que unidades
isoladas. O mesmo ocorre com as Policlínicas,
exceto em relação a internações. Também no
que se refere a leitos, consultórios e profissio-
nais, estes estabelecimentos podem oferecer
uma grande quantidade de serviços.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
No que diz respeito à natureza pública ou pri-
vada dos estabelecimentos, a sua distribuição
por região e tipos de convênio, os dados do
CNES mostraram que, no Brasil, 61,6o/o dos
estabelecimentos com internação, 70,4o/o dos
que prestavam atendimento ambulatorial e
72°/o dos que prestavam serviços de apoio à
diagnose e terapia (SADT) eram privados.
Apenas para os estabelecimentos que aten-
diam urgência, observou-se uma maior parti-
cipação de unidades públicas em todo o país.
Nos estabelecimentos com internação, as
unidades privadas foram maioria nas regiões
Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com respecti-
vamente 77 ,0°/o, 75,Bo/o e 64,3°/o do total ca-
dastrado. Destes, cerca de 35,0o/o atendiam
planos privados de saúde e aproximadamen-
te 65,0o/o não atendiam.
Nas regiões Norte e Nordeste, a maioria dos
estabelecimentos com internação era pública
(61,3°/o e 55, 1 o/o) e a participação de estabe-
lecimentos conveniados a planos privados era
menor quando comparada às demais regiões.
Esta distribuição seguiu padrão semelhante
ao observado quando considerados o número
de operadoras e de beneficiários de planos
privados de saúde por regiões do Brasil.
Quanto aos estabelecimentos com atendimen-
to de urgência, nas regiões Sul e Sudeste,
observou-se predomínio de unidades priva-
das. A participação daquelas que atendiam
planos privados de saúde era de 15,3°/o e
20, 1°/o, respectivamente.
Em relação aos estabelecimentos com atendi-
mento ambulatorial, observou-se o predomínio
de unidades privadas em todas as regiões do
país, com exceção do Norte, onde as unidades
privadas apresentaram participação percentu-
al de quase 45°/o. Nas regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste, observou-se maior participação
de unidades ambulatoriais privadas. Nas duas
-INT ENS IVAO PREVENTI VA 42
primeiras, notou-se importante participação de
unidades conveniadas a planos privados de
saúde: 37,3°/o e 43,9°/o, respectivamente."
Fonte: www.ans.gov.br - Saúde Suplemetar
PARA LER EM CASA!
Sobre o Sistema Supletivo de Assistência
Médica (SSAM), marque a afirmativa in-
correta:
a) a modalidade Medicina de Grupo opera com
serviços próprios, conveniados, além de con-
tratar serviços médicos de terceiros (credencia
médicos, hospitais ... ). Os segurados pagam
antecipadamente pelos serviços e têm direito
a cobertura dos eventos previstos em contra-
to. Tem fins lucrativos e opera com autorização
de serviços, permitindo o controle de gastos
com os produtores de serviços.
b) a modalidade Cooperativas não tem fins
lucrativos. Os profissionais de saúde coope-
rados são sócios e prestadores de serviço,
ganhando por produção e por divisão de lu-
cros. A cobertura aos segurados é realizada
em locais próprios ou conveniados. Ocupa
atualmente o segundo lugar na modalidade
de saúde suplementar, perdendo para a Me-
dicina de Grupo. É muito frequente nas cida-
des do interior.
c) a modalidade Autogestão representa os
planos próprios patrocinados ou não pelas
empresas, constituindo o segmento comercial
dos planos e seguros. A empresa pode admi-
nistrar o programa de assistência médica para
seus funcionários (autogestão) ou contratar
terceiros para administrar (administração). A
cobertura é realizada em locais conveniados
ou por livre escolha (reembolso).
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
d) as seguradoras, vinculadas ou não a ban-
cos, representam a modalidade mais recente.
A cobertura do segurado é realizada em locais
conveniados ou por livre escolha (reembolso).
Não opera com autorização para os procedi-
mentos.
e) a carência é contada a partir do início da
vigência do contrato. Os prazos máximos são:
urgência e emergência - 24h; parto a partir da
38ª semana de gravidez - 300 dias; e os
demais casos (consultas, exames, internações,
cirurgia) - 180 dias.
Comentário
Questão boa para relembrarmos as caracte-
rísticas das modalidades de operadoras de
saúde. A única alternativa incorreta é a letra
C, pois a modalidade autogestão representa
os planos próprios patrocinados ou não pelas
empresas, constituindo o segmento NÃO
comercial dos planos e seguros. Cabe fazer
uma observação na letra E, pois temos uma
-INTENS IVAO PREVENTI VA 43
nova resolução a respeito das carências, a
portabilidade de carências, ou seja, mudar
de uma operadora para outra e não precisar
mais aguardar meses ou anos para carências
de doenças preexistentes. Mas para ter di-
reito te que seguir as seguintes regras: estar
adimplente junto à operadora do plano de
origem; possuir prazo de permanência: a) na
primeira portabilidade de carências, no míni-
mo dois anos no plano de origem ou no m í-
nimo três anos na hipótese de o beneficiário
ter cumprido cobertura parcial temporária; ou
b) nas posteriores, no mínimo dois anos de
permanência no plano de origem; o plano de
destino estar em tipo compatível com o do
plano de origem, conforme disposto no Ane-
xo desta Resolução; a faixa de preço do
plano de destino ser igual ou inferior à que
se enquadra o seu plano de origem, consi-
derada a data da assinatura da proposta de
adesão; e o plano de destino não estar com
registro em situação "ativo com comerciali-
zação suspensa", ou "cancelado". Resposta
letra e.
M EOGRUPO - R ESIDÊNCIA M ÉDICA 20 1 3 INT ENSIVÁD PREVENT IVA 44
PARA LER EM CASA!
PRINCIPAIS AVANÇOS OA COBERTURA COM a ADVENTO OA LEI 9 .656/98
Llm1ta11õ.es na quamldade d& consultas e quanto a dias de l1UBmação e a número de procedimentos --------
1Muilos planos de satiae antigos Hmltam o atendimento para Todos os procedímenfos são U1mi1ados. rnclusive consultas, dias de frrtemação
oonsullas médicas por ano e plllr:icipalmente para Internações. em CTI, e.l(ames, sessões de fisioterapia e outros., com exceção dos transtomos
determinando um 11úmel'Q fixo de dias para lntema~o ou para psiquiátricos.
sessões de fisioterapia.
-----------------~-------------------------------~
Doenç•s pre8lstenms ou congflnfta;a
Alguns contratos antigos ~xcluem lotalmen1ea cobertura de
o'oenç.iis pree~tstentes 01.1 congénitas.
As operadoras sao obrigadas a tratar de consumidores com doenças preexistentes
ou congênitas, em condições espedals
-------------- ----
AIDS e ~ncer
M\Jitos planos de 'Sa·ucfe antigos excluem o tratamento dessas
doenças.
A cobertura para essas doenças é obrigatória nos Hm1tes do plano contratado
(ambulatorial, hospitalar). Se o consumidor já era portador quando adql:.llrlU o plano
de saúáe1 essas doenças são consfderadas preeXis'lenles .__ __
Doenças lnfei:fo-contagiosas, como Dengul!, Febre Amarei~ e Malària
A maioria dos contratos antigos não cobrem doenças infecto· Ê obrigatória a cobertura asslstencral para essas doenças, nos limltes d'o plano
contagiosas- ou epidemias como dengue. febre amare1a ou contratado.
malãria.
Orleses e Próteses -A marona dos planos de saúde antigos excluí a cobertura de-
qualquer tipo de ôlteses e próteses.
Fisioterapia
Tratamentos de fisioterapia sao exo1ufdos ou Hmitados a poucas
sessões nos planos de satíc1e alltigos.
D1$turb1os Vlsua1s (Miopia, Hipe(merropfa e Asrlgmati.smo)
A maJorta dos pJanos de saúde antlgos excluJ qualq,uer cirurgia
para ttatamerrto de distúrbios vlstiais,
Obesidade Mórl1ida
Raramente os planos de saôde antigos cobrem1 cirurgias para o
lratamento de obe$idade mórbida.
Acompanhante
N'ão tlâ regu1amentaÇào na matéria. ficando a critério de cada
operadora a defintção da c<ibertura
Pessoas ll(JIT'1doras de deflcrfnc1a
'Os planos de saúde anugos não eram obrig.ados a oferecer
cobertura para pés'SOas po11"doras. de defici~ncia .
Tl7Jllstornos ps1qult1tricos
~ obrigatória a cob~rtura de ór:teses. próteses e $eus lJcessóri9s, 11gado& ao ato
cirúrgico, nos planos com cobertura para lntemaçao hospita!ar, desde que não
tenham finalidade estética.
Quando indicado pelo mêdlco assistente do consumidor1 o tratamento de
fisioterapia é de cobertura obrigatória e em número lílmltado
E obrigatória a cobertura de cirurgias refrativas para pessoas com grau de ntiopía
igual 01.1 superior a 7, unilateral ou bilateral.
Quando Indicados pelo médico assistente óo oon.sumldor, é .obrigatória a cobédura
de cirurg,ias par~ tratamento de obesidade m6rolda.
A rei obriga as operadoras de planos de saúde a oferecerem cobertura para
aooropanhantes de pacientes menores de 18 an"Os. É facult.ldó estender esta
cobertura a acompanhante paciente maior de Idade.
l A lei assegura que ninguém pode ser lmpedfdo de partfcipaJ de um plane de saúda por ser portador de qualql.Jet til)O de deficlênda.
---.......----------------
Poucos planos de saude anOgos cobrem procadlmentos
psiquiátriços. Os pacientes com transtornos mentais, Inclusive
os dependentes qufm1oos (alcoólatras e viciados em drogas},
11t10 tinham acesso ao tJatamento bâslco de sal.lde mental.
Transptantes de nm e comea
Os 'Planos de saúde aniigos excluem, em geral. qvalquer tipo de
transplante
Qulr11fotenrpT&, radToterapia, hernodiállse e traftsfusão
Poucos planos de saúde cobriam qulmiOtel"apia, radioterapia,
hemodiálise e ltansfusão, em geral com limitações de número
de ses.sões,
A leí prevê o alen<llmento a portadores de· lr~nstomos mentais. Inclusive nos casos
de inlO:X1Ci!ÇâO OU abslínêOCl81 provoçadas por a!çoOJi!l-mO ()U OUlrBS rormas de
dependência qulmica. As operadoras devem cobrir tesO-es deoorrentes de tentativas
de sutcfdlo.
Os planos com cobertura para internação hospil·alar C(Jbrem transplan~es de rim e
cõmea, incluindo despesas com doadores vivo$, medicamentos usados na
internação, acompanhamento clínico no pós·operatório. <lespesas com captação,
transporte· e preservação dos õrgãos.
A eobértura é obrigatória nos planos eom CXJ:bertllra amQulatorial, quando realizada
em nlvel ambulatorfali nos pr.anos com cobertura hospitalar quando realizada
durante a intemação.
M EOGRUPO - R ES ID Ê N C IA M ÉD IC A 20 1 3
A partir de 02/01/99, os planos de saúde
suplementar passaram a ser chamados de
planos novos ou adaptados. De acordo
com estes, marque a afirmativa incorreta.
a) é obrigatório que as operadoras ofere-
çam o plano de referência. Este engloba
todo o território brasileiro com acomoda-
ção em enfermaria, garantindo assistência
ambulatorial, hospitalar e obstétrica.
b) o segurado deve preencher a declaração
de doenças preexistentes das quais ele sai-
ba ser portador. Estas serão incluídas ime-
diatamente na cobertura, como um "Agravo",
gerando um acréscimo no valor da mensa-
lidade; ou como "Cobertura Parcial Tempo-
rária", em que as doenças preexistentes são
incluídas integralmente somente após 24
meses.
c) o número de consultas, internações em
terapia intensiva, exames, sessões de fi-
sioterapia é ilimitado, assim como os pro-
cedimentos de quimioterapia, radioterapia,
diálise, transfusão sanguínea e cirurgias
refrativas (miopia > 7) estão incluídos. As
doenças infectocontagiosas, como dengue,
malária, estão incluídas, assim como aids
A
e cancer.
OBJETIVOS
- Definir "universalização excludente".
- Conhecer as principais características de
cada modalidade de saúde suplementar no
Brasil.
- Conhecer a legislação do setor para os
planos novos.
-INTENS IVAO PREVENTI VA 45
d) transtornos psiquiátricos, inclusive nos ca-
sos de intoxicação e abstinência provocadas
pelo alcoolismo e suicídio, estão incluídos.
Além disso, menores de 18 anos podem ter
acompanhante.
e) a solicitação de um cheque-caução dos segu-
rados de plano de saúde é proibida, porém as
operadoras poderão vincular os atendimentos de
urgência e emergência por autorização prévia.
Comentário
Letra A: correta, lembrando que no plano mo-
dalidade referência, após as 24 horas do início
da vigência do contrato, será garantida a co-
bertura integral (ambulatorial e hospitalar)
para urgência e emergência sem qualquer tipo
de limitação, a não ser para os casos de do-
enças ou lesões preexistentes;
Letra B: correta, lembrando na nova resolução
das carências comentada na questão anterior.
Letra C: correta, veja a tabela acima.
Letra D: correta, veja a tabela citada na alter-
nativa anterior.
Letra E: incorreta, pois a operadora não po-
derá utilizar nenhum mecanismo, como, por
exemplo, autorização prévia, que impeça ou
dificulte o atendimento em situações de ur-
gência ou emergência.
Resposta letra E.
"A Saúde da Família é entendida como uma
estratégia de reorientação do modelo assis-
tencial, operacionalizada mediante a implan-
tação de equipes multiprofissionais em uni-
dades básicas de saúde. Estas equipes são
responsáveis pelo acompanhamento de um
número definido de famílias, localizadas em
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uma área geográfica delimitada. As equipes
atuam com ações de promoção da saúde,
prevenção, recuperação, reabilitação de
doenças e agravos mais frequentes, e na
manutenção da saúde desta comunidade. A
responsabilidade pelo acompanhamento
das famílias coloca para as equipes saúde
da família a necessidade de ultrapassar os
limites classicamente definidos para a aten-
ção básica no Brasil, especialmente no
contexto do SUS.
A estratégia de Saúde da Família é um projeto
dinamizador do SUS, condicionada pela evo-
lução histórica e organização do sistema de
saúde no Brasil. A velocidade de expansão da
Saúde da Família comprova a adesão de ges-
tores estaduais e municipais aos seus princí-
pios. Iniciado em 1994, apresentou um cresci-
mento expressivo nos últimos anos. A consoli-
dação dessa estratégia precisa, entretanto, ser
sustentada por um processo que permita a real
substituição da rede básica de serviços tradi-
cionais no âmbito dos municípios e pela capa-
cidade de produção de resultados positivos nos
indicadores de saúde e de qualidade de vida
da população assistida.
A Saúde da Família como estratégia estrutu-
rante dos sistemas municipais de saúde tem
provocado um importante movimento com o
intuito de reordenar o modelo de atenção no
SUS. Busca maior racionalidadena utilização
dos demais níveis assistenciais e tem produ-
zido resultados positivos nos principais indi-
cadores de saúde das populações assistidas
às equipes saúde da família.
O trabalho de equipes da Saúde da Família
é o elemento-chave para a busca permanen-
te de comunicação e troca de experiências
e conhecimentos entre os integrantes da
equipe e desses com o saber popular do
Agente Comunitário de Saúde. As equipes
são compostas, no mínimo, por um médi-
co de família, um enfermeiro, um auxiliar
-INT ENS IVAO PREVENTI VA 46
de enfermagem e 4 a 6 agentes comunitá-
rios de saúde. Quando ampliada, conta ainda
com: um dentista, um auxiliar de consultório
dentário e um técnico em higiene dental.
A atuação das equipes ocorre principalmen-
te nas unidades básicas de saúde, nas re-
sidências e na mobilização da comunidade,
caracterizando-se: como porta de entrada
de um sistema hierarquizado e regionaliza-
do de saúde; por ter território definido, com
uma população delimitada, sob a sua res-
ponsabilidade; por intervir sobre os fatores
de risco aos quais a comunidade está ex-
posta; por prestar assistência integral, per-
manente e de qualidade; por realizar ativi-
dades de educação e promoção da saúde.
Além disso, estabelecer vínculos de compro-
misso e de co-responsabilidade com a popu-
lação; estimular a organização das comunida-
des para exercer o controle social das ações e
serviços de saúde; utilizar sistemas de infor-
mação para o monitoramento e a tomada de
decisões; atuar de forma intersetorial, por meio
de parcerias estabelecidas com diferentes seg-
mentos sociais e institucionais, de forma a in-
tervir em situações que transcendem a espe-
cificidade do setor saúde e que têm efeitos
determinantes sobre as condições de vida e
saúde dos indivíduos-famílias-comunidade."
Fonte: www.saude.aov.br
5 - Segundo a Política Nacional de Atenção
Básica, compete ao Ministério da Saúde:
a) organizar, executar e gerenciar os servi-
ços e ações de Atenção Básica, de forma
universal.
b) garantir fontes de recursos federais para
compor o financiamento do Piso da Atenção
Básica (PAB) fixo e variável.
c) inserir preferencialmente, de acordo com
sua capacidade institucional, a estratégia de
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Saúde da Família em sua rede de serviços,
visando à organização sistêmica da atenção
à saúde.
d) organizar o fluxo de usuários, visando à
garantia das referências a serviços e ações
de saúde fora do âmbito da Atenção Básica.
e) garantir infraestrutura necessária ao funcio-
namento das Unidades Básicas de Saúde,
dotando-as de recursos materiais, equipamen-
tos e insumos suficientes para o conjunto de
ações propostas.
~6 -Associe as colunas:
1 - Porta de entrada para o sistema de saúde
2 - Longitudinalidade
3 - Integralidade
4 - Coordenação do cuidado
( )mesmo quando parte substancial do aten-
dimento à saúde de uma pessoa for reali-
zado em outros níveis de atendimento, o
nível primário tem a incumbência de orga-
nizar, coordenar e/ou integrar esses atendi-
mentos, já que frequentemente são realiza-
dos por profissionais de áreas diferentes ou
terceiros, e que portanto têm pouco diálogo
entre si.
( )espera-se que a Atenção Primária à Saúde
que seja mais acessível à população, em
todos os sentidos, e que com isso seja o
primeiro recurso a ser buscado.
( )o nível primário é responsável por todos os
problemas de saúde; ainda que parte deles
seja encaminhado a equipes de nível se-
cundário ou terciário, o serviço de Atenção
Primária continua co-responsável. Além do
vínculo com outros serviços de saúde, os
serviços do nível primário podem lançar mão
de visitas domiciliares, reuniões com a co-
munidade e ações intersetoriais. Esse prin-
cípio também significa a abrangência ou
ampliação do conceito de saúde, não se
limitando ao corpo puramente biológico.
-INTENS IVAO PREVENTI VA 47
( )a pessoa atendida mantém seu vínculo com
o serviço ao longo do tempo, de forma que
quando uma nova demanda surge esta seja
atendida de forma mais eficiente.
Qual a sequência correta de cima para baixo:
a) 3, 1, 4, 2 d) 4, 1, 2, 3
b) 3, 1, 2, 4 e) 4, 1, 3, 2
c) 4, 2, 3, 1
~ 7 Considerando-se a Estratégia de Saúde
da Família (ESF), é CORRETO afirmar que:
a) a principal característica do PSF é a adstri-
ção de clientela e a vinculação da Equipe de
Saúde da Família a essa clientela.
b) esse Programa é uma estratégia adotada
pelo Ministério da Saúde para a reorganização
da atenção básica à saúde no âmbito do SUS
e, hoje, bastante consolidada apenas nos mu-
nicípios de médio porte.
c) o enfoque do trabalho das Equipes de Saú-
de da Família é a promoção e prevenção da
saúde, devendo, portanto, ficar as ações de
recuperação sob a responsabilidade dos ser-
viços de Pronto Atendimento.
d) o financiamento do PSF se faz principalmente
com recursos do Fundo Nacional de Saúde e
do Fundo Estadual de Saúde.
e) sua equipe é formada por, no mínimo, um
médico, um dentista, um enfermeiro, um téc-
nico de enfermagem e 6 agentes comunitá-
rios de saúde.
~ 8 - Em relação à Estratégia de Saúde da
Família, pode-se dizer que:
a) se baseia na interiorização do médico de
família.
b) preconiza técnicas de baixo custo para
aplicação exclusiva nos grupos mais carentes.
c) se relaciona com os recursos do SIH/SUS.
d) utiliza os princípios da territorialização e
vigilância à saúde da população.
e) só está autorizada a atender a população
que está sob seu cuidado territorial.
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19 Após 1 O anos de implantação no Brasil,
a Estratégia de Saúde da Família (ESF) é
criticada em função do perfil de fixação das
equipes no território nacional. Este perfil é:
a) mais frequente nos grandes municípios.
b) predomina nos municípios litorâneos.
c) mais frequente nos municípios médios.
d) mais frequente nos municípios menores.
e) predomina nos municípios mais ricos.
-INT ENSIVAO PREVENT IVA 48
OBJETIVOS
- Conhecer a equipe que compõe o PSF.
- Saber as funções do PSF.
- Conhecer o número de habitantes/famílias
cadastradas por equipe.
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