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AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 1
📚
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA 
DIFUSA 
Quais são? 
1. Doenças de depósito: esteatose hepática, hemocromatase, doença de Wilson, 
toxidade por amiodarona 
2. Cirrose 
3. Hipertensão portal 
ESTEATOSE HEPÁTICA 
Anormalidade mais comum nos exames de imagem do fígado
Prevalência de 15% na população geral 
Causas principais: 
Doença hepática alcoólica 
Doença hepática não alcoólica (contexto da síndrome metabólica) 
Induzida por fármacos (corticoide, metotrexate…) 
US 
Aumento da ecogenicidade hepática em relação ao baço
Córtex renal relativamente hipoecoico em comparação ao parênquima hepático 
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 2
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 3
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 4
TC 
Redução da densidade hepática 
Relativa: atenuação do fígado menor que 10 HU em comparação com o baço
Absoluta: atenuação do fígado menor que 40 HU 
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 5
RM 
Redução do sinal na sequência fora de fase quando a fração de gordura é > 10-
15%
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 6
ATENÇÃO: perda máxima de sinal quando há 50% de infiltração gordurosa no 
fígado
A deposição de ferro pode mascarar a esteatose
O que é In-phase e Out-phase na RMN? 
Basicamente é um recurso da RMN em que realizamos a supressão do sinal da 
gordura
A água e a gordura são os principais componentes do nosso organismo 
contribuindo para a formação das imagens 
Na aquisição dentro de fase o sinal da água e da gordura se somam, enquanto na 
fora de fase se anulam, gerando perda de sinal (escurecimento) se aquele tecido 
estiver mais impregnado de gordura
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 7
Área de preservação focal da esteatose 
Esteatose focal 
DOENÇAS QUE AUMENTAM A DENSIDADE DO FÍGADO NA TC: 
Hemocromatose 
Colagenoses 
Doença de Wilson 
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 8
Uso crônico de Amiodarona
HEMOCROMATOSE 
Acúmulo de ferro em alguns órgãos
Primária (mutação genética - aumento da absorção intestinal)
Secundária (hemossiderose - hemólise, transfusões...)
No fígado predispõe ao aparecimento do CHC (carcinoma hepatocelular) 
→ USG:
Aumento da ecogenicidade hepática (pouco específico)
Utilizado para rastreio de CHC
→ TC:
Atenuação hepática maior que 70-75 UH sugere hemocromatose
Coexistência de esteatose reduz sensibilidade da TC
→ RM:
Principal exame (mais sensível e específico)
Hipossinal hepático (comparar com o sinal do músculo) 
Permite quantificar o acúmulo de ferro
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 9
CIRROSE 
Principais causas: alcoolismo, hepatites virais, esteato-hepatite não-alcoólica, etc 
Três características básicas da cirrose: 
Fibrose
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 10
Regeneração nodular
Distorção da arquitetura hepática
Cirrose na US 
Atrofia do lobo direito e do segmento medial do lobo esquerdo, com hipertrofia 
compensatória do lobo caudado e do segmento lateral do lobo esquerdo (devido 
a alterações segmentares no fluxo sanguíneo portal para o fígado)
Alargamento do espaço periportal
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 11
 
Irregularidade da superfície hepática 
Parênquima hepático heterogêneo (nodularidade fina ou grosseira, fibrose) 
Cirrose na TC 
Irregularidade da superfície hepática 
Parênquima hepático heterogêneo (nodularidade fina ou grosseira, fibrose) 
Alargamento do espaço periportal 
AULA 4 - DOENÇA HEPÁTICA DIFUSA 12

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