Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Manual de Madeira 
na arquitetura contemporânea
de estudantes para estudantes
Fo
to
 d
e
 c
ap
a:
 @
Ta
ku
m
i O
ta
. D
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
1P
6
lD
e
z
Este manual foi elaborado entre 2018 e 2019 como projeto de extensão 
conhecer, refletir e inovar na construção civil, curso de Arquitetura e 
Urbanismo da UFPR.
Autor: Christian Ferreira de Oliveira
Orientador: Cervantes Ayres Filho
Colaboradores: Bianca Freitas, Camila Garus e Emanuella Bruning
4
Fo
to
 d
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
2M
e
4L
S
V
5
Sumário:
Introdução.............................................................................................7
O papel da madeira na nova arquitetura......................11
CLT: como funciona?..................................................................25
Dúvidas, limitantes, preconceitos....................................33
Estudos de caso...........................................................................49
Referências e anexos................................................................75
6
Reino Unido, França e países vizinhos vistos do espaço. Foto disponível em: https://go.nasa.gov/2wTOI6Z
7
Introdução:
No contexto de mudanças climáticas e esgotamento dos recursos naturais, a sociedade se vê 
na urgência de mudança. A construção civil, nesse momento, também começa a reconhecer 
seu papel como uma das principais responsáveis pela degradação do meio ambiente. 
Ao passo que a tecnologia evolui, encontramos alternativas ambientalmente mais amigáveis 
para a construção civil. Uma delas é a utilização da madeira de forma industrializada, que será 
abordada neste manual.
Esse manual foi elaborado por estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal 
do Paraná como projeto de extensão durante o ano de 2018 e 2019. Seu objetivo é conferir uma 
introdução aos novos métodos construtivos da madeira, com o foco em estudantes que estão 
aprendendo a projetar. Utilizamos uma linguagem acessível e didática, diagramas e diversas 
imagens para que o alcance deste conteúdo seja o maior possível. Caso o manual desperte o 
interesse de quem lê (como esperamos!), talvez o dirija para um aprofundamento dos temas 
aqui apresentados. Leituras por nós recomendadas se encontram ao final do manual.
Ansiamos para que essas ideias se popularizem e, quem sabe, a prática de projeto dentro da 
própria universidade comece a mudar, e que isso se amplie para vida profissional.
Christian Ferreira de Oliveira
8
Arquitetura e o aquecimento global - Poluição, superpopulação, 
esgotamento de recursos naturais:
A construção civil é um dos grandes responsáveis pelas mudanças climáticas recentes. A pro-
dução de concreto, por exemplo, é responsável direta por 5% das emissões humanas de CO2¹. 
Para se fabricar uma tonelada de cimento, são emitidas mais que cinco toneladas de dióxido de 
carbono, sem contar a poluição proveniente do seu transporte e danos físicos da mineração². 
O aço, outro protagonista na indústria da construção global, exige grandes quantias de energia 
elétrica para ser fabricado, um problema quando a matriz energética de um país é dependente 
de fontes não renováveis.
Mais da metade das sete bilhões de pessoas do mundo já está vivendo em ambientes urbanos. 
É previsto que, até 2050, teremos quase dez bilhões de habitantes, 75% desses vivendo em ci-
dades³. Os prédios que são hoje construídos raramente levam em consideração aspectos como 
eficiência energética, reciclabilidade dos materiais construtivos, autonomia em eletricidade e 
afins. As metrópoles crescem num ritmo acelerado e os recursos se extinguem rapidamente, 
quando não são geridos da maneira correta. 
A arquitetura, diante desse cenário, precisa se posicionar. Não haverá um futuro digno se não 
reconhecermos nosso papel social e ambiental. Devemos, nesse momento, entender e assimilar 
as novas tecnologias que permitem contribuir para um futuro mais justo.
Qual é a ideia?
Considerando esse contexto de necessidade de ação, a construção de edifícios é uma área que 
pode se beneficiar enormemente de uma tecnologia mais ecológica do que as mais comumen-
te utilizadas: a construção com madeira.
Projetos mais ecológicos podem ser realizados em diferentes escalas - dos elementos estrutu-
rais à eficiência energética. O que compilamos neste manual contempla os aspectos construti-
vos.
8
9
Extremos climáticos são hoje mais comuns do que nunca. Estamos a um passo de um caos ambiental irreversível, 
a não ser que as medidas necessárias sejam tomadas. A arquitetura tem que reconhecer seu papel e, diante desse 
cenário preocupante, se engajar. Foto disponível em: https://bit.ly/2QFRoO4
Foto disponível em: https://go.nasa.gov/2wTOI6Z
9
10
Fo
to
 d
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
2o
R
F
X
H
3
11
O papel da madeira na 
nova arquitetura
12
O motivo ambiental: 
Madeira é reconhecidamente um material ecológico, desde que explorada e utilizada da ma-
neira correta. Uma árvore, enquanto cresce, absorve CO2 atmosférico e o transforma em car-
bono orgânico, que fica armazenado no tronco até sua morte e decomposição. Esse carbono é 
então liberado novamente para a atmosfera ou permanece no solo na forma de outras molécu-
las orgânicas. Enquanto outros materiais construtivos passam por processos industriais intensos, 
a madeira pode ser utilizada quase sem nenhum beneficiamento. 
Assim, uma estrutura erguida com madeira também é responsável pelo sequestro de carbono 
atmosférico. Quando concluído, o edifício pode ter um crédito negativo de emissões, ou seja, 
apenas absorveu, e quase nada emitiu. Estudos apontam que, para cada metro cúbico de ma-
deira utilizada em estruturas, é sequestra uma tonelada de CO2 atmosférico4.
Para que a madeira possa ser utilizada em construções, é exigido um manejo correto, de modo a 
minimizar o impacto ambiental - ou seja, zero desmatamento. Desta forma, temos que conside-
rar as matas reflorestadas, que podem permitir esse tipo de exploração econômica sem sacrifi-
car o meio ambiente. O Canadá faz uso de suas florestas boreais naturais há tempos, e mesmo 
assim a área do país coberta por mata é estável ao longo dos anos5.
Gráfico adaptado do Athena 
EcoCalculator, comparando a 
proporção dos impactos am-
bientais provenientes do uso da 
madeira, aço e concreto. É nítido 
o destaque da madeira como 
material ecológico. Foto: @Do-
vetail Partners (Athena ecocal-
culator). Disponível em: https://
bit.ly/2NwORDw
13
No Brasil, a espécie mais apta para exploração econômica é o Pinus. A espécie não é nativa do 
país - foi introduzida ainda na década de 30. Porém, foi apenas quatro décadas mais tarde que, 
através do melhoramento genético e incentivos fiscais, começou-se a explorar economicamen-
te essa espécie. Temos 1,56 milhão de hectares de mata de reflorestamento de Pinus - 38,7% 
é utilizado para produzir carvão vegetal (para uso em termelétricas), enquanto 16,4% torna-se 
madeira estrutural6. O potencial é grande.
Distribuição do plantio de Pinus pelo Brasil e parcela 
pela qual cada estado é responsável na produção na-
cional. A região sul se destaca com aproximadamente 
85% da produção nacional da Pinus. Mapa disponível 
em: https://www.ipef.br/estatisticas/relatorios/anua-
rio-ABRAF13-BR.pdf
Quantos hectares de plantio de Pinus têm os principais 
estados produtores. O Paraná é o líder, com quase 620 
mil hectares, seguido por Santa Catarina com 540 mil. 
Mapa disponível em: https://www.ipef.br/estatisticas/
relatorios/anuario-ABRAF13-BR.pdf
14
No passado:
A madeira é usada como material construtivo há milhares de anos. A tipologia clássica de tem-
plo grego, por exemplo, surgiu a partir do Templo de Isthmia (650 a.C.), feito de madeira. Na 
arquitetura chinesa e japonesa, a madeira ganhou expressividade na construção dos grandes 
palácios e templos, como a Cidade Proibida de Pequim, que data do século XV. O edifício de 
madeira mais antigo eainda de pé é o templo de Horyu-ji, no Japão, concluído em 6077. Quando 
tratada da maneira correta, a madeira é tão durável quanto o concreto ou aço.
A longa tradição da construção com madeira veio a constituir culturas que veem o material 
como sinônimo de conforto e proteção - algo que remete ao lar e à habilidade artesanal. Po-
rém, a partir da revolução industrial, com a popularização de novas tecnologias construtivas e 
a expansão das grandes metrópoles modernas, a madeira perdeu espaço. Hoje a madeira tem 
pouca participação nas cidades brasileiras, e mesmo na arquitetura residencial possui um papel 
periférico, ornamental.
Na cidade contemporânea, a madeira perdeu espaço. Foto disponível em: http://challenge2050.org/brazil/
14
15
Templo de Horyu-ji, no Japão, concluído em 607. Localizado na cidade de Ikaruga, é a mais antiga estrutura de ma-
deira ainda de pé. Foto disponível em: https://bit.ly/2IiauGl
Cidade proibida de Pequim - Salão da Harmonia Suprema. Feito de madeira, foi reconstruído pela última vez em 1697. 
É uma das maiores estruturas de madeira da China. Foto disponível em: https://bit.ly/2oR6dRJ
15
16
No presente:
Nas últimas décadas, tecnologias inovadoras abriram portas para novas possibilidades de apli-
cação da madeira na construção civil. As madeiras engenheiradas - que passam por processos 
industriais, como cola e prensa - expandiram os horizontes de possibilidades estruturais, plás-
ticas e são uma resposta às preocupações ambientais. Um tipo de madeira engenheirada é a 
CLT - Cross Laminated Timber, ou Madeira Laminada Cruzada.
Esse material consiste na colagem e prensa de consecutivas lâminas (tábuas, lamelas) de ma-
deira. A CLT normalmente tem 3, 5 ou 7 lâminas sobrepostas, cada uma disposta perpendicu-
larmente em relação à anterior. As colas usadas são de tipo industrial, normalmente não tóxi-
cas, não inflamáveis e extremamente resistentes. A maioria das variantes de colas são derivadas 
do formaldeído - tóxico, porém admitido pela legislação em quantias que não ofereçam riscos 
aos usuários. A tecnologia já existia na primeira metade do século XX, porém só foi popularizada 
com o advento de novas colas, mais resistentes, e da evolução do processo industrial de fabri-
cação.
Sequência de montagem de uma placa de CLT: tábuas são organizadas paralelamente, formando uma camada. As 
camadas seguintes são dispostas perpendiculares à camada anterior, resultando numa chapa.
17
Na produção das camadas da CLT usam-se tábuas com seções de dimensões próximas, in-
clusive provenientes de espécies de árvores diferentes. As camadas em conjunto, após serem 
coladas e prensadas, criam uma placa de resistência relativamente uniforme e previsível, eli-
minando a variação que é natural dos tecidos da madeira quando utilizada in natura. A prática 
permite o uso de partes da madeira que seriam dispensadas na produção de vigas ou colunas 
maciças, como os nós. Além disso, é possível criar peças de grandes dimensões, que nas técni-
cas tradicionais iriam exigir árvores com troncos de proporções respeitáveis, não muito comuns 
e economicamente inviáveis na maioria dos casos. Após as placas serem coladas e prensadas, 
peças individuais podem ser cortadas de acordo com as dimensões exigidas para cada projeto.
Placas de CLT com 5 lâminas de 
madeira. É este o aspecto tradi-
cional do material Foto disponível 
em: https://bit.ly/2NZxFaR
Fabricação das chapas de CLT. Na 
foto as lâminas já estão dispostas 
paralelamente, para que então a 
cola industrial seja aplicada. Se-
guindo essa etapa, teriamos o 
depósito da próxima camada de 
lâminas perpendiculares às an-
teriores. Posteriormente a placa 
será prensada. Foto disponível 
em: https://bit.ly/2N1yTpC
18
Acima, placas de CLT após coladas e prensadas. É possíver notar as diferenças de dimensões entre as tábuas e orien-
tação dos veios. Foto disponível em: https://bit.ly/2cBSdmO
Abaixo, ambiente de produção industrial de CLT. Foto disponível em: https://bit.ly/2wRjoWq
19
Placa de CLT com 
três camadas sen-
do prensada logo 
após a aplicação 
do adesivo indus-
trial. Foto disponí-
vel em: https://bit.
ly/2MZzmJ4
Parede de CLT 
com as aberturas 
(programadas 
pelo projeto arqui-
tetônico) cortadas 
ainda na fábrica. 
Foto disponível 
em: https://bit.
ly/2wVAS4R
20
Outros tipos de Madeiras:
A tecnologia da cola e prensa de seções de madeira também é utilizada em tipologias um pou-
co distintas. Dentre elas, podemos citar a Laminated Strand Lumber (LSL), Laminated Veneer 
Lumber (LVL) e Glued Laminated Timber (Glulam). Cada uma dessas categorias pode variar na 
espessura e largura das lâminas e orientação da colagem. Podem ou não ser usadas de maneira 
intercambiável no projeto arquitetônico, a depender da demanda estrutural, desempenho con-
tra fogo exigido e aspecto estético desejado.
LSL - Madeira Lamina-
da Serrada
LVL - Madeira Laminada 
Folheada
CLT - Madeira Lamina-
da Cruzada
Diagramas representativos dos outros tipos de madeiras engenheiradas. Retirado e adaptado do livro “The Case for 
Tall Wood Buildings”, de Michael Green.
21
Glulam é a sigla para Glued Laminated Timber, ou Madeira Laminada Colada. É formada atra-
vés da cola de várias tábuas de madeira com até alguns centímetros de altura, de maneira si-
milar à CLT. Porém, o que distingue os dois sistemas é a orientação das lâminas: para a Glulam, 
são todas paralelas. Comparável à CLT, a Glulam tem boas propriedades estruturais, também 
se configurando como um das alternativas ecológicas para a construção civil contemporânea. É 
normal a sua aplicação associada à CLT e também em elementos como pilares e vigas.
Placa de Madeira Laminada Colada durante o processo industrial de fabricação. Ao contrário da Madeira Laminada 
Cruzada, a Glulam tem todas as suas tábuas dispostas paralelas entre si. Foto disponível em: https://bit.ly/2y68j5g
22
A LSL, Madeira Laminada Serrada, é uma chapa similar ao OSB (Painel de Tiras de Madeira 
Orientadas) que consiste no arranjo de vários pequenos pedaços de madeira, organizados para-
lelos ao eixo longitudinal da placa a ser fabricada. Da mesma maneira que a CLT, a LSL é colada 
e prensada, conferindo uma peça de resistência previsível, com bom desempenho para uso em 
estruturas. É popular na construção de residências de Wood Frame na América do Norte.
Seção de uma peça de LSL. A orientação das lascas de madeira são bem visíveis. Foto disponível em: https://bit.
ly/2RyIUte
23
LVL é sigla para Madeira Laminada Folheada. Essa tipologia de madeira engenheirada consiste 
na cola e prensa de sucessivas lâminas de madeira, cada uma com normalmente alguns milí-
metros de espessura (em oposição à CLT ou Glulam, cujas tábuas chegam a ter alguns centíme-
tros). Popular na América do Norte, sua aplicação mais comum é, junto com a LSL, na arquitetura 
domiciliar, mas também sendo usada na confecção de móveis e portas. Devido a limitações do 
adesivo industrial utilizado para a fabricação das chapas, não é recomendada para aplicação 
estrutural em ambientes externos. É comum encontrar a LVL usada em complemento à Glulam.
Seção de uma peça de LVL, destacando a disposição de cada folha de madeira. Foto disponível em: https://bit.ly/2O-
JPr5F
24
Fo
to
: @
M
ic
h
ae
l G
re
e
n
 A
rc
h
ite
ct
u
re
. D
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
2M
av
Je
7
25
CLT: como funciona?
26
Noções básicas:
Um edifício feito de madeira é, de certo modo, 
similar aos erguidos de concreto ou aço: pilares, 
vigas, paredes e pisos podem todos ser feitos a 
partir das placas de madeira.
Sendo a produção das placas de CLT um pro-
cesso industrial, ocorre o dimensionamento e 
pré-fabricação de todas as peças necessárias. 
É importante o planejamento das aberturas e 
dos encaixes e juntas (detalhes normalmente 
feitos de aço). O corte das vigas, pilares e afins 
são todos feitos na fábrica.
Abaixo algumas 
tipologias pos-
síveis de serem 
usadas em edifí-
cios de CLT:
Pilares e Vigas 
sustentamo piso 
Paredes estru-
turais e piso 
estrutural
Piso estrutural 
apoiado direta-
mente no pilar
Vigas se apoiam 
em paredes 
estruturais - misto
Piso de CLT sendo içado sobre as vigas. Foto disponível em: 
https://bit.ly/2E7dKXc
26
27
Após produzidas todas as peças, elas são então transportadas para o sítio de construção e o 
prédio começa a ser erguido. É importante entender que as dimensões das peças podem ser 
limitadas pelo espaço disponível no local para a madeira ser içada, tamanho do caminhão e do 
contexto urbano e capacidade de produção da indústria responsável. Em ruas muito estreitas 
torna-se difícil a entrada de veículos de transporte grandes. Na América do Norte, o limite de 
uma peça única de CLT já atingido foi 17 por 17 metros.
Em termos estruturais, a madeira CLT oferece várias possibilidades. Estima-se que vigas de con-
creto armado e CLT, de dimensões iguais, oferecem resistências semelhantes à tração e com-
pressão - a de madeira porém, chega a ser seis vezes mais leve8. 
Lakefront Kiosk, em Chicago, é um pavilhão de CLT contruído de CLT e vidro apenas. Projeto dos arquitetos Yasmin 
Vobis & Aaron Forrest e realizado em 2015, sua cobertura é uma peça única de madeira em formato quadrado com 
17 metros de lado - a maior dimensão já atingida por uma peça do gênero na América do Norte. Foto: @Naho Kubota 
Photography. Disponível em https://www.archdaily.com/778301/lakefront-kiosk-ultramoderne
28
A fundação para edifícios de madeira é feita de concreto. Como o peso resultante é considera-
velmente menor do que o de um prédio de concreto, se exige menos da fundação - esta , por 
consequência, pode utilizar menos material. Finalizada a fundação e com as peças do prédio 
já fabricadas, é possível erguer a estrutura extremamente rápido, em uma montagem quase 
análoga a peças de lego. A favor da madeira, temos ainda o fato de que esse tipo de construção 
cria um sítio de trabalho muito mais limpo e organizado, a benefício dos profissionais da obra - 
esses, por outro lado, devem ser capacitados para edificações do gênero. 
Peso consideravelmente menor para a mesma área construída. Com fundações de concreto menos profundas, se 
economiza recursos. 
28
29
O desempenho térmico e acústico da madeira costuma não representar problema, já que o 
material tem ótimas propriedades naturais relativas a esses aspectos. As irregularidades da su-
perfície da madeira impedem que o som ecoe no interior de um edifício. Diferentes madeiras 
também costumam ter baixa transmissividade térmica, fazendo com que as trocas de calor com 
o meio sejam menores. A transmissão sonora e térmica, em um edifício do gênero, normalmente 
ocorre através das juntas de aço - são essas que precisam de um tratamento distinto, a depen-
der do contexto.
O edifício Brock Commons, em Vancouver, é composto por pisos de CLT estruturais, apoiados sobre pilares de Glu-
lam. Foto disponível em: www.naturallywood.com
29
30
CLT é ainda um material versátil que pode ser aplicado em variantes mistas. Edifícios híbridos, 
por exemplo, com partes de aço, concreto e madeira. Essas alternativas podem se mostrar 
mais acessíveis economicamente ou, inclusive, mais fáceis de receberem aceitação pública, já 
que existem fortes preconceitos culturais contra a madeira. Vale considerar que dependendo 
do volume de materiais não renováveis utilizado, a justificativa ambiental fica muito prejudicada. 
Exemplo de tipologia híbrida. Neste caso, o núcleo de 
circulação vertical é feito de concreto. Os pisos de CLT 
são estruturais e apoiados por pilares de Glulam. Encaixes 
de aço foram fixados no volume central para apoiar as 
placas de CLT. Em alguns casos, a combinação dos mate-
riais pode conferir mais resistência a esforços laterais, por 
exemplo. Boa parte dos edifícios de CLT já construídos 
fazem uso dessa tipologia construtiva.
30
31
A maioria dos edifícios de CLT ao redor do mundo ainda é de pequeno porte. Em alguns casos, 
a legislação de construção com madeira foi o limitante. Em outros, incorporadoras céticas. O 
objetivo é que a ideia do uso da madeira seja difundida e que se proponha expandir os limites já 
atingidos. Um exemplo é a PLP Architecture e sua conceitual Oakwood Tower, um arranha céu 
de madeira em Londres com 300 metros de altura. Com o tempo, poderíamos ver o retorno da 
madeira às nossas cidades. 
A Oakwood Tower é uma proposta do es-
critório PLP Architecture em conjunto com 
pesquisadores de Cambridge. Seguindo a 
tendência de adoção da madeira engenhei-
rada na arquitetura, o prédio de 300 metros 
de altura seria o maior edifício de Londres e 
de longe a mais alta construção de madeira 
da história. Com 93 mil metros quadrados de 
área, ofereceria até mil residências. Apesar de 
ainda não realizado, o projeto foi concebido 
tendo em mente as normas vigentes anti-
-incêndio. Arranha céus de madeira já estão 
próximos da viabilidade.
31
32
Fo
to
 d
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
2y
jJ
0
w
v
33
Dúvidas, limitantes, preconceitos
34
Muitas vezes o que impede profissionais, mesmo que em treinamento, de conceber propos-
tas arquitetônicas que utilizem madeira é a desinformação e pressões externas que reforçam 
preconceitos. Como será demonstrado a seguir, as novas tecnologias de madeira são sim tão 
eficientes quanto os materiais mais populares do mercado - a maioria dos temores se relaciona 
ao senso comum, e não se sustenta hoje em dia. Os pontos analisados servem para esclarecer 
a quem lê aspectos importantes do método construtivo, buscando auxiliar em projetos que 
querem fazer uso da madeira. 
Quanto mais a ideia é divulgada e a desconfiança atenuada pelo esclarecimento, mais próximos 
ficamos da real mudança cultural na construção civil, em prol de um futuro mais justo.
Wood Innovation and Design Center, projeto de Michael Green Architecture. Foto: @Michael Green Architecture. Dis-
ponível em: https://bit.ly/2MavJe7
35
Custo e competitividade:
Um prédio comercial de madeira pode ser erguido em pouquíssimo tempo, entrando em ati-
vidade mais cedo e tendo retorno econômico rapidamente, o que pode justificar um eventual 
investimento inicial maior no sistema de CLT. O canteiro também é mais limpo e organizado, há 
pouco desperdício de material e economiza-se com fundações. O real custo da construção 
com CLT, porém, é muito relativo e depende de condicionantes regionais, principalmente de 
oferta do material. 
Entramos em contato com indústrias de produção de CLT do estado de São Paulo para tentar 
obter uma estimativa de preço para a construção com madeira no Brasil. A resposta obtida foi 
uma média de 3000 a 5000 reais por metro cúbico de CLT. Aplicando esse valor à uma placa de 
madeira a ser usada como parede estrutural, de 11,9 metros de comprimento (máximo admitido 
no Brasil), 2,5 de altura e 16 centímetros de espessura, com 5 camadas de lamelas, obtemos 
uma faixa de preço que vai de 14,3 a 23,8 mil reais. Para uma laje com 2,75 metros de largura, 5 
de comprimento e 20 centímetros de altura, também com 5 camadas, temos entre 8,3 e 13,8 mil 
reais de custo.
A madeira CLT tem potencial de ser um material competitivo: em estudos internacionais, com-
parações de orçamentos entre concreto armado e CLT, para o mesmo edifício, foram favoráveis 
à madeira9. Porém, esses mercados já estavam mais adaptados à madeira engenheirada. O Bra-
sil possui pouquíssimas indústrias que trabalham com CLT. Na região metropolitana de Curitiba 
(e no resto do Paraná) não há nenhuma. A maioria das empresas são encontradas no estado de 
São Paulo. Para construir com CLT aqui, é necessário transportar do estado vizinho. Como isso 
impacta no custo (e sobre o meio ambiente) certamente é um ponto a ser analisado. À medida 
que o mercado se diversifica, mais acessível será a CLT para todos - e para que isso aconteça, 
antes é necessário demonstrar que há demanda por esse material. 
36
Tabela comparativa de preços entre construção com concreto armado e madeirapara diferentes 
estados canadenses (retirada e adaptada do livro The Case for Tall Wood Buildings, de Michael 
Green). Foram comparadas províncias mais afastadas dos centros urbanos e áreas próximas às 
metrópoles. O Canadá, com uma indústria madeireira madura e maior oferta de fábricas de CLT 
(comparado ao Brasil), consegue fazer da madeira um material extremamente competitivo em 
boa parte dos cenários. Na tabela, o “Método charring” corresponde ao uso da madeira exposta, 
exigindo que o pré dimensionamento considere um volume extra de CLT para garantir a função 
estrutural em caso de incêndio (esse aspecto será melhor explicado nas páginas seguintes). Já o 
“Método encapsulado” se trata da proteção da madeira através do uso de revestimentos, assim 
exigindo um volume menor de CLT. 
36
37
Limitações do partido arquitetônico:
Peças de CLT e Glulam são versáteis e permitem inúmeras possibilidades plásticas (algumas 
delas demonstradas nos estudos de caso deste manual). Como a placa de CLT é fabricada e 
então cortada de acordo com as dimensões exigidas pelo projeto, há possibilidade de peças 
curvas, por exemplo. 
Ginásio de Handebol para uma escola dinamarquesa, projeto do Bjark Ingels Group (BIG). A quadra de esportes é 
rebaixada em relação ao terreno, e o teto de CLT curvo cria uma espécie de morro na superfície para o uso comum. 
Foto: @Rasmus Hjortshøj. Disponível em: https://bit.ly/2oSKvgo
37
38
Legislação e normas:
A madeira ainda tem dificuldade de se consolidar como uma protagonista dentre os materiais 
construtivos ao redor do mundo, mesmo em países desenvolvidos. A maioria das leis que regu-
lamentam a construção com CLT e Glulam datam de apenas alguns anos. A legislação brasileira 
simplesmente não atende às novas tecnologias de madeira industrializadas. 
Nessas situações, é sugerido o uso de códigos internacionais, de nações cujas indústrias 
de construção já se adaptaram à CLT (Canadá e Noruega, por exemplo). Como esses países 
foram pioneiros no uso das novas tecnologias de madeira, eram necessários testes e projetos 
audaciosos que provavam as capacidades do material. Hoje, nos referenciamos a essas nações 
que já passaram pelo estágio inicial de adaptação à CLT como um modelo a se adotar local-
mente.
Retirado e adaptado do livro “The Case for Tall Wood 
Buildings”, de Michael Green.
39
Aplicação e pré-dimensionamento:
Além de buscar popularizar esse material já no ambiente de projeto da graduação, também 
tentamos introduzir o leitor a algumas condicionantes e características do projeto com madeira 
engenheirada, como veremos a seguir. A madeira pode ser apropriada pelas nossas cidades de 
diversos modos - no futuro, poderemos encontrá-la em praticamente qualquer lugar. 
 
A aplicação da madeira na arquitetura vai depender da configuração do projeto. Obras de gran-
de escala, com geometrias complexas e componentes estruturais incomuns são possíveis, 
sim, mas terão de mobilizar toda a estrutura de uma indústria para produzir peças condi-
zentes com dada situação, de maneira similar ao concreto pré-moldado. Nesse contexto, cada 
caso é um caso, e merece ser analisado com cuidado.
The Smile, projeto de Alisson Brooks Architects em Londres. Construções de madeira com formas que escapam ao 
comum são possíveis, mas acabam mobilizando mais da indústria para sua produção. O impacto sobre o custo da 
edificação pode ser substancial. Foto: @Paul Riddle. Disponível em: https://bit.ly/2Ocyf6c
40
Porém, a maior parte dos projetos que realizaremos (na graduação e na vida profissional) pos-
suem configurações mais simples. Assim, para esses casos, a aplicação da madeira pode ser 
guiada por tabelas de pré-dimensionamento. Elas auxiliam projetistas e calculistas apresen-
tando os limites com os quais as indústrias normalmente trabalham e as capacidades de carga. 
Essas tabelas possuem especificações como: espessura mínima e máxima do painel; larguras 
padrão; comprimento máximo; carga máxima admitida; classificação de resistência ao fogo (para 
diferentes espessuras de placas); espessura e quantidade de lamelas; orientação das lamelas; 
etc. 
Descrevemos algumas dessas condicionantes padrão, de modo a facilitar a aplicação de CLT 
em projetos arquitetônicos. As informações a seguir derivam das tabelas do escritório de cálculo 
estrutural de madeira Carpinteria, principal referência na aplicação de madeira engenheirada no 
país. As informações deste capítulo foram baseadas nessas tabelas e não necessariamente 
representam o universo de produção de madeira engenheirada (use-as como base, mas não 
se limite à elas!). Destacamos ainda que as informações apresentadas são um guia para o pro-
jeto, mas que em casos reais o acompanhamento de um escritório de cálculo estrutural se faz 
importante. 
 - Para as placas, as espessuras variam entre 5,7 a 25 centímetros, dependendo da quan-
tidade e espessura das lamelas. Placas mais espessas são, naturalmente, mais resistentes a 
aplicações de cargas e contra o fogo, como também mais caras.
 - As espessuras disponíveis para as lamelas são (em centímetros): 1,9; 2,0; 3,0 e 4,0.
 - As larguras padrão dos painéis são (em metros): 2,40; 2,50; 2,75 e 2,95. Em paredes es-
truturais, é desejável que as lamelas externas sejam paralelas ao sentido das forças aplicadas 
- ou seja, verticais. 
 - O comprimento máximo admitido por um painel é, no Brasil, 11,90 metros.
41
No caso do uso do sistema de pilar e vigas, o dimensionamento dos elementos estruturais ocor-
re obedecendo às especificidades do projeto. Se para os pilares é antes necessária a análise da 
carga por ele recebida, as vigas podem ser pré dimensionadas seguindo algumas aproxima-
ções: vigas bi-apoiadas de madeira podem vencer até 35 metros de vão, sendo sua altura 
1/17 do comprimento. 
Vãos maiores também podem ser obtidos, seja utilizando vigas treliçadas de CLT, até 60 me-
tros, ou arcos de Glulam, para até 100 metros. No caso de um arco bi-articulado de Glulam, 
por exemplo, a altura da peça corresponde a 1/50 do vão. 
Deixamos disponível, ao fim do manual, as tabelas de pré-dimensionamento do escritório Car-
pinteria. Esse material foi cedido a nós pelo escritório para contribuir na pesquisa e na elabora-
ção deste manual, não sendo de autoria nossa.
The Radiator, projeto de PATH Architecture em 
Portland, possui associação de pilares e vigas de CLT. 
Foto disponível em: https://bit.ly/2Y0GXsB
Clube de Golfe em Yeoju, projeto de Shigeru Ban. O 
edifício possui abóbodas de madeira. Foto: @ Hiroyuki 
Hirai. Disponível em: https://bit.ly/2TFvNeh
41
42
Umidade, apodrecimento e cupins:
A CLT pode perder durabilidade caso não seja bem protegida contra a umidade. Para evitar esse 
cenário, é necessário um afastamento da estrutura em relação ao solo, mantendo-a isolada. 
Mesmo na junção entre uma laje de concreto e uma parede de madeira é exigida uma membra-
na de proteção. Em locais mais úmidos, quando maior a distância em relação ao solo, melhor. 
Ainda, num cenário em que a estrutura é exposta à umidade, é fundamental permitir, com 
dispositivos de projeto, que ela possa secar e voltar a um estado tolerável. Se a prevenção 
dessas ocorrências é bem realizada, a madeira pode durar séculos. 
Com relação aos cupins, temos alguns artifícios úteis. A maioria dos cupins se divide em três 
categorias:
 • Cupins ou xilófagos de madeira úmida vivem em áreas úmidas; eles atacam madeira 
úmida e em decomposição e raramente são uma fonte primária de danos a edifícios.
 • Os cupins de madeira seca atacam a madeira seca e sadia. No entanto, o seu impacto 
nos edifícios com estrutura de madeira é muito limitado; eles são tipicamente encontrados ape-
nas em regiões do extremo sul dos EUA e no México.
 • Cupins subterrâneos são a principal fonte de danos causados por insetos a estruturas 
de madeira na América do Norte. Eles viajam do solo úmido para a madeira, sendo então a pro-
ximidade da estrutura ao solo é um fator crítico.
Desse modo, para lidar com cupins,podemos: manter um ambiente seco para a estrutura 
de madeira; aplicar termiticidas químicos ao solo, quando permitido pelos regulamentos de 
construção locais; usar sistemas de iscagem, que envenenam as colônias de cupins; usar uma 
barreira física tal como uma rede de arame fino, uma tela de plástico tratada com termiticida ou 
até uma trincheira com pequeno agregado de rocha para separar a madeira não tratada da terra 
adjacente.
Superados esses obstáculos, a madeira demonstra ser muito durável.
42
43
Resistência a terremotos:
Por ser dúctil, leve e forte, a CLT pode ser utilizada em regiões propensas a terremotos. Cita-
mos o exemplo de um edifício de madeira que foi testado em uma mesa sísmica em San Diego, 
Califórnia, em julho de 2017, e obteve resultados comparáveis ao concreto e ao aço.
A avaliação possuía três etapas: tremores 
médios, fortes e extremos (acima de 8.0 
graus na escala Richter). Os resultados 
mostraram que, para tremores médios, 
nenhum dano foi detectado, enquanto 
nas duas etapas seguintes os elementos 
de ligação entre as peças de CLT sofre-
ram deformidades. Esses, porém, podem 
ser trocados, possibilitando assim que o 
terremoto não prejudique a estrutura per-
manentemente. O bom desempenho da 
construção se deve também à amortece-
dores de massa instalados na estrutura, 
que contribuem na absorção da energia 
Testes do gênero também foram realiza-
dos em outros países, sendo os resultados 
obtidos também promissores. A constru-
ção com madeira em países sujeitos a ter-
remotos é possível, sim.
Estrutura de madeira sobre uma mesa sísmica, em San Die-
go. Foto disponível em: https://bit.ly/2F44jF6
43
44
Resistência contra incêndios:
Quando se fala de CLT, temos um material resistente ao fogo. Em casos de incêndio, a face 
da madeira queima até a formação de uma camada carbonizada superficial, que impede que o 
resto do material entre em contato com o ar e assim pegue fogo. Ainda, a alta resistência térmica 
da madeira faz dela um excelente isolante - enquanto uma parede pega fogo, por exemplo, é 
possível que o lado oposto ao carbonizado mantenha a temperatura ambiente. O desempenho 
contra o fogo vai depender do tipo de madeira engenheirada, adesivo industrial e espessura e 
disposição das lamelas. 
Existem algumas possibilidades para resolver a ameaça do fogo. Caso se deseje deixar a es-
trutura de madeira exposta, é necessário pré-dimensionar a peça considerando quanto é 
possível carbonizar sem perder rigidez estrutural. Nesse caso, analisa-se o tempo de incêndio 
mínimo previsto em lei (suficiente para evacuação do edifício e controle do fogo) e quanto a ma-
deira perde de volume por unidade de tempo. Em outros casos, é possível proteger a estrutura 
com retardantes, placas isolantes e sistemas anti incêndio. 
1 - Camada carbonizada 
2 - Zona residual
3 - Madeira normal
1 - Camada de sacrifício (sem capacidade estrutural) 
2 - Seção residual (Capacidade estrutural mantida) 
3 - Aresta arredondada 
Diagramas represen-
tativos do efeito de 
charring. Retirado e 
adaptado do livro “The 
Case for Tall Wood 
Buildings”, de Michael 
Green.
45
Considerando que a madeira não irá ceder tão fácil durante um incêndio em edifícios de CLT, 
uma preocupação maior é a necessidade de evitar a queima (seja de qualquer material) e 
consequente acúmulo de dióxido de carbono no interior do prédio, enquanto a situação não é 
controlada e os espaços evacuados. Isso se realiza através da proteção da estrutura com placas 
não inflamáveis, por exemplo. Se o aspecto da CLT estrutural é desejável, recomenda-se siste-
mas anti incêndio, comos os sprinklers. 
Deixando a estrutura exposta, mais madeira é utilizada, aumentando tanto o sequestro de car-
bono quanto o preço (maior volume de CLT). O revestimento com placas pode oferecer uma 
alternativa mais econômica, porém, a depender do material dessas proteções, o aspecto ecoló-
gico e estético do prédio perde força. 
Demonstração do efeito de charring, no qual a superfície carboniza até certo ponto, até que o ar não chega mais às 
camadas inferiores e o fogo se extingue. A parte interna da madeira permanece intacta, com pouco ou nulo prejuízo 
estrutural. Foto disponível em: https://bit.ly/2NZzwfP
46
À esquerda, detalhamento de um pi-
lar de CLT exposto, dimensionado de 
modo a resistir ao fogo pelo tempo 
mínimo exigido pela lei local. Note que 
o pilar tem 40 centímetros de largura, 
garantindo o volume extra necessá-
rio para que o componente não perca 
suas capacidades estruturais em caso 
de incêndio. 
À direita, de modo semelhante ao caso logo acima, diagrama de uma 
parede concebida para ficar exposta e, dessa forma, não perder rigidez 
estrutural em caso de incêndio. De modo semelhante ao pilar, essa pa-
rede é bastante espessa: tem 27,4 centímetros. 
47
Ao lado, exemplo de detalhamento que considera o quanto a madeira pode queimar sem per-
der rigidez estrutural. Nessa situação - paredes, pilares e pisos estruturais expostos - se atribui 
uma dimensão maior a esses elementos do prédio, de modo que o fogo não comprometa a 
estabilidade do sistema construtivo durante a ocorrência de um incêndio. Se o partido arquitetô-
nico dispensa a exposição dos elementos estruturais, sendo esses protegidos no resultado final, 
se dispensa o excesso de volume de madeira. Todos os diagramas foram tirados do livro “The 
Case for Tall Wood Buildings”, de Michael Green.
Outra demonstração do efeito de charring. O bloco da direita poderia ser um pilar de seção quadrada que, mesmo 
após uma longa exposição ao fogo, não perdeu suas capacidades estruturais. 
48
Fo
to
: @
Ja
ck
 H
o
b
h
o
u
se
. D
is
p
o
n
ív
e
l e
m
: h
tt
p
s:
//
b
it.
ly
/
2R
yG
m
Ly
49
Estudos de caso
50
Ginásio Gammel Hellerup
Projeto do BIG - Bjarke Ingels Group - para uma escola de ensino médio da capital dinamarque-
sa, esse ginásio de handebol representa bem as possibilidades plásticas que as novas tecno-
logias de madeira oferecem. Realizado em 2013, é uma adição de 1100 metros quadrados ao 
complexo escolar que data da década de 50. 
A quadra de esportes é rebaixada cinco metros em relação ao piso da escola, atendendo a 
diversas demandas programáticas: desde espaço para atividades físicas quanto para eventos 
especiais, como formaturas. As paredes são todas de concreto, enquanto na sua cobertura en-
contramos uma série de vigas curvas de Glulam. Cada viga possui curvatura diferente, consti-
tuindo uma espécie de abóbada que, na superfície, se reflete como uma pequena colina artifi-
cial revestida de madeira. 
Segundo os arquitetos, a curvatura superficial do ginásio contribui para a criação de um mo-
biliário informal para o uso dos estudantes. Bjarke Ingels justifica a cobertura curva como uma 
tentativa de replicar o lançamento de uma bola de handebol, a qual descreve uma parábola. 
Dispostas no sentido transversal à quadra, as vigas das extremidades são retas, enquanto as 
seguintes adquirem uma curvatura gradual até atingir o meio do recinto. Através de uma solu-
ção singular, os arquitetos conseguiram atribuir ao projeto uma qualidade visual incomum em 
programas e escalas do tipo - e ainda explorar todo o potencial estrutural e estético da madeira. 
Vista geral da parte interna do ginásio com estrutura de cobertura abobadada. Foto: 
@Jens Lindhe. Disponível em: https://bit.ly/2y7M5jl
51
Corte longitudinal do complexo, com destaque para a curvatura da cobertura e disposição das vigas. Foto 
disponível em: https://bit.ly/2Qu18dY
Colina artificial que ocorre na superfície, reflexo da curvatura da cobertura do ginásio. Foto: Foto: @Jens Lindhe. Dis-
ponível em: https://bit.ly/2NoFnu9
51
52
acima
Corte tranversal do con-
junto. Foto disponível em: 
https://bit.ly/2Qu18dY
ao lado
Vista do interior. A dispo-
sição dos pontos de luz 
também contribui para a 
criação de uma expressão 
plástica dinâmica e singular. 
Foto disponível em: https://
bit.ly/2zXj637pág. ao lado
Vista do interior com desta-
que para a cobertura curva. 
Foto: @Rasmus Hjortshøj. 
Disponível em: https://bit.
ly/2oSKvgo
52
5353
54
Centro de Natação
O escritório de arquitetura 
Hawkins\Brown projetou 
um novo centro de natação 
para a escola City of Lon-
don Freemen’s School, em 
Surrey, Inglaterra. O novo 
edifício faz parte de um pla-
no de revitalização local e, 
ainda, substitui o anterior, 
destruído por um incêndio 
em 2014. 
Realizado em 2017, o recin-
to tem 1750 metros qua-
drados, comportando uma 
piscina com 25 metros de 
comprimento e seis faixas 
de nado. Para o projeto, os 
arquitetos optaram pelo 
uso de pórticos estruturais 
expostos de Glulam que, 
da mesma maneira que o 
Ginásio Gammel Hellerup, 
garantem uma expressivi-
dade singular ao edifício. 
Essa construção entra aqui 
como outra referência das 
possibilidades plásticas 
que a madeira oferece à ar-
quitetura.
Centro de Natação, projeto do escritório Hawkins\Brown. Foto disponí-
vel em: https://bit.ly/2K0uOkc
55
Os pórticos de Glulam são paralelos entre si e apresentam configurações individuais. Na parte 
superior, eles seguem a inclinação das águas do telhado - a cumeeira não é paralela às paredes 
longitudinais, mas sim diagonal. Assim cria-se uma dinâmica entre cada um dos componentes 
estruturais. O contraventamento dos pórticos foi realizado com placas de CLT. As placas não 
chegam até o chão, nele onde foi colocado um grande pano de vidro em todo o perímetro, 
mantendo a relação visual entre o interior do centro de natação e o bosque ao redor. O uso da 
madeira engenheirada permitiu que a estrutura fosse montada em apenas três semanas, e o 
prédio concluído em menos de um ano. 
Vista geral do complexo. A expressiva estrutura de Glulam é o maior destaque do conjunto. Fotor disponível em: ht-
tps://bit.ly/2K0uOkc
55
56
ao lado
Vista interna do centro 
de natação, com des-
taque para a expressiva 
estrutura de Glulam. 
Foto disponível em: 
https://bit.ly/2K0uOkc
pág. ao lado
no alto
Corte longitudinal do 
recinto. Foto disponível 
em: https://bit.ly/2OE-
ERwR
abaixo
Vista externa do centro 
de natação. O ponto 
mais alto do telhado 
marca a entrada. Foto 
disponível em: https://
bit.ly/2C4jQVI
56
5757
58
Dalston Works
 Dalston Works é um projeto de habitação no distrito londrino de Hackney, Inglaterra. 
Com nove andares, 33 metros de altura e 121 unidades de habitação, o prédio foi concluído em 
2017 e representou outro avanço no sentido de uma arquitetura mais ecológica. A madeira que 
compõe as peças do edifício provêm de florestas austríacas e alemãs, exploradas de maneira 
controlada e sustentável. Sua estrutura tem o maior volume de CLT dentre qualquer edifício já 
realizado até o momento.
 O escritório responsável pelo projeto foi o Waugh Thistleton Architects. Além do Dalston 
Works, o grupo já realizou outros projetos emblemáticos com CLT para a capital britânica, a 
exemplo do Murray Grove, de 2009. 
 
Vista geral do complexo Dalston Works. A escolha dos materiais do revestimento externo faz reverência à cultura local. Foto dis-
ponível em: https://bit.ly/2NsCMzg
59
 Para os engenheiros responsáveis pelo cálculo estrutural, o grupo Ramboll, o volume de 
madeira utilizado - aproximadamente 4500 metros cúbicos de CLT - contribui para o sequestro 
de 2400 toneladas de CO2. A estrutura do prédio é inteira de madeira: paredes internas, externas 
e as escadas. Seu revestimento externo foi construído com tijolos.
 Segundo os arquitetos, a construção com CLT proporcionou um edifício cinco vezes mais 
leve que um de concreto, além de diminuir em 80% a quantia de entregas a serem realizadas 
na obra (de 700 entregas com um frame de concreto para apenas 111 de CLT). O menor peso da 
estrutura contribuiu de maneira significativa nesse caso, já que havia uma linha de metrô sob o 
terreno do prédio. Esse fator limita a profundidade das fundações e a verticalização do projeto. 
Para o grupo Ramboll, com a CLT eles conseguiram transpor esse obstáculo e ainda adicionar 
mais 15 unidades de habitação. Também de acordo com o grupo de engenheiros, os 4500 me-
tros cúbicos de madeira do prédio equivalem a 2300 árvores - considerando a ocupação previs-
ta de 800 habitantes, temos três árvores por pessoa de crédito negativo de emissões durante 
os primeiros anos. Dalston Works é revolucionário ao aliar a habitação social e de alta densidade 
- uma demanda fortíssima - com uma arquitetura de baixa pegada ecológica e sensível aos fa-
tores culturais e humanos.
Interior de um dos apartamentos. Foto disponível em: https://booki.ng/2NurKJU
60
ao lado
Dalston Works du-
rante a construção. 
Foto disponível em: 
https://bit.ly/2w-
MIRDB
abaixo
À esquerda, planta 
de um pavimento 
tipo. À direita, plan-
ta do piso térreo. 
Foto disponível em: 
https://bit.ly/2kj-
ZSPa
pág. ao lado
Pátio de acesso 
do Dalston Works. 
Foto disponível em: 
https://bit.ly/2OJ-
4fRX
6161
62
Wood Inovation and Design Center 
 Projeto do escritório canadense Michael 
Green Architecture, o Wood Innovation and De-
sign Center é um edifício de escritórios localizado 
na cidade de Prince George, no estado da British 
Columbia, Canadá. Michael Green é um dos maio-
res divulgadores da arquitetura com CLT e Glulam, 
sendo responsável por alguns livros, trabalhos aca-
dêmicos e palestras sobre a importância da adap-
tação da construção civil às demandas ambientais. 
Para ele, o uso de CLT e Glulam na construção de 
edifícios é um dos possíveis caminhos a se adotar 
para minimizarmos os impactos humanos sobre o 
meio ambiente. 
 Com oito pavimentos, 30 metros de altura 
e 4,82 mil metros quadrados de área útil, esse pré-
dio foi construído para servir como um centro de 
discussão, pesquisa e ensino sobre o uso de ma-
deiras engenheiradas na arquitetura. Segundo os 
arquitetos, a estrutura de madeira do edifício é re-
lativamente simples e, deixando-a exposta, é pos-
sível apresentar a CLT e suas capacidades como 
material construtivo para todos que entram no lo-
cal. Uma estrutura simples também acaba sendo 
replicável, possibilitando a outros arquitetos a re-
petição das tipologias adotadas por Michael Green. 
Também segundo o escritório responsável, a estru-
tura utilizada nesse edifício pode ser aplicada em 
construções com até 30 pavimentos - porém, essa 
afirmação ainda não foi posta à prova.
Interior do edifício. Foto disponível em: ht-
tps://bit.ly/2E4CRtz
62
63
Vista do exterior do prédio e sua relação com o contexto vizinho. Foto: @Michael Green Architecture. Disponível em: 
https://bit.ly/2MavJe7
63
64
 Concluído em 2014, o Wood Innovation and Design Center tem o primeiro piso feito de 
concreto, isolando a madeira da umidade do solo. Algumas das esquadrias das fachadas en-
vidraçadas são feitas de Madeira Laminada Folheada, LVL. No prédio, vigas de Glulam de ta-
manhos variáveis descarregam as cargas sobre pilares (também de Glulam) com seção apro-
ximadamente quadrada (35 por 35 centímetros no térreo, 30 por 30 no resto dos pavimentos). 
As paredes e a caixa do elevador são feitas de CLT, variando entre espessuras de 10, 17 e 24 
centímetros. A fornecedora das peças de madeira encontra-se a 800 quilômetros da cidade de 
Prince George. O prédio demorou, do início do projeto à sua finalização, 16 meses para ser con-
cluído. Como, na época da construção, ainda não existia uma norma vigente para CLT e outras 
tecnologias de madeira, testes foram necessários para comprovar as capacidades do material. 
À esquerda, planta do piso térreo. À direita, pavimento tipo. Foto disponível em: https://bit.ly/2Qu3yZY
65
acima
Hall de entregada do edifício. O piso de concre-
to isola a madeira da umidade do solo. A estru-
tura de CLT é exposta. Foto disponível em: ht-
tps://bit.ly/2E5XkOD
abaixo
Um dos pavimentos tipo, com destaque para 
para a estrutura de pilares e vigas exposta. Foto 
disponível em: https://bit.ly/2QATA9n
66Inserção de Wenlock Cross no contexto urbano próximo. Foto: @JackHobhouse. Disponível em: https://bit.ly/2OKH2yE
67
Wenlock Cross
 O escritório de arquitetura Hawkins\Brown reaparecem neste manual com outro estudo 
de caso: o edifício Wenlock Cross, em Londres. De estrutura híbrida, o prédio de dez pavimen-
tos tem 33 metros de altura e 6750 metros quadrados de área, oferecendo 49 moradias. A área 
comercial, no térreo, possui 1190 m², já a parte residencial 4650 m².
 A planta de Wenlock Cross é cruciforme, de modo a permitir que todos os apartamentos 
recebessem luz natural, ventilação e tivessem vistas das áreas vizinhas. Alguns volumes se pro-
jetam sobre outros, dando a cada moradia um aspecto singular. Para realizar a construção, que é 
de geometria complexa, optou-se por uma estrutura híbrida que mescla um núcleo de concreto 
reforçado, madeira CLT e estrutura de aço. Segundo os arquitetos, o desenvolvimento de uma 
volumetria diferenciada permitiu um acréscimo no número de unidades de habitação. 
 O edifício foi concluído em 2015 a um custo de dez milhões de euros. Foram usados 
1400 metros cúbicos de madeira em sua construção. Como o prédio se insere em um contexto 
urbano delicado, com terreno e ruas estreitas, a entrega dos componentes de CLT só ocorria à 
medida que a obra avançava. Não havia espaço anexo à rua, por exemplo, para armazenar as 
peças dos pavimentos mais altos, enquanto a obra não progredia até determinada etapa. O ex-
terior do prédio é revestido com tábuas de cedro e tijolos em tons de cinza. Junto com o Dalston 
Works, este é outro correlato que oferece perspectiva sobre as maneiras de aplicar a madeira 
engenheirada em programas mais comuns, como habitação. 
Diagrama da concepção volumétrica de Wenlock Cross. Foto disponível em: https://bit.ly/2zW-
68
69
ao lado
Interior de um dos 
apartamentos, com 
vista voltada para 
para o centro de 
Londres. Foto: @Jack 
Hobhouse. Foto dis-
ponível em: https://
bit.ly/2Rx2fe8
abaixo
Uma das fachadas 
do edifício durante o 
período de constru-
ção. Foto disponí-
vel em: https://bit.
ly/2NtTDle
pág. ao lado
no alto
Vista da sacada 
de um dos aparta-
mentos. Foto; @Jack 
Hobhouse. Foto dis-
ponível em: https://
bit.ly/2Rw9W4h
abaixo
À esquerda, planta 
do piso térreo. No 
meio e à direita, ter-
ceiro e oitavo andar, 
respectivamente. 
Foto disponível em: 
https://bit.ly/2zY-
70
Brock Commons 
 Brock Commons é um edifício concluído em 2017 na cidade de Vancouver, Canadá, con-
cebido para servir como alojamento de estudantes para a Universidade da Colúmbia Britânica. 
Híbrido, possui um núcleo de concreto (caixa do elevador), enquanto todo o resto da estrutura é 
de madeira. Após construído o núcleo, o resto do prédio foi montado em tempo recorde - ape-
nas 66 dias após a fabricação de todos os componentes de madeira. É um dos maiores edifícios 
de CLT já construídos, façanha respeitável ainda mais considerando a região onde se encontra, 
sujeita a atividade sísmica. 
 O prédio tem 53 metros de altura, 18 andares e abriga até 404 alunos. O escritório res-
ponsável pelo projeto foi o Acton Ostry Architects, sediado em Vancouver. Eles também são 
responsáveis por outros projetos de CLT sendo realizados na região. Antes do início das obras, 
o escritório realizou modelos em escala dos primeiros pavimentos para testar a resistência dos 
encaixes de madeira. 
Interior de um apartamento do Brock Commons. Foto disponível em: https://bit.ly/2y5LOxf
70
71
https://bit.ly/2y5LOxf
 Segundo o Acton Ostry Architects, o edifício faz uso de aproximadamente 2,230 metros 
cúbicos de madeira, sequestrando assim 1750 toneladas de dióxido de carbono atmosférico. 
Ainda, evitando o uso de concreto ou aço, deixou-se de emitir 680 toneladas de CO2. Segundo o 
escritório, o fechamento externo das fachadas dá ao prédio um aspecto ordinário, se encaixan-
do bem em meio aos edifícios vizinhos. Dado o protagonismo do projeto em adotar métodos de 
vanguarda e quebrar barreiras com a CLT, o Brock Commons recebeu visibilidade internacional. 
Vista do Brock Commons. Foto disponível em: https://bit.ly/2EeNR7Z
71
72
acima
Foto do Brock Commons em construção, com destaque para a instalação das placas pré-fabricadas da fachada 
(feitas de steel frame). A caixa do elevador de concreto é visível ao fundo, no canto superior esquerdo, junto com os 
apoios para as placas de CLT fixados nas paredes. Na parte inferior temos a estrutura do andar térreo, toda feita de 
concreto. O resto do prédio é de CLT. Foto disponível em: naturallywood.com
pág. ao lado
no alto
Instalação dos pilares pelos operários. Cada componente do tipo é pré-fabricado com os encaixes previstos. Foto 
disponível em: https://bit.ly/2zXogff
abaixo
À direita, plantas do piso térreo e de um pavimento tipo. À direita, corte longitudinal do prédio. Foto disponível em:
https://bit.ly/2y9zmfU
72
7373
74
75
Referências e anexos 
76
Tabelas de pré-dimensionamento
Cedidas por Alan Dias, engenheiro do escritório Carpinteria. Mais informações sobre o escritório e contato podem ser 
encontratos em seu site: https://carpinteria.com.br/
77
78
79
80
81
82
83
84
85
Notas:
1. ZAMBRANO, Lorenzo H.; HORTA, Ricardo B.; BAUER, Hans. The cement sustainability 
initiative, our agenda for action. Genebra, Suíça: [s. n.], 2002. Disponível em: https://web.archive.
org/web/20070714085318/http://www.wbcsd.org/DocRoot/1IBetslPgkEie83rTa0J/cement-
-action-plan.pdf. Acesso em: 17 mar. 2019.
2. F. SMITH, Peter. Architecture in a Climate of Change: A guide to sustainable design. 2. ed. 
Londres: Elsevier, 2005. 275 p. v. 1.
3. WORLD Population: Past, Present, and Future. [S. l.], 17 mar. 2019. Disponível em: http://
www.worldometers.info/world-population/#table-forecast. Acesso em: 17 mar. 2019.
4. MCKNIGHT, Jenna. SHoP proposes New York‘s tallest timber-framed building. [S. l.], 
29 dez. 2015. Disponível em: https://www.dezeen.com/2015/12/29/shop-architects-475-wes-
t-18th-street-manhattan-new-york-structural-wood/. Acesso em: 17 mar. 2019.
5. FOREST Cover Change. [S. l.], 2010?. Disponível em: https://www.conferenceboard.ca/
hcp/Details/Environment/forest-cover-change.aspx?AspxAutoDetectCookieSupport=1. Aces-
so em: 17 mar. 2019.
6. SOUZA, Ana Paola Salviano de. MADEIRA, ESTRUTURA, RESIDÊNCIA - ESTUDO DE CASO 
EM MADEIRA LAMINADA COLADA CRUZADA. 2013. Trabalho de conclusão de curso (Arquitetura 
e Urbanismo) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Pau-
lo, 2013. Disponível em: https://issuu.com/anapaola7/docs/caderno_final_issuu. Acesso em: 17 
mar. 2019.
7. TURTLE, Michael. THE WORLD’S OLDEST WOODEN BUILDING. [S. l.], 2013. Disponível 
em: https://www.timetravelturtle.com/horyuji-japan-oldest-wooden-building/. Acesso em: 17 
mar. 2019.
86
8. WOODEN Buildings a More Sustainable Option than Concrete. [S. l.], 13 ago. 2018. Dispo-
nível em: https://www.iwbcc.com/wooden-buildings-a-more-sustainable-option-than-concre-
te/. Acesso em: 17 mar. 2019.
9. GREEN, Michael. The case for Tall Wood buildings: How Mass Timber offers a safe, eco-
nomical, and environmental friendly alternative for tall building structures. 2. ed. Estados Unidos: 
MGA | Michael Green Architecture, 2018. 268 p. v. 1.
87
Referências:
ALTER, Lloyd. Cross-Laminated Timber is now made in the USA. 1. 2015. Disponível em: <ht-
tps://www.treehugger.com/green-architecture/cross-laminated-timber-now-made-usa.html>. 
Acesso em: 12 ago. 2018.
An Architect’s Guide To: Glulam: Take gorgeous glulam to new heights. 1. [201?]. Disponível em: 
<https://architizer.com/blog/product-guides/product-guide/glulam/>. Acesso em: 12 ago. 
2018.
BECKER, Michael. Discover how Norway saved its vanishing forests: A century ago, Norway 
was on the brink of losing its forests forever. Today they are growing every year. 1. 2015. Disponí-
vel em: <http://www.bbc.com/earth/story/20151104-discover-how-norway-saved-its-vanishin-
g-forests>. Acesso em: 12 ago. 2018.
BLOCK, India. Cross-laminated-timber housing in east Londonoffers the
future of low carbon construction; . 1. Disponível em:
&lt;https://www.dezeen.com/2017/11/01/worlds-largest-cross-laminated-timber-tower-
dalston-works-waugh-thistleton-regal-developments-sustainable-london/&gt;. Acesso
em: 07 abr. 2018.
ESLER, Bill. Mass-wood CLT building survives earthquake test. [S. l.], 31 jul. 2017. Disponível 
em: https://www.woodworkingnetwork.com/news/woodworking-industry-news/mass-wood-
-clt-building-survives-earthquake-test. Acesso em: 15 mar. 2019.
F. SMITH, Peter. Architecture in a Climate of Change: A guide to sustainable design. 2. ed. Lon-
dres: Elsevier, 2005. 275 p. v. 1.
FREARSON, Amy. Architects embrace “the beginning of the timber age” . 1.
Disponível em: &lt;https://www.dezeen.com/2015/11/09/cross-laminated-timber-
construction-architecture-timber-age/&gt;. Acesso em: 07 abr. 2018.
88
FREARSON, Amy. Hawkins\Brown pairs cross-laminated timber and steel for record-bre-
aking apartment block. 1. 2015. Disponível em: <https://www.dezeen.com/2015/09/25/
hawkins-brown-cross-laminated-timber-steel-apartment-block-housing-shoreditch-london/>. 
Acesso em: 13 ago. 2018.
FREARSON, Amy. OOPEAA completes Finland’s first high-rise wooden apartment buil-
ding. 1. 2015. Disponível em: <https://www.google.com/url?q=https://www.dezeen.
com/2015/06/08/puukuokka-housing-block-oopeaa-finland-wooden-apartment-buil-
ding-lakea-oy-clt/&ust=1534204080000000&usg=AFQjCNEwKmt6aPqNGAL192E3fyw99V-
7NEw&hl=pt-BR>. Acesso em: 12 ago. 2018.
GREEN, Michael. The case for Tall Wood buildings: How Mass Timber offers a safe, economi-
cal, and environmental friendly alternative for tall building structures. 2. ed. Estados Unidos: 
MGA | Michael Green Architecture, 2018. 268 p. v. 1.
HOWARTH, Dan. Penda proposes Toronto Tree Tower built from cross-laminated timber mo-
dules. 1. 2017. Disponível em: <https://www.dezeen.com/2017/08/02/toronto-tree-tower-pen-
da-cross-laminated-timber-construction/>. Acesso em: 12 ago. 2018.
HOWARTH, Dan. Portland tower becomes first timber high-rise to gain planning consent in 
the US. 1. 2017. Disponível em: <https://www.dezeen.com/2017/06/06/portland-timber-tower-
-framework-building-first-timber-high-rise-gain-planning-consent-usa-lever-architecture/>. 
Acesso em: 12 ago. 2018.
LUIS GABRIEL CRUZ, Jose. The Case For Tall Wood Buildings. 1. 2013. Disponível em: <https://
www.archdaily.com/443626/the-case-for-tall-wood-buildings>. Acesso em: 13 ago. 2018.
MAIRS, Jessica. Tham & Videgård designs wooden residential towers for Stockholm water-
front. 1. 2015. Disponível em: <https://www.dezeen.com/2015/03/23/tham-videgard-wooden-
-high-rise-apartments-stockholm-waterfront/>. Acesso em: 12 ago. 2018.
89
MCKNIGHT, Jenna. Michael Green completes largest mass-timber building in
United States. 1. Disponível em: &lt;https://www.dezeen.com/2016/12/02/michael-
green-architecture-t3-largest-mass-timber-building-usa-minneapolis-minnesota/&gt;.
Acesso em: 07 abr. 2018.
MCKNIGHT, Jenna. SHoP proposes New York’s tallest timber-framed building.
1. Disponível em: &lt;https://www.dezeen.com/2015/12/29/shop-architects-475-west-
18th-street-manhattan-new-york-structural-wood/&gt;. Acesso em: 07 abr. 2018.
OPRAY, Max. Tall timber: the world’s tallest wooden office building to open in Brisbane. 1. 
2017. Disponível em: <https://www.theguardian.com/sustainable-business/2017/jun/21/tall-
-timber-the-worlds-tallest-wooden-office-building-to-open-in-brisbane>. Acesso em: 12 ago. 
2018.
PAOLA SALVIANO DE SOUZA, Ana. MADEIRA, ESTRUTURA, RESIDÊNCIA: Estudo de caso em 
Madeira Laminada Cruzada. 1. 2013. Disponível em: <https://issuu.com/anapaola7/docs/ca-
derno_final_issuu>. Acesso em: 12 ago. 2018.
QUEM somos. 1. [201?]. Disponível em: <http://www.crosslam.com.br/home/?q=content/
quem-somos>. Acesso em: 12 ago. 2018.
RUNDESKOGEN: PROJECT SUMMARY. 1. Disponível em:
&lt;http://drmm.co.uk/projects/view.php?p=rundeskogen-towers&gt;. Acesso em: 07 abr. 2018.
TALES, Timber. Sustainable, economical and architecturally inspiring: the rise of timber 
as a modern building material. 1. 2014. Disponível em: <http://blog.ramboll.com/timber-ta-
les/2014/10/01/sustainable-economical-architecturally-inspiring-rise-timber-modern-buildin-
g-material/>. Acesso em: 12 ago. 2018.
TRAFALGAR PLACE: PROJECT SUMMARY. 1. Disponível em:
&lt;http://drmm.co.uk/projects/view.php?p=trafalgar-place&gt;. Acesso em: 07 abr. 2018.
90
VANTAGENS da MLC. 1. [201?]. Disponível em: <http://madeiralaminadacolada.com/vantagens-
-mlc.php>. Acesso em: 12 ago. 2018.
2012 IBC Challenges. 1. 2012. Disponível em: <https://www.awc.org/Code-Officials/2012-IBC-
-Challenges>. Acesso em: 12 ago. 2018.
Agradecemos a todos os colaboradores, diretos e indiretos, que estiveram presentes na cons-
trução desse manual. Agradecimento especial à empresa CG Sistemas Construtivos, que forne-
ceu apoio técnico e nos disponibilizou uma amostra de CLT para estudo. 
O autor deste manual sente por qualquer omissão de direitos de copyright não intencional àque-
les proprietários cuja identidade não foi localizada.
91
94

Mais conteúdos dessa disciplina