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1
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E 
METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
 
02
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro áreas 
do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando pela 
qualidade de seu ensino e pela formação 
de profissionais com consciência cidadã 
para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institu-
ições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquis-
taram notas 4 e 5, que são consideradas 
conceitos de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
MISSÃO
Formar profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho, com elevado 
padrão de qualidade, sempre mantendo a credibil-
idade, segurança e modernidade, visando à satis-
fação dos clientes e colaboradores.
 
VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I T O R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
02
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, 
destacando-se pela oferta de cursos de 
graduação, técnico, pós-graduação e 
extensão, com qualidade nas quatro áreas 
do conhecimento: Agrárias, Exatas, 
Humanas e Saúde, sempre primando pela 
qualidade de seu ensino e pela formação 
de profissionais com consciência cidadã 
para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institu-
ições avaliadas no Brasil, apenas 15% conquis-
taram notas 4 e 5, que são consideradas 
conceitos de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
MISSÃO
Formar profissionais com consciência 
cidadã para o mercado de trabalho, com elevado 
padrão de qualidade, sempre mantendo a credibil-
idade, segurança e modernidade, visando à satis-
fação dos clientes e colaboradores.
 
VISÃO
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
R E I T O R
GRUPO
MULTIVIX
R E I
03
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
BIBLIOTECA MULTIVIX (Dados de publicação na fonte)
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
P832f Porto, Vivia Camila Côrtes.
Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Pedagogia / Vivia Camila Côrtes Porto. – Serra: 
Multivix, 2017.
95 f.: il.; 30 cm
 
Inclui referências.
 
1. Educação. I. Faculdade Multivix - NEaD. II. Título.
 
 CDD: 370.1
EDITORIAL
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA • MULTIVIX
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra
2017 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
Diretor Executivo 
Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretora Acadêmica
Eliene Maria Gava Ferrão Penina
Diretor Administrativo Financeiro
Fernando Bom Costalonga
Diretor Geral
Helber Barcellos da Costa
Conselho Editorial 
Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente 
do Conselho Editorial)
Kessya Penitente Fabiano Costalonga
Carina Sabadim Veloso
Patrícia de Oliveira Penina
Roberta Caldas Simões
Revisão de Língua Portuguesa
Leandro Siqueira Lima 
Revisão Técnica
Alexandra Oliveira
Alessandro Ventorin
Graziela Vieira Carneiro
Juliana Lima Barboza 
Tatiana de Santana Vieira
Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo
Carina Sabadim Veloso
Maico Pagani Roncatto
Ednilson José Roncatto
Aline Ximenes Fragoso
Genivaldo Felix Soares
NEAD – Núcleo de Educação à Distância
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial
Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia
Coordenação Geral de EAD
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
04
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
-
R E I T O R
APRESENTAÇÃO
DA DIREÇÃO
EXECUTIVA
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte do 
maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoeiro 
de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São 
Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no 
mercado capixaba, destaca-se pela oferta de cursos 
de graduação, pós-graduação e extensão de 
qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na 
modalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprovada 
pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência 
no Brasil, contando com sete unidades do 
Grupo entre as 100 melhores do País, a Multivix 
preocupa-se bastante com o contexto da 
realidade local e com o desenvolvimento do 
país. E para isso, procura fazer a sua parte, 
investindo em projetos sociais, ambientais e na 
promoção de oportunidades para os que 
sonham em fazer uma faculdade de qualidade 
mas que precisam superar alguns obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para 
o mercado de trabalho, com elevado padrão de 
qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segu-
rança e modernidade, visando à satisfação dos 
clientes e colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretor Executivo do Grupo Multivix
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
04
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
-
R E I T O R
APRESENTAÇÃO
DA DIREÇÃO
EXECUTIVA
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte do 
maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoeiro 
de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, São 
Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, no 
mercado capixaba, destaca-se pelaoferta de cursos 
de graduação, pós-graduação e extensão de 
qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na 
modalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprovada 
pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência 
no Brasil, contando com sete unidades do 
Grupo entre as 100 melhores do País, a Multivix 
preocupa-se bastante com o contexto da 
realidade local e com o desenvolvimento do 
país. E para isso, procura fazer a sua parte, 
investindo em projetos sociais, ambientais e na 
promoção de oportunidades para os que 
sonham em fazer uma faculdade de qualidade 
mas que precisam superar alguns obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para 
o mercado de trabalho, com elevado padrão de 
qualidade, sempre mantendo a credibilidade, segu-
rança e modernidade, visando à satisfação dos 
clientes e colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretor Executivo do Grupo Multivix
05
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
A disciplina “Fundamentos Epistemológicos da Pe-
dagogia”, trata do estudo das teorias dos principais 
pensadores e formuladores do conhecimento e do 
ensino, procuramos compreender os princípios fun-
damentais que regem a produção do conhecimen-
to e quais os fundamentos pedagógicos, políticos e 
epistemológicos que sustentam o processo ensino-
-aprendizagem.
Ao longo da disciplina, buscamos promover uma 
discussão, partindo da contextualização dos atores 
educacionais, destacando que a qualidade do ensi-
no brasileiro está relacionada a todos os agentes, ou 
seja, todos nós que fazemos parte da comunidade 
escolar, além disso, buscamos considerar os fatores 
históricos, políticos, sociais e econômicos que deter-
minam as práticas educativas e seus fundamentos 
no contexto da sala de aula.
Esperamos que, até o fim da disciplina, você possa:
» ampliar a compreensão sobre os princípios funda-
mentais que regem a produção do conhecimento;
» conhecer os fundamentos pedagógicos, políticos 
e teóricos que sustentam o processo ensino-apren-
dizagem;
» identificar os aspectos que apontam as possi-
bilidades para a construção de propostas fun-
damentadas na concomitância da relação entre 
teoria e prática;
» compreender a relevância dos diferentes paradig-
mas no processo de formação docente.
Enfim, esperamos promover reflexões sobre o as-
sunto e desejamos sucessos e bom estudos!
APRESENTAÇÃO 
GERAL DA 
DISCIPLINA
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
06
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
LISTA DE QUADROS
>
>
>
>
>
>
>
>
>
Quadro 01: Definições de educação 11
Quadro 02: Sentidos de educação 13
Quadro 03: Organização da Educação Básica 15
Quadro 04: Educação Superior 16
Quadro 05: Qualificação profissional 18
Quadro 06: Iluminismo 30
Quadro 07: Filósofos do século XIX 31
Quadro 08: Ciência 41
Quadro 09: Teorias crítico-reprodutivistas 54
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
06
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
LISTA DE QUADROS
>
>
>
>
>
>
>
>
>
Quadro 01: Definições de educação 11
Quadro 02: Sentidos de educação 13
Quadro 03: Organização da Educação Básica 15
Quadro 04: Educação Superior 16
Quadro 05: Qualificação profissional 18
Quadro 06: Iluminismo 30
Quadro 07: Filósofos do século XIX 31
Quadro 08: Ciência 41
Quadro 09: Teorias crítico-reprodutivistas 54
07
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
SUMÁRIO
2UNIDADE
1UNIDADE O CONCEITO DE EDUCAÇÃO 10
1.1 OUTROS SENTIDOS DE EDUCAÇÃO 13
1.1.1 EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E FORMAL 14
1.2 O PAPEL DO EDUCADOR 16
1.3 A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE 19
ESTUDO DA EDUCAÇÃO ENQUANTO CIÊNCIA 24
2.1 PANORAMA HISTÓRICO DO PENSAMENTO PEDAGÓGICO 26
O SURGIR DAS CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO 38
3.1 EPISTEMOLOGIA E EDUCAÇÃO 39
A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE CAPITALISTA 47
4.1 PEDAGOGIA LIBERAL TECNICISTA 48
O CONTEXTO DA PEDAGOGIA CRÍTICO-REPRODUTIVISTA 53
5.1 TEORIAS PROGRESSISTAS 56
DESAFIOS DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI 60
REFERÊNCIAS 63
3UNIDADE
4UNIDADE
5UNIDADE
6UNIDADE
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
08
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
 ICONOGRAFIA
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
08
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
 ICONOGRAFIA
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
09
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
UNIDADE 1
» estabelecer o conceito 
de educação;
» definir as principais 
características 
profissionais do 
educador;
» definir as funções do 
processo educacional no 
interior da sociedade;
» identificar os fatores 
sociais que interferem 
nos processos educativos.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
10
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
O CONCEITO DE EDUCAÇÃO
Definir o conceito de educação não é um 
processo fácil, pois ele sofreu alterações ao 
longo do tempo. Nesse sentido, não há um 
conceito único, Libâneo (2009, p. 74) nos diz 
que “as definições de educação são tão varia-
das quantas são as correntes e autores que 
se dedicaram ao seu estudo”.
Podemos encontrar estudiosos que defen-
dem a educação como formação humana, 
considerando essa formação fundamental 
para a transformação da sociedade. Sobre 
essa vertente, Libâneo (2009, p. 74) nos es-
clarece que, “O ser humano se desenvolve e 
se transforma continuamente, e a educação 
pode atuar na configuração da personalida-
de a partir de determinadas condições inter-
nas do indivíduo”. 
 
De acordo com o dicionário 
Aurélio, educação é o “processo 
de desenvolvimento da 
capacidade física, intelectual 
e moral da criança e do ser 
humano em geral, visando 
à sua melhor integração 
individual e social”.
EDUCAÇÃO
As definições clássicas de educação se diferenciam em dois 
aspectos:
1- Se esse processo depende de disposições internas ou da 
influência do ambiente circundante ou da ação recíproca 
entre ambos.
2- Qual a finalidade ou ideal que se busca.
Fonte: Libâneo (2009, p. 74)
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
10
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
O CONCEITO DE EDUCAÇÃO
Definir o conceito de educaçãonão é um 
processo fácil, pois ele sofreu alterações ao 
longo do tempo. Nesse sentido, não há um 
conceito único, Libâneo (2009, p. 74) nos diz 
que “as definições de educação são tão varia-
das quantas são as correntes e autores que 
se dedicaram ao seu estudo”.
Podemos encontrar estudiosos que defen-
dem a educação como formação humana, 
considerando essa formação fundamental 
para a transformação da sociedade. Sobre 
essa vertente, Libâneo (2009, p. 74) nos es-
clarece que, “O ser humano se desenvolve e 
se transforma continuamente, e a educação 
pode atuar na configuração da personalida-
de a partir de determinadas condições inter-
nas do indivíduo”. 
 
De acordo com o dicionário 
Aurélio, educação é o “processo 
de desenvolvimento da 
capacidade física, intelectual 
e moral da criança e do ser 
humano em geral, visando 
à sua melhor integração 
individual e social”.
EDUCAÇÃO
As definições clássicas de educação se diferenciam em dois 
aspectos:
1- Se esse processo depende de disposições internas ou da 
influência do ambiente circundante ou da ação recíproca 
entre ambos.
2- Qual a finalidade ou ideal que se busca.
Fonte: Libâneo (2009, p. 74)
11
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
Ainda sobre o conceito de Educação, podemos destacar algumas definições 
clássicas:
Concepções naturalistas/inatistas
A educação e o ensino devem adaptar-se à 
natureza biológica e psicológica da criança e 
às tendências de seu desenvolvimento que 
já estariam basicamente prontas desde o 
nascimento. Os estudos de Pestalozzi expressam 
bem essa concepção.
Concepções pragmáticas
Concepções espiritualistas
Concepções culturalistas
Concepções ambientalistas
Concepções interacionistas
Concebe a educação como processo inerente ao 
desenvolvimento humano. É pela experiência, 
nas interações entre organismos e meio, que o 
indivíduo desenvolve suas funções cognitivas. 
Concebe a educação como um processo interior 
mediante o qual cada pessoa vai se aperfeiçoando, 
mas é necessária a adesão a verdades ensinadas 
de fora, que dizem como o homem deve ser. 
Nessa concepção, a educação é uma atividade 
cultural dirigida à formação dos indivíduos. 
Apropriando-se dos valores culturais, o indivíduo 
forma sua vida interior, sua personalidade e com 
isso pode criar mais cultura.
Nessa concepção, o ambiente externo tem toda 
força de atuação sobre o indivíduo para configurar 
sua conduta às exigências da sociedade. 
Outra corrente ambientalista é a que vem do 
behaviorismo, pelo qual o homem é um ser 
moldável.
Nessa concepção, o homem se desenvolve tanto 
biológica quanto psicologicamente na interação 
com o ambiente, implicando a interação entre o 
sujeito e o meio.
Fonte: Libâneo (2009, p.74 a 77), adaptado pela autora.
Quadro 01: Definições de educação
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
12
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
Como vimos, encontramos diversas definições de educação. A tendência da educa-
ção contemporânea é adotar concepções interacionistas, porém cabe ressaltar que 
existem várias versões das concepções interacionistas, nas quais Piaget, Wallon, Vy-
gotsky, entre outros estudiosos se diferenciam pela ênfase que dão à iniciativa do 
sujeito diante do meio.
Paulo Freire (1980, p.28) nos diz que “a educação tem caráter permanente. Não há 
seres educados e não educados, estamos todos nos educando. Podemos compreen-
der que, o processo educacional não está pronto, precisamos ser agentes ativos em 
uma constante busca pela melhoria da qualidade da formação docente e discente.
Veremos a seguir que a educação envolve conceitos que estão além do desenvolvi-
mento individual. É necessário considerar também as relações sociais, políticas, eco-
nômicas e culturais que caracterizam uma sociedade. Conforme Libâneo (2009), as 
relações sociais são marcadas por interesses de classes sociais que manifestam rela-
ções de poder, nesse contexto, podemos compreender que as funções da educação 
devem ser explicadas a partir da análise das relações sociais, das formas econômicas 
vigentes e dos interesses sociais.
Educação é um processo contínuo de desenvolvimento 
humano.
Fonte: a autora.
Podemos considerar que a educação envolve o desenvolvimento integral do indiví-
duo, em seus aspectos cognitivo-mente, motor-corpo, espírito-emoções, consideran-
do as condições históricas e sociais da sociedade em que está inserido.
Salientamos que a sociedade atual enfatiza a importância do conceito de educa-
ção permanente ou contínua, defendendo que o processo educativo não se limita a 
acontecer na infância e na juventude, já que o ser humano deve adquirir e construir 
conhecimentos ao longo de toda a sua vida.
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
12
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
Como vimos, encontramos diversas definições de educação. A tendência da educa-
ção contemporânea é adotar concepções interacionistas, porém cabe ressaltar que 
existem várias versões das concepções interacionistas, nas quais Piaget, Wallon, Vy-
gotsky, entre outros estudiosos se diferenciam pela ênfase que dão à iniciativa do 
sujeito diante do meio.
Paulo Freire (1980, p.28) nos diz que “a educação tem caráter permanente. Não há 
seres educados e não educados, estamos todos nos educando. Podemos compreen-
der que, o processo educacional não está pronto, precisamos ser agentes ativos em 
uma constante busca pela melhoria da qualidade da formação docente e discente.
Veremos a seguir que a educação envolve conceitos que estão além do desenvolvi-
mento individual. É necessário considerar também as relações sociais, políticas, eco-
nômicas e culturais que caracterizam uma sociedade. Conforme Libâneo (2009), as 
relações sociais são marcadas por interesses de classes sociais que manifestam rela-
ções de poder, nesse contexto, podemos compreender que as funções da educação 
devem ser explicadas a partir da análise das relações sociais, das formas econômicas 
vigentes e dos interesses sociais.
Educação é um processo contínuo de desenvolvimento 
humano.
Fonte: a autora.
Podemos considerar que a educação envolve o desenvolvimento integral do indiví-
duo, em seus aspectos cognitivo-mente, motor-corpo, espírito-emoções, consideran-
do as condições históricas e sociais da sociedade em que está inserido.
Salientamos que a sociedade atual enfatiza a importância do conceito de educa-
ção permanente ou contínua, defendendo que o processo educativo não se limita a 
acontecer na infância e na juventude, já que o ser humano deve adquirir e construir 
conhecimentos ao longo de toda a sua vida.
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FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
1.1 OUTROS SENTIDOS DE EDUCAÇÃO
Como dissemos no início do nosso estudo, a definição de educação é ampla. Libâ-
neo nos traz outros sentidos da educação, enquanto instituição, processo e produto. 
Vamos analisar cada uma dessas definições.
Estamos estudando os Fundamentos Epistemológicos da 
Pedagogia, ou seja, as teorias. Você sabe o que é teoria? 
Conforme Moreira (2014, p.12), “teoria é uma tentativa 
humana de sistematizar uma área do conhecimento, uma 
maneira particular de ver as coisas, de explicar e prever 
observações, de resolver problemas”.
Fonte: Moreira (2014, p.12).
A educação como 
instituição social 
Corresponde à estrutura organizacional e 
administrativa, normas gerais de funcionamento e 
diretrizes pedagógicas. 
Educação como processo
Corresponde à ação educadora,às condições e 
modos pelos quais os sujeitos incorporam meios 
de se educar.Educação como produto
A educação tem o sentido de caracterizar 
os resultados obtidos de ações educativas, 
a configuração de sujeito educado como 
consequência de processos educativos.
Quadro 02: Sentidos de educação
Se você imaginou a educação escolar como exemplo dessas definições de educação, 
está correto, porém, não é a única, também temos a educação familiar, além de ou-
tras instituições específicas. 
Fonte: Libâneo (2009, p. 83 e 84), adaptado pela autora.
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É importante alertar que temos diversas modalidades educativas presentes na socie-
dade contemporânea e, conforme Libâneo (2009), não podemos restringir o sistema 
educacional ao sistema de ensino, nem reduzi-lo às suas formas estritamente insti-
tucionais ou oficiais.
Independentemente de o sistema educacional avaliar a educação como produto, 
ou seja, os indivíduos que estamos formando, podemos aprimorar a educação como 
processo e, consequentemente, reformular a educação como instituição.
Parece simples? Não é. Toda essa transformação é complexa e repleta de desafios, 
porém, é possível, depende de cada um nós envolvidos na educação. 
1.1.1 EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E FORMAL
Estamos estudando os conceitos de educação, nesse sentido, é necessário distinguir 
o conceito de duas modalidades de educação: não formal e formal. No entanto, é 
importante ressaltar que, as duas formas de educação são complementares.
Conforme Libâneo (2009), a educação não formal são aquelas atividades de caráter 
de intencionalidade, porém, com baixo grau de estruturação e sistematização, como 
equipamentos culturais de lazer, tais como museus, cinemas, praças, áreas de recre-
ação. Nas escolas, encontramos educação não formal nas feiras, visitas, encontros. 
A educação formal é aquela que tem uma estrutura e organização a ser seguida. 
Conforme Libâneo (2009), a educação escolar convencional é tipicamente formal. 
Nesse contexto, as modalidades de educação, a distância, profissional, educação de 
Jovens e Adultos, educação especial, são consideradas educação formal.
No Brasil, a educação formal é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Edu-
cação Nacional - LDB, lei n° 9394/96. O sistema educacional brasileiro é dividido em 
dois níveis de educação: Educação Básica e Educação Superior. As modalidades de 
educação previstas pela legislação estão contidas nestes níveis de educação. Vamos 
conhecer a estrutura do sistema educacional brasileiro? 
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É importante alertar que temos diversas modalidades educativas presentes na socie-
dade contemporânea e, conforme Libâneo (2009), não podemos restringir o sistema 
educacional ao sistema de ensino, nem reduzi-lo às suas formas estritamente insti-
tucionais ou oficiais.
Independentemente de o sistema educacional avaliar a educação como produto, 
ou seja, os indivíduos que estamos formando, podemos aprimorar a educação como 
processo e, consequentemente, reformular a educação como instituição.
Parece simples? Não é. Toda essa transformação é complexa e repleta de desafios, 
porém, é possível, depende de cada um nós envolvidos na educação. 
1.1.1 EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E FORMAL
Estamos estudando os conceitos de educação, nesse sentido, é necessário distinguir 
o conceito de duas modalidades de educação: não formal e formal. No entanto, é 
importante ressaltar que, as duas formas de educação são complementares.
Conforme Libâneo (2009), a educação não formal são aquelas atividades de caráter 
de intencionalidade, porém, com baixo grau de estruturação e sistematização, como 
equipamentos culturais de lazer, tais como museus, cinemas, praças, áreas de recre-
ação. Nas escolas, encontramos educação não formal nas feiras, visitas, encontros. 
A educação formal é aquela que tem uma estrutura e organização a ser seguida. 
Conforme Libâneo (2009), a educação escolar convencional é tipicamente formal. 
Nesse contexto, as modalidades de educação, a distância, profissional, educação de 
Jovens e Adultos, educação especial, são consideradas educação formal.
No Brasil, a educação formal é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Edu-
cação Nacional - LDB, lei n° 9394/96. O sistema educacional brasileiro é dividido em 
dois níveis de educação: Educação Básica e Educação Superior. As modalidades de 
educação previstas pela legislação estão contidas nestes níveis de educação. Vamos 
conhecer a estrutura do sistema educacional brasileiro? 
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SUMÁRIO
Art. 22. A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, as-
segurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania 
e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores 
(BRASIL, 1996)
É importante destacar que, o texto da LDBEN/1996 foi alterado pela Lei n. º 12.796, de 4 
de abril de 2013, que dispõe sobre a educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 
anos, sendo a Educação Infantil gratuita às crianças de até 5 anos de idade (PORTO, 2014). 
A Educação Infantil no Brasil compreende o atendimento às crianças de 0 a 5 anos. O 
art. 32 da LDBEN, Lei nº 9.394/96, estabelece, mediante a redação da Lei 11.274/2006, 
que o ensino fundamental é uma etapa da Educação Básica com matrícula obriga-
tória a partir dos seis anos de idade, e amplia a duração de de oito para nove anos. A 
última etapa da Educação Básica é o ensino médio, conforme o Art. 35 da LDB, Lei 
nº 9.394/96 com duração mínima de três anos. 
A Educação Superior é outro nível da educação e compreende o nível de graduação 
e pós-graduação. Esse nível de ensino não é obrigatório, conforme os artigos 43 a 57 
da LDB 9.394/96. Veja, a seguir, o quadro que identifica esse nível de educação: 
EDUCAÇÃO BÁSICA
EDUCAÇÃO 
INFANTIL
PRÉ-ESCOLA 
(3 A 5 ANOS)
ANOS FINAIS 
(6º AO 9º ANO)
CRECHE 
(0 A 3 ANOS)
ANOS INICIAIS 
(1º AO 5º ANO)
ENSINO 
FUNDAMENAL
ENSINO MÉDIO
Quadro 03: Organização da Educação Básica
Fonte: LDB/1996, adaptada pela autora.
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Todos esses níveis de educação compreendem a educação formal. É importante 
esclarecer que, na LDB, Lei 9.394/96, são apresentadas três modalidades de educa-
ção: Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional e Tecnológica e Educação 
Especial. Cada modalidade possui uma legislação específica, portanto também é 
considerada educação formal.
No contexto brasileiro, se destaca o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE. A 
principal meta do PDE é uma educação básica de qualidade, tornando-se necessário 
investir na educação profissional e na educação superior. 
1.2 O PAPEL DO EDUCADOR
Dentro do contexto de educação, a função do docente, considerado aqui como edu-
cador, é importante para a construção efetiva do projeto pedagógico. Assim como a 
educação, o papel do educador é composto por constantes transformações.
Sobre o desenvolvimento prático da função docente e da formação do professor, 
Gómez (2000, p. 353) cita três perspectivas ideológicas: 
» Cursos sequenciais, os quais podem ser de formação específica, (que conferem 
diploma), ou de complementação de estudos, que oferecem certificado de conclusão.
» Graduação, que compreende: 
- bacharelado;
- licenciatura;
- tecnológico.
» Pós-graduação, composta pelos níveis de especialização (pós-graduação lato sensu), 
mestradoe doutorado (pós-graduação stricto sensu).
» Extensão, representada por cursos livres e abertos a candidatos que atendam aos 
requisitos determinados pelas instituições de ensino.
Quadro 04: Educação Superior
Fonte: a autora.
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Todos esses níveis de educação compreendem a educação formal. É importante 
esclarecer que, na LDB, Lei 9.394/96, são apresentadas três modalidades de educa-
ção: Educação de Jovens e Adultos, Educação Profissional e Tecnológica e Educação 
Especial. Cada modalidade possui uma legislação específica, portanto também é 
considerada educação formal.
No contexto brasileiro, se destaca o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE. A 
principal meta do PDE é uma educação básica de qualidade, tornando-se necessário 
investir na educação profissional e na educação superior. 
1.2 O PAPEL DO EDUCADOR
Dentro do contexto de educação, a função do docente, considerado aqui como edu-
cador, é importante para a construção efetiva do projeto pedagógico. Assim como a 
educação, o papel do educador é composto por constantes transformações.
Sobre o desenvolvimento prático da função docente e da formação do professor, 
Gómez (2000, p. 353) cita três perspectivas ideológicas: 
» Cursos sequenciais, os quais podem ser de formação específica, (que conferem 
diploma), ou de complementação de estudos, que oferecem certificado de conclusão.
» Graduação, que compreende: 
- bacharelado;
- licenciatura;
- tecnológico.
» Pós-graduação, composta pelos níveis de especialização (pós-graduação lato sensu), 
mestrado e doutorado (pós-graduação stricto sensu).
» Extensão, representada por cursos livres e abertos a candidatos que atendam aos 
requisitos determinados pelas instituições de ensino.
Quadro 04: Educação Superior
Fonte: a autora.
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SUMÁRIO
- A perspectiva tradicional que concebe o ensino como uma atividade artesanal, 
e o professor/a, como um artesão.
- A perspectiva técnica que concebe o ensino como uma ciência aplicada, e o 
docente, como um técnico.
- A perspectiva radical que concebe o ensino como uma atividade crítica e o do-
cente, como um profissional autônomo que investiga refletindo sobre sua prática.
A partir dos nossos estudos sobre as concepções de educação, podemos identificar tam-
bém as concepções de educador. É nesse sentido que os processos de formação do 
educador devem ser considerados em relação às diferentes concepções de educação.
Podemos identificar que a concepção de educação tradicional, com foco na trans-
missão de conteúdos, requer uma estratégia didática de repetição e acumulação, 
nesse contexto, o perfil do professor está propenso à exposição ordenada dos conte-
údos. Da mesma forma, o educador, na perspectiva técnica, desenvolve competên-
cias e atitudes adequadas à intervenção prática e técnica, não chegando ao conhe-
cimento científico.
Na perspectiva radical, o educador/professor reflete sobre sua prática na busca pela 
compreensão dos processos de ensino e aprendizagem. A partir dessa concepção, o 
educador é considerado um agente transformador que contribui para a consolida-
ção de uma sociedade mais justa. Nas palavras de Gómez (2000, p. 374):
O professor/a é ao mesmo tempo um educador e um ativista político, no sen-
tido de intervir abertamente na análise e no debate dos assuntos públicos, 
assim como por sua pretensão de provocar nos alunos/as o interesse e com-
promisso crítico com os problemas coletivos. 
O educador precisa conhecer e atuar no processo da construção da cidadania e con-
tribuir para o sucesso na formação dos futuros cidadãos. Assim, o papel do educador 
é desenvolver uma tomada de decisão de consciência. 
Você pode estar pensando que traçar um perfil do educador com a competência 
necessária para a transformação social é um desafio, afinal, o professor deixa de ser o 
dono do saber e passa a construir conhecimento. Se pensou assim, seu pensamento 
está correto!
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Porém, alguns estudiosos defendem que o desafio da atuação do educador está na 
formação. Sim! Exatamente nesta etapa em que você está inserido(a). Behrens (1996, 
p. 63) nos diz que “O novo docente exigido pela sociedade na modernidade seria 
desafiado a criar grandes projetos do conhecimento aliados à pesquisa. A busca de 
conhecimento demandaria a criação e a participação efetiva dos alunos no processo 
educativo”.
Caro(a) aluno(a), esse novo docente exigido pela contemporaneidade somos nós, 
eu e você! E, para modificarmos nossa prática, necessitamos rever nossas crenças e 
nossos modos de agir.
Há docentes que ainda resistem a qualquer mudança em sua prática pedagógica, 
principalmente devido ao autoritarismo. No entanto, Seabra (1994) nos diz que “O 
profissional do futuro (e o futuro já começou) terá como principal tarefa aprender, 
pois, para executar tarefas repetitivas existem os computadores e robôs.” Você já ti-
nha pensado sobre isso?
Vejamos o que Behrens nos propõe sobre a atuação do professor/educador:
Exemplo do que os alunos desejam 
de um bom professor
- Domínio do conteúdo da disciplina.
- Domínio da metodologia do ensino.
- Bom relacionamento com os alunos.
- Clareza nas explicações.
- Experiência profissional.
- Paciência.
- Compreensão.
- Dedicação.
- Capacidade de realizar aproximações 
da realidade do mundo atual com o 
conhecimento proposto.
- Pontualidade.
- Assiduidade.
Características que comprometem a 
qualidade do trabalho docente
- Aula expositiva em que o professor dita 
a matéria.
- Falta de conhecimento dos conteúdos.
- Falta de diálogo entre professor e aluno.
- Falta de assiduidade e pontualidade.
- Atitude autoritária ou ofensiva para com
os alunos
- Falta de compromisso com o 
cumprimento do conteúdo programático 
proposto.
- Falta de didática.
Quadro 05: Qualificação profissional
Fonte: Behrens ( 1996, p. 68 e 69), adaptado pela autora.
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Porém, alguns estudiosos defendem que o desafio da atuação do educador está na 
formação. Sim! Exatamente nesta etapa em que você está inserido(a). Behrens (1996, 
p. 63) nos diz que “O novo docente exigido pela sociedade na modernidade seria 
desafiado a criar grandes projetos do conhecimento aliados à pesquisa. A busca de 
conhecimento demandaria a criação e a participação efetiva dos alunos no processo 
educativo”.
Caro(a) aluno(a), esse novo docente exigido pela contemporaneidade somos nós, 
eu e você! E, para modificarmos nossa prática, necessitamos rever nossas crenças e 
nossos modos de agir.
Há docentes que ainda resistem a qualquer mudança em sua prática pedagógica, 
principalmente devido ao autoritarismo. No entanto, Seabra (1994) nos diz que “O 
profissional do futuro (e o futuro já começou) terá como principal tarefa aprender, 
pois, para executar tarefas repetitivas existem os computadores e robôs.” Você já ti-
nha pensado sobre isso?
Vejamos o que Behrens nos propõe sobre a atuação do professor/educador:
Exemplo do que os alunos desejam 
de um bom professor
- Domínio do conteúdo da disciplina.
- Domínio da metodologia do ensino.
- Bom relacionamento com os alunos.
- Clareza nas explicações.
- Experiência profissional.
- Paciência.
- Compreensão.
- Dedicação.
- Capacidade de realizar aproximações 
da realidade do mundo atual com o 
conhecimentoproposto.
- Pontualidade.
- Assiduidade.
Características que comprometem a 
qualidade do trabalho docente
- Aula expositiva em que o professor dita 
a matéria.
- Falta de conhecimento dos conteúdos.
- Falta de diálogo entre professor e aluno.
- Falta de assiduidade e pontualidade.
- Atitude autoritária ou ofensiva para com
os alunos
- Falta de compromisso com o 
cumprimento do conteúdo programático 
proposto.
- Falta de didática.
Quadro 05: Qualificação profissional
Fonte: Behrens ( 1996, p. 68 e 69), adaptado pela autora.
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SUMÁRIO
Parecem atitudes simples? Para muitos educadores, são desafios diários a serem 
aprendidos, diante da complexidade das salas de aula. 
Falar de construção de conhecimento e praticar a transmissão faz ainda parte inte-
grante de nossa docência. Essa prática impõe ao aluno a repetição como única for-
ma aceitável de aprendizagem. Isto é, o aluno recebe tudo pronto, não problematiza, 
não é solicitado a fazer relação com aquilo que já conhece ou a questionar a lógica 
interna do que está recebendo e, assim, acaba se acomodando.
Para refletirmos sobre a prática educativa, é necessário, primeiramente, o entendi-
mento de que o processo ensino-aprendizagem não se limita apenas ao momento 
de planejar, executar e avaliar.O processo de ensino-aprendizagem está intimamen-
te ligado à compreensão que se tem da realidade social
O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções iné-
ditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores. 
1.3 A RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE
É importante refletir sobre o contexto da sociedade em que vivemos para compre-
ender a proposta dos novos paradigmas da educação. A sociedade atual, também 
chamada de sociedade do conhecimento, tem como características o compartilha-
mento e a construção do conhecimento, sendo uma sociedade dinâmica e alta-
mente tecnológica.
Para atender essa característica da sociedade, são necessárias teorias inovadoras 
da educação que enfatizam o envolvimento do aluno no processo educativo. Isso 
implica em práticas pedagógicas que estimulam a análise, a capacidade de refle-
xão, de pesquisa e a necessidade de reconhecer a realidade. Behrens (1996) nos diz 
que o desafio atual dos estudiosos é a superação da fragmentação e reprodução 
do conhecimento.
Porém, em algumas situações, a educação acaba não sendo um elemento para a 
mudança social, e sim um elemento fundamental para a conservação e funciona-
mento do sistema social vigente. Isso é verdade, embora exista uma relação muito 
próxima entre a educação e a sociedade. Para Ney (2008, p. 16), “a educação não é 
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neutra, pois é o Estado ou Educador que traça valores, princípios e objetivos espera-
dos pela educação”.
Muitos estudiosos concordam que a educação se constitui em processo de transmis-
são cultural, cuja função principal é a reprodução do sistema social. Nesse contexto, 
a análise primordial precisa ser realizada no papel da escola, enquanto instituição de 
reprodução ideológica do Estado.
Em contrapartida, para Dewey (1971), a educação se constitui em mecanismo dina-
mizador das sociedades, pois é através dos indivíduos que se promovem as mudan-
ças. Para o autor, a educação dá ao indivíduo a possibilidade de atuar em sociedade, 
com consciência e sem reproduzir as experiências anteriores, mudando seu com-
portamento quando necessário e, com isso, produzindo mudanças no âmbito social.
Conforme Hargreaves (2004 p, 220), “uma das grandes tarefas dos educadores é aju-
dar a construir o movimento social por um sistema dinâmico e includente de edu-
cação pública na sociedade do conhecimento”, para isso, o autor traz as seguintes 
sugestões:
• Reacender seus próprios propósitos e missões morais em um sistema que co-
meçou a perdê-los de vista.
• Abrir suas ações e mentes a pais e comunidades e também se envolver com 
suas missões.
• Trabalhar com seus sindicatos para que se tornem agentes de sua própria mu-
dança.
• Levantar-se corajosamente contra a injustiça e a exclusão, onde quer que a ve-
jam.
• Reconhecer que têm uma responsabilidade profissional com todos, demons-
trando isto por meio de redes de cuidado de solidariedade.
O autor faz uma afirmação importante “A sociedade do conhecimento pertence a 
todos nós” (HARGREAVES, 2004, p. 220). Considero que essa afirmação nos faz pen-
sar sobre a importância que cada um de nós (eu e você) tem na construção de me-
lhores escolas, melhores professores, melhores práticas. 
Em outra situação, o autor nos diz: “A sociedade do conhecimento está chamando”, 
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neutra, pois é o Estado ou Educador que traça valores, princípios e objetivos espera-
dos pela educação”.
Muitos estudiosos concordam que a educação se constitui em processo de transmis-
são cultural, cuja função principal é a reprodução do sistema social. Nesse contexto, 
a análise primordial precisa ser realizada no papel da escola, enquanto instituição de 
reprodução ideológica do Estado.
Em contrapartida, para Dewey (1971), a educação se constitui em mecanismo dina-
mizador das sociedades, pois é através dos indivíduos que se promovem as mudan-
ças. Para o autor, a educação dá ao indivíduo a possibilidade de atuar em sociedade, 
com consciência e sem reproduzir as experiências anteriores, mudando seu com-
portamento quando necessário e, com isso, produzindo mudanças no âmbito social.
Conforme Hargreaves (2004 p, 220), “uma das grandes tarefas dos educadores é aju-
dar a construir o movimento social por um sistema dinâmico e includente de edu-
cação pública na sociedade do conhecimento”, para isso, o autor traz as seguintes 
sugestões:
• Reacender seus próprios propósitos e missões morais em um sistema que co-
meçou a perdê-los de vista.
• Abrir suas ações e mentes a pais e comunidades e também se envolver com 
suas missões.
• Trabalhar com seus sindicatos para que se tornem agentes de sua própria mu-
dança.
• Levantar-se corajosamente contra a injustiça e a exclusão, onde quer que a ve-
jam.
• Reconhecer que têm uma responsabilidade profissional com todos, demons-
trando isto por meio de redes de cuidado de solidariedade.
O autor faz uma afirmação importante “A sociedade do conhecimento pertence a 
todos nós” (HARGREAVES, 2004, p. 220). Considero que essa afirmação nos faz pen-
sar sobre a importância que cada um de nós (eu e você) tem na construção de me-
lhores escolas, melhores professores, melhores práticas. 
Em outra situação, o autor nos diz: “A sociedade do conhecimento está chamando”, 
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SUMÁRIO
(HARGREAVES, 2004, p. 221). Analisar e compreender como e por que a sociedade 
se satisfaz em reproduzir, bem como identificar quais são os mecanismos eficazes 
sobre os quais se assentam o seu funcionamento, são formas possíveis de compreen-
der suas reais possibilidades de mudança. Essas análises precisam ser estabelecidas 
além da análise do conflito econômico, assim como a análise da reprodução social.
A educação na sociedade do conhecimento acontece a partir da:
Constata-se, assim, que a sociedade se organiza não apenas se baseando em bens 
econômicos, mas também a partir da produção de conhecimento, que, desenvolvi-
dos pela educação, direcionam os indivíduos na organização de um modo de vida e 
uma concepção de mundo.
• Criatividade• Flexibilidade
• Solução de problemas
• Inventividade
• Inteligência coletiva
• Confiança profissional
• Disposição para o risco
• Aperfeiçoamento permanente 
(HARGREAVES, 2004, p. 46).
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ANOTAÇÕES
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SUMÁRIO
UNIDADE 2
» analisar a pedagogia 
enquanto ciência da 
educação;
» estabelecer a 
cientificidade da 
pedagogia;
» contextualizar o processo 
histórico do pensamento 
pedagógico.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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ESTUDO DA EDUCAÇÃO 
ENQUANTO CIÊNCIA
Para começar nosso estudo, precisamos esclarecer que ciência é uma palavra que 
significa conhecimento, ou seja, um saber que é adquirido por meio da pesquisa e 
da prática. Nesse contexto, a educação pode ser entendida como ciência, que englo-
ba os atos de ensinar e aprender.
Entre as finalidades da educação, estão a socialização de costumes, hábitos e valores. 
Para Brandão (1985), não há uma forma única, nem um modelo único de educação. 
O autor nos mostra que a educação está presente onde não há a escola e por toda 
parte pode haver transferências de saber de uma geração a outra, em que ainda não 
foi sequer criado um modelo de ensino formal e centralizado.
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FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
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Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
ESTUDO DA EDUCAÇÃO 
ENQUANTO CIÊNCIA
Para começar nosso estudo, precisamos esclarecer que ciência é uma palavra que 
significa conhecimento, ou seja, um saber que é adquirido por meio da pesquisa e 
da prática. Nesse contexto, a educação pode ser entendida como ciência, que englo-
ba os atos de ensinar e aprender.
Entre as finalidades da educação, estão a socialização de costumes, hábitos e valores. 
Para Brandão (1985), não há uma forma única, nem um modelo único de educação. 
O autor nos mostra que a educação está presente onde não há a escola e por toda 
parte pode haver transferências de saber de uma geração a outra, em que ainda não 
foi sequer criado um modelo de ensino formal e centralizado.
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SUMÁRIO
Dessa forma, a evolução da educação está ligada à evolução da sociedade. Conforme 
Libâneo (2009, p. 32),
A educação associa-se, pois, a processos de comunicação e interação pe-
los quais os membros de uma sociedade assimilam saberes, habilidades, 
técnicas, atitudes, valores existentes no meio culturalmente organizado e, 
com isso, ganham o patamar necessário para produzir outros saberes, téc-
nicas, valores, etc.
Teorias educacionais, reformas, inovações, concepções e doutrinas foram criadas e 
difundidas ao longo do tempo, buscando fazer a relação entre a teoria e a prática, 
questões primordiais na educação, a qual, por sua vez, busca tornar o homem su-
jeito de sua própria história, e não objeto dela. Para que tal objetivo seja alcançado, 
muitos estudiosos contribuíram com teorias, estudos, pesquisas e experiências para 
torná-la eficiente, estruturada e abrangente.
Ao considerar os processos formativos na sociedade, é necessário pensar a pedago-
gia como uma ciência da educação, ou seja, uma área de conhecimento da educa-
ção. Libâneo (2009) nos esclarece que a Pedagogia visa ao entendimento, global e 
intencionalmente dirigido, dos problemas educativos e, para isso, recorre ao conhe-
cimento provido pelas demais ciências da educação.
Como vimos, a educação acontece em diferentes lugares e de diferentes formas, 
assim também acontece com a Pedagogia. Conforme Libâneo (2009) se há muitas 
práticas educativas em muitos lugares, por consequência, há também várias peda-
gogias: a pedagogia familiar, a pedagogia sindical, a pedagogia dos meios de comu-
nicação, a pedagogia escolar, entre outras. Porém, é preciso destacar que a Pedago-
gia é uma educação intencional, ou seja, busca a formação humana. 
Conforme Libâneo ( 2009, p. 33), “A Pedagogia investiga 
fatores que contribuem para a construção do ser humano 
como membro de uma determinada sociedade, e os 
processos e os meios dessa formação”. A partir desse contexto 
de conhecimento, fica mais fácil entender Pedagogia como 
ciência, não é mesmo?
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Certamente, não podemos pensar que a Pedagogia é a única área científica da edu-
cação, outras áreas como a Psicologia, a Economia, a Sociologia, entre outras, têm 
como objeto de estudo os problemas educativos, e são consideradas importantes 
para o processo educativo. É importante ressaltar que cada área possui os métodos 
de investigação, por exemplo, a psicologia pode explicar a educação por conheci-
mentos comportamentais, já a economia investigará a educação a partir do contexto 
econômico de um país ou região.
Voltemos ao estudo da Pedagogia. Em seu percurso histórico, essa área da educação 
sofreu oscilações, em alguns momentos, é analisada como arte, em outros, como 
metodologia, ou ainda como ciência da arte educativa. Recentemente, a grande 
ênfase está na atuação docente e no estudo do fenômeno educativo na sua comple-
xidade e amplitude. 
Porém, Libâneo (2009) ressalta que a caracterização de pedagogo stricto sensu, ou 
seja, graduado em Pedagogia, é necessária para distingui-lo do profissional docente. 
Essa definição é importante uma vez que os demais professores são graduados em 
outras licenciaturas que não Pedagogia.
Ao conceber a Pedagogia como ciência da educação, Libâneo (2001, p. 6) a define 
como “um campo de conhecimentos sobre a problemática educativa na sua totalida-
de e historicidade e, ao mesmo tempo, uma diretriz orientadora da ação educativa.” 
Nesse sentido, é necessário repensar a educação e a ciência que a fundamenta para 
buscar a ressignificação do espaço científico da Pedagogia.
2.1 PANORAMA HISTÓRICO DO PENSAMENTO 
PEDAGÓGICO
A prática da educação está inserida na sociedade desde o início da civilização, quan-
do as comunidades primitivas entendiam que a educação deveria acontecer em 
função da vida e para a vida, e a escola era a aldeia. Estamos muito acostumados 
com as nossas instituições escolares, mas o fato é que a escola como instituição não 
existiu em todas as sociedades.
A educação se manifestava por meio das transmissões dos valores essenciais para a 
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Certamente, não podemos pensar que a Pedagogia é a única área científica da edu-
cação, outras áreas como a Psicologia, a Economia, a Sociologia, entre outras, têm 
como objeto de estudo os problemas educativos, e são consideradas importantes 
para o processo educativo. É importante ressaltar que cada área possui os métodos 
de investigação, por exemplo, a psicologia pode explicar a educaçãopor conheci-
mentos comportamentais, já a economia investigará a educação a partir do contexto 
econômico de um país ou região.
Voltemos ao estudo da Pedagogia. Em seu percurso histórico, essa área da educação 
sofreu oscilações, em alguns momentos, é analisada como arte, em outros, como 
metodologia, ou ainda como ciência da arte educativa. Recentemente, a grande 
ênfase está na atuação docente e no estudo do fenômeno educativo na sua comple-
xidade e amplitude. 
Porém, Libâneo (2009) ressalta que a caracterização de pedagogo stricto sensu, ou 
seja, graduado em Pedagogia, é necessária para distingui-lo do profissional docente. 
Essa definição é importante uma vez que os demais professores são graduados em 
outras licenciaturas que não Pedagogia.
Ao conceber a Pedagogia como ciência da educação, Libâneo (2001, p. 6) a define 
como “um campo de conhecimentos sobre a problemática educativa na sua totalida-
de e historicidade e, ao mesmo tempo, uma diretriz orientadora da ação educativa.” 
Nesse sentido, é necessário repensar a educação e a ciência que a fundamenta para 
buscar a ressignificação do espaço científico da Pedagogia.
2.1 PANORAMA HISTÓRICO DO PENSAMENTO 
PEDAGÓGICO
A prática da educação está inserida na sociedade desde o início da civilização, quan-
do as comunidades primitivas entendiam que a educação deveria acontecer em 
função da vida e para a vida, e a escola era a aldeia. Estamos muito acostumados 
com as nossas instituições escolares, mas o fato é que a escola como instituição não 
existiu em todas as sociedades.
A educação se manifestava por meio das transmissões dos valores essenciais para a 
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manutenção do agrupamento social. Aranha (2006, p. 35) nos diz que “nas comuni-
dades tribais, as crianças aprendem imitando os gestos dos adultos nas atividades 
diárias e nos rituais”.
Não havia um processo pedagógico definido. Havia processos sociais de aprendiza-
gem em que não existia nenhuma situação escolar institucionalizada de transferên-
cia do saber. 
Com o passar do tempo, a educação primitiva, marcada pelas tradições, apropriou 
-se de tendências religiosas e orientou os povos hindus, egípcios, hebreus e chineses.
Conforme Aranha (2006, p. 36), “A escrita surge como uma necessidade de adminis-
tração dos negócios, à medida que as atividades se tornam mais complexas”.
Com o desenvolvimento da sociedade, por meio da criação das cidades, da produção 
e do comércio, promoveu-se uma transformação na educação concebida pelos po-
vos primitivos. Para entender esse contexto, precisamos voltar um pouco na história. 
A organização social que antes era homogênea passou a ser dividida em classes pelo 
trabalho, surgindo, por exemplo, os escravos; as terras de uso comum, passaram a ser 
dominadas pelo Estado; o papel da mulher também passou a ter outro significado.
Nas palavras de Aranha (2006, p. 36), “O saber, antes aberto a todos, tornou-se patri-
mônio e privilégio da classe dominante. Nesse momento surgiu a escola. [...] a escola 
ao elitizar o saber, tem desempenhado um papel de exclusão da maioria”.
Na Grécia, berço da cultura e da civilização ocidental, a educação era entendida 
como o estímulo à competição e guerra, para assegurar a superioridade sobre as 
demais regiões. A partir dessa necessidade, a educação visava à formação de um 
indivíduo eficiente, com disposição para conviver em sociedade e dialogar sobre po-
lítica. Assim, recebia uma formação de corpo e mente. Nesse contexto,a retórica e a 
filosofia eram enfatizadas.
Em Roma, a educação era organizada pela disciplina e justiça e entendida como 
um processo de preparação de guerreiros que submeteriam as regiões conquistadas 
aos mesmos hábitos e costumes de Roma. A educação romana era direcionada para 
mostrar a biografia de grandes homens.
No decorrer da Idade Média, o pensamento pedagógico foi estabelecido por meio 
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de uma tendência religiosa, preservada através do princípio da autoridade da Igre-
ja, que impunha normas e impostos para a sociedade. Nesse contexto, a ideologia 
educacional é regida pelo poder de Cristo, o modo de produção era o feudalismo e o 
corpo por sua vez era considerado pecaminoso, surge assim a escolástica como uma 
corrente filosófica cristã que tenta conciliar fé e razão. A educação passa a ocupar um 
lugar de destaque porque pretende dar uma orientação e um sentido ao ser huma-
no em todas as dimensões de sua formação.
Já o período conhecido como Renascimento tem o intuito de formar o homem bur-
guês, considerando apenas o clero, a nobreza e a burguesia. Segundo Aranha (2006, 
p. 125), “É impressionante o interesse pela educação no Renascimento, principal-
mente pela proliferação de colégios e manuais para alunos e professores”. Ainda de 
acordo com a autora, a formação intelectual voltava-se para a cultura humanística, 
com atenção ao ensino de grego e latim. 
Outro destaque dessa época foi o aparecimento dos colégios, ao mesmo tempo em 
que surgia a nova imagem da criança e da família.
Um fato marcante desse período foi a Reforma Protestante que consequentemente 
teve suas ideias espalhadas pela Europa. Conforme Aranha (2006), ao dar condições 
iguais de leitura e interpretação da bíblia a todos, a educação passou a ser importan-
te instrumento para divulgação da reforma.
Para combater a expansão protestante, surgem os jesuítas, com a missão de catequi-
zar os hereges, enfatizando dogmas e tradições.
Caro(a) aluno(a), a partir desses fatos históricos, podemos perceber o valor que a edu-
cação tem em uma sociedade.
Século XVII: a pedagogia realista
Com o desenvolvimento da concepção de pensamento pedagógico moderno, se es-
tabeleceu a relação entre o pensamento e o ser. Nesse contexto, o homem moderno 
foi em busca de conhecimentos antes considerados proibidos. Assim, se desenvolveu 
a paixão pela razão, o estudo da natureza, bem como técnicas e artes. 
A educação passa a ser norteada por princípios que a tornam mais realista.
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de uma tendência religiosa, preservada através do princípio da autoridade da Igre-
ja, que impunha normas e impostos para a sociedade. Nesse contexto, a ideologia 
educacional é regida pelo poder de Cristo, o modo de produção era o feudalismo e o 
corpo por sua vez era considerado pecaminoso, surge assim a escolástica como uma 
corrente filosófica cristã que tenta conciliar fé e razão. A educação passa a ocupar um 
lugar de destaque porque pretende dar uma orientação e um sentido ao ser huma-
no em todas as dimensões de sua formação.
Já o período conhecido como Renascimento tem o intuito de formar o homem bur-
guês, considerando apenas o clero, a nobreza e a burguesia. Segundo Aranha (2006, 
p. 125), “É impressionante o interesse pela educação no Renascimento, principal-
mente pela proliferação de colégios e manuais para alunos e professores”. Ainda de 
acordo com a autora, a formação intelectual voltava-se para a cultura humanística, 
com atenção ao ensino de grego e latim. 
Outro destaque dessa época foi o aparecimento dos colégios, ao mesmo tempo em 
que surgia a nova imagem da criança e da família.
Um fato marcante desse período foi a Reforma Protestante que consequentemente 
teve suas ideias espalhadas pela Europa. Conforme Aranha (2006), ao dar condições 
iguais de leitura e interpretação da bíblia a todos, a educação passou a ser importan-
te instrumento para divulgação da reforma.
Para combater a expansão protestante, surgemos jesuítas, com a missão de catequi-
zar os hereges, enfatizando dogmas e tradições.
Caro(a) aluno(a), a partir desses fatos históricos, podemos perceber o valor que a edu-
cação tem em uma sociedade.
Século XVII: a pedagogia realista
Com o desenvolvimento da concepção de pensamento pedagógico moderno, se es-
tabeleceu a relação entre o pensamento e o ser. Nesse contexto, o homem moderno 
foi em busca de conhecimentos antes considerados proibidos. Assim, se desenvolveu 
a paixão pela razão, o estudo da natureza, bem como técnicas e artes. 
A educação passa a ser norteada por princípios que a tornam mais realista.
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Nesse período, René Descartes (1596-1650), sob influência da burguesia, apresentou 
o conhecimento a partir da dúvida metódica, de forma científica. Aranha (2006, p. 
154), sobre essa abordagem de Descartes, afirma que: “Começou duvidando de tudo: 
do senso comum, dos argumentos de autoridade, do testemunho dos sentidos, das 
informações da consciência, das verdades deduzidas pelo raciocínio, da realidade do 
mundo exterior e do próprio corpo.”
Outro educador, João Amos Comênio (1592-1670), conhecido como o pai da didá-
tica moderna, considerado maior educador e pedagogo do século XVII, dizia que a 
escola deveria ensinar o conhecimento das coisas, evidenciando o realismo pedagó-
gico característico da época. Também salientou que o ensino deveria ser unificado, 
isto é, todas as escolas deveriam ser articuladas, e a educação precisava acontecer 
durante toda a vida humana.
A pedagogia realista contrariava a educação antiga, excessivamente formal 
e retórica. Ao contrário, preferia o rigor das ciências da natureza, buscando 
superar a tendência literária e estética própria do humanismo renascentista 
(ARANHA, 2006, p. 155). 
Você conhece a frase “Penso, logo existo”?
Ela surge a partir do contexto de dúvidas colocado por 
Descartes.
Em meio a tantas mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais, ter acesso à 
escola tornou-se essencial para o indivíduo se adequar ao período. O acesso à forma-
ção foi motivo de luta das camadas populares, e várias ordens religiosas impulsiona-
ram essa busca pelo conhecimento.
Século das Luzes
O Iluminismo do século XVII veio para difundir a formação do cidadão por meio da 
escola. Na educação, a tendência liberal e laica foi fortalecida com a busca por novos 
caminhos para a aprendizagem e a autonomia do educando. Nessa perspectiva, o 
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pensamento pedagógico passa a ser marcado pela criação dos sistemas nacionais 
de educação, em que o Estado passou a ter uma participação maior na educação. 
Os principais representantes do iluminismo foram: 
É possível que você conheça a Enciclopédia. Muito bem, a 
Enciclopédia surgiu nesse período.
Fonte: a autora.
França Inglaterra Alemanha
Voltaire
D’Alembert
Diderot
Helvetius
Rousseau
Montesquieu
Newton
Reid
Locke 
Hume
Wolff
Lessing
Baumgarten
Kant
Quadro 06: Iluminismo
O pensamento pedagógico dessa época se fundamentava na necessidade de ofe-
recer instrução para os trabalhadores, e Emanuel Kant (1724-1804) defendeu que o 
homem é o que a educação faz dele, ou seja, o homem é capaz de elevar-se median-
te esforço intelectual contínuo.
Apesar da expressão do ideal liberal, os interesses estavam voltados para a alta bur-
guesia. Havia um temor de que o acesso à educação provocasse o desequilíbrio na 
ordem da sociedade.
Fonte: Aranha (2006, p. 173), adaptado pela autora.
Conforme Aranha (2006, p. 174), “No contexto do Iluminismo, não fazia mais sentido 
atrelar a educação à religião, como nas escolas confessionais, nem aos interesses de 
uma classe como queria a aristocracia”. Podemos perceber que esse é um novo para-
digma da educação, com a proposta de uma escola leiga, livre. Nesse contexto, surge 
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pensamento pedagógico passa a ser marcado pela criação dos sistemas nacionais 
de educação, em que o Estado passou a ter uma participação maior na educação. 
Os principais representantes do iluminismo foram: 
É possível que você conheça a Enciclopédia. Muito bem, a 
Enciclopédia surgiu nesse período.
Fonte: a autora.
França Inglaterra Alemanha
Voltaire
D’Alembert
Diderot
Helvetius
Rousseau
Montesquieu
Newton
Reid
Locke 
Hume
Wolff
Lessing
Baumgarten
Kant
Quadro 06: Iluminismo
O pensamento pedagógico dessa época se fundamentava na necessidade de ofe-
recer instrução para os trabalhadores, e Emanuel Kant (1724-1804) defendeu que o 
homem é o que a educação faz dele, ou seja, o homem é capaz de elevar-se median-
te esforço intelectual contínuo.
Apesar da expressão do ideal liberal, os interesses estavam voltados para a alta bur-
guesia. Havia um temor de que o acesso à educação provocasse o desequilíbrio na 
ordem da sociedade.
Fonte: Aranha (2006, p. 173), adaptado pela autora.
Conforme Aranha (2006, p. 174), “No contexto do Iluminismo, não fazia mais sentido 
atrelar a educação à religião, como nas escolas confessionais, nem aos interesses de 
uma classe como queria a aristocracia”. Podemos perceber que esse é um novo para-
digma da educação, com a proposta de uma escola leiga, livre. Nesse contexto, surge 
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também a ideia de obrigatoriedade e gratuidade do ensino. 
Caro(a) aluno(a), não se engane! A ideia de obrigatoriedade no ensino não conteve 
o dualismo escolar, ou seja, havia a escola para a burguesia e escola para o povo. E 
como foi a educação no século XVIII no Brasil? No século XVIII, permanecia grande o 
contraste entre a Europa e o Brasil. O Brasil continuava com a sua aristocracia agrária 
escravista, economia agroexportadora dependente e submetido à política colonial 
de pressão (ARANHA, 2006, p. 193).
O ideário do Século XIX
Se no século anterior as ideias de Kant contribuíram para a definição do projeto edu-
cacional voltado para a construção de um agir e pensar autônomo, no século XIX, os 
filósofos interpretaram de diferentes formas o pensamento kantiano.
Positivistas (Comte)
Defendiam que não cabe ao filósofo teorizar sobre 
“ideias sem conteúdo”. 
Idealistas 
(Fichte, Schelling e Hegel)
Destacaram a capacidade que Kant atribuía à 
razão de impor formas a priori ao conteúdo dado 
pela experiência.
Materialistas (Feuerbach) Influenciaram a vertente socialista.
Quadro 07: Filósofos do século XIX 
Fonte: Aranha ( 2006, p. 204) adaptado pela autora.
O positivismo surge como uma linha teórica, criada pelo francês Auguste Comte 
(1798-1857), que começou a atribuir fatores humanos às explicações dos diversos 
assuntos, contrariando os princípios da razão, da teologia e da metafísica. Consoli-
dando assim a concepção que conhecemos por pensamento pedagógico positivista.
Para atender ao pensamento pedagógico positivista, foi pensado um sistema educa-
cional voltado para os acontecimentos decorrentes da Revolução Industrial, ou seja, 
precisava ser prático e útil à formação humana.
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Destaca-se, nesse período, o pensador Herbert Spencer (1820-1903), que considerou 
a formação científica na educação importante para que o indivíduo alcançasse um 
bom desenvolvimento.Para isso, a educação precisava preparar o homem para a 
vida inteira.
Já na perspectiva da educação idealista, o mundo é a manifestação da ideia, é nesse 
contexto, que a educação era considerada um meio de espiritualização humana, ou 
seja, a formação humana, formação de um homem integral.
Diversos pensadores no decorrer da história consideraram que a finalidade da edu-
cação está em guiar o homem no desenvolvimento dinâmico, dotando esse de ar-
mas do conhecimento, do poder de julgar e das virtudes morais. Por isso, tinham 
como proposta uma educação igual para todos, mas a concepção que os socialistas 
tinham da educação mostrava que isso só seria possível a partir da oposição às ideias 
burguesas.
Outra perspectiva da educação eram as ideias socialistas. Enfatizamos o pensamento 
pedagógico socialista de Karl Marx (1818-1883) e Frierich Engels (1820-1895), que 
trataram a educação dentro do contexto das relações sociais e luta de classes. 
As ideias socialistas dentro da educação também tiveram como defensor o pensador 
Antonio Gramsci (1891-1937), que propôs a organização da escola e da cultura. A 
escola deveria ser única, mesclando trabalho intelectual e manual.
O contexto do pensamento pedagógico socialista tem como proposta a apropriação 
do saber de uma maneira solidária, não competitiva, contrapondo-se ao capitalismo.
Também defensor das ideias de Marx destaca-se Anton Makarenko (1888-1939), que 
defendia a educação como uma maneira de formar trabalhadores conscientes do 
seu papel político, preocupados com o bem-estar da coletividade.
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Destaca-se, nesse período, o pensador Herbert Spencer (1820-1903), que considerou 
a formação científica na educação importante para que o indivíduo alcançasse um 
bom desenvolvimento. Para isso, a educação precisava preparar o homem para a 
vida inteira.
Já na perspectiva da educação idealista, o mundo é a manifestação da ideia, é nesse 
contexto, que a educação era considerada um meio de espiritualização humana, ou 
seja, a formação humana, formação de um homem integral.
Diversos pensadores no decorrer da história consideraram que a finalidade da edu-
cação está em guiar o homem no desenvolvimento dinâmico, dotando esse de ar-
mas do conhecimento, do poder de julgar e das virtudes morais. Por isso, tinham 
como proposta uma educação igual para todos, mas a concepção que os socialistas 
tinham da educação mostrava que isso só seria possível a partir da oposição às ideias 
burguesas.
Outra perspectiva da educação eram as ideias socialistas. Enfatizamos o pensamento 
pedagógico socialista de Karl Marx (1818-1883) e Frierich Engels (1820-1895), que 
trataram a educação dentro do contexto das relações sociais e luta de classes. 
As ideias socialistas dentro da educação também tiveram como defensor o pensador 
Antonio Gramsci (1891-1937), que propôs a organização da escola e da cultura. A 
escola deveria ser única, mesclando trabalho intelectual e manual.
O contexto do pensamento pedagógico socialista tem como proposta a apropriação 
do saber de uma maneira solidária, não competitiva, contrapondo-se ao capitalismo.
Também defensor das ideias de Marx destaca-se Anton Makarenko (1888-1939), que 
defendia a educação como uma maneira de formar trabalhadores conscientes do 
seu papel político, preocupados com o bem-estar da coletividade.
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SUMÁRIO
Do ponto de vista epistemológico, as ideias socialistas rejeitam os pressupostos ide-
alistas. Nesse contexto, cabe aos educadores:
- A luta pela democratização do ensino (universal) e pela escola única (não dua-
lista), isto é, sem distinção entre formar e profissionalizar;
- A valorização do pensar e do fazer, em que o saber esteja voltado para a trans-
formação do mundo; 
- A desmistificação da alienação e da ideologia, ou seja, a conscientização da 
classe oprimida (ARANHA, 2006, p. 209).
Principais pedagogos do século XIX:
- Pestalozzi.
- Frebel.
- Herbart.
Fonte: a autora.
Nesse período, no Brasil, ainda não existia uma política de educação planejada, exis-
tiam as aulas régias do tempo de Pombal. Com a chegada da família real ao Brasil, 
as escolas foram criadas, sobretudo escolas superiores, para atender às necessidades 
do momento. 
Educação no século XX
O século XX foi composto por grande complexidade, foi um século de conflitos e rei-
vindicações por democracia. De forma geral, as propostas de educação pública, leiga, 
gratuita e obrigatória do século anterior se reafirmaram no século XX.
Uma proposta educacional de destaque nesse período foi a Escola Nova. Essa pro-
posta nova surge com o desafio de romper com a educação tradicional. Segundo 
Gadotti ( 1999 p. 142), “A teoria da Escola Nova propunha que a educação fosse ins-
tigadora da mudança social e, ao mesmo tempo, se transformasse porque a socie-
dade estava em mudança”.
Um dos defensores da escola nova foi John Dewey (1859-1952), que tratava a educa-
ção como um processo contínuo, que deveria acontecer pela ação e não pela instru-
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ção. Considerando que a educação é essencial para a vida. Para Dewey (1979, p. 83), 
“A educação não é a preparação para a vida, é a própria vida (...)”.
A escola nova trata o aluno como centro. Destaca-se, nesse contexto, a médica cha-
mada Maria Montessori (1870-1952), que estimulava a atividade livre concentrada, 
com base no princípio da autoeducação. A partir dos estudos de Montessori, consta-
tou-se a importância da exploração de novas técnicas para instigar os sentidos dos 
alunos. Nesse sentido, o professor deve oferecer meios para a criança evoluir.
Destaca-se também, como grande colaborador do pensamento pedagógico da es-
cola nova, Jean Piaget (1896-1980), crítico da escola tradicional, atestou que a escola 
tradicional não ensinava o aluno a pensar. Piaget considerava que professor preci-
sava trabalhar de acordo com as etapas do desenvolvimento mental do aluno para 
obter bons resultados na aprendizagem.
A escola nova propõe o respeito à criança e traz o educador como mediador capaz 
de intervir, de mostrar um caminho. No Brasil, a influência da Escola Nova estimulou 
nossas primeiras reflexões pedagógicas nas décadas de 1920 a 1930.
Porém, novas inquietações surgiram e novos desafios foram levantados no que diz 
respeito ao campo da educação, dando início a um novo paradigma na educação: o 
pensamento pedagógico fenomenológico-existencialista.
No contexto do pensamento pedagógico fenomenológico-existencialista, a educa-
ção deveria se moldar às necessidades da sociedade em que está inserida. A filosofia 
existencialista trata a criança como um ser concreto e em constante formação. 
Nessa perspectiva, Georges Gusdorf analisou a relação mestre-discípulo, pois esses 
buscam a verdade e em tal relação é que nasce a autoridade do mestre. Para ele, o 
homem precisa de educação porque é um ser inacabado.
O pensador Carl Rogers (1902-1987), por sua vez, enfatizou a importância de 
uma escola centrada no estudante, e não no professor e no conteúdo. Destacan-
do a importância da afetividade nas relações, pois o professor é um facilitador 
da aprendizagem.
Celétin Freinet (1896-1966), outro teórico da contemporaneidade, se destaca com 
seus ideais, que pregavam que a escola do futuro seria a escola do trabalho. Ele 
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ção. Considerando que a educação é essencial para a vida. Para Dewey (1979, p. 83), 
“A educação não é a preparação para a vida, é a própria vida (...)”.
A escola nova trata o aluno como centro. Destaca-se, nesse contexto, a médica cha-
mada Maria Montessori (1870-1952), que estimulava a atividade livre concentrada, 
com base no princípio da autoeducação. A partir dos estudos de Montessori, consta-
tou-se a importância da exploração de novas técnicas para instigar os sentidos dos 
alunos. Nesse sentido, o professor deve oferecer meios para a criança evoluir.
Destaca-se também, como grande colaborador do pensamento pedagógico da es-
cola nova, Jean Piaget (1896-1980), crítico da escola tradicional, atestou que a escola 
tradicional não ensinava o aluno a pensar. Piaget considerava que professor preci-
sava trabalhar de acordo com as etapas do desenvolvimento mental do aluno para 
obter bons resultados na aprendizagem.
A escola nova propõe o respeito à criança e traz o educador como mediador capaz 
de intervir, de mostrar um caminho. No Brasil, a influência da Escola Nova estimulou 
nossas primeiras reflexões pedagógicas nas décadas de 1920 a 1930.
Porém, novas inquietações surgiram e novos desafios foram levantados no que diz 
respeito ao campo da educação, dando início a um novo paradigma na educação: o 
pensamento pedagógico fenomenológico-existencialista.
No contexto do pensamento pedagógico fenomenológico-existencialista, a educa-
ção deveria se moldar às necessidades da sociedade em que está inserida. A filosofia 
existencialista trata a criança como um ser concreto e em constante formação. 
Nessa perspectiva, Georges Gusdorf analisou a relação mestre-discípulo, pois esses 
buscam a verdade e em tal relação é que nasce a autoridade do mestre. Para ele, o 
homem precisa de educação porque é um ser inacabado.
O pensador Carl Rogers (1902-1987), por sua vez, enfatizou a importância de 
uma escola centrada no estudante, e não no professor e no conteúdo. Destacan-
do a importância da afetividade nas relações, pois o professor é um facilitador 
da aprendizagem.
Celétin Freinet (1896-1966), outro teórico da contemporaneidade, se destaca com 
seus ideais, que pregavam que a escola do futuro seria a escola do trabalho. Ele 
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SUMÁRIO
desenvolveu sua pedagogia em um cenário de profundas desigualdades sociais, re-
sultantes da Primeira e Segunda Guerra Mundial. Defende que é por meio das ex-
periências que as crianças chegarão ao conhecimento, nesse contexto, as escolas 
precisam se adaptar ao meio social das crianças.
Veja que, no mundo contemporâneo, o objetivo da educação é a identidade do ho-
mem, a experiência, a crítica aos métodos tradicionais do ato de educar.
Destaca-se também Emília Ferrero, segundo a qual o construtivismo é a base para 
o ato educativo, enfatizando que o educador deve respeitar os estágios de conheci-
mentos do educando para desenvolver sua prática pedagógica.
O Brasil, país de terceiro mundo, onde imperou o domínio português advindo da 
colonização com a chegada dos jesuítas, que trouxeram um ensino baseado na me-
morização e na repetição mecânica, desenvolveu um otimismo de reconstruir a so-
ciedade através da educação. Novas ideias surgiram com o iluminismo, e a educação 
passou a ser pensada como um meio para mudar as mentalidades das pessoas e 
assim revolucionar a sociedade.
Em um cenário entremeado de burguesia no poder, entre ditaduras e redemocratiza-
ção, a educação ganha novas nuances, impulsionada por movimentos em prol da edu-
cação popular e pública. Desenvolve-se assim o pensamento pedagógico brasileiro.
Dentro desses paradigmas, muitos pensadores questionaram o que é necessário à 
formação humana e citaram que só é possível uma educação democrática se houver 
realmente uma sociedade democrática. Enfatizando a necessidade de um processo 
de aprendizagem prazeroso e que a prática educativa deve conter um teor político.
Destaca-se, assim, a postura do educador Paulo Freire, baseada na concepção de que 
educador e educando aprendem juntos numa relação dotada de muita dinâmica e 
num processo de constante aperfeiçoamento. Traz à tona a discussão de que, através 
da educação, formamos a autonomia intelectual do cidadão, e esse irá intervir sobre 
a realidade; e com essa concepção, critica a educação da sociedade dividida em clas-
ses. Numa perspectiva contemporânea, a educação visa desenvolver no indivíduo a 
autonomia, a criatividade e a socialização, o formando para a pluralidade.
A respeito da educação em seu caráter histórico e analisando todos os desafios en-
contrados no decorrer do tempo, constatamos a importância das ideias, dos pensa-
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mentos pedagógicos; percebemos que estes estão inseridos na transformação da 
sociedade e, consequentemente, do mundo e das relações existentes entre seus 
indivíduos, com isso, a escola, os alunos, os professores e todos que fazem parte do 
processo educacional se reorganizam na problemática de suprir as necessidades e 
transformações do mundo contemporâneo.
ANOTAÇÕES
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mentos pedagógicos; percebemos que estes estão inseridos na transformação da 
sociedade e, consequentemente, do mundo e das relações existentes entre seus 
indivíduos, com isso, a escola, os alunos, os professores e todos que fazem parte do 
processo educacional se reorganizam na problemática de suprir as necessidades e 
transformações do mundo contemporâneo.
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SUMÁRIO
UNIDADE 3
» estabelecer as relações 
sujeito, objeto e 
conhecimento nas 
perspectivas racionalista, 
empirista e dialética; 
» analisar os contextos 
da produção de 
conhecimento 
científico e do ensino e 
aprendizagem.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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O SURGIR DAS CIÊNCIAS DA 
EDUCAÇÃO
Você já se perguntou o que é ciência? Quais as especificidades e a relação da ciência 
com a educação?
É bem possível que você já tenha feito esses questionamentos. O fato é que todos 
nós nos beneficiamos do progresso da ciência e de seus instrumentos. Pense! Quan-
tos benefícios a ciência nos proporciona todos os dias?
Tenho certeza de que você terá várias respostas. Mas vamos lá! A ciência enquanto 
conhecimento é sempre provisória. Ou seja, o conhecimento proporcionado pela 
ciência é exato por um determinado tempo, logo surgem questionamentos e aper-
feiçoamentos, e uma nova ciência ou conhecimento surge.
Podemos entender que, ao longo da história, há uma diversificação das ciências da 
educação, entre elas, a Psicologia, a Sociologia, a Filosofia e a Didática. Conforme 
Libâneo (2009, p. 56), 
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O SURGIR DAS CIÊNCIAS DA 
EDUCAÇÃO
Você já se perguntou o que é ciência? Quais as especificidades e a relação da ciência 
com a educação?
É bem possível que você já tenha feito esses questionamentos. O fato é que todosnós nos beneficiamos do progresso da ciência e de seus instrumentos. Pense! Quan-
tos benefícios a ciência nos proporciona todos os dias?
Tenho certeza de que você terá várias respostas. Mas vamos lá! A ciência enquanto 
conhecimento é sempre provisória. Ou seja, o conhecimento proporcionado pela 
ciência é exato por um determinado tempo, logo surgem questionamentos e aper-
feiçoamentos, e uma nova ciência ou conhecimento surge.
Podemos entender que, ao longo da história, há uma diversificação das ciências da 
educação, entre elas, a Psicologia, a Sociologia, a Filosofia e a Didática. Conforme 
Libâneo (2009, p. 56), 
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SUMÁRIO
Ainda que as práticas educativas hoje se encontrem bastante ampliadas, não 
se reduzindo ao ensino, é pertinente reconhecer nesses elementos que cons-
tituem o pedagógico o núcleo de referência dos conhecimentos científicos, 
filosóficos e técnico profissionais que compreendem a competência profissio-
nal do pedagogo.
É fundamental que os pedagogos reconheçam a relação que se estabelece entre os 
sistemas de ensino, a economia, a cultura e a sociedade com o campo da ciência. Afi-
nal, todas essas áreas contribuem para o surgimento e perpetuação da a educação, 
que é a sustentação do desenvolvimento humano. No entanto, o desenvolvimento é 
complexo, o ser humano se desenvolve como um todo; não se podem separar seus 
aspectos físico, intelectual, emocional e social.
3.1 EPISTEMOLOGIA E EDUCAÇÃO
Você sabe o que é epistemologia?
O significado da palavra epistemologia está relacionado a um estudo sobre a ciência 
analisada enquanto sinônimo de conhecimento, sendo assim, uma teoria do conhe-
cimento.
Então, neste estudo, falaremos sobre conhecimento e educação. Platão foi quem ini-
ciou o estudo sobre o conhecimento ao estabelecer as três formas de conhecimento: 
doxa, sofia, episteme.
Doxa: se refere ao conhecimento empírico opinativo, sensitivo.
Sofia: se refere ao conhecimento acumulado, à sabedoria.
Episteme: se refere ao conhecimento sistemático, reflexivo, 
analítico. 
Sendo por sua vez um conhecimento extraído da verdade 
purificada das ilusões dos sentidos, definido por Platão na 
Alegoria do Mito da Caverna. 
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Você conhece o Mito da Caverna? Essa é uma passagem clássica da história da Filo-
sofia. Registrada no livro VI de “A República”, no qual Platão discute sobre teoria do 
conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.
A passagem expressa a imagem de prisioneiros acorrentados no interior de uma 
caverna de modo que podem ver somente uma parede iluminada por uma foguei-
ra. As sombras de estátuas são projetadas na parede, e essa é a única imagem que 
os prisioneiros podem enxergar. Os prisioneiros dão nomes a essas sombras, assim 
como nós fazemos com os objetos e lugares, e observam a regularidade dos acon-
tecimentos. Mas, se um prisioneiro escapar das amarras, ele verá que o que permite 
a visão é a fogueira e que, na verdade, os seres que dão origem às sombras são es-
tátuas. 
Isso significa que os prisioneiros julgam as sombras por uma ilusão, ou seja, desco-
nhecem a verdade.
A falta do conhecimento nos leva a ser prisioneiros da caverna em muitas situações, 
por exemplo, na política. Quando desconhecemos as leis, as propostas, acreditamos 
no que nos é posto ou informado. Caro(a) aluno(a), a mídia faz muito bem esse papel. 
É importante ressaltar que a ciência é apenas um dos tipos de conhecimento. Vejam 
alguns exemplos de conhecimento:
- Conhecimento científico.
- Conhecimento filosófico.
- Conhecimento religioso.
- Conhecimento popular.
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Você conhece o Mito da Caverna? Essa é uma passagem clássica da história da Filo-
sofia. Registrada no livro VI de “A República”, no qual Platão discute sobre teoria do 
conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.
A passagem expressa a imagem de prisioneiros acorrentados no interior de uma 
caverna de modo que podem ver somente uma parede iluminada por uma foguei-
ra. As sombras de estátuas são projetadas na parede, e essa é a única imagem que 
os prisioneiros podem enxergar. Os prisioneiros dão nomes a essas sombras, assim 
como nós fazemos com os objetos e lugares, e observam a regularidade dos acon-
tecimentos. Mas, se um prisioneiro escapar das amarras, ele verá que o que permite 
a visão é a fogueira e que, na verdade, os seres que dão origem às sombras são es-
tátuas. 
Isso significa que os prisioneiros julgam as sombras por uma ilusão, ou seja, desco-
nhecem a verdade.
A falta do conhecimento nos leva a ser prisioneiros da caverna em muitas situações, 
por exemplo, na política. Quando desconhecemos as leis, as propostas, acreditamos 
no que nos é posto ou informado. Caro(a) aluno(a), a mídia faz muito bem esse papel. 
É importante ressaltar que a ciência é apenas um dos tipos de conhecimento. Vejam 
alguns exemplos de conhecimento:
- Conhecimento científico.
- Conhecimento filosófico.
- Conhecimento religioso.
- Conhecimento popular.
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SUMÁRIO
A ciência ao longo da história
Agora que você já refletiu sobre a importância do conhecimento, preparamos para 
você um esquema dos modelos de pensamento científico. Você pode fazer uma rela-
ção dessas concepções de ciência com as concepções de educação em cada época.
Até o final do 
século XVII
Até o século XIX Século XX
DEDUÇÃO: 
Ciência é a verdade 
universal
INTRODUÇÃO: 
A ciência é a 
interpretação 
dos fator
DEDUÇÃO E 
INDUÇÃO: 
Ciência é uma 
verdade aproximada
RACIONALISTA EMPIRISTA CONSTRUTIVISTA
Quadro 08: Ciência
Fonte: a autora.
Com base nas definições do quadro, constatamos que existem epistemologias, que, 
por sua vez, produzem interferências na ciência em geral e na educação.
Destacamos: a metafísica, o positivismo, a fenomenologia e o materialismo históri-
co-dialético.
A Metafísica se refere ao pressuposto da existência de uma essência universal que 
determina o conhecimento e a verdade. Só conhecemos a realidade se for analisada 
com base em princípios universais. Utiliza o método dedutivo (do geral para o parti-
cular), com pressuposto idealista.
O Positivismo se refere à ciência fundamentada na análise dos fenômenos, par-
tindo das leis da natureza, físicas. Parte do particular, da matéria entendida 
como algo dado. Enfatiza a necessidade da neutralidade, da busca da verdade 
a partir da experiência.
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Apesar da existência das diferentes concepções, percebemos que elas acabam mui-
tas vezes por se entrelaçar.
No âmbito da educação, constatamos que tanto a epistemologia quanto a educação 
decorrem da concepção de sociedade, de homem e de conhecimento, por isso, as 
definições de epistemologia citadas possuem estreita relação com a educação.
Historicamente, a educação sempre esteve associada à formação de certo tipo de 
homem, vinculada à determinada organização social.
Com base no desenvolvimento histórico, devemos sempre analisar que concepção 
de homem e de sociedade fundamenta as propostas educacionais históricas e as 
emergentes, analisando ainda qual epistemologia está na base da produção do co-nhecimento em educação.
Essas análises foram realizadas, por exemplo, pelo autor Dermeval Saviani em seu 
livro “Escola e Democracia”.
De acordo com Saviani (1995), as pedagogias podem ser explicitadas segundo a 
concepção burguesa (positivismo) de homem, sociedade e conhecimento. Sendo as 
mesmas: pedagogia tradicional, pedagogia nova e pedagogia tecnicista. No contexto 
atual, podemos acrescentar a pedagogia das competências, a pedagogia empreen-
dedora, entre outras.
Conforme estudamos, a Pedagogia Tradicional tem referência no iluminismo, se-
gundo o qual a sociedade evolui com base no uso da razão. Ela está fundamentada 
na epistemologia positivista, que a concebe como redentora da humanidade. Nesse 
sentido, a educação teria poder e autonomia independentemente da ordem social. 
Tem como princípio que o homem é determinado pela natureza e que pode supe-
rar-se pela educação. A educação possui como foco o intelecto, a lógica, a disciplina 
e o conteúdo. O centro da prática pedagógica é o professor.
A Pedagogia Nova, inspirada no pensamento de Comênios, Rousseau e outros, tem 
como princípio positivista a ciência e a sociedade. Está inserida no contexto social 
em que a burguesia passa da condição de revolucionária para conservadora. Os ide-
ais de igualdade, liberdade e fraternidade são reservados à burguesia e populariza-
dos no direito e na ideologia como princípios formais, ideias e não mais reais. Assim, 
antes era o adulto quem determinava os princípios da educação, do dever ser, agora 
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Apesar da existência das diferentes concepções, percebemos que elas acabam mui-
tas vezes por se entrelaçar.
No âmbito da educação, constatamos que tanto a epistemologia quanto a educação 
decorrem da concepção de sociedade, de homem e de conhecimento, por isso, as 
definições de epistemologia citadas possuem estreita relação com a educação.
Historicamente, a educação sempre esteve associada à formação de certo tipo de 
homem, vinculada à determinada organização social.
Com base no desenvolvimento histórico, devemos sempre analisar que concepção 
de homem e de sociedade fundamenta as propostas educacionais históricas e as 
emergentes, analisando ainda qual epistemologia está na base da produção do co-
nhecimento em educação.
Essas análises foram realizadas, por exemplo, pelo autor Dermeval Saviani em seu 
livro “Escola e Democracia”.
De acordo com Saviani (1995), as pedagogias podem ser explicitadas segundo a 
concepção burguesa (positivismo) de homem, sociedade e conhecimento. Sendo as 
mesmas: pedagogia tradicional, pedagogia nova e pedagogia tecnicista. No contexto 
atual, podemos acrescentar a pedagogia das competências, a pedagogia empreen-
dedora, entre outras.
Conforme estudamos, a Pedagogia Tradicional tem referência no iluminismo, se-
gundo o qual a sociedade evolui com base no uso da razão. Ela está fundamentada 
na epistemologia positivista, que a concebe como redentora da humanidade. Nesse 
sentido, a educação teria poder e autonomia independentemente da ordem social. 
Tem como princípio que o homem é determinado pela natureza e que pode supe-
rar-se pela educação. A educação possui como foco o intelecto, a lógica, a disciplina 
e o conteúdo. O centro da prática pedagógica é o professor.
A Pedagogia Nova, inspirada no pensamento de Comênios, Rousseau e outros, tem 
como princípio positivista a ciência e a sociedade. Está inserida no contexto social 
em que a burguesia passa da condição de revolucionária para conservadora. Os ide-
ais de igualdade, liberdade e fraternidade são reservados à burguesia e populariza-
dos no direito e na ideologia como princípios formais, ideias e não mais reais. Assim, 
antes era o adulto quem determinava os princípios da educação, do dever ser, agora 
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SUMÁRIO
será a criança que os determinará a partir de suas necessidades existenciais. A Peda-
gogia da essência (tradicional) dá lugar à pedagogia da existência (nova) e opera-se 
uma inversão básica: o centro da prática educativa passa a ser o aluno e não mais o 
professor; o lógico passa a ser superado pelo psicológico; a disciplina passa a ser su-
perada pelo interesse; o conhecimento, pelo método. A criança precisa ser libertada 
para desenvolver suas habilidades inatas. Difunde-se a ideia de respeito às diferenças 
sem distinguir o significado de diferença e de desigualdade. Consolida-se como uma 
educação voltada para a classe trabalhadora que atende aos interesses da burguesia 
porque deixa tudo como está. Não faz a diferença.
No que se refere à Pedagogia Tecnicista, é mais uma concepção de educação voltada 
ao ideário da burguesia. Desenvolveu-se no Brasil a partir dos anos 70, com base no 
convênio MEC/USAID, sendo também fundamentada pela epistemologia positivista 
e alimentada pelo pragmatismo e empirismo. Deu à educação um caráter utilitarista 
e imediatista. Enfatizou a dualidade do ensino: a antiga cisão entre o pensar e o fazer; 
a escola do conhecimento, voltada para as elites, e a escola do fazer, voltada para as 
classes populares. Essa cisão serviu para manter e reproduzir a sociedade de classes, 
e não para superá-la. Para essa concepção, o excluído, o marginalizado, não é mais o 
ignorante nem o diferente. É aquele que não domina a tecnologia, os instrumentos. 
O centro da prática educativa não está mais no professor nem no aluno, está na téc-
nica e na racionalização do trabalho pedagógico.
No que concerne às concepções atuais de pedagogia burguesa, essas também possuem 
o sentido de legitimar a sociedade existente configurada na ordem capitalista atual. Pos-
suem princípios liberais (positivistas), difundindo a lógica empresarial para a educação, 
propondo a racionalização do processo educacional concebendo a escola como uma 
empresa. Essas concepções pedagógicas têm difundido a ideia de que a escola deve 
educar para o mercado de trabalho. Acaba por esconder assim a realidade social, a de-
sigualdade, a injustiça, a concentração de renda, o racismo e outros problemas sociais.
No intuito de superar a pedagogia condicionada à lógica 
burguesa, positivista e mercadológica, destacam-se no Brasil, 
a Pedagogia da Esperança (Paulo Freire) e a Pedagogia 
Histórico-Crítica (Dermeval Saviani).
Fonte: a autora.
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Na Pedagogia da Esperança, Paulo Freire mostra claramente a necessidade da es-
perança e do sonho para a existência humana e a necessária luta para fazê-la me-
lhor. Segundo o autor, a esperança é uma necessidade ontológica, pois sem ela não 
podemos sequer começar o embate. Uma das tarefas do educador, com bases pro-
gressistas, é desvelar as possibilidades para a esperança, não importando os obstá-
culos. Conforme Freire (1992), a Pedagogia da Esperança se faz necessária para o 
enfrentamento das “situações-limites”, ou seja, os obstáculos e barreiras que preci-
sam ser vencidos no decorrer da vida pessoal e social. Enfim, ele enfatiza o papel da 
educação para a compreensão da história como possibilidade, em oposição à visão 
pragmática neoliberal de futuro como inexorável. Nessa abordagem, a esperança é 
o elemento fundamental para se recuperar a utopia como sonho possível e compre-
ender o futuro, o presente e o passado, como fruto das opções e decisões humanas.
A Pedagogia Histórico-Crítica possui a característica de ser revolucionária, opõe-se à 
sociedade e à escola burguesa. Tem como base os pressupostos teóricos do mate-
rialismo histórico-dialético. Defende que o homemé um ser histórico que produz e 
se reproduz no seu relacionamento com a natureza e com os outros homens. Nesse 
contexto, o homem alienado é o homem negado. Por isso ele precisa conhecer a 
realidade em que vive e tomar consciência de sua condição histórica com vistas à 
libertação, enfatizando, assim, a importância do acesso ao conhecimento historica-
mente produzido
Mais uma vez, vemos o conhecimento sendo proposto como uma forma de libertação.
Defende a centralidade do ensino como forma de democratização do saber elabo-
rado, sem o qual não há libertação; explicando o homem enquanto ser histórico, 
buscando por uma prática pedagógica coerente que não caia nos determinismos 
e nos modismos das pedagogias burguesas. Para isso, procura distinguir o aluno 
empírico do aluno concreto, sendo o aluno empírico aquele que se apresenta dian-
te do professor, na sala de aula, e o aluno concreto é entendido em sua totalidade 
como ser histórico.
Constatamos, assim, que a epistemologia, a educação e a prática educativa não sur-
gem do “nada” ou possuem neutralidade, são, portanto, produções humanas desen-
volvidas historicamente que possuem comprometimento político e social.
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Na Pedagogia da Esperança, Paulo Freire mostra claramente a necessidade da es-
perança e do sonho para a existência humana e a necessária luta para fazê-la me-
lhor. Segundo o autor, a esperança é uma necessidade ontológica, pois sem ela não 
podemos sequer começar o embate. Uma das tarefas do educador, com bases pro-
gressistas, é desvelar as possibilidades para a esperança, não importando os obstá-
culos. Conforme Freire (1992), a Pedagogia da Esperança se faz necessária para o 
enfrentamento das “situações-limites”, ou seja, os obstáculos e barreiras que preci-
sam ser vencidos no decorrer da vida pessoal e social. Enfim, ele enfatiza o papel da 
educação para a compreensão da história como possibilidade, em oposição à visão 
pragmática neoliberal de futuro como inexorável. Nessa abordagem, a esperança é 
o elemento fundamental para se recuperar a utopia como sonho possível e compre-
ender o futuro, o presente e o passado, como fruto das opções e decisões humanas.
A Pedagogia Histórico-Crítica possui a característica de ser revolucionária, opõe-se à 
sociedade e à escola burguesa. Tem como base os pressupostos teóricos do mate-
rialismo histórico-dialético. Defende que o homem é um ser histórico que produz e 
se reproduz no seu relacionamento com a natureza e com os outros homens. Nesse 
contexto, o homem alienado é o homem negado. Por isso ele precisa conhecer a 
realidade em que vive e tomar consciência de sua condição histórica com vistas à 
libertação, enfatizando, assim, a importância do acesso ao conhecimento historica-
mente produzido
Mais uma vez, vemos o conhecimento sendo proposto como uma forma de libertação.
Defende a centralidade do ensino como forma de democratização do saber elabo-
rado, sem o qual não há libertação; explicando o homem enquanto ser histórico, 
buscando por uma prática pedagógica coerente que não caia nos determinismos 
e nos modismos das pedagogias burguesas. Para isso, procura distinguir o aluno 
empírico do aluno concreto, sendo o aluno empírico aquele que se apresenta dian-
te do professor, na sala de aula, e o aluno concreto é entendido em sua totalidade 
como ser histórico.
Constatamos, assim, que a epistemologia, a educação e a prática educativa não sur-
gem do “nada” ou possuem neutralidade, são, portanto, produções humanas desen-
volvidas historicamente que possuem comprometimento político e social.
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SUMÁRIO
ANOTAÇÕES
FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DA PEDAGOGIA
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UNIDADE 4
» estabelecer as principais 
características da 
educação dentro da 
sociedade capitalista;
» definir as principais 
características da 
pedagogia liberal 
tecnicista.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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UNIDADE 4
» estabelecer as principais 
características da 
educação dentro da 
sociedade capitalista;
» definir as principais 
características da 
pedagogia liberal 
tecnicista.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
SUMÁRIO
A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE 
CAPITALISTA
Constatamos que a educação objetiva nos emoldura nas expectativas do meio social 
em que vivemos.
O capitalismo surge em um contexto social em que muitos encontram-se em situ-
ação de precária condição social, e poucos, em situação privilegiada, e reforça essa 
oposição, tendo na educação um mecanismo de manutenção da ordem social.
Na relação estabelecida entre os homens e a natureza e entre os homens entre si 
está o trabalho. É através dele que o homem muda a natureza colocando-a a seu ser-
viço. Por meio do trabalho, o homem vive e agrega valores, que favorecem a reflexão 
intelectual e a produção de meios para potencialização dos seus resultados.
Tendo como foco o aumento da produtividade, desencadeou-se uma divisão do tra-
balho e diferentes formas de propriedade, o que conduziu ao processo de desigual-
dade social. 
A desigualdade social obriga os indivíduos a conduzirem suas vidas da forma como está 
obrigado a fazer, como está obrigado a trabalhar e viver. A classe dominante é constru-
ída para sobressair-se, através de uma luta que é estabelecida entre as classes sociais.
No decorrer da história, a busca pelo lucro imediato fomentou e conduziu ao capita-
lismo, que ganhou forças com desenvolvimento tecnológico. Nesse contexto, houve 
a necessidade de abandonar o artesanato e viver de salário nas fábricas.
Na concepção crítica, o capitalismo veio para separar o trabalhador da sua autono-
mia, a qual era exercida através do seu trabalho. Tal separação é um processo deno-
minado por Karl Marx (1818- 1883) de alienação, a qual faz com que o trabalhador 
adquira uma consciência falsa do mundo em que vive, assim, a dominação de uma 
classe sobre a outra é vista como um fato natural. Justificado pela ideologia, é um 
sistema de ideias ordenadas de concepções, de regras e de normas que obrigam os 
homens a comportarem-se conforme o sistema.
O capitalismo transformou o modo de viver, pensar e agir das classes sociais, que 
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eram divididas entre as dominadoras e as dominadas. É nesse contexto que se ma-
terializa o lucro.
A educação na sociedade capitalista se torna um elemento de manutenção da hie-
rarquia social, nesse contexto, o aluno é afastado de um sistema educacional que 
visa a sua emancipação.
O fundamental é que haja educação para o ensino intelectual, o desenvolvimen-
to físico e o aprendizado profissional polivalente. A classe trabalhadora, na qual há 
predominância de alunos em situação social mais inferior, conduz para a vida uma 
consciência negativa da sua vida e das suas perspectivas de futuro, havendo, por-
tanto, a necessidade de um processo educativo voltado aos interesses da grande 
maioria excluída.
Por isso, ao analisare inter-relacionar a educação com o mundo do trabalho, há di-
versos estudiosos que defendem e acreditam ser a educação um meio que, de certo 
modo, supera a marginalização fruto da sociedade capitalista.
4.1 PEDAGOGIA LIBERAL TECNICISTA
Caro(a) aluno(a), antes de nos aprofundarmos na pedagogia tecnicista, vamos com-
preender o significado da educação liberal. O significado da palavra liberal, vem do 
sentido de “avançado”, “aberto”. Porém, a vertente “liberal” surge para justificar o sis-
tema capitalista, conforme afirma Aranha (2006 p. 194), “A educação liberal reflete os 
ideais da burguesia e enfatiza o individualismo e o espírito de liberdade”.
Na educação liberal, verifica-se a predominância de uma organização social com base 
na propriedade privada dos meios de produção, concebida enquanto sociedade de 
classes. A educação liberal se torna uma manifestação da sociedade capitalista. 
A partir dos estudos da história da educação, observamos que a educação sempre 
foi um bem reservado à elite. No Brasil, a pedagogia liberal é crescente, seja em 
sua forma conservadora ou renovada. Nessa concepção, a escola possui como fun-
ção preparar o indivíduo para desempenhar os diversos papéis sociais, de acordo 
com as aptidões individuais que possuem, para isso, eles precisam aprender e 
se adequar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do 
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eram divididas entre as dominadoras e as dominadas. É nesse contexto que se ma-
terializa o lucro.
A educação na sociedade capitalista se torna um elemento de manutenção da hie-
rarquia social, nesse contexto, o aluno é afastado de um sistema educacional que 
visa a sua emancipação.
O fundamental é que haja educação para o ensino intelectual, o desenvolvimen-
to físico e o aprendizado profissional polivalente. A classe trabalhadora, na qual há 
predominância de alunos em situação social mais inferior, conduz para a vida uma 
consciência negativa da sua vida e das suas perspectivas de futuro, havendo, por-
tanto, a necessidade de um processo educativo voltado aos interesses da grande 
maioria excluída.
Por isso, ao analisar e inter-relacionar a educação com o mundo do trabalho, há di-
versos estudiosos que defendem e acreditam ser a educação um meio que, de certo 
modo, supera a marginalização fruto da sociedade capitalista.
4.1 PEDAGOGIA LIBERAL TECNICISTA
Caro(a) aluno(a), antes de nos aprofundarmos na pedagogia tecnicista, vamos com-
preender o significado da educação liberal. O significado da palavra liberal, vem do 
sentido de “avançado”, “aberto”. Porém, a vertente “liberal” surge para justificar o sis-
tema capitalista, conforme afirma Aranha (2006 p. 194), “A educação liberal reflete os 
ideais da burguesia e enfatiza o individualismo e o espírito de liberdade”.
Na educação liberal, verifica-se a predominância de uma organização social com base 
na propriedade privada dos meios de produção, concebida enquanto sociedade de 
classes. A educação liberal se torna uma manifestação da sociedade capitalista. 
A partir dos estudos da história da educação, observamos que a educação sempre 
foi um bem reservado à elite. No Brasil, a pedagogia liberal é crescente, seja em 
sua forma conservadora ou renovada. Nessa concepção, a escola possui como fun-
ção preparar o indivíduo para desempenhar os diversos papéis sociais, de acordo 
com as aptidões individuais que possuem, para isso, eles precisam aprender e 
se adequar aos valores e às normas vigentes na sociedade de classes, através do 
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SUMÁRIO
desenvolvimento cultural. 
Porém, esconde com isso a realidade existente nas diferenças de classes, mesmo 
difundindo a ideia de igualdade de oportunidades, não considera a desigualdade de 
condições. Nas palavras de Aranha (2006 p. 194) “À medida que o desenvolvimento 
do comércio e da indústria exigia maior escolarização, as crianças proletárias fre-
quentavam escolas em que tudo diferiam daquelas reservadas à classe dominante.” 
Nesse modelo de escola, existe uma tendência de formar para a profissionalização 
ou técnica. Nesse sentido, identificamos que, no decorrer da história, a educação 
liberal iniciou-se com a pedagogia tradicional; com a hegemonia da burguesia, evo-
luiu para a pedagogia da escola nova, culminando na tendência tecnicista.
Dentro da tendência tecnicista, a educação está subordinada à sociedade e possui 
como função preparar recursos humanos (mão de obra para a indústria). Assim, a so-
ciedade industrial e tecnológica estabelece as metas econômicas, sociais e políticas, 
e a educação, por sua vez, treina nos alunos os comportamentos para o ajustamento 
necessário para alcançar as metas estabelecidas.
Tecnicismo no Brasil
A tendência tecnicista no Brasil foi introduzida com mais ênfase a partir da década 
de 1960, objetivando adequar o tema educacional à orientação político-econômica 
do regime militar. 
Aranha (2006, p. 232) nos relembra algumas situações desse período:
Desde a década de 1950, com a implantação da indústria de base, o Brasil 
sofreu acelerada industrialização, com o consequente crescimento do setor 
de serviços. No entanto, o sistema educacional vigente não tinha condições 
de oferecer os recursos humanos exigidos pela expansão econômica.
Ainda nesse contexto, a tecnologia se torna o meio eficaz de obter a maximização 
da produção e garantir o bom funcionamento da sociedade, e a educação é um re-
curso tecnológico fundamental. Certamente, um período de conflitos na educação 
brasileira, de reformas educacionais autoritárias, que visavam atrelar o sistema edu-
cacional ao modelo econômico.
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No contexto da tendência tecnicista, o papel da escola é mudar o comportamento do 
aluno por meio de treinamento. Essa tendência tem como base o behaviorismo e as 
técnicas de condicionamento. O objetivo da educação escolar é organizar o processo 
de aquisição de habilidades, atitudes e conhecimentos específicos que sejam úteis 
e necessários para integrar os indivíduos ao sistema social vigente: capitalismo. Para 
isso, emprega a ciência do comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental, 
possuindo como função produzir indivíduos que sejam competentes para o mercado 
de trabalho, transmitindo, para isso, informações precisas, objetivas e rápidas.
Na educação tecnicista, predominam os ideais de racionalidade, objetividade, efici-
ência e produtividade. Por sua vez, os conteúdos de ensino são as informações, prin-
cípios científicos, leis e outros, que são estabelecidos dentro de uma sequência lógi-
ca e psicológica desenvolvida por especialistas. Os conteúdos decorrem, portanto, da 
ciência objetiva, sendo eliminada qualquer subjetividade. Tudo é sistematizado em 
manuais, livros didáticos, módulos de ensino etc.
Por sua vez, os métodos de ensino são constituídos de procedimentos e técnicas 
necessárias para o controle das condições ambientais que assegurem a transmissão/
recepção das informações. A tarefa do professor é transmitir as informações e mode-
lar as respostas apropriadas aos objetivos instrucionais preestabelecidos, bem como 
assegurar o comportamento adequado para que ocorra o controle do ensino.
Nessa abordagem, o relacionamento professor-aluno é baseado nas relações es-
truturais e objetivas, em que o professor administra as condições de transmissão 
da matéria (conteúdo), de acordo com uma instrução eficiente e efetiva, e o alu-
no recebe e repete as informações. O professor se tornaapenas um elo entre a 
verdade científica e o aluno, e portanto ambos não participam da elaboração do 
programa educacional. 
O relacionamento entre aluno e professor é baseado em uma comunicação técnica, 
que garanta a eficácia da transmissão do conhecimento, sendo os debates, discus-
sões e questionamentos desnecessários, assim como as relações afetivas e pessoais 
não fazem parte do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Assim, o ensino se torna um processo de condicionamento através do uso do reforço 
das respostas que se quer obter.
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No contexto da tendência tecnicista, o papel da escola é mudar o comportamento do 
aluno por meio de treinamento. Essa tendência tem como base o behaviorismo e as 
técnicas de condicionamento. O objetivo da educação escolar é organizar o processo 
de aquisição de habilidades, atitudes e conhecimentos específicos que sejam úteis 
e necessários para integrar os indivíduos ao sistema social vigente: capitalismo. Para 
isso, emprega a ciência do comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental, 
possuindo como função produzir indivíduos que sejam competentes para o mercado 
de trabalho, transmitindo, para isso, informações precisas, objetivas e rápidas.
Na educação tecnicista, predominam os ideais de racionalidade, objetividade, efici-
ência e produtividade. Por sua vez, os conteúdos de ensino são as informações, prin-
cípios científicos, leis e outros, que são estabelecidos dentro de uma sequência lógi-
ca e psicológica desenvolvida por especialistas. Os conteúdos decorrem, portanto, da 
ciência objetiva, sendo eliminada qualquer subjetividade. Tudo é sistematizado em 
manuais, livros didáticos, módulos de ensino etc.
Por sua vez, os métodos de ensino são constituídos de procedimentos e técnicas 
necessárias para o controle das condições ambientais que assegurem a transmissão/
recepção das informações. A tarefa do professor é transmitir as informações e mode-
lar as respostas apropriadas aos objetivos instrucionais preestabelecidos, bem como 
assegurar o comportamento adequado para que ocorra o controle do ensino.
Nessa abordagem, o relacionamento professor-aluno é baseado nas relações es-
truturais e objetivas, em que o professor administra as condições de transmissão 
da matéria (conteúdo), de acordo com uma instrução eficiente e efetiva, e o alu-
no recebe e repete as informações. O professor se torna apenas um elo entre a 
verdade científica e o aluno, e portanto ambos não participam da elaboração do 
programa educacional. 
O relacionamento entre aluno e professor é baseado em uma comunicação técnica, 
que garanta a eficácia da transmissão do conhecimento, sendo os debates, discus-
sões e questionamentos desnecessários, assim como as relações afetivas e pessoais 
não fazem parte do desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
Assim, o ensino se torna um processo de condicionamento através do uso do reforço 
das respostas que se quer obter.
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UNIDADE 5
» estabelecer as principais 
características das teorias 
crítico-reprodutivistas;
» estabelecer as principais 
características da 
educação progressista;
» definir os pressupostos 
da pedagogia 
progressista que 
caminham no sentido 
de propiciar que o 
aluno seja crítico e 
ativo na sociedade 
contemporânea.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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UNIDADE 5
» estabelecer as principais 
características das teorias 
crítico-reprodutivistas;
» estabelecer as principais 
características da 
educação progressista;
» definir os pressupostos 
da pedagogia 
progressista que 
caminham no sentido 
de propiciar que o 
aluno seja crítico e 
ativo na sociedade 
contemporânea.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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SUMÁRIO
O CONTEXTO DA PEDAGOGIA 
CRÍTICO-REPRODUTIVISTA
O conceito de reprodutivismo surgiu no contexto educacional em função da contra-
dição entre a tendência ingênua que afirmava ser a educação um instrumento de 
promoção da igualdade entre os membros de uma comunidade e o seu verdadeiro 
papel no contexto social. Na primeira situação, a escola seria um mecanismo de 
democratização e universalização do saber, contribuindo assim para acabar com as 
injustiças sociais e fornecendo as mesmas oportunidades de desenvolvimento aos 
indivíduos de classes diferentes. 
Porém, os índices de repetência e evasão mostram outra realidade, na qual a escola 
exerce o papel de mera reprodutora de diferenças sociais. A partir dessa visão de es-
cola, nas décadas de 1960 e 1970, alguns teóricos chegaram a uma conclusão:
a ideia de função equalizadora da escola era ingênua, porque, em vez de 
democratizar, a escola reproduz as diferenças sociais, perpetua status quo e, 
por isso, é uma instituição altamente discriminadora e repressiva (ARANHA, 
2006, p, 252).
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Nesse contexto, três correntes das teorias crítico-reprodutivistas se destacam: 
Teoria Autores Crítica
Violência Simbólica
Escola Enquanto Aparelho 
Ideológico do Estado
Teoria da Escola Dualista
Bourdieu e Passeron
Althusser
Baudelot e Establet
Consideram como Violência 
Simbólica aquela exercida 
pelo poder de imposição das 
ideias transmitidas por meio 
da comunicação cultural, da 
doutrinação política e religio-
sa, das práticas esportivas, da 
educação escolar.
Considera a função da escola 
inserida no contexto da 
sociedade capitalista.
Consideram que, se vivemos 
em uma sociedade dividida 
em classes, não é possível 
haver uma escola única.
Quadro 09: Teorias crítico-reprodutivistas
Fonte: Aranha (2006, p. 252- 256), adaptado pela autora.
A palavra violência possui o significado de violentar, forçar, coagir, existindo diversas 
formas de violência, que podemos agrupar em duas: violência material e violência 
simbólica. A primeira se refere à violência física, realizada através de meios materiais, 
com coerção, ameaça, castigo ou uso da força física, sendo, portanto, explícita. Já a 
simbólica é exercida por meio do uso de forças simbólicas, que conduzem o indiví-
duo a pensar e agir de forma sem se dar conta de que está sendo conduzido.
No que concerne à corrente relacionada à Violência Simbólica, os sociólogos fran-
ceses Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron desfazem a ilusão da autonomia ab-
soluta do sistema escolar, ou seja, por trás de uma aparência neutra, a escola escola 
provoca uma violência simbólica, por meio da cultura e de ideologias.
Analisando a violência simbólica, Bourdieu e Passeron concluíram que a escola é re-
flexo da sociedade, reproduzindo os privilégios existentes nesta e favorecendo os que 
já são socialmente favorecidos. Nesse contexto, a escola não democratiza, e sim reafir-
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Nesse contexto, três correntes das teorias crítico-reprodutivistas se destacam: 
Teoria Autores Crítica
Violência Simbólica
Escola Enquanto Aparelho 
Ideológico do Estado
Teoria da Escola Dualista
Bourdieu e Passeron
Althusser
Baudelot e Establet
Consideram como Violência 
Simbólica aquela exercida 
pelo poder de imposição das 
ideias transmitidas por meio 
da comunicação cultural, da 
doutrinação política e religio-
sa, das práticas esportivas, da 
educação escolar.
Considera a função da escola 
inserida no contexto da 
sociedade capitalista.
Consideram que, se vivemos 
em uma sociedade dividida 
em classes, não é possível 
haver uma escola única.
Quadro 09: Teorias crítico-reprodutivistas
Fonte: Aranha (2006, p. 252- 256), adaptado pela autora.
A palavra violência possui o significado de violentar, forçar, coagir, existindo diversas 
formas de violência, que podemos agrupar em duas: violência material e violência 
simbólica. A primeira se refere à violência física, realizada através de meios materiais, 
com coerção, ameaça, castigo ou uso da força física, sendo, portanto, explícita. Já a 
simbólica é exercida por meio do uso de forças simbólicas, que conduzem o indiví-
duo a pensar e agir de forma sem se dar conta de que está sendo conduzido.
No que concerne à corrente relacionada à Violência Simbólica, os sociólogos fran-
ceses Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron desfazem a ilusão da autonomia ab-
soluta do sistema escolar, ou seja, por trás de uma aparência neutra, a escola escola 
provoca uma violência simbólica, por meio da cultura e de ideologias.
Analisando a violência simbólica, Bourdieu e Passeron concluíram que a escola é re-
flexo da sociedade, reproduzindo os privilégios existentes nesta e favorecendo os que 
já são socialmente favorecidos. Nesse contexto, a escola não democratiza, e sim reafir-
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SUMÁRIO
ma privilégios já estabelecidos, mantendo a dicotomia entre as crianças que advêm 
das classes sociais privilegiadas e aquelas que advêm das classes desfavorecidas.
Conforme Aranha (2006), dentro do contexto da corrente relacionada à escola en-
quanto Aparelho Ideológico do Estado, Louis Althusser (1918-1990) defende que, 
dentro da sociedade capitalista, a escola concomitantemente ensina um saber prá-
tico para desenvolver a qualificação da força de trabalho e reproduz a ideologia da 
classe dominante, para assim reproduzir a força de trabalho qualificada e necessária 
ao sistema capitalista, tornando-se, assim, um instrumento de dominação ideológica 
e um dos elementos do Aparelho Ideológico do Estado. 
Você já ouviu falar sobre escola sem partido?
Recentemente, a discussão do projeto de lei Escola sem Partido esteve em discussão. 
Muitas críticas a favor e contra foram disseminadas na mídia.
Este é um ótimo momento para a leitura de materiais sobre esse tema.
Aproveite para elaborar a sua própria crítica. Acesse o link e leia mais sobre o tema:
Fonte: a autora.
SAIBA MAIS
ACESSAR LINK
A corrente da Escola Dualista é parecida com a análise da escola enquanto um Apa-
relho Ideológico do Estado. Essa teoria foi estabelecida por Baudelot e Establet. Para 
eles, não existe uma escola única, e sim duas totalmente antagônicas, que divergem 
quanto ao número de anos de estudos, itinerários e aos fins do processo educacional. 
Podem ser definidas enquanto duas grandes redes de escolaridade: Rede SS – Se-
cundária Superior, que objetiva conduzir os alunos à Universidade; Rede PP – Primá-
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ria Profissionalizante, que acaba no primeiro grau e objetiva levar o aluno imediata-
mente ao trabalho manual. Essa divisão reafirma a divisão estabelecida socialmente 
entre trabalho intelectual (Rede SS) e trabalho manual (Rede PP), contribuindo com 
a manutenção da estrutura social capitalista. Nesse contexto, a escola assume duas 
funções: determinar a orientação dos alunos para uma ou outra rede e inculcar a ide-
ologia burguesa para dominar os anseios de uma nova ideologia dos proletariados.
As críticas à escola são importantes, pois, por meio delas, reconhecemos as falhas en-
quanto profissionais da educação, assim, temos possibilidades de defendê-la, fazer 
as mudanças que queremos e precisamos e buscar uma educação com equidade.
5.1 TEORIAS PROGRESSISTAS
O surgimento das teorias progressistas no contexto da educação veio em razão da 
reação e superação da ideologia Crítico-Reprodutiva, que apesar de ter desenvolvido 
uma crítica severa à Escola Tradicional e à Escola Nova, salientando o caráter ideoló-
gico da educação, acabou por se consolidar em uma postura negativista, difundindo 
a sensação de impotência.
As Teorias Progressistas se destacam pela busca de um novo caminho, ou seja, um 
novo paradigma de educação no qual a tendência é estabelecer uma relação entre 
educação e transformação social, apresentando ainda divergências entre seus pró-
prios seguidores, pois a denominação progressismo ainda não é aceita por todos.
Possui pressupostos que considera o indivíduo responsável por sua própria história, 
para isso, sua metodologia consiste em desenvolver atividades de ensino que te-
nham como centro do processo não o professor, mas o aluno que, por sua vez, se 
torna sujeito de seu aprendizado, levando em consideração os seus interesses, temas 
e problemas cotidianos. 
A educação progressista quer formar o ser humano pelo e para o trabalho, 
ou seja, recusa tanto a educação humanista tradicional que visa à aquisição 
de uma cultura supérflua “de adorno” para os ricos, quanto a sonegação da 
cultura erudita para os pobres (ARANHA 2006, p. 269)
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FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICO DA PEDAGOGIA
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ria Profissionalizante, que acaba no primeiro grau e objetiva levar o aluno imediata-
mente ao trabalho manual. Essa divisão reafirma a divisão estabelecida socialmente 
entre trabalho intelectual (Rede SS) e trabalho manual (Rede PP), contribuindo com 
a manutenção da estrutura social capitalista. Nesse contexto, a escola assume duas 
funções: determinar a orientação dos alunos para uma ou outra rede e inculcar a ide-
ologia burguesa para dominar os anseios de uma nova ideologia dos proletariados.
As críticas à escola são importantes, pois, por meio delas, reconhecemos as falhas en-
quanto profissionais da educação, assim, temos possibilidades de defendê-la, fazer 
as mudanças que queremos e precisamos e buscar uma educação com equidade.
5.1 TEORIAS PROGRESSISTAS
O surgimento das teorias progressistas no contexto da educação veio em razão da 
reação e superação da ideologia Crítico-Reprodutiva, que apesar de ter desenvolvido 
uma crítica severa à Escola Tradicional e à Escola Nova, salientando o caráter ideoló-
gico da educação, acabou por se consolidar em uma postura negativista, difundindo 
a sensação de impotência.
As Teorias Progressistas se destacam pela busca de um novo caminho, ou seja, um 
novo paradigma de educação no qual a tendência é estabelecer uma relação entre 
educação e transformação social, apresentando ainda divergências entre seus pró-
prios seguidores, pois a denominação progressismo ainda não é aceita por todos.
Possui pressupostos que considera o indivíduo responsável por sua própria história, 
para isso, sua metodologia consiste em desenvolver atividades de ensino que te-
nham como centro do processo não o professor, mas o aluno que, por sua vez, se 
torna sujeito de seu aprendizado, levando em consideração os seus interesses,temas 
e problemas cotidianos. 
A educação progressista quer formar o ser humano pelo e para o trabalho, 
ou seja, recusa tanto a educação humanista tradicional que visa à aquisição 
de uma cultura supérflua “de adorno” para os ricos, quanto a sonegação da 
cultura erudita para os pobres (ARANHA 2006, p. 269)
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SUMÁRIO
Nesse contexto, a tarefa do educador passa a ser explicitar os problemas sociais con-
cretos e contextualizados, para que haja superação de pré-noções e preconceitos 
que sempre dificultam a transformação social. O professor atua como sujeito do pro-
cesso educacional, buscando diálogo, sendo atuante na produção do conhecimento, 
sendo, portanto, o mediador.
Um dos pressupostos da Pedagogia Progressista é incentivar um ensino sistêmico, 
superando a fragmentação e a simples reprodução do conhecimento, desenvolven-
do uma ação pedagógica que leve à produção do conhecimento e à formação de 
um sujeito crítico e inovador. Para isso, o professor deve questionar e induzir seus 
alunos à crítica da realidade, proporcionando a democratização do saber.
Conforme Aranha (2006, p. 271):
De maneira geral, as bases teóricas da pedagogia progressista encontram-se 
na literatura marxista, que fornece o instrumento da lógica dialética, bem 
como os elementos conceituais que possibilitam a crítica ao liberalismo na 
tentativa de superar a sociedade dividida em classe e as consequentes dificul-
dades para a democratização da educação.
Um dos representantes da pedagogia progressista no Brasil é Paulo Freire, que, em 
sua pedagogia libertadora, apresenta uma proposta de humanização do professor, 
construindo seu pensamento em favor de uma sociedade mais justa e igualitária, de 
uma formação crítica e consciente aos estudantes.
De acordo com essa linha progressista, é fundamental problematizar a realidade 
social vivida, que é uma forma de intervenção no mundo, uma tomada de posição 
e decisão. Para realizar a construção de um conhecimento em parceria com o edu-
cando, o educador necessita dar relevância ao contexto social. Nessa concepção, o 
professor é considerado uma referência aos alunos, Sendo assim, não somente as 
palavras utilizadas, mas também suas condutas, têm influência direta e indireta na 
relação estabelecida com seus alunos. 
Após o estudo sobre a pedagogia progressista, reflita sobre as propostas dessa con-
cepção antiautoritária para a educação e quais as possibilidades de atuar em um 
ensino transformador.
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Entre os pioneiros da da tendência progressista se encontram:
-PISTRAK
-MAKARENCO
-ANTONIO GRAMSCIC
-CÉLESTIN FREINET
Outras correntes antiautoritárias de base socialista também 
foram influenciadas, assim como os construtivistas Soviéticos.
Saiba mais sobre os principais representantes desta tendên-
cia com a leitura do livro: Filosofia da Educação, escrito por 
Maria Lúcia de Arruda Aranha. 
SAIBA MAIS
ANOTAÇÕES
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Entre os pioneiros da da tendência progressista se encontram:
-PISTRAK
-MAKARENCO
-ANTONIO GRAMSCIC
-CÉLESTIN FREINET
Outras correntes antiautoritárias de base socialista também 
foram influenciadas, assim como os construtivistas Soviéticos.
Saiba mais sobre os principais representantes desta tendên-
cia com a leitura do livro: Filosofia da Educação, escrito por 
Maria Lúcia de Arruda Aranha. 
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SUMÁRIO
UNIDADE 6
» estabelecer as principais 
características das teorias 
crítico-reprodutivistas;
» estabelecer as principais 
características da 
educação progressista;
» definir os pressupostos 
da pedagogia 
progressista que 
caminham no sentido 
de propiciar que o 
aluno seja crítico e 
ativo na sociedade 
contemporânea.
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que possa:
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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO 
PARA O SÉCULO XXI
Vivemos em uma sociedade que caminha a passos largos no sentido de inúmeras 
mudanças, enquanto a educação algumas bases da educação continuam inseridas 
em contextos que nos remete ao século passado. Aranha, ( 2006, P. 357) comenta 
um grande desafio da educação para o século XXI, “Um dos paradoxos do século XXI 
está, de um lado na discussão sobre as tecnologias de ponta que exigem a mudança 
de paradigma da escola tradicional e, de outro, na constatação de que muitos nem 
sequer tiveram acesso às primeiras letras”.
O desafio apresentado pela autora refere-se à mudança social, econômica e cultural 
que vivemos, com a forte inserção da tecnologia nas nossas atividades diárias. po-
rém ainda temos a necessidade da inclusão digital. 
Sobre ação pedagógica, a reflexão necessária é quanto ao modelo de ensino, em 
plena era tecnológica e de informação, o processo ensino não consegue acompa-
nhar o ritmo acelerado das mudanças. Ou seja, o ensino é desenvolvido sem conside-
rar os recursos existentes na sociedade atual, ocasionado situações de intensa apatia, 
desconforto e desinteresse por parte dos educandos e ainda há a necessidade de
As redes e os ambientes virtuais de aprendizagem favorecem a comunicação sem 
fronteiras de espaço e tempo e integram a diversidade de culturas, denominada por 
Castells (1999) como “hipertexto eletrônico”. Os conceitos de espaço e de tempo se 
tornaram dominados na medida em que o espaço passou a dominar o espaço de 
lugares, e o tempo intemporal substituiu o tempo cronológico predominante desde 
o período industrial.
De certo modo, essas transformações geram desequilíbrios, imprecisões, provoca-
ções e dúvidas, porém a revolução desencadeada pelas tecnologias de informação e 
comunicação suscita a urgência de outros predicados, conhecimentos, capacidades 
profissionais, diálogos e, em consequência disso, a educação torna-se extremamente 
significativa para a nova sociedade da informação, uma educação baseada em cur-
rículos que não fragmentem o conhecimento, mas, ao contrário, que possibilitem a 
integração de saberes. Uma sociedade que conheça seus deveres e possa bem usu-
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DESAFIOS DA EDUCAÇÃO 
PARA O SÉCULO XXI
Vivemos em uma sociedade que caminha a passos largos no sentido de inúmeras 
mudanças, enquanto a educação algumas bases da educação continuam inseridas 
em contextos que nos remete ao século passado. Aranha, ( 2006, P. 357) comenta 
um grande desafio da educação para o século XXI, “Um dos paradoxos do século XXI 
está, de um lado na discussão sobre as tecnologias de ponta que exigem a mudança 
de paradigma da escola tradicional e, de outro, na constatação de que muitos nem 
sequer tiveram acesso às primeiras letras”.
O desafio apresentado pela autora refere-se à mudança social, econômica e cultural 
que vivemos, com a forte inserção da tecnologia nas nossas atividades diárias. po-
rém ainda temos a necessidade da inclusão digital. 
Sobre ação pedagógica, a reflexão necessária é quanto ao modelo de ensino, em 
plena era tecnológica e de informação,o processo ensino não consegue acompa-
nhar o ritmo acelerado das mudanças. Ou seja, o ensino é desenvolvido sem conside-
rar os recursos existentes na sociedade atual, ocasionado situações de intensa apatia, 
desconforto e desinteresse por parte dos educandos e ainda há a necessidade de
As redes e os ambientes virtuais de aprendizagem favorecem a comunicação sem 
fronteiras de espaço e tempo e integram a diversidade de culturas, denominada por 
Castells (1999) como “hipertexto eletrônico”. Os conceitos de espaço e de tempo se 
tornaram dominados na medida em que o espaço passou a dominar o espaço de 
lugares, e o tempo intemporal substituiu o tempo cronológico predominante desde 
o período industrial.
De certo modo, essas transformações geram desequilíbrios, imprecisões, provoca-
ções e dúvidas, porém a revolução desencadeada pelas tecnologias de informação e 
comunicação suscita a urgência de outros predicados, conhecimentos, capacidades 
profissionais, diálogos e, em consequência disso, a educação torna-se extremamente 
significativa para a nova sociedade da informação, uma educação baseada em cur-
rículos que não fragmentem o conhecimento, mas, ao contrário, que possibilitem a 
integração de saberes. Uma sociedade que conheça seus deveres e possa bem usu-
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fruir de seus direitos. Uma sociedade que não sofra privação de liberdade.
Na contexto educacional do século XXI é urgente e necessário romper o ensino tra-
dicional e fragmentado. O momento exige inovação, ousadia, criatividade. A valoriza-
ção da postura coletiva e não a individual; a valorização das inteligências múltiplas; a 
emoção e a imaginação devem ser tão importantes quanto o conhecimento técni-
co. Nesse contexto é necessário adquirir novos conhecimentos durante toda a vida. 
A Escola de hoje requer um professor mais crítico, criativo, conforme Ibernón (2010, 
p. 37) “Nas próximas décadas, a profissão docente deverá desenvolver-se em uma 
sociedade em mudança, com alto nível tecnológico e um vertiginoso avanço do co-
nhecimento”.
Você está preparado para ser um profissional pedagogo ou 
professor do século XXI? Nesse tempo, não há métodos 
prontos, a necessidade de inovação é diária e incerteza é 
constante.
Fonte: A autora
A escola deve pensar na diversidade do mundo em que vivemos e que as pessoas 
devem estar preparadas para lidar com os múltiplos contextos da vida, concebendo 
a educação como um todo. Partindo desse pressuposto, a educação do século XXI 
está fundamentada nos quatro pilares do conhecimento, conforme o Relatório da 
Comissão Internacional Sobre Educação para o Século XXI , coordenada por Jacques 
Delors:
- aprender a conhecer;
- aprender a viver juntos; 
- aprender a fazer; 
- aprender a ser.
Com base nos pressupostos acima citados, enfatizamos que a educação contem-
porânea tem a finalidade de preparar os indivíduos para os diversos contextos da 
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sociedade do conhecimento. Nesse contexto, além de conhecimento, criatividade 
e habilidades é necessário formar cidadão conscientes dos seus direitos e deveres, 
resgatando e consolidando o ser humano existente dentro de cada indivíduo.
Outro grande desafio da educação do século XXI, é o desenvolvimento integral do 
aluno, para que assim, o mesmo possa por sua vez ter condições de atender a novas 
exigências sociais e econômicas, que estão em constante transformação. Fato que 
requer um novo paradigma na educação, com reformas nas políticas educacionais, 
investimento na formação dos professores e repensar as práticas pedagógicas. a 
integração do conhecimento com a moral e a ética construindo assim, um mundo 
mais solidário e justo, superando paradigmas tradicionais.
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sociedade do conhecimento. Nesse contexto, além de conhecimento, criatividade 
e habilidades é necessário formar cidadão conscientes dos seus direitos e deveres, 
resgatando e consolidando o ser humano existente dentro de cada indivíduo.
Outro grande desafio da educação do século XXI, é o desenvolvimento integral do 
aluno, para que assim, o mesmo possa por sua vez ter condições de atender a novas 
exigências sociais e econômicas, que estão em constante transformação. Fato que 
requer um novo paradigma na educação, com reformas nas políticas educacionais, 
investimento na formação dos professores e repensar as práticas pedagógicas. a 
integração do conhecimento com a moral e a ética construindo assim, um mundo 
mais solidário e justo, superando paradigmas tradicionais.
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REFERÊNCIAS
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,p.153-176. Editora da UFPR. Curitiba, 2001.
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