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Rinossinusite e Asma 
Rinossinusite: 
Introdução: 
A rinossinusite (RS) consiste num processo inflamatório da mucosa 
de revestimento das cavidades nasais e seios nasais. Antigamente era 
chamada apenas de sinusite, no entanto, passou-se a adotar o novo 
termo pelo fato da concha nasal média se estender para os seios 
etmoidais. Além disso, dificilmente a inflamação sinusal ocorre sem 
a inflamação concomitante da mucosa nasal em continuidade. 
Fisiopatologia: 
A obstrução do ostiomeatal é o ponto de partida da doença e pode 
ocorrer por edema (secundário à IVAS, rinites, trauma), desvio de 
septo, alterações anatômicas, corpo estranho, tumor ou pólipo nasal. 
Essa obstrução causa uma diminuição do aporte de oxigênio nessas 
células. A partir daí, instala-se a disfunção ciliar, vasodilatação e 
disfunção das glândulas e, consequentemente, estase das secreções. A 
estase de secreções, além da formação de mais muco que o normal, 
favorece o crescimento bacteriano e o processo inflamatório na 
região. 
Classificação: 
A principal classificação utilizada é baseada na duração dos sintomas: 
a RS aguda ocorre quando a duração dos sintomas é de até 15 dias, 
sendo autolimitada, provável etiologia alérgica ou viral com 
rinorreia clara; já a RS crônica ocorre quando os sintomas persistem 
por mais de 1 mês, normalmente bacteriana (bactérias atípicas); 
ainda existe a classificação em RS subaguda que ocorre quando os 
sintomas persistem em um período de 15 dias a 1 mês, sendo um 
quadro de etiologia bacteriana, rinorreia amarelada-esverdeada, 
paciente se encontra prostrado e com febre. 
Manifestação clínica: 
A suspeita de uma rinossinusite aguda bacteriana deve ocorrer quando 
os sintomas de uma IVAS viral pioram após o 5º dia ou persistem por 
mais de 10 dias. É mais comum em adultos sintomatologia de 
congestão nasal, facialgia, cefaleia, tosse. Já em crianças é mais 
comum a sintomatologia de congestão nasal e tosse. Os sintomas 
persistem por mais de 7 dias (“gripe prolongada”) com piora a noite. 
A suspeita de uma rinossinusite crônica deve ocorrer quando o 
paciente apresenta sintomas de obstrução nasala, rinorreia, alteração 
do olfato (hiposmia ou anosmia), facialgia ou tosse persistentes. 
Diagnóstico: 
O diagnóstico é essencialmente clínico, podendo ser feito apenas com 
base nos sintomas, sem a necessidade de realização de exames 
complementares. 
O uso de radiografia simples dos seios paranasais não é indicada por 
não ser útil para o diagnóstico. Já a tomografia computadorizada (TC) 
dos seios paranasais não deve ser realizada de forma rotineira, mas se 
torna útil em casos de doença grave, estado imunocomprometido ou 
suspeita de complicações. A TC não possui relevância na 
diferenciação dos casos (viral ou bacteriano), porém, pode evidenciar 
alterações na mucosa do complexo ostiomeatal e/ou seios paranasais. 
O exame físico deve incluir a rinoscopia anterior que, apesar de ter 
um valor limitado, é útil para visualização dos pólipos nos casos em 
que estes estão presentes. Não existem sinais patognomônicos de 
RSC, mas podem ser vistas hipertrofias de conchas nasais, desvios 
septais ou degenerações de mucosa. 
Complicações: 
Tratamento: 
Recomenda-se a lavagem nasal com solução salina em todos os 
pacientes, com melhora na função ciliar, limpeza da cavidade e 
redução do edema de mucosa e dos mediadores inflamatórios. 
As diretrizes recomendam que nos primeiros 5 dias de doença não seja 
feito nenhum tratamento além do alívio sintomático (analgésicos, 
lavagem nasal), porque essa é a “janela” de tempo em que os quadros 
de RSA viral costumam se solucionar. 
Pacientes com RS pós-viral ou com RS bacteriana não complicada 
(sintomas leves, sem febre ou dor facial intensa) se beneficiam com o 
uso de corticoides tópicos nasais. Alguns exemplos são a budesonida, 
o furoato de mometasona e propionato de fluticasona, que aliviam a 
rinorreia, a congestão nasal, a dor facial, além de minimizar o uso 
indiscriminado de antibióticos. Devem ser usados por, no mínimo, 14 
dias para melhora dos sintomas. 
O uso de corticoides orais é recomendado para adultos com RSA 
bacteriana e com intensa dor facial, desde que não apresente 
contraindicações. Devem ser utilizados por 3 a 5 dias, durante o 
quadro agudo. 
A preocupação com o tratamento das rinossinusites é o uso 
indiscriminado de antibióticos, que contribui para a resistência 
bacteriana. A maior parte das prescrições antibióticas para 
rinossinusites são desnecessárias, uma vez que a etiologia mais 
comum costuma ser infecção viral, levando a quadros autolimitados. 
O uso de antibióticos em infecções virais não altera o curso da doença. 
Por isso, nos casos de RSA leve e/ou pós-viral, o tratamento 
sintomático é o de escolha. No entanto, se não houver melhora após o 
tratamento sintomático ou se os sintomas piorarem, o uso de 
antibiótico (ATB) passa a ser indicado, em associação com o 
corticoide. Em geral, o ATB de escolha é a amoxicilina, caso o 
paciente tenha alergia à amoxicilina pode ser utilizado macrolídeos. 
A duração do tratamento com antibióticos varia entre 7 a 14 dias. Se 
não houver melhora com o uso de ATB em 48 horas ou houver 
suspeita de complicações, deve-se internar o paciente, colher culturas, 
realizar uma TC e iniciar ATB venoso, mantendo o corticoide oral. 
Asma: 
Introdução: 
A asma é uma síndrome caracterizada pelos sintomas oriundos da 
redução do calibre das vias aéreas por inflamação crônica da árvore 
brônquica a partir de uma reação imunomediada, a 
hiperresponsividade a alérgenos diversos. Como consequência desse 
processo, temos a sintomatologia clássica da crise asmática: tosse 
intermitente, sibilância e dispneia. 
Fisiopatologia: 
A asma pertence a um grupo de doenças pulmonares nas quais há 
obstrução do fluxo do ar, de forma recorrente e reversível, e 
hiperresponsividade da célula muscular lisa que compõe as paredes 
dos brônquios. Mais frequentemente, essa patologia é causada por 
repetidas reações de hipersensibilidade imediata e reações alérgicas 
de fase tardia. 
A sequência fisiopatologia da asma atópica é iniciada pela ativação de 
células apresentadoras de antígenos, como os macrófagos, em 
resposta à ligação do aeroalérgeno ao anticorpo IgE. Nesse sentido, 
células Th2 (helpers) também reagiram aos alérgenos e, junto aos 
macrófagos, irá secretar mediadores lipídicos e citocinas capazes de 
recrutar eosinófilos, basófilos e mais células Th22. Essas células, por 
sua vez, irão secretar as citocinas responsáveis por promover a 
constrição da musculatura lisa das vias aéreas. Os mediadores 
broncoconstritores mais relevantes são os cisteinil-leucotrienos. Por 
fim, o aumento na secreção de muco também é produto da ação das 
citocinas, principalmente a IL-13, sobre o epitélio brônquico. Os 
processos imunológicos associados à aproximadamente 70% dos 
casos de asma são mediados por IgE e refletirão atopia. Nos outros 
30%, a asma pode ser deflagrada por fatores supracitados, como frio, 
exercício ou fármacos. 
Logo, para além das manifestações episódicas e exacerbadas, 
indivíduos asmáticos sofrem com alterações morfológicas crônicas. 
Algumas das características histopatológicas da asma, facilmente 
visualizadas em cortes transversais são a secreção excessiva de muco, 
a hipertrofia da célula muscular lisa, uma membrana basal igualmente 
espessada e a infiltração da submucosa por linfócitos e eosinófilos. 
Manifestação clínica: 
Os sintomas clássicos da asma são: dispneia, sibilância e tosse. 
A dispneia pode ser descrita como falta de ar ou dificuldade de encher 
o pulmão. Ao exame físico, achados de obstrução grave do fluxo aéreo 
como taquipneia, taquicardia, fase expiratória prolongada e má 
movimentação do ar podem estar presentes. Além disso, sinais de 
esforço respiratórios também são comuns, como uso da musculatura 
acessória da respiração. 
Sibilos, sonsde alta frequência, frequentemente descritos como 
chiado são característicos, mas não específicos da asma. Aqui são 
ouvidos mais comumente na expiração. Ainda, a sibilância asmática 
possui tons diferentes e varia também em duração ao longo do ciclo 
respiratório. Ruídos expiratórios, audíveis sem o estetoscópio, podem 
simular sibilos, mas os ruídos são mais audíveis no pescoço e mais 
baixos no peito enquanto a sibilância é tipicamente mais audível no 
peito. Como sibilos são achados comuns para doenças respiratórias, 
confira o mapa abaixo com as diferenças na apresentação desse 
sintoma para as diferentes patologias. 
A tosse dos asmáticos pode ser seca ou produzir expectoração com 
aparência de muco e de coloração clara ou amarelo-pálida, pela 
presença de eosinófilos. É comum que a tosse, bem como os demais 
sintomas sejam exacerbados pela noite. 
 
Diagnóstico: 
Classificação: 
 
 
 
 
 
 
Tratamento: 
 
 
 
Referências Bibliográficas: 
• Harrison e cols. Medicina Interna – Ed. Mc Graw Hill,16a. Edição, 
2005, Vol II, pág. 
• Cecil, Goldman e Ausiello e cols. Tratado de Medicina Interna, Ed. 
Elsevier, 22a. Edição, 2005, pág 
• SuperMaterial SanarFlix Rinossinusite 
• SuperMaterial SanarFlix Asma

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