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D) DIREITO JAPONÊS
O Direito Japonês até o Século XVIII, teve grande influência da filosofia de Confúcio, filosofo chinês. Uma vez que buscava, segundo Palma (2019, p. 148) Em período anterior a influência filosófica de Confúcio. A doutrina assenta que existia três épocas da história do Direito nipônico, denominado de “direito nativo”. As origens são dois antigos livros sobre a história do Japão: o Koiji (680 a.C.) e o Nihonshoki (720 a.C.). Ambos os livros têm influência chinesa. (PALMA, 2019, p.148) Ademais, de acordo com a doutrina, o ano de 603 d.C., por meio do “País do Sol Nascente” foi a primeira revelação escrita do direito, tendo sido criada no decorrer do reinado da imperatriz Suiko (592-628). A referida codificação se deve ao trabalho do renomado príncipe Shotoku (574-622). Essas leis ficaram denominadas como “As Dezessete Máximas”. Segundo a doutrina, elas, na verdade, apresentam como uma espécie de “código de ética profissional para altos funcionários e sugere a existência, já, de todo um corpo organizado de administradores imperiais”. Bem como, previsões de detenções penais. (PALMA, 2019, pp. 148-149)Note-se que após esse período houve um espelhamento ao modelo chinês. A doutrina reza, entre 701 e 702, criou-se uma legislação, denominada de o Taiho. Esta, tem fundamento no ordenamento jurídico proferido pela dinastia chinesa Tang e estava partindo em duas seções: o Ryo (11 artigos) e o Ritsu (6 artigos). O Ryo continha mormente regras jurídicas civis e administrativas, enquanto o Ritsu trazia em seu cômputo toda a matéria criminal. (PALMA, 2019, p. 149)Registre-se que durante a Era Meiji (1868-1912), período do imperador Mutsuhito, houve uma abertura do país para modernização, no qual ocasionou a ruptura em definitivo do modelo social existente, em especial, das instituições feudais que vigorava. Dessa forma, o governo japonês criou vínculo com o ocidente. (PALMA,2019, p. 149-150)No âmbito do Direito, tendo em vista esse movimento realizado pelo imperador Mutsuhito foi necessária uma melhor organização jurídica de seu país. Neste ponto, o ordenamento jurídico nipônico teve influência direta do sistema civil law –Sistema Romano-Germânico de Direito – de sorte que houve uma massiva codificação de suas normas. Os japoneses estudavam o direito Europeu, inclusive, realizando o envio de professores à Europa para aprender a essência das legislações, decorrentes do Sistema Romano-Germânico de Direito. Inclusive, o Direito Civil alemão foi utilizado como parâmetro para o direito privado nipônico.(PALMA, 2019, p. 150-151)Por fim, com a modernização de seu pais, e com aproximação do país nipônico com os Estados Unidos da América, ficou cada vez mais necessário e urgente a modernização de seu ordenamento jurídico, porque fazia necessário a existência de uma legislação dinâmica capaz de abarcar o desenvolvimento para a sua tomada de decisões. Neste ponto, assenta Palma que “a restauração da diplomacia entre os dois países fez com que o sistema jurídico japonês se amoldasse à praticidade inerente ao espírito norte-americano”. (PALMA, 2019, p. 151-152) Como visto, o Direito Antigo tem muito a nos oferecer, afinal diversos instrumentos normativos estão presentes na atualidade, mesmo que tenham uma nova roupagem para suprir as demandas atuais da sociedade.