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<p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 1/40</p><p>HISTÓRIA E TEORIA</p><p>DO DIREITO</p><p>Aula 1</p><p>HISTÓRIA DO DIREITO:</p><p>PERÍODO PRIMITIVO OU</p><p>ARCAICO</p><p>História do direito: período</p><p>primitivo ou arcaico</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, você será apresentado à história do direito. Nesse</p><p>sentido, analisaremos esse conceito contemplando-o desde o</p><p>período em que não havia escrita. Esse conhecimento é</p><p>fundamental para compreendermos o caminho percorrido até chegar</p><p>aos dias de hoje em relação aos direitos fundamentais já garantidos</p><p>à população. Prepare-se para esta jornada de aprendizagem!</p><p>Vamos lá!</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 2/40</p><p>Ponto de Partida</p><p>Olá, estudante!</p><p>Que bom que você está aqui, em nossa primeira aula da disciplina</p><p>Legislação Social e Direitos Humanos! Espero que goste deste</p><p>conteúdo que foi preparado com muito zelo para você!</p><p>Estudar a história do direito nos ajuda a compreender o tempo</p><p>presente, olhando para o passado. A história do direito está</p><p>relacionada ao desenvolvimento de cada tempo. Dessa forma, além</p><p>de não ser isolado, o seu progresso está vinculado às</p><p>transformações políticas e econômicas de um dado período</p><p>histórico. Todo direito conquistado nos dias de hoje passou por um</p><p>processo, e esse reconhecimento é fundamental. A proposta desta</p><p>aula é conversarmos sobre esses primeiros passos do direito. Para</p><p>isso, tomaremos o direito arcaico como nosso ponto de partida.</p><p>Você já parou para pensar em como era o direito na época em que</p><p>não havia a escrita? Como as normas e os costumes eram</p><p>transmitidos? Vamos falar mais sobre esse assunto.</p><p>Vamos Começar!</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 3/40</p><p>Falar sobre legislação social e direitos humanos é falar sobre a</p><p>minha história, sobre a sua história, sobre a história de toda a</p><p>população, que é diretamente afetada e envolvida nesse processo</p><p>há muitos anos. Trata-se de conversar sobre conquistas e</p><p>retrocessos, evolução e regresso. As leis e a história são movidas</p><p>pelo povo! É um prazer ter você por aqui, caro estudante, para</p><p>abordarmos um tema tão necessário à sua formação profissional.</p><p>Quantos são os direitos conquistados ao longo da história? E</p><p>quantos ainda estão por vir? Quando falamos sobre legislação</p><p>social e direitos humanos, estamos tratando do direito no tempo</p><p>presente, bem como no passado. Para chegar aonde estamos,</p><p>tivemos que percorrer um caminho. Convido você a comentar sobre</p><p>esse caminho e refletir um pouco mais sobre o processo histórico do</p><p>direito, que culminou no tempo presente. Em relação à história do</p><p>direito,</p><p>Pode-se conceituar a História do Direito como parte da</p><p>História geral que examina o Direito como fenômeno</p><p>sociocultural, inserido num contexto fático, produzido</p><p>dialeticamente pela interação humana através dos tempos, e</p><p>materializado evolutivamente por fontes históricas,</p><p>documentos jurídicos, agentes operantes e instituições legais</p><p>reguladoras. (Wolkmer, 2007, p. 5).</p><p>Diante disso, pode-se afirmar que a sociedade pré-histórica se</p><p>fundamenta no princípio do próprio parentesco. Aquilo que pode ser</p><p>considerado como uma base geradora da área jurídica tem uma</p><p>relação intrínseca com os próprios laços de consanguinidade nesse</p><p>convívio familiar.</p><p>O direito nas sociedades primitivas (direito primitivo), também</p><p>chamado de direito arcaico, era bem diferente da forma com que</p><p>concebemos o direito atualmente, identificando-o com as leis. Era</p><p>um direito totalmente vinculado às práticas religiosas. Nessas</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 4/40</p><p>sociedades, o que se entendia como regra ou como prática de</p><p>controle se dava pela oralidade, por meio dos sacerdotes, e isso</p><p>passava de geração em geração. O direito era oral, e não havia</p><p>escrita. Não havia questionamento acerca das regras, uma vez que</p><p>tais normas eram vinculadas à vontade dos Deuses. Com a Lei dos</p><p>Deuses, o próprio temor de uma possível vingança garantia o</p><p>cumprimento e respeito ao que fora estabelecido. O direito arcaico</p><p>tratava de conflitos de ordem penal e civil, como no caso dos</p><p>matrimônios. Entretanto, cada grupo tinha seu direito, ou seja, o</p><p>direito de um determinado povo, especificamente.</p><p>Embora situadas em um período em que não havia leis escritas, as</p><p>sociedades primitivas tinham suas normas e seus costumes quanto</p><p>àquilo que era cotidiano, recorrente e que, por sua vez, era</p><p>regulador de relações em gerações. Desse modo, o costume</p><p>também caracteriza a manutenção desse grupo, formando códigos</p><p>de relações. O direito diretamente vinculado aos costumes pode ser</p><p>chamado de consuetudinário.</p><p>Em apertada síntese, o direito arcaico pode ser delimitado a partir</p><p>de três elementos: os costumes, as deliberações por meio da</p><p>tradição e os preceitos legais.</p><p>Siga em Frente...</p><p>A invenção, evolução e difusão da escrita permitiu a transcrição dos</p><p>costumes de um povo, gerando os primeiros códigos. Mediante a</p><p>transcrição de leis, percebeu-se que esses instrumentos normativos</p><p>eram mais eficazes no que tange à sua conservação, o que era</p><p>melhor do que contar somente com a memória de um determinado</p><p>número de pessoas. Trata-se de um novo momento para o direito. A</p><p>Mesopotâmia foi a primeira civilização a compilar os códigos</p><p>jurídicos primários. Um exemplo notório é o Código de Hamurabi:</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 5/40</p><p>Hamurabi, conquistador ilustre, é principalmente um</p><p>legislador. Fez gravar o seu Código num betilho de diorito (2)</p><p>com os seus 282 artigos, “decretos de equidade”, que o deus</p><p>solar Shamash lhe ditou, do seu celestial trono, ao mesmo</p><p>tempo que lhe entregava o cetro e o anel – símbolos do</p><p>poder. Assim a lei real é também uma lei divina, é a própria</p><p>palavra de Deus. Pela primeira vez temos no Oriente Próximo</p><p>um conjunto coerente e harmonioso de leis e prescrições que</p><p>regulamentam a vida social, política e econômica de um</p><p>povo, acompanhado duma grande massa de contratos,</p><p>extratos de contabilidade, cartas, etc. Esse Código é a</p><p>consequência lógica da necessidade que teve Hamurabi de</p><p>unificar o mais possível os costumes e os usos tradicionais do</p><p>seu vasto império, de população heterogênea, composta de</p><p>semitas em geral, elamitas, sumeriano […]. Hamurabi não fez</p><p>distinção alguma entre esses diversos elementos étnicos:</p><p>legislou para uma sociedade nivelada e unificou as diversas</p><p>línguas, pois o Código foi escrito em acadiano e como o</p><p>Código de Napoleão mais tarde, foi ao mesmo tempo um</p><p>monumento jurídico em um monumento literário. (Paula,</p><p>1963, p. 260).</p><p>Em síntese, o Código de Hamurabi apresentava um conjunto de leis</p><p>que descreviam casos-modelo que poderiam ser aplicados a</p><p>questões similares. Esse Código tem algo que foi muito difundido,</p><p>chamado de Princípio do Talião, ou Lei do Talião, um sinônimo para</p><p>a retaliação. Tratava-se do chamado “olho por olho, dente por</p><p>dente”, que era a aplicabilidade de uma punição proporcional ao</p><p>crime que fora cometido. Confira, a seguir, o exemplo contido no</p><p>Código de Hamurabi, mais especificamente no Capítulo XII – Delitos</p><p>e penas (lesões corporais, talião, indenização e composição):</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 6/40</p><p>196. Se um homem arrancar o olho de outro homem, o olho</p><p>do primeiro deverá ser arrancado [Olho por olho].</p><p>197. Se um homem quebrar o osso de outro homem, o</p><p>primeiro terá também o seu osso quebrado.</p><p>198. Se ele arrancar o olho de um homem livre, ou quebrar o</p><p>osso de um homem livre, ele deverá pagar uma mina em</p><p>ouro. (Tago, 2021, [s .p.]).</p><p>Outros códigos vinculados a esse período também foram escritos, e,</p><p>quando lemos os pequenos trechos da normativa mencionada</p><p>anteriormente, por exemplo, podemos pensar no quão distantes</p><p>essas leis podem estar da nossa realidade. Contudo, trata-se de</p><p>uma consolidação das leis mais antigas da nossa história,</p><p>remontando ao período aproximado de 1.700 a.C. A cultura, com</p><p>seu aspecto normativo, acabava delimitando padrões, regras</p><p>diversas, bem como valores que vêm para legitimar modos de</p><p>conduta. Aos que não seguiam as referidas normas, o castigo era</p><p>aplicado.</p><p>Em resumo, como explica Wolkmer (2006, p. 2), “[…] na maioria das</p><p>sociedades remotas, a lei é considerada parte nuclear de controle</p><p>social, elemento material para prevenir, remediar ou castigar os</p><p>desvios das regras prescritas”. Isso posto, podemos epilogar que o</p><p>direito arcaico esteve diretamente relacionado às práticas religiosas,</p><p>aos costumes. Vale destacar, ainda, que, com o advento da escrita,</p><p>foi possível transcrever as normas supracitadas, para que</p><p>pudessem permanecer por gerações.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Até este momento de nossa jornada de aprendizagem, descobrimos</p><p>que, mesmo sem a escrita, o direito já existia, porém de forma</p><p>vinculada aos costumes, às práticas religiosas, às determinações</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 7/40</p><p>dos sacerdotes e autoridades. No entanto, sem a escrita, o controle</p><p>acontecia por meio da oralidade, que, por sua vez, era repassada</p><p>por gerações. Estudamos, também, sobre o chamado direito</p><p>consuetudinário, associado aos costumes e à tradição de cada</p><p>sociedade.</p><p>A escrita marcou a história em vários sentidos, um deles é o direito.</p><p>O uso dessa representação da linguagem por meio de sinais</p><p>(símbolos) permitiu a redação de leis, também baseadas em</p><p>costumes e tradições. A difusão e conservação desses instrumentos</p><p>normativos se tornou mais eficaz a partir da escrita. O Código de</p><p>Hamurabi se configura como um dos exemplos de regras redigidas</p><p>naquele período, tornando-se famoso pela expressão “olho por olho,</p><p>dente por dente”.</p><p>Saiba Mais</p><p>Para aprofundar seus estudos sobre os temas analisados nesta</p><p>aula, é interessante que você faça a leitura do Código de Hamurabi.</p><p>Por meio desse material, será possível visualizar o regramento</p><p>estabelecido para o período em questão e as sanções aplicadas. Ao</p><p>ler esse conteúdo, é necessário pensar sob a ótica daquele tempo</p><p>histórico.</p><p>Como segunda opção de leitura, sugerimos o artigo Fundamentos</p><p>históricos do direito, escrito por Diego Oliveira de Araujo.</p><p>A terceira sugestão de material complementar trata do Direito penal</p><p>dos povos primitivos, do autor João Bernardino Gonzaga. Vale a</p><p>pena conferir!</p><p>Por fim, também indicamos o texto Fundamentos históricos e</p><p>introdução ao estudo do direito, do autor Roberto Luis Bonfim S.</p><p>Filho.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>https://boletimjuridico.ufms.br/download-codigo-de-hamurabi/</p><p>https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/fundamentos_historicos_do_direito.pdf</p><p>https://www.revistas.usp.br/rfdusp/article/view/66671</p><p>https://repositorio.pgsskroton.com/bitstream/123456789/57410/1/Fundamentos%20Hist%C3%B3ricos%20e%20Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 8/40</p><p>ARAUJO, D. de O. Fundamentos históricos do direito: a</p><p>complexidades dos interesses que seus componentes primitivistas</p><p>perseguiram. Revista Científica Semana Acadêmica, Fortaleza,</p><p>ano MMXVIII, n. 000133, 2018. Disponível em:</p><p>https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/fundamentos_hi</p><p>storicos_do_direito.pdf. Acesso em: 21 dez. 2023.</p><p>BONFIM S. FILHO, R. L. Fundamentos históricos e introdução</p><p>ao estudo do direito. Londrina, PR: Editora Científica, 2023.</p><p>Disponível em:</p><p>https://repositorio.pgsskroton.com/bitstream/123456789/57410/1/Fu</p><p>ndamentos%20Hist%C3%B3ricos%20e%20Introdu%C3%A7%C3%</p><p>A3o.pdf. Acesso em: 21 dez. 2023.</p><p>GONZAGA, J. B. O direito penal dos povos primitivos. Revista da</p><p>Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo, v. 68, n. 2, p.</p><p>167-197, 1973. Disponível em:</p><p>https://www.revistas.usp.br/rfdusp/article/download/66671/69281/88</p><p>059. Acesso em: 21 dez. 2023.</p><p>MACIEL, J. F. R. Manual de história do direito. São Paulo: Saraiva</p><p>Educação, 2019.</p><p>OLIVEIRA, L. G. O direito primitivo: família patriarcal e a formação</p><p>do sentido de posse. Prezi, 10 ago. 2015. Disponível em:</p><p>http://goo.gl/ncTc9L. Acesso em: 21 dez. 2023.</p><p>PALMA, R. F. História do direito. 8. ed. São Paulo: Saraiva</p><p>Educação, 2019.</p><p>PAULA, E. S. de. Hamurabi e o seu código. Revista de História, v.</p><p>27, n. 56, p. 257-270, 1963. Disponível em:</p><p>https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/122191. Acesso</p><p>em: 14 dez. 2023.</p><p>TAGO, M. Download: Código de Hamurabi. Boletim Informativo</p><p>Jurídico UFMS, 8 set. 2021. Disponível em:</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 9/40</p><p>https://boletimjuridico.ufms.br/download-codigo-de-hamurabi/.</p><p>Acesso em: 14 dez. 2023.</p><p>WOLKMER, A. C. História do direito no Brasil. 4. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Forense, 2007.</p><p>Aula 2</p><p>HISTÓRIA DO DIREITO: DA</p><p>GRÉCIA ANTIGA À IDADE</p><p>CONTEMPORÂNEA</p><p>História do direito: da Grécia</p><p>Antiga à Idade Contemporânea</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, você continuará percorrendo seu caminho de</p><p>conhecimento sobre a história do direito, desta vez tomando como</p><p>ponto de partida o desenvolvimento desse conceito na Grécia</p><p>Antiga, chegando até a Declaração Universal dos Direitos Humanos.</p><p>Esse é um saber fundamental para compreendermos o caminho</p><p>percorrido até chegar aos dias de hoje em relação aos direitos</p><p>fundamentais já garantidos à população. Prepare-se para esta</p><p>jornada de aprendizagem! Vamos lá!</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 10/40</p><p>Ponto de Partida</p><p>Que bom que você está aqui, em mais uma aula da nossa primeira</p><p>unidade de aprendizagem! Nesta etapa de estudos, continuaremos</p><p>abordando a história do direito. A ideia é apresentar uma síntese</p><p>com os principais pontos dessa trajetória de desenvolvimento. Para</p><p>tanto, podemos considerar algumas perguntas norteadoras, como:</p><p>Tivemos mudanças na forma de pensar o direito e as</p><p>legislações?</p><p>O direito arcaico é o mesmo da Grécia, do feudalismo e da</p><p>Idade Contemporânea?</p><p>Convido você a fazer esse percurso histórico comigo!</p><p>Vamos Começar!</p><p>A partir de agora, vamos dar mais alguns passos no percurso</p><p>histórico sobre o direito e o desenvolvimento desse campo ao longo</p><p>do tempo, estabelecendo certos recortes temporais. Iniciaremos</p><p>nossa análise falando sobre a Grécia Antiga, visto que essa</p><p>civilização tem muita importância para a história do direito. O</p><p>sistema jurídico da Grécia Antiga serviu como fundamento para o</p><p>direito da Europa Ocidental, ainda que os gregos não tenham sido</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 11/40</p><p>grandes juristas. A herança dos gregos é atinente à filosofia, tanto é</p><p>que havia escolas de retórica e filosofia, mas não existia escola de</p><p>juristas. Nomes como Sócrates, Platão e Aristóteles foram</p><p>referências para reflexões afetas à política, ética e liberdade.</p><p>Mas como era o sistema de leis da Grécia Antiga? Não havia lei</p><p>aplicadas a todos os gregos; no máximo, levantavam-se alguns</p><p>costumes em comum. As cidades-estados tinham, cada uma, seus</p><p>direitos estabelecidos. Podemos destacar Atenas como uma das</p><p>mais conhecidas, por exemplo. Atenas não vinculava a lei ao</p><p>divino/religioso, afirmando a sua relação com a construção humana.</p><p>O direito era laico, e essa visão influenciou o direito do tempo</p><p>presente. Nesse período, não havia juízes, mas sim pessoas</p><p>comuns que desempenhavam esse papel.</p><p>Na Roma Antiga, a história do direito pode ser dividida</p><p>em três</p><p>períodos: antigo (também chamado de arcaico), clássico e Baixo</p><p>Império. O primeiro estava mais associado ao regramento religioso,</p><p>a uma sociedade rural, aos costumes. Nesse contexto, cabia ao</p><p>Estado a resolução de guerras. O segundo período, chamado de</p><p>clássico, foi marcado por muitas concepções jurídicas que</p><p>permanecem até os tempos atuais. É caracterizado a como época</p><p>do auge de Roma. Alguns pontos importantes devem ser</p><p>ressaltados em relação a essa fase: a laicidade tomada como eixo,</p><p>leis criadas por juristas, proteção da vontade de cada pessoa, bem</p><p>como autonomia da família e o pátrio poder. É nesse período que</p><p>ocorre o surgimento do direito público e sua diferenciação em</p><p>comparação ao direito privado.</p><p>Quanto ao Baixo Império, podemos destacar um fato relevante: a</p><p>compilação, realizada pelo Imperador Justiniano (em seu reinado de</p><p>527 a 565), de tudo o que havia sido produzido no campo do direito</p><p>nesse período clássico. O referido acervo se tornou um conjunto de</p><p>códigos, denominado Corpus Juris Civilis. Esse material é tão</p><p>importante que serviu como base para códigos modernos. Uma</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 12/40</p><p>curiosidade a ser mencionada a esse respeito é o fato de que as</p><p>diversas expressões em latim utilizadas do direito atualmente</p><p>remontam a esse período.</p><p>Outro tempo histórico que deve ser enfatizado nesta aula é a Idade</p><p>Média, caracterizada pelo feudalismo. Esse sistema político, social e</p><p>econômico foi originado em um momento da história no qual o</p><p>Império Romano entrou em crise com o seu escravismo. O</p><p>feudalismo vigorou na Europa a partir do ano de 476 d.C., com a</p><p>queda do Império Romano do Ocidente, e perdurou até 1.453 d.C.,</p><p>com a decadência do Império Romano do Oriente Bizantino. Nesses</p><p>aproximadamente 1.000 anos de história, os quais constituem a</p><p>Idade Média, o sistema feudal operou em grande parte do</p><p>continente europeu, com o chamado feudalismo clássico. Trata-se</p><p>de um modelo econômico que estrutura a sociedade da época, com</p><p>características agrárias, religiosidade e o quase desaparecimento de</p><p>moedas.</p><p>E quais eram as características da política feudal? Existiam reis,</p><p>porém os reis medievais eram figuras mais “decorativas”, bem</p><p>diferentes dos reis da época do absolutismo monárquico, por</p><p>exemplo. E por que havia essa configuração? Existiam vários</p><p>feudos, os quais funcionavam como unidades autônomas</p><p>espalhadas pela Europa. Cada feudo tinha um senhor feudal. Outro</p><p>ponto importante a ser tratado acerca desse período é a</p><p>característica estamental da sociedade em questão. Ou seja, não</p><p>era possível mudar de classe social, uma vez que o dinheiro não era</p><p>acumulado. Dessa forma, a classe social era determinada no</p><p>nascimento de cada um. O filho de servo seria servo a vida inteira; o</p><p>filho de nobre seria nobre a vida inteira. No topo da sociedade,</p><p>encontravam-se o clero católico, a nobreza e os senhores feudais;</p><p>na base da pirâmide, estavam os servos. Podemos afirmar que, na</p><p>Idade Média, as classes sociais eram divididas entre aqueles que</p><p>oravam, aqueles que guerreavam e aqueles que trabalhavam. A</p><p>Igreja Católica medieval era onipotente e controlava a produção</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 13/40</p><p>cultural. Os que discordavam dos seus dogmas eram perseguidos e</p><p>considerados hereges. Além disso, a sociedade feudal era</p><p>maniqueísta e teocêntrica. Nessa época, houve o enfraquecimento</p><p>de um direito com características laicas, como em Roma.</p><p>A partir do século XIV, com a Baixa Idade Média, o sistema feudal</p><p>começou a dar sinais de esgotamento. Um desses indícios foi a</p><p>Guerra dos Cem Anos, conflito entre França e Inglaterra que durou</p><p>113 anos e desorganizou a produção agrícola, aumentando a fome.</p><p>Outro indicativo foi a chamada peste negra, epidemia trazida pelos</p><p>cruzados que dizimou uma grande quantidade de pessoas na</p><p>Europa. Por fim, outros sinais importantes de serem citados</p><p>remetem à ascensão da burguesia e às inovações técnicas.</p><p>Siga em Frente...</p><p>o período do feudalismo, emergiram algumas transformações, como</p><p>as expedições religiosas e militares conhecidas como cruzadas, as</p><p>quais contribuíram para a reabertura do mar Mediterrâneo, um</p><p>momento de renascimento comercial. Com as cruzadas, surgiram as</p><p>feiras e, das feiras, constituíram-se os burgos, pequenas cidades</p><p>comerciais. É nesse momento que também desponta a figura do</p><p>artesão, do oleiro e do padeiro, os quais estão reunidos nas</p><p>corporações de ofício, entidades que regulamentavam a produção</p><p>urbana e dinamizavam o intercâmbio comercial. O morador de um</p><p>burgo é chamado de burguês, e, para o conjunto de burgueses, dá-</p><p>se o nome de burguesia. O surgimento da burguesia gera uma</p><p>transformação social, uma transformação econômica, com o</p><p>renascimento comercial, e uma transformação urbana, com a</p><p>eclosão dos burgos. Modificou-se, também, a mentalidade! É nesse</p><p>contexto que ocorre o nascimento de uma nova classe e um novo</p><p>processo, ainda hoje chamado de capitalismo. A transição vai do</p><p>sistema feudal, vinculado a um período sem moedas e com</p><p>escambo, para um processo monetizado, com produtividade,</p><p>mercadorias e excedentes.</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 14/40</p><p>Trata-se, também, de um período de renascimento da cultura,</p><p>patrocinado pela burguesia. Esse renascimento surge do interesse</p><p>da classe burguesa em promover um conjunto de artistas que, por</p><p>sua vez, também a promova. Podemos apontar que, no período</p><p>renascentista, houve a transformação de pensamentos e ideias para</p><p>favorecer a classe burguesa, implantando, aos poucos, o</p><p>capitalismo. A partir do século XIII, a burguesia passa a adquirir um</p><p>grande prestígio econômico.</p><p>Sob esse prisma, pode-se constatar que o sistema capitalista é uma</p><p>superação do modelo feudal. Esse novo sistema surgiu com o</p><p>comércio e com os burgueses. A burguesia buscava o lucro em</p><p>atividades econômicas, por meio da venda e prestação de serviços.</p><p>O dinheiro ficava nas mãos dos burgueses, o que incomodava os</p><p>nobres. O comércio progressivamente se tornou a principal fonte de</p><p>riqueza no mundo europeu. O capitalismo, sistema econômico e</p><p>social fundamentado na acumulação de capital, fortaleceu-se ao</p><p>longo dos anos, passando inicialmente pela fase conhecida como</p><p>mercantilismo. Novos métodos de produção e urbanização</p><p>começaram a ser incorporados. Os iluministas, pensadores da</p><p>época, tinham uma ligação com o direito da Grécia Antiga, vinculado</p><p>à natureza humana, o que deu origem à Escola de Direito Natural,</p><p>ou jusnaturalismo. Essa época foi caracterizada pela construção de</p><p>um sistema jurídico.</p><p>O jusnaturalismo fundamenta-se na existência de um direito,</p><p>imanente à natureza, universal, imutável, supra positivo e,</p><p>principalmente, absolutamente justo. […] a ideia fundamental</p><p>da teoria naturalista é a afirmação da existência de preceitos</p><p>de justiça que independem da normatização realizada pelo</p><p>Estado, estando acima do direito posto pelo Estado (caráter</p><p>supra positivo do direito natural). (Baltazar, 2009, p. 83).</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 15/40</p><p>Em relação à história do direito, a Idade Contemporânea, iniciada</p><p>com a Revolução Francesa, apresenta um marco importante: a</p><p>Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Trata-se do</p><p>direito a ter direitos, independentemente de religião, classe social,</p><p>gênero e forma de pensar. É durante esse período que também</p><p>eclodem duas guerras mundiais, entre outros tristes episódios de</p><p>conflitos que marcaram nossa história, sobre os quais você</p><p>certamente já estudou na Educação Básica. Ao final desses</p><p>embates, em 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU)</p><p>promulgou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual</p><p>postula, em</p><p>seu art. 1º, que “Todos os seres humanos nascem livres</p><p>e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de</p><p>consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de</p><p>fraternidade” (ONU, 1948, [s. p.]).</p><p>Nesta etapa de aprendizagem, trouxemos uma síntese dos</p><p>principais fatos históricos relacionados à história do direito. Todo</p><p>esse percurso sobre o qual estudamos nos leva ao contexto que</p><p>temos hoje e ao que ainda poderemos aperfeiçoar.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>Até este momento, aprendemos que a história do direito passou por</p><p>avanços e retrocessos, os quais estão vinculados diretamente à</p><p>história da sociedade. Falamos sobre a Grécia, Roma, feudalismo e</p><p>Idade Contemporânea, destacando alguns pontos marcantes</p><p>relacionados a essas civilizações e períodos. Não poderíamos</p><p>deixar de ressaltar a relevância da Declaração Universal dos</p><p>Direitos Humanos, elaborada pela ONU com o objetivo de</p><p>universalizar direitos humanos fundamentais, à medida que os</p><p>países signatários assumirem o compromisso com a inserção</p><p>desses direitos e suas respectivas constituições. A globalização, que</p><p>logo mostrou ser um fenômeno crescente, não somente garantiu a</p><p>expansão da sociedade capitalista, mas também apurou as</p><p>principais estruturas do mundo contemporâneo e,</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 16/40</p><p>consequentemente, suas legislações. O constitucionalismo da</p><p>contemporaneidade traz consigo essas características,</p><p>apresentando conteúdos voltados ao âmbito social, com</p><p>responsabilidade de setores da sociedade.</p><p>Saiba Mais</p><p>A Suma Completa do Direito dos Romanos, chamada de Corpus</p><p>Juris Civilis, é um documento de ordem absolutamente relevante</p><p>para a história, visto que serviu como base de jurisprudência para</p><p>outros países.</p><p>Também é interessante que você aprofunde seus conhecimentos</p><p>sobre o direito feudal lendo o texto Direito Feudal: o que é isso?.</p><p>Por fim, indico a leitura do artigo A Revolução Francesa de 1789 e</p><p>seus efeitos no Brasil, publicado no portal do Supremo Tribunal</p><p>Federal (STF).</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BALTAZAR, A. H. L. Princípios e regras: uma abordagem evolutiva.</p><p>Lex Humana, v. 1, n. 2, p. 83-105, 2009.</p><p>DWORKIN, R. O império do direito. 2. ed. São Paulo: Martins</p><p>Fontes, 2007.</p><p>ONU. Organização das Nações Unidas. Declaração Universal dos</p><p>Direitos Humanos da ONU, 1948. Disponível em:</p><p>https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-</p><p>humanos. Acesso em: 14 dez. 2023.</p><p>PAULA, E. S. de. Hamurabi e o seu código. Revista de História, v.</p><p>27, n. 56, p. 257-270, 1963. Disponível em:</p><p>https://www.revistas.usp.br/revhistoria/article/view/122191. Acesso</p><p>em: 14 dez. 2023.</p><p>https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/603</p><p>https://www.sedep.com.br/artigos/direito-feudal-o-que-e-isso/</p><p>https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110843</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 17/40</p><p>WOLKMER, A. C. História do direito no Brasil. 4. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Forense, 2007.</p><p>Aula 3</p><p>AS LEGISLAÇÕES NA</p><p>HISTÓRIA DO BRASIL:</p><p>PERÍODO COLONIAL À</p><p>REPÚBLICA</p><p>As legislações na história do</p><p>Brasil: período colonial à República</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, vamos conversar sobre a história do direito no</p><p>Brasil, considerando desde o Brasil Colônia até a redemocratização.</p><p>Esse conhecimento é fundamental para compreendermos o</p><p>caminho percorrido até chegar aos dias de hoje em relação aos</p><p>direitos fundamentais já garantidos à população.</p><p>Prepare-se para esta jornada de aprendizagem! Vamos lá!</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 18/40</p><p>Ponto de Partida</p><p>A história do Brasil conta com grandes episódios, mudanças</p><p>significativas, direitos conquistados e legislações promulgadas,</p><p>elementos que trouxeram consigo, a partir de cada momento</p><p>histórico, suas respectivas características. A proposta desta aula é</p><p>apresentar uma síntese de algumas legislações do país, a partir de</p><p>marcos temporais já difundidos na história do Brasil.</p><p>Quantas foram as Constituições Federais que tivemos no país? As</p><p>primeiras legislações surgiram já no período colonial ou somente na</p><p>Primeira República?</p><p>Venha resgatar alguns acontecimentos históricos relevantes para a</p><p>nossa formação!</p><p>Bons estudos!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Nesta etapa de aprendizagem, continuaremos trilhando o percurso</p><p>histórico sobre o direito e faremos uma síntese sobre o direito</p><p>brasileiro no decorrer dos anos, especificamente a partir do período</p><p>de colonização do país, ainda que antes da chegada dos</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 19/40</p><p>portugueses ao Brasil já houvesse um modelo de organização,</p><p>mesmo sem a existência de arcabouços jurídicos. O</p><p>desenvolvimento do direito caminha junto com os movimentos</p><p>políticos, ideológicos e formas de gestão de cada época.</p><p>Podemos começar nossa análise citando alguns marcos do direito</p><p>no início da colonização do Brasil. Esse período foi marcado pela</p><p>exploração do pau-brasil e pela divisão das chamadas capitanias</p><p>hereditárias. Havia um documento que formalizava a posse do</p><p>donatário sobre a capitania, chamado “carta de doação”. Além</p><p>disso, havia o “foral”, por meio do qual se especificavam alguns</p><p>direitos e deveres desse donatário, como explicado na citação a</p><p>seguir:</p><p>A carta de doação “por firmeza de todo”, assinada e selada</p><p>pelo rei e entregue ao capitão-donatário, detalhava</p><p>determinado negócio jurídico – a doação – indicando o</p><p>favorecido direto e seus sucessores. [...] O foral estabelecera,</p><p>ao contrário, regras gerais de natureza econômica, fiscal,</p><p>militar e administrativa para número indeterminado de</p><p>habitantes de dado território, a capitania [...]. (Kahn, 1972, p.</p><p>54).</p><p>Diante do esgotamento do modelo de capitanias e da</p><p>implementação de governos gerais, buscava-se uma unicidade</p><p>político-administrativa. Além dos documentos citados anteriormente,</p><p>havia os regimentos, bem como as chamadas ordenações reais.</p><p>Podemos destacar como exemplos as Ordenações Afonsinas</p><p>(1446), Manuelinas (1521) e Filipinas (1603). As legislações</p><p>procedentes das referidas ordenações eram empregadas em todo o</p><p>país. Não obstante, cabe ressaltar que também foi necessária a</p><p>elaboração de uma legislação específica para a organização</p><p>administrativa da Colônia, visto que algumas normas do Direito</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 20/40</p><p>Público de Portugal não eram adequadas a esse território (Bicalho,</p><p>2000).</p><p>Siga em Frente...</p><p>A história constitucional brasileira iniciou-se com a independência do</p><p>Brasil em 1822. Dando um pequeno salto na linha do tempo,</p><p>podemos enfatizar a primeira Constituição do Brasil, outorgada em</p><p>1824 de forma unilateral, com seus 179 artigos. Ela foi elaborada</p><p>por um Conselho de Estado após a dissolução da Assembleia</p><p>Constituinte. Durante o período em que a Constituição de 1824</p><p>vigorou, havia quatro poderes, segundo Lenza (2023):</p><p>Poder Legislativo: Câmara dos Deputados e Senado,</p><p>atribuindo-se ao Imperador o poder de sanção.</p><p>Poder Moderador: função privativa do Imperador.</p><p>Poder Executivo: exercido integralmente pelo Imperador,</p><p>Chefe do Poder Executivo, a partir dos seus ministros de</p><p>Estado.</p><p>Poder Judiciário: possuía caráter independente e era</p><p>composto por juízes e jurados.</p><p>É possível elencar, ainda, outros marcos nesse campo histórico da</p><p>legislação, como: a implantação dos primeiros cursos de Direito no</p><p>Brasil, em 1827; a promulgação do Código Criminal de 1830; a Lei</p><p>Eusébio de Queirós, de 1850, que proibia a chegada de</p><p>embarcações negreiras no país; a Lei do Ventre Livre, de 1871, a</p><p>qual estipulava que os filhos de escravos seriam considerados</p><p>libertos caso nascessem após</p><p>um ano da promulgação desse</p><p>instrumento normativo; e a Lei Áurea, em 1888, que determinou o</p><p>fim da escravidão no Brasil.</p><p>Com a Proclamação da Primeira República, em 1889, o país passou</p><p>por transformações consideráveis no campo da política e da</p><p>economia. Em 1891, foi proferida uma nova Constituição Federal,</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 21/40</p><p>que, por sua vez, vigorou até 1930. Cabe destacar que a referida</p><p>Constituição</p><p>É inspirada no modelo norte-americano – presidencialista</p><p>com federalismo – que se opunha ao modelo da carta anterior</p><p>da monarquia constitucionalista. Estabelece a separação e</p><p>independência entre os Poderes, extingue o Poder</p><p>Moderador e preconiza a laicidade do Estado. Institui o</p><p>habeas corpus como garantia do direito de locomoção.</p><p>(Supremo Tribunal Federal, 2018, [s. p.]).</p><p>Na Constituição de 1891, o Poder Moderador foi extinto, e adotou-</p><p>se a teoria de separação tripartida de poderes, como explica Lenza</p><p>(2023), que promovia uma divisão entre:</p><p>Poder Legislativo: exercido pelo Congresso Nacional, com a</p><p>sanção do Presidente da República.</p><p>Poder Executivo: exercido pelo Presidente da República,</p><p>eleito por sufrágio direto, para mandato de quatro anos sem</p><p>reeleição. Os Estados elegem seus governadores ou</p><p>presidentes estaduais.</p><p>Poder Judiciário: o órgão máximo, nesse caso, era o</p><p>Supremo Tribunal Federal, composto por 15 juízes. Crimes de</p><p>responsabilidade foram estabelecidos, bem como a</p><p>irredutibilidade de vencimentos e a vitaliciedade para juízes</p><p>federais.</p><p>A Revolução de 1930 pôs fim à chamada República Velha e levou</p><p>Getúlio Vargas ao poder. A Constituição Federal de 1934 foi</p><p>caracterizada pela influência dos movimentos sociais por melhores</p><p>condições de trabalho. A forma de governo manteve-se como</p><p>República Federativa, apoiando-se na separação tripartida de</p><p>poderes. No Legislativo, passou a vigorar um bicameralismo</p><p>desigual (Lenza, 2023).</p><p>O Estado Novo consistiu no período de governança de Getúlio</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 22/40</p><p>Vargas no Brasil, compreendido entre os anos de 1937 a 1945. Sua</p><p>gestão se concretizou de forma ditatorial, após o golpe de Estado,</p><p>em 1937. A Constituição Federal de 1937 (Polaca) foi outorgada</p><p>pelo então governante na época e sua autoria é de Francisco</p><p>Campos (Martins, 2022).</p><p>O Brasil voltou a ser chamado de “Estados Unidos do Brasil” – como</p><p>já ocorrera na Constituição de 1891 –, e a república permaneceu</p><p>como forma de governo. O sistema de tripartição de poderes</p><p>constava apenas no papel da Carta Constitucional de 1937. O</p><p>Poder Executivo era centralizado e ditatorial. Por fim, o Judiciário</p><p>sofria controle do governo, por exemplo, pelo fato de haver, na</p><p>Constituição, a possibilidade de o presidente aposentar</p><p>compulsoriamente qualquer agente.</p><p>Em 1967, após a queda de Vargas, Jânio Quadros foi eleito</p><p>presidente, em um mandato que exerceu de 1961 a 1965. Sofreu</p><p>forte pressão, o que culminou na sua renúncia, de maneira que seu</p><p>vice, João Goulart, assumiu o cargo. Em 1964, as Forças Armadas</p><p>movimentaram-se contra o governo. Contudo, essa mobilização</p><p>ganhou amplitude ao contar com o apoio de determinados grupos,</p><p>todos contra a possibilidade de implementação de um regime</p><p>socialista no Brasil. Assim, a Constituição Federal de 1946 foi</p><p>substituída pelo Golpe Militar de 1964. O Ato Institucional (AI) nº 5,</p><p>imposto em 1968, é considerado o pior de todos (isto é, o de maior</p><p>repressão).</p><p>A Constituição de 1967 teve o mesmo escopo que a Constituição de</p><p>1937 ao concentrar, no âmbito federal, o poder nas mãos do</p><p>presidente. Durante o governo de Emílio Médici, o Brasil prosperou</p><p>economicamente e trouxe uma falsa ideia de positivismo nesse</p><p>período. Logo em seguida, de 1974 a 1979, Ernesto Geisel</p><p>governou, e sua liderança foi marcada por uma forte crise</p><p>econômica, enfrentando a oposição.</p><p>A Ementa Constitucional nº 15/1980 previu as eleições diretas para</p><p>governadores, e, em 1983, por meio da PEC nº 5/83, propôs-se a</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 23/40</p><p>eleição direta para presidente e vice-presidente, em um movimento</p><p>conhecido como Diretas Já. A PEC não foi referendada, e, em 1985,</p><p>a partir do voto indireto, elegeu-se o civil Tancredo Neves como</p><p>presidente da República, fato que delineia o retorno da democracia</p><p>ao país.</p><p>Tancredo, nas vésperas de sua posse, faleceu, e seu vice na época,</p><p>José Sarney, assumiu a presidência. Em 5 de outubro de 1988,</p><p>promulgou-se a atual Constituição Federal, também conhecida</p><p>como Constituição Cidadã, já que contou com participação popular</p><p>durante seu processo de elaboração, dando fim ao processo de</p><p>redemocratização do nosso país.</p><p>A democracia consiste em um sistema de organização política com</p><p>as seguintes características (Maluf, 2023):</p><p>Todo poder emana do povo.</p><p>As funções de mando são temporárias e eletivas –</p><p>politicamente.</p><p>A ordem se estabelece por uma Constituição escrita,</p><p>respeitando-se o princípio da tripartição do poder de Estado.</p><p>Admite-se o sistema de pluralidade de partidos políticos,</p><p>podendo-se formular opiniões críticas sem qualquer repressão.</p><p>Os direitos fundamentais do homem são reconhecidos e</p><p>declarados pela Constituição, e o Estado deve garantir sua</p><p>efetividade.</p><p>O princípio da igualdade se realiza no plano jurídico, tendo por</p><p>escopo conciliar as desigualdades humanas, especialmente as</p><p>de ordem econômica.</p><p>Assegura-se a supremacia da lei como expressão da soberania</p><p>popular.</p><p>Os atos dos governantes são submetidos aos princípios da</p><p>responsabilidade e do consenso como condição de validade.</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 24/40</p><p>Para chegar até aqui, você percorreu uma trajetória de</p><p>aprendizagem que mostrou a dinamicidade da história desse país.</p><p>Foi possível perceber que desde o Brasil Colônia já tínhamos um</p><p>regramento, o qual, por sua vez, foi se modificando conforme a</p><p>própria nação mudava. O Brasil passou pelos períodos de Colônia,</p><p>Império, Repúblicas, Ditaduras até a chegada do nosso contexto</p><p>atual. Aprender ou resgatar saberes sobre a história do Brasil nunca</p><p>é demais!</p><p>Diversas legislações foram promulgadas, o que evidencia o vasto</p><p>ordenamento jurídico do país. De uma forma ou de outra, muitas</p><p>dessas leis acabam atravessando o cotidiano profissional, à medida</p><p>que buscamos mediar o acesso a direitos já garantidos à</p><p>população.</p><p>Saiba Mais</p><p>Convido você a acessar alguns materiais que complementarão seu</p><p>entendimento sobre os assuntos tratados nesta etapa de estudos.</p><p>O primeiro conteúdo sugerido faz um resgate sobre toda a história</p><p>do Brasil. Trata-se de um ótimo artigo, intitulado História do Brasil:</p><p>Colônia, Império e República. Conheça cada um desses momentos!,</p><p>produzido pela Brasil Paralelo, elaborado justamente para</p><p>relembrarmos esse caminho que o país percorreu até os dias atuais.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>Convido você a acessar alguns materiais que complementarão seu</p><p>entendimento sobre os assuntos tratados nesta etapa de estudos.</p><p>O primeiro conteúdo sugerido faz um resgate sobre toda a história</p><p>do Brasil. Trata-se de um ótimo artigo, intitulado História do Brasil:</p><p>Colônia, Império e República. Conheça cada um desses momentos!,</p><p>produzido pela Brasil Paralelo, elaborado justamente para</p><p>relembrarmos esse caminho que o país percorreu até os dias atuais.</p><p>https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/historia-do-brasil</p><p>https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/historia-do-brasil</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 25/40</p><p>A segunda indicação de leitura é a matéria Apesar de silenciado,</p><p>povo também conduziu a história do Brasil, publicada</p><p>no site do</p><p>Senado, a qual também aborda a história do Brasil, enfatizando a</p><p>participação do povo ao longo dos anos.</p><p>Veja também a indicação de leitura de um compilado histórico</p><p>acerca das Constituições brasileiras.</p><p>Aula 4</p><p>ORDENAMENTO JURÍDICO</p><p>NACIONAL: NORMAS E</p><p>CONCEITOS</p><p>Ordenamento jurídico nacional:</p><p>normas e conceitos</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, tomaremos como tema central de discussão o</p><p>atual ordenamento jurídico brasileiro. Você já ouviu falar sobre esse</p><p>termo? Esse assunto será muito importante para o seu cotidiano</p><p>profissional, especialmente quando você se deparar com os mais</p><p>diversos dispositivos legais.</p><p>Prepare-se para esta jornada de aprendizagem! Vamos lá!</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2022/09/apesar-de-silenciado-povo-tambem-conduziu-a-historia-do-brasil</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/constituicoes-brasileiras#:~:text=1%C2%AA%20%2D%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20de%201824%20(Brasil,a%20primeira%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20do%20Brasil</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 26/40</p><p>Ponto de Partida</p><p>O cenário nacional conta com diversas legislações sociais, as quais</p><p>garantem direitos na área da saúde, educação, assistência social,</p><p>entre outras esferas. Todas as legislações devem seguir um</p><p>determinado ordenamento jurídico, uma hierarquia, a fim de garantir</p><p>segurança e até mesmo legitimidade ao chegar à sua finalidade</p><p>derradeira, que é a realização da justiça. Diante disso, convido você</p><p>a refletir comigo sobre o significado desse ordenamento jurídico e</p><p>verificar como ele afeta diretamente a população.</p><p>Bons estudos!</p><p>Vamos Começar!</p><p>Falar sobre legislação social é compreender, inicialmente, como</p><p>funciona o ordenamento jurídico do país. Portanto, precisamos</p><p>entender o significado desse ordenamento, que também pode ser</p><p>denominado como ordem jurídica ou sistema jurídico. Para Norberto</p><p>Bobbio (2014, [s. p.], que apresenta observações acerca desse</p><p>tema, “as normas jurídicas não existem isoladamente, mas sempre</p><p>em um contexto de normas com relações particulares entre si. Esse</p><p>contexto de normas costuma ser chamado de ordenamento”.</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 27/40</p><p>Em síntese, podemos abordar o ordenamento jurídico enquanto um</p><p>composto de normas jurídicas e regras que regem o Estado de uma</p><p>forma hierarquizada. A Constituição Federal de 1988 se configura</p><p>como um dispositivo normativo superior, isto é, o núcleo central</p><p>desse ordenamento. O conteúdo de todo o ordenamento jurídico</p><p>deve ser integrado e descendente desse núcleo, com seus</p><p>dispositivos normativos de categoria inferior. Por meio dele,</p><p>reconheceremos a estrutura que o direito deve seguir em relação às</p><p>normas outrora determinadas. Ou seja, deve existir uma integração</p><p>entre os regramentos legais. Essa orientação tem o objetivo de</p><p>promover um melhor convívio social, a ordem da sociedade, a</p><p>eficácia das legislações e a realização da justiça.</p><p>O ordenamento jurídico brasileiro teve influência romano-germânica</p><p>e fundamenta-se na lei enquanto principal matriz de direito da</p><p>população. Está estruturado com fulcro no art. 59 da Constituição</p><p>Federal de 1988:</p><p>Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:</p><p>I – Emendas à Constituição;</p><p>II - Leis complementares;</p><p>III – leis ordinárias;</p><p>IV – Leis delegadas;</p><p>V – Medidas provisórias;</p><p>VI – Decretos legislativos;</p><p>VII – resoluções.</p><p>Parágrafo único: Lei complementar disporá sobre elaboração,</p><p>redação, alteração e consolidação das leis. (Brasil, 1988, [s.</p><p>p.]).</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 28/40</p><p>As emendas à Constituição visam à modificação de algum texto que</p><p>compõe esse documento normativo, com exceção das chamadas</p><p>cláusulas pétreas (como voto direto, separação de poderes, etc.). A</p><p>emenda “pode ser apresentada pelo presidente da República, por</p><p>um terço dos deputados federais ou dos senadores ou por mais da</p><p>metade das assembleias legislativas, desde que cada uma delas se</p><p>manifeste pela maioria relativa de seus componentes” (Senado</p><p>Notícias, 2012, [s. p.]). A Constituição Federal de 1988 já conta com</p><p>inúmeras emendas. Na seção Saiba Mais desta aula, você poderá</p><p>acessar as emendas e visualizar as mudanças já efetuadas no</p><p>decorrer do tempo.</p><p>As leis complementares referem-se a assuntos relacionados à</p><p>Constituição Federal. A lei ordinária “trata de assuntos diversos da</p><p>área penal, civil, tributária, administrativa e da maior parte das</p><p>normas jurídicas do país, regulando quase todas as matérias de</p><p>competência da União, com sanção do presidente da República”</p><p>(Senado Notícias, [s. d.; s. p.]). A lei delegada, não muito utilizada, é</p><p>“feita pelo presidente da República, que solicita concessão especial</p><p>ao Congresso, ou seja, uma delegação do Legislativo para poder</p><p>elaborar a lei” (Senado Notícias, [s. d.; s. p.]).</p><p>As medidas provisórias “são normas com força de lei, editadas pelo</p><p>Presidente da República em situações de relevância e urgência, […]</p><p>que precisam da posterior apreciação pelas Casas do Congresso</p><p>Nacional (Câmara e Senado) para se converter definitivamente em</p><p>leis ordinárias” (Congresso Nacional, 2021, [s. p.]). No art. 62 da CF</p><p>de 1988, podemos identificar as matérias que são vedadas para</p><p>uma medida provisória. Os decretos legislativos regulam matérias</p><p>exclusivas do Poder Legislativo.</p><p>Por meio de decretos legislativos, o Congresso Nacional julga</p><p>contas do Presidente da República; […]; aprecia atos de</p><p>concessão ou renovação de concessão de emissoras de</p><p>rádio e televisão; autoriza que o Presidente da República se</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 29/40</p><p>ausente do País por mais de quinze dias; disciplina as</p><p>relações jurídicas decorrentes de medidas provisórias não</p><p>convertidas em lei; escolhe dois terços dos Ministro do TCU;</p><p>autoriza referendo e convoca plebiscito […]. (Congresso</p><p>Nacional, 2021, [s. p.]).</p><p>Além dos regramentos já citados, é válido mencionar a Lei de</p><p>Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), promulgada</p><p>pelo Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, compreendida</p><p>como uma das leis mais relevantes para o ordenamento jurídico,</p><p>pois dispõe acerca do funcionamento das normas e dos atos do</p><p>direito no país, de forma prévia.</p><p>Siga em Frente...</p><p>Por falar em leis, você sabe como é criada uma lei em seu</p><p>município? Nesse processo, há alguns atores envolvidos, como a</p><p>Câmara Municipal de Vereadores. É por meio dessa Casa de Leis</p><p>que os vereadores debatem, avaliam e analisam os projetos de lei</p><p>do próprio legislativo ou um projeto de lei advindo do executivo.</p><p>Você também pode acompanhar a tramitação dos projetos de lei no</p><p>seu município pelo site do Poder Legislativo. Além disso,</p><p>destacamos que a sociedade pode propor uma nova lei. Para tanto,</p><p>é necessário conhecer as regras de cada município. Audiências</p><p>públicas também podem ser realizadas, a depender do tema da</p><p>proposta de lei.</p><p>No que tange à tramitação do projeto de lei, vale salientar que ele é</p><p>analisado a priori, por comissões do legislativo que versam sobre</p><p>diversos temas, como economia, seguridade social, justiça, entre</p><p>outros assuntos. A comissão tem o objetivo de emitir um parecer</p><p>sobre a proposta analisada, de modo concomitante com um parecer</p><p>jurídico afeto ao que foi proposto. Após o referido trâmite, o projeto</p><p>segue para a votação e debate dos vereadores. Se for aprovado</p><p>pelo Legislativo, ainda será necessária a sanção do prefeito, chefe</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 30/40</p><p>do executivo. Com a assinatura do prefeito, a lei passa a valer</p><p>quando publicada no Diário Oficial do município.</p><p>Você também pode</p><p>acompanhar essas publicações no site da prefeitura da sua cidade.</p><p>Na medida do possível, acompanhe a atuação da Câmara de</p><p>Vereadores no seu município. Muitos grupos acabam se</p><p>mobilizando em relação a temas de seu interesse, a fim de participar</p><p>dos debates na câmara, cobrar vereadores e, assim, promover a</p><p>elaboração de legislações mais voltadas à realidade da população.</p><p>Se você abrir o Diário Oficial do seu município, perceberá que nele</p><p>constam leis, decretos, portarias, resoluções, entre outros</p><p>dispositivos legais. E qual seria a diferença entre cada uma dessas</p><p>normativas? Imagine que você ocupe o cargo de gestão em alguma</p><p>pasta da prefeitura, como em uma Secretaria de Assistência Social,</p><p>ou até mesmo em uma Organização da Sociedade Civil (OSC)</p><p>parceira do município. Certamente, você precisará saber e ter</p><p>acesso a diversas regulamentações. Nesse e em outros certames, é</p><p>fundamental contar com essa compreensão.</p><p>Em síntese, um decreto fica abaixo da lei e se configura como um</p><p>ato normativo secundário, o qual pode ser emitido pelos chefes do</p><p>Poder Executivo das três instâncias (união, estados e municípios).</p><p>Dando continuidade ao exemplo da política de assistência social, a</p><p>gestão municipal pode publicar um decreto que regulamenta a</p><p>concessão do benefício eventual auxílio-natalidade. O decreto</p><p>detalha a lei, mas sem entrar em contradição com tal legislação.</p><p>Todos respeitam a pirâmide de autoridade, considerando a Carta</p><p>Magna como dispositivo maior.</p><p>Já as portarias são classificadas como atos administrativos</p><p>difundidos para disciplinar o funcionamento da Administração</p><p>Pública ou até mesmo determinadas condutas dos servidores</p><p>públicos. As resoluções são atos legislativos direcionados a</p><p>assuntos internos e não estão sujeitas a um controle mais</p><p>preventivo em relação à constitucionalidade. Um exemplo prático</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 31/40</p><p>seriam as instâncias de controle social, como os conselhos</p><p>municipais. Um conselho municipal de assistência social, após</p><p>deliberar sobre um tema específico, emite uma resolução referente</p><p>ao assunto. O tema em questão pode ter a ver com a aprovação de</p><p>uma determinada prestação de contas, aprovação de projetos,</p><p>aprovação da emissão de registros no referido conselho, entre</p><p>outros tópicos. Recomendo que você consulte o site de algum</p><p>conselho municipal, de qualquer área, e procure pelas resoluções</p><p>publicadas. Outra dica interessante é pesquisar pelas resoluções</p><p>publicadas pelos conselhos regionais e federais de categoriais</p><p>profissionais, como o Conselho Federal de Serviço Social.</p><p>Por fim, cabe ressaltar o art. 5º da Constituição Federal de 1988, o</p><p>qual afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de</p><p>qualquer natureza, [com] direito à vida, à liberdade, à igualdade, à</p><p>segurança e à propriedade” (Brasil, 1988, [s. p.]). Além disso, o</p><p>inciso II certifica que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de</p><p>fazer alguma coisa senão em virtude de lei” (Brasil, 1988, [s. p.]).</p><p>Vamos Exercitar?</p><p>O sistema jurídico é composto por inúmeras normas, as quais têm o</p><p>objetivo de promover completude e coerência a todo ordenamento</p><p>hierárquico de cada dispositivo. Quando nos deparamos com</p><p>diversas legislações sociais em nosso cotidiano profissional,</p><p>precisamos identificá-las à luz desse ordenamento, compreendendo</p><p>as responsabilidades de cada ente, inclusive dos fiscalizadores. A</p><p>finalidade de promoção da ordem e justiça na sociedade deve</p><p>sempre ser vista sob o contexto real da população, dos territórios</p><p>em que estamos inseridos. O ordenamento jurídico afeta</p><p>diretamente vários aspectos de nossa vida e o cotidiano</p><p>profissional. Portanto, precisa ser coerente, almejar a completude e</p><p>ser capaz de sobrepujar as antinomias que possam existir, sem</p><p>perder de vista um sistema democrático de fato.</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 32/40</p><p>Saiba Mais</p><p>Convido você a acessar alguns materiais que complementarão seu</p><p>entendimento sobre os assuntos tratados nesta etapa de estudos.</p><p>O primeiro conteúdo sugerido estabelece uma relação com o próprio</p><p>conceito de ordenamento jurídico, à luz das observações de</p><p>Norberto Bobbio. Trata-se do livro Teoria do Ordenamento Jurídico,</p><p>de Norberto Bobbio.</p><p>A segunda indicação de leitura se refere às Emendas</p><p>constitucionais já promulgadas.</p><p>A última recomendação apresenta um artigo sobre a Lei de</p><p>Introdução às Normas do Direito Brasileiro.</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BOBBIO, N. Teoria do ordenamento jurídico. 2. ed. São Paulo:</p><p>Edipro, 2014.</p><p>BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República</p><p>Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 2016. 496 p.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_L</p><p>ivro_EC91_2016.pdf. Acesso em: 27 dez. 2023.</p><p>EMENDA constitucional. Senado Notícias, 20 out. 2012. Disponível</p><p>em: https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-</p><p>legislativo/emenda-constitucional. Acesso em: 27 dez. 2023.</p><p>LEI ordinária. Senado Notícias, [s. d.]. Disponível em:</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/lei-</p><p>ordinaria#:~:text=Trata%20de%20assuntos%20diversos%20da,%C3</p><p>%A9%20aprovado%20por%20maioria%20simples. Acesso em: 27</p><p>dez. 2023.</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/quadro_emc.htm</p><p>https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/lavagem-de-dinheiro/drci/legislacao/lei-de-introducao-as-normas-do-direito-brasileiro</p><p>https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/emenda-constitucional</p><p>https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/lei-ordinaria#:~:text=Trata%20de%20assuntos%20diversos%20da,%C3%A9%20aprovado%20por%20maioria%20simples</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 33/40</p><p>LOBO, J. Hermenêutica, interpretação e aplicação do Direito.</p><p>Revista do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, n.</p><p>72, abr./jun. 2019. Disponível em:</p><p>https://www.mprj.mp.br/documents/20184/1344914/Jorge_Lobo.pdf.</p><p>Acesso em: 26 dez. 2023.</p><p>TERMO: Decreto Legislativo. Congresso Nacional, 31 jul. 2021.</p><p>Disponível em: https://www.congressonacional.leg.br/legislacao-e-</p><p>publicacoes/glossario-</p><p>legislativo/-/legislativo/termo/decreto_legislativo. Acesso em: 27 dez.</p><p>2023.</p><p>Encerramento da Unidade</p><p>HISTÓRIA E TEORIA DO</p><p>DIREITO</p><p>História e teoria do direito</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta videoaula, vamos conversar sobre as competências</p><p>atribuídas à disciplina Legislação Social e Direitos Humanos. O</p><p>conteúdo também apresenta uma explicitação mais detalhada dos</p><p>três poderes vinculados à República. Esse conhecimento é</p><p>fundamental para compreendermos a relação entre a construção do</p><p>direito no Brasil e a efetivação do nosso ordenamento jurídico.</p><p>Prepare-se para a última etapa da jornada de aprendizagem desta</p><p>unidade de estudos! Vamos lá!</p><p>https://www.mprj.mp.br/documents/20184/1344914/Jorge_Lobo.pdf</p><p>https://www.congressonacional.leg.br/legislacao-e-publicacoes/glossario-legislativo/-/legislativo/termo/decreto_legislativo</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 34/40</p><p>Ponto de Chegada</p><p>Olá, estudante!</p><p>Para desenvolver a competência associada a esta unidade de</p><p>aprendizagem, que é “Compreender o conceito, a história e as</p><p>fontes do direito, contemplando o seu desenvolvimento com ênfase</p><p>sobre a incidência no Estado Moderno”, caminhamos em busca do</p><p>entendimento de alguns conceitos. Iniciamos nossa análise com</p><p>uma reflexão acerca do direito antes da própria escrita. Era um</p><p>direito primitivo, mas que já continha normativas estabelecidas. Com</p><p>o advento da utilização de sinais (escrita), foi possível registrar e</p><p>compilar as normas até então</p><p>difundidas, bem como as que</p><p>surgiriam em seguida. Destacamos, também, algumas fontes</p><p>importantes do direito, como as civilizações da Grécia Antiga e de</p><p>Roma, e sistemas como o feudalismo, até chegar a um direito mais</p><p>contemporâneo.</p><p>Por falar em contemporaneidade, trilhamos o percurso histórico do</p><p>desenvolvimento de regulamentações, como a própria Constituição</p><p>Federal. Em cada fase de regimento do país, como Império, ditadura</p><p>ou democracia, houve legislações que foram parametrizadas à luz</p><p>da realidade nacional. Essas leis sempre sofreram as influências do</p><p>seu tempo, como no caso das interferências geradas pela religião. O</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 35/40</p><p>Estado Moderno conta com um ordenamento jurídico organizado,</p><p>que visa à eficácia, à justiça e ao bem comum. Ele segue padrões</p><p>específicos e toma a Constituição Federal de 1988 como núcleo</p><p>central e base para o desencadeamento de demais regramentos.</p><p>Por fim, cabe acentuar a Constituição Federal de 1988 e a distinção</p><p>de poderes que esse documento traz consigo. Os três poderes</p><p>exercem funções típicas e atípicas. A função típica do Poder</p><p>Judiciário é a aplicação da lei no caso concreto. O Poder Executivo</p><p>tem por função típica a administração nos ditames da lei. Já o</p><p>Legislativo tipicamente legisla e fiscaliza (controle externo).</p><p>No que tange às funções dos poderes, no Legislativo, em relação ao</p><p>aspecto federal, vigora o bicameralismo federativo (Câmara,</p><p>representantes do povo, e Senado, representantes dos Estados-</p><p>membros e Distrito Federal). Nos aspectos estadual, municipal,</p><p>distrital e dos territórios federais, vigora o sistema unicameral (única</p><p>casa). A competência privativa da Câmara dos Deputados está</p><p>prevista no art. 51 da CF/88 e não depende de sanção do</p><p>presidente, como postulado no art. 48 da mesma lei. Quanto ao</p><p>Senado, a competência privativa está disposta no art. 52 da CF/88 e</p><p>não depende de sanção. Os julgamentos promovidos pelo</p><p>Legislativo são de natureza política.</p><p>O Poder Executivo federal é exercido pelo presidente da República</p><p>(art. 76 c/c. o art. 84, CF/88) com auxílio dos ministros de Estado. Já</p><p>em âmbito estadual, é desempenhado pelo governador do estado, o</p><p>qual é ajudado pelos secretários de estado. Em sede municipal, tal</p><p>atribuição cabe ao prefeito. Nas três modalidades do Executivo, há</p><p>a figura do vice. Vale ressaltar que esses agentes podem responder</p><p>por crime de responsabilidade.</p><p>O Poder Judiciário, por sua vez, tem como premissa a garantia de</p><p>direitos individuais e coletivos, além da resolução de conflitos de</p><p>pessoas físicas e jurídicas, por meios legais. Competem ao</p><p>Judiciário a interpretação e a aplicação da lei nos processos</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 36/40</p><p>judiciais a ele direcionados. Esse órgão tem autonomia</p><p>administrativa e financeira garantida mediante a Constituição</p><p>Federal.</p><p>Para este bloco de estudos de nossa disciplina, é importante</p><p>salientar que haverá uma conexão entre lide, a inércia do Poder</p><p>Judiciário que só atua mediante provocação (art. 2º, do CPC, e art.</p><p>24, do CPP). A decisão produzida pelo Judiciário reveste-se de</p><p>caráter definitivo, uma vez transitada em julgado, formando coisa</p><p>julgada formal e material. Após o prazo atribuído por lei à ação</p><p>rescisória, não caberá mais discussão sobre o caso concreto</p><p>apresentado. O Judiciário se autoadministra e produz legislação</p><p>própria para cada carreira que o compõe, por meio de resoluções e</p><p>outros instrumentos normativos.</p><p>É Hora de Praticar!</p><p>Um dos direitos de que uma determinada parcela da população</p><p>necessita é o recebimento de benefícios eventuais emergenciais,</p><p>como é o caso de programas específicos de transferência de renda.</p><p>Para contextualizar sua aprendizagem, imagine a seguinte situação:</p><p>você trabalha como assistente social, ocupando um cargo na</p><p>Gestão da Secretaria Municipal de Assistência Social. Como você</p><p>conhece o público atendido e o diagnóstico da realidade já foi</p><p>efetuado, sabe da necessidade de aumentar o valor do benefício</p><p>eventual emergencial para repasse à população, garantindo a ela o</p><p>mínimo necessário à sobrevivência. Nesse cenário, a pasta de</p><p>gestão municipal fez um estudo sobre a viabilidade orçamentária e</p><p>financeira. Identificou-se que era possível promover uma ampliação</p><p>no valor unitário dos benefícios eventuais emergenciais, os quais</p><p>seriam disponibilizados à população que deles necessita. Com base</p><p>no contexto apresentado, quais atores e instrumentos serão</p><p>envolvidos nesse processo?</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 37/40</p><p>Reflita</p><p>Para aprofundar seu entendimento sobre os assuntos estudados</p><p>nesta etapa de aprendizagem, é interessante que você reflita sobre</p><p>as seguintes questões:</p><p>Com base no conteúdo abordado, podemos afirmar que a</p><p>criação de leis sofre uma significativa influência do tempo em</p><p>curso, que pode ser mais primitivo ou moderno, religioso ou</p><p>laico, permeado por ditaduras ou democracias. Considerando o</p><p>ordenamento jurídico presente, você acha que houve uma</p><p>evolução positiva no campo das leis? O que ainda precisamos</p><p>melhorar?</p><p>Neste Estado Moderno, podemos dizer que o Brasil segue o</p><p>presidencialismo, no qual o poder predominante é o Executivo.</p><p>Nesse sistema, o presidente exerce as funções de Chefe de</p><p>Estado e Chefe de Governo. A escolha é direta (feita pelo</p><p>povo) e não possui responsabilidade política. Além disso, há</p><p>um maior fortalecimento do sistema de tripartição dos poderes</p><p>(check and balances – sistema de freios e contrapesos). O</p><p>sistema de freios e contrapesos foi associado à ideia de Estado</p><p>Democrático, como ensina Dallari (2015). Há, na CF/88,</p><p>diversos mecanismos de freios e contrapesos, como: art. 5º,</p><p>XXXV; art. 52, I; art. 53, §1º, c/c o art. 102, I, b); art. 62; art. 66,</p><p>§1º; art. 66, §§4º ao 6º; art. 66, §7º, art. 63, I e II; art. 64, §1º;</p><p>art. 97; art. 101 e art. 102, I, a). Hoje, como você avalia essa</p><p>relação dos poderes, bem como o sistema de freios e</p><p>contrapesos?</p><p>Resolução do estudo de caso</p><p>A alteração no valor do benefício municipal implica o envolvimento</p><p>de diversos atores e procedimentos, com base no próprio</p><p>ordenamento jurídico existente. No campo ideal, a participação da</p><p>população será relevante para essa análise e definição. Portanto,</p><p>abrir espaço para a colaboração popular em audiências públicas,</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 38/40</p><p>conferências municipais e diversas outras reuniões pode assegurar</p><p>a promulgação de uma proposta mais alinhada à realidade dos</p><p>cidadãos. Também é necessário o engajamento do Conselho</p><p>Municipal de Assistência Social, a fim de que esse órgão emita e</p><p>publique uma resolução sobre o encaminhamento da proposta. A</p><p>câmara de vereadores do município onde você trabalha, de acordo</p><p>com o contexto do estudo de caso, terá um papel determinante.</p><p>Caso exista uma sugestão de atualização da legislação, será</p><p>preciso proceder à publicação de uma nova lei (se for pertinente) ou</p><p>um decreto com as devidas alterações, formas de acesso, critérios,</p><p>gestão, entre outras informações.</p><p>Dê o play!</p><p>Assimile</p><p>Confira, a seguir, uma síntese da jornada de aprendizagem que</p><p>percorremos até este momento, com ênfase nos assuntos</p><p>estudados ao longo do caminho! Espero que você goste!</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 39/40</p><p>Figura 1 | História e teoria do direito</p><p>Referências</p><p>BOBBIO, N. Teoria do ordenamento jurídico. 2. ed. São Paulo:</p><p>Edipro, 2014.</p><p>BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República</p><p>Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 2016. 496 p.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_L</p><p>ivro_EC91_2016.pdf. Acesso em: 27 dez. 2023.</p><p>DALLARI, D. de A. Elementos de teoria geral do Estado. 33. ed.</p><p>São Paulo, Saraiva, 2015.</p><p>SUAS. Sistema Único de Assistência Social. Orientação acerca</p><p>dos conselhos e do controle social da política pública de</p><p>assistência social. [S. l.]: SUAS, [s. d.]. Disponível</p><p>em:https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_soci</p><p>al/cartilhas/SUAS_Orientacoes_conselhos_controlesocial.pdf.</p><p>Acesso em: 27 dez. 2023.</p><p>WOLKMER, A. C. História do direito no Brasil. 4. ed. Rio de</p><p>Janeiro: Forense, 2007.</p><p>15/10/24, 01:40 História e Teoria do Direito</p><p>https://alexandria-html-published.platosedu.io/e9ff5c01-af72-47a0-9c17-c8d86c110af1/v1/index.html 40/40</p>