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FISIOPATO 2 - NEOPLASIAS ESOFÁGICAS: ADENOCARCINOMA E CEC
 Esôfago de Barrett + adenocarcinoma
 
· Porção distal do esôfago (imagem) pode- se pensar em um adenocarcinoma
· Se projeta para a luz do esfíncter 
· A localização ajuda no diagnóstico mas não o define
· Pode invadir a cárdia gástrica (disseminação por contiguidade)
· Corresponde a aproximadamente 5% das neoplasias malignas de esôfago; Apenas 5% das pessoas com Esôfago de Barrett evoluem para adenocarcinoma 
· Relação de prevalência homens:mulheres (7:1); 
· Fator de risco principal- esôfago de Barrett (aproximadamente 10%)
PATOGÊNESE
· Na displasia de alto grau é encontrado mutações drive (que iniciam o processo):
· Inativação do p53 (gene supressor de tumor) 
· Supressão de CDKN2A (controlador de ciclina - o qual ativa o ciclo celular, deixar o ciclo celular e a proliferação celular mais ativas 
· Nesta fase ainda é um carcinoma in situ (quando começa a promoção deixa de ser) 
· Mutações/ Promoção (já há um carcinoma, com multiplicação celular acelerada) 
· EGFR
· ERBB2
· MET
· Ciclina D1 e E
*Fatores de transcrição de ativação celular que são abundantes nessa fase para que seja estimulado proliferação celular. 
· 
· Mutação/ progressão - fase de metástase (adenocarcinoma invasivo) 
· Supressão de Fas (importante sinalizador de via extrínseca de apoptose, ou seja, a célula não vai mais morrer)
· Supressão de E - caderinas (moléculas de adesão célula - célula, fazem pontes de adesão entre células epiteliais), com a supressão destas, as células epiteliais de soltam. 
· Superexpressão de TWIST (EMT) - Gene que impede que a célula faça a transcrição epitelial mesenquimal, assim, a célula pode romper a lâmina própria, partir para o tecido mesenquimal (colágeno), sobrevivendo muito tempo neste local, podendo atingir as vias linfáticas. 
*Marcadores tumorais
MORFOLOGIA DO ADENOCARCINOMA
· Bem diferenciado
· Diferenciado 
· Moderadamente diferenciado 
· *Indiferenciado: pior prognóstico 
· Tudo que está na lâmina é o câncer 
E - Adenocarcinoma bem diferenciado com padrão papilar
F / G - Adenocarcinoma diferenciado, produzindo mucina e invadindo a submucosa; (aspecto cístico)
· Nesta lâmina existe um barrett
H - Adenocarcinoma moderadamente diferenciado;
· Células mais primitivas 
· Parte da lâmina mostra uma reação desmoplásica (aumento de depósito de colágeno no processo neoplásico), marcador de grau de diferenciação mais pobre
ASPECTOS CLÍNICOS 
Carcinoma escamocelular (CEC)
· Carcinoma epidermóide
· Carcinoma derivado do próprio epitélio esofágico, não é a metaplasia que irá desencadear essa doença.
· O controle dessa neoplasia depende do momento da descoberta
· Na maioria das vezes é um câncer silencioso ( sintomas só surgem quando há comprometimento importante do esôfago: disfagia, edinofagia, hematêmese, perda de peso ) 
· Terço médio e proximal do esôfago; 
· 96% casos de neoplasias esofágicas; 
· Prevalência maior em adultos acima dos 45 anos, homens: mulheres (4:1);
· Câncer muito associado a estilo de vida (portanto um câncer prevenível) 
· Dieta inadequada, consumo de álcool + tabaco: agentes carcinogênicos (nitrosaminas; HAPC) 
· Causam irritação na mucosa esofágica
· No momento em que o álcool é deglutido, causa irritação esofágica + tragando o cigarro junto às suas substâncias facilitam ao desenvolvimento do CEC
· Hábito alimentar:alto consumo de churrasco, bebidas quentes 
*Mais frequente em países asiáticos; Sul do Brasil, Uruguai
· Baixo consumo de frutas, verduras, etc
· Normalmente quando o tumor for visto no esôfago distal pode ser um adenocarcinoma
· Carcinoma escamocelular: normalmente observado no terço médio do esôfago
PATOGÊNESE
· Há uma displasia escamosa evoluindo para um Carcinoma in situ
· Do carcinoma in situ pode evoluir para um carcinoma invasivo
· Vai ocorrendo displasias + mutações
Mudanças:
· Epitélio estratificado não glandular
· Células neoplásicas
· Displasia de alto grau; carcinoma in situ (restrito à mucosa)
· Não tem reversão
 
- Presença de ninhos celulares na submucosa 
- Acaba sendo um diagnóstico tardio, pois em exames de rotina não é comum a realização de endoscopia 
- Carcinoma epidermóide: epitélio escamoso faz figuras de queratina: pérolas córneas (formações em moeda), enquanto apresenta pérola córnea é um carcinoma diferenciado
- Ao perder a pérola córnea já se torna um carcinoma indiferenciado 
- Disfagia obstrutiva (dor ao deglutir com a sensação de obstrução), precisa de alimentação mais líquida
*Nas fases mais avançadas surgem disfagias para líquidos 
ASPECTOS CLÍNICOS
· Disfagia/ Odinofagia; 
· Obstrução- substituição de alimentos sólidos para líquidos; 
· Perda de peso; 
· Ulcerações - fístulas traqueoesofágicas- pneumonias; 
· Hemorragia e sepse.
· Endofítico - começa a crescer de baixo para cima, com mais chances de metástase a distância, podendo perfurar a parede esofágica, causando hemorragia
· Pode evoluir para um*choque hipovolémico / séptico 
ESTADIAMENTO TNM - Carcinoma 
Carcinoma in situ
T1a- Encostado ou não na lâmina própria(ela está preservada)
T1b- Penetra a lâmina própria e começa a entrar na submucosa
T2 - Célula neoplásica já atravessou a submucosa e muscular circular, penetrando a muscular longitudinal
T3-Célula atravessou a muscular longitudinal e atravessou a adventícia
T4a-Célula já encostando em outros órgãos (podendo causar choques) 
T4b- Célula encosta na aorta podendo causar choque hipovolêmico
 
· DeT1 a T4 (chamados somente por 1 a 4)
· Quando chega no 4: metástase a distância (casos mais graves
Linfonodos comprometidos: 
N1
N2
N3
· Fígado e pulmão (órgãos preferenciais de metástase)
ATIVIDADE DA AULA: MAPA MENTAL (INDIVIDUAL) - ESOFGITES PARA: SEXTA FEIRA

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