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Universidade de São Paulo Brasil PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS 19/03/2022 Instruções 1. Só abra este caderno quando o fiscal autorizar. 2. Verifique se o seu nome está correto na capa deste caderno e se a folha de respostas pertence ao grupo V. Informe ao fiscal de sala eventuais divergências. 3. Durante a prova, são vedadas a comunicação entre candidatos e a utilização de qualquer material de consulta e de aparelhos de telecomunicação. 4. Duração da prova: 5 horas. O(A) candidato(a) poderá retirar-se da sala definitivamente apenas a partir das 1 h. Não haverá tempo adicional para preenchimento da folha de respostas. 5. Lembre-se de que a FUVEST se reserva ao direito de efetuar procedimentos adicionais de identificação e controle do processo, visando a garantir a plena integridade do exame. Assim, durante a realização da prova, será coletada por um fiscal uma foto do(a) candidato(a) para fins de reconhecimento facial, para uso exclusivo da USP e da FUVEST. A imagem não será divulgada nem utilizada para quaisquer outras finalidades, nos termos da lei. 6. Após a autorização do fiscal da sala, verifique se o caderno está completo. Ele deve conter 90 questões objetivas, com 5 alternativas cada. Informe ao fiscal eventuais divergências. 7. Preencha a folha de respostas com cuidado, utilizando caneta esferográfica de tinta azul. Essa folha não será substituída em caso de rasura. 8. Ao final da prova, é obrigatória a devolução da folha de respostas acompanhada deste caderno de questões. FUNDAÇÃO UNIVERSITÁRIA PARA O VESTIBULAR F V U E S T FUVEST 2022 1ª Fase - Conhecimentos Gerais Declaração Declaro que li e estou ciente das informações que constam na capa desta prova, na folha de respostas, bem como dos avisos que foram transmitidos pelo fiscal da sala. ASSINATURA O(a) candidato(a) que não assinar a capa da prova será considerado(a) ausente da prova. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 3 01 Um pesquisador estima que, em certa porção de areia, há uma quantidade N de grãos expressa por N = 517 × 49. Desse modo, o número de algarismos de N corresponde a (A) 17. (B) 18. (C) 26. (D) 34. (E) 35. 02 Na figura abaixo, o triângulo ABD é isósceles com AB = AD, e o lado BC mede 10 cm. Sabendo que o ângulo A é reto e que o ângulo C mede 30°, o perímetro do triângulo ABD, em cm, corresponde a (A) 5 dXX 3 + 5 (B) 5(2 + dXX 2 ) ( dXX 3 + 1) (C) 20 + 4 dXX5 (D) 45 (E) 50 03 Na figura a seguir, as retas r e s são paralelas, sendo que r passa pelos pontos A e M, e a reta s passa pelos pontos B e N. Dado que o ponto Q corresponde à intersecção das bissetrizes dos ângulos A ̂ M P e B ̂ N P, então, a medida do ângulo a = M ̂ Q N é igual a (A) 140°. (B) 120°. (C) 150°. (D) 110°. (E) 160°. 04 Em um treinamento de uma grande rede de restaurantes, no qual participaram apenas garçons e garçonetes, em um dado instante, 31 garçonetes se retiraram e restaram funcionários na razão de 2 garçons para cada garçonete. Um pouco mais tarde, 55 garçons se retiraram e restaram, a seguir, funcionários na ra- zão de 3 garçonetes para cada garçom. Desse modo, o número n de funcionários (garçons + garçonetes) presentes inicialmente no treinamento era igual a (A) 100. (B) 110. (C) 115. (D) 130. (E) 145. 05 Considere dois quadrados de lados a e b com a > b. A diferença entre as áreas desses dois quadrados pode ser expressa por (A) (a + b) ⋅ (a + b). (B) (a + b) ⋅ (a – b). (C) (a – b) ⋅ (a – b). (D) (a + b)2. (E) (a – b)2. 06 Considere um triângulo ABC, cujos pontos D e E estão sobre o lado AC, o ângulo E ̂ B D mede 39 e, em relação as medidas, tem- -se que AB = AD, CB = CE Desse modo, pode-se afirmar que a medida de A ̂ B C é (A) 100° (B) 102° (C) 104° (D) 106° (E) 108° 07 Em uma papelaria, Juliana comprou dois tipos de cadernos. Do caderno tipo 1, ela comprou 6 unidades de determinado valor unitário. Do caderno tipo 2, cujo valor unitário é 3 reais mais caro que o do tipo 1, Juliana comprou uma quantidade que equi- vale ao dobro do valor unitário do caderno do tipo 1. Ao fazer o pagamento, ela deu seis notas de 50 reais para pagar tal compra, e recebeu 30 reais de troco. Dos dois tipos de caderno que ela comprou, Juliana gastou com o mais caro, em reais, um total de (A) 216. (B) 208. (C) 200. (D) 192. (E) 180. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 4 08 Dada a expressão algébrica x9 – x, ao fatorá-la completamente em polinômios e monômios com coeficientes inteiros, o número de fatores será (A) 7. (B) 5. (C) 4. (D) 3. (E) 2. 09 A imagem a seguir representa a planta baixa de um quarteirão de um condomínio empresarial, o qual é delimitado pelas Ruas 1 e 2 e pelas Avenidas A e B. Esse quarteirão tem a forma de um trapézio ADD'A' com AD = 90 m e A'D' = 135 m, como mostra o esquema da figura abaixo. Tal área foi dividida em terrenos ABB'A', BCC'B' e CDD'C', todos na forma trapezoidal, com bases paralelas às avenidas tais que AB = 40 m, BC = 30 m e CD = 20 m. De acordo com essas informações, a diferença, em metros, A'B' – C'D' é igual a (A) 20. (B) 30. (C) 40. (D) 25. (E) 10. 10 Em um condomínio com 242 moradores, sabe-se que: § 96 são paulistas § 64 são mulheres § 47usam óculos § 51 são mulheres paulistas § 25 são mulheres de óculos § 36 são paulistas de óculos § 20 são mulheres paulistas de óculos Desse modo, o número de homens paulistas que não usam ócu- los é (A) 18. (B) 24. (C) 29. (D) 38. (E) 45. 11 Uma caixa contém 20 bolas numeradas de 1 a 20. O menor nú- mero de bolas que uma pessoa deve retirar dessa caixa para ter certeza de que três das bolas retiradas estejam marcadas com três números consecutivos é igual a (A) 11 bolas. (B) 12 bolas. (C) 15 bolas. (D) 16 bolas. (E) 18 bolas. 12 Na imagem abaixo, o ponto G representa o baricentro do tri- ângulo equilátero ABC, e o ponto I corresponde ao incentro do triângulo AGB É correto afirmar que o suplemento do ângulo GAI é igual a: (A) 120°. (B) 130°. (C) 145°. (D) 150°. (E) 165°. 13 AAS, além de dor e febre também previne doenças cardiovasculares Disponíveldesde o início dos anos 1900, o ácido acetilsalicílico é um dos medicamentos mais usados do mundo para o controle da dor e da febre. Um de seus componentes, o salicilato, deriva do salgueiro, e suas propriedades já eram conhecidas há 4.000 anos. O AAS possui boa farmacocinética, ou seja, ele é rapidamente absorvido no trato gastrointestinal, especialmente na sua forma líquida, e é distribuído pelos tecidos, até que chega a seu alvo, efetua sua ação, se transforma em um produto excretável (me- tabolização), termina sua tarefa e sai do corpo pela via renal. Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/ redacao/2020/08/04/aas-alem-de-dor-e-febre-tambem-previne- doencas-cardiovasculares.htm. Acesso em: 29 de jan. 2021. A quantidade, em mol, de ácido acetilsalicílico (C9H8O4) em um comprimido analgésico de 360 mg é (A) 1 ⋅ 10-3 mol. (B) 2 ⋅ 10-3 mol. (C) 3 ⋅ 10-3 mol. (D) 4 ⋅ 10-3 mol. (E) 5 ⋅ 10-3 mol. Note e adote: Massas molares (g⋅mol-1): O = 16; C = 12 e H = 1. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 5 14 Explosão em Beirute: quando a negligência se transforma em tragédia Uma explosão devastadora em um porto de Beirute na terça-fei- ra, 4 de agosto, matou mais de 100 pessoas e feriu pelo menos 5.000. De acordo com relatos da imprensa local, o acidente pare- ce ter ocorrido como resultado da combustão de uma substância denominada nitrato de amônio, cuja fórmula química é NH4NO3. As autoridades libanesas informaram que havia 2,7 mil tonela- das de nitrato de amônio estocadas em uma unidade de armaze- namento na região portuária da cidade. A explosão inicial provo- cou um incêndio, enquanto a segunda resultou em uma nuvem apocalíptica de coloração marrom e com formato de cogumelo. O deslocamento de ar oriundo da explosão gerou uma onda de choque que se propagou por uma enorme distância, causando destruição generalizada. [...] Bertotti, Mauro. Explosão em Beirute: quando a negligência se transforma em tragédia, São Paulo, 06, agosto, 2020. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/ explosao-em-beirute-quando-a-negligencia-se-transforma- em-tragedia. Acesso em: 11 de nov. de 2021. O nitrato de amônio pode ser produzido a partir da reação da amônia gasosa com uma solução de ácido nítrico, de acordo com a reação: NH3(g) + HNO3(aq) → NH4NO3(aq) O volume, em litros, de amônia necessário para produzir 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio é igual (A) 556.106 L. (B) 656.106 L. (C) 756.106 L. (D) 856.106 L. (E) 956.106 L. Note e adote: Massas molares (g⋅mol-1): NH4NO3 = 80 e NH3 = 17. Volume molar (L⋅mol-1): 22,4 L. 15 O alcino mais simples – e o mais importante – é o etino, também chamado de gás acetileno ou oxiacetileno. Ele é usado como combustível em maçaricos para a realização de cortes e soldas. Um método para produção desse composto é a reação de car- beto de cálcio e água, conforme mostrado na equação química a seguir. CaC2(g) + 2 H2O(l) → Ca(OH)2(aq) + C2H2(g) O volume obtido, em litros, de gás etino nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP), a partir da reação de 200 g de CaC2 com 80% de pureza e rendimento de 80%, é igual a (A) 22,4 L. (B) 44,8 L. (C) 56,0 L. (D) 89,6 L. (E) 112 L. Note e adote: Massas molares (g⋅mol-1): CaC2 = 64; H2O = 18; Ca(OH)2 = 74 e C2H2 = 26. 16 A conversão dos veículos para o gás natural, principalmente nas frotas de táxis dos grandes centros, ajudou a popularizar o GNV. Ele é um combustível fóssil, como o petróleo, porém com alguns diferenciais: § Ele oferece vantagem no custo por quilômetro rodado; § Por ser seco, não provoca resíduos de carbono nas partes internas do motor, aumentando a vida útil e o intervalo de trocas de óleo; § Possui baixa emissão de nitrogênio, dióxido de carbono e en- xofre, contribuindo para a melhoria do ar nos centros urbanos. Disponível em: https://petrobras.com.br/pt/nossas- atividades/produtos/automotivos/gas-natural-veicular/. Acesso em: 19 de dez. 2020. (Adaptado) O GNV, gás natural veicular, utilizado como combustível, é cons- tituído majoritariamente pelo gás metano, CH4, que representa 90% do volume. O restante do volume deve-se a presença do gás etano, C2H6. O volume, em litros, de ar atmosférico necessário para a com- bustão completa de 100 L de GNV é igual a (A) 1075 L. (B) 1125 L. (C) 1750 L. (D) 2150 L. (E) 2650 L. Note e adote: Massas molares (g⋅mol-1): O = 16; C = 12 e H = 1. Volume molar (CNTP): 25 L⋅mol-1. Composição atmosférica: 80% de N2 e 20% de O2. 17 Leia o trecho a seguir sobre a importância do modelo atômico proposto por Rutherford. A energia nuclear e o exame de Ressonância Magnética são al- guns dos exemplos do nosso dia a dia que devem sua existência à descoberta do núcleo atômico pelo cientista neozelandês Ernest Rutherford, tema do Globo Ciência gravado no museu Catavento Cultural e Educacional, em São Paulo. “O modelo de Rutherford, proposto em 1911, marca o nascimen- to da ciência nuclear”, conta Carley Martins, professor do Depar- tamento de Física Nuclear e de Altas Energias da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), que classifica a conclusão do cientista como “um lance de pura genialidade”. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globociencia/ noticia/2011/05/saiba-como-se-deu-evolucao-de-modelos-atomicos- e-nucleares-rutherford.html. Acesso em: 20 de julho de 2021. De acordo com o modelo atômico de Rutherford, podemos afir- mar que (A) o átomo é maciço e eletricamente neutro. (B) o núcleo atômico é pouco denso e possui partículas de carga negativa. (C) o átomo é uma massa de carga negativa e a essa massa esta- vam partículas positivas encrustadas chamadas de prótons. (D) todos os átomos de um dado elemento são idênticos e apre- sentam uma relação múltipla da massa atômica à medida que o número atômico cresce. (E) um átomo apresenta uma região central pequena, densa e positiva, denominada de núcleo, e na região periférica do átomo estão as partículas de carga negativa, os elétrons. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 6 18 Muitos metais são essenciais para o crescimento de todos os ti- pos de organismos, desde as bactérias até mesmo o ser humano, mas eles são requeridos em baixas concentrações e podem da- nificar sistemas biológicos quando presentes em concentrações maiores. Outros metais, no entanto, não são essenciais, isto é, não são requeridos pelos organismos e pequenas concentrações podem causar danos aos organismos. Dessa forma, os metais são classificados em: elementos essenciais: sódio, potássio, cál- cio, ferro, zinco, cobre, níquel e magnésio; e elementos não es- senciais: arsênico, chumbo, cádmio, mercúrio, alumínio, titânio, estanho e tungstênio. Palácio, Soraya M.; Toxicidade de metais em soluções aquosas: um bioensaio para a sala de aula. Química Nova na Escola, Vol. 35,Nº2, p. 80, MAIO 2013. O zinco é um elemento químico essencial para o ser humano, pois é responsável por inúmeras funções metabólicas. Sobre o zinco, é correto afirmar que as distribuições eletrônicas para o estado fundamental e para o seu cátion bivalente, são, respectivamente, (A) 1s22s22p63s23p64s23d10 e 1s22s22p63s23p64s23d8. (B) 1s22s22p63s23p64s23d4 e 1s22s22p63s23p64s23d4. (C) 1s22s22p63s23p64s23d6 e 1s22s22p63s23p64s23d6. (D) 1s22s22p63s23p64s23d10 e 1s22s22p63s23p63d10. (E) 1s22s22p63s23p64s23d8 e 1s22s22p63s23p63d8. Note e adote: Número atômico do zinco (Z) = 30 19 Japão: Níveis de estrôncio 90 na terra na zona de Fukushima aumentaram 26 vezes desde meados de março O nível de estrôncio 90 na terra de municípios da província de Fukushima aumentou 26 vezes desde meados de março, ainda que não representem um risco, indicam dados do ministério ja- ponês da Ciência divulgados pela televisão NHK. Um total de 11 amostras de terra recolhidas entre o final de mar- ço e meados de maio em 10 localidades de Fukushima, onde está localizada a central nuclear afetada pelo sismo e tsunami de 11 de março, revelaram a presença do material radioativo. Disponível em: https://sicnoticias.pt/Lusa/2011-06-09-japao-niveis- de-estroncio-90-na-terra-na-zona-de-fukushima-aumentaram- 26-vezes-desde-meados-de-marco. Acesso em: 02 de out. 2020. Com relação ao estrôncio, podemos afirmar que ele (A) encontra-se no quarto período da família dos metais alcali- nos terrosos. (B) encontra-se no quinto período da família dos metais alcali- nos terrosos. (C) encontra-se no quarto período da família dos metais alcalinos. (D) encontra-se no quinto período da família dos metais alcalinos. (E) encontra-se no quarto período da família dos calcogênios. Note e adote: Representação do estrôncio-90 = 9038Sr 20 Por que 2019 é o ano da tabela periódica Ela está presente em todos os laboratórios – dos escolares aos mais sofisticados centros de pesquisas científicas do mundo. Es- tampa livros e apostilas didáticas, pode ser o terror de alunos do Ensino Médio, mas também é um ícone pop. As releituras fazem a alegria de nerds. Ela, a Tabela Periódica dos Elementos Químicos, ajudou a siste- matizar e a organizar o conhecimento científico e é a homena- geada deste ano de 2019 pela Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU proclamou 2019 como sendo o Ano Internacional da Ta- bela Periódica, em um esforço simbólico para "aumentar a sua consciência global e a educação em ciências básicas", conforme declarou em comunicado oficial. A tabela original reúne os 63 elementos químicos conhecidos, listados em ordem de sua massa atômica e agrupados por suas propriedades físico-químicas. Disponível em: https://f5.folha.uol.com.br/ voceviu/2019/01/por-que-2019-e-o-ano-da-tabela- periodica.shtml. Acesso em: 11 de nov. 2021. Com relação a tabela e as propriedades periódicas, podemos afirmar que (A) as espécies químicas 12Mg 2+, 16S 2- e 8O 2- são isoeletrônicas. (B) o elemento nitrogênio (7N) é mais eletronegativo que o ele- mento flúor (9F). (C) o elemento potássio (19K) apresenta menor raio atômico que o elemento bromo (35Br). (D) o elemento sódio (11Na) apresenta maior energia de ioniza- ção do que o césio (55Cs). (E) os elementos magnésio (12Mg) e alumínio (13Al) pertencem à mesma família da tabela periódica. 21 Em uma aula de Química experimental, um aluno recebeu uma amostra desconhecida, X. Ao aluno, também foi entregue uma ta- bela com os valores de densidade, em g⋅mL-1, de cinco amostras: Amostras Densidade (g⋅mL-1) Água pura 1,00 Álcool etílico hidratado 0,81 Álcool butílico puro 0,81 Acetona 0,79 Hexano puro 0,65 Prontamente o aluno determinou as quantidades da massa e do volume da amostra X e anotou em seu caderno, conforme ilus- trado abaixo. Amostra desconhecida Características da amostra X Massa (g) Volume (mL) 6,48 8,0 Por último, ele aqueceu uma quantidade da amostra e, obteve a seguinte curva de aquecimento: Temperatura (°C) Tempo [min] M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 7 Logo, a amostra X só pode ser o(a) (A) álcool etílico hidratado. (B) álcool butílico puro. (C) hexano puro. (D) água pura. (E) acetona. 22 A soldagem de funilaria, como é conhecida em muitas regiões do Brasil, refere-se geralmente a reparos ou reconstrução de cha- pas de aço carbono de veículos em geral. Paralamas, para-cho- que, chassi e demais partes de veículos são os itens mais comuns a serem soldados. Disponível em: https://www.sumig.com/pt/blog/post/qual-o-processo- de-solda-mais-utilizado-em-funilaria. Acesso em: 14 de nov. 2020. A solda de funilaria é uma mistura formada por 63% de estanho e 37% de chumbo. A mistura se funde a temperatura de 183 °C. Os gráficos mostram a curva de aquecimento dos metais isola- dos e da liga formada pela mistura dos metais. Estanho 2602 232 Temperatura (°C) Energia (kJ) Chumbo 1749 327 Temperatura (°C) Energia (kJ) Liga Sn-Pb Tebulição 183 Temperatura (°C) Energia (kJ) Com relação as informações acima, podemos afirmar que (A) há duas curvas de aquecimento de substâncias puras e uma curva de aquecimento de uma mistura homogênea. (B) há duas curvas de aquecimento de substâncias puras e uma curva de aquecimento de uma mistura azeotrópica. (C) há duas curvas de aquecimento de misturas azeotrópicas e uma curva de aquecimento de uma substância pura. (D) há duas curvas de aquecimento de misturas eutéticas e uma curva de aquecimento de uma substância pura. (E) há duas curvas de aquecimento de substâncias puras e uma curva de aquecimento de uma mistura eutética. 23 A Camada de Ozônio O ozônio (O3) é um dos gases que compõe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas se concentram entre 20 e 35 km de al- titude, região denominada Camada de Ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos. [...] Ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a sua função de protetor e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfície, junto com o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Disponível em: https://www.mma.gov.br/clima/ protecao-da-camada-de-ozonio/a-camada-de-ozonio. html. Acesso em: 28 de out. 2020. (Adaptado). Com relação as substâncias citadas no texto, podemos afirmar que (A) todas as substâncias são classificadas como simples. (B) todas as substâncias são classificadas como compostas. (C) apenas o ozônio e o metano são classificados como substân- cias compostas. (D) o ozônio é a única substância simples, enquanto as demais substâncias são compostas. (E) apenas o monóxido de carbono e o dióxido de carbono são classificados como substâncias simples. 24 Um corpo inicialmente neutro, ao sofrer atrito, se torna carrega- do eletricamente adquirindo + 1,92 × 10-15 C de carga. Portanto, esse corpo (A) perdeu 1,2 × 104 prótons. (B) ganhou 1,2 × 104 prótons. (C) perdeu 1,2 × 104 elétrons. (D) ganhou 1,2 × 104 elétrons. (E) perdeu prótons e elétrons, porém 1,2 × 104 elétrons a mais do que prótons. Note e adote: Carga elementar = +/– 1,6 × 10-19 C 25 Duas cargas elétricas, q1 e q2, apresentam, quando separadas a uma distância r uma da outra, uma intensidade da força de inte- ração entre elas igual a F. Se as duas cargas forem triplicadas e a distância entre elasfor reduzida a um terço, a intensidade da força de interação entre essas duas cargas será igual a (A) 1/9 F. (B) 1/3 F. (C) 3 F. (D) 9 F. (E) 81 F. 26 Considere duas cargas puntiformes (q1 e q2) separadas por 4 cm no vácuo. Aq1 q2 Qual é o módulo do campo elétrico resultante que essas cargas produzem em A? (A) 0,25 ⋅ 102 N/C (B) 4,41 ⋅ 10 N/C (C) 0 N/C (D) 4,59 ⋅ 10-1 N/C (E) 9,41 ⋅ 10-2 N/C Note e adote: A carga q2 encontra-se a 1 cm do ponto A. A carga de q1 vale 9 nC. A carga de q2 vale 1 nC. Constante eletrostática no vácuo: k0 = 9 ⋅ 10 9 N⋅m2/C2 27 O campo elétrico E, gerado por uma carga Q em determinado ponto onde está localizada a carga Q', é _____________ ao cam- po elétrico E', gerado pela carga Q' no ponto onde está situada a carga Q. A força elétrica F (de Q sobre Q') é ____________ à força elétrica F' (de Q' sobre Q). Os espaços delineados são corretamente preenchidos por (A) superior – igual. (B) inferior – igual. (C) igual – inferior. (D) superior – inferior. (E) inferior – superior. Note e adote: Q' < Q 28 O isopor O nome como o conhecemos é o que caiu no “popular”. Na ver- dade, isopor é a marca registrada da Knauf Isopor LTDA, em- presa que fabrica o poliestireno expandido (ou EPS, na sigla em inglês), descoberto na Alemanha em 1949. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 8 O isopor é um tipo de plástico fabricado a partir do estireno, derivado do petróleo. O material passa pelo processo de poli- merização, formando o poliestireno, composto por carbono e hi- drogênio. Ele é expandido (mais de 95% de ar), por isso pode se transformar em produtos com vários formatos. O isopor é usado em diversos setores da indústria. Os mais vistos pelos consumidores são as embalagens, caixas térmicas e pro- teção para aparelhos e máquinas, como televisão e geladeira, e produtos frágeis, como medicamentos, mas também é usado na construção civil, por ser bom isolante térmico e resistente a determinadas condições. Entra, por exemplo, na preparação de concreto leve, lajes, telhas, forros e câmeras frigoríficas. Disponível em: http://super.abril.com. br. Acesso em: 26 de março de 2015. Consideremos uma caixa térmica de poliestireno utilizada para- manter as bebidas a uma temperatura refrescante em um dia quente de verão na praia. A caixa térmica de base quadrada pos- sui medidas 25, 50 e 50 cm, e a espessura da sua parede mede 3,0 cm. A caixa está cheia de garrafas de água e latas de refrige- rantes a 2 °C. Condutividade térmica de materiais Materiais Cond. Térmica (J/s⋅m⋅k) Água 0,61 Espuma de poliestireno (isopor) 0,03 Ar 0,026 Espuma de poliuretano 0,020 Disponível em: http://quimicaconcentrada1anoe.blogspot.com.br/. Acesso em: 25 de março de 2015. Dessa forma, o fluxo de calor para o interior da caixa, conside- rando que o calor entra por todas as fases da caixa e que a tem- peratura das faces externas é de 32 °C, vale (A) 12,5 J/s. (B) 12,5 cal/s. (C) 25 J/min. (D) 25 W. (E) 30 J/s. 29 Os cometas são, geralmente, formados por gases e gelos soli- dificados que envolvem um núcleo metálico ou rochoso. Ao se aproximar do Sol, o cometa passa a exibir uma cauda longa e brilhante, que surge em razão da evaporação de sua superfície quando exposta ao calor do Sol. A figura a seguir representa um cometa no formato esférico, com diâmetro sólido total D de 1.000 m. O núcleo metálico interno tem diâmetro Di de 400 m e é coberto por uma mistura de gelo composto de vários elemen- tos leves em estado sólido. A massa de gelo corresponde a 30% da massa total do cometa. Nas condições às quais esse cometa está submetido, o gelo vai diretamente para o estado gasoso à temperatura de 14 K. D Di Considere que a massa do gelo sobre o cometa seja igual a 5 ⋅ 1010 kg, que a temperatura inicial do gelo seja 4 K e que os calores específico e latente do gelo sejam respectivamente iguais a 0,05⋅J⋅kg-1 ⋅ K-1 e 0,1⋅J⋅kg-1. Nessas condições, calcule a quantidade de energia, em joules, necessária para evaporar toda a cobertura de gelo do cometa. (A) 3 ⋅ 1010 J (B) 5 ⋅ 1010 J (C) 4 ⋅ 109 J (D) 9 ⋅ 109 J (E) 2 ⋅ 1015 J 30 As curvas A e B, na figura, representam a variação de tempera- tura (T) em função do tempo (t) de duas amostras A e B, quan- do 100 g de cada uma são aquecidas separadamente, a partir da temperatura inicial de 20° C, na fase sólida, recebendo calor numa taxa constante de 300 cal/s. B 0 0 20 40 40 60 80 80 100 120 120 160 200 240 280 320 140 A T(°C) t(s) Com base nas informações e no gráfico, os calores latentes de fusão das amostras A e B valem, respectivamente, (A) 540 cal/g e 250 cal/g. (B) 260 cal/C e 150 cal/g. (C) 420 cal/g e 360 cal/g. (D) 600 cal/g e 500 cal/g. (E) 210 cal/g e 180 cal/g. Note e adote: valor da gravidade g = 10 m/s² 31 Existem várias versões do Caminho de Santiago, que são traje- tos percorridos anualmente por milhares de peregrinos que se dirigem à cidade de Santiago de Compostela, na Espanha, com a finalidade de venerar o apóstolo Santiago Maior. Considere que uma pessoa percorreu um desses caminhos em 25 dias, andan- do a distância total de 800 km e caminhando com velocidade média de 3,0 km/h. O tempo que essa pessoa caminhou por dia, em média, foi de (A) 7 horas e 20 minutos. (B) 8 horas e 20 minutos. (C) 7 horas e 40 minutos. (D) 8 horas e 40 minutos. (E) 10 horas e 40 minutos. 32 Uma viagem de ônibus entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro nor- malmente é realizada com velocidade média de 60 km/h e tem duração de 3 horas, entre suas respectivas rodoviárias. Uma es- tudante fez esta viagem de ônibus, e relatou que, após 1 hora do início da viagem, devido a obras na pista, o ônibus ficou parado por 45 minutos. Depois disso, a pista foi liberada e o ônibus se- guiu sua viagem, mas, devido ao engarrafamento na entrada da cidade do Rio de Janeiro até a rodoviária, a estudante demorou mais 2 horas e 45 minutos. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 9 Qual foi a velocidade média do ônibus na viagem relatada pela estudante? (A) 60 km/h (B) 72 km/h (C) 45 km/h (D) 40 km/h (E) 36 km/h 33 De dentro do ônibus, que ainda fazia manobras para estacionar no ponto de parada, o rapaz, atrasado para o encontro com a namorada, observa-a indo embora pela calçada. Quando final- mente o ônibus para, e o rapaz desce, a distância que o separa da namorada é de 180 m. Sabendo que a namorada do rapaz se movimenta com veloci- dade constante de 0,5 m/s e que o rapaz a alcança em 40 s, a velocidade mantida por ele durante o percurso é de (A) 1 m/s. (B) 3 m/s. (C) 5 m/s. (D) 7 m/s. (E) 9 m/s. 34 Um automóvel aproxima-se de uma cidade situada a 200 km do local de sua partida, deslocando-se a uma velocidade de 120 km/h. Qual a distância entre o móvel e a cidade após 1h 15min minutos? (A) 10 Km (B) 20 Km (C) 50 Km (D)70 Km (E) 100 Km 35 Um turista, ao passar de barco sob uma grande ponte de concre- to, observou o que parecia ser uma grande rachadura. O turista fotografou a ''rachadura'' e publicou a fotografia em uma rede social, o que provocou certa histeria nos internautas, que fica- ram preocupados com a segurança dos usuários da ponte. Foi preciso que o engenheiro responsável viesse a público explicar o fato. O engenheiro disse que não se tratava de rachadura pro- vocada por algum problema na ponte; era simplesmente uma junta de dilatação, necessária para permitir a movimentação da estrutura da ponte devido à variação de temperatura. Considere que o coeficiente de dilatação linear do material de que é feita a ponte (concreto) seja a = 1 ⋅ 10-5 °C-1. Em um dia de referência, a ponte tem 1 km de concreto e 10 secções se- paradas por juntas de dilatação. A temperatura local sofre, no máximo, uma variação de 40°C. Cada junta intermediária deve ter, no mínimo, (A) 5 cm. (B) 4 cm. (C) 3 cm. (D) 2 cm. (E) 1 cm. 36 O lagartinho-das-dunas (Calyptommatus leiolepis), representa- do na imagem, é uma espécie de réptil que não possui patas dianteiras, e as traseiras, em destaque, são atrofiadas. Essa es- pécie apresenta hábitos fossoriais, ou seja, vive sob o solo are- noso, de modo que a presença de patas seria desnecessária para seu modo de vida. (http://reptile-database.reptarium.cz. Adaptada.) Essa evidencia evolutiva pode indicar que (A) o ancestral do lagartinho-das-dunas poderia ter hábito de locomoção diferente dele, provavelmente semelhante ao de outras espécies de répteis que são encontradas ainda hoje. (B) a atrofia das patas envolve um processo de especiação raro, encontrado apenas nessa espécie de réptil. (C) existe uma semelhança com as minhocas, e isso indica uma homologia entre eles. (D) essa atrofia possui relação com a sua pele queratinizada, ga- rantindo maior fluidez na sua locomoção. (E) as patas atrofiadas indicam que essa é uma espécie primiti- va, prevendo que as espécies descendentes possuirão patas bem desenvolvidas. 37 Com relação aos ácidos nucleicos, veja as afirmações: I. As bases nitrogenadas do DNA e do RNA são as mesmas. II. DNA e RNA são compostos por agrupamentos menores, cha- mados de nucleotídeos. III. O DNA é formado por fosfatos, riboses e bases nitrogenadas. IV. O RNA origina-se por um processo de transcrição de um seg- mento de DNA. V. As ligações de hidrogênio são responsáveis pela união dos filamentos de DNA. Estão corretas (A) somente as afirmativas II, III e V. (B) somente as afirmativas I e IV. (C) somente as afirmativas II e III. (D) somente as afirmativas I, II e V. (E) somente as afirmativas II, IV e V. 38 O gráfico mostra em dois momentos diferentes o comportamen- to de dois tipos de anticorpos (IgG e IgM), após a exposição do paciente a um determinado antígeno. 1000 100 10 0 7 14 21 28 35 42 49 56 Tempo (dias) IgG IgM 1ª E xp os içã o Q ua n� da de d e an �c or po s 2ª E xp os içã o 1 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 10 Assinale a alternativa correta, em relação à informação e ao gráfico. (A) É representado no gráfico como funciona uma imunidade ativa no organismo, e o principal exemplo é quando ocorre picadas de cobras, escorpiões ou aranhas. (B) As respostas evidenciadas no gráfico indicam a dosagem de anticorpos inseridos no paciente, sendo algo não natural em uma pessoa saudável. (C) A resposta quantitativa na produção dos diferentes tipos de imunoglobulinas independe do número de vezes que o indi- víduo recebeu o antígeno. (D) Macrófagos são essenciais para a resposta específica de an- tígenos. (E) A memória imunológica favoreceu a maior resposta na 2ª exposição. 39 Do cruzamento entre plantas de trigo de Triticum turgidum (28 cromossomos) e de Triticum tauschii (14 cromossomos) surgiu um indivíduo estéril de 21 cromossomos. Erros no processo mei- ótico deste híbrido permitiram o surgimento do Triticum sativum (42 cromossomos) em um evento que denominamos de espe- ciação por poliploidia. Um possível erro meiótico para a formação de uma poliploidia aconteceria na (A) anáfase II. (B) anáfase I. (C) prófase I. (D) prófase II. (E) metáfase II. 40 O vírus zika é transmitido por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, e a principal ação de combate ao mosquito é evi- tar sua reprodução. O Aedes aegypti se prolifera nos locais onde se acumula água. Por isso, é importante não deixar recipientes expostos à chuva, além de tampar caixas d’água e piscina. Reco- menda-se também a instalação de telas de proteção em janelas e portas e o uso de repelentes. Relacionado aos vírus, eles são (A) compostos por capsídeo e DNA, apenas. (B) parasitas intracelulares com variações entre os nucleotídeos, usando o maquinário do hospedeiro para sua reprodução. (C) envolvidos com uma camada lipídica chamada envelope, que auxilia na formação de proteínas para o vírus. (D) parasitas que, quando inseridos no hospedeiro, utilizam da produção de energia deste para se reproduzir, e quando não estão no hospedeiro, fazem fermentação. (E) compostos de DNA e RNA em seu capsídeo. 41 Por muito tempo, os biólogos consideraram apenas a existência de dois grandes reinos de seres vivos: o reino Animalia e o reino Plan- tae. Com o advento dos primeiros microscópios, novos seres vivos foram descobertos, como os protistas e, mais tarde, as bactérias. Fonte reportagem: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/ noticia/2 019/05/fosseisde-fungosde-1-bilhao-de-anos-sao- de scobertos-no-artico.html. Acesso em 03 de set. 2019. Envolvendo esses seres microscópios, assinale o que está correto. (A) As algas são consideradas integrantes do Reino Plantae, visto que elas fazem fotossíntese. (B) O reino Monera é constituído por seres procariontes, e estes conseguem um alto rendimento energético em relação aos eucariontes. (C) Bactérias possuem altas taxas de mutação, e o fenômeno de conjugação auxilia nesse processo. (D) Protozoários são parasitas obrigatórios, e causam doenças que afetam, em grande parte, populações de países pobres. (E) Os fungos são heterótrofos e possuem tecidos organizados. 42 Sabe-se que todos os seres são formados pelos mesmos compo- nentes químicos básicos. A respeito destes componentes, anali- se cada proposição. I. Os carboidratos são compostos que rapidamente podem ser metabolizados. II. Proteínas possuem ambientes ideais de funcionamento. III. O dissacarídeo mais importante na natureza é a celulose que apresenta estruturas em plantas e fungos. IV. A desnaturação proteica é provocada apenas por aqueci- mento. V. Os triglicérides auxiliam na temperatura corporal, e são esto- cados em adipócitos. As afirmações verdadeiras são (A) I, II e V. (B) I, IV e V. (C) I, II e III. (D) II e IV. (E) I e II. 43 Os açúcares são fonte de energia para as células e constituem as subunidades dos polissacarídeos. Os polissacarídeos, me- diante ligações covalentes, podem conter milhares de unidades dos açúcares mais simples, os monossacarídeos. Polissacarídeos podem exercer tanto funções energéticas como estruturais nos seres vivos. Relacionado a isso, a alternativa que indica um polissacarídeo estrutural e o grupo animal beneficiado é: (A) Glicogênio – Mamíferos. (B) Glicogênio – Artrópodes. (C) Peptidioglicano – Anelídeos. (D) Quitina – Moluscos. (E) Quitina – Artrópodes. 44 Nos estudos relacionados ao surgimentode espécies, existem classificações baseadas nas mudanças evolutivas demonstra- das em estudos científicos. A partir desses estudos, consegui- mos observar como ocorreram as diferenciações das espécies e quais espécies são mais aparentadas. Esses níveis de pa- rentesco são representados em cladogramas, que são como "mapas" da evolução. O cladograma hipotético a seguir representa um diagrama que indica relações de parentesco entre 10 espécies recentes de seres vivos. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 11 A B C D E F G H I J SANTOS, C. M. D. Os dinossauros de Henning: sobre a importância do monofiletismo para a sistemática biológica. Scientiae zudia, São Paulo, v.6 n.2, 2008. p. 179-200. (Adaptado). Observando este cladograma, assinale a alternativa correta. (A) São observados 8 possíveis grupos monofiléticos. (B) O táxon C é evolutivamente mais próximo do táxon B, em relação ao táxon A. (C) Um exemplo de grupo parafilético pode ser observado no parentesco entre os táxons G e H. (D) Os táxons I e J possuem uma proximidade evolutiva maior entre si do que os táxons F e G. (E) Um grupo monofilético que é encontrado no cladograma é a união dos táxons D, E e F. 45 Uma flor encontrada em regiões do Mediterrâneo, chamada de erva-abelha (Ophrys apifera) possui uma forma diferente de atrair seus polinizadores: imitando fêmeas de abelhas (espécie Eucera nigrilabris). Assim, os machos polinizam as flores. Sabendo disso, o mecanismo utilizado por essa planta é (A) atração interespecífica. (B) mutualismo. (C) mimetismo. (D) comensalismo. (E) parasitismo. 46 Um determinado segmento de DNA apresenta a seguinte sequência de nucleotídeos: 5’ A – T – C – G – G – C – T – A – A – T – G – C 3’ 3’ T – A – G – C – C – G – A – T – T – A – C – G 5’ Analises as proposições que apresentam os RNA mensageiros no sentido da tradução 5’ ⇒ 3’. I. G – C – A – U – U – A – G – C – C – G – A – U II. A – U – C – G – G – C – U – A – A – U – G – C III. U – A – G – C – C – G – A – U – U – A – C – G IV. C – G – U – A – A – U – C – G – G – C – U – A Desconhecendo-se o lado sense (codificante) do DNA, indique a alternativa na qual são apontados, no sentido de sua tradu- ção, os dois segmentos de RNA mensageiro possíveis de serem formados. (A) Somente as sequências indicadas em III e IV podem ser for- madas. (B) Somente as sequências indicadas em II e III podem ser for- madas. (C) Somente a sequência indicada em II pode ser formada. (D) Somente a sequência indicada em I pode ser formada. (E) Somente as sequências indicadas em I e II podem ser for- madas. 47 Paraíso Se esta rua fosse minha, eu mandava ladrilhar, não para automóveis matar gente, mas para criança brincar. Se esta mata fosse minha, eu não deixava derrubar. Se cortarem todas as árvores, onde é que os pássaros vão morar? Se este rio fosse meu, eu não deixava poluir. Joguem esgotos noutra parte, que os peixes moram aqui. Se este mundo fosse meu, Eu fazia tantas mudanças Que ele seria um paraíso De bichos, plantas e crianças. PAES, José Paulo. Poemas para brincar. Ática, 17ª ed., 2019. Considerando a intenção do autor, a maior parte dos verbos está conjugado no: (A) indicativo; expressar verdades universais. (B) imperativo; traduzir ordens ou exortações. (C) subjuntivo; indicar vontade ou desejo. (D) indicativo; relacionar ações habituais. (E) subjuntivo; sugerir condições hipotéticas. 48 ALGUÉM NA CLASSE DESCONHECE A PALAVFA “MEDO”? EU DESCONHEÇO, PROFESSOR. ENTÃO AGUARDE LÁ FORA PELO PRÓXIMOS 25 MINUTOS. O RESTO DA TURMA PERMANEÇA. LAERTE. Piratas do Tietê. Jornal Folha de S. Paulo, 19 de setembro de 2021. Disponível em: A palavra "desconheço" tem prefixo com mesmo significado em: (A) percorrer. (B) afônico. (C) desinfeliz. (D) predisposição. (E) ultrapassar. Leia o texto a seguir para responder às questões 49 a 51. O legado de Tóquio A saúde mental, o bem estar emocional, a visão dos atletas tor- nam-se também um valor E sem que esperássemos por isso eis que a saúde mental se tor- nou a principal notícia dessa Olimpíada. Quando Simone Biles, a ginasta americana mais bem-sucedida de todos os tempos, dis- se achar “que a saúde mental é mais importante nos esportes nesse momento” e anunciou que abandonaria a competição em função de seu estado emocional, deflagrou uma enxurrada de manchetes, análises, opiniões e, como não poderia deixar de ser, críticas. “Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos.” O tamanho desse gesto só a história será capaz de demonstrar, mas acredito que ele retrospectivamente será visto como o mar- co de um movimento que, se já vinha crescendo na sociedade, M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 12 ganhou novo alcance após essa Olimpíada. Até então uma das cenas mais emblemáticas dos Jogos era a de Gabriela Ander- sen- Schiess, que em 1984 correu a primeira maratona feminina. Ela sofreu desidratação, teve cãibras, desequilíbrio e confusão mental, terminando a prova com grande sacrifício. As cenas dela cambaleante, se arrastando até a linha, tornaram-se símbolo da persistência e esforço, no qual a preservação da integridade fí- sica e mental não poderiam ser empecilho para se conquistar o objetivo. Bem a cara dos anos 1980. O cenário agora parece diferente. “Eu não queria ir lá, fazer algo estúpido e me machucar”, disse Biles, ao se referir a um fenô- meno muito comum entre ginastas, conhecido como twisties, a perda de referência do próprio corpo em meio às manobras, colocando em risco não apenas a precisão do movimento, mas a integridade física do atleta. Em vez do sacrifício da saúde em função dos resultados, o sacrifício dos resultados em função da saúde. Bem a cara dos millenials. São sinais dos tempos. Se os Jogos concentram e ampliam o es- pírito de seu tempo, essas situações contrastantes exemplificam como poucas o ethos de cada uma de suas épocas. E, sincera- mente, não estamos necessariamente progredindo dos valores errados para os corretos. Mas também não creio que estejamos involuindo moralmente. Estamos, isso sim, ampliando nossa li- berdade de ação. Num ambiente que valoriza o resultado acima de tudo, inclusive da saúde, a atitude de Biles seria simplesmente impensável. Não é só que lhe faltaria coragem para tanto, é mais profundo: lhe faltaria repertório. Ela sequer vislumbraria a desis- tência como uma opção. Agora é diferente. E para mim esse é o grande legado de Tóquio-2020: abrir nova possibilidade. Não é que o sacrifício em busca de objetivos deixa- rá de ter valor. Claro que a persistência, o esforço, a ampliação dos limites continuarão a ser meritórios. Mas já não são a única recompensa. A saúde mental, o bem estar emocional, a visão dos atletas - e por extensão, dos trabalhadores,funcionários, exe- cutivos - como seres humanos, não como máquinas, tornam-se também um valor. Ampliam-se as possibilidades de caminhos. Quer se sacrificar? Tudo bem. Não quer? Tudo bem, também. Muitos da minha geração (X) gritarão que é “mimimi” (esque- cendo-se que nós, geração X, fomos os primeiros a ser alcunha- dos “me generation”). Dirão que essa postura não levará a lugar nenhum no mundo real, no mercado de trabalho e assim por diante. Não concordo, mas entendo. Afinal, por trás de um adul- to dizendo que os jovens de hoje não estão preparados para o mundo que nós chefiamos, eu vejo um adulto morrendo de medo de não estar preparado para o mundo que esses jovens virão a chefiar. BARROS, Daniel de. O legado de Tóquio. Jornal O Estado de S. Paulo, Esportes, 03 de agosto de 2021. Disponível em: https://esportes.estadao.com.br. 49 O autor cita as Olimpíadas e Simone Biles para (A) comentar sobre a qualidade do esporte entre gerações. (B) exaltar a sua geração em detrimento das mais novas. (C) falar sobre a atitude dos millenials no mercado de trabalho. (D) mostrar que Simone Biles nunca será esquecida por ter de- sistido de competir. (E) falar sobre as mudanças entre gerações quanto à saúde mental. 50 O posicionamento do autor em relação à sua geração fica claro em: (A) "Quer se sacrificar? Tudo bem. Não quer? Tudo bem, tam- bém." (B) "Muitos da minha geração (X) gritarão que é “mimimi” (es- quecendo-se que nós, geração X, fomos os primeiros a ser alcunhados “me generation”)." (C) "Bem a cara dos anos 1980." (D) "Não concordo, mas entendo." (E) "(...) eu vejo um adulto morrendo de medo de não estar pre- parado para o mundo que esses jovens virão a chefiar." 51 Por que o presente do indicativo é usado no seguinte trecho "Se os Jogos concentram e ampliam o espírito de seu tempo (...)"? (A) Indica que é uma opinião frequente. (B) Indica uma informação que será realizada com certeza no futuro. (C) Aponta uma verdade imutável, de grande aceitação. (D) Indica ação simultânea ao momento da fala. (E) Aproxima um fato passado ao momento presente do leitor. 52 QUAL PRATO IMPRESSIONA MAIS NUMA FOTO PRO INSTAGRAM? GALHARDO, Caco. Daiquiri. Folha de S. Paulo, Ilustrada, 14 de julho de 2021. Disponível em: https://guia.folha.uol.com.br. Caco Galhardo faz uma crítica: (A) à dependência constante da tecnologia para qualquer ativi- dade cotidiana. (B) ao menu dos restaurantes que não se adaptaram ao seu pú- blico. (C) ao uso frequente das redes sociais. (D) ao desenvolvimento tecnológico. (E) às escolhas pessoais baseadas na aceitação nas redes sociais. 53 PIGNATARI, Décio. beba coca cola. 1957. Disponível em: . O poema tem como principal função da linguagem: (A) função emotiva. (B) função conativa. (C) função denotativa. (D) função fática. (E) função poética. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 13 54 Assinale a alternativa que contém versos com função emotiva: (A) "Eduardo e Mônica trocaram telefone Depois telefonaram e decidiram se encontrar O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver um filme do Godard" LEGIÃO URBANA. Eduardo e Mônica. Dois, 1986. (B) "Alô alô Marciano Aqui quem fala é da Terra" ELIS REGINA. Alô alô Marciano. WEA, Saudade do Brasil, 1980. (C) "Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue" CHICO BUARQUE; MILTON NASCIMENTO. Cálice. Chico Buarque, 1978. (D) "Eis aqui este sambinha feito numa nota só Outras notas vao entrar Mas a base é uma só" ELIS REGINA; TOM JOBIM. Samba de uma nota só. Elis & Tom, 1974. (E) "Eu não gosto do bom gosto Eu não gosto de bom senso Eu não gosto dos bons modos Não gosto" ADRIANA CALCANHOTTO. Senhas. Columbia, Senhas, 1992. Leia o texto a seguir para responder às questões 55 e 56. La garantía soy yo Como lidar com dados bons demais para serem verdade? (...) Por incrível que pareça, a recusa em disponibilizar dados origi- nais de um estudo é uma realidade comum na ciência acadêmi- ca. Na impossibilidade de acesso a eles, a crença nas afirmativas de um artigo quase sempre se baseia na palavra dos autores. As palavras podem parecer de ninguém, mas como dizia um comer- cial viral de algumas décadas atrás, “la garantía soy yo”. O que faz com que a reputação de quem fala conte, e muito, pra decidir no que acreditar. Com isso, o debate acaba migrando para o jornalismo investi- gativo – ou para as redes sociais, onde virulentos argumentos "ad hominem" de ambos os lados tentam resolver uma questão insolúvel atacando as reputações de autores e críticos. E como em qualquer tema, cada grupo acabará encontrando a verdade que lhe convém, levando à polarização entre médicos e leigos. O primeiro passo para a solução do problema é óbvio – os dados anonimizados de um estudo devem estar ao alcance de qualquer um que queira analisá-los. Ainda que estes dados sejam normal- mente requisitados por agências reguladoras, e que boa parte dos artigos alegue que eles podem ser obtidos, eles raramente estão disponíveis de fato. Mesmo com dados abertos, porém, fraudes mais bem feitas do que o tosco copy-paste do artigo egípcio podem ser difíceis de de- tectar. Com isso, é preciso evoluir para sistemas de auditoria que permitam checar se o que está escrito em um artigo reflete a reali- dade. Num mundo em que milhões de votos secretos são contados em horas, não deveria ser difícil verificar se pessoas que tomaram um medicamento num estudo estão vivas ou mortas. Estranhamente, porém, essa não parece ser uma prioridade na academia, que se satisfaz com um sistema baseado na confiança que acaba por semear a discórdia. Ambas as alternativas são inadmissíveis e atestam o fracasso da ciência acadêmica em exercer o grau mais básico de controle de qualidade – o de saber se um dado publicado é verdadeiro. Algo que deveria ser um direito de qualquer um, sem a necessidade de senhas, investigações ou súplicas aos autores. AMARAL, Olavo. La garantía soy yo. Folha de S. Paulo, 2021. Disponível em: https://cienciafundamental.blogfolha. uol.com.br/2021/07/30/lagarantia-soy-yo/? 55 Segundo o jornalista, a recusa em disponibilizar dados originais de pesquisas no mundo acadêmico: (A) torna o perfil de quem fala os dados muito relevante para o convencimento dos outros. (B) torna o jornalismo investigativo, que traz dados incontestá- veis, fonte principal de informação. (C) se dá por conta desses dados não existirem na realidade. (D) ocorre por conta da falta de um sistema de auditoria. (E) acontece para que a ciência consiga manter a qualidade de seu trabalho. 56 O autor acredita que: (A) o jornalismo investigativo leva a uma menor polarização en- tre as pessoas. (B) fraudes ocorreriam facilmente mesmo com dados abertos. (C) é direito dos pesquisadores não divulgar a fonte de seus da- dos. (D) agências reguladoras disponibilizam dados incompletos para pesquisas científicas. (E) qualquer um tem a possibilidade de analisar dados. 57 Observe a xilogravura a seguir: REGENSBURG, Caspar Von. O poder das mulheres sobre o coração dos homens. Berlim, Xilogravura, 1479. A xilogravura de Caspar Von Regensburg comporta uma curiosa representação visual dos sofrimentos amorosos que as mulhe- res causam nos corações de homens apaixonados. Tal represen- tação dialoga com (A) a poesia palaciana da segunda época medieval. (B) as novelas de cavalaria do ciclo arturiano. (C) a lírica trovadoresca da primeira épocamedieval. (D) a poesia provençal fundada em território português. (E) o drama satírico-amoroso da primeira época medieval. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 14 58 Leia o texto a seguir: Em seu conjunto, o mundo da grande literatura da época clássica é projetado no passado, no longínquo plano da memória, não dentro de um passado real e relativo, que está ligado ao presente por constantes transições temporais, mas no passado dos valo- res dos começos e dos fastígios. Este passado está distanciado, acabado e fechado como um círculo. (...) O homem dos grandes gêneros distanciados é o homem de um passado absoluto e de uma representação longínqua. Como tal, ele é inteiramente perfeito e terminado. Ele é concluído num alto nível heroico, mas está desesperadoramente pronto, ele está todo ali, do começo ao fim, ele coincide consigo próprio e é igual a si mesmo. Mikhail Bakhtin. Questões de literatura e estética. São Paulo: Editora UNESP, 1998. No texto acima, o pesquisador Mikhail Bakhtin apresenta dados que correspondem a um modelo de experiência literária da An- tiguidade Clássica, cujo modelo textual primordial é (A) a tragédia de abordagem dramática. (B) a poesia lírica. (C) a fábula grega (D) a epopeia. (E) o romance histórico. 59 Texto I Habituados a opor o humanismo à Idade Média, supomos mui- tas vezes que a adesão ao novo sistema implicou o repúdio do outro. O classicismo não apareceu por súbita revelação; cresceu entre a vegetação luxuriante do pensamento medieval. Os mo- dos característicos do pensamento da Idade Média persistem por muito tempo durante o Renascimento. (Johan Huizinga. O declínio da Idade Média, 1978. Adaptado.) Texto II Esparsa a um fidalgo, na Índia, que lhe tardava com uma camisa galante, que lhe prometera Quem no mundo quiser ser havido por singular, para mais se engrandecer há-de trazer sempre o dar nas ancas do prometer. E já que vossa mercê largueza tem por divisa, como todo mundo vê, há mister que tanto dê que venha [a] dar a camisa. (Luiz Vaz de Camões, Lírica. São Paulo: Edusp, 1982.) O fragmento de texto apresentado (texto I) – do medievalista Johan Huizinga – discute a transição da experiência medieval para o Renascimento, ressaltando que certos elementos do pe- ríodo mais antigo são preservados na experiência estética pos- terior. No poema de Camões (texto II) – autor tradicionalmente vinculado ao Classicismo –, percebemos a manutenção de carac- terísticas da lírica medieval pelo fato de ele apresentar (A) uma temática de linha sentimental, que remete às cantigas de modalidade lírica. (B) uma estrutura de versificação em redondilhas menores, co- mum no Humanismo. (C) um sistema de rimas paralelísticas, organizadas em um siste- ma ABABACDCDC. (D) uma abordagem temática e crítica, que remete às cantigas trovadorescas de escárnio. (E) uma temática social organizada em versos decassílabos, tal qual a poesia palaciana. 60 A Jesus Cristo Nosso Senhor Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado, Da vossa alta clemência me despido; Antes, quanto mais tenho delinquido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida já cobrada, Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na Sacra História: Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória. (Poemas escolhidos, 2010). Embora o poema de Gregório de Matos apresente uma temá- tica que é, por excelência, religiosa, encontramos também um elemento satírico relevante, que orienta o poema. Tal elemento satírico surge quando o eu lírico: (A) confessa seu pecado e ressalta que permanece empenhado em sua fé. (B) afirma ter delinquido mesmo considerando-se alguém muito religioso. (C) diz que Deus pode, quando bem entender, manipular a ira e o perdão. (D) compara a si próprio com a ovelha desgarrada que aparece nos textos bíblicos. (E) realiza a supressão da superioridade divina, colocando-a como dependente. Leia o poema a seguir do livro Alguma poesia para responder às questões 61 e 62. No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra Nunca me esquecerei desse acontecimento Na vida de minhas retinas tão fatigadas Nunca me esquecerei que no meio do caminho Tinha uma pedra Tinha uma pedra no meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra. (Alguma poesia) M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 15 61 Na fortuna crítica de Drummond, muitos estudiosos compre- endem a “pedra” do poema “No meio do caminho” como uma metáfora de um obstáculo. A partir da organização estrutural do poema e do sentido que extraímos de seus versos, é possível afirmar que a referida pedra indicaria: (A) os entraves que surgiriam pontualmente na vida de algum indivíduo. (B) determinada teimosia de um eu lírico que está em desacordo com o mundo. (C) as lembranças positivas que sempre vêm martelar a mente do eu lírico. (D) tropeços que ocorrem por toda a vida e se materializam na memória. (E) o desejo constante de esquecer os problemas pelos quais se passou em vida. 62 O poema apresentado se sustenta em um sistema de reiteração de informações. Para isso, Carlos Drummond de Andrade se vale de um recurso de estilo conhecido como: (A) metáfora, que deixa sugestões frequentes a respeito da rea- parição das informações. (B) metonímia, em que a pedra indica parte de uma experiência maior e repetitiva. (C) eufemismo, que camufla os problemas da vida por trás de dados que sempre ressurgem. (D) pleonasmo, que insiste em reproduzir informações que já ha- viam sido apresentadas. (E) quiasmo, que recoloca as informações em pontos diferentes do verso e da vida. 63 Leia o trecho do romance Quincas Borba, de Machado de As- sis, para responder à questão. − Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tri- bos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não che- gam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos,aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajo- so, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas. (Quincas Borba) Na obra Quincas Borba, a personagem que dá nome ao livro é apresentada como um filósofo cujas teorias parecem ter uma base de sustentação repleta de equívocos. Essa informação se confirma no trecho apresentado, pois nele vemos que Quincas ilustra sua argumentação por meio de: (A) uma recordação pessoal (B) um relato histórico. (C) uma hipótese. (D) um experimento empírico. (E) um sonho. 64 “Os processos tectônicos modificam a morfologia e a composi- ção da superfície terrestre, interferindo física e quimicamente na atmosfera. Em termos físicos, a dinâmica das placas participa decisivamente na formação de grandes cadeias de montanhas que, por sua vez, determinam a distribuição das precipitações orográficas”. (FAUSTINONI, Jackeline Monteiro. Movimentos da crosta e relações entre Tectônica e dinâmica atmosférica. In: TERRAE DIDÁTICA 11-3,2015. Disponível em: . Acesso em: 17 de set./2018). As imagens abaixo representam o movimento das placas tectônicas. PLACA MANTO PLACA MANTO PLACA MANTO Fonte: https://blogdodanilodegeografia Os movimentos de placas ilustrados acima são, respectivamente, (A) transformante, divergente, convergente. (B) convergente, transformante, divergente. (C) divergente, convergente, transformante. (D) divergente, transformante, convergente. (E) transformante, convergente, divergente. 65 Suponha, para simplificar, que a Terra é perfeitamente esférica e que a linha do Equador mede 40.000 km. O trajeto que sai do Polo Norte, segue até a linha do Equador pelo meridiano de Greenwich, depois se desloca ao longo da li- nha do Equador até o meridiano 45°L e, então, retorna ao Polo Norte por esse meridiano, tem comprimento total de (A) 25.000 km. (B) 20.000 km. (C) 15.000 km. (D) 30.000 km. (E) 35.000 km. 66 Observe a sequência de imagens abaixo. Disponível em: <https://www.openstreetmap. org/#map=11/-29.9912/-51.1544>. Acesso em: 13 set. 2018. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 16 Considerando a sequência das imagens acima, de A a D, pode-se dizer que (A) a escala das imagens diminui, pois mais detalhes podem ser vistos na sequência. (B) a escala aumenta na sequência das imagens, uma vez que há, na imagem D, uma área maior. (C) os detalhes das imagens diminuem na sequência de A a D, e aumenta a área representada. (D) o detalhamento da imagem A é maior, portanto sua escala é menor que a das imagens posteriores. (E) a escala pouco muda, pois há a mesma área representada de A a D. 67 Além dos fatores climáticos estáticos (latitude e altitude), deve- se destacar também a atuação dos fatores dinâmicos sobre os climas encontrados no território brasileiro: as massas de ar. Elas são grandes extensões de ar que apresentam características de temperatura, pressão e umidade das regiões onde se formam. Por exemplo, as massas que começam a se movimentar da linha equatorial são quentes, uma vez que essa é a região que recebe a mais forte insolação no planeta. As massas que adquirem mo- vimento vindas dos polos são frias, em função do pouco aqueci- mento daquela parcela do planeta. Cinco grandes massas de ar agem frequentemente no Brasil. TAMDJIAN, James e MENDES, Ivan. Geografia – Estudos para a compreensão do espaço. São Paulo: FTD, 2011, p. 64. A respeito das massas de ar que atuam no território brasileiro, analise as afirmativas a seguir. I. A Massa Equatorial Continental (mEc) origina-se na Amazô- nia Oriental. Ela atua apenas nos meses de verão, ou seja, de dezembro a março. II. A Massa Tropical Atlântica (mTa) é mais sentida ao longo do litoral das regiões Norte e Nordeste, pois é formada pelos ventos alísios que sopram das zonas de altas pressões sub- tropicais do Hemisfério Norte. III. A Massa Tropical Continental (mTc), quente e seca, atua prin- cipalmente no Centro-Sul do Brasil, influenciando a tempera- tura e umidade relativa do ar dessa região. É correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) II, apenas. (D) I e II, apenas. (E) II e III, apenas. 68 Os fragmentos textuais a seguir apresentam informações sobre fenômenos climáticos contrastantes, que ocorrem num mesmo período, em diferentes regiões do Brasil. No Amazonas, mais de 80 mil famílias sofrem com a cheia dos rios, 50 municípios permanecem em situação de emergência, in- cluindo a capital, e outros 3 continuam em estado de calamida- de. Em Manaus, o Rio Negro continua subindo, mas apenas um centímetro por dia. Ontem, a cota foi de 29,97 metros. Disponível em: http://www.dgabc.com.br/ News/5960490/. Acesso em: 04 jun. 2012. Um total de 800 municípios do Nordeste se encontra em situação de emergência devido à seca, depois de o Governo declarar, nes- ta sexta-feira, que 25 novas cidades do estado da Paraíba estão nessa circunstância. Disponível em: https://noticias.r7.com/ internacional. Acesso em: 4 jun. 2012. Entre outros fatores, a ocorrência dos fenômenos climáticos está associada (A) à atuação da massa Equatorial Continental na Amazônia e à perda de umidade das massas de ar que circulam sobre o Sertão do Nordeste. (B) à predominância do relevo de planície no Sertão do Nordeste e à localização em zona de alta latitude na Amazônia. (C) à posição do Sertão do Nordeste como uma área de conver- gência de massas de ar e à atuação da massa Tropical Atlân- tica na Amazônia. (D) à posição do Sertão do Nordeste como área de dispersão de massas de ar e à localização da Amazônia em zona de baixa latitude. (E) à atuação da massa Polar Atlântica que ao adentrar no país é responsável pela queda de temperatura e consequente per- da de umidade das regiões onde atua. 69 As placas litosféricas podem ser de natureza oceânica ou com- postas por porções da crosta continental e da crosta oceânica. Analise as afirmações abaixo e assinale com V as verdadeiras e, com F, as falsas. ( ) As características das crostas continental e oceânica são bas- tante distintas quanto a suas composições química, litológi- ca, morfológica e dinâmica. ( ) Os limites divergentes dessas placas são marcados por proces- sos de intenso magmatismo. Nesses limites podem ocorrer fos- sas e províncias vulcânicas, como ocorrem na placa Pacífica. ( ) A crosta oceânica tem composição litológica mais homogênea do que a continental, sendo formada por rochas ígneas bási- cas que podem estar cobertas por camadas sedimentares. ( ) Quando placas oceânicas colidem, a mais antiga, mais densa, mais fria e mais espessa mergulha sob a outra em direção ao manto, carregando os sedimentos acumulados sobre ela. A sequência correta, de cima para baixo, é: (A) F, V, V, F. (B) V, F, V, V. (C) F, V, F, F. (D) V, F, F, V. (E) V, V, F, F. 70 O acordo entre o Mercosul e a União Europeia está sendo discu- tido há cerca de 20 anos e prevê, entre outros elementos, a redu- ção progressiva das tarifas de exportação entre os blocos. O Brasil, que é um grande exportador de produtos de origem agrícola para o mercado europeu, teria redução tarifária para a exportação de produtos como carnes, açúcar e etanol, dentreoutros. Para a ratificação do acordo, o parlamento europeu aprovou uma resolução que manifesta a importância do compromisso dos paí- ses do Mercosul com a implementação do Acordo de Paris. A relutância em ratificar o acordo entre Mercosul e União Euro- peia, por parte de alguns países da UE em 2020, deveu-se, entre outros fatores, (A) às declarações que cogitaram a retirada do Brasil da OMC meses antes da aprovação da resolução. (B) à desigual condição climática para produção de vinhos nos dois continentes. (C) à difusão de SAFs, criados com o propósito de produção para consumo humano no Cone Sul. (D) às políticas de incentivo à agricultura familiar na América La- tina e especialmente ao PRONAF no Brasil. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 17 (E) aos graves problemas ambientais no Brasil, tais como desma- tamento e queimadas. Note e adote: OMC: Organização Mundial do Comércio PRONAF: Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar SAFs: Sistemas Agroflorestais UE: União Europeia 71 Analise o climograma. 35 30 °C 25 20 15 10 5 0 03 04 05 06 07 08 12 0 40 80 200 mm 280 240 120 160 (h�ps://pt.climate-data.org.) 1110090201 Este climograma pode ser associado à vegetação apresentada em: (A) (B) (C) (D) (E) 72 Leia com Atenção: São áreas onde o processo de erosão predomina sobre o de acu- mulação de sedimentos. Ao contrário do que sugere o nome, apresentam superfícies irregulares formadas por serras, morros e chapadas. Por definição, situam-se em cotas altimétricas supe- riores a 300 m. [...] Se distinguem entre si pelas estruturas geo- lógicas que os sustentam, [...] em escudos cristalinos e em bacias sedimentares. (MAGNOLLI e ARAÚJO: 2005). Essa afirmativa se refere corretamente à: (A) Planície. (B) Talude. (C) Planaltos. (D) Depressão. (E) Glaciação. 73 As estruturas geológicas e as formas de relevo influenciam as atividades humanas, sejam nas áreas rurais como nas urbanas. Sobre esse tema, analise as afirmações a seguir. I. O conhecimento das características do relevo é fundamental para o planejamento das atividades humanas, com destaque para os locais adequados à construção de moradias, formas de uso e ocupação do solo, traçado de rodovias, dentre outras. ll. O relevo é resultante da ação conjunta de agentes internos ou endógenos, impulsionados por forças tectônicas e agen- tes externos ou exógenos, também chamados de modelado- res do relevo. lll. O intemperismo é uma fase dos agentes externos que pro- voca a desagregação (intemperismo químico) e a decompo- sição (intemperismo físico), sendo que na segunda o fator principal é a variação da temperatura. lV. Em relação à estrutura geológica, o Brasil não dispõe dos dobramentos modernos, mas apresenta as bacias sedimen- tares que cobrem a maior parte da superfície do país e os escudos ou maciços antigos. Todas as alternativas corretas estão em: (A) I – II – IV (B) I – II – III (C) II – IV (D) III – IV (E) II – III 74 A colonização, apesar de toda violência e disrupção, não excluiu processos de reconstrução e recriação cultural conduzidos pelos povos indígenas. É um erro comum crer que a história da con- quista representa, para os índios, uma sucessão linear de perdas em vidas, terras e distintividade cultural. A cultura xinguana – que aparecerá para a nação brasileira nos anos 1940 como sím- bolo de uma tradição estática, original e intocada – é, ao inverso, o resultado de uma história de contatos e mudanças, que tem início no século X d.C. e continua até hoje. Carlos Fausto. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. Com base no trecho acima, é correto afirmar que (A) a violência do processo colonizador europeu se restringiu à esfera militar, não atingindo o âmbito cultural, dada a sobre- vivência das culturas dos povos autóctones americanos. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 18 (B) dentre as várias formas de resistência dos povos indígenas, destaca-se a resistência ao processo de aculturação promovi- do pelos europeus, que possibilitou a sobrevivência das cultu- ras indígenas, mesmo com alterações, como a xinguana. (C) os contatos com os povos de cultura xinguana só foram es- tabelecidos nos anos 1940, no contexto da "Marcha para o Oeste", promovida pelo Estado Novo varguista. (D) o surgimento da cultura xinguana está associada à interação entre os indígenas e os portugueses durante o período colo- nial, de modo que seu processo de formação se iniciou e se concluiu durante esse período. (E) não há relação direta entre, de um lado, o processo coloni- zador europeu e, de outro, a mortalidade indígena e a perda de sua identidade cultural. 75 Comparando os regimes de trabalho adotados e as atividades econômicas desenvolvidas nos territórios da América Portugue- sa e da América Espanhola entre os séculos XVI e XVIII, é possível afirmar que: (A) nos territórios portugueses, predominou a produção açuca- reira com mão de obra africana escravizada, já nos territó- rios espanhóis predominou a produção agrícola em pequena propriedade com mão de obra assalariada. (B) tendo em vista a escravização das populações indígenas, não houve escravidão de africanos na América Espanhola. (C) em todo o continente predominou a mão de obra africana escravizada, empregada sobretudo na produção açucareira na América Portuguesa e sobretudo na exploração das minas de metais preciosos na América Espanhola. (D) a exploração da escravidão africana foi fundamental para o desenvolvimento de várias atividades econômicas na Améri- ca Portuguesa, como a exploração do pau-brasil, a produção açucareira, a pecuária e a mineração. (E) a produção açucareira na América Portuguesa utilizava mão de obra africana escravizada, distinguindo-se da exploração das mi- nas de metais preciosos na América Espanhola que se baseava na exploração do trabalho compulsório dos indígenas. 76 É assim extremamente simples a estrutura social da colônia no primeiro século e meio de colonização. Reduz-se em suma a duas classes: de um lado os proprietários rurais, a classe abastada dos senhores de engenho e fazenda; doutro, a massa da população espúria dos trabalhadores do campo, escravos e semilivres. Da simplicidade da infraestrutura econômica – a terra, única força produtiva, absorvida pela grande exploração agrícola – deriva a da estrutura social: a reduzida classe de proprietários e a gran- de massa, explorada e oprimida. Há naturalmente no seio desta massa gradações, que assinalamos. Mas, elas não são contudo bastante profundas para se caracterizarem em situações radical- mente distintas. Caio Prado Jr., Evolução política do Brasil. 20ª ed. São Paulo: Brasiliense, p.28-29, 1993 [1942]. De acordo com o autor do trecho, é possível afirmar que, duran- te o período colonial, (A) os grandes proprietáriosestavam excluídos da vida política, apesar de constituírem a classe econômica dominante. (B) a organização da sociedade em duas classes refletia a estru- tura econômica, baseada na grande propriedade agrícola. (C) havia a possibilidade de ascensão social, exemplificada pela ascensão de trabalhadores livres que se tornavam grandes proprietários rurais e pela manumissão dos escravizados. (D) apesar de dividida em duas classes, a sociedade colonial era complexa e diversificada. (E) a relação entre as duas classes da sociedade colonial era marcada pela cooperação, de modo que as riquezas produzi- das eram distribuídas entre os membros da sociedade. 77 Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos os reinos e províncias da Europa, o tabaco o tem feito muito afamado em todas as quatro partes do mundo, em as quais hoje tanto se de- seja e com tantas diligências e por qualquer via se procura. Há pouco mais de cem anos que esta folha se começou a plantar e beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma folha antes despre- zada e quase desconhecida tem dado e dá atualmente grandes cabedais aos moradores do Brasil e incríveis emolumentos aos Erários dos príncipes. André João Antonil. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado. O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711, revela (A) que a Coroa portuguesa era a única que lucrava com o cultivo do tabaco, situação semelhante ao que ocorria com outras atividades econômicas coloniais. (B) a importância do ciclo econômico do tabaco, um ciclo inter- mediário entre o ciclo do açúcar e o ciclo do ouro. (C) que a economia colonial foi marcada pela simultaneidade de produtos, cuja lucratividade se relacionava com sua inserção em mercados internacionais. (D) a inserção do tabaco em diferentes mercados, o que resul- tava em uma lucratividade superior àquela produzida pela produção açucareira. (E) que todas as atividades econômicas desenvolvidas no ter- ritório colonial tinham como objetivo o abastecimento do mercado externo. 78 Sobre as invasões holandesas aos territórios portugueses e seus objetivos, assinale a alternativa correta. (A) Os holandeses tinham por objetivo se apropriar do complexo açucareiro escravista português do Atlântico Sul e, por isso, invadiram regiões produtoras de açúcar na América e regiões fornecedoras de escravizados na África. (B) Buscando enfraquecer a Espanha, os holandeses focaram seus esforços na ocupação de portos e fortes estratégicos na América Portuguesa, de onde lançavam ataques contra as frotas espanholas que carregavam a prata americana. (C) Com a ocupação do Recôncavo Baiano e capitanias anexas, territórios que passaram a ser administrados pela Compa- nhia das Índias Ocidentais, os holandeses alcançaram seu objetivo de controlar a produção açucareira da América Por- tuguesa. (D) As invasões holandesas no Rio de Janeiro e no Maranhão fo- ram consequência dos conflitos religiosos que eclodiram nos Países Baixos no contexto da Reforma Protestante e tinham como objetivo a formação de núcleos de povoamento para a crescente população protestante. (E) Tendo em vista a União Ibérica e a Guerra dos Oitenta Anos, as invasões holandesas aos territórios portugueses eram apenas uma distração, buscando desviar recursos militares do continente europeu e facilitar a invasão holandesa do ter- ritório metropolitano espanhol. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 19 79 Não era e não podia o pequeno reino lusitano ser uma potência colonizadora à feição da antiga Grécia. O surto marítimo que en- che sua história do século XV não resultara do extravasamento de nenhum excesso de população, mas fora apenas provocado por uma burguesia comercial sedenta de lucros, e que não en- contrava no reduzido território pátrio satisfação à sua desmedi- da ambição. A ascensão do fundador da Casa de Avis ao trono português trouxe esta burguesia para um primeiro plano. Fora ela quem, para se livrar da ameaça castelhana e do poder da nobreza, representado pela Rainha Leonor Teles, cingira o Mes- tre de Avis com a coroa lusitana. Era ela, portanto, quem devia merecer do novo rei o melhor das suas atenções. Esgotadas as possibilidades do reino com as pródigas dádivas reais, restou apenas o recurso da expansão externa para contentar os insaci- áveis companheiros de D. João I. Caio Prado Júnior, Evolução política do Brasil. Adaptado. A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre a coloni- zação grega no Mediterrâneo durante a Idade Antiga e a coloni- zação portuguesa na América durante a Idade Moderna. (A) São semelhantes, pois ambos os processos colonizadores fo- ram resultado do crescimento populacional e da necessida- de de dar vazão ao excedente populacional. (B) São diferentes, pois a colonização grega foi resultado do crescimento populacional e da necessidade de dar vazão ao excedente populacional, enquanto a colonização portuguesa foi movida pelo desejo de expansão das redes comerciais e do aumento dos lucros dos comerciantes. (C) São semelhantes, pois ambos os processos colonizadores ti- nham como objetivo promover a expansão das redes comer- ciais e o aumento dos lucros dos comerciantes. (D) São diferentes, pois a colonização grega está vinculada à ex- pansão do modo de produção asiático, enquanto a coloni- zação portuguesa está vinculada à expansão do capitalismo comercial. (E) São semelhantes, pois ambos os processos colonizadores fo- ram empreendidos por Estados nacionais centralizados. 80 Ao primeiro brilho da alvorada chegou do horizonte uma nuvem negra, que era conduzida [pelo] senhor da tempestade (...). Sur- giram então os deuses do abismo; Nergal destruiu as barragens que represavam as águas do inferno; Ninurta, o deus da guerra, pôs abaixo os diques (...). Por seis dias e seis noites os ventos so- praram; enxurradas, inundações e torrentes assolaram o mundo; a tempestade e o dilúvio explodiam em fúria como dois exércitos em guerra. Na alvorada do sétimo dia o temporal (...) amainou (...) o dilúvio serenou (...) toda a humanidade havia virado argila (...). Na montanha de Nisir o barco ficou preso (...). Na alvorada do sétimo dia eu soltei uma pomba e deixei que se fosse. Ela voou para longe, mas, não encontrando um lugar para pousar, retor- nou. Então soltei um corvo. A ave viu que as águas haviam abai- xado; ela comeu, (...) grasnou e não mais voltou para o barco. Eu então abri todas as portas e janelas, expondo a nave aos quatro ventos. Preparei um sacrifício e derramei vinho sobre o topo da montanha em oferenda aos deuses (...). A Epopeia de Gilgamesh, São Paulo: Martins Fontes, 2001. O trecho acima faz parte de um poema épico mesopotâmico do século VII a.C. que compilou lendas e mitos da Mesopotâmica. A partir do texto e de seus conhecimentos, é possível dizer que uma das características da sociedade que produziu tal obra era (A) o pacifismo, caracterizado pela convivência pacífica com os povos vizinhos e o respeito às diferenças culturais e às dife- renças de organização política. (B) a organização política democrática, pois todos os cidadãos poderiam participar da tomada das decisões políticas. (C) o federalismo, dado que havia uma divisão de competência entre o governo central e as diversas províncias. (D) o monoteísmo, já que essa sociedade foi responsávelpelo surgimento da religião judaica. (E) o desenvolvimento agrícola, tendo em vista que a principal atividade econômica desenvolvida era a agricultura. 81 O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano inte- lectual como no domínio das instituições, só no fim alcançará todas as suas consequências; a pólis conhecerá etapas múltiplas e formas variadas. Entretanto, desde seu advento, que se pode situar entre os séculos VIII e VII a.C., marca um começo, uma verdadeira invenção; por ela, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade será plena- mente sentida pelos gregos. Jean-Pierre Vernant. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 1981. Adaptado. A partir do texto e de seus conhecimentos, assinale a alternativa que apresenta corretamente o momento e o contexto de forma- ção das pólis na Grécia Antiga. (A) As pólis surgiram durante o Período Homérico, como conse- quência da migração dos povos indo-europeus e do colapso da civilização creto-micênica. (B) As pólis surgiram durante o Período Arcaico e eram carac- terizadas pela organização patriarcal em torno de unidades familiares, pela propriedade comunitária dos bens e pela prática da agricultura de subsistência. (C) As pólis surgiram durante o Período Arcaico, como consequ- ência da dissolução das comunidades gentílicas e do proces- so de privatização das terras e dos bens. (D) As pólis surgiram durante o Período Clássico, resultando na formação de comunidades com distintas formas de organiza- ção política e social. (E) As pólis surgiram durante o Período Helenístico, após a vi- tória dos gregos sobre os exércitos do Reino da Macedônia, liderados por Filipe II. 82 Num processo em que era acusado e a multidão ateniense atu- ava como juiz, Demóstenes [orador político, 384-322 a.C.] jogou na cara do adversário [também um orador político] as seguintes críticas: ‘Sou melhor que Ésquines e mais bem nascido; não gos- taria de dar a impressão de insultar a pobreza, mas devo dizer que meu quinhão foi, quando criança, frequentar boas escolas e ter bastante fortuna para que a necessidade não me obrigasse a trabalhos vergonhosos. Tu, Ésquines, foi teu destino, quando criança, varrer como um escravo a sala de aula onde teu pai le- cionava’. Demóstenes ganhou triunfalmente o processo. Paul Veyne, História da Vida Privada, I, 1992. A fala de Demóstenes expressa (A) o funcionamento do regime aristocrático em Atenas, no qual os eupátridas, grandes proprietários de terra, dominavam a política, enquanto estavam excluídos os indivíduos das de- mais camadas sociais. M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 20 (B) características do regime democrático de Atenas, inspirado nos ideais de igualdade econômica, que resultou na partici- pação de todos os cidadãos nos processos decisórios. (C) que apesar da igualdade política entre os cidadãos durante o regime democrático de Atenas, as diferenças econômicas ainda eram centrais para a organização da sociedade, de modo que a independência econômica e o ócio eram atribu- tos valorizados. (D) o descontentamento dos cidadãos atenienses com as políti- cas reformistas implementadas pelos tiranos, como a refor- ma agrária e a igualdade jurídica dos cidadãos, que enfra- queceram os eupátridas. (E) uma crítica ao apagamento das diferenças econômicas pro- movida pelo princípio da isocracia que fundamentava o regi- me democrático em Atenas. 83 (Disponível em:https://pt.wikipedia.org/wiki/ Ficheiro:Laoco%C3%B6n_and_His_Sons.jpg ) A obra Laocoonte e seus filhos, cuja data de produção se situa entre os anos de 27 a.C. e 68 d.C., é um dos maiores exemplos da cultura helenística. Dentre as características dessa expressão cultural, destaca-se (A) a representação da figura humana de forma idealizada, ten- do em vista que o indivíduo era considerado a medida de todas as coisas. (B) o surgimento de novas correntes de pensamento filosóficas, como o epicurismo e o ceticismo, que tinham como preocu- pações centrais as questões relativas à ética e à política. (C) a ênfase no realismo, resultando em uma produção artística marcada pela presença da emoção, da violência, da dor e do sofrimento. (D) a simplicidade da arquitetura, tendo em vista o empobre- cimento do Império Macedônico como consequência das guerras de conquista. (E) a restrita difusão geográfica, tendo em vista que a cultura he- lenística só se manifestou nos territórios centrais do Império Macedônico. 84 Bohemian Rhapsody - Movie Info Rhapsody is a foot-stomping celebration of Queen, their music and their extraordinary lead singer Freddie Mercury, who defied stereotypes and shattered convention to become one of the most beloved entertainers on the planet. The film traces the meteoric rise of the band through their iconic songs and revolutionary sound, their near-implosion as Mercury's lifestyle spirals out of control, and their triumphant reunion on the eve of Live Aid, where Mercury, facing a lifethreatening illness, leads the band in one of the greatest performances in the history of rock music. In the process, cementing the legacy of a band that were always more like a family, and who continue to inspire outsiders, dreamers and music lovers to this day. From: https://goo.gl/XvNUgG. Accessed on 11/05/2018 Considere o começo do texto: "Rhapsody is a foot-stomping celebration of Queen". A expressão foot-stomping celebration possui o sentido de: (A) festa do pé descalço. (B) celebração barulhenta. (C) festa inesquecível. (D) celebração de bater os pés com força. (E) festa de ritmo peculiar. 85 Leia a tirinha a seguir. DO YOU THINK I HAVE A GOOD YOWLING VOICE? LOVELY! ...AND THEN I PRETENDED TO GET A PHONE CALLYOWLLL! Analisando o último quadrinho da história, depreende-se que: (A) A gata rosa fingiu atender uma ligação. (B) Garfield pretende telefonar para a gata rosa. (C) A ação da gata rosa deixou Garfield admirado. (D) Garfield desaprovou a atitude da gata rosa. (E) conversar ao vivo é melhor que telefonar. Leia o texto a seguir para responder às questões 86 a 88. Pre-Crastination: The Opposite of Procrastination David A. Rosenbaum, Edward A. Wasserman June 30, 2015 Procrastination is a well-known and serious behavioral problem involving both practical and psychological implications.“Don’t put off until tomorrow what you can do today. However, the opposite of procrastination can also be a serious problem — a tendency we call “pre-crastination.” Pre- crastination is the inclination to complete tasks quickly just for the sake of getting things done sooner rather than later. People answer emails immediately rather than carefully contemplating their replies. People pay bills as soon as they arrive, thus failing to collect interest income. Pre-crastination clearly adds to the challenge of coping with procrastination. Not only must procrastinators start sooner to begin tasks they’d rather defer, but they must also inhibit the urge to complete small, trivial tasks that bring immediate rewards just for being completed. The discovery of pre-crastination may suggest a way to counter the ills of procrastination. Break larger tasks into smaller ones. Such smaller tasks, when completed, will promote a sense of accomplishment, will bring one closer to the final goal, and, via trial-and-errorlearning, may support the discovery of even more adaptive or innovative ways of behaving. (www.scientificamerican.com. Adaptado.) M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 M AR IA F ER N AN D A C AR LE TT I 4 47 49 98 38 37 21 86 According to the text: (A) The recently discovered pre-crastination is the rescuer to the ones who pay the bills. (B) Completing smaller tasks will give people a sense of defeat. (C) Procrastination and pre-crastination has only practical implications. (D) Only procrastination is harmful for people in general. (E) Although pre-crastination can be considered a potential problem, both procrastination and pre-crastination have negative implications. 87 All the expressions below have a similar meaning to the expres- sion "coping with" of the last paragraph. Except: (A) to deal. (B) to manage. (C) to handle. (D) to address. (E) to understand. 88 Observe esse trecho do último parágrafo: "Not only must procrastinators start sooner to begin tasks they’d rather defer, but they must also inhibit the urge to complete small, trivial tasks". É possível substituir o verbo "must", sem alteração de sentido, por: (A) wouldn't. (B) ought to. (C) may. (D) will. (E) can. 89 As astronomers gaze into the depths of space, they do so with unease: They don’t know precisely what the universe is made of. Surprisingly, no one knows the stars’ exact chemical composition: how many carbon, nitrogen and oxygen atoms they have relative to hydrogen, the most common element. These numbers are crucial, because they affect how stars live and die, what types of planets form and even how readily life might arise on other worlds. Twenty years ago, astronomers expressed confidence in the numbers they had been working with. Now, not so much. The problem lies not in the far corners of the cosmos, but much closer to home. Astonishingly, scientists don’t know exactly what the sun is made of. As a result, they don’t know what the other stars are made of, either. “The sun is a fundamental yardstick,” says Martin Asplund, an astrophysicist at the Max Planck Institute for Astrophysics in Garching, Germany. “When we determine the abundance of a certain element in a star or a galaxy or a gas cloud anywhere in the universe, we use the sun as a reference point.” The sun’s location in the Milky Way also makes it a good representative of the entire galaxy. Most stars in the universe reside in giant galaxies like the Milky Way, which makes the sun a touchstone for the entire cosmos. For nearly a century, astronomers have judged stars normal or not by seeing whether their chemical compositions match the sun’s. Most stars near us do; some don’t. Scientific American. 1 July 2020. Adaptado. Segundo o texto, especialistas em astronomia acreditavam saber a exata composição química das estrelas, mas hoje tal propo- sição não se mostra verdadeira. Segundo o texto, quais são as consequências deste desconhecimento? (A) torna impossível planejar rotas para viagens espaciais. (B) faz perder-se o referencial de cálculo da quantidade de gases em outras estrelas e galáxias. (C) impossibilita o cálculo da distância entre a terra e outros pla- netas. (D) impede todo saber científico acerca do universo. (E) abre as portas para teorias conspiratórias acerca da origem do universo. 90 I knew TikTok existed, I didn’t even fully understand what it was until a few months ago. I also realized that something radical, yet largely invisible, is happening on the internet — with implications we still don’t understand. When I was growing up, I took it for granted that the people who became famous enough to be listened to by a crowd had worked hard for that accolade and generally operated with the support of an institution or an established industry. The idea that I, as a teenager in my bedroom, might suddenly communicate with 100,000 people or more, would have seemed bizarre. Today’s kids no longer see life in these hierarchical and institutional terms. Yes, their physical worlds are often constrained by parental controls, a lack of access to the outdoors and insane over-scheduling. But despite that (or, more accurately, in reaction to that), they see the internet as a constantly evolving frontier, where it is still possible for a bold and lucky pioneer to grab some land or find a voice. Please use the sharing tools found via the share button at the top or side of articles. Most voices on the internet never travel beyond a relatively small network, and much of the content that goes viral on platforms such as TikTok, YouTube or Instagram does so because of unseen institutions at work (for example, a public relations team aiming to boost a celebrity’s profile). Fame can suddenly appear — and then just as suddenly be taken away again, because the audience gets bored, the platform’s algorithms change or the cultural trend that a breakout video has tapped into goes out of fashion. For a teenager, social media can seem like a summer garden at dusk filled with fireflies: spots of lights suddenly flare up and then die down, moving in an unpredictable, capricious display. Is this a bad thing? We will not know for several years. Financial Times. 5 February 2020. Adaptado. Segundo o autor do texto, atualmente os adolescentes encon- tram refúgio nas redes sociais por: (A) sentirem que é um lugar prazeroso e diverso, em que não existem os problemas do "mundo real". (B) acreditarem que são capazes de aprender mais via redes so- ciais do que pela educação formal. (C) ser uma forma de reação aos limites impostos por seus pais no mundo físico. (D) viverem uma vida menos angustiante online. (E) serem incapazes de se comunicar na vida material. 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