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Hematologia Clínica Natália H. Mendes Gonçalves Aula 1 HEMATOLOGIA CLÍNICA EMENTA Estudo da fisiologia e dos mecanismos fisiopatológicos que levam aos distúrbios hematológicos, entender a etiologia e manifestações clínicas e profilaxia. Compreensão dos ensaios laboratoriais para o diagnóstico das doenças hematológicas. OBJETIVOS GERAIS Capacitar o profissional de saúde a interpretar os resultados dos exames realizados dentro do laboratório de Hematologia à luz dos conhecimentos fisiológicos e patológicos adquiridos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Fornecer conhecimentos necessário para o desenvolvimento das pesquisas mais recentes no setor de Hematologia. Fornecer conhecimentos e habilidades técnicas laboratoriais utilizadas no diagnóstico das patologias hematológicas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Apresentação da disciplina, das áreas de atuação do profissional, do plano de ensino, dos critérios de avaliação e bibliografia indicada. Tecido sanguíneo Origem, componentes e funções do sangue Hemograma Técnicas de obtenção de sangue. Anticoagulantes usados em Hematologia. Hemograma não-automatizado e automatizado. Descrever todos os componentes avaliados no hemograma: hemácias, hematócrito, hemoglobina, índices hematimétricos (VCM, HCM, CHCM e RDW), contagem de leucócitos total e diferencial (neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos) e contagem de plaquetas (total e PDW). Hematopoese Células-tronco: totipotente, pluripotente e multipotente. Proliferação, diferenciação e maturação celular. Hematopoese pré e pós-natal. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Órgãos Hemopoiéticos. Microambiente hematopoético: nichos hematopoéticos (endosteal e vascular), composição estromal e celular, papel das moléculas de adesão e citocinas. Eritrócitos. Eritropoiese. Fisiologia do eritrócito. Síntese de Hemoglobina. Eletroforese de hemoglobina. Alterações morfológicas dos eritrócitos. Interpretação laboratorial do eritrograma e dos exames complementares necessários para o diagnóstico diferencial das anemias. Anemias microcíticas e hipocrômicas. Anemias macrocíticas megaloblásticas e não-megaloblásticas. Anemias normocíticas e normocrômicas. Anemias hemolíticas hereditárias: defeito de membrana, defeito enzimático (deficiência de G6PD). Anemia falciforme Talassemias. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Leucócitos Leucopoese: granulopoese, linfopoese e monopoese. Principais fatores de crescimento e marcadores específicos. Fisiologia leucocitária. Interpretação laboratorial do leucograma. Alterações qualitativa e quantitativas dos leucócitos: leucocitoses e leucopenias Inflamação e cinética celular. Hemograma em processos infecciosos (bacterianos, virais e parasitários) e nas alergias. Interpretação dos exames laboratoriais para diagnóstico das neoplasias hematológicas. Evolução dos sistemas classificatórios (morfologia, imunofenotipagem por citometria de fluxo, citogenética e biologia molecular). Leucemias agudas e crônicas. Linfoma de Hodgkin e não Hodgkin. Interpretação dos exames laboratoriais para diagnóstico das neoplasias hematológicas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Plaquetas Avaliação qualitativa e quantitativa das plaquetas e sua interpretação no hemograma. Hemostasia, Coagulação e Fibrinólise Tromboses. Hemorragias. Exames para avaliação da hemostasia: contagem de plaquetas, tempo de coagulação, tempo de sangramento, tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada, dosagem de fibrinogênio. Fibrinólise. Plasminogênio/plasmina Ativadores e inibidores da fibrinólise. Produtos de degradação de Fibrina (PDF). Monitorização terapêutica de trombose (anticoagulantes orais, heparina, heparina de baixo peso molecular e AAS) Imuno-Hematologia Sistema ABO, Rh e outros grupos sanguíneos Hemoterapia e métodos de obtenção de hemoderivados Indicações, contraindicações e complicações das transfusões BIBLIOGRAFIA Básica MARTINS, Mílton Arruda. Clínica Médica, Volume 3: Doenças Hematológicas, Oncologia, Doenças Renais. Barueri: Manole, 2016. MARTY, Elizângela. Hematologia Laboratorial. São Paulo: Érica, 2015. (Minha Biblioteca) SILVA, Paulo Henrique da. Hematologia Laboratorial: Teoria e Procedimentos. Porto Alegre: ArtMed, 2015. BIBLIOGRAFIA Complementar FREITAS, Elisangela de. Imunologia, Parasitologia e Hematologia Aplicadas à Biotecnologia. São Paulo: Érica, 2015. (Minha Biblioteca) HOFFBRAND, A. V. Fundamentos em hematologia. Porto Alegre: ArtMed, 2011. (Minha Biblioteca) LORENZI, Therezinha Ferreira. Manual de Hematologia: propedêutica e clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006(Minha Biblioteca) OLIVEIRA, Raimundo Antônio. Mielograma e Imunofenotipagem por Citometria de Fluxo em Hematologia. São Paulo: Roca, 2015. (Minha Biblioteca) SANTOS, Paulo Caleb Júnior Lima. Hematologia: métodos e interpretação. São Paulo: Roca, 2012. (Minha Biblioteca) BAIN, B.J. Células Sanguíneas – Um guia prático. 5.ed. Artmed.2016. • Primeiras células sanguíneas do embrião: mesoderma do saco vitelino; • Posteriormente: fígado e baço - órgãos hemocitopoéticos temporário; • 2° mês de vida: clavícula – formação da M.O. • Vida pós natal: M.O. – Origina TODAS as células do sangue HEMOCITOPOESE / HEMATOPOESE Processo de regular a produção continua de células do sangue: hemocitopoese. Processos de renovação, proliferação, diferenciação e maturação células. HEMOCITOPOESE / HEMATOPOESE Fases: - mesoblástica (primeiras células sanguíneas surgem no mesoderma do saco vitelino). - hepática (desenvolvimento de eritroblastos, granulócitos e monócitos), fase importante durante a vida fetal. - medular - segundo mês de intrauterina (medula óssea hematógena começa a se forma). - Vida pós-natal: as células- tronco da medula óssea hematógena começa a formar glóbulos, que dependendo do seu tipo são denominados de: eritropoese, granulocitopoese, linfocitopoese, monocitopoese e megacariocitopoese. Essas células devem passar para o sangue, mas antes disso, elas passam pelos processos de diferenciação e maturação na medula óssea. O desenvolvimento do sistema vascular e hematopoético se inicia em uma fase precose da vida embrionária e continua no feto. Três períodos são descritos por Wintrobe: mesoblástico, hepático e mieloide. Células progenitoras hematopoéticas (CPH) Definição: • Células primitivas, pluripotentes, com capacidade de autorenovação e diferenciação; • Capazes de prover reconstituição hematopoética independente do tecido–fonte; • Ao se multiplicarem têm a capacidade de dar origem a vários tipos de células que formam os diferentes tecidos do corpo humano; • Diferenciam em células especializadas do tecido sanguíneo e células do sistema imune. Células-Tronco Hematopoéticas - MO • Medula óssea é um tecido contido na parte “mole” dentro dos ossos, popularmente conhecida como “tutano”, principalmente nos ossos da bacia e do tórax (esterno); • Encontrada no canal medular dos ossos longos e cavidade de ossos esponjosos; • Órgão hematopoiético primário • São produzidas as células do sangue, a partir de células-tronco ou progenitoras, que irão se diferenciar gerando as células do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas; • Esse processo de formação das células do sangue a partir da célula progenitora é chamado hematopoese CÉLULA FONTE PLURIPOTENTE • Todas as células do organismo derivam de um único tipo celular da M.O – CÉLULA FONTE PLURIPOTENTE; CÉLULAS LINFÓIDES Origina: Linfócitos CÉLULAS MIELÓIDE Origina: Granulócitos, Eritrócitos, Monócitos e Plaquetas Transportados pelo sangue para os linfonodos, timo, baço e outros orgãos linfáticos - maturação Permanecem na M.O Resulta na proliferação e diferenciação de células fonte, à medida que vão se diferenciando, vão reduzindo sua potencialidade HEMOCITOPOESE / HEMATOPOESE • Depende: microambiente e fatores de crescimento • Microambiente: fornecido pelas células do estroma dos órgãos hemocitopoético • Fator de crescimento: estimulaa proliferação e diferenciação das células imaturas e atividade funcional das células maduras; • Utilizado como tratamento médico: transplantes, aumentar número de células sanguíneas (radio e quimioterapia) outras imunodeficiências. HEMOCITOPOESE / HEMATOPOESE ERITROPOESE / ERITROGÊNESE Série vermelha Relembrando... ERITRÓCITOS: Originam-se na medula óssea pela proliferação e maturação dos eritroblastos, fenômeno chamado eritropoese Eritropoetina o principal e mais bem conhecido fator de crescimento envolvido. - Glicoproteína que estimula os progenitores eritroides a formar mais eritroblastos. - Liberada pelas células adjacentes aos túbulos proximais renais quando ocorre hipóxia renal. Estágios de maturação eritroide As células progenitoras eritroides se desenvolvem em duas fases: unidades formadoras de "explosão" eritroide (BFU-E) seguida por unidades formadoras de colônia eritroide (CFU-E). Eritropoese: envolve processos de mitose, a produção de hemácias dura cerca de 7 a 8 dias com produção final de 16 hemácias. A vit. B12 e ácido fólico são importantes na proliferação celular (síntese de DNA) Ferro e vitamina B6, na maturação (síntese de hemoglobina) Quando ocorrem deficiências desses nutrientes, pode haver alteração no tamanho (anisocitose) e na forma (pecilocitose) das hemácias. Proeritroblasto - Pronormoblasto • Primeira célula da série vermelha morfologicamente diferenciada • Citoplasma intensamente basófilo com halo claro ao redor do núcleo • Extrusões citoplasmáticas (ver seta) • Célula grande (18-25µm de diâmetro) • Núcleo esférico, central, grande, arredondado • Cromatina frouxa e nucléolos • Normalmente, constitui 1% da MO • Sintetiza intensamente proteínas • Ausência de hemoglobina Eritroblasto basófilo – Normoblasto basófilo • 2ª célula, menor • Núcleo mesma forma • Cromatina condensada com grânulos grosseiros • Ausência de nucléolos visíveis • Citoplasma mais basofílico devido ao início da hemoglobinização • Tamanho médio de 16 µm de diâmetro • 1-4% das células da MO Eritroblasto policromático – Normoblasto policromático • Citoplasma de cor azul-acinzentada, resultante da acidofilia da hemoglobina e da basofilia do RNA • Citoplasma policromático (acidófilo e basófilo) • Núcleo com cromatina condensada (roxa) • Núcleo menor e mais corado • Nucléolo não visível e grande atividade mitocondrial, revelando intensa síntese de heme. • Tamanho médio de 13 µm de diâmetro, célula menor • 2-5% das células da MO Eritroblasto ortocromático – Normoblasto ortocromático • Forma de maturação que surge entre o 4° e 5° dia do início da eritropoese • Núcleo picnótico e condensado e geralmente excêntrico • Citoplasma alaranjado/róseo, indica a existência de acentuada síntese de Hb - acidófilo • Tamanho de 8-11 µm de diâmetro • 5 -10% das células da MO Reticulócito CLSI: QUALQUER ERITRÓCITO NÃO NUCLEADO CONTENDO 2 OU MAIS PARTÍCULAS DE MATERIAL CORADO EM AZUL CORRESPONDENDO A RNA RIBOSSÔMICO. • Surgem no 5° - 7° dia do início da eritropoese • Célula anucleada, 9µm • Tempo de maturação médio de 18h, antes de se transformar em uma hemácia madura • Capacidade de sintetizar proteínas e mitocôndrias • Contém RNA ribossômico (sintetiza Hb), responsável pela policromasia • Observados na coloração com o azul de cresil brilhante. constituídas apenas por membrana plasmática e citoplasma, elas são se mais bem descrita no Capítulo 3. As hemácias presentes Apresenta também uma distingue em colorações de quando corado com corantes sangue periférico, o reticulócito pode ainda ser seques As hemácias presentes no sangue periférico' tomam a sua forma final anucleada após o eritroblasto ortocromático na medula óssea sofrer o fenômeno de enucleação. • Disco bicôncavo , minoria com concavidade unilateral • Diâmetro: 7,5µm • Transporte da molécula de Hb que por sua vez permite as trocas gasosas (O2 – CO2); • Vida média: 120 dias; • Eritropoietina: hormônio estimulador de produção maturação dos eritrócitos (produção nos rins 85% e 15% fígado); • Função da hemácia: transportar oxigênio para os tecidos, mantendo perfusão tissular adequada • Saturada de oxigênio = vermelho vivo (sangue arterial) • Saturada de gás carbônico = vermelho escuro (sangue venoso) ERITRÓCITO oxigênio dos pulmões aos tecidos, mantendo a perfusão tissular adequada, faces achatadas são observadas e, portanto, as hemácias são Hemoglobina (Hb): • Hb é um tetrâmero globular formado por duas cadeias alfa e duas beta (4 subunidades) • Cada cadeia é associada a um grupo heme, contendo um átomo de ferro. • Auxilia na definição do estado anêmico • Hemoglobinas normais – fase adulta: A, A2 e F; ERITRÓCITO • Fetal: • Hemoglobina F (α2γ2) • Adultos: • Hemoglobina A1 (α2β2) - O tipo mais comum, correspondendo a 95 % da hemoglobina total. • Hemoglobina A2 (α2δ2) - cadeias δ são sintetizadas no último trimestre após o parto, seu nível normal é de aproximadamente 2,5 %. • Hemoglobina F (α2γ2) - Nos adultos, a hemoglobina F é restrita a uma população de células vermelhas (hemácias), chamadas células F. Este tipo de hemoglobina corresponde a cerca de 2,5 % da hemoglobina total. TIPOS DE HEMOGLOBINA ERITROGÊNESE http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=&url=http://pt-br.aia1317.wikia.com/wiki/Introdu%C3%A7%C3%A3o_%C3%A0_Anemia&psig=AFQjCNF9HNL0smstl_GR9YxL4aFEXLL5iw&ust=1455198008011924 - Contagem de hemácias (milhões/mm3); - Dosagem de Hb (g/dL); - Dosagem de Ht (% hemácias no sg) – Fração ocupada pelos eritrócitos em uma coluna de sangue centrifugado; - Índices Hematimétricos: VCM – Volume corpuscular médio (volume/tamanho das hemácias) HCM – Hemoglobina corpuscular média (conteúdo médio de Hb por hemácia) CHCM – Concentração de Hb corpuscular média (conc. de Hb em 100 mL de hemácia) RDW (Red Cell Distribution Width) – amplitude de distribuição das hemácias/distribuição, variação do tamanho das hemácias HCM e CHCM: avaliam as concentrações de Hb intracelulares ERITROGRAMA Hematócrito (Hct ou Ht) MICROHEMATÓCRITO: Centrifugação do sangue total (colhido com anticoagulante), em um tubo de capilar ou graduado, fornece o volume de glóbulos e plasma dessa amostra. A medida dos glóbulos é chamada hematócrito - Método Indireto (automatizado): calculado pela multiplicação do volume corpuscular médio (VCM) pela contagem de hemácias - Método Direto: utilizando a centrifugação por micrométodo. - Hct é a razão entre o volume total de hemácias em relação ao volume total da amostra de sangue. Os resultados dos hematócritos são expressos em porcentagem (%), a qual representa a proporção de hemácias em cada 100mL de sangue. O hematócrito consiste em um dos exames mais importantes na avaliação da série vermelha, devido à boa reprodutibilidade e à precisão. MICROHEMATÓCRITO Os valores mínimos aceitáveis do nível de Hb e Ht são: Mulheres: Hb =12,5g/dL e Ht =38%; Homens: Hb =13,0g/dL ou Ht =39%. http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwj7reHur6_OAhVKE5AKHWvFDeAQjRwIBw&url=http://soranadia.blogspot.com/2012/03/microhematocrito.html&psig=AFQjCNFakS4SF7S9jigrzTJxiQ68p5dFFg&ust=1470661643952572 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiGicv6r6_OAhXChpAKHcH1AW0QjRwIBw&url=http://patclinvetuff.blogspot.com.br/2015/11/leitura-do-hematocrito-e-ppt-leitura-do.html?view%3Dmagazine&psig=AFQjCNFakS4SF7S9jigrzTJxiQ68p5dFFg&ust=1470661643952572 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwjvzJ-YsK_OAhXGFpAKHXSnDFMQjRwIBw&url=http://portuguese.alibaba.com/product-gs/tg13m-high-quality-micro-haematocrit-capillary-tube-haematocrit-centrifuge-60128937033.html&psig=AFQjCNFakS4SF7S9jigrzTJxiQ68p5dFFg&ust=1470661643952572 MICROHEMATÓCRITO VALORES DE REFERÊNCIA HEMATOLÓGICOS PARA ADULTOS http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwia_Jbar6_OAhUKk5AKHV7wAmwQjRwIBw&url=http://www.ufrgs.br/lacvet/hematocrito.htm&psig=AFQjCNFakS4SF7S9jigrzTJxiQ68p5dFFg&ust=1470661643952572http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwiGicv6r6_OAhXChpAKHcH1AW0QjRwIBw&url=http://patclinvetuff.blogspot.com.br/2015/11/leitura-do-hematocrito-e-ppt-leitura-do.html?view%3Dmagazine&psig=AFQjCNFakS4SF7S9jigrzTJxiQ68p5dFFg&ust=1470661643952572 ERITROGRAMA – ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS VCM, HCM e CHCM foram incluídos no hemograma por Wintrobe (1940), mas ainda são bastante utilizados na classificação de anemias. VCM, HCM e CHCM são calculados a partir da contagem de hemácias, do Ht e da dosagem de Hb. RDW- apenas fornecido pelos contadores hematológicos automatizados Fazer correlação e observar coerência dos níveis hematimétricos e os índices eritrocitários e correlacionar com o estudo do esfregaço em caso de alterações. VCM – VR: 83 – 99 fL Diminuído – Microcitose (Geralmente associada a deficiência de ferro, talassemias e anemias sideroblásticas) Aumentado – Macrocitose (Geralmente associada a deficiência de vit. B12, doença hepática, quimioterapia e hipotireoidismo) HCM – VR: 27 – 34 pg Diminuído – Hipocromia Aumentado – hipercrômica, verificar: esferócitos, hemácias irregularmente contraído (esferocitose hereditária ou anemia hemolítica autoimune) Dentro da normalidade: normocrômica CHCM – VR: 31-36 g/dL ou % Diminuído – Anemia Grave Aumentado Hipercromia: aumento da concentração de Hb Possibilita a avaliação do grau de saturação de Hb na hemácia (hipocrômica) ERITROGRAMA – ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS A CHCM associada a HCM classifica as hemácias em normocrômicas, hipocrômicas ou hipercrômicas. • NORMÓCITOS – 7,2 - 7,9µm • ANISOCITOSE: aumento da variabilidade do tamanho dos eritrócitos; do grego aniso, “diferente” • Observada através do RDW / VCM • Micrócitos/microcitose: < 7µm – Diminuição do tamanho • Macrócitos/macrocitose: > 9µm – Aumento do tamanho ALTERAÇÕES NAS HEMÁCIAS ALTERAÇÃO NO TAMANHO ERITROGRAMA – ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS RDW – VR: 11-15% Aumentado: grau de anisocitose (variação no tamanho das hemácias) no esfregaço do sanguíneo Presente em várias anemias