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AN02FREV001/REV 4.0 
 82 
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA 
Portal Educação 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA E 
TRAUMATOLÓGICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
EaD - Educação a Distância Portal Educação 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 83 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE 
FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA E 
TRAUMATOLÓGICA 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição 
do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido 
são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 84 
 
MÓDULO IV 
 
 
4 FUNDAMENTOS BÁSICOS DA ELETROTERAPIA 
 
 
A eletroterapia é a utilização de corrente elétrica para fins terapêuticos. A 
aplicação de corrente elétrica principalmente para combater a dor possui uma 
história antiga. Segundo Marques (2009), algumas considerações importantes: 
 
 No Egito, em 2750 a. C., houve a utilização de descarga de peixe elétrico com 
finalidade terapêutica. 
 O primeiro livro de eletroterapia foi escrito em 1745 pelo médico alemão 
Kratzenstein e em Londres; 
 No ano de 1840 foi criado no Guy’s Hospital pelo Dr. Golding Berd, o primeiro 
departamento de terapia física em um hospital. 
 
Na eletroterapia consideramos parâmetros como: resistência, intensidade, 
voltagem potência e condutividade. Quando falamos sobre eletroestimulação, temos 
que saber claramente a diferença entre dois conceitos: (MARQUES, 2009; 
PLATIUMED, 2013). 
 
 A eletroestimulação, que tem por objetivo o “efeito motor”, para obter dados 
informativos, como de eletrodiagnóstico, e 
 A eletroestimulação sobre os nervos sensíveis, que proporciona 
principalmente analgesia (ex: eletroestimulação transcutânea, Tens, Fes), sendo o 
principal tipo de eletroestimulação que iremos tratar a seguir. 
 
Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na 
eletroterapia, cada qual com particularidades próprias quanto às indicações e 
contraindicações. Mas todas elas têm um objetivo comum: produzir algum efeito no 
tecido a ser tratado, que é obtido por intermédio das reações físicas, biológicas e 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 85 
fisiológicas que o tecido desenvolve ao ser submetido à terapia. (PLATIUMED, 
2013). 
 
 
4.1 CORRENTES DE BAIXA FREQUÊNCIA 
 
 
4.1.1 Corrente Galvânica 
 
 
A corrente galvânica é contínua, de intensidade constante em valor e 
direção. Os seus efeitos terapêuticos são respostas dos efeitos polares da corrente 
sobre as células. Essa corrente é aplicada principalmente na fisioterapia 
dermatofuncional (FIGURA 39), apresentando duas modalidades: a galvanização 
(galvanopuntura/eletrolifting) e a iontoforese. (DERMATOFUNCIONA, 2013). 
 
 
FIGURA 39 – APLICAÇÃO DA CORRENTE GALVÂNICA NO TRATAMENTO DE 
ESTRIAS 
 
FONTE: Disponível em: <http://desejosdebeleza.com/tratando-as-estrias-corrente-galvanica/>. 
Acesso em: 30 out. 2013. 
 
http://www.dermatofuncional.pt/iontoforese
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 86 
Segundo Dermatofuncional (2013), seguem abaixo as principais indicações 
e contraindicações da Corrente Galvânica: 
 
 
4.1.1.1 Indicações da corrente galvânica 
 
 
 Dor; 
 Distúrbios inflamatórios; 
 Edemas; 
 Galvanopuntura; 
 Iontoforese. 
 
 
4.1.1.2 Contraindicações da corrente galvânica 
 
 
 próteses metálicas; 
 pacemaker e aparelhos auditivos; 
 gravidez; 
 cardiopatias; 
 infeção ativa; 
 feridas e úlceras; 
 cancro; 
 epilepsia. 
 
 
4.1.2 Corrente Farádica 
 
 
É principalmente utilizada em casos de estimulação muscular recuperativa. 
A ação da corrente farádica sobre os nervos motores provoca contração muscular, 
sendo a estimulação sobre o ponto motor a responsável por maior excitabilidade e 
http://www.dermatofuncional.pt/galvanopunturaeletrolifting
http://www.dermatofuncional.pt/iontoforese
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 87 
contração mais eficiente. Nos nervos sensitivos produz sensação de comichão ou 
leve ardência; em nível muscular produz contração voluntária – trabalho muscular; 
sobre as fibras musculares leva ao aumento do volume, melhorando a resistência e 
força. No retorno venoso provoca contração e relaxamento muscular sobre os vasos 
linfáticos e sanguíneos, provocando melhoras na circulação, aumentando o aporte 
de oxigênio e a metabolização. (BLOG, 2013). 
Segundo Blog (2013) seguem abaixo as principais indicações e 
contraindicações da Corrente Farádica: 
 
 
4.1.2.1 Indicações 
 
 
A corrente farádica é indicada no caso em que o indivíduo não é capaz de 
produzir contrações musculares voluntariamente. A partir do momento que o 
paciente conseguir contrair seus músculos deve-se substituir a corrente farádica por 
cinesioterapia. 
 
 
4.1.2.2 Contraindicações 
 
 
 Estados febris, paralisia espática, degeneração do axônio, secção do axônio, 
perda de sensibilidade, paralisia flácida com reação de degeneração, região 
precordial. 
 
 
4.1.3 Correntes Diadinâmicas 
 
 
De acordo com Jefisioterapiablog (2013), a corrente diadinâmica é uma 
combinação da corrente galvânica com a farádica. Seus efeitos gerais 
compreendem: 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 88 
 alívio da dor; 
 diminuição da inflamação e do edema; 
 reeducação muscular e fortalecimento; 
 aumento da circulação local; 
 facilitação da cicatrização de tecidos. 
 
Segundo Jefisioterapiablog (2013), a aplicação da corrente diadinâmica 
pode ser do tipo monopolar ou bipolar, sendo que a intensidade não pode causar dor 
ao paciente. Suas principais contraindicações incluem: 
 
 marca-passo; 
 tromboses; 
 infecções; 
 hemorragias; 
 lesões de pele. 
 
 
1.1.4 Tens 
 
 
A estimulação Elétrica Transcutânea (TENS) é uma corrente elétrica de 
baixa frequência usada principalmente para o tratamento de dor musculoesquelética 
(FIGURA 40). Aplicada através da superfície da pele, seu objetivo fisiológico é 
produzir excitação de nervos periféricos para fins terapêuticos. (TONEZZER et al., 
2012; FERREIRA; ISSY; SAKATA, 2011; TONELLA; ARAUJO; SILVA, 2006). 
A TENS promove alívio imediato da dor e por ser uma corrente 
despolarizada não causa efeitos colaterais indesejados, como queimaduras. É 
considerada segura e pode ser utilizada por longos períodos. (BERNARDELLI, 2010; 
SOUSA et al., 2009). 
Sua maneira de agir inibe a transmissão dos estímulos no corno dorsal da 
medula espinal, local onde ocorrem conexões entre as fibras periféricas e centrais. 
Ela estimula as fibras Aβ, que transmitem informação para o encéfalo, ativando as 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 89 
vias inibitórias descendentes, o que reduz a passagem de impulsos dolorosos 
(FERREIRA; ISSY; NAKATA, 2011; MORGAN; SANTOS, 2011). 
 
 
FIGURA 40 – APLICAÇÃO DE TENS EM CERVICAL E TRAPÉZIO 
 
FONTE: Disponível em: <http://simonefernandesfisioterapeuta.blogspot.com.br/2012/04/tens-forma-
resumida.html>. Acesso em: 30 out. 2013. 
 
 
4.1.4.1 Indicação 
 
 
 Nos casos de pós-operatório imediatos de incisões cirúrgicas; 
 Dores crônicas como artrite e neuralgias e dores agudas como distensões e 
entorses. 
 
 
4.1.4.2 Contraindicação 
 
 
 Em casos em que o paciente apresente doenças cardíacas ou arritmias; 
 
 
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 90 
 portadores de marca-passo; 
 eletrodos sobre seios carotídeos e globo faríngeo; 
 gestantes; 
 próximo à boca ou pescoço; 
 quando há dores não diagnosticadas. 
 
Sua dosagem é realizada com frequência elevada e intensidade baixa em 
dores agudas e frequência baixa e intensidade alta em dores crônicas. Os eletrodos 
podem ser posicionados próximos à zona da dor, sobre o nervo mais superficial, 
sobre o tronco nervoso, em pontosde acupuntura e sobre o ponto gatilho. Nunca se 
devem posicionar os eletrodos sobre áreas sem sensibilidade ou sobre tecido em 
cicatrização. (MARQUES, 2009). 
 
 
4.1.5 Fes 
 
 
É uma forma de tratamento que tem o objetivo de provocar a contração de 
músculos paralisados ou enfraquecidos (FIGURA 41), decorrentes de lesão do 
neurônio motor superior, como derrames, traumas raquimedulares ou crânios 
encefálicos, paralisia cerebral, etc. (DUARTE; RICARDO; ROSA FILHO, 2013). 
A FES pode ser utilizada em algumas patologias como: condropatias, síndromes 
lombares, instabilidades articulares, pós-operatórios, incontinências e posturas 
deficientes. Segundo Marques (2009), também pode ser útil em casos de: 
 
 diminuição de força muscular; 
 diminuição de resistência muscular; 
 diminuição de trofismo muscular; 
 diminuição de tônus muscular; 
 para o reaprendizado de uma nova ação muscular. 
 
 
 
 
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 91 
Além das condições patológicas, a FES também pode ser utilizada para a 
melhora do rendimento em esportes de alto nível. (MARQUES, 2009). 
 
 
FIGURA 41 – UTILIZAÇÃO DA CORRENTE FES 
 
FONTE: YOUTUBE. Técnica de aplicação FES. Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=iMZYG0QJuaU>. Acesso em: 30 out. 2013. 
 
 
De acordo com Duarte, Ricardo e Rosa Filho (2013) são contraindicações: 
 
 eixo do marca-passo; 
 sobre o seio carotídeo; 
 sobre área cardíaca; 
 em casos de espasticidade grave; 
 lesão nervosa periférica; 
 implante eletrônico; 
 áreas do corpo com sensibilidade alterada. 
 
Quanto à aplicação, pode ser realizada em pontos motores, com tempo em 
torno de 20 a 30 minutos, diariamente, onde a dose máxima é a suportada pelo 
 
 
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 92 
paciente. A duração do tratamento pode girar em torno de 5 a 6 semanas. 
(MARQUES, 2013). 
 
 
4.2 CORRENTES DE MÉDIA FREQUÊNCIA 
 
 
4.2.1 Corrente Interferencial 
 
 
Seu princípio fundamenta-se em que, ao utilizar campos elétricos cruzados, 
e sobrepostos de dois circuitos elétricos de frequência média, produzidos em dois 
circuitos distintos, a excitação máxima possível de baixa frequência desejada não se 
produz exatamente na área próxima, aos eletrodos transcutâneos se não em certa 
distância e profundidade do corpo. (AGNE, 2009). 
A corrente interferencial possui média frequência (4.000 a 4.200 Hz) e 
apresenta duas correntes alternadas, com pontos de interferência, sendo indicada 
para tratamentos de camadas mais profundas de tecidos. (MARQUES, 2009). 
 
 
4.2.1.1 Principais propriedades 
 
 
 despolarização; 
 produção de potencial de ação em todos os eletrodos; 
 tolerância à intensidade da corrente e 
 maior efeito vascular ao nível tecidual profundo. 
 
Os principais efeitos fisiológicos que esta corrente apresenta são a 
diminuição da dor e a normalização da microcirculação e circulação. Este tipo de 
corrente pode gerar um fator chamado acomodação, isso ocorre porque a 
estimulação elétrica é fixa, fazendo com que o indivíduo a sinta menos fortemente 
 
 
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 93 
com o passar do tempo, podendo até parar de sentir de forma total. (MARQUES, 
2009). 
O posicionamento dos eletrodos pode ser bipolar, indicado em lesões mais 
localizadas e tetrapolar, indicada em lesões mais dispersas. (MARQUES, 2009). 
Quanto às dosagens, as mais altas são mais agradáveis, confortáveis e mais leves, 
com intensidade de 120Hz a 150 Hz, indicadas para lesões crônicas. As dosagens 
mais baixas são mais irritantes, violentas e profundas, com intensidade de 30 Hz a 
60 Hz. São indicadas para lesões agudas. (MARQUES, 2009). 
A corrente interferencial é indicada em patologias como: artrose, bursite, 
contraturas, contusões, entorses, luxações, mialgias, rupturas e tendinite. 
(MARQUES, 2009). 
 
 
4.2.1.2 Contraindicações 
 
 
 febre; 
 gravidez; 
 infecção local; 
 marca-passo; 
 trombose; 
 tuberculose e tumor. 
 
 
4.2.2 Corrente Russa 
 
 
A eletroestimulação muscular pode ser considerada uma inovação 
tecnológica de grande ajuda na melhoria das condições musculares em diferentes 
áreas, como a neurologia, ortopedia, estética corporal entre outras. (AGNE, 2013). A 
Corrente Russa é despolarizada, com frequência de 2500 Hz. É comumente 
utilizada para o recondicionamento do movimento, fortalecimento muscular (FIGURA 
 
 
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 94 
42) e também para provocar a modificação da fibra muscular sem o fortalecimento 
da mesma. (MARQUES, 2009). 
 Esta modalidade da eletroterapia é contraindicada em casos de lesões 
musculares e tendinosas, afecções musculares agudas, tecidos não consolidados, 
espasticidades e variantes de miopatias. Pode ser indicada tanto em situações 
patológicas, quanto no esporte de alto nível. O posicionamento dos eletrodos pode 
ser colocado em um grupo muscular ou em um ponto motor. (MARQUES, 2009). 
 
 
FIGURA 42 – APLICAÇÃO DA CORRENTE RUSSA 
 
FONTE: CLINICA S&E. Corrente Russa. Disponível em: 
<http://csaudeestetica.com.br/?page_id=197>. Acesso em: 30 out. 2013. 
 
 
4.3 CORRENTES DE ALTA FREQUÊNCIA 
 
 
4.3.1 Ondas Curtas 
 
 
O Ondas curtas é um aparelho de alta frequência (FIGURA 43), que gera 
efeitos térmicos que são distribuídos por tecidos distintos, em que, dependendo do 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 95 
posicionamento dos eletrodos, pode ocorrer o aumento da temperatura tecidual em 
camadas mais internas. (AGNE, 2013). 
 
 
FIGURA 43 – ONDAS CURTAS 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.bioset.com.br/site/default.aspx?pagina=lab15>. Acesso em: 30 
out. 2013. 
 
 
Este aparelho possui três tipos de eletrodos e sua utilização depende muito 
do modelo do aparelho, podendo ser: 
 
 eletrodos capacitativos: almofadas de borracha flexível, que são mais 
conhecidos e utilizados; 
 eletrodos discoidais: chamados de rígidos ou Schliepack, que são de 
fácil aplicação e promovem um tratamento mais homogêneo; 
 eletrodos indutivos: trabalham isoladamente, atingem profundamente o 
tecido muscular. 
 
 
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 96 
Os eletrodos podem ser posicionados de maneira transversal, longitudinal e 
coplanar. O ondas curtas pode ser contínuo, ou seja, tem um efeito térmico, utilizado 
em afecções crônicas, age aumentando a temperatura do sangue, a circulação 
sanguínea e linfática, estimula termorreceptores da pele, etc. 
O ondas curtas pulsado é indicado em afecções agudas (após 48 horas). 
Possui um efeito cicatrizante, alteração metabólica local, aumento do cálcio 
extracelular, normalização do PH, cicatrização rápida das feridas, redução rápida da 
dor, reabsorção de hematomas e edemas, entre outros benefícios. (MARQUES, 
2009). 
 
 
4.3.1.1 Efeitos fisiológicos do ondas curtas 
 
 
De acordo com Agne, (2013) as respostas fisiológicas são as responsáveis 
pelos efeitos terapêuticos da termoterapia e os mais importantes são: 
 
 efeito anti-inflamatório. 
 efeitos antiespasmódicos. 
 efeito analgésico. 
 diminuição da rigidez articular. 
 aumento da extensão do tecido conectivo. 
 
Sendo que as principais contraindicações do ondas curtas (modo contínuo e 
pulsado) são: 
 
 pacientes portadores de marca-passo. 
 gestante, incluindo paciente ou profissional. 
 não se usa os eletrodos de ondas curtas sobre a região pré-cordial, por 
exemplo, na região peitoral. Pode-se usar no ombro. 
 regiões hemorrágicas. 
 pacientes com hipertermia (febre). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 97 
 áreas isquêmicas, com insuficiência circulatória. Ex: extremidades com 
quadro de pé diabético. 
 não usar sobre áreas com osteossínteses metálicas, pois o metal absorve a 
energia do OC em até 100%, gerando um aumento exagerado da temperatura local. 
 áreas do corpo com alteração de sensibilidade. 
 não utilizar o OC com eletrodos posicionados transversalmente em áreas que 
contenham órgãos de grande circulação (fígado, baço,intestino, rins, coração, 
pulmão) nessas áreas. Caso haja necessidade de utilizar o OC, poderá ser realizado 
com os eletrodos paralelos, ou seja, coplanar, na região lombar ou dorsal. 
 nunca utilizar maca ou cadeira metálica. 
 
As normas de segurança indicam o uso do Ondas Curtas dentro de um 
espaço reservado, conhecido como jaula ou gaiola de Faraday de estrutura metálica 
(FIGURA 44), para também aumentar a segurança física dos demais equipamentos 
da clínica. Essa gaiola deverá ser projetada por um engenheiro especialista em 
eletrônica e construída no interior da clínica em local apropriado. No seu interior 
deverá ter maca e cadeira confeccionadas apenas em madeira. (AGNE, 2013). 
 
FIGURA 44 – GAIOLA DA FARADAY 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.projectista.pt/produto/gaiolas-de-faraday/>. Acesso em: 30 out. 
2013. 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 98 
Alguns cuidados durante a utilização do Ondas Curtas: não deve haver 
objetos metálicos próximos ao aparelho (mesa, cadeira, colar, brincos, etc.), as 
roupas do paciente não podem ser sintéticas, além disso roupas e toalhas não 
podem estar úmidas, os cabos não devem encostar no paciente nem em metais e 
devem estar bem conectados, os eletrodos não podem se cruzar ou encostar um no 
outro, não submeter pacientes com marca-passo cardíaco e não deve-se em 
hipótese alguma deixar o paciente sozinho durante o tratamento. (MARQUES, 
2009). 
 
 
4.3.2 Micro-Ondas 
 
 
O micro-ondas é uma corrente de alta frequência, com aproximadamente 
2.450 MHz. Esta corrente aumenta a temperatura e é divisível em aquecimento 
superficial e profundo, porém, não tão profundo como na diatermia por ondas curtas 
ou por US (FIGURA 45). Uma das principais qualidades do micro-ondas é sua 
eficácia em pequenas articulações como mãos e pés, onde é mais difícil a aplicação 
dos outros aparelhos. (MARQUES, 2009; NAGLER, 1976). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 99 
FIGURA 45 – MICRO-ONDAS 
 
FONTE: Disponível em:< http://rtufvjm.blogspot.com.br/2009/06/diatermia.html>. Acesso em: 03 out. 
2013. 
 
 
Seus efeitos fisiológicos são: calor homogêneo, aumento da circulação 
sanguínea, metabolismo, aporte de oxigênio, excreção urinária, regeneração 
tecidual, analgesia, diminuição da pressão arterial, inibição da reprodução de micro-
organismos, entre outros. (MARQUES, 2009). 
 
 
4.3.2.1 Indicações do micro-ondas 
 
 
 Artrose, bursite, braquialgia, contusão, contratura, contratura de citalgia, 
distensão, entorse, epicondilite, espasmo muscular, lombalgia, mialgias, sinovite, 
tendinite. (MARQUES, 2009). 
 
Segundo AGNE (2013), são precauções e contraindicações desse aparelho: 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 100 
 Não irradiar sobre ou próximo a áreas com suspeita de tumores; 
 Não utilizar em pacientes que estejam realizando tratamentos quimioterápicos 
ou radioterápicos; 
 Não submeter pacientes portadores de marca-passo ou mulheres gestantes, 
independente do local que será tratado; 
 Não irradiar em áreas próximas ao coração; 
 Não irradiar sobre lesões hemorrágicas, áreas isquêmicas, alteração de 
sensibilidade, olhos e testículos; 
 Não submeter o tratamento ao paciente em coma, com hipertermia ou que 
apresente transtorno mental; 
 Contraindicado tratamento em crianças, pela alteração de crescimento nas 
placas epifisárias; 
 Não aplicar sobre roupas sintéticas, pelo risco de queimaduras; 
 Deveremos manter equipamentos de alta frequencia distantes entre si, de 
preferência, não utilizando a mesma rede elétrica, especialmente quando se trata do 
ondas curtas; 
 A área do corpo submetida ao campo de micro-ondas deverá sempre estar 
seca, caso contrário haverá concentração de calor na umidade, podendo ocasionar 
queimaduras. Se durante a aplicação de MO a pele começar a suar, deve-se 
enxugá-la com uma toalha. 
 
Segundo Agne (2013), a técnica correta para utilização do equipamento de 
micro-ondas é a seguinte: 
 
 O equipamento deve estar em local apropriado, respeitando a instalação 
elétrica; 
 Posicionar o paciente confortavelmente em uma maca ou cadeira de madeira; 
 Despir a região que receberá a emissão de energia eletromagnética; 
 Posicionar o equipamento; 
 Ligar o equipamento e aumentar gradativamente a potência; 
 Manter o paciente sempre desperto, pois com o calor agradável é normal que 
ele adormeça. 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 101 
A dosagem de calor depende da sensação referida pelo paciente e é 
baseada na escala de Schliephake: (MARQUES, 2009). 
 Calor muito débil: abaixo do limiar de sensibilidade; 
 Calor débil: imediatamente perceptível; 
 Calor médio: sensação clara de calor; 
 Calor forte: no limite de tolerância. 
 
Na fase aguda deve ser usado o calor muito débil ou calor débil, e na fase 
crônica deve ser utilizado calor médio ou forte. 
 
 
4.3.3 Ultrassom 
 
 
O ultrassom terapêutico possui ações físicas, biofísicas e clínicas, sendo 
alvo de investigações desde sua introdução, há mais de 50 anos, visto sua 
importante ação metabólica em processos de reparo tecidual e também de lesão 
celular, tendo ainda alguns efeitos controversos na literatura. (BERTOLINI; 
BARBIERI; MAZZER, 2009). 
Princípio das ondas ultrassônicas: a eletricidade é aplicada a um cristal, este 
por sua vez emite as ondas ultrassônicas que penetram no tecido superficial e são 
refletidas pelos tecidos mais profundos. Isso provoca uma vibração nos tecidos, o 
que gera calor, essa elevação de temperatura possibilita o aumento da 
extensibilidade do tecido conjuntivo. Contudo, há relatos que com doses abaixo de 
0,5W/cm agem apenas os efeitos não térmicos do ultrassom, o que conduz a 
incrementos na síntese proteica, aumentando assim a síntese de colágeno e, dessa 
forma, o tecido conjuntivo se tornaria mais forte e deformável. 
A literatura apresenta relatos do uso do ultrassom visando o ganho de ADM, 
em indivíduos saudáveis, com indícios de efeitos vantajosos com respeito a outras 
metodologias para ganho de extensibilidade. (BERTOLINI; BARBIERI, MAZZER, 
2009; NAGLER, 1976). 
A aplicação de eletricidade a um cristal, que por sua vez emite ondas 
mecânicas, chama-se de efeito pizoelétrico reverso (do grego piezein, 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 102 
pressionar).(NAGLER, 1976). O ultrassom terapêutico produz uma corrente 
alternada de alta frequência que com cerca de 0,7 a 3 Mz possui três tipos de ondas, 
as ondas longitudinais, onde normalmente são transportadas em meios líquidos e 
viscosos. Ondas transversais ocorrem na propagação de ondas em sólido. Ondas 
estacionárias, que ocorrem quando as ondas de som forem refletidas de volta de 
uma interface entre dois meios, como, por exemplo, tecido mole e osso ou tecido 
mole e ar. (MARQUES, 2009). 
A intensidade do US pode ser de 1 MHz (FIGURA 46), e atinge periósteo, 
cartilagem e tecido conjuntivo (2 a 4 cm de profundidade), e de 3 MHz, que não 
alcança tecidos profundos, sendo indicado para lesões superficiais e tratamentos 
dermatológicos (estética), com 1 a 2 cm de profundidade. (MARQUES, 2009). 
O US pode ser contínuo, ou seja, com efeitos térmicos, utilizado em lesões 
crônicas, e pulsado, não há efeito térmico, utilizado nas primeiras 48 horas após a 
lesão. Alguns efeitos relacionados ao aquecimento tecidual são: 
 
 Aumento da flexibilidade do tecido colágeno, aumento da mobilidade articular, 
redução à percepção de dor, aumento do fluxo sanguíneo para os tecidos, redução 
do espasmo muscular, etc. (MARQUES, 2009). 
 
 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 103 
FIGURA 46 – ULTRASSOM 
 
FONTE: Disponível em: <http://iafe.com.br/guia_det.php?id=28>. Acesso em: 30 out. 2013. 
 
 
Para a aplicação do US é necessário um meio de acoplamento, sendo o 
mais adequado o gel terapêutico. Em áreas de difícil acoplamento do cabeçote do 
aparelho pode ser realizada a aplicação subaquática. (MARQUES, 2009; NAGLER, 
1976).O tempo de aplicação varia em média de 5 minutos por área. Em alguns 
casos, quando devidamente prescrito por um médico, utiliza-se a fonoforese, que 
consiste na introdução de substâncias farmacológicas, por meio da radiação 
ultrassônica, tipo pulsátil. (MARQUES, 2009). 
Este tipo de eletroterapia é indicado para analgesia, relaxamento muscular, 
aumento da extensibilidade do colágeno, no tratamento de patologias como 
tendinites crônicas ou por desuso, bursites e quadros dolorosos miofaciais. 
 
 
4.3.3.1 Contraindicações 
 
 
 Locais sensíveis (globo ocular, útero grávido, medula espinhal, coração), em 
portadores de próteses que utilizem polietileno de lata densidade, osteoporose e na 
presença de implantes metálicos cirúrgicos, etc. (MARQUES, 2009). 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 104 
ATENÇAO: Há controvérsias sobre a aplicação do US nas zonas de crescimento 
ósseo em crianças e da possibilidade de outros efeitos colaterais. (MARQUES, 
2009). 
 
 
4.4 TERMOTERAPIA 
 
 
O calor é uma das modalidades mais prescritas na fisioterapia, pois seus 
efeitos fisiológicos são analgésicos, antiespasmódicos, descongestionantes e 
sedativos. Quando se deseja obter vasodilatação, alívio da dor ou relaxamento 
muscular, o calor é um ótimo agente terapêutico. (SHEESTACK, 1980). 
 
 
4.4.1 Contraindicações 
 
 
 Não deve ser aplicado em áreas anestesiadas; 
 Não deve ser aplicado em áreas sem sensibilidade; 
 Não deve ser aplicado em indivíduos com febre alta; 
 Não deve ser aplicado em indivíduos que apresentem cardiopatia 
descompensada ou doença vascular periférica; 
 Não deve ser aplicado em indivíduos que possuem implantes metálicos em 
uma área subjacente; 
 Não deve ser aplicado na presença de tumores malignos. 
 
 
 
 
 
 
FIM DO MÓDULO IV 
 
 
 
 AN02FREV001/REV 4.0 
 105 
 
 
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<http://www.youtube.com/watch?v=iMZYG0QJuaU>. Acesso em: 30 out. 2013. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIM DO CURSO!

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