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DESCRIÇÃO 
 
A Ergonomia e suas transformações ao longo das décadas e os benefícios nas condições de 
trabalho para aqueles que realizam algum tipo de tarefa produtiva. 
 
 
 
PROPÓSITO 
 
Construir os conhecimentos teóricos e práticos sobre os aspectos ergonômicos que estão presentes em qualquer 
ambiente de trabalho dentro de uma organização produtiva. 
 
OBJETIVOS 
 
MÓDULO 1 MÓDULO 2 MÓDULO 3 
DESCREVER O SURGIMENTO DAS 
PRIMEIRAS CONTRIBUIÇÕES EM 
ERGONOMIA 
 
Descrever o surgimento das primeiras 
contribuições em Ergonomia 
 
Reconhecer as Normas 
Regulamentadoras 
 
 
 
A ERGONOMIA NOS TEMPOS ATUAIS 
 
 
MÓDULO 1 
 
 Descrever o surgimento das primeiras contribuições em Ergonomia 
 
LIGANDO OS PONTOS 
 
VOCÊ SABE CONCEITUAR ERGONOMIA? CONSEGUE EXPLICAR COMO A ERGONOMIA ESTÁ 
RELACIONADA COM OS PROCESSOS PRODUTIVOS DE UMA ORGANIZAÇÃO? VOCÊ PODE APRESENTAR 
AS DUAS ESCOLAS PIONEIRAS NOS ESTUDOS DE ERGONOMIA? 
Para entendermos como a Ergonomia hoje é compreendida nos meios acadêmicos e dentro das empresas, vamos 
imaginar uma situação prática, analisando o case descrito a seguir. 
Um aluno do curso de Engenharia de Segurança do Trabalho foi orientado em sala de aula pelo seu professor a 
realizar uma pesquisa bibliográfica com o tema: “A Evolução da Ciência Ergonômica” que servisse de base para a 
elaboração de um trabalho a ser apresentado em data oportuna. No dia seguinte, esse aluno convidou um colega 
também interessado no tema para visitar uma biblioteca mais próxima de sua universidade e iniciou a consulta na 
literatura disponível no acervo bibliográfico. 
 
A primeira obra que ele acessou era intitulada A evolução histórica da ergonomia no mundo e seus pioneiros, de José 
Carlos Plácido da Silva e Luis Carlos Paschoarelli (2010). Durante a leitura, ele aprendeu que, desde a Antiguidade, a 
forma de trabalho foi motivo de estudos e de preocupações por parte da sociedade. O texto dizia que a simplificação, a 
organização e a execução do trabalho provavelmente foram de grande importância, sem as quais possivelmente não 
existiriam as grandiosas realizações do Egito Antigo, da Grécia, da Roma Antiga e de outras civilizações do mundo. 
Ele ficou encantado com as muitas contribuições de um dos grandes gênios da humanidade, chamado Leonardo da 
Vinci. Além disso, pôde saber que existiram duas escolas que foram importantes para a consolidação das discussões 
que resultaram no entendimento do conceito atual de Ergonomia. 
No outro dia, ele retornou à biblioteca, mas dessa vez acessou na Internet um artigo cujo título era A importância 
da ergonomia nos estudos de tempos e movimentos, de Luciene de Barros Rodrigues 
Silveira e Eleine de Oliveira Salustiano (2012). O aluno e seu colega aprenderam que a Ergonomia, no 
seu processo evolutivo, enquanto disciplina científica, considera um conjunto de atividades de caráter sistêmico e 
interdisciplinar e, quando faz suas análises sobre as condições de trabalho humano, tem que dar conta de dimensões 
múltiplas na sua avaliação, com possíveis desdobramentos sobre ganhos em 
indicadores que são definidos para os processos produtivos, inclusive.Dando prosseguimento às suas investigações, o aluno e 
seu colega aprenderam que o termo “Ergonomia” foi utilizado pela primeira vez em 1857, pelo polonês Woitej Yastembowsky, 
por ocasião de sua publicação de um artigo intitulado Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, baseado nas leis objetivas 
da ciência sobre a natureza. Com tantos conhecimentos aprendidos, elaboraram o trabalho em poucos dias e, em data marcada, 
realizaram uma excelente apresentação para toda a turma. 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos? 
 
 
 
 
 
1. POR MEIO DA NARRATIVA, PODEMOS COMPREENDER O QUANTO A ERGONOMIA TEM PASSADO 
POR DISCUSSÕES DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS. MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA A 
RESPEITO DO CONCEITO MAIS ATUAL SOBRE ESSA CIÊNCIA. 
 
A) É o estudo científico que estuda as adaptações do trabalho ao ser humano para que possa 
desenvolver as atividades de maneira segura e eficiente. 
B) É o saber das situações presentes nos ambientes (interno e externo) de trabalho, que busca evitar acidentes 
por má postura, durante a execução do ofício. 
C) É a pesquisa científica preocupada com a gestão do trabalho, em chão de fábrica, com intuito de otimizar a 
produção, minimizando o impacto ambiental. 
D) É a investigação sobre a saúde de pessoas, que é iniciada por meio de discussões acadêmicas e 
posteriormente é aplicada em situações profissionais. 
E) É uma ciência antiga que, desde os primórdios, considerava o impacto dos instrumentos de trabalho sobre a 
melhoria dos indicadores de produtividade. 
 
 
 
2. O TEXTO DEIXA TRANSPARECER A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE A ERGONOMIA E AS MELHORIAS 
SOBRE OS PROCESSOS DE PRODUÇÃO, DECORRENTES DA UTILIZAÇÃO DE SEUS MÉTODOS. MARQUE A 
ALTERNATIVA QUE DEMONSTRA ESSA AFIRMAÇÃO. 
 
A) As empresas procuram contratar funcionários para trabalharem em regimes de turnos que permitam aumentar a 
produção gradativamente. 
B) As organizações adaptam seus postos de trabalho às necessidades de seus trabalhadores, com o intuito de 
aumentar a produtividade e a qualidade de seus produtos e/ou serviços. 
C) Os recursos destinados aos processos fabris devem ser sempre mantidos para corresponderem às 
expectativas ou metas de produção. 
D) Os custos são sempre os indicadores operacionais que precisam ser minimizados nem que para isso ocorra a 
maximização do emprego da mão de obra. 
E) A firma deve procurar sempre aumentar a qualidade com a redução de recursos aplicados para alcançar 
custos cada vez menores. 
 
 
GABARITO 
 
1. .A alternativa "A " está correta. 
 
É o estudo científico que busca a melhor adaptação do ambiente de trabalho ao ser humano, com objetivo de mitigar 
lesões, doenças e acidentes durante o expediente de trabalho e fora dele. 
2. A alternativa "B " está correta. 
Existe uma relação intrínseca entre aplicar a Ergonomia e a perspectiva de melhorar indicadores dentro da operação, 
entre os quais a produtividade. 
 
3. CASO VOCÊ FOSSE O ALUNO DO TEXTO E O PROFESSOR LHE SOLICITASSE QUE ESCOLHESSE 
UMA DAS ESCOLAS QUE VOCÊ ESTUDOU E FOI REFERÊNCIA PARA A EVOLUÇÃO DO ENTENDIMENTO 
DE ERGONOMIA, QUAL DELAS VOCÊ ESCOLHERIA PARA COMENTAR NO MOMENTO DE 
APRESENTAÇÃO DO SEU TRABALHO? 
RESPOSTA 
 
Duas escolas da concepção da evolução da Ergonomia tiveram um enorme destaque mundialmente: a escola de 
Ergonomia europeia e a escola de Ergonomia americana. A escola europeia se concentrava na Inglaterra e na França, e 
tinha seus esforços concentrados em atividades ergonômicas praticadas nas áreas administrativas, ou seja, estudava a 
Ergonomia de maneira prática, com observações laborais. Já a escola americana estudava a anatomia humana, a 
antropometria, a natureza física e humana, as medidas em postos de trabalho, a interface existente entre o recurso humano 
e da máquina e equipamentos, ou seja, estudo voltado para o campo teórico/prático 
 
 
 
 
 
O SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS CONTRIBUIÇÕES EM ERGONOMIA 
 
O SURGIMENTO DA ERGONOMIA 
 
 
Durante muitas décadas, a Ergonomia foi discutida muito timidamente dentro dos contextos produtivos, mas nos 
últimos anos ela tem se mostrado fundamental para proporcionar ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis 
para os trabalhadores que se esforçam ao longo de suas jornadas de trabalho. 
Dentro de um contexto mais histórico, cabe destacar alguns registros para que possamos entender como as 
questões relacionadas ao trabalho humano foram sendo evoluídas na sociedade ao longo de algumas centenas de 
anos. 
 
Na Antiguidade, muitos relatos já descreviam os problemas de coluna existentes em carregadores de pedra, as 
cólicas provocadas pelo manuseio de chumbo por mineiros e a intoxicação grave causada pelo uso do mercúrio. 
No Egito Antigo, foi descoberto um papiro que descrevia um acidente com diagnóstico de lombalgia aguda que 
acometeuum homem que trabalhou na construção de uma pirâmide. 
 
Na Grécia e Roma Antiga, o trabalho era de obrigação exclusiva dos escravos, que não recebiam qualquer tipo 
de contrapartida pelos seus esforços realizados. 
Os hebreus acreditavam que o trabalho era visto de forma menos indigna. Algo que remetia a uma missão 
sagrada para a expiação do pecado original. 
 
Na época do Renascimento, começa uma mudança mais discreta sobre o trabalho. Existiu um reconhecimento 
maior, uma vez que era algo que remetia à valorização da vida terrena, ou mesmo material. 
Na Reforma Protestante, que aconteceu na Europa, no século XVI, a percepção ficou bem evidente sobre a 
importância do trabalho, sendo visto como um instrumento que poderia viabilizar a obtenção de conquistas materiais. 
 
CONTRIBUIÇÕES DE LEONARDO DA VINCI PARA A CIÊNCIA DA ERGONOMIA 
 
Atribui-se ao grande gênio Leonardo da Vinci uma série de contribuições, ou práticas, registradas em manuscritos, 
para a ciência da Ergonomia. Justificativa que encontra fundamento haja vista o seu enorme interesse em áreas do 
saber que encontram correspondência para aplicação de conhecimentos ergonômicos, tais como: Engenharia, 
Fisiologia, Anatomia, entre outras. 
EM UMA DE SUAS OBRAS MAIS CONHECIDAS, DENOMINADA DE O HOMEM VITRUVIANO, LEONARDO DA 
VINCI BASEOU-SE NO CONCEITO APRESENTADO NA OBRA OS DEZ LIVROS DA ARQUITETURA, ESCRITA 
PELO ARQUITETO E MESTRE ROMANO MARCUS VITRUVIUS POLLIO (75-25 A.C.), PARA FAZER UM 
REDESENHO QUE PROCURAVA UNIR O HOMEM CANÔNICO DO QUADRADO E DA CIRCUNFERÊNCIA, EM 
SEUS CENTROS GERADORES E CLÁSSICOS, EM UMA SÓ FIGURA. 
A ideia consistia em deixar o homem fixo em um dado lugar, girando ou articulando os seus membros superiores e 
inferiores juntos ao tronco. Na verdade, ele imaginava que era possível modificar a posição das formas, tanto o 
quadrado como a circunferência, neste caso, o que chegaria a ser um princípio da ciência da Ergonomia. Assim, o 
local de trabalho, o ambiente laboral, a vestimenta e as questões periféricas deveriam se adaptar ao próprio indivíduo, 
e não o contrário (Figura 1). 
 
 O Homem Vitruviano, ou o homem de Leonardo. Desenho com detalhes da obra de arte de Leonardo da Vinci, 
realizada por volta do ano de 1490, tendo como base o manuscrito antigo do mestre romano Vitruvius. 
Leonardo da Vinci combinou em um único desenho o homem dentro de um círculo e um quadrado, ampliando a 
correspondência entre as dimensões e os movimentos humanos, algo que nos remete ao conhecimento presente na 
Antropometria, quando se estuda os formatos e as medidas do corpo que têm aplicação em projetos. 
Muitos autores defendem que O homem vitruviano foi uma referência fundamental para o início dos estudos da 
Antropometria e da própria Ergonomia. Adicionalmente, era fácil notar que seus estudos e projetos contemplavam as 
máquinas, bem como suas respectivas funções, que se ajustavam ao homem. Isso facilitava a execução de 
movimentos no momento que eram utilizados. 
A RELAÇÃO DA ERGONOMIA COM A ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA 
 
Com as muitas transformações que ocorreram na civilização industrial, sobretudo em projetos de sistemas de 
produção, surgiram pensadores preocupados com a realidade do trabalho que era desempenhado pelas muitas vidas 
humanas que estavam presentes em tais contextos. 
WOITEJ YASTEMBOWSKY 
 
No ano de 1857, o termo “Ergonomia” foi empregado pela primeira vez pelo cientista e biólogo polonês Woitej 
Yastembowsky em sua obra intitulada Ensaios de Ergonomia ou ciência do trabalho, com base nas leis objetivas da 
ciência da natureza. 
YASTEMBOWSKY DEFINIU ERGONOMIA UNINDO DOIS TERMOS GREGOS DA SEGUINTE MANEIRA: 
ERGON = TRABALHO E NOMOS = LEIS, REGRAS OU NORMAS 
Yastembowsky teve o entendimento de que a Ergonomia era como uma ciência do trabalho e exigia o entendimento 
da atividade humana em termos de esforço, pensamento, relacionamento e dedicação. Portanto, essa ciência devia 
possuir aplicação sobre o trabalho, o que significa que ela é voltada para melhor compreensão sobre esforço do 
corpo humano. 
FREDERICK WINSLOW TAYLOR 
No século XIX, Frederick Winslow Taylor, em sua obra denominada Administração científica, apresentou um conjunto 
de conhecimentos que descrevia a melhor maneira de se executar determinado trabalho, 
considerando todo o grupo de tarefas respectivas. 
TAYLOR ACREDITAVA NA BUSCA POR AÇÕES QUE PUDESSEM OTIMIZAR A REALIZAÇÃO DE TAREFAS 
DENTRO DO TRABALHO, ALÉM DE RECOMENDAR O USO MAIS RACIONAL DE RECURSOS, EVITANDO 
PERDAS, E A MÁXIMA ECONOMIA DE ESFORÇO FÍSICO FEITA PELO OPERÁRIO. 
Todavia, era preciso refletir sobre as condições de trabalho oferecidas aos recursos humanos. Naquela época, foram 
feitas muitas críticas severas pela sociedade contra os pensamentos e aplicações da teoria de Taylor. Inclusive, uma 
das mais importantes foi associar o modelo de administração desenvolvido por Taylor ao entendimento do Homo 
economicus, cujo interesse maior era explorar o 
indivíduo a fim de extrair o máximo de retorno possível em favor do sistema produtivo de uma dada fábrica. Com 
isso, não eram consideradas todas as suas limitações físicas, ambientais e psicológicas, ou seja, os aspectos 
ergonômicos como realmente deviam ser. 
Em 1936, o filme de Charles Chaplin, chamado de Tempos modernos, reproduziu diversas cenas que evidenciavam as 
condições de trabalho existentes nas fábricas que soaram como críticas contundentes ao taylorismo, também 
associado à administração científica. 
 
 Um selo impresso no Quirguistão retrata uma cena do filme Tempos modernos, de Charles Chaplin (1936). 
 
 SAIBA MAIS 
Do ponto de vista da ciência de Ergonomia, as ideias de Taylor foram um verdadeiro marco para a organização do 
trabalho. Isso é fato, uma vez que contribuiu diretamente para os conceitos de projeto de tarefas, controle dos seus 
tempos de execução e no que tange aos imprescindíveis estudos de movimentos. Esses estudos se tornaram referência 
para os métodos de análise de tarefas que são executadas até hoje dentro de muitos ambientes fabris. 
A International Ergonomics Association (IEA) conceitua a Ergonomia como sendo o estudo científico da relação entre o 
homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho. A associação entende que o propósito da Ergonomia é elaborar 
um conjunto de saberes que possam ser aplicados adaptando os meios tecnológicos e os postos de trabalho ao 
homem. 
Por sua vez, a Associação Brasileira de Ergonomia conceitua Ergonomia (2004) como: 
O ESTUDO DA ADAPTAÇÃO DO TRABALHO ÀS CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS E PSICOLÓGICAS DO 
SER HUMANO. 
APLICAÇÃO DA ERGONOMIA NOS CONTEXTOS PRODUTIVOS 
 
Desde o momento que o homem decidiu migrar dos campos para os grandes centros urbanos em busca de 
oportunidades profissionais, sobretudo na indústria que começa a surgir na Inglaterra em 1780, por ocasião da 
Primeira Revolução Industrial, e em outros países da Europa a partir de 1850, sempre estiveram presentes em 
discussões os assuntos relacionados com as melhores condições de trabalho. 
Essas condições, por sua vez, ganharam novas abordagens, provocando impactos em todo o processo produtivo. 
Passaram a ser comuns as considerações feitas acerca do regime de trabalho (em muitos casos, alcançava 16 horas 
por dia), sobre a precariedade das condições locais (falta de higiene, ruídos, pouca segurança) para o exercício de 
atividades, entre outros aspectos. 
 COMENTÁRIO 
Isso é fruto de um aumento gradual, muito embora lento, a respeito da necessidade de se pensar em mudanças 
dentro dos ambientes laborais de modo que pudessem garantir a própria sobrevivência em uma sociedade com um 
foco cada vez mais voltado para a produção e o consumo. 
No século XVIII, alguns estudos tentaram realizar a medição da capacidade de trabalho físico em locais onde os 
operadores de máquinas e de equipamentos estavam situados. O propósito disso era indicar se existiam cargas muito 
elevadas de trabalho por longos períodos, que podiam levar a uma predisposiçãoàs doenças ocupacionais, desgastes 
 
musculares, comprometimentos na postura ou, ainda, que pudessem implicar em uma melhor organização de tarefas 
executadas. 
O avanço desses estudos tem propiciado mudanças contínuas e velozes. O que pode parecer como algo totalmente 
contraditório é que, à medida que se aumentam as exigências em relação a esse contexto, os homens têm se 
mostrado cada vez mais sedentários. Isso por si só, segundo especialistas 
no assunto, pode suscitar em um fator de risco para diversas doenças consideradas perigosas para os 
seres humanos, que precisam sair, na maioria das vezes, de suas casas para se dedicarem às suas 
responsabilidades profissionais. 
 
CONTRIBUIÇÕES DE ESCOLAS PARA A APRENDIZAGEM DA ERGONOMIA 
 
As primeiras discussões em Ergonomia emergiram por meio de duas escolas de Ergonomia: uma na Europa e outra 
nos Estados Unidos da América. Veja as principais características de cada uma. 
ESCOLA NA EUROPA (ERGONOMIA DA ATIVIDADE) 
A Inglaterra e a França, a partir de 1949, tiveram a participação na construção e na consolidação da ciência da 
Ergonomia. Os dois países direcionavam o foco de seus estudos sobre as atividades realizadas pelos recursos 
humanos e na própria administração onde o trabalho era feito. A ênfase dos estudos era empírica e envolvia a análise 
sobre a tarefa, cujo objetivo era voltado para compreender como os problemas que ocorriam no chão de fábrica eram 
resolvidos. A atenção recaía sobre 
indicadores de desempenho, tais como: eficácia, eficiência e custos. 
 
ESCOLA AMERICANA (ERGONOMIA DOS FATORES HUMANOS) 
Por ocasião das guerras mundiais, o interesse das investigações sobre o trabalho foi aprofundado e estava todo 
direcionado entre o homem e o recurso de produção (maquinário). Essencialmente, existia uma forte inclinação para 
se estudar as ciências da anatomia humana, da antropometria, da natureza física e humana, das medidas em 
postos de trabalho, da interface existente entre o recurso humano e da máquina e equipamentos. Durante os 
estudos, era muito comum utilizar a técnica de simulação dentro dos laboratórios de pesquisa onde os experimentos 
eram realizados. 
 
 
 
REVISÃO DOS ASPECTOS ERGONÔMICOS NOS SISTEMAS PRODUTIVOS 
 
Com as modificações econômicas, políticas, sociais e ambientais nas últimas décadas, as indústrias precisaram rever 
os seus processos de gestão dentro de seus sistemas produtivos. E essa revisão considerou aspectos ergonômicos, 
no sentido de serem mais incorporados aos projetos de layout de postos de trabalho. 
AS DISCUSSÕES NASCEM, NA MAIORIA DAS VEZES, DENTRO DOS AMBIENTES ACADÊMICOS E DEPOIS 
GANHAM FORÇA EM TERMOS DE APLICAÇÃO DENTRO DAS ORGANIZAÇÕES DE NEGÓCIOS. ESSAS 
ORGANIZAÇÕES, POR SUA VEZ, AMADURECEM AO CONSIDERAR A ERGONOMIA UM IMPORTANTE CAMPO 
DE ESTUDO QUE BUSCA PROPORCIONAR CONFORTO E CONDIÇÕES ADEQUADAS PARA QUE UM 
PROFISSIONAL DESEMPENHE SUAS TAREFAS COM MAIS SAÚDE E SEGURANÇA EM SEU AMBIENTE DE 
TRABALHO. 
Diante disso, é preciso compreender técnicas, conceitos, ferramentas, entre outros mecanismos, com o intuito de se 
chegar a um nível maior de satisfação no momento que se desempenha uma função. Por conseguinte, uma vez que 
são considerados os aspectos ergonômicos, existe uma preocupação por parte da gestão do trabalho em alcançar 
melhores resultados para indicadores de desempenho, tais como: eficácia, eficiência, qualidade, custo, produtividade, 
lucratividade, entre outros. 
 
Temos de considerar o quanto é importante que ocorra essa preocupação por parte das empresas em relação aos 
seus colaboradores. Afinal de contas, quando os conhecimentos encontram oportunidades de serem aplicados 
(mesas niveladas, cadeiras confortáveis, descanso para os pés, apoio para os pulsos, intervalos para repouso, limite 
de tempo em frente às telas de computadores e celulares, entre tantas outras necessidades), é bem possível que 
bons resultados comecem a surgir, principalmente em relação às melhorias nas condições de trabalho e, 
consequentemente, ao bem-estar dos principais ativos que integram qualquer empresa, que são os seus recursos 
humanos. 
Devemos compreender que a presença da Ergonomia no trabalho pode ajudar muito no aumento da confiança entre o 
empregado e o empregador, estabelecendo uma relação mais harmoniosa entre ambos. Isso abre caminho para que 
se possam discutir estratégias, de maneira construtiva, que possam ser empregadas na realidade operacional. 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
 
1. SELECIONE A ALTERNATIVA CORRETA A RESPEITO DE ALGUNS MARCOS HISTÓRICOS EM 
RELAÇÃO À EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO EM ERGONOMIA. 
 
A) No Egito Antigo, um papiro revelou um acidente que provocou uma dor aguda sobre um homem que ajudou a 
construir uma pirâmide. 
 
B) Na Antiguidade, existiam poucos relatos sobre os problemas de coluna existentes em carregadores de pedra. 
C) Na Grécia e Roma Antiga, o trabalho não era feito por escravos, uma vez que estes já realizavam outras 
atribuições, como servirem aos reis e rainhas. 
D) Os povos hebreus acreditavam que o trabalho não devia ser realizado por ser humano, pois não era visto de 
forma digna. 
E) O Renascimento não reconhecia o trabalho como relevante para as pessoas. 
 
2. O POLONÊS WOITEJ YASTEMBOWSKY, UM DOS PRECURSORES DO ESTUDO DA ERGONOMIA, UNIU 
DOIS TERMOS GREGOS PARA DEFINI-LA. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA EXATAMENTE A 
TRADUÇÃO PARA O PORTUGUÊS DESSES TERMOS EM GREGO. 
 
A) Leis naturais e tarefas. 
 
B) Métodos e tarefas. 
 
C) Atividades e leis naturais. 
 
D) Trabalho e leis naturais. 
 
E) Trabalho e métodos. 
 
 
 
GABARITO 
1. A alternativa "A " está correta. 
Foi descoberto um papiro, que data do Egito Antigo (2500 a. C.), descrevendo um acidente que gerou graves danos a 
um trabalhador construtor de pirâmide. Na Antiguidade (4.000 a.C.), ao contrário do que se pensa, foram feitos muitos 
registros sobre os problemas de coluna apresentados pelos carregadores de pedras. Na época da Roma e da Grécia 
Antiga (167 a.C.), somente os escravos realizavam os trabalhos que exigiam força física. Os hebreus acreditavam que 
o trabalho era digno para o homem. Na época do Renascimento, houve um reconhecimento maior do trabalho, uma 
vez que era algo que remetia à valorização da vida terrena. 
2. A alternativa "D " está correta. 
Woitej Yastembowsky definiu em 1857 a Ergonomia como sendo a união de dois termos gregos, ergon e nomos, cujas 
traduções para o idioma português são: trabalho e leis naturais, respectivamente. 
 
MÓDULO 2 
 
 Reconhecer o caráter interdisciplinar da Ergonomia 
 
LIGANDO OS PONTOS 
 
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA ABERGO? QUAL É A SUA RELAÇÃO COM A ERGONOMIA? SABE RECONHECER O 
CARÁTER INTERDISCIPLINAR DA ERGONOMIA? VOCÊ CONSEGUE DESCREVER OS PRINCIPAIS DOMÍNIOS 
DA ERGONOMIA? 
Quando estudamos Ergonomia, é muito importante conhecer sobre os seus domínios, segundo a ABERGO. Vamos 
analisar mais um case e ampliar nosso conhecimento sobre Ergonomia. 
Considere o Instituto Emënisne de Ergonomia. Esse instituto trabalha com observação do ser humano em ambiente 
laboral para produção de conhecimento científico sobre Ergonomia, tendo como especialidade o chão de fábrica, local 
onde se exige muito esforço físico, equilíbrio tanto físico quanto emocional e medidas preventivas de segurança para 
evitar lesões e acidentes. 
O instituto Emënisne foi contratado pela fábrica de tubos de aço Magntubo. Essa fábrica compra o minério de 
ferro, transforma-o em tubo e depois propicia o endurecimento das superfícies interna e externa, com a técnica 
de carbonetação. 
 
O instituto elaborou um relatório, pontuando que há necessidade de carregamento de peso nas etapas de: recebimento 
de insumo, carregamento do insumo na forja da barra de aço, calandragem e armazenamento do tubo finalizado, e 
verificou que, em média, os funcionários carregam 55% do seu peso, em todas essas etapas. No relatório, apontou 
também a percepção da falta de equipamentos de segurança ergonômica para os seres humanoscarregadores de 
peso e que estes necessitavam de treinamento para poder elevar o peso sem forçar tanto a coluna cervical como 
constatado. 
Prosseguindo com a abordagem, o instituto pontuou em sua análise a necessidade da aplicação dos conhecimentos 
em Ergonomia para treinamento dos funcionários, com intuito de melhorar sua produtividade e qualidade de vida. Por 
 
fim, apresentou diversas práticas que devem ser implementadas culturalmente na Magntubo para evitar acidentes e 
lesões no ambiente de trabalho, de acordo com os parâmetros discutidos e apresentados pela Associação Brasileira 
de Ergonomia (ABERGO). 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos? 
 
 
1. A RESPEITO DA ABERGO, COMO O PRÓPRIO CASE RETRATA, NOTA-SE QUE É UMA ASSOCIAÇÃO DE 
REFERÊNCIA QUANDO SE TRATA DE CONHECIMENTOS SOBRE ERGONOMIA. ASSINALE A ALTERNATIVA 
CORRETA SOBRE A ABERGO. 
 
A) Tem como propósito a promoção de ações de Ergonomia por meio das interações entre indivíduos e ambientes 
organizacionais, com todos os fatores tecnológicos disponíveis para o trabalho. 
B) É uma associação que busca produzir conhecimento científico por meio de observações laborais, para 
implementação de cursos profissionalizantes. 
C) Tem o mesmo nível de importância que a Associação Internacional de Ergonomia, uma vez que apresenta 
um rigor técnico científico tão exigente quanto. 
D) Procura centralizar as políticas industriais e servir de referência para debater questões trabalhistas. 
 
E) É um órgão de defesa da segurança do trabalhador, com objetivo de fomentar recursos para melhorar as condições 
de trabalho dentro dos ambientes de produção. 
 
 
 
2. COMO PODE SER VISTO NO ESTUDO DE CASO, A ERGONOMIA É CAPAZ DE INTERAGIR COM VÁRIAS 
ÁREAS DO SABER. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA A ÁREA DO SABER QUE SE RELACIONA 
COM A ERGONOMIA QUE ESTÁ CORRETAMENTE DESCRITA. 
 
A) Desenho Industrial – apresenta linhas características de objetos que facilitam o entendimento do 
comportamento da natureza animal e vegetal no ambiente de trabalho. 
B) Psicologia do Trabalho – estuda a criação e o desenvolvimento de diversos tipos de produtos fabricados 
em uma indústria e como o ser humano pode trabalhar em cada atividade. 
C) Biomecânica Ocupacional − estuda a adaptação do corpo humano ao ambiente de trabalho, objetivando 
retirar o máximo do esforço humano. 
D) Antropometria − estuda as posturas e analisa os movimentos do corpo humano. 
 
E) Fisiologia Humana – estuda os fatores físicos, químicos, físico-químicos etc. que afetam as funções e o equilíbrio 
dos seres humanos. 
 
 
 
GABARITO 
 
1. A alternativa "A " está correta A ABERGO tem como objetivo contribuir para disseminação de práticas de 
Ergonomia. Essa associação tem como finalidade a prática e a divulgação das interações das pessoas com a 
tecnologia, a gestão e o ambiente, considerando as suas necessidades, capacidades e fatores limitantes. 
2. A alternativa "E " está correta. 
A Fisiologia Humana estuda os processos físicos, químicos, físico-químicos, biológicos, bioquímicos etc. que inferem 
na vida humana. Esses fatores podem afetar o organismo humano internamente, desde células a órgãos e até mesmo 
sistema nervoso. 
 
3. NO CASE FOI APRESENTADO O CASO DA EMPRESA MAGNTUBO, QUE PRECISA REALIZAR 
TREINAMENTOS PARA MUDAR O PROCEDIMENTO DE TRABALHO DE SEUS COLABORADORES, EM 
ESPECIAL, AQUELES QUE CARREGAM PESO. CONSIDERE QUE VOCÊ É UM ENGENHEIRO DE SEGURANÇA, 
CONTRATADO PELA MAGNTUBO PARA DAR TAL TREINAMENTO. DIANTE DO RELATÓRIO APRESENTADO 
PELO EMËNISNE, QUAL SERIA O DOMÍNIO ERGONÔMICO NO QUAL VOCÊ SE BASEARIA PARA MONTAR O 
TREINAMENTO? JUSTIFIQUE A SUA RESPOSTA.
RESPOSTA 
Os principais domínios de especialização da Ergonomia são: Ergonomia Física, Ergonomia Cognitiva e Ergonomia 
Organizacional. 
Primeiramente, deve-se abordar domínio da Ergonomia Física, pois deve-se considerar uma análise da anatomia humana, da 
antropometria, da fisiologia humana e da biomecânica em relação à atividade física desempenhada no trabalho. 
 
Em seguida, deve ser abordado o domínio da Ergonomia Cognitiva, levando em consideração a preocupação quanto à 
percepção, à memória, ao raciocínio e à resposta motora, de modo que o trabalhador possa 
interagir da melhor maneira com o seu ambiente laboral. 
 
Por fim, deve-se abordar o domínio da Ergonomia Organizacional, para analisar temas referentes aos projetos de 
postos de trabalho; à gestão da qualidade; à comunicação; ao próprio trabalho em equipe; à cultura organizacional; 
entre outros. 
 
O CARÁTER INTERDISCIPLINAR DA ERGONOMIA 
 
A ERGONOMIA E OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO HUMANO 
 
Podemos admitir o caráter interdisciplinar da Ergonomia, que pode perfeitamente fazer uso de conhecimentos de 
outras áreas do saber humano que são importantes, como, por exemplo: a Fisiologia e a Psicologia do Trabalho. 
 SAIBA MAIS 
Considerando o entendimento de interdisciplinaridade, tem-se que o prefixo “inter” indica a presença de uma ação 
recíproca de um elemento sobre o outro e vice-versa. Por exemplo: em uma equipe de trabalho interdisciplinar, existe a 
opção pelo compartilhamento de instrumentos, técnicas, metodologias e outros elementos entre as disciplinas. 
Isso leva à possibilidade de um diálogo que pode contribuir para a construção e transformação das disciplinas que 
estão sendo consideradas. Autores sustentam que a interdisciplinaridade implica na 
interação de diferentes disciplinas científicas, quando apenas uma delas está coordenando as demais. 
 
A seguir, descreveremos algumas das áreas científicas que estão intrinsecamente relacionadas com a ciência da 
Ergonomia, estabelecendo a correspondência dentro de situações de trabalho. 
 
Antropometria : É um ramo da Antropologia que estuda as medidas e dimensões das partes que compõem o corpo humano. 
Está relacionada aos estudos da Antropologia Física ou Biológica, que procura analisar aspectos genéticos e biológicos 
pertencentes ao ser humano, bem como efetuar comparações entre eles. Em se tratando da Ergonomia, a Antropometria 
pode empregar modelos bidimensionais para testes de dimensionamentos de postos de trabalhos. 
 
 
 
Biomecânica Ocupacional: A Biomecânica Ocupacional é uma área de atuação da Biomecânica. Trata-se de uma área 
interdisciplinar que possui relação estreita com a Ergonomia e que procura estudar as posturas e analisar os movimentos 
do corpo, procurando determinar os limites e as capacidades do ser humano para a realização de tarefas laborais durante 
o seu trabalho sem correr riscos de lesões. 
 
 
Fisiologia Humana: É o estudo das funções e do funcionamento e equilíbrio dos seres vivos, explicando fatores físicos, 
químicos, bioquímicos que estão presentes nas células, tecidos, órgãos e sistemas nervosos. A Ergonomia faz uso de 
conceitos da Fisiologia Humana para compreender os impactos do trabalho na vida do ser humano, com a finalidade de atuar 
preventivamente, garantindo a manutenção da saúde de cada colaborador presente em sua estação de trabalho. 
 
 
 
Psicologia do Trabalho: É uma ciência que estuda o comportamento da natureza humana e animal no trabalho, considerando 
os processos mentais, tais como: razão, inteligência, aprendizagem, percepção, sentimentos, pensamentos e atitudes. A 
Psicologia do Trabalho é constituída pelo conjunto de conhecimentos psicológicos pertinentes à análise e à solução dos 
problemas ergonômicos. 
 
 
Toxicologia: Analisa os impactos de diversos agentes químicos sobre os organismos vivos e ambiente, observando seus danos 
e benefícios em diferentes horizontes de tempo, evitando que os efeitos nocivos de sustâncias que utilizamos possam afetar a 
saúde ou o próprio meio ambiente. Logo, os conhecimentos nessa área são extremamente úteis para selecionar trabalhadores 
com perfis para atuação em determinadas atividades com riscos graves e iminentes, operações insalubres, bem como para 
projetar equipamentos de proteção e postos de trabalho.É preciso que cada profissional tenha conhecimento, sempre que possível em nível de detalhes, 
sobre o que será executado. Logicamente que, por meio de um treinamento, ou mesmo de uma 
capacitação, informações poderão ser transmitidas a fim de se possibilitar o domínio sobre o que 
será realizado. 
Nesse domínio, é comum a consideração de estudos que envolvem a carga de trabalho, a tomada 
de decisão pela liderança da área, a interação homem-máquina, a compreensão do método de 
trabalho, o estresse (inevitável em muitos casos), o treinamento e a capacitação de recursos 
humanos em suas atribuições em um sistema de produção. 
 
Atenção! Para visualizaçãocompleta da tabela utilize a rolagem horizontal 
 
OS DOMÍNIOS DA ERGONOMIA 
 
A Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) é uma associação sem fins lucrativos. De modo objetivo, ela tem 
como propósito promover a prática da Ergonomia por meio das interações entre 
indivíduos e ambientes organizacionais, com todos os fatores tecnológicos disponíveis para o trabalho. 
 
Exatamente dentro desses ambientes organizacionais, quando não existem intervenções ergonômicas, é bem 
possível que o colaborador tenha o seu desempenho diminuído. Isso pode ser justificado por ele não se sentir 
confortável em seu local de trabalho. Por outro lado, uma vez presente de fato, a 
Ergonomia tem a capacidade de transformar desconfortos durante a realização de uma tarefa em confortos. Além 
disso, aumenta a sensação de segurança diante da execução de atividades em ambientes com ou sem salubridade 
ou, ainda, com ou sem periculosidade. 
OS ERGONOMISTAS TÊM CONSCIÊNCIA DO QUE PRECISAM FAZER PARA CORRESPONDER E INTERVIR 
SOBRE AS MUITAS DEMANDAS QUE SÃO INERENTES ÀS SITUAÇÕES DE TRABALHO. NESSE MOMENTO, É 
MISTER QUE BUSQUEM UMA ABORDAGEM HOLÍSTICA DO CAMPO DE AÇÃO, QUE INCLUI ASPECTOS 
FÍSICOS, COGNITIVOS E ORGANIZACIONAIS. 
A ABERGO faz parte da Associação Internacional de Ergonomia (International Ergonomics Association) 
– IEA, e estabelece os seguintes domínios de especialização da Ergonomia: 
 
ERGONOMIA FÍSICA ERGONOMIA COGNITIVA 
ERGONOMIA ORGANIZACIONAL 
ERGONOMIA FÍSICA 
 
Está relacionada com as características da anatomia humana, da antropometria, da fisiologia humana e da 
biomecânica em sua relação à atividade física. Alguns temas que são abordados nesses domínios são os seguintes: 
postura ideal para realizar uma tarefa, manuseio de recursos de produção, movimento repetitivo, doenças 
musculoesqueléticas, layout de posto de trabalho, saúde e segurança de todos que participam de uma área. 
 
 
 
ERGONOMIA COGNITIVA 
 
Antes mesmo de um trabalhador iniciar o seu conjunto de tarefas, que integram uma dada atividade e que 
pertencem a um processo, é fundamental a consideração de processos mentais, tais como: a percepção, a 
memória, o raciocínio e a resposta motora. Estamos nos referindo à capacidade humana de refletir sobre como pode 
interagir da melhor maneira com o seu ambiente laboral, com todos os recursos de produção presentes. Continue 
lendo... 
 
 
 
ERGONOMIA ORGANIZACIONAL 
 
A Ergonomia também tem interesse quando se pretende otimizar sistemas sociotécnicos, compostos por pessoas que 
são partes que compõem um sistema, bem como o seu funcionamento e todas as estruturas organizacionais, políticas 
traçadas e processos que precisam ser iniciados e finalizados. 
Assim, os principais temas tratados nessa área de estudo são: projetos de postos de trabalho; gestão da qualidade; 
comunicação; trabalho em equipe; cultura organizacional; entre outros. 
 
 
 
A CERTIFICAÇÃO ERGONÔMICA 
 
 
Ao longo dos anos, a análise ergonômica do trabalho tem possibilitado evidenciar as condições pelas quais uma 
atividade é realizada na realidade. Ou seja, é possível analisar o conjunto de movimentos, decisões e atitudes que são 
usados com frequência pelos colaboradores enquanto estes desempenham as suas funções. 
Agora, a discussão que surge está relacionada se cada atividade realmente está sendo feita da maneira correta. Os 
gestores operacionais de uma organização têm o papel de cumprir a legislação que se aplica dentro dos sistemas 
produtivos, principalmente quando esta possui relação direta com a gestão da 
Ergonomia. 
 
Portanto, é preciso que uma empresa providencie todas as condições necessárias para a realização de trabalhos que 
precisaram ser realizados de forma que todos tenham a saúde e a segurança garantidas. Estando atenta a todas as 
exigências previstas em leis, a empresa pode, enfim, buscar uma certificação ergonômica. 
 
 ATENÇÃO 
 
 
Esse importante documento ratifica a situação de comprovação que a empresa deve possuir no sentido de adaptar as 
condições de trabalho ao conjunto das características psicofisiológicas de todos os seus colaboradores, de modo a 
proporcionar o máximo de conforto, saúde, segurança e desempenho efetivo. 
É sempre importante frisar que a sociedade tem acompanhado o movimento de muitas empresas em relação às 
questões que envolvem temas de saúde e segurança dentro do trabalho. Uma vez que se demonstre que realmente 
existe uma preocupação com esses assuntos, que convergem com um pensamento voltado para a prevenção, 
traduzido por esforços em relação às condições de trabalho 
ideais para aqueles (contratados) que integram sistemas produtivos, tanto a própria sociedade como os mercados 
consumidores e os próprios trabalhadores adotam naturalmente uma postura de maior aceitação junto às empresas 
contratantes. 
Em outras palavras, uma certificação ergonômica permite estabelecer uma identificação positiva para a empresa, 
garantindo qualidade, credibilidade e confiabilidade aos consumidores, dentro de princípios éticos e moralmente 
aceitos. 
VEJA ALGUNS DOS BENEFÍCIOS QUE PODEM SER ALCANÇADOS COM A CERTIFICAÇÃO ERGONÔMICA: 
Redução nos casos de incidentes e de ocorrências de acidentes de trabalho. 
 
 
Redução no absenteísmo. 
 
 
Melhoria nos aspectos motivacionais dos trabalhadores. 
 
 
Melhoria na produtividade dentro dos processos organizacionais. 
 
 
Minimização de custos operacionais. 
 
 
Melhoria da imagem junto aos clientes das empresas. 
 
 
 
 
AS PRINCIPAIS CERTIFICAÇÕES ERGONÔMICAS 
 
Conforme estudamos até o momento, uma certificação ergonômica comprova que uma dada organização reúne 
qualidades necessárias para a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas de seu 
corpo funcional. 
Veja algumas das principais certificações ergonômicas que são amplamente buscadas no mercado atualmente. 
OHSAS 18001 E ISO 45001 
Trata-se de uma norma do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional. Podemos dizer que a certificação 
pode ser obtida quando a empresa consegue finalmente implementar um procedimento formal que vai proporcionar a 
minimização dos eventos de riscos associados à saúde e segurança nos postos de trabalho. Isso se torna possível 
quando se faz uso dos conhecimentos ergonômicos. Há décadas, a Norma OHSAS 18001 tem se constituído em uma 
preciosa ferramenta para atingir, controlar e melhorar o nível de desempenho da Saúde e Segurança do Trabalho 
(SST). Entretanto, as empresas estão iniciando a migração para a norma ISO 45001 porque esta tende a oferecer 
 
uma segurança maior para evitar afastamentos temporários ou definitivos de funções, redução de incidentes e 
acidentes do trabalho, assuntos que são de grande interesse da Ergonomia. 
BS 8800 
A temática principal dessa certificação é a implantação de um Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no 
Trabalho eficiente. Foi publicada em maio de 1996, estruturada e de responsabilidade do 
órgão britânico de normas técnicas denominado British Standards. Essencialmente, tal norma auxilia na 
implantação de um sistema de gerenciamento relativo à Segurança do Trabalho, contribuindo também para a 
elaboração de uma política de segurança na organização. Como objetivos principais dessa ferramenta, podemos 
destacar os seguintes: minimizar os riscos dos colaboradores; alcançar,monitorar e controlar o desempenho dos 
negócios de uma organização e proporcionar uma imagem responsável perante o seu ambiente externo. 
ISO 9000 
Considera um conjunto de normas internacionais que averiguam a existência de um sistema de garantia da qualidade 
na empresa e exigem a identificação e o gerenciamento de diversas atividades presentes nesse sistema. Em nosso 
país, o sistema ISO é representado pela ABNT (Associação Brasileira de 
Normas Técnicas). Em dezembro de 2000, a série de normas foi revisada e passou a se chamar ISO 9001:2000. 
Aliás, essa tem se esforçado no sentido de divulgar a aplicação de normas técnicas de 
Ergonomia voltadas para a interação humano-sistema e para o mobiliário existentes em ambientes de trabalho. 
No que tange à implantação das normas ISO 9000, como modelo de gestão, cabe pontuar que exige 
identificar e gerenciar os muitos processos pertencentes aos sistemas de uma organização, sendo que um deles exige 
elaboração de documentação específica que comprove que esses mesmos processos estejam normatizados e que 
atendam aos requisitos definidos pela norma. 
Existe outro conjunto de normas que tratam também de temas de interesse da Ergonomia, pois servem para nortear 
todo o processo de esforço físico no ambiente de trabalho. Vejamos: 
 
 
 
ABNT NBR ISO 11228-3:2014 
 
Movimentação de cargas leves em alta frequência de repetição 
ABNT ISO/TR 16982:2014 
 
Ergonomia da interação humano-sistema. Métodos de usabilidade que apoiam o projeto centrado no usuário. 
 
 
 
ABNT NBR ISO 9241-143:2014 
 
Ergonomia da interação humano-sistema. 
 
 
 
 
ABNT NBR ISO 11226:2013 
 
Avaliação de posturas estáticas de trabalho. 
 
O conhecimento presente nesses documentos garante a segurança, a saúde e o bem-estar do profissional e permite 
que sejam identificados ganhos em indicadores de desempenho perante os processos realizados e na qualidade dos 
produtos entregues aos clientes. 
Um dos tópicos presentes e considerados fundamentais para a Ergonomia é o envolvimento das pessoas, pois os 
trabalhadores precisam possuir a consciência sobre o quanto é relevante a qualidade e como pode ser determinante 
para atenderem, ou até mesmo superarem, a expectativa do cliente que demanda por produtos e serviços da empresa. 
 
 
 
ETAPAS PARA UMA CERTIFICAÇÃO EM ERGONOMIA 
 
Uma empresa que pretenda obter uma certificação em Ergonomia pode adotar estratégias bem específicas para se 
atingir uma boa gestão de Ergonomia. Veja alguns passos que podem ser empregados por um gestor responsável: 
 
1ª ETAPA 
 
Empreender uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), com intuito de pontuar a necessidade de melhorias para 
maior segurança dos trabalhadores. 
 
 
2ª ETAPA 
 
Implantação de um Comitê Gestor de Ergonomia, para gerenciar as implementações em melhorias ergonômicas. Esse 
comitê analisa, discute, decide e implementa medidas ergonômicas. 
 
3ª ETAPA 
 
Sensibilizar todos os colaboradores. Aqui, são feitos treinamentos, para ensino e/ou reciclagem, priorizando o uso 
dos equipamentos adequados e das práticas adequadas para a segurança ergonômica. 
 
4ª ETAPA 
 
Executar ações de melhorias. Aqui, além dos treinamentos, também entram os equipamentos de segurança. 
 
5ª ETAPA 
 
Monitorar e controlar ações. Nessa etapa, há a necessidade de constante supervisão para garantir a segurança do 
trabalhador no ambiente laboral. 
 
 
 
6ª ETAPA 
 
Avaliação de resultados obtidos. Aqui, o Comitê Gestor de Ergonomia analisa os resultados obtidos, em razão das 
decisões tomadas. 
 
 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
 
 
1. NO ESTUDO DE ERGONOMIA, APRENDEMOS QUE A CIÊNCIA VISA À OTIMIZAÇÃO DAS 
CONDIÇÕES DE TRABALHO HUMANO, POR MEIO DE MÉTODOS DA TECNOLOGIA E DO DESENHO 
INDUSTRIAL. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA REFERENTE À RELAÇÃO DA ERGONOMIA COM 
O DESENHO INDUSTRIAL. 
 
A) A Ergonomia cuida dos projetos de produtos e o Desenho Industrial da prevenção dos trabalhadores. 
B) O Desenho Industrial preocupa-se unicamente com a qualidade de vida no trabalho e a Ergonomia com o 
projeto dos postos de trabalho. 
C) No campo do design, a Ergonomia é uma disciplina essencial para o desenvolvimento dos projetos, sobretudo 
por criar produtos ergonômicos. 
D) O Desenho Industrial vem se tornando mais relevante dentro das empresas, nos últimos anos, quando 
comparado à Ergonomia. 
E) Torna-se impossível estabelecer uma relação entre Ergonomia e Desenho Industrial, pois ambas as áreas não 
apresentam objetivos específicos em comum. 
 
 
 
2. APRENDEMOS QUE O ESTUDO DA ERGONOMIA ESTÁ DIVIDIDO EM TRÊS DOMÍNIOS. COM ISSO, OS 
ERGONOMISTAS PRECISAM COMPREENDER A NECESSIDADE DE SE TRABALHAR DENTRO DE UMA 
ABORDAGEM HOLÍSTICA. MARQUE A ALTERNATIVA QUE DESCREVE CORRETAMENTE UM DOS DOMÍNIOS 
DA ERGONOMIA. 
 
A) Ergonomia Organizacional está relacionada às características da biomecânica. 
 
B) Ergonomia Cognitiva está relacionada às características da anatomia humana. 
 
C) Ergonomia Física está relacionada às características das estruturas organizacionais. 
 
D) Ergonomia Organizacional está relacionada às políticas. 
 
E) Ergonomia Cognitiva está relacionada às características de melhoria de sistemas sociotécnicos. 
 
 
 
 
GABARITO 
 
1. No estudo de Ergonomia, aprendemos que a ciência visa à otimização das condições de trabalho 
humano, por meio de métodos da tecnologia e do desenho industrial. Assinale a alternativa correta 
referente à relação da Ergonomia com o Desenho Industrial. 
A alternativa "C " está correta. 
A Ergonomia e o Desenho Industrial são essenciais para o projeto de produtos ergonômicos que vão facilitar a vida do 
trabalhador, evitando exposição aos riscos que podem levar a incidentes ou acidentes de trabalho. Essas duas áreas 
do conhecimento se preocupam em projetar produtos com segurança e que prezem pelo bem-estar dos usuários ou 
trabalhadores. Daí, compreende-se que as duas áreas têm sido muito importantes dentro de qualquer empresa 
atualmente. As áreas possuem alguns objetivos específicos em comum. 
2. Aprendemos que o estudo da Ergonomia está dividido em três domínios. Com isso, os ergonomistas 
precisam compreender a necessidade de se trabalhar dentro de uma abordagem holística. Marque a 
alternativa que descreve corretamente um dos domínios da Ergonomia. 
A alternativa "D " está correta. 
O estudo da Ergonomia divide-se em 3 domínios: Física, Cognitiva e Organizacional. A Ergonomia Física está 
relacionada com a anatomia humana, biomecânica e melhoria de sistemas sociotécnicos. Ergonomia Cognitiva está 
relacionada às características de processos. A Ergonomia Organizacional compreende estudos sobre as estruturas 
organizacionais. 
 
 
 
 
MÓDULO 3 
 
 
 
 Reconhecer as Normas Regulamentadoras 
LIGANDO OS PONTOS 
 
VOCÊ SABIA QUE UM ERGONOMISTA DEVE POSSUIR CONHECIMENTO DE NORMAS REGULAMENTADORAS 
(NRS) QUE TRATAM DE TEMAS RELACIONADOS COM A SAÚDE E A SEGURANÇA DENTRO DO TRABALHO? 
SABIA QUE AS NORMAS REGULAMENTADORAS DEVEM SER RESPEITADAS TANTO POR EMPRESAS 
PÚBLICAS QUANTO PRIVADAS, INCLUINDO OS SEUS RESPECTIVOS COLABORADORES? EM SE TRATANDO 
DA NORMA DE ERGONOMIA (NR-17), VOCÊ CONSEGUE DESCREVER ALGUMAS CARACTERÍSTICAS 
ASSOCIADAS AO BEM-ESTAR NO TRABALHO? SABE QUAL É A IMPORTÂNCIA DE SER ORIENTADO POR 
TAL NORMA? 
Para aprendermos mais sobre esses assuntos, vamos verificar o case a seguir. 
 
O dono de uma empresa de entrega constatou que muitos de seus funcionários estão sofrendo lesões musculares, e 
até mesmo ósseas (quebras), em razão do seu ofício. Então, pesquisando rapidamente na Internet, ele descobriu que 
uma das razões para tamanhas lesões poderia estar na má postura física dos trabalhadores em meio à realização de 
seu trabalho. Por meio de sua pesquisa, ele chegou à NR- 17, que é a Norma de Ergonomia e, ao lê-la, percebeu que 
não possuía implementado em sua empresa nenhum dos itens indicados por essa NR. 
A fim de se adequar à NR-17, o dono dessa empresa pesquisou por profissionais de Segurançado Trabalho que 
entendessem de Ergonomia, chegou até você e lhe pediu que fizesse a adequação da empresa dele (parte física 
+ equipe) à norma. A partir disso, você solicitou a ele 30 dias para a implementação de toda a NR, sendo 10 dias 
para observar como as atividades são praticadas, 10 dias para montagem de um plano de ação para 
implementação dos requisitos para atendimento da NR-17 e 10 dias para implementação das medidas. Uma 
dessas medidas é o treinamento dos funcionários/domínios de especialização da Ergonomia. Após os 30 dias, a 
empresa teve toda a sua cultura organizacional, gestora e operacional transformada, para garantir a saúde e a 
segurança dos trabalhadores. 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos? 
1. SOBRE A NECESSIDADE DE EMPREGO DAS NORMAS REGULAMENTADORAS (NRS) DENTRO DAS 
EMPRESAS COM O PROPÓSITO DE EVITAR EVENTOS DE RISCO QUE PODEM RESULTAR EM ALGUM TIPO 
DE DANO PARA A SAÚDE E A SEGURANÇA DO TRABALHADOR, ESTÁ CORRETO AFIRMAR QUE TAIS 
NORMAS: 
 
A) foram criadas para assegurar a segurança e a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho, durante a sua jornada 
de trabalho. 
B) servem para garantir que todos os eventos de risco sejam neutralizados nos ambientes produtivos. 
C) orientam os gestores de trabalho das organizações produtivas a evitarem incidentes e acidentes, isentando 
de possíveis multas ou indenizações junto à justiça. 
D) são parte essencial para garantir a saúde, o conforto e a segurança dos trabalhadores, mas não podem 
contribuir na prevenção de acidentes e promoção da saúde ocupacional. 
 
E) devem se adaptar sempre quando as empresas contratarem os seus trabalhadores, pois cada empresa 
tem realidades operacionais distintas. 
 
2. A NR-17 (ERGONOMIA) ESTABELECE: 
A) medidas de proteção para resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores para evitar acidentes e 
doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos. 
B) requisitos e condições mínimas visando a medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a 
segurança e a saúde dos trabalhadores que atuam em instalações elétricas e serviços com eletricidade. 
C) parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos 
trabalhadores, procurando atender às questões referentes ao conforto, segurança e eficiência. 
D) a obrigatoriedade da empresa em fornecer aos empregados EPIs adequados ao risco da atividade. 
 
E) a obrigatoriedade de elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional. 
 
 
GABARITO 
 
1. Sobre a necessidade de emprego das Normas Regulamentadoras (NRs) dentro das empresas com o 
propósito de evitar eventos de risco que podem resultar em algum tipo de dano para a saúde e a segurança 
do trabalhador, está correto afirmar que tais normas: 
A alternativa "A " está correta. 
As NRs orientam os gestores de trabalho das organizações produtivas a evitarem incidentes e acidentes e procuram 
preservar a saúde e a integridade física de trabalhadores durante o exercício de suas atividades. 
2. A NR-17 (Ergonomia) estabelece: 
 
A alternativa "C " está correta. 
Os parâmetros de Ergonomia no ambiente de trabalho são estabelecidos pela NR-17. Por meio desses parâmetros, é 
possível promover adaptações do ambiente de trabalho ao ser humano, preservando sua saúde física e emocional. 
 
 
3. O ESTUDO DE CASO DEMONSTROU QUE AS NRS PRECISAM SER EMPREGADAS EM CONTEXTOS 
PRODUTIVOS. IMAGINE UM CENÁRIO, DENTRO DE UMA FÁBRICA, ONDE FORAM NOTADOS A AUSÊNCIA 
DE PROJETOS PARA POSTOS DE TRABALHO E TRABALHADORES (NOVOS E ANTIGOS) QUE RELUTAM 
EM USAR EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, NÃO SEGUINDO RECOMENDAÇÕES PARA 
EVITAREM RISCOS DE ACIDENTES. SE VOCÊ FOSSE O ERGONOMISTA DA FÁBRICA, QUE TIPO DE 
DECISÃO TOMARIA PARA SENSIBILIZÁ-LOS COM O INTUITO DE AUMENTAR A PROTEÇÃO DELES EM 
RELAÇÃO ÀS OCORRÊNCIAS QUE PODEM LEVAR A POSSÍVEIS AFASTAMENTOS POR MOTIVOS DE 
SAÚDE E DE SEGURANÇA? 
RESPOSTA 
A decisão pode ser tomada visando a treinamentos quanto ao conhecimento de NRs tanto para trabalhadores que foram 
contratados para iniciarem as suas tarefas e que não possuam experiências e capacitações quanto para aqueles que já 
vinham atuando normalmente dentro da fábrica. A NR-17 (Ergonomia) pode ser um bom instrumento para resolver o 
problema de ausência de projetos para postos de trabalho. Já a norma NR-06 (Equipamentos de Proteção Individual) é 
uma das maneiras para se trabalhar por uma cultura mais preventiva. 
 
ENTENDER AS NORMAS REGULAMENTADORAS 
 
A segurança dentro do ambiente de trabalho tem sido objeto recorrente de discussão dentro das 
indústrias no mundo todo. É importante compreender o que realmente acontece dentro das rotinas diárias das 
empresas e o que está sendo feito para garantir melhores condições laborais para o conjunto de funcionários que 
executam tarefas produtivas, que têm como missão entregar resultados. Ou seja,podemos dizer que esforços em 
gestão são essenciais para que sejam identificados e corrigidos quaisquer fatores que porventura causem paradas ou 
descontinuidade no fluxo de trabalho. 
A FIGURA DO PROFISSIONAL ERGONOMISTA SE FAZ IMPRESCINDÍVEL, POIS ASSUMIRÁ O COMPROMISSO 
DE ATENDER AO QUE ESTÁ PREVISTO NAS LEGISLAÇÕES TRABALHISTAS OU NORMAS 
REGULAMENTADORAS (NRS) EM SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO, COM TODOS OS SEUS 
REQUISITOS QUE CONSIDERAM A SEGURANÇA, O CONFORTO E A EFICIÊNCIA DENTRO DO TRABALHO. A 
RESPEITO DESSAS NRS, PODEM SER DESTACADAS AS DISPOSIÇÕES SUPERIORES, QUE INSTITUEM 
OBRIGAÇÕES DE CARÁTER MAIS ESPECÍFICO SOBRE O QUE DEVE SER EFETIVAMENTE REALIZADO PARA 
QUE O COLABORADOR SEJA PROTEGIDO ENQUANTO REALIZA O SEU CONJUNTO DE TAREFAS. 
As NRs são instrumentos valiosos para ergonomistas e/ou gestores de trabalho treinarem ou capacitarem as suas 
 
equipes de trabalho. 
Tomando o caso específico em nosso país, é fundamental conhecer as NRs que orientam os gestores de trabalho 
das organizações produtivas a evitarem incidentes e acidentes, procurando preservar a saúde e a integridade física 
de suas equipes de trabalho. A segurança no trabalho ainda conta com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). 
Com base na Constituição Federal, observamos que, no primeiro artigo, são assegurados valores sociais do trabalho 
e a livre iniciativa como fundamentos do Estado brasileiro. Corroborando com isso, as NRs também reafirmam que, 
além de tutelarem os interesses dos colaboradores dentro do trabalho, também orientam a conduta organizacional 
para que ela não tenha posições arbitrárias. Sendo assim, cabe enfatizar que qualquer atividade empresarial tem 
obrigações econômicas, políticas e sociais e, portanto, não deve submeter qualquer um de seus empregados às 
condições inseguras sem que se tenha a devida proteção. 
 ATENÇÃO 
 
As NRs relativas à Segurança e Saúde do Trabalho devem ser respeitadas tanto por empresas privadas e públicas 
quanto por órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como por órgãos dos 
Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do 
Trabalho (CLT). O governo federal tem autonomia para realizar uma atualização de regras que regulam o universo 
trabalhista brasileiro, ou seja, das normas regulamentadoras. 
As NRs foram aprovadas por uma Portaria do Ministério do Trabalho em 1978 e têm como objetivo regulamentar as 
medidas de Segurança, Saúde e Medicina do Trabalho. Atualmente, existem no Brasil trinta e seis NRs de Saúde e 
Segurança do Trabalho em vigor, cujos assuntos são de interesse da 
Ergonomia, como, por exemplo: 
 
 
 
 
 
NR- 
1 
 
Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Estabelece o conjunto de normas técnicas 
direcionadas à Saúde e Segurança do Trabalho, trazendo as disposições gerais que devem ser seguidas pela 
empresa e pelos seus trabalhadores em todas as atividades profissionais. Podemos também considerar que 
essa normaoferece condições para que gestores, técnicos e especialistas consigam mapear todas as ameaças 
para a saúde do trabalhador (físicas, psicológicas, entre outras). 
 
 
NR- 
5 
 
Considera aspectos relacionados à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA. A necessidade 
dessa norma reside na inspeção e investigação das funções de cada área de uma empresa para identificar se 
existem, ou não, eventos de risco que 
possam resultar em algum tipo de dano à saúde ou até mesmo à vida de colaboradores. 
 
 
NR- 
6 
 
Relaciona-se com o Equipamento de Proteção Individual (EPI). Estabelece obrigações tanto para o empregador 
como para o empregado quanto ao uso de EPI com a finalidade de preservar a segurança e o conforto em 
todos os postos de trabalho. 
 
 
 
 
NR- 
7 
 
Determina a implementação em empresas e instituições do Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional – o PCMSO. A observância dessa norma pode evitar prejuízos, como faltas ao trabalho, multas e 
ações trabalhistas. Por outro lado, a empresa poderá apresentar melhorias em indicadores de desempenho 
operacionais, uma vez que mais trabalhadores estarão mais saudáveis, seguros e satisfeitos em seus postos 
laborais. 
 
 
 
 
 
 
NR- 
10 
 
Trata da proteção de profissionais que trabalham com instalações elétricas e serviços que envolvam 
eletricidade. As empresas devem manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos. 
Do lado dos trabalhadores, é preciso que zelem pela segurança e saúde de todos que possam ser afetados 
por ações ou omissões no trabalho, assumam responsabilidades junto com a empresa pelo cumprimento das 
disposições legais e regulamentares e comuniquem imediatamente ao responsável pela execução do serviço 
as situações que forem de risco para sua segurança e saúde e a de outros colegas. 
 
NR- 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
NR- 23 
Regulamenta a segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. É preciso atentar para os padrões 
posturais que serão exigidos para a operação dos equipamentos. Além disso, os comandos existentes nas 
máquinas precisam ser projetados e posicionados de modo a deixar claras as suas funções, não deixando 
margens para interpretações equivocadas. 
 
Tem por propósito determinar quais são as medidas de proteção e combate a incêndios a serem adotadas 
pelas empresas em todos os casos. Em caso de sinistros dessa natureza, é preciso que todo trabalhador 
tenha informação e conhecimento sobre procedimentos que ajudem na evacuação, entre outras ações. 
 
 
NR- 26 
 
Descreve as regras para sinalizações de informações dentro de uma empresa, prezando pela segurança 
dos trabalhadores. Ambientes devem ser sempre sinalizados para evitar a possibilidade de incidentes e de 
acidentes de trabalho. 
 
 
NR- 33 
 
Aplicada ao trabalho em espaços confinados. Muitos trabalhadores atuam dentro de postos de trabalho 
que são limitantes quanto aos movimentos. Isso pode trazer uma série de riscos à saúde daqueles, tais 
como: intoxicação e sufocamento. 
 
 
 
NR- 35 
 
Estabelece os requisitos mínimos de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a 
organização e a execução. Sempre que houver uma atividade executada a um desnível de dois metros, é 
preciso atentar para a NR-35, pois uma queda sofrida nessa situação pode implicar no afastamento 
temporário ou até mesmo definitivo de quem sofre o acidente. 
A NR-17 
A Norma Regulamentadora 17 estabelece os parâmetros ergonômicos, ou seja, que permitem a adaptação das 
condições de trabalho às características psicofisiológicas de trabalhadores, visando ao máximo de conforto, segurança 
e desempenho eficiente. Ela fornece um conjunto de orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à 
Segurança e Medicina do Trabalho. 
A NR-17 É REGULAMENTADA PELA PORTARIA Nº 3.214, DE 8 DE JUNHO DE 1978, QUE APROVA AS NRS 
RELATIVAS À SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. LOGO, O TRABALHADOR E A ERGONOMIA 
POSSUEM RELAÇÃO ESTREITA. 
A NR-17 inclui diversos aspectos, os quais estão relacionados ao levantamento, ao transporte e à descarga de 
materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de trabalho e à própria organização do 
trabalho. Com isso, a empresa se torna responsável pela realização de uma análise ergonômica dentro de cada área 
de trabalho, sendo obrigada a abordar, ao menos, as condições ideais para que o trabalho ocorra conforme o que está 
previsto em tal norma. 
Vejamos algumas considerações adicionais sobre a NR-17: 
 
SOBRE O TRANSPORTE MANUAL DE CARGAS 
A norma não admite que um trabalhador carregue um peso que possa comprometer a sua saúde ou segurança. 
Acrescenta-se, ainda, que todo trabalhador deve ser treinado sobre os métodos de manuseio que serão usados 
para preservar a sua saúde e prevenir acidentes. Em se tratando de mulheres, outras exigências são igualmente 
importantes. Ou seja, o peso máximo carregado pela mulher deverá ser inferior àquele admitido para os homens a 
fim de não implicar em danos para a sua saúde ou segurança. 
SOBRE O MOBILIÁRIO DOS POSTOS DE TRABALHO 
A norma exige a necessidade de planejamento ou de adaptação para o trabalho que for realizado em posição sentada. 
São destacadas condições de postura correta, de visualização e de desempenho para o trabalho manual sentado ou 
em pé. É preciso observar se a altura e a superfície de trabalho estão 
compatíveis com a natureza das tarefas que serão realizadas. Além disso, cabe apontar se está correta a distância dos olhos ao 
campo de trabalho e com a altura do assento do trabalhador. Acrescentam-se, ainda, as características dimensionais que 
permitem o posicionamento e a movimentação adequados dos segmentos corporais. Em relação aos assentos utilizados, cabe 
considerar os requisitos de conforto, se estes incluem ajuste de altura em função da estatura do trabalhador e da função da 
tarefa que será desempenhada; borda frontal arredondada; e encosto, que pode ser adaptado ao corpo do trabalhador para 
evitar dores na região lombar. 
SOBRE OS EQUIPAMENTOS DOS POSTOS DE TRABALHO 
A norma expressa que equipamentos devem ser adaptados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza 
da tarefa a ser feita. As atividades que exigem a leitura de documentos para digitação devem restringir movimentações 
frequentes da região do pescoço e de fadiga visual. Além disso, recomendam-se documentos que sejam legíveis e que sejam 
evitadas condições que provoquem ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. Nos últimos anos, 
muitos trabalhos têm sido realizados de forma remota. Especificamente para esse contexto, a norma também orienta que devem 
existir ajustes da tela do equipamento e de luminosidade adequada, observando os ângulos de visibilidade. O ideal é considerar 
tanto o teclado como o mouse independentes, sendo ajustados conforme a execução de tarefas. É recomendado também o uso 
de suporte para documentos para que estejam niveladas as distâncias entre o olho e a tela, entre o olho e o teclado e entre olho 
e documento. 
SOBRE A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 
 
Existem atividades que trazem sobrecargas musculares estáticas ou dinâmicas na região do pescoço, nos ombros, 
dorsos e membros superiores e inferiores de trabalhadores. Em tarefas que envolvem eventos de risco, devem ser 
incluídos intervalos para descanso do trabalhador. E, por fim, quando um trabalhador estiver afastado por período igual 
ou maior a 15 dias, por algum motivo, e retornar ao trabalho, deverá ser permitido um retorno de maneira gradual aos 
níveis de desempenho anteriores. 
 
VERIFICANDO O APRENDIZADO 
1. ANALISE CADA ITEM E ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA. 
 
I. UMA EMPRESA QUE SE PREOCUPA EM REALIZAR INVESTIMENTO NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES 
POSSUI UMA POLÍTICA SÉRIA E RIGOROSA. LOGO, O CONHECIMENTO DAS NORMAS 
REGULAMENTADORAS NÃO DEVE SER APRENDIDO SOMENTE PELO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA 
DO TRABALHO, MAS POR TODOS OS FUNCIONÁRIOS DE UMA EMPRESA, DESDE O CHÃO DE FÁBRICAATÉ AO ALTO ESCALÃO. 
II. A ORGANIZAÇÃO DE TRABALHO QUE NÃO CUMPRIR AS NORMAS REGULAMENTADORES PODE 
SOFRER MULTAS APLICADAS PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO (MTE), MAS JAMAIS SER EMBARGADA 
OU INTERDITADA. 
 
III. AS NORMAS REGULAMENTADORAS SÃO DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELAS EMPRESAS 
PRIVADAS E PÚBLICAS. 
 
A) Apenas os itens I e III estão corretos. 
 
B) Apenas o item II está correto. 
 
C) Apenas o item III está correto. 
 
D) Os itens I e III estão corretos. 
 
E) Os itens II e III estão corretos. 
 
2. AS NRS, OU NORMAS REGULAMENTADORAS, SÃO REGRAS PARA EVITAR ACIDENTES, DOENÇAS 
OCUPACIONAIS E OUTROS FATORES QUE CAUSEM DANOS À SAÚDE DE UM TRABALHADOR. EM 
SÍNTESE, A NR-17 É UMA REGULAMENTAÇÃO ESPECÍFICA DAS CONDIÇÕES LABORAIS. ASSINALE A 
ALTERNATIVA CORRETA A RESPEITO DESSA NORMA. 
 
A) Trata de medidas de combate a incêndios. 
 
B) Orienta sobre o uso de equipamento de proteção individual. 
 
C) Descreve questões relacionadas com trabalho confinado. 
 
D) Recomenda medidas de proteção para trabalhos com eletricidade. 
 
E) Inclui aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais. 
 
GABARITO 
 
1. A alternativa "A " está correta. 
Quando uma organização de trabalho não cumpre as Normas Regulamentadoras, pode sofrer penalidades, tais como 
multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, ser embargada ou interditada. 
2. A alternativa "E " está correta. 
A NR-17 aborda os parâmetros ergonômicos que permitem a adaptação das condições de trabalho às características 
psicofisiológicas de trabalhadores. 
 
CONCLUSÃO 
Como estudamos ao longo de cada módulo, toda empresa deveria considerar os fatores ergonômicos que podem 
provocar diferentes impactos sobre os colaboradores, afetando diretamente seus desempenhos no trabalho. É notório 
que grande parte das queixas ergonômicas em diferentes categorias de profissionais está relacionada ao sistema 
osteomuscular, principalmente no que concerne à postura inadequada durante a atividade laboral. Isso tem forte 
relação com o aumento do grau de absenteísmo, de afastamentos temporários e definitivos. 
O estudo da Ergonomia torna-se fundamental para identificar as situações de trabalho que deixam os colaboradores mais 
vulneráveis. Sobretudo, para aqueles que nunca receberam qualquer orientação 
sobre cuidados ergonômicos. Contudo, pesquisas têm demonstrado a viabilidade na adoção de soluções pouco 
onerosas no sentido de minimizar problemas osteomusculares que possam atingir profissionais. Muito embora exista 
bastante trabalho pela frente no intuito de amadurecer uma posição mais voltada para a prevenção, práticas vêm 
sendo adotadas visando à promoção da qualidade de vida e, sobretudo, o aumento da produtividade dentro dos 
ambientes organizacionais.

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