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Drenos Profª.: Silvana Flora OBJETIVOS: • Reconhecer a diferença entre drenose cateteres. • Entender as principais indicações de acordo com o tipo de dreno. • Realizar os cuidados de enfermagem primordiais com drenos. • Prevenir as complicações em drenos através das intervenções de enfermagem Definições CATETERES • São tubos de diversos materiais e calibres inseridos no organismo, com a função de infundir líquidos ou também retirá- los. Também podem ser utilizados para monitorização de funções vitais. DRENOS • São tubos ou materiais colocados no interior de uma ferida ou cavidade, visando permitir a saída de fluídos ou ar, evitando o seu acúmulo e removendo coleções diversas e ainda, orientar trajetos fistulosos. DRENOS Tem por finalidade principal estabelecer ou criar um trajeto artificial, de menor resistência, ao longo do qual exsudatos ou secreções possam atingir o meio externo, através de um caminho mais curto a ser percorrido (Cesaretti, 2011). Calibre • Unidade de medida: French (Fr) • 1Fr = 1mm Drenos •EFEITO DO ACUMULO DE LÍQUIDOS: o líquido (bile, pus, suco pancreático e urina); Meio de cultura: Aumenta pressão local; interfere no fluxo local; comprime áreas adjacentes; causa irritação e necrose tecidual. • ESCOLHA DO DRENO: Realizada pelo médico, que: Avalia o tipo de líquido a ser drenado; a cavidade a ser colocada; o tipo do dreno; o tempo de duração do dreno. • LOCALIZAÇÃO DOS DRENOS: locais que não toleram o acúmulo de líquido: regiões vascularizadas, feridas infectadas, regiões que sofreram grande dissecção de tecido; entre outros. DRENOS INDICAÇÃO • Fluxo da produção de fluído for superior à absorção espontânea. FINALIDADE • Retirar uma quantidade de líquido dentro de uma cavidade natural ou criada; • Evitar/ prevenir possíveis complicações relacionadas às cirurgias. Tipos de mecanismo de drenagem • ESPONTÂNEA OU SIMPLES: gradiente de pressão entre o local a ser drenado e o meio externo ocorre naturalmente por: pressãodos órgãos, capilaridade (dreno laminar), gravidade (dreno tubular). • SUCÇÃO OU SISTEMA A VÁCUO: o gradiente de pressão entre o local a ser drenado e o meio externo ocorre por pressão negativa criadano orifício externo do dreno (dreno tubular). Classificação dos Drenos Quanto a forma e ação: 1. CAPILARIDADE: A saída das secreções se dá através da superfície externa do dreno (ex.: Penrose). 2. GRAVITAÇÃO: Utiliza-se cateteres de grosso calibre, colocados na cavidade e concentrados a bolsas coletoras ou borrachas de látex (ex.: Dreno de tórax). 3. SUCÇÃO: Geralmente utilizados em circunstâncias em que se prevê o acumulo de líquidos em grande quantidade, ou por períodos prolongados (ex.: Dreno tórax com pressão negativa; sistema de drenagem Portovac). Classificação dos Drenos Quanto ao material: • BORRACHA: Podem ser tubulares, rígidos ou laminares. Sendo que os primeiros drenam por gravitação, e os outros dois por capilares; apresentam maior vantagem por serem mais macios e maleáveis, fazendo reduzir a chance de lesões das estruturas intra-abdominais. • POLIETILENO: São confeccionados de material plástico pouco irritante, às vezes radiopaco. São rígidos e apresenta fenestrações, permitindo a saída do líquido por gravitação ou sucção. Ex.: Drenos de Malecot. Classificação dos Drenos Quanto a estrutura básica: • LAMINARES: Forma de duas lâminas finas e flexíveis unidas entre si, tipo dedo de luva. Ex.: Dreno de penrose. •TUBULARES: Tubo, com comprimento e diâmetro variável, amplamente utilizado. Ex.: Dreno de tórax, Cateter foley, Tubo de Malecot. Classificação dos Drenos Quanto ao uso • VIAS BILIARES: Os tubos de Kehr (T) podem ser material plástico ou de borracha, colocados nas vias biliares extra- hepáticas para drenagem externa. •CAVIDADE ABDOMINAL: Podem ser utilizados drenos como o de penrose ou drenos tubulares de polietileno. •TORAX: Utilizados para retirar coleções liquidas e gasosas que venham a interferir no funcionamento dos sistemas envolvidos. Pode estar localizado na cavidade pleural, cavidade pericárdica ou mediastino. Classificação dos Drenos Quanto ao sistema de drenagem: • ABERTO: É aquele que possui interação com o meio, ou seja, necessária entrada de ar para bom funcionamento do sistema, risco aumentado de infecção dependendo da cavidade a que se destina drenar. • FECHADO: Não requer elementos externos adicionais para seu perfeito funcionamento, utiliza-se um sistema vedado, estéril conectado a extremidade do dreno, pode ser um frasco ou uma bolsa. (Portovac, dreno de tórax). Tipos de Drenos •Laminares: Modelo Penrose: de material látex, nos tamanhos 1, 2, 3, 4 e 5. •Tubulares: Modelo Kher, Malecot, Nelaton, Pettzer, Dreno de Torax e Mediastino: de material siliconizado, látex, emborrachado, nos tamanhos de números pares, que indicam quanto maior o número maior o calibre. •Lâmino-Tubulares: É uma variação feita através da utilização de um dreno laminar (penrose) com um dreno tubular no seu interior. DRENOS:LAMINARES • Sãoachatados, maleáveis, feitos de borracha sintética oude plástico siliniconizado. • Condução do efluente (secreção)é direta. • Funcionam por capilaridade (saída das secreções se dá através da superfície externa do dreno (penrose). • Os mais comuns penrose. Dreno de Penrose ➢Dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam em possível acúmulo local pós-operatório, de líquidos infectados ou não. ➢O orifício de passagem do dreno deve ser amplo, e o mesmo deve ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, de preferência não utilizando o dreno através da incisão cirúrgica e, sim, através de uma contra incisão. Dreno de Penrose Dreno de Penrose Nº 1 ao 5 Esterilizado em óxido de etileno Dreno de Penrose Dreno de Penrose Dreno de Penrose DRENOS:TUBULARES • São em forma de tubo, feitos de polietileno, silicone e latéx. • A condução do efluente está na dependência do número e tamanho dos orifícios laterais; a drenagem se faz através de seu lúmen. • Funcionam tanto por capilaridade, gravidade como por sucção. • Os mais comuns são os torácicos. DRENOS:TUBULARES É fenestrado, possui múltiplos orifícios laterais em sua extremidade (máxima captação do efluente). Pode ser de um lúmen, duplo ou triplo lúmem. Possui rigidez própria que não permite que seja colabado à compressão dos tecidos que o circundam. Podem ferir vísceras e vasos. Podem ser de um lúmen, duplo ou triplo lúmens. DRENOS de Pezzer de Kehr ou T de Pigtail de Duplo J DRENOOU SONDADEPEZZER Dreno de Pezzer Sonda de borracha terminada por uma dilatação em forma de cogumelo que serve para a manter na uretra, onde é colocada para permanecer. Existe igualmente um modelo de sonda de Pezzer em cotovelo, utilizada para drenagem ou lavagem da bexiga após cistotomia. ( Pezzer, Michel de, médico francês, 1853-1917). Diferenças entre Sondas Vesicais DRENO DE JP –JACKSONPRATT Dreno de Jackson-Pratt São indicados para neurocirurgia, cirurgia plástica, cirurgia da face e pescoço, mastectomia, cirurgia obstétrica/ginecológica e cirurgia geral e laparoscópica. Fabricados em silicone que permitem maior maciez e flexibilidade, proporcionando mais resistência e integridade ao dreno, ajudam a promover aproximação na superfície do tecido e a prevenir o colapso e obstrução do dreno, preservando sua abertura. Dreno de Jackson-Pratt Funciona com pressão negativa, tem formato de pera. Tem como principal cuidado manter vácuo (drenando o que provocaria dor, desconforto e alteração dos sinais vitais). Dreno de Jackson-Pratt Finalidade do Dreno JP: • Evita Infecções profundas nas incisões; • São introduzidos quando existe ou se espera coleção anormal de secreção;• JP exerce pressão baixa constante. Dreno com reservatório de Jackson-Pratt Dreno com reservatório de Jackson-Pratt Dreno com reservatório de Jackson-Pratt Dreno com reservatório de Jackson-Pratt DRENO DEKEHR Dreno de Kehr ou Tubo T Pode ser de plástico ou de borracha, inseridos nas vias biliares para drenagem, descompressão e realização de colangiografia. Dreno de Kehr Dreno de Kehr PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES • Saída de bile em torno do dreno por coledocorrafia inadequada; • Saída acidental do dreno; • Saída de um ramo do dreno do interior da via biliar com consequente fístula biliar; • Fechamento do dreno por nó ou dobra. DRENO DE PIGTAIL DRENO DGTAIL Dreno de Pigtail Drenos Uretrais Pigtail e Duplo J DRENO DE DUPLO J Dreno de Duplo J Cateter duplo jota está associado a uma série de sintomas, tais como aumento da frequência miccional, urgência, disúria, incontinência, hematúria, esvaziamento incompleto da bexiga, desconforto pélvico e dor lombar. Grande parte destes é atribuída a irritação vesical associada à extremidade caudal do cateter. Dreno de Duplo J Tubo flexível que tem como função permitir o escoamento livre de urina, do rim até a bexiga, em casos de condições biológicas adversas. Uma extremidade ancora-se na pelve renal e a outra extremidade curva-se no interior da bexiga. O catéter pode produzir graus variáveis de desconforto, incluindo polaciúria (vontade de ir ao banheiro frequentemente), urgência urinária, urge-incontinência, sangramento urinário, dor lombar dor em baixo ventre. Dreno de Duplo J DRENOS deSUCÇÃO PORTOVAC É um sistema de drenagem fechado que utiliza de uma leve sucção (vácuo), apresentando um aspecto de sanfona. Consiste em manter a pressão dentro para facilitar a Consiste em manter a pressão dentro para facilitar a drenagem. É usada em cirurgias que se espera sangramento no pós-operatório, ou seja, secreção sanguinolenta. Pode ser usado em cirurgias ortopédicas, neurológicas e Oncológicas. PORTOVAC PORTOVAC PORTOVAC PORTOVAC CONTRA-INDICAÇÃO Não pode ser usado em cirurgias que a duramater não esteja totalmente fechada, ela aberta provoca dor, desconforto, e pode fazer sucção do LCR. Risco de infecção Fechar a ferida sem o dreno faz com o sangue se acumule entre os tecidos formando um hematoma, tornando meio de cultura. PORTOVAC CUIDADOS ESPECIFICOS •Prazo de permanência: aproximadamente 48 horas. •Não tracionar. •Verificar drenagem (presença de coágulos). •Manipulação asséptica. https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwik1oOHpMLkAhUjGLkGHckSATAQjRx6BAgBEAQ&url=/url?sa=i&source=images&cd=&ved=&url=https%3A%2F%2Fwww.hcpa.edu.br%2Farea-do-paciente-apresentacao%2Farea-do-paciente-sua-saude%2Feducacao-em-saude%2Fsend%2F2-educacao-em-saude%2F39-pes106-dreno-portovac&psig=AOvVaw1zZR8KG_f0UZyerOSX8H4T&ust=1568068322252153&psig=AOvVaw1zZR8KG_f0UZyerOSX8H4T&ust=1568068322252153 https://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwik1oOHpMLkAhUjGLkGHckSATAQjRx6BAgBEAQ&url=/url?sa=i&source=images&cd=&ved=&url=https%3A%2F%2Fwww.hcpa.edu.br%2Farea-do-paciente-apresentacao%2Farea-do-paciente-sua-saude%2Feducacao-em-saude%2Fsend%2F2-educacao-em-saude%2F39-pes106-dreno-portovac&psig=AOvVaw1zZR8KG_f0UZyerOSX8H4T&ust=1568068322252153&psig=AOvVaw1zZR8KG_f0UZyerOSX8H4T&ust=1568068322252153 Dreno avácuo SEROSA FECALÓIDE BILIOSAPURULENTA SANGUINOLENTA Complicações Drenos Tipo de complicação Hematoma/ Sangramento Irritação peri-dreno Evisceração pelo orifício de drenagem Perda do dreno (má- fixação) Efeito inflamatório (corpo estranho); erosão/ perfuração e fístulas Diagnósticos de Enfermagem •Integridade Tissular Prejudicada relacionado ao procedimento cirúrgico definido por tecido lesado ou destruído. •Mobilidade Física Prejudicada relacionado com força e resistência diminuídas, dor ou desconforto definido por restrição dos movimentos imposta por prescrição médica, relutância em tentar movimentar-se, inabilidade de movimentação. •Dor •Risco para Alteração na Perfusão Tissular •Integridade da Pele Prejudicada •Medo •Déficit de Volume de Líquidos •Risco para Déficit de Volume de Líquidos •Alteração na Eliminação Urinária •Risco para Injúria •Risco para Infecção Cuidados com Drenos Cuidados com Drenos Cuidados com Drenos • Registrar separadamente o volume de cada dreno na folha de balanço hídrico, isto possibilita avaliação da redução ou aumento anormal da drenagem. • Registrar de forma precisa o aspecto da secreção drenada. • Importante checar a localização do dreno, quais os cuidados a serem ministrados pela equipe, se está suturado a pele ou não, tipo de dreno utilizado, como manter a permeabilidade do mesmo, o volume esperado de drenagem e principais complicações com o dispositivo. Cuidados de Enfermagem com o DRENO • Registrar o volume de cada dreno na folhade Balanço Hídrico, isto possibilita avaliação da redução ou aumento anormal dadrenagem. • Registrar de forma precisa o aspectoda secreçãodrenada. EXEMPLO DE ANOTAÇÃO 10h00: Mantém dreno tipo laminar em QSD com débito sanguinolento em bolsa coletora de 50 ml,desprezado e trocado bolsa de 50 ml,desprezado e trocado bolsa coletora. Referências • Silva AJR, Oliveira FMD, Ramos MEP. Infecção associada ao Cateter Venoso Central –Revisão de Literatura. Referência Dez 2009; 11: 125 –34. • PARECER COREN-SP053 /2013 –CT Dúvidas?