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FERIDAS: PROCESSO DE CURA 
E CICATRIZAÇÃO FISIOLÓGICA
Profª. Ms. Silvana Flora de Mello
✓ Maior órgão do corpo humano 
✓Corresponde 16% do peso corporal
ANATOMIA DA PELE 
• Composta por 2 camadas:
EPIDERME: 
- Proteção - Queratina e Melanina
DERME: 
-Tecido conjuntivo fibrosos de
colágeno e elastina (força e
elasticidade)
- Folículos pilosos, glândulas sebáceas
e sudoríparas.
- Rede linfática, vasos sanguíneos e
terminações nervosas.
- Regulação da temperatura.
Realizar um curativo 
ou 
Tratar uma ferida?
✓ Conhecimento da anatomia
✓ Fisiologia da reparação tecidual
✓ Análise de custo de material
✓ Bom relacionamento com o paciente e familiares
CONCEITO
FERIDAS
✓ TODA E QUALQUER RUPTURA NO TECIDO EPITELIAL,
MUCOSA OU ORGÃOS, PODENDO ATINGIR DESDE A
EPIDERME ATÉ ESTRUTURAS:
✓ A FASCIA, 
✓ MÚSCULO, 
✓ OSSO, 
✓ APONEUROSE E ORGÃOS CAVITÁRIOS.
✓ CAUSADA POR FATORES EXTRÍNSECOS OU INTRÍNSECOS.
FERIDAS
• As feridas são eventos que podem afetar a
fisiologia da pele, em especial aquelas que
acometem a camada dérmica.
• As feridas podem ser classificadas quanto a 
etiologia, complexidade e tempo de existência.
FERIDAS
▪ Traumatismos;
▪ Queimaduras;
▪ Úlceras por pressão;
▪ Úlceras por hipertensão venosa;
▪ Feridas em membros inferiores de indivíduos diabéticos;
▪ Feridas por radioterapia são exemplos de algumas das etiologias de
feridas encontradas na prática clínica.
( Souza,et al 2012. Sistematização de curativos para o tratamento clínico das feridas. Rev Bras Cir Plást. 2012;27(4):623-6)
QUANTO À COMPLEXIDADE
▪ Ferida simples como aquela que evolui
espontaneamente para a resolução;
▪ Seguindo os três estágios principais da
cicatrização fisiológica: inflamação,
proliferação celular e remodelagem tecidual.
Isaac C, Ladeira PRS, Rego FMP, Aldunate JCB, Ferreira MC. Processo de cura das feridas:
cicatrização fisiológica. Rev Med. 2010;89(3/4): 125-31.
FERIDAS COMPLEXAS
▪ Lesões que acometem áreas extensas e/ou profundas;
▪ Necessitam de recursos especiais para sua resolução;
▪ Têm seu processo de evolução natural alterado ;
▪ Representam ameaça à viabilidade de um membro;
▪ Feridas recorrentes que reabram ou necessitem de
tratamento mais elaborado.
Ferreira MC, Tuma Jr. P, Carvalho VF, Kamamoto F. Feridas complexas.Clinics. 2006;61(6):571-8.
CRITÉRIOS PARA CONSIDERAR UMA
FERIDA COMO COMPLEXA
▪ I) Extensa e profunda perda de tegumento;
▪ II) Presença de infecção local;
▪ III) Comprometimento da viabilidade dos tecidos com
necrose;
▪ IV) Associação a doenças sistêmicas que dificultam o
processo fisiológico de reparação tecidual.
Ferreira MC, Tuma Jr. P, Carvalho VF, Kamamoto F. Feridas complexas. Clinics. 2006;61(6):571-8.
Diagnóstico diferencial entre as 
úlceras dos MMII
Quais as 
causas de 
úlceras em 
MMII?
Sua 
etiologia?
Dificuldade 
retorno 
venoso?
✓Úlceras Venosas : 
decorrentes da Insuficiência 
Venosa Crônica.
✓Úlceras arteriais 
:decorrentes de problemas 
arteriais que impedem a 
chegada do sangue até as 
extremidades.
✓Úlceras 
Neuropáticas:comuns na 
hanseníase e Diabetes 
Mellitus.
✓Úlceras mistas: mistas 
etiologias
ÚLCERA ARTERIAL
✓ PROVOCADA POR DIFICULDADE DO SANGUE CHEGAR NAS EXTREMIDADES
✓ARTERIOSCLEROSE
✓PLACAS DE ATEROMA
✓TROMBOS E ÊMBOLOS
ÚLCERA ARTERIAL
CARACTERÍSTICA :
✓ falta de oxigenação
✓ Atrofia
✓ Pele descamativa e fria
✓ Pulsos dorsal e tibial diminuído
✓ Ausência de pelos
✓ Presença de necrose
TRATAMENTO :
✓Medicação
✓Cirúrgico
✓No caso de tecido necrótico não se deve 
realizar o debridamento quando o estágio 
evoluir para amputação, deverá somente 
hidratar e aguardar a cirurgia.
ÚLCERA ARTERIAL
ÚLCERA VENOSA
✓DIFICULDADE DO RETORNO VENOSO PROVOCANDO O AUMENTO DA 
PRESSÃO VENOSA E INSUFICIÊNCIA VENOSA.
TRATAMENTO:
✓Curativos da ferida
✓Terapia compressiva
✓Bota de Una
CARACTERÍSTICA:
✓Bordas irregulares e escavados
✓Presença de infecção que poderá 
ocasionar necrose.
ÚLCERA VENOSA
• Dificuldade de oxigenação tecidual decorrente
da incompetência das válvulas do sistema
venoso superficial e/ou profundo.
• Podem ocorrer devido à obstrução do retorno
venoso ou refluxo do sangue venoso.
• Ocasionando hipertensão venosa que leva ao
edema e lipodermatoesclerose
• Sendo comum na pessoa com insuficiência
venosa.
ÚLCERA VENOSA
• Ao exame físico, o membro acometido pode apresentar
alterações eczematosas com eritema, descamação, prurido e,
ocasionalmente, exsudato.
• De um modo geral, a úlcera venosa é uma ferida de forma
irregular, superficial no início, mas podendo se tornar
profunda, com bordas bem definidas e comumente com
exsudato amarelado.
• A região predominante deste tipo de úlcera é a porção distal
dos membros inferiores, mas principalmente, na região do
maléolo medial.
• A pele em torno da úlcera pode ser púrpura e hiperpigmentada
(dermatite ocre), pelo extravasamento de hemácias na derme e
depósito de hemossiderina no interior dos macrófagos.
Scemons D, Elston D. Nurse to nurse: cuidados com feridas em enfermagem. 1st Ed. Porto Alegre: AMGH; 2011.
ÚLCERA VENOSA
Clinicamente, os indivíduos com este tipo de lesão, apresentam dor e edema nas
pernas, que pioram ao final do dia e podem ser aliviados com a elevação dos
membros inferiores.
A Bota de Unna é o tratamento fundamental para úlceras venosas pois tem a
finalidade de reduzir a hipertensão venosa.
É uma atadura cuja composição se baseia na impregnação do óxido de zinco com
glicerina, água destilada e gelatina.
Sua troca deve ser realizada em até sete dias, porém sua utilização se limita a
pacientes com diagnóstico médico de Insuficiência Venosa e a pacientes que
deambulam.
CICATRIZAÇÃO
▪ O processo de cicatrização que se segue com a
finalidade de cura das feridas pode ser
dividido didaticamente em três fases que se
superpõem:
• INFLAMATÓRIA, PROLIFERATIVA E DE 
REMODELAÇÃO
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Fases da cicatrização e a deposição dos componentes da matriz 
cicatricial ao longo do tempo (Adaptado de Broughton et al.)
Primeira fase: Hemostasia migração de
leucócitos e início da cascata de reparação
tecidual.
Inicialmente, em resposta a agentes
inflamatórios, há diminuição do afluxo
sanguíneo pela vasoconstrição.
Com extravasamento de sangue dos vasos
lesionados, plaquetas são ativadas pelas
substâncias da matriz extracelular que envolve o
endotélio, fazendo com que tenha início os
processos de adesão e agregação celular.
Ao mesmo tempo, o fibrinogênio sérico é clivado pela trombina resultante das vias de
coagulação, formando monômeros de fibrina que se polimerizam pela ação do fator XIII,
para que, junto com plaquetas, forme se um tampão hemostático e não haja mais perda
de sangue.
FASES DA CICATRIZAÇÃO
Durante este processo, em resposta a produção endotelial de:
EICOSANOIDES
Moléculas derivadas de ácidos graxos
LEUCOTRIENOS
Constrição da musculatura lisa, participam nos processos 
de inflamação crônica, aumentando a permeabilidade vascular e favorecendo, 
portanto, o edema da zona afetada.
Com o aumento progressivo da permeabilidade vascular às células migrantes e 
substâncias biologicamente ativas. 
FASES DA CICATRIZAÇÃO
ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA A CONTINUAÇÃO FISIOLÓGICA DA CICATRIZAÇÃO:
• FIBRINA: necessário para a migração das células que chegarão, e os primeiros
fatores de crescimento com atividade.
• POLIPEPTÍDEOS : secretados na ferida e tem como função:
▪ estimular ou inibir a síntese de determinadas proteínas;
▪ atuar na ativação e migração de células. 
• Dentre os que são secretados pelas plaquetas por degranulação, se destacam:
▪ PDGF (fator de crescimento derivado de plaquetas) 
▪ TGF-β (fator transformador do crescimento beta)
• Que neste primeiro momento terão como função atrair neutrófilos e monócitos
▪ EGF (fator de crescimento epidérmico)
Sendo mais ativo na fase proliferativa 
FAGOCITOSE
▪ Acontece por meio de mediações químicas:
▪ os leucócitos, eritrócitos e plaquetas são atraídos para o
local da lesão:
– e iniciam a limpeza,através da liberação de restos celulares e
enzimas por meio do exsudato translúcido e purulento.
▪ Em seguida há a ação dos macrófagos:
✓ células mais importantes no processo de fagocitose
✓ ingerindo os microorganismos que permanecem no local.
▪ NEOVASCULARIZAÇÃO: Início da dissolução dos coágulos e 
final da fase.
✓ Permanece até a cicatrização da ferida.
▪ Inicia a regeneração da epiderme.
▪ Seqüência de mobilização, migração, proliferação e
diferenciação celular.
▪ Epitelização gradual cobre a superfície da ferida para fechar o
defeito.
▪ Necessidade de manter o local úmido.
▪ Início do processo de contração da ferida.
FASE FIBROBLÁSTICA OU 
PROLIFERATIVA 
FISIOLOGIA DA CICATRIZAÇÃO DAS FERIDAS
▪ Vários processos celulares contínuos contribuem para a
restauração da ferida: regeneração celular, proliferação
celular e produção de colágeno.
▪ A resposta do tecido às lesões passa por três estágios
parcialmente sobrepostos:
▪ Fase inflamatória ou exsudativa;
▪ Fase proliferativa ou regenerativa;
▪ Fase reparativa ou de maturação.
I) FASE INFLAMATÓRIA OU EXSUDATIVA
▪ Inicia cerca de 72 horas;
▪ Corresponde à ativação do sistema de coagulação
sangüínea;
▪ Liberação de vários mediadores:
✓ fator de ativação de plaquetas,
✓ fator de crescimento, 
✓serotonina, 
✓adrenalina e fatores do complemento entre 
outros. 
▪ Nesta fase a ferida pode apresentar edema,
vermelhidão e dor.
II) FASE PROLIFERATIVA OU REGENERATIVA
▪ Período de duração poderá ser de 1 a 14 dias;
▪ Caracteriza pela formação do tecido de
granulação.
▪ Nesta fase o colágeno é o principal
componente do tecido conjuntivo reposto, por
isso a vitamina C auxilia muito nesse processo
metabólico da cicatrização da ferida.
III) FASE REPARATIVA OU DE MATURAÇÃO
▪ Durante esta última fase da cicatrização a densidade
celular e a vascularização da ferida diminuem,
enquanto há maturação das fibras colágenas.
▪ Ocorre uma remodelação do tecido cicatricial
formado na fase anterior.
▪ O alinhamento das fibras é reorganizado a fim de
aumentar a resistência do tecido e diminuir a
espessura da cicatriz, reduzindo a deformidade.
▪ Esta fase tem início no terceiro dia e pode durar até
seis meses.
CLASSIFICAÇÔES
1 - INTEGRIDADE LESÃO ABERTA
LESÃO FECHADA
2 - ETIOLOGIA AGUDA
CIRÚRGICA
TRAUMÁTICA 
TRAUMÁTICAS
▪ LACERANTE - objetos que ocasionam
separação da pele.
▪ PERFURANTE - objetos que ocasionam
pequenas aberturas na pele.
▪ PENETRANTE - produzidas geralmente por
armas de fogo - variável com tipo, munição e
velocidade.
▪ CONTUSA - produzida por objeto rombo
• VENENOSA - produzida por picada de animal
peçonhento
• QUEIMADURAS - de origem térmica, química,
elétrica ou por radiação
• INCISA OU CORTANTE - produzida por objeto
cortante, com bordos ajustáveis e passíveis de
reconstituição
• IATROGÊNICA - lesões secundárias a
procedimentos ou tratamentos como
radioterapia, quimioterapia.
CONTEÚDO
LIMPA - sem indícios de inflamação
LIMPA/CONTAMINADA - sem contaminação
significativa, tempo inferior a 6h entre
trauma/atendimento
CONTAMINADA - tempo maior a 6h entre
trauma/atendimento - presença de patógenos ou
detritos, sem infecção local
INFECTADA - presença de infecção local, tecido
desvitalizado, inflamação bacteriana e secreção
purulenta
GRAU DE PERDA TISSULAR
▪ SUPERFICIAL - epiderme lesada somente
▪ PARCIAL - epitélio e derme são destruídos
▪ PROFUNDA - toda epiderme e derme destruídos
podendo músculos e ossos também podem ser
envolvidos - cicatrização mais demorada.
TIPOS DE LESÕES
▪ EDEMA - acúmulo anormal de fluídos nos espaços
intersticiais dos tecidos da área perilesional.
▪ ENTUMECIMENTO - endurecimento ou firmeza
anormal das margens da ferida.
▪ ERITEMA - vermelhidão resultante da dilatação
dos capilares superficiais. Pode ser resultante da
redução do fluxo sangüíneo (pressão),
manifestações alérgicas, processo inflamatório e/
ou infeccioso.
• HIPERCROMIA - aumento da pigmentação da 
pele. Podem ocorrer após trauma de pele ou 
episódio alérgico.
• MACERAÇÃO - amaciamento da pele 
deixando-a irritada favorecendo ulcerações. 
Indicativo de que o cuidado tópico não está 
adequado.
ULCERAS DE PRESSÃO - ESTASE E OU DE 
DECÚBITO
✓ LESÕES OCASIONADAS POR PRESSÃO QUE
EXCEDE A PRESSÃO CAPILAR NORMAL,
RESULTANDO EM DANO AO TECIDO.
✓ LOCALIZAM-SE NORMALMENTE SOBRE
AS PROEMINÊNCIAS OSSEAS.
CLASSIFICAÇÃO
• ESTÁGIOS - definem o grau de profundidade 
ou perda tissular da lesão
ESTÁGIO I - pele íntegra, mudança de 
temperatura, alteração da perfusão local 
ESTÁGIO II - perda de camada da pele, 
presença de bolhas rompidas ou não, pele 
escoriada, hiperemia moderada/intensa, 
tumefação local.
ESTÁGIO III - perda significativa de pele
envolvendo lesão ou necrose de tecido
subcutâneo. Geralmente com presença de
exsudato, presença ou não de tecido necrótico
e pode haver exposição da fascia muscular
ESTÁGIO IV - perda significativa de pele com
extensa destruição e necrose do tecido
subcutâneo ou lesão muscular. Pode haver
exposição óssea, de tendões, lesão de fascia
muscular. Freqüentemente apresentam tecido
necrótico, exudato e infecção associados.
Podem estar associados a presença de
descolamentos, fístulas ou túneis.
FERIDA COM EPITELIZAÇÃO - apresenta
coloração azulada-rósea, pequena elevação da
margem da ferida e nas áreas centrais margem
mais plana, coloração branco rosado.
FERIDA INFECTADA - presença de exsudato
purulento amarelo, verde ou creme em grande
quantidade que seria composto de bactérias,
restos celulares e células brancas, podendo
também apresentar odor fétido. Todas as feridas
estão colonizadas por bactérias mas não significa
que todas ficarão infectadas.
Exames bacteriológicos são necessários para
tratamento sistêmico adequado.
Resultado da cultura indicará a presença de
infecção ou não. (carga bacteriana > 10 ).
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
1 - CARACTERÍSTICAS DO EXSUDATO
• SEROSO - COR CLARA, PLASMA AGUADO
• SANGUINOLENTO - VERMELHO VIVO, SANGUE 
ATIVO COM RUTURA DE VASOS
• SEROSANGUINOLENTO
• PURULENTO - VARIÁVEL DE AMARELA, 
ESVERDEADA, QUEIMADA OU MARROM.
• SEROPURULENTO
2 - QUANTO AO ODOR
✓ Odor fétido
✓ Odor pútrido é característico de infecção local por bactérias 
anaeróbias;
✓ O controle do odor à base de prata, iodo, mel e antibióticos 
tópicos; 
Antibióticos tópicos como o metronidazol é eficaz no controle do 
odor de feridas.
3 - QUANTO Á PROFUNDIDADE E EXTENSÃO
✓ Papel milimétrico
✓ Régua
✓ Fotografia
✓ Sondas, swabs, cotonetes, etc.
CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS
• FERIDA NECRÓTICA - tecido morto decorrente de
isquemia por certo período de tempo.
• FERIDA COM CROSTA - composta de células mortas
acumuladas na exsudação.
- Apresenta-se como uma membrana fibrinosa, de cor
amarela na superfície.
• FERIDA GRANULADA - apresenta cor vermelha
brilhante e úmida, com aspecto de amora.
- Parede dos capilares finas - fácil sangramento.
CLASSIFICAÇÔES
1 - INTEGRIDADE LESÃO ABERTA
LESÃO FECHADA
2 - ETIOLOGIA AGUDA
CIRÚRGICA
TRAUMÁTICA 
TRAUMÁTICAS
▪ LACERANTE - objetos que ocasionam
separação da pele.
▪ PERFURANTE - objetos que ocasionam
pequenas aberturas na pele.
▪ PENETRANTE - produzidas geralmente por
armas de fogo - variável com tipo, munição e
velocidade.
▪ CONTUSA - produzida por objeto rombo
• VENENOSA - produzida por picada de animal
peçonhento
• QUEIMADURAS - de origem térmica, química,
elétrica ou por radiação
• INCISA OU CORTANTE - produzida por objeto
cortante, com bordos ajustáveis e passíveis de
reconstituição
• IATROGÊNICA - lesões secundárias a
procedimentos ou tratamentos como
radioterapia, quimioterapia.
CONTEÚDO
LIMPA - sem indícios de inflamação
LIMPA/CONTAMINADA - sem contaminação
significativa, tempo inferior a 6h entre
trauma/atendimento
CONTAMINADA - tempo maior a 6h entre
trauma/atendimento - presença de patógenos ou
detritos, sem infecção local
INFECTADA - presença de infecção local, tecido
desvitalizado, inflamação bacteriana e secreção
purulentaGRAU DE PERDA TISSULAR
▪ SUPERFICIAL - epiderme lesada somente
▪ PARCIAL - epitélio e derme são destruídos
▪ PROFUNDA - toda epiderme e derme destruídos
podendo músculos e ossos também podem ser
envolvidos - cicatrização mais demorada.
TIPOS DE LESÕES
▪ EDEMA - acúmulo anormal de fluídos nos espaços
intersticiais dos tecidos da área perilesional.
▪ ENTUMECIMENTO - endurecimento ou firmeza
anormal das margens da ferida.
▪ ERITEMA - vermelhidão resultante da dilatação
dos capilares superficiais. Pode ser resultante da
redução do fluxo sangüíneo (pressão),
manifestações alérgicas, processo inflamatório e/
ou infeccioso.
• HIPERCROMIA - aumento da pigmentação da 
pele. Podem ocorrer após trauma de pele ou 
episódio alérgico.
• MACERAÇÃO - amaciamento da pele 
deixando-a irritada favorecendo ulcerações. 
Indicativo de que o cuidado tópico não está 
adequado.
ULCERAS DE PRESSÃO - ESTASE E OU DE 
DECÚBITO
✓ LESÕES OCASIONADAS POR PRESSÃO QUE
EXCEDE A PRESSÃO CAPILAR NORMAL,
RESULTANDO EM DANO AO TECIDO.
✓ LOCALIZAM-SE NORMALMENTE SOBRE
AS PROEMINÊNCIAS OSSEAS.
CLASSIFICAÇÃO
• ESTÁGIOS - definem o grau de profundidade 
ou perda tissular da lesão
ESTÁGIO I - pele íntegra, mudança de 
temperatura, alteração da perfusão local 
ESTÁGIO II - perda de camada da pele, 
presença de bolhas rompidas ou não, pele 
escoriada, hiperemia moderada/intensa, 
tumefação local.
ESTÁGIO III - perda significativa de pele
envolvendo lesão ou necrose de tecido
subcutâneo. Geralmente com presença de
exsudato, presença ou não de tecido necrótico
e pode haver exposição da fascia muscular
ESTÁGIO IV - perda significativa de pele com
extensa destruição e necrose do tecido
subcutâneo ou lesão muscular. Pode haver
exposição óssea, de tendões, lesão de fascia
muscular. Freqüentemente apresentam tecido
necrótico, exudato e infecção associados.
Podem estar associados a presença de
descolamentos, fístulas ou túneis.
FERIDA COM EPITELIZAÇÃO - apresenta
coloração azulada-rósea, pequena elevação da
margem da ferida e nas áreas centrais margem
mais plana, coloração branco rosado.
FERIDA INFECTADA - presença de exsudato
purulento amarelo, verde ou creme em grande
quantidade que seria composto de bactérias,
restos celulares e células brancas, podendo
também apresentar odor fétido. Todas as feridas
estão colonizadas por bactérias mas não significa
que todas ficarão infectadas.
Exames bacteriológicos são necessários para
tratamento sistêmico adequado.
Resultado da cultura indicará a presença de
infecção ou não. (carga bacteriana > 10 ).
OUTRAS CLASSIFICAÇÕES
1 - CARACTERÍSTICAS DO EXSUDATO
• SEROSO - COR CLARA, PLASMA AGUADO
• SANGUINOLENTO - VERMELHO VIVO, SANGUE 
ATIVO COM RUTURA DE VASOS
• SEROSANGUINOLENTO
• PURULENTO - VARIÁVEL DE AMARELA, 
ESVERDEADA, QUEIMADA OU MARROM.
• SEROPURULENTO
2 - QUANTO AO ODOR
✓ Odor fétido
✓ Odor pútrido é característico de infecção local por bactérias 
anaeróbias;
✓ O controle do odor à base de prata, iodo, mel e antibióticos 
tópicos; 
Antibióticos tópicos como o metronidazol é eficaz no controle do 
odor de feridas.
3 - QUANTO Á PROFUNDIDADE E EXTENSÃO
✓ Papel milimétrico
✓ Régua
✓ Fotografia
✓ Sondas, swabs, cotonetes, etc.
CLASSIFICAÇÃO DE FERIDAS
• FERIDA NECRÓTICA - tecido morto decorrente de
isquemia por certo período de tempo.
• FERIDA COM CROSTA - composta de células mortas
acumuladas na exsudação.
- Apresenta-se como uma membrana fibrinosa, de cor
amarela na superfície.
• FERIDA GRANULADA - apresenta cor vermelha
brilhante e úmida, com aspecto de amora.
- Parede dos capilares finas - fácil sangramento.
CURATIVOS
❖LIMPEZA DA FERIDA;
❖DESBRIDAMENTO;
❖APLICAÇÃO DO CURATIVO.
LIMPEZA DA LESÃO
• A limpeza deve ser realizada:
• com o mínimo de solução química,
• O mínimo de trauma mecânico possível,
• usando gazes e compressas e evitando anti-
sépticos porque são citotóxicos.
• Use solução salina.
DESBRIDAMENTO
✓ Cirúrgico (bisturi e tesoura);
✓ Enzimático (aplicação de agentes tópicos que farão o
desbridamento);
✓Autolítico (uso de curativos sintéticos para cobrir a
ferida e que permitem que o tecido desvitalizado seja
digerido pelas enzimas presentes no fluido da ferida).
TERAPÊUTICA DO CURATIVO
O CURATIVO IDEAL É AQUELE QUE:
✓ protege a lesão;
✓ é bio-compatível;
✓ fornece hidratação;
✓ mantém a pele ao redor seca e intacta.
Critérios para selecionar um tipo de curativo
✓ Use um curativo que irá manter o leito da ferida continuamente úmido.
✓ Curativos de películas (filme) e curativos hidrocolóides são práticos e
rápidos de se aplicar, além de manter o ambiente propício para a
cicatrização.
✓ Elimine os espaços mortos da ferida completando toda a cavidade com
material de curativo, prevenindo assim os abscessos.
✓ Evite empacotar demais a ferida, pois isto pode aumentar a pressão e
causar danos adicionais ao tecido.
✓ Mantenha o curativo intacto, monitorize os curativos próximos ao ânus,
pois estes são mais difíceis de se manterem intactos, coloque fitas nos
cantos dos curativos para reduzir este problema.
Controle de infecção
✓ As úlceras de pressão avançadas invariavelmente são 
colonizadas por bactérias.
✓Nestes casos, a terapia com antibióticos é indicada, 
porém em relação à lesão deve-se:
✓ não usar anti-sépticos tópicos;
✓ curativos devem ser feitos da lesão mais limpa para a 
mais contaminada.
CLASSIFICAÇÃO DOS DIVERSOS 
MATERIAIS DE CURATIVO
CLASSIFICAÇÃO DOS DIVERSOS MATERIAIS DE 
CURATIVO
Curativos passivos
Curativo não-aderente
Filme transparente
Espuma polimérica
Hidrocoloide
Hidrogel
Curativo com princípios ativos
Alginato
Carvão ativado
Placas de prata
Curativos inteligentes
Matriz de colágeno
Matriz de celulose
Nanoskin
Curativos biológicos Curativos biológicos
Fan K, Tang J, Escandon J, Kirsner RS. State of the art in topical woundhealing products. Plast Reconstr Surg.
2011;127 Suppl 1:44S-59S.
Padronização dos diferentes tipos de curativos utilizados : levando-se em conta sua
composição química, mecanismo de ação, indicações e desvantagens na sua utilização.
COBERTURAS COMPOSIÇÃO MECANISMO DE AÇÃO INDICAÇÕES DESVANTAGENS
CURATIVO NÃO-
ADERENTE
Tela de acetato de
celulose e/ou tela de
raiom com emulsão de
petrolato
•Promover meio úmido • Queimaduras
parciais,áreas doadoras e
receptoras de enxertos e
lacerações
• Não deve ser usado na
presença de infecção e
exsudato;
• Necessita de
trocas freqüentes
CURATIVO NÃO-
ADERENTE
COM SILICONE
Tela de poliamida com
silicone
• Livre fluxo de exsudato
e remoção atraumática;
• Proporciona meio
úmido;
• Possibilita menor
número de trocas de
curativo
• Queimaduras parciais,
áreas doadoras e
receptoras de enxertos e
lacerações.
• Não deve ser usado na
presença de infecção e 
de grande quantidade
de exsudato.
FILME TRANSPARENTE
Polímero de poliuretano,
com uma das faces de
adesivo de acrílico
• Cobertura impermeável 
à água e micro-
organismos;
• Manutenção do leito
úmido; possibilita menor
número de trocas de
curativo
•Visibilização do leito;
•feridas superficiais
sem exsudato; 
•Áreas doadoras de 
enxertos
•Não deve ser usado na
presença de infecção e 
de grande quantidade
de exsudato.
COBERTURAS COMPOSIÇÃO MECANISMO DE 
AÇÃO
INDICAÇÕES DESVANTAGENS
ESPUMA 
POLIMÉRICA
COM OU SEM PRATA
Matriz de 
poliuretano
e silicone com ou 
sem
prata
• Absorção com
isolamento térmico;
• Ação bacteriostática
da prata;
• Possibilita trocas
menos freqüentes.
• Feridas exsudativas,
profundas.
• Úlceras residuais
com bacteriana
crônica pós-enxertia
de pele
•Não deve ser usada 
em feridas simples e 
secas.
HIDROCOLOIDE
Polímero de 
poliuretano
semipermeável
(face externa) e
carboximetilcelulose,
gelatina e pectina
(face interna)
• Absorve pequeno 
volume de exsudato; 
• Mantém o meio 
úmido
• Proteção de
proeminência óssea;
• Feridas com lesão
parcial de pele
•Não deve ser usado
na presença de
infecção;
• Grande quantidade
de exsudato;
• Necessita de
trocas freqüentes
HIDROGELPolímero de álcool 
de
polivinil, 
poliacrilamidas
e polivinil
• Mantém ambiente
úmido;
• Possibilita a 
liquifação de 
materiais necróticos
(desbridamento
autolítico)
• Queimaduras e
feridas com tecidos
desvitalizados
(esfacelos e necrose
úmida)
• Não deve ser usado 
na presença de 
infecção e
de exsudato
COBERTURAS COMPOSIÇÃO MECANISMO DE 
AÇÃO
INDICAÇÕES DESVANTAGENS
ALGINATO DE CÁLCIO
Fibras de algas 
marinhas
impregnadas com 
cálcio
• O cálcio induz
hemostasia;
• Capacidade
de absorver
exsudatos;
• Desbridamento
autolítico
• Feridas abertas
exsudativas,cavitárias
e sangrantes
• Não deve ser usado 
em feridas simples e 
secas.
CARVÃO ATIVADO 
COM
PRATA
Fibras de carvão 
ativado
impregnado com 
prata
0,15%
•O carvão ativado 
absorve o exsudato e 
diminui o odor; 
• A prata exerce 
função 
bacteriostática
• Feridas fétidas,
exsudativas e 
infectadas
• Não deve ser usado 
em feridas simples e 
secas.
MALHA COM PRATA
Malha com sais de 
prata
• Prata iônica causa
precipitação de
proteínas,
agindo na membrana
citoplasmática da
bactéria
(bacteriostática)
•Feridas com 
infecção;
•Em queimaduras 
profundas e extensas
• Não deve ser usada
em pacientes com
hipersensibilidade à
prata.
COBERTURAS COMPOSIÇÃO MECANISMO 
DE AÇÃO
INDICAÇÕES DESVANTAGENS
NANOSKIN
• É um tecido composto
por uma película de
celulose membrana
feita a base de chá
verde;
• Composição química
polissacarídica é uma
estrutura de cadeias
unidas por pontos
monoméricos de
glicose;
• Estrutura nanométrica
e é morfologicamente
semelhante ao colágeno
•serve de suporte
para adesão celular;
• e suas 
microporosidades
reduzem a perda de 
água ; 
• Possibilitam a 
passagem de gases 
• Tratamento de 
úlceras crônicas;
• Promove a 
redução da dor;
• Atividade 
bactericida; 
• Aceleração da 
granulação;
• Vantagem de
poder ser
consumido
higienicamente em
qualquer lugar.
Coberturas
DUODERM
2ND SKIN
AQUACEL
BIOFILL
TIELLE
COMFEEL
TEGASORB
TEGAGEN
ALLEVYN
CARBOFLEX
NU-GEL
ACTISORB
PLUS
ADAPTIC
FIBRACOL
PLUS
CURATIVO HIDROCOLÓIDE PLUS
▪ Camada interna:
- autoadesiva hipoalergênica, 
- contendo hidrocolóide (CMC-carboximetilcelulose sódica), 
- poli-isobutileno e conservantes;
▪ Camada externa:
- filme de poliuretano e um liner, composto por papel 
siliconado.
Indicação: para o tratamento de feridas com leve a
moderada exsudação, como abrasões e lacerações
superficiais, rachaduras da pele, úlceras de perna
(venosas, arteriais e mistas),úlceras diabéticas e por
pressão (parcial e total), prevenção de úlceras por pressão,
excisões dermatológicas, áreas doadoras, incisões
cirúrgicas e feridas externas causadas por traumas.
Preparo:
1. Irrigar a lesão com jatos de solução fisiológica a 0,9%;
2. Remover o excesso de exsudato e tecidos desvitalizados, se necessário;
3. Secar somente a região periferida;4. Escolher o tamanho e/ou apresentação de Curatec
Hidrocolóide Plus que melhor se adapte, excedendo a ferida em pelo menos 3 cm;
Aplicação do curativo:
1. Colocar o curativo sobre a ferida, modelando e fixando-o;
2. Pressionar levemente o curativo com as mãos para garantir uma maior durabilidade 
(conceito de adesivo por pressão);
3. Descartar qualquer porção de curativo não utilizada.
Remoção do curativo:
1. Para remover o Curatec Hidrocolóide Plus, levantar uma extremidade do curativo e, 
delicadamente, removê-lo pressionando a pele adjacente para evitar traumas ao tecido;
2. Limpar a ferida antes da aplicação o novo curativo
Intervalo de Trocas:
• Deve ser trocado se houver extravasamento de exsudato e/ou gel, desprendimento das 
bordas, ou deslocamento do curativo; 
•Podendo permanecer na ferida por até sete dias, dependendo da quantidade de exsudato. 
•A necessidade da frequência da troca deve ser avaliada pelo profissional da saúde.
ALGINATO DE CÁLCIO E SÓDIO
COMPOSIÇÃO: Constituídos por fibras extraídas de algas marinhas marrons, compostas pelos
Ácidos Gulurônico e Manurônico, apresentando íons cálcio e sódio incorporados.
• Quando em contato com o exsudato forma um gel hidrofílico e não aderente que proporciona um
meio úmido sobre a superfície da ferida, promovendo o desbridamento autolítico e absorvendo o
excesso de exsudato, permitindo a remoção sem trauma, com pequeno ou nenhum dano para o
tecido recém-formado criando, desse modo, um meio adequado para o processo de cicatrização.
• Não são tóxicos e nem alergênicos e são totalmente biodegradáveis, com pouca ou nenhuma
reação tissular.
• O curativo é embalado individualmente e esterilizado pelo processo de irradiação gama.
INDICAÇÃO: são feridas exsudativas,
com sangramento, limpas ou
infectadas, agudas ou crônicas,
superficiais ou profundas.
CONTRA-INDICAÇÕES : Não deve ser
utilizado em associações com
antibióticos tópicos, pois
componentes da formulação podem
inibir o processo de geleificação do
alginato de cálcio.Não é indicado
para queimaduras de terceiro grau.
Modo de uso:
Limpar e irrigar bem o leito da lesão, se necessário fazer o desbridamento para remoção 
de tecidos inviáveis.Limpar a pele ao redor e secar bem.Escolher o tamanho e/ou 
apresentação do curativo que melhor se adapte, de modo que seja mínima a 
sobreposição na região ao redor da ferida.Concluir com uma cobertura secundária 
estéril.
Intervalos de Troca:
Para feridas infectadas, efetuar a troca, no máximo a cada 24 horas ou de acordo com a 
orientação do profissional de saúde.Para feridas limpas exsudativas, efetuar a troca 
quando o curativo estiver saturado ou de acordo com a orientação do profissional da 
saúde, não deixando permanecer por mais de 7 dias.
Mecanismo de ação:
Curativo derivado de algas marinhas marrons, composto por ácido algínico, com 
unidades poliméricas de ácido gulurônico e manurônico na forma de sais de sódio e 
cálcio. As fibras de alginato de cálcio e sódio absorvem o exsudato da ferida, 
transformando-se numa camada firme de gel e formando um ambiente úmido entre a 
ferida e o curativo. Isso permite que o curativo seja removido sem trauma e sem dano 
ao tecido recém-formado. Em contato com o sangue, as fibras de alginato de cálcio 
promovem hemostasia.
ALGINATO DE CÁLCIO COM PRATA
COMPOSIÇÃO: Alginato de cálcio, carboximetilcelulose (CMC) e um complexo de prata
iônica.
•As fibras de alginato e CMC quando em contato com o exsudato formam um gel hidrofílico e
não aderente que proporciona um meio úmido sobre a superfície da ferida,
promovendo o desbridamento autolítico e absorvendo o exsudato, permitindo a remoção
sem trauma, com pequeno ou nenhum dano para o tecido recém-formado criando, desse
modo, um meio adequado para o processo de cicatrização.
•Os íons de prata têm ação microbicida, por um período acima de sete dias, contra um amplo
espectro de micro-organismos tais como Staphylococcus aureus, incluindo MRSA,
Staphylococcus epidermidis, incluindo MRSE, Streptococcus pyogenes, Enterococcus faecalis
(VRE), Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli e Candida albicans.
Ao reduzir a quantidade de micro-organismos na ferida contribui também para a redução do
odor.
INDICAÇÃO:
-Feridas de moderada a altamente exsudativas, com sangramento, agudas ou crônicas,
superficiais ou profundas.
-Feridas infectadas de qualquer etiologia.
-Barreira física para prevenção da penetração de micro-organismos.
CONTRA - INDICAÇÕES:
- Não deve ser utilizado em paciente com conhecida sensibilidade ao curativo ou aos seus
componentes;
-Não deve ser usado como implante cirúrgico;
-Não deve ser usado para controle de hemorragias e não deve ser usado em associação com
antibióticos tópicos, pois os componentes da formulação podem inibir o processo de
geleificação do alginato de cálcio.
- Não é indicado para queimaduras de terceiro grau.
Modo de uso:
-Limpar e irrigar bem o leito da lesão. Se necessário, fazer o desbridamento para remoção
de tecidos inviáveis.
-Limpar a pele ao redor e secar bem.
- Escolher o tamanho e/ou apresentação do curativo que melhor se adapte, de modo que
seja mínima a sobreposiçãona região ao redor da ferida.Ocluir com uma cobertura
secundária estéril.
Intervalos de Troca:
-A frequência de troca irá depender da condição da ferida e do nível de exsudação. O
curativo poderá ser mantido na ferida por até 7 dias.
-Para feridas limpas exsudativas, efetuar a troca quando o curativo secundário estiver
saturado ou de acordo com a orientação do profissional da saúde.
- Após a retirada do curativo secundário, se o leito da ferida estiver seco, saturar o curativo
com solução salina estéril antes da remoção.
Tecido de 
granulação
Dermatite 
Ocre
Colonização
Pouco tec.de 
granulação
Tecido 
desvitalizado
03.04.2008
Fibrina
Úlceras de Perna
Aplicação do Curativo
Grânulos - Alta Exsudação
Perfeita Adesividade
Retirada do Curativo
Áreas de Difícil Oclusão

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