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Risolene M. Silva 
ASPECTOS HISTÓRICOS DO TRATAMENTO DE FERIDAS 
 
MESOPOTÂMIA: 
▸O primeiro histórico escrito foi encontrado em uma tábua de argila 
sumérica de 2100 a.C. Este é realmente o mais antigo dos manuscritos 
médicos do mundo. Os “três gestos de cura” descritos nesta tábua são: lavar 
as feridas, curativos/emplastros e bandagens (SHAI; MAIBACH, 2005). 
 
EGITO ANTIGO 
▸Papiro de Edwin Smith, um egiptólogo, norte-americano que, em 1862, 
comprou o papiro de um comerciante em luxor. A tradução do documento 
só foi publicado em 1930. O papiro data de 1700 a.C., sendo uma cópia de 
manuscritos originais que remontam aos anos 3000-2500 a.C. 
▸Neles são mencionados: graxa, mel, fios de linho e carne fresca. 
 
GRÉCIA: HIPÍCRATES (4600 a.C.) 
▸Manter a ferida limpa e seca. 
▸Limpar feridas com água morna, vinho e vinagre. 
▸Feridas com sinais de inflamação aplicar uma cataplasma ou emplasmo 
na área circundante da ferida para visualizar os tecidos e permitir a livre 
drenagem do pus. 
 
CELSUS 
▸Primeiro a definir inflamação, listou os sinais clássicos: eritema, calor, 
dor e edema. 
▸Além disso, defendeu a limpeza da ferida para remover corpos estranhos. 
 
GALENO 
▸Cirurgião dos gladiadores em Pérgamo e depois como médico do imperador 
Marco Aurélio 
▸Utilizou vinho em irrigações de feridas, realizou sutura primária com fio 
de linho 
 
→ Primeira guerra mundial: bandagens e curativos do exército. 
→ Década de 1930: colagenase e papaína 
→ Década de 1940: uso de antibióticos. Howard Florey guiado pelas 
pesquisas de Alexander Fleming. 
→ Década de 1970: Roove demonstrou que o ambiente úmido, sem crosta, 
aumentava a migração de células epiteliais. 
→ Idade contemporânea: ozônio, laser, plasma de plaquetas (contém fatores 
de crescimento). 
 
RESUMO: 
As técnicas de cuidados com feridas têm sido registradas desde os tempos 
antigos pelos egípcios e gregos. Essas práticas foram amparadas em 
conhecimentos e condutas individuais e dirigidas pelas necessidades da 
época, tais como recuperar ferimentos em soldados provocados por arma de 
fogo durante a guerra. No século XXI pesquisas buscam identificar o melhor 
tratamento e a compreensão do complexo de cicatrização. Essa complexidade 
é decorrente dos múltiplos fatores locais ou intrínsecos, sistêmicos ou 
extrínsecos, que podem intervir no processo de cicatrização.
 
 
ANATOMIA E FISIOLOGIA DA PELE 
 
CONCEITO 
▸Ferida é uma lesão tecidual, deformidade ou solução de continuidade, que 
pode atingir desde a epiderme, até estruturas profundas, como fáscias, 
músculos, aponeuroses, articulações, cartilagens, tendões, ossos, órgãos 
cavitários e qualquer parte do corpo. 
▸Solução de continuidade, resultante de lesão tecidual, podendo 
compreender desde o epitélio até o tecido ósseo. 
 
CAMADAS 
▸Epiderme: 
› Camada córnea, lúcida, granulosa, espinhosa e basal. 
▸Derme: 
› Vasos sanguíneos e linfáticos, nervos, glândulas e raízes pilosas. 
› Camada papilar: presença de colágeno (principal fibra da derme) 
produzido pelos fibroblastos. 
› Camada reticular: tecido conjuntivo denso, menor produção de colágeno 
▸Hipoderme: 
› Camada cutânea mais interna, composta de tecido adiposo que 
proporciona um acolchoamento entre as estruturas internas. 
 
 
 
Risolene M. Silva 
CLASSIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DAS LESÕES 
 
NOMENCLATURAS 
▸ Mácula: lesão plana na pele, sem relevo ou depressão, de coloração 
hiperpigmentada, hipopigmentada ou eritematosa. 
▸Petéquias: pequenos pontos causados por sangramento sob a pele, 
geralmente medindo menos de 2 mm de diâmetro. 
▸Equimose: mancha na pele causada por extravasamento de sangue nos 
tecidos, conhecida como "roxo”. 
▸Sufusão hemorrágica após punção de fístula: acúmulo de sangue na pele 
ou tecidos subjacentes ao redor de uma área de punção em fístulas, 
geralmente associado à ruptura de pequenos vasos sanguíneos. 
▸Xerodermia: ressecamento excessivo da pele, frequentemente associada 
à descamação e emergência. 
▸Urticária: lesões elevadas, pruriginosas (coçam) e avermelhadas na pele, 
causadas por reações alérgicas ou estímulos irritantes. 
▸Pápulas: pequenas elevações sólidas na pele, geralmente medem de 1 a 2 
cm de diâmetro, sem líquido no interior. 
▸Hematomas: coleções de sangue fora dos vasos sanguíneos, formando 
uma área elevada e dolorosa, devido a rupturas vasculares. 
▸Vesícula: pequena lesão elevada, preenchida com líquido claro, 
geralmente menor que 1 cm de diâmetro. 
▸Bolhas: lesões elevadas, maiores que 1 cm, cheias de líquido e que 
precisam ser rompidas. 
▸Abcesso: coleção localizada de pus, causada por infecções bacterianas, 
por isso é necessário ser drenado. 
▸Edema: acúmulo anormal de líquido nos tecidos corporais, sendo visível 
e palpável (*quanto maior, pior será a cicatrização). 
▸Escamas: acúmulo de células mortas da pele, relacionadas ao 
ressecamento ou doenças como psoríase. 
▸Epidermólise bolhosa: doença genética autoimune, trata-se de fragilidade 
da pele e formação de bolhas após pequenos traumas. 
▸Demodex folliculorum: ácaro microscópico que habita folículos pilosos 
e glândulas sebáceas em humanos. 
 
AGENTES E REAÇÕES 
▸Agentes físicos: traumatismos mecânicos, condições extremas de 
temperaturas, choque elétrico. 
▸Agentes químicos: ácidos, monóxido de carbono, álcool, dentre outros. 
▸Agentes infecciosos: microrganismos que causam a morte celular. 
▸Reações imunológicas: ex. reação anafilática, síndrome de Steve 
Jonhson, lúpus, urticária. 
(*a síndrome de Steve Jonhson é uma reação mediante a utilização de uma 
medicação, nessa situação é necessário interromper a medicação). 
▸Distúrbios genéticos: 
 
NECROSE 
→ COAGULAÇÃO: 
▸Mecanismo: resultado da desnaturação de proteínas estruturais e 
enzimáticas, formando um arcabouço sólido que preserva a arquitetura do 
tecido por um tempo. 
▸Características: 
› Aparência seca, preta e dura. 
› Comum em tecidos com pouca atividade enzimática. 
▸Tratamento: consiste no desbridamento, ou seja, remoção do tecido 
necrosado é necessária para permitir a cicatrização, exceto em casos 
específicos como lesões no calcâneo. Nessa região, a necrose de coagulação 
geralmente não regenera, ou seja, uma ferida não se fecha. Por isso, o tecido 
necrosado pode ser mantido como uma barreira natural. 
▸Intervenção técnica – para amolecer o tecido necrosado: 
1. Escarotomia: pequenos cortes no tecido endurecido para facilitar a 
penetração de agentes terapêuticos. 
2. Aplicação de colagenase: pomada enzimática que, em 24 horas, amolece 
o tecido, facilitando o desbridamento instrumental. 
 
 
→ LIQUEFAÇÃO: 
▸Mecanismo: ação potente de enzimas hidrolíticas, que digerem rapidamente 
as células, transformando o tecido necrosado em uma substância líquida ou 
semissólida. 
▸Características: 
› Tecido mole, de coloração branco-amarelada e desvitalizado. 
› Presença de esfacelo, um tecido morto de aparência amarelada. 
▸Tratamento: 
1. Escarotomia: pequenos cortes no tecido para facilitar a penetração de 
agentes terapêuticos. 
2. Aplicação de colagenase: pomada enzimática que, em 24 horas, amolece 
o tecido, facilitando o desbridamento instrumental. 
3. Limpeza: essencial para prevenir infecções e preparar o leito da ferida 
para cicatrização. 
 
 
→ GRANGRENOSA: 
▸Mecanismo: decorre de uma lesão isquêmica grave, geralmente em 
membros, que resulta em morte tecidual extensa. 
▸Características: 
› Seca: semelhante à necrose de coagulação, com tecido resistente e escuro. 
› Úmida: caracterizada por liquefação e maior risco de infecção. 
› Gasosa: formação de gás nos tecidos, causada por infecção bacteriana. 
Ex. ictiose: distúrbio 
cutâneo hereditário comum, 
caracterizado por pele 
ressecada e escamosa. 
Risolene M. Silva 
▸Tratamento: 
› Gangrena seca: pode ser necessária amputação para prevenir 
complicações. 
› Gangrena úmida ou gasosa: exige intervenção imediata,incluindo 
antibióticos, desbridamento ou amputação. 
 
QUANTO AO MECANISMO DE LESÃO 
▸Incisas / cortantes / cirúrgicas: produzidas por objeto cortante, como 
facas, com bordos ajustáveis e passíveis de reconstituição. Podem ser 
suturadas até 6 horas após o trauma; depois disso, estão contaminadas e a 
sutura não é recomendada. 
▸Contusas: produzida por impacto ou pancada de objetos sem corte, que 
danificam os tecidos sem romper a pele de forma limpa, como em quedas. 
▸Lacero-contusas: decorrentes de compressão, onde a pele é esmagada de 
encontro ao plano subjacente (contra estruturas mais profundas), ou por 
tração, que rasga ou arranca o tecido. As bordas são irregulares 
▸ perfuro-contusas: causadas por armas de fogo, geralmente ocorrendo 
dois orifícios: o de entrada (menor e regular) e o de saída (maior e irregular), 
se houver. 
▸Perfurantes: produzidas por objetos longos e pontiagudos, como pregos 
ou espetos, podendo atravessar o corpo (transfixantes). Não se deve 
remover o objeto, pois isso pode causar sangramento grave. 
▸Perfuro-incisas: ocasionadas por instrumentos perfurocortantes que 
possuem gume e ponta. Externamente, pode-se ter uma pequena marca na 
pele, porém profundamente pode-se ter comprometimento de órgãos 
importante; apresenta apenas o ponto de entrada. 
▸Escoriações: lesões superficiais causadas por atrito ou raspagem da pele 
contra uma superfície, como quedas, que arrancam a camada mais externa 
da pele (ex. queda de moto). 
▸Laceradas: provocadas por objetos que rasgam a pele e separam os 
tecidos mais profundos, como em mordidas ou arranhões severo. 
▸Venenosas: causadas pela introdução de substâncias tóxicas nos tecidos, 
como venenos de animais (ex. picadas de cobra) 
▸Queimaduras: primeiro, segundo e terceiro grau. 
 
QUANTO AO GRAU DE ABERTURA 
▸Ferida aberta: apresenta as bordas da pele afastadas. 
▸Ferida fechada: apresenta as bordas justapostas. 
 
 
QUANTO A ETIOLOGIA 
→ FERIDAS ACIDENTAIS OU TRAUMÁTICAS: 
▸Definição: resultado de eventos inesperados, como traumas mecânicos ou 
acidentes. 
▸Causas comuns: 
› Cortes, lacerações, perfurações. 
› Escoriações ou abrasões resultantes de quedas ou colisões. 
› Feridas causadas por objetos cortantes ou perfurantes. 
→ FERIDAS CIRÚRGICAS: 
▸Definição: lesões intencionais, realizadas em ambiente controlado durante 
procedimentos médicos ou cirúrgicos. 
▸Características: 
› Produzidas em condições assépticas (estéreis). 
› Geralmente apresentam margens regulares. 
› Possuem maior potencial de cicatrização, dependendo do manejo pós-
operatório. 
 
→ FERIDAS PATOLÓGICAS: 
▸Definição: decorrentes de condições intrínsecas ao paciente, relacionadas a 
doenças ou disfunções sistêmicas. 
▸Causas comuns: 
› Úlceras vasculares (venosas ou arteriais). 
› Feridas diabéticas (pé diabético). 
› Lesões associadas a doenças autoimunes ou metabólicas. 
 
→ FERIDAS POR PRESÃO: 
▸Definição: lesões causadas por extensão prolongada da pele e dos tecidos 
subjacentes contra superfícies duras, levando à isquemia e morte tecidual. 
▸Características: 
› Geralmente ocorrem em proeminências ósseas (sacro, calcâneo, 
trocânteres). 
› Estágios de variação de pele intacta com eritema (estágio 1) até exposição 
óssea ou muscular (estágio 4). 
 
→ FERIDAS POR ATRITO: 
▸Definição: lesões superficiais causadas pelo movimento repetitivo de 
superfícies ásperas contra a pele. 
▸Características: 
› Frequentemente vistos em áreas como cotovelos e joelhos. 
› Podem ser agravadas em pacientes acamados ou em movimento constante 
sem proteção adequada. 
 
→ FERIDAS POR UMIDADE: 
▸Definição: lesões causadas por exposição prolongada à umidade, que 
prejudicam a barreira protetora da pele. 
▸Causas comuns: 
› Incontinência urinária ou fecal (dermatite associada à incontinência). 
› Transpiração excessiva. 
› Exposição prolongada a líquidos ou curativos úmidos. 
▸Características: 
› Pele macerada e vulnerável a lesões. 
› Presença de bordas esbranquiçadas e tecido friável. 
 
QUANTO A ESPESSURA 
▸Superficial: atinge a epiderme e derme. 
▸Profunda superficial: atinge a epiderme, derme e tecido subcutâneo. 
▸Profunda total: epiderme, derme, tecido subcutâneo, músculo e tecido ósseo 
 
QUANTO A EVOLUÇÃO 
Risolene M. Silva 
▸Aguda: ruptura da vascularização com desencadeamento imediato da 
hemostasia. Pode ser intencional ou traumática. 
▸Crônica: predomina a resposta proliferativa, com desvio da sequência do 
processo fisiológico. Ocorrência antiga e de difícil cicatrização. 
 
QUANTO AO GRAU DE CONTAMINAÇÃO 
→ EM FERIDAS AGUDAS: 
▸Limpas ou assépticas: 
› Feridas realizadas em condições assépticas, sem agravamento evidente. 
› Não atingem tratos contaminados (respiratório, digestivo, 
geniturinário). 
› Risco mínimo de infecção se o manejo for adequado. 
▸Limpa contaminada: 
› Feridas onde ocorre exposição de tratos ambientais contaminados ou 
atendimento inicial dentro de até 6 horas após o trauma. 
› Atingem o trato respiratório, digestivo ou geniturinário, porém com 
controle mínimo de contaminação. 
› Risco intermediário de infecção 
 
→ EM FERIDAS CRÔNICAS: 
▸Contaminadas: 
› Feridas expostas a áreas de alta colonização bacteriana ou quando o 
atendimento inicial ocorre mais de 6 horas após o trauma. 
› Maior probabilidade de infecção devido ao tempo de exposição. 
› Podem apresentar sinais de contaminação inicial sem toxicidade. 
▸Colonizada: 
› Feridas em que os microrganismos estão presentes no leito da lesão, mas 
em equilíbrio com o hospedeiro, sem causar dano ou retardar a 
cicatrização. 
› Presença de biofilme (colônia de bactérias aderidas à superfície da 
ferida). O biofilme pode ser removido com a limpeza adequada, 
utilizando soluções antimicrobianas como PHMB (poliexametileno 
biguanida). 
› Não apresenta sinais clássicos de infecção, como odor ou inflamação. 
▸Infectada: 
› Feridas em que há desequilíbrio entre microrganismos e o sistema 
imunológico hospedeiro, resultando em dano tecidual e atraso no 
processo de cicatrização. 
› Presença de odor fétido e sinais de inflamação. 
› Causada por bactérias piogênicas, como Pseudomonas aeruginosa. 
› Requerem intervenções como desbridamento, limpeza específica e 
antibióticos quando necessário. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO EXSUDATO 
→ QUANTO A COMPOSIÇÃO: 
▸Seroso: 
› Exsudato claro, fluido e de baixo teor proteico. 
› Apresenta coloração transparente ou levemente amarelada. 
▸Fibrinoso: 
› Exsudato rico em proteínas plasmáticas, especialmente fibrinogênio, 
que se converte em fibrina e forma um depósito amarelo. 
› Aspecto viscoso e coloração amarelada ou esbranquiçada. 
▸Sanguinolento: 
› Exsudato com presença de sangue, resultado da ruptura de vasos 
sanguíneos ou da diapedese de hemácias. 
› Utilização soro fisiológico gelado, que promove vasoconstrição e ajuda 
a reduzir o sangramento. 
▸Purulento: 
› Exsudato espesso, opaco e geralmente associado a infecções bacterianas, 
especialmente por bactérias piogênicas. 
› Coloração variando de amarelada a esverdeada. 
› Frequentemente acompanhado de odor desagradável. 
 
→ QUANTO A COLORAÇÃO: 
▸Esbranquiçada. 
▸Amarelada. 
▸Avermelhada. 
▸Esverdeada: característico de infecção inicial por pseudomonas. 
▸Acastanhada: característico de infecção avançada por pseudomonas. 
 
→ QUANTO AO VOLUME: 
▸Exsudação ausente: sem exsudação (ex. cirúrgica). 
▸Leve exsudação: 1 a 2 ml em 24h. 
▸Baixa ou moderada exsudação: 2 a 5 ml em 24h. 
▸Alta exsudação: mais de 5 ml em 24h. 
Obs. não há como “medir” a quantidade de exsudato, apenas mensurar através 
do quanto as gazes estão encharcadas. 
 
QUANTO AO COMPROMETIMENTO TECIDUAL 
→ SUPERFICIAL: 
▸Definição: lesões que envolvem apenas a epiderme, sem camadas mais 
profundas. 
▸Causas comuns: 
› Atrito: resulta do atrito entre duas superfícies que se esfregam. Comum 
em áreas de contato repetitivo, como mãos oujoelhos. 
› Cisalhamento: ocorre quando camadas de tecidos se deslocam em 
oposições opostas devido a forças paralelas. Ex. acientes acamados 
deslizando na cama. O esqueleto e os tecidos mais profundos se movem 
enquanto a pele das nádegas permanece fixa, causando danos teciduais. 
 
→ PERDA PARCIAL: 
▸Definição: lesões que envolvem a epiderme e a derma, podendo atingir o 
tecido subcutâneo. 
▸Características: 
› A ferida geralmente é mais profunda que uma lesão superficial, mas não 
afeta estruturas como músculos, tendões ou ossos. 
› Frequentemente associada a escoriações ou queimaduras de segundo grau. 
 
→ PROFUNDA: 
▸Definição: lesões que comprometem todas as camadas da pele e podem 
alcançar tecidos subjacentes, como músculos, tendões, ossos ou órgãos. 
▸Características: 
› Indicativo de um dano tecidual significativo. 
› Exige intervenção especializada, como desbridamento cirúrgico e 
acompanhamento multidisciplinar. 
 
QUANTO AO ODOR 
→ O odor na lesão é proveniente de produtos aromáticos de bactérias e 
tecidos em decomposição e pode ser um importante auxílio no diagnóstico de 
infecções na lesão. 
Risolene M. Silva 
▸Inodoro: sem odor. 
▸Fétido: odor desagradável, exalado no descobrimento da lesão. 
▸Pútrido: odor fétido intenso, associado a carne em decomposição. 
▸Odor de fruta/doce: característico de Pseudomonas aeruginosa. 
 Tabela: Indicador TELER de odor da ferida 
Nível Descrição 
Nível 5 Sem odor. 
Nível 4 Odor detectado na remoção da cobertura. 
Nível 3 Odor evidente na exposição da cobertura. 
Nível 2 Odor evidente a uma distância de um braço do 
paciente. 
Nível 1 Odor evidente ao entrar no quarto. 
Nível 0 Odor evidente ao entrar na residência/clínica. 
 
Obs – Higiene do cliente: presença de miíase e sujidade, antigamente nessas 
situações utilizava-se éter, mas arde muito, por isso atualmente é 
recomendado utilizar o ácido graxo essencial (AGE) que não causa danos. 
 
QUANTO AS FASES DE CICATRIZAÇÃO 
▸Inflamatória: 
› Hemostasia e inflamação: as defesas do corpo são direcionadas para 
limitação da quantidade de danos e pra evitar mais lesão. 
› Sinais da inflamação: rubor, edema, calor, dor e perda da função. 
▸Proliferativa: 
› Migração celular e proliferação: desenvolvim. de tecido de granulação. 
› Eventos: preenchimento da ferida com tecido conjuntivo, contração das 
bordas da ferida e cobertura da ferida com epitélio. 
› Reepitelização: o epitélio se forma principalmente a partir das bordas da 
ferida, mas também pode surgir no leito da ferida. Esse epitélio em 
formação apresenta coloração esbranquiçada. 
▸Reparatória ou maturação: 
› Os fibroblastos começam a produzir colágeno, especialmente o tipo I, 
que substitui o colágeno tipo III inicial. Esse processo confere maior 
resistência e estabilidade ao tecido cicatricial. 
› Desaparecimento dos fibroblastos. 
› Remodelamento no tamanho forma e resistência da cicatriz. Pode durar 
meses ou até mesmo anos depois da ferida ter fechado. 
 
QUANTO AO TIPO DE CICATRIZAÇÃO 
→ PRIMEIRA INTENÇÃO: 
▸Características: 
› Ocorre em questões estreitas, superficiais e com mínima perda tecidual. 
› Bordas da ferida são bem aproximadas (justapostas), geralmente por 
meio de sutura. 
› Resposta inflamatória mínima e recuperação rápida. 
▸Exemplo: cortes cirúrgicos bem limpos e fechados com sutura. 
 
→ SEGUNDA INTENÇÃO: 
▸Características: 
› Envolve perda tecidual significativa. 
› A ferida não pode ser suturada e necessita da formação de tecido de 
granulação para preencher o espaço perdido. 
› Resposta inflamatória evidente. 
› Não há regeneração de estruturas especializadas como pelos, glândulas 
sudoríparas e sebáceas. 
› A cicatrização ocorre de fora para dentro e de baixo para cima. 
▸Exemplo: feridas traumáticas, queimaduras extensas ou úlceras de 
pressão. 
→ TERCEIRA INTENÇÃO: 
▸Características: 
› Processo mais demorado, frequentemente associado a infecções ou 
complicações. 
› Ocorre quando uma ferida, inicialmente aberta, precisa ser fechada 
posteriormente por meio de sutura, após controle de infecção ou outras 
condições desfavoráveis. 
› Tecido cicatricial pode apresentar funcionamento comprometido. 
▸Exemplo: feridas que se abriram e foi preciso fechar novamente com sutura. 
 
QUANTO AOS ASPECTOS MORFOLÓGICOS DA LESÃO 
▸Tamanho da lesão: comprimento, largura e profundidade. 
▸Medida simples: 
› Seguir os ponteiros do relógio. 
› Dimensão ao longo da ferida x distância perpendicular a esta aferição. 
› Maior largura x maior altura. 
 
▸Medindo a ferida: 
› Régua e máquina fotográfica. 
› Soro fisiológico e seringa de 20 ml (ferida cavitaria). 
› Swab: tuneis e cavidade. 
› Alginato de cálcio em pó: medir cavidades (tem-se o formato exato da 
ferida, utiliza-se para estudo). 
› Filme transparente. 
› Software Image Tool 2.0. 
 
TIPOS DE TECIDO PRESENTES NO LEITO DA FERIDA 
→ GRANULAÇÃO: 
▸Características: 
› Indica a formação de novo tecido 
vascularizado, saudável, e está associada à fase 
proliferativa da cicatrização. 
› Apresenta coloração avermelhada e superfície 
irregular. 
▸Hipergranulação – Cuidados especiais: 
› Quando ocorre excesso de tecido de granulação, é necessário intervir. 
› Manejo: cortar o tecido excedente, embora isso cause sangramento 
significativo. Ou realizar um curativo compressivo para reduzir o 
crescimento excessivo. 
 
→ FIBRINA: 
▸Características: 
› É um tecido amarelado que indica a presença 
de proteínas, especialmente fibrinogênio. 
› Está associado ao acúmulo de resíduos 
inflamatórios e ao retardo da cicatrização se não 
for tratado especificamente. 
▸Tratamento – Hidrogel: 
› Agente desbridante autolítico. 
› Remove fibrina de forma seletiva, embora seja um processo mais lento. 
› Indicado para aplicação em todo tecido de coloração amarelada. 
 
→ NECROSE: 
Risolene M. Silva 
▸Tecido viável: parte da ferida ainda possui potencial de regeneração. 
▸Tecido inviável: tecido morto que precisa ser removido -> cicatrização. 
› Escara: necrose seca, dura e geralmente preta (trata. colagenase). 
› Esfacelo: necrose de coloração amarelada e aderente (trata. hidrogel). 
 
→ EPITELIZAÇÃO: 
▸Epitélio recém-cicatrizado, com coloração 
róseo clara ou avermelhada. 
 
QUANTO AS CONDIÕES DA PELE PERILESIONAL 
 ▸Coloração: 
› Branco: característico de insuficiência arterial. 
› Azulada: característico de insuficiência venosa ou respiratória. 
› Área enegrecida e castanho amarelado próximo ao maléolo. 
▸Temperatura 
▸Descamação 
▸Maceração 
▸Dermatite 
▸Eritema 
 
QUANTO AS BORDAS DA FERIDA 
→ CARACTERÍSTICAS: 
▸Leito da ferida: deve permanecer úmido para promover o ambiente ideal 
para a cicatrização e a migração celular 
▸Bordas da ferida: devem estar secos para evitar complicações, como a 
maceração, que podem prejudicar o processo de cicatrização. 
 
→ TIPOS: 
▸Maceração: 
› Definição: resultante de umidade excessiva ao 
redor da ferida. A pele macerada torna-se 
intumescida e de coloração esbranquiçada. 
› Implicações: a maceração pode levar ao 
enfraquecimento da pele perilesional, 
dificultando o fechamento da ferida. 
▸Solapamento: 
› Definição: ocorre quando as bordas da ferida ficam soltas e descoladas 
do leito da ferida. 
› Implicações: dificulta a cicatrização e aumentar o risco de infecção. 
▸Bordas distintas: 
› Contornos contínuos e bem definidos em 
relação ao leito da ferida. 
› Essas condições indicam uma borda saudável e 
favorável à cicatrização. 
▸Bordas encovadas ou Roladas (epibolia): 
› Definição: ocorre quando as células epiteliais migram para baixo em torno das bordas da 
ferida, resultando em bordas fechadas ou roladas. 
› Implicações: essa condição impede o avanço das 
células epiteliais sobre o leito, dificultando o 
fechamento da ferida. 
Obs. a ferida só cicatriza se as bordas estiverem bem aderidas. 
 
AVALIAÇÃO→ PRESSURE ULCER SCALE FOR HEALING (PUSH): 
↳ Escala mais utilizada 
▸Área 
▸Bordas 
▸Quantidade de exsudato 
▸Odor característico do odor 
▸Aspecto do exsudato 
▸Tipo de tecido 
▸Sinais de infecção 
▸Dor 
 
→ DOCUMENTAÇÃO: 
▸Descrever de forma objetiva o que está sendo visto. 
▸Desenvolver um plano de cuidados com estratégias de tratamento. 
▸Monitorar a eficácia das estratégias de tratamento e acompanhar a 
evolução. 
▸Disponibilizar documentação comprobatória dos cuidados prestados. 
 
→ REGISTRO – EXEMPLO: 
Lesões complexas, de etiologia venosa, localizadas no membro inferior 
esquerdo, uma no nível posterior do maléolo medial (F1) e a outra no nível 
anterior da mesma região (F2); presença de exsudato seroso em ambas as 
feridas, de quantidade copiosa (máxima) e odor fétido; lesões de profundida 
hipodérmica, leito da F1 recoberto com cerca 
de 90% de esfacelo (necrose de liquefação), de 
coloração amarela aderida ao leito da lesão e 
10% de tecido de granulão de coloração 
vermelho vivo, F2 com presença de 50% de 
esfacelos de coloração amarelada e 50% de 
tecido de granulação opaco; F1 com bordas 
irregulares, encovadas, bem definidas e maceras no terço inferior, e a F2 com 
bordas regulares e encovadas; pele perilesional superior com 
hiperpigmentação, e inferior, com hiperqueratose; F1 mede 4,6 x 4,7cm 
(21,6m²), e F2 1,2 x 1,5cm (1,8m²). Relata dor neuropática leve, que começou 
há cerca de um ano, aliviada com medicação (paracetamol). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Risolene M. Silva 
FATORES QUE INTERFEREM NA CICATRIZAÇÃO 
 
FATORES SISTÊMICOS 
▸Idade: 
› Alterações metabólicas que costumam acometer o idoso fazem com que 
sua resposta reparadora seja lenta quando comparada à do jovem. 
› A pele começa a apresentar sinais de involução por volta dos 40 anos, 
tornando-se mais evidente após os 65 anos, quando ocorre alterações 
estruturais, numéricas e funcionais dos componentes da pele. 
› Pele mais fina, seca, perda da gordura, redução na luz dos vasos 
sanguíneos que leva a diminuição da temperatura 
▸Tabagismo: 
› Baixa concentração de oxigênio nos tecidos pode afetar a velocidade de 
cura das feridas. 
› Vasoconstricção induzida pela nicotina. 
▸Condição nutricional: 
› Proteínas; › Carboidratos; › Vitamina A; 
› Zinco; › Gorduras; › Vitamina K; 
› Cobre; › Vitamina C; › Vitamina E. 
▸Vascularização: 
› As insuficiências venosa e arterial favorecem o desenvolvimento de 
úlceras de membros inferiores. 
› Compromete a oxigenação dos tecidos, dificultando a cicatrização e 
deixando essas feridas mais suscetíveis à infecção. 
▸Medicamentos sistêmicos: 
› Corticoides: 
- Diminuem a resistência à tensão de feridas cicatrizadas. 
- Reduzem a taxa de epitelização e a neovascularização. 
- Inibem severamente a contração da ferida, além de suprimir o sistema 
imune. 
› Anti-inflamatórios não-esteroides: 
- Provocam vasoconstrição e suprimem a resposta inflamatória. 
- Reduzem a síntese de colágeno, diminuindo, dessa forma, a resistência 
à tensão e à contração da ferida. 
› Quimioterápicos, drogas antineoplásicas imunossupressoras, 
anticoagulantes e alguns antibióticos interferem no processo fisiológico de 
cicatrização. 
▸Doenças de base: 
› Diabetes: reduz a síntese do colágeno e a capacidade de fagocitose dos 
leucócitos, aumentando o risco de infecção. 
› Neuropatia periférica: afeta a sensibilidade dos membros inferiores, 
deixando à pessoa mais suscetível a lesão. 
› Problemas cardiovasculares. 
› Distúrbios hematológicos. 
› Doenças autoimunes: prejudicam o processo de cicatrização porque 
reduzem significativamente a produção de colágeno. 
 
FATORES LOCAIS 
▸Infecção local. 
▸Agentes tópicos. 
▸Tecido necrótico. 
▸Suprimento sanguíneo. 
▸Tipo de cobertura. 
▸Contaminação: a presença de um microrganismo sobre a superfície 
epitelial sem que haja invasão tecidual, reação fisiológica ou dependência 
metabólica com o hospedeiro. 
▸Colonização: na colonização, há a relação de dependência metabólica 
com o hospedeiro e a formação de colônias, mas sem a expressão clínica e 
reação imunológica. É o que ocorre com a microbiota humana em situações 
de equilíbrio, como nas alças intestinais. 
 
 
 
 
COMPLICAÇÕES NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS 
 
▸Infecção: parasitismo da lesão. 
▸Deiscência: abertura da cicatriz provocada por infecção, hematoma, técnica inapropriada ou deficiência metabólica. 
▸Cicatriz hipertrófica: formação do tecido cicatricial exagerada que não ultrapassa as bordas da ferida. 
▸Quelóide: ocorre devido ao excesso de formação de tecido de granulação. 
▸Hemorragia: quando ocorre o extravasamento sanguíneo de um vaso. 
 
 
Risolene M. Silva 
TÉCNICA DE LIMPEZA 
 
OBJETIVO DA LIMPEZA 
▸Protege o ambiente de cicatrização, promovendo condições ideais para o 
processo de reposição tecidual. 
▸Reduzir o potencial de infecções ao remover contaminantes, detritos e 
microrganismos do leito da ferida. 
 
MÉTODO DE LIMPEZA 
→ TÉCNICA TRADICIONAL DE LIMPEZA COM GAZE: 
▸Indicado para auxiliar na remoção de resíduos de maneira prática e 
acessível. 
 
→ IRRIGAÇÃO DA FERIDA COM SOLUÇÕES: 
▸Uso de soro fisiológico ou água destilada. 
▸A irrigação pode ser realizada com seringa, pois a pressão gerada não 
danifica o tecido de granulação. 
▸Atenção ao uso da água da torneira: deve ser tratada e avaliada quanto à 
segurança microbiológica. 
*em locais frios, recomenda-se aquecer o soro para que ele fique morno, se 
assemelhando com a temperatura da pele do paciente. 
 
→ USO DE PHMB (Polihexanida): 
▸Solução especialmente desenvolvida para limpeza de feridas. 
▸Benefícios: 
› Reduz a dor e o odor. 
› Auxilia na remoção de biofilme. 
› Preservar o tecido de granulação. 
*atualmente o PHMB é utilizado para lavar lesões porque não agride a pele. Também 
é possível utilizar clorexidina (algumas pessoas tem alergia), mas no leito da ferida a 
cicatrização é retardada porque é citotóxica para os fibroblastos. Em paciente com 
condições monetárias frágeis, utilizar sabão neutro (corta uma fatia, lava e joga fora). 
 
→ TÉCNICA DE EXECUÇÃO: 
▸Direção da limpeza: sempre faça de um local menos contaminado para o 
mais contaminado, para evitar a propagação de agentes infecciosos. 
▸Particularidades por tipo de ferida: 
› Feridas abertas: a iniciação de limpeza fora para dentro, pois as bordas 
externas são consideradas menos contaminadas que o interior. 
› Feridas fechadas: a limpeza começa de dentro para fora, considerando que 
a área interna é inicialmente asséptica. 
 
 
 
TÉCNICA DE DESBRIDAMENTO 
 
DEFINIÇÃO 
▸Consiste na remoção de tecidos necrosados ou desvitalizados e materiais 
que impedem ou retardam o processo de cicatrização. 
 
TIPOS DE DESBRIDAMENTO 
→ AUTOLÍTICO: 
▸Definição: autodegradação do tecido necrosado por meio da hidratação 
natural promovida pelo próprio organismo. 
▸Características: 
› Processo lento, seletivo, não invasivo e indolor. 
› Pode ser acelerado com procedimentos como escarotomia. 
› Produtos utilizados: hidrocoloides e hidrogéis. 
 
→ QUÍMICO: 
▸Definição: uso de enzimas proteolíticas exógenas para degradar colágeno 
e tecido desvitalizado. 
▸Características: 
› Método rápido, porém um pouco seletivo. 
› Pode ser associada à escarotomia para aumentar sua eficácia. 
› Produtos utilizados: fibrinolisina, colagenase e papaína (2% - indicada 
para tecido de granulação) (4 a 6% - indicada para necrose de liquefação). 
 
 
→ MECÂNICO: 
▸Definição: remoção de tecidos mortos por meio de força física. 
▸Características: 
› Método simples, porém pode ser desconfortável para o paciente. 
› Ferramentas utilizadas: pinças, gazes, fricção manual e supervisão 
pressurizada. 
 
→ INSTRUMENTAL OU CIRÚRGICO: 
▸Definição: retirada direta do tecido necrosado com instrumentos cirúrgicos. 
▸Características: 
› Escarotomia: cortes na escara para facilitar a penetraçãode agentes 
desbridantes ou aliviar a pressão. 
› Escarectomia: remoção total da escara. 
› Ferramentas utilizadas: Tesouras, bisturis e outros instrumentos 
cirúrgicos. 
 
→ BIOLÓGICO OU TERAPIA COM LARVAS: 
▸ Definição: uso de larvas de moscas esterilizadas para consumir tecido 
necrosado e liberar enzimas que promovem a cicatrização. 
 
 
 
Risolene M. Silva 
TÉCNICA DE CULTURA PARA AVALIAÇÃO DE FERIDAS 
▸Objetivo: realizar coleta de amostra para identificar microrganismos 
presentes e direcionar o tratamento adequado. 
▸Procedimento: 
› Limpeza prévia da ferida para remoção de resíduos superficiais. 
› Seleção de uma área de 1 cm² do leito da ferida 
› Aplicação da técnica de Levine, considerada padrão mundial após a biópsia, 
para garantir amostras precisas. 
 
 
LESÃO POR PRESSÃO – LPP 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO COMPROMETIMENTO 
TECIDUAL 
→ ESTÁGIO 1: 
▸Acomete apenas a epiderme. 
▸ Eritema não branqueável, pele intacta com rubor não branqueável numa 
área localizada, normalmente sobre uma proeminência óssea. 
 
→ ESTÁGIO 2: 
▸ Perda parcial da espessura da derme que se apresenta como uma ferida 
superficial (rasa) com leito vermelho – rosa – sem tecido desvitalizado. 
 
→ ESTÁGIO 3: 
▸ Perda total da espessura dos tecidos. 
▸ O tecido adiposo subcutâneo pode ser visível, mas ossos, tendões ou 
músculos não estão expostos. 
 
→ ESTÁGIO 4: 
▸Perda total da espessura dos tecidos com exposição óssea, dos tendões ou 
músculos. 
▸ Em algumas partes do leito da ferida, pode aparecer tecido desvitalizado 
(húmida) ou necrose (seca). 
▸ Frequentemente são cavitadas e fistuladas. 
* cubitan – iogurte para pacientes que tem feridas, ele em alto valor proteico 
e ajuda na cicatrização 
 
→ NÃO GRADUÁVEIS / INCLASSIFICÁVEIS: 
▸Quando não há como visualizar o tecido no local da lesão. 
▸Perda total da espessura dos tecidos, a base da ulcera está coberta por 
tecido desvitalizado (amarelo, acastanhado, cinzentos, verde ou castanho) 
e/ou necrótico (amarelo escuro, castanho ou preto) no leito da ferida. 
▸Até que seja removido tecido desvitalizado e/ou necrótico suficiente para 
expor a base da ferida, a verdadeira profundidade e, por conseguinte, a 
verdadeira categoria/grau, não podem ser determinados. 
 
→ TISSULAR PROFUNDA: 
▸Profundidade indeterminada. 
▸Área vermelha escura ou purpura localizada em pele intacta e descolada 
ou flictena preenchida com sangue, provocadas por danos no tecido mole 
subjacente resultante de pressão e/ou cisalhamento. 
▸A área pode esta rodeada por tecido doloroso, firme, mole, húmido, mais 
quente ou mais frio comparativamente ao tecido subjacente. 
 
→ RELACIONADA À DISPOSITIVO MÉDICO: 
▸Essa terminologia descreve a etiologia da lesão, a lesão por pressão 
relacionada a dispositivo medico resulta do uso de dispositivos criados e 
aplicados para fins de diagnósticos e terapêuticos. 
▸A lesão por pressão resultando geralmente apresenta o padrão ou forma do 
dispositivo. 
▸Essa lesão pode ser categorizada usado o sistema de classificação de LPP. 
 
→ EM MEMBRANAS MUCOSAS: 
▸ A LPP em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso 
do dispositivo médicos no local do dano. 
▸ Devido a anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas. 
*ex. LPP em membrana mucosa relacionada à dispositivo médico. 
 
 
 
 
LOCAIS COMUNS EM LPP 
 
 
PREVENÇÃO DE LPP 
▸Inclinação a 30°: posição em que o paciente deve ficar no leito para aliviar 
a pressão. 
▸Colchão perfilático (em caixa de ovo). 
▸Colchão Pneumático (menor custo). 
▸Colchão Viscoelástico (se adapta ao peso do paciente). 
▸Colchão Dry Flotation; 
▸Aliviadores de pressão; 
AVALIAÇÃO DA LPP – SISTEMA RYB 
▸Feridas vermelhas: proteger 
▸Feridas amarelas: limpar 
▸Feridas pretas: desbridar 
 
 
Risolene M. Silva 
ÚLCERAS 
 
ÚLCERAS VENOSAS 
 
CONCEITO E EPIDEMIOLOGIA 
▸A úlcera venosa é uma anormalidade causada por incompetência valvular, 
associada ou não à obstrução do fluxo venoso. É a úlcera de perna mais 
comum, sendo responsável por aproximadamente 70 a 90% das úlceras 
crônicas dos membros inferiores. 
▸A lesão inicia-se internamente e vai avançando, de modo que se torna 
externa, abrindo uma ferida, a solução para essas pessoas é ir no 
angiologista e realizar cirurgia. 
▸Aproximadamente 70% das úlceras abrem novamente após a 
cicatrização, porque é algo que depende dos fatores intrínsecos do paciente. 
 
CAUSAS 
▸O mecanismo exato da patogênese da úlcera venosa é desconhecido, 
surgindo várias teorias, como a Teoria de Cuff de Fibrina. 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DA INSUFICIÊNCIA VENOSA 
CRÔNICA 
▸Sensação de peso nos membros inferiores 
▸Parestesia 
▸Câimbras: são intensas e diárias 
▸Dor 
▸Edema 
▸Veias varicosas 
▸Pigmentação cutânea 
 
APRESENTAÇÃO CLÍNICA DA ÚLCERA VENOSA 
→ A FERIDA: 
▸Formato irregular e geralmente superficial. 
▸Bordas lisas e irregulares. 
▸Grau de exsudação moderado e intenso. 
▸Úlceras rasas com tecido de granulação. 
▸Localização frequente sobre o maléolo medial, únicas ou múltiplas. No 
entanto, tende a ocorrer no local onde há o problema da insuficiência. 
 
→ A PELE CIRCUNDANTE: 
▸Hiperpigmentada: a hiperpigmentação capilar faz a distensão dos 
capilares sanguíneos, levando a lesões da parede endotelial. Também pode 
levar a ruptura do capilar, permitindo o extravasamento de hemácias. 
▸Lipodermatoclerose – formato de ‘garrafa invertida’: combinação de 
edema crônico com depósitos de fibrina e mediadores inflamatórios. 
▸Eczema: dermatite eritematosa, podendo evoluir para a formação de 
vesículas. 
› Atrofia branca: pele atrófica frequentemente circular, de cor branca 
(marfim), circundada por capilares dilatados. 
› Edema: aumento no volume de fluídos da pele e do tecido subcutâneo, 
caracteristicamente recuando com pressão. Edema venoso ocorre 
geralmente no tornozelo, mas pode se estender para a perna e o pé. 
› Erisipela ou celulite: os pacientes podem desenvolver erisipela no 
decorrer da evolução do agravo. 
→ A PERNA: 
▸Coroa Phlebectasia: numerosas pequenas veias intradérmicas, em formato 
de leque, situadas na face lateral ou medial da perna e pé, frequentemente 
associadas à incompetência das veias perfurantes. 
▸Varizes: veias subcutâneas dilatadas, com diâmetro igual ou maior que 
3mm, medida em posição ortostática. 
 
AVALIAÇÃO DA DOR 
▸A dor, usualmente, é de leve a moderada, mas também, pode ser extrema, 
gerada pelo processo inflamatório crônico e pelos nervos feridos, piora ao 
final do dia com posição ortostática. 
 
AVALIAÇÃO DO EDEMA 
→ PERIMETRIA: 
▸Descrição: método simples que utiliza uma fita métrica para medir as 
bactérias do membro afetadas em diferentes alturas. 
› 0 cm (ponto de referência, geralmente no tornozelo). 
› 5 cm, 10 cm e 15 cm acima do ponto inicial. 
▸Objetivo: avaliar o grau de edema e acompanhar sua evolução ao longo do 
tempo. 
 
→ DOPPLER DE ONDA CONTÍNUA: 
▸Descrição: 
› Aparelho portátil usado para detectar o fluxo venoso e avaliar possíveis 
alterações no sistema venoso. 
› Áreas de exame como: junção safeno-femoral, junção safeno-poplítea e 
sistema nervoso profundo para identificar refluxo significativo. 
▸Aplicação: indicado para diagnóstico de insuficiência venosa e avaliação 
hemodinâmica. 
 
→ ÍNDICE TORNOZELO / BRAÇO (ITB): 
▸Descrição: 
› Relação entre a pressão arterial sistólica do tornozelo e do braço. 
› Cálculo do ITB: Pressão sistólica no tornozelo ÷ Pressão sistólica no braço 
▸Cuidados: 
› Em pacientes com diabetes, o resultado pode ser falsamente elevado 
devido à calcificação arterial. 
› Antes de iniciar tratamentos específicos para úlceras venosas, é essencial 
descartar a insuficiência arterial com o diagnóstico médico adequado. 
▸Medidas complementares: abaixo do joelho, meio da panturrilha e nível do 
maléolo. 
Obs. o diagnóstico de insuficiência venosa e a exclusão de doençasarteriais 
são essenciais para determinar o tratamento adequado, especialmente em 
casos de úlceras venosas. 
Risolene M. Silva 
TRATAMENTO DO RETORNO VENOSO 
▸Manejo da hipertensão venosa e redução do edema com elevação do 
membro inferior. 
▸Deambulação. 
▸Faixas. 
▸Meias elásticas: 
› Para tratamento. 
› Após cura de lesão. 
› Classificadas em: suporte ou preventiva, terapêutica e antitrombótica. 
› Classificação da compressão: leve, média alta e antitrombótica. 
▸Terapia compressiva: a terapia de compressão continua a ser o padrão-
ouro para o tratamento da úlcera venosa. 
 
 
ÚLCERA ARTERIAL 
 
EPIDEMIOLOGIA 
▸Aproximadamente 10 a 25% dos casos de úlceras crônicas nos MMII. 
▸Mais comum em pacientes acima de 50 anos. 
 
FISIOPATOLOGIA 
▸A insuficiência arterial resulta da oclusão de vasos importantes. 
▸Manifestações clínicas: 
› Claudicação. 
› Dor em repouso (o fluxo está diminuído naquela área). 
 
 Tabela: Comparação entre úlceras venosas e arteriais - Dealey, 2008 
Sinal / Sintoma Úlcera venosa Úlcera arterial 
Local No maléolo medial 
ou perto dele. 
Pode ocorrer nos dedos do pé, nos 
pés e no calcanhar lateral da perna. 
Desenvolvimento Vagaroso. Rápido. 
Aparência da úlcera Bordas superficiais; 
tecido profundo não 
é afetado. 
Geralmente profunda, envolvendo 
tendões e músculos. 
Aparência da pena Manchas varicosas 
castanhas, eczema, 
quente ao toque. 
Pele lustrosa, fria ao toque, branca 
quando elevada e podendo azular 
quando pendente. 
Edema Presente – 
geralmente piora no 
fim do dia. 
Só está presente com o cliente 
imóvel – edema de estase. 
Dor Variável Muito dolorosa – piorando à noite. 
Aliviada quando a perna pende ao 
lado da cama. 
Histórico médico Trombose venosa 
profunda, flebite, 
veias varicosas. 
Doença vascular periférica, doença 
cardíaca isquêmica, diabetes 
mellitus. 
ITB ≥ 0,9derivado natural com baixo risco de reações adversas. 
▸Desvantagens: 
› Causa desconforto em tecidos saudáveis se aplicado incorretamente. 
› Requer cuidado na dosagem para evitar excesso de ação enzimática. 
ÁCIDO GRAXO ESSENCIAL (AGE) 
▸Benefícios: 
› Hidrata e restaura a barreira cutânea em pele íntegra. 
› Auxilia na prevenção de lesões cutâneas. 
▸Características: 
› Rico em substâncias naturais que promovem a regeneração celular. 
› Hidrata profundamente a pele seca ou sensibilizada. 
▸Indicações: 
› Prevenção de lesões em pele íntegra, como em pacientes acamados. 
› Tratamento auxiliar em feridas com bordas ressecadas. 
▸Modo de uso: 
› Aplicar uma fina camada sobre a pele limpa e seca. 
› Reaplicar conforme orientação profissional. 
▸Vantagens: 
› Fácil aplicação. 
› Boa tolerância cutânea. 
▸Desvantagens: não indicado como tratamento principal de feridas abertas. 
 
ALGINATO DE CÁLCIO 
▸Benefícios: 
› Absorve o exsudato, mantendo o equilíbrio de umidade. 
› Promove hemostasia através de troca iônica. 
› Favorece o tecido de granulação e auxilia no desbridamento autolítico. 
▸Características: 
› Derivado de algas marinhas. 
› Em contato com o exsudato, o alginato se desfaz, formando uma pomada. 
› Deve ser aplicado diretamente na ferida sem outras substâncias. 
▸Indicações: 
› Feridas sem infecção, ou com infecção (com prata). 
› Exsudato de moderado a intenso. 
› Com ou sem sangramento. 
▸Modo de uso: pode-se aplicar hidrogel ou óleo de 
girassol antes do alginato para feridas que requerem hidratação adicional. 
▸Desvantagens: devido à sua consistência que se desfaz, pode não ser 
adequando para todas as feridas. 
 
FILME TRANSPARENTE 
▸Benefícios: 
› Mantém um ambiente úmido ideal para cicatrização. 
› Permite a visualização da ferida sem remoção do curativo. 
▸Características: 
› Impermeável à água, mas permite a vaporização do exsudato para evitar à 
maceração enquanto mantém o ambiente úmido. 
› Fino, flexível e transparente. 
› Utilizado como cobertura secundária. 
▸Indicações: 
› Úlceras de pressão em estágio 1. 
› Feridas recém epitelizadas. 
› Prevenção de lesões por pressão em proeminências ósseas. 
▸Modo de uso: aplicar sobre a pele limpa e seca; e fixar as bordas 
firmemente, sem enrugar o material. 
Risolene M. Silva 
▸Vantagens: 
› Facilita a inspeção da ferida. 
› Previne atrito em áreas vulneráveis. 
▸Desvantagens: 
› Não indicado para feridas com exsudato moderado ou intenso. 
› Pode causar maceração se não aplicado corretamente. 
 
CARVÃO ATIVADO 
▸Benefícios: 
› Ação bacteriana graças à prata impregnada. 
› Favorece o desbridamento autolítico. 
› Mantém a umidade e a temperatura adequadas para a cicatrização. 
› Elimina odores. 
▸Composição: 
› Tecido de carvão ativado impregnado com prata. 
› Envolto por uma camada de não tecido, selada em toda sua extensão. 
▸Indicações: 
› Feridas com mau cheiro. 
› Feridas com inchaço e exsudativas (moderada a intensa). 
› Feridas infectadas ou com tecido necrótico. 
› Feridas cavitarias e fétidas. 
▸Tipos: 
› Sachê de carvão ativado: não recortável, deve ser 
colocado na ferida e coberto com gaze e ataduras. 
› Carvão ativado recortável: pode ser ajustado ao 
tamanho da ferida conforme necessário. 
▸Modo de uso: 
› Não deve ser cortado para evitar a liberação excessiva de prata na ferida. 
› Necessita de gaze e fita adesiva na cobertura. 
› Remover devagar e aos poucos para evitar danos à pele saudável. 
▸Vantagens: eficaz na eliminação de odores e controle de infecções. 
▸Desvantagens: pode ser menos flexível em formatos que não sejam pré-
cortados (no caso dos sachês). 
 
 
ESPUMA COM PRATA 
▸Benefícios: 
› Propriedades antimicrobianas, reduzindo o risco de infecção. 
› Absorve exsudato e mantém o ambiente úmido. 
▸Características: disponível em versões com prata, poliuretano (absorção 
do exsudato) e ibuprofeno (anti-inflamatório). 
▸Indicações: 
› Feridas com exsudação moderada a intensa. 
› Lesões inflamadas ou dolorosas. 
▸Modo de uso: colocar diretamente sobre a ferida limpa e cobrir, se 
necessário, com curativo secundário. 
▸Vantagens: 
› Combate microrganismos no leito da ferida. 
› Reduz a inflamação e o desconforto. 
▸Desvantagens: 
› Custo elevado em comparação com outras opções. 
› Pode causar irritação em casos raros. 
 
SUFADIAZINA COM PRATA 
▸Benefícios: 
› Combate bactérias, fungos, vírus e protozoários. 
› Reduz o risco de infecções em queimaduras. 
▸Características: creme antimicrobiano, associado ao nitrato de cério. 
▸Indicação: tratamento de queimaduras de segundo e terceiro graus. 
▸Modo de uso: aplicar sobre a área queimada, cobrindo com gaze estéril. 
▸Vantagens: 
› Amplo espectro de ação antimicrobiana. 
› Fácil de aplicar e remover. 
▸Desvantagens: pode causar irritação ou hipersensibilidade. 
 
VELODERM 
▸Benefícios: 
› Promove proteção e cicatrização de queimaduras. 
› Forma uma barreira aderente que evita contaminação. 
▸Características: material que adere à pele e não se descola facilmente. 
▸Indicações: queimaduras de segundo grau e outras lesões superficiais. 
▸Modo de uso: 
› Aplicar diretamente sobre a área afetada. 
› Deixar aderir e remover apenas quando indicado. 
▸Vantagens: 
› Fácil aplicação. 
› Proporciona um ambiente estável e protegido para a cicatrização. 
▸Desvantagens: 
› Pode ser desconfortável ao ser removido. 
› Não é indicado para feridas muito exsudativas ou infectadas. 
 
TELA DE ACETATO DE CELULOSE COM PETROLATUM 
▸Benefícios: 
› Proporciona uma barreira oclusiva que mantém a umidade da ferida. 
› Facilita a cicatrização ao proteger contra contaminações externas. 
› Reduz a perda de fluidos e mantém um ambiente úmido para a regeneração 
tecidual. 
▸Composição: tela feita de acetato de celulose impregnada com petrolato 
(óleo mineral), oferecendo propriedades hidratantes e protetoras. 
▸Indicações: 
› Feridas com exsudato leve a moderado. 
› Feridas superficiais e de cicatrização 
esperadas sem grande necessidade de 
desbridamento. 
▸Modo de uso: 
› Aplicar diretamente sobre a ferida limpa. 
› Fixar com uma bandagem adequada para manter a tela no lugar. 
▸Vantagens: 
› Fácil de aplicar e remover. 
› Não adere a borda da ferida, diminuindo a dor durante a troca do curativo. 
▸Desvantagens: pode não ser adequado para feridas com alto exsudato ou 
necrose significativa. 
Risolene M. Silva 
HYALUDERMIN 
▸Benefícios: 
› Estimula a formação de novos vasos sanguíneos. 
› Hidrata o leito da ferida, favorecendo a regeneração. 
▸Características: 
› Contém ácido hialurônico, com ação cicatrizante e regenerativa. 
▸Indicações: 
› Feridas que necessitam estímulo p/ a formação de tecido de granulação. 
▸Modo de uso: 
› Aplicar sobre o leito da ferida limpa. 
› Cobrir com curativo adequado para manter o ambiente úmido. 
▸Vantagens: 
› Promove a regeneração de tecidos. 
› Melhora a elasticidade da pele durante a cicatrização. 
▸Desvantagens: 
› Pode ser menos eficaz em feridas infectadas ou altamente exsudativas. 
 
NATURA SKIN 
▸Benefícios: 
› Promove a regeneração tecidual. 
› Mantém a hidratação do leito da ferida. 
▸Características: cobertura protetora e regenerativa. 
▸Indicações: lesões superficiais, úlceras e queimaduras leves. 
▸Modo de uso: aplicar diretamente sobre a ferida e cobrir com gaze ou 
curativo secundário. 
▸Vantagens: 
› Fácil aplicação e adaptação à ferida. 
› Reduz o risco de infecção. 
▸Desvantagens: pode ser insuficiente para feridas mais profundas ou 
altamente exsudativas. 
 
TRATAMENTO A VÁCUO - VAC 
▸Benefícios: 
› Reduz edema e melhora a circulação no leito da ferida. 
› Favorece o fechamento de feridas complexas e cavitarias. 
▸Características: 
› Dispositivo que aplica pressão negativa, estimulando a granulação. 
› Remove exsudato e reduz a carga bacteriana. 
▸Indicações: 
› Feridas extensas, cavitarias ou de difícilcicatrização. 
› Úlceras por pressão e feridas pós-operatórias. 
▸Modo de uso: 
› O equipamento é acoplado à ferida com uma esponja estéril e coberto com 
filme transparente. 
› O sistema gera vácuo, retirando o excesso de líquidos → cicatrização. 
▸Vantagens: 
› Estimula a regeneração tecidual em feridas complexas. 
› Diminui o risco de infecção. 
▸Desvantagens: 
› Custo elevado. 
› Requer acompanhamento especializado e não é indicado para todos os 
tipos de feridas. 
 
ANOTAÇÃO DE ENFERMAGEM – COMPLETA: 
04/07/2024 – 8h – Realizado troca de curativo na região sacral de lesão por 
pressão, estágio 3, a lesão apresentava 35% de necrose de coagulação, 40% 
de tecido de granulação e 25% de necrose de liquefação, com extensão de 11 
x 11,5 x 5 cm (ou 633 cm³), com exsudato abundante, fétido e purulento, 
bordas descoladas na porção superior e maceradas na porção inferior, área 
perilesional hipercrômica e com hiperemia na porção superior direita. A 
limpeza da lesão foi realizada com solução fisiológica 0,9% e PHMB, 
aplicado como cobertura primária alginato de cálcio com prata no leito e 
creme barreira na área perilesional, por fim, a ferida foi ocluída com gaze seca 
e fixada com fita hipoalergênica. Paciente nega dor durante o procedimento. 
Orientada para informar à enfermeira se houver desconforto relacionado a 
lesão. Risolene Maria da Silva (acadêmica de enfermagem – UFPB). ---------

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