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Psicomotricidade ARA1108 • Prof. Ozair Argentille • ozair.silva@estacio.br • 98817.5792 mailto:ozair.silva@estacio.br 7 - Praxia global 8 - Praxia fina 3 - Noção corporal 4 - lateralização 6 - Estruturação temporal 5 - Estruturação espacial 2 - equilíbrio 1- tonicidade 9 -Estruturação espacial Como o tônus é responsável pela formação das atividades motoras e posturais, na preparação do movimento, na fixação da atitude, da postura e da equilibração? Tônus Sequência do desenvolvimento: Postura → ação motora → ação mental. Tônus muscular apresenta-se como uma tensão que regula e controla a atividade postural como suporte do movimento A importância do tônus muscular é ressaltada por vários autores. Oliveira (1997) diz que “O tônus muscular está presente em todas as funções motrizes do organismo com o equilíbrio, a coordenação, o movimento etc., todo o comportamento comunicativo está relacionado com o tônus”. Tipos de tônus • É o responsável pela postura ortostática, pela manutenção da posição de um seguimento corporal e também está presente na função de amortecedor. Tônus de fundo, de base ou postural • É o ato motor propriamente dito quando um grupo muscular realiza uma determinada ação. Tônus de ação ou de atitude • É quando todo o corpo se dedica a uma única ação. Tônus de força ou de suporte Qualidade do tônus • O bom tônus será aquele adequado a ação motora a qual o sujeito se propõe. Atividade para o tônus • Andando com brinquedo – A atividade de locomoção com apoio tem como objetivo tonificar a musculatura relacionada à posição em pé. O deslocamento contribui para o equilíbrio postural. Com a atividade, desenvolve- se também a noção visual e espacial, pois o bebê tem que observar para onde ele pode empurrar o brinquedo para poder deslocar-se. Atividades para o tônus • Túnel – O uso do túnel favorece o deslocamento engatinhando (4 apoios), o que possibilita tonificar a musculatura de braços, pernas e tronco. • O aspecto visual e espacial também é trabalhado nesta atividade, pois os bebês podem encontrar saídas e possibilidades de ficarem em pé dentro do túnel. Atividades para o tônus Atividades para o tônus • Rolo – O rolo possibilita a tonificação da musculatura dos braços e da musculatura dorsal do bebê, a fim de prepará-lo para o sentar. Atividades para o tônus • Bebê Rolando – Rolar é a primeira forma de deslocamento global do bebê, movimento que requer a integração da musculatura dos dois lados do corpo Atividades para o tônus • Cobertor – O “arrastar” sobre o cobertor possibilita o ajustamento do corpo na posição sentada, pois, quando o cobertor é puxado, o bebê contrai a musculatura necessária para manter-se em equilíbrio. Equilíbrio Equilíbrio • O equilíbrio reúne um conjunto de aptidões estáticas (sem movimento) e dinâmicas (com movimento), abrangendo o controle postural e o desenvolvimento das aquisições de locomoção. • O equilíbrio estático • O equilíbrio dinâmico Equilíbrio • O equilíbrio é a base primordial de toda coordenação geral, é a manutenção do corpo na posição normal, sem oscilações ou desvios, mantendo-se no seu centro de gravidade. • Integração: Tônus, Vestíbulo coclear e cerebelo. Equilíbrio • Quanto mais defeituoso é o equilíbrio corporal, mais energia e atenção escapa em detrimento de outras atividades. • Quase todas as crianças que apresentam dificuldades em seu equilíbrio, são crianças tímidas, retraídas e excessivamente dependentes. Tônus → Equilíbrio • A Bola de Bobath possibilita o fortalecimento da musculatura dorsal e abdominal. Quando o bebê está sobre a bola, busca estabilidade e precisa ajustar-se a cada instante. Estes “ajustamentos” possibilitam a busca pelo equilíbrio corporal. Problemas no equilíbrio • Segundo a Fonseca esse déficit envolve os centros de postura e tonicidade (áreas primárias de Luria) que interferem nos estados de atenção e alerta, que são bases da aprendizagem como um todo. Esquema Corporal Esquema corporal • É também conhecido por estruturação corporal. Vitor da Fonseca (1983) também o chama de somatognosia. • Wallon (1968) diz que “O esquema corporal é elemento básico indispensável para a formação da personalidade da criança. É a representação relativamente global, científica e diferenciada que a criança tem de seu próprio corpo”. Esquema corporal • Muitas condutas psicomotoras dependem do esquema corporal, tais como o equilíbrio, a coordenação viso-motora, a percepção de movimentos e de posição no espaço e a linguagem. • Ademais, o corpo é também uma expressão da individualidade. E o referencial para perceber-se, perceber o outro e as coisas que o cercam se dá a partir do próprio corpo. Esquema corporal 1. Nomeação das partes do corpo 2. Localização das partes do corpo 3. Conscientização das partes do corpo 4. Utilização das partes do corpo Esquema corporal • Crianças com dificuldade de aprendizagem frequentemente emergem de uma fraca auto-imagem, nesse sentido Fonseca diz que as novas aprendizagens são construídas sobre sistemas pré-existentes, ou seja, se o anterior não for bem assimilado o próximo terá maiores chances de também não ser. • Segundo Vitor da Fonseca, uma má percepção corporal revela uma má percepção sensitiva e proprioceptiva corporal, que devem ser estimuladas. Imagem corporal • sua construção está relacionada com a história de cada um e as relações que este estabelece com os afetos que recebe nas relações com o mundo • é construída com base nos contatos sociais, nas relações com o outro, sendo resultado de um processo de co-construção • é elaborada de acordo com as experiências que obtemos através dos atos e atitudes com os outros • é um conceito subjetivo, logo, sendo singular, é constitutiva do sujeito • não é um fenômeno estático, pois sofre as mutações a cada afeto recebido, podendo se ressignificar a cada instante, até o fim de nossos dias • é estruturante para a identidade do sujeito • não pode ser medida ou quantificada • é inconsciente. Partes do corpo – Trabalhar com as partes do corpo permite o auto conhecimento pelo sentido cinestésico, onde a criança toca a parte do corpo solicitada, respeitando a lei “céfalo caudal” e “próximo distal”. Atividade de expressão corporal • A linguagem é função de expressão e comunicação do pensamento e função de socialização. Permite ao indivíduo trocar experiências e atuar - verbal e gestualmente - no mundo. • Minha perna quebrou; • Estou com dor de cabeça; • Gosto de viajar; • Grupo inventar uma frase sem usar palavras o outro tem que adivinhar!! • Etc. Espelho – Vendo-se no espelho, a criança constrói seu esquema corporal, usando sua própria referência. Ludicidade para o esquema corporal em crianças escolares Relaxamento • Relaxamento global – com ele a criança será capaz de sentir e precisar as noções de repouso, de extensão, de peso, de contato. • Relaxamento segmentário (das partes) – permite que a criança tome consciência das sensações de contração e de relaxamento localizadas a esta ou aquela parte do corpo. Expressão facial Imitar/reconhecer Identificar/Memória Transtornos do Esquema Corporal • ASOMATOGNOSIA: o sujeito é incapaz de reconhecer e mostrar em seu corpo alguma de suas partes. Pode ocorrer a partir de alguma lesão neurológica. A Agnosia digital é a mais frequente nas crianças: esta não é capaz de reconhecer, mostrar nem mover os distintos dedos de sua própria mão ou de outra Transtornos do Esquema Corporal • Fonseca (1995) diz que essa má percepção corporal tem provável causa numa má percepção sensitiva e proprioceptiva. • Esse autor ainda diz que crianças com dificuldade de aprendizagem frequentemente emergem de uma fraca auto-imagem e que as próximas aprendizagens, que dela dependerem, também poderão vir a serem deficitárias. Tempo e espaço • Orientação espacial e temporal/Organização espacial e temporal •A orientação espacial e temporal corresponde à organização intelectual do meio, e está ligada à consciência, a memória, às experiências vivenciadas pelo indivíduo. • De que forma se dá essa construção? • Para Oliveira (1997) a estruturação espacial é um conceito que vai sendo apreendido pelo indivíduo, é uma elaboração e uma construção mental que se opera através de seus movimentos em relação aos objetos que estão em seu meio. • Essa autora ainda diz que, para que uma criança perceba a posição dos objetos no espaço, precisa, primeiramente, ter uma boa imagem corporal, pois usa seu corpo com um ponto de referência. Ela só se organiza quando possui um domínio de seu corpo no espaço. [...] Inicia-se com a percepção do seu corpo no espaço, para depois usá-lo como referência Quadriculado Brincadeiras com potes • Empilhar – Nas atividades de empilhar trabalha-se a coordenação visual e motora e a noção espacial. Pinte, recorte e cole na sequência: • De forma geral é através da orientação temporal que o indivíduo apreenderá a localização dos acontecimentos presentes, passados e futuro, podendo, então, planejar e organizar melhor sua vida. Lateralidade Lateralidade • Na concepção de Oliveira (1997), a lateralidade é propensão do ser humano em utilizar mais um lado do corpo do que o outro, ou seja: há um predomínio, uma dominância motora nas mãos, olhos, ouvidos e pés. • Essa autora ainda pontua que até um ano de idade não se verifica nenhuma dominância, no entanto, é nesse período que a lateralidade começa a se evidenciar e que só podemos falar em dominância propriamente dita entre os 5 e 7 anos de idade. • De que forma se dá essa construção? Classificações da lateralidade Lateralidade espontânea ou inata Lateralidade de utilização • O desenvolvimento da lateralidade é importante na evolução, adaptação, formação do esquema corporal, percepção da simetria do próprio corpo e do eixo corporal da criança, e vice-versa. • O desenvolvimento da lateralidade ocorre naturalmente no indivíduo que, aos poucos, terá definido qual dos lados terá mais força, será mais ágil, terá melhor coordenação motora etc.