Prévia do material em texto
Cirurgias oftálmicas Mv. Dr. Leonardo Dias Mamão Anatomia cirúrgica • ; Anatomia cirúrgica Anatomia cirúrgica Anatomia cirúrgica Entrópio Entrópio • Inversão da pálpebra e dos cílios na direção da córnea; • ETIOLOGIA: - Hereditária (cães com menos de 6 meses de idade); - Conformacional: maior ocorrência em pequenos animais; ➢Raças predisponentes como o Sharpei, Chow Chow, Rottweilers, Dog Alemão, Labrador e Bulldogs (gatos persa); - Adquirida: Sequela da cicatrização de um ferimento na pálpebra; Entrópio • Diferenciar de: - Entrópio espástico: Blefaroespasmo (pode ser causado por problemas que causam dor na córnea, corpos estranhos, conjuntivite,...); - Triquíase: implantação normal dos cílios, só que dobrados em direção à córnea; - Distiquíase: implantação ectópica do folículo piloso, com crescimento do cílio em direção à córnea; Entrópio Entrópio Distiquíase Distiquíase ???????Dermatofitose (blefarospasmo) Sinais clínicos • Epífora; • Blefaroespasmo; • Fotofobia; • Conjuntivites, ceratites (presença ou não de úlcera de córnea); • Secreção ocular muco purulenta (infecção bacteriana); • opacidade de córnea; • Perda de visão; Tratamento • Reposicionamento da pálpebra para sua posição anatômica; • Tratamento cirúrgico: - TÉCNICA DE HOTZ-CELSUS (blefaroplastia); - Remoção localizada da pele palpebral; • IMPORTANTE SEMPRE AVALIAR O ANIMAL ACORDADO, ANTES DE QUALQUER MEDICAÇÃO ANESTESICA; Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica • Entrópio de canto lateral: - Modificação da técnica DE HOTZ-CELSUS; - Ressecção em forma de V no canto lateral; Pós-operatório • Curativo local com pomadas oftálmicas; • Colar elizabetano; • Antiinflamatório (maxicam); • Remoção dos pontos com 14 dias; • Se for adquirida deve-se tratar a causa. Complicações • Infecções; • Deiscência de pontos; • Ectrópio; Ectrópio Ectrópio • É a eversão da pálpebra inferior, com exposição da superfície conjuntival; - Comum em cães (raro em gatos); • ETIOLOGIA: - Congênita: cães com a pele da face solta (Cocker, Basset, São Bernardo, Fila); - Paralítica: lesão dos ramos do nervo facial (ventral e dorsal), que suprem o músculo orbicular do olho; - Traumática: reação cicatricial após lesão da pálpebra inferior; - Iatrogênica: correção exagerada do entrópio; Sinais clínicos • Conjuntivite crônica (olho com aparência avermelhada, secreção abundante); • Epífora (excesso de lágrima); Ectrópio Tratamento cirúrgico • Consiste no encurtamento da pálpebra inferior, por meio da ressecção de um triângulo palpebral no canto lateral do olho. Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica • Técnica correção em V ou em Y; Pós-operatório • Curativo local com pomadas oftálmicas; • Colar elizabetano; • Antiinflamatório (maxicam); • Remoção dos pontos com 14 dias; Complicações • Infecções; • Deiscência de pontos; Proptose da glândula da terceira pálpebra Proptose da glândula da terceira pálpebra • Uni ou bilateral (bilateral é mais comum); • Acometem principalmente animais jovens (menos de 1 ano); • ETIOLOGIA: - Predisposição racial: Beagle, Cocker Spanel, Pequinês, buldogue; - Traumatismos e processos inflamatórios; • SINAIS CLÍNICOS: - “Cherry eye”; - Secundariamente observa-se epífora e conjuntivite. Proptose da glândula da terceira pálpebra Proptose da glândula da terceira pálpebra Proptose da glândula da terceira pálpebra Tratamento cirúrgico • REPOSIÇÃO DA GLÂNDULA DA TERCEIRA PÁLPEBRA. • Várias técnicas; • Objetivam devolver a glândula na sua posição normal, fixando-a nos tecidos fibrosos adjacentes ou por estimulação da formação de fibrose sobre a glândula; Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Técnica cirúrgica Pós-operatório • Lavagem ocular com solução fisiológica; • Colírio antibiótico e antiinflamatório; • Colar elizabetano por 15 dias; Complicações • Recidiva da protrusão da glândula; • Ulcera de córnea; • Infecções; Observações • A remoção da glândula da membrana nictitante pode reduzir a produção de lágrimas em 30 a 50%; • Risco de uma ceratoconjuntivite seca; • Excisão de toda a glândula é contraindicada, a não ser em casos de neoplasias; Neoplasia terceira pálpebra Métodos de proteção da córnea Métodos de proteção da córnea • Flapes palpebrais podem ser usados como bandagens fisiológicas e adjuvantes no tratamento clínico de úlceras de córnea, ceratites e traumas oculares; • FLAPE DE TERCEIRA PÁLPEBRA; - Indicado no tratamento de ulceras superficiais; • FLAPE CONJUNTIVAL EM 360°; - ulceras mais graves; Flape da terceira pálpebra Flape conjuntival em 360° Flape conjuntival em 360° Flape conjuntival em 360° Métodos de proteção da córnea • Manter todo o tratamento médico de ulceras de córnea: - Colírio antibiótico; - Colírio Atropina; - NÃO USAR CORTICÓIDES (tópicos ou sistêmicos); - Colar elizabetano; - Remoção da sutura após 2 semanas; Prolapso do globo ocular Prolapso do globo ocular • Proptose traumática resulta do deslocamento súbito do globo ocular para fora de sua órbita; • EMERGÊNCIA; • Raças braquicefálicas são predispostas; • O tratamento emergencial envolve o reposicionamento do globo ocular na órbita e a tarsorrafia temporária. • A enucleação do globo ocular deve ser considerada se o grau de lesão do olho for acentuado. Prolapso do globo ocular Avaliação da gravidade da lesão • Lesão dos músculos extrínsecos: - Ruptura de um ou dois músculos extrínsecos não impede a recolocação do globo ocular (ruptura da maioria dos músculos – enucleação); • Presença de hifema (presença de sangue na câmara anterior do olho - condição desfavorável); • Reflexo pupilar: não é de muita valia em prolapso de olho; Avaliação da gravidade da lesão • Tamanho pupilar: - Miose (diminuição do tamanho da pupila): Prognóstico favorável; - Midríase: inervação simpática não é lesada, porém pode existir lesão do nervo óculo-motor e gânglio ciliar. Prognóstico reservado a desfavorável; - Tamanho normal: ocorre normalmente quando ambos, simpático e parassimpático, foram lesionados e o nervo ótico está provavelmente lesado permanentemente. Prognóstico desfavorável. Tratamento cirúrgico • RECOLOCAÇÃO DO GLOBO OCULAR E TARSORRAFIA; • Avaliar a viabilidade do globo ocular; • Manter um orifício no canto nasal (medial) para instilar colírios; • Manter os pontos por 2 semanas; Prolapso do globo ocular Prolapso do globo ocular Tarsorrafia Após a remoção dos pontos!!! Enucleação Enucleação • Remoção cirúrgica do globo ocular e da membrana nictitante; • Exenteração: - Remoção cirúrgica do globo ocular, da membrana nictitante, do conteúdo orbitário e das margens palpebrais; Exenteração Indicações • Traumatismo ocular severo; • Glaucoma intratável; • Endoftalmite; • Panoftalmite; • Neoplasias intraoculares; Indicações Indicações Indicações Indicações Pré-operatório • Proteção do globo ocular (colocar faixas e colar elizabetano); • Analgésicos (tramadol, dipirona); • Antibióticos (Cefalotina, enrofloxacina); • Antiinflamatórios; • Limpeza e preparo da região; • Tricotomia; • Jejum; Técnica cirúrgica - Enucleação Técnica cirúrgica - Enucleação Enucleação Enucleação Enucleação Duda Pós-operatório • Proteção da ferida (colar elizabetano); • Analgésicos (tramadol, dipirona); • Antibióticos (Cefalotina, enrofloxacina); • Antiinflamatórios (maxicam); • Retirada dos pontos cutâneos 10 dias após; Complicações • Infecções e deiscência; • Aumento de volume (não remoção das glândulas lacrimais); • Hemorragia; • Cegueira olho contralateral; OBRIGADO!!!