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A molécula de DNA é composta por pentose (desoxirribose), fosfato e bases nitrogenadas (adenina e 
guanina – purinas, citosina e timina – pirimidinas), e organizada em um modelo de dupla hélice. Este modelo se 
assemelha a uma escada em caracol, na qual os dois corrimãos são compostos por pentose e fosfato, mantidos 
juntos por ligação fosfodiéster, e os degraus são compostos por bases nitrogenadas unidas por fracas pontes de 
hidrogênio. 
 
 
• Período em que a célula pode ou não receber estímulos 
para a realização da divisão celular. Esses estímulos 
podem ser: crescimento (GH), antígenos, lesão. 
• Período de alta atividade metabólica, em que é preparada 
toda a maquinaria proteica para a replicação. 
• Período em que é verificado a integridade do material 
genético. Logo, se em G1 o material genético estiver 
íntegro, a célula vai para a fase S. Por outro lado, se em G1 o material genético tiver falhas, vai ocorrer o 
reparo do DNA. Após o reparo, a célula segue para a fase S. Contudo, se o erro não for reparado, ocorre a 
apoptose. 
• As enzimas envolvidas com a replicação são sintetizadas nessa fase. 
Quanto mais especializado é um tecido, 
mais difícil é a ativação das vias de mitose 
(tecido epitelial – alta capacidade mitótica, 
tecido nervoso – baixa capacidade 
mitótica). 
 
• É o principal check-point da interfase. 
 
 
• Ocorre a replicação celular. 
• A replicação do DNA é semiconservativa, ou seja, a dupla fita de DNA é aberta em duas e cada uma delas 
serve como molde, sobre o qual o filamento complementar é construído (conserva metade do DNA antigo). 
• É um processo acurado, possuindo média de apenas um erro por bilhões de nucleotídeos incorporados. 
 
A replicação tem início em muitos pontos diferentes ao longo do cromossomo, denominados 
origens de replicação. As consequentes múltiplas separações dos filamentos de DNA são denominadas 
bolhas de replicação, que permitem que a replicação ocorra mais rapidamente. 
− Cada origem controla a replicação de uma unidade de DNA chamada réplicon. 
 
1. HELICASES e TOPOISOMERASE: Rompem a ligação entre os nucleotídeos na dupla fita de DNA, desenrolando 
e abrindo a dupla fita. 
a) Topoisomerase 1: Produz quebras ou cortes unifilamentares temporários no DNA (importante para 
fazer reparos quando há erro). 
b) Topoisomerase II (DNA – girase): Produz quebras bifilamentares transitórias no DNA (importante na 
replicação propriamente dita). 
− Gasta ATP e se liga a ambas as fitas da hélice. 
− Nas bactérias, é alvo de antibióticos, que inibem essa enzima, inibindo, assim, a proliferação da bactéria. 
 
2. Proteínas estabilizadoras - ssb: Auxiliam na estabilização das fitas de DNA – mantém os filamentos 
separados (mantém a fita aberta). 
 
3. RNA primase: Produz e insere os primers de RNA*, responsáveis por atrair a DNA polimerase III. A RNA 
Primase, na fita descontínua, insere esses fragmentos de forma descontínua também, por isso que se 
geram os fragmentos de Okazaki. 
 
4. Primer: Sequência que RNA que atrai a DNA-Polimerase III. 
 
5. DNA polimerase III: Insere nucleotídeos complementares de DNA no filamento molde. 
 
6. DNA Polimerase I: Substitui os fragmentos de RNA (os primers produzidos pela RNA primase) por DNA. 
 
7. LIGASE: Une os fragmentos que foram substituídos 
As DNA polimerases não conseguem replicar o segmento terminal do filamento. No final das fitas 
que serão replicadas de modo descontínuo (em ambos os telômeros haverá uma) não haverá fita molde de 
DNA para permitir a ligação com um novo primer depois que o último filamento de Okasaki tiver o primer de 
RNA removido. Essa região final (correspondente ao último primer) não terá como ser replicada a menos 
que uma enzima especial, denominada telomerase esteja presente. 
A telomerase possui no seu interior uma fita de RNA que serve de molde para a extensão dos 
telômeros. De certo modo, essa enzima faz uma espécie de “transcrição reversa”, pois a partir do molde de 
RNA constrói um novo segmento de DNA na extremidade do cromossomo. 
Sem a atividade dessa enzima, os cromossomos tornam-se menores, a cada ciclo de replicação, por 
perda de parte da região telomérica. Com o tempo os telômeros são totalmente perdidos e as deleções 
passam a ocorrer sobre regiões codificantes. Esse encurtamento progressivo dos cromossomos é 
considerado um dos fatores que limita ou impossibilita a divisão celular contínua e está associado 
provavelmente ao processo normal de envelhecimento (de células, tecidos e consequentemente do 
organismo como um todo). 
Diferente das células germinativas, a maioria das células somáticas não tem o gene da telomerase 
ativo, ou seja, não produzem a enzima telomerase. Esse é um dos fatores associados à impossibilidade de se 
manter eternamente em cultivo células somáticas normais. 
 
 
É o conjunto funcional de proteínas que formam uma complexa máquina molecular, a qual realiza a 
replicação do DNA. 
 
• Ocorre o reparo celular (o reparo serve para corrigir erros da replicação). 
* Diferença entre a inserção dos primers na fita contínua e na fita descontínua na replicação: 
Na fita contínua (líder), será inserido apenas um primer, que atrairá a DNA-polimerase III, dando início à 
inserção de nucleotídeos na fita, de forma contínua. No entanto, a fita descontínua (lagging) receberá vários 
primers, com isso vai atrair várias vezes a DNA-polimerase para produzir a fita. Esse mecanismo de "repartição" 
com vários primers é a origem dos fragmentos de Okazaki. 
 
• Ocorre a segunda verificação da integridade do DNA depois que ele foi replicado. 
• As enzimas envolvidas com a mitose propriamente dita serão sintetizadas nessa fase. 
• Defeito em genes da via de reparo causa: síndrome de cockayne, xeroderma pigmentoso, câncer. 
 
TIPO DE LESÃO TIPO DE REPARO 
Erros de replicação Reparo de malpareamentos 
Dímeros de pirimidinas (T-C) Fotorreativação 
Base danificada Reparo por excisão de base 
Dímero de pirimidinas (T-C) Reparo por excisão de nucleotídeos 
Quebras de dupla fita Reparo de quebras de fita dupla 
 
 
 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica do 
professor Edson Lopes da Ponte e no livro abaixo. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 A citogenética é o estudo dos cromossomos e de suas anormalidades. 
Esse estudo pode ser feito através de análises cromossômicas a nível celular 
(citológico) e a nível genômico (evolução do cariótipo). 
São síndromes identificáveis causadas por alterações no número ou na estrutura dos cromossomos, sendo 
responsáveis por uma grande proporção de abortamentos, malformações congênitas e deficiência intelectual. 
Essas doenças podem ser diagnosticadas através de análises cromossômicas (citológico/genômico) e estão 
presentes em 6-10% dos natimortos, 50% dos abortos espontâneos no 1º trimestre e 2% das gestações em 
mulheres maiores de 35 anos. 
• Deficiência intelectual 
• Déficit pôndero-estatural (crescimento menor que o esperado durante os 3 primeiros anos de vida) 
• Dismorfismos faciais 
• Malformações congênitas (a suspeita aumenta de acordo com o número de malformações) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Centrômero localizado bem no meio. 
• Os dois braços são iguais. 
Cariótipo: Conjunto de 
cromossomos de uma espécie. 
 
• Centrômero localizado mais na extremidade. 
• Existe um braço curto (p) e um braço longo (q). 
• Centrômero na ponta de cromossomo. 
• Tem um braço curto muito pequeno com uma porção terminal chamada de satélite conectada ao braço por 
hastes finas denominadas constrições secundárias. 
• Não existem genes importantes para o fenótipo nos braços curtos dos acrocêntricos, só tem RNAr, ou seja, 
se houver perda desse braço, não há prejuízo no fenótipo. 
• Os acrocêntricos sãoos cromossomos: 13, 14, 15, 21, 22. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Identificação de uma região cromossômica em 
que poderá haver uma cromossomopatia. 
 
a) Os cromossomos estão numerados de 1 a 23. 
b) São divididos em 7 grupos (A, B, C, D, E, F e G). 
c) São diferenciados entre si por tamanho e posição do centrômero. 
d) São organizados em ordem decrescente. 
e) Cromossomos grandes: Grupo A (1,2,3) e B (4,5) 
f) Cromossomos médios: Grupo C (6 ao 12 + X) e D (13,14,15) 
g) Cromossomos pequenos: Grupo E (16,17 e 18) 
h) Cromossomos muito pequenos: Grupos F (19 e 20) e G (21, 22 e Y) 
i) Cromossomos muito pequenos: Grupos F (19 e 20) e G (21, 22 e Y) 
 
GRUPO CARACTERÍSTICAS PARES 
A Grandes/ Metacêntricos ou submetacêntricos 1 a 3 
B Grandes/Submetacêntricos 4, 5 
C Médios/Submetacêntricos 6 a 12 + X 
D Médios/ Acrocêntricos 13 a 15 
E Pequenos/Metacêntricos ou submetacêntricos 16 a 18 
F Muito pequenos/Metacêntricos 19, 20 
G Muito pequenos/Acrocêntricos 21, 22 + Y 
 
• Problemas precoces de crescimento e de desenvolvimento. 
• Natimortos ou morte neonatal. 
• Problemas de fertilidade. 
• História familiar. 
• Neoplasia. 
• Gestação em mulheres de idade avançada. 
 
O bandeamento cromossômico ajuda muito na detecção 
de deleções, duplicações e outras anomalias estruturais e facilita 
a identificação correta de cromossomos individuais. 
Para o bandeamento Giemsa, método mais comumente 
utilizado em laboratórios clínicos, os cromossomos são 
primeiramente tratados com tripsina para desnaturar as 
proteínas cromossômicas e, depois, são corados com Giemsa. 
Cada par de cromossomo cora-se em um padrão característico 
de bandas claras e escuras alternadas, de forma que se torna 
possível distingui-los individualmente. 
• Região com muita A e T possuem poucos genes ativos → absorve mais corante → banda escura. 
• Região com muita G e C possuem mais genes ativos → absorve menos corante → banda clara. 
 
 
 Para análise, as células devem ser capazes de crescerem e se dividirem rapidamente em cultura. 
• Cultura de curto prazo (curta duração): Leucócitos (linfócitos T), obtidos através de uma amostra de sangue. 
São usados para rápida análise clínica. 
• Cultura de longa duração: Biópsia de pele, leucócitos (linfoblastóides), biópsia de medula, células fetais. São 
usados para estudos. 
 
 
1. Coleta de amostra do sangue periférico (punção venosa – 5mL). 
2. Sangue obtido é misturado à heparinas para evitar coagulação. 
3. Leucócitos (linfócitos T) são coletados e colocados em cultura. Nessa etapa, é adicionado fitohemaglutinina 
(PHA) para estimular as mitoses. 
4. As células em divisão são paradas na metáfase por meio da adição de colchicina. 
5. Adiciona-se, em seguida, solução hipotônica, que tem o papel de 
provocar a lise celular com o intuito de liberar os cromossomos. 
6. Os cromossomos são, então, fixados, estendidos em lâminas e 
corados. 
7. Os cromossomos podem ser cortados, a partir de fotomicrografias, 
e arranjados em pares em uma classificação padronizada. O quadro 
completo é chamado de cariótipo. 
 
• Numéricas: envolvem alteração no número de cromossomos 
• Estruturais: envolvem alteração na estrutura dos cromossomos 
 
 A célula que contém um número de cromossomos múltiplo de 23 em seu núcleo é dita euplóide. Assim, gametas 
haploides e células somáticas diploides são euplóides. 
 É a presença de um grupo completo extra de cromossomos em uma célula. Ela é mais frequente em plantas, 
mas condições poliploides foram observadas em humanos: triploidia (3n) e tetraploidia (4n). Ambas as condições 
Por que as células são paradas na 
metáfase? Porque é mais fácil de 
visualizar os cromossomos devido a 
sua máxima condensação e 
organização no plano equatorial da 
célula. 
são raras e, na grande maioria das vezes, ocorre aborto espontâneo e incompatibilidade com a sobrevivência a 
longo prazo. 
 É o tipo mais comum de anomalia cromossômica e consiste em qualquer alteração numérica que não seja 
múltipla de n. 
→ Trissomias: 21, 18, 13 – A trissomia consiste na presença de três cópias de um cromossomo. Nesse caso, há 
a maior chance de nascerem nativivos, pois os cromossomos 21, 18 e 13 não possuem muitos genes, o que 
diminui o risco de letalidade. 
→ Triplo X; 47, XXY; 47, XYY – Nos cromossomos sexuais, os 
nativivos se explicam pelo fato de o cromossomo Y possuir uma 
pequena quantidade de genes e os cromossomos X, ainda que 
possuam muitos genes, quando há mais de um X, apenas um deles 
se expressa, os demais formam corpúsculo de Barr. 
→ Monossomia: 45X – A monossomia consiste na presença de 
apenas uma cópia de um cromossomo em uma célula que, do 
contrário, seria diploide. Essa condição, em um cromossomo 
inteiro, quase sempre é letal; uma exceção é a monossomia 
do cromossomo X (síndrome de Turner). 
 
A causa mais comum de aneuploidia é a não disjunção meiótica, que consiste na falha na separação 
correta de um determinado par cromossômico durante uma das duas divisões meióticas, geralmente durante 
a meiose I. 
→ Se o erro ocorrer durante a meiose I, o gameta com 24 cromossomos conterá ambos os membros 
cromossômicos, paterno e materno, do par. 
→ Se ele ocorrer durante a meiose II, o gameta com o cromossomo extra conterá ambas as cópias tanto do 
cromossomo materno quanto paterno. 
→ Se ela ocorrer durante a mitose pode gerar mosaicismo. 
Por que uma paciente com Turner (45, X) possui baixa estatura e um Klinefelter (47, XXY) possui alta estatura? 
Existe um gene contido nos cromossomos em regiões pseudoautossômicas (homólogas em X e Y), gene 
SHOX, que escapa à inativação no segundo cromossomo e possui relação com o crescimento. Assim, uma paciente 
com Turner, não possui o gene SHOX do segundo X, causando a baixa estatura. Por outro lado, o paciente com 
Klinefelter possui gene SHOX no gene X e um no gene Y, causando elevada estatura. 
O fato de as trissomias produzirem 
consequências menos severas do 
que as monossomias ilustra um 
importante princípio: o corpo pode 
tolerar material genético em 
excesso mais facilmente do que 
uma falta de material genético. 
 
A síndrome de Down é a condição aneuplóide mais comum compatível com a sobrevivência a 
termo. Ela é causada pela presença de uma cópia extra do cromossomo 21. 
Os indivíduos com trissomia do 21 apresentam: ponte nasal baixa, fissuras palpebrais oblíquas 
para cima, orelhas pequenas e algumas vezes com aspecto dobrado peculiar, uma região malar e maxilar 
achatada, dando à face uma aparência característica; presença de prega simiesca nas mãos (prega 
transversal profunda nas palmas em flexão), hipotonia, defeitos estruturais no coração, etc. 
Os homens com síndrome de Down são quase sempre estéreis e muitas mulheres com essa 
condição podem ter filhos, embora aproximadamente 40% não ovulem. O risco de uma mulher com 
síndrome de Down produzir uma prole nativiva afetada é menor do que 50%. 
Aproximadamente 95% dos casos são por trissomia livre, 1-2% é por mosaicismo e 4% é por 
translocação. Os indivíduos mosaicos possuem algumas células somáticas normais e algumas células com 
trissomia do 21. 
Há limitações para o cariótipo? 
Sim, pois se as alterações acometerem menos que 5 milhões de pares de bases, o cariótipo dará normal. 
Logo, se o indivíduo tiver alterações de 3 milhões de pares de bases, por exemplo, o cariótipo dará normal, ou 
seja, o cariótipo possui limitações na resolução. Por isso, utiliza-se outras técnicas: 
• Alteração não-balanceada (há ganho ou perda de genes): MLPA, CGH array, FISH. 
• Alteração balanceada (não ganhou e nem perdeu genes – foi apenas uma troca de segmentos): FISH 
Por que pedir o cariótipo de uma pessoa com down? 
Para fazer o ACONSELHAMENTO GENÉTICO e para saber o risco de recorrência de um novo filho com Down 
para os pais. 
 
 
 
A síndrome de Turner acomete mulheres e é a anomalia mais comum em casos de abortos 
espontâneos. Nessa anomalia 50% dosafetados apresentam cariótipo 45, X, 15% apresentam mosaico 
[45, X/46, XX ou 45, X/46, XY] e 10%-20% apresentam anormalidades no X. Além disso, 60%-80% tem 
ausência de um cromossomo sexual derivado do pai. 
Essa doença não possui influência da idade materna e apresenta como características fenotípicas 
a presença de linfedema de mãos e pés ao nascimento, pescoço largo (alado), doença cardiogênica 
(valva aórtica bicúspide e coarctação da aorta), defeitos renais estruturais, baixa estatura proporcional 
(boa parte responde bem a administração do hormônio do crescimento), implantação baixa do cabelo 
na nuca, face triangular, tórax largo, infantilismo sexual e disgenesia gonadal (distúrbios no 
desenvolvimento das gônadas) e infertilidade (se beneficiam da administração de estrogênios para 
desenvolver características sexuais secundárias). 
Algumas pacientes têm deleção de parte do cromossomo X e, dependendo de qual parte esteja 
faltando, elas têm um fenótipo diferente: 
− del Xp = falta do braço curto / depende do tamanho / baixa estatura até síndrome completa. 
− del Xq = falta do braço longo / não é fenótipo de Turner / causa principalmente disfunção gonadal. 
 
A síndrome de Klinefelter (47, XXY), muitas vezes não é diagnosticada por causa de suas 
características sutis. O diagnóstico é comumente feito na vida adulta, quando o indivíduo com Klinefelter 
não consegue gerar filhos. 
Essa anomalia é a causa mais comum de hipogonadismo em homens e apresenta como 
características fenotípicas a alta estatura, braços e pernas longos, infertilidade (atrofia dos túbulos 
seminíferos) com ou sem ginecomastia, pelos esparsos e massa muscular reduzida (falta de testosterona), 
inteligência rebaixada, dificuldade de aprendizado, QI verbal reduzido. A terapia de reposição hormonal 
melhora vários aspectos. 
Nessa síndrome, em cerca de 50% das vezes, o cromossomo extra é derivado da mãe, 
aumentando a incidência com o aumento da idade materna. Cerca de 15% dos casos de Klinefelter é 
com mosaico, o que aumenta a chance de ter esperma viável. 
 
As aberrações estruturais resultam da quebra, recombinação ou troca cromossômica, seguida de 
reconstituição em uma combinação anormal. 
• Alteração que não causou ganho e nem perda de genes, foi só uma troca de segmentos menor que 5Mb. 
• Exames: FISH 
• Geralmente não apresentam um efeito fenotípico, porque todo o material cromossômico está presente. 
48, XXYY / 48, XXXY 
• Como apresentam Y, é fenótipo masculino. 
• Quanto maior o número de cromossomo X, maior o grau de dimorfismo, deficiência intelectual e 
desenvolvimento sexual deficiente. 
 
 
 
Uma translocação é o intercâmbio de material genético entre cromossomos não-homólogos, 
existindo dois tipos básicos: recíproca e robertsoniana. 
 
• Translocação reciproca 
Esse tipo de rearranjo resulta da ruptura de cromossomos não-homólogos, com a permuta 
recíproca dos segmentos partidos. Como ela é reciproca, o número total de cromossomos 
permanece inalterado. 
− Um dos cromossomos pode até ser acrocêntrico, mas o outro não. 
− Portador normal (o problema é para a prole). 
− Se balanceada, não apresenta efeito fenotípico. 
− Segregação alternada: A quantidade total de material genético é preservada. 
− Segregação adjacente: Ocorre prejuízo da quantidade de material genético. 
• Translocação robertsoniana 
− Envolve 2 cromossomos acrocêntricos (13,14,15,21 e 22), que se fundem próximo a região 
do centrômero com a perda dos braços curtos. 
− Cariótipo resultante com apenas 45 cromossomos (os dois que se fundiram contam como 
um só). 
− O indivíduo com essa translocação é normal, isso porque a informação importante estava 
contida nos braços longos (o problema é para a prole). 
 
Ocorre quando um único cromossomo sofre duas quebras e é reconstituído com o segmento entre 
os pontos de ruptura invertido. Caso ocorra somente a inversão, não há perda e nem ganho de 
informação genética, ou seja, o fenótipo do portador é normal (o problema é para a prole). Além disso, 
possui consequências diferentes conforme o tipo de inversão. 
 
• Paracêntricas 
 
− Inversão que NÃO envolve o centrômero. Ambas as quebras ocorrem num único braço. 
− Possibilidade de cromossomos: cromossomo normal, cromossomo com a translocação, 
cromossomo sem centrômero (acêntrico) e cromossomo com dois centrômeros 
(dicêntrico). 
• Pericêntricas 
− Inversão que envolve o centrômero. Há uma quebra em cada braço. 
− Formação do looping durante o crossing-over para haver o emparelhamento das partes 
homólogas. 
− A chance de um portador de inversão pericêntrica produzir uma criança com cariótipo não-
balanceado chega a 10%. 
• Alteração em que ocorreu uma perda ou ganho de genes. 
• Exames: MLPA, CGH array, FISH. 
• O fenótipo provavelmente será anormal devido à deleção e/ou duplicação. 
− Envolve a perda de material cromossômico. 
− Pode ser terminal (deleção na extremidade do cromossomo) ou intersticial (ao longo do braço do 
cromossomo). 
− Pode ocorrer por crossing-over desigual entre cromossomos homólogos desalinhados e por 
segregação anormal de uma translocação ou inversão equilibrada. 
− A deleção de parte de um cromossomo leva a uma monossomia parcial. 
− As consequências clínicas refletem haploinsuficiência (incapacidade de uma única cópia do material 
genético realizar a função normal desempenhada por duas cópias). 
− Assim como as deleções, pode ocorrer por crossing-over desigual entre cromossomos homólogos 
desalinhados e por segregação anormal de uma translocação ou inversão equilibrada. 
− Ocorre o ganho de material cromossômico. 
− Em geral, parece ser menos prejudicial do que a deleção. 
 
− Acontece quando um cromossomo sofre 2 quebras, e as extremidades rompidas se reúnem em uma 
estrutura circular. 
− As extremidades ficam instáveis, porque perdem seus telômeros, e se juntam formando o anel. 
− Se possuir centrômero, pode evoluir através da divisão celular, mas com dificuldade. 
− Um dos braços do cromossomo se perde (braço curto) e o outro é duplicado em forma de imagem 
espelhada (braço longo). 
Síndrome de cri-du-chat (5p-) 
• Exemplo de deleção completa. Como engloba 
mais de 5Mb (porque é um braço todinho), 
pode ser vista por cariótipo. 
• Cariótipo: 46 XY, del (5p) - Deleção do braço 
curto todo do cromossomo 5. 
• Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor 
(DNPM) / deficiência intelectual. 
• Déficit pôndero-estatural. 
• Microcefalia. 
• Face característica. 
• “Choro miado de gato”. 
 
 
− Tem 46 cromossomos: Uma pessoa com 46 cromossomos, portadora de um isocromossomo, possui 
uma única cópia do material genético de um braço (monossomia parcial) e 3 cópias do material 
genético do outro braço que duplicou (trissomia parcial) 
 
• Quando uma pessoa possui uma anomalia cromossômica, esta anomalia está, geralmente, presente em todas 
as suas células. Algumas vezes, no entanto, dois ou mais complementos cromossômicos estão presentes em 
um indivíduo; esta situação é denominada mosaicismo. 
• O mosaicismo pode ser numérico ou estrutural e pode ser detectado pelo cariótipo, FISH e CGH. 
• Causado pela não disjunção nas divisões mitóticas pós-zigóticas iniciais. 
 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da 
professora Ellaine Carvalho e nos livros abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
Tanto a pesquisa quanto a citogenética clínica foram revolucionadas pelo desenvolvimento da FISH, que serve 
para examinar a presença ou a ausência de uma sequência particular de DNA ou para avaliar o número ou a 
organização de um cromossomo ou de uma região cromossômica. 
Uma vantagem em relação ao cariótipoé que a FISH não necessita de células em cultivo, porém é preciso 
preparar as sondas, que consistem em bases nitrogenadas complementares a uma determinada região em que se 
suspeita alguma alteração. Nesse sentido, a sonda a ser utilizada depende da hipótese diagnóstica, ou seja, é 
preciso suspeitar previamente da alteração que o paciente possa ter, para aplicar uma sonda específica e, assim, 
confirmar a hipótese de alteração das bases. 
Dito isso, a sonda sofre o pareamento de bases complementares (hibridização) com a sequência de DNA 
que corresponde a sua localização em um cromossomo específico. Como a sonda é marcada por um corante 
fluorescente, o local em que ela se hibridiza com o cromossomo do paciente pode ser visualizado ao microscópio de 
fluorescência. 
• Sondas específicas de DNA: Identificam rearranjos cromossômicos particulares ou diagnosticam a 
existência de um número anormal de cromossomos. 
• Sondas gene-específicas ou locus específicos: São sondas muito pequenas, que detectam a presença, 
ausência ou localização de um gene particular. 
• Sondas para cromossomos inteiros ou braços de cromossomos. Essas sondas “pintam” o 
cromossomo-alvo 
A técnica de FISH é muito utilizada na Onco-Hematologia: o câncer pode produzir, nos tecidos em que ele 
afeta, várias alterações cromossômicas que podem guiar um tratamento específico ou que podem mudar o 
prognóstico do paciente. Então é pedido um FISH para aquela alteração específica, com o intuito de saber como a 
doença pode se comportar no paciente. Além disso, a técnica de FISH também é utilizada para detectar 
aberrações cromossômicas constitucionais ou numéricas como translocações e inversões, microdeleções 
de difícil detecção por citogenética convencional (Síndrome de Williams, Síndrome de DiGeorge). 
1º) Ocorre desnaturação do DNA da sonda e do DNA cromossômico (do paciente). Essa desnaturação ocorre 
devido à elevação de temperatura associada ou não a substâncias alcalinas. 
2º) A 37oC, caso haja complementaridade entre as sequências, ocorre a hibridização entre a sonda e o DNA alvo. 
3º) Quando ocorre a complementaridade, o híbrido formado pode ser observado sob microscopia de 
fluorescência. 
 
SÍNDROME VELOCARDIOFACIAL/DIGEORGE 
 A síndrome de DiGeorge se dá por microdeleção na região 22q11.2 – cerca de 3Mb (não é detectada 
por cariótipo). Ela tem como características fenotípicas a deficiência intelectual leve, atraso no 
desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM), cardiopatia congênita, anormalidades palatinas (fenda palatina), 
face característica, timo pouco desenvolvido. 
Sempre que for pedir o FISH, você tem que pensar 
“FISH para quê? FISH para qual região?” e, assim, definir a HIPÓTESE DIAGNÓSTICA! 
SÍNDROME DE WILLIAMS 
A síndrome de Williams se dá por microdeleção na região 7q11.2 - cerca de 1,5Mb (não é detectada 
por cariótipo). Ela é uma síndrome de genes contíguos, ou seja, são deletados vários genes que estão na 
região 7q11.2, e tem como características fenotípicas a deficiência intelectual leve, o atraso no 
desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM), a estenose aórtica supravalvular (SVAS), características faciais 
típicas (“face de gnomo ou fadinha”), anomalias dentárias (ex: dentes pequenos) e hipercalcemia. 
EXEMPLO DE FISH 
 
O médico que pediu o exame tinha dúvida se o paciente 
tinha Down (21) ou Patau (13), então o FISH para as duas hipóteses 
diagnósticas mostrou que o paciente tem trissomia do 21. 
 
O FISH consegue detectar tanto alterações não balanceadas (duplicações, deleções) como alterações 
balanceadas (é possível ver pedaços de cromossomos translocados). 
 
A cariotipagem espectral é um tipo de FISH em que se faz uma sonda para 
todos os nossos cromossomos. Nesse sentido, por conta da complexidade, essa 
técnica tem um custo mais alto, sendo mais realizada em pesquisas. Para a sua 
realização são utilizados diferentes fluorocromos e múltiplas sondas 
simultaneamente, produzindo 24 cores diferentes, de acordo com os nossos 
cromossomos. 
 
A MLPA é uma técnica de citogenética molecular desenvolvida após a criação do FISH. Ela também analisa 
alterações menores que 5Mb. Dito isso, ela detecta alterações no número de cópias no nível molecular, mas 
diferentemente da FISH, essas cópias são analisadas por programas de software e não por microscópios. Além 
disso, ela possui uma fase de hibridização, com a utilização de sondas específicas para a região de interesse do 
DNA, no entanto são sondas menores que as usadas na FISH. Nesse sentido, para a realização dessa técnica é 
necessária uma hipótese diagnóstica. 
 
 
Na técnica de MLPA são utilizados primers e, quando 
ocorre a complementaridade da sonda com o DNA do paciente, 
a sonda se torna fluorescente e o computador consegue 
analisar se existem deleções ou duplicações, comparando 
o padrão de pico obtido com o de amostras de referência. 
Assim, é possível observar se a amostra do paciente tem 
regiões a mais ou regiões a menos e assim dizer 
exatamente onde se localiza essa região no cromossomo. No 
entrando, não é possível visualizar o cromossomo. 
 
 
O MLPA possui menor custo que o FISH e que o CGH array e serve para diagnosticar aneuploidias, 
deleções, duplicações gênicas e rearranjos subteloméricos (rearranjo com perda de segmentos 
cromossômicos). Para isso, existem muitos ensaios disponíveis comercialmente, ou seja, existem sondas para 
qualquer região do genoma. Além disso, assim como o FISH, é possível analisar várias regiões 
cromossômicas ao mesmo tempo, mas ainda se faz necessária a hipótese diagnóstica. 
 
Em relação ao FISH, o MLPA tem a desvantagem de observar somente se o paciente tem regiões a mais 
ou regiões a menos. Dessa forma, no caso de alterações balanceadas (inversão, translocação), o MPLA dará 
normal. 
Consiste num exame de citogenética molecular, responsável por avaliar o número relativo de cópias de 
sequências genômicas de DNA com completa representação do genoma (em um único exame, sem a necessidade 
de sonda, é possível observar todos os cromossomos e se há deleções ou duplicações - alterações no número 
relativo de cópias). 
Dito isso, o CGH array é um processo automatizado, mais sensível e com alta resolução do genoma, rápido, 
não há necessidade de divisão celular e com uma quantidade mínima de DNA é possível fazer o CGH. Além disso, não 
precisa de hipótese diagnóstica, no mesmo exame são analisados todos os cromossomos. Por fim, o CHG array 
apresenta como limitação, assim como o MLPA, a incapacidade de detectar translocações ou rearranjos 
equilibrados. 
 
No CGH array, ocorre a hibridização do DNA teste e do DNA controle (marcados com diferentes 
fluoróforos) com uma lâmina ou chip de DNA, contendo milhares de sequências genômicas. Para isso, é necessário 
o auxílio de um software de processamento de imagens, tornando possível observar regiões com perdas e 
ganhos pela diferença na hibridização entre os DNAs, observada pela emissão de cores dos fluoróforos – em qual 
proporção, quantidade de cópias, o DNA teste e o controle desviam-se do esperado. 
 
 
− Como não precisa de hipótese diagnóstica, é usado quando se suspeita de alguma alteração cromossômica. 
− Usado para os pacientes que não foram diagnosticados pelo cariótipo e que não se sabe a síndrome 
cromossômica específica que ele tem. 
− Dismorfismos faciais ou malformações múltiplas associados ou não com atraso no neurodesenvolvimento 
neuropsicomotor (quando o cariótipo dá normal). 
− Deficiência intelectual isolada ou atraso no desenvolvimento psicomotor. 
− Transtorno do espectro autista (TEA). 
− Esquizofrenia. 
− Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). 
− Epilepsia idiopática. 
 
TÉCNICA VANTAGEM DESVANTAGEM 
FISH 
 
Qualquer rearranjo equilibrado 
(translocações, inversões) e 
desequilibrado é detectado. 
É mais caro que o MLPA / É preciso 
fabricar sondas, já que é preciso de 
hipótese diagnóstica.MLPA 
É mais barato / É mais fácil fabricar 
sondas menores com o MLPA. 
Não detecta rearranjos equilibrados / É 
preciso ter hipótese diagnóstica. 
CGH 
Não precisa fabricar sondas, ele vai 
analisar todos os cromossomos / Não é 
preciso de hipótese diagnóstica. 
Não detecta rearranjos equilibrados / É 
mais caro. 
 
 
 
 
 
− Quando formar os pocinhos amarelos, não houve nem deleções nem duplicações cromossômicas; 
tanto o DNA do paciente como o controle (que é normal) se ligaram da mesma forma, com a mesma 
quantidade de bases nitrogenadas. 
− Quando formar os pocinhos vermelhos, teve DNA do paciente que se sobressaiu sobre o DNA controle, 
isso quer dizer o paciente tem uma duplicação. 
− Quando formar os pocinhos verdes, sobressaiu a cor do controle, então é porque o paciente tem uma 
deleção no DNA. 
 
 
 
 
 
Verde: DNA controle 
Vermelho: DNA do paciente 
Azul: Bases nitrogenadas 
A partir disso, são feitos gráficos através de softwares, que 
mostram a região cromossômica afetada. No entanto, só é possível ver 
se a alteração for deleção ou duplicação. 
 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da 
professora Ellaine Carvalho e nos livros abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
Fiz o CGH de um paciente e vi que o resultado indica uma duplicação (ou deleção) numa região específica 
cromossômica. Já posso dizer, com certeza, que essa duplicação (ou deleção) é a causa do quadro clínico do 
paciente? 
NÃO. É preciso analisar a alteração. Sendo assim, tem que observar se essa alteração justifica o quadro 
do paciente; é preciso interpretar o resultado. Isso ocorre porque existem regiões no nosso DNA onde são 
comuns ocorrerem duplicações e deleções, mas essas alterações não causam quadro clínico associado, 
chamamos isso de POLIMORFISMOS. Quando o resultado do CGH array indica uma área de alteração que se 
tem pouco conhecimento, é indicado fazer o CGH array dos pais, para observar a influências dos progenitores 
na possível alteração do filho. 
 
 
 
 
 
 
Os distúrbios genéticos podem ser classificados em monogênicos (raros), cromossômicos ou 
multifatoriais (doenças complexas). As características monogênicas, também são chamadas de mendelianas, pois, 
assim como as características das ervilhas estudadas por Gregor Mendel, elas ocorrem em média em proporções 
fixas entre a prole de tipos específicos de reprodução. 
Doenças monogênicas são determinadas por um alelo específico em um único lócus em um ou ambos os 
membros de um par cromossômico e são decorrentes de alterações, mutações em genes (segmentos de DNA que 
codificam um produto e que se localizam ao longo do cromossomo), podendo ser de origem autossômica (dominante 
ou recessiva) ou ligada ao sexo (dominante ou recessiva). 
Os distúrbios de gene único são principalmente, mas de modo algum exclusivamente, distúrbios da faixa de 
idade pediátrica. Menos de 10% manifestam-se após a puberdade e apenas 1% ocorre após o período reprodutivo. 
Embora individualmente raros, são responsáveis por uma proporção significativa de doenças e mortes na infância. 
 
Loci são os locais dos genes no cromossomo. 
 
Alelos são variantes alternativas de um gene, que surgiram por mutação em algum momento. 
● Homozigotos: quando há um par de alelos idênticos para um determinado gene (ex: fibrose cística). 
● Heterozigotos: quando há um par de alelos diferentes para determinado gene e um deles é do tipo selvagem 
[normal], ou seja, possui um gene normal e o outro alterado (ex: albinismo) 
● Heterozigoto composto: referente a um genótipo no qual estão presentes dois alelos mutantes de um gene, 
em vez de um alelo selvagem e um mutante (ex: diferentes genes mutados para fibrose cística) 
● Hemizigoto: situação peculiar na qual um homem apresenta um alelo anormal para um gene localizado no 
cromossomo X e não há outra cópia do gene, ele não é nem homozigoto nem heterozigoto, sendo hemizigoto. 
 
O genótipo se refere a todos os pares de 
alelos que compõem de forma coletiva a 
constituição genética de um indivíduo ao longo de 
todo o genoma. Ele não deve ser confundido com 
haplótipo, que corresponde a um grupo de alelos 
de loci adjacentes, que fazem parte do mesmo 
cromossomo, geralmente herdados como uma 
unidade. Um haplótipo pode ser formado por um 
ou vários tipos alelos, ou até o cromossomo 
inteiro. Já o fenótipo é a manifestação visível do 
genótipo. 
Na esquerda da imagem anterior, é possível notar o genótipo, que se refere à informação codificada no 
genoma. Ele está representado por um diagrama de um par de cromossomos homólogos e dois loci, Locus 1 e Locus 
2, em um indivíduo que é heterozigoto para ambos os loci. Ele tem os alelos A e a no locus 1 e os alelos B e b no locus 
2. O genótipo do locus 1 é Aa, enquanto o genótipo do locus 2 é Bb. Os dois haplótipos nesses cromossomos homólogos 
são A-B e a-b. Por outro lado, na direita da imagem anterior, é possível observar a representação do fenótipo, que 
consiste na manifestação física, clínica, celular e bioquímica do genótipo, como ilustrado pelos aspectos 
morfométricos da face de um indivíduo. 
Penetrância é a probabilidade de um ou mais alelos mutantes apresentarem qualquer expressão fenotípica. 
Quando a frequência da expressão do fenótipo é menor do que 100% - isto é, quando alguns dos que têm um genótipo 
relevante falham completamente em expressá‑lo - o distúrbio é dito como tendo penetrância incompleta ou 
reduzida, como ocorre na neurofibromatose. A penetrância é um conceito “tudo ou nada”. É o percentual de pessoas 
em uma determinada idade, com um genótipo de predisposição, que se mostram afetadas, independentemente da 
gravidade. 
Já o conceito de expressividade se refere à gravidade da expressão do fenótipo entre os indivíduos que 
têm o mesmo genótipo deletério. Quando a gravidade da doença difere em pessoas que possuem exatamente o 
mesmo genótipo, o fenótipo é dito como tendo expressividade variável. Ainda que dentro da mesma família, dois 
indivíduos portadores dos mesmos genes mutantes podem ter alguns sinais e sintomas em comum, enquanto outras 
manifestações da doença podem ser bem diferentes, dependendo do tecido ou do órgão afetado. 
Um único gene ou par de genes frequentemente produz múltiplos efeitos fenotípicos diferentes em vários 
sistemas, com uma diversidade de sinais e sintomas. Nesses casos, a doença é dita como tendo pleiotropia (“muitas 
mudanças”), e a expressão do defeito gênico é dita pleiotrópica. Exemplos de doenças que se manifestam dessa 
forma são a síndrome de Marfan, a síndrome de von Hippel - Lindau e a fenilcetonúria. 
 
Para definir o tipo de transmissão dos distúrbios monogênicos, o primeiro passo é obter informações sobre 
a história familiar do paciente e resumir os detalhes na forma de um heredograma, que é uma representação 
gráfica da árvore familiar, usando símbolos padronizados. 
Um indivíduo afetado a partir do qual uma família com uma doença genética é inicialmente encaminhada para 
um geneticista é o probando, propósito ou caso índice. Se o probando é o único afetado em uma família, é chamado 
de caso isolado. Se o caso isolado é resultado de uma mutação nova no probando, isso é conhecido como caso 
esporádico. Uma família pode ter mais de um probando, se eles forem avaliados a partir de mais de uma fonte. 
A pessoa que traz as informações familiares ao consultar um geneticista é o consulente, o qual pode ser 
um indivíduo afetado ou um parente não afetado de um probando. 
Os parentes são classificados em: 
● primeiro grau: pais, irmãos e prole de um probando; 
● segundo grau: avós e netos, tios e tias, sobrinhos e sobrinhas, meios-irmãos;● terceiro grau: primos em primeiro grau. 
A prole de primos em primeiro grau são primos em terceiro grau entre si, enquanto o filho de um primo de 
primeiro grau em relação a este é um primo em segundo grau. Casais que têm um ou mais antepassados em comum 
são consanguíneos. 
 
 
O padrão de herança visto em distúrbios monogênicos depende principalmente de dois fatores: 
● Se a localização cromossômica do locus gênico está em um autossomo (cromossomos 1 a 22), em um 
cromossomo sexual (cromossomos X e Y) ou no genoma mitocondrial; 
● Se o fenótipo é dominante (expresso quando apenas um dos cromossomos do par porta o alelo mutado) ou 
recessivo (expresso apenas quando ambos os cromossomos de um par portam os alelos mutados em 
determinado locus). 
Um fenótipo é recessivo se expresso apenas em homozigotos, hemizigotos ou heterozigotos compostos, na 
falta do alelo selvagem em todas essas situações, e nunca em heterozigotos que apresentem um alelo selvagem. 
Já um padrão de herança dominante ocorre quando o fenótipo é expresso em heterozigotos, bem como em 
homozigotos (ou heterozigotos compostos). Para a maioria dos distúrbios herdados de forma dominante, os 
homozigotos e os heterozigotos compostos por alelos mutantes em loci autossômicos são acometidos de forma mais 
grave que os heterozigotos, em um padrão de herança conhecido como dominante incompleto (ou 
semidominante). 
Os casos em que os homozigotos (ou heterozigotos compostos) apresentam o mesmo fenótipo que os 
heterozigotos caracterizam um distúrbio dominante puro, como é o exemplo da doença de Huntington. Caso ocorra 
a expressão fenotípica de ambos os alelos de um locus em um heterozigoto, a herança é denominada codominante. 
Para os distúrbios ligados ao X, uma condição expressa apenas em hemizigotos e nunca em heterozigotos é 
tradicionalmente mencionada como recessiva ligada ao X, enquanto um fenótipo sempre expresso em 
heterozigotos e em hemizigotos é chamado de dominante ligado ao X. 
É válido lembrar que os termos dominante e recessivo se referem mais ao fenótipo de um padrão de herança 
do que aos alelos responsáveis por tais fenótipos. Um gene não é dominante ou recessivo, é o fenótipo produzido 
por um determinado alelo mutado naquele gene que mostra herança dominante ou recessiva. 
 
A doença autossômica recessiva ocorre apenas em indivíduos com dois alelos mutados e nenhum alelo 
selvagem. Tais homozigotos devem herdar um alelo mutado de cada um dos genitores, sendo cada um deles 
heterozigoto para aquele alelo. Nesses casos, o alelo mutante geralmente diminui ou abole a função do produto 
gênico, na chamada mutação de perda de função. Por exemplo, muitas doenças recessivas são causadas por 
mutações que comprometem ou abolem a função de uma enzima. 
Algumas doenças autossômicas recessivas apresentam fenótipo influenciado pelo sexo, ou seja, o 
distúrbio se expressa em ambos os gêneros, porém com frequência ou gravidade diferentes. Por exemplo, a 
hemocromatose hereditária é um fenótipo autossômico recessivo cinco a 10 vezes mais comum em homens do que 
em mulheres. Indivíduos afetados apresentam aumento da absorção do ferro proveniente da alimentação, o que pode 
causar sobrecarga e danos sérios no coração, no fígado e no pâncreas. Acredita‑se que a menor incidência de 
doença clínica nas mulheres homozigotas se deva à menor ingestão de ferro na dieta, menos uso de álcool e maior 
perda desse íon pela menstruação. 
 
 
Mais da metade de todos os distúrbios mendelianos conhecidos são herdados de forma autossômica 
dominante. O fardo desse tipo de distúrbio se torna maior devido à sua natureza hereditária; quando acontecem 
dentro das famílias, incorrem em problemas médicos e sociais não apenas para os indivíduos, mas também para as 
genealogias inteiras, muitas vezes ao longo de diversas gerações. O risco e a gravidade de doenças transmitidas de 
forma dominante para a prole dependem de se um ou ambos os genitores são afetados e se esse caráter é 
dominante puro (o fenótipo é igual ao do homozigoto dominante) ou dominante incompleto (o fenótipo é 
completamente distinto dos homozigotos). 
Um padrão de herança autossômico dominante também pode ser mascarado pela expressividade variável. 
A neurofibromatose tipo 1 (NF1) é uma doença comum do sistema nervoso e apresenta tanto penetrância dependente 
de idade quanto expressividade variável dentro da mesma família. Alguns adultos podem ter apenas “manchas café 
com leite”, e pequenos tumores benignos de íris chamados nódulos de Lisch. Outros membros da família podem 
apresentar esses sinais, além de tumores cutâneos benignos múltiplos (neurofibromas). Mais ainda, outros afetados 
podem apresentar deficiência intelectual, neurofibromas plexiformes difusos ou tumores malignos dos músculos ou 
do sistema nervoso, além das manchas café com leite, nódulos de Lisch e neurofibromas. 
 
 
Ao contrário dos genes localizados nos autossomos, os genes nos cromossomos X e Y apresentam uma 
distribuição desigual entre homens e mulheres dentro das famílias. A herança patrilinear do cromossomo Y é 
evidente. Há poucos genes puramente ligados ao Y, a maioria deles envolvida na determinação das características 
sexuais primárias ou no desenvolvimento das características masculinas secundárias. 
Pelo fato de os homens terem um cromossomo X e as mulheres terem dois, existem apenas dois genótipos 
possíveis para os homens e quatro para as mulheres no que se refere aos alelos mutantes em um locus ligado ao X. 
Por exemplo, se XH é o alelo selvagem para o gene de uma doença ligada ao X e o alelo mutado Xh é o alelo da doença, 
os genótipos esperados em homens e mulheres se comportam da seguinte maneira: 
 
 
Uma mutação recessiva ligada ao X se expressa fenotipicamente em todos os homens que a recebem e, 
consequentemente, distúrbios recessivos ligados ao X são mais incidentes em homens. Características da herança 
recessiva ligada ao X: 
● As mulheres heterozigotas geralmente não são afetadas, mas algumas manifestam a condição em níveis 
variados de gravidade determinada pelo padrão de inativação do X. 
● O gene responsável pela condição é transmitido de um homem afetado a todas as suas filhas. Os filhos 
homens de qualquer uma dessas filhas têm um risco de 50% de herdá‑lo. 
● O alelo mutante nunca é transmitido diretamente de pai para filho, mas é transmitido de um homem afetado a 
todas as suas filhas. 
● O alelo mutante pode ser transmitido ao longo de uma série de mulheres portadoras, de modo que os homens 
afetados em uma genealogia serão aparentados entre si através das mulheres. 
● Uma proporção significativa dos casos isolados se deve a mutações novas. 
Um fenótipo ligado ao X pode ser descrito como dominante se tiver expressão regular em heterozigotas. A 
herança dominante ligada ao X pode ser prontamente diferenciada da herança autossômica dominante pela 
ausência de transmissão homem a homem, que é impossível de ocorrer na herança ligada ao X porque os homens 
transmitem o cromossomo Y, e não o X, aos seus filhos homens. 
Uma característica inconfundível em um heredograma dominante ligado ao X com penetrância completa é 
que todas as filhas e nenhum dos filhos de homens afetados são afetados; se alguma das filhas for não afetada ou 
algum dos filhos for afetado, a herança deve ser autossômica, e não ligada ao X. O padrão de herança a partir das 
mulheres não é diferente daquele no padrão autossômico dominante; como as mulheres têm um par de cromossomos 
X do mesmo modo que têm um par de autossomos, cada criança de uma mulher afetada tem 50% de chance de 
herdar a característica, seja qual for o gênero. Características da herança dominante ligada ao x: 
● Homens afetados casados com mulheres normais têm todos os filhos homens afetados e nenhuma filha normal; 
● A prole de ambos os gêneros de uma mulher portadora tem risco de 50% de herdar o fenótipo. O padrão visto 
no heredograma é semelhante ao da herança autossômica dominante;● Mulheres afetadas ocorrem em uma frequência aproximadamente duas vezes maior do que os homens afetados. 
 
Genótipos Fenótipos 
Homens 
Hemizigoto XH Não afetado 
Hemizigoto Xh Afetado 
Mulheres 
Homozigota XH/XH Não afetada 
Heterozigota XH/Xh Portadora 
Homozigota ou (heterozigota composta) Xh/Xh Afetada 
 
A inativação do X é um processo normal que inativa, nas células somáticas, a maioria dos genes de um dos 
dois cromossomos X nas mulheres normais, mas não os genes do único cromossomo X nos homens, de modo a 
igualar a expressão da maioria dos genes ligados ao X em ambos os gêneros. Essa inativação faz com que as 
mulheres tenham duas populações celulares que expressam os genes de um ou de outro cromossomo X. Essas 
duas populações celulares são geneticamente idênticas, mas divergem no funcionamento, e ambas as populações 
celulares podem ser rapidamente identificadas para algumas doenças nas mulheres. 
Dependendo do padrão de inativação aleatória do X nos dois cromossomos X, duas mulheres heterozigotas 
para uma doença ligada ao X podem ter apresentações clínicas bastante distintas, devido à diferença da proporção 
de células que têm o alelo mutante no X ativo em um tecido relevante. 
 
 
O mosaicismo é a presença em um indivíduo ou em um tecido de ao menos duas linhagens celulares 
geneticamente diferentes, porém derivadas de um único zigoto. As mutações que acontecem em uma única célula 
após a concepção podem originar clones celulares geneticamente diferentes do zigoto original porque, devido à 
natureza da replicação do DNA, a mutação irá permanecer em todos os descendentes clonais dessa célula. 
Pode ser difícil determinar o quanto o mosaicismo para mutações está presente apenas em células 
germinativas ou apenas em células somáticas, pois a ausência de mutações em uma amostra de células obtidas de 
um tecido de fácil acesso não é garantia de que a mutação não esteja presente em outras partes do corpo, incluindo 
a linhagem germinativa. 
 
 
Os distúrbios causados por mutações no DNA mitocondrial (DNAmt) apresentam vários aspectos 
incomuns que resultam das características únicas da biologia e da função mitocondrial. Nem todo RNA ou proteína 
sintetizados em uma célula são codificados pelo DNA nuclear; uma quantidade pequena é codificada por genes no 
DNAmt. Pelo fato de a mitocôndria ser essencial para o funcionamento de quase todas as células, a perturbação da 
produção de energia devido a mutações no DNAmt resulta em distúrbios graves, afetando diversos tecidos 
diferentes. 
A primeira característica que define os aspectos genéticos do DNAmt é a herança materna. As mitocôndrias 
do espermatozoide normalmente não estão presentes no zigoto, de modo que apenas o mtDNA materno é transmitido 
para a geração futura. Assim as crianças de uma mulher que tenha uma mutação no mtDNA herdarão a mutação, 
enquanto nenhum dos descendentes de um homem portador da mesma mutação irá receber o DNA defeituoso. 
Uma característica distintiva da genética do mtDNA é vista quando a segregação replicativa ocorre nas 
mitocôndrias contendo os dois tipos de genomas, mutante e selvagem. Quando uma mutação acontece pela primeira 
vez no mtDNA, ela se faz presente apenas em uma molécula de mtDNA em uma única mitocôndria. Durante a divisão 
celular, todo o mtDNA se replica, a mitocôndria entra em fissão e os dois tipos de DNA, mutante e selvagem, são 
distribuídos de forma aleatória entre as organelas‑filhas, as quais podem conter diferentes proporções de genomas 
do tipo selvagem ou mutante. 
A célula, que agora contém mitocôndrias abrangendo uma mistura de mtDNA normal e mutante, por sua vez 
distribui essas mitocôndrias de forma aleatória para as suas células‑filhas; estas podem, então, receber uma 
mistura de mitocôndrias, algumas com e outras sem a mutação (heteroplasmia). Ocasionalmente, a célula filha 
pode receber, novamente por acaso, mitocôndrias que contêm uma população puramente normal de mtDNA ou uma 
população puramente mutante do mtDNA (homoplasmia). Como a expressão fenotípica da mutação no mtDNA 
depende da proporção relativa de mtDNA normal ou mutante nas células que constituem diferentes tecidos, a 
penetrância reduzida e a expressão variável são características típicas dos distúrbios mitocondriais. 
 
É importante não assumir uma visão simplista de que cada fenótipo anormal seja causado unicamente por 
uma mutação em particular em um gene específico ou que mutações em um gene em particular sempre causarão o 
mesmo fenótipo. De fato, geralmente ocorre heterogeneidade significativa nas relações complexas entre fenótipos 
anormais, nos genes mutados nessas doenças e na natureza das mutações encontradas nesses genes. Podem‑se 
distinguir três tipos principais de heterogeneidade: 
 
● Heterogeneidade alélica: mutações diferentes em um gene podem resultar em um mesmo fenótipo; 
● Heterogeneidade de locus: mutações em genes diferentes podem causar o mesmo fenótipo; 
● Heterogeneidade clínica ou fenotípica: diferentes mutações em um gene podem resultar em fenótipos 
distintos. 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e nas referências abaixo. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompson e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
Padrões de herança monogênica, Notas de estudo de Nutrição. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia 
(UFRB). Disponível em: https://www.docsity.com/pt/padroes-de-heranca-monogenica/4791645/. Acesso em: 04 
mar 2021. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
https://www.docsity.com/pt/universidade/br/universidade-federal-do-rec-ncavo-da-bahia-ufrb/
https://www.docsity.com/pt/universidade/br/universidade-federal-do-rec-ncavo-da-bahia-ufrb/
https://www.docsity.com/pt/padroes-de-heranca-monogenica/4791645/
 
 
 
 
É o processo educacional que procura auxiliar os indivíduos afetados e/ou sob risco a compreender a 
natureza de uma doença genética, sua transmissão e as opções disponíveis no tratamento e planejamento 
familiar. 
 
 
• Filho anterior com múltiplas anomalias genéticas, retardo mental ou defeito congênito isolado, como defeito do 
tubo neural ou fendas labial e palatina. 
• História familiar de condição hereditária, como fibrose cística, síndrome do X frágil ou diabetes. 
• Diagnóstico pré-natal por idade materna avançada ou outra indicação. 
• Consanguinidade. 
• Exposição a teratógenos. 
• Abortos espontâneos repetidos ou infertilidade. 
• Anomalia recém-diagnosticada ou doença genética. 
 
• Médico geneticista 
• Médico da família 
• Enfermeiros geneticistas 
• Especialistas em aconselhamento: médicos, biólogos, consultores em genética. 
 
1. Estabelecimento do diagnóstico 
Para a determinação do tipo de herança, é preciso que seja feito o diagnóstico seguro da afecção 
(anamnese, exame físico, exames complementares). Para isso, no aconselhamento genético, é essencial o 
heredograma, o estudo clínico de outras pessoas afetadas na família do probando e não somente ele, o estudo do 
tipo de transmissão [quando possível] e o balanço das causas genéticas e ambientais (epigenética). 
2. Determinação do risco 
Nessa etapa, é feito a estimativa do risco para determinar a recorrência da afecção. Essa determinação 
é realizada a partir de princípios mendelianos básicos ou aplicando a probabilidade condicional ao heredograma. 
Contudo a aplicação da genética molecular, através da análise de DNA, vem sendo mais utilizada para a 
determinação do risco. 
 
3. Entrevista de aconselhamento 
Envolve a discussão de opções reprodutivas e a facilitação da tomada de decisão. O médico é responsável 
por orientar a família, mas deve adotar a abordagem da informação não-direcionada*, o que difere de uma 
consultaconvencional, na qual as recomendações para o tratamento e intervenção são frequentemente 
realizadas. Entretanto, o objetivo do aconselhamento genético é ajudar as famílias a lidarem com a doença 
genética, não a reduzir a incidência da doença genética. 
 
4. Tratamento e encaminhamento 
 
5. Grupos de apoio 
Os grupos de apoio fornecem à família conforto, pois o sentimento de isolamento que, frequentemente, 
acompanha as doenças genéticas é, comumente, aliviado pelo conhecimento de uma outra pessoa na mesma 
situação. 
6. Acompanhamento 
 
1. Opinar sobre possíveis diagnósticos. 
2. Entender a etiologia. 
3. Explicar aspectos genéticos e clínicos. 
4. Indicar teste genético para o probando e familiares. 
5. Informar diagnóstico e prognóstico. 
6. Sugerir opções terapêuticas e preventivas. 
7. Discutir risco de recorrência para o probando e a família. 
8. Discutir disponibilidade de diagnóstico pré-natal / pré-implantacional / pré-concepcional. 
9. Indicar suporte social, psicológico, educacional. 
10. Aconselhamento genético. 
 
• Quando tem malformações congênitas múltiplas (síndromes já conhecidas ou não). 
• Duas ou mais malformações associadas ao atraso de desenvolvimento ou deficiência intelectual. 
* Em geral, não se diz aos pacientes que decisões tomar com relação aos diferentes exames e opções de conduta; 
ao contrário, a eles são dados informações e apoio até chegarem a uma decisão que pareça mais apropriada para 
os pacientes, os consulentes e seus familiares. Essa é a abordagem de consulta referida como informação não-
direcionada. 
• Sinais: antecedentes pré ou perinatais, mãe de idade elevada, artéria umbilical única, placenta pequena, anomalias 
físicas menores (feto com retardo do crescimento IU). 
• Testículos pequenos, amenorreia primária, hipogonadismo, fertilidade diminuída ou nula, genitália externa 
ambígua. 
• Alterações dermatoglíficas (padrão das digitais fora do comum). 
• Pessoa normal que teve uma criança portadora de aberração cromossômica (alteração equilibrada que não teve 
alteração na mãe/pai, mas vai ter na prole). 
 
• Hipotonia: diminuição do tônus muscular e da força, o que causa fraqueza e flacidez. O sintoma é comumente 
relacionado à paralisia infantil ou outras desordens neuromusculares. 
• Aracnodactilia: dedos anormalmente longos (comum em pessoas com síndrome de Marfan). 
• Enurese: incontinência urinária noturna. 
• Dolicocefalia: má-formação do crânio do bebê devido ao fecho prematuro de uma ou mais suturas do crânio. 
• Plagiocefalia: deformação do crânio do bebê devido à pressão feita quando está deitado; geralmente é na região 
posterior da cabeça. 
 
A semiologia genética requer uma boa anamnese, que consiste em: 
1. Explicar porquê do encaminhamento da criança ao geneticista. 
2. Perguntar se os indivíduos que acompanham a criança são os pais e quais as principais preocupações e 
expectativas com a consulta genética. 
3. Observar a criança (interação linguagem). 
4. História familiar: consanguinidade, heredograma ( 3 gerações), procedência, fotos. 
5. História gestacional: duração da gravidez, se houve sangramentos, febre, medicações usadas durante da 
gestação, drogas, movimentos fetais, exames pré-natais, diabetes. 
6. História perineonatal: parto, peso, comprimento, PC, APGAR, reanimação, ventilação, sucção, malformações, 
cirurgias, convulsões e outras intercorrências. 
7. Comportamento da criança. 
8. Visão, audição, internações. 
9. Fotografias (face, perfil, mãos, pés, pais). 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica do 
professor Edson Lopes da Ponte e no livro abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Displasias esqueléticas ou osteocondrodisplasias são distúrbios genéticos e clinicamente heterogêneos 
do desenvolvimento e do crescimento do esqueleto, que vão desde afecções letais (tanatofóricas) até distúrbios 
comuns, sendo importante observar a localização/natureza e fenótipo da alteração, além de história familiar. Esses 
distúrbios têm prevalência de 1/4.000 nascimentos 
Para o diagnóstico de uma displasia esquelética, é preciso a realização de uma boa anamnese [é 
importante checar o histórico familiar], a análise da evolução do paciente [ex: “já nasceu com muita restrição 
torácica ou não?”], um bom exame físico [descrevendo altura, peso...], além de achados radiológicos [pedir Raio-
x do corpo todo]. 
 
PROBLEMA / PERFIL EXEMPLO DETALHE 
Letalidade Displasia Tanatofórica Muito associada à morte 
Luxações na coluna cervical Síndrome de Larsen - 
Polegar do caroneiro Displasia diastrófica Tem um polegar desviado para 
fora 
Hidrocefalia Acondroplasia Bossa frontal proeminente 
 
 
Na maioria desses distúrbios, as proteínas deficientes são as do colágeno (3 proteínas do colágeno) 
e também tem distúrbios de proteínas não-colágeno (COMP-Proteína da Matriz Oligemérica Cartilaginosa). 
A acondrogênese tipo II possui mutação localizada no locus gênico COL2A1 – Cadeia alfa 1 de 
colágeno tipo II (cromossomo 12) e consiste numa displasia espondiloepifisária letal cuja herança é 
autossômica dominante. Esse distúrbio é parecido com a displasia tanatofórica, mas a região 
cromossômica afetada é diferente. Além disso, nessa doença, a criança normalmente morre ao nascer. 
São anormalidades funcionais de proteínas da matriz cartilaginosa. 
• Características clinicas: 
→ O paciente possui encurtamento acentuado do pescoço, tronco e membros. 
→ Cabeça macia e grande com hidropsia fetal (condição em que ocorre o acúmulo de líquidos em 
diversas partes do corpo do bebê durante a sua gestação, como nos pulmões, no coração e no 
abdome) e prematuridade. 
→ Corpos vertebrais precariamente ossificados. 
 
 
A displasia tanatofórica possui mutação localizada no locus 
gênico FGFR3 e é a mais comum e letal condição de encurtamento 
desproporcional dos membros, fazendo parte das acondroplasias. A 
sua origem genética é autossômica dominante, em que os genes vêm 
de mutações novas de pais normais [é intuitivo, já que pessoas com 
essa displasia não chegam à idade fértil]. 
• Características clinicas: 
→ Pelo US, observa-se cabeça grande e membros curtos. 
→ Ao nascimento, observa-se membros curtos, tórax longo e 
estreito, macrocefalia. 
→ Testa proeminente, ponte nasal deprimida, fêmur em 
“telefone”. 
A acondroplasia é a causa mais comum de nanismo humano e é a displasia não letal mais fácil 
de ser diagnosticada [o diagnóstico pode ser dado ao nascimento ou nos primeiros meses de vida], 
ocorrendo de maneira esporádica em cerca de 80% das vezes e em 20% das vezes é transmitida dos pais 
para os filhos. Ela consiste num distúrbio autossômico dominante causado por mutações em FGFR3 – 
cromossomo 4, que é um receptor de tirosina quinase transmembrana, que se liga a fatores de crescimento 
dos fibroblastos. Além disso, é considerada uma displasia das epífises devido à redução na proliferação da 
cartilagem na placa do crescimento [são anomalias dos genes que codificam os componentes da matriz 
extracelular das cartilagens]. 
São distúrbios causados pela mutação heterozigótica dos genes que codificam os receptores FGFR3 (gene 
do receptor 3 do fator de crescimento do fibroblasto) e PTHrPR, provocando regulação negativa do 
crescimento ósseo. 
• Características clinicas: 
→ Membros curtos, nariz achatado, cabeça grande, 
acentuação da lordose lombar, joelhos curvados, ponte 
nasal deprimida. 
→ Lactentes com atrasos dos marcos motores [“criança mais 
molinha”]; inteligência normal. 
→ Pode existir encurtamento rizomélico (na raizdos membros), 
mesomélico (no meio) ou acromélico (nas pontas). 
 
• Características radiológicas: 
→ Crânio longo, proeminência frontal, forame magno pequeno, 
fíbula desproporcionalmente longa, canal vertebral estenótico 
(mais fechado). 
 
• Tratamentos: cirurgia e GH (hormônio do crescimento). 
 
 
Consiste num distúrbio autossômico recessivo [os pais são 
portadores obrigatórios e é muito provável que haja consanguinidade]. 
• Características clínicas: 
→ Orelha edemaciada, quente, dolorosa e com o tempo vai ocorrendo 
necrose (“orelha de couve-flor”). 
→ Membros muito curtos, pé torto e mãos curtas com 
deslocamento proximal do polegar (aparência de carona). 
→ Restrição dos movimentos articulares. 
→ Inteligência completamente preservada. 
→ Escoliose. 
 
• Características radiológicas: anormalidades vertebrais, ossos tabulares 
curtos e largos. 
 
 
Resultam da perda funcional do transportador de íons sulfato [o transportador de sulfato da displasia 
diastrófica é o DTDST]. Distúrbios desse tipo causam uma sulfatação defeituosa das proteoglicanas 
cartilaginosas. 
 
 
• Doença autossômica dominante envolvendo principalmente 
ossos faciais, crânio e clavícula. 
• Características clínicas: 
→ Alargamento do crânio. 
→ Retardo na ossificação das fontanelas. 
→ Distúrbios na dentição (podem ter dentinogênese 
imperfeita). 
→ Hipoplasia/aplasia das clavículas. 
→ Mobilidade excessiva dos ombros. 
→ Escoliose. 
→ Hipertelorismo (aumento da distância ocular). 
→ Prognatismo mandibular (desordem genética desfigurativa, 
que se caracteriza pela existência de uma mandíbula inferior 
extremamente pronunciada). 
→ Palato altamente arqueado. 
→ Mãos curtas / dedos afilados. 
→ Clinodactilia (desvio do último dedo para dentro). 
→ Tórax estreito. 
• Características radiológicas: 
→ Hipoplasia da crista ilíaca. 
→ Atraso/ausência de calcificação da sínfise púbica 
→ Diminuição das falanges médias 
• Tratamento: Cirurgia, mas depende do quanto a clavícula tenha sido atingida. 
 
 
 
Tipo de defeito da reabsorção óssea que envolve a enzima catepsina K, que é relacionada ao 
remodelamento ósseo. A ausência dessa enzima causa o aumento generalizado da densidade óssea, 
Resultam de genes mutantes que codificam 3 fatores de transcrição (SOX9, CBFA1 e LMX1B), 
causando haploinsuficiência dos respectivos produtos gênicos (eles proporcionam caracteres 
dominantes → uma dominância na falta da proteína). 
 
fazendo com que exista fraturas recorrentes. Possui traço autossômico recessivo e é localizada no locus 
CTSK - cromossomo 1. 
• Características clínicas: 
→ Baixa estatura. 
→ Suturas cranianas afastadas. 
→ Fontanela anterior aberta. 
→ Hipoplasia de mandíbula. 
→ Deformidade do tronco. 
→ Persistência dos dentes decíduos. 
→ Palato arqueado e alto. 
→ Escleróticas azuis [quando a parte branca dos olhos fica com a coloração 
azulada]. 
→ Nariz pontiagudo. 
→ Mãos/pés curtos e largos. 
→ Facies atípica. 
→ Crânio grande: bossas. 
• Características radiológicas: 
→ Aumento generalizado da idade óssea. 
→ Mandíbula pequena. 
→ Hipoplasia das falanges distais. 
 
 
• Caráter autossômico recessivo. 
• Gene no cromossomo 4p. 
• Características clínicas: 
→ Membros curtos, polidactilia. 
→ Displasia ungueal (tem dedos com e sem unhas) e anomalias dentárias. 
→ Cardiopatias congênitas [pedir ECO, ECG e análise cardiológica]. 
 
• Sintomático. 
• Artroplasias cirúrgicas. 
• Acompanhamento oftalmológico. 
• Acompanhamento psicológico. 
• Acompanhamento odontológico. 
 
 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora Maria Denise Fernandes Carvalho de 
Andrade e no livro abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025. 
 
 
A teratologia é o estudo de causas ambientais das anomalias congênitas. Essa teratogenicidade depende 
do período crítico, da dosagem, da genética do feto e da genética da mãe e possui como consequências a morte, 
malformações, alteração do crescimento e déficit funcional. 
 
• Radiação 
• Infecção 
• Doenças maternas 
• Drogas 
As infecções congênitas (ou perinatais) acontecem quando a infecção é transmitida da mãe para o bebê 
durante a gravidez via intrauterina ou via transplacentária e pode causar consequências para a criança após o 
nascimento. 
• Infecção por citomegalovírus (CMV): quanto mais cedo o bebê tiver contato com o vírus, mais reper-
cussões clínicas vão acontecer, podendo ocorrer até mesmo o aborto. As manifestações precoces do CMV 
nos RN são: surdez, pequeno tamanho, malformação, anemia, perda de visão, microcefalia, convulsões, 
fraqueza, etc. 
• Infecção por rubéola: acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto ex-
pulso morto) e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, 
lesões oculares e outras). 
• Infecção por toxoplasmose: as manifestações, quando presentes, são prematuridade, retardo de cres-
cimento intrauterino, icterícia, hepatoesplenomegalia, miocardite, pneumonite, exantema, coriorretinite, 
hidrocefalia, calcificações intracranianas, microcefalia e convulsões. 
• Agentes que causam malformação do SNC. 
• Fármacos psicoativos. 
• Substâncias neurotóxicas. 
• Agentes com ação hormonal. 
• Peptídeos e aminoácidos. 
 
 
 
Definir se uma substância é terato-
gênica em humanos é difícil! 
Na ausência de quadro dismórfico 
pode haver alteração neurológica. 
Teratologia neurocomportalmental: 
estudo do desenvolvimento anormal 
do SNC e consequências dessa alte-
ração. 
O efeito sobre o crescimento e SNC pode ocorrer em doses menores. Logo, mesmo que a dose do 
teratógeno seja mínima, podem ser desenvolvidas malformações. 
 
• Álcool, cocaína, hidantoína, heroína, derivados do ácido retinóico, ácido valpróico, rubéola, CMV, Rx, chumbo, 
mercúrio. 
O consumo de álcool durante a gestação aumenta o risco de ocor-
rência da síndrome do álcool fetal. Essa condição possui como consequên-
cias para a criança a deficiência de crescimento pré-natal e pós-natal, 
microcefalia, alterações faciais, defeitos cardíacos congênitos, de-
feitos do tubo neural, leve grau de retardo do desenvolvimento. 
A Dismorfologia consiste no estudo do desenvolvimento físico anormal. 
Ao avaliar uma criança com malformações congênitas, a questão mais importante é se a malformação 
representa uma anomalia única e isolada, ou se, ao contrário, é um dos componentes de um padrão de 
malformações mais amplo e organizado (síndrome). 
São anomalias que representam estágios incompletos do desenvolvimento de uma estrutura. Entre 
elas estão as seguintes categorias com seus respectivos exemplos: 
• Ausência de desenvolvimento: agenesia renal. 
• Hipoplasia: micrognatia (mandíbula inferior menor que o normal). 
• Separação incompleta: sindactilia (união entre dois dedos). 
• Fechamento incompleto: fenda palatina. 
• Septação incompleta: defeito do septo ventricular. 
• Migração mesodérmica incompleta: extrofia da bexiga. 
• Rotação incompleta: má rotação intestinal. 
• Resolução incompleta da forma primitiva: divertículo de Meckel. 
• Persistência da localização primária: criptorquidia (“testículo escondido”). 
As anomalias congênitas podem ser classificadas em maiores ou menores: as malformações maiores 
seriam graves alterações anatômicas, estéticas e funcionais podendo levar à morte, enquanto as me-
nores levam a fenótipos que se sobrepõem aos normais. 
O fumo pode causar distúrbio 
de atenção, principalmente, 
quando a quantidade de cigarro 
consumida pela mãe é alta. 
• Malformação: defeito morfológico primário em um órgão ou parte do corpo resultado de um processo de 
desenvolvimento intrinsecamente anormal (ex: lábio leporino, polidactilia).• Displasia: defeito primário envolvendo organização anormal das células em um tecido (ex: malformação 
vascular). 
• Sequência: defeito primário com suas mudanças estruturais secundárias. 
• Síndrome: padrão de malformações primárias múltiplas com etiologia única (ex: trissomia do 13). 
• Deformação: alteração por forças mecânicas da forma, do contorno do corpo ou da posição de uma parte 
do corpo formada normalmente. 
• Disrupção: defeito morfológico de um órgão, parte de um órgão, ou uma região maior do corpo resultado 
de uma quebra extrínseca do processo de desenvolvimento normal original ou de sua interferência. 
 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e nas referências abaixo. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
CMV: INFECÇÃO CONGÊNITA E CUIDADOS COM O BEBÊ. Bioemfoco, 2018. Disponível em: < http://bioemfoco.com.br/no-
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meiros%20meses%20de%20vida.>. Acesso em: 23 fev. 2020. 
TESINI, Brenda. Toxoplasmose congênita. Manual MSD, 2018. Disponível em: <https://www.msdmanuals.com/pt-
br/profissional/pediatria/infec%C3%A7%C3%B5es-em-rec%C3%A9m-nascidos/toxoplasmose-cong%C3%AA-
nita>. Acesso em: 23 fev. 2020. 
RUBÉOLA E SÍNDROME DA RUBÉOLA CONGÊNITA. Secretaria de Saúde. Disponível em: 
<https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Rubeola-e-sindrome-da-rubeola-congenita.>. Acesso em: 23 fev. 2020. 
IKEDA, Kenneth; JONES, Marcos. Padrões Reconhecíveis de Malformações Congênitas. Elsevier, 6º edição. Rio de Ja-
neiro, 2007. 
MENDES, Isadora et al. Anomalias congênitas e suas principais causas evitáveis: uma revisão. Revista Médica de 
Minas Gerais, Goiânia, volume 28, junho, 2018. Disponível em: <http://www.rmmg.org/artigo/deta-
lhes/2329#:~:text=Elas%20podem%20ser%20classificadas%20em,que%20se%20sobrepoem%20aos%20nor-
mais>. Acesso em: 23 fev. 2020. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025. 
 
 
 
http://bioemfoco.com.br/noticia/infeccao-congenita-cmv-prejudicar-bebe/#:~:text=Para%20pessoas%20com%20o%20sistema,nos%20primeiros%20meses%20de%20vida
http://bioemfoco.com.br/noticia/infeccao-congenita-cmv-prejudicar-bebe/#:~:text=Para%20pessoas%20com%20o%20sistema,nos%20primeiros%20meses%20de%20vida
http://bioemfoco.com.br/noticia/infeccao-congenita-cmv-prejudicar-bebe/#:~:text=Para%20pessoas%20com%20o%20sistema,nos%20primeiros%20meses%20de%20vida
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/infec%C3%A7%C3%B5es-em-rec%C3%A9m-nascidos/toxoplasmose-cong%C3%AAnita
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/infec%C3%A7%C3%B5es-em-rec%C3%A9m-nascidos/toxoplasmose-cong%C3%AAnita
https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/infec%C3%A7%C3%B5es-em-rec%C3%A9m-nascidos/toxoplasmose-cong%C3%AAnita
https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Rubeola-e-sindrome-da-rubeola-congenita
 
 
 
 
 
 
 
Conjunto de técnicas destinadas a investigar a saúde fetal no período de vida intrauterina . 
 
• Informar os casais sobre o risco de um defeito congênito ou de um distúrbio genético em sua gestação. 
• Fornecer segurança e reduzir a ansiedade. 
• Permitir aos médicos o planejamento do tratamento pré-natal de um feto, ou, se esse tratamento não for pos-
sível, providenciar a conduta adequada para o nascimento eminente de uma criança afetada. 
• Permitir aos casais em risco a possibilidade de confirmação de normalidade ou anormalidade. 
• Idade materna avançada [pelo menos metade das mulheres gestantes acima dos 35 anos de idade elege o uso 
da punção de vilosidades coriônicas (CVS) ou da amniocentese para cariotipagem fetal]. 
• Anormalidade cromossômica ou malformação fetal na gravidez em curso ou em anterior. 
• Histórico familiar de doenças genéticas. 
• Presença de anomalias cromossômicas ou congênitas em um dos pais. 
• Screening sérico maternos alterado. 
• Perdas gestacionais repetidas. 
• Consanguinidade. 
• Exposição materna a agentes teratogênicos. 
• Infecções congênitas. 
• Ansiedade. 
 
Os testes invasivos devem ser realizados caso o risco da anomalia fetal seja, no mínimo, tão grande 
quanto o risco de aborto ou outra complicação do procedimento em si. São eles: 
− Amniocentese 
− Punção de vilosidades coriônicas 
− Cordocentese 
− Diagnóstico genético pré-implantação. 
 
 
Os testes não-invasivos são indicados, para mulheres abaixo dos 35 anos, para todas as gestações, in-
dependente do risco. São eles: 
− Ultrassonografia. 
− Ecocardiografia fetal 
− RM fetal 
− Amostra de sangue da gestante 
 
Consiste num procedimento realizado entre a 15º 
e a 16º semana após o primeiro dia do último período 
menstrual ou mais precocemente, entre a 10º e 14º se-
mana, mas com risco de complicações. Nesse procedi-
mento, insere-se uma agulha por via transabdominal no 
saco amniótico e se extrai uma amostra do líquido am-
niótico com seringa (20-25mL). Este líquido contém cé-
lulas de origem fetal que podem ser cultivadas para testes 
diagnósticos. 
Antes da realização desse procedimento, é feito 
rotineiramente uma ultrassonografia para avaliar a viabilidade fetal, a idade gestacional, o volume do líquido 
amniótico, anormalidades fetais e, principalmente, para saber a posição ideal para a inserção da agulha. 
Além da análise cromossômica do feto, é possível, através da amniocentese, medir a concentração de 
alfa-fetoproteína (AFP) para detectar, principalmente, NDTs (Neural Tube Defects) abertos. Essa proteína é 
uma glicoproteína fetal produzida no fígado, secretada para a circulação fetal e excretada no líquido amniótico 
pela urina fetal. Ela pode ser medida tanto no líquido amniótico (AFAFP) quanto no soro materno (MSAFP). 
Apesar de ser o método mais seguro de diagnóstico pré-natal, haja vista que o líquido fica longe do feto, 
existem complicações na realização desse procedimento (risco: 0,5%). A principal complicação é induzir o aborto, 
mas existem complicações mais raras, como a perda de líquido amniótico, sangramentos e lesão do feto pela 
agulha de punção. 
 
Procedimento realizado entre a 10º e a 12º semana que consiste na biópsia de tecido fetal da área 
vilosa do córion, por via transcervical ou transabdominal guiada por US, o que permite, a partir do material 
colhido, a obtenção do cariótipo fetal. Essa análise de DNA é mais fácil que na amniocentese devido a maior 
quantidade de material coletado. 
Sua principal vantagem é permitir que os resultados estejam disponíveis em um estágio mais inicial 
da gestação, reduzindo assim o período de incerteza. Por outro lado, as suas principais complicações envolvem 
sangramento, perda de líquido amniótico, infecção e perda fetal, apesar do baixo risco de complicações (1 a 1,5%) 
• 10-12 semanas • 16-20 semanas 
• Perda gestacional: 1:100 • Perda gestacional: 1:200 
• Diagnóstico de NTD: não • Diagnóstico de NTD: sim 
• Análise de DNA: fácil • Análise de DNA: difícil 
• Resultados: 2sem/48h • Resultados: 2sem/48h 
• Mosaicismo: 1 a 2% • Mosaicismo: raro 
 
 
Procedimento realizado a partir de 16 semanas de gestação até o termo que consiste na obtenção do 
sangue fetal diretamente do cordão umbilical guiada por US, com risco de complicação de 1%. Este risco é baixo, 
mas é ligeiramente maior que as da amniocentese e da CVS. 
 
A US é a técnica mais utilizada para visualização fetal, sendo útil na detecção de várias malformações 
fetais. Para a sua realização, são necessários equipamentos caros e treinamento especializado. Além disso, 
ela não apresenta nenhum risco para o feto e pode ser realizada em qualquer estágio da gravidez. 
Um dos exames feitos durante o ultrassom é a transluscência nucal, que serve para medir a quanti-
dade de líquido na região da nuca do feto e que deve ser realizado entre a 11º e a 13º semana de gestação. 
Esse exame é importantepara calcular o risco de o bebê apresentar alguma malformação ou síndrome. Nesse 
sentido, quando estas estão presentes, ocorre um acúmulo de líquido na região da nuca, que, se for maior do que 
2,5mm, pode estar havendo alguma alteração no desenvolvimento fetal. 
Ainda na ultrassonográfica fetal é possível fazer a avaliação do osso nasal do feto, tendo em vista que 
a presença ou a ausência do osso nasal no primeiro trimestre de gestação e a medida do osso nasal no segundo 
trimestre são marcadores importantes no rastreamento de cromossomopatias. Dessa forma, em fetos com age-
nesia do osso nasal, 73% seria trissomia do 21, 55% seria trissomia do 18, 35% seria Turner e 0,5% seria 
normal. 
O ultrassom morfológico é recomendado para detectar possíveis malformações nos três trimestres de 
gestação. Ele serve, ainda, para identificar o desenvolvimento do feto, confirmar a idade gestacional, identificar 
o sexo do bebê, avaliar o tamanho do bebê e monitorar os batimentos cardíacos. 
 
Consiste num exame de imagem que utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar a saúde do 
coração do feto. Esse exame deve ser realizado em torno da 20º semana de gestação e é indicado para toda 
gestante cujo feto apresente transluscência nucal > 3,5mm, antecedente RN com anomalia cardíaca, ges-
tante com anomalia cardíaca, etc. 
 
Esse exame é muito importante para a avaliação do desenvolvimento do SNC do feto. Ele deve ser reali-
zado a partir da 12º semana de gestação e não apresenta qualquer risco para a mãe ou para o feto. 
 
No segundo trimestre pode ser analisado, através da amostragem sanguínea, a alfa-fetoproteína, que, 
em concentrações mais elevadas que o normal, pode significar NTD aberto. Além disso, através do soro materno, 
é possível avaliar a gonadotrofina coriônica e o estriol não-conjugado no segundo trimestre. Essa bateria de 
testes é denominada triagem tripla, sendo válido ressaltar que que amostras de triagem não são diagnósticas. 
• Os tratamentos pré-natais mais bem-sucedidos têm sido para os distúrbios metabólicos para os quais pode ser 
administrada a terapia médica materna (ex: tratamento materno com glicocorticoide durante gestações de 
fetos com risco de hiperplasia adrenal congênita – é uma terapia experimental que pode impedir o pseudo-
hermafroditismo). 
• Cirúrgico: usado no alívio de alguns casos de hidrocefalia e de uropatias obstrutivas, por exemplo. 
• Genético: terapia gênica e células-tronco. 
• NTD: ácido fólico (2mg até 12º semana). 
• Diabetes: controle metabólico 
 Refere-se ao uso de técnicas moleculares ou citogenéticas durante a fertilização in vitro, para se-
lecionar embriões livres de uma condição genética específica e transferi-los para o útero. Essa tecnologia 
foi desenvolvida em um esforço de oferecer uma opção alternativa aos casais que são contrários à interrupção da 
gestação. 
• Risco para o embrião é menor que 1%. 
• Técnicas: 
→ Biópsia do corpúsculo polar 
→ Biópsia embrionária (blastômero) 
→ Biópsia embrionária (blastocisto) 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e nas referências abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
SEDICIAS, Sheila. Transluscência nucal: o que é, para que serve e como é feita. Tua Saúde, 2020. Disponível em: < 
https://www.tuasaude.com/translucencia-nucal/>. Acesso em: 23, fev. 2020. 
PEDROSO, Marianna. Avaliação do osso nasal na gestação. Nest, 2020. Disponível em: < https://nestmedicinafe-
tal.com/a-importancia-da-medida-do-osso-nasal-no-segundo-trimestre-de-gestacao/>. Acesso em: 23, fev. 2020. 
ULTRASSOM MORFOLÓGICO: UM DOS EXAMES MAIS QUERIDOS DAS GESTANTES. ALTA. Disponível em: < https://altadi-
agnosticos.com.br/saude/ultrassom-
https://www.tuasaude.com/translucencia-nucal/
https://nestmedicinafetal.com/a-importancia-da-medida-do-osso-nasal-no-segundo-trimestre-de-gestacao/
https://nestmedicinafetal.com/a-importancia-da-medida-do-osso-nasal-no-segundo-trimestre-de-gestacao/
https://altadiagnosticos.com.br/saude/ultrassom-morfologico#:~:text=A%20USG%20morfol%C3%B3gica%20serve%20para,card%C3%ADacos%20e%20identificar%20poss%C3%ADveis%20malforma%C3%A7%C3%B5es
https://altadiagnosticos.com.br/saude/ultrassom-morfologico#:~:text=A%20USG%20morfol%C3%B3gica%20serve%20para,card%C3%ADacos%20e%20identificar%20poss%C3%ADveis%20malforma%C3%A7%C3%B5es
morfologico#:~:text=A%20USG%20morfol%C3%B3gica%20serve%20para,card%C3%ADacos%20e%20identifi-
car%20poss%C3%ADveis%20malforma%C3%A7%C3%B5es>. Aceso em: 23 fev. 2020. 
MORSCH, José. O que é e para que serve o ecocardiograma fetal. Morsch, 2018. Disponível em: < https://telemedici-
namorsch.com.br/blog/ecocardiograma-fetal#:~:text=Ecocardiograma%20fe-tal%20%C3%A9%2 
0um%20exame,desenvolvimento%20do%20cora%C3%A7%C3%A3o%20do%20feto>. Acesso em: 23 fev. 2020. 
 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://altadiagnosticos.com.br/saude/ultrassom-morfologico#:~:text=A%20USG%20morfol%C3%B3gica%20serve%20para,card%C3%ADacos%20e%20identificar%20poss%C3%ADveis%20malforma%C3%A7%C3%B5es
https://altadiagnosticos.com.br/saude/ultrassom-morfologico#:~:text=A%20USG%20morfol%C3%B3gica%20serve%20para,card%C3%ADacos%20e%20identificar%20poss%C3%ADveis%20malforma%C3%A7%C3%B5es
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/ecocardiograma-fetal#:~:text=Ecocardiograma%20fe-tal%20%C3%A9%2
https://telemedicinamorsch.com.br/blog/ecocardiograma-fetal#:~:text=Ecocardiograma%20fe-tal%20%C3%A9%2
 
A neurogenética é uma área de atuação da neurologia ainda não reconhecida no Brasil, que aborda, investiga, 
e, se possível, trata doenças genéticas de impacto neurológico. As doenças neurogenéticas podem ter prognósticos 
e gravidades diferentes de acordo com a idade de início e podem ser agudas, sub-agudas, crônicas e intermitentes. 
As doenças neurogenéticas podem afetar a substância cinzenta, a substância branca, os núcleos da base, a 
medula, o nervo periférico e o músculo e possuem como quadro de apresentação a encefalopatia, distúrbio do mo-
vimento, miopatia, ataxia, atraso ou involução psicomotora e neoplasias. 
Além disso, as doenças neurogenéticas podem afetar outros órgãos (pele, ossos, articulações, vasos, coração, 
rins, olhos, fígado, baço, sistema imune, pâncreas, gônadas). 
 
Essas distrofias são decorrentes de mutações no gene da distrofina e 
consistem em distúrbios ligados ao X, por isso afetam principalmente meninos. O 
seu gene está localizado no locus Xp21 e exons 43-52. 
A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é um distúrbio relativamente comum (incidência de 3:1.000 me-
ninos), grave e intratável. As fraquezas musculares se iniciam precocemente, entre os 3 e 5 anos de idade, 
onde por volta dos 12 anos a criança é confinada a uma cadeira de rodas, sendo improvável que sobreviva além dos 
20 anos. Os pacientes morrem por insuficiência respiratória ou por insuficiência cardíaca. 
Por outro lado, a distrofia muscular de Becker (DMB) é mais branda que a DMD, sendo suspeitada se o 
paciente com mutação na distrofina estiver andando aos 16 anos de idade. 
O quadro clínico dessas doenças é caracterizado por fraqueza e atrofia proximais, pseudo-hipertrofia 
de panturrilhas, hiperlordose/escoliose, retardo mental leve e cardiopatia. Além disso, o seu diagnóstico 
pode ser feito através do exame da enzima creatinoquinase (> 10.000), ENMG, biópsia muscular (atualmente em 
desuso), diagnóstico pré-natal 
É uma herança autossômica dominante decorrente de mutações no gene DMPK, com localização no 
locus 19q13.3. Ela é caracterizada por miotonia, distrofia muscular, catarata, hipogonadismo, diabetes, cal-
vície frontal e alterações eletroencefalográficas. 
Todas as crianças com a forma congênita de distrofia miotônica são descendentes de uma mãe afetada, 
que pode apresentar apenas uma expressãoleve da doença, podendo nem mesmo saber que é afetada. Essa forma 
de distrofia miotônica é grave e potencialmente letal, assim como uma causa de retardo mental. 
No diagnóstico, as enzimas musculares estão elevadas, a ENMG apresenta descargas miotônica, DNA 
com repetições CTG (citosina-timina-guanina) e diagnóstico pré-natal. 
DMD: distrofina < 3% 
DMB: distrofina 3-20% 
 
< 6 meses – AME tipo 1 / 6 – 18 meses – AME tipo 2 / > 18 meses – AME tipo 3 
É uma herança autossômica recessiva decorrente de mutações, principalmente, no gene SMN (Sobrevi-
vência do Neurônio Motor) localizado no locus 5q13.3. Essa doença envolve lesões de corno anterior da medula 
e núcleos bulbares e possui incidência de 1:6.000 a 1:20.000. 
As pessoas com essa doença apresentam hipotonia e fraqueza muscular apendiculares extremas 
(postura de rã), arreflexia, disfunção bulbar e respiratória, fasciculações e musculatura ocular extrínseca 
poupada. Além disso, a ENMG sugere o diagnóstico, que é confirmado pelo DNA. 
• Neurofibromatose tipo 1 (NF1): Doença autossômica dominante cujo cromossomo afetado é o 17q. 
• Neurofibromatose tipo 2 (NF2): Doença autossômica dominante cujo cromossomo afetado é o 22. 
• Esclerose tuberosa: Doença autossômica recessiva localizada no locus 11q22-23. 
É a forma hereditária mais comum de retardo mental moderado, sendo somente superada pela síndrome 
de Down entre todas as causas de retardo mental no sexo masculino. A síndrome é herdada como um distúrbio 
ligado ao X (Xq27.3). 
• Portadoras: 30% dos casos 
• Autismo 
• Epilepsia. 
• Herança autossômica dominante 
→ Machado-Joseph: 14q24-32 
→ Atrofia cerebelar: 6p22-23 
• Herança autossômica recessiva 
→ Friedreich: 9q 
→ Ataxia – telangiectasia: 11q 
• Ataxia episódica: 
→ Tipo 1: 12p 
→ Tipo 2: 19p 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e na referência abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
 
 
• A farmacogenética é a área da genética bioquímica que estuda a variabilidade da resposta a drogas 
decorrentes da variação genética. Nesse sentido, um perfil genético pode predizer quem é mais ou menos 
provável de responder a uma droga ou de sofrer um evento adverso. Assim, a identificação dos perfis genéticos 
que predizem a resposta de um indivíduo a drogas e o risco de experimentarem um efeito adverso 
provavelmente aumentam a eficácia e a segurança dos medicamentos como um todo. 
• A farmacogenômica é o estudo de pequenas mudanças em vários genes que se enquadram no espectro de 
polimorfismos e eventos raros. 
• A farmacocinética estuda a taxa de absorção, transporte, metabolismo, ou excreção de um fármaco ou os seus 
metabólitos pelo corpo. Utiliza a metodologia matemática para descrever a cronologia dos processos de 
metabolização das drogas. 
• A farmacodinâmica analisa a interação dos medicamentos com os receptores, ou seja, estuda os efeitos do 
fármaco ou de seus metabólitos sobre a função fisiológica e as vias metabólicas. 
A terapia gênica consiste na introdução de genes nas células somáticas humanas com objetivo de 
melhorar a saúde do paciente pela correção do fenótipo mutante. Sendo assim, nesta terapia não é necessário e 
nem desejável alterar a linhagem germinativa dos pacientes que estão sendo tratados de uma doença genética. 
Apesar disso, existe a preocupação de que qualquer tentativa de integrar uma cópia normal de um gene na linhagem 
germinativa iria propiciar um risco considerável de introdução de uma nova mutação. 
Para distúrbios monogênicos causados por mutações de perda de função, o tratamento é direcionado para 
substituir a proteína defeituosa, melhorar sua função, ou minimizar as consequências de sua deficiência. A 
substituição do produto do gene defeituoso (RNA ou proteína) pode ser obtida pela administração direta, transplante 
de células ou órgão, ou terapia gênica. Desse modo, a terapia gênica pode ser capaz de corrigir uma mutação de 
perda de função. Nesse caso, a introdução de cópias funcionais normais de um gene satisfaz a correção de um 
fenótipo reversível. 
Além disso, a terapia gênica pode ser usada para substituir ou inativar um alelo mutante dominante, cujo 
produto anormal geralmente causa a doença dominante. Por fim, as aplicações da terapia gênica objetivam alcançar 
um efeito farmacológico. 
● Animais com mutações espontâneas que mimetizam a anomalia (cães com hemofilia B, porcos com 
arteriosclerose, camundongos obesos/diabéticos). O problema para o estudo desses animais é a dificuldade no 
controle, raridade e manutenção. 
● Animais transgênicos são animais que carregam o gene exógeno introduzido em seu genoma por métodos 
artificiais. Nesse sentido, por causa da tecnologia do DNA recombinante, existem modelos específicos para cada 
doença genética humana (o principal animal utilizado é o camundongo). 
Um gene apropriadamente produzido por engenharia genética pode ser transferido para as células‑alvo 
através de uma de duas estratégias gerais. A primeira estratégia envolve a introdução do gene nas células que 
estavam em cultura do paciente ex vivo (fora do organismo) e depois a reintrodução das células no paciente após 
a transferência gênica. Na segunda abordagem, o gene é injetado diretamente in vivo no tecido ou líquido 
extracelular de interesse (do qual é captado pelas células‑alvo). Em alguns casos, pode ser desejável direcionar o 
vetor a um tipo celular específico; isto normalmente é alcançado através da modificação da cobertura do vetor viral 
de forma que somente as células designadas se liguem às partículas virais. 
 As células-alvo ideais são as células-tronco ou células genitoras, ambos os tipos celulares apresentam 
um sólido potencial replicativo. A introdução do gene em células‑tronco pode resultar na expressão do gene 
transferido em uma grande população de células‑filhas. Atualmente, a medula óssea é o único tecido do qual essas 
células têm sido usadas com sucesso como receptoras de genes transferidos. 
● Resposta adversa ao vetor ou combinação vetor-doença: risco de o paciente vir a ter uma reação adversa ao 
vetor ou gene transferido. Para evitar isso, as características fisiopatológicas do distúrbio específico devem 
ser consideradas na seleção do vetor apropriado. 
● Mutagênese de inserção causando neoplasia maligna: o gene transferido pode se integrar no DNA do 
paciente e ativar um proto-oncogene ou interromper um gene supressor de tumor, levando 
possivelmente à neoplasia maligna. 
● Inativação de inserção de um gene essencial: a inativação de inserção pode interromper um gene essencial 
para a viabilidade. 
● Os vetores não-virais não apresentam risco biológico. 
● Os vetores não-virais possuem preparações mais diretas. 
● Tipos de vetores não-virais: 
→ DNA puro 
→ DNA embalado em lipossomos 
→ Conjugados de DNA-proteína, nos quais o DNA é complexado à proteína. 
→ Cromossomos artificiais. 
● Dificuldades: o DNA introduzido por vetores não-virais tende a ser capturado por lipossomos e degradado, e o 
DNA que escapa desse destino não é capturado eficientemente pelo núcleo. 
O vetor ideal para a terapia gênica dever ser seguro, prontamente construído, facilmente introduzindo no 
tecido-alvo apropriado e expressar o gene de interesse para toda a vida. Contudo, nenhum vetor (viral ou não) 
preenche essas características. 
→ Vantagens: 
− Possuem três genes estruturais que podem ser removidos e recolocados com o gene a ser 
transferido. 
− São capazes de penetrar, na prática, em cada célula da população-alvo (infecção de 100% das 
células-alvo em divisão). 
− Apenas um baixo número de cópias do DNA viral se integra ao genoma do hospedeiro de forma 
estável. 
− Capaz de carregar fragmentos grandes de DNA.− Não são tóxicos para a célula. 
→ Desvantagens: 
− Infecção somente em células em divisão, limitando o seu uso em neurônios. 
− Integração aleatória ao DNA da célula hospedeira. 
→ Vantagens: 
− Não integração ao DNA da célula hospedeira. 
− Podem ser obtidos em alto título. 
− Infectam uma grande variedade de tipos celulares (que se dividem ou não). 
→ Desvantagens: 
− Expressão temporária nas células hospedeiras. 
− Respostas inflamatórias nos pacientes. 
● Expressão transitória e de baixo nível. 
● Dificuldades de atingir o tecido-alvo. 
● Necessidade de regulação precisa da atividade gênica. 
É o método que direciona o material genético introduzido para a sua posição original no cromossomo. 
Ele mostra uma frequência proporcional à extensão da homologia entre o DNA exógeno e endógeno. Nesse sentido, 
quanto mais o gene artificial for parecido com o gene original, maior vai ser a sua afinidade pelo local de 
origem. Esse gene artificial pode ser feito a partir do aumento do número de cópias do gene no vetor / aumento de 
sequências alvo no genoma. 
Consiste na alteração de genes em células somáticas humanas para tratar uma doença específica. 
Para tanto, as células são extraídas e podem ser manipuladas fora do corpo (terapia ex vivo) ou dentro do corpo 
(terapia in vivo). As células da medula óssea são as melhores candidatas para essa terapia, entretanto outras células 
são investigadas como alvos potenciais (fibroblastos da pele, células musculares, células endoteliais vasculares, 
hepatócitos e linfócitos). 
● Identificar o locus e isolar o gene. 
● Relação riscos/benefícios favorável. 
● Conhecimento do mecanismo fisiopatológico da doença. 
● Determinar células-alvo ideias. 
● Obter dados experimentais em culturas de células e modelos animais confirmando o vetor, a construção gênica 
e as células-alvo como opções adequadas. 
● Manter alta a expressão do gene transferido, com regulação no tecido correto e por período razoável. 
● Restringir às células-alvo somáticas. 
● Aprovar protocolo em instâncias competentes. 
● Documentar e divulgar resultados. 
● Aperfeiçoamento técnico. 
● Tornar a área multidisciplinar (biogeneticista, geneticista, clinico geral). 
● A estratégia tem que ser universal (o que é feito num país deve ser reproduzido em outro com a mesma 
eficácia). 
● Riscos (estudo maior dos vetores). 
● Estudos de terapia gênica para doenças multifatoriais e doenças infecciosas. 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e nas referências abaixo. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
 
 
A neoplasia é um acúmulo anormal de células que ocorre devido a um desequilíbrio entre a proliferação 
celular e o desgaste celular, levando ao surgimento de uma massa ou tumor (neoplasma). As neoplasias malignas 
são capazes de invadir os tecidos próximos e de se espalhar (metástase) para locais mais distantes do corpo, o que 
as diferencia das neoplasias benignas. 
Nesse contexto, o desenvolvimento do câncer (oncogênese) resulta de mutações em um ou mais genes que 
regulam o crescimento e a morte celular programada. Quando o câncer ocorre como parte de uma síndrome de 
câncer hereditário, a mutação inicial do câncer é herdada através de linhagem germinativa. Entretanto, a maioria 
dos cânceres é esporádica porque as mutações ocorrem em uma única célula somática, que então se divide e 
prossegue para desenvolver um câncer. 
Os principais tipos de tumores incluem os do tecido epitelial (carcinomas), os de tecido conjuntivo 
(sarcomas), os de tecido linfático (linfomas), os das células da glia (gliomas) e os dos órgãos hematopoéticos 
(leucemias). 
 
A causa básica do câncer é o dano a genes específicos. Geralmente, mutações nestes genes se 
acumulam em células somáticas ao longo dos anos, até que a célula perde um número crítico de mecanismos de 
controle do crescimento e inicia um tumor. Porém, se o dano ocorrer nas células da linhagem germinativa, uma 
forma alterada de um destes genes será transmitida para a progênie e predispô-los ao câncer. O risco maior de 
câncer nestes indivíduos se deve ao fato de cada uma de suas células já ter dado o primeiro passo de uma série 
rumo ao câncer. 
Em famílias com histórico de câncer, a herança de um gene danificado pode causar câncer. Nestas famílias, 
a herança de um alelo mutado parece ser suficiente para causar uma forma específica de câncer (ex: 
retinoblastoma). 
 
A frequência e as consequências das mutações causadoras do câncer podem ser alteradas por um grande 
número de fatores ambientais. Dessa forma, é comum a interação de genes com o meio ambiente, 
determinando o processo de carcinogênese. Por exemplo, o câncer gástrico é quase três vezes mais comum 
entre os japoneses no Japão do que entre os japoneses vivendo no Havaí ou em Los Angeles. 
Em verdade, populações com estilos de vida diferentes possuem probabilidades diferentes de desenvolver 
o câncer. Pelo ambiente, inclui-se a exposição a uma grande variedade de diferentes tipos de agentes — alimentos, 
radiação natural e artificial, produtos químicos, mesmo os vírus e bactérias que estão colonizando o intestino. 
 
Um componente da regulação celular é mediado por sinais externos que chegam até a célula através de 
fatores de crescimento. Esses fatores de crescimento interagem com receptores específicos localizados na 
superfície celular. Quando o receptor é ativado, a partir da ligação do 
fator de crescimento a ele, ativa-se a transdução de sinal. 
O estágio final da via de transdução de sinal é a regulação da 
transcrição do DNA no núcleo. A célula, por sua vez, integra e interpreta 
os sinais recebidos do ambiente. As decisões de crescer e se dividir, ou de 
parar o crescimento e se diferenciar, resultam do processamento desses 
sinais. 
As mutações podem ocorrer em qualquer um destes passos 
envolvidos na regulação do crescimento celular e na diferenciação. O 
acúmulo destas mutações em uma linhagem celular pode resultar em 
desregulação progressiva do crescimento, finalmente produzindo uma 
célula tumoral. 
 
● Identificação através do mapeamento de ligação de famílias com câncer. 
● Identificação a partir de perdas cromossômicas associadas a genes supressores tumorais. 
Os genes supressores de tumor (ex: P53) normalmente inibem a proliferação celular. Nesse sentido, 
o produto do gene normal, mesmo quando presente em apenas uma cópia, impede a formação de tumor. Sem esse 
freio no ciclo celular, a célula progride por meio de inúmeras divisões incontroláveis. 
Uma característica dos genes supressores de tumor é o fato de que mutações herdadas são alelos 
dominantes no nível do indivíduo (os heterozigotos geralmente desenvolvem a doença), mas são alelos recessivos 
no nível celular (células heterozigotas não formam tumores). 
Os proto-oncogenes são genes normais que, quando sofrem mutação por caminhos específicos, tornam-
se genes condutores através de alterações que conduzem a níveis excessivos de atividade. Os genes condutores 
são aqueles genes que abrigam mutações que provavelmente provocam o desenvolvimento ou a progressão de um 
câncer. Uma vez que sofrem mutação por esse caminho, os genes condutores desse tipo são denominados 
oncogenes ativados, ou seja, os oncogenes resultam da mutação dos proto-oncogenes. 
Ao contrário dos genes supressores de tumor, os oncogenes são geralmente dominantes no nível 
celular: somente uma única cópia do oncogene mutado é necessária para contribuir para o processo de múltiplos 
eventos da progressão tumoral. Enquanto que os supressores de tumor são tipicamente desabilitados por 
mutações de perda defunção, os oncogenes são tipicamente ativados por mutações de ganho de função. 
As células tumorais são tipicamente caracterizadas por mutações espalhadas, quebras cromossômicas 
e aneuploidias. Essa condição é denominada instabilidade genômica, que pode ocorrer em razão de defeitos nas 
proteínas necessárias para a divisão celular precisa ou em proteínas responsáveis pelo reparo do DNA 
necessárias para o funcionamento celular normal. 
Normalmente, o encurtamento progressivo dos telômeros limita o número de divisões da célula entre 
50 a 70 divisões. Depois de alcançar esse número, a célula tipicamente se torna senescente e não pode continuar 
a se dividir. 
Células tumorais superam esta limitação pela ativação da telomerase, que substitui os segmentos 
teloméricos que são perdidos durante cada divisão. Isto parece ajudar as células tumorais a escaparem do obstáculo 
da senescência celular e, assim, continuarem a se dividir, o que permite que o tumor se torne grande e agressivo. 
Em alguns casos, a atividade da telomerase resulta de mutações cromossômicas ou genômicas que 
estimulam diretamente o gene da telomerase; em outros, a telomerase pode ser apenas um de muitos genes cuja 
expressão é alterada por um oncogene transformador. 
O gene responsável pela NF1 foi mapeado no cromossomo 17 por estudos de ligação em famílias, e foi 
identificado através de translocações e mutações de ponto em pacientes. 
O sequenciamento do DNA do gene previu um produto proteico com um domínio relacionado à GAP (proteína 
ativadora de GTPase). A GAP possui como uma de suas funções a diminuição da quantidade de RAS ativa, ligada 
a GTP. A proteína RAS é importante na via de transdução de sinal, transmitindo sinais positivos de 
crescimento em sua forma ativa. 
Nesse sentido, o sequenciamento do gene responsável pela NF1 constatou um papel similar na sub-
regulação da proteína de transdução de sinal RAS. Dessa forma, a expressão reduzida do gene NF1 permite a 
atividade elevada da RAS, contribuindo para o aparecimento de neurofibromatomas e manchas café-au-lait. 
Logo, o gene envolvido na NF1 é um gene supressor de tumor. 
Mutações somáticas do gene p53 foram encontradas em aproximadamente 50% de todos os tumores 
humanos, tornando-o o gene do câncer mais comumente alterado. Este gene é um gene supressor de tumor. 
Nesse sentido, quando esse gene está alterado, as células com DNA danificado podem evitar tanto o reparo 
quanto a destruição, e a continuação da replicação do DNA danificado pode levar à formação de tumor. 
● Presença de mutação em p53 provoca câncer mais agressivo. 
● Terapia gênica: inserção de um gene p53 normal em células tumorais. 
● Mutações herdadas em p53 podem causar a síndrome de Li-Fraumeni. 
O melanoma familiar pode ser causado por mutações de perda de função do gene supressor de tumor 
CDKN2A ou por mutações de ganho de função no proto-oncogene CDK4. Ambas as mutações resultam em 
perda de controle do ciclo celular pela via pRb, resultando em ausência de controle do ciclo celular, produzindo 
melanomas. 
Mutações em BRCA1 e BRCA2 são responsáveis por uma proporção significativa de casos de câncer de 
mama hereditários, especialmente aqueles de início precoce. Estas mutações geralmente resultam em um produto 
proteico truncado e perda de sua função. Os produtos proteicos destes genes representam papéis importantes no 
reparo do DNA. No câncer de mama hereditário autossômico dominante, indivíduos portadores de várias mutações 
no gene BRCA1 ou no BRCA2 têm uma chance de 50% a 90% de desenvolver câncer de mama ou de ovário. 
O retinoblastoma acontece quando ambos os alelos do mesmo locus no cromossomo 13 são inativados no 
mesmo retinoblasto. Os produtos destes tipos de genes evitam a formação de tumor por meio do controle de 
crescimento e podem fazer isto mesmo que a célula contenha apenas uma versão normal do gene. Nesse sentido, 
mutações de perda de função que inativam ambas as cópias do gene supressor de tumor podem levar à proliferação 
celular incontrolada. 
O presente resumo foi baseado na aula de genética médica da professora 
Maria Denise Fernandes Carvalho e nos livros abaixo. 
NUSSBAUM, Robert; MCINNES, Roderick; WILLARD, Huntington.R. Thompsom e Thompson, genética médica. 7 ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2008. 
JORDE, L.B.; CAREY, J.C.; BAMSHAD, M.J.; WHITE, R.L. Genética médica. 3. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. 
Andressa Nogueira Cardoso – Meduece 2025.1 
Sued Magalhães Moita – Meduece 2025.1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 1) Um médico patologista analisou um fragmento de tireoide e percebeu que 
existia uma massa celular irregular, que provavelmente possuía célula realizando processo de divisão (mitose). 
Baseado nessas informações, marque a alternativa que indica a etapa e o processo que está ocorrendo nessa massa 
tumoral que pode ser interrompida com inativação da enzima helicase. 
a) Etapa: Fase G1; Processo: Replicação 
b) Etapa: Fase S; Processo: Transcrição 
c) Etapa: Fase M; Processo: Tradução 
d) Etapa: Fase S; Processo: Replicação 
e) Etapa: Fase G0; Processo: Splicing 
 
 REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 2) Durante o processo de replicação do DNA várias enzimas realizam suas 
funções harmonicamente. Sabe-se que uma alteração genética em qualquer uma delas pode atrapalhar o processo 
de divisão celular e manutenção da homeostase. Baseado nessa informação, marque o item que indica o que pode 
ocorrer com uma célula que possuir uma mutação na enzima chamada de RNA primase: 
a) a dupla hélice do DNA não poderá abrir para gerar a forquilha de replicação. 
b) o eixo do DNA ficará instável para que a replicação ocorra corretamente. 
c) a dupla hélice, quando aberta, tenderá a reaproximar as fitas, dificultando a replicação. 
d) haverá dificuldade para substituir o ribonucleotídeos por desoxiribonocleotídeos. 
e) não haverá inserção de “primer” de RNA e a DNA Polimerase não iniciará a replicação. 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 3) Um paciente foi diagnosticado com Progéria, que é uma doença onde enzimas 
deixam de realizar a complementação de nucleotídeos da parte terminal de um DNA. Marque a alternativa que indica 
a principal enzima alterada e a região do DNA que terá mutação: 
a) Enzima: telomerase; Parte: telômero 
b) Enzima: ligase; Parte: centrômero 
c) Enzima: girase; Parte: telômero 
d) Enzima: helicase; Parte: cromatina 
e) Enzima: telomerase; Parte: centrômero 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 4) Atualmente a análise genética é utilizada para várias finalidades como teste 
de paternidade, identificação de doenças e predisposição a algum tipo de câncer e outras. Essas informações em 
códigos são armazenadas no nosso DNA e transferidas e traduzidas para/por alguns tipos de RNA. Sobre essas 
importantes moléculas (DNA/RNA) leia as alternativas e marque o item correto: 
a) na maioria das nossas células temos 23 filamentos de DNA. 
b) o RNA é uma molécula que possui dupla hélice e contém nossos genes. 
c) o DNA é formado por uma série de aminoácidos como adenina, timina, guanina e citosina. 
d) o ribossomo é formado por códigos que estão concentrados no nucléolo. 
e) Nenhuma das opções anteriores. 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 5) O material genético é fundamental para o funcionamento da célula e 
consequentemente do nosso organismo. Para manter as nossas células um processo que dobra a quantidade do 
nosso DNA ocorre durante a fase S do ciclo celular. Pensando nisso, marque a alternativa que contém o 
nome dado a esse processo: 
a) tradução 
b) transcrição 
c) replicação 
d) apoptose 
e) crossing-over 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 6) Um paciente chegou relatando que as células da mucosa intestinal estavam 
com dificuldade de realizarem mitose pelo fato de possuírem a enzima _______________________, que realiza a 
duplicação do material genético, com menor atividade. A enzima em questão é a: 
a) lactase 
b) transcriptase reversac) RNA polimerase 
d) amilase 
e) DNA polimerase 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 7) Um pesquisador foi analisar a realização da replicação do DNA de uma célula 
do esôfago de uma pessoa com esofagite por refluxo. Nessa análise, ele constatou que a replicação realmente: 
a) ocorre durante a fase M. 
b) é transcricional. 
c) gera uma estrutura unifilamentar. 
d) é semi-conservativa. 
e) gera proteínas importantes. 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 8) O material genético que se encontra no núcleo durante a maior parte do 
ciclo celular está no formato de: 
a) nucleotídeo 
b) RNA 
c) cromatina 
d) cromossomo 
e) histonas 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 9) O ciclo celular pode ser dividido em várias etapas, o período que ocorre 
uma preparação para duplicação e checagem do material genético é chamado de: 
a) G1 
b) G2 
c) G0 
d) S 
e) M 
 
REPLICAÇÃO E REPARO – QUESTÃO 10) Uma lesão no DNA foi identificada no período G2, porém não foi possível 
realizar reparo, dessa forma a próxima etapa que essa célula deve seguir é: 
a) M 
b) S 
c) G0 
d) Apoptose 
e) Necrose 
 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 11) Um casal, saudável, comparece à clínica de Genética Médica por abortos 
de repetição. O médico geneticista solicita o cariótipo do casal, com os resultados a seguir:- Esposa: 46, XX- Marido: 
46, XY t (1;20) (q25q12) Em relação ao caso clínico acima o que podemos afirmar sobre os 
abortos? 
a) Não são justificados pelos cariótipos dos pais. 
b) O marido apresenta uma translocação recíproca desbalanceada, o que justifica os abortos. 
c) Há um maior risco de o casal produzir uma prole com trissomia de um dos seguimentos translocados e ao mesmo 
tempo, com monossomia do outro seguimento, justificando assim, os abortos de repetição 
d) O médico deve aconselhar os pais a não terem mais filhos, pelo alto risco de alterações cromossômicas na prole. 
e) Não é possível o casal constituir uma prole sem alterações cromossômicas. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 12) Conhecer a morfologia dos cromossomos humanos auxilia o médico 
geneticista em diferentes aspectos, principalmente para que seja possível uma interpretação detalhada dos exames 
citogenéticos. Com base em seus conhecimentos sobre a morfologia dos cromossomos, assinale a alternativa 
correta: 
a) Quanto maior o trecho telomérico do cromossomo, mais velha é a célula em questão. 
b) Cromossomos dicêntricos são, frequentemente, visualizados em cariótipos. 
c) Translocações robertsonianas envolvem cromossomos acrocêntricos. 
d) A visualização dos cromossomos para análise morfológica é feita com eles em prófase. 
e) Cromossomos sexuais extranumerários são identificados através da cromatina sexual. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 13) Algumas alterações cromossômicas, detectáveis em análises 
laboratoriais, não resultam em alterações fenotípicas e, portanto, muitas vezes só são investigadas durante o 
aconselhamento genético, em decorrência de dificuldades de engravidar ou devido ao nascimento de um filho com 
alguma síndrome genética. Assinale a alternativa que apresenta a alteração cromossômica que pode NÃO 
desencadear alterações fenotípicas no portador: 
a) Microdeleções cromossômicas. 
b) Inversão pericêntrica. 
c) Duplicação cromossômica. 
d) Cromossomo em anel. 
e) Triploidia. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 14) Diversas doenças genéticas são causadas por alterações cromossômicas 
numéricas ou estruturais. Em relação às alterações cromossômicas e às doenças associadas, assinale a alternativa 
correta: 
a) As monossomias dos cromossomos autossômicos, em geral, são menos graves que as trissomias. 
b) O risco de uma mulher ter um filho com Síndrome de Down é maior se ela for jovem, portadora de uma t (14;21) do 
que se for uma mulher 46, XX com 35 anos. 
c) A maior parte das aneuploidias é causada por não disjunção dos cromossomos durante a mitose. 
d) O exame citomolecular CGH array permite que alterações cromossômicas submicroscópicas balanceadas sejam 
identificadas. 
e) O exame de MLPA não necessita de hipótese(s) diagnóstica(s) específica(s) para ser solicitado. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 15) A partir da determinação do número cromossômico da nossa espécie em 
1956, uma série de avanços permitiram o estudo aprofundado das anomalias numéricas e estruturais dos 
cromossomos humanos. Dentre as seguintes síndromes, quais correspondem apenas a aneuploidias de autossomos? 
a) Síndromes de Down e Patau. 
b) Síndromes de Marfam e Asperger. 
c) Síndromes de Turner e Klinefelter. 
d) Sindromes de Edwards e Cri-du-Chat. 
e) Síndromes de Cushing e Lesch-Nyhan. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 16) Como é lida a informação citogenética 3p25.1? 
a) braço curto do cromossomo 3, região 2, banda 5, sub-banda 1. 
b) braço curto do cromossomo 3, região 25, banda 1. 
c) braço longo do cromossomo 3, região 2, sub-banda 5 e banda 1. 
d) braço curto do cromossomo 3, região 25 e banda 1. 
e) braço longo do cromossomo 3, banda 2, região 5 e sub-banda 1. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 17) Diversos fatores podem aumentar o risco de um casal gerar um feto com 
alterações cromossômicas. Em qual das seguintes situações seria indicada a solicitação do cariótipo dos pais? 
a) Idade materna de 39 anos. 
b) Idade paterna avançada. 
c) Filho anterior por síndrome de Down por trissomia livre do cromossomo 21. 
d) Filho anterior com Síndrome de Down por mosaicismo. 
e) Filho anterior com síndrome de Down com translocação cromossômica. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 18) Em relação às cromossomopatias, escolha a opção correta: 
a) Os distúrbios cromossômicos são responsáveis não são causas importantes de perdas reprodutivas, 
malformações congênitas e deficiência intelectual. 
b) A Hibridização Genômica Comparativa de Microarranjos de DNA (CGH array) é capaz de medir número relativo de 
cópias de sequência de DNA, podendo visualizar alterações cromossômicas balanceadas, ou seja, sem perda ou ganho 
de material genético. 
c) O cromossomo em anel corresponde a uma alteração genética balanceada. 
d) Os três cromossomos 13,18,21 são os apresentam o maior número de genes entre os cromossomos autossomos. 
e) Uma das causas do aparecimento de deleções e duplicações cromossômicas consiste em um crossing-over 
desigual entre cromossomos homólogos desalinhados. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 1 – QUESTÃO 19) Um casal comparece ao consultório por perda gestacional de repetição. 
O marido apresenta uma inversão paracêntrica do cromossomo 4. Assinale a alternativa correta: 
a) A alteração cromossômica encontrada no marido corresponde a uma inversão que envolve o centrômero. 
b) Nesse caso há um risco alto de nascerem filhos cromossomicamente desbalanceados. 
c) O portador da inversão citada, geralmente apresenta fenótipo alterado. 
d) Quando a inversão é paracêntrica, os cromossomos recombinantes desbalanceados são tipicamente acêntricos 
ou dicêntricos. 
e) O risco de um portador de uma inversão pericêntrica vir a ter um filho nascido vivo com um cariótipo 
desbalanceado é insignificante. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 2 – QUESTÃO 20) O médico geneticista atende um paciente que apresenta fenótipo típico 
de Síndrome de Williams, a qual corresponde a uma deleção de cerca de 1,5Mb no cromossomo 7q11. Qual das técnicas 
diagnósticas abaixo seria a mais adequada para este caso? 
a) MLPA ou FISH para a região 7q11. 
b) Hibridação Genômica Comparativa (CGH array). 
c) Cariótipo com bandas G. 
d) Cariotipagem espectral. 
e) PCR. 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 2 – QUESTÃO 21) A síndrome de Miller-Dieker (SMD) é uma desordem genética rara 
caracterizada por lisencefalia, anomalias craniofaciais congênitas, malformações cardíacas, retardo do crescimento 
e deficiência intelectual com convulsões. Na maioria dos casos sua etiologia é devido a uma microdeleção na região 
cromossômica 17p13.3, usualmente menor que 2 Mb. Qual exame de escolha para confirmação destediagnóstico? 
a) MLPA ou FISH para a região 17q13.3. 
b) Hibridação Genômica Comparativa (CGH array) 
c) Cariótipo com bandas G 
d) Cariotipagem espectral 
e) PCR 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 2 – QUESTÃO 22) M.L.H., 4 anos de idade, vai ao consultório de Genética Médica por 
apresentar atraso global do desenvolvimento neuropsicomotor, dimorfismos faciais, cardiopatia congênita e má 
formação renal. O médico relata que não havia uma hipótese forte para o diagnóstico da paciente. A mesma já 
realizou previamente cariótipo com bandas G: 46, XX. Qual exame genético deverá ser solicitado? * 
a) FISH 
b) MLPA 
c) Deve-se repetir o cariótipo. 
d) PCR 
e) Hibridação Genômica Comparativa (CGH array) 
 
CITOGENÉTICA CLÍNICA 2 – QUESTÃO 23) Paciente de 3 anos de idade comparece ao ambulatório de Genética 
Médica encaminhado pelo neurologista pediátrico. Apresenta diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). 
Dentre as opções abaixo, qual exame genético é mais indicado para a investigação etiológica dos 
pacientes com TEA? 
a) Cariótipo com bandas G 
b) MLPA 
c) FISH 
d) Hibridação Genômica Comparativa (CGH array) 
e) PCR 
 
HERANÇAS – QUESTÃO 24) Um casal comparece ao consultório por perda de um filho do sexo masculino aos 19 
anos de idade com Distrofia Muscular de Duchenne (DMD). O que devemos enfatizar no mecanismo de herança desta 
distrofia muscular ao casal? 
a) Que a esposa pode ser portadora assintomática da mutação e solicitar dosagem de enzimas especificas no sangue 
da esposa. 
b) Que a alteração é ligada ao X e somente se manifestará em crianças do sexo feminino. 
c) O risco de recorrência é nulo. 
d) O risco de recorrência é de 100%. 
e) Que até 2/3 dos casos são mutações novas nesta doença. 
 
ACONSELHAMENTO GENÉTICO – QUESTÃO 25) A mãe (35 anos) e o pai (43 anos) de um paciente com suspeita de 
síndrome de Down compareceram ao consultório para realização de aconselhamento genético. Cariótipo do filho: 46, 
XY, rob (14;21) (q10; q10), +21. O que está correto afirmar? 
a) O paciente não apresenta Síndrome de Down. 
b) Podemos afirmar que chance de o casal apresentar outro filho com síndrome de Down é relacionada apenas com 
a idade materna. 
c) É necessário que os pais realizem cariótipo para informar o risco de recorrência para uma prole futura. 
d) O risco de uma nova prole do casal apresentar síndrome de Down é o mesmo da população geral. 4 
e) O risco de um novo filho(a) com Síndrome de Down é alto independente do resultado do cariótipo dos pais, pois o 
filho apresenta uma translocação em seu cariótipo. 
 
ACONSELHAMENTO GENÉTICO – QUESTÃO 26) Um casal jovem e saudável foi encaminhado a uma consulta com 
médico geneticista devido a abortos de repetição. O que está correto afirmar? 
a) Não é necessário solicitar o cariótipo do casal. 
b) Se ambos os genitores apresentarem constituição cromossômica balanceada (inversão ou translocação) não há 
risco maior de apresentarem filhos com alterações cromossômicas. 
c) Se o pai for cromossomicamente normal e a mãe apresentar uma translocação cromossômica recíproca 
balanceada, e, durante a divisão celular a segregação cromossômica for do tipo adjacente, a prole será clinicamente 
normal. 
d) Deverá ser solicitado o exame de CHG array dos pais. 
e) Se os pais forem cromossomicamente normais, não há um maior risco em relação à população geral de gerarem 
filhos com alterações cromossômicas. 
 
ACONSELHAMENTO GENÉTICO – QUESTÃO 27) J. K. L, sexo masculino, 20 anos de idade, foi em consulta com médico 
geneticista por suspeita de Síndrome de Marfan. Trouxe o exame de cariótipo que havia sido solicitado pela pediatria. 
Cariótipo: 46, XY. A mãe e o pai apresentam 58 e 48 anos, respectivamente, com 182cm e 168cm de altura. Em relação 
ao caso descrito acima, qual as principais características da herança da doença suspeita do jovem? 
a) Devido à presença de um cariótipo normal não há mais necessidade de investigação genética. 
b) A chance de o casal apresentar outro filho com síndrome de Marfan nesse caso vai depender se um dos pais é 
portador da mutação dominante ou se se trata de uma mutação nova. 
c) A idade paterna e materna são fatores de extrema importância para a recorrência de síndrome de Marfan. 
d) Esse paciente não possui síndrome de Marfan, pois o cariótipo é normal. 
e) O paciente não pode apresentar S. Marfan por se tratar de sexo masculino. 
 
ACONSELHAMENTO GENÉTICO – QUESTÃO 28) Casal, jovem, saudável, comparece à clínica de Genética Médica com 
um filho de 1 ano e 6 meses de idade com teste do pezinho compatível com suspeita de Fibrose Cística (FC), doença 
autossômica recessiva mais comum entre descendentes europeus. O médico geneticista solicita exames específicos 
para FC. Qual a opção descreve o melhor Aconselhamento Genético (AG) para o tipo de herança da doença? 
a) Já que alteração genética tem herança recessiva, a chance de recorrência depende de fatores genéticos e 
ambientais. 
b) Apesar da alteração presente no teste do pezinho, trata-se de exame de triagem. Há necessidade de anamnese e 
exames específicos com investigação inclusive de consanguinidade na família. 
c) detectada no paciente justificar o quadro clínico dele, é necessário a solicitação do cariótipo dos pais para um 
adequado aconselhamento genético da família. 
d) Devido ao fato de tratar-se de herança recessiva, a doença não pode saltar gerações. 
e) Não podemos realizar Aconselhamento Genético pois trata-se de heteroplasmia herdada da mãe. 
 
DISPLASIAS ESQUELÉTICAS – QUESTÃO 29) Criança do sexo masculino, 7 anos, apresenta dentes cônicos e cabelos 
finos e ralos. A principal suspeita diagnóstica seria: 
a) Displasia tanatofórica 
b) Displasia Esquelética 
c) Displasia Ectodérmica Hipoidrótica 
d) Acondroplasia 
e) Picnodisostose 
 
DISPLASIAS ESQUELÉTICAS – QUESTÃO 30) Constitui sinal patognomônico de Displasia Tanatofórica: 
a) Lordose acentuada 
b) Fêmur em telefone 
c) Dentes cônicos 
d) Ausência de clavícula 
e) Ausência de fêmur 
 
DISPLASIAS ESQUELÉTICAS – QUESTÃO 31) Qual das seguintes patologias abaixo constitui mutação na catepsina 
K: 
a) Displasia Ectodérmica Hipohidrótica 
b) Mucopolissacaridose 
c) Gaucher 
d) Sheie 
e) Picnodisostose 
 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 32) Sobre exames de diagnostico pré-natal, especificamente da biópsia do 
vilo corial, assinale o item incorreto: 
a) Consiste na aspiração da área vilosa do córion. 
b) É indicada entre 10 e 12 semanas. 
c) Pode ser feita por via transcervical ou transabdominal. 
d) Há muita demora para a obtenção de resultados, não é um método comum de escolha. 
e) Tem como possíveis complicações: sangramento, infecção e até mesmo perda fetal. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 33) Marque a opção correta acerca da amniocentese: 
a) Consiste na retirada de 1mL de líquido amniótico por via transcervical. 
b) É recomendada para o período compreendido entre a 7a e 10a semanas de gestação. 
c) É o método mais seguro de diagnóstico pré-natal, com o mais baixo risco de complicação entre os 3 métodos 
invasivos abordados. 
d) A análise de DNA por meio desse método é fácil, diferentemente do método de biópsia do vilo corial, em que a 
análise é difícil. 
e) Não há nenhum risco para esta técnica. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 34) Acerca da cordocentese, marque o item correto: 
a) É um procedimento para obtenção de sangue fetal a partir da placenta. 
b) Pode ser feita a partir da 12a semana. 
c) Tem o mais alto risco de complicação entre os 3 métodos invasivos abordados. 
d) A obtenção de sangue fetal é feita de maneira indireta. 
e) Só pode ser realizada até a 20a semana de gestação. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 35) Sobre os métodos biofísicos e bioquímicos de diagnóstico pré-natal, 
assinale a alternativa incorreta: 
a) A ultrassonografia deve medir a Transluscência Nucal (TN) , ou seja, o acúmulo de líquido na nuca fetal. Valores 
superiores a 2,5mmindicam risco aumentado para malformações ou doenças genéticas. 
b) A ecocardiografia fetal é indicada para gestantes com anomalias cardíacas ou com histórico de geração de RN 
portador de anomalia cardíaca. 
c) A AFP (alfa feto proteína) é uma glicoproteína fetal produzida principalmente no fígado, secretada na circulação 
fetal e excretada através dos rins no líquido amniótico. A AFP entra na corrente sangüínea materna através da 
placenta, das membranas amnióticas e da circulação materno-fetal. Portanto, pode ser avaliada tanto no líquido 
amniótico como no soro materno. 
d) Concentrações elevadas de AFP podem indicar presença de defeitos do tubo neural, como anencefalia e espinha 
bífida. 
e) O embrião permanece não visível na ultra-sonografia até cerca de 7 semanas. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 36) Pai chega com uma filha com história de convulsão refratária a 
medicamentos e o pai apresenta tomografia de crânio com calcificações ventriculares. Na próxima gestação, seria 
interessante pedir: 
a) exame biofísico 
b) biópsia de vilo 
c) exame bioquímico 
d) amniocentese 
e) cordocentese 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 37) Qual dos exames abaixo apresenta maior risco para o feto? 
a) exame biofísico 
b) dosagem de alfa-fetoproteína 
c) cordocentese 
d) USG tridimensional 
e) amniocentese 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 38) “O diagnóstico pré-natal (DPN) teve início com a demonstração de Steele 
e Breg sobre a constituição cromossômica de um feto, que poderia ser determinada pela análise da cultura de células 
do líquido amniótico (LA). A partir disso, o desenvolvimento de técnicas, como o cariótipo e ensaios enzimáticos em 
células fetais, a determinação de metabólitos no LA e a ultrassonografia propiciaram o DPN de desordens genéticas.” 
Sobre esse assunto, marque o item incorreto: 
a) A investigação genética pré-natal permite a detecção, ainda no útero, de doenças que, de outra forma, somente 
seriam diagnosticadas após o nascimento. Contribui também para o esclarecimento etiológico de malformações 
fetais detectadas pelo ultrassom, durante a gestação. 
b) O DPN é útil para vigiar a evolução da gravidez, programar o parto, antever complicações no parto e no recém-
nascido, detectar determinadas características dos pais que possam afetar a gravidez atual ou futura, dar aos casais 
a opção de uma conduta apropriada para o iminente nascimento de uma criança com um distúrbio genético em 
termos de preparo psicológico, e também possibilitar o tratamento pré-natal da criança afetada. 
c) Atualmente, as principais indicações para o DPN (além da idade materna avançada) são: história familiar de doença 
cromossômica, pais portadores de alterações cromossômicas, filho anterior malformado falecido sem diagnóstico, 
história familiar de erros inatos do metabolismo (EIM), história familiar de doenças gênicas que tenham testes 
moleculares definidos para DPN, translucência nucal aumentada, anomalia fetal na ultrassonografia, triagem sérica 
materna alterada (rastreamento bioquímico positivo), abortos/perdas fetais repetidas ou, ainda, quando há 
ansiedade materna excessiva. 
d) O DPN para cromossomopatias tornou-se uma ferramenta pouco útil para a detecção de síndromes 
cromossômicas, bem como para o aconselhamento genético de gestantes de risco. 
e) O exame ultrassonográfico é um exame não invasivo que devem ser realizados em todas as gestações, onde se 
analisa marcadores para determinadas patologias, como cromossomopatias. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 39) O Aconselhamento Genético (AG) pode ser definido como um processo 
de comunicação sobre o risco de ocorrência ou recorrência familial de anomalias genéticas. Sobre esse assunto, 
marque o item incorreto: 
a) Uma das metas prioritárias do aconselhamento genético é ajudar famílias, que estão ou que se supõe estar sob 
risco de ocorrência ou recorrência de defeitos genéticos, a tomar decisões racionais quanto à procriação. 
b) O aconselhamento genético é feito de modo diretivo, com a finalidade de defender o bem-estar da sociedade, 
ajudando a estabelecer agentes sob controle social que podem melhorar as qualidades raciais das próximas 
gerações física e/ou mentalmente. 
c) Entre as finalidades do aconselhamento genético, estão as de fornecer a indivíduos ou famílias: ampla 
compreensão de todas as implicações relacionadas às doenças genéticas em discussão; as opções que a medicina 
atual oferece para a terapêutica ou para a diminuição dos riscos de ocorrência ou recorrência da doença genética 
em questão, isto é, para a sua profilaxia; e eventual apoio psicoterapêutico. 
d) Ao contrário dos princípios eugênicos, os do aconselhamento genético visam, pois, primordialmente, à defesa dos 
interesses dos indivíduos e famílias, e não os da sociedade. 
e) Os exames de triagem durante o pré-natal apresentam importância marcante na possibilidade de doença e 
diagnóstico precoce de determinadas condições patológicas. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 40) Há um amplo e diverso leque de opções relacionadas aos métodos 
diagnósticos de doenças durante o pré-natal. Sobre esse assunto, marque o item incorreto: 
a) Entre os métodos invasivos, podemos citar a avaliação ultrassonográfica, diagnóstico em sangue materno e 
amniocentese. 
b) O exame ultrassonográfico é um exame não invasivo que deve ser realizado em todas as gestações, onde se 
analisa marcadores para determinadas patologias, como cromossomopatias. 
c) Entre as indicações para a realização de exames invasivos, têm-se idade materna avançada, anomalia 
cromossômica estrutural em um dos pais e história familiar para doenças genéticas que tenham diagnóstico por 
biologia molecular ou exames bioquímicos. 
d) As dosagens bioquímicas em soro materno não fazem diagnóstico, sendo instrumentos de determinação e 
sensibilização de risco. 
e) A indicação de dosagem de alfa-fetoproteína e de gonadotrofina coriônica humana deve ser avaliada caso a caso. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 41) Os exames de triagem durante o pré-natal apresentam importância 
marcante na possibilidade de doença e diagnóstico precoce de determinadas condições patológicas. Marque o item 
incorreto: 
a) Métodos de triagem indicam o diagnóstico de patologias fetais, e dentre eles podem-se citar a triagem bioquímica 
em soro materno e a medida da translucência nucal por ultrassonografia. 
b) A alfa feto proteína é produzida no saco vitelino/fígado fetal, sendo detectada na mãe a partir de 6 semanas. Seus 
níveis decrescem com a idade do feto, estando elevado em gemelaridade e defeitos de fechamento de tubo neural, e 
reduzido na Síndrome de Down. 
c) Gonadotrofina Coriônica Humana é um hormônio secretado pelo sinciotrofoblasto, sendo detectado na mãe após 
implantação dos blastocistos, estando elevado em fetos com síndrome de Down. 
d) A translucência nucal é um parâmetro avaliado ao ultrassom morfológico do 1o trimestre com valor máximo de 
normalidade de 2,5mm, estando relacionada com possibilidade de diagnósticos de cromossomopatias. 
e) Entre os métodos não invasivos, podemos citar a avaliação ultrassonográfica, diagnóstico em sangue materno e 
amniocentese 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 42) Em relação às atitudes frente ao diagnóstico pré-natal e detecção de 
anomalias congênitas, marque o item incorreto: 
a) O profissional da equipe com mais proximidade, em geral o obstetra, deve dar a informação inicial. Pode ser 
necessário encaminhamentos para outros esclarecimentos, como geneticista. 
b) Quem deve ser informada é a paciente, a princípio, e às pessoas que ela sugerir. O apoio da família, da psicologia 
e da equipe de medicina fetal é fundamental. 
c) A gestante e seu companheiro, após esclarecimento completo da situação, estão aptos a decidirem o que fazer 
diante dessa situação, podendo interromper a gestação a qualquer momento. 
d) São requisitos importantes em relação a mensagem a ser dada da informação aser dada: clareza, segurança, 
imparcialidade e integridade da informação. 
e) Entre as finalidades do aconselhamento genético, estão as de fornecer a indivíduos ou famílias, como a ampla 
compreensão de todas as implicações relacionadas às doenças genéticas em discussão. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 43) Qual o exame de triagem pré-natal invasivo realizado na figura abaixo? 
 
a) cordocentese 
b) USG obstétrico 
c) amniocentese 
d) biópsia de vilo coriônico 
e) perfil biofísico 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 44) O diagnóstico pré-natal de doenças genéticas pode ser realizado por 
meio de várias técnicas, as quais podem contribuir para a segurança do parto e cuidado adequado do feto. Acerca 
desse assunto, marque o item correto. 
a) O diagnóstico pré-natal é indicado para mulheres com idade materna >35 anos e que possuíram malformação 
fetal em gravidez anterior, somente. 
b) Dentre os fatores que são indicativos para diagnóstico pré-natal, pode-se citar screening sérico materno alterado 
e infecções congênitas. 
c) Casos de casamento consanguíneos não são indicativos da necessidade de investigação pré-natal. 
d) As malformações, em 95% dos casos, ocorrem em gestantes de alto risco. 
e) Os exames de diagnóstico não oferecem risco de perda fetal para a gravidez. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 45) Acerca dos principais exames utilizados como método de diagnóstico 
pré-natal, marque o item correto. 
a) A amniocentese envolve retirada de líquido amniótico por via transabdominal, sendo realizada geralmente entre 
a 10° e 12° semana de gestação. 
b) A cordocentese é um procedimento para obtenção de sangue fetal diretamente do cordão umbilical guiada por 
US, oferecendo um risco para o feto inferior ao da amniocentese. 
c) Abordagem terapêutica não pode ser realizada a partir dos resultados dos exames pré-natais. 
d) A Biópsia de vilo corial corresponde à aspiração de tecido fetal da área vilosa do córion, via transcervical ou 
transabdominal por US, sendo recomendada a sua realização entre a 10° e 12° semana de gestação. 
e) Nenhuma alternativa anterior está correta. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 46) Sobre métodos de acompanhamento pré-natal não invasivos, assinale 
a alternativa FALSA. 
a) São exemplos de exames biofísicos: ultra-sonografia, ecocardiograma e ressonância magnética. 
b) Os exames bioquímicos que devem ser realizados no segundo trimestre são alfa-fetoproteína, gonadotrofina 
coriônica e estriol não conjugado. 
c) A ultrassonografia, ainda que requeira equipamentos financeiramente extremamente acessíveis, tem o ônus de 
requerer treinamento especializado. 
d) A translucência nucal não confirma diagnóstico, ela apenas indica fetos com alto ou baixo risco de terem 
síndromes congênitas. 
e) A translucência nucal deve ser realizada entre a 11a e a 13a semanas de gestação e tem como ponto de referência 
2,5mm, ainda que o limite superior possa variar entre cerca de 2,0 a 3,0 mm dependendo da idade gestacional. 
 
DIAGNÓSTICO PRÉ-NATAL – QUESTÃO 47) Sobre as técnicas de diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), 
julgue verdadeiro (V) ou falso (F), e marque a alternativa que corresponde à sequência correta. * 
( ) Evitam a interrupção da gravidez 
( ) O risco para o embrião entre 5 e 10% 
( ) A biópsia de corpúsculo de polar fornece informação genética materna apenas. 
( ) A biópsia embrionária consiste na remoção de um ou dois blastômeros do embrião 
em estágio de 5 a 8 células. 
( ) A vantagem de uma biópsia embrionária de trofoectoderma é que a amostra é 
obtida de um tecido-extraembrionário 
a) V F V V F 
b) V F V V V 
c) V V V F F 
d) F F V F V 
e) F V F V V 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 48) Sobre a aula de Neurogenética, assinale a alternativa falsa: 
a) É uma área da Neurologia voltada para doenças genéticas com impacto neurológico. 
b) A doença neurogenética pode ter início em diferentes fases da vida. 
c) A doença neurogenética pode ter diferentes formas de apresentação, como aguda, sub-aguda, crônica ou 
intermitente do movimento, miopatia ou ataxia. 
e) A doença neurogenética impacta somente o sistema nervoso, de forma que outros órgãos são poupados. 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 49) Sobre as Distrofias, assinale a alternativa verdadeira: 
a) A Distrofia Muscular de Duchenne (DMD) é uma doença recessiva ligada ao X caracterizada por ausência grave da 
distrofina, uma proteína que liga o citoesqueleto muscular à matriz extracelular e garante a manutenção da estrutura 
muscular. 
b) A distrofia de Becker consiste na falta de actina muscular. 
c) A distrofia de Duchenne é mais leve e ocorre mais tardiamente que a distrofia de Becker. 
d) A distrofia de Duchenne é caracterizada por fraqueza e atrofia distal, pseudo-hipertrofia de panturrilhas, 
hiperlordose/escoliose, retardo mental sempre frequente e cardiopatia. 
e) A distrofia miotônica tem herança do tipo autossômica dominante e é caracterizada por fraqueza distal dos 
flexores do pescoço. 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 50) Acerca dos distúrbios genéticos que afetam o sistema nervoso central, marque 
o item correto. 
a) A síndrome do X frágil afeta o locus Xp21 e é marcada por retardo mental, autismo e epilepsia. 
b) A síndrome do X frágil é a forma hereditária mais comum de deficiência intelectual de grau moderado, tendo uma 
incidência de 0,7:1000 meninos escolares. 
c) Ataxias hereditárias de caráter autossômico recessivo, como a atrofia cerebelar, afetam a coordenação motora 
do indivíduo. 
d) Distrofia miotônica é uma herança autossômica recessiva, a qual envolve o gene DPMK e provoca, por exemplo, 
retardo mental, cardiopatias e alterações endócrinas. 
e) Nenhum dos itens anteriores está correto. 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 51) A Distrofia muscular de Duchenne (DMD) constitui distúrbio hereditário de 
fraqueza muscular progressiva, o qual afeta geralmente meninos e causa diversos prejuízos ao desenvolvimento do 
indivíduo. Sobre esse tema, marque o item incorreto. 
a) Tal alteração pode ser diagnosticada por meio da pesquisa de células amnióticas e da biópsia de vilosidades 
coriônicas. 
b) Hiperlordose, retardo mental leve, cardiopatia e pseudo-hipertrofia das panturrilhas são algumas das 
manifestações identificadas nesse quadro. 
c) Os indivíduos, embora convivam com deficiências principalmente motoras, conseguem chegar à idade senil na 
maioria dos casos de Distrofia muscular de Duchenne. 
d) Biópsia muscular pode ser necessária ao diagnóstico da DMD. 
e) Nesse distúrbio há uma carência de distrofina, proteína muscular necessária à manutenção da estrutura dos 
miócitos. 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 52) No tocante às distrofias musculares, assinale a alternativa FALSA. 
a) A Distrofia Miotônica (DM) tem padrão de herança autossômica dominante. 
b) Quando na análise do genoma materno são encontradas 100 ou mais repetições do gene DMPK, a forma neonatal 
é grave. 
c) Entre as manifestações clínicas de DM, podem-se achar retardo mental, cardiopatia, alterações endócrinas, 
fraqueza distal dos extensores e ausência de miotonia. 
d) O diagnóstico de DM é feito por meio de enzimas musculares elevadas, descargas miotônicas na 
eletroneuromiografia e diagnóstico pré-natal. 
e) As Distrofia Musculares Congênitas, de modo geral, têm caráter autossômico dominante. 
 
NEUROGENÉTICA – QUESTÃO 53) No tocante à Atrofia Muscular Espinhal, marque a alternativa FALSA. 
a) Tem caráter autossômico recessivo. 
b) Lesões de corno anterior da medula e núcleos bulbares são significativos fatores fisiopatogênicos. 
c) O diagnóstico é sugerido por análise de DNA e confirmado por eletroneuromiografia. 
d) Tem, no mínimo, três tipos bem definidos. 
e) Entre os possíveis achados clínicos, existem hipotonia e fraqueza apendiculares extremas, arreflexia, disfunção 
bulbar e respiratória e fasciculações. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 54) Sobre Terapia Gênica (TG) , assinale a alternativa falsa. 
a) Consistena introdução de genes nas células somáticas humanas. 
b) Pode ser feita por meio de várias técnicas de introdução diferentes, como precipitado de fosfato de cálcio, 
eletroporação, lipossomos e vírus. 
c) A desvantagem da utilização de retrovírus para a introdução da terapia gênica está no fato de que o alvo desses 
agentes está restrito às células em divisão. 
d) O uso de adenovírus é o ideal, pois abrange também aquelas células que não estão se dividindo e não tem risco de 
causar respostas inflamatórias no hospedeiro. 
e) Todas as alternativas são verdadeiras. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 55) A terapia gênica pode colaborar para o tratamento de diversas patologias de 
ordem genética que hoje não são tratadas adequadamente e causam grande prejuízos à qualidade de vida do 
indivíduo. Sobre essa temática, marque o item correto. 
a) A terapia gênica já é amplamente utilizada e desenvolvida em diversos países do mundo. 
b) O uso mais comum da terapia gênica envolve a remoção do gene defeituoso das células do sujeito portador de 
determinada doença hereditária. 
c) A terapia gênica pode ser usada para a inativação do produto do alelo mutante dominante. 
d) Mecanismos de infecção e reprodução viral não estão envolvidos na terapia gênica. 
e) Embora neoplasias possuam um caráter genético, a terapia gênica não pode ser utilizada para o tratamento de 
cânceres. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 56) Sobre os riscos da terapia gênica, marque o item incorreto. 
a) Há uma preocupação da ocorrência de reação do organismo em relação aos vetores utilizados na terapia gênica, 
como reações inflamatórias. 
b) Mais pesquisas ainda devem ser realizadas com o intuito de avaliar a eficácia e a administração dos riscos da 
terapia gênica. 
c) Na terapia gênica há o risco de desenvolvimento de células germinativas anômalas, as quais podem afetar a prole 
do indivíduo, algo intolerável em qualquer tipo de tratamento. 
d) Embora raro, é possível que os agentes da terapia gênica atuem de forma anormal e induzam o desenvolvimento 
de neoplasias. 
e) A terapia gênica pode afetar um gene essencial de determinada célula. No entanto, esse efeito dificilmente se 
propaga para outras células de forma a gerar um problema sistêmico. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 57) Acerca da terapia gênica, marque o item incorreto. 
a) Para a realização da terapia, é preciso que haja a obtenção de dados experimentais em culturas de células e 
modelos animais confirmando o vetor, a construção gênica e as células alvo como opções adequadas. 
b) Não é preciso que seja mensurada uma relação dos riscos e dos benefícios daquela terapia para o sujeito. 
c) Para a realização de uma terapia adequada, deve-se conhecer detalhadamente a bioquímica da doença e 
determinar as células-alvo ideais. 
d) Hipercolesterolemia familiar, câncer e hemofilia são exemplos de alterações que podem ser alvo de terapias 
gênicas. 
e) Espera-se que, no futuro, haja um maior desenvolvimento dessa terapia, possibilitando um tratamento amplo de 
doenças multifatoriais, hereditárias e infecciosas. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 58) Sobre técnicas de introdução de genes em células, pode-se afirmar que: 
a) Células em cultura absorvem DNA precipitado em solução tamponada por fosfato e cloreto de cálcio. 
b) A eletroporação consiste na desnaturação do DNA até o ponto em que ele consegue ser fagocitado e facilmente 
incorporado ao DNA da célula-alvo, por meio de lipossomos específicos. 
c) A voltagem da eletroporação deve ser entre -40 e 60 microvolts para resultado satisfatório. 
d) O DNA a ser transferido pode ser adicionado no interior de lipossomos sintetizados em laboratório. Mas para que 
a haja a fusão entre as duas membranas, é necessário a aplicação de uma voltagem entre -70 e -40 microvolts. 
e) Nenhuma das respostas anteriores 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 59) Sobre técnicas de introdução de genes em células envolvendo retrovírus, pode-
se afirmar: 
a) As únicas células-alvo que não conseguem ser infectadas são as em divisão. 
b) Consegue-se infectar absolutamente todas as células-alvo em divisão. 
c) Promove a integração estável de muitas cópias do DNA. 
d) Efetiva apenas com fragmentos pequenos de DNA. 
e) Tem como vantagem a integração bem definida ao DNA da célula hospedeira. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 60) Sobre técnicas de terapia gênica viral, pode-se afirmar que: 
a) Utilizar adenovírus favorece a infecção de células em divisão. 
b) Utilizar adenovírus favorece uma significativa integração ao DNA da célula hospedeira. 
c) Utilizar adenovírus permite uma expressão gênica desejada permanente nas células hospedeiras 
d) Utilizar adenovírus promove exacerbadas respostas inflamatórias nos pacientes. 
e) A terapia gênica viral tem como vantagem a facilidade de atingir o tecido alvo. 
 
TERAPIA GÊNICA – QUESTÃO 61) Marque a alternativa que NÃO consiste em uma perspectiva futura da terapia 
gênica. 
a) aplicação em comorbidades multifatoriais. 
b) aplicação em doenças infectocontagiosas. 
c) desenvolvimento de técnicas e estratégias universais. 
d) tratamentos com células-tronco pluripotentes induzidas em combinação com modelos atuais de edição gênica 
(CRISPR-Cas9). 
e) restrição às células-alvo germinativas. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 62) Na área da oncologia molecular (oncogenética), assinale o item verdadeiro. 
a) Mutações que predispõem ao câncer ocorrem em células de linhagem somática. 
b) O gene p53 é um importante gene supressor tumoral. 
c) Os proto-oncogenes são oncogenes que sofreram mutação. 
d) O retinoblastoma esporádico é bilateral, enquanto o hereditário é unilateral. 
e) Células cancerosas têm baixa expressão de telomerase. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 63) Assinale o item correto em relação a epidemiologia do câncer: 
a) O câncer é a maior causa de morte no Brasil. 
b) O câncer de pulmão é o que causa maior número de óbitos no Brasil. 
c) A leucemia é a neoplasia que mais mata idosos no país. 
d) O câncer de colo de útero é a terceira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil. 
e) O câncer de mama só ocorre em mulheres. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 64) Ainda acerca da oncologia molecular, assinale a alternativa falsa. 
a) A acetilação aumenta a expressão gênica, enquanto a metilação a reduz. 
b) O gene BRCA1 é relacionado ao câncer de mama e ovário familiar. 
c) Mutações em genes de reparo do DNA aumentam a susceptibilidade a quebras cromossômicas. 
d) A presença de mutação no gene p53 está associada a cânceres menos agressivos. 
e) Todas as alternativas são verdadeiras. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 65) O câncer corresponde a uma das principais causas de óbito no Brasil, sendo motivo 
de investigações constantes que têm o objetivo de descobrir sua origem e novas formas de terapia. Sobre a 
oncogenética, marque o item correto. 
a) Os principais genes envolvidos no desenvolvimento do câncer são oncogenes, genes supressores de tumor e 
genes responsáveis pelo reparo do DNA. 
b) O retinoblastoma afeta cerca de 1:20.000 nascimentos e equivale a uma herança autossômica recessiva que 
prejudica o locus NF1. 
c) Mutações no gene MMAC1 e no gene AT são as mais comuns em casos de câncer de mama. 
d) Mutações no gene p53 não estão relacionadas ao desenvolvimento de tumores. 
e) A relação da genética com as neoplasias não demanda discussões de base ética. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 66) Ainda sobre a relação do câncer com a genética, marque o item correto. 
a) A transição adenoma-carcinoma é característica do câncer de cólon. Alterações genéticas envolvendo a proteína 
RAS e o gene p53 estão relacionadas a esse processo. 
b) O melanoma familiar é uma neoplasia que possui caráter genético e não envolve a perda de controle do ciclo 
celular. 
c) Mutações no gene p53 definem um tipo de câncer mais brando e suscetível ao tratamento. 
d) Leucemias também estão relacionadas a alterações cromossômicas, como a LLC, que apresenta em 90% dos 
casos mutações como a t(11;14)(q13;q32).e) Mutações no gene p53 estão presentes em 80% dos cânceres de mama. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 67) Várias alterações corroboram o desenvolvimento de neoplasias malignas, as quais 
recebem uma atenção constante da medicina devido seu impacto na sociedade. Dentre os seguintes fatores, qual 
não contribui para o desenvolvimento de cânceres? 
a) Alteração do crescimento e proliferação celular. 
b) Desdiferenciação celular. 
c) Instabilidade cromossômica. 
d) Hiperfunção de genes supressores de tumor. 
e) Contato recorrente com agentes cancerígenos. 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 68) Sobre o controle de multiplicação celular e supressão tumoral, assinale a 
alternativa FALSA. 
a) O encurtamento progressivo dos telômeros limita a intensidade quantitativa de multiplicações celulares. 
b) Células cancerígenas têm muita telomerase ativa: substituem os segmentos perdidos durante cada multiplicação 
celular. 
c) O gene p53 é ativado em resposta a sinais de angiogênese colateral exacerbada. 
d) Substâncias carcinogênicas podem induzir mutações específicas no gene p53. 
e) Uma possibilidade de terapia gênica é a inserção de genes p53 normais nas células tumorais. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 69) Em se tratando de fatores ambientais oncogênicos, assinale a alternativa FALSA. 
a) O fumo possui 50 carcinógenos e é associado a 30% das mortes por câncer. 
b) Exames de raio-X e tomografia computadorizada emitem radiação potencialmente oncogênica. Contudo, há 
mecanismos presentes nas próprias máquinas desses exames que garantem uma segurança absoluta para os 
pacientes e operadores. 
c) Alimentação rica em carne vermelha, embutidos, enlatados e produtos processados em geral é associada com o 
desenvolvimento de câncer de mama, cólon, reto, próstata, esôfago e estômago. 
d) O uso de estrogênios conjugados para o tratamento dos sintomas da menopausa correlaciona-se com uma maior 
ocorrência do câncer de endométrio e de mama. 
e) Frutas e vegetais parecem agir como agentes protetores contra o câncer. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 70) Sobre os oncogenes, assinale a alternativa FALSA. 
a) São proto-oncogenes que sofreram mutação. 
b) A maioria atua como mutações dominantes de ganho de função. 
c) Causam alterações do ciclo celular. 
d) Ocorrem na linhagem germinativa. 
e) São necessária várias cópias desses genes para que haja uma contribuição significativa na progressão tumoral. 
 
ONCOGENÉTICA – QUESTÃO 71) Sobre os mecanismos de ativação de proto-oncogenes, assinale a alternativa FALSA. 
a) Proto-oncogenes referentes a fatores de crescimento são ativados por mutações reguladoras e têm como 
resultado aumentos de expressão gênica ou secreção. 
b) Proto-oncogenes referentes aos receptores de fatores de crescimento são ativados por mutações estruturais e 
têm como resultado a inibição dos mecanismos de apoptose. 
c) Proto-oncogenes referentes a oncogenes nucleares são ativados por translocações e têm como resultado 
expressão gênica excessiva. 
d) Proto-oncogenes referentes a oncogenes nucleares são ativados por inserções retrovirais e têm como resultado 
expressão gênica excessiva. 
e) Proto-oncogenes referentes a proteínas de transdução de sinal são ativados por mutações estruturais e têm 
como resultado autonomia de expressão gênica. 
 
Questão 1: d 
Questão 2: e 
Questão 3: a 
Questão 4: d 
Questão 5: c 
Questão 6: e 
Questão 7: d 
Questão 8: c 
Questão 9: a 
Questão 10: d 
 
Questão 11: c 
Questão 12: c 
Questão 13: b 
Questão 14: b 
Questão 15: a 
Questão 16: a 
Questão 17: e 
Questão 18: e 
Questão 19: d 
 
Questão 20: a 
Questão 21: a 
Questão 22: e 
Questão 23: d 
 
Questão 24: a 
 
Questão 25: c 
Questão 26: e 
Questão 27: b 
Questão 28: b 
 
Questão 29: c 
Questão 30: b 
Questão 31: e 
 
 
Questão 32: d 
Questão 33: c 
Questão 34: c 
Questão 35: e 
Questão 36: d 
Questão 37: c 
Questão 38: d 
Questão 39: b 
Questão 40: a 
Questão 41: c/e 
Questão 42: c 
Questão 43: a 
Questão 44: b 
Questão 45: d 
Questão 46: c 
Questão 47: a 
 
Questão 48: e 
Questão 49: a 
Questão 50: d 
Questão 51: c 
Questão 52: e 
Questão 53: c 
 
Questão 54: d 
Questão 55: c 
Questão 56: c 
Questão 57: b 
Questão 58: a 
Questão 59: b 
Questão 60: d 
Questão 61: e 
 
Questão 62: b 
Questão 63: b 
Questão 64: d 
Questão 65: a 
Questão 66: a 
Questão 67: d 
Questão 68: c 
Questão 69: b 
Questão 70: d 
Questão 71: b

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