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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTANCIA Luciana de Castro Regis RELATÓRIO DE ESTÁGIO Panambi, 2014 2 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTÂNCIA Luciana de Castro Regis RELATÓRIO DE ESTÁGIO Relatório de Estágio realizado sob orientação das professoras Cint ia Ávila Blank, Patrícia Mussi Escobar e Patrícia García, como requisito para a aprovação na disciplina de Estágio Curricular Supervisionado – Ensino Médio, do curso de Formação de Professores de Espanhol como Língua Estrangeira, da Universidade Federal de Pelotas (FPELE/UFPel). Orientadora de Estágio Profа. MSc. Patrícia García Panambi, 2014 3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO.............. ........ ........ ............ ........ ........ ........... .4 RELATÓRIO.... ...... ............ ........ ........ ............ ........ ........ .......... ..6 PROJETO DE EXTENSÃO..... ......... ... ........... . ........ ........ ............ .9 PLANOS DE AULA............. ........ ........ ............ ........ ........ ......... .25 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......... ........ ............ ........ ........ ........ 115 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... .. ........ .... ..... ... ........ ..........117 APÊNDICES.... ...... ............ ........ ........ ............ ........ ........ ........ 120 ANEXOS..... ........ .. ............ ........ ........ ....... ..... ........ ........ ........171 4 1. APRESENTAÇÃO: O Relatório de Estágio se constitui numa compilação da reflexão crítica entre a teoria e a prática docente. Este é o momento em que os saberes teóricos, adquiridos no decorrer da Licenciatura em Letras Espanhol, encontram os saberes da prática, produzindo assim uma reflexão crítica sobre o fazer docente e sua escolha metodológica. Mais do que simplesmente entrelaçar a teoria e a prática, o que se pretendeu desde o desenvolvimento do Projeto de Extensão a ser aplicado na disciplina de Estágio 2 foi estabelecer contato com a realidade concreta do aluno despertando nele a curiosidade para a aprendizagem da língua espanhola, mediada pela afetividade. Isto porque acreditamos ser o afeto, componente essencial que humaniza as relações em todos os âmbitos da vida cotidiana, sobretudo, quando falamos em educação. E é, especialmente, no contexto da sala de aula, que o professor tem a oportunidade de promover um ensino aprendizagem que perpassa os muros da escola e matiza com humanidade as experiências cotidianas. Experiências que, segundo Eugenio Cunha, “legam o amor uns aos outros” (CUNHA, Eugenio, 2012, pg.19). Nesse sentido, consideramos que mais importante do que propriamente o conteúdo que se ensinará, é a forma como esse conteúdo será transmitido. Ou seja, uma postura mais humanizada do professor se constitui num elemento fundamental para criar um ambiente afetivo, logo produtivo. A prática alfabetizadora de língua espanhola como L2 (Segunda Língua) que se buscou, tanto no desenvolvimento do projeto, quanto na prática docente, foi uma práxis que atendesse a heterogeneidade da sala de aula. Prática que buscou em todo o tempo respeitar as diferenças individuais na hora de preparar e aplicar os planos de aula, refletindo sempre criticamente, ajustando o foco toda vez que a realidade exigisse. Todos os planos contidos no Projeto “A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol” foram cuidadosamente estudados e planejados para que todos os conteúdos estivessem bem entrelaçados. Ao mesmo tempo em que toda essa costura estabelece a base metodológica sobre a qual nos debruçamos, ela pode muito 5 bem ser considerada uma trama flexível, aberta as proposições e inferências dos alunos. No intuito de conhecer e compreender nossos alunos nos debruçamos na observação das características de aspectos afetivos, cognitivos e fisiológicos involucradas no processo de ensino aprendizagem. Assim, para saber até que ponto poderíamos utilizar a língua meta em sala de aula, atentamos para a expressão fisionômica dos educandos, pois estas características, além de certa estabilidade, nos davam indícios para compreender como os alunos respondiam e interagiam melhor quando no ambiente e em processo de aprendizagem. A prática de estágio ocorreu em turno inverso na Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler, entre os dias 23 de abril de 2014 a 04 de junho de 2014. O Projeto teve como público alvo alunos do quarto e quinto ano do Ensino Fundamental com um total de 14 alunos, e contou com a aplicação de seis planos de aula, distribuído em duas horas/aula semanais, totalizando doze horas/aula. Após esta breve apresentação do Relatório de Estágio, passaremos a descrição do espaço e tempo observados abrangendo todos os aspectos involucrados no ensino e aprendizagem. Buscamos descrever e refletir a vivência na dinâmica da sala de aula e do contexto escolar. Descreveremos a estrutura, a comunidade educativa, o corpo docente, bem os objetivos delineados no Projeto Político Pedagógico da instituição em que o estágio aconteceu. Em seguida, disporemos o Projeto de Extensão, os planos de aula com nossas observações e comentários sobre a prática, e em seguida teceremos as considerações finais e disporemos as referências bibliográficas que fundamentaram a descrição do Relatório de Estágio, Plano de Extensão e Planos de Aulas. Apresentaremos os apêndices com todos os documentos elaborados por nós no decorrer do Estágio, bem como fotos e algumas produções feitas pelos alunos e ao final como anexo o atestado de frequência do cumprimento do estágio na instituição. 6 2. RELATÓRIO: A Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler gentilmente abriu as portas para que realizássemos nosso estágio da disciplina de Estágio 2. Mesmo não possuindo a disciplina de Espanhol no currículo, a mesma recebeu a proposta do projeto com entusiasmo, o qual se manteve no decorrer de toda aplicação do projeto de extensão. Também conhecida como EMEF Waldenor Winkler, pertencente ao município de Panambi no Estado do Rio Grande do Sul. Localizada na Rua Tupinambá, n° 16, Bairro Alto Paraíso, CEP 98280-000. A EMEF Waldenor Winkler atua no Ensino Fundamental, abrangendo desde a educação infantil até o 9º ano, durante os turnos manhã e tarde. A Escola dá inicio as suas atividades no período da manhã das 7h30 às 11h30 e, no período da tarde das 13h30 às 17h30, de segunda-feira à sexta-feira. Das dezenove turmas que a escola comporta, uma é de educação Infantil, dez turmas de anos iniciais 1º ao 5º ano, e oito turmas de anos finais 6º ao 9º ano. No turno da manhã são acolhidos um total de 154 alunos e, no turno da tarde 187 alunos, totalizando o atendimento de 341 alunos. A carga horária efetivada pela escola é de 800 horas/aula ministradas em 200 dias letivos, como exige a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A fim de que aplicássemos nosso Projeto de Extensão, a EMEF Waldenor Winkler nos cedeu a estrutura de uma sala, que embora não muito grande, foi suficiente para acomodar nossos quatorze alunos do projeto. Também tivemos todo apoio com materiais didáticos, lápisde cores, colas, canetões, cartolinas, aparelho de mídia. Tivemos apenas que comprar os dicionários de espanhol, pois a escola não possuía em sua biblioteca. A escola possui dez salas de aula, um laboratório de informática com vinte e seis computadores, biblioteca, sala de recursos, sala de música, cozinha, refeitório, secretaria, almoxarifado, direção, sanitários masculinos e femininos, sala dos professores, lavanderia, ginásio e parquinho. Segundo a direção, a demanda escolar dos últimos anos tem sido maior que o espaço físico comporta no momento, necessitando adaptar-se constantemente a estas demandas. 7 Referente aos recursos pedagógicos e didáticos, a escola está equipada com aparelhos de TVs, Dvds e projetores de imagens, além de outros aparatos tecnológicos que favorecem o ensino aprendizagem. A EMEF também dispõe de coleções didáticas que estão ao dispor dos professores da escola, além de jogos e outros recursos para a educação física. Oferecendo também acesso a internet na maioria das dependências escolares. A Escola conta com a entrada de recursos do PDDE, COMDICAP e da Prefeitura Municipal de Panambi, e das contribuições da ACPM da escola. A EMEF acolhe atualmente alunos oriundos de diversos bairros vizinhos: Pavão, Alto Paraíso, Alves Kläesener I e II, Serrana, Piratini, Vila Nova, Fátima e Volgien e Jardim Paraguai. Os discentes desta escola são de médio e baixo poder aquisitivo, e os pais dos alunos possuem formação bastante diversificada: Curso Superior, Pós Graduados, Ensino Médio completo e incompleto, Ensino Fundamental completo e incompleto, até alguns analfabetos. São estes, profissionais nas indústrias, comércio, na construção civil, órgãos públicos municipais, e empregadas domésticas. Os discentes da escola participam de alguns projetos oferecidos pela Secretaria da Educação que são algumas atividades esportivas e recreativas, religiosas (catequese e grupos de jovens) que acontecem em outros espaços. A Escola também oferece projetos paralelos de Dança Tradicionalista gaúcha (que ocorrem nas quintas-feiras, a partir das 17h30mim às 19h30mim), Percussão (que ocorre em turno inverso) todas às quartas-feiras. Capoeira (nas sextas-feiras das 15h40mim às 17h30mim), Projeto Defesa Civil é toda a comunidade (uma vez por semana em dias diferentes com os 7º e 8º anos em período de aula). E atualmente, como a escola abriu as portas para o desenvolvimento do Projeto de Espanhol, o qual, embora finalizado como projeto de estágio, fora incluído como um dos projetos a serem continuados na comunidade escolar em turno inverso uma vez por semana, a ser desenvolvido por nós estagiárias voluntárias nessa instituição. Além de outro projeto que acontece na escola buscando prevenir a violência na escola, nas turmas de 6º ano, uma vez por semana em dias diferentes no turno da aula. A existência destes projetos se deve a parceria com o COMDICAP, a Secretaria Municipal de Educação, e a ACPM da escola. 8 A comunidade escolar encontra nas atividades esportivas, em quadras ou campos de futebol, nas festas familiares, centros comunitários, festas religiosas, nos bailes e nas rodas de chimarrão, opções saudáveis de lazer. A fim de obter apoio a escola conta com a ajuda de órgãos da comunidade, como o conselho Tutelar, o CRAS, Ministério Público, os quais intervém sempre que solicitado. A imagem que transparece quando se tem contato com esta comunidade escolar é que ela anseia por uma educação de qualifique o aluno, o instrumentalizando para ser inserido como cidadão preparado para contribuir na construção de uma sociedade mais justa e mais humana. Conforme também apregoa o PPP da escola, sendo este o espaço por excelência onde a educação formal se efetiva, deve ser este um lugar de trocas e construção do conhecimento. Sendo, portanto, o papel do professor o de mediador do conhecimento e incentivador no desenvolvimento do potencial criativo do aluno, valorizando continuamente os domínios conceituais, procedimentais e atitudinais para a formação integral do mesmo. No último ano o índice de reprovação chegou a 16,66% e a evasão escolar representou 1,74%. E sobre isso, a escola afirma haver tomado certas medidas como a recuperação continuada, reuniões com os pais e alunos, bem como elaboração de atas de comprometimento, colocando-os a par do desenvolvimento ante aos estudos. Medidas adotadas que contribuíram para a melhora visível em sala de aula. O quadro docente da Escola Waldenor Winkler hoje representa um quadro de vinte e sete professores. Sendo que destes, seis possuem carga horária de quarenta horas. A maioria dos professores possuem curso superior, e pós-graduação, bem como os membros da Equipe Gestora. Sendo que todos os professores são efetivos na rede. A escola também conta em seu corpo técnico administrativo com o apoio de um técnico em informática, uma bibliotecária, dois vigilantes, quatro serventes, um instrutor de música, dois monitores com contratos do CCIEE e duas merendeiras. Um dos empenhos da docência é trazer para junto da escola a comunidade escolar, para que esta seja mais atuante possível, pois quando ambos trabalham em prol da educação, o progresso se torna consequência dessa parceria. 9 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTANCIA Luciana de Castro Regis Nicole Winterfeld Ramos PROJETO DE EXTENSÃO: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol Panambi, 2013 10 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTANCIA PROJETO DE EXTENSÃO: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol Projeto de extensão realizado sob orientação das professoras Patrícia García, Cíntia Ávila Blank e Patrícia Mussi Escobar, como requisito parcial para a aprovação na disciplina de Estágio I e Estágio 2. Panambi, 2013 11 Considerações iniciais A educação é um processo de autoconhecimento, de rompimento da alienação, ativação de processos cognitivos e desenvolvimento das potências lógicas e afetivas. Nesse sentido, a aula é o tempo e espaço onde os saberes são socializados, onde as personalidades tecem a trama da construção humana, solidária e transformadora do mundo. Constituição que nos permite estabelecer relações de reciprocidade, de edificação da cultura e da história. E é nessa linha de pensamento que a construção deste Projeto de Extensão se propõe a ser parte deste processo de transformação do mundo e constituição de sujeitos coparticipantes do ensino e aprendizagem de Espanhol como língua estrangeira. A ideia do presente Projeto é oportunizar a comunidade da Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler, do nosso município, um espaço para a construção de saberes da língua e da cultura espanhola. Para tanto, exploraremos o tema “A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol”, tendo como pano de fundo para o Projeto a história de “Cien Años de Soledad” do escritor colombiano Gabriel García Márquez. O escopo deste trabalho é oferecer aos alunos do quarto e quinto ano do Ensino Fundamental um primeiro contato com a cultura e a língua espanhola, proporcionandoatividades lúdicas e dinâmicas, onde por meio de jogos e brincadeiras eles adquiram um vocabulário básico de Espanhol como língua estrangeira e saiam desse projeto, motivados para conhecer mais da cultura e da história de nossa língua irmã. O Projeto de Extensão será realizado no ano letivo de 2014, entre os dias 23 de abril a dia 04 de junho, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler, tendo como público alvo alunos do quarto e quinto ano do Ensino Fundamental com um total de 14 alunos. O projeto contará com a aplicação de seis planos de aula, distribuídos em duas horas aula semanais, totalizando doze horas aula. O projeto se dará em turno inverso, e será divulgado por meio de bilhetes que serão enviados aos pais dos alunos, os quais deverão por meio de assinatura autorizar a participação de seus filhos no Projeto. 12 Justificativa: Como justificativa a proposta do Projeto de Extensão “A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol” vale lembrar que nunca é demais reafirmar a importância de um tema que vise a construção e não despreze a cultura do sujeito. Portanto, defendemos a ideia de que a construção do ser deve ser o ponto de partida de qualquer aprendizagem que tenha a intenção de tornar-se significativa, seja ela de Espanhol como Língua Estrangeira, como é nosso foco, ou de qualquer outra área do conhecimento. Dessa forma, a prática alfabetizadora de língua espanhola como L2 que se deseja aqui é aquela que medeie o processo de compreensão do mundo e de si mesmo. Assim, aprender uma língua estrangeira com todas as suas especificidades é um situar-se no mundo como sujeito produtor e produto da história que permeia o cotidiano de todos nós. Introduzi-los no conhecimento do Espanhol como L2 é um privilégio e também uma responsabilidade de proporcionar insumos realmente significativos. Nesse sentido, reafirmamos a relevância da construção deste Projeto para a valorização de toda comunidade escolar, a qual abarca alunos de vulnerabilidade social, que não têm condições de pagar por um curso de Espanhol. O oferecimento de “ferramentas” básicas para nomear e compreender o mundo e a si mesmo a partir da aquisição de um vocabulário básico em espanhol, proporcionará o autoconhecimento e o desenvolvimento de suas potencialidades, servindo de base para a construção do ser. Objetivo Geral: Proporcionar aos alunos o primeiro contato com a língua estrangeira de forma lúdica e significativa, oportunizando aos mesmos o contanto não somente com uma língua diferente, mas, sobretudo, com uma nova cultura carregada de significados, despertando nos estudantes o gosto pela língua espanhola. 13 Objetivos específicos: Estender o nível de comunicação do aprendiz para além de sua comunidade linguística, a fim de que possam expressar-se em língua espanhola Aprender um novo léxico e nomear as partes do corpo, vestuário e partes da casa em língua espanhola Demonstrar responsabilidade, capacidade critica e reflexiva frente aos desafios propostos e disposição para o trabalho em equipe Desenvolver a ludicidade e a oralidade em língua espanhola, bem como a criatividade Conhecer uma nova cultura, autor e países. Metodologia: Podemos dizer que os métodos são caminhos, vias de acesso que possibilitam a construção do conhecimento. Desta forma o professor, quando se propõe a planejar suas aulas, se empenha na busca de um método que esteja em harmonia com a realidade da sala de aula que abarca uma diversidade de personalidades, para que esta construção seja além de prazerosa, portadora de sentido tanto para os alunos como para os professores. Com o passar do tempo, os métodos passaram por modificações, e os materiais didáticos no ensino de LE acompanharam essas mudanças. Enquanto no Método Tradicional o livro didático com os exercícios de memorização e repetição ocupavam as classes de espanhol, no Método Direto percebemos um avanço com a utilização de materiais autênticos, enfatizando a expressão oral. Já, no Método Áudio-Oral passou-se a utilizar gravações com fins didáticos. E chegando, então, mais próximo ao método que pretendemos utilizar, o Enfoque Nocional Funcional e Comunicativo, o ensino do Espanhol como língua estrangeira se voltou para atender as necessidades dos alunos, e os materiais didáticos utilizados passaram a desempenhar um papel 14 fundamental na promoção da comunicação em LE. Os PCNs de EM apesar de não determinarem uma especificação de Método Didático, afirmam que a compreensão da comunicação como ferramenta fundamental no mundo moderno deve nortear a aprendizagem de LE. Com isso, queremos fazer uma ressalva ao dizer que as práticas docentes pretendidas devem oferecer um input motivador e significativo para os alunos de LE. Com relação a este Projeto de Estágio, adotaremos a metodologia baseada no Pós Método. Metodologia esta que possibilita a flexibilidade do professor de línguas para a adequação de conteúdos que valorizem a pluralidade da sala de aula, adotando uma prática que seja coerente com os objetivos propostos. Fazendo uma ponte entre o Pós-método também utilizaremos em nossa prática de ensino o Enfoque por Tarefas e o Enfoque Comunicativo, propondo atividades que instiguem a comunicação na língua espanhola, possibilitando aos alunos a interação entre os pares e os conhecimentos. Seguindo a Abordagem comunicativa, a aprendizagem estará centrada no aluno, cabendo ao professor o papel de ser instigador e orientador do processo. O Projeto será distribuído em seis planos de aula, sendo que cada plano de aula comtemplará duas horas aula, totalizando ao final do Projeto doze horas/aula. A luz das teorias, queremos com este Projeto propor aulas lúdicas e desafiadoras que permitam aos alunos comunicar-se de forma básica no idioma espanhol e através de diálogos e atividades dinâmicas em grupos e jogos, construiremos pontes entre a teoria e a prática. Para tanto, utilizaremos diversos recursos e materiais didáticos. Como material didático, gostaríamos de salientar a definição proposta pelas OCEM de que são considerados materiais didáticos “os recursos dos quais o professor se vale na sua prática pedagógica” e ainda frisamos baseados no mesmo documento, de que nem o material didático, nem a metodologia se constituirão em um fim, mas em um meio que permitirá oferecer insumos significativos para a construção de sentido. A princípio listaremos alguns dos recursos que pretenderemos utilizar: Recursos humanos: Professoras e alunos. Recursos materiais: A sala de aula, as classes e cadeiras, quadro, paredes. Como material didático, utilizaremos: Materiais autênticos confeccionados por nós. Sobretudo pela falta de atividades que se adequassem a nossa proposta de ensino, elaboramos a maioria das 15 atividades e personagens da história que pretendemos transmitir, bem como faremos uma releitura da novela Cem Anos de Solidão. Além disso, utilizaremos outros materiais didáticos como músicas, textos da internet, imagens, mapas, materiais reais escritos (A história de Cem anos de solidão como um conto), áudios, materiais e utensílios da vida cotidiana, materiais recicláveis para a confecção de uma maquete. Alguns materiais serão centrados no texto, pois dentro de cada planejamento teremos um tema que se desdobrará, e outros materiais centrados na tarefa. Utilizaremos também jogos, dicionários de português/espanhol, aparelho de som e home teather, multimídia, Xerox, giz de cera, lápis, borracha, colas, canetões e etc...Como dispomos de pouco tempo para a realização do Projeto, focaremos nas destrezas orais comunicativas. Mas trabalharemos também a destreza escrita. Priorizaremos as áreas de conhecimento lexical, com um vocabulário básico que envolva o cotidiano dos aprendizes. Nosso enfoque não será a gramática, porém de certa forma, indiretamente estaremos trabalhando as demais áreas. Lembrando que o nosso objetivo geral é oferecer um vocabulário básico e despertar o interesse e o gosto por aprender sobre a cultura e a língua espanhola. Referencial teórico: A Abordagem Comunicativa, na qual embasamos o presente Projeto, parte do pressuposto de que a língua é comunicação. E o objetivo, segundo Hymes (1972) é o desenvolvimento da competência comunicativa em LE. Ainda segundo Hymes (1972), “a teoria linguística deveria ser entendida como uma teoria que incorpora a comunicação e a cultura”. Esta Abordagem enfatiza que a aprendizagem não está na forma linguística, mas na comunicação. Nesse sentido, as formas linguísticas utilizadas nos planos de aulas serão desenvolvidas a medida que necessárias para desenvolvermos a competência comunicativa nos estudantes. Assim, as quatro habilidades serão apresentadas de forma integrada, mas de acordo com os objetivos focaremos em uma das habilidades. O uso da língua materna será permitido em aula, principalmente a fim de criarmos um contexto para a aprendizagem de língua estrangeira. 16 Abordando o Enfoque por Tarefas, método que também utilizaremos em nossos planos de aulas, gostaríamos de citar Sheila Estaire, que em seu artigo “El diseño de unidades didácticas mediante tareas en la clase de español” aponta que o maior desafio da docência é dar sentido ao ato de ensinar dentro deste enfoque, o que implica no rompimento com o Método Tradicional preestabelecido. Neste Método, o mais importante não é o que se vai ensinar, mas a sequência de tarefas comunicativas que cuidadosamente conectadas irão determinar os conteúdos linguísticos. Dessa forma, o Enfoque por tarefas, integrará as dimensões instrumental e formal da língua. Quando refletimos sobre as orientações curriculares norteadoras da prática pedagógica para o ensino de línguas estrangeiras, percebemos que há um resgate na valoração do Espanhol como disciplina curricular, é o que a LDB lei número 11.161 de agosto de 2005 indica ao tornar a oferta obrigatória do Espanhol como língua estrangeira no Ensino Médio. Nesse sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL, 2000) e os PCNs para o Ensino Fundamental, do ano de 1998, procuram direcionar a práxis. O Espanhol, assim como as demais disciplinas, se constitui em uma proposta de organicidade, onde os saberes são articulados e dialogados num processo de constante interdisciplinaridade e transdisciplinaridade. Ainda sobre isso, o livro “Coleção Explorando o Ensino” de BARROS & COSTA (2010), apresenta também uma série de fundamentações teóricas sobre o ensino da Língua Espanhola e a respeito da Lei 11.161 afirma que a mesma mudou o contexto do ensino de LE em nosso país, isso porque a lei especifica o ensino da Língua Espanhola como componente curricular do ensino Médio. Com base nesse contexto, foram pensadas novas propostas que possibilitaram um ensino de línguas crítico, reflexivo, valorizando a diversidade, e vinculado ao currículo escolar e portador de sentido para os alunos. Os autores citam o linguista Rajagopalan (2006) ao se referirem ao ensino de línguas como algo mais amplo que o viés da Linguística Aplicada, isto porque, o autor defende que o ensino de LE deve estar livre do automatismo linguístico, e que pelo contrário, o ensino deve provocar reflexões tanto políticas, como ideológicas, sociais, fazendo parte do cotidiano dos educandos. Os autores afirmam que ainda que a lei 11.161/2005 possua suas deficiências, a mesma ampara que o ensino de línguas esteja subordinado as instituições escolares, 17 desta forma os conteúdos estudados devem fazer parte da proposta pedagógica da escola. Cabendo ao professor enquanto agente deste processo trabalhar de forma comprometida para que o mesmo tenha êxito e seja digno de respeito e valorização. Percebemos assim que o ensino da Língua Estrangeira Espanhola abrange significados mais amplos que perpassam as paredes da sala de aula, envolve, sobretudo, questões políticas que possibilitam compreender tais mudanças no contexto educacional e social de nosso país, convidando o estudante a conhecer e interagir com a diversidade e a heterogeneidade sendo capaz de interpretar, criar, conhecer e respeitar a mesma. Segundo as diretrizes das OCEM: Parte-se do pressuposto de que a exposição à alteridade, à diversidade, à heterogeneidade e à convivência com o diverso constituem-se num caminho fértil para a construção da identidade, além de abrirem a possibilidade de desconstruir estereótipos e de superar preconceitos; por isso, uma das competências bastante valorizadas no documento é a (inter-)pluricultural; A Língua Espanhola é uma língua plural e heterogênea, assim, o papel do professor é ser um articulador de vozes, sendo capaz de multiplicar essas vozes a partir da sua prática, mostrando aos alunos a riqueza contida nesse mundo falado. Nesse sentido o professor também se torna um articulador desenvolvendo as habilidades de escuta, leitura, fala e escrita, estando estas integradas aos demais conteúdos. Para tanto, o ensino de espanhol deve ser contextualizado, onde a gramática e os outros conteúdos devem estar conectados, cabendo ao professor escolher os materiais didáticos adequados, como forma de valorização e implementação deste componente curricular, pois o planejamento é fundamental para que se produzam aulas criativas, interessantes e produtoras de sentido para os alunos. Segundo as OCEM: Isso implica que “[...] o valor educacional da aprendizagem de uma língua estrangeira vai muito além de meramente capacitar o aprendiz a usar uma determinada língua estrangeira para fins comunicativos.” (OCEM, p. 92). 18 Com base nesses pressupostos o planejamento deve respeitar as quatro habilidades, compreensão escrita, compreensão oral, produção escrita e produção oral, estas sendo interdependentes. Outro critério que deve ser analisado são os conhecimentos linguísticos discursivos, estes permitem compreender a gramática e o vocabulário. Assim os insumos devem ser oferecidos através de recursos permitindo o desenvolvimento dessas habilidades na busca da construção do conhecimento. Nossa intenção com o presente Projeto de Extensão é oferecer aos alunos do quarto e quinto ano do Ensino Fundamental uma oportunidade de adquirir conhecimentos básicos da língua espanhola, que lhes permita somar a outros saberes já construídos, instigando-os a desenvolver as capacidades de pesquisa, seleção de dados para a geração de informações relevantes e assimilação do conhecimento, muito mais do que simplesmente memorização lexical. Vindo, essa nossa intenção de encontro às formulações e prescrições presentes nos PCNs para Ensino Médio e Fundamental, bem como incide com o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação na formulação quanto ao alvo principal na formação do aluno na Educação Básica, que é direito assegurado pela Constituição (PCNs, BRASIL, 2000, pg 5). Deste modo, nossa intenção é oferecer aos alunos através da linguagem instrumentos que lhes permitam conhecer o mundo e a si mesmo, para que ampliem a capacidade de autonomia para continuar aprendendo e se desenvolvendo e contribuindo para o melhoramento de toda a comunidade.Sendo, portanto, como afirma os PCNs o papel da educação o de ser elemento de desenvolvimento social para o exercício da cidadania num contexto democrático (PCNs BRASIL, 2000, pg. 12). Conforme o Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI, da UNESCO, é a educação “uma via que conduz a um desenvolvimento mais harmonioso, mais autêntico, de modo a fazer recuar a pobreza, a exclusão social, as incompreensões, as opressões e as guerras” (PCNs, BRASIL, 2000, pg.13). Ao trazermos esta citação em pauta, reafirmamos a relevância da realização deste projeto para toda a comunidade escolar, ainda que tal projeto não garanta a homogeneização das oportunidades sociais, mas se constitui como uma ferramenta que contribuirá para efetivar o acesso a língua espanhola. Ainda que em pequena escala, 19 lançaremos uma semente que quiçá irá desenvolver-se e tornar-se uma árvore frondosa. Quando revemos a reformulação do currículo do Ensino Médio por áreas de conhecimento, entendemos que esse novo modelo vem contribuir para uma educação condizente com a contemporaneidade, aliando o conhecimento científico e tecnológico permeado por componentes socioculturais norteados por uma visão epistemológica harmônica entre humanismo e tecnologia. Assim, a proposta deste projeto encaixa-se na área de conhecimento nomeada como “Linguagens, Códigos e suas Tecnologias”, e como todo ato de linguagem, reafirmamos aqui que o Projeto de Extensão do Estágio de Espanhol “A linguagem como ferramenta na construção do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol” se propõe a ser produtor de sentido, integrador da organização do mundo e da interioridade. Sendo o ensino do Espanhol como língua estrangeira uma ampliação dos processos cognitivos, oportunidade de acesso social e cultural. Buscamos desenvolver o projeto num viés interdisciplinar, priorizando o Pós Método e o Enfoque Comunicativo como metodologia do ensino de línguas, onde procuramos aliar o uso da tecnologia como atividade lúdica e de gestão pessoal, bem como as Artes, abrangendo a Literatura ao estipularmos “Cien años de soledad” como pano de fundo para nossas aulas, e atividades dinâmicas como forma de expressão e comunicação (PCNs, BRASIL, 2000, p.18). Os documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais “Mais” (BRASIL, 2002) afirmam que o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira deve centrar-se na função comunicativa, atendendo a situações reais de comunicação, ultrapassando o teórico e o metalinguístico. Assim, dentro de nossa proposta para aplicação deste Projeto, tendo por método o enfoque Comunicativo, almejamos mobilizar competências e habilidades para o uso do espanhol por meio de atividades lúdicas e dinâmicas de grupo. A metodologia do ensino de línguas que utilizaremos é mais bem definida como Pós Método, sendo, portanto, uma mescla entre a abordagem comunicativa e o enfoque por tarefas. O que implica a construção de um método que dê sentido ao ato de ensinar. A eleição desse método, mesclando o que há de melhor nessas abordagens, contribui para que haja coesão e coerência entre as lições, começando por um tema interessante que contribua para que o aluno alcance 20 as competências e habilidades que se pretende ao final. Assim, as especificações dos conteúdos enfocarão as dimensões socioculturais, instrumentais, atitudinais e a forma linguística. A análise de todo processo é fundamental para que se façam os ajustes necessários para que teoria e prática estejam bem entrelaçadas. Por isso, nessa metodologia do ensino de línguas, a avaliação não se dará de forma isolada, mas como parte de todo processo de aprender. Quando mencionamos o Enfoque Comunicativo, reforçamos que tal enfoque é imprescindível para manter o interesse dos alunos. Trabalhar em equipe e incentivar a relação dialética é um importante caminho de aprendizagem para uma língua estrangeira. Nesse sentido, o método que se deseja aqui é um método aberto a mudanças e ajustes necessários de acordo com a dinâmica da sala de aula. Da mesma forma, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (BRASIL, 2006) da página 87 a 93, sinalizam os rumos que nortearão o ensino de língua estrangeira, como uma proposta aberta a heterogeneidade e a pluralidade das identidades. O documento focaliza a leitura, a prática escrita e oral contextualizada, enfatizando o conceito de cidadania a ser desenvolvido na compreensão de si mesmo e do mundo que o cerca. E sobre isso, nas páginas 92 do documento, se destaca a necessidade de “aguçar o nível de sensibilidade linguística em relação à sua língua materna e em relação aos usos variados de uma língua na comunicação cotidiana” (OCEM, BRASIL, 2006, pg. 92). E ainda preconiza a importância de desenvolver a autoconfiança do aprendiz de língua estrangeira a fim de que o aluno se sinta seguro frente aos desafios que a aprendizagem de um novo idioma impõe. Avaliação: A avaliação faz parte do processo de aprendizagem do aluno, ou seja, apontam para as etapas do crescimento cognitivo dos mesmos. Nesse sentido, deve estar condizente com os progressos dos alunos, levando em consideração o processo de aprendizagem e ensino. Com isso, queremos dizer que tanto a aprendizagem, quanto o ensino devem ser alvo desta avaliação. Para isto, ao final de cada aula refletiremos sobre os pontos positivos e 21 negativos, dessa forma avaliaremos se será necessário mudar alguma estratégia. Os alunos também farão em cada aula um portfólio das atividades desenvolvidas em aula, se constituindo este como forma de avaliação ao longo do percurso. Assim, a avaliação se dará no decorrer do processo de aprendizagem e não ao final do processo de forma isolada. Os alunos, também serão avaliados pela criatividade no desenvolvimento de uma maquete, onde eles exercitarão os léxicos aprendidos ao nomear as partes que compõem a maquete. Igualmente realizarão uma avaliação do projeto ao final do mesmo, onde escreverão com suas palavras o que acharam do projeto, o que gostaram e o que não gostaram, bem como realizarão uma autoavaliação. Os alunos que obtiverem um aproveitamento de 80% nas atividades do portfólio, bem como não excederem o limite de uma falta no decorrer dos 6 planos de aula, receberão um certificado do Projeto emitido em nome da Universidade Federal de Pelotas. Cronograma 2013 2014 Etapas Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Elaboração do Projeto X X X X Execução X X X Avaliação X X X Relatório Final X X X Cronograma da Prática de Estágio Dias da prática de estágio Dias que serão gravados 23/04 Com gravação 30/04 Com gravação 07/05 Com gravação 22 14/05 Com gravação 28/05 A aula do dia 21 foi adiada para o dia 28 em virtude de problemas de saúde da professora. 04/06 Referências AMORIM, Vanessa. MAGALHÃES, Vivian. Cem Aulas Sem Tédio: sugestões práticas, dinâmicas e divertidas para o professor de língua estrangeira/ Vanessa Amorim e Vivian Magalhães. – Santa Cruz: Ed. Pe. Reus, 2003. 229p. BARROS, Cristiano Silva de; COSTA, Elzimar Goettenauer de Marins. (Coord.). Coleção Explorando o Ensino. Ensino Médio. Vol. 16 – Espanhol. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download &gid=7836&Itemid=>. Acesso em: 30 dez. 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Vol. 1 – Linguagem, Códigos e suas Tecnologias. Brasília:MEC, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf>Acess o em: 28 dez. 2013. _____. Ministério da Educação. PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias. Língua Estrangeira Moderna, p. 93 - 137. Brasília: MEC, 2002. Disponível em: 23 <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. ______. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Parte II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. ______. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Língua Estrangeira. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. CALLEGARI, Marília Oliveira Vasques. Reflexiones sobre el modelo de adquisición de segundas lenguas de Stephen Krashen – Um puente entre la teoria y la práctica. CAVALHEIRO, Ana Pederzolli. Enseñanza Comunicativa de la Lengua. UFPeL/UAB, LA2. DUTRA, Jorge da Cunha. Orientações para a elaboração do Projeto de Extensão. Estágio I. Universidade Federal de Pelotas. Centro de Letras e Comunicação. Estágio. Pelotas: CEAD/UFPel, Período Março a Junho de 2012. ESTAIRE, Sheila. EL DISEÑO DE UNIDADES DIDÁCTICAS MEDIANTE TAREAS EN LA CLASE DE ESPAÑOL. Disponível em Moodle, LA2. MÁRQUEZ, Gabriel García. Cien años de soledad. Disponível em: http://moodle.ufpel.edu.br/fpele/mod/resource/view.php?id=6863>. Acesso em: 15 dez. 2013. CASTILLO, Giovani del. Un Panorama sobre “Cien años de soledad”. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. CENTRO DE EDUCAÇÃO 24 ABERTA E A DISTÂNCIA CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTÂNCIA – FPELE. DISCIPLINA: LITERATURA HISPÂNICA II. ZSCHORNACK, Valquíria Rosler. O Rol dos Materiais Didáticos No Ensino de Língua Espanhola Como LE. Artigo elaborado a partir do Trabalho de Conclusão de Curso – Especialização em Letras – Linguística Aplicada. Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPEL – 2012. 25 PLANOS DE AULA, ANEXO 1 PLANO DE AULA 1 – ¿Quién soy? 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 23/04/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30 min até 15h20min/ 2 h/aula 1.6. Nº de alunos: 15 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Estimular a integração e o trabalho em equipe Motivar os alunos para a aprendizagem de espanhol 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar os sons de seu nome, e se apresentar soletrando o mesmo Associar o som de cada letra ao símbolo gráfico que a representa Localizar alguns países em que o espanhol é a língua oficial por meio de um vídeo e um mapa Destacar uma característica pessoal de si mesmo em um papel 26 3. CONTEÚDOS Comunicativos Linguísticos Lexicais Culturais Dinâmicas de grupo para integração dos alunos. Diálogo e interação. Alfabeto em espanhol; o emprego de alguns verbos no presente do indicativo: “ser, llamarse, tener”. O uso dos pronomes pessoais: yo, tú, él/ella. Países da América Latina. Vocabulário básico relacionado a características pessoais. Vocabulário básico de como se apresentar e saudações básicas. Vídeo sobre a origem do Espanhol e regiões de fala hispânica. Uma breve introdução a Literatura Colombiana de Gabriel García Márquez “Cien años de Soledad” com o personagem do cigano “Melquíades”. Localização geográfica dos países que falam espanhol. 4. HABILIDADES 4.1. Comunicação oral: Obter informações sobre a origem da língua espanhola e alguns países em que essa língua é o idioma oficial através de um vídeo. 27 Interagir com o companheiro de classe se apresentando e soletrando seu nome em espanhol depois de assistir um vídeo com uma encenação sobre os sons. 4.2. Comunicação escrita: Identificar através de um texto a expansão da língua espanhola e sua importância no contexto da América Latina e do mundo. 5. PROCEDIMENTOS 5.1. Pré-atividade: Para iniciar a primeira classe do curso de extensão “A linguagem como ferramenta para a compreensão do mundo e de si mesmo: Meu mundo em espanhol”, em primeiro lugar as duas professoras se apresentarão e darão as boas vindas. Então uma delas fará um pequeno discurso a respeito da importância da linguagem para a comunicação e o desenvolvimento humano. Perguntará: “Seria possível o homem aprender se não existisse a linguagem?” Haverá espaço para que os alunos compartilhem seus conhecimentos prévios ou suas ideias. Então, a professora lhes dirá que há ao redor do mundo muitas línguas diferentes (mostrará um globo terrestre), e falará que nesse curso eles aprenderão um pouco a respeito da cultura e da língua espanhola, que é a língua irmã do português, como eles verão no vídeo a seguir. Apresentará um vídeo em espanhol, mas com legenda em português, (MATERIAL DE APOIO 1 – tempo 2min10seg). O vídeo mostrará a origem do Espanhol (também chamado de “castellano”) e como o espanhol é a língua oficial da Espanha e de outros 20 países da Hispano América. A professora pedirá que os alunos prestem a atenção ao som das palavras em espanhol. Então, dirá que depois os alunos realizarão uma atividade onde identificarão alguns países de fala hispânica. (Tempo total estimado: 10 min) 5.2. Atividade Inicial de comunicação oral – El Abecedário 28 Os alunos assistirão a um vídeo feito com fantoches (Tempo: 5min44seg) com uma música que ensina os sons das letras em espanhol (MATERIAL DE APOIO 2), depois a professora entregará uma folha com o abecedário (MATERIAL DE APOIO 3) onde estará escrita a pronúncia de cada letra. Então passará outro vídeo só com a música “El abecedario” (MATERIAL DE APOIO 4) com o desafio de todos cantarem juntos. Depois, soletrará o abecedário que estará na folha e os alunos em uníssono repetirão. A folha deverá ser colada no caderno para compor o portfólio para avaliação final. 5.3. Segunda atividade – Yo me llamo Depois desse primeiro momento, a professora escreverá no quadro negro a data em espanhol “Hoy es miércules, 23 de abril de 2014” para ser copiada no caderno do portfólio que os alunos receberão, o qual eles personalizarão no decorrer do curso para a avaliação final. A professora perguntará se eles compreendem o que está escrito no quadro, e explicará brevemente. Então. escreverá no quadro: “Me llamo…, Mi Nombre es…., Yo soy …”. E “Yo tengo”. Dirá-lhes que no início da aula as professoras já haviam se apresentado, mas agora também dirão uma característica física e escreverão no quadro: “Yo soy rubia” e apontará para a outra professora e dirá “ella es morena”,na continuação escreverá “Tengo el pelo largo” explicará o significado dessas palavras, e perguntará se os alunos se lembram qual eram os nomes das professoras. Então elegerá dois alunos para que preencham no quadro a estrutura com o nome de cada uma. E pedirá que todos em uníssono soletrem os nomes, de acordo com o som visto no vídeo inicial. Esclarecerá que é assim que uma pessoa se apresenta dizendo seu nome. Então entregará pequenos retângulos de papel dizendo que agora será a vez dos alunos se apresentarem. Orientará para que copiem do quadro uma das opções para se apresentar. Os alunos escreverão: “Mi Nombre es” ou “Me llamo”. Abaixo do nome a professora lhes pedirá que escrevam: “Yo soy rubio/moreno” ou “Yo tengo el pelo corto/largo”, onde preencherão 29 elegendo uma das duas opções conforme orientação da professora. Enquanto isso, uma das professoras se retirará para trocar de roupa, e a outra passará uma caixa para recolher os papéis com os nomes. Neste momento uma das professoras adentrará vestida de cigana e dirá “Buenas tardes”, perguntará se eles já sabem alguma palavra em espanhol. Falará de como é importante hoje em dia conhecer outra língua, e de como está feliz pela coincidência de poder introduzi-los no ensino da língua espanhola. Fará um discurso muito simples, dizendo que se chama Mercedes, e que como podemos ver pelas suas roupas se trata de uma cigana, dirá que é neta do grande cigano chamado Melquíades, sobre o qual o grande escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez escreveu um livro chamado “Cién Años de soledad”, e que mais adiante a professora lhes contará a história de Melquíades e da família Buendía, e dirá que o personagem de Melquíades era um cigano muito respeitado por seus poderes e milagres. Assim, dirá que na verdade coincidência não existe e que há um motivo místico para todos estarem reunidos sob o pretexto de aprender um pouco de espanhol, e dirá que é uma pessoa muito esotérica e que tudo o que sabe aprendeu com seu avô Melquíades, e desse modo anunciará que fará adivinhações. Nesse momento é possível que os alunos estejam incrédulos ou fazendo graça. Então, a cigana lhes dirá que provará seus poderes, mas que precisa de muita concentração. Assim, fará duas brincadeiras de demonstração do seu poder, uma delas é a conhecida brincadeira com números e a outra envolve uma espécie de mágica. Logo após começará tirando da caixa um a um os papéis preenchidos pelos alunos, enquanto saca um dirá que as vibrações lhe dizem tratar-se de uma “chica” (caso o nome seja feminino), explicará em português o que significa “chica e chico”, e fingindo concentração dirá o nome escrito e depois dirá alguma característica pessoal, então elegerá um dos alunos que mais se pareçam a descrição e lhe entregará o papel com o nome. Caso o aluno seja o mesmo que escreveu o nome, todos pensarão que se trata de uma adivinha de verdade, mas caso a cigana não acerte dará alguma desculpa ou dizendo que há muito barulho ou que as vibrações não são boas. Ao 30 terminar de ler todos os nomes, a cigana lhes dará justificativas por não conseguir se concentrar bem e prometerá se dedicar mais aos estudos da mente. Então se despedirá dizendo “Hasta luego” e sairá para trocar de roupa, voltando em seguida. Nesse momento a outra professora orientará os alunos que concertem os enganos feitos pelo cigano, mas antes explicará de que forma farão. Então complementará no quadro a estrutura “Yo no soy”, “Yo no me llamo” e pedirá aos alunos que concertem os enganos, e assim cada um que recebeu o nome errado dirá ao seu colega: Yo no soy “Marcos”, soy “Pablo”, e entregará ao colega de classe que se chama Marcos, desse modo todos se conhecerão melhor. Depois orientará para os alunos colarem o papel com o nome no caderno do portfólio. (Tempo estimado: 35 min) 5.4. Atividade de Leitura Compreensiva: Identificando los países que hablan español A professora entregará uma folha xerocada com um mapa (MATERIAL DE APOIO 5) dos 5 continentes com os pontos onde cerca de 21 países têm o espanhol como língua oficial, e as Filipinas onde é a segunda língua. Nessa mesma folha haverá um pequeno texto: “Español: lengua importante”, a professora lerá e explicará em português. Então os alunos poderão colorir o mapa nos pontos em que o espanhol é a língua oficial. Depois dessa atividade pronta, a professora lhes dará outra folha (MATERIAL DE APOIO 6) mas alertará para que os alunos não olhem antes de explicar-lhes o desafio. Nessa folha haverá um desafio de caça palavras, onde os alunos deverão encontrar pelo menos o nome de dez países da América Latina onde se fala espanhol como primeira língua. Os primeiros 5 alunos que encontrarem os nomes dos 10 países, receberão como recompensa um pirulito que vira chicle e 3 balas, os demais ganharão um pirulito e duas balas. (Tempo estimado 20 min) 5.5 Atividade de fixação 31 A professora entregará uma folha que será colada no portfólio (MATERIAL DE APOIO 7) com um pequeno diálogo e saudações básicas em espanhol. Então cantarão uma canção “Amiguitos” em espanhol. Em duplas treinarão como se apresentar em espanhol, soletrando seus nomes, de acordo com o modelo apresentado na folha. Enquanto isso, as professoras podem circular pela sala observando e ajudando na tarefa. Ao final da aula, as duplas poderão se apresentar para toda a classe, os alunos que participarem receberão um pirulito. (Tempo estimado: 25 min) Como tarefa de casa os alunos personalizarão o caderno do portfólio, e realizarão algumas atividades orientadas em aula. O portfólio deverá ser trazido para todas as aulas. Durante a aula, a professora passará uma folha de presença para ser preenchida com os nomes completos dos alunos. 6. RECURSOS 6.3. Humanos: Professoras; alunos. 6.4. Materiais: Lápis colorido; lápis; borracha; caneta; folhas xerocadas; quadro negro; dicionário; notebook; multimídia; vídeos; roupa de cigano; caixa; cadeiras; caderno de portfólio, globo terrestre. 7. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados, considerando: 7.3. A participação nas dinâmicas e a prática oral. 7.4. O interesse em classe e a organização do portfólio. 8. OBSERVAÇÕES A fim de organizarmos todo nosso material, arrumarmos as classes em semicírculo e escrevermos no quadro para otimizarmos nosso tempo fomos para a escola às 13 horas. Nessa meia hora anterior a chegada dos alunos, já tivemos dificuldades em conseguir um fio de extensão que estivesse em boas condições de uso, pois toda vez que íamos 32 testá-lo, o mesmo não funcionava. Quando finalmente conseguimos um fio adequado já se havia passado meia hora, e os alunos então começaram a chegar. Iniciamos a aula no horário previsto, explicamos como se daria o projeto, quais os objetivos que pretendíamos alcançar até o final do curso. Falamos sobre a importância de se aprender uma nova língua e exploramos que a língua é instrumento de comunicação. Quando fomos passar o vídeo sobre a origem do espanhol, embora tenhamos feito toda uma preparação para otimizar o tempo, tivemos um problema técnico, e tivemos que pedir auxílio para o técnico da escola. Enquanto isso, fomos conversando com os alunos para saber de suas expectativas com o projeto. Passados 10 minutos conseguimos prosseguir a aula. Consideramos que a escolha do vídeo “a origem do espanhol” de 2min e 10 seg não foi muito acertada, antes tivéssemos feito apenas uma pequena explanação, pois a narração foi muito rápida e percebemos pela “carinha” dos alunos que não foi muitointeressante. Mas em seguida pegamos um mapa e com nossas palavras explicamos o que o vídeo falou. As demais atividades todas foram apropriadas, acreditamos que a escolha metodológica tenha sido apropriada para este grupo de alunos. O feedback que tivemos em sala de aula foi muito positivo, os alunos acompanharam bem os conteúdos e participaram ativamente da aula. A figura da cigana serviu para criar um ambiente lúdico, onde os alunos foram introduzidos ao contexto da história do livro de “Cem Años de Soledad”, o qual pretendemos trabalhar em forma de conto em livre versão durante o projeto. Acreditamos que o elemento lúdico conquistou a atenção e contribuiu para o sucesso da primeira aula. Os alunos gostaram tanto da presença da cigana Mercedes que pediram que ela retornasse, então pensamos em trazer a personagem para a terceira aula onde trabalharemos as peças de vestimentas, assim poderemos explorar o modo de vestir-se da cigana. Quando explicamos o significado de niño/ninã e chico/chica, as crianças acharam graça pois o termo chico em português possui um significado pejorativo, no entanto sem valorizar demais o termo, explicamos que é o nosso guri e guria utilizado pelos gaúchos. Assim, no decorrer da 33 aula, sempre que nos referíamos a menino, optamos por utilizar niño para evitar constrangimentos, embora a reação dos alunos não tenha sido exagerada, apenas num primeiro momento acharam graça. A atividade do caça palavras, também foi bem aceita pelos alunos, apenas tivemos que dar uma ajuda extra para o aluno Natan, devido a suas dificuldades de aprendizagem. O mesmo aluno saiu-se muito bem em todas as atividades, expressando-se muito bem nas atividades orais. À medida que iam finalizando a atividade, os alunos recebiam pirulitos e balas como incentivo. A atividade final envolvia diálogos para a prática em duplas. Após a prática, convidamos um dos grupos que se dispusesse a apresentar o diálogo para o grande grupo. Os alunos estavam tão empolgados que todos quiseram apresentar. A atitude deles nos deixou motivadas e como recompensa pela atitude deles distribuímos pirulitos para todos. Acabamos excedendo o limite do tempo em 30 min nesta primeira aula a fim de explorarmos bem todos os conteúdos do cronograma. Ao final fizemos uma pequena confraternização com os alunos. 9. COMENTÁRIOS Algumas adaptações foram realizadas no projeto em relação a sua primeira edição com a devida aprovação da professora orientadora, como por exemplo a substituição da figura do cigano Melquíades para a figura da cigana Mercedes. Tal mudança justifica-se pela naturalidade e maior aproximação da realidade ao interpretarmos uma figura feminina. Também foram alteradas as datas previstas da primeira edição, bem como o projeto em vez de acontecer em turno regular, acabou sendo ofertado como um projeto de extensão em turno inverso aos alunos do quarto e quinto ano. Alteração essa devido à solicitação feita pela Smec de nossa cidade. Como até a manhã anterior ao início do projeto, alguns alunos do quinto ano desistiram de participar do projeto por motivos distintos, a vice-diretora da escola tomou a liberdade de abrir mais 8 vagas para os alunos do quarto ano. 34 Os quais compareceram em peso na tarde da realização do projeto com as devidas autorizações dos pais. Dentre estes alunos, encontra- se um aluno com necessidades especiais. Logo que soubemos procuramos acompanhá-lo mais de perto. O aluno participou ativamente de todas as atividades, demonstrou interesse especial nas músicas, e fez questão de participar dos diálogos. Como ele apresenta dificuldade na leitura e escrita, demonstrando encontrar-se na fase silábica alfabética, na atividade denominada “Sopa de Letras”, onde os alunos deveriam encontrar os nomes de 10 países que têm o espanhol como a língua oficial, auxiliamos o aluno Natan, para que ele tivesse êxito na atividade. Em momento nenhum o aluno foi excluído, pelo contrário, os próprios coleguinhas o envolveram nas dinâmicas onde tinham que praticar o diálogo de saudação. A música “Amiguitos”, já conhecida em português pelos alunos, foi acrescentada ao plano de aula as vésperas do dia inicial, por acreditarmos que a música se constitui num excelente instrumento de aprendizagem, pois desenvolve a linguagem, bem como permite a expressão das emoções, sendo também um importante meio de socialização e recreação. A aceitação da música foi tão significativa que decidimos acrescentá-la as demais aulas como uma dinâmica inicial para as atividades. Inicialmente buscamos desenvolver um feeling, sentir os alunos, perceber por suas reações até que ponto poderíamos utilizar a língua meta em sala de aula, e percebemos que utilizar apenas a língua meta não seria apropriado. Assim, procuramos utilizar a língua meta em diversas ocasiões, principalmente nos conteúdos a que nos propomos ensinar, porém sempre amparados pela língua mãe. Saímos de nosso primeiro dia de estágio fortalecidos e mais seguros de que a metodologia fora acertada, pois embora tenhamos extrapolado o limite das 2 horas aula, os alunos demonstraram interesse do início ao fim, o que nos motivou sobremaneira. No entanto, de nossa parte percebemos que será importante mantermos o tempo estabelecido de duas horas para os demais planos, e se mais adiante for necessário faremos alguns ajustes nas atividades a fim de que possamos cumprir o horário estabelecido no cronograma. 35 ANEXO 2 PLANO DE AULA 2 – ¿Cómo es? 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 30/04/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30 até 15h20min/ 2 h/aula 1.6. Nº de alunos: 14 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL: Aprender a descrever uma pessoa 2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Identificar personagens famosos por meio de adivinhação de características pessoais Perguntar utilizando o verbo ser ou tener “¿Es bajo?¿Tiene pelo corto?” Responder afirmativamente ou negativamente (Sí o no) Relacionar a imagem do escritor colombiano Gabriel García Márquez e do cigano Melquíades com as características aprendidas na folha de apoio Confeccionar um cartaz com a imagem e descrição física de um personagem famoso tirado de uma revista 36 3. CONTEÚDOS Comunicativos Linguísticos Lexicais Culturais Diálogos e produção de um cartaz em equipe; Dinâmicas comunicativas. Verbos ser e tener, pronombres. Relacionado ao uso de alguns adjetivos qualificativos (Características). Sequência do contexto cultural de Cem Anos de Solidão. Personalidades da Colômbia como o escritor Gabriel García Márquez. 4. HABILIDADES 4.1. Comunicação oral: Descrever uma pessoa fazendo uma leitura de imagem, apontando as características físicas. 4.2. Comunicação escrita: Identificar por meio de uma folha com adjetivos e pictogramas quais são as características pessoais do famoso escritor Gabriel García Márquez e de outras personalidades da revista, e escrever no cartaz algumas das características identificadas, o qual será fixado na parede da sala de aula posteriormente.5. PROCEDIMENTOS 5.1. Pré-atividade: A professora colocará no quadro uma imagem do cigano Melquíades (MATERIAL DE APOIO 8), e os alunos terão que 37 descrevê-lo fisicamente em português. Em seguida, a professora entregará uma folha com o desenho de um menino, onde haverá retângulos com a descrição das partes do corpo misturadas, onde eles terão que recortar e colar as partes no lugar apropriado (MATERIAL DE APOIO 9). Para essa atividade será permitido procurar o significado das palavras no dicionário e contarão com a ajuda das professoras. (Tempo estimado: 15 min) .5.2 Atividade inicial – Ser y tener Depois de haver aprendido as partes do corpo, a professora colocará no quadro duas imagens (MATERIAL DE APOIO 10) a qual será entregue em tamanho reduzido para o aluno colar no portfólio. Essas folhas conterão a conjugação do verbo “ser” e “tener” no singular e no plural e os pronomes pessoais em espanhol, com a tradução para o português. Esclarecerá que são verbos utilizados para descrever uma pessoa. A professora lerá e os alunos repetirão. Entregará outra folha com pictogramas para que cada um marque suas características pessoais (MATERIAL DE APOIO 11), o qual será colado no caderno. Então será a hora de treinar o visto, para tanto colocará no quadro a imagem do escritor Gabriel García Márquez e do jogador Neymar, que atualmente joga para o Barcelona (MATERIAL DE APOIO 12), perguntará, mostrando primeiro a imagem do escritor “¿Quién es? Explicará brevemente que se trata do criador do personagem do Melquíades, um grande escritor colombiano. Então os alunos descreverão o escritor utilizando o vocabulário aprendido, para isso podem pesquisar nas folhas anteriores quais são as características e as partes do corpo, em seguida descreverão a segunda imagem. (Tempo estimado 30 min) 5.3 Atividade de produção – Describir a alguién Dividirá a turma em dois grupos. As equipes ocuparão as extremidades da sala para que um não saiba o que o outro estará fazendo. Cada equipe receberá revistas, duas cartolinas, cola e 38 canetões coloridos. Com a revista irão eleger 2 pessoas famosas de preferencia que estejam com o corpo inteiro (una mujer y un hombre), os quais serão recortados e colados nas cartolinas. Depois de colar, os alunos escreverão com os canetões as características dessa personalidade, para isso utilizarão dicionários e as folhas com as descrições. Escreverão como título: Es hombre, e Es mujer. As professoras auxiliarão os alunos na tarefa. Então, depois da produção pronta será a vez de começar um jogo entre as duas equipes. A professora sorteará a primeira equipe a começar. Todos os membros do grupo se colocarão na frente da sala e dirão: “Es mujer, ¿Quién es? Então a equipe adversária fará uma pergunta por vez, exemplo “¿Es calvo?”, “¿lleva barba?”, “¿Tiene pelo corto?” Etc… (Que são as características já aprendidas anteriormente), a outra equipe só pode responder: “Sí o no”. Os alunos serão estimulados a fazer perguntas em espanhol. Em cada resposta positiva “sí”, a equipe receberá um ponto no placar marcado no quadro negro. A equipe que descobrir primeiro a identidade secreta do famoso com menos perguntas, e tiver mais pontos marcados será a vencedora. A equipe que perder terá que cantar a música do abecedário aprendida anteriormente. (Tempo estimado: 40 min) 5.4 Atividade final Para encerrar, a professora valorizará a produção feita em cartaz e comentará os aspectos positivos e caso tenha algum equivoco corrigirá em conjunto. Fixará os cartazes na parede. Como tarefa de casa, os alunos criarão uma frase em que utilizem um dos pronomes aprendidos, o verbo ser ou tener e uma característica pessoal. Também será passada uma folha de presença para que os alunos escrevam seus nomes. (Tempo estimado: 5 min) 6. RECURSOS 6.1. Humanos: professora; alunos. 39 6.2. Materiais: Canetões coloridos; quadro negro; parede; folhas xerocadas; revistas; cartolinas; cola; dicionário; notebook; imagens. 7. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados, considerando: 7.1. A participação nas dinâmicas em grupo e na prática oral. 7.2. A produção do trabalho em cartolina e o interesse em classe. 7.3. Pela construção do portfólio. 8. OBSERVAÇÕES Para o segundo dia de aula tivemos que fazer uma pequena adaptação, pois no dia anterior soubemos que a escola não poderia disponibilizar o aparelho de multimídia devido a uma palestra que ocorreria na escola no mesmo horário. Como a princípio projetaríamos as imagens das personalidades no quadro, acabamos imprimindo-as em papel colorido e a medida que íamos utilizando colávamos no quadro para que todos pudessem ver. Deslocamo-nos até a escola às 13 horas e assim conseguimos deixar todo material organizado para iniciar a aula. Logo que o primeiro aluno chegou, antes que tivéssemos tempo de abrir os lábios para cumprimentá-lo, fomos surpreendidas com um alegre e sonoro “Buenas tardes, professora”, pelo aluno Natan, o qual segundo fomos informadas pela direção está em processo de análise e testes para descobrir o motivo da dificuldade na aprendizagem. Esse fato nos deu uma injeção de ânimo, pois percebemos nele uma motivação real, e também ficamos mais confiantes para continuar desenvolvendo nosso trabalho criando um ambiente afetivo e lúdico, para que os alunos desenvolvam as habilidades. Utilizamos o início da aula para sanar dúvidas com relação as atividades de ligar as saudações com a imagem apropriada. Também trouxemos para a aula um crachá para os alunos escreverem os seus nomes e colarem na blusa para ficarmos todos identificados. O cronograma da aula foi seguido a risca, pois procuramos cronometrar bem a aula, porém sempre retomando conteúdos quando 40 necessário. Após os alunos ajudarem a completar a data do dia, explicamos o tema central da aula, demonstrando que havia relação com o que eles já haviam aprendido na aula anterior. Após a descrição física do cigano Melquíades, entregamos uma folha com uma atividade, onde os alunos teriam que relacionar as partes do corpo com a imagem, para isso eles deveriam buscar no dicionário o significado das palavras. O aluno Natan foi assistido bem de perto para conseguir acompanhar tudo, ajudamos a buscar as palavras no dicionário também. Os alunos demonstraram interesse em buscar por si próprios o significado, inclusive pedindo que não déssemos as respostas. Enquanto faziam a atividade íamos incentivando-os a buscar as respostas. Após essa atividade lemos junto com os alunos os verbos ser e tener, explicando que na aula passada eles já haviam utilizado esses verbos quando aprenderam a dizer seu nome, e uma característica pessoal. Os alunos receberam uma folha com pictogramas e marcaram suas características pessoais, após a atividade, as professoras passaram aluno por aluno fazendo uma pergunta e os alunos respondiam conforme haviam marcado. Quando colocamos no quadro a imagem do escritor Gabriel García Márquez e perguntamos “¿Quién es?”, fomos surpreendidas pela resposta de um aluno que disse “é o escritor de Cem Anos de solidão”, e isso que até aquele momento não havíamos mostrado nenhuma imagem do autor. Fato esse que nos faz pensar que nunca devemos subestimar a capacidade dos alunos. A atividade de descrever foi bem aceita pelos alunos. Procuramos incentivar que os alunos utilizassem os pronomes adequados para descrever as imagens. A atividade de produção onde em equipes produziram cartazes e depois participaram de um jogo de adivinha foi bem interessante,pois eles buscaram por si mesmos como descrever os personagens, e sempre que tinham dúvidas solicitavam auxílio. No final retomamos com eles as descrições utilizadas e valorizamos as produções expondo os trabalhos nas paredes de sala de aula. Ao término da aula fizemos uma confraternização com os alunos com refrigerante e pipoca. Como tarefa de casa, os alunos ficaram de trazer uma frase utilizando um dos pronomes aprendidos e um verbo, descrevendo uma pessoa. Fomos informadas de 41 que o aluno Cristiano precisou escolher entre dois projetos, desistindo do espanhol, pois o outo projeto ele recebia verba para participar. 9. COMENTÁRIOS Procuramos sempre valorizar as participações em aula, e quando ocorria algum equívoco, não chamávamos a atenção específica do aluno, mas repetíamos a forma correta para que eles aos poucos se dessem conta da pronuncia correta. As explicações eram sempre muito didáticas, a fim de facilitar a compreensão, para isso sempre utilizamos objetos variados, a fim de que houvesse uma associação entre a imagem e palavra/som. Os alunos adoraram participar das atividades, demonstraram estar bem motivados e pareciam compreender bem todas as explicações, pois sempre que retomávamos algum conteúdo os alunos demonstravam ter aprendido. Nossa vivência em sala de aula tem reforçado que a metodologia utilizada em sala é apropriada, sendo a ludicidade um importante instrumento de aprendizagem. A atividade de produção tinha como proposta desenvolver a liberdade de expressão do aluno, e embora tivesse uma orientação para a atividade, os alunos em conjunto poderiam desenvolver a atividade como julgassem melhor. A dinâmica de adivinhação no final foi bem produtiva e divertida. 42 ANEXO 3 PLANO DE AULA 3 – ¡Que divertido es vestirse! 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 07/05/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30min até 15h20min 2 h/aula 1.6. Nº de alumnos: 14 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1. OBJETIVO GERAL: Conhecer as cores e os modos de vestir-se 2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Observar, distinguir e descobrir as partes do corpo e as peças do vestuário combinando cores e vestimentas Localizar e nomear as partes do corpo com uma música Interpretar um vídeo sobre as peças de roupa e as estações do ano em que as mesmas são vestidas Relacionar as cores com as peças de roupa 43 3. CONTEÚDOS Comunicativos Lingüísticos Lexicais Culturais Expressar-se por meio de músicas; Compartilhar aprendizagens com o grande grupo. Alguns verbos para descrever o corpo e o modo de se vestir. Relacionados com as roupas, as cores e as partes do corpo. Os membros da família de Jose Arcádio Buendía, personagens do libro “Cien Años de Soledad”. 4. HABILIDADES 4.1. Comunicação oral: Obter informações das vestimentas e partes do corpo por meio de vídeos e músicas. Conhecer a historia de Cien Años de Soledad, um marco da Literatura Española, de Gabriel García Márquez através de imagens e contação de história. 4.2. Comunicação escrita: Obter informações a respeito das cores e vestimentas através dos pictogramas com texto em espanhol. 5. PROCEDIMENTOS 5.1. Pré-atividade: Iniciar a aula com a música “Buenas tardes Amiguito”. Então a professora convidará os alunos para sacudir o corpo com a música do vídeo “Cabeza, hombro, rodilla y pie” (MATERIAL DE APOIO 13), assim os alunos já estarão recordando os conteúdos aprendidos na última aula. Então, depois de sacudir o corpo, a 44 professora solicitará ajuda para que alguém escreva a data no quadro. Então, realizará a chamada e enquanto chama o aluno, o mesmo lerá a frase da tarefa de casa da aula anterior. (Tempo estimado: 20 min) 5.2. Atividade inicial – leitura compreensiva: Logo após, os alunos escutarão a primeira parte da história de “Cem Anos de Solidão”, sobre a família de José Arcádio Buendía, a qual será contada por meio de uma produção feita pelas alunas no Movie Maker em forma de conto (MATERIAL DE APOIO 14), que também mostrará as imagens de cada membro da família e a cidade de Macondo (MATERIAL DE APOIO 15). (Tempo estimado: 15 min) 5.3. Segunda Atividade: Passará um vídeo com uma música “Que divertido es vestirse – con pictogramas” (MATERIAL DE APOIO 16). Através da música eles aprenderão a respeito das vestimentas e que roupas nós vestimos em estações como o inverno e o verão. Então, a professora entregará uma folha com as cores em espanhol para colorir (MATERIAL DE APOIO 17), e uma folha com as peças de roupas para pesquisar os nomes (MATERIAL DE APOIO 18). Então uma das professoras sairá da sala para se vestir de cigana Mercedes, onde ela irá interagir com os alunos. (A personagem foi adicionada aqui, pois foi uma solicitação dos alunos que ela voltasse para interagir). (Tempo estimado: 20 min) 5.4. Atividade de produção A professora projetará um vídeo “A jugar con los colores” (MATERIAL DE APOIO 19). Então, os alunos receberão uma folha, nela um dos personagens da família Buendía (MATERIAL DE APOIO 20). A tarefa consistirá em pintar as peças de roupas e 45 escrever o nome da peça de roupa e a cor que utilizou. O exercício será colado no caderno de portfólio. Para integração dos alunos, a professora proporá uma brincadeira onde dividirá os alunos em dois grandes grupos. Cada um receberá uma sacola com a mesma quantidade de peças de roupas, uma delas representando Úrsula e outra representando José Arcádio Buendía, as duas equipes elegerão um colega (uma menina e um menino) para serem vestidos pelos demais colegas. O detalhe é que os alunos que serão vestidos não poderão ajudar a se vestir, apenas os colegas poderão fazê-lo. Os alunos terão 1 minuto para a tarefa. Depois a professora retomará que roupas eles utilizaram para se vestir, reforçando os conteúdos aprendidos. Como tarefa de casa os alunos receberão uma folha com o corpo e as peças de roupa utilizadas no verão e no inverno para encaixar e pintar (MATERIAL DE APOIO 21), a qual deverá ser colada no portfolio. (Tempo estimado: 35 min) 6. RECURSOS 6.1. Humanos: professora; alunos. 6.2. Materiais: lápis de cores; colas; tesouras; quadro negro; folhas; vídeos; musicas; portfólio; multimídia; dicionário. 7. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados, considerando: 7.1. A compreensão e a produção das atividades 7.2. A participação nas atividades para o portfólio 8. OBSERVAÇÕES Os alunos chegaram para a aula com muita empolgação, todos fizeram questão de cumprimentar dizendo “Buenas tardes”. As classes dos alunos foram arrumadas em forma de U devido ao tamanho da sala ser muito pequena, por esse motivo em todas as aulas temos deixado nesta posição. 46 Iniciamos a aula cantando nossa musiquinha inicial e em seguida as professoras fizeram uma conversa informal para ver se os alunos lembraram o que aprenderam nas aulas anteriores. Todos participaram. A professorapediu que os alunos saíssem das classes e ficassem em pé no meio da sala e por meio de um vídeo aprenderam a música em espanhol “Cabeza, hombro, rodilla y pie”. Foi uma proposta bem legal a utilização da música, os alunos demonstraram empolgação. Já que no decorrer das aulas percebemos que os alunos gostam muito de colaborar na aula, seja distribuindo material ou participando ativamente da aula, decidimos que seria interessante em vez da professora escrever a data, os alunos poderiam e já estariam aptos a fazê-lo na terceira aula. Então, devido a essa atitude positiva por parte dos alunos, modificamos no nosso plano incluindo a participação dos mesmos. Então, a professora solicitou a ajuda de algum aluno para escrever a data no quadro, o interessante foi que ficamos numa “saia justa”, pois dai resultou que todos eles queriam escrever, mas acredito que fomos felizes ao pensar rapidamente e encontrar uma solução para que ninguém ficasse triste. Decidimos que cada um escreveria uma palavra, e caso alguém não pudesse participar naquela hora o faria na próxima aula. Acredito que todos ficaram satisfeitos. Enquanto a professora fazia a chamada, a outra professora passou em todas as classes olhando os cadernos do portfólio, escrevendo um recadinho para o aluno e colocando uma carinha feliz. Quando perguntamos sobre a tarefa de casa, apenas uma das alunas havia feito a atividade e ela leu então a frase que criou. Os demais alunos ficaram de trazer suas frases na próxima aula. Neste dia os alunos ouviram a primeira parte da história de Cem Anos de Solidão através de um vídeo produzido pelas professoras. Após o vídeo conversamos com os alunos sobre o que entenderam e fomos explicando imagem por imagem o que aconteceu. Depois os alunos aprenderam sobre as vestimentas e as cores, e então tinham que procurar no dicionário o significado das cores. Os alunos fizeram a relação com o português, acreditando que Rojo era roxo, então incentivamos para que eles desvendassem o significado por si mesmos, já outras cores eles comparavam ao português, mas mesmo assim pedíamos para que eles comprovassem. No momento em que os alunos iam estudar as peças de roupas, tivemos a presença da personagem da cigana Mercedes que veio ajuda-los nessa 47 tarefa, os alunos ainda tiveram que descrever que roupas a cigana estava vestindo. Já que os alunos demonstraram interesse em participar, a cigana solicitou a ajuda dos alunos para ler as peças de roupa em espanhol. Então os alunos receberam folhas com desenhos dos personagens da família Buendía, onde eles tinham que colorir e escrever o nome em espanhol da peça de roupa e a cor utilizada. Por causa do tempo, os alunos ficaram de terminar de colorir em casa e apresentar para os alunos na próxima aula que cores utilizaram. Ao final da aula fizemos uma dinâmica que os alunos simplesmente amaram – dividimos os alunos em duas equipes, e os alunos deveriam em 1 minuto vestir um colega o caracterizando de Sr José Arcádio Buendía e a outra equipe teria que caracterizar a Sr Úrsula Iguarán. As equipes terminaram ao mesmo tempo, não havendo necessidade de pagarem prenda. Então retomamos que peças de roupas foram utilizadas. Os alunos receberam uma folha para colorirem e recortarem peças de roupas que se utiliza no verão e no inverno. Após as atividades, a cigana Mercedes realizou uma mágica com os alunos utilizando moedas de 1 real, onde os alunos tinham que escrever a inicial do nome e segurar na mão, após misturar as moedas, a cigana retirava exatamente a moeda que continha a inicial do nome. Por fim, fizemos rapidamente um joguinho da forca, onde os alunos teriam que adivinhar o nome do lanche que as professoras preparam para eles. Eles rapidamente acertaram, quando receberam a dica que a professora havia comentado em outra aula que era um falso amigo. Então fizemos uma confraternização com “pastel de chocolate” e guaraná. 9. COMENTÁRIOS Procuramos utilizar a língua espanhola na aula, mas sempre que alguém timidamente perguntava, ou que pela expressão percebíamos que não entendiam, explicávamos. Mas o que percebemos é que os alunos ficam maravilhados quando falamos em espanhol com eles, e mais ainda quando eles conseguem se expressar na língua meta. Como os alunos gostam muito de participar das aulas, acabamos adaptando no momento as atividades para que eles se sentissem coautores de sua aprendizagem. Quando uma aluna escreveu “miércoles” no quadro, ela havia se esquecido da letra i e do acento agudo, para corrigir a escrita, já que os alunos iriam copiar a data nos 48 cadernos, corrigimos em conjunto, assim eles foram solicitados a prestar a atenção na escrita para descobrir se estava faltando alguma coisa. Todos eles contribuíram. Acreditamos que essa estratégia de levá-los a refletir sobre a escrita contribui para a correção de erros. E a correção foi tão espontânea que não criou constrangimentos. Esteve novamente presente nesta a aula a personagem da cigana, e além de servir como um recurso didático para um fim de aprendizagem, a cigana também se constitui num instrumento lúdico que contribui na promoção da aprendizagem. A cigana realizou ao final da aula, antes da confraternização, uma “mágica” com os alunos utilizando moedas, onde os alunos escreviam a inicial do nome. E é claro que a soma destas coisas tornaram a aula uma experiência empolgante, e sabemos que alunos motivados aprendem melhor. As dinâmicas são muito apreciadas pelos alunos, como por exemplo, a dinâmica de vestir-se como um personagem. A única coisa que sentimos muito é que não tenhamos tempo hábil para dar conta de todas as vontades dos alunos de participar e querer aprender se divertindo. Sentimos que se tivéssemos um cronograma superior as 12 aulas, poderíamos explorar muitos conteúdos por meio destas dinâmicas. Mas como se trata de um projeto estruturado com tempo limitado, temos que tentar fazer o melhor com o tempo que temos, inclusive cuidando para não nos deixarmos levar apenas pela emoção do momento, quem dera pudéssemos atender a todas as solicitações (como por exemplo, aconteceu que todos os alunos queriam se vestir e se fossemos permitir que todos o fizessem, precisaríamos de dois períodos só para isso, então nesse sentido, temos que ter a autoridade de eleger, sem, contudo excluir ninguém, mas demonstrando que de uma forma ou outra a função que cada um desempenha na equipe é fundamental para o sucesso da tarefa). Nesse sentido, fica claro que o espaço aula não é engessado, mas um lugar onde várias personalidades tecem a trama da aprendizagem. E ainda que o tempo, as pessoas e as atividades sejam flexíveis, não podemos deixar de cumprir o cronograma. 49 ANEXO 4 PLANO DE AULA 4 “La familia” 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 14/05/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30min até 15h20min/ 2 h/aula 1.6. Nº de alunos: 14 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral: Apresentar aos alunos os membros que compõem uma família em espanhol e o papel que cada membro desempenha dentro dela, e o número de integrantes de cada família Conhecer os dias da semana na língua espanhola 2.2 Objetivos específicos: Identificarcomponentes da família em espanhol a partir dos membros da família Buendía Reconhecer as relações entre indivíduos de uma mesma família 50 Descrever que atividades o aluno desempenha na sua família e quais atividades cada membro da família realiza Descrever algumas profissões Construir a árvore genealógica da família Buendía Identificar a relação da quantidade de membros da família com o numeral em espanhol apropriado Refletir sobre qual dia da semana mais gostam 3. CONTEÚDOS Comunicativos Linguísticos Lexicais Culturais Leitura e conversa espontânea sobre as experiências das vivências de suas famílias. Verbos ser no presente do indicativo. Verbo haber na forma “Hay”. Artigo masculino definido. Pronomes pessoais. Verbo gustar. Como dizer algumas profissões; Numerais; dias da semana; membros da família; atividades e relações de parentesco. Relacionado aos membros da família de José Arcádio Buendía e ao contexto da história de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. 4. HABILIDADES 4.1. Comunicação oral: Obter informações sobre as relações de parentesco entre os membros de uma família por meio de uma conversa informal com os alunos. Refletir sobre as atividades desempenhadas pelos membros da família, a partir da compreensão dos papéis desempenhados pelos membros da família Buendía. 51 Aprender a contar a través de um vídeo com uma canção dos números. 4.2. Comunicação escrita: Obter informações a partir da leitura de pictogramas com a escrita das profissões. Obter informações dos membros da família através de texto escrito no quadro negro. 5. PROCEDIMENTOS 5.1. Pré-atividade: A professora convidará os alunos para cantarem a música “Buenas tardes, amiguitos”. Então, pedirá que os alunos apresentem seus trabalhos que ficaram como tarefa de casa. Depois solicitará que os alunos escrevam no quadro negro a data para ser copiada no caderno do portfólio. “Hoy es miércoles, 14 de mayo de 2014”. Então perguntará “Qual dia da semana vocês mais gostam e por quê?” E “Qual dia da semana vocês menos gostam?”. Depois da conversa informal, os alunos receberão uma pequena folha xerocada com os nomes dos dias da semana em espanhol (MATERIAL DE APOIO 22), para preencher que dia da semana é e “¿Cuál día de la semana más te gusta?.” A professora explicará que os dias das semanas são palavras masculinas, por isso se diz “El lunes, el martes…”. Então os alunos terão um tempo para preencher as frases. (Tempo estimado: 15 min) . 5.2 . Atividade inicial – leitura compreensiva: A professora explicitará os objetivos da aula de hoje, então escreverá no quadro negro o tema da aula “La Familia”. Utilizará os desenhos dos membros da família Buendía da aula anterior e colará com fita no quadro, construindo uma árvore genealógica. 52 Enquanto cola, os alunos ajudarão a relembrar quais eram os membros da família. Então, conversará com os alunos sobre a família. Utilizará perguntas norteadoras, como: “O que é para vocês uma família?”, “Quem faz parte da família?” “O que faz cada membro da família?”. Registrará em espanhol no quadro negro ao lado de cada membro da família a conclusão a que chegarão os alunos sobre as respectivas relações. Lerá e os alunos repetirão: “Padre/papá, madre/mamá, hijo/hija, hemano/hermana”. Depois a professora escreverá acima de padre e madre: Abuelo/ abuela, relacionando com a palavra em português. A professora fará frases para os alunos completarem oralmente a respeito das relações de parentesco dos membros da família Buendía, como por exemplo: La madre de Amaranta se llama...(Úrsula); Rebeca y Amaranta son ......(Hermanas); José Arcádio (hijo) es ...... (hijo) de José Arcádio Bendía (padre). (Tempo estimado 20 min) Então a professora entregará uma folha com o desenho de uma árvore genealógica da família Buendía (MATERIAL DE APOIO 23), onde os alunos estabelecerão as relações de parentesco, onde terão que preencher com os nomes e as respectivas relações entre os membros. Depois os alunos poderão colorir a árvore como queiram. (Tempo estimado 10 min) Após a atividade a professora perguntará quantos membros tem a família Buendía. Então lhes ensinará os números de 0 até 10 em espanhol através de um vídeo com uma música e uma folha contendo os numerais (MATERIAL DE APOIO 24). Escreverá no quadro negro para ser copiado no caderno do portfolio “¿Cuántas personas hay en mi familia?” e a resposta: “Hay en mi familia ___ personas”. Então cada aluno, um por um terá que responder em espanhol para toda a classe quantos membros “hay en su familia”. (Tempo estimado: 15 min) 53 5.3 Atividade de produção: Depois de haver aprendido sobre as relações familiares, número de membros da família, será hora de aprender sobre os papéis que cada membro realiza e suas profissões. A professora lhes entregará uma folha com pictogramas das profissões e abaixo delas a seguinte pergunta: “¿A qué te dedicas?” (MATERIAL DE APOIO 25). Nas respostas das folhas estará a seguinte estrutura a ser preenchida: “Soy….”. (Tempo estimado: 30 min) Como tarefa de casa para a próxima semana os alunos terão que trazer materiais recicláveis como caixinhas de remédios, leite, tampinhas de garrafa, rolo de papel higiénico, retalhos de tecido para a confecção de uma maquete da casa dos Buendía, da história de Cem Anos de Solidão. 6. RECURSOS 6.1. Humanos: professora; alunos. 6.2. Materiais: caneta; lápis; quadro negro; folhas; objetos variados; vídeos; músicas. 7. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados, considerando: 7.1. A participação na dinâmica da sala de aula 7.2. Organização do portfólio 7.3. Envolvimento nas tarefas 8. OBSERVAÇÕES Alguns ajustes precisaram ser feitos no plano de aula 4, a começar pelo título “Mi Familia”, o qual foi mudado para “La família”. Também adaptamos alguns materiais de apoio, como da árvore genealógica, que em vez de ser uma árvore da família da criança, passou a ser a árvore de uma família específica, no caso, da família Buendía. O material de apoio das profissões também fora modificado, retiramos as frases “¿A qué se dedica tu padre/madre?” E 54 colocamos apenas como título ““¿A qué te dedicas? E “Yo soy......... (estudiante)”. Tais mudanças se justificam, pois recebemos uma aluna que atualmente encontra-se na Casa de Passagem de Menores abandonados, a qual desconhece a mãe biológica e de cujo pai e madrasta sofria maus tratos. Essa mudança na clientela do projeto ocorreu porque foram abertas vagas para os alunos do quarto ano participar do projeto a fim de fecharmos o grupo de alunos para iniciarmos as atividades, e assim, mudou-se um pouco a clientela a qual o projeto havia sido destinado. Também modificamos no planejamento a participação dos alunos para escreverem a data no quadro, pois percebemos nisso um potencial didático. Também acrescentamos ao material de apoio 24, além do vídeo, uma folha contendo os numerais cardinais, pois reavaliamos e acreditamos ser relevante para os alunos terem posse desse material para conhecimento e pesquisa. À medida que os alunos foram chegando, enquanto se acomodavam alguns vieram mostrar seus cadernos para mostrar a tarefa da aula anterior. Também leram frases criadas por eles utilizando um dos pronomes e os verbos aprendidos, e quem não se lembrou de fazer, fez questão defazer em aula. Esse foi um momento bem especial, pois vê-los criando frases tão criativas foi realmente emocionante. Os alunos também mostraram seus desenhos dos personagens da família Buendía e compartilharam com os colegas em espanhol que cor utilizaram e quais peças de roupas o personagem vestia. Convidamos os alunos para cantar nossa musiquinha oficial e os alunos pediram que cantássemos também a música “Cabeza, hombro, rodilla y pie”, a qual eles gostam muito, cantamos 2 vezes utilizando o vídeo. Um dos meninos não quis fazer os gestos, mas no geral, embora os meninos sejam um pouco mais tímidos que as meninas, eles participam ativamente da aula. As crianças colaboram escrevendo a data no quadro e fizemos uma conversa informal sobre que dia da semana mais gostavam. Ficamos muito felizes quando uma menina disse que o dia que mais gostava era “miércoles”, quando perguntamos o porquê, ela respondeu que era porque tinha aula de espanhol, e outros alunos concordaram. Os alunos demonstraram curiosidade com o tema da aula, isso porque quando copiaram a data eles sempre copiavam também o tema. Então escrevemos no quadro “La família”, e conversamos sobre o que é uma família e quem faz parte da família. Então 55 fomos construindo no quadro o desenho de uma árvore genealógica, onde fomos retomando os membros da família Buendía. Os alunos foram ajudando recordando os nomes dos personagens. À medida que colávamos os personagens íamos escrevendo a relação de parentesco acima das imagens e também na lateral do quadro, escrevemos os nomes em espanhol e o significado em português, os alunos copiaram nos cadernos. Todas as palavras que deveriam ser escritas no caderno, escrevíamos no quadro, pois o aluno Natan necessita ter a palavra escrita para copiar. Pois se apenas disséssemos escrevam “hijo”, o aluno que tem dificuldades de aprendizagem não conseguiria fazê-lo, mas ao apontar o que deveria ser copiado naquele espaço, o aluno fazia com facilidade. Então os alunos receberam uma cópia da árvore genealógica da família Buendía e completaram conforme o modelo do quadro. Após essa atividade perguntamos quantos membros havia na família Buendía, então passamos um vídeo com uma musica que ensina os números de forma bem didática, e entregamos uma folha com os numerais e como se escrevem. Os alunos copiaram do quadro a frase “¿Cuántas personas hay em mi família?” e a resposta: “Hay em mi família _____ personas”. E assim todos tinham que responder em espanhol quantos membros havia em suas famílias. Após entregamos uma folha com pictogramas das profissões, e falamos que cada membro da família e da sociedade desempenha uma função importante, os alunos compartilharam que profissões gostariam de ter quando crescer. Os alunos queriam saber como se escrevia “professora”, então escrevemos no quadro. Pedimos para os alunos trazerem sucatas para a próxima aula, pois construiremos uma maquete. Durante as aulas outras perguntas surgiam e assim íamos ensinando. No final da aula fizemos uma confraternização e enquanto organizávamos a sala, alguns alunos permaneceram na sala e ficaram escrevendo no quadro. Já havíamos guardado as câmeras, mas quando vimos as escritas espontâneas deles, começamos a tirar fotos para guardar como registro. Foi um momento muito feliz e grato, pois vê-los produzindo, criando, arriscando-se foi surpreendente. Alguns nem olharam no material, saíram escrevendo, juntando os pedacinhos de tudo que haviam aprendido. Algumas frases continham pequenos erros, mas valorizamos as escritas e 56 registramos, pois essas produções são para nós motivos de orgulho dos nossos alunos. 9. COMENTÁRIOS Toda aula foi muito produtiva, conseguimos cumprir todo cronograma e ainda dedicamos um tempo para os alunos compartilharem seus trabalhos. A aula foi bem-sucedida e comunicativa, os alunos participaram ativamente da construção do conhecimento. Saímos desta aula com um sentimento de gratidão e de dever cumprido, pois observá-los florescendo, assimilando o conhecimento da língua espanhola e de posse do conhecimento de um dos marcos da Literatura Espanhola, foi gratificante. 57 ANEXO 5 PLANO DE AULA 5 “Mi hogar” 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 28/05/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30min até 15h20min 2 h/aula 1.6. Nº de alunos: 14 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral: Identificar as partes da casa em espanhol, através da criação de uma maquete Compreender a localização dos espaços do lar 2.2 Objetivos específicos: Identificar os nomes em espanhol das partes que compõem a casa Nomear as partes da casa Nomear a mobília da casa Criar em conjunto uma maquete das partes da casa da família Buendía 3. CONTEÚDOS 58 Comunicativos Linguísticos Lexicais Culturais A leitura dos nomes das partes da casa e a construção em conjunto de uma maquete. Pronomes pessoais. Relacionado as partes da casa: Cocina, sala, baño … Vocabulário básico da mobília que integra as partes da casa. Relacionado a casa da família Buendía, da história Cem Anos de Solidão, marco da Literatura espanhola 4. HABILIDADES 4.1.1. Comunicação oral: Obter informações sobre as partes da casa através da leitura de imagem de uma planta baixa da casa da família Buendía. 4.1.2. Comunicação escrita: Obter informações a partir da nomeação de objetos e partes que compõem a casa dos Buendía. 5. PROCEDIMENTOS 5.1.1. Pré-atividade: A professora iniciará a aula saudando os alunos e os convidará para cantar uma música para iniciar a aula. Solicitará que os alunos escrevam a data no quadro para ser copiada para o caderno do portfólio. Então retomará brevemente a história da família Buendía, e passará um vídeo (MATERIAL DE APOIO 14) com a segunda parte da história, onde Úrsula e José Arcádio Buendía adotam Rebeca, os lembrará sobre a peste da insônia 59 que não permitia que ninguém mais dormisse. Depois de contar a 2ª parte da história, perguntará: “O que aconteceu com o povo macondino como consequência de não poder mais dormir?”. Os alunos deverão lembrar que eles foram esquecendo os nomes das coisas. A professora perguntará “E para não esquecer o nome das coisas, o que os Buendía fizeram?”. A resposta deverá ser “Eles começaram a colocar nome nas coisas”. Então a professora dirá que hoje eles construirão em conjunto uma maquete com os produtos reciclados trazidos pelos alunos e professoras, onde nomearão as partes da casa dos Buendía. Mas antes disso a professora fará uma dinâmica sobre uma das profecias. (Tempo estimado 5 min) 5.2. Atividade inicial – leitura compreensiva: A professora perguntará se os alunos lembram o que dizia a profecia a respeito de uma criança que nasceria. A resposta esperada será “nasceria uma criança com rabo de porco”. Então a professora dirá que lá pela sétima geração da família Buendía, finalmente a profecia se cumprira, nascera uma criança com“cola de cerdo”. A professora colará no quadro uma figura de um bebê e na mão terá em EVA o recorte de um rabo de porco (MATERIAL DE APOIO 26). A professora escreverá no quadro: A la izquierda, a la derecha, arriba, abajo. Explicará o significado em português. Dividirá os alunos em 2 grupos, cada grupo elegerá 2 colegas para serem vendados. A brincadeira consistirá em: O aluno vendado será guiado pelos demais colegas do grupo a fim de colar na figura do bebê o rabo de porco (Cola de cerdo). As instruções para guiar o aluno vendado deverão ser dadas preferencialmente em espanhol. (Tempo estimado: 10 min) 5.3. Atividade de produção: Os alunos receberão uma imagem de uma planta baixa da casa dos Buendía (MATERIAL DE APOIO 27), nela estarão descritas 60 em espanhol as partes da casa. A professora lerá em espanhol e perguntará qual é a tradução da palavra pela leitura que os alunos farão da imagem. Depois dividirá os alunos em pequenos grupos, cada grupo será responsável pela confecção de uma parte da casa dos Buendía. Então, com materias recicláveis os alunos criarão uma maquete, demonstrando o trabalho em equipe. Depois de pronto, os alunos farão fichas nomeando as partes da casa e a mobília. Como tarefa de casa os alunos terão que trazer uma fruta para a próxima aula. (Tempo estimado: 75 min) Caso os alunos não terminem a maquete, o trabalho será retomado no início da próxima aula. 6. RECURSOS 6.1 Humanos: professora; alunos. 6.2 Materiais: Materiais recicláveis: caixas de papel, isopor, tampas, papéis, tecidos etc...; pistola e cola quente; caneta; quadro negro, imagem; objetos variados. 7. AVALIAÇÃO Os alunos serão avaliados, considerando: 7.1.1. A participação ativa em sala de aula 7.1.2. O processo de aquisição e assimilação dos conteúdos trabalhados durante a aula 7.1.3. Confecção de uma maquete em equipe 7.1.4. Criatividade 8. OBSERVAÇÕES A aula aconteceu conforme o planejado, seguindo o ritmo dos alunos. Iniciamos a aula cantando a música pedida pelos alunos “Cabeza, hombro, rodilla y pies”. Os alunos colaboraram na escrita da data e como sempre, estavam curiosos com o tema da aula. A fim de dar uma pista do significado 61 do tema “Mi hogar”, escrevemos no quadro a frase “Hogar, Dulce hogar”, e os alunos logo a associaram com a expressão em português Lar, doce lar. Retomamos a história da família Buendía de Cien Años de Soledad, os alunos lembraram bem os detalhes da história e nomes dos personagens. Passamos o vídeo com a segunda parte, os alunos gostaram muito e pediram para passarmos mais uma vez. Quando conversamos com eles sobre o vídeo, percebemos que eles entenderam bem todo o contexto, souberam contar os detalhes do que ouviram em espanhol. Fizemos a dinâmica onde os eles vendados tinham que colar o rabinho de porco no bebê, nessa atividade em vez de dividir em duas equipes como estava previsto no planejamento, entendemos que se eles trabalhassem em equipe juntos alcançariam o objetivo, então elegemos uma menina e um menino, para isso utilizamos o critério altura. Para a menina que era mais baixa, colocamos propositalmente a imagem do bebê mais elevada, e os colegas tinham que auxiliá-la com as dicas em espanhol “arriba” para que ela concluísse a tarefa. Para o menino mais alto, colocamos a imagem bem baixa, para que os alunos praticassem “abajo”. Os alunos demonstraram gostar muito da brincadeira. Perguntamos o que os macondinos fizeram para não esquecerem os nomes das coisas, os alunos responderam que começaram a colocar o nome sobre as coisas. Então apresentamos a nossa proposta de trabalho para aquela tarde que era a confecção da maquete del hogar de la família Buendía, onde os alunos criariam os ambientes e nomeariam com os respectivos nomes em espanhol, para isso utilizariam o dicionário e a folha com a planta baixa da casa. Os alunos demonstraram trabalho em equipe, cooperação e entusiasmo, além de muita criatividade na hora de criar os ambientes. Apesar de a atividade ser mais descontraída, os alunos mantiveram a ordem, o respeito e podemos dizer que foi uma tarde maravilhosa. Ao final todos se sentiram arquitetos, coprodutores da obra. Um pouco antes de bater o sinal para o recreio fizemos uma confraternização com refrigerante, “pastel de chocolate” e os alunos ganharam pirulitos. Depois que a aula acabou, a maioria dos alunos foi embora, porém uns quatro permaneceram por ali enquanto limpávamos e organizávamos a sala de aula. Enquanto isso eles fizeram um vídeo e espontaneamente foram apresentando a maquete, tentando falar em espanhol. Observar esse momento foi algo muito especial, pois percebemos o 62 empenho e interesse deles em utilizar a língua espanhola e o quanto se sentem orgulhosos de poder aprender essa língua. 9. COMENTÁRIOS Acreditamos que a proposta da maquete e a nomeação das partes da casa atreladas a história de Cien Años de Soledad tenha sido uma experiência lúdica muito importante, tanto é que depois comprovamos pelo feedback dos alunos que foi uma das atividades de que eles mais gostaram e sentiram prazer em executar. Percebê-los motivados, não apenas no contexto da sala de aula, mas também em outros momentos em que a aula já se encerrou, é uma experiência ímpar. Percebemos também que cada aula eles demonstram estar mais a vontade para utilizar a língua, e já não precisamos mais pedir que utilizem a língua espanhola, pois eles já o fazem de forma espontânea. Os alunos ficaram muito satisfeitos com o resultado do trabalho da maquete, e alguns após a aula fizeram um vídeo apresentando a maquete de forma bem espontânea. Ao final, colocamos a maquete num espaço da escola para ser apreciada pela comunidade escolar. 63 ANEXO 6 PLANO DE AULA 6 “Ensalada de frutas Macondina” 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1. Escola: Escola Municipal de Ensino Fundamental Waldenor Winkler 1.2. Professor titular: Cintia Blank 1.3. Professor estagiário: Luciana de Castro Regis; Nicole Winterfeld Ramos 1.4. Data: 04/06/2014 1.5. Horário da aula e número de horas/aula trabalhada: 13h30min até 15h20min 2 h/aula 1.6. Nº de alunos: 14 1.7. Nome do curso de extensão ou série dos alunos: A linguagem como ferramenta na compreensão do mundo e de si mesmo: meu mundo em espanhol. 5° ano do Ensino Fundamental 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo geral: Apresentar aos alunos os nomes das frutas em espanhol Resgatar os aspectos culturais referentes a história de Cem Anos de Solidão 2.2 Objetivos específicos: Identificar os nomes de frutas em espanhol em um pergaminho Saborear uma salada de frutas, identificando as frutas encontradas no pergaminho Desvendar o mistério do pergaminho de Melquíades 3. CONTEÚDOS Comunicativos Lingüísticos Lexicais Culturais Diálogo Advérbios de Relacionado Relacionado 64 informal; Trabalho em equipe. lugar. com vocabulário de frutas; helado; ensalada; partes da casa. a história de Cem Anos de Solidão. 4. HABILIDADES 4.1.1. Comunicação oral: Obter informações sobre o final da história de Cem Anos de solidão por meio da contação de história da professora 4.1.2. Comunicação escrita: Obter informações sobre o nome das frutas a partir de um pergaminho a ser desvendado 5. PROCEDIMIENTOS 5.1.1. Pré-atividade: A professora utilizará a primeira aula para os alunos apresentarem seus trabalhosda maquete, onde as duplas descreverão os objetos do ambiente e concluirão colocando as plaquinhas com os nomes que estejam faltando. A docente valorizará o trabalho feito em equipe e o colocará para ser exposto na escola para a apreciação de toda comunidade escolar. Para encerrar essa parte os alunos farão um registro escrito completando as partes da casa (MATERIAL DE APOIO 28). A folha deverá ser colada no portfólio abaixo da data. (Tempo estimado: 45 min) . 5.1.2. Atividade inicial – compreensão oral 65 A professora solicitará que os alunos escrevam a data no quadro para ser copiada no caderno do portfólio. Então dirá que hoje os alunos escutarão a história de quando o cigano Melquíades chegou a Macondo e escreveu um pergaminho que só poderia ser decifrado na sétima geração dos Buendía. Então, ainda sem revelar o final da história, perguntará: “Vocês querem saber o que estava escrito nos pergaminhos?”. Então passará o vídeo com a terceira e última parte de Cien años de Soledad (MATERIAL DE APOIO 14), quando a cidade de Macondo é destruída pelo vento, e contará que todo aquele tempo o que estava escrito nos pergaminhos era o destino dos Buendía. Então entregará uma folha dizendo que eles têm em mãos o pergaminho de Melquíades, nele um caça palavras a ser decifrado (MATERIAL DE APOIO 29) com nomes de frutas. Os alunos deverão encontrar e pintar os nomes e procurar no dicionário o significado. A folha deverá ser colada no portfólio. (Tempo estimado: 10 min) 5.3 Atividade final: Ensalada de frutas macondina A professora convidará os alunos para degustar de uma deliciosa salada de frutas macondina. Enquanto degustam, a professora reforçará os conteúdos. Os alunos farão uma auto avaliação, bem como uma avaliação do Projeto. As professoras entregarão os certificados, como uma forma de reconhecimento simbólico pelo empenho dos alunos. 6. RECURSOS 6.1.1. Humanos: professora; alunos. 6.1.2. Materiais: lápis; quadro negro; folhas; frutas; cozinha, talheres; sorvete; copos plásticos descartáveis. 66 7. AVALIAÇÃO 7.1 Os alunos responderão um questionário fazendo uma avaliação do projeto, escreverão com suas palavras o que acharam do projeto, o que gostaram e o que não gostaram. 7.2 Os alunos também farão uma auto avaliação, descrevendo como foi sua participação em aula, se foi ativa, passiva... 7.3 As professoras recolherão os portfólios para a avaliação e devolverão na outra semana pela professora titular. 8. OBSERVAÇÕES A última aula do projeto iniciou com lamentos dos alunos, todos começaram a dizer que estavam tristes porque era o último dia e que não queriam que o projeto terminasse. Também estavam ansiosos querendo saber se receberiam o certificado naquele dia. E por sinal, estávamos em sintonia, pois, embora não estivesse em nosso planejamento inicial, na terça-feira, um dia anterior ao último dia do projeto, tivemos a ideia de produzir um certificado simbólico para os alunos, e acreditamos que tenhamos sido muito felizes em seguir nossa intuição, pois a maior gratidão de todas foi ver o sorriso e brilho nos olhos dos nossos alunos quando viram um certificado tão bonito que preparamos para eles. Tiramos fotos das entregas e depois uma foto com a turma, as quais anexaremos ao final do relatório. Constava em nosso planejamento inicial utilizarmos a primeira hora de aula para os alunos terminarem a maquete, porém, como os alunos conseguiram terminá-la na aula anterior, utilizamos este espaço de tempo para os pequenos grupos responsáveis por cada cômodo apresentarem seus trabalhos para o grande grupo, e terminarem de nomear um e outro objeto que faltou colocar o nome. Depois os alunos fizeram um registro escrito, e então contribuíram escrevendo a data no quadro e copiaram o tema da aula. Então, assistiram com entusiasmo a última parte da história de Cien Años de Soledad, e realizamos uma conversa sobre o vídeo e logo após fizeram a última tarefa que era decifrar o pergaminho de Melquíades com os nomes das frutas, as quais eles tinham que buscar o significado no dicionário. A aula foi bem tranquila, como sempre. Os alunos colaboraram e realizaram todas as 67 atividades com dedicação. Escrevemos no quadro os nomes das frutas em espanhol e o respectivo nome em português com a ajuda dos alunos e eles copiaram para o caderno do portfólio. Ao final os alunos responderam uma avaliação do projeto, a qual será anexada junto ao relatório, onde eles tiveram a oportunidade de refletir sobre o seu desempenho como aluno e o nosso como professoras. Para confraternizar, trouxemos uma salada de frutas especial para ser degustada com os alunos, e até quem disse que não gostava muito de frutas, acabou comendo e repetindo porque dissemos que não era uma salada de fruta comum, e sim uma salada de fruta macondina, enquanto comíamos íamos identificando os tipos de frutas que encontrávamos na “ensalada”. Também distribuímos bombons como lembrança e despedida do projeto. Tivemos que fazer uma pequena adaptação nessa parte da elaboração da salada de frutas, pois o pessoal da cozinha não permitiu que levássemos toda turma para fazermos a salada de fruta lá, então trouxemos pronta de casa. Não utilizamos o sorvete como pretendíamos no projeto inicial, pois a época agora não era propícia por estarmos no inverno rigoroso e quando o projeto foi feito a previsão é que esta aula aconteceria no mês de abril, quando ainda seria quente. Então, foram esses pequenos ajustes que foram feitos já com antecedência para que tudo saísse da melhor forma possível. Ao final da aula, uma aluna entregou uma lembrança para cada uma das professoras, o que nos tocou profundamente, pois entendemos que esta é uma também uma prova de afeto. 9. COMENTÁRIOS Chegar ao final deste projeto com a mesma ou ainda maior motivação de quando começamos, para nós é uma imensa alegria. Todas as aulas foram detalhadamente planejadas, refletidas, avaliadas e poucos ajustes foram necessários. Acreditamos que isso se deva ao fato de nossa escolha metodológica que abarca a diversidade. Pudemos comprovar que um plano de aula nunca pode ser fechado, inflexível, mas deve se adaptar sempre a realidade da sala de aula. Podemos afirmar que a afetividade é o caminho que aproxima, ensina e transforma a realidade. 68 Um dos apelos dos alunos foi que o projeto continuasse, e foi também um pedido da diretora da escola, a qual gostou muito do nosso trabalho. Por isso, decidimos dar continuidade ao projeto nesta escola, pois temos certeza de que isso contribuirá sobremaneira para a valorização do universo escolar. 69 10. BIBLIOGRAFIA 10.1 LIVROS AMORIM, Vanessa. MAGALHÃES, Vivian. Cem Aulas Sem Tédio: sugestões práticas, dinâmicas e divertidas para o professor de língua estrangeira/ Vanessa Amorim e Vivian Magalhães. – Santa Cruz: Ed. Pe. Reus, 2003. P. 21 a 22 e 38 a 39. CAVALHEIRO, Ana Pederzolli. BLANK, Cintia Avila. Língua espanhola 1. Fpele. Curso de formação de professores de espanhol como língua estrangeira. LOPRETE, Carlos A. Literatura Hispanoamericana y Argentina. Buenos Aires: Editorial Plus Ultra, 1998. SHAW, Donald L. Nueva Narrativa hispanoamericana. Madrid: Ediciones Cátedra, 1992. Disponível em: es.wikipedia.org/wiki/Cien_años_de_soledad. Acesso em 14/01/2014. Disponível em: http://www.franciscodemiranda.cl/2009/Latinoamerica_Olvidada_en_Macondo- Italo_Antonucci.pdf. Acesso em 14/01/2014 MÁRQUEZ, Gabriel Garcia. Cién años de soledad. Disponível em: http://moodle.ufpel.edu.br/fpele/mod/resource/view.php?id=6863 Acesso 13/01/2014 MARTIN, Ivan. Síntesis: curso de lengua española: ensino médio. Editora Ática, 2010. SP VIÚDEZ, Francisca Castro. BALLESTEROS, Pilar Díaz. DÍEZ, Ignacio Rodero. FRANCO, Carmen Sardinero. Español en marcha 1: curso de español como lengua extranjera. Editora SBS, 2005. 10.2 VÍDEOS: 70 "El ABECEDARIO" Cuento para niños Aprender y entretener - Plaza Sesamo – Baby Eistein Tarea, 5 min44seg. Disponible en: https://www.youtube.com/watch?v=1xehVTf5tjU Acesso em 06/12/2014 Vídeo com a música “Cabeza, hombro, rodilla y pie”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=qMaJ1_eZDos Aceso em 09/01/2014 71 Origem da Língua Espanhola. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=W74tXqDcX4w Acesso em 06/01/2014 Música “Qué divertido es vestirse”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=y4GKJFUpNlw&list=PL8202DA30650DDF28 &index=35 Acesso em 09/01/2014 72 Vídeo “A jugar con los colores” Disponível em:http://aprendizagemludicadeespanhol.blogspot.com.br/ Acesso em 10/01/2014 73 11. MATERIAIS DE APOIO: 11.1 MATERIAL DE APOIO 1- Vídeo Origem da língua espanhola. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=W74tXqDcX4w 11.2 MATERIAL DE APOIO 2 – Vídeo música "El ABECEDARIO" Cuento para niños Aprender y entretener - Plaza Sesamo – Baby Eistein. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1xehVTf5tjU 11.3 MATERIAL DE APOIO 3 – Xeróx do abecedário 74 11.4 MATERIAL DE APOIO 4 – Vídeo música “El abecedário”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=T2ThGVUk-z8 75 11.5 MATERIAL DE APOIO 5 – Mapa e texto “Español: Lengua importante” 76 77 11.6 MATERIAL DE APOIO 6 – Desafio caça palavras 11.7 MATERIAL DE APOIO 7 – Saludos 78 11.8 MATERIAL DE APOIO 8 – Imagem do cigano “Melquíades” 79 80 11.9 MATERIAL DE APOIO 9 – Partes del cuerpo 81 11.10 MATERIAL DE APOIO 10 – Verbos ser y tener 82 11.11 MATERIAL DE APOIO 11 – Pictogramas com características físicas 83 11.12 MATERIAL DE APOIO 12 – Foto de Gabriel García Márquez 84 11.13 MATERIAL DE APOIO 13 – Vídeo com a música “Cabeza, hombro, rodilla y pie”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=qMaJ1_eZDos Aceso em 09/01/2014 85 11.14 MATERIAL DE APOIO 14 – Conto “Cién Años de Soledad” y vídeo Video criado no Movie Maker pelas alunas com narração feita pelas alunas: https://www.youtube.com/watch?v=TLTVaCLlJnk 1ª PARTE 2ª PARTE: https://www.youtube.com/watch?v=N_h2yUbHvlo 86 3ª PARTE: https://www.youtube.com/watch?v=jEyGc5sLqxg Cien Años de Soledad 87 Una historia de Gabriel García Márquez, escrita por las alumnas Luciana de Castro Regis y Nicole Winterfeld Ramos 1ª parte (Plan de aula 3 y 4) Hace muchos años vivía un hombre llamado José Arcadio Buendía, el primer de siete generaciones. José Arcadio era un hombre fuerte y muy soñador. Le gustaba hacer inventos nuevos y así ayudaba a mejorar su comunidad. José Arcadio Buendía se enamoró de Úrsula, su prima, y ellos casaron sobe el presagio de que uno de la descendencia nacería con cola de cerdo. Todo empiezo en un domingo trágico, cuando en una pelea de gallos, el gallo de José Arcadio mató el gallo de Prudencio Aguillar. El dueño del gallo muerto gritó para José Arcadio le aburriendo. Entonces, ofendido, Arcadio sacó una lanza y mató Aguillar. Después de matar el hombre llamado Aguillar, José Arcadio trajo sobre su descendencia una maldición. Por lo resto de su vida, el fantasma de Aguillar lo asombraría en los sueños. Después de ese acto trágico, Úrsula y su marido José Arcadio deciden cambiarse y vivir en otro lugar cerca de la cierra. Entonces, cuando iban caminando hacia la cierra, en el medio del camino, José tiene un sueño donde aparecen construcciones. Y es ahí en ese lugar rodeado de bananas que deciden fundar: MACONDO. En poco tiempo, la ciudad de Macondo creció, pues José era un hombre muy inteligente que hacía todo para mejorar la calidad de vida del pueblo. La familia de José Arcadio Buendía crecía. Úrsula tuve 3 hijos: Amaranta, una mujer hermosa y vanidosa, José Arcadio (el hijo que tenía el mismo nombre del padre), y Aureliano, que se tornaría un teniente del ejército. Después resolverán adoptar una chica llamada Rebeca. Y tuvieron al todo, entonces, 4 hijos. En otra clase la historia continua… 2ª parte (Plan de aula 5) Rebeca llegó a Macondo venida de un pueblo muy distante. Ella tenía algunos hábitos muy extraños, pues a ella le gustaba comer tierra. Con Rebeca, una peste llegó a Macondo: La peste del insomnio. Esa peste hacía que nadie pudiera más dormir, y como consecuencia de no dormir, las personas iban a olvidarse de los nombres de las cosas… hasta olvidarse de su 88 propia identidad. Pero, como José Arcadio era muy inteligente, tuve una idea, para que el pueblo no se olvidara de las cosas, ellos escribirían en las ficheras el nombre de las cosas y las colarían sobre las cosas. Mucho tiempo se pasó, cuando la profecía de que nacería un niño con cola de cerdo se cumplió. Todos se quedaron muy nerviosos… pues, en la séptima estirpe nació el niño. (En la próxima clase, los alumnos sabrán el gran final de la historia de los Buendía) 3ª y última parte (Plan de aula 6) Cierto día, llego a Macondo, un viejo gitano llamado Melquíades. El ingenioso gitano creo una porción y así de la noche para el día curo los macondinos. El gitano fue invitado a vivir allá con la familia de los Buendía. Un día el Gitano escribió un pergamino, donde nadie podría leer, pues estaba escrito en un código secreto. Los pergaminos encerraban una profecía respecto a la familia de los Buendía. Entonces, cien años habían pasado, hasta que un día uno de los descendentes de los Buendía podría descifrar los pergaminos. El hombre se trancó en el cuarto y empezó a leer. ¿Pero, lo que estaba escrito en los pergaminos? Para la sorpresa del hombre que leía, los pergaminos contenían toda la vida de la familia de los Buendía en los mínimos detalles, pero al llegar al fin de la escritura, el hombre comprendió que no saldría de aquel cuarto vivo, pues los pergaminos decían que Macondo sería destruido por el viento y nunca más nadie se acordaría de los Buendía. Fin 11.15 MATERIAL DE APOIO 15 – Imagens da família dos Buendía e de Macondo para serem inseridas no movie maker. 89 90 91 92 93 Destruição de Macondo: Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=google+imagens&espv=210&es_sm=1 22&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=HK3hUoG2CtSOkAeL1oH4CA&ved= 0CAkQ_AUoAQ#q=macondo&tbm=isch Acesso em 23/01/201411.16 MATERIAL DE APOIO 16 – Música “Qué divertido es vestirse”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=y4GKJFUpNlw&list=PL8202DA30650DDF28 &index=35 Acesso em 09/01/2014 94 DIVERTIDO ES VESTIRSE ¡QUÉ DIVERTIDO ES VESTIRSE! ¡VESTIRSE SOLO ES LO MEJOR! MUY POCA ROPA EN VERANO Y EN EL INVIERNO UN MOGOLLÓN. LO PRIMERO ES LA ROPA INTERIOR, QUE LA VEN MUY POCOS PERO ES LA MEJOR, BRAGAS, CALZONCILLOS, BUENAS CAMISETAS Y UNOS CALCETINES DE CUALQUIER COLOR. ¡QUE DIVERTIDO ES VESTIRSE! ¡VESTIRSE SOLO ES LO MEJOR! MUY POCA ROPA EN VERANO Y EN EL INVIERNO UN MOGOLLÓN. EN DOS TUBOS LARGOS LOS PIES Y LAS PIERNAS BUSCAN SU SALIDA, BUSCAN EL FINAL CUANDO AL FIN CONSIGAN PODER RESPIRAR TENDRÁS QUE ESTIRAR UN POQUITO MÁS. ¡QUE DIVERTIDO ES VESTIRSE! ¡VESTIRSE SOLO ES LO MEJOR! MUY POCA ROPA EN VERANO Y EN EL INVIERNO UN MOGOLLÓN. SI SON CAMISETAS O SI SON JERSEYS MI CABEZA Y BRAZOS HAN DE APARECER Y SI HE DE VESTIRME CON UNA CAMISA HE DE ABOTONARLA CON POQUITA PRISA AAAA ¡QUE DIVERTIDO ES VESTIRSE! ¡VESTIRSE SOLO ES LO MEJOR! MUY POCA ROPA EN VERANO Y EN EL INVIERNO UN MOGOLLÓN. 95 11.17 MATERIAL DE APOIO 17 – Los colores 11.18 MATERIAL DE APOIO 18 – Vestimentas 96 97 98 11.19 MATERIAL DE APOIO 19 – Vídeo “A jugar con los colores” Disponível em:http://aprendizagemludicadeespanhol.blogspot.com.br/ Acesso em 10/01/2014 11.20 MATERIAL DE APOIO 20 – Personagens da família Buendía. 99 100 101 102 103 104 105 106 11.21 MATERIAL DE APOIO 21 – Tarefa de casa para recortar, pintar e vestir 107 11.22 MATERIAL DE APOIO 22 – Los días de la semana 11.23 MATERIAL DE APOIO 23 – Árbol genealógico de los personajes principales de la familia Buendía 108 _______________ _________________ _____________ _________________ _____________ _________________ _____________ _________________ _____________ _________________ _____________ 109 11.24 MATERIAL DE APOIO 24 – Vídeo música “Los números”. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=w-rPalB68ig Acesso em 21/01/2014 11.25 MATERIAL DE APOIO 25 – Pictograma “Las profesiones” 110 LAS PROFESIONES – ¿A QUÉ TE DEDICAS? ESTUDIANTE EMPLEADA DOMÉSTICA BOMBERO 111 YO SOY _______________________ 11.26 MATERIAL DE APOIO 26 – Bebé con cola de cerdo 112 11.27 MATERIAL DE APOIO 27 – Planta baixa da casa dos Buendía 11.28 MATERIAL DE APOIO 28 – Registro escrito partes da casa 113 11.29 MATERIAL DE APOIO 29 – Pergamino de Melquíades 114 115 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS: É no chão da sala de aula que nossa escolha profissional é colocada a prova. Neste mesmo chão, nossos sonhos encontram uma realidade concreta. Contudo, apesar da concretude, a julgar pela natureza complexa da sala de aula, podemos dizer que essa realidade pode ser considerada movediça. E é, neste contexto instável, heterogêneo, que nossas escolhas metodológicas são confrontadas exigindo de nós uma postura crítica sobre nossa práxis. Assim, torna-se evidente o quão importante é conhecer o grupo de alunos e suas necessidades, suas preferências, carências, dificuldades e suas individualidades na hora de planejar as aulas. Durante todo processo investigativo de nossa prática docente e agora chegando ao cabo dele com a produção deste Relatório Final, inúmeras foram as reflexões que este suscitou, principalmente no que concerne ao ser professor, consideramos que um professor precisa, antes de tudo, ser humano, ser sensível, ser afetuoso. Antes de ser professor, precisamos nos lembrar de que somos, sobretudo, aprendizes. Um professor deve também ser flexível, pois tudo muda o tempo inteiro, e um bom professor precisa saber acompanhar essas mudanças e adaptar-se a elas. Aprendemos através de nossa prática de estágio que a motivação é o ponto de partida de uma aprendizagem que tenha intenção de se tornar significativa. E sobre isso, Cunha (p.44) diz “a emoção do aprendente apropria-se do que será aprendido e, desta forma, o afeto atua no início do processo de aprendizagem para canalizar a atenção e no final para ajudar a memória no resgate das informações”. O mesmo autor ainda alega que estudos comprovam que “um fato emocionalmente colorido é lembrado com mais intensidade e solidez do que um indiferente” (Cunha, p. 41) e ainda, fazendo referências a Vygotsky diz que “Sempre que comunicamos alguma coisa a algum aluno devemos procurar atingir seu sentimento” (VYGOTSKY 2004, P.143, APUD, CUNHA, P.41). E é justamente neste ponto que queríamos chegar, pois o que fizemos nestes dias de estágio foi justamente isso “colorir emocionalmente” os fatos para que estes dias se tornassem inesquecíveis. Não tivemos dificuldades durante nossa caminhada. Poucas adaptações precisaram ser feitas nos nossos planos de aula, tudo isso porque acreditamos que tenhamos sido cuidadosas e críticas na escolha metodológica. 116 Não tivemos muito contato com a comunidade escolar, por ser este um projeto de extensão, no entanto, podemos dizer que fomos acolhidos por todos. Nossas expectativas foram superadas e este foi um momento muito feliz, pois acreditamos que a experiência positiva reforçou nossa confiança. Diante de todas as considerações que tecemos até aqui, fica clara a relevância do Relatório de Estágio na formação para uma docência expressiva, pois nos permite trazer à tona a reflexão sobre todos os aspectos involucrados no contexto da sala de aula, servindo de elemento dinamizador para as mudanças na educação. Assim, nos debruçamos na reflexão crítica sobre nossa prática, esquadrinhando os detalhes da ação pedagógica, analisando o contexto educacional, aproximando o vivido da teoria por nós apreendida durante os sete semestres do curso de Letras Espanhol. Nesse sentido, a própria experiência do vivido na disciplina de Estágio 1, embora em outro contexto, outra escola, nos serviu de alerta na construção e desenvolvimento de nosso Projeto de extensão. Pois, percebemos que somente um planejamento aberto às proposições dos alunos seria capaz de transformar a realidade ou mesmo servir de elemento propulsor para uma aprendizagem significativa. Assim, buscamos descobrir se os temas norteados nos planos corresponderiam as expectativas dos alunos e de que forma eles aprenderiam melhor e se manteriam motivados ao longo de todo o processo. Ou seja, ao final de cada aula, ao revermos os vídeos, ao refletirmos sobre as ações e atitudes em sala de aula, levávamos em consideração todo contexto educacional e a complexidade das relações neste contexto, a fim de que mediante nossas ações, fosse despertado nos alunos o desejo pelo aprender a língua espanhola, e assim, motivados eles se sentiriam confiantes, a ponto de assumirem a autoria de sua própria aprendizagem. Podemos afirmar, que durante os dias que ministramos aulas, promovemos uma experiência de vivência plena, para ambos, alunos e para nós enquanto professores,pois o valor da coletividade foi expresso na individualidade de cada ser que por meio do afeto promoveu novas experiências de aprendizagem. Acreditamos ter alcançado os objetivos a que nos propomos, sem, contudo esgotar as possibilidades dos trabalhos pedagógicos. Sempre haverá algo mais a aprender, pois o conhecimento é dinâmico e é produzido nas relações de poder-saber horizontalizadas. 117 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: AMORIM, Vanessa. MAGALHÃES, Vivian. Cem Aulas Sem Tédio: sugestões práticas, dinâmicas e divertidas para o professor de língua estrangeira/ Vanessa Amorim e Vivian Magalhães. – Santa Cruz: Ed. Pe. Reus, 2003. 229p. BARROS, Cristiano Silva de; COSTA, Elzimar Goettenauer de Marins. (Coord.). Coleção Explorando o Ensino. Ensino Médio. Vol. 16 – Espanhol. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download &gid=7836&Itemid=>. Acesso em: 30 dez. 2013. BRASIL. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio. Vol. 1 – Linguagem, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2006. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf>Acess o em: 28 dez. 2013. _____. Ministério da Educação. PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias. Língua Estrangeira Moderna, p. 93 - 137. Brasília: MEC, 2002. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. ______. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio. Parte II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/14_24.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. ______. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental. Língua Estrangeira. Brasília: MEC/SEF, 118 1998. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf>. Acesso em: 28 dez. 2013. CALLEGARI, Marília Oliveira Vasques. Reflexiones sobre el modelo de adquisición de segundas lenguas de Stephen Krashen – Um puente entre la teoria y la práctica. CAVALHEIRO, Ana Pederzolli. Enseñanza Comunicativa de la Lengua. UFPeL/UAB, LA2. CUNHA, Antônio Eugênio. Afeto e Aprendizagem: Relação de amorosidade e saber na prática pedagógica / Eugênio Cunha – 3.ed. Rio de Janeiro: Wak Ed. 2012. 132 p. DUTRA, Jorge da Cunha. Orientações para a elaboração do Projeto de Extensão. Estágio I. Universidade Federal de Pelotas. Centro de Letras e Comunicação. Estágio. Pelotas: CEAD/UFPel, Período Março a Junho de 2012. ESTAIRE, Sheila. EL DISEÑO DE UNIDADES DIDÁCTICAS MEDIANTE TAREAS EN LA CLASE DE ESPAÑOL. Disponível em Moodle, LA2. MÁRQUEZ, Gabriel García. Cien años de soledad. Disponível em: http://moodle.ufpel.edu.br/fpele/mod/resource/view.php?id=6863>. Acesso em: 15 dez. 2013. CASTILLO, Giovani del. Un Panorama sobre “Cien años de soledad”. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS. CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA CURSO DE LETRAS ESPANHOL A DISTÂNCIA – FPELE. DISCIPLINA: LITERATURA HISPÂNICA II. ZSCHORNACK, Valquíria Rosler. O Rol dos Materiais Didáticos No Ensino de Língua Espanhola Como LE. Artigo elaborado a partir do Trabalho de 119 Conclusão de Curso – Especialização em Letras – Linguística Aplicada. Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPEL – 2012. 120 7 APÊNDICES: APÊNDICE 1 – LISTA DE CHAMADA PARA RECEBER CERTIFICADO 121 122 123 124 125 126 APÊNDICE 2: Materiais utilizados em aula 127 APÊNDICE 3: CERTIFICADO SIMBÓLICO ENTREGUE APÊNDICE 4: FOTOS 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 APÊNDICE 5: PORTFÓLIO 148 149 150 151 152 153 154 155 156 APÊNDICE 6 – AVALIAÇÕES 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 8 ANEXOS: ANEXO 1 – Atestado de realização de 12 horas de estágio