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Clara Batista | medicina 5 período 
Anatomia da mão 
 
 
→ Introdução 
A mão humana é a parte mais distal do membro superior. 
É uma estrutura admirável, do ponto de vista da 
engenharia e da evolução. Ela é forte o suficiente para 
permitir que alpinistas encarem uma montanha, mas 
também precisa o suficiente para a manipulação de alguns 
dos menores objetos do mundo, e para realizar tarefas 
complexas. 
A mão em si consiste de ossos específicos sobre os quais 
vários músculos se inserem, e uma coleção de estruturas 
neurovasculares responsáveis pela drenagem e inervação. 
Entretanto, os músculos intrínsecos da mão são 
responsáveis somente por parte de toda a sua amplitude 
de movimento. Os outros principais contribuintes são os 
músculos do antebraço, que projetam tendões em 
direção à mão através de uma estrutura igualmente 
complexa e flexível, chamada de punho. 
01) Rever a morfofisiologia da mão 
→ Carpo: 
O carpo, é a primeira parte da mão, é formado por 8 
ossos. 
Na fileira proximal – perto do antebraço – possui 4 ossos: 
escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. 
E na fileira distal – próxima dos dedos – os outros 4 
ossos: trapézio, trapezoide, capitato e hamato. 
Obs.: Os ossos das duas fileiras estão nomeados de lateral 
para medial de acordo com a posição anatômica. 
• Escafoide: É o maior osso da fileira proximal do carpo 
e também o mais lateral na posição anatômica. Está 
abaixo da tabaqueira anatômica. Possui forma de barco. 
Possui uma elevação, conhecida como tubérculo 
escafoide, que é facilmente palpável. Se articula com o 
rádio, e com os ossos trapézio, trapezoide, semilunar e 
capitato. 
• Semilunar: Osso em forma de lua, como o próprio 
nome diz. Fica localizado entre o osso escafoide e o osso 
piramidal. O semilunar articula-se com o rádio e com os 
ossos do carpo, como escafoide, capitato e piramidal. 
• Piramidal: Tem forma de pirâmide. Articula-se com o 
rádio, e com os ossos pisiforme hamato e semilunar. 
• Pisiforme: É um pequeno osso da fileira proximal do 
carpo, que fica sobre a face palmar do osso piramidal. 
A fileira distal está composta de lateral para medial por: 
• Trapézio: Possui 4 faces que se articulam com os ossos 
metacarpais I e II; com o osso escafoide e trapezoide. 
• Trapezóide: Semelhante ao osso trapézio em seu 
formato. Articula-se com o metacarpal II, trapézio, capitato 
e escafoide. 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-membro-superior
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cotovelo-e-antebraco
Clara Batista | medicina 5 período 
• Capitato: Maior osso do carpo. Articula-se com o 
metacarpal III, trapezoide, hamato, escafoide e semilunar. 
• Hamato: Último osso da fileira distal do carpo. É um 
osso palpável devido à um acidente anatômico presente, 
o hámulo do hamato. O osso hamato articula-se com os 
metacarpais IV e V, capitato, semilunar e piramidal. 
→ Metacarpo: 
A segunda parte é o metacarpo. Os ossos metacarpais 
são formados por base (mais proximal, que se articula 
com os ossos carpais), corpo e cabeça (mais distal, que 
se articula com as falanges). Os ossos metacarpais são 5, 
sendo o metacarpal I – o do polegar – o mais curto e 
mais largo de todos. O metacarpo III contém o processo 
estiloide lateralmente em sua base. 
→ Falange: 
E a terceira parte são as falanges, sendo 3 falanges: 
Proximal; 
Média; 
Distal. 
 
São formadas por 3 partes: base (proximal), corpo e 
cabeça (distal). Todos os dedos possuem 3 falanges, a 
proximal, média e distal, exceto o polegar que contém 
apenas 2 falanges: a proximal e a distal. 
- Músculos da mão 
Os músculos da mão consistem em cinco grupos: 
• Músculos tenares 
• Músculos hipotenares 
• Lumbricais 
• Interósseos palmares 
• Interósseos dorsais 
Os músculos tenares são quatro no total; eles são 
evidentes e fáceis de se palpar na face radial da superfície 
palmar da mão, na base do polegar. Eles formam a 'bola' 
ou a parte mais volumosa do polegar, conhecida 
como eminência tenar, e são nomeados assim: abdutor 
curto do polegar, adutor do polegar, flexor curto do 
polegar e opositor do polegar (ou oponente do polegar). 
* Músculos do compartimento anterior do Antebraço 
O compartimento muscular anterior do antebraço pode 
ser dividido em camada superficial, intermediária e 
profunda. 
• Músculos da camada superficial: pronador 
redondo, o flexor radial do carpo, o palmar longo 
e o flexor ulnar do carpo. 
o Pronador redondo:com a função de 
pronação e flexão do antebraço origina-
se no processo coronóide e epicôndilo 
medial e se insere na convexidade da 
face lateral do rádio. 
o Flexor radial do carpo: auxilia flexão e 
abdução da mão, origina-se do 
epicôndilo medial e se insere na base do 
2° metacarpo. 
o Palmar longo: tem a função de fletir a 
mão e tensionar a aponeurose palmar. 
origina-se no epicôndilo medial e insere-
se na metade distal do retináculo dos 
flexores e ápice da aponeurose palmar. 
o Flexor ulnar do carpo: Auxilia a fletir e 
aduzir a mão. Tem sua origem no 
epicôndilo medial, olécrano e margem 
posterior da ulna, e se insereno osso 
pisiforme, hâmulo do hamato e 5° 
metacarpo. 
 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-tenares
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-musculos-hipotenares
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-lumbricais-da-mao
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-interosseos-palmares
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-interosseos-dorsais-da-mao
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-abdutor-curto-do-polegar
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-abdutor-curto-do-polegar
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-flexor-curto-do-polegar
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-flexor-curto-do-polegar
Clara Batista | medicina 5 período 
Músculo da camada intermediária: flexor superficial dos 
dedos 
• Flexor superficial dos dedos: tem a função de 
fletir as falanges proximais e 
metacarpofalangeana. Origina-se no epicôndilo 
medial, processo coronóide e metade superior 
da margem anterior e insere-se nos corpos das 
falanges médias dos quatro dedos mediais. 
• Músculos da camada profundo: flexor profundo 
dos dedos, o flexor longo do polegar e o 
pronador quadrado. 
o Flexor profundo dos dedos: tem a 
função de fletir as interfalangianas distais. 
Origina-se proximalmente as faces 
medial e anterior da ulna e membrana 
interóssea, e se insere nas bases das 
falanges distais do 2° ao 5° dedos. 
o Flexor longo do polegar: Flete as 
falanges do polegar. Tem origem na 
porção anterior do rádio e se insere na 
base da interfalegiana distal do polegar. 
o Pronador quadrado: Faz a pronação do 
antebraço. Tem sua origem na parte 
distal da ulna e se insere na face anterior 
do rádio. 
 
* Músculos do antebraço: Compartimento posterior 
O compartimento muscular posterior do antebraço se 
divide em camada superficial e profunda: 
• Camada superficial: temos o braquirradial, o 
extensor radial longo do carpo, o extensor radial 
curto do carpo, o extensor dos dedos, o 
extensor do dedo mínimo e o extensor ulnar do 
carpo. 
o Músculo braquiorradial: Realiza flexão e 
pronação do antebraço. Origina-se na 
crista supraepicondilar lateral e se insere 
lateral e distalmente no rádio. 
o Extensor radial longo do carpo: Estende 
e abduz a mão. Se origina junto 
braquiorradial e se insere na face dorsal 
da base do 2° metacarpo. 
o Extensor radial curto do carpo: Estende 
e abduz a mão. Tem origem no 
epicôndilo lateral e se insere no 
3°metacarpo. 
o Extensor dos dedos: Estende os dedos. 
Tem origem no epicôndilo lateral e se 
insere nas expansões extensoras dos 
quatro dedos mediais. 
o Extensor do dedo mínimo: Estende o 5° 
quirodáctilo. Origina-se no epicôndilo 
lateral e insere-se no 5° quirodáctilo. 
o Extensor ulnar do carpo: Estende e 
realiza adução da mão. Tem origem no 
epicôndilo lateral e margem posterior da 
ulna e insere-sena face dorsal da base 
do 5o metacarpo. 
• Camada profunda: temos o supinador, o 
extensor do indicador, o abdutor longo do 
polegar, o extensor longo do polegar e o 
extensor curto do polegar. 
o Músculo supinador: sua função é supinar 
o antebraço e girar a palma anterior e 
superiormente. Tem origem no 
epicôndilo lateral, ligamentos colaterais e 
anular do rádio, “fossa” e crista do 
supinador e se insere nas faces lateral, 
posterior e anterior do terço proximal 
do rádio. 
o Extensor do indicador: sua função é 
estender o indicador e, de forma auxiliar, 
a mão. Tem origem no terço distal da 
ulna e se insere na expansão do 
extensor do 2° dedo. 
o Abdutor longo do polegar: Estende e 
abduz o polegar. Tem origem 
proximalmente na ulna e rádio e se 
insere no 1° metacarpo. 
o Extensor longo do polegar: estende as 
articulações inter e 
metacarpofalangeanas. Tem origem no 
terço médio da ulna e insere-se na face 
Clara Batista | medicina 5 período 
dorsal da base da falange distal do 
polegar. 
o Extensor curto do polegar: estende as 
articulações metacarpofalangeanas e 
carpometacarpal. Tem origem no terço 
distal do rádio e insere-se na face dorsal 
da base da falange proximal do polegar. 
 
 - Inervação da mão 
 
 
Os nervos da mão e do punho originam-se de uma 
estrutura chamada plexo braquial que está localizada 
proximalmente na raiz do pescoço e na região axilar. Este 
plexo é formado pela combinação dos ramos anteriores 
dos nervos espinais C5-T1 e é responsável pela inervação 
motora e sensitiva do membro superior. 
Os nervos do plexo braquial mais importantes para a 
inervação da mão e do punho são os 
nervos mediano, ulnar e radial: 
• O nervo mediano passa através do túnel cárpico 
por baixo do retináculo flexor da mão e divide-se 
distalmente nos ramos digitais palmares comuns 
e no ramo recorrente. O ramo recorrente do 
nervo mediano fornece inervação motora para 
os três músculos tenares, enquanto os primeiro e 
segundo músculos lumbricais são inervados pelos 
ramos digitais palmares comuns. Para além disso, 
os nervos digitais palmares próprios fornecem 
inervação cutânea palmar para o primeiro, 
segundo, terceiro e para a metade lateral do 
quarto dedo; e inervação cutânea do terço distal 
dorsal dos mesmos dedos 
• O nervo ulnar entra na mão sob a parte superficial 
do retináculo flexor (no canal de Guyon), dividindo-
se depois em ramos profundos e superficiais. O 
ramo profundo é principalmente motor e inerva 
os músculos hipotenares, interósseos e os dois 
lumbricais mediais. O ramo superficial é 
principalmente sensitivo, mas também inerva o 
músculo palmar curto; este ramo fornece 
inervação cutânea palmar e dorsal para o quinto 
dedo e para a metade medial do quarto dedo. Dica 
de estudo: O nervo ulnar inerva todos os 
músculos intrínsecos da mão, exceto 
os LOAF: dois Lumbricais laterais, Oponente do 
polegar, Abdutor curto do polegar, e Flexor curto 
do polegar, que são inervados pelo nervo medial. 
• O último nervo que faz parte da inervação do 
punho e da mão é o nervo radial, nomeadamente, 
o seu ramo superficial. Esse nervo é totalmente 
sensitivo na mão e emite vários ramos digitais 
dorsais sobre a tabaqueira anatômica, que 
fornecem inervação cutânea dorsal para os dois 
terços proximais do primeiro, segundo, terceiro 
dedos e para a metade lateral do quarto dedo, 
bem como a face lateral do dorso da mão e da 
base do polegar. 
2- Compreender o quadro clínico e fatores de risco da 
Síndrome de Túnel do Carpo 
-Introdução 
A STC é a mais frequente das síndromes compressivas 
e é definida pela compressão e/ou tração do nervo 
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plexo-braquial
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-mediano
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-tenares
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-lumbricais-da-mao
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-ulnar
https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-musculos-hipotenares
Clara Batista | medicina 5 período 
mediano ao nível do punho, localizado próximo ao túnel 
do carpo, pois é por meio desse túnel que o nervo entra 
na mão se distribuindo para os músculos tenares e os 
músculos lumbricais laterais. Essa inervação é responsável 
pela sensibilidade da pele na região da palma e na parte 
distal da face dorsal dos dedos laterais. 
-Epidemiologia 
 Em geral a prevalência desta síndrome da 
população varia de 2.100/100.000 habitantes a 3.000/100.000 
habitantes, sendo a neuropatia compressiva mais comum 
do membro superior. 
- Fatores de Risco 
Fatores sexuais e genéticos 
 
Sexo feminino — A maioria dos estudos relatou 
predominância feminina na frequência da STC. 
Uma possível explicação para a predominância feminina 
é anatômica. A área transversal do túnel do carpo 
proximal é geralmente menor em mulheres do que em 
homens. Além disso, as mulheres com STC têm áreas 
transversais menores do que as do sexo feminino sem 
STC. 
 
Predisposição genética — Dados limitados sugerem que 
alguns pacientes podem ter uma suscetibilidade genética 
à STC. Um estudo duplo descobriu que até metade da 
responsabilidade por TEPT em pacientes do sexo 
feminino era genética. Além disso, pacientes com STC 
bilateral são mais propensos a ter histórico familiar de 
STC do que pacientes com doença unilateral ou não. Isso 
pode refletir uma responsabilidade herdada por lesões 
nervosas ou pode ser devido a uma variabilidade 
anatômica herdada no tamanho do túnel do carpo. 
Alternativamente, essa observação pode refletir uma 
predisposição familiar compartilhada para outras 
condições médicas (ou seja, diabetes) ou algum fator 
predisponível indefinido. 
Neuropatia hereditária com responsabilidade à paralisia 
por pressão (HNPP) é uma neuropatia desmielinizante 
recorrente e episódica. Pacientes afetados com HNPP 
normalmente apresentam paralisias nervosas isoladas, 
incluindo TCS. Os nervos mais afetados são aqueles em 
locais comuns de trauma ou armadilha e incluem os 
nervos axilares, medianos, radiais, ulnar, peroneal ou 
braquial. Paralisias nervosas únicas normalmente 
aparecem sequencialmente, resolvendo-se em dias a 
meses. 
 
Condições médicas e medicamentos 
Diabetes mellitus — Em uma meta-análise de 18 estudos 
observacionais, tanto o diabetes mellitus tipo 1 quanto o 
tipo 2 foram associados à TCS (razão de chances 
agrupada 1,69, IC 95% 1,45-1,96). 
 
Pacientes com poneuropatia diabética (DPN) podem ter 
maior risco de STC do que pacientes sem DPN. Em uma 
coorte de quase 70.000 pacientes da Coreia com 
diabetes mellitus, a DPN foi associada ao aumento do risco 
de TCS (razão de risco 1,33, IC95% 1,12-1,58). No entanto, 
outros estudos não conseguiram encontrar essa 
associação. 
 
Artrite — A osteoartrite e artrite reumatoide (RA) 
podem levar à compressão anatômica do túnel do carpo 
e são fatores de risco para STC Em um estudo finlandês 
com mais de 6000 pacientes, aqueles com osteoartrite 
da mão tinham mais do que o dobro de chances de ter 
TCS do que aqueles sem. Da mesma forma, em um 
pequeno estudo de 100 pacientes com RA, a frequência 
de TCS foi mais de três vezes maior do que os controles 
combinados, mas não estava relacionada à gravidade da 
atividade da doença. 
 
Obesidade — A obesidade, geralmente definida como 
índice de massa corporal > 30, é um fator de risco 
provável para neuropatia mediana no pulso e para TCS 
sintomático. No entanto, nem todos os estudos apoiam a 
relação. 
 
Doença da tireoide — O hipotireoidismo contribui para o 
desenvolvimento da TCS aumentando o edema do 
tecido periférico. 
 
Gravidez — A gravidez foi estabelecida como fator de 
risco para STC. Pacientes podem frequentemente relatar 
sintomas no terceiro trimestre, mas um estudo 
retrospectivo de 91 pacientes grávidas constatou que 
mais de 90% foram diagnosticadas com STC no primeiro 
ou segundo trimestre. A verdadeira prevalência é 
desconhecida porque os sintomas podem ser 
subnotificados ou diagnosticadosapenas por motivos 
clínicos. Em uma revisão sistêmica, a incidência de TCS 
associada à gravidez variou de 7 a 43% e persistiu após 
três anos em 30% dos pacientes. O ganho de peso e as 
condições comorbidas como diabetes mellitus têm sido 
associadas ao risco de TCS na gravidez. O acúmulo de 
líquido é a etiologia provável da TCS em pacientes 
grávidas. 
 
Trauma — O nervo mediano pode ser ferido com 
trauma no pulso, incluindo lesão de esmagamento da 
mão, e fraturas de raio ou osso do carpo. A STC no 
cenário do trauma pode ocorrer de forma aguda ou 
retardada, após o reparo da fratura. 
 
Clara Batista | medicina 5 período 
Inibidores de aromatase — Os inibidores de aromatase, 
usados para suprimir os níveis de estrogênio plasmático 
para tratamento e prevenção do câncer, parecem estar 
associados a um risco aumentado de arthralgias e TCS. 
Como exemplo, um estudo que avaliou mais de 6.000 
mulheres com câncer de mama constatou que a TCS 
se desenvolveu com mais frequência em pacientes 
atribuídos ao inibidor de aromatase anastrozol do que 
naqueles atribuídos ao tamoxifen (2,6 versus 0,7%).. A 
maioria dos casos de TCS foi leve a moderada em 
gravidade e não necessitaram de tratamento. 
Além disso, um estudo prospectivo de controle de caso 
encontrou aumento da espessura do tendão por 
ultrassom em pacientes que tomam inibidores de 
aromatase em comparação com aqueles que não 
tomam esses medicamentos. Esses resultados sugerem 
que o mecanismo de tomografia associada ao inibidor de 
aromatase é o espessamento do tendão. 
 
Outros — Outras condições médicas que podem estar 
associadas à TCS devido à compressão no túnel do 
carpo de alargamento de tecido ósseo ou mole incluem 
fratura prévia do raio distal, acromegalia, síndrome 
metabólica e amiloidose sistêmica. 
Indivíduos com mononeuropatia mediana pré-existente, 
definida por parâmetros eletrodiagnósticos comumente 
aceitos, são mais propensos a desenvolver TCS 
sintomático . Além disso, a TEPT pode ocorrer em 
pacientes raros que possuem HNPP. 
Existem dados limitados e conflitantes em relação à 
potencial associação entre CTS e uso de contraceptivos 
orais de estrogênio-progestina e uso de tabaco. 
 
Fatores ambientais — O papel do uso repetitivo da 
mão/pulso e dos fatores de trabalho no desenvolvimento 
da CTS é controverso. A atribuição de uma ocupação 
ao desenvolvimento subsequente da TCS pode ser 
confundida com a presença de outros fatores de risco 
para TCS ou fatores ergonômicos individuais. Os fatores 
ocupacionais propostos para causar ou agravar a TCS 
incluem os seguintes: 
●Uso repetitivo da mão e pulso 
●Uso vigoroso da mão e pulso 
●Trabalhe com ferramentas vibratórias 
●Pressão sustentada do pulso ou palma da mão 
●Extensão e flexão prolongada do pulso 
●Uso de mãos em temperaturas frias 
 
- Fisiopatologia 
A fisiopatologia da STC é multifatorial. O aumento da 
pressão no canal intracarpal desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento da STC clínica . Embora 
a etiologia precisa do aumento da pressão do túnel do 
carpo seja incerta, evidências experimentais sugerem 
que a compressão anatômica e a inflamação estão 
contribuindo com mecanismos. 
 
●Compressão anatômica – O aumento da 
pressão no túnel do carpo pode ferir o nervo 
diretamente, prejudicar o transporte axonal ou 
comprimir vasos no perineúrio e causar isquemia 
nervosa mediana. 
 
A compressão anatômica do nervo mediano pode 
resultar do aumento do volume de outros 
componentes do túnel do carpo. Isso inclui 
qualquer um dos nove tendões flexores, que 
passam pelo túnel do carpo ao lado do nervo 
mediano. A fibrose do tecido conjuntivo 
subsynovial que envolve os tendões flexores 
também pode ser uma fonte de compressão. 
Outras causas possíveis incluem espaço 
anatômico congênita pequeno, lesões de massa 
(como cisto, neoplasia ou artéria mediana 
persistente), e edema ou condições inflamatórias 
que resultam de doenças sistêmicas como artrite 
reumatoide. 
A postura da extremidade superior também 
influencia a pressão do túnel do carpo. A menor 
pressão do túnel do carpo é vista quando o pulso 
está em uma posição neutra ou ligeiramente 
flexionada, e aumenta proporcionalmente com o 
desvio dessa postura. 
 
●Inflamação – A compressão no túnel do carpo 
pode levar ao edema endoneurial por congestão 
venosa e inflamação após lesão no sistema capilar 
endoneurial. A análise patológica da compressão 
nervosa revelou edema e espessamento das 
paredes dos vasos dentro do endônio e 
perineurium, fibrose sinovial e proliferação 
vascular, afinamento da mielina e degeneração 
subsequente da fibra nervosa seguida de 
regeneração. Esses fatores também podem 
explicar os relatos cirúrgicos de uma "deformidade 
em forma de vidro de hora" do nervo mediano na 
região do túnel do carpo. Essa deformidade pode 
refletir o afinamento relativo do nervo sob o 
ligamento do túnel do carpo transverso e o 
inchaço do nervo em segmentos mais distais e 
proximais. 
Há algumas evidências de que a proliferação 
vascular e a fibrose estão associadas ao aumento 
da expressão da prostaglandina E2 e ao fator de 
crescimento endotelial vascular. No entanto, o 
papel preciso desses fatores na CTS é incerto. 
 
 
https://www.uptodate.com/contents/anastrozole-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link
https://www.uptodate.com/contents/anastrozole-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link
https://www.uptodate.com/contents/tamoxifen-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link
Clara Batista | medicina 5 período 
- Manifestações Clínicas 
Inicialmente os pacientes com síndrome do túnel do 
carpo se queixam de parestesia (dormência, 
formigamento ou queimação), podendo ser em apenas 
uma ou nas duas mãos, logo quando acorda do sono 
noturno, isso ocorrendo frequentemente, principalmente 
com ataques súbitos de parestesia no lado afetado. Tal 
situação decorre de uma possível isquemia e se relaciona 
com o lado em que o paciente dorme, podendo ser 
aliviado com o movimento de fechar e abrir as mãos 
repetidamente. 
 O quadro clínico pode se agravar, surgindo uma 
dor em “alfinetes e agulhas” chega ao nível do punho e 
a diminuição da força de movimento de pinça do polegar 
(que não consegue encostar no indicador). Além disso, a 
dor pode se agravar tornando-se contínua e podendo 
irradiar para o antebraço. 
 Em caso de avanço, pode surgir fraqueza do 
polegar, atrofia da eminência tenar e anestesia palmar 
dos três primeiros dedos. 
3- Discutir as Manobras para definição dos sintomas 
(Vascular X Nervosos) 
- Manobra de Phalen 
 
 
 
 
 
 
 
Phalen Invertido 
 
- Teste de Tinel 
 
- Teste de Allen 
 
Referências: 
Tratado de Ortopedia pag 64 
Tortora 
UptoDate 
Netter, 2015.

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