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Clara Batista | medicina 5 período Anatomia da mão → Introdução A mão humana é a parte mais distal do membro superior. É uma estrutura admirável, do ponto de vista da engenharia e da evolução. Ela é forte o suficiente para permitir que alpinistas encarem uma montanha, mas também precisa o suficiente para a manipulação de alguns dos menores objetos do mundo, e para realizar tarefas complexas. A mão em si consiste de ossos específicos sobre os quais vários músculos se inserem, e uma coleção de estruturas neurovasculares responsáveis pela drenagem e inervação. Entretanto, os músculos intrínsecos da mão são responsáveis somente por parte de toda a sua amplitude de movimento. Os outros principais contribuintes são os músculos do antebraço, que projetam tendões em direção à mão através de uma estrutura igualmente complexa e flexível, chamada de punho. 01) Rever a morfofisiologia da mão → Carpo: O carpo, é a primeira parte da mão, é formado por 8 ossos. Na fileira proximal – perto do antebraço – possui 4 ossos: escafoide, semilunar, piramidal e pisiforme. E na fileira distal – próxima dos dedos – os outros 4 ossos: trapézio, trapezoide, capitato e hamato. Obs.: Os ossos das duas fileiras estão nomeados de lateral para medial de acordo com a posição anatômica. • Escafoide: É o maior osso da fileira proximal do carpo e também o mais lateral na posição anatômica. Está abaixo da tabaqueira anatômica. Possui forma de barco. Possui uma elevação, conhecida como tubérculo escafoide, que é facilmente palpável. Se articula com o rádio, e com os ossos trapézio, trapezoide, semilunar e capitato. • Semilunar: Osso em forma de lua, como o próprio nome diz. Fica localizado entre o osso escafoide e o osso piramidal. O semilunar articula-se com o rádio e com os ossos do carpo, como escafoide, capitato e piramidal. • Piramidal: Tem forma de pirâmide. Articula-se com o rádio, e com os ossos pisiforme hamato e semilunar. • Pisiforme: É um pequeno osso da fileira proximal do carpo, que fica sobre a face palmar do osso piramidal. A fileira distal está composta de lateral para medial por: • Trapézio: Possui 4 faces que se articulam com os ossos metacarpais I e II; com o osso escafoide e trapezoide. • Trapezóide: Semelhante ao osso trapézio em seu formato. Articula-se com o metacarpal II, trapézio, capitato e escafoide. https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/anatomia-do-membro-superior https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/cotovelo-e-antebraco Clara Batista | medicina 5 período • Capitato: Maior osso do carpo. Articula-se com o metacarpal III, trapezoide, hamato, escafoide e semilunar. • Hamato: Último osso da fileira distal do carpo. É um osso palpável devido à um acidente anatômico presente, o hámulo do hamato. O osso hamato articula-se com os metacarpais IV e V, capitato, semilunar e piramidal. → Metacarpo: A segunda parte é o metacarpo. Os ossos metacarpais são formados por base (mais proximal, que se articula com os ossos carpais), corpo e cabeça (mais distal, que se articula com as falanges). Os ossos metacarpais são 5, sendo o metacarpal I – o do polegar – o mais curto e mais largo de todos. O metacarpo III contém o processo estiloide lateralmente em sua base. → Falange: E a terceira parte são as falanges, sendo 3 falanges: Proximal; Média; Distal. São formadas por 3 partes: base (proximal), corpo e cabeça (distal). Todos os dedos possuem 3 falanges, a proximal, média e distal, exceto o polegar que contém apenas 2 falanges: a proximal e a distal. - Músculos da mão Os músculos da mão consistem em cinco grupos: • Músculos tenares • Músculos hipotenares • Lumbricais • Interósseos palmares • Interósseos dorsais Os músculos tenares são quatro no total; eles são evidentes e fáceis de se palpar na face radial da superfície palmar da mão, na base do polegar. Eles formam a 'bola' ou a parte mais volumosa do polegar, conhecida como eminência tenar, e são nomeados assim: abdutor curto do polegar, adutor do polegar, flexor curto do polegar e opositor do polegar (ou oponente do polegar). * Músculos do compartimento anterior do Antebraço O compartimento muscular anterior do antebraço pode ser dividido em camada superficial, intermediária e profunda. • Músculos da camada superficial: pronador redondo, o flexor radial do carpo, o palmar longo e o flexor ulnar do carpo. o Pronador redondo:com a função de pronação e flexão do antebraço origina- se no processo coronóide e epicôndilo medial e se insere na convexidade da face lateral do rádio. o Flexor radial do carpo: auxilia flexão e abdução da mão, origina-se do epicôndilo medial e se insere na base do 2° metacarpo. o Palmar longo: tem a função de fletir a mão e tensionar a aponeurose palmar. origina-se no epicôndilo medial e insere- se na metade distal do retináculo dos flexores e ápice da aponeurose palmar. o Flexor ulnar do carpo: Auxilia a fletir e aduzir a mão. Tem sua origem no epicôndilo medial, olécrano e margem posterior da ulna, e se insereno osso pisiforme, hâmulo do hamato e 5° metacarpo. https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-tenares https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-musculos-hipotenares https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-lumbricais-da-mao https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-interosseos-palmares https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-interosseos-dorsais-da-mao https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-abdutor-curto-do-polegar https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-abdutor-curto-do-polegar https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-flexor-curto-do-polegar https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculo-flexor-curto-do-polegar Clara Batista | medicina 5 período Músculo da camada intermediária: flexor superficial dos dedos • Flexor superficial dos dedos: tem a função de fletir as falanges proximais e metacarpofalangeana. Origina-se no epicôndilo medial, processo coronóide e metade superior da margem anterior e insere-se nos corpos das falanges médias dos quatro dedos mediais. • Músculos da camada profundo: flexor profundo dos dedos, o flexor longo do polegar e o pronador quadrado. o Flexor profundo dos dedos: tem a função de fletir as interfalangianas distais. Origina-se proximalmente as faces medial e anterior da ulna e membrana interóssea, e se insere nas bases das falanges distais do 2° ao 5° dedos. o Flexor longo do polegar: Flete as falanges do polegar. Tem origem na porção anterior do rádio e se insere na base da interfalegiana distal do polegar. o Pronador quadrado: Faz a pronação do antebraço. Tem sua origem na parte distal da ulna e se insere na face anterior do rádio. * Músculos do antebraço: Compartimento posterior O compartimento muscular posterior do antebraço se divide em camada superficial e profunda: • Camada superficial: temos o braquirradial, o extensor radial longo do carpo, o extensor radial curto do carpo, o extensor dos dedos, o extensor do dedo mínimo e o extensor ulnar do carpo. o Músculo braquiorradial: Realiza flexão e pronação do antebraço. Origina-se na crista supraepicondilar lateral e se insere lateral e distalmente no rádio. o Extensor radial longo do carpo: Estende e abduz a mão. Se origina junto braquiorradial e se insere na face dorsal da base do 2° metacarpo. o Extensor radial curto do carpo: Estende e abduz a mão. Tem origem no epicôndilo lateral e se insere no 3°metacarpo. o Extensor dos dedos: Estende os dedos. Tem origem no epicôndilo lateral e se insere nas expansões extensoras dos quatro dedos mediais. o Extensor do dedo mínimo: Estende o 5° quirodáctilo. Origina-se no epicôndilo lateral e insere-se no 5° quirodáctilo. o Extensor ulnar do carpo: Estende e realiza adução da mão. Tem origem no epicôndilo lateral e margem posterior da ulna e insere-sena face dorsal da base do 5o metacarpo. • Camada profunda: temos o supinador, o extensor do indicador, o abdutor longo do polegar, o extensor longo do polegar e o extensor curto do polegar. o Músculo supinador: sua função é supinar o antebraço e girar a palma anterior e superiormente. Tem origem no epicôndilo lateral, ligamentos colaterais e anular do rádio, “fossa” e crista do supinador e se insere nas faces lateral, posterior e anterior do terço proximal do rádio. o Extensor do indicador: sua função é estender o indicador e, de forma auxiliar, a mão. Tem origem no terço distal da ulna e se insere na expansão do extensor do 2° dedo. o Abdutor longo do polegar: Estende e abduz o polegar. Tem origem proximalmente na ulna e rádio e se insere no 1° metacarpo. o Extensor longo do polegar: estende as articulações inter e metacarpofalangeanas. Tem origem no terço médio da ulna e insere-se na face Clara Batista | medicina 5 período dorsal da base da falange distal do polegar. o Extensor curto do polegar: estende as articulações metacarpofalangeanas e carpometacarpal. Tem origem no terço distal do rádio e insere-se na face dorsal da base da falange proximal do polegar. - Inervação da mão Os nervos da mão e do punho originam-se de uma estrutura chamada plexo braquial que está localizada proximalmente na raiz do pescoço e na região axilar. Este plexo é formado pela combinação dos ramos anteriores dos nervos espinais C5-T1 e é responsável pela inervação motora e sensitiva do membro superior. Os nervos do plexo braquial mais importantes para a inervação da mão e do punho são os nervos mediano, ulnar e radial: • O nervo mediano passa através do túnel cárpico por baixo do retináculo flexor da mão e divide-se distalmente nos ramos digitais palmares comuns e no ramo recorrente. O ramo recorrente do nervo mediano fornece inervação motora para os três músculos tenares, enquanto os primeiro e segundo músculos lumbricais são inervados pelos ramos digitais palmares comuns. Para além disso, os nervos digitais palmares próprios fornecem inervação cutânea palmar para o primeiro, segundo, terceiro e para a metade lateral do quarto dedo; e inervação cutânea do terço distal dorsal dos mesmos dedos • O nervo ulnar entra na mão sob a parte superficial do retináculo flexor (no canal de Guyon), dividindo- se depois em ramos profundos e superficiais. O ramo profundo é principalmente motor e inerva os músculos hipotenares, interósseos e os dois lumbricais mediais. O ramo superficial é principalmente sensitivo, mas também inerva o músculo palmar curto; este ramo fornece inervação cutânea palmar e dorsal para o quinto dedo e para a metade medial do quarto dedo. Dica de estudo: O nervo ulnar inerva todos os músculos intrínsecos da mão, exceto os LOAF: dois Lumbricais laterais, Oponente do polegar, Abdutor curto do polegar, e Flexor curto do polegar, que são inervados pelo nervo medial. • O último nervo que faz parte da inervação do punho e da mão é o nervo radial, nomeadamente, o seu ramo superficial. Esse nervo é totalmente sensitivo na mão e emite vários ramos digitais dorsais sobre a tabaqueira anatômica, que fornecem inervação cutânea dorsal para os dois terços proximais do primeiro, segundo, terceiro dedos e para a metade lateral do quarto dedo, bem como a face lateral do dorso da mão e da base do polegar. 2- Compreender o quadro clínico e fatores de risco da Síndrome de Túnel do Carpo -Introdução A STC é a mais frequente das síndromes compressivas e é definida pela compressão e/ou tração do nervo https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/plexo-braquial https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-mediano https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-tenares https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/musculos-lumbricais-da-mao https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/nervo-ulnar https://www.kenhub.com/pt/library/anatomia/os-musculos-hipotenares Clara Batista | medicina 5 período mediano ao nível do punho, localizado próximo ao túnel do carpo, pois é por meio desse túnel que o nervo entra na mão se distribuindo para os músculos tenares e os músculos lumbricais laterais. Essa inervação é responsável pela sensibilidade da pele na região da palma e na parte distal da face dorsal dos dedos laterais. -Epidemiologia Em geral a prevalência desta síndrome da população varia de 2.100/100.000 habitantes a 3.000/100.000 habitantes, sendo a neuropatia compressiva mais comum do membro superior. - Fatores de Risco Fatores sexuais e genéticos Sexo feminino — A maioria dos estudos relatou predominância feminina na frequência da STC. Uma possível explicação para a predominância feminina é anatômica. A área transversal do túnel do carpo proximal é geralmente menor em mulheres do que em homens. Além disso, as mulheres com STC têm áreas transversais menores do que as do sexo feminino sem STC. Predisposição genética — Dados limitados sugerem que alguns pacientes podem ter uma suscetibilidade genética à STC. Um estudo duplo descobriu que até metade da responsabilidade por TEPT em pacientes do sexo feminino era genética. Além disso, pacientes com STC bilateral são mais propensos a ter histórico familiar de STC do que pacientes com doença unilateral ou não. Isso pode refletir uma responsabilidade herdada por lesões nervosas ou pode ser devido a uma variabilidade anatômica herdada no tamanho do túnel do carpo. Alternativamente, essa observação pode refletir uma predisposição familiar compartilhada para outras condições médicas (ou seja, diabetes) ou algum fator predisponível indefinido. Neuropatia hereditária com responsabilidade à paralisia por pressão (HNPP) é uma neuropatia desmielinizante recorrente e episódica. Pacientes afetados com HNPP normalmente apresentam paralisias nervosas isoladas, incluindo TCS. Os nervos mais afetados são aqueles em locais comuns de trauma ou armadilha e incluem os nervos axilares, medianos, radiais, ulnar, peroneal ou braquial. Paralisias nervosas únicas normalmente aparecem sequencialmente, resolvendo-se em dias a meses. Condições médicas e medicamentos Diabetes mellitus — Em uma meta-análise de 18 estudos observacionais, tanto o diabetes mellitus tipo 1 quanto o tipo 2 foram associados à TCS (razão de chances agrupada 1,69, IC 95% 1,45-1,96). Pacientes com poneuropatia diabética (DPN) podem ter maior risco de STC do que pacientes sem DPN. Em uma coorte de quase 70.000 pacientes da Coreia com diabetes mellitus, a DPN foi associada ao aumento do risco de TCS (razão de risco 1,33, IC95% 1,12-1,58). No entanto, outros estudos não conseguiram encontrar essa associação. Artrite — A osteoartrite e artrite reumatoide (RA) podem levar à compressão anatômica do túnel do carpo e são fatores de risco para STC Em um estudo finlandês com mais de 6000 pacientes, aqueles com osteoartrite da mão tinham mais do que o dobro de chances de ter TCS do que aqueles sem. Da mesma forma, em um pequeno estudo de 100 pacientes com RA, a frequência de TCS foi mais de três vezes maior do que os controles combinados, mas não estava relacionada à gravidade da atividade da doença. Obesidade — A obesidade, geralmente definida como índice de massa corporal > 30, é um fator de risco provável para neuropatia mediana no pulso e para TCS sintomático. No entanto, nem todos os estudos apoiam a relação. Doença da tireoide — O hipotireoidismo contribui para o desenvolvimento da TCS aumentando o edema do tecido periférico. Gravidez — A gravidez foi estabelecida como fator de risco para STC. Pacientes podem frequentemente relatar sintomas no terceiro trimestre, mas um estudo retrospectivo de 91 pacientes grávidas constatou que mais de 90% foram diagnosticadas com STC no primeiro ou segundo trimestre. A verdadeira prevalência é desconhecida porque os sintomas podem ser subnotificados ou diagnosticadosapenas por motivos clínicos. Em uma revisão sistêmica, a incidência de TCS associada à gravidez variou de 7 a 43% e persistiu após três anos em 30% dos pacientes. O ganho de peso e as condições comorbidas como diabetes mellitus têm sido associadas ao risco de TCS na gravidez. O acúmulo de líquido é a etiologia provável da TCS em pacientes grávidas. Trauma — O nervo mediano pode ser ferido com trauma no pulso, incluindo lesão de esmagamento da mão, e fraturas de raio ou osso do carpo. A STC no cenário do trauma pode ocorrer de forma aguda ou retardada, após o reparo da fratura. Clara Batista | medicina 5 período Inibidores de aromatase — Os inibidores de aromatase, usados para suprimir os níveis de estrogênio plasmático para tratamento e prevenção do câncer, parecem estar associados a um risco aumentado de arthralgias e TCS. Como exemplo, um estudo que avaliou mais de 6.000 mulheres com câncer de mama constatou que a TCS se desenvolveu com mais frequência em pacientes atribuídos ao inibidor de aromatase anastrozol do que naqueles atribuídos ao tamoxifen (2,6 versus 0,7%).. A maioria dos casos de TCS foi leve a moderada em gravidade e não necessitaram de tratamento. Além disso, um estudo prospectivo de controle de caso encontrou aumento da espessura do tendão por ultrassom em pacientes que tomam inibidores de aromatase em comparação com aqueles que não tomam esses medicamentos. Esses resultados sugerem que o mecanismo de tomografia associada ao inibidor de aromatase é o espessamento do tendão. Outros — Outras condições médicas que podem estar associadas à TCS devido à compressão no túnel do carpo de alargamento de tecido ósseo ou mole incluem fratura prévia do raio distal, acromegalia, síndrome metabólica e amiloidose sistêmica. Indivíduos com mononeuropatia mediana pré-existente, definida por parâmetros eletrodiagnósticos comumente aceitos, são mais propensos a desenvolver TCS sintomático . Além disso, a TEPT pode ocorrer em pacientes raros que possuem HNPP. Existem dados limitados e conflitantes em relação à potencial associação entre CTS e uso de contraceptivos orais de estrogênio-progestina e uso de tabaco. Fatores ambientais — O papel do uso repetitivo da mão/pulso e dos fatores de trabalho no desenvolvimento da CTS é controverso. A atribuição de uma ocupação ao desenvolvimento subsequente da TCS pode ser confundida com a presença de outros fatores de risco para TCS ou fatores ergonômicos individuais. Os fatores ocupacionais propostos para causar ou agravar a TCS incluem os seguintes: ●Uso repetitivo da mão e pulso ●Uso vigoroso da mão e pulso ●Trabalhe com ferramentas vibratórias ●Pressão sustentada do pulso ou palma da mão ●Extensão e flexão prolongada do pulso ●Uso de mãos em temperaturas frias - Fisiopatologia A fisiopatologia da STC é multifatorial. O aumento da pressão no canal intracarpal desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da STC clínica . Embora a etiologia precisa do aumento da pressão do túnel do carpo seja incerta, evidências experimentais sugerem que a compressão anatômica e a inflamação estão contribuindo com mecanismos. ●Compressão anatômica – O aumento da pressão no túnel do carpo pode ferir o nervo diretamente, prejudicar o transporte axonal ou comprimir vasos no perineúrio e causar isquemia nervosa mediana. A compressão anatômica do nervo mediano pode resultar do aumento do volume de outros componentes do túnel do carpo. Isso inclui qualquer um dos nove tendões flexores, que passam pelo túnel do carpo ao lado do nervo mediano. A fibrose do tecido conjuntivo subsynovial que envolve os tendões flexores também pode ser uma fonte de compressão. Outras causas possíveis incluem espaço anatômico congênita pequeno, lesões de massa (como cisto, neoplasia ou artéria mediana persistente), e edema ou condições inflamatórias que resultam de doenças sistêmicas como artrite reumatoide. A postura da extremidade superior também influencia a pressão do túnel do carpo. A menor pressão do túnel do carpo é vista quando o pulso está em uma posição neutra ou ligeiramente flexionada, e aumenta proporcionalmente com o desvio dessa postura. ●Inflamação – A compressão no túnel do carpo pode levar ao edema endoneurial por congestão venosa e inflamação após lesão no sistema capilar endoneurial. A análise patológica da compressão nervosa revelou edema e espessamento das paredes dos vasos dentro do endônio e perineurium, fibrose sinovial e proliferação vascular, afinamento da mielina e degeneração subsequente da fibra nervosa seguida de regeneração. Esses fatores também podem explicar os relatos cirúrgicos de uma "deformidade em forma de vidro de hora" do nervo mediano na região do túnel do carpo. Essa deformidade pode refletir o afinamento relativo do nervo sob o ligamento do túnel do carpo transverso e o inchaço do nervo em segmentos mais distais e proximais. Há algumas evidências de que a proliferação vascular e a fibrose estão associadas ao aumento da expressão da prostaglandina E2 e ao fator de crescimento endotelial vascular. No entanto, o papel preciso desses fatores na CTS é incerto. https://www.uptodate.com/contents/anastrozole-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link https://www.uptodate.com/contents/anastrozole-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link https://www.uptodate.com/contents/tamoxifen-drug-information?search=s%C3%ADndrome+do+t%C3%BAnel+carpal&topicRef=5258&source=see_link Clara Batista | medicina 5 período - Manifestações Clínicas Inicialmente os pacientes com síndrome do túnel do carpo se queixam de parestesia (dormência, formigamento ou queimação), podendo ser em apenas uma ou nas duas mãos, logo quando acorda do sono noturno, isso ocorrendo frequentemente, principalmente com ataques súbitos de parestesia no lado afetado. Tal situação decorre de uma possível isquemia e se relaciona com o lado em que o paciente dorme, podendo ser aliviado com o movimento de fechar e abrir as mãos repetidamente. O quadro clínico pode se agravar, surgindo uma dor em “alfinetes e agulhas” chega ao nível do punho e a diminuição da força de movimento de pinça do polegar (que não consegue encostar no indicador). Além disso, a dor pode se agravar tornando-se contínua e podendo irradiar para o antebraço. Em caso de avanço, pode surgir fraqueza do polegar, atrofia da eminência tenar e anestesia palmar dos três primeiros dedos. 3- Discutir as Manobras para definição dos sintomas (Vascular X Nervosos) - Manobra de Phalen Phalen Invertido - Teste de Tinel - Teste de Allen Referências: Tratado de Ortopedia pag 64 Tortora UptoDate Netter, 2015.