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Resumo: Humanismo e psicologia
Amatuzzi, M. M. (2008). Por uma Psicologia Humana. Campinas: Editora Alínea, 2ª Edição, 9-20.
O primeiro ponto que o autor Amatuzzi (2008) traz para nortear a compreensão da teoria humanista na psicologia, é o fato do homem não ser “um bicho que fala”, e sim, ser a própria palavra. Neste sentido, não seria a linguagem que se encontra no homem, e sim o homem que se encontra na linguagem. Sendo uma informação muito precisa, e que traz uma mudança de ponto de vista radical, no sentido da relação com o objeto. A teoria que é aplicada por essa perspectiva, se torna mais ampla, sendo antes um compromisso do que uma teoria.
Outro fator que deve ser considerado, é a consideração do sentido, ou as questões de sentido. Comumente, relacionamos o homem com um resultado, uma ação de causa e feito, e isto faz parte da nossa análise cotidiana, mais simples. Porém, com uso de “lentes” humanistas, a maneira como observamos o ser humano, envolve toda a sua totalidade, que está em movimento. Muitas teorias buscaram explicar o homem, por exemplo: considerando seus comportamentos, observando causas ditas como internas e externas etc.; ambos os exemplos podem ser válidos, porém, nenhum explica o homem como um todo.
O homem seria então, iniciante de uma série de coisas, e não um resultado delas. Esclarecendo de melhor forma, o homem não é passado, não é resultado, e sim atual, presente, em movimento. Estas são questões presentes, que contemplam o homem como existente, e não só como natureza. Então, quando falamos que o homem é um “bicho que fala”, nos referimos a ele como sendo resultado, o que seria um equívoco. 
Alcançamos o homem atual, quando mudamos de ponto de vista, e passamos a buscar as questões de sentido, o que vai defini-lo como atual. As questões de sentido por sua vez, constituem o homem, elas são palavra, e o homem atual se encontra na palavra. Devemos decifrar as questões de sentido, mas não como uma redução ao esquema explicativo onde chegaríamos ao homem resultado, e sim, chegar à fala autêntica, no falar sobre, de maneira vivencial, onde fazemos a vivência do próprio sentido, criando novos sentidos. Por fim, a decifração das questões de sentido, seria o enfrentamento dos desafios que permanecem no atual.
O termo humanismo, pode englobar diversos significados, podendo ser considerado amplo. Mas, podemos encontrar seu conceito através de quatro maneiras diferentes na psicologia. 
1- Humanismo como movimento cultural, que se relaciona com o Renascentismo Europeu, no século XIV. Este, pode ser considerado um termo/significado que foi mais generalizado, sendo relacionado a qualquer corrente, teoria, estudo que coloque o homem como centro. Em um primeiro momento, este período é visto como uma reação ao sobrenaturalismo medieval, que seria uma vida pensada para o pós-morte, logo, não considerava a atualidade do homem. O surgimento do movimento humanista trouxe uma nova maneira de enxergar esse processo, em que a dedicação não estaria voltada apenas para a alma, e sim para aquilo que o homem era no presente, pois o homem se compõe do corpo e da alma, e não é possível compreendê-lo observando apenas um deles. Contudo, é certo lembrar de que esta posição, de analisar o homem considerando corpo e alma, não é antirreligiosa, e sim focada na totalidade do homem.
2- Erich Fromm, não irá falar do humanismo o relacionando com este movimento europeu, e sim no sentido de uma tradição da ética humanista. Nesta tradição, é predominante a ideia de que o conhecimento do homem seria a base para estabelecer normas e valores, que estariam ligadas as questões do caminho, e que por sua vez, seriam as questões de sentido. Estes conceitos se relacionam tanto com a ética, quanto com a psicologia. No caso da ética, porque seu conteúdo vai abranger a questão de sentido (por-onde-vamos). E no caso da psicologia, porque para conhecer a natureza do homem (considerando os fatores como a atualidade, totalidade) devemos nos debruçar sobre ele. No mesmo âmbito que Fromm, Rogers e Maslow também compartilhavam de ideias semelhantes, onde para ambos, no homem haveria uma confiança no que nele se manifesta. Então, o humanismo estaria além de apenas um postulado teórico, mas seria uma atitude concreta em favor do homem.
3- André Amar, volta um pouco na questão histórica, mas usando como base a história da psicologia. A psicologia humanista é o que vem da Idade Média ou da Antiguidade Grega, e vai até o início da psicologia científica, sendo uma das suas características o posicionamento ético e um posicionamento de valores. Em seguida, vem o marco da psicologia científica, onde acontece a ruptura entre a objetividade científica e a ética. O terceiro e o quarto momento, há a apresentação da psicanálise e da psicologia fenomenológica, contando com o reaparecimento de coisas do primeiro momento. Uma característica marcante de Amar, é o fato de que além de um posicionamento ético indissociável, apresenta também a psicologia humanista como crítica à atitude científica.
4- Já no sentido mais contemporâneo, representado pela época dos anos 60 nos Estados Unidos, período qual acontecia a guerra do Vietnã, o povo passa a refletir e se manifestar de formas pessoais e coletivas, o que teve um impacto importante para a retirada das tropas americanas do Vietnã, o que resultou em uma crise ética. Esta psicologia humanista, diferente do primeiro caso que teria surgido em reação ao sobrenaturalismo da Idade Média, veio em reação a insatisfação que havia quanto ao behaviorismo e a psicanálise, sem negar as descobertas de ambos os conjuntos teóricos, mas que elas não traziam respostas as questões humanas, onde a psicologia tradicional não estava oferecendo tanta contribuição.
Sabendo destas possibilidades do que seria o humanismo dentro da psicologia, ainda é importante ressaltar que destes conceitos, não surge uma teoria específica para falar da psicologia humanista. Mas ainda assim, apresentam a presença de uma atitude humanista que se encontra no interior da psicologia. Assim, mostra-se este sentido de atitude humanista em quatro prontos:
1- Para Maslow, deve-se admitir o uso da psicologia para trabalhar a questão dos fins, da saúde e da autorrealização, não se limitando aos meios, a doença e ao ajustamento mínimo. O ato científico nunca é neutro, em um contexto, ele serve de sentido e de direção ao caminhar humano. É apenas dessa forma que conseguimos analisar alguns aspectos do ser humano.
2- Husserl questionou a aplicação do método científico dentro da realidade humana, pensando no alcance das conclusões deste método. Onde desta forma, com o uso da metodologia científica, a consciência não estaria sendo abrangida, por ficar fora dos métodos das ciências naturais, por ter uma realidade intencional, que só é captada pelas questões de sentido, então esta metodologia estaria focando no homem como resultado e não como atual. O homem é atribuidor de sentido, constituindo a si mesmo e ao seu mundo, e se separarmos as coisas, ainda mais as que se referem ao homem, perdemos a sua atualidade. 
3- Olhando para a atitude fenomenológica, podemos entendê-la através da comparação entre atitude ingênua e crítica. A primeira, mostra a existência de um mundo independente, constituído por si mesmo. No segundo, percebemos o mundo através dos nossos referenciais. A Atitude fenomenológica, iria além da crítica, podendo ser conceituada pela frase: é só na interação que teremos o verdadeiro conhecimento; este, estaria compondo a interação humana. O humanismo na psicologia, aponta para uma atitude fenomenológica.
4- O homem é a totalidade em movimento, e não é completamente isolável de totalidades mais abrangentes. O homem seria atual e palavra, é ato, e busca e criação de sentido. Seria representado, dentro do humanismo na psicologia como a presença de uma saudade do homem atual, desafiado no presente em relação ao sentido de sua vida.

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