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LUDICIDADE NA SALA DE AULA Loana Rezende ,Leondina Silva, Silvana colares, Eliani Dutra Silvana Cleria Piccoli RESUMO Desde a infância, na sala, por diversos motivos existem a supervalorização de duas práticas, a leitura e a escrita. Pois a principal preocupação nas séries iniciais e alfabetização. Na infância, nós temos o uso de ludicidade em sala de aula, quase se tornaram parte fundamental e essencial para a infância, sendo um direito adquirido. Uma das clássicas manifestações do lúdico, e que começa já na primeira infância, é o faz de conta. Assim, brincar de mentirinha, fingindo ser pirata, super-herói, mãe, médica, cavaleiro, um bicho, o limite é a imaginação, é um processo bem mais complexo e estruturado do que pode parecer. Do mesmo modo, entrando em papéis diferentes, imaginando utilizações diferentes para objetos, como um lençol que se transforma em capa ou uma vassoura que vira um cavalo, a criança descobre o mundo a sua volta e como a vida funciona. Dessa forma ela deixa de enxergar apenas a si mesma e passa a perceber de uma forma ativa, o universo ao seu redor. Dessa forma estaremos ajudando a nossas crianças a ter um alto conhecimento tanto como a escrita como na linguagem, assim poderemos auto conhecer e descobrir muitas brincadeiras dentro da sala de aula, compreendendo o espaço para os coleguinhas, saber a respeitar ao próximo. Iremos utilizar fantoches, cantorias, músicas, e principalmente musiquinhas relacionada ao alfabeto e as vogais. Aprender de forma prazerosa proporciona à criança a possibilidade de construir a sua imaginação e, progressivamente, aprender a distinguir o real do imaginário. Os benefícios da ludicidade não estão restritos apenas ao ambiente escolar. Mas, são capazes de influenciar o sujeito ao longo da vida adulta. Palavras-chave: Lúdico. Criança. Imaginação. Infância. 1. INTRODUÇÃO Este artigo tem como finalidade mostrar uma abordagem sobre a contextualização histórica dos sujeitos da EJA. Portanto coloco a questão da aprendizagem do sujeito que possui uma história de aprender a se reconstruir e aprender a reconstruir os saberes de experiências durante suas vivencias no decorrer de suas vidas. O processo de educação desses indivíduos que estão voltando a estudar é sempre baseada nas dificuldades e superação de problemas de vida e das dificuldades, sejam elas quais forem, como exemplo depois de uma rotina de trabalho, tanto em ruas ou em casa. Este meu trabalho também busca uma forte reflexão das bases pedagógicas apresentadas por professores, que devem sempre trazerem junto a realidade como prioridade e os saberes do educando. A maioria destes alunos são de rede pública, pessoas desempregadas, donas de casa, jovens, idosos, portadores de deficiência, são pessoas totalmente diferente uma das outras com diferenças culturais, diferenças de religiões, que por algum motivo não puderam frequentar a escola na idade certa e em vista estão tentando retomar os estudo Geralmente a identidade dos alunos da EJA tem uma grande diversidade porque são muitas vezes alunos trabalhadores na sua grande maioria, onde se encontram muitas vezes sem ânimo sem tempo para estudar e com auto estima muitas vezes baixa, onde muitas vezes essas pessoas encontram dificuldades para voltar a estudar porque não conseguem conciliar o dia a dia com os estudos .Mas muitos deles não sabem dos seus direitos e muito menos as leis que os ajudam a continuarem estudando, a maior vontade dessas pessoa é se preparar profissionalmente para conseguirem se encaixar no mercado de trabalho de se saírem bem nos estudos, ajudar os filhos nos trabalhos escolares e ter mais auto estima. O plano de aula dessa modalidade não deve ser a mesma que é feita para uma criança, pois essa modalidade já tem suas raízes por isso precisam de um metodologia diferenciada das dos demais, mais se uma metodologia preparar pra essas pessoas. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Educação de Jovens e Adultos (EJA) A educação de jovens e adultos (EJA) , enquanto modalidade de ensino apresenta uma trajetória de desafios, principalmente por ser considerado por alguns uma alternativa para minimizar o problema social no país. Porém, essa modalidade, durante grande período, não era considerada prioridade educacional, sendo rotulada como política compensatória para suprir a perda de escolaridade em idade própria. Explica a Fundação Vale: Identificação como a educação dos “carentes, marginalizados e excluídos” ,as propostas de EJA assimilaram por muito tempo o papel de ”educação mínima” direcionada àqueles com “ possibilidades também precárias de desenvolvimento e aprendizagem”. A superação dos preconceitos e o reconhecimento dos jovens e adultos pouco escolarizado como sujeitos de aprendizagem, produtores e disseminadores de conhecimentos é em ponto de partida importante para avançarmos em direção a uma EJA adequada às demandas específicas de articulação e construção de novos saberes significativos pata educadores e educandos, demandas estas que se expandem para satisfação de necessidades básicas, e não mínimas de aprendizagem; básicas porque consideram as especificidades dos grupos, a diversidades de experiências dos indivíduos e dos coletivos. (FUNDAÇÃO VALE 2014,p.14). De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) – Lei 9.394/96 a EJA ( Educação de Jovens e Adultos) é uma modalidade de ensino, que tem por objetivo oportunizar a formação escolar para aqueles que não tiveram acesso aí ensino fundamental ou médio nas idades apropriadas por motivos diversos. Salientando que embora as iniciativas políticas voltadas para essa modalidade seja antiga, somente em 1996 ocorre a aprovação para integrar a Educação de jovens e adultos na LDB. Desse modo, percebemos que além de ser uma política educacional, a EJA é principalmente uma política social, promovendo a escolarização e consequentemente viabilizando aos alunos melhorem oportunidades de trabalho, melhor qualidade de vida e com isso sejam respeitadas na sociedade. Essa definição do EJA nos esclarece o potencial de educação inclusiva e compensatória que essa modalidade de ensino possui . Segundo GODOTTI e ROMÃO (2007), o conceito de educação de jovens e adultos (EJA) vem mudando no decorrer da história da educação do nosso país, mudando a sua significância a partir do contexto histórico da época. Assim, em julho de 1997, realizou-se em Hamburgo, a V Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea V), aprovando a “Declaração De Hamburgo” entendendo a Educação de Adultos como um direito de todos e destacando a importância de considerar diferentes necessidades e especificidades dos sujeitos atendidos por essa modalidade de ensino. Essa Declaração destacou a importância da diversidade cultural, trazendo para a EJA temas como: a cultura da paz, da educação para a cidadania,desenvolvimento sustentável, a educação de gênero, a educação indígena, das minorias, a terceira idade, a educação para o trabalho, o papel dos meios de comunicação e a parceria entre Estado e sociedade civil. A EJA, desse modo, [...] Engloba todo o processo de aprendizagem, formal e informal , onde pessoas consideradas “ adultas” pela sociedade desenvolvem suas habilidades enriquecem seu conhecimento e aperfeiçoam suas qualificações técnicas e profissionais, direcionado -as para a satisfação se suas necessidades e as de sua sociedade (CONFINTEA V, 1997). O Parecer CNE/CEB 11/2000 – homologado pelo Ministro da Educação em 07 de julho de 2000 –, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EJA, normatizando a educação de pessoas jovens e adultas em todas as suas modalidades, definindo diretrizesnacionais que devem, obrigatoriamente, ser observada na oferta da EJA, nas etapas fundamental e média, nas formas presencial e semipresencial, com a certificação de conclusão de etapas da educação básica, em instituições que integrem a organização da educação nacional, considerando o caráter próprio desta modalidade de educação. O Parecer 11/2000 descreve essa modalidade de ensino por suas funções: reparadora, pela restauração de um direito negado; equalizadora, de modo a garantir uma redistribuição e alocação em vista de mais igualdade na forma pela qual se distribuem os bens sociais; e qualificadora, no sentido de atualização de conhecimentos por toda a vida. O objetivo do Parecer 11/2000 é esclarecer o conteúdo das Diretrizes Curriculares Nacionais tirando dúvidas que cercavam os envolvidos no assunto e fazê-las viger sobre a EJA. 2.2 PROGRAMAS QUE ATENDEM JOVENS E ADULTOS. Por estar, nesse momento histórico, alicerçada em bases legais , a EJA possibilita alternativas que podem atender à diversidade de sujeitos que integram essa modalidade, tais como os programas que veremos a seguir. PROEJA O programa nacional de integração da educação profissional com a educação básica na modalidade de educação de jovens e adultos – PROEJA– tem por objetivo proporcionar formação profissional com a escolarização voltada ao jovem e adultos sem descuidar da formação humana . O decreto n°5.840 ( BRASIL, 2006) promoveu alterações quanto à abrangência dos cursos e programas de educação profissional e passaram a compreender: · A formação inicial e continuada de trabalhadores articulada ao ensino fundamental ou ensino médio ( PROEJA FIC), Com a cargo horária mínima de 1200 horas para formação geral e 200 horas para formação profissional; · A educação profissional técnica de nível médio nas formas concomitante ou integrada ( PROEJA técnico), com a cargo horária mínima de 1200 horas para formação geral , e para formação profissional segue a diretrizes nacionais para educação profissional, isto é , conforme a área profissional. Na forma concomitante o curso é oferecido em instituições distintas, em que o estudante será em uma escola os componentes curriculares da educação profissional e , em outra, o ensino médio ou fundamental. Já na forma integrada o curso possui um currículo unificado, associado à formação profissional à formação geral. PROJOVEM O Programa Nacional de Inclusão do Jovem (PROJOVEM) foi instituído em 2005 pela Lei n°11.129, juntamente com a criação do Conselho Nacional da Juventude ( CNJ) e a Secretária Nacional de Juventude. Em 2008 o programa começa a ser regido pela Lei n°11.692, ampliando a oferta para jovens de 15 a 29 anos. Este é um programa que estrutura em quatro modalidades distintas: ProJovem Adolescente ( reformulação do agente jovem); ProJovem Urbano (reformulação do ProJovem 2005); ProJovem Campo (reformulação do Programa Saberes da terra); ProJovem trabalhador (unificação dos programas Consórcio Social da Juventude, Juventude Cidadã e Escola de Fábrica). PRONERA O programa nacional de educação na reforma agrária (PRONERA) foi criado em 1988 feliz movimentos sociais que tinha ligação coisas em casa da reforma agrária. A sociedade civil conseguiu inserir na falta governamental esse programa social. Em 2003, o PRONERA a passo a oferecer EJA, cursos de nível médio com a formação técnica profissionalizante início superior. No período entre 2003 e 2010, cursos como agronomia, agroecologia ,pedagogia ,especialização em educação no campo+ apenas para as alguns) foram oferecidos por meio de parcerias com universidades instituições de ensino público ou privadas. A formação de professores escolas do campo fundamenta–se política nacional de formação de profissionais de magistério da educação , conforme o decreto n°6.755, de janeiro de 2009. O censo escolar de 2009 mapeou 338 mil educadores que atuam nas escolas rurais; destes, 138 mil têm formação superior, os demais educadores possuem formação em nível médio. O MEC elaborou várias ações educativas , salientamos entre elas o Programa de Apoio à Formação Superior em Licenciatura em Educação no Campo (PROCAMPO). 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os objetivos do trabalho foram alcançados, pois através das pesquisas realizadas, foi possível visualizar a importância da EJA. São indivíduos que convivem e enfrentam preconceitos, críticas e descriminação, tanto no ambiente familiar como na vida em sociedade. Vale ressaltar que os alunos e alunas da EJA trazem consigo uma visão de mundo influenciada por seus traços culturais de origem e por sua vivência social , familiar e profissional. 5. CONCLUSÃO Este presente artigo tem como objetivo apresentar o histórico da EJA no Brasil, analisar a questão da conscientização da educação para todos como direito por lei , compreender o processo de alfabetização de jovens e adultos. O objetivo geral deste trabalho foi investigar o contexto histórico vigente da educação de jovens e adultos EJA. Neste trabalho estudamos um pouco da historicidade da educação de jovens e adultos no mundo por diversos caminhos e descaminhos percorrido pela educação de adultos no Brasil. Recomendo esse trabalho para acadêmicos, a escola e para a comunidade como um todo, com o pensamento de contribuição para melhorar entendimento e uma visão mais clara e objetivada modalidade EJA e sua trajetória no Brasil REFERÊNCIAS AMORIM, Galeno (Org.). Retratos da leitura no Brasil. BARCELOS, Valdo. Educação de jovens e adultos: currículo e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2010. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Paulo Freire, educar para transformar. São Paulo: Mercado Cultural, 2005 ______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). LEI DE n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: www.presidencia.gov.br/lesgilacao.