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TEORIA E FUNDAMENTOS DO 
ATLETISMO
Weber Gomes Ferreira
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ira
Nesta obra, abordaremos os principais tópicos sobre o atletismo. Os conteúdos 
estão divididos da seguinte maneira: no capítulo 1 e 2, apresentamos um pouco 
da história da modalidade, até chegar na atualidade – nos níveis nacionais e 
internacionais; demonstramos as provas oficiais e suas instalações no atletismo, 
em conjunto com as regras oficiais da modalidade. Nos capítulos 3, 4, 5, 6 e 7 
debatemos sobre os aspectos metodológicos, técnicos e táticos das principais 
provas no atletismo. Já no capítulo 8, veremos que o despertar do interesse pela 
prática do atletismo acontece por meio de atividades inovadoras às crianças, 
para que se descubram nas atividades básicas. No capítulo 9, aprendemos que 
o atletismo paraolímpico é praticado por atletas com deficiência (física ou visual) 
divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência. E no capítulo 10 
veremos como ocorrem os eventos esportivos, as competições e o papel do 
gestor em sua organização.
Assim, desejamos-lhe uma boa sorte nessa jornada e que os conhecimentos 
adquiridos possam servir positivamente para sua carreira profissional.
Curitiba
2021
Teoria 
e Fundamentos 
do Atletismo
Weber Gomes Ferreira
Ficha Catalográfica elaborada pela Editora Fael.
F383t Ferreira, Weber Gomes
Teoria e fundamentos do atletismo / Weber Gomes Ferreira. – 
Curitiba: Fael, 2021.
184 p.
ISBN 978-65-86557-89-3
1. Atletismo I. Título
CDD 796.4
Direitos desta edição reservados à Fael.
É proibida a reprodução total ou parcial desta obra sem autorização expressa da Fael.
FAEL
Direção Acadêmica Francisco Carlos Sardo
Coordenação Editorial Angela Krainski Dallabona
Revisão Editora Coletânea
Projeto Gráfico Sandro Niemicz
Imagem da Capa Stock.adobe.com/Olexandr
Arte-Final Editora Coletânea
Sumário
Carta ao Aluno | 5
1. A história do atletismo | 7
2. Provas oficiais de atletismo, instalações 
oficiais e regras oficiais | 21
3. Corridas em atletismo | 41
4. Saltos em atletismo | 57
5. Arremesso e lançamentos em 
competições de atletismo | 71
6. Provas combinadas e marcha atlética | 89
7. Pedestrianismo e Cross-Country | 103
8. Brincando de atletismo e diferentes práticas | 121
9. Atletismo paralímpico | 135
10. Organização de competições e eventos | 151
Gabarito | 167
Referências | 179
Prezado(a) aluno(a),
Bem-vindo à disciplina de Teoria e Fundamentos do atletismo!
Acompanharemos neste conteúdo a importância e os bene-
fícios do esporte como transformação social, por meio da moda-
lidade atletismo, somados à sua especificidade reconhecida de 
esporte-base. Como futuro profissional de Educação Física, 
atuando com essa modalidade esportiva nas atividades de lazer, 
saúde ou treinamento esportivo, você deve sempre se lembrar do 
impacto que promove na vida de muitas pessoas.
Carta ao Aluno
– 6 –
Teoria e Fundamentos do Atletismo
Esse material didático não se propõe a abordar todo o assunto, mas 
a direcionar o caminhar dentro da modalidade atletismo, como primeiros 
passos rumo ao conhecimento desse esporte. Portanto, é importante que 
você consiga ditar o próprio ritmo de estudo e, para isso, indicamos a 
curiosidade (para a exploração, investigação e o aprendizado de novas 
informações) e a flexibilidade (se desenvolver no seu tempo), assim 
como as principais habilidades e competências no atletismo a serem 
desenvolvidas juntamente com esse material didático.
1
A história do atletismo 
O atletismo é conhecido como esporte base por proporcio-
nar o desenvolvimento ou o trabalho de habilidades motoras 
humanas como correr, saltar e lançar (KIRSCH; KOCH; ORO, 
1983). Rojas (2017) descreve que o homem primitivo já utilizava 
essas habilidades em sua sobrevivência, correndo na fuga de pre-
dadores, nadando em busca de alimentos, correndo, lançando e 
saltando. O atletismo teria surgido dessas ações e sido desenvol-
vido com o tempo. O atleta que for mais rápido, que der o maior 
salto ou lançar mais longe é declarado o vencedor. Nas pinturas 
rupestres nas cavernas e depois com a escrita foram observadas 
as primeiras referências às competições que foram registradas 
para contar a história de disputas que remontam há pelo menos 
5 mil anos (DOS SANTOS; VAGETTI; DE OLIVEIRA, 2017; 
ROJAS, 2017).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 8 –
1.1 Histórico e evolução do atletismo
As origens do atletismo vêm de relatos e datas variadas, como da pri-
meira corrida de velocidade com caráter esportivo, contada por Homero 
em 1496 a.C. Quem realizou essa prova foi Hércules, tendo distância e 
regras definidas, chamada de estádio; entretanto, há citações que indicam 
a primeira corrida sendo realizada por Héracles de forma muito seme-
lhante (MATTHIESEN; GINCIENE, 2013). Assim, as lendas sobre o 
surgimento do atletismo destacam os relatos da realização de provas de 
atletismo na Antiguidade.
Figura 1.1 – Final Olímpica dos jogos de 1912 dos 400 m
A chegada da final dos 400 metros masculinos nos Jogos Olímpicos de Verão de 1912. 
Charles Reidpath (EUA), Hanns Braun (GER), Edward Lindberg (EUA).
Fonte: Domínio Público.
A identificação dos movimentos básicos (correr, saltar, lançar e arre-
messar) desenvolvidos pelo homem na Pré-História se transformou em 
prática esportiva, de onde nasceu o atletismo e suas provas (GUEDES et 
al., 2016). Na Grécia, identificou-se a origem do atletismo como prática 
esportiva por volta de 1225 a.C., quando acontecia um conjunto de cinco 
provas: corrida, luta, salto em distância, lançamento de dardo e lança-
mento de disco (OLIVEIRA, 2006).
– 9 –
A história do atletismo 
Rojas (2017) destaca que a realização de provas de atletismo na Anti-
guidade é documentada como anterior a 700 a.C. e mostra que provas 
atléticas, como corridas, saltos e arremessos, faziam parte de torneios na 
Grécia antiga. Oliveira (2006) relata que os jogos foram interrompidos 
pelo imperador romano Teodósio, começando em 394 um longo período 
em que praticamente não houve competições atléticas. Durante 8 séculos 
não foram celebradas competições organizadas de atletismo, até que em 
1896, em Atenas, foi realizada a primeira edição das Olimpíadas da Era 
Moderna, retomando a tradição das práticas esportivas (ROJAS, 2017; 
MATTHIESEN; GINCIENE, 2013; CBAt, c2020).
Na Grécia antiga, a organização de torneios e campeonatos espor-
tivos acontecia devido à importância religiosa, sendo considerada oca-
sião especial. Esses eventos homenageavam a deusa Atena e aconteciam 
todos os anos, assim como as Panateias grandes eram realizadas a cada 4 
anos e eram restritos a homens, mas havia opções para mulheres (ROJAS, 
2017; OLIVEIRA, 2006). A maior festividade e os mais famosos jogos da 
Grécia antiga foram as olimpíadas em homenagem a Zeus realizadas em 
Olímpia. Apesar da característica religiosa, os jogos tinham concentração, 
eliminatórias e área de treino tipicamente esportivo (ROJAS, 2017).
Os acontecimentos que envolveram o atletismo foram destacados, 
segundo Costa Junior (2017), Matthiesen (2017), Oliveira (2006) e Rojas 
(2017), por meio da evolução e do desenvolvimento de importantes fatos 
ocorridos na história do atletismo (Quadro 1.1).
Quadro 1.1 – Fatos históricos do atletismo
Data Acontecimentos
1225 a.C. Conjunto de provas atléticas
1220 a.C. Corridas de fundo
776 a.C. Primeira prova de 200 metros
394 a.C. Imperador romano Teodósio interrompeu os jogos
1896 Primeira Olimpíada Moderna
1910 Primeiras competições de atletismo no Brasil
1912 Criação da International Amateur Athletic Federation (IAAF)
1914 Filiação da Confederação de Desportos (CBD) à IAAF
Teoria Fundamental do Atletismo
– 10 –
Data Acontecimentos
1924 Primeira participação brasileira de atletismo mas-culino nos Jogos Olímpicos de Paris
1929 Primeiro Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais
1945 Primeira Edição do Troféu Brasil de Atletismo1977 Criação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt)
2001 IAAF passou a se chamar International Asso-ciation of Athletics Federations
Fonte: CBAt (c2020), Costa Junior (2017), Matthiesen (2017), Oliveira (2006) e Rojas (2017).
A definição de atletismo citada por Rojas (2017) e Matthiesen (2017) 
indica que o esporte engloba um conjunto de modalidades individuais com 
provas atléticas de pista e de campo, corrida de rua, marcha atlética, corrida 
através do campo (cross country) e corridas de montanha. As categorias 
representadas e as provas oficiais masculinas e femininas são apresentadas 
de acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). O peso dos 
implementos e a metragem sofreram alteração de acordo com as categorias 
e as provas que são disputadas, tendo algumas não aplicadas a determina-
das faixas etárias.
Figura 1.2 – Prova do salto em altura nos Jogos Olímpicos de 1912
Bertil Uggla durante a competição de salto com vara nos Jogos Olímpicos de Verão de 1912.
Fonte: Domínio Público.
– 11 –
A história do atletismo 
 Saiba mais
Assista ao vídeo dos aviadores da Força Aérea dos Esta-
dos Unidos (USAF) que participaram das seletivas olím-
picas de atletismo no estádio Memorial Coliseum, em 
Los Angeles, na Califórnia.
Disponível em: <https://ak.picdn.net/shutterstock/videos/ 
1055222816/preview/stock-footage-circa-a-packed-sta-
dium-at-the-memorial-coliseum-in-los-angeles-califor-
nia-watches-usaf.webm>. Acesso em: 14 jul. 2021.
A CBAt é a maior entidade brasileira responsável por reger as nor-
mas do atletismo no país. As federações estaduais regulam a modalidade, 
promovendo e realizando eventos na busca da excelência do atletismo. Já 
internacionalmente, a direção é da Associação Internacional das Federa-
ções de Atletismo (IAAF), que rege as normas aplicadas a diversas moda-
lidades que integram o atletismo internacional (CBAT, c2020).
1.2 Atletismo no Brasil
A história do atletismo no Brasil tem como pioneiros os ingleses 
e os alemães radicados no país. No Rio de Janeiro, em 1880, no Club 
Brasileiro de Cricket eram vendidos poules de apostas para corridas a 
pé. Em São Paulo, em 1888, o São Paulo Athletic iniciou as atividades 
esportivas de críquete, mais tarde promovendo torneios de corrida a pé, 
ginástica, golfe e futebol (GOMES, 2019). Outros clubes da capital, 
segundo Gomes (2019), também seguiram a inserção do atletismo em 
suas práticas esportivas, como o Club Alemão de Ginastica (1888), zO 
atletismo no Brasil era um esporte de pouca popularidade e esbarrava 
na falta de estrutura física para a prática, sem treinadores especializados 
e com falta de orientação científica na modalidade. Assim, a confedera-
ção Brasileira de Desportos se filiou à IAAF em 1914. Gomes (2019) e 
Nascimento (2005) traçam o desenvolvimento do atletismo no país, que 
se iniciou em 1924, quando o Brasil participou do torneio olímpico com 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 12 –
uma equipe nos Jogos de Paris. O campeonato brasileiro de atletismo 
foi disputado pela primeira vez em 1925. Em 1931, o Brasil disputou o 
Campeonato Sul-Americano. Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, os 
atletas Clovis Rapozo e Lúcio de Castro conseguiram chegar às finais. 
Nos Jogos de Helsinque, em 1952, o brasileiro Sylivio de Magalhaes 
Padilha ficou em 5º lugar na prova de 400 metros com barreiras.
Figura 1.3 – Corrida de 400 m com barreiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Fonte: Breno Barros/CC BY 3.0 BR.
O Brasil conquistou medalhas olímpicas em Melbourne (1956), 
com o ouro de Adhemar Ferreira da Silva no salto triplo; no México 
(1968), com a prata de Nelson Prudêncio no salto triplo; em Munique 
(1972), com a prata de Nelson Prudêncio no salto triplo; em Moscou 
– 13 –
A história do atletismo 
(1980), com o bronze no salto triplo de João Carlos de Oliveira; em 
Los Angeles (1984), com o ouro de Joaquim Carvalho Cruz nos 800 
metros rasos; e em Seul (1988), com a prata de Robson Caetano da 
Silva nos 200 metros rasos (CBAT, 2021; GOMES, 2019; NASCI-
MENTO, 2005).
Figura 1.4 – Thiago Braz, do Brasil, em ação na prova do salto com vara
Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 – Atletismo, salto com Vara Masculino.
Fonte: Aleksandra Szmigiel/Agência Brasil
A fundação da CBAt ocorreu em 1977 na cidade do Rio de Janeiro, 
e a instituição passou a gerenciar o atletismo nacional substituindo a Con-
federação Brasileira de Desportos (CBD), que encerrou suas atividades 
em 1979. A partir de 1987, a CBAt teve crescimento no atletismo, con-
seguindo que os atletas brasileiros participassem de eventos nacionais e 
internacionais (NASCIMENTO, 2005).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 14 –
 Saiba mais
Reveja a final do salto com vara masculino nos Jogos 
Olímpicos Rio 2016. Foi uma intensa competição entre o 
brasileiro Thiago Braz, o francês Reneaud Lavillenie e o 
estadunidense Sam Kendricks.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=fhk 
PTebxGUw>. Acesso em: 28 jun. 2021.
Figura 1.5 – Chegada dos 100 metros masculinos
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
Além dos atletas de destaque nas primeiras Olímpiadas de que o Bra-
sil participou, o país continua a alcançar medalhas. A seguir, os quadros 
1.2, 1.3 e 1.4 mostram medalhistas olímpicos do Brasil até 2016.
– 15 –
A história do atletismo 
Quadro 1.2 – Ouros olímpicos conquistados por atletas brasileiros
Medalha de ouro
Atleta Modalidade Tempo/ Distância Olimpíada Local Data
Adhemar 
Ferreira da Silva Salto triplo 16.22
XV 
Olimpíada
Helsinque 
(Finlândia) 23/07/1952
Adhemar 
Ferreira da Silva Salto triplo 16.35
XVI 
Olimpíada
Melbourne 
(Austrália) 27/11 /1956
Joaquim 
Carvalho Cruz 800 metros 1.43.00
XVIII 
Olimpíada
Los Angeles 
(Estados 
Unidos)
06/08 /1984
Maurren Higa 
Maggi
Salto em 
distância 7.04
XXIX 
Olimpíada
Pequin 
(China) 22/08 /2008
Thiago Braz 
da Silva
Salto com 
vara 6.03
XXXI 
Olímpiada
Rio de 
Janeiro 
(Brasil)
15/08/2016
Fonte: CBAt (c2020).
Quadro 1.3 – Prata olímpica conquistada por atletas brasileiros
Medalha de prata
Atleta Modalidade Tempo/Distância Olimpíada Local Data
Nelson Prudêncio Salto triplo 17.27 XIX Olimpíada
Cidade do 
México 
(México)
17/10 /1968
Joaquim 
Carvalho Cruz 800 metros 1.43.90
XXIV 
Olimpíada
Seul (Coreia 
do Sul) 26/09/1988
Vicente Lenilson 
de Lima
Edson Luciano 
Ribeiro
André Domingos 
da Silva
Claudinei 
Quirino da Silva
Revezamento 
4x100m 37.90
XXVII 
Olimpíada
Sydney 
(Austrália) 30/09 /2000
Fonte: CBAt (c2020).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 16 –
Quadro 1.4 – Bronze olímpico conquistado por atletas brasileiros
Medalha de bronze
Atleta Modalidade Tempo/Distância Olimpíada Local Data
José Telles da 
Conceição
Salto em 
altura 1.98
XV 
Olimpíada
Helsinque, 
FIN 20/07/1952
Nelson Prudêncio Salto triplo 17.05 XV Olimpíada
Munique, 
GER 17/10/1972
João Carlos 
de Oliveira Salto triplo 16.90
XVI 
Olimpíada
Montreal, 
CAN 30/07 /1976
João Carlos 
de Oliveira Salto triplo 17.22
XXII 
Olimpíada
Moscou, 
RUS 24/07/1980
Robson Caetano 
da Silva 200 metros
20.04 
(+1.7)
XXIV 
Olimpíada Seul, COR 28/09 /1988
Arnaldo de 
Oliveira Silva
Robson Caetano 
da Silva
Edson Luciano 
Ribeiro
André Domingos 
da Silva
Revezamento 
4x100m 38.41
XXVI 
Olimpíada
Atlanta, 
USA 03/08/1996
Vanderlei Cordeiro 
de Lima Maratona 2.12.11
XXVIII 
Olimpíada
Atenas, 
GRE 29/08 /2004
Rosemar Maria 
Coelho Neto
Lucimar A. 
de Moura
Thaissa Barbosa 
Presti
Rosangela Cristina 
O. Santos
Revezamento 
4x100m 43.14
XXIX 
Olimpíada
Beijing, 
CHN 22/08/2008
– 17 –
A história do atletismo 
Medalha de bronze
Atleta Modalidade Tempo/Distância Olimpíada Local Data
Vicente Lenilson 
de Lima
Sandro Ricardo 
R. Viana
Bruno Lins T. 
de Barros
Jose Carlos 
Gomes Moreira
Revezamento 
4x100m 38.24
XXIX 
Olimpíada
Beijing, 
CHN 22/08 /2008
Alison Brendom 
Alves dos Santos
400m com 
Barreiras 17.05
XXVIII 
Olimpíada
Tóquio, 
JPN 03/08/2021
Thiago Braz 
da Silva
Salto com 
Vara 16.90
XXVIII 
Olimpíada
Tóquio, 
JPN 03/08 /2021
Fonte:CBAt (c2020).
1.3 Modalidade de atletismo no mundo
No atletismo, a organização, segundo Rojas (2017), vai muito além da 
história. Conhecer os fatos, o desenvolvimento da modalidade e suas entida-
des, tanto nacionais como internacionais, é importante para entender como 
sua sistematização teve na prática sua disseminação e sua visibilidade como 
esporte. A IAAF aos poucos alterou o amadorismo da modalidade e começou 
sua profissionalização. Essa mudança de visão foi progressiva, então veio 
a necessidade de alteração de seu nome para Associação Internacional de 
Federações de Atletismo (ROJAS, 2017; WORLD ATHLETICS, c2021).
As provas atléticas femininas foram incluídas de forma experimental 
em 1928 nos Jogos Olímpicos, mas a IAAF não reconhecia a participação 
nas competições. Em um movimento contrário dessa descriminação, em 
1921 foi criada a Federação Esportiva Feminina Internacional, que lutava 
pelo reconhecimento, e em 1936 a IAAF finalmente incluiu as mulheres 
nos torneios (ROJAS, 2017). Na organização da IAAF, o conselho é com-
posto por 27 membros, dos quais 6 são mulheres. O conselho é eleito a 
cada 4 anos em congresso.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 18 –
Figura 1.6 – Prova Masculina de 3 mil metros com obstáculos
Fonte: Stock.adobe.com/nao
Com a sistematização do esporte, segundo Rojas (2017), a prática do 
atletismo foi disseminada no modelo atual com a realização das Olimpía-
das, onde o ganho de visibilidade e sua consolidação como esporte ampliou 
o número de praticantes em escolas, clubes, associações e universidades, 
mas ainda não havia uma instituição representativa da modalidade até 
1912, quando foi fundada a IAAF. Rojas (2017) e World Athletics (c2021) 
destacam que a IAAF foi criada por 17 federações atendendo à necessidade 
da organização de um programa que abrangesse todas as provas do atle-
tismo, suas normas e sua organização; após 2 anos de discussões, em 1914 
passaram vigorar as primeiras regras internacionais de atletismo.
Na organização de competições pela IAAF, como campeonatos 
indoor nas categorias júnior e juvenil e as séries anuais de atletismo (mar-
cha atlética, cross country e corridas de rua), destaca-se o Campeonato 
Mundial de Atletismo, criado em 1983 (COSTA JUNIOR, 2017). Dentro 
da estrutura da IAAF, os países-membro são representados por associa-
ções que Costa Junior (2017) indica serem responsáveis pela promoção 
– 19 –
A história do atletismo 
das competições em suas respectivas regiões, como Associação Asiática 
de Atletismo (AAA), Confederação Africana de Atletismo (CAA), Confe-
deração Sul-americana de Atletismo (CONSUDATLE), Associação Euro-
peia de Atletismo (AEA), Associação de Atletismo da América do Norte, 
Central e Caribe (ANACC) e Associação de Atletismo da Oceania (AAO).
A IAAF tem um programa de educação e certificação para treinadores 
chamado Coaches Education and Certification System (CECS), ou Sistema 
de Educação e Certificação para Treinadores, de acordo com o qual o desen-
volvimento do atletismo passa por cinco estágios, começando por identifi-
cação e promoção de talentos, abrangendo até o gerenciamento da perfor-
mance (CBAT, c2020; WORLD ATHLETICS, c2021; ROJAS, 2017).
Figura 1.7 – Resumo dos estágios do desenvolvimento do atletismo e sistema de 
educação e certificação para treinadores da IAAF
Academia
Nível IV
Nível III
Nível II
Nível I
Miniatletismo, 
multiprovas, 
desenvolvimento por 
grupos de provas
Desenvolvimento 
por grupos de 
provas
Especialização 
inicial
Especialização e 
perfomance
Gerenciamento 
de performance
Estágio 1 
Miniatletismo
Estágio 2 
Multiprovas
Estágio 3 
Desenvolvimento por 
grupos de provas
Estágio 4 
Especialização inicial
Estágio 5 
Performance
Fonte: adaptada de Rojas (2017).
A introdução ao Sistema de Certificação e Educação de Treinadores 
da IAAF é um dos recursos e esforços envolvidos no desenvolvimento 
de um programa de educação que pode estar além das capacidades em 
nível nacional. A IAAF opera o CECS, que está disponível como um 
serviço para as federações-membro para a qualificação de treinadores 
de atletismo em cinco níveis de cursos, para os quais a IAAF fornece 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 20 –
um plano de estudos padrão, professores qualificados e materiais neces-
sários de apoio à aprendizagem. Os recursos financeiros para o sistema 
vêm da IAAF e de associações de área, da Solidariedade Olímpica e de 
parceiros, bem como de opções autofinanciadas em níveis mais elevados 
(WORLD AT HLETICS, c2021).
Síntese
O atletismo é uma das mais antigas modalidades de expressões espor-
tivas. Na Antiguidade, estava relacionado principalmente à camada mais 
privilegiada da sociedade; atualmente, no Brasil, é um esporte cujos atle-
tas são advindos de camadas sociais desfavorecidas devido a sua organiza-
ção e à estrutura desenvolvida no país. A pouca divulgação da modalidade, 
a falta de estrutura física e o amadorismo dificultaram o crescimento do 
esporte. Sua relação é intrínseca com a mobilidade social e a quebra de 
barreiras. Por ser um esporte antigo, foi após sua sistematização e organi-
zação que passou a ter relevância e visibilidade como expressão cultural 
e social. A CBAt e IAAF são as instituições que gerenciam, respectiva-
mente nacional e internacionalmente, o atletismo por meio de regulamen-
tações, regras e diretrizes.
Atividades
1. Comente as origens do atletismo:
2. Como foi o desenvolvimento e a organização do atletismo no Brasil?
3. Quais são as funções das entidades esportivas que gerenciam o 
atletismo, organizam competições e elaboram as regras e o que 
elas representam? 
4. Como funciona a capacitação da IAAF para treinadores?
2
Provas oficiais de 
atletismo, instalações 
oficiais e regras oficiais 
As provas oficiais de atletismo e suas instalações, segundo 
a CBAT (2017), são gerenciadas pela Associação Internacional 
da Federações de Atletismo (IAAF), que organiza eventos inter-
nacionais, regulamenta as regras oficiais e assessora o Comitê 
Olímpico Internacional (COI) nos Jogos Olímpicos. O Comitê 
Olímpico Brasileiro (COB) é responsável pela Confederação 
Brasileira de Atletismo (CBAt) que gerencia o atletismo brasi-
leiro e se relaciona com os clubes, federações e atletas.
As provas oficiais são classificadas em grupos por habili-
dade e competência nas modalidades, por local de prova ou a 
distância percorrida. As competições, as categorias de atletismo 
e os atletas são compreendidos por gêneros e por faixa etária 
(ROJAS, 2017).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 22 –
2.1 Competições oficiais
Nas competições de atletismo, de acordo com a CBAT (2021) a pista 
oficial tem que seguir as regras da IAAF e com reconhecimento de cer-
tificação da pista pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), e 
podem ser com tamanhos e pisos diferentes (concreto, terra, borracha gra-
nulada e sintético). O comprimento da pista oficial é de 400 metros, con-
sistindo em duas retas paralelas e duas curvas com raios iguais tendo cada 
atleta uma raia separada com largura de 1,22 m. A pista de atletismo deve 
possuir um espaço para provas de arremesso, de lançamentos e de saltos 
de acordo com as regras específicas de cada modalidade.
Figura 2.1 – Pista de corrida oficial de atletismo apresentando os locais das provas 
de pista e de campo
Fonte: Stock.adobe.com/KB3
Os blocos de partida consistem em dois apoios para os pés, onde o 
atleta pressiona na posição inicial e deve ser montado em uma estrutura 
rígida. Esses apoios para os pés devem ser inclinados adequando a posição 
– 23 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
inicial do atleta e podem ser planos ou côncavos. A montagem dos apoios 
dos pés poderá ser ajustável para a frente e para trás em relação uns com 
os outros (CBAT, 2021). A utilização dos blocos de partida se dá para as 
provas de velocidade (100, 200 e 400 metros rasos), corrida com barreiras 
e se aplica à saída dos atletas na primeira etapa dos revezamentos.Os comandos para a largada das provas da CBAT (2021) descrevem 
que os atletas aguardam “às suas marcas” para se posicionar no bloco de 
saída, o árbitro ao dar a ordem “prontos” até que os atletas ouçam um tiro 
para a largada. Nas corridas até e incluindo 400 metros (4x200 m e o reve-
zamento medley) os comandos devem ser “às suas marcas” e “prontos”. 
Nas corridas com mais de 400 metros (exceto 4x200 m, o revezamento 
medley e 4x400 m), o comando deve ser “às suas marcas”.
Figura 2.2 – Largada no atletismo utilizando o bloco de saída
Atleta ajustando o bloco de partida e se preparando para a largada.
Fonte: Stock.adobe.com/sunyawitphoto
O atleta, que depois de assumir a posição final de saída, não deve 
iniciar a saída até depois de ouvir o disparo da arma. Fazendo isso, per-
dendo o contato com o solo ou com o apoio dos pés será considerado uma 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 24 –
saída falsa. Na chegada, os atletas devem ser classificados na ordem em 
que qualquer parte do seu corpo (sendo, o tronco, excluindo a cabeça, pes-
coço, braços, pernas, mãos ou pés) atinge o plano vertical da borda mais 
próxima da linha de chegada (CBAT, 2021).
Nas competições há três métodos de cronometragem: a cronometra-
gem manual – utilizam cronômetros eletrônicos operados manualmente 
com leituras digitais, a cronometragem automática que utiliza um sis-
tema de Photo Finish – registra a chegada através de uma câmera posi-
cionada na linha de chegada produzindo imagens dos competidores e 
também por um sistema de Transponder (Chip) – o tempo será aquele 
decorrido entre o disparo da arma de partida e o atleta atingindo a linha 
de chegada (CBAT, 2021).
Figura 2.3 – Photo finish
Registro da chegada dos atletas por meio da câmera posicionada na linha de chegada.
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
O quadro 2.1 demonstra as provas de atletismo, que podem ser divi-
didas entre as corridas, os saltos, as provas de arremesso e os de lançamen-
tos. Também é dividido como provas de pista, de campo ou de rua. Nas 
provas de pista, temos as corridas e o revezamento. Nas provas de campo, 
temos os saltos, os lançamentos e o arremesso. Já nas provas de rua, temos 
a marcha atlética, meia maratona, maratona e as corridas de rua.
– 25 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
Quadro 2.1 – Provas oficiais de atletismo – IAAF
Área Grupo Provas
Pista
Corridas de 
velocidade
100 m rasos
200 m rasos
400 m rasos
Corridas de 
meio-fundo 
800 m rasos
1.500 m rasos
Corridas 
de fundo
5.000 m rasos
10.000 m rasos
3.000 m com obstáculos
Corridas com 
barreiras
100 m com barreiras
110 m com barreiras
400 m com barreiras
Rua Corridas de rua
5 km, 10 km, 15 km, 20 km, 
meia-maratona, 25 km, 30 km, 
maratona (42,195 km), 100 
km e revezamento em rua
Campo
Saltos
Salto em altura
Salto com vara
Salto em distância
Salto triplo
Arremessos e 
lançamentos
Arremesso de peso
Lançamentos de disco
Lançamento de martelo
Lançamento de dardo
Pista e 
campo
Provas 
combinadas
Heptatlo
Decatlo
Teoria Fundamental do Atletismo
– 26 –
Área Grupo Provas
Pista e rua Marcha atlética
Indoor: 3.000 m, 5.000 m
Outdoor: 5.000 m, 10 km, 10.000 m, 
20 km, 20.000 m, 50 km, 50.000 m
Pista Revezamentos
4x100 m, 4x200 m, revezamento 
medley 100 m – 200m – 300 m – 400 
m, 4x400 m, 4x800 m, revezamento 
medley de longa distância 1.200 m –
400 m – 800 m – 1.600 m, 4x1.500 m
Corridas 
na 
natureza
Cross country
Corrida de montanha
Corrida em trilha
Fonte: elaborado com base na CBAT (2021) e WORLD ATHLETICS (2021).
Atletas de categorias inferiores também podem participar de provas para 
categorias superiores respeitando as restrições específicas, para que a saúde 
e a integridade dos atletas sejam respeitadas. O quadro 2.2 apresenta as cate-
gorias no atletismo que compreendem gênero masculino e feminino e idade 
completada no ano da competição (CBAT, 2021; MATTHIESEN, 2014).
Quadro 2.2 – Categorias no atletismo
Categoria Idade completada no ano de competição
Pré-mirim De 11 anos a 12 anos
Mirim De 13 anos a 14 anos
Menores Com 15 anos, 16 anos e 17 anos
Juvenis De 16 anos a 19 anos
Sub-23 De 16 anos a 22 anos
Adulto Acima de 16 anos
Máster A partir de 35 anos
Fonte: elaborado com base na CBAT (2021) e Matthiesen (2014).
As regras oficiais do atletismo são atualizadas com frequência, o 
que proporciona um dinamismo e flexibilidade nas competições. A IAAF 
– 27 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
certifica a arbitragem e orienta pelas suas diretrizes, e as regras ofi-
ciais devem ser cumpridas integralmente (CBAt, 2021; ROJAS, 2017). 
Os árbitros-chefes da competição e da prova, segundo a CBAT (2021) 
analisam qualquer situação que ocorra dentro da competição e prova. 
O cumprimento das normas em competiçõesmcompreende os árbitros 
e os inspetores que atuam como cronometristas e medidores, inspeto-
res de pista, agrimensores (verificam a exatidão das marcas e instala-
ções) e anemometristas (verificam a direção do vento). 
Os atletas que participam das competições são registrados por seus 
resultados computados em ranking na federação e devem utilizar uni-
forme apropriado para a prática esportiva. Todos recebem um número que 
os identifiquem na competição (CBAT, 2021).
 Saiba mais
Fique por dentro das regras oficiais
Para saber mais sobre as regras oficiais de atletismo 
acesse <https://www.cbat.org.br/site/?pg=35> e leia 
sobre as regras de competição e regras técnicas da World 
Athletics (WA) – Edição 2020, edição oficial para o Brasil.
2.1 Regras de competição
As competições de atletismo precisam de autorizações para a sua orga-
nização, e a World Athletics é a entidade responsável pela supervisão do sis-
tema global de competições e a cooperação com outras associações de área. 
Assim as competições internacionais são autorizadas pela World Athletics e 
as competições nacionais pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). 
O direito de organizar as competições de atletismo segundo a CBAT (2021), 
como Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais fica a cargo da World Athle-
tics, a CBAt fica a cargo dos campeonatos nacionais e as Federações ficam a 
cargo dos campeonatos estaduais e regionais. É necessário um Permit que é 
uma permissão da associação competente para que o evento aconteça.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 28 –
O conselho das entidades e afins produzem os regulamentos que con-
duzirão as competições nacionais e internacionais realizadas sob as regras 
e regulam o relacionamento entre todos os envolvidos (CBAT, 2021; 
WORLD ATHLETICS, 2021).
As regras das competições são definidas em cima da aplicação geral 
do regulamento que trata das competições internacionais realizadas nas 
regras da World Athletics, segundo a CBAT (2021) e World Athletics 
(2021). Nessas competições, os oficiais convocados são o(s) delegado(s) 
de organização; delegado(s) técnicos(s); delegado(s) médico(s); delegado 
de controle de dopagem; oficiais técnicos internacionais; árbitros interna-
cionais de marcha atlética; medidor internacional de provas em rua; árbi-
tro internacional de partida; árbitro internacional de Photo Finish e júri de 
apelação. O número de árbitros indicados em cada categoria na competição 
será definido pelo regulamento técnico da World Athletics (CBAT, 2021).
Figura 2.4 – Arbitragem na prova de saltos no atletismo
Árbitro levantando a bandeira para validar o salto da atleta pousando na caixa de areia.
Fonte: Stock.adobe.com/Olexandr
Cabe à organização da competição indicar os oficiais, que são sujeitos 
às regras da Federação Nacional do país que realiza a competição (CBAT, 
2021). O quadro 2.3 compreende a relação de árbitros considerados neces-
sários para as competições internacionais.
– 29 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
Quadro 2.3 – Árbitros necessários para competições internacionais
Oficiais e suas funções nas competições
Oficiais de 
direção
Diretorde competição
Coordenador de competição
Coordenador técnico
Coordenador de apresentação de competição
Oficiais de 
competição
Árbitro geral de câmera de chamada
Árbitro geral para provas de pista
Árbitro geral para provas de campo
Árbitro geral para provas combinadas
Árbitro geral para provas fora do estádio
Árbitro geral de vídeo
Árbitro-chefe e um número adequado 
de árbitros para provas de pista
Árbitro-chefe e um número adequado 
de árbitros para provas de campo
Árbitro-chefe, um número adequado de 
assistentes e cinco árbitros para cada prova 
de marcha atlética realizada no estádio
Árbitro-chefe, um número adequado de 
assistentes e oito árbitros para cada prova de 
marcha atlética realizada fora do estádio
Outros oficiais para competições de marcha, 
se necessário, incluindo anotador, oficial 
encarregado do painel de advertências etc.
Árbitro-chefe dos inspetores e um 
número adequado de inspetores
Árbitro-chefe de cronometragem e um 
número adequado de cronometrista
Árbitro-chefe de Photo Finish e um 
número adequado de assistentes
Teoria Fundamental do Atletismo
– 30 –
Oficiais e suas funções nas competições
Oficiais de 
competição
Árbitro-chefe do Sistema de Cronometragem 
por Transponder (chip) e um número 
adequado de assistentes
Coordenador de partida e um número adequado 
de árbitros de partida e confirmadores
Assistente do árbitro de partida
Árbitro-chefe e um número adequado 
de registradores de voltas
Secretário da competição e um número 
adequado de assistentes
Coordenador do Centro de Informações Técnicas 
(TIC) e um número apropriado de assistentes
Comissário-chefe e um número 
adequado de comissários
Anemometristas
Árbitro-chefe de medição (científica) e 
um número adequado de assistentes
Árbitro-chefe e um número adequado 
de árbitros da câmara de chamada
Oficiais 
Adicionais
Comissário de propaganda
Anunciadores
Estatísticos
Médicos
Auxiliares para os atletas, árbitros e imprensa
Fonte: elaborado pelo autor a partir de informações da CBAT (2021) e Word Athletics (2021).
2.3 Regras técnicas
As provas de atletismo possuem suas regras específicas de aplicação 
geral e na condução de competições nacionais e internacionais (CBAT, 
– 31 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
2021; ROJAS, 2017). As descrições técnicas das provas de pista (corridas 
de velocidade, meio-fundo e fundo), nas provas de campo – provas de 
salto (distância, triplo, altura e com vara), prova de arremesso (peso) e lan-
çamentos (disco, martelo, dardo), das competições de provas combinadas, 
provas de marcha atlética, corridas de rua e das provas de Cross Country, 
corridas em montanha e corridas em trilha são desenvolvidas em cima das 
regras técnicas de cada modalidade.
 2 Provas de pista: são as provas de atletismo que acontecem na 
pista, e devem ter a distância da corrida medida no início da 
borda da linha de saída até a linha da borda de chegada e as 
regras técnicas que se aplicam às provas de corridas com as 
seguintes variações:
 2 Corridas de velocidade: são provas de curta distância em que 
o atleta assume, em velocidade, uma posição inclinada, o que 
diminui a superfície corporal rompendo o ar à frente, com os 
braços em uma movimentação vigorosa para frente e para trás, 
segundo Rojas (2017) e tem como fases básicas a partida – rea-
ção no momento da saída do bloco de partida, a corrida na ponta 
dos pés com tronco inclinado à frente e a chegada com o tronco 
inclinado à frente.
 2 Corridas com barreiras: são colocadas 10 barreiras em cada raia 
com uma distância de 9,14 metros para os homens na prova de 110 
m e para as mulheres uma distância de 8,50 metros na prova de 100 
m. Já na prova de 400 metros essa distância é de 35 metros para o 
masculino e feminino. Com altura de 1,067 m para o masculino e 
83, 8 cm no feminino. A barreira é colocada na raia tendo a base 
voltada para o lado de aproximação do atleta (CBAT, 2021).
 2 Corridas com obstáculos: na prova de 2.000 m o atleta deverá 
executar 18 saltos de obstáculos e 5 saltos sobre o fosso de água. 
Na prova de 3.000 m o atleta irá executar 28 saltos de obstáculos 
e 7 saltos sobre o fosso de água. Os obstáculos possuem 91,4 
cm de altura para a prova dos homens e 76,2 cm de altura para a 
prova das mulheres, com largura de 3,94 m para ambos. O fosso 
de água e seu obstáculo medem 3,66 m de comprimento e a pro-
fundidade deve ser de 50 cm por 1,20 m (CBAT, 2021).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 32 –
 2 Corridas de revezamentos: as provas de revezamento seguem 
as regras gerais das corridas de velocidade, o destaque técnico 
é a área de transição, onde acontece a mudança de atleta para 
continuar o percurso. O atleta carrega um bastão na mão durante 
toda a corrida. Caso o bastão caia, ele deverá ser recuperado 
pelo atleta que o derrubou. O bastão só pode ser passado dentro 
da zona de passagem (CBAT, 2021).
Figura 2.5 – Prova de 100 m rasos
Usain Bolt ganhou a medalha de ouro quebrando o recorde olímpico com um tempo de 
9.69 s por 100 metros em Pequim 2008.
Fonte: PhotoBobil/CC BY 2.0
 2 Provas de campo: com as condições gerais para as tentativas 
de aquecimento dentro da área da competição das provas de 
campo, cada atleta pode realizar várias tentativas antes do início 
da prova. Nas provas de lançamento, as tentativas se dão por 
sorteio com a supervisão dos árbitros (CBAT, 2021).
Todas as provas de campo, segundo a CBAT (2021) onde o corredor 
é utilizado, se colocam as marcas (distância para iniciar a corrida de apro-
ximação onde sinaliza a contagem de passos do atleta antes de realizar o 
salto) ao lado de cada corredor, menos no salto em altura em que as mar-
cas são colocadas na área utilizada para a corrida. Para os lançamentos 
feitos em círculo, a marca pode ser colocada no chão e na área atrás ao 
círculo. No salto com vara os marcadores de distância ficam ao lado da 
pista a cada 50 cm entre os pontos de 2,5 m a 5 m da linha “zero”.
– 33 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
Nas provas de saltos, lançamentos de disco e lançamento de dardo de 
acordo com CBAT (2021) é colocado uma marca de resultado (bandeira 
ou marcador para sinalizar um recorde existente) e Birutas (mostra a dire-
ção aproximada do vento) assim como as regras técnicas que se aplicam 
às provas de campo com as seguintes variações:
 2 Salto em distância: é realizado em um corredor específico, que 
possui um mínimo de 40 m e no máximo 45 m de comprimento 
com largura de 1,22 m. No fim desse corredor há uma tábua, desig-
nada de tábua de impulsão, com 20 cm de comprimento. Essa 
tábua deve estar enterrada de modo que sua superfície coincida 
com a superfície do corredor. O atleta, ao sair da área de queda, 
deve ter o primeiro contato de um dos pés mais distante da linha 
de impulsão do que da marca mais perto na areia (CBAT, 2021).
Figura 2.6 – Prova de campo – Salto em distância
Atleta feminina pousando na caixa de areia.
Fonte: Stock.adobe.com/coachwood
Teoria Fundamental do Atletismo
– 34 –
 2 Salto triplo: no salto triplo o atleta deve fazer um salto com 
impulsão de um pé, uma passada e um salto, seguindo essa 
ordem. A passada será com o mesmo pé com o qual o atleta rea-
lizou a impulsão, a terceira fase do salto deverá ser com o outro 
pé, com o qual o salto será realizado. A sequência será como no 
exemplo: pé direito – pé direito – pé esquerdo ou também pé 
esquerdo – pé esquerdo – pé direito. A linha de impulsão para os 
homens e a extremidade mais distante da área de queda será de 
21 m (CBAT, 2021).
 2 Salto em altura: o atleta de salto em altura deve impulsionar com 
um pé o seu salto. O comprimento do corredor de acordo com 
CBAT (2021) é de 15 m e em competições internacionais será de 
25 m com uma área de impulsão nivelada ou uma inclinação de 
0,6% ao longo do raio. Os aparelhos utilizados podem ser qual-
quer tipo de poste desde que seja rígido, não podem ser movimen-
tados durante a competição e sua distância entre os postesnão 
pode exceder menos que 4 m ou mais de 4,04 m. A área de queda 
mede 5 m de comprimento por 3 m de largura e 70 cm de altura.
 2 Salto com vara: a corrida de aproximação é de frente para a 
área da queda, o corredor de aproximação fica na posição, com 
a largura de 1,22 m e comprimento de 40 m a 45 m. No fim do 
corredor deve haver uma área de encaixe para a vara, com 1 m 
de comprimento. A área de queda mede 5 m de comprimento por 
5 m de largura e 80 cm de altura. Os atletas utilizam sua própria 
vara que é feita de qualquer material, mas com sua superfície 
básica lisa (CBAT, 2021).
 2 Lançamento de disco: o equipamento deverá ser lançando de 
um círculo de 2,50 m de diâmetro, bordeado por um aro de metal. 
O atleta para o lançamento irá partir da posição de partida (empu-
nhadura), efetuar balanceios, fazer giro e o lançamento propria-
mente dito. A medição da distância do disco lançado pelo atleta 
ocorrerá após a queda mais próxima ao círculo de lançamento, 
sendo na marca feita pela queda do disco e será anotada a distân-
cia alcançada por ele e poderá ser desclassificado se o lançador 
– 35 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
tocar a borda superior do círculo ou fora dele (MATTHIESEN, 
2014). Os lançamentos de disco são feitos em uma proteção ou 
gaiola garantindo a segurança dos participantes na competição e 
a gaiola deve ter a forma de “U” plano (CBAT, 2021).
 2 Lançamento de martelo: na competição, o atleta em sua posi-
ção inicial antes dos giros e balanços pode colocar a cabeça do 
martelo no chão dentro ou fora do círculo. Segundo a CBAT 
(2021) o martelo consiste em três partes: uma cabeça de metal, 
um cabo e uma manopla. O peso do implemento na sua totali-
dade inclui as três partes. Os lançamentos de martelo são feitos 
dentro de uma proteção ou uma gaiola em forma de “U”, garan-
tindo a segurança dos participantes.
 2 Lançamento de dardos: o dardo deve ser segurado pela empu-
nhadura com uma das mãos, sendo lançado por sobre o ombro 
ou acima da parte superior do braço de lançamento não podendo 
ser lançado com movimentos rotatórios. O lançamento só será 
válido se a cabeça metálica do dardo tocar o solo. O dardo con-
siste em três partes: o corpo, a cabeça e uma empunhadura de 
corda. No corpo terá fixado uma cabeça metálica terminando 
com um ponta acentuada (CBAT, 2021).
 2 Arremesso de peso: o arremesso de peso é executado pelo atleta 
a partir do ombro com apenas uma mão e, ao se posicionar no 
círculo para iniciar o arremesso, o peso tocará ou estará próximo 
do pescoço ou do queixo não tendo a mão que ser abaixada dessa 
posição na ação do arremesso. O peso virá por detrás da linha 
dos ombros e o implemento poderá ser de ferro maciço, latão 
ou qualquer metal com uma forma esférica com acabamento da 
superfície lisa (CBAT, 2021).
2.3.1 Competições de provas combinadas
 2 Provas combinadas – para homens sub-18, sub-20 e adulto 
(pentatlo e decatlo): a prova pentatlo possui cinco provas que 
serão realizadas em um dia na ordem: salto em distância, lança-
mento do dardo, 200 m, lançamento do disco e 1.500 m. Já no 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 36 –
decatlo para homens possui dez provas que serão realizadas em 
dois períodos consecutivos na ordem: primeiro dia: 100 m, salto 
em distância, arremesso do peso, salto em altura e 400 m e no 
segundo dia: 110 m com barreiras, lançamento do disco, salto 
com vara, lançamento do dardo e 1.500 m (CBAT, 2021).
 2 Provas combinadas – Mulheres sub-20 e adulto (heptatlo e 
decatlo): a prova heptatlo compreende sete provas que serão 
realizadas em dois períodos consecutivos na ordem: primeiro 
dia: 100 m com barreiras, salto em altura, arremesso do peso e 
200 m no segundo dia: salto em distância, lançamento do dardo 
e 800 m rasos. Já o decatlo para mulheres possui dez provas 
a serem realizadas em dois períodos consecutivos na seguinte 
ordem: primeiro dia: 100 m, lançamento do disco, salto com 
vara, lançamento do dardo e 400 m e no segundo dia: 100 m 
com barreiras, salto em distância, arremesso do peso, salto em 
altura e 1.500 m (CBAt, 2021).
2.3.2 Provas de marcha atlética
 2 Marcha atlética: na marcha atlética, de acordo com a CBAT 
(2021), acontece uma progressão de passos onde o marchador 
mantém o contato contínuo com o solo. A perna que avança 
deve estar reta desde o momento do primeiro contato com o solo 
até a posição ereta vertical. A saída da prova de marcha atlética 
começa pelo disparo de uma arma e os comandos para as pro-
vas que possuem muitos atletas devem ser dados com avisos 
de cinco minutos, três minutos e um minuto antes de ser dada 
a largada da prova. Ao comando “às suas marcas”, os atletas 
deverão se reunir na linha de saída na forma sinalizada da prova. 
Nas provas de 5 km e acima até e incluindo 10 km, devem ser 
instalados postos de bebidas/esponjas em intervalos adequados.
2.3.3 Corridas de rua
 2 Corrida de rua: na prova de corrida de rua realizada em ruas 
pavimentadas, a largada e a chegada podem ser no estádio. No 
– 37 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
dia da prova o trajeto é sinalizado, o tráfego no percurso é 
alterado e a cada 5 km há um posto de hidratação. A saída da 
prova de corrida de rua começa pelo disparo de uma arma e os 
comandos para as provas que possuem muitos atletas devem 
ser dados com avisos de cinco minutos, três minutos e um 
minuto antes de ser dada a largada da prova. Ao comando “às 
suas marcas”, os atletas deverão se reunir na linha de saída na 
forma sinalizada da prova. Para todas as provas, será colocada 
água em intervalos apropriados de aproximadamente 5 km. 
Para provas acima de 10 km, bebidas, além da água, devem ser 
disponibilizados nesses pontos (CBAT, 2021).
As corridas na natureza possuem variações nas condições: alti-
tude, mudanças climáticas e infraestrutura que devem ser respeitadas 
nessas competições.
 2 Cross country: o percurso, de acordo com a CBAT (2021) é 
planejado em áreas abertas ou bosque coberto, e seus obstá-
culos são a própria cartografia existente no local. Os obstáculos 
são naturais e a segurança é um fator preponderante na execução 
da prova, como a vegetação, os aclives e declives longos, fossos 
e rios. O percurso não pode conter qualquer outra reta longa, 
apenas nas áreas de largada e chegada. Nas provas masculina 
e feminina, o percurso é de 10 km e nas categorias sub-20 de 8 
km no masculino e 6 km no feminino e no sub-18 de 6 km no 
masculino e 4 km no feminino. A organização deverá garantir a 
segurança de todos os participantes. As corridas serão iniciadas 
pelo disparo de uma arma e em corridas que incluem muitos 
atletas, avisos de cinco minutos, três minutos e um minuto serão 
informados.
 2 Corrida de montanha e corrida em trilha: a corrida em mon-
tanhas e em trilhas acontecem em diversos tipos de ambien-
tes e terrenos (florestas, montanhas, desertos, planícies, trilhas 
em neve etc.). As corridas em montanha são classificadas da 
seguinte forma: subida clássica – classic uphill; subida e des-
cida clássica – classic up and down; vertical – vertical; longa 
distância – long distance e revezamentos – relays. Água e outras 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 38 –
bebidas são disponibilizadas nas áreas de largada e chegada. As 
estações adicionais de bebidas e esponjas são providenciadas 
em lugares apropriados ao longo do percurso. No percurso, o 
atleta não pode utilizar qualquer tipo de navegação. As corri-
das serão iniciadas pelo disparo de uma arma e em corridas que 
incluem muitos atletas, avisos de cinco minutos, três minutos e 
um minuto serão informados e uma contagem regressiva de 10 s 
para o início da prova (CBAT, 2021).
Figura 2.7 – Corrida de cross country
Fonte: Stock.adobe.com/kovop58
Síntese
As competições de atletismo acontecem em uma pista certificada 
pela CBAt e possuem 400 m de comprimento e largura da raia de 1,22 m. 
Nas corridas de velocidade (100, 200 e 400 m rasos), corridascom bar-
reiras e a primeira etapa da prova de revezamentos os atletas utilizam os 
blocos de saída para realizarem a saída. A cronometragem da prova se dá 
– 39 –
Provas oficiais de atletismo, instalações oficiais e regras oficiais 
pelo cronômetro manual, Photo Finish e Transponder (Chip). As competi-
ções internacionais são organizadas pela World Athletics e as competições 
nacionais pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). As competi-
ções de atletismo possuem suas regras específicas de aplicação geral e na 
condução de competições nacionais e internacionais.
As provas de corrida são solicitadas Permit que é uma permissão 
dada pela associação competente para que o evento aconteça. Nas com-
petições, as provas que acontecem são: na pista (corridas de velocidade, 
meio-fundo e fundo), nas provas de campo – (salto em distância, triplo, 
altura e com vara), prova de arremesso (peso) e lançamentos (disco, mar-
telo, dardo), e nas competições de provas combinadas (heptatlo e decatlo), 
provas de marcha atlética, corridas de rua e nas provas de cross country, 
corridas em montanha e corridas em trilha que possuem suas regras técni-
cas em cada modalidade.
Atividades
1. Explique como são desenvolvidas as provas de corrida de mon-
tanha baseado em suas regras.
2. Como é feita nas competições de atletismo a largada das provas 
de corrida?
3. Quais são os métodos utilizados nas competições de corrida para 
tomar o tempo da prova?
4. O que deve ser levado em consideração no planejamento das 
provas de corrida na natureza? Aponte cinco elementos a 
serem considerados.
3
Corridas em atletismo 
As técnicas de corrida são consideradas em movimentos 
naturais ao se deslocar com velocidade, saindo do andar e pas-
sando a correr. Barros e Dezem (1990) descrevem que as ala-
vancas do corpo funcionam com maior amplitude e aparecem 
na fase aérea, quando os dois pés perdem o contato com o solo, 
tendo o centro de gravidade que se adianta com a inclinação do 
corpo à frente, assim a perna de trás pressiona o solo para baixo 
e pela ponta o joelho é levado para frente e para cima, no sentido 
de ampliar a fase aérea com os braços auxiliando no equilíbrio.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 42 –
3.1 Princípios fundamentais
O posicionamento do corpo nas corridas, assim como a utilização 
muscular, segundo Rojas (2017), é influenciado no modo como ocorre o 
impacto durante a corrida, principalmente na posição do joelho de ataque, 
pois vai na frente preparando o apoio no chão. É importante que a fase aérea 
seja a mais longa e com a menor altura, evitando deslocamento vertical des-
necessário. Rojas (2017) alerta para a inclinação do tronco na corrida, que 
varia conforme a velocidade desenvolvida: quanto mais rápida for a corrida, 
mais inclinado estará à frente. Já nas corridas de longa distância, o tronco 
permanece ereto, sem movimentos desnecessários, como giro em relação ao 
quadril ou excesso de oscilação dos braços. O atleta que exerce movimentos 
desarmoniosos, tanto do tronco como dos braços, tem a corrida prejudicada.
As passadas são ritmadas, tendo o mesmo tempo entre um apoio e 
outro; o joelho fica elevado para que o pé esteja sempre na mesma direção 
vertical do joelho no momento do apoio. O quanto o joelho é elevado 
varia conforme o objetivo da corrida: para obter mais velocidade e menor 
tempo de execução, é importante elevar mais o joelho e inclinar o tronco 
à frente. Esse apoio no chão deve ser realizado com o pé sem o choque do 
calcanhar (ROJAS, 2017).
Os educativos no atletismo são importantes tanto no ensino como no 
treinamento para a melhora dos aspectos técnicos. Os exemplos tradicio-
nais descritos a seguir auxiliam na ampliação do repertório motor do aluno, 
melhorando seu movimento (ROJAS, 2017; BARROS; DEZEM, 1990):
 2 dribbling – caminhada com frequência de passadas, tendo o 
apoio do calcanhar para a ponta do pé, em que um pé faz apoio 
do calcanhar ao lado da parte frontal do pé de apoio.
 2 skipping – ocorre deslocamento com a elevação pronunciada de 
joelho até o quadril, com alta frequência, e movimentos exage-
rados dos braços na frente do corpo.
 2 anfersen – ocorrem deslocamentos com ênfase na flexão do joe-
lho, com o calcanhar tentando alcançar o quadril.
 2 hopserlauf – ocorre o deslocamento saltado, em que cada passo 
tem uma impulsão vertical realizada com ênfase na elevação do 
joelho, e os braços acompanham a ênfase vertical do movimento.
– 43 –
Corridas em atletismo 
Nas provas de corridas, alguns detalhes técnicos devem ser observa-
dos, como: quanto maior for a velocidade, menor será a área de contato 
dos pés no solo; quanto maior for a velocidade, maior será a inclinação do 
corpo; quanto maior for a velocidade na ampliação do movimento dos bra-
ços, na ampliação das passadas, maior deve ser a projeção do lançamento 
dos joelhos para frente e para cima (ROJAS, 2017).
A saída em pé era utilizada em todas as provas, mas evoluiu para 
posições com maior flexão de pernas e trocos, passando para a saída baixa 
usada na prova de velocidade. Os comandos feitos para a saída no atle-
tismo são “às suas marcas”, em que o corredor se prepara nos blocos de 
partida com a perna de impulso no da frente, os pés apoiados nos blocos 
e as mãos, atrás da linha de partida com os dedos voltados para fora e os 
polegares para dentro; “prontos”, em que o corredor se adianta, eleva o 
quadril e faz adiantamento dos ombros com a cabeça no prolongamento 
do corpo; ao ouvir o tiro de partida, o corredor retira o apoio das mãos, 
eleva os braços para a posição de corrida e pressiona os blocos impulsio-
nando o corpo para frente (ROJAS, 2017; BARROS; DEZEM, 1990).
Figura 3.1 – Largada na prova masculina de 100 m rasos
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint 
Na chegada, o corpo do corredor deve estar um pouco inclinado, de 
acordo com a velocidade. Nas provas de velocidade, deve-se atentar à chegada 
normal com pronunciamento da inclinação; uma flexão do tronco para frente 
e o aumento da inclinação e ligeira rotação do tronco para esquerda ou direita.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 44 –
3.2 Especificidade técnica e tipos de prova de corrida
No atletismo, as provas de corridas rasas são caracterizadas pela ausên-
cia de obstáculos ou barreiras a serem transpostas. Matthiesen (2014; 2017) e 
Rojas (2017) apontam a classificação dessas provas de acordo com a distância, 
o tempo e as fontes energéticas aplicadas: velocidade (100, 200 e 400 metros), 
meio-fundo (800 e 1.500 metros) e fundo (5.000, 10.000 metros e maratona).
Tabela 3.1 – Provas oficiais de corrida
Área Grupo Provas
Pista
Corridas de 
velocidade
100m rasos
200m rasos
400m rasos
Corridas 
de meio-fundo 
800m rasos
1.500m rasos
Corridas 
de fundo
5.000m rasos
10.000m rasos
3.000m com obstáculos
Corridas com 
barreiras
100m com barreiras
110m com barreiras
400m com barreiras
Revezamentos
4x100m, 4x200m, revezamento Medley 
100m, 200m, 300m, 400m, 4x400m, 4x800m, 
revezamento Medley de longa distância 
1.200m, 400m, 800m, 1.600m, 4x1.500m
Pista 
e rua
Marcha 
atlética
Indoor: 3.000m, 5.000m
Outdoor: 5.000m, 10km, 10.000m, 
20km, 20.000m, 50km, 50.000m
Fonte: CBAt (c2020).
3.2.1 Corridas de velocidade
As provas de corridas rasas do atletismo são caracterizadas por ausência 
de obstáculos ou barreiras a serem transpostas. São classificadas de acordo 
com a distância, as fontes energéticas empregadas e o tempo. Podem ser 
– 45 –
Corridas em atletismo 
de velocidade (distâncias curtas), meio-fundo (distâncias médias) e fundo 
(distâncias longas) (MATTHIESEN, 2014). As provas de velocidades são 
de curta distância com características anaeróbicas e duração menor do que 
12 segundos para a prova de 100m, menor do que 20 segundos em 200m e 
menor do que 60 segundos nas provas de 400m masculinas (ROJAS, 2017).
Matthiesen (2017) e Rojas (2017) apontam que o corpo do atleta fica 
em uma posição inclinada com os braços em forte movimentação, joelho 
alto, apoio do pé sem contatodo calcanhar e grande amplitude de passadas.
Tabela 3.2 – Recordistas mundiais das corridas rasas de velocidade nos Jogos 
Olímpicos
Categoria Prova Atleta/País Marca Data Local
Masculino
100m Usain Bolt 9.63 05/08/2012 Londres (Inglaterra)
200m Usain Bolt 19.30 20/08/2008 Pequim (China)
400m Wayde Van Niekerk 43.03 14/08/2016 Rio de Janeiro (Brasil)
Feminino
100m Florence Griffith-Joyner 10.62 24/09/1988 Seul (Coreia do Sul)
200m Florence Griffith-Joyner 21.34 24/09/1988 Seul (Coreia do Sul)
400m Marie-José Pérec 48.25 29/07/1996 Atlanta (Estados Unidos)
Fonte: CBAt (c2020).
Figura 3.2 – Prova masculina de 100 m rasos
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
Teoria Fundamental do Atletismo
– 46 –
3.2.2 Corridas com barreiras e com obstáculos
A corrida feminina com barreira é disputada em 100 metros e a 
masculina, em 110 metros, enquanto os 400m com barreiras e os 3.000m 
com obstáculos são disputados por ambos os gêneros. Tem característica 
mais veloz do que a com obstáculos, segundo Barros e Dezem (1990) e 
Rojas (2017).
Na técnica, a perna que fica na frente na passagem pela barreira 
recebe o nome de perna de ataque, pois inicia a abordagem da barreira e é 
a perna de aterrissagem, que toca o chão logo depois. A perna que realiza 
a impulsão e passa com o joelho flexionado sobre a barreira é chamada de 
perna de arrasto. A largada das corridas com barreiras é com o bloco de 
saída. A sequência da passagem técnica da barreira é desenvolvida em três 
partes: corrida e impulsão; transposição ou voo; e aterrissagem.
Para a prova 3.000m com obstáculos, é importante o desenvolvi-
mento uniforme entre os obstáculos. O corredor deve executar a passagem 
com o ataque da perna esquerda e direita acelerando a corrida antes de 
cada obstáculo e a passagem na mesma aceleração; chegando a 15 ou 20 
metros de distância do fosso, deve acelerar a corrida e efetuar o impulso 
com a perna mais forte. É semelhante à prova dos 400m sobre barreiras, 
mas com um pouco mais de elevação e o apoio sobre o obstáculo deve ser 
feito com a planta do pé (BARROS; DEZEM, 1990).
Tabela 3.3 – Recordistas mundiais corrida com barreiras e com obstáculos nos 
Jogos Olímpicos
Categoria Prova Atleta/país Marca Data Local
Masculino
110m Xiang Liu 12.91 27/08/2004 Atenas (Grécia)
400m Kevin Young 46.78 06/08/1992 Barcelona (Espanha)
3.000m Conseslus Kipruto 8.03.28 17/08/2016 Rio de Janeiro (Brasil)
Feminino
100m Sally Pearson 12.35 07/08/2012 Londres (Inglaterra)
400m Sydney McLaughlin 51.46 04/08/2021 Pequim (China)
3.000m Gulnara Samitova-Galkina 8.58.81 17/08/2008 Pequim (China)
Fonte: CBAt (c2020).
– 47 –
Corridas em atletismo 
Figura 3.3 – Prova feminina de 100 m com barreiras
Fonte: Stock.adobe.com/Shariff Che’Lah
3.2.3 Marcha atlética
A prova de marcha atlética, de acordo com Rojas (2017), é disputada 
por homens e mulheres tanto em pista como na rua e caracterizada por longas 
distâncias. O marchador deve se manter em contato contínuo com o solo, não 
tendo a fase aérea que acontece na corrida. Barros e Dezem (1990) descre-
vem a técnica da marcha atlética em ação das pernas em que o marchador 
deve ser bem caracterizado pela execução da passada completa, na postura 
do tronco e no posicionamento do quadril, que deve ser mantido com uma 
pequena inclinação com a movimentação, a qual depende de boa mobilidade 
e da ação dos ombros e dos braços em um movimento oscilatório, acompa-
nhando o deslocamento lateral do quadril e contribuindo no ritmo das pernas.
As provas de marcha atlética mais conhecidas e disputadas pelos 
homens são as de 20 e 50 quilômetros e de 20 quilômetros pelas mulheres.
Tabela 3.4 – Recordistas mundiais marcha atlética nos Jogos Olímpicos
Categoria Prova Atleta/País Marca Data Local
Masculino
20km Ding Chen 1:18.46 04/08/2012 Londres (Inglaterra)
50km Jared Tallent 3:35.53 11/08/2012 Pequim (China)
Feminino 20km Yelena Lashmanova 1:25.02 11/08/2012 Londres (Inglaterra)
Fonte: CBAt (c2020).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 48 –
Figura 3.4 – Prova de marcha atlética
Fonte: Stock.adobe.com/skumer
3.2.4 Provas de revezamento
Os revezamentos são realizados em equipe, tendo quatro atletas que 
cumprem distâncias de 100 ou de 400 metros na sequência do outro. Um 
atleta inicia a largada da prova e leva um bastão para que possa ser trans-
ferido para o seguinte atleta ao fim de cada trecho do percurso. O bastão 
é um tubo liso e oco, tendo de 28 a 30 centímetros de comprimento e diâ-
metro de 4 centímetros, que deve ficar visível para os fiscais. A passagem 
do bastão só pode ocorrer dentro da área de transição; se o bastão cair no 
chão, o atleta deve recuperá-lo, voltar ao local da queda e continuar o pro-
cedimento da passagem (ROJAS 2017).
Figura 3.5 – Passagem do bastão
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
– 49 –
Corridas em atletismo 
Barros e Dezem (1990) explicam que a técnica de passagem do bas-
tão é livre, sendo que a mão que segura o bastão pode ser alternada, e o 
corredor que o recebe com uma mão pode entregá-lo com a outra para 
o corredor seguinte; por exemplo, recebe com a direita e entrega para a 
esquerda do próximo. Ha duas técnicas de passagem. Na primeira, de cima 
para baixo, descendente, o atleta entrega o bastão com a mão esquerda de 
cima para baixo e o atleta da frente recebe o bastão com o braço direito 
para trás e a palma da mão voltada para cima. Na segunda, a passagem de 
baixo para cima, ascendente, o atleta da frente posiciona o braço direito 
para trás com a palma da mão voltada para trás.
Mesmo com outras provas de revezamento, as mais conhecidas e dis-
putadas por homens e mulheres são de 4x100m e 4x400m.
Tabela 3.5 – Recordistas mundiais de revezamento nos Jogos Olímpicos
Categoria Prova Atleta/País Marca Data Local
Masculino
4x100m
Nesta Carter, Michael 
Frater, Yohan Blake, 
Usain Bolt
36,84 11/08/2012 Londres (Inglaterra)
4x400m
LaShawn Merritt, Angelo 
Taylor, David Neville, 
Jeremy Wariner
2.55.39 23/08/2008 Pequim (China)
Feminino
4x100m
Tianna Bartoletta, 
Allyson Felix, Bianca 
Knight, Carmelita Jeter
40.82 10/08/2012 Londres (Inglaterra)
4x400m
Tatyana Ledovskaya, 
Olga Nazarova, Mariya 
Pinigina, Olga Bryzgin
3.15.17 01/10/1988 Seul (Coreia do Sul)
Fonte: CBAt (c2020).
No revezamento Medley de longa distância, diferentemente dos 
revezamentos de pista, cada competidor da equipe percorre uma dis-
tância, sendo composto o revezamento pelas distâncias de 1.200 metros 
(três voltas na pista oficial), 400 metros (uma volta), 800 metros (duas 
voltas), 1.600 metros (quatro voltas) e revezamento 4x1.500m. Os atle-
tas devem correr em raias nas duas primeiras pernas, assim como a 
parte da terceira perna até a borda mais próxima da linha de raia livre, 
quando podem deixar suas raias. Já nas provas de revezamento Medley 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 50 –
de longa distância 4x1.500m, devem ser corridas sem o uso de raias, e 
os competidores não podem iniciar a corrida fora de suas zonas de pas-
sagem. Caso o atleta não faça essa transição, a equipe é desqualificada 
(CBAT, c2020).
Ao contrário da maioria dos revezamentos de pista, cada membro 
da equipe percorre uma distância diferente. Um revezamento Medley de 
distância é composto por uma perna de 1.200 metros (três voltas em uma 
pista padrão de 400 metros), uma perna de 400 metros (uma volta), uma 
perna de 800 metros (duas voltas) e uma perna de 1.600 metros (quatro 
voltas) nessa ordem.
Figura 3.6 – Revezamento masculino 4x400 m
Fonte: Stock.adobe.com/Shariff Che’Lah
3.3 Regulamentação
3.3.1 Corridas de velocidade
Sobre as regras oficiais para as corridas rasas, CBAt (c2020), 
 Matthiesen (2014; 2017), Rojas (2017) e World Athletics (c2021) apontam 
– 51 –
Corridas em atletismo 
algumas gerais em todas as corridas, enquanto outras são específicas de 
algumas provas.
Em todas as corridas:
a) são realizadas em pista de 400 metros, exceto a maratona. As 
pistas oficiais têm oito raias com largura de 1,22 metro, traçadas 
por linhas de5 centímetros, numeradas a partir da borda interna;
b) saída falsa não é permitida, sendo excluído da prova o atleta que 
a fizer no tiro da saída. Nas provas de velocidade, os coman-
dos de saída seguem: “as suas marcas”, “prontos”, e em seguida 
ocorre o tiro de largada; nas demais provas, a partir dos 800m, o 
comando é “as suas marcas” e em seguida há o tiro de largada;
c) a chegada de todas as provas das corridas rasas acontece ao final 
da reta principal;
d) o vencedor é o atleta que primeiro passar pela borda anterior da 
linha da chegada geral com o tronco;
e) os atletas podem competir descalços ou calçados em um ou em 
ambos os pés.
Nas provas de corridas rasas de velocidade, as regras são:
a) nas curvas, os atletas devem ser escalonados;
b) os bloco de partida são obrigatórios em todas as provas até 400m;
c) a realização da corrida é feita em raia marcada.
Nas regras oficiais das provas de corridas rasas de meio-fundo e 
fundo, destacam-se as seguintes;
a) a saída é sempre alta;
b) na prova de 800m, o atleta corre somente a primeira curva em 
raia marcada e no restante da prova em raia livre;
c) acima de 800m, as provas são percorridas em raia livre do 
início ao fim.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 52 –
3.3.2 Corridas com barreiras e com obstáculos
As provas de corridas com barreiras e com obstáculos, segundo 
CBAt (c2020), Matthiesen (2014; 2017) e World Athletics (c2021) apesar 
de diferentes, têm pontos em comuns, como:
a) saída falsa não é permitida, e o atleta que a fizer antes do tiro de 
largada é excluído da prova. Nas provas de velocidade (até 400m), 
os comandos de saída seguem “as suas marcas”, “prontos” e em 
seguida ocorre o tiro de largada; nas demais provas a partir dos 800m 
o comando é “as suas marcas” e em seguida há o tiro de largada;
b) a chegada de todas as provas das corridas rasas acontece ao final 
da reta principal;
c) o vencedor é o atleta que primeiro passar pela borda anterior da 
linha da chegada geral com o tronco;
d) os atletas podem competir descalços ou calçados em um ou em 
ambos os pés.
e) Nas provas de corridas com barreiras, observa-se que:
f) são dez barreiras, independentemente da distância da prova, mas 
a distância entre as barreiras se altera de prova para prova;
g) as corridas em curva são escalonadas;
h) o bloco de partida é obrigatório em todas a provas até 400m;
i) a corrida acontece em raia marcada;
j) derrubar a barreira não gera desclassificação.
Nas provas de corridas com obstáculos, os destaques são:
a) a saída é alta;
b) são sete voltas e meia na pista, até completar 3.000 metros; o 
atleta passa 28 vezes pelos obstáculos e 7 vezes pelo fosso de 
água durante a prova. São cinco transposições por volta no per-
curso, sendo o fosso o quarto deles;
c) na prova masculina, a altura do obstáculo é de 0,914 metro; 
nas provas femininas, é de 0,762 metro, posicionados em 
locais predefinidos.
– 53 –
Corridas em atletismo 
3.3.3 Marchas atlética
As particularidades das técnicas das provas de marcha atlética, 
segundo CBAt (c2020) e World Athletics (c2021) são apontadas como:
a) as provas iniciam pelo disparo de um tiro. Os comandos de saída 
seguem “as suas marcas”, e os atletas se reúnem na linha de 
saída. Nas provas com um grande número de atletas são dados 
avisos de 5, 3 e 1 minuto antes de ser dada a largada;
b) para as provas de 5 até 10 quilômetros são instalados postos de 
bebidas/esponjas;
c) o atleta pode deixar o percurso marcado desde que o árbitro dê 
a permissão e saindo do percurso ele não encurte a distância a 
ser percorrida;
d) no dia da prova, a marcação de percurso deve estar clara para 
garantir a distância medida;
e) com um número grande de participantes, deve haver um aviso 
precedendo a largada em 5, 3 e 1 minuto.
3.3.4 Provas de revezamento
As particularidades das técnicas das provas de revezamento, segundo 
CBAt (c2020), Matthiesen (2014; 2017), Rojas (2017) e World Athletics 
(c2021), tanto no revezamento 4x100m como no 4x400m, são:
1. os comandos de saída seguem “as suas marcas”, “prontos” e em 
seguida ocorre o tiro de largada; nas demais provas a partir dos 
800m o comando é “as suas marcas” e em seguida há o tiro de 
largada, sendo executada a saída baixa, com bloco de partida, 
pelo primeiro corredor;
2. a chegada de todas as provas das corridas rasas acontece ao final 
da reta principal;
3. o vencedor é o atleta que primeiro passar pela borda anterior da 
linha da chegada geral com o tronco;
Teoria Fundamental do Atletismo
– 54 –
4. os atletas podem competir descalços ou calçados em um ou em 
ambos os pés;
5. a zona de passagem do bastão mede 20 metros nos 4x400m e 30 
metros nos 4x100m. A zona de aceleração de 10 metros é utili-
zada para ampliar a velocidade de deslocamento no momento da 
passagem do bastão;
6. caso seja derrubado na passagem, o bastão deve ser pego pelo 
atleta que o derrubou.
Nas provas de revezamento 4x400m são destacados:
a) o primeiro corredor utiliza a saída baixa e faz a primeira volta 
em raia marcada, passando o bastão para o segundo corredor, 
que corre apenas a curva da segunda volta em raia marcada, 
podendo correr o restante da volta em raia livre. O terceiro e o 
quarto corredores correm em raia livre toda a volta;
b) o bastão deve ser passado dentro da zona de passagem, que 
mede 20 metros.
Síntese
Nas corridas, o movimento é contínuo e cíclico, no qual se pode 
decompor os passos em apoio, impulso e voo. Os braços são importan-
tes na manutenção do equilíbrio do corpo na corrida e se movimentam 
alternadamente em relação às pernas. As provas de corridas de veloci-
dade no atletismo são classificadas em de velocidade, de meio-fundo e 
de fundo. A corrida com barreiras tem provas de 110, 110 e 400 metros 
e 3.000 metros com obstáculos. No revezamento, as provas são dispu-
tadas por equipes que devem correr distâncias equivalentes. A marcha 
atlética, que pode ser em pista ou na rua, é uma caminhada veloz com 
os pés em contato com o solo e uma sequência de rebolados. As provas 
de corrida têm regras detalhadas referentes a distância percorrida, velo-
cidade, meio-fundo e fundo, que são diferentes não só pela requisição 
fisiológica, mas também por suas características técnicas.
– 55 –
Corridas em atletismo 
Atividades
1. Descreva os cuidados que o atleta deve ter durante a prova nas 
competições de velocidade:
2. Descreva como funciona a área de passagem de troca do bastão:
3. Descreva a largada e a chegada da prova de velocidade, apon-
tando as formas utilizadas nas provas de velocidade, meio-fundo 
e fundo:
4. Descreva a técnica da marcha atlética:
4
Saltos em atletismo 
4.1 Princípios fundamentais 
Nas provas de saltos, o desenvolvimento técnico contribui 
para grandes resultados. Os grupos de saltos são definidos em sal-
tos verticais (salto em altura e salto com vara) e saltos horizontais 
(salto em distância e salto triplo), conforme apresentado no qua-
dro 4.1. No grupo de salto vertical, segundo a CBAt (2021), antes 
de acontecer a competição, o árbitro geral comunica aos atletas 
a altura inicial e as alturas para as quais a barra será elevada ao 
final de cada série de tentativas até que haja um vencedor.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 58 –
O atleta inicia o seu salto na altura previamente anunciada pelo árbi-
tro e poderá saltar ao seu critério em qualquer altura subsequente. Após 
três falhas consecutivas, independentemente da altura, o atleta é desquali-
ficado, exceto no caso de um empate no primeiro lugar. Então, se o atleta 
passa em uma tentativa em uma determinada altura, a próxima altura a ser 
saltada será superior à anterior (CBAt, 2021).
Figura 4.1 – Atleta passando o sarrafo no salto em altura
Atleta feminina na execução do salto em altura utilizando o estilo Fosbury Flop.
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
Nas regras da CBAt (2021), em todas as provas de saltos verticais, 
as medições são feitas em centímetros inteiros, perpendicularmente, do 
chão até a parte mais baixada parte superior da barra. A barra transversal é 
feita de fibra de vidro, é colorida para ser visível pelos atletas e com com-
primento de 4 metros no salto em altura e 4,50 metros no salto com vara, 
com peso máximo de 2 kg no salto em altura e 2,25 kg no salto com vara.
Nas competições, de acordo com a CBAt (2021), nas provas de salto 
em altura ocorrerá a realização das cinco sequências de elevações em alturas 
distintas, nas quais em cada altura predefinida os atletas possuem três tentati-
vas para ultrapassar o marco estabelecido e no decorrer da competição se os 
atletas estiverem empatados, acontecerá um salto de desempate, contudo, o 
– 59 –
Saltos em atletismo 
atleta com menor número de falhas na competição terá a melhor marca, mas, 
se persistir o empate serão considerados ambos atletas em primeiro lugar.
Quadro 4.1 – Provas oficiais de salto
Área Grupo Provas
Campo
Salto vertical
Salto em altura
Salto com vara 
Salto horizontal
Salto em distância
Salto triplo
Fonte: CBAt (2021); World Athletics (2021).
No grupo de saltos horizontais, o corredor utilizado para iniciar 
o salto possui de 40 a 45 metros de comprimento com largura de 1,22 
metros. A tábua de impulsão é feita de madeira e inserida sobre um buraco 
no corredor, de modo com que fique nivelada com a sua superfície, ela 
deve possuir 1,22 metros de comprimento e 20 cm de largura com 10 cm 
de profundidade. Já a área de queda tem entre 2,75 e 3 metros de largura e 
é colocada no meio da pista onde coincida com o meio da área de queda. 
Essa área é preenchida com areia úmida e macia (CBAt, 2021).
Figura 4.2 – Aproximação do salto triplo
Atleta iniciando a sequência da impulsão do salto triplo até a tábua de impulsão.
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
Teoria Fundamental do Atletismo
– 60 –
Nas provas de saltos horizontais de acordo com a CBAt (2021) e a 
World Athletics (2021), a medição de cada salto é feita após a tentativa 
válida na marca próxima da área de queda feita por qualquer parte do 
corpo, e essas distâncias são registradas até 1 cm mais próximo da distân-
cia medida. Deve-se também fazer a medição do vento por um período de 
5 segundos a partir do momento que o atleta passa pela marca colocada ao 
longo do corredor utilizando um anemômetro.
4.2 Especificidade técnica e 
tipos das provas de saltos 
4.2.1 Salto em altura 
O salto em altura é uma das provas de saltos que tem a projeção 
vertical e consiste na realização de um salto a partir da impulsão em um 
dos pés, com o objetivo em transpor o sarrafo colocado em uma certa 
altura (MATTHIESEN, 2014). Na transposição do sarrafo pode ser feita a 
técnica da tesoura utilizada até hoje, mas a técnica Fousbury Flop é muito 
usada pelos atletas de alto rendimento. Assim, a realização da impulsão 
com um dos pés é importante, sabendo que ao realizar o impulso o atleta 
não poderá tocar o solo ou a área de queda antes de transpor o sarrafo. 
Rojas (2017), apresenta o objetivo do salto em distância que é saltar o 
mais alto possível sem derrubar o sarrafo.
Quadro 4.2 – Recordistas de salto em altura nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Salto em altura Charles Austin 2.39 m 28/07/1996 Atlanta, USA
Feminino Salto em altura Yelena Slesarenko 2.06 m 28/08/2004 Athina, GRE
Fonte: CBAT (2021).
Na competição de salto em altura, Matthiesen (2017) e Rojas (2017) 
citam que os atletas buscam alcançar a maior altura dentro da prova sem 
auxílio de algum implemento. Por isso, os atletas desenvolvem estratégias 
– 61 –
Saltos em atletismo 
para alcançar a maior altura por meio de movimentos técnicos que vere-
mos a seguir.
 2 Tesoura
Rojas (2017) e Matthiesen (2014; 2017) descrevem a técnica 
chamada de tesoura, que é um salto simples e possível de reali-
zação. Nesse salto, o percurso da corrida é reto com uma incli-
nação na diagonal em relação ao sarrafo ao final da corrida de 
balanço. O atleta corre de frente e na aproximação e dá o último 
passo com a perna externa, pois é a que se encontra mais distante 
do sarrafo naquele momento. O corpo é direcionado para cima 
e a perna de ataque, mais próxima ao sarrafo, sobe seguida por 
outra perna de impulsão, a última a transpor o sarrafo, sendo 
ambas com os joelhos estendidos. Os braços são lançados juntos 
para cima e não em direção à cabeça permanecendo à frente no 
auxílio do equilíbrio para o tronco não se deitar para atrás. As 
pernas passam na sequência pelo sarrafo e a queda é em pé.
 2 Rolo ventral
Na técnica do rolo ventral, de acordo com Rojas (2017), o atleta 
faz uma corrida reta em um plano inclinado em relação ao sar-
rafo, próximo a 45°, assim, o atleta corre em direção ao sarrafo 
e o seu último passo é realizado pela perna de impulso que é a 
mais próxima do sarrafo e ao mesmo tempo a outra perna de 
ataque é lançada ou chutada lateralmente no sarrafo. A perna de 
ataque chutada para cima é acompanhada pelo braço equivalente 
e ambos passam pelo sarrafo para o outro lado. Na sequência a 
perna de impulsão e o outro braço passam pelo sarrafo.
 2 Fosbury Flop
Na técnica de salto em altura, Fosbury Flop, é realizada uma cor-
rida de frente ao sarrafo e à área de queda. Ao se aproximar da 
área de queda por volta de três a cinco passos do sarrafo, o atleta 
realiza uma curva onde o corpo fique de lado para o sarrafo. A 
perna externa é a que realiza a impulsão e a outra perna de ataque 
o atleta passa à frente do corpo, com o joelho flexionado subindo 
ao máximo, mas, ao mesmo tempo o braço contrário sobe o 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 62 –
máximo coordenado na manutenção do equilíbrio do conjunto. 
Na fase da subida o atleta gira o seu corpo e se coloca de costas 
para o sarrafo, tendo a cabeça e os braços lançados para a área 
de queda e acompanhados pelo resto do corpo (ROJAS, 2017).
4.2.2 Salto com vara 
A prova do salto com vara possui a projeção vertical e consiste na rea-
lização de um salto utilizando uma vara com o objetivo de transpor um sar-
rafo colocado a determinada altura (MATTHIESEN, 2014). O atleta coor-
dena a corrida e o transporte da vara executando a impulsão com o encaixe 
da vara, aproveitando o pêndulo para saltar mais alto (ROJAS, 2017).
A realização técnica do salto com vara, segundo Matthiesen (2017) e 
Rojas (2017) inicia-se com a empunhadura da vara. O atleta segura a vara com 
uma das mãos e a apoia com a outra mão, a mão da frente segura a vara na 
altura do peito, a palma é voltada para baixo e o polegar na direção do atleta, 
a outra mão deve ficar ao lado do corpo do lado contrário à perna de impulsão 
e a palma da mão para cima com o cotovelo pressionado para atrás do corpo.
No início da corrida, a empunhadura deve estar equilibrada e com 
menor movimento dos braços. Na corrida, no final do percurso, o braço 
de atrás conduz a ponta final da vara para baixo para que seja direcionada 
à área de encaixe no chão. No momento que a vara se encaixar, o atleta 
realiza a impulsão com uma das pernas e a outra sobe ao lado da vara. 
No encaixe da vara, os braços realizam o movimento de “puxar” a vara, 
assim, lançando as pernas e o quadril para cima de ponta cabeça o atleta 
de costas para o sarrafo, gira no ar e continua subindo de frente para o 
sarrafo ultrapassando o sarrafo com os pés e as pernas, e logo em seguida 
o quadril, o tronco e os braços. (ROJAS, 2017)
Quadro 4.3 – Recordistas de salto com vara nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Salto com vara
Thiago Braz 
da Silva 6.03 m 15/08/2016
Rio de 
Janeiro, BRA
Feminino Salto com vara
Yelena 
Isinbayeva 5.05 m 18/08/2008 Beijing, CHN
Fonte: CBAT (2021).
– 63 –
Saltos em atletismo 
4.2.3 Salto em distância 
No salto em distância, Matthiesen (2014) descreve a prova de salto 
com projeção horizontal em que o atleta se concentra para o início da sua 
tentativa, a corrida de aproximação, a impulsão em um dos pés, o voo de 
acordo com a técnica (grupado, arco ou passada no ar) e a queda na caixa 
de areia. A corrida deaproximação no salto em distância deve ser progres-
siva, a velocidade para o salto é crescente até chegar à tábua de impulsão 
o mais rápido possível.
Após a contato do pé na tábua, o atleta realiza a tração que aproxima 
o corpo da tábua até conduzir o peso do corpo mais a energia da corrida 
para o momento de extensão do joelho e o início do voo (ROJAS, 2017). 
As técnicas utilizadas no voo do salto em distância são:
1. grupado, após iniciar o voo, os dois joelhos são puxados em 
direção ao tronco e as pernas buscam novamente o chão.
2. voo em arco, a sequência para a impulsão é lançar os braços 
acima e na frente, projetando o tórax até a metade de voo for-
mando um arco e trazer as pernas e os braços encontrando a 
frente do corpo fechando o arco em direção ao chão.
3. passada no ar, consiste na sequência da impulsão na elevação de 
um joelho, o atleta continua executando passadas no ar como se 
andasse no ar para frente de três a cinco passos.
Quadro 4.4 – Recordistas de salto em distância nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Salto em distância
Bob 
Beamon 8.90 m 18/10/1968
Ciudad de 
México, MEX
Feminino Salto em distância
Jackie J. 
Kersee 7.40 m 29/09/1988 Seoul, KOR
Fonte: CBAT, (2021).
4.2.4 Salto triplo 
A prova de salto triplo, de acordo com Matthiesen (2014) e CBAt 
(2021) é caracterizada pelo primeiro impulso realizado sobre a tábua de 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 64 –
impulsão, denominado HOP, o segundo impulso realizado sobre a mesma 
perna, denominado STEP e, por fim, um último impulso sobre a perna 
contrária, denominado JUMP, antes de o atleta efetivamente cair sobre 
a área de queda. No salto triplo, a corrida de aproximação tem que ser 
rápida e progressiva e o saltador em competições terá seis saltos por com-
petidor, sendo que aqueles com marcas mais curtas são eliminados após 
três saltos. Se os competidores estiverem empatados, o atleta com a pró-
xima melhor distância é declarado o vencedor (ROJAS, 2017; WORLD 
ATHLETIC, 2021).
A sequência de passos e a técnica necessária são importantes para 
alcançar um bom resultado. A figura 4.3 apresenta a corrida e a execução 
dos passos até a queda na caixa de areia.
Figura 4.3 – Descrição técnica da sequência na prova do salto triplo
Corrida veloz
Pé esquerdo 
faz uma 
impulsão
Pé 
esquerdo 
aterrisa e 
impulsiona 
um passo 
Pé direito 
faz uma 
impulsão
Voo
Queda na 
caixa de 
areia
Fonte: adaptada de Rojas (2017).
O salto triplo é uma combinação de três saltos sucessivos. Os dois 
primeiros saltos serão realizados com a mesma perna e o terceiro salto 
será com a perna oposta e completando a sequência com a aterrissagem 
na caixa de areia com ambos os pés (direita-direita-esquerda ou esquer-
da-esquerda-direita) com o objetivo de alcançar a maior distância pos-
sível pela distância acumulada nos três saltos, realizados por um pulo 
– 65 –
Saltos em atletismo 
(Hop), um passo (Step) e um salto (Jump) (ROJAS, 2017; WORLD 
ATHLETICS, 2021). No movimento do salto os braços têm um papel 
fundamental devido à coordenação que influencia na fase aérea de cada 
impulsão, assim, devem ter o movimento alternado em relação às per-
nas vigorosamente (MATTHIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
Quadro 4.5- Recordistas de salto triplo nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Salto triplo Kenny Harrison 18.09 m 27/07/1996 Atlanta, USA
Feminino Salto triplo Yulimar Rojas 15.67 m 01/08/2021 Tóquio, JP
Fonte: CBAT (2021).
4.3 Regulamentação 
As condições gerais para a prova de saltos são um orientador para o 
seu desenvolvimento, assim, no aquecimento dentro da área de competi-
ção anterior ao início da prova, o atleta poderá realizar várias tentativas, 
mas nas provas, utiliza somente o corredor ou a área de impulsão, as varas 
e os implementos. Nessas provas (altura, distância, vara e triplo) de salto o 
atleta poderá utilizar marcadores fora da área de competição para sinalizar 
o momento de seu salto (CBAt, 2021).
4.3.1 Salto em altura 
No salto em altura, o atleta deve impulsionar com apenas um pé. Na 
competição é considerada falha do atleta, segundo CBAt (2021) se:
• após o salto, a barra cair dos suportes devido à ação 
do atleta;
• toca o solo e a área de queda com qualquer parte do 
corpo além do plano vertical da borda;
• toca a barra transversal ou a seção vertical dos postes 
na corrida sem saltar.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 66 –
O corredor terá 16 metros de largura por 15 metros de comprimento 
e os postes deverão ser rígidos com altura suficiente para exceder a barra 
transversal elevando mais ou menos 10 cm. A distância dos postes deve ter 
de 4 a 4,04 metros e a área de queda possui 6 metros de comprimento por 
4 metros de largura e 70 cm de altura (CBAt, 2021).
4.3.2 Salto com vara 
Na competição de salto com vara, os atletas podem mover o sarrafo 
na direção da área de queda, sendo que, a borda do sarrafo mais próxima 
do atleta será posicionada em qualquer ponto a partir da parte posterior do 
encaixe, até o ponto a 80 cm na direção da área de queda (CBAt, 2021). 
No início da competição o atleta sinaliza ao árbitro a posição que a barra 
deve estar para a sua primeira tentativa e esta será registrada.
Será considerado falha do atleta na competição do salto com vara, 
segundo CBAt (2021), se;
 2 o sarrafo não ficar nos suportes durante o salto;
 2 o atleta tocar no solo na área de queda com qualquer parte do 
corpo ou com a vara sem ultrapassar o sarrafo;
 2 após a saída do solo colocar a mão mais baixa acima da mais alta 
ou mover a mão de cima para um ponto mais alto na vara;
 2 durante o salto o atleta se estabiliza ou recoloca a barra com 
sua(s) mão(s).
Na competição, o atleta pode utilizar alguma substância em suas 
mãos ou na vara para ter uma melhor pegada e, é permitido o uso de luvas. 
Após o salto, o atleta não poderá tocar na vara e caso na corrida ela quebre, 
a tentativa não será contabilizada (CBAt, 2021).
O corredor da prova, de acordo com a CBAt (2021) e a World Athle-
tics (2021) possui o comprimento de 40 a 45 metros e largura de 1,22 
metros. A impulsão do salto com vara terá um encaixe com 1 metro de 
comprimento medido ao longo do encaixe e 60 cm de largura na extremi-
dade frontal. A coluna de sustentação (poste) deverá ser de material rígido 
e a barra transversal será apoiada nesse poste.
– 67 –
Saltos em atletismo 
Figura 4.4 – Área do salto com vara e os seus implementos
Fonte: Stock.adobe.com/SGr
4.3.3 Salto em distância 
Na competição de salto em distância será considerada falha o atleta 
que ao realizar a impulsão passar o plano vertical da linha de impulsão 
com qualquer parte do pé; ou realizar a impulsão do lado de fora de qual-
quer parte da tábua de impulsão; executar qualquer forma de salto mortal 
na sua corrida ou salto, ou após a impulsão; no seu primeiro contato com 
a área de queda, o atleta tocar o corredor ou o solo fora do corredor ou o 
solo da área de queda (CBAt, 2021).-
Figura 4.5 – Caixa de areia do salto em distância
Fonte: Stock.adobe.com/Mindaugas Snarskis
Teoria Fundamental do Atletismo
– 68 –
Quando o atleta sai da área de queda, o seu primeiro contato com os 
pés na borda ou solo externo deve ser distante da linha de impulsão devido 
à marca mais próxima na areia, e pode ser qualquer marca feita a partir de 
um desequilíbrio na área de queda ou caminhar de volta em direção à linha 
de impulsão na primeira marca deixada (CBAt, 2021).
Não é considerada falha no salto em distância, de acordo com CBAt 
(2021), se o atleta que na corrida por fora das linhas brancas que demar-
cam o corredor em qualquer momento realizar a impulsão antes de alcan-
çar a tábua de impulsão; ou tocar o solo fora das extremidades da tábua de 
impulsão antes da linha de impulsão.
De acordo com CBAt (2021), a distância entre a linha de impulsão 
e a extremidade da área de queda possui entre 10 e 11 metros e a linha de 
impulsão será colocada entre 1 a 3 metros próximoà área de queda.
4.3.4 Salto triplo 
No salto triplo a marca contabilizada é a mais próxima à borda da 
tábua de impulsão, chamada de “linha de impulsão”, limite para a exe-
cução do salto. Porém se o atleta na sua tentativa do salto triplo na apro-
ximação da tábua de impulsão for além dela ou se a encontrar no pro-
longamento da linha da tábua de impulsão, sua tentativa será invalidada 
(MATTHIESEN, 2014).
A distância entre a linha de impulsão do salto triplo para os homens e 
a área de queda será de até 21 metros. A distância entre a linha de impul-
são e a extremidade da área de queda para os homens é de 11 metros e 
para as mulheres é de 10 metros em competições internacionais. Em outro 
campeonato, a distância será de acordo com nível da competição. Entre a 
tábua de impulsão e a área de queda na realização das fases de passadas e 
salto terá uma área de impulsão de 1,22 metros de largura (CBAt, 2021).
Síntese 
As provas de salto podem ser caracterizadas em saltos verticais 
(em altura e vara) e horizontais (em distância e triplo), e possuem carac-
terísticas técnicas e muitos detalhes no desenvolvimento coordenativo. 
– 69 –
Saltos em atletismo 
As regras são fundamentais para que os atletas compitam em igualdades 
entre si. O salto em distância e o triplo são parecidos, a não ser pela impul-
são e o salto com vara é o único salto em que o atleta utiliza um imple-
mento e é diferente do salto em altura.
A apresentação do desenvolvimento do salto, assim como o movi-
mento do encaixe e da transposição, correndo com a vara e o encaixe 
desse implemento, a corrida com a impulsão e o voo ou a corrida em 
deslocamento e o salto para transpor um obstáculo, são atividades práticas 
para o aprimoramento técnico do salto com vara.
A regulamentação técnica das provas de saltos são um direciona-
mento para o seu desenvolvimento, assim, cada salto sendo vertical ou 
horizontal possui suas regras específicas que direcionam a competição. 
Estas, possuem detalhes técnicos que auxiliam os árbitros a identificarem 
falhas na execução de cada movimento no salto.
Atividades 
1. Descreva as técnicas utilizadas pelos atletas para transpor a 
barra no salto em altura.
2. Explique a sequência que o atleta deverá executar na prova de 
salto triplo.
3. Na prova de salto com vara o atleta inicia a prova com a vara 
empunhada e inicia a corrida de aproximação em direção à 
transposição do sarrafo. Descreva a técnica do salto com vara.
4. Descreva as situações que são consideradas falhas pelo atleta na 
execução do salto em altura.
5
Arremesso e 
lançamentos em 
competições 
de atletismo 
5.1 Princípios fundamentais
Nas competições de atletismo as provas de campo do 
arremesso e lançamentos possuem organização parecida, mas 
com implementos e técnicas diferentes. Os atletas nas compe-
tições oficiais possuem direito a um aquecimento específico 
na área de competição com os implementos que serão utiliza-
dos na prova e, após esse aquecimento, e se a competição tiver 
mais de oito competidores, cada atleta poderá executar três 
tentativas. Os oito competidores com os melhores resultados 
terão o direito a mais três tentativas. Se estiverem competindo 
até oito atletas serão realizadas seis tentativas para cada um 
(ROJAS, 2017; CBAt, 2017).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 72 –
No quadro 5.1 e 5.2 são apresentadas as provas oficiais de arremesso 
e lançamentos e a quilagem dos implementos das provas de arremesso e 
lançamentos feminino e masculino adulto.
Quadro 5.1 – Prova oficial de arremesso e lançamentos
Área Provas
Campo
Arremesso do peso
Lançamento do disco
Lançamento do dardo
Lançamento do martelo
Fonte: CBAt (2021).
Quadro 5.2 – Quilagem dos implementos utilizados nas provas de arremesso e 
lançamentos feminino e masculino - adulto
Implemento Feminino – adulto Masculino - adulto
Peso 4 kg 7,260 kg
Disco 1 kg 2 kg
Martelo 4 kg 7,260 kg
Dardo 600 g 800 g
Fonte: CBAt (2021); WORLD ATHLETICS (2021).
5.2 Especificidade técnica e tipos das 
provas de arremesso e lançamentos
As competições de arremesso e de lançamentos, de acordo com Mat-
thiesen (2017) e Rojas (2017), possuem características próprias e técnicas 
específicas e podem ser divididas em posição de partida (empunhadura), 
em posição inicial, em projeção dos apoios, em preparação de força e o 
arremate final com o objetivo de arremessar e lançar o implemento na 
maior distância possível. Vamos percorrer cada prova apresentando a téc-
nica de execução do movimento de arremesso e de lançamentos.
5.2.1 Arremesso do peso
A prova de arremesso do peso, segundo Matthiesen (2014), é a única 
prova de arremesso presente nas competições de atletismo. O objetivo 
– 73 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
dessa prova é arremessar um implemento de 4 kg na categoria adulto 
feminino e de 7.260 kg na categoria masculina, buscando a maior distân-
cia no setor de queda. Na prova de arremesso do peso os estilos técnicos 
adotados na execução técnica são: o lateral parado e com deslocamento, o 
O’Brien e o arremesso com giro.
As fases dos estilos técnicos do arremesso do peso são parecidas, 
apesar das diferenças. A empunhadura, o arremesso, a finalização e o arre-
mate são comuns a todas as provas, mudando apenas o deslocamento entre 
os estilos técnicos. O O’Brien e o arremesso com giro são os mais utiliza-
dos pelos atletas (MATTHIESEN, 2014).
O posicionamento do peso, segundo Rojas (2017), é chamado de 
empunhadura que é o modo como o peso deve ser segurado e apoiado 
antes da movimentação de arremesso. O peso estará apoiado nos dedos 
e não poderá tocar a palma da mão. O polegar deve estar voltado para 
o tronco e apoiado no queixo empurrando à frente, e com o cotovelo na 
horizontal em relação ao ombro. O peso será arremessado detrás da linha 
dos ombros e o movimento final do arremesso é chamado de reversão, que 
é executado para não passar da linha frontal do arremesso.
Figura 5.1 – Preparação para iniciar o arremesso de peso
Darlan Romani durante a final do arremesso de peso masculino nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Fonte: Fernando Frazão/Agência Brasil/CC BY 3.0 BR
Teoria Fundamental do Atletismo
– 74 –
O quadro 5.3 apresenta os recordistas feminino e masculino nos 
Jogos Olímpicos com suas marcas obtidas na prova de arremesso do peso.
Quadro 5.3 – Recordistas de arremesso do peso nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Arremesso do peso Ryan Crouser 23.30 05/08/2021
Tóquio, 
JP
Feminino Arremesso do peso
Ilona 
Slupianek-Briesenick 22.41 24/07/1980
Moskva, 
RUS
Fonte: CBAt (2021).
Nesses estilos, de acordo com Matthiesen (2014), o arremessador 
inicia o movimento em uma posição estacionária na parte posterior do 
círculo de lançamento, menos o lateral parado que é iniciado na parte 
anterior. Em todos eles o arremessador realiza a empunhadura do peso 
bem próxima ao pescoço ou queixo, segurando apenas com uma das 
mãos para iniciar o deslocamento, que será o lateral no primeiro caso de 
costas, ou O’Brien ou com um giro. Ao iniciar o arremesso, fazendo o 
lançamento do implemento à frente e para cima, através de uma rever-
são estabilizando o atleta após o arremesso sem que invada ou pise 
sobre o anteparo.
 2 No arremesso estilo lateral o atleta se posiciona de lado à área 
de queda e com suas pernas afastadas. A perna de impulsão deve 
ficar à frente e o peso preso pela outra mão. A perna de impulsão 
é a esquerda e o peso ficará no pescoço com a mão direita e vice-
-versa. É realizada a flexão do joelho de trás e a flexão do quadril 
com o tronco posicionado na direção e acima das pernas de trás. 
Após, estender o joelho de trás ao mesmo tempo e girar o tronco 
para a frente e para cima (MATTHIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
 2 O arremesso com deslocamento para trás, também conhecido 
como O’Brien, em que o atleta se posiciona na parte de trás da 
área de arremesso, de costas para a área de queda e em posição 
de passo lançando a perna de impulsão para tráscom o quadril 
flexionado e o tronco na direção e acima da mesma perna com o 
cotovelo afastado do corpo e o peso apoiado no pescoço (MAT-
THIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
– 75 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
 2 No arremesso com giro, o atleta se posiciona de costas para a área 
de queda e na parte superior da área de arremesso e, se o peso 
estiver na mão direita, os joelhos devem ficar semiflexionados e 
com o peso apoiado. A perna esquerda dá um passo para trás na 
ponta do pé direcionado para a área de queda utilizando como 
apoio e na perna direita passando para a frente da esquerda exe-
cutando o giro completo (MATTHIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
5.2.2 Lançamento do disco
A prova do lançamento do disco é uma prova técnica que exige agi-
lidade e velocidade. Com o objetivo de lançar um disco de 1 kg no femi-
nino e de 2 kg no masculino na maior distância possível de uma gaiola de 
proteção para dentro do setor de queda. A(o) atleta segura o disco com as 
pontas dos dedos e inicia os balanceios transferindo o peso do corpo de 
uma perna para a outra de uma posição estacionária. Após, o lançamento 
é executado e o disco fica na altura do ombro sem deslocamento ou giro 
e o movimento é concluído com a reversão sem que o atleta ultrapasse o 
círculo do lançamento (MATTHIESEN, 2014). O quadro 5.4 apresenta os 
recordistas feminino e masculino nos Jogos Olímpicos com suas marcas 
obtidas na prova de lançamento do disco.
Quadro 5.4 – Recordistas de lançamento do disco nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA/ MARCA DATA LOCAL
Masculino Lançamento do disco Virgilijus Alekna 69.89 m 23/08/2004
Athina, 
GRE
Feminino Lançamento do disco Martina Hellmann 72.30 m 29/09/1988
Seoul, 
KOR
Fonte: CBAT (2021).
No disco, a empunhadura é feita pela falange distal dos dedos e com 
o polegar fora dessa pressão, e no momento de soltar o disco, na finaliza-
ção do lançamento, o braço é lançado à frente e para cima após o giro do 
quadril e do tronco, com o braço à frente do corpo e a mão acima da linha 
da cabeça, empurrando com o indicador sendo que este é a última parte 
do corpo a tocar o disco fazendo a reversão, como no arremesso do peso 
(MATTHIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 76 –
Na técnica utilizada no lançamento do disco, segundo Rojas (2017), 
os atletas utilizam os estilos parado e com giro:
 2 No lançamento do disco parado, o atleta se posiciona de lado 
para a área de queda, com suas pernas afastadas. O quadril fica 
flexionado e o tronco é projetado sobre a perna de trás com o 
ombro fechando e em extensão no prolongamento dos ombros, 
podendo fazer um balanceio com o braço (MATTHIESEN, 
2014; ROJAS, 2017).
 2 No lançamento de disco com giro, o atleta fica na parte superior 
da área de lançamento e de costas para a área de queda e seus 
pés na largura dos ombros. A mão que fará o lançamento apoia 
o disco e, no início, há a flexão dos joelhos com o balanceio do 
braço com o disco saindo da inércia para o início do giro. Com 
o balanceio, o peso do corpo é transposto para a perna de impul-
são sendo o eixo para o primeiro giro, ficando o braço para trás. 
(MATTHIESEN, 2014; ROJAS, 2017).
Figura 5.2 – Prova do lançamento de disco
Fonte: Stock.adobe.com/Dewald
– 77 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
5.2.3 Lançamento do martelo
No lançamento do martelo o objetivo é lançar em uma maior distân-
cia de uma gaiola de proteção para dentro do setor de queda. No feminino 
são 4 kg e no masculino, 7.260 kg. A cabeça do martelo será esférica e de 
ferro maciço com um cabo inteiriço, com alças de conexão nas extremi-
dades e uma empunhadura em forma de triângulo conectada ao cabo do 
implemento (MATTHIESEN, 2014).
O atleta, segundo Rojas (2017), realiza a empunhadura do imple-
mento estando de costas, dentro do círculo de lançamento em uma 
posição estacionária. A manopla é segurada com uma mão sobre a 
outra, o atleta inicia os molinetes fazendo dois ou três antes do lança-
mento do martelo e no momento que o martelo estiver subindo, o atleta 
soltará a empunhadura liberando-a para que o implemento continue 
sua trajetória até a queda tendo a finalização idêntica à da técnica com 
o giro. O quadro 5.5 apresenta os recordistas feminino e masculino 
nos Jogos Olímpicos com suas marcas obtidas na prova de lançamento 
do martelo.
Quadro 5.5 – Recordistas de lançamento do martelo nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino Lançamento do martelo Sergey Litvinov 84.80 26/09/1988
Seoul, 
KOR
Feminino Lançamento do martelo Anita Wlodarczyk 82.29 15/08/2016
Rio de 
Janeiro, 
BRA
Fonte: CBAT (2021).
De costas para a área de queda, o atleta começa o balanceio ini-
ciando o deslocamento e, se for destro, iniciará o movimento com a 
perna esquerda e o seu pé esquerdo será lançado para o centro da área 
que será o seu eixo de todos os movimentos e a perna direita segue anti-
-horário à sua trajetória, girando ao redor da perna base com o calcanhar 
(ROJAS, 2017).
Na sequência do movimento, Rojas (2017) descreve que o corpo 
gira o martelo e nos giros, fazendo uma trajetória espiral com um ponto 
alto, o atleta realiza o giro e apoia o pé esquerdo, se é um atleta destro 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 78 –
e foi baixo o rendimento, ele se prepara para o próximo giro ou lança-
mento do implemento.
Figura 5.3 – Atleta iniciando o lançamento de martelo
Fonte: Stock.adobe.com/WavebreakmediaMicro
5.2.4 Lançamento do dardo
A prova tem o objetivo de lançar um dardo de 600 g no feminino 
e de 800 g no masculino na maior distância possível dentro do setor de 
queda. O lançador segura o dardo pela empunhadura sobre o ombro ou 
acima da parte superior do braço de lançamento para executá-lo (MAT-
THIESEN, 2014).
Nas competições de lançamento do dardo, a técnica para a manipu-
lação do dardo em deslocamento, segundo Rojas (2017), precisa ser bem 
desenvolvida. Ela inicia na posição parada de frente para o setor da área 
– 79 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
de queda e tem o dardo segurado pela empunhadura. Flexiona-se o joelho 
de trás e o tronco, em flexão lateral e estendido, com o dardo em posição 
inclinada em relação ao chão. A impulsão será realizada impulsionando o 
tronco à frente e logo após o braço com o dardo.
No corredor de lançamento, segundo Matthiesen (2014), o atleta 
inicia a tentativa estando atento à sua empunhadura do dardo que pode 
ser feita de diferentes formas, como: de garfo, onde o dardo fica entre o 
dedo médio e o indicador; americana, em que o dardo fica entre o dedo 
indicador e o polegar e a finlandesa, em que o dardo apoia no dedo indi-
cador. Todas são formas de segurar o dardo e garantir a estabilidade do 
implemento.
Figura 5.4 – Empunhadura tipo garfo
Apoia do dardo entre o dedo médio e o indicador.
Fonte: Stock.adobe.com/coachwood
Teoria Fundamental do Atletismo
– 80 –
Figura 5.5 – Empunhadura tipo americana
Apoio do dardo entre o dedo indicador e o polegar.
Fonte: Stock.adobe.com/denys_kuvaiev
Figura 5.6 – Empunhadura tipo finlandesa
O apoio do dardo feito no dedo indicador.
Fonte: Stock.adobe.com/coachwood
– 81 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
Na preparação para o início da corrida de aproximação em direção 
ao arco de lançamento, o atleta está com o dardo sobre os ombros e com 
o braço flexionado a 90°. Após o lançamento, a cabeça metálica será a 
primeira a tocar o setor de queda. Já nas passadas finais, o atleta poderá 
executar uma passada cruzada para prevenir que ultrapasse o arco de lan-
çamento, mesmo que não execute essa passada é importante que faça uma 
reversão para não invadir o arco de lançamento e recupere o seu equilíbrio 
(MATTHIESEN, 2014).
O quadro 5.6 apresenta os recordistas feminino e masculino nos Jogos 
Olímpicos com suas marcas obtidas na prova de lançamento do dardo.
Quadro 5.6 – Recordistas de lançamento do dardo nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
MasculinoLançamento do dardo Andreas Thorkildsen 90.57 m 23/08/2008
Beijing, 
CHN
Feminino Lançamento do dardo Olisdeilys Menéndez 71.53 m 27/08/2004
Athina, 
GRE
Fonte: CBAT (2021).
Figura 5.7 – Atleta iniciando o lançamento do dardo
Fonte: Stock.adobe.com/miropa20
Teoria Fundamental do Atletismo
– 82 –
5.3 Regulamentação
5.3.1 Arremesso do peso
Na competição o peso será arremessado apenas com uma mão. 
Quando o atleta estiver posicionado no círculo para iniciar o arremesso, o 
peso deverá tocar ou estar próximo do pescoço ou do queixo e a mão não 
poderá ser abaixada dessa posição durante a ação do arremesso e o peso 
não deverá ser trazido por detrás da linha dos ombros (CBAt, 2021).
O anteparo, segundo a CBAt (2021), será branco e feito de madeira 
no formato de um arco, e a superfície interna deve estar alinhada com a 
borda interna do círculo e coincidir com a linha central da área de queda. 
Esse anteparo será de 11,2 cm a 30 cm de largura, com uma corda de 1,21 
metros para o arco com o mesmo raio do círculo e 10 cm de altura igual 
ao interior do círculo.
O peso, segundo a CBAt (2021) e a World Athletics (2021), será de 
ferro, latão ou qualquer metal maciço, deve ter uma forma esférica com 
acabamento de superfície lisa (um número de rugosidade N7 ou menor) e 
estar de acordo com as seguintes especificações do quadro 5.7.
Quadro 5.7 – Peso mínimo na admissão em competições oficiais de atletismo 
3.000 kg 4.000 kg 5.000 kg 6.000 kg 7.260 kg
Diâmetro:
Mínimo 8.5 cm 9.5 cm 10,0 cm 10,5 cm 11,0 cm
Máximo 11,0 cm 11,0 cm 12,0 cm 12,5 cm 13,0 cm
Fonte: CBAt (2021).
5.3.2 Lançamento do disco
O disco poderá ser um corpo sólido ou oco, com a seção transversal 
da borda arredondada em um círculo verdadeiro. Tem um raio de 6 mm, 
aproximadamente, cada lado do disco será idêntico e feito sem recortes. 
O seu perfil será projetado com o início da curva do aro, a espessura do 
disco aumentando até a sua espessura máxima com uma distância de 2,5 
cm a 2,85 cm do eixo do disco de acordo com o quadro 5.8 (CBAt, 2021).
– 83 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
Quadro 5.8 – Peso mínimo para admissão em competições de atletismo
1,000 kg 1,500 kg 1,750 kg 2,000 kg
Diâmetro externo do aro de metal
Mínimo 18,0 cm 20,0 cm 21,0 cm 21,9 cm
Máximo 18,2 cm 20,2 cm 21,2 cm 22,1 cm
Fonte: CBAt (2021).
Figura 5.8 – Diâmetros do disco
Disco colocados no suporte com peso e diâmetros diferentes.
Fonte: Stock.adobe.com/dariovuksanovic
A gaiola é o local onde todos os lançamentos do disco serão feitos e 
conta com uma proteção que garantirá a segurança de todos os participan-
tes. Será no formato de “U” plano com uma abertura de 6 metros posicio-
nada 7 metros à frente do centro do círculo de lançamento (CBAt, 2021).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 84 –
Figura 5.9 – Área do lançamento do disco
Visão aérea da área do lançamento do disco.
Fonte: Stock.adobe.com/Stefan Schurr
5.3.3 Lançamento do martelo
O atleta, segundo a CBAt (2021), no início do giro ou balanços 
poderá colocar a cabeça do martelo no chão dentro ou fora do círculo. Se 
a cabeça do martelo tocar o chão dentro ou fora do círculo, ou no topo do 
aro, não será falha do atleta e poderá parar a tentativa e começar nova-
mente o lançamento se não tiver infringido nenhuma regra (CBAt, 2010).
O martelo, segundo a CBAt (2021) e a World Athletics (2021), pos-
sui três partes: uma cabeça de metal, um cabo e uma manopla. A cabeça 
será de ferro sólido e o centro de gravidade da cabeça não estará a mais 
de 6 mm do centro da esfera. O cabo poderá ser feito de arame de aço 
com comprimento ininterrupto e reto. Será conectado à cabeça do mar-
telo por meio de um pino giratório e enrolado em uma ou ambas as extre-
midades por uma conexão e a manopla será rígida e sem articulações.
– 85 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
O quadro 5.9 apresenta as especificações do martelo, seu compri-
mento como o diâmetro da cabeça.
Quadro 5.9 – Especificações do martelo
Peso mínimo para admissão em competições de atletismo
3,000 kg 4,000 kg 5,000 kg 6,000 kg 7,260 kg
Comprimento do martelo medido a partir do interior da manopla:
Máximo 1,195 m 1,195 m 1,200 m 1,215 m 1,215 m
Diâmetro da cabeça:
Mínimo 8,5 cm 9,5 cm 10,0 cm 10,5 cm 11,0 cm
Máximo 10,0 cm 11,0 cm 12,0 cm 12,5 cm 13,0 cm
Fonte: CBAt (2021).
A gaiola é o local onde todos os lançamentos de disco serão feitos. 
Ela tem uma proteção que garantirá a segurança de todos os participantes. 
Será no formato de “U” plano com uma abertura de 6 metros posicionada 
7 metros à frente do centro do círculo de lançamento (CBAt, 2021).
Figura 5.10 – Local com proteção para as provas de lançamento
Gaiola para lançamento do disco e martelo em competições de atletismo.
Fonte: Stock.adobe.com/WavebreakmediaMicro
Teoria Fundamental do Atletismo
– 86 –
5.3.4 Lançamento do dardo
Na competição, de acordo com a CBAt (2021), o dardo será segurado 
na empunhadura apenas com uma das mãos e lançado sobre o ombro ou 
por cima da parte superior do braço de lançamento, não podendo ser lan-
çado com movimentos rotatórios. Será validado o lançamento em que a 
cabeça metálica do dardo tocar no solo antes de qualquer outra parte do 
dardo e o atleta não poderá girar. As costas do atleta devem ficar na dire-
ção do arco de lançamento durante o momento de lançamento.
O dardo é composto por três partes: o corpo, a cabeça e uma empunha-
dura de corda, sendo o corpo sólido ou oco e a superfície do corpo não terá 
cavidades ou saliências, com cauda lisa e uniforme. O corpo será fixado a 
uma cabeça metálica terminando com uma ponta afunilada. A cabeça será 
de metal e a empunhadura de corda cobrirá o centro de gravidade, com uma 
superfície regular não escorregadia e espessura uniforme (CBAt, 2021).
O quadro 5.10 apresenta as especificações do dardo, como o seu com-
primento, a distância da ponta metálica e a distância da ponta metálica ao 
centro de gravidade.
Quadro 5.10 – Especificações do dardo adulto feminino e masculino
Dardo Adulto
Peso mínimo para admissão em competição de atletismo
Feminino Masculino
600 g 800 g
Comprimento total (L0)
Mínimo 2,20 m 2,60 m
Máximo 2,30 m 2,70 m
Distância da ponta metálica ao centro de gravidade (L1)
Mínimo 80 cm 90 cm
Máximo 92 cm 1,06 m
Distância da cauda ao centro de gravidade (L2)
Mínimo 1,28 m 1,54 m
Máximo 1,50 m 1,80 m
Fonte: CBAt (2021).
– 87 –
Arremesso e lançamentos em competições de atletismo 
Síntese
Nas competições de arremesso e lançamentos, a estrutura física é o 
principal elemento na realização das provas oficiais, entretanto, a inicia-
ção para essas provas é simples e pode ser realizada com equipamentos 
alternativos. O objetivo do arremesso é colocá-lo o mais longe possível 
a partir de um círculo e para que seja medido, o arremesso não deve cair 
abaixo da linha dos ombros do atleta em qualquer estágio do arremesso. 
Os atletas arremessam um dardo com ponta de metal o mais longe possí-
vel tendo uma combinação de força, potência, tempo, precisão de coorde-
nação e tempo, segurando o dardo pela empunhadura com fio, com o dedo 
mínimo mais próximo da ponta do implemento.
Para que o lançamento de disco seja medido, o disco deve pousar 
dentro de um setor demarcado e o atleta não deve deixar o círculo antes 
de pousar, e somente da metade posterior do círculo. As provas oficiais 
de lançamentos do disco e do martelo são realizadas dentro de uma área 
circular que possui uma gaiola de proteção para segurança de todos os par-
ticipantes e o lançamento do dardo é o único que não utiliza a área circular 
e acontece em um corredor para o lançamento.
Atividades
1. Escreva sobre a técnica dos estilos de lançamento de disco.
2. Nas competições de atletismo os atletas buscam o melhor resultado 
nas provas. Assim, explique as empunhaduras utilizadas na prova 
de lançamento do dardo para que possam ter bons resultados.
3. Na prova de arremesso do peso, o atleta tem como objetivo buscar 
a maior distância possível no setorde queda. Para que ele consiga 
cumprir o objetivo, descreva as técnicas utilizadas no arremesso.
4. O lançamento do martelo nas provas de atletismo tem o objetivo 
de lançar um martelo na maior distância possível de uma gaiola 
de proteção dentro no setor de queda. Descreva o movimento de 
execução do lançamento de martelo.
6
Provas combinadas 
e marcha atlética 
6.1 Princípios fundamentais 
Nas provas combinadas, a exigência física e técnica é 
grande, e a principal característica, segundo Rojas (2017), é a 
somatória do desempenho nas provas. É possível que o atleta 
tenha excelente performance em uma prova e em outra um resul-
tado inexpressivo; assim, os desempenhos positivo e negativo 
são igualados na tabela de pontos das provas combinadas. 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 90 –
Figura 6.1 – Posição inicial para saída da prova feminina de corrida com barreiras 
Fonte: Stock.adobe.com/Martin Schlecht
As provas combinadas consistem em um agrupamento de provas do 
atletismo realizadas por um mesmo atleta em dois dias de competição, 
dividindo-se em decatlo masculino e heptatlo feminino (MATTHIESEN, 
2014). O heptatlo é composto de sete eventos (100m com barreiras, salto 
em altura, arremesso de peso, 200m, salto em distância, dardo e 800m) 
distribuídos em um programa de dois dias pontuados por desempenho; o 
vencedor geral é o competidor que marcar mais pontos (WORLD ATHLE-
TICS, c2021e; CBAT, c2020b).
A prova combinada masculina, segundo World Athletics (c2021d) e 
CBAt (c2020), é o decatlo, com dez eventos (100m, salto em distância, 
arremesso de peso, salto em altura, 400m, 110m com barreiras, disco, 
salto com vara, dardo e 1.500m) distribuídos ao longo de dois dias. Os 
competidores nas provas do heptatlo e decatlo podem cometer falso iní-
cio em eventos da trilha, mas na segunda partida falsa são desqualifica-
dos. Nas provas de salto em distância e dardo, cada atleta fica limitado a 
três tentativas. Se houver empate em pontos, o atleta com mais pontos na 
maioria das provas é o vencedor; se o empate persistir, o atleta com mais 
pontos em qualquer um dos eventos é o vencedor. Nessa prova, o compe-
tidor necessita de velocidade, força explosiva, habilidade e agilidade.
A marcha atlética, segundo World Athletics (c2021) e CBAt (c2020), 
é altamente técnica e se difere da corrida porque um pé do atleta deve estar 
– 91 –
Provas combinadas e marcha atlética 
em contato com o solo o tempo todo. O ato de deixar de ter o contato com 
o solo é conhecido como “levantamento”, e as regras estabelecem que a 
perna que avança deve se esticar a partir do ponto de contato com o solo e 
permanecer reta até que o corpo passe por ela. Juízes inspecionam a cor-
rida e carregam pás com símbolos de perda de contato e joelho dobrado. 
No programa de marcha atlética em campeonato internacional, as corridas 
são de 20 quilômetros, sendo 50 quilômetros a maior distância no pro-
grama olímpico, tradicionalmente realizadas em um percurso circular.
Quando um marchador recebe três advertências (remos) de diferentes 
juízes, incluindo o principal, é desclassificado, porém alguns eventos de 
marcha atlética tem um pit lane, e os atletas que são advertidos cumprem 
uma penalidade de 2 minutos e 5 minutos se receberem três advertências 
(WORLD ATHLETICS, c2021).
Quadro 6.1 – Distâncias oficiais da prova de marcha atlética
Circuito pista e rua Distância
Marcha 
atlética
Indoor 3.000m e 5.000m
Outdoor 5.000m, 10.000m, 20.000m e 50.000m
Fonte: adaptado de CBAt (c2020).
6.2 Especificidade técnica e tipos de 
provas combinadas e de marcha atlética 
Desde sua origem, o atletismo foi marcado pela tentativa de superar 
recordes e encontrar o atleta mais completo; assim, foram organizadas as 
provas combinadas. Entretanto, não importa que os atletas sejam fortes 
e velozes, e sim a busca por uma condição pela qual os componentes da 
aptidão física sejam combinados e possam conseguir os melhores resulta-
dos (ROJAS, 2017).
As provas combinadas do atletismo objetivam encontrar o atleta de 
excelência, de acordo com Rojas (2017) e Matthiesen (2017), que possa 
conciliar o desempenho em diferentes provas, como corridas de veloci-
dade e de fundo, assim como arremesso e saltos. Por isso, o preparo físico 
e técnico do atleta de provas combinadas precisa de treinamento para a 
execução de todas as provas.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 92 –
6.2.1 Provas combinadas 
As provas combinadas, segundo Matthiesen (2014), são um conjunto de 
provas do atletismo realizadas pelo mesmo atleta em dois dias de competição. 
Nos Jogos Olímpicos, as provas combinadas são o decatlo masculino e o hep-
tatlo feminino. O heptatlo faz parte do programa olímpico desde 1984, ocor-
rendo em dois dias, e o decatlo desde 1904 faz parte do programa olímpico.
Quadro 6.2 – Provas oficiais combinadas femininas (sub-20 e adulto) e masculinas 
(sub-18, sub-20 e adulto)
Gênero Distribuição das provas por dia
Pr
ov
as
 c
om
bi
na
da
s Feminino
Heptatlo
Primeiro dia: 100m com barreiras, salto em altura, arre-
messo de peso e 200m
Segundo dia: salto em distância, lançamento de dardo e 
800m rasos
Decatlo
Primeiro dia: 100m, lançamento de disco, salto com 
vara, lançamento de dardo e 400m
Segundo dia: 100m com barreiras, salto em distância, 
arremesso de peso, salto em altura e 1.500m
Masculino
Pentatlo Salto em distância, lançamento de dardo, 200m, lança-mento de disco e 1.500m
Decatlo
Primeiro dia: 100m, salto em distância, arremesso de 
peso, salto em altura e 400m
Segundo dia: 110m com barreiras, lançamento de disco, 
salto com vara, lançamento de dardo e 1.500m
Fonte: adaptado de CBAt (c2020).
O decatlo moderno foi desenvolvido com base no pentatlo que com-
preendia nos Jogos Olímpicos antigos as seguintes provas: salto em dis-
tância, disco, dardo, corrida e luta livre. No século 19, essa prova teve 
várias versões, e uma competição com eventos combinados aconteceu nos 
Jogos Olímpicos de 1904. As mulheres estiveram na competição pela pri-
meira vez no pentatlo tendo cinco modalidades nos Jogos Olímpicos de 
1964, em Tóquio. Esse formato foi substituído pelo heptatlo e introduzido 
nos Jogos de Los Angeles de 1984 (WORLD ATHLETICS, c2021).
Nas provas combinadas, segundo CBAt (c2020), a classificação 
dos atletas se dá com base na pontuação em cada prova de acordo com a 
– 93 –
Provas combinadas e marcha atlética 
Tabela de Pontuação da World Athletics, e o atleta que conseguir a maior 
pontuação nos dois dias de competição é o vencedor.
Quadro 6.3 – Recordistas olímpicos das provas combinadas
Categoria Prova Atleta Marca Local Data
Masculino Decatlo Damian Warner 9.018 Tóquio (Japão) 05/08/2021
Feminino Heptatlo Jackie Joyner Kersee 7.291 Seul (Coreia do Sul) 24/09/1988
Fonte: CBAt (c2020).
Nas provas combinadas, os atletas precisam ter equilíbrio entre as 
provas, com o objetivo de ter a maior pontuação em um conjunto de pro-
vas. De acordo com Barros e Dezem (1990), o atleta pode ter uma ou duas 
provas de maior rendimento, e o treinamento para as provas combinadas 
segue a mesma orientação feita individualmente em cada prova dentro do 
tempo e do volume a ser executado.
Figura 6.2 – Prova do lançamento do dardo
Fonte: Stock.adobe.com/WavebreakMediaMicro
Teoria Fundamental do Atletismo
– 94 –
 Fique por dentro das regras oficiais
Para saber mais sobre as provas combinadas, acesse <https://
worldathletics.org/disciplines/combined-events/decathlon e 
https://worldathletics.org/disciplines/combined-events/hep-
tathlon> e confira como são desenvolvidas.
 
6.2.2 Marcha atlética 
Os relatos da origem da prova de marcha atlética são apresentados 
nos séculos 17 a 18. Em 1908, a marcha atlética passou para a condi-
ção de esporte olímpico com distâncias 1.500 e 3.000 metros (WORLD 
ATHLETICS, c2021). Na competição de atletismo, de acordo com Mat-
thiesen (2014), a prova de marcha atlética é disputada por homens e 
mulheres e se caracteriza por longas distâncias em que o atleta tem dese 
manter em contato contínuo com o solo, sem a fase aérea. É disputada 
em pista com a distância registrada em metros e na rua tendo a distância 
registrada em quilômetros.
Figura 6.3 – Prova de marcha atlética
Fonte: Stock.adobe.com/full image
– 95 –
Provas combinadas e marcha atlética 
A definição de Barros e Dezem (1990) da prova de marcha atlética 
é que o atleta desenvolve uma progressão de passos em que mantém o 
contato permanente com o solo; a cada passo, o pé que avança toca o solo 
antes que o pé de trás o deixe. Então, durante o período de cada passo, a 
perna do pé que está no solo deve estar reta durante um momento.
A técnica da prova de marcha atlética, segundo Matthiesen (2014) e 
Rojas (2017), indica que o atleta deve ter o completo domínio do movi-
mento, tentando a todo momento manter o contato com o solo; entretanto, 
deve ter um ritmo na execução do movimento, com resistência, força e 
velocidade para se manter na prova. A fase mais importante na marcha 
atlética é a impulsão, devido à perna estar esticada e o pé tendo todo o 
apoio no chão sem perder o contato com ele.
Figura 6.4 – Prova de pista na marcha atlética
Fonte: Stock.adobe.com/skumer
As provas disputadas nos Jogos Olímpicos pelos homens são de 20 
e 50 quilômetros; as provas femininas tem distância de 20 quilômetros.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 96 –
Quadro 6.4 – Recordistas olímpicos de marcha atlética
Categoria Prova Atleta Marca Local Data
Masculino
20km marcha 
atlética Ding Chen 1:18.46
Londres 
(Inglaterra) 04/08/2012
50km marcha 
atlética Jared Tallent 3:36.53
Londres 
(Inglaterra) 11/08/2012
Feminino 20km marcha atlética
Yelena 
Lashmanova 1:25.02
Londres 
(Inglaterra) 11/08/2012
Fonte: CBAt (c2020).
A descrição técnica da marcha atlética, segundo Barros e Dezem (1990) é:
1. ação das pernas – O atleta deve ter uma ação distinta do movi-
mento na execução da passada completa, mantendo o contato 
permanente com o solo;
2. postura do tronco e posicionamento do quadril – O atleta deve 
manter o tronco com uma pequena inclinação, cuidando para não 
perder o contato com o solo; a movimentação do quadril depende 
da boa mobilidade. O contato dos pés no solo é feito na mesma 
linha que faz que o quadril se desloque de um lado para o outro;
3. ação dos ombros e dos braços – Os ombros trabalham elevados 
com um movimento oscilatório, acompanhando o deslocamento 
lateral do quadril, já os braços ficam flexionados auxiliando o 
ritmo das pernas.
6.3 Regulamentação 
Nas competições, as regras oficiais de cada uma das provas que fazem 
parte das provas combinadas seguem as regras oficiais das provas indi-
viduais, tendo algumas diferenças. Na marcha atlética, as regras oficiais 
fazem de seu movimento bastante preciso na interpretação e na execução.
6.3.1 Provas combinadas 
O objetivo das provas combinadas é o competidor obter o melhor 
resultado, por isso as provas devem ter 30 minutos de intervalo, assim como 
– 97 –
Provas combinadas e marcha atlética 
intervalo de 10 horas entre o término da última prova do primeiro dia e o 
início do segundo dia, respeitando as regras básicas durante a competição 
(ROJAS, 2017). A organização das provas combinadas tem séries e gru-
pos selecionados pelo árbitro geral, de modo que os atletas com resultados 
parecidos fiquem na mesma série ou grupo contendo cinco ou mais atletas. 
Na última prova da competição, a organização das séries se dá para que a 
última série tenha atletas liberados após a penúltima prova (CBAT, c2020).
Na competição de prova combinada, as regras para cada prova são 
constituídas da seguinte maneira, de acordo com CBAt (c2020):
 2 cada atleta tem três tentativas nas provas de salto em distância e 
de arremesso e lançamentos;
 2 se os sistemas de cronometragem automático e de Photo Finish 
não estiverem disponíveis, o tempo de cada atleta é tomado por 
três cronometrista;
Figura 6.5 – Photo Finish registrando a chegada dos atletas
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
 2 nas provas de pista, o atleta pode fazer apenas uma saída falsa 
sem desqualificação;
Teoria Fundamental do Atletismo
– 98 –
Figura 6.6 – Saída da prova de corrida 100m feminino em que a atleta de preto faz 
uma saída falsa
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
 2 nas provas de salto vertical, a elevação da barra acontece a cada 
3 centímetros no salto em altura e de 10 centímetros no salto 
com vara;
 2 as saídas e as raias para o posicionamento dos atletas são deter-
minadas pelo árbitro geral e nas outras provas são sorteadas.
Segundo CBAt (c2020), o atleta que não realizar uma saída ou exe-
cutar uma tentativa em uma das provas não pode participar nas provas 
seguintes. As pontuações são anunciadas e separadas por prova, assim 
como o total geral após o fim de cada prova. Se dois ou mais atletas tive-
rem um número igual de pontos, determina-se empate.
– 99 –
Provas combinadas e marcha atlética 
6.3.2 Marcha atlética 
Os árbitros da prova de marcha atlética são eleitos pelo árbitro chefe, 
analisando e julgando individualmente os atletas. Nas provas de rua, o 
quantitativo deve ser de seis árbitros no mínimo e nove no máximo, mais 
o arbitro chefe; já na prova de pista, é de seis árbitros mais o árbitro chefe. 
O árbitro chefe tem o comando de desqualificar o atleta que infringir as 
regras técnicas, atuando como supervisor oficial na competição e como 
árbitro em ocasiões especiais (CBAT, c2020).
Figura 6.7 – Contato do pé no solo na marcha atlética
Fonte: Stock.adobe.com/pavel1964
Durante a prova de marcha atlética, segundo CBAt (c2020), o árbitro 
que entender que o atleta não cumpriu as exigências técnicas da modali-
dade deve mostrar uma placa amarela pela infração identificada, e o atleta 
não pode receber a segunda placa amarela do mesmo árbitro e pelo mesmo 
motivo. Se um atleta infringir a regra técnica da marcha atlética (perda de 
contado com o solo ou dobra do joelho durante a competição), o árbitro 
envia um cartão vermelho ao árbitro chefe. A desqualificação do atleta, 
segundo CBAt (c2020), ocorre quando há três cartões vermelhos por três 
árbitros diferentes enviados ao árbitro chefe, apresentando uma plaqueta 
vermelha ao atleta.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 100 –
Na competição, há a zona de penalidade (pit lane) usada para qual-
quer prova, tendo os regulamentos aplicados na competição, podendo ser 
aplicada para outras provas sinalizadas pelos organizadores. O atleta pena-
lizado deve entrar na zona de penalidade e permanecer pelo tempo aplicado 
na sinalização por ter recebido três cartões vermelhos (CBAT, c2020).
Quadro 6.5 – Período aplicável na zona de penalidade
Provas até e inclusive Tempo
5.000m/5km 30 s
10.000m/10km 1 min
20.000m/20km 2 min
30.000m/30km 3 min
40.000m/40km 4 min
50.000m/50km 5 min
Fonte: CBAt (c2020).
Nas provas de pista, o atleta desqualificado deve deixar imedia-
tamente a pista; nas provas de rua, o atleta desqualificado remove seu 
número de identificação e deixa o percurso. Os placares de advertência 
são colocados no percurso e próximo à chegada, informando aos atletas o 
número de cartões vermelhos que cada um recebeu (CBAT, c2020).
O início das provas de marcha atlética, segundo CBAt (c2020), 
começa com um disparo, e os comandos para as corridas acima de 400m 
são utilizados. Nas provas com muitos atletas, são sinalizados 5, 3 e 1 
minuto antes da largada da prova. O árbitro faz os seguintes comandos: o 
início da prova de marcha atlética, sob o comando de “às suas marcas”, 
com saída alta; logo após, segundo Matthiesen (2014), ocorre a progres-
são dos passos, em que o atleta mantém o contato contínuo com o solo 
sem a perda de contato com ele.
Acontecendo a competição, os atletas devem ficar atentos às regras. 
Caso aconteça alguma infração, a equipe de arbitragem apresenta ao atleta 
infrator uma placa amarela, podendo puni-lo com cartão vermelho e até 
desqualificá-lo. A prova tem a segurança dos atletas e dos árbitros provi-
denciada pelos organizadores (MATTHIESEN,2014; CBAT, c2020).
– 101 –
Provas combinadas e marcha atlética 
Figura 6.8 – Prova feminina de 20 km de marcha atlética
Fonte: Aronu/CC BY-SA 4.0.
Os postos de bebidas e abastecimento em provas de rua têm água 
e outras bebidas disponíveis na largada e na chegada. Em provas de 5 
quilômetros e acima até 10 quilômetros são instalados postos de água em 
intervalos adequados. Nas provas acima de 10 quilômetros há postos de 
abastecimento em todas as voltas e postos de bebidas na metade entre os 
postos de abastecimento (CBAT, c2020).
 Fique por dentro das regras oficiais
Acesse <https://worldathletics.org/disciplines/race-walks/
20-kilometres-race-walk> e <https://worldathletics.org/dis-
ciplines/race-walks/50-kilometres-race-walk> e saiba mais 
como a marcha atlética é desenvolvida.
 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 102 –
Síntese 
No atletismo, o atleta precisa planejar um treinamento ideal e sua 
estratégia de ação para aplicá-lo no planejamento. Nesse planejamento, 
o auxílio do técnico é fundamental para que o atleta trabalhe no ponto 
máximo de exigência de cada treino e seu volume de treinamento dedi-
cado a cada prova específica e quais provas são sua especialidade. Nas 
provas combinadas, a modalidade masculina compete o decatlo e a femi-
nina, o heptatlo. Já na marcha atlética, uma prova altamente técnica e 
muito diferente da corrida, um pé deve estar em contato com o solo o 
tempo todo. Deixar de fazer isso é conhecido como “levantamento” e 
penaliza o atleta.
Atividades 
1. Na competição de marcha atlética, o atleta que infringir a regra 
sofre uma punição pela equipe de arbitragem. Descreva como o 
árbitro pode punir o atleta na prova de marcha atlética:
2. Descreva cinco regras utilizadas na competição de provas 
combinadas:
3. Descreva a técnica da marcha atlética que os atletas utilizam nas 
provas de pista e rua:
4. Como é feita a distribuição de treinamento para cada prova dis-
putada em competições de provas combinadas?
7
Pedestrianismo e 
Cross-Country 
7.1 Princípios fundamentais 
No atletismo, o pedestrianismo engloba as corridas de rua, 
as corridas de campo e as corridas de montanha. Com o cres-
cimento constante da corrida recreativa, por volta de 1950, foi 
criada uma alternativa à distância padrão da maratona, nascendo 
assim a meia-maratona, que não faz parte dos programas olím-
picos, mas ganhou seu próprio campeonato a partir de 1992, o 
Campeonato Mundial de Meia Maratona, da IAAF, uma corrida 
de rua de 13,1094 milhas (21,0975 km), distância que corres-
ponde a exatamente metade da distância de uma maratona com-
pleta (WORLD ATHLETICS, 2021).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 104 –
Já na maratona, a distância percorrida é de 42 km, e originalmente foi 
percorrida pelo soldado grego chamado Filipides, até Atenas, que tinha 
como objetivo anunciar a derrota dos invasores persas. Após a conclusão 
da missão, Filipides morreu de exaustão, visto que aparentemente havia 
corrido 150 milhas até Esparta no dia anterior. Em Atenas, em 1896, nos 
primeiros Jogos Olímpicos, a maratona contou com um trajeto de mais 
de 40 km, e teve como objetivo a comemoração das conquistas da Grécia 
Antiga; posteriormente, a distância foi padronizada em 26 milhas e 385 
jardas (42,195 km), em 1921 (WORLD ATHLETICS, 2021).
Figura 7.1 – Prova de maratona
Fonte: Stock.adobe.com/Ben Keith
A corrida de montanha tem como filosofia o fator tempo, ou seja, ter-
minar o caminho definido o mais rápido possível, levando em considera-
ção a distância, subida, descida e terreno, variando de sprints curtos de 15 
minutos a longos percursos de várias horas, e há percursos que se adaptam 
a todas as habilidades e grupos de idade e são projetados para eliminar o 
perigo. Equipamentos não são permitidos, portanto, bolsas, varas, cordas, 
bússolas e outros similares não são permitidos (WORLD ATHLETICS, 
2021; WORLD MOUNTAIN RUNNING ASSOCIATION, 2021).
– 105 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Figura 7.2 – Corredores numa trilha íngreme nas montanhas dos Alpes
Fonte: Stock.adobe.com/Andre
A corrida de trilha ocorre em diferentes tipos de terrenos off-road 
naturais e em vários tipos de ambiente e não requer o uso de equipamen-
tos específicos para a realização do percurso, mas o uso de bastões de 
caminhada é permitido e as competições devem ser baseadas no conceito 
de autossuficiência, ou seja, os atletas deverão ter autonomia entre os pos-
tos de socorro em termos de equipamentos, comunicações, alimentação e 
bebidas (WORLD ATHLETICS, 2021). O quadro 7.1 apresenta, segundo 
a norma da CBAt, a divisão das corridas de rua e em natureza. 
Quadro 7.1 – Divisão de corrida no atletismo
Área Grupo Provas
Rua Corridas de rua
5km, 10km, 15km, 20km, meia-maratona, 
25km, 30km, maratona (42,195 km), 
100km e revezamento em rua.
Corrida 
em 
natureza
Corrida de 
montanha
Subida clássica, subida e descida clássica, 
vertical, longa distância e revezamentos
Corrida de trilha XXS, XS, S, M, L, XL, XXL
Cross-country 10 km, 8 km, 6 km e 4 km
Fonte: elaborado com base na CBAt (2021).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 106 –
O cross-country teve sua primeira corrida internacional, segundo 
Word Athletics (2021), realizada em 1898, na França. Cinco anos depois, 
aconteceu o primeiro campeonato internacional de cross-country, na 
Escócia; e em 1973, o primeiro campeonato mundial de cross-country, 
em Waregem, acontecendo também em três Jogos Olímpicos de verão, em 
1912, 1920 e 1924.
Figura 7.3 – Prova Masculina de Cross-Country
Fonte: Stock.adobe.com/h368k742
As corridas de cross-country em equipes e individuais são realizadas 
em campos de grama ou em bosques, podendo ter trechos em entradas, 
colinas e caminhos com cascalho, ocorrendo geralmente nos meses de 
inverno, fora da temporada de atletismo. O quadro 7.1 apresenta as pro-
vas oficiais disputadas no feminino e masculino. A Word Athletics reco-
menda que competições internacionais tenham um circuito com percurso 
de 1.750 m e 2.000 m, com obstáculos naturais; valas, subidas e desci-
das perigosas, bem como vegetação rasteira e espessa devem ser evitadas 
(WORLD ATHETICS, 2021). O quadro 7.2 apresenta a divisão por cate-
goria, gênero e distância na prova de cross-country.
– 107 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Quadro 7.2 – Provas oficiais de Cross-Country Feminino e Masculino
Gênero Categoria Distância
Cross-country
Feminino
Adulto 10 km
Sub-20 6 km
Sub-18 4 km
Masculino
Adulto 10 km
Sub-20 8 km
Sub-18 6 km
Fonte: elaborado de acordo com as regras da CBAt (2021).
7.2 Especificidade técnica e tipos das provas 
de pedestrianismo e cross-country 
As provas de corrida de rua e de campo possuem uma facilidade de 
execução segundo Rojas (2017) e CBAt (2021) por um número de provas 
e suas possibilidades variadas de percurso. A organização dessas provas 
segue as regras oficiais e tem característica aeróbica, ou seja, melhora o 
desempenho cardiorrespiratório.
7.2.1 Pedestrianismo 
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) denomina as cor-
ridas de rua como “pedestrianismo”, que é uma das modalidades mais 
tradicionais do atletismo, com corridas a pé, em rua ou estrada, e corridas 
de campo, onde os atletas enfrentam obstáculos naturais ou não (CBAt, 
2021; ROJO et al., 2017).
O reconhecimento da corrida de rua, segundo Rojo et al. (2017), como 
uma prova do atletismo, chamada de pedestrianismo, possui como carac-
terística percursos e duração considerados longos, com trajetos realizados 
em ruas e/ou estradas e em campo, e abrange grande números de adeptos. 
7.2.1.1 Corrida de rua 
As provas de corridas de rua foram popularizadas na Inglaterra no 
século XVIII e, após esse período, a modalidade cresceu na Europa e 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 108 –
 Estados Unidos, sendo que, no fim do século XIX, após a primeira Mara-
tona Olímpica, as corridas de rua expandiram-se ainda mais, particular-
mente nos Estados Unidos (SALGADO; MIKAIL, 2006). Nas corridas de 
rua as disputas possuem as seguintesdistâncias: 5 km, 10 km, 15 km, 20 
km, meia-maratona, 25 km, 30 km, maratona (42,195 km), 100 km e reve-
zamento em rua; nessas provas, de acordo com Rojo et al. (2017), vêm 
aumentando o número de provas e de praticantes, observando a ampliação 
das corridas de rua e a presença de diversos perfis de corredores.
Figura 7.4 – Circuito de prova de rua
Fonte: Stock.adobe.com/Vladislav Gajic
O destaque nas corridas de rua vai para a meia-maratona, que é uma 
corrida com distância de aproximadamente 21,1 km, que é uma prova de 
resistência, mais adequada aos corredores comuns que a maratona, provo-
cando menos fadiga muscular; bem como para a maratona, que se assume 
a uma corrida realizada na distância de 42,195 km, uma prova longa e 
desgastante (CORTINHAS, 2016; WORLD ATHLETICS, 2021). Nos 
quadros 7.3 e 7.4, encontramos os recordes olímpicos na maratona e os 
recordes mundiais de corrida de rua.
– 109 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Quadro 7.3 – Recordistas de maratona nos Jogos Olímpicos
CATEGORIA PROVA ATLETA/PAÍS MARCA DATA LOCAL
Masculino Maratona Samuel Kamau Wanjiru 2:06.32 24/08/2008 Beijing, CHN
Feminino Maratona Tiki Gelana 2:23.07 05/08/2012 London, GBR
Fonte: CBAt (2021).
Quadro 7.4 – Recordistas mundiais de corrida de rua
CATEGORIA PROVA ATLETA MARCA DATA LOCAL
Masculino
Corrida de 
Rua 5 km Joshua Cheptegei 12.51 16/08/2020
Monaco, 
MON
Corrida de 
Rua 10 km Rhonex Kipruto 26.24 12/02/2020
Valencia, 
ESP
Corrida de 
Rua 15 km
Leonard Patrick 
Komon 41.13 21/11/2010
Nijmegen, 
NED
Corrida de 
Rua 20 km Zersenay Tadese 55.21 21/03/2010
Lisboa, 
POR
Corrida de 
Rua 25 km
Dennis Kipruto 
Kimetto 1:11.18 06/05/2012
Berlin, 
GER
Feminino
Corrida de 
Rua 5 km Beatrice Chepkoech 14.43 14/02/2021
Monaco, 
MON
Corrida de 
Rua 10 km Joyciline Jepkosgei 29.43 09/09/2017 Praha, CZE
Corrida de 
Rua 15 km
Florence Jebet 
Kiplagat 46.14 15/02/2015
Barcelona, 
ESP
Corrida de 
Rua 20 km
Florence Jebet 
Kiplagat 1:01.54 15/02/2014
Barcelona, 
ESP
Corrida de 
Rua 25 km Mary Keitany 1:19.53 09/05/2010
Berlin, 
GER
Corrida de 
Rua 30 km Mizuki Noguchi 1:38.49 25/09/2005
Berlin, 
GER
Fonte: CBAt (2021).
7.2.1.2 Corrida de montanha e trilha 
A corrida de montanha, segundo a CBAt (2021), apresenta algumas 
exceções, visto que são realizadas em uma superfície pavimentada apenas 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 110 –
quando há grandes mudanças de altitude no percurso. O corredor deve pla-
nejar seus treinos em superfícies instáveis na areia e em descidas, assim 
como subidas e treinos de força utilizando distâncias diversas (WORLD 
MOUNTAIN RUNNING ASSOCIATION, 2021).
Na técnica da corrida de trilha, o atleta deve superar seus limites, 
tendo a confiança no seu treinamento para o sucesso na prova, segundo 
Barrios (2009), o corredor deve focalizar a trilha, antevendo o percurso, 
visualizando o terreno à frente para descobrir o melhor ponto de aterrisa-
gem, evitando tropeços no trajeto. Na corrida de descida, o corredor deve 
olhar à frente na trilha, devido ao aumento de velocidade e poderá reagir 
mais rapidamente a qualquer imprevisto, já que a diminuição da passada 
poderá ajudá-lo a ganhar ímpeto.
Figura 7.5 – Corrida em trilha
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
Sobre o equilíbrio na prova, Barrios (2009) aponta que os braços 
devem ser mantidos longe do corpo e levantados, para ajudar no equi-
líbrio, além de deixar em prontidão as mãos para possíveis quedas. Nas 
quedas nessa prova o atleta precisa rolar à frente, não protegendo com os 
– 111 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
pulsos, e cobrir a cabeça em uma caída grande. A largura da passada deve 
ser aumentada à medida que se aumenta a velocidade, pois ao manter o 
ritmo da prova, mais rápido ganhara ímpeto. Contudo, ao correr em acli-
ves, o atleta precisa diminuir o seu passo e encurtar a passada.
7.2.2 Cross-country 
Na corrida de cross-country, o corredor percorre distâncias longas ao 
ar livre, dentro do terreno acidentado em que a prova é realizada, podendo 
ter obstáculos naturais, como subida e descida com diferentes inclinações, 
onde os atletas utilizam a técnica de prova de fundo do atletismo, adap-
tando ao percurso acidentado da prova (WORLD ATHETICS, 2021).
Figura 7.6 – Prova infantil de Cross-Country
Fonte: Stock.adobe.com/h368k742
Teoria Fundamental do Atletismo
– 112 –
7.3 Regulamentação 
7.3.1 Pedestrianismo 
Para as provas de corrida de rua, a CBAt (2021) orienta que as cor-
ridas devem ser realizadas em distâncias padrão, com pontos de largada 
e chegada, medidos por uma linha reta teórica, entre eles, não sendo 
separada um do outro e que tenha mais que 50% da distância da prova. 
E nas provas de corrida de cross-country, corrida de montanha e corrida 
de trilha há uma dificuldade de legislar a padronização internacional, 
assim, deve-se aceitar as diferenças entre as provas, devido as carac-
terísticas naturais dos locais onde a prova porventura ocorra (WORLD 
ATLHETICS, 2021).
7.3.1.1 Corrida de rua 
As competições de corrida de rua terão o seu percurso, segundo 
CBAt (2021), em ruas pavimentastes, com o percurso devidamente mar-
cado, podendo a largada e a chegada acontecer no estádio; as provas 
serão medidas ao longo da rota mais curta possível, onde o atleta poderá 
seguir dentro do espaço permitido dentro da corrida, com o compri-
mento do percurso não sendo menor que a distância oficial da prova. No 
percurso, a distância em quilômetros será apresentada a todos os atletas 
(CBAt, 2021).
O início da prova de corrida de rua terá a largada por um disparo 
de uma arma e para iniciar a corrida acima de 400 m será utilizado o 
comando: “às suas marcas”, como procedimento, o árbitro de partida veri-
ficará que não há atletas com o pé tocando a linha de saída e após dará 
a largada da prova. Em corridas com muitos atletas, haverá um aviso de 
cinco minutos, três minutos e um minuto para início da largada.
A segurança de todos os envolvidos na prova de corrida de rua 
será assegurada pela organização do evento, que deverá disponibilizar 
postos de água e bebidas na largada e na chegada da corrida, bem como 
água a intervalos distintos de aproximadamente 5 km, em provas de 
10 km, os atletas também poderão pegar outras bebidas, além da água 
(CBAt, 2021).
– 113 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
7.3.1.2 Corrida de montanha e trilha 
Nas corridas de montanha e trilha, o percurso poderá acontecer, de 
acordo com a CBAt (2021), em terrenos naturais, como: areia, estrada de 
terra, caminho florestais etc., e nos tipos diversos de ambientes, como: 
montanhas, florestas, planícies, desertos etc. Essas corridas acontecem em 
superfícies off-road (fora da estrada), podendo ter seções pavimentadas 
para ligar as trilhas, desde que com redução mínima do percurso.
As corridas em montanha possuem algumas exceções que podem 
ser realizadas numa superfície pavimentada devido a grandes mudanças 
de altitude no percurso. A marcação do percurso será de forma que o 
atleta não precise utilizar nenhuma habilidade de navegação e são divi-
didas em corridas “com subidas” e “com descidas”. Agora, nas corridas 
de trilha, não há limites em ganho ou perda de distância ou altitude, 
com o percurso sendo representado pela descoberta lógica da região 
(CBAt, 2021).
Figura 7.7 – Corredores superando os obstáculos da prova de corrida em trilha
Fonte: Stock.adobe.com/pavel1964
Teoria Fundamental do Atletismo
– 114 –
As corridas de montanha e trilha possuem largadas em massa, sendo 
os corredores separados por gênero ou categorias de idade. Os organiza-
dores dessas provas devem assegurar a segurança de todos os envolvidos 
na competição, respeitando as condições da região (alta altitude, mudan-
ças climáticas e infraestrutura disponível), respeitando o meio ambiente 
no planejamento do percurso (CBAt, 2021).
Figura 7.8 – Prova de corrida de montanha
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
A participação, nessas provas, não necessita de uma técnica especí-
fica, segundo CBAt (2021),nem uso de equipamentos específicos, mas 
os atletas podem utilizar bastões de caminhada ou equipamentos reco-
mendados pela organização do evento. Podemos conferir os regulamentos 
específicos para a realização da prova no quadro 7.3.
– 115 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Quadro 7.3 – Regulamento para uma prova de corrida de montanha ou trilha
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en
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Regulamentos específicos da corrida de montanha e trilha
Detalhes do organizador responsá-
vel (nome, detalhes de contato);
Programa da corrida;
Informações detalhadas sobre as características téc-
nicas da corrida: distância total, subida/descida total, 
descrição das principais dificuldades da pista;
Mapa detalhado do percurso;
Um perfil detalhado do percurso;
Critérios de medição do percurso;
Localização dos postos de controle e pos-
tos médicos (se aplicável);
Equipamento permitido, recomen-
dado ou obrigatório (se aplicável);
Regras de segurança a serem seguidas;
Penalidades e regras de desqualificação;
Limite de tempo e barreiras de corte (se aplicável).
Fonte: elaborado de acordo com as regras da CBAt (2021).
A largada da prova de corrida de montanha e de trilha será por 
um disparo de uma arma e o comando para iniciar a corrida acima de 
400 m será a frase: “às suas marcas”, como procedimento, o árbitro de 
partida verificará que não há atletas com o pé tocando a linha de saída 
e após dará a largada à prova. Em corridas com muitos atletas, terão 
avisos de cinco minutos, três minutos e um minuto para início da lar-
gada e uma contagem regressiva de 10 segundos para o início também 
pode ser dada CBAt (2021).
As corridas de trilha são classificadas por “esforço-km”, segundo 
CBAt (2021), que é a soma da distância em quilômetros e um centésimo 
do ganho vertical expresso em metros (por exemplo, o esforço-km de uma 
corrida de 55 km e 4.500 m de subida é: 55 + 4.500/100 = 100), assim as 
corridas são classificadas da seguinte forma:
Teoria Fundamental do Atletismo
– 116 –
Quadro 7.4 – Classificação de corridas de trilha por esforço-km
Categoria Esforço-km
XXS 0 -24
XS 25 – 44
S 45 – 74
M 75 – 114
L 115 – 154
XL 155 – 209
XXL 210 +
Fonte: CBAt (2021).
As corridas de trilha nos campeonatos mundiais se baseiam nas 
seguintes categorias: curtas (S), onde a distância fica entre 35 km e 45 km, 
e longas (L), na qual que a distância fica entre 75 km e 85 km. As com-
petições se baseiam na autossuficiência do atleta, que serão autônomos 
entre as estações de auxílio, como equipamentos, comunicações, comida 
e bebida (CBAt, 2021).
As corridas de montanha possuem uma disposição específica para a 
prova, conforme informa o quadro 7.5.
Quadro 7.5 – Classificação da corrida de montanha adulto
Prova Categoria Distância
Subida 
clássica
(Classic 
uphill)
Feminino e 
Masculino
10 km a 12 km.Subida e 
descida 
clássicas
(Classic up 
and down)
Vertical (Vertical) 1.000 m de elevação.
Longa 
distância
(Long 
distance)
Não ultrapassar 42,2 km 
e 2.000 m de subida.
Revezamentos (Relays) Qualquer combinação de percurso ou equipe será possível.
Fonte: elaborado de acordo com as regras da CBAt (2021).
– 117 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Água e outros bebidas serão disponibilizados nas áreas de largada e 
chegada. Terão estações adicionais de bebidas e esponjas que serão pro-
videnciadas em lugares apropriados ao longo do percurso CBAt (2021).
7.3.2 Cross-country 
Em campeonatos mundiais de cross-country, as distâncias de provas 
da modalidade adulto são de 10 km, no masculino e no feminino, podendo 
utilizar distâncias similares para as competições internacionais e nacionais 
(CBAt, 2021). O percurso de cross-country descrito na regra será proje-
tado numa área aberta ou em bosque coberto com obstáculos naturais utili-
zados na construção do percurso para os atletas, a área deve ser ampla para 
acomodar o percurso e as estruturas utilizadas na prova (CBAt, 2021).
A demarcação do percurso, segundo a CBAt (2021), será feita por 
fita fixa nos dois lados, tendo ao longo do percurso um corredor com 1 
m de largura, cercado na sua parte externa para acomodar os oficiais da 
organização e imprensa, assim como a área de aquecimento, a câmara de 
chamada e a área de chegada.
No cross-country, de acordo com a CBAt (2021), a largada será ini-
ciada pelo disparo de uma arma, o comando para iniciar a corrida acima de 
400 m será a frase: “às suas marcas”, como procedimento, o árbitro de par-
tida verificará que não há atletas com o pé tocando a linha de saída e após 
dará a largada à prova. Em corridas com muitos atletas, haverá avisos de 
cinco minutos, três minutos e um minuto, informando o início da largada.
Figura 7.9 – Atletas aguardando o tiro para saída de uma corrida de cross-country
Fonte: Stock.adobe.com/Michael Flippo
Teoria Fundamental do Atletismo
– 118 –
A segurança de todos os envolvidos na prova de cross-country será asse-
gurada pela organização do evento, que deve disponibilizar postos de bebidas 
na largada e na chegada da corrida, bem como estação de bebidas e esponjas 
devem ser oferecidas em todas as voltas da competição (CBAt, 2021).
Síntese 
O pedestrianismo no atletismo engloba as corridas de rua, as corri-
das de campo e as corridas de montanha. A corrida de rua é uma prova 
que vem crescendo bastante por ter provas e distâncias diferenciadas, que 
abrangem um público diverso. Há também as provas longas, como a meia-
-maratona, que é uma corrida de rua de 13,1094 milhas (21,0975 km) e a 
maratona, com 26 milhas e 385 jardas (42,195 km). As corridas de rua são 
grandes eventos, que acontecem durante o ano e em datas comemorativas 
e a maratona historicamente termina dentro do estádio principal.
A corrida de montanha possui a filosofia do tempo, em que o objetivo 
é terminar o caminho definido o mais rápido possível, acontecendo em dis-
tância, subida, descida e terreno, variando de sprints curtos a longas cami-
nhadas de várias horas, e há percursos que se adaptam a todas as habilidades 
dos participantes. Já a corrida de trilha ocorre em diferentes tipos de terre-
nos off-road naturais, como: areia, estradas de terra, caminhos florestais, 
trilhas simples, trilhas de neve etc. e em vários tipos de ambientes, como 
montanhas, florestas, planícies, desertos etc. No cross-country, as corridas 
são tanto para equipes quanto individuais, e são disputadas em campos 
de grama ou floresta, podendo incluir trechos de caminhos de cascalho, 
estradas e colinas. 
Atividades 
1. Descreva os principais regulamentos que devem ser levados em 
consideração para a realização da prova de corrida de montanha 
e de trilha.
2. Nos campeonatos mundiais de corrida de montanha, as pro-
vas se baseiam em categorias de provas curtas e provas longas. 
– 119 –
Pedestrianismo e Cross-Country 
Comente sobre as classificações, assim como as distâncias per-
corridas nessas duas categorias.
3. A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é a entidade res-
ponsável pela organização e a aplicação das regras no atletismo. 
Sabendo disso, descreva o percurso de uma prova de cross-country.
4. As corridas de natureza exigem dos atletas habilidade durante 
a prova, tendo que antecipar os seus movimentos no percurso. 
Contudo, na corrida de trilha, o percurso traz obstáculos natu-
rais, assim, o atleta deve ficar atento no trajeto. Como o atleta 
na prova de corrida de trilha deve se portar durante o percurso?
8
Brincando de atletismo 
e diferentes práticas 
8.1 Princípios fundamentais 
No atletismo a iniciação esportiva tem como objetivo levar 
a criança ao aprendizado das técnicas motoras básicas da moda-
lidade, e assim alcançar um determinado rendimento de acordo 
com a sua idade oportunizando a pluralidade de movimentos 
com principal foco no desenvolvimento motor sem qualquer pre-
tensão de rendimento técnico (MARTINS et al., 2014).
Entretanto, o miniatletismo proporciona às crianças a opor-
tunidade de competir e de se comparar comoutras crianças. 
Nessa modalidade, as habilidades motoras de corrida, de saltos, 
com lançamentos e arremessos, seguem técnicas dos movimen-
tos e características que devem ser respeitadas. (HUBER, 2014; 
CBAt, 2021).
O miniatletismo, de acordo com Gozzolli et al. (2011), é 
uma alternativa ao ensino do atletismo por seu caráter de aven-
tura e, a busca pela interação social e a promoção da saúde, são 
objetivos na realização do evento. É adaptável a diversos fatores, 
como o espaço físico, os participantes e os materiais.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 122 –
É um projeto da Associação Internacional das Federações de Atletismo 
(IAAF) em conjunto com especialistas no desenvolvimento de uma forma 
adequada para se trabalhar o atletismo e com a ideia de torná-lo mais atraente 
para despertar mais interesse em sua prática (GOZZOLLI et al., 2011).
8.2 Especificidade técnica do miniatletismo 
8.2.1 Jogos pré-desportivos de atletismo 
O desenvolvimento da modalidade atletismo, de acordo com Gomes, 
Matthiesen e Ginciene (2011), é feita por meio de jogos pré-desportivos 
e envolve as habilidades motoras de correr, saltar, marchar, lançar e arre-
messar. Assim, os conteúdos da Educação Física vão em busca de obje-
tivos propostos dentro do seu cronograma de ensino, em que os alunos 
devem vivenciar e ampliar o seu repertório motor por meio de jogos, pro-
porcionando uma melhora no desempenho motor (GOULART, 2018).
Figura 8.1 – Grupo de meninas aprendendo a correr
Grupo de crianças correndo na pista de atletismo.
Fonte: Stock.adobe.com/natasnow
– 123 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
Na prática do jogo os alunos terão alguma dificuldade na execução 
de algum determinado gesto motor. Essa prática, por meio dos jogos pré-
-desportivos, leva o aluno a ampliar suas habilidades e competências evo-
luindo conforme o quadro onde se destaca a importância, as funções da sua 
utilização e a exemplificação na aplicação em aulas (GOULART, 2018). O 
miniatletismo possui uma preparação multilateral que conduz sistematica-
mente ao caminho das ações específicas executadas na modalidade, pois 
somente por meio da formação multilateral dos hábitos e das capacidades 
motoras que sustentam, as células nervosas e musculares estabelecerão a 
especialização do esporte (MARTINS et al, 2014).
Figura 8.2 – Importância e funções da aplicabilidade dos jogos pré-desportivos
Aplicação dos diversos 
tipos de jogos nas aulas de 
Educação Física
Jogos pré-desportivos: 
principal mecanismo 
deste processo
Desenvolvimento pleno 
e alcance de objetivos 
específicos
Desenvolvimento 
dos eixos temáticos, 
aspectos psicomotores, 
cognitivos e afetivos
Adaptação ao 
esporte escolar
Habilidades 
manipulativas, 
estabilizadoras 
e locomotaras 
específicas
Aspectos táticos 
(noção defensiva e 
ofensiva)
Conhecer e 
vivenciar as regras 
básicas
Fonte: adaptada de Goulart (2018).
Os jogos pré-desportivos no atletismo precisam ter como foco o estí-
mulo motor para desenvolver fundamentos como: as corridas, os saltos, 
os lançamentos e o arremesso. Por exemplo, utilizar os exercícios de sal-
tos a partir do movimento básico e apresentar ao aluno as diferenças no 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 124 –
fundamento que está executando e suas diferenças motoras específicas, 
utilizando movimentos básicos das modalidades esportivas no desenvol-
vimento do esporte específico (ROJAS, 2017).
8.2.2 Materiais alternativos no miniatletismo 
O ensino do atletismo, segundo Matthiesen (2014) e Matthiesen et al. 
(2018), esbarra no espaço físico e nos materiais e implementos para a prá-
tica, que muitas vezes não são oficiais e materiais alternativos e adaptados 
são usados no lugar. A realização das provas de pista sem a estrutura física 
precisa de adaptações que propiciem o ensino. Por isso, na aprendizagem, 
podemos realizar uma série de adequações na adaptação dos implementos 
do atletismo por materiais alternativos e adaptados.
 Matthiesen (2014) e Matthiesen et al. (2018), apresentam um kit 
para a construção e a adaptação de materiais para o ensino do atletismo 
na escola, no campo, na praia, ou onde houver espaço para treinamentos, 
conforme o quadro 8.1.
Quadro 8.1 – Kit de materiais adaptados para o trabalho de atletismo
Quantidade Material
12
Arcos de PVC tubular, reforçados por junção plástica, 
tipo bambolê, 68 cm e meia polegada de espessura, em 
cores variadas.
15 Bastões de madeira com 1,20 metro, revestidos (tipo cabo de vassoura).
4 Cordas elásticas com 8 metros.
10 Cones plásticos de sinalização, com 38 cm, cores variadas.
15 Bolas de borracha, n. 3 tipo tênis com cores variadas.
15 Bolas de borracha, n. 6 tipo tênis com cores variadas.
1 Caixa plástica com capacidade 50 litros para transporte.
1 Trena de 50 metros.
1 Bloco de partida em aço e PVC com armação em aço e apoios em PVC.
– 125 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
Quantidade Material
10 Barreirinhas em PVC com altura em 38, 46 e 53 cm para treinamento.
5 Pelotas em couro ou outro material de 250 g.
2 Dardos em bambu com peso de 400 e 500 g.
10 Bastões para revezamento em plástico e colorido.
5 Discos em PVC com 350 g.
5 Martelos em PVC com 500 g.
5 Pesos em PVC com 1 kg.
Fonte: Matthiesen (2014).
Figura 8.3 – Minibarreiras para trabalhar saltos
Miniobstáculos amarelos consecutivos para os corredores realizarem exercícios 
esportivos durante a prática de velocidade e agilidade.
Fonte: Stock.adobe.com/coachwood
As orientações para a utilização dos materiais no miniatletismo, con-
forme Matthiesen et al. (2018), é que sejam usados materiais alternativos 
(recicláveis) que respeitem as características dos materiais oficiais. Gar-
rafas PET, cabos de vassoura, pedaços de cano de PVC e pneus usados 
são de baixo custo e de fácil acesso. No quadro 8.2 seguem os materiais 
alternativos correlacionados às provas no miniatletismo.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 126 –
Figura 8.4 – Uma criança efetuando o lançamento do dardo
Criança preparando-se para lançar um dardo com o formato de foguetinho.
Fonte: Stock.adobe.com/Anchalee
Quadro 8.2 – Materiais alternativos utilizados no miniatletismo
Material alternativo Material utilizado Provas
Barreiras e bastões 
de revezamento
Ripas de madeira, canos de PVC, 
cordas, bambolês, cones de sinalização Corridas
Materiais 
diversificados 
para corridas
Boné, fita de cetim, garrafas 
PET, cones de sinalização Corridas
Dardos e minidardo Bambu, cabos de vassoura, garrafa PET Lançamentos
Disco Mangueiras de jardim, pratos de plásticos, cortiça, papelão Lançamentos
Martelo e socobol Bolas de futebol, sacos plásticos, bomba de caixa d`água Lançamentos
Pelotas e bolas 
de peso
Meias, pedaços de tecido, bolas de 
tênis, areia, bolinhas de jornal
Lançamentos 
e arremessos
– 127 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
Material alternativo Material utilizado Provas
Salto em distância 
e salto em altura
Canos de PVC, elástico, cordas, 
bambolês, ripas de madeira Saltos
Salto com vara Bambu, colchões usados, pneus de carro Saltos
Fonte: Matthiesen et al. (2018).
8.2.3 Miniatletismo 
O desenvolvimento do miniatletismo tem o objetivo, segundo Goz-
zolli et al. (2011), de ampliar e promover a prática do atletismo, onde os 
participantes vivenciam atividades básicas, como: velocidade, corridas de 
resistência, saltos, arremessos e lançamentos, o que para muitas crian-
ças é vivenciar pela primeira vez novas formas de movimentos básicos 
e variados. Conforme Rojas (2017), o miniatletismo propicia que muitas 
crianças sejam ativas por meio de movimentos básicos e variados, e há a 
exigência motora que promove a saúde, a interação social e o sentimento 
de aventura.
Figura 8.5 – Corrida de resistência do grupo III
Crianças de 11 e 12 anos participando da prova de Corrida de Resistência de 1000 metros.
Fonte: Stock.adobe.com/pavel1964
Teoria Fundamental do Atletismo
– 128 –
Segundo Gozzolli et al. (2011) e CBAt (2021), na organização do 
miniatletismoe os objetivos desenvolvidos, as crianças participantes se 
deparam com a promoção da saúde, da interação social e das atividades 
em formato de aventura. O trabalho em equipe no miniatletismo é primor-
dial para o desenvolvimento, pois cada participante da equipe irá contri-
buir com suas habilidades e competências nas atividades propostas. As 
equipes devem ser mistas e compostas por até 5 meninas e 5 meninos, 
separados por grupos de idade, conforme mostra o quadro 8.3.
Quadro 8.3 – Faixa etária e programa de atividades
Grupos Faixa etária Programa de atividades
Grupo I 7 e 8 anos de idade
Atividades desenvolvidas em equipes.
Podem competir várias vezes 
nos grupos de atividades.
A organização da prova é por 
rodízio, cada criança retorna 
às estações iniciais.
Em cada estação o participante terá 
1 minuto para realizar as ativida-
des. Cada equipe com 10 crianças.
Grupo II 9 e 10 anos de idade
Grupo III 11 e 12 anos de idade
Realizam provas de reveza-
mento ou individuais, com gru-
pos separados igualmente.
Podem competir várias vezes 
nos grupos de atividades.
A organização da prova é por 
rodízio, cada criança retorna 
às estações iniciais.
Em cada estação o participante 
terá 1 minuto para realizar as ati-
vidades. 10 crianças por equipe.
Fonte: Gozzolli et al. (2011).
– 129 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
Figura 8.6 – Corridas com barreiras para o grupo III
Corridas com barreiras feminino com crianças de 11 a 12 anos.
Fonte: Stock.adobe.com/Rafael Ben-Ari
As crianças no miniatletismo, de acordo com Gozzolli et al. (2011), 
são organizadas em grupos diferentes no evento. Há propostas de provas 
para os três grupos etários e séries completas de provas ou não, sendo rea-
lizadas durante diferentes eventos, conforme apresentado no quadro 8.4.
Quadro 8.4 – Cronograma de provas no miniatletismo
Grupos I II III
Idade 7-8 anos
9-10 
anos
11-12 
anos
Provas de corridas / Velocidade
Velocidade/Barreiras: corrida em slalom X X
Fórmula em curva: corrida de velo-
cidade e barreiras X
Fórmula em curva: revezamento em velocidade X
Velocidade / Slalom X X
Barreiras X
Teoria Fundamental do Atletismo
– 130 –
Grupos I II III
Idade 7-8 anos
9-10 
anos
11-12 
anos
Fórmula Um (velocidade – bar-
reiras e corridas slalom) X X
Corrida de resistência de 8 minutos X X
Corrida de resistência progressiva X X
Corrida de resistência de 1000 m X
Provas de saltos 
Salto em distância com vara X X
Salto em distância com vara em um buraco de areia X
Salto com corda X
Salto triplo com corrida curta X
Salto agachado para frente X X
Salto cruzado X X X
Salto em distância com corrida curta X
Corrida em escada X X
Salto triplo dentro de área limitada X X X
Salto em distância exato X X
Provas de lançamentos e arremessos
Tiro ao alvo X X
Lançamento de dardo para adolescentes X
Lançamento de dardo para crianças X X X
Lançamento ajoelhado X X X
Lançamento do disco para adolescentes X
Lançamento para trás sobre a cabeça X X
Lançamento rotacional X X
Total de provas 11 16 19
Fonte: Gozzolli et al. (2011).
– 131 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
Figura 8.7 – Festival de miniatletismo, Velocidade/Barreiras: corrida de barreiras 
para o grupo I
Fonte: Stock.adobe.com/Don Mason/Blend Images
A organização do miniatletismo, seus materiais, os equipamentos, o 
espaço e a duração, conforme Gozzolli et al. (2011) e CBAt (2021), são 
necessários para a realização da modalidade. Também podem ser usados 
materiais alternativos. A área disponível para a realização deve ser de 60 
m X 40 m com um limite de tempo definido e nove equipes com dez mem-
bros cada. O tempo de duração deverá ser de até 2 horas.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 132 –
Figura 8.8 – Corrida de resistência de 8 minutos para o grupo I
Crianças de 8 anos participando do festival de mini atletismo na corrida de resistência de 
8 minutos.
Fonte: Stock.adobe.com/famveldman
 Saiba mais
Saiba mais sobre o miniatletismo
Para saber mais sobre o miniatletismo, acesse: <https://
www.miniatletismo.com.br/> e conheça o projeto desen-
volvido para crianças com atividades lúdicas de acordo 
com suas habilidades e competências.
8.3 Regulamentação 
O festival de miniatletismo mesmo com seu objetivo principal de pro-
piciar que muitas crianças sejam ativas por meio de movimentos básicos e 
– 133 –
Brincando de atletismo e diferentes práticas 
variados com exigência motora, segundo Gozzolli et al. (2011) e ROJAS 
(2017), possui também um espírito de competição, as nove equipes com 
dez membros cada, competem entre si, pontuando em cada prova.
O sistema de pontuação do miniatletismo é muito simples e não 
exige qualquer conhecimento referente às regras do atletismo. De 
acordo com Gozzolli et al. (2011), o sistema de pontuação se baseia 
nas seguintes orientações:
 2 a máxima pontuação depende da quantidade de equipes compe-
tindo por faixa etária;
 2 finalizando a atividade, o resultado dela é computado no placar;
 2 possuindo duas equipes com um resultado igual, estas terão a 
mesma pontuação naquela posição e a equipe seguinte será ran-
queada na posição seguinte correspondendo ao nível das equipes;
 2 a equipe será considerada vencedora se obter o maior número de 
pontos no fim de todas as atividades.
As pontuações nas provas de corrida serão registradas pelo tempo 
correspondente ao resultado obtido. Nas provas individuais do grupo III 
(11 e 12 anos), o tempo será registrado ao resultado da equipe. Já na pon-
tuação das provas de campo, os saltos e os lançamentos, o participante irá 
competir em todas as provas com um número de tentativas e a soma dos 
melhores resultados individuais será anotada como resultado da equipe 
naquele grupo de atividade. Depois de cada prova, a pontuação final será 
computada dentro de um placar de resultados, após o recolhimento das 
súmulas de cada estação (GOZZOLLI et al., 2011).
Síntese 
O miniatletismo tem como proposta desenvolver o atletismo para 
crianças de 7 anos a 12 anos de idade. É dividido em três grupos, e as 
atividades irão contemplar componentes de aptidão física e seus funda-
mentos técnicos em cima de suas habilidades e competências. A estrutura 
e a organização podem ser ajustadas de acordo com o espaço em que ele 
será desenvolvido, e com flexibilidade.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 134 –
Assim, o programa do miniatletismo se baseia em atividades voltadas 
para crianças e tem como objetivo despertar o interesse na prática do atle-
tismo. Os eventos e a sua organização darão condições às crianças de des-
cobrirem atividades básicas, como a velocidade, as corridas de resistência, 
os saltos, os arremessos e os lançamentos em qualquer lugar em que seja 
desenvolvido (estádio, playground, ginásio etc.). Os jogos do miniatle-
tismo darão às crianças a oportunidade de vivenciar a prática do esporte, 
ganhando com isso sua saúde, a educação e a autossatisfação.
Atividades 
1. A modalidade atletismo possui em seus eventos a organiza-
ção de forma lúdica do miniatletismo. Descreva o objetivo do 
miniatletismo.
2. Na organização do miniatletismo, as crianças são separadas 
por grupos e executam um programa de tarefas. Explique como 
funciona no miniatletismo essa separação de grupos e o pro-
grama de tarefas.
3. O professor Carlos, do projeto Segundo Tempo de Vitória – ES, 
deixou de trabalhar o miniatletismo por não ter material ade-
quado para a prática, assim, os alunos do projeto não vivencia-
ram essa modalidade. Nesse caso, descreva as possibilidades de 
materiais que o professor Carlos poderia ter desenvolvido com 
seus alunos.
4. No planejamento das aulas de atletismo do projeto Correndo 
para o Sucesso para crianças de 7 a 12 anos de idade, o professor 
José escolheu o miniatletismo como conteúdo na iniciação dessa 
modalidade. Para as aulas de miniatletismo, descreva aquilo que 
o professor José deve ficar atento em seu planejamento.
9
Atletismo paralímpico 
9.1 Atletismo adaptado 
O esporte adaptado, segundo:Capraro e Souza (2017), 
International Paralympic Committee (2021), Vara e cidade 
(2020), se consolidou após o término da Segunda Guerra Mun-
dial, visto que muitos soldados haviam sido feridos em batalhas, 
aumentando assim a população de pessoas com deficiências físi-
cas consideravelmente. Porém, o médico Ludwing Guttamann, 
no hospital de Stoke Mandeville, na Inglaterra, proporcionou aos 
pacientes feridos em guerra a utilização do esporte durante a rea-
bilitação; e nas Olimpíadas de Londres, em 1948, aconteceu a 
apresentação de atletas ingleses nas disputas de tiro com arco e 
basquete de cadeira de rodas, fato que potencializou a prática de 
esportes por pessoas com deficiências. Foi grande a proporção de 
pessoas com deficiência que procuraram a reabilitação por meio 
do esporte, por esse motivo, uma competição similar aos Jogos 
Olímpicos foi idealizada; a primeira edição dos Jogos Paralímpi-
cos em Roma, 1960.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 136 –
O esporte adaptado possui como definição, de acordo com Vara e 
Cidade (2020), um conjunto de atividades esportivas que são destinadas 
às pessoas com algum tipo de deficiência, apesar das características pecu-
liares devido à dificuldade na classificação das lesões e das deficiências 
dos atletas nas diversas modalidades paralímpicas, é necessária a classifi-
cação para equilibrar os competidores dentro de suas classes (CAPRARO; 
SOUZA, 2017; IPC, 2021).
A organização do esporte paralímpico no Brasil fica a cargo do Comitê 
Paralímpico Brasileiro (CPB), promovendo o desenvolvimento do esporte 
de rendimento para pessoas com deficiência, assim como, capacitações 
técnicas e educação paralímpica. O Comitê Paralímpico Internacional é 
o órgão que representa o esporte paralímpico internacionalmente e tem o 
objetivo de desenvolver o paraesporte e defender a inclusão social, garan-
tir a realização e a organização bem-sucedidas dos Jogos Paralímpicos 
(INTERNATIONAL PARALYMPIC COMMITTEE, 2021; CPB, 2021).
Figura 9.1 – Atletas com deficiência nos membros inferiores que competem em 
cadeiras de rodas
 
Fonte: Leandro Neumann Ciuffo/CC BY 2.0.
– 137 –
Atletismo paralímpico 
Contudo, no atletismo adaptado, os competidores que participam nas 
competições apresentam os seguintes comprometimentos: diminuição da 
amplitude dos movimentos; a diminuição da força muscular; deficiência 
de membros; ataxia, atetose; espasticidade; hipotermia; diferença de com-
primentos de membros; deficiência visual e deficiência intelectual. E as 
condições técnicas para o desenvolvimento dos atletas são revistas conti-
nuamente as regras da modalidade (VERA; CIDADE, 2020).
Nas competições de atletismo paralímpico, as provas acontecem na 
pista (Track – T), no campo (Field – F) e na rua, que abrange a meia-ma-
ratona e a maratona, que são divididos em classes nas provas T 11 a T64, 
e F11 a F64, de acordo com o grau de deficiência constatado pela clas-
sificação funcional. Há provas em que o competidor poderá utilizar um 
atleta-guia com função de conduzi-lo durante a prova e este fica ao lado 
do competidor ligado por uma corda (CPB, 2021).
A estrutura do atletismo paraolímpico possui relatos, segundo Silva e 
Wincler (2019, p. 68), de que ocorreram competições de alunos das escolas 
de cegos, nos EUA, no ano de 1908, em provas de corrida e lançamento, 
como também há relatos da “Olímpiada do Aleijados”, com várias moda-
lidades, no ano de 1911. A inserção de provas de atletismo com pessoas 
com deficiências nos Jogos de Stoke Mandeville, em 1950, e sua inserção 
no programa dos Jogos paralímpicos em 1960, nessas duas edições prati-
cados por pessoas com lesão medular; e apenas nos Jogos de 2000 foram 
inseridos os atletas com deficiência intelectual, que posteriormente foram 
afastados devido a problemas de classificação, mas retornaram nos Jogos 
do Rio 2016 (CPB, 2021).
9.2 Dimensões pedagógicas do atletismo 
A prática esportiva do atletismo, de acordo com Rojas (2017), possui 
peculiaridades devido às especificidades tanto nas provas de pistas quanto 
nas de campo e rua. Nesse sentindo, a percepção e clareza em conhecer 
algumas possibilidades metodológicas para o ensino do atletismo apresenta 
o esporte por uma diversidade das valências físicas e as capacidades do ser 
humano, assim, o planejamento das atividades do atletismo adaptado poderá 
ser inserido em todas as fases, tendo metas e características diferentes.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 138 –
Figura 9.2 – Final da prova de velocidade feminino de 100 metros (T44)
 
Fonte:Sport the Library/Australian Paralympic Committee/CC BY-SA 3.0.
No atletismo, tanto na prática do rendimento, como no âmbito 
escolar, ou na sua prática como esporte de participação, são necessários 
embasamentos em estratégias didático-metodológicas de ensino para um 
melhor desenvolvimento de seus praticantes e, por isso, as orientações 
didático-pedagógicas para a prática de ensino do atletismo têm se apre-
sentado mediante a vivência de provas voltadas para o ensino de técnicas 
de corridas e saltos através de métodos procedimentais, visando o rendi-
mento esportivo (DO NASCIMENTO; TRIANI, 2020).
No atletismo adaptado, Rojas (2017) cita que a prática esportiva de 
lazer e rendimento para as pessoas com limitações possui características 
e regras específicas, e a participação de pessoas com deficiência em dife-
rentes tipos e graus de comprometimento é avaliada funcionalmente, para 
nivelamento das categorias que o atleta competirá, possibilitando igual-
dade nas provas. Entretanto, nesse processo didático-pedagógico para o 
ensino do atletismo adaptado é preciso criar estratégias adequadas para 
os participantes e nas orientações que irão nortear o planejamento, inte-
grando conceitos (o que deve saber), procedimentos (o que deve saber 
fazer) e atitudes (o que deve ser) no desenvolvimento do atletismo adap-
tado (MATTHIESEN, 2014).
– 139 –
Atletismo paralímpico 
Figura 9.3 – Prova de salto em distância
 
Fonte: Agência Brasil Fotografias/CC BY 2.0.
Nas provas para atletas com deficiência visual, deve-se atentar para 
alguns procedimentos básicos utilizados no processo de iniciação, como: 
fortalecimento da autoconfiança, desenvolvimento físico, psíquico e mental 
por meio da atividade física; melhora da orientação, locomoção e mobilidade 
e a ação do exercício físico que proporciona autoconfiança, melhorando o 
estado emocional e melhoria no desenvolvimento psicomotor, aprimorando o 
desenvolvimento do sistema respiratório (VERÍSSIMO; RAVACHE, 2006).
9.3 Dimensões técnicas do atletismo 
A classificação dos atletas paralímpicos, segundo Mello e Winckler 
(2012, p. 45), se caracteriza por um fator de nivelamento entre os aspectos 
da capacidade física e competitiva, inserindo as funcionalidades de movi-
mento ou as deficiências semelhantes em um grupo determinado, para que 
as habilidades ou inabilidades dos competidores assegurem a igualdade 
na competição.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 140 –
Por isso, a classificação esportiva é considerada no modelo atual, 
sendo dividida na classificação médica, para os atletas com deficiência 
visual, na classificação funcional, para os atletas com deficiência física 
que se baseia no volume de ação do atleta, e na classificação psicológica, 
para os atletas com deficiência intelectual, para isso, são feitas a análise o 
laudo do atleta e a verificação de critérios de elegibilidade, como apresen-
tado no quadro 9.1 (MELLO; WINCKLER, 2012, p. 46-48).
Quadro 9.1 – Classificação Esportiva Paralímpica
Classificação Avaliação Classes
Deficiên-
cia visual
Acuidade visual;
Fundoscopia;
Tomometria de 
aplanação;
Campo visual.
B1 – Nenhuma percepção 
luminosa em ambos os olhos 
até a percepção da luz;
B2 – Capacidade de reconhe-
cer a forma de uma mao até 
acuidade visual de 2/60 e ou 
campo visual inferior a 5 graus;
B3 – Acuidade visual de 2/60 
a 6/60 e o campo visual maior 
que 5 e menor que 20 graus.
Deficiên-
cia física
Avaliação médica;
Avaliaçãode força 
(teste de banco);
Testes de coorde-
nação e equilíbrio.
T 31 a T64;
F 31 a F 64.
Deficiência 
intelectual
Laudo feito por 
um psicólogo 
ou psiquiatra;
Análise por critério 
de elegibilidade.
T20;
F20.
Fonte: elaborado com base em Mello e Winckler (2012).
– 141 –
Atletismo paralímpico 
O sistema de Classificação do IPC tem o objetivo de fornecer uma 
estrutura de competição para pessoas com problemas de saúde que causem 
deficiências, que afetem o desempenho esportivo, garantindo uma competi-
ção justa; promove a participação no esporte de indivíduos com deficiência, 
fornecendo uma estrutura competitiva que minimiza o impacto dos tipos de 
deficiência elegíveis no resultado da competição; assim, garante que a com-
petição seja justa e igualitária, no atletismo paralímpico. Possui também um 
sistema que garante que a vitória seja determinada pela habilidade, prepa-
ração física, potência, resistência, capacidade tática e concentração mental, 
os mesmos fatores que são responsáveis pelo sucesso no esporte para defi-
cientes físicos (INTERNATIONAL PARALYMPIC COMMITTEE, 2021).
Assim, o processo de “classificação” objetiva minimizar o impacto das 
deficiências na modalidade e só ter a deficiência não é suficiente; o impacto no 
esporte deve ser comprovado, e os critérios de agrupamento dos atletas pelo 
grau de limitação da atividade decorrente do comprometimento são denomi-
nados por classes esportivas, e por meio da classificação, são determinados 
quais atletas são elegíveis para competir em um esporte e como os atletas são 
agrupados para a competição. Isso, até certo ponto, é semelhante a agrupar 
atletas por idade, sexo ou peso. A classificação é específica do esporte porque 
uma deficiência afeta a capacidade de desempenho em diferentes esportes, 
em uma extensão diferente. Como consequência, um atleta pode atender aos 
critérios em um esporte, mas pode não atender aos critérios de outro esporte 
(INTERNATIONAL PARALYMPIC COMMITTEE, 2021).
A classificação no paratletismo, de acordo com World ParaAthle-
tics, possui dois propósitos principais: determinar a elegibilidade do 
atleta – sistema que define quem é elegível para competir nas competições 
mundiais de atletismo paralímpico e a sua atribuição de classe esportiva 
– sistema descreve métodos para dividir os atletas elegíveis em classes 
esportivas com objetivo de que cada classe seja composta por atletas com 
deficiências que causem aproximadamente a mesma quantidade de limita-
ção de atividade nas principais disciplinas atléticas – corrida, corrida em 
cadeira de rodas, saltos e arremessos (INTERNATIONAL PARALYMPIC 
COMMITTEE, 2021; CPB, 2021).
No atletismo paralímpico, feminino e masculino são separados em 
classes esportivas, de acordo com sua funcionalidade, dentro da prática 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 142 –
esportiva para os atletas que apresentam deficiência física, deficiência 
visual e intelectual, esses participam das provas de pista, como: veloci-
dade, meio fundo, fundo e saltos, e de rua, como: maratona, e são identi-
ficados com a letra T (track) na sua classe, já os atletas que fazem provas 
de campo (arremesso, lançamentos) são identificados com a letra F (field) 
na sua classificação (CPB, 2021).
Tanto no feminino quanto no masculino ocorrem provas de corrida, 
saltos, lançamentos e arremesso como apresentado no quadro 9.2.
Quadro 9.2 – Provas oficiais de atletismo paralímpico 
Área Grupo Provas
Pista
Velocidades
100 m
200 m
400 m
4 x 400 m – Revezamento
4 x 100 m – Revezamento
Meio fundo
800 m
1.500 m
Fundo
5.000 m
10.000 m
Saltos
Salto em Distância
Salto em Altura
Salto Triplo
Rua
Maratona 42 km
Meia-maratona 21 km
Campo Arremesso e Lançamentos
Lançamento de disco e club
Lançamento de dardo
Arremesso de peso
Fonte: elaborado com base na CPB (2021).
Os competidores paralímpicos são classificados, de acordo com CPB 
(2021), em grupos com o mesmo grau de deficiência, constatado pela clas-
– 143 –
Atletismo paralímpico 
sificação funcional e são diferenciados por letras, a letra T (de track), para 
os atletas que disputam provas de pista (velocidade, meio fundo, fundo e 
saltos) e de rua (maratona), e a letra F (field), para os atletas que fazem 
provas de campo (arremesso, lançamentos), conforme o quadro 9.3, apre-
sentado abaixo.
Figura 9.4 – Prova masculina de 100 m
 
O ucraniano Ihor Tsvietov vence nos 100 m T35, nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Fonte: Agência Brasil Fotografias/CC BY 2.0.
Quadro 9.3 – Classes no atletismo
Grupo Classificação Funcional Deficiência
T | Track 
(pista)
T11 a T13 Deficiências visuais.
T20 Deficiências intelectuais.
T31 a T34
Deficiências de coordenação motora 
(hipertonia, ataxia e atetose) que 
competem em cadeira de rodas.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 144 –
Grupo Classificação Funcional Deficiência
T | Track 
(pista)
T35 a T38
Deficiências de coordenação 
motora (hipertonia, ataxia e ate-
tose) que competem em pé.
T40 e T41 Baixa estatura.
T42 a T44 Deficiência nos membros inferio-res que competem sem prótese.
T51 a T54 Deficiência nos membros inferiores que competem em cadeiras de rodas.
T61 a T64 Deficiência nos membros inferio-res que competem com prótese.
RR1 a RR3
Atletas com deficiência de coor-
denação severa (hipertonia, ataxia, 
atetose) que competem na petra.
F | Field 
(campo)
F11 a F13 Deficiência visual.
F20 Deficiência intelectual.
F31 a F34
Deficiências de coordenação motora 
(hipertonia, ataxia e atetose) que 
competem em cadeira de rodas.
F35 a F38
Deficiências de coordenação 
motora (hipertonia, ataxia e ate-
tose) que competem em pé.
F40 e F41 Baixa estatura.
F42 a F44 Deficiência nos membros inferio-res que competem sem prótese.
F45 e F46 Deficiência nos membros superiores.
F51 a F57 Deficiência nos membros inferiores que competem em cadeiras de rodas.
F61 a F64 Deficiência nos membros inferio-res que competem com prótese.
Fonte: elaborado com base na CPB (2021).
– 145 –
Atletismo paralímpico 
Figura 9.5 – Prova masculina de 5 mil metros rasos
O brasileiro Odair Santos, 35 anos, conquistou a primeira medalha brasileira nos Jogos 
Paralímpicos Rio 2016.
Fonte: Agência Brasil Fotografias/CC BY 2.0.
Os atletas com deficiência visual podem utilizar atletas-guia e de 
apoio, seguindo as regras que variam de acordo com a classe funcional, 
e nas provas de 5.000 m, de 10.000 m e na maratona, os atletas das clas-
ses T11 e T12 poderão ser auxiliados por até dois atletas-guia durante o 
percurso, e a troca é feita durante a disputa. Já no pódio, o atleta-guia que 
terminar a prova recebe medalha e o outro não (CPB, 2021).
O atleta-guia e o de apoio durante a competição na classificação T11 
irá correr ao lado do atleta-guia e usará um cordão de ligação, mas, no 
salto em distância, será auxiliado por um apoio. No T12, o atleta-guia e 
apoio, na prova salto são opcionais e T13 não poderá usar atleta-guia e 
nem ser auxiliado por um apoio no salto (CPB, 2021).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 146 –
Figura 9.6 – Prova de lançamento do Peso
Lançamento de peso no primeiro dia das provas de atletismo nos Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Fonte: Agência Brasil Fotografias/CC BY 2.0.
Os atletas paralímpicos, segundo International Paralympic Commit-
tee (2021), para que sejam elegíveis no atletismo, devem ter um tipo de 
deficiência elegível e a deficiência deve ser considerada grave o suficiente 
para ter um impacto no esporte de atletismo. Os Critérios Mínimos de 
Incapacidade (MDC) são descritos nas Regras e Regulamentos de Clas-
sificação Mundial do Paratletismo, com 10 tipos de deficiência elegíveis: 
oito deficiências físicas, bem como deficiência visual e deficiência intelec-
tual, de acordo com o quadro 9.4.
Quadro 9.4 – Critérios Mínimos de Incapacidade (MDC)
Deficiências Critérios
Potência 
muscular 
prejudicada
Atletas com potência muscular prejudicada têm uma 
condição de saúde que reduz ou elimina sua capacidade 
de contrair voluntariamente os músculos para se mover 
ou gerarforça. 
– 147 –
Atletismo paralímpico 
Deficiências Critérios
Potência 
muscular 
prejudicada
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que pode 
levar à diminuição da força muscular incluem lesão da 
medula espinhal (completa ou incompleta, tetra ou para-
plegia ou paraparesia), distrofia muscular, síndrome pós-
-pólio e espinha bífida.
Amplitude 
de movi-
mento passiva 
prejudicada 
Atletas com amplitude de movimento passiva prejudi-
cada têm uma restrição ou falta de movimento passivo 
em uma ou mais articulações. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar a amplitude de movimento passiva preju-
dicada incluem artrogripose e contratura resultante 
de imobilização crônica da articulação ou trauma que 
afeta uma articulação. 
Deficiência 
de membro 
Atletas com Deficiência de Membros têm ausência 
total ou parcial de ossos ou articulações como conse-
quência de trauma (por exemplo amputação traumá-
tica), doença (por exemplo amputação devido a câncer 
ósseo) ou deficiência congênita de membro (por exem-
plo dismelia). 
Diferença de 
comprimento 
de perna 
Atletas com diferença no comprimento das pernas têm 
uma diferença no comprimento das pernas como resul-
tado de um distúrbio no crescimento dos membros ou 
como resultado de um trauma. 
Baixa estatura
Atletas com baixa estatura apresentam comprimento 
reduzido nos ossos dos membros superiores, inferiores 
e / ou tronco. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar à baixa estatura incluem acondroplasia, 
disfunção do hormônio do crescimento e osteogênese 
imperfeita. 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 148 –
Deficiências Critérios
Hipertonia 
Atletas com hipertonia têm um aumento na tensão mus-
cular e uma redução na capacidade de um músculo se 
alongar, causada por danos ao sistema nervoso central. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar à hipertonia incluem paralisia cerebral, 
lesão cerebral traumática e acidente vascular cerebral. 
Ataxia 
Atletas com Ataxia apresentam movimentos descoorde-
nados causados por danos ao sistema nervoso central. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar à ataxia incluem paralisia cerebral, lesão 
cerebral traumática, acidente vascular cerebral e escle-
rose múltipla. 
Atetose
Atletas com atetose têm movimentos involuntários len-
tos e contínuos. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar à atetose incluem paralisia cerebral, lesão 
cerebral traumática e acidente vascular cerebral. 
Deficiên-
cia visual 
Atletas com deficiência visual têm visão reduzida ou 
nenhuma visão causada por danos à estrutura do olho, 
nervos óticos ou vias óticas ou córtex visual do cérebro. 
Exemplos de uma condição de saúde subjacente que 
pode levar ao comprometimento da visão incluem reti-
nite pigmentosa e retinopatia diabética. 
Deficiência 
intelectual 
Atletas com Deficiência Intelectual têm uma restrição 
no funcionamento intelectual e no comportamento 
adaptativo que afeta as habilidades adaptativas con-
ceituais, sociais e práticas necessárias para a vida coti-
diana. Esta deficiência deve estar presente antes dos 18 
anos. 
Fonte: elaborado com base na IPC (2021).
– 149 –
Atletismo paralímpico 
Síntese 
O esporte adaptado foi desenvolvido em meados da Segunda Guerra 
Mundial, onde pessoas com deficiência eram inseridas em programas de 
esporte para potencializar a recuperação. A primeira edição dos Jogos Paralím-
picos aconteceu em Roma no ano de 1960 e nesse evento as provas acontece-
ram para diversos tipos de comprometimentos físicos, mulheres e os homens. 
A classificação funcional constitui o nivelamento nos aspectos da capacidade 
física, visual e intelectual, colocando as deficiências num grupo específico, 
igualando a competição de atletas com diversas sequelas de deficiência.
A avaliação consiste em categorizar o atleta de acordo com a função 
do volume de ação, da capacidade de realizar movimentos, evidenciando 
potencialidades e aproximando os atletas conforme as condições de mobi-
lidade, equiparando funcionalmente a competição. O sistema de classifi-
cação funcional utiliza a letra T(track) precedida do número da classe do 
atleta, para indicar eventos de pista, e a Letra F (field) também precedida 
do número da classe, para indicar os eventos de campo.
Atividades 
1. Explique como funciona, em uma competição de atletismo para-
límpico, a divisão dos grupos, das provas e das classes.
2. O esporte adaptado a cada dia vem aumentando o número de 
adeptos, no início, em meados da Segunda Guerra Mundial, o 
esporte foi utilizado na recuperação de pessoas com deficiência. 
Sabendo disso, descreva como ocorreu o desenvolvimento do 
esporte adaptado e a inserção do atletismo adaptado.
3. Nas competições de atletismo paralímpico, os atletas passam por 
uma classificação que verifica o grau de acometimento do atleta 
e define sua classe. Explique como é feita a classificação espor-
tiva paralímpica para o competidor com deficiência visual.
4. No atletismo paralímpico, são feitas avaliações nos atletas com 
deficiência visual, deficiência física e deficiência intelectual. 
Explique o porquê de serem feitas avaliações nos competidores 
antes das provas nas competições.
10
Organização de 
competições e eventos 
10.1 Planejamento e organização 
de eventos esportivos 
No planejamento e organização de eventos esportivos, os 
meios que inspiram o desenvolvimento e a elaboração passam 
pelo planejamento do evento salientando a importância de pré-
vias definições estratégicas para a sua realização. Para que um 
evento esportivo seja bem-sucedido, é essencial que sejam reali-
zados os levantamentos das informações, as pesquisas e os estu-
dos de orçamento para analisar a possibilidade de viabilização. 
As federações esportivas desempenham um papel importante nas 
formas de competição dentro das categorias (mirim, menores, 
juvenis, sub-23, adulto e máster) que serão disputadas levando 
em conta as habilidades e a competência dos participantes, evi-
tando assim a especialização precoce nas categorias iniciais 
(ARENA; BÖHME, 2012; CBAt, 2017; NAKANE, 2017).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 152 –
A participação em competições destinadas às crianças e adolescentes 
tem como objetivo a periodicidade. A faixa etária adequada para o início 
regular e mais competitivo são aspectos a serem considerados e estudados 
pela Ciência do Esporte. Para os adultos devem ser analisados outros obje-
tivos específicos para a prática das competições (ARENA; BÖHME, 2012).
10.1.1 Escrevendo suas ideias: é uma 
oportunidade ou uma demanda 
A ideia base do evento esportivo, segundo Nakane (2017), se define 
em como é vista a sua criação, se é uma prova ou uma competição, com 
participação do público que almeja assistir atletas incríveis, quebra de 
recordes e superação, além da distribuição de brindes no decorrer do 
evento como entretenimento. O gestor deve ser criativo em sua realiza-
ção e manter a finalidade clara e determinada em seu conceito. É neces-
sário também que o gestor conheça a modalidade esportiva, o público 
participante do evento, a competição na sua realidade regional, estadual, 
nacional ou internacional e suas necessidades existentes para produzir, 
promover e auxiliar produtos, serviços e lugares relacionados ao evento 
esportivo (GIACOMELLI; HENKELMAN, 2012).
Figura 10.1 – Jovens atletas participam de uma corrida infantil
Fonte: Stock.adobe.com/pavel1964
Os eventos esportivos possuem o objetivo de promover entrete-
nimento e lazer, conscientizar e educar o público mobilizando novos e 
futuros atletas oportunizando o convívio com seus ídolos por meio de 
competições e da educação esportiva. Esses eventos têm formatos de cam-
– 153 –
Organização de competições e eventos 
peonatos, circuitos, copas, festivais, Grand Premium (GP), meeting, tor-
neios e troféus que podem ser realizados de forma funcional (com foco em 
uma única área) ou multifuncional (áreasdiversas em um mesmo evento) 
variando a localidade, o período de execução e o seu tipo de público 
(NAKANE, 2017).
No quadro 10.1, Melo Neto apresenta dicas no auxílio do processo 
criativo de um evento.
Quadro 10.1 – Processo criativo de um evento
Pontos de reflexão Regras básicas
Conceito Pense em um conceito de evento
Visão
Mude a sua visão de evento
Crie novas visões de evento
Objetivos Formule novos objetivos
Formas Pense em um conceito de evento
Possibilidades de realização Defina novas possibilida-des de realização do evento
Fonte: Melo Neto (2012).
A organização do evento deve ficar atenta às oportunidades nos pro-
cessos de busca (criação de um conceito novo) e descoberta da oportuni-
dade (a oportunidade existe e deve ser aproveitada) avaliando a ideia base 
do evento esportivo, do mais simples ao mais complexo, sendo necessário 
que a ideia tenha critério e seja analisada para possível execução, ou seja, 
uma demanda proposta de realização de evento esportivo por uma federa-
ção, confederação (NAKANE, 2017).
10.1.2 Execução e operacionalização 
do evento esportivo 
A operacionalização e execução, conforme Nakane (2017), dimensiona 
os eventos e estes podem ser classificados em relação ao seu público (even-
tos fechados com público-alvo definido ou eventos abertos para o grande 
público, podendo ser eventos abertos por adesão), a área de interesse (des-
Teoria Fundamental do Atletismo
– 154 –
portiva sendo qualquer evento do setor esportivo, lazer para entretenimento 
ao público e promocional na promoção de imagem ou apoio de marketing) 
e ao número de participantes (se é um microevento com até 50 participantes, 
pequeno com até 150 participantes, médio até 700 participantes, grande até 
5 mil participantes e megaevento acima de 5 mil participantes).
Não basta apenas uma boa ideia na dimensão do evento, mas sim 
análises para entender e verificar cada parte envolvida e a partir desses 
apontamentos, decidir a real viabilidade de sua realização (NAKANE, 
2017). Há a necessidade de uma metodologia (oito fases de preparação 
do evento) para facilitar a análise, destacando pontos essenciais de forma 
cautelosa, para que o organizador reveja o que foi descrito e se há a possi-
bilidade de inserir outros apontamentos (ZITTA, 2014).
Figura 10.2 – Fases de preparação de um evento
1˙ Avaliaçao 
da ideia do 
evento
2˙ Planejamento 
do evento
3˙ Organizaçao 
do planejamento 
pré-evento
4˙ Controle das 
atividades
5˙ Avaliaçao 
das atividades
6˙ 
Replanejamento 
das atividades 
pré-evento
7˙ Execuçao 
das atividades do 
evento
8˙ Avaliaçao 
da realizaçao 
do evento pós-
evento
Fonte: adaptado de Zitta (2014).
– 155 –
Organização de competições e eventos 
A partir desse diagrama entende-se o passo a passo da dimensão da 
organização de eventos. Zitta (2014), define cada fase com o quadro 10.2. 
Quadro 10.2 – Compreensão e dimensão do evento
Fases Definição
1˙ fase – avaliando 
a ideia do evento
Diagnóstico da realidade
Análise dos participantes
2˙ fase – planejando
Qual técnica de grupo será utilizada
Exigências básicas necessárias
Cronograma de atividades
Verba
3˙ fase – anali-
sando os processos 
de organização
Serviços – O que será necessário?
Montagens – Serão necessárias?
4˙ fase – avaliando os 
processos de controle
Definição de responsabilidades
Documentos administrativos e financeiros
Cronograma do evento
5˙ fase – analisando 
os procedimen-
tos de execução
Entretenimentos
Recursos humanos
Recursos audiovisuais e equipamentos
6˙ fase – avaliando 
os desvios e replane-
jando as atividades
O que está dando certo
O que está sendo desviado
7˙ fase – o evento: 
avaliando pela última 
vez as condições de 
realização do evento
Recursos financeiros
Recursos mercadológicos
Recursos materiais
Local de realização
Recursos humanos
Fonte: adaptado de Zitta (2014).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 156 –
10.2 Processos de organização 
de eventos esportivos 
Durante a organização, é necessário ter uma visualização clara de 
todo o processo do evento, para isso, na preparação é importante utili-
zar a ferramenta de apoio à gestão de eventos. Dentre as ferramentas, o 
fluxograma auxilia na preparação de cada etapa (planejamento, organiza-
ção, execução e avaliação), o check list (lista de itens a fazer ou verificar) 
ajuda no planejamento na participação de um evento ou sua organização, 
lembrando de todas as tarefas, e o cronograma, que é um instrumento 
de distribuição ordenada das atividades e providências a serem tomadas 
dentro de determinado espaço de tempo, com datas previstas (início e tér-
mino) para cada tarefa, possibilitando que cada atividade seja cumprida 
(NAKANE, 2017).
Figura 10.3 – Atletas correndo pelo parque na maratona
O planejamento do percurso é fundamental para o sucesso do evento.
Fonte: Stock.adobe.com/Alexandr
– 157 –
Organização de competições e eventos 
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) é a operadora 
oficial do atletismo brasileiro desde 1979 e é composta pelas Fede-
rações de Atletismo dos 26 estados e do Distrito Federal, responsável 
pelas principais competições nacionais, como o Campeonato Brasi-
leiro Caixa de Atletismo Sub16, o Campeonato Brasileiro Caixa de 
Atletismo Sub-18, os Campeonatos Brasileiros Loterias Caixa sub-23, 
o Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo, a Copa Brasil Caixa de 
Marcha Atlética, a Copa Brasil CAIXA de Cross Country, o GP Brasil 
Caixa de Atletismo, o Troféu Brasil Caixa de Atletismo entre outros 
(CBAt, 2021).
Na organização de eventos esportivos, como a corrida de rua, o orga-
nizador deve planejar o passo a passo para a construção da prova. Compe-
tições de velocidade ou de resistência em que os participantes percorrem 
um percurso com distância ou tempo predeterminado tendo os detalhes 
específicos da prova de acordo com o objetivo de cada evento (ARENA; 
BÖHME, 2012; CBAt, 2017; NAKANE, 2017). A organização deve se 
atentar a alguns critérios descritos no quadro 10.3.
Quadro 10.3 – Orientações para a organização das provas de corrida de rua
Passo a passo Definições 
Percurso
 2 a definição do percurso deve ser feita com 
antecedência, analisando o perfil do público 
participante, a distância a ser percorrida, a estru-
tura que será montada, o local de realização, a 
autorização dos órgãos públicos e Federações.
Categorias
 2 corredores amadores 
 2 corredores profissionais
Autorizações
 2 documentação necessária para organi-
zar a corrida (alvará da prefeitura, per-
missão da Federação de atletismo)
Teoria Fundamental do Atletismo
– 158 –
Passo a passo Definições 
Estrutura 
da corrida
 2 cronômetros para a corrida
 2 equipamentos de som
 2 faixa de chegada
 2 cordões e grades de isolamento do trajeto
 2 medalhas e troféus
 2 material de sinalização (letreiros, pla-
cas, indicadores, quilometragem etc.)
 2 banheiros químicos
 2 água e isotônicos para distribuir aos atletas
 2 tendas e ambulâncias para suporte médico
Divulgação
 2 clubes esportivos
 2 academias de ginástica
 2 sites ligados aos esportes
 2 lojas de artigos esportivos e de nutrição
 2 associações ligadas a práticas esportivas, 
principalmente corridas e caminhadas
Entrega de kits
 2 qualidade dos produtos, a aten-
ção à segurança dos participantes
 2 bons fornecedores
 2 equipe de colaboradores preparada 
para o oferecimento do serviço
Patrocínio 2 parceiros estratégicos
Regulamento
 2 regulamento claro para evitar qualquer 
tipo de transtorno com os participantes
 2 precisa estar acessível e ser bastante objetivo
 2 o uso de imagens pode ajudar a estimular a leitura
Fonte: adaptado de keepsporting (2019).
– 159 –
Organização de competições e eventos 
Figura 10.4 – Semimaratona Marseille Cassis
Participantes de prova de corrida de rua de diversas categorias e distância.
Fonte: Stock.adobe.com/Mike Fouque
Os sistemas de confronto no atletismo, conforme a CBAt (2021,) 
nas provas de pista e de campo são realizados por disputas em séries(baterias), em que os atletas são divididos igualmente em baterias pro-
porcionais à quantidade de inscritos. Nas provas finais de pista e de 
campo estarão somente os atletas classificados com as melhores marcas 
ou tempo. Na competição do 100 m rasos masculino nos XXXII Jogos 
Olímpicos de Tokyo 2020, participaram 62 atletas disputando a fase ini-
cial, e foram divididos em sete séries e nessas séries, 23 atletas passaram 
para disputar a semifinal que foi dividida em três séries. Oito atletas, 
com os melhores tempos, seguiram para a grande final os 100 m rasos 
(Quadro 10.4). 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 160 –
Quadro 10.4 – Resultado masculino da prova final do 100 m rasos nos XXXII Jogos 
Olímpicos Tokyo 2020
Ranque Atleta País Tempo de reação Resultado
1 Lamont M Jacobs ITA 0.161 9.80
2 Fred Kerley USA 0.128 9.84
3 Andre de Grasse CAN 0.155 9.89
4 Akani Simbine RSA 0.141 9.93
5 Ronnie Baker USA 0.148 9.95
6 Bingtian Su CHIN 0.167 9.98
Enoch Adegoke NGR 0.157 DNF
Zhrnel Hughes GBR DQ
Fonte: adaptado de CBAt (2021).
Nas provas de pista, segundo a CBAt (2021), nas corridas de meio-
-fundo, como a prova de 800 m, correm oito atletas (os atletas correm na 
raia apenas na primeira volta e após a primeira curva) e, na prova de 1.500 
m, correm 12 atletas (os atletas correm na raia apenas na primeira volta 
após a largada). Nas provas de fundo, os corredores de 5.000 m têm 12 
atletas saindo sem raia e na prova dos 10.000 m são de 12 a 20 atletas. 
Figura 10.5 – Grupo de corredores na pista de atletismo
Oito corredores em disputa na pista de atletismo.
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
– 161 –
Organização de competições e eventos 
Nas provas de saltos (saltos verticais, em altura e com vara), o com-
petidor possui três tentativas para conseguir ultrapassar a barra; e se conse-
guir, ganha mais três novas chances para tentar novamente em uma altura 
superior àquela. O competidor que não conseguir ultrapassar a barra será 
eliminado da competição. Nos saltos horizontais (em distância e triplo), 
o atleta possui três tentativas na fase de classificação, a prova tem oito 
primeiros colocados para disputarem a final (com três saltos para decidir o 
vencedor) e havendo até oito competidores disputando a prova, todos terão 
seis tentativas na primeira fase que é considerada a final (CBAt, 2021).
Figura 10.6 – Jovem atleta na prova de salto em altura
Atleta ultrapassando a barra no salto em altura.
Fonte: Stock.adobe.com/Olexandr
Já nas provas de lançamentos (dardo, disco e martelo) e no arremesso 
(peso), segundo a CBAt, (2021), cada atleta realizará três lançamentos/
arremessos na primeira fase de classificação e os oito melhores classifica-
dos lançam/arremessam em mais três oportunidades nessa fase final para 
apresentar o vencedor da prova. Se a prova tiver até oito participantes, 
cada atleta arremessa seis vezes em fase única. 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 162 –
Figura 10.7 – Atleta na competição de arremesso do peso
Competidora na fase final do arremesso do peso.
Fonte: Stock.adobe.com/sportpoint
10.3 Comissões de trabalho, 
responsabilidades e providências 
A responsabilidade pela organização do evento como um todo, dele-
gar, orientar e supervisionar todas a tarefas do planejamento fica a cargo 
do gestor responsável pelo evento que tem como funções liderar o evento 
de maneira geral; eleger os coordenadores, os consultores, colocar em prá-
tica as recomendações do planejamento, realizar reuniões, formatar, con-
ferir, avaliar e acompanhar a execução das atividades, analisar relatórios 
dos diversos comitês, estreitar relações com parceiros internos e externos, 
administrar os recursos financeiros como representante legal e formal do 
evento, e estar preparado para administrar possíveis imprevistos que pos-
sam acontecer no decorrer do evento (NAKANE, 2017).
– 163 –
Organização de competições e eventos 
Figura 10.8 – Gerente esportivo repassando o check list do evento
Gerente esportivo acompanhando a execução das atividades programadas.
Fonte: Stock.adobe.com/bnenin
Assim, a atividade esportiva pode ser praticada de duas formas: de 
modo autônomo, com indivíduos ou grupos exercendo práticas esportivas 
em casa ou em outros locais e por meio de serviços ofertados por orga-
nizações formais (privadas, públicas ou terceiro setor), podendo nas duas 
formas de prática esportiva planejar as atividades organizadamente de 
forma sequencial e estruturada, alcançando os objetivos ou metas deter-
minadas (BRAMANTE; PINA; DA SILVA, 2020). Nesse planejamento, o 
organizador deve elaborar planos, programas e projetos em função de sua 
determinação temporal: 1 – de curto prazo, operacional ou imediato; 2 – 
intermediário, tático ou de médio prazo e 3 – estratégico ou de longo prazo 
para que possa desenvolver e organizar o evento esportivo (BRAMANTE; 
PINA; DA SILVA, 2020).
Teoria Fundamental do Atletismo
– 164 –
 Saiba mais
Fique por dentro na gestão e organização de eventos 
esportivos
Para saber mais sobre a organização de megaeventos 
esportivos: cases e modelos, acesse <http://www.revista.
universo.edu.br/index.php?journal=gestaoesporti-
va&page=article&op=viewArticle&path%5B%5D=612> e 
leia sobre como guiar os gestores esportivos na organiza-
ção de megaeventos.
Síntese 
O evento esportivo possui características próprias e diferenciadas, pois 
oferta novas formas de experiências e de entretenimento difíceis de serem 
medidos. Como qualquer outro evento, o esportivo possui algumas fases, 
como avaliar a ideia do evento; planejamento; analisar os processos de orga-
nização, processos de controle; processos de execução; avaliando os desvios 
e replanejando as atividades e efetuar o check list de todo o evento, em que 
as pessoas se reúnem com os mesmos objetivos e interação entre elas.
Os principais eventos esportivos no atletismo amador e profissio-
nal são as corridas de rua, as competições e os festivais, e as principais 
competições de atletismo são o Campeonato Brasileiro Caixa de Atle-
tismo Sub16, o Campeonato Brasileiro Caixa de Atletismo Sub-18, os 
Campeonatos Brasileiros Loterias Caixa sub-23, o Troféu Brasil Lote-
rias Caixa de Atletismo, a Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, a Copa 
Brasil CAIXA de Cross Country, o GP Brasil Caixa de Atletismo, o Tro-
féu Brasil Caixa de Atletismo.
A organização dos eventos esportivos pode ser dividida de acordo 
com seu porte. Pode ser uma simples disputa de corrida para ver quem 
chega primeiro até uma maratona. Independentemente do porte, é neces-
sário que sejam classificados em relação ao seu público, à sua área de 
interesse e ao número de participantes.
– 165 –
Organização de competições e eventos 
Atividades 
1. A organização de um evento de atletismo precisa ser criativa 
para a construção de provas e escolha do público que irá partici-
par. Explique o processo criativo que o organizador precisa para 
realizar um evento.
2. Descreva a primeira fase de preparação de um evento tendo 
como exemplo a construção de um evento de corrida de rua.
3. Qual é o objetivo de eventos esportivos e como esse objetivo 
pode ampliar a participação em provas de atletismo?
4. Explique a função do organizador de eventos esportivos e o seu 
papel na organização de competições de atletismo.
Gabarito
Teoria Fundamental do Atletismo
– 168 –
1. A história do atletismo 
1. Há relatos do surgimento do atletismo anteriores a 700 a.C. com 
apresentações de provas atléticas, corridas, saltos e arremesso em 
torneios na Grécia antiga. Também é descrita por uma corrida de 
velocidade, com data de 1496 a.C., e foi mencionada por Homero, 
tendo sido realizada por Hércules, com espaço e regras defini-
das, denominada estádio, até mesmo com organização de torneios 
devido ao cunho religioso, com homenagens à deusa Atena.
2. O desenvolvimento e a organização da modalidade foram difundi-
dos por meio de clubes esportivos em São Paulo com corridas a pé 
em conjunto com outras atividades esportivas, assim como em clu-bes no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. Sua prática foi simples, 
sem conhecimento técnico e utilização de regras. Foi um esporte 
de pouca popularidade e esbarrava na falta de estrutura física, trei-
nadores especializados e orientação científica na modalidade.
3. As entidades representadas são Confederação Brasileira de Atle-
tismo, criada em 1977, que gerencia o esporte nacional promo-
vendo e realizando eventos de atletismo; e a Associação Inter-
nacional das Federações de Atletismo, criada em 1912, que rege 
as normas aplicadas a diversas modalidades que integram o atle-
tismo internacional.
4. O Sistema de Educação e Certificação para Treinadores passa 
por cinco estágios, começando por identificação e promoção de 
talentos e abrangendo até o gerenciamento da performance, for-
necendo um plano de estudos padrão, professores qualificados e 
materiais de apoio necessários à aprendizagem.
2. Provas oficiais de atletismo, instalações 
oficiais e regras oficiais 
1. As provas de corrida de montanha são desenvolvidas em diver-
sos tipos de ambientes e terrenos como: florestas, montanhas, 
desertos, planícies, trilhas em neve. As categorias dessas pro-
vas contêm: as corridas em montanha que são classificadas da 
– 169 –
Gabarito
seguinte forma: subida clássica – classic uphill; subida e des-
cida clássica – classic up and down; vertical – vertical; longa 
distância – long distance e revezamentos – relays. Na prova 
há postos de água e outras bebidas que são disponibilizados 
nas áreas de largada e de chegada. As estações adicionais de 
bebidas e esponjas são providenciadas em lugares apropriados 
ao longo do percurso. No percurso, o atleta não pode utilizar 
qualquer tipo de navegação. As corridas serão iniciadas pelo 
disparo de uma arma e em corridas que incluem muitos atle-
tas, avisos de cinco minutos, três minutos e um minuto serão 
informados e uma contagem regressiva de 10 s para o início 
da prova.
2. Nas competições de atletismo os comandos que os atletas 
seguem são: aguardam “às suas marcas” para se posicionar no 
bloco de saída, o árbitro fala a ordem “prontos” até que os atletas 
ouçam um tiro para a largada. Nas corridas até e incluindo 400 m 
(incluindo 4x200 m, o revezamento medley, os comandos devem 
ser “às suas marcas” e “prontos”. E nas corridas com mais de 
400 m (exceto 4x200 m, o revezamento medley e 4x400 m), o 
comando deve ser “às suas marcas”.
3. Nas competições a tomada de tempo é feita pela cronometragem 
manual que utiliza cronômetros eletrônicos operados manual-
mente, com leituras digitais, de forma automática por um sis-
tema de Photo Finish que registra a chegada através de uma 
câmera posicionada na linha de chegada produzindo imagens 
dos competidores e por um sistema de Transponder (Chip) onde 
o tempo será o tempo decorrido entre o disparo da arma de par-
tida e o atleta atingindo a linha de chegada (CBAT, 2021).
4. No planejamento de prova na corrida de natureza deve ser ana-
lisada a condição do clima em que a prova acontecerá, a proje-
ção do percurso da prova deverá analisar se acontecerá em área 
aberta, bosque, florestas, assim como a superfície que o percurso 
passará, podendo ter aclives e declives, respeitando o limite da 
localidade onde acontecerá a prova, e segurança a todos os par-
ticipantes dela.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 170 –
3. Corridas em atletismo
1. O atleta deve se preocupar com a saída falsa, que não é per-
mitida, ficando atento aos comandos de saída “as suas mar-
cas”, “prontos” e tiro de largada; nas demais provas a partir 
dos 800m o comando é “as suas marcas” seguido do tiro de 
largada. A chegada de todas as provas das corridas rasas acon-
tece ao final da reta principal, e o vencedor é o atleta que 
primeiro passar pela borda anterior da linha da chegada geral 
com o tronco.
2. Os atletas utilizam a zona de passagem com um bastão na tran-
sição que mede 20 metros na prova de 4x400m e na transição de 
30 metros em 4x100m. A zona de aceleração de 10 metros é uti-
lizada para ampliar a velocidade de deslocamento no momento 
da passagem do bastão.
3. O comando da largada é “às suas marcas”. O corredor se pre-
para nos blocos de partida com a perna de impulso no da frente, 
os pés apoiados nos blocos e as mãos atrás da linha de partida 
com os dedos voltados para fora e os polegares voltados para 
dentro. Ao comando de “prontos”, o corredor se adianta, eleva 
o quadril e faz adiantamento dos ombros. Sua cabeça fica no 
prolongamento do corpo. Ao ouvir o tiro de partida, o corredor 
retira o apoio das mãos, elevando os braços para a posição de 
corrida, e pressiona os blocos impulsionando o corpo à frente, 
Na chegada, o corpo do corredor deve estar um pouco inclinado, 
de acordo com a velocidade. Nas provas de velocidade, deve-se 
atentar à chegada normal com pronunciamento da inclinação; 
uma flexão do tronco para frente e o aumento da inclinação e 
ligeira rotação do tronco para esquerda ou direita.
4. A marcha atlética é considerada uma prova de fundo. Sua 
principal característica é uma progressão de passos com con-
tato contínuo com o solo e sem fase aérea. A perna executa um 
movimento com o joelho totalmente estendido durante o toque 
no solo; assim, o corpo realiza o movimento em velocidade e o 
quadril vai deslizando compensando na passada.
– 171 –
Gabarito
4. Saltos em atletismo
1. As técnicas utilizadas na prova de salto com vara são: a tesoura, 
o atleta faz o percurso da corrida reto e com uma inclinação em 
diagonal em relação ao sarrafo. O atleta corre de frente e, na 
aproximação, dá o último passo com a perna externa. O corpo 
é direcionado para cima e a perna mais próxima ao sarrafo sobe 
seguida por outra perna, sendo ambas com os joelhos estendi-
dos. Os braços são lançados juntos para cima e não em direção 
à cabeça permanecendo à frente, no auxílio do equilíbrio para 
o tronco não se deitar para trás. As pernas passam na sequência 
pelo sarrafo e a queda é em pé. O rolo ventral que o atleta faz em 
uma corrida reta em um plano inclinado em relação ao sarrafo, 
próximo a 45°, assim, o atleta corre em direção ao sarrafo e o seu 
último passo é realizado pela perna mais próxima e ao mesmo 
tempo a outra perna é lançada ou chutada lateralmente no sarrafo. 
E o Fosbury Flop em que é realizada uma corrida em J, come-
çando uma corrida de frente ao sarrafo e à área de queda, ao se 
aproximar da área de queda por volta de três passos do sarrafo o 
atleta realiza uma curva onde o corpo fique de lado para o sarrafo.
2. No salto triplo o atleta executará um salto pelo primeiro impulso 
realizado sobre a tábua de impulsão, denominado HOP, o segundo 
impulso realizado sobre a mesma perna, denominado STEP e, 
por fim, um último impulso sobre a perna contrária denominado 
JUMP, antes de o atleta efetivamente cair sobre a área de queda.
3. A técnica que o atleta utiliza no salto com vara consiste em uma 
projeção vertical e na realização de um salto utilizando uma vara 
com o objetivo de transpor um sarrafo colocado à determinada 
altura e ele coordena a corrida e o transporte da vara executando 
a impulsão com o encaixe da vara, aproveitando o movimento 
para saltar mais alto. A técnica do salto com vara inicia com a 
empunhadura da vara e ela é segurada com uma das mãos, e 
apoiando com a outra mão, a mão da frente segura a vara na 
altura do peito, a palma é voltada para baixo e o polegar na dire-
ção do atleta, a outra mão deve ficar ao lado do corpo do lado 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 172 –
contrário à perna de impulsão e a palma da mão para cima com 
o cotovelo pressionado para atrás do corpo.
4. Na prova de salto em altura o atleta falha quando, após o salto, 
a barra cair dos suportes devido à ação do atleta e quando toca 
o solo e a área de queda com qualquer parte do corpo, além do 
plano vertical da borda e toca a barra transversal ou a seção ver-
tical dos postes na corrida sem saltar.
5. Arremesso e lançamentos em 
competições de atletismo
1. Nas competições delançamento do disco, os atletas utilizam o 
lançamento parado e o lançamento com giro. No lançamento 
parado, o atleta posiciona-se de lado para a área de queda, com 
suas pernas afastadas, o quadril fica flexionado e o tronco é pro-
jetado sobre a perna de trás com o ombro fechando e em extensão 
no prolongamento dos ombros, podendo fazer um balanceio com 
o braço. E no lançamento de disco com giro, o atleta fica na parte 
superior da área de lançamento e de costas para a área de queda, 
os seus pés na largura dos ombros. A mão que fará o lançamento 
apoia o disco e o início tem a flexão dos joelhos com o balanceio 
do braço com o disco saindo da inércia para o início do giro. Com 
o balanceio, o peso do corpo é transposto para a perna de impul-
são sendo o eixo para o primeiro giro, tendo o braço para trás.
2. Na prova de lançamento de dardo, os atletas podem utilizar as 
seguintes empunhaduras na execução do lançamento, como o 
de garfo onde o dardo fica entre o dedo médio e o indicador; a 
americana, o dardo fica entre o dedo indicador e o polegar e a 
finlandesa em que o dardo é apoiado no dedo indicador. São for-
mas de segurar o dardo e garantir a estabilidade do implemento.
3. Nas competições de arremesso do peso o atleta pode utilizar o 
estilo lateral em que se posiciona de lado à área de queda e com 
suas pernas afastadas, com a perna de impulsão à frente e o peso 
preso pela outra mão. A perna de impulsão é a esquerda e o peso 
– 173 –
Gabarito
ficará no pescoço com a mão direita e vice-versa. O arremesso 
O’Brien, em que o atleta se posiciona na parte de trás da área de 
arremesso, de costas para a área de queda e em posição de passo 
na perna de impulsão para trás com o quadril flexionado e o 
tronco na direção e acima da mesma perna com o cotovelo afas-
tado do corpo e o peso apoiado no pescoço e o arremesso com 
giro onde o atleta se posiciona de costas para a área de queda e na 
parte superior da área de arremesso e o peso na mão direita com 
joelhos sem flexionados e com o peso apoiado a perna esquerda 
da um passo para trás na ponta do pé direcionado para a área de 
queda utilizando como apoio e na perna direita passando para 
frente da esquerda executando o giro completo.
4. No movimento para realizar o lançamento do martelo, o atleta se 
posiciona de costas para a área de queda e começa o balanceio 
iniciando o deslocamento. Se ele é destro, iniciará o movimento 
com a perna esquerda e o seu pé esquerdo será lançado para o 
centro da área que será o eixo de todos os movimentos. A perna 
direita segue anti-horário e sua trajetória girando ao redor da 
perna base com o calcanhar e a sequência do movimento des-
creve que o corpo gira o martelo e, nos giros, faz uma trajetória 
espiral com um ponto alto. O atleta realiza o giro e apoia o pé 
esquerdo sendo atletas destros e um baixo o atleta se prepara 
para o próximo giro ou o lançamento do implemento.
6. Provas combinadas e marcha atlética
1. O árbitro que identifica uma infração durante a prova de marcha 
atlética apresenta uma placa amarela, e o atleta não pode receber 
a segunda placa amarela pelo mesmo árbitro e motivo. Se o atleta 
infringir a regra técnica da marcha atlética (perda de contado com 
o solo ou dobra do joelho durante a competição), o árbitro envia 
um cartão vermelho ao árbitro chefe. O atleta pode ser desqua-
lificação quando tiver três cartões vermelhos por três árbitros 
diferentes enviados ao árbitro chefe apresentando uma plaqueta 
vermelha. Há uma zona de penalidade (Pit Lane) na competição, 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 174 –
usada para qualquer prova tendo os regulamentos aplicados na 
competição determinada. O atleta penalizado deve entrar na zona 
de penalidade e permanecer dentro do tempo aplicado.
2. As regras na competição de provas combinadas são que o atleta 
tenha três tentativas nas provas de salto em distância e nas provas 
de arremesso e lançamento; se os sistemas de cronometragem 
automático e de Photo Finish não estiverem disponíveis, o tempo 
de cada atleta é tomado por três cronometrista; nas provas de 
pista, o atleta pode fazer apenas uma saída falsa sem desqualifi-
cação; nas provas de salto vertical, a elevação da barra acontece a 
cada 3 centímetros no salto em altura e de 10 centímetros no salto 
com vara; as saídas e as raias para o posicionamento do atleta são 
determinadas pelo árbitro geral e nas outras provas são sorteadas.
3. Na marcha atlética, o atleta deve dominar a técnica durante o 
percurso na competição e manter o contato com o solo, sem 
a fase aérea. Caracteriza-se por longas distâncias que o atleta 
deve percorrer. Os braços fazem movimentos alternados e geram 
equilíbrio durante o movimento.
4. A distribuição do treinamento para cada prova segue a orienta-
ção do atleta de cada prova em cima do tempo disponível para 
o treinamento e do volume do trabalho a ser realizado, mas é 
preciso um planejamento para que no treinamento de uma prova 
possa também acontecer a melhora em outras provas, o que varia 
de acordo com as características de cada atleta e o desenvolvi-
mento adquirido em cada prova.
7. Pedestrianismo e Cross-Country
1. A organização da prova de corrida de montanha e trilha deve 
levar em consideração: o responsável pela organização da com-
petição e seus canais de comunicação; apresentar o programa 
da prova, assim como informações sobre as características téc-
nicas da corrida (distância total, subida/descida, dificuldades da 
pista); a cartografia (mapa) do local de competição; localização 
dos postos de controles e médicos, segurança dos participantes.
– 175 –
Gabarito
2. Nas competições de corrida de montanha, os atletas participa-
rão das categorias curta e longa, que compreendem as seguin-
tes classificações na categoria adulto : subida clássica (clas-
sic uphill): 10 km a 12 km para adultos (homens e mulheres); 
subida e descida clássica (classic up and down): 10k m a 12 km 
para adultos (homens e mulheres); vertical (vertical): deve ter 
pelo menos 1.000 m de elevação vertical positiva; longa distân-
cia (long distance): a distância da corrida não deve exceder 42,2 
km e a natureza do percurso pode ser principalmente subida ou 
descida; e revezamentos (relays): qualquer combinação de per-
curso ou equipe, incluindo sexo/faixa etária mista.
3. Nas regras do percurso em provas de cross-country, o organi-
zador deve apresentar o percurso dentro de uma área aberta ou 
bosque, tendo obstáculos naturais, sendo larga o suficiente para 
acomodar todas as estruturas do evento, prezando pela segurança 
dos participantes, evitando no percurso obstáculos perigosos.
4. Durante o percurso da prova de corrida de trilha, o atleta deve 
superar seus limites confiando no seu treinamento e focalizar 
a trilha, antevendo o percurso, visualizando o terreno à frente, 
descobrindo o melhor ponto de aterrisagem, para evitar trope-
ços no trajeto. Na descida, deve olhar à frente na trilha, devido 
ao aumento de velocidade e reagir rapidamente a qualquer 
imprevisto, visto que a diminuição da passada poderá ajudá-lo a 
ganhar ímpeto.
8. Brincando de atletismo e diferentes práticas
1. A modalidade do miniatletismo tem como objetivo ampliar e 
promover a prática do atletismo. Os participantes vivenciam 
atividades básicas de velocidade, corridas de resistência, saltos, 
arremessos e lançamentos. As crianças vivenciam novas formas 
de movimentos básicos e variados.
2. As crianças no miniatletismo são separadas em três grupos com 
idades distintas e executam as atividades de acordo com suas 
habilidades e competências. Os grupos são: o grupo I, abrange 
Teoria Fundamental do Atletismo
– 176 –
as crianças de 7 a 8 anos, no grupo II, crianças de 9 a 10 anos 
e o grupo III, com crianças de 11 e 12 anos. Os grupos I e II 
competem muitas vezes dentro dos seus grupos de atividades e 
são organizados dentro da prova por rodízio. O grupo III realiza 
provas de revezamento ou individuais com grupos separados 
igualmente e competem muitasvezes nos grupos de atividades. 
Nos três grupos, em cada estação, o participante terá 1 minuto 
para realizar as atividades. Com dez crianças na equipe.
3. O professor Carlos, devido à dificuldade no espaço físico e seus 
materiais e implementos para a prática do miniatletismo, pode 
desenvolver materiais alternativos e adaptados para suas aulas. 
Deve fazer adaptações que venham propiciar o ensino do minia-
tletismo. Por isso, as adequações na adaptação dos implemen-
tos do atletismo por materiais alternativos e adaptados são uma 
alternativa para que se possa desenvolver a modalidade, utili-
zando cordas, garrafas PET, giz, elástico entre outros para poder 
aplicar a modalidade.
4. Em seu planejamento, o professor José deve respeitar o desen-
volvimento dos grupos de faixa etária de 7 a 12 anos de idade 
em relação à organização de suas exigências motoras. Deve 
relacionar os outros conteúdos básicos desenvolvidos no minia-
tletismo, e ampliar o repertório motor estimulando a exigência 
física dentro do estágio maturacional dessas crianças.
9. Atletismo paralímpico
1. Nas competições de atletismo paralímpico, os competidores 
nas provas femininas e masculinas são divididos em classes 
esportivas de acordo com sua classificação funcional dentro 
da prática esportiva, para os atletas que apresentam deficiência 
física, deficiência visual e intelectual, e estes podem participar 
das provas de pista, como: velocidade, meio fundo, fundo e 
saltos e de rua, como maratona. Eles são identificados com a 
letra T (track) em provas de pista, e nas provas de campo (arre-
messo, lançamentos) são identificados com a letra F (field) e 
– 177 –
Gabarito
na sua classificação são divididos em classes nas provas, T 11 
a T64, F11 a F64, de acordo com o grau de deficiência consta-
tado pela classificação funcional.
2. O esporte adaptado se iniciou após o término da Segunda Guerra 
Mundial, visto que havia muitos soldados feridos em batalhas 
e a ampliação de pessoas com deficiências, assim, o médico 
Ludwing Guttamann, no hospital de Stoke Mandeville, na Ingla-
terra, proporcionou aos pacientes feridos em guerra a utilização 
do esporte na reabilitação e a expansão da prática de esporte 
como apresentação em Jogos Olímpicos, até a sua inserção nos 
Jogos Paralímpicos de Roma. O atletismo paralímpico teve 
o início em competições por alunos de escolas de cegos, nos 
EUA, no ano de 1908, com provas de corrida e lançamento, e 
sua inserção de provas de atletismo, com pessoas com deficiên-
cia, nos Jogos de Stoke Mandeville, em 1950, e sua inserção no 
programa dos Jogos paralímpicos, em 1960, nas duas edições 
foram praticados por pessoas com lesão medular.
3. A classificação de atletas paralímpicos com deficiência visual 
acontece antes da realização da prova e o competidor passa por 
avaliações de acuidade visual, fundoscopia, tomometria de apla-
nação e campo visual. Após a avalição pela banca de avaliado-
res, é definido em qual classe o atleta será classificado, sendo 
B1 – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos até a 
percepção da luz; B2 – capacidade de reconhecer a forma de 
uma mão até acuidade visual de 2/60 e ou campo visual inferior 
a 5 graus; B3 – acuidade visual de 2/60 a 6/60 e o campo visual 
maior que 5 e menor que 20 graus na prova de pista (track – T 11 
a T13) ou na prova de campo (field – F11 a F13).
4. Nas competições de atletismo paralímpico são feitas avaliações 
nos atletas com deficiência física, intelectual e visual. Existem 
características e regras específicas para a participação de pes-
soas com deficiência em diferentes tipos e graus de comprome-
timento, e os competidores são avaliados funcionalmente para 
nivelamento das categorias, possibilitando igualdade nas provas.
Teoria Fundamental do Atletismo
– 178 –
10. Organização de competições e eventos
1. Na realização de um evento é necessário que o organizador ava-
lie muitos fatores na hora da criação. Ele precisa percorrer um 
processo criativo, e ao executar, pensar na visão ou na criação 
de novas visões para o evento. Deve escrever o objetivo que 
pretende realizar, qual será a forma/conceito na realização do 
evento e a possibilidade de realização, lembrando que o evento 
de atletismo possui uma vasta possibilidade de realizações.
2. Na organização de um evento de corrida de rua o organizador 
precisa analisar fases de preparação para que o evento ocorra. 
A primeira fase é avaliar a ideia do evento antes de vender essa 
ideia. Belo Horizonte é uma cidade que possui uma vasta vida 
noturna e uma rede de shopping center convidou uma assessoria 
esportiva para realizar uma prova de rua que contemplasse seus 
clientes e ampliasse o movimento do centro comercial. Propu-
seram a realização de uma prova de rua noturna de shopping a 
shopping na cidade, com uma distância de 8 km entre eles. Os 
participantes serão todos os clientes que visitam o shopping e 
aqueles que ainda não o conhecem, de gênero feminino e mas-
culino, a partir dos 18 anos de idade.
3. Os eventos esportivos têm por objetivo possuir a promoção de 
entretenimento e de participação/lazer e buscam a conscienti-
zação dos participantes por uma vida ativa. Através desse obje-
tivo, os eventos esportivos mobilizam um público que busca 
uma vida ativa por meio da prática de atividade física. A corrida 
de rua apresenta aos participantes uma melhora do condiciona-
mento físico e um estilo de vida mais saudável.
4. O organizador de eventos esportivos possui a função de delegar, 
orientar, e a supervisão de todo o evento, mas, durante a competi-
ção de atletismo, esse organizador terá que liderar o evento como 
um todo, elegendo os coordenadores, os consultores, colocar em 
prática as recomendações do planejamento, realizar reuniões, for-
matar, conferir, avaliar e acompanhar a execução das atividades, 
analisar o cronograma de competições e verificar a segurança.
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Teoria Fundamental do Atletismo
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TEORIA E FUNDAMENTOS DO 
ATLETISMO
Weber Gomes Ferreira
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Nesta obra, abordaremos os principais tópicos sobre o atletismo. Os conteúdos 
estão divididos da seguinte maneira: no capítulo 1 e 2, apresentamos um pouco 
da história da modalidade, até chegar na atualidade – nos níveis nacionais e 
internacionais; demonstramos as provas oficiais e suas instalações no atletismo, 
em conjunto com as regras oficiais da modalidade. Nos capítulos 3, 4, 5, 6 e 7 
debatemos sobre os aspectos metodológicos, técnicos e táticos das principais 
provas no atletismo. Já no capítulo 8, veremos que o despertar do interesse pela 
prática do atletismo acontece por meio de atividades inovadoras às crianças, 
para que se descubram nas atividades básicas. No capítulo 9, aprendemos que 
o atletismo paraolímpico é praticado por atletas com deficiência (física ou visual) 
divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência. E no capítulo 10 
veremos como ocorrem os eventos esportivos, as competições e o papel do 
gestor em sua organização.
Assim, desejamos-lhe uma boa sorte nessa jornada e que os conhecimentos 
adquiridos possam servir positivamente para sua carreira profissional.

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