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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIENCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO DISCIPLINA: BROMATOLOGIA PROF: Profª. Drª Bárbara Verônica Cardoso de Souza PADRÃO DE IDENTIDADE E QUALIDADE E ROTULAGEM DE ALIMENTOS: Almôndegas de coração de frango (Alvôndegas) AICOM WUANDSON SOUSA SALES BRIAN RIBEIRO CARVALHO DANIEL FERREIRA MORAIS KELIANE DA SILVA CAVALCANTE KEVILLY DA SILVA RAMOS LYNDA STHEFANNY ALVES DOS SANTOS MARIA EDUARDA RAIELY DA SILVA TERESINA-PI JANEIRO, 2022 AICOM WUANDSON SOUSA SALES BRIAN RIBEIRO CARVALHO DANIEL FERREIRA MORAIS KELIANE DA SILVA CAVALCANTE KEVILLY DA SILVA RAMOS LYNDA STHEFANNY ALVES DOS SANTOS MARIA EDUARDA RAIELY DA SILVA PADRÃO DE IDENTIDADE E QUALIDADE E ROTULAGEM DE ALIMENTOS: Almôndegas de coração de frango (Alvôndegas) TERESINA-PI JANEIRO, 2022 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................... 4 2 MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................. 6 3 DESENVOLVIMENTO ................................................................................... 7 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................ 22 4 1 INTRODUÇÃO Com o advento da pós-modernidade e do capitalismo, o ramo econômico e industrial sofreu uma alteração do que se tinha conhecimento sobre vendas e consumo de alimentos. No mundo que conhecemos, há uma crescente procura por alimentos mais saudáveis e de maior qualidade para melhor manutenção da saúde. Dessa forma, houve a necessidade de que as empresas buscassem cada vez mais na qualidade de seus produtos, objetivando maior produtividade e lucros em relação a concorrência. Dessa forma, tornou-se urgente a criação normas de qualidade, denominadas de “Padrões de Identidade e Qualidade”, que surgiram na década de 1970, estabelecendo regras para a rotulagem e medidas sanitárias, e definindo ingredientes necessários e variantes permitidas para a classificação de um alimento em uma determinada categoria. Entretanto, desde a virada do século, início dos anos 2000, com o advento de estudos na área da ciência dos alimentos e o consenso da comunidade científica os PIQs têm passado por mudanças que refletem processos globais de padronização das regras que regem no comércio internacional de alimentos e que tiveram implicações relevantes para as normas brasileiras de qualidade. Antes, quando ocorriam tais mudanças em certos ingredientes havia a descaracterização de o determinado produto alimentar enquanto tal, porém atualmente a possibilidade de substituir ou reformular ingredientes não descaracteriza o alimento, possibilitando que os fabricantes lancem novos produtos e/ou troquem ingredientes mais caros por substitutos mais baratos e de menor qualidade. No decreto de N° 986 de 21 de outubro de 1969 , ficam estabelecidos no capítulo V que seria aprovado para cada tipo ou espécie de alimento um padrão de identidade e qualidade dispondo sobre: denominação, definição e composição do alimento, compreendendo a descrição, citando o nome científico 5 quando houver e os requisitos que permitam fixar um critério de qualidade; requisitos de higiene, compreendendo medidas sanitárias concretas e demais disposições necessárias à obtenção de um alimento puro, comestível e de qualidade comercial; aditivos intencionais que podem ser empregados, 5 abrangendo a finalidade do emprego e o limite de adição; além de requisitos aplicáveis a peso e medida, requisitos relativos à rotulagem e apresentação do produto e os métodos de colheita de amostra, ensaio e análise do alimento.² Em um mundo onde o consumo de produtos de origem animal é muito alto, com certeza tem-se um padrão de identidade e qualidade com o objetivo de evitar que fabricantes adulterem seus produtos e façam mal aos seus consumidores ativos. De praxe, o que sabemos até o presente momento dessa pesquisa, é que todos os grupos alimentares possuem suas medidas estabelecidas em legislação. Dessa forma, não poderia ser diferente com o grupo dos produtos de carnes e ovos. Pode se observar as informações sobre alimentos derivados desse grupo em algumas normas como RDC N°331 de 23 de dezembro de 2019 que regularizou as normas técnicas para essa categoria. Por isso, o objetivo desse trabalho foi formular um padrão de identidade e qualidade para uma almôndega de coração de Frango, a fim de verificar os seguimentos de legislações e conformidades que a “alvôndegas” oferece aos seus consumidores. 6 2 MATERIAIS E MÉTODOS O presente estudo realizou a análise prática dos padrões de identidade e qualidade e rotulagem de alimentos, mediante o desenvolvimento de um produto único, obedecendo todos os padrões necessários e buscando uma matéria prima inovadora e saudável. A escolha do perfil do produto foi mediante uma divisão prévia, de modo que o grupo em destaque se tornou responsável por alimentos das origens de carne e ovos. Assim sendo, o produto desenvolvido foram almôndegas de coração de frango, devido a popularidade regional do consumo de coração de frango e a proposta inovadora de um produto evidente em sabor e qualidade nutricional. Nesse contexto, o desenvolvimento dos conjuntos de ingredientes foi realizado com base em estudos prévios analisando a Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO), visando a utilização de materiais que possam oferecer uma boa palatabilidade associada ao equilíbrio nutricional dos nutrientes. Entende-se, portanto, que a atual legislação vigente no Brasil (RDC nº 429/2020 e a IN nº75/2020) regulamenta a produção de almôndegas no Brasil, de maneira que sua produção é adequada ao conteúdo deste trabalho. 7 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 Denominação, definição e composição Objetivo Fixar a identidade e características mínimas que deverá obedecer às almôndegas de coração de frango. I.1- Denominação, definição e composição: I. 2- Denominação: Almôndegas são produtos preparados a partir da moldagem no formato redondo, no qual é feito da carne seja ela bovina ou de aves com sabor regular. I.3- Definição: Entende-se por almôndega o produto cárneo industrializado, obtido a partir da carne moída de uma ou mais espécies de animais de açougue, especificamente do frango que foi utilizado no produto do presente trabalho, no qual utilizou-se o coração que faz parte das vísceras do frango, em que é cozida e moldada na forma arredondada, adicionada ingredientes e submetida ao processo tecnológico adequado. 3.2 Composição e requisitos II.1- Composição II.2- Ingredientes Obrigatórios Carne atribuída ao coração de frango, farinha de quinoa, azeite, sal, cebola desidratada, alho desidratado, pimenta preta e salsa desidratada. II.3- Ingredientes Opcionais Gordura animal e/ou vegetal, Água Sal, Extensor de massa, Proteínas de origem animal e/ou vegetal, Carboidratos, Aditivos intencionais, Condimentos, aromas e especiarias Nota: Permite-se, no limite máximo de 30%, a adição de carne mecanicamente separada, exclusivamente em almôndega cozida. Será permitida a utilização de 4.0% (máx.) de proteína não cárnea na forma agregada. (Legislação vigente) II.4- Requisitos: Não se aplica 8 II.5- Características Sensoriais São definidas de acordo com o processo de obtenção. II.6- Textura: Característica II.7- Cor: Característica II.8- Sabor: Característico II.9- Odor: Característico II.10- Características Físico-Químicas • Gordura (máx.) - 18% • Proteína (mín.)- 12% • Açucares totais (carboidratos)(máx.) - 10 % • Teor de cálcio (máx. base seca) - 0,1% em almôndega crua 0,45% em almôndega cozida II.11- Acondicionamento O produto deverá ser embalado com materiais adequados às condições de armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada. 3.3 Requisitos de higiene III.1 - Considerações Gerais As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados". Portaria no 368, de 04/09/97 – Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos- Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil. III.2- Toda a carne usada para elaboração de Almôndega deverá ter sido submetida aos processos de inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal" - Decreto n0 30.691, de 29/03/1952. III.3- As Almôndegas tratadas por processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1. a 7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco ácidos e Alimentos acidificados envasados". III.4- Critérios Macroscópicos / Microscópicos 9 O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização. III.5- Critérios Microbiológicos Aplica-se a legislação vigente Fonte: PORTARIA Nº 451, DE 19 DE SETEMBRO DE 1997 3.4 Aditivos As almôndegas respeitam as normas da “RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA- RDC N0 272, DE 14 DE MARÇO DE 2019”, que estabelece os aditivos alimentares para o uso em carnes e produtos cárneos. De acordo com o artigo 30 da resolução “Os aditivos alimentares autorizados para uso em carnes e produtos cárneos, suas respectivas funções, limites máximos e condições de uso se encontram listados no Anexo desta Resolução”. ANEXO ADITIVOS ALIMENTARES PARA USO EM CARNES E PRODUTOS CÁRNEOS, SUAS RESPECTIVAS FUNÇÕES, LIMITES MÁXIMOS E CONDIÇÕES DE USO (NOTAS) 8.0 CARNES E PRODUTOS CÁRNEOS 8.1 CARNES: partes musculares comestíveis de animais abatidos e declarados aptos para o consumo humano pela inspeção veterinária oficial, constituídas pelos tecidos moles que envolvem o esqueleto, incluindo sua cobertura de gordura, tendões, vasos, nervos, aponeuroses, a pele dos suídeos e aves (exceto da ordem Struthioniformes) e todos aqueles tecidos não separados durante a operação de abate. Também é considerado carne o diafragma. Não são contempladas por esta definição as carnes separadas mecanicamente. 8.1.1 CARNES IN NATURA: carnes que não receberam nenhum tratamento de conservação diferente da aplicação de frio (carne resfriada e congelada), que 10 mantém suas características naturais e que não receberam a adição de ingredientes. Não se permite o uso de aditivos. 8.2 PRODUTOS CÁRNEOS PROCESSADOS 8.2.1 INDUSTRIALIZADOS: produtos preparados à base de carne e/ou subprodutos cárneos comestíveis*, adicionados ou não de outros ingredientes autorizados. (*) Subproduto cárneo comestível: é qualquer parte do animal de abate declarada apta para consumo humano pela inspeção veterinária oficial, que não se enquadra na definição de carne. Nos subprodutos cárneos frescos, não é autorizado o uso de aditivos. 8.2.1.3 INDUSTRIALIZADOS COZIDOS: produtos industrializados que, qualquer que seja sua forma de elaboração, foram submetidos a um processo de cozimento. Função INS Nome do aditivo Limite máximo (g/100g) Notas ACIDULANTE 270 Ácido láctico (L-, D- e DL-) quantum satis - 330 Ácido cítrico quantum satis - 575 Glucono-delta-lactona quantum satis - REGULADOR DE ACIDEZ 325 Lactato de sódio 3,5 - 326 Lactato de potássio 3,0 - 327 Lactato de cálcio quantum satis - 331iii Citrato trissódico, citrato de sódio quantum satis - 332ii Citrato tripotássico, citrato de potássio quantum satis - 333 Citrato tricálcico, citrato de cálcio quantum satis - 261 Acetato de potássio quantum satis - 262i Acetato de sódio quantum satis - ANTIOXIDANTE 300 Ácido ascórbico (L-) quantum satis - 301 Ascorbato de sódio quantum satis - 11 302 Ascorbato de cálcio quantum satis - 303 Ascorbato de potássio quantum satis - 315 Ácido eritórbico, ácido isoascórbico quantum satis - 316 Eritorbato de sódio, isoascorbato de sódio quantum satis - 310 Galato de propila 0,01 Sobre o teor de gordura. Sozinhos ou em combinação e somente para produtos congelados. 320 Butil hidroxianisol, BHA 321 Butil hidroxitolueno, BHT 330 Ácido cítrico quantum satis - 307a D-alfa-tocoferol 0,05 Sobre o teor de gordura. Sozinhos ou em combinação. 307 b Mistura concentrada de tocoferóis AROMATIZANTE - Todos os autorizados pela Resolução RDC nº 2, de 2007. quantum satis - CONSERVADOR 249 Nitrito de potássio 0,015 A soma dos nitritos e nitratos, determinados como quantidade máxima residual, não deve superar 0,015g/100g, expressa como nitrito de sódio. 250 Nitrito de sódio 251 Nitrato de sódio 0,03 252 Nitrato de potássio 262ii Diacetato de sódio, diacetato ácido de sódio 0,1 - 12 234 Nisina 0,0025 Como nisina. Exceto: salsicha tipo Frankfurt 280 Ácido propiônico 0,5 Como ácido propiônico. 281 Propionato de sódio 0,5 Como ácido propiônico. 283 Propionato de potássio 0,5 Como ácido propiônico. CORANTE 100i Cúrcuma, curcumina 0,002 Expresso como curcumina. 120 Carmim, cochonilha, ácido carmínico, sais de Na, K, NH4 e Ca 0,01 Expresso como ácido carmínico. 150a Caramelo I - simples quantum satis - 150b Caramelo II - processo sulfito cáustico quantum satis Para uso na superfície. Limite de 0,2g/ 100g na massa de produtos que contêm proteína vegetal em sua composição. 150c Caramelo III - processo amônia 150d Caramelo IV - processo sulfito- amônia 160aii Carotenos: extratos naturais 0,002 - 160b Extrato de annatto, bixina, norbixina, urucum e sais de Na e K 0,002 Expresso como norbixina. Somente para tratamento de superfície. 160c Extrato de páprica, capsorubina, capsantina 0,001 Expresso como capsantina. 162 Vermelho de beterraba, betanina quantum satis - ESTABILIZANTE DE COR 338 Ácido fosfórico, ácido orto- fosfórico 0,5 Expresso como P2O5. Quantidade adicionada, sem considerar a quantidade 13 naturalmente presente na carne. ESPESSANTE 400 Ácido algínico 0,3 - 401 Alginato de sódio 0,3 - 402 Alginato de potássio 0,3 - 403 Alginato de amônio 0,3 - 404 Alginato de cálcio 0,3 - 405 Alginato de propileno glicol 0,3 - 406 Ágar 0,3 - 407 Carragena (inclui a furcelarana e seus sais de sódio e potássio), musgo irlandês 0,5 Expresso como carragena. 407a Alga euchema processada (PES) (inclui seus sais de sódio e potássio) 0,3 Expresso como alga euchema. 410 Goma garrofina, goma caroba, goma alfarroba, goma jataí 0,3 - 412 Goma guar 0,3 - 415 Goma xantana 0,3 - 461 Metilcelulose 0,3 - 464 Hidroxipropilmetilcelulose 0,3 - 466 Carboximetilcelulose 0,3 - EMULSIFICANTE 450ii Difosfato trissódico, pirofosfato ácido trissódico, monohidrogênio difosfato trissódico 0,5 Expresso como P2O5. Quantidade adicionada, sem considerar a quantidade naturalmente presente na carne. 452ii Polifosfato de potássio, metafosfato de potássio, polimetafosfato de potássio 471 Mono e diglicerídeos de ácidos graxos quantum satis - 472a Ésteres de mono e diglicerídeos de ácidos graxos com ácido acético quantum satis Somente para uso na superfície, para adesão de condimentos e 14 especiarias no produto final. ESTABILIZANTE338 Ácido fosfórico, ácido orto- fosfórico 0,5 Expresso como P2O5. Quantidade adicionada, sem considerar a quantidade naturalmente presente na carne. 339i Fosfato de sódio monobásico, monofosfato monossódico, fosfato ácido de sódio, bifosfato de sódio, dihidrogênio fosfato de sódio, dihidrogênio ortofosfato monossódico, dihidrogênio monofosfato monossódico 339ii Fosfato dissódico, fosfato de sódio dibásico, fosfato ácido dissódico, fosfato de sódio secundário, hidrogênio fosfato dissódico, hidrogênio ortofosfato dissódico, hidrogênio monofosfato dissódico 339iii Fosfato trissódico, monofosfato trissódico, ortofosfato trissódico, fosfato de sódio tribásico, fosfato de sódio 340i Fosfato ácido de potássio, fosfato de potássio monobásico, monofosfato monopotássico, bifosfato de potássio, dihidrogênio fosfato de potássio, dihidrogênio monofosfato monopotássico 340ii Fosfato dipotássico, monofosfato dipotássico, fosfato de potássio dibásico, fosfato ácido dipotássico, fosfato de potássio secundário, hidrogênio fosfato dipotássico, hidrogênio ortofosfato dipotássico, hidrogênio monofosfato dipotássico 15 340iii Fosfato tripotássico, monofosfato tripotássico, ortofosfato tripotássico, fosfato de potássio tribásico, fosfato de potássio 341i Fosfato monocálcico, fosfato monobásico de cálcio, ortofosfato monocálcico, fosfato de cálcio monobásico, bifosfato de cálcio, fosfato ácido de cálcio, dihidrogênio fosfato de cálcio 341ii Fosfato dicálcico, fosfato dibásico de cálcio, fosfato de cálcio dibásico, hidrogênio ortofosfato de cálcio, fosfato de cálcio secundário, hidrogênio fosfato de cálcio, hidrogênio monofosfato de cálcio 341iii Fosfato tricálcico, fosfato tribásico de cálcio, fosfato de cálcio tribásico, fosfato de cálcio precipitado, fosfato de cálcio 342i Fosfato monoamônico, fosfato monobásico de amônio, fosfato de amônio monobásico, fosfato ácido de amônio, fosfato de amônio primário, dihidrogênio fosfato de amônio, dihidrogênio tetraoxofosfato de amônio, monofosfato monoamônico, dihidrogênio ortofosfato de amônio 342ii Fosfato de amônio dibásico, fosfato diamônico, hidrogênio fosfato diamônico, hidrogênio tetraoxofosfato diamônico, hidrogênio ortofosfato diamônico 343ii Fosfato dimagnésico, fosfato de magnésio dibásico, fosfato de magnésio secundário, hidrogênio ortofosfato de magnésio trihidratado, sal de magnésio do ácido fosfórico, 16 hidrogênio fosfato de magnésio 343iii Fosfato trimagnésico, ortofosfato trimagnésico, fosfato de magnésio tribásico, fosfato de magnésio terciário 450i Pirofosfato ácido de sódio, dihidrogênio difosfato dissódico, dihidrogênio pirofosfato dissódico, pirofosfato dissódico 450ii Difosfato trissódico, pirofosfato ácido trissódico, monohidrogênio difosfato trissódico 450iii Difosfato tetrassódico, pirofosfato tetrassódico, pirofosfato de sódio 450v Difosfato tetrapotássico, pirofosfato tetrapotássico, pirofosfato de potássio 450vi Pirofosfato dicálcico, difosfato dicálcico, pirofosfato de cálcio 450vii Dihidrogênio difosfato monocálcico, pirofosfato ácido de cálcio, dihidrogênio pirofosfato monocálcico 451i Trifosfato pentassódico, tripolifosfato de sódio, trifosfato de sódio, tripolifosfato pentassódico 451ii Trifosfato pentapotássico, tripolifosfato de potássio, tripolifosfato pentapotássico, trifosfato de potássio 452i Polifosfato de sódio, metafosfato de sódio insolúvel, hexametafosfato de sódio, sal de Graham, tetrapolifosfato de sódio 452ii Polifosfato de potássio, metafosfato de potássio, polimetafosfato de potássio 452iii Polifosfato de cálcio e sódio 17 REALÇADOR DE SABOR 620 Ácido glutâmico (L(+)-) quantum satis - 621 Glutamato de sódio, Glutamato monossódico quantum satis - 622 Glutamato de potássio quantum satis - 623 Diglutamato de cálcio quantum satis - 624 Glutamato monoamônico quantum satis - 625 Glutamato de magnésio quantum satis - 627 5'-guanilato dissódico, guanilato dissódico, dissódio 5' - guanilato quantum satis - 628 5-guanilato de potássio quantum satis - 629 5-guanilato de cálcio quantum satis - 630 Ácido inosínico quantum satis - 631 5'-inosinato de sódio, inosinato dissódico, dissódico 5' - inosinato quantum satis - 632 Inosinato de potássio quantum satis - 633 5-inosinato de cálcio quantum satis - UMECTANTE 420 Sorbitol e xarope de sorbitol, D-sorbita 2,0 - 422 Glicerina, glicerol quantum satis - Contudo, a “Alvôndega” trata-se um alimento clean label, possuindo apenas ingredientes conhecidos pelo consumidor. Não apresenta aditivos alimentares, substâncias alimentícias e ingredientes compostos não discriminados. 3.5 Requisitos aplicáveis a peso e medida 18 As almôndegas a base de carnes devem ter porções de 80 gramas e a medida caseira é configurada em unidades. 3.6 Rotulagem Os rótulos de alimentos não devem fazer referência a marcas especiais de qualidade, nem conter referências, desenhos ou figuras que permitam interpretações errôneas ou induzam o consumidor a errar sobre sua natureza, origem ou ingredientes. É importante também que não haja nenhum nome, designação, símbolo gráfico, desenho ou indicação de qualquer tipo, que permita uma má interpretação, erro ou confusão sobre a origem, natureza, composição ou qualidade dos alimentos, ou a atribuição de qualidade ou características nutricionais superiores do que realmente possuem. É importante ressaltar que a rotulagem de alimentos embalados deve apresentar, obrigatoriamente, as seguintes: denominação de venda do alimento; lista de ingredientes; conteúdos líquidos; identificação da origem; nome ou razão social e endereço do importador, no caso de alimentos importados; identificação do lote; prazo de validade e instruções sobre o preparo e uso do alimento, quando necessário. Em relação a declaração de nutrientes é importante que haja uma listagem ordenada dos nutrientes de um alimento, sendo fundamental a declaração do valor calórico, proteínas, carboidratos, gorduras totais e sódio mesmo que o teor seja insignificante no alimento. Já em relação a informação nutricional complementar refere-se à composição do alimento no que diz respeito a propriedades nutricionais particulares, não incluindo valor calórico, carboidratos, proteínas, gorduras, fibras alimentares, vitaminas e minerais. A rotulagem nutricional frontal (RNF) é o mais novo modelo de rotulagem aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse formato inclui o formato retangular preto com lupa. Discussões com relação a esse formato de rotulagem ainda são frequentes, porém estudos averiguaram que esse formato é mais legível e facilitador para o consumidor e para o produtor. 3.7 Métodos de amostragem e análise do alimento 19 A amostragem consiste no primeiro momento relacionado à análise de um alimento. Entende-se por amostra como uma porção limitada do material, retirada de um universo, de modo que tenha as características inerentes ao conjunto. Amostragem então é o conjunto de operações com as quais se obtém do material em estudo, uma porção pequena, que represente uma parte de todo o conjunto de amostras. Existem fatores que podem interferir no plano de amostragem, entre eles pode-se citar: finalidade da inspeção, a natureza do lote e do material em teste, no caso do seguinte trabalho a almondega de coração de frango, e os procedimentos de teste. A análise bromatológica tem como principal finalidade quantificar as substâncias nutritivas presentes nos alimentos, assim fornecendo informações importantesaos produtores e técnicos na tomada de decisões para o planejamento alimentar. (RECH, 2017) A amostra a ser analisada deve sofrer uma série de etapas a serem realizadas. A coleta da mostra procede a identificação do lote como forma de registro. No caso da almondega em questão, uma amostra pastosa, que apresenta certa homogeneidade em suas características, a coleta é feita em frascos com o mesmo volume, do alto, meio e fundo do recipiente, após agitação e homogeneização das mesmas. Tais especificações são listadas segundo a ISSO 2959-1. Durante o tratamento da amostra leva-se em consideração fatores como o conteúdo de gordura presente em produtos de origem animal, como o caso do presente produto (almondega). Analisa-se toda a cadeia produtiva do determinado alimento, os ingredientes presentes, os limites microbiológicos e padrão microbiológico, o plano de amostragem, as unidades amostrais, analíticas e formadoras de colônia. Todas essas características irão especificar e orientar a atividade armazenadora do produto. De forma geral, a amostragem leva em consideração todo um sistema de processamento da amostra, podendo ser realizadas reações e procedimento químicos e físicos, separações e medidas, além do processamento de dados e uma avaliação estatística. É necessária para que o produto seja devidamente avaliado e posteriormente sua qualidade validada para o armazenamento e comercialização, com posterior consumo pela população. 20 3.8- Análise do alimento: “Alvôndegas” – Almondegas de coração de frango Figura 1: Vista completa do rótulo do alimento Fonte: Dados da Pesquisa. Teresina, 2021. Figura 2: Tabela Nutricional do alimento Fonte: Dados da Pesquisa. Teresina, 2021. 21 Na rotulagem frontal, o elemento que chama atenção é a presença do indicador de gorduras totais. Isso deve-se aos valores obtidos conforme constam na tabela nutricional que vai de acordo com a nova norma relacionada ao processo de rotulagem, que exige para 100g de produto, um limite de 6g de gorduras totais. Nota-se observando a tabela nutricional do alimento que apresenta os elementos básicos exigidos pela norma de rotulagem de 2021. Conforme o Art. 5º: a tabela de informação nutricional deve conter a declaração das quantidades de: valor energético; carboidratos; açúcares totais; açúcares adicionados; proteínas; gorduras totais; gorduras saturadas; gorduras trans; fibra alimentar; sódio. Bem como a exigência com relação aos ingredientes apresentados pelo produto que devem estar contidos na tabela informacional, declarando as quantidades de valor energético e de todos nutrientes e substâncias bioativas adicionados aos produtos. Alimentos cuja embalagem apresenta o produto em porções deve conter a quantidade de acordo com as devidas legislações, assim como consta no produto “Alvôndega”. Além disso, assim como consta na nova rotulagem prevista pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o número de porções contidas na embalagem do alimento deve ser declarado na tabela de informação nutricional seguindo as regras para arredondamento e para expressão dos valores definidas no Anexo VI da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020. 22 5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985. ANVISA, AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Instrução normativa no 75, de outubro de 2020. ANVISA, AGENCIA NACIONAL DE VIGILANCIA SANITÁRIA. Resolução da Diretoria Colegiada-RDC N° 331, de 23 de dezembro de 2019. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-332-de-23-de-dezembrode- 2019-235332281. Acesso em: 17 de jan. de 2022. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985. ANVISA, AGENCIA NACIONAL DE VIGILANCIA SANITÁRIA. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC Nº 272, DE 14 DE MARÇO DE 2019. Disponível em:https://www.in.gov.br/web/guest/materia/- /asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/67378977/do1-2019-03- 18resolucao-da-diretoria-colegiada-rdc-n-272-de-14-de-marco-de-2019- 67378770. Acesso em: 17 de jan. de 2022. BRASIL. Decreto-lei nº 986, de 21 de outubro 1969. Institui normas básicas sobre alimentos. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, p. 8935, 21 out. 1969. DAVID, Marília Luz; GUIVANT, Julia Silvia. Os padrões de identidade e qualidade dos alimentos: uma análise de suas transformações no Brasil. Mediações: revista de ciências sociais. Londrina, PR. Vol. 25, n. 1 (jan./abr. 2020), p., 2020. FERRÃO, L. L. Bromatologia. 1. ed. Rio de Janeiro: SESES, Estácio, 2017. 152 p. RECH, Ângela Fonseca. Amostragem de alimentos para análise bromatológica. Agropecuária Catarinense, v. 31, n. 1, p. 33-36, 2018.