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Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 1 Aula 04 Administração Geral para AFRFB Gestão por Competências; Trabalho em Equipe. Professor: Flávio Sposto Pompêo Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 2 Sumário I - Introdução .................................................................................................................................... 3 1. Gestão por competências......................................................................................................... 3 1.1 Conceito de competências individuais .............................................................................. 3 1.2. Competências organizacionais ........................................................................................... 7 1.3. Tipologias de competências ................................................................................................ 8 1.4 Gestão de pessoas por competências ............................................................................... 9 1.5. Características da Gestão por competências .............................................................. 11 1.6. Estruturação de um modelo de gestão por competências ..................................... 13 1.7. Seleção por competências. ................................................................................................ 16 1.8. Remuneração por Competências. ................................................................................... 18 1.9. Gestão de desempenho por competências .................................................................. 18 1.10. Gestão por competências na Administração Pública ............................................. 19 1.11. Gestão por competências na Receita Federal do Brasil ........................................ 20 2. Trabalho em equipe ................................................................................................................. 20 3. Lista de Exercícios .................................................................................................................... 25 4. Questões comentadas ............................................................................................................. 33 5. Gabarito........................................................................................................................................ 44 Aula 04 Gestão por competências; trabalho em equipe. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 3 I - Introdução Olá, pessoal! Hoje, com a aula 4, chegamos oficialmente à metade do curso de “Administração Geral”, voltado para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil para o concurso de 2016. Na aula de hoje, estudaremos um tema muito importante e cobrado em provas da Esaf: A gestão de pessoas por competências! Vocês verão os conceitos, classificações e aplicações deste que é considerado o mais moderno modelo de gestão de pessoas. Também na aula de hoje, vamos conhecer o trabalho em equipe. Veremos a distinção entre grupos e equipes, os tipos de equipe e como a Esaf pode cobrar o tema em prova. Espero que estejam se sentido confiantes com a possibilidade de estudar estes conteúdos muito antes que seus concorrentes! Todos estes conteúdos de Administração Geral já caíram em provas recentes de AFRFB e ATRFB, e a preparação com antecedência é uma vantagem muito grande. E aí, estão prontos para começar? 1. Gestão por competências A gestão por competências é, hoje, a principal forma de obter vantagem competitiva por meio da gestão de pessoas. Os modelos de gestão por competências, que são flexíveis e voltados a resultados, têm ganhado espaço na realidade organizacional, em substituição aos antigos modelos de gestão de recursos humanos, que eram cartoriais e burocratizados. Além disso, a gestão por competências é um tema que tem sido muito cobrado em concursos recentes, razão pela qual iremos estudá-lo em profundidade. 1.1 Conceito de competências individuais Começaremos pelo estudo das competências individuais, também denominadas competências profissionais. Certamente você já ouviu a palavra competência e já a usou, pois ela faz parte do vocabulário do senso comum. Expressões como “ela é uma médica muito competente” ou “ele é incompetente como motorista” nos soariam naturais. Nesta acepção, competente é a pessoa que faz bem alguma coisa. Estudando Direito Administrativo, vemos que naquela disciplina a “competência” tem um outro significado. Em Administração Geral, mais especificamente em Gestão de Pessoas, “competência” tem um significado um pouco diferente do utilizado no senso comum ou em outras disciplinas. Compe ncia m concei o central, fundamental, estruturante, da Gestão de Pessoas e mesmo da Administração contemporânea. Para entendermos o conceito de competência do indivíduo, podemos começar entendendo seus constituintes: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes. Esta tríade, muitas vezes referida como “CHAs” (as iniciais das palavras), remete a um conceito tradicional de competência: um conjunto de conhecimentos, Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 4 habilidades e atitudes mobilizados em favor de algum objetivo da instituição. Vejamos, então, o que significa cada um destes três componentes da competência. Conhecimento é o saber do indivíduo. É o “conjunto de informações que a pessoa armazena e lança mão quando precisa” 1. Habilidade é saber fazer. É “agir com talento, capacidade e técnica, obtendo resultados positivos” 2. Atitude é querer fazer. É a maneira com que encaramos determinado trabalho. Não basta termos conhecimento e sabermos fazer: é preciso que nossos valores e crenças sejam tais que tenhamos disposição para agir. Conhecimentos e habilidades estão ligados à questão técnica, enquanto as atitudes estão ligadas a questões comportamentais, conforme ilustra a tabela3 abaixo: Conhecimento Saber Aspectos técnicos Data Habilidade Saber fazer D Aspectos comportamentais ata Data Atitude Querer fazer; Ser (identidade) Assim, será que um funcionário que tem um conhecimento profundo de determinado tema vai ser considerado competente? Não necessariamente, pois, além do conhecimento (saber), ele precisa saber fazer (habilidade) e querer fazer (atitude). Saber, saber fazer e querer fazer são suficientes para um desempenho de sucesso? Não. É necessário também que a organização ou empresa ofereça as condições necessárias (condições físicas, suporte gerencial, salário coerente, ambiente motivador etc) para a realização da atividade. Isto é o poder fa er. Temos, portanto uma nova tríade necessária para a realização das competências: saber fazer, querer fazer e poder fazer. A maior parte da literatura especializada identifica que o conceito de competências surge em 1973, quando um psicólogo norte-americano chamado David McClelland publica o artigo “Testing for competence rather than intelligence” (em tradução livre, seria algo como “testando a competência e não a inteligência”). Este artigo é o pontapé inicial para uma série de estudos realizados nos EUA por autores como McClelland,Dailey, Spencer e Spencer, Boyatzis e Mirabile. Estes são identificados como a corrente norte-americana do estudo de competências. De acordo com ela, competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes mobilizados para um desempenho superior no trabalho. Diversos autores, em trabalhos posteriores, apontaram como limitação desta corrente o fato de os conceitos se centrarem excessivamente no indivíduo e nas 1 Gramigna, Maria Rita. Modelo de Compet ncias e Gest o dos Talentos. S o Paulo, Makron Books, 2002, p. 18. 2 Idem, p. 19. 3 Tabela e tra da de Leme, Rog rio. Aplica o pr tica de gest o de pessoas por compet ncias. Rio de Janeiro, Qualit mark, 2005, p. 18. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 5 “tarefas prescritas de um cargo”. Assim, de certa maneira, ”nessa linha, a gestão por competência é apenas um rótulo mais moderno para administrar uma realidade organizacional ainda fundada nos princípios do taylorismo-fordismo” 4. Posteriormente, alguns autores franceses e europeus, tais como LeBortef, Jacques, Zarifian e Stamp e Stamp explicitaram as limitações da concepção norte-americana de competência. Apesar de seus trabalhos não serem totalmente homogêneos, alguns autores os identificam como a corrente francesa ou corrente européia das competências. A contribuição do francês LeBortef, que enriqueceu bastante o conceito, centra-se na necessidade de considerarmos o contexto de trabalho. Prestem atenção à seguinte formulação, feita pela Esaf na prova de APO do MPOG em 2008: Questão 1 (Esaf/MPOG 2008) As competências humanas ou profissionais são combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional em determinado contexto ou em determinada estratégia organizacional. Esta definição é clássica, e tem sido cobrada em provas da Esaf, FGV, FCC e Cespe, então prestem atenção! Na mesma linha, uma importante obra nacional, de autoria de Fleury e Fleury, utiliza a seguinte definição: Competência: um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo” 5. Perceba que a competência profissional traz valor tanto para a organização quanto para o indivíduo. Isso despenca na prova, querem ver dois exemplos? Peço um favor a vocês: releiam a definição acima, de Fleury e Fleury, e resolvam a questão abaixo: Questão 2 (Esaf / Aneel 2006) Selecione a opção que completa corretamente a frase a seguir. Para agregar valor às organizações e aos indivíduos, as competências devem ser entendidas como a) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. 4 Fleur , Maria Tere a. A gest o de compet ncia e a estrat gia organi acional. In: As pessoas e a organi a o. S o Paulo, Editora Gente, 2002, p. 53. 5 Fleur , Afonso e Maria Tere a Fleur . Estrat gias empresariais e forma o de compet ncias. S o Paulo, Atlas, 2004, p. 30. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 6 b) um saber agir focado nas pessoas que implica saber aprender e transferir conhecimentos, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. c) um saber agir focado nas pessoas que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. d) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. e) um saber agir responsável e reconhecido que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. Gabarito: A. Pois é, pois é... A alternativa A foi cópia literal da definição que havíamos acabado de ver. Vamos ver uma questão recente da Esaf que definiu competências usando a mesma linha de raciocínio? Questão 3 ( STN / Esaf 2013) Competências é um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes capazes de agregar valor econômico à organização e valor social à pessoa. Afirmativa correta, seguiu exatamente a mesma linha anterior! Definiu competência como o conjunto de CHA que agrega valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. Perceba que a competência profissional traz valor tanto para a organização quanto para o indivíduo. Outra idéia fundamental ligada à emergência do modelo de gestão de pessoas por competências é a de entrega. Enquanto os modelos tradicionais de recursos humanos eram estruturados em função dos cargos que seriam ocupados pelas pessoas, as transformações do mundo do trabalho e o surgimento da gestão por competências tornam necessário que a organização situe o indivíduo em função das entregas, ações que geram/agregam valor, realizadas por ele. No Brasil, Joel de Souza Dutra foi o principal autor que contribuiu para que a noção de entrega fosse incorporada ao conceito de competência. Para Dutra, “ao olharmos as pessoas por sua capacidade de entrega, temos uma perspectiva mais adequada para avaliá-las, para orientar seu desempenho e para estabelecer recompensas” 6. Uma das formas de entender as entregas é saber que elas são feitas na forma de produtos ou serviços. Em um item do Cespe (TST 2008), aprendemos que “alguns teóricos da área em questão definem competência como a capacidade do funcionário de combinar, misturar e integrar recursos em produtos e serviços”. O 6 Dutra, Joel. Gest o de Pessoas. S o Paulo, Atlas, 2002, p. 54. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 7 item é correto. Veja como ele apresenta o conceito de competência como algo que o indivíduo faz e entrega à organização. Esta idéia de entrega é representada por resultados, e já foi assim traduzida pela Esaf: Questão 4 (Esaf / Aneel 2006) Competência nas organizações são conhecimentos, habilidades e atitudes do indivíduo relacionadas à tarefa e associada a resultados. Questão correta. Apresentou a tríade dos CHAs e associou-a aos resultados. É importante sabermos todos estes princípios porque, na prova, o examinador pode combiná-los, misturá-los, de forma a criar um conceito inteiramente novo. Assim, teremos que entender este novo conceito proposto para avaliarmos se ele é certo ou errado. 1.2. Competências organizacionais Devemos ressaltar que as definições que vimos até agora estão relacionadas aos indivíduos. Existem também, para alguns autores, as competências organizacionais, que estão presentes na organização. As competências das organizações ganharam espaço no debate organizacional a partir de 1990, quando Hamel e Prahalad, dois “gurus” da administração, publicaram artigo que apresentou o conceito de competências essenciais. Para Hamel e Prahalad, todas as organizações possuem competências organizacionais. Estas são análogas às competências individuais (nível micro de análise), masse referem ao desempenho da organização (nível macro de análise). Algumas das competências organizacionais, porém, destacam-se: são o “coração da empresa”, as “core competences”, as competências essenciais. Elas possuem três características principais: x oferecem produtos e serviços diferenciados aos consumidores; x são difíceis de serem imitadas pelas empresas/organizações concorrentes; x dão acesso a nichos do mercado. Muitas empresas constroem sua tipologia de competências tendo a idéia de competência essencial como eixo estruturante. Para efeito de concursos, temos que sempre lembrar que a competência essencial pode ser entendida como o diferencial da empresa, é a sua vantagem competitiva. As competências individuais, também chamadas de humanas ou profissionais, normalmente se referem a indivíduos (nível micro de análise). Porém, quando falamos em competências humanas, elas podem se referir também às equipes de trabalho (nível meso). Em 2008, a Esaf cobrou assim o nível de definição das competências: Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 8 Questão 5 (Esaf/STN 2008) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito à organização ou à equipe de trabalho. Item errado. As competências humanas referem-se ao indivíduo (mais comum) e às equipes (menos comum), enquanto as organizacionais referem-se à organização. 1.3. Tipologias de competências Passemos agora a algumas tipologias do conceito de competência (tipos de competências existentes). Comecemos por Idalberto Chiavenato, que nos ensina7 que há quatro grandes categorias, ou tipos, de competências: z Competências essenciais: “correspondem àquilo que cada organização sabe fazer melhor”. Esta idéia remete à criada por Hamel e Prahalad. Como vimos, competências essenciais são o diferencial da organização; z Competências de gestão: “são as competências relacionadas com a gestão de recursos – financeiros, comerciais, produtivos etc”. Gestão é a capacidade de administrar recursos, e o que se busca, com esta competência, é alocá-los de maneira ótima; z Competências organizacionais: “Correspondem ao modus vivendi da organização, à sua cultura corporativa, como a organização se estrutura [...]. Se referem ao aparato interno por meio do qual a organização se articula e se integra para poder funcionar”. Ou seja, é a maneira como a organização funciona. z Competências pessoais: “são as competências que cada indivíduo aprende e desenvolve em suas atividades pessoais na organização”. Uma das características desta tipologia é que ela diferencia competência organizacional de competência essencial. Nem todas as organizações fazem isso, muitas delas, quando definem as competências organizacionais, buscam apenas as essenciais, que geram valor competitivo. Vale ressaltar, também, que as mencionadas competências pessoais, nesta tipologia, referem-se às competências individuais que estudamos. Maria Rita Gramigna8, por sua vez, trabalha com quatro tipos de competências: diferenciais, que são as que “estabelecem a vantagem competitiva da empresa”; essenciais, “identificadas e definidas como as mais importantes para o sucesso do negócio e devem ser percebidas pelos clientes”; básicas, pertencentes ao ambiente interno, que são as “necessárias para manter a organização funcionando”; e terceirizáveis, que podem ser realizadas por empresas externas. Se entendermos esta tipologia, veremos que as competências essenciais de Prahalad e Hamel abrangem tanto as competências diferenciais como as essenciais apresentadas por Gramigna. Na prova da STN, a Esaf cobrou uma questão que tinha o seguinte item: 7 Chia enato, Idalberto. Administra o Geral e P blica. Rio de Janeiro, Else ier, 2006, p. 219. 8 Gramigna, Maria Rita, op. Cit., p. 17-18. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 9 Questão 6 (Esaf/ STN 2008) As competências organizacionais são decorrentes dos treinamentos e representam a qualificação dos membros organizacionais; já as gerenciais são as competências seletivas que geram diferencial organizacional. Completamente errado. As competências organizacionais não se referem aos membros da organização, pois estão situadas em um nível de análise maior. Caso estejamos falando das competências essenciais, podemos afirmar que elas geram diferencial competitivo para a organização. Já às competências gerenciais estão relacionadas à aplicação de CHAs em contextos específicos de liderança e gestão de recursos da organização. As competências de uma determinada organização são classificadas conforme padrões de complexidade. Normalmente, os cargos ligados a posições superiores da hierarquia, com maiores salários, estão vinculados a trabalhos de maior complexidade. A complexidade de um trabalho envolve a quantidade de etapas envolvidas, o nível de relação com idéias abstratas, o grau de conhecimento requerido, a dificuldade para a sua consecução etc. Tarefas mais complexas, via de regra, agregam mais valor. Conforme nos explica Joel Dutra, os antigos modelos de gestão de pessoas estavam focados em cargos, que eram meramente a descrição de um conjunto de atividades, e a remuneração era feita em função do cargo ocupado. “Hoje, há uma preocupação em traduzir as expectativas de entrega desses cargos, levando- se em consideração uma escala crescente de complexidade” 9. Ou seja, quanto mais a pessoa se desenvolver, mais ela irá agregar à organização, porque poderá assumir tarefas mais complexas. Veremos mais à frente, quando falarmos do modelo de gestão de pessoas por competências, que uma das características da competência na organização é o fato de ela poder ser mensurada. Se ela é mensurável, também é mensurável o nível de complexidade da entrega feita pela pessoa. 1.4 Gestão de pessoas por competências Após o estudo de conceitos e tipologias relativos a competências, vou abordar o assunto com uma visão um pouco mais ampla, para que possamos entender como a competência tornou-se o eixo central, estruturante, dos mais modernos modelos de gestão de pessoas. Histórico, conceito e objetivos Nos modelos tradicionais de administração de recursos humanos o eixo central era o cargo, o foco estava nas funções, tarefas, normas e na hierarquia formal da empresa. Assim, o que importava eram unicamente as habilidades técnicas de execução das tarefas por parte dos empregados. Entretanto, com a evolução da economia mundial, o aumento da competitividade e as novas exigências da sociedade, as organizações, inclusive públicas, tiveram que considerar os aspectos atitudinais e a capacidade de seus funcionários de contribuir efetivamente para o alcance dos objetivos organizacionais. 9 Dutra, Joel. Gest o por Compet ncias. S o Paulo, Editora Gente, 2001, p. 29. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 10 Afinal de contas, do que adiantava o empregado realizar sua tarefa dentro dos padrões e cumprir seu horário de trabalho regularmente se isso não estava contribuindo para a melhoria do desempenho organizacional? É a partir dessa lógica que surgem os modelos de gestão de pessoas por competências: vamos gerir a vida funcional de nossos empregados(ou servidores) de forma que possam agregar valor efetivo ao nosso negócio e à nossa missão! Dessa forma, “muitas organizações têm adotado a gestão por competências como modelo de gestão, visando orientar seus esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução de seus objetivos” 10. Simplificando, a Gestão de Pessoas por competências é a maneira de administrar todos os processos de gestão de pessoas (seleção, desenvolvimento, movimentação interna, carreira, avaliação de desempenho, remuneração etc.) com base nas competências organizacionais e individuais, de forma a atingir o alcance dos objetivos da organização. Podemos afirmar, então, que o objetivo da aplicação de um modelo de gestão por competências é alinhar as práticas de gestão de pessoas para que as competências humanas possam sustentar competências organizacionais e, consequentemente, o alcance de objetivos e metas estratégicos. Que tal fixarmos os pontos centrais no conceito de gestão por competências vistos até agora? x os processos de gestão de pessoas no modelo de competências visam ao desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e ATITUDES (o aspecto comportamental é um grande diferencial em relação aos modelos tradicionais), para que os funcionários possam fazer entregas efetivas à organização; x foco no alcance dos objetivos organizacionais (o sistema de gestão por competências deve estar fortemente alinhado às estratégias organizacionais). Agora, relembre os conceitos de “entrega” e “níveis de complexidade” vistos anteriormente. Eles são utilizados por muitos autores para definir a gestão por competências. É o caso da seguinte definição, que resume as idéias centrais apresentadas até agora: “A gestão de pessoas por competências é uma visão alternativa aos critérios tradicionais de RH: em vez de se admitir um indivíduo e administrar sua atuação na organização segundo critérios de estratificação hierárquica, atividades e funções esperadas, faz-se isso segundo critérios de expectativas de entrega, isto é, o indivíduo seria avaliado, e sua atuação administrada, segundo critérios de 10 Carbone, Pedro Paulo et ali. Gest o por compet ncias e gest o do conhecimento. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2005. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 11 complexidade de suas responsabilidades e contribuições ao contínuo desenvolvimento organizacional” 11. A Esaf cobrou a gestão por competências em uma prova do concurso de APO do MPOG. Julguem o item abaixo: Questão 7 (Esaf/MPOG 2008) A gestão por competências é um método para gerenciar as carreiras – tradicionalmente vinculadas a diplomas, exames ou à antigüidade – que passam a ser fundadas nos “diferenciais” dos servidores, os quais são revelados quando as pessoas agem nas situações profissionais com que se deparam e servem como ligação entre as condutas individuais e a estratégia da organização. Item certo. Vejam que ele traz uma formulação diferente, mas coerente com os conceitos que vimos. Nos modelos tradicionais, as carreiras eram ligadas à antiguidade, cargos ou a outros critérios burocráticos, enquanto nos modelos inovadores as carreiras são construídas em função das competências. Estas competências são diferenciais de cada servidor, na medida em que são as entregas específicas que cada um realiza. Estas entregas devem estar vinculadas a objetivos organizacionais mais amplos, que o item chamou de estratégia da organização. 1.5. Características da Gestão por competências Depois de vermos o histórico e o conceito da gestão por competências, vamos nos aprofundar um pouco mais nesse modelo de gestão de pessoas. Para que um modelo de gestão de pessoas por competências seja efetivo e atinja seus objetivos é necessário que tenha as seguintes características: x Ser patrocinado pela alta cúpula (dirigentes) e estar diretamente relacionado às diretrizes estratégicas da organização. O modelo de gestão de pessoas por competências é um instrumento estratégico e deve contribuir para que a missão, os objetivos, as metas e os projetos organizacionais sejam cumpridos de maneira efetiva; x Ser simples, prático e possível de ser operacionalizado no contexto específico da organização. Ou seja, do que adianta um modelo complexo e perfeito que não funciona na prática?; x Ser amplamente comunicado e compreendido, para que os gestores e funcionários percebam seus benefícios e contribuam para sua implementação e consolidação; x Ter a competência como elo entre indivíduo e organização. De acordo Hamel e Prahalad (1990), as competências servem como ligação entre as condutas individuais e a estratégia da organização. Ou seja, é a partir da entrega de uma competência que o indivíduo contribui para o efetivo desempenho organizacional; x Ser um integrador entre as várias políticas e práticas de gestão de pessoas na organização (recrutamento e seleção, desenvolvimento, 11 Vasconcellos, Isabela F. Gol eia de. Organi a es em aprendi agem.S o Paulo. Thompson Learning, 2007. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 12 avaliação, remuneração...); x Proporcionar benefícios tanto para a organização como para os funcionários (lembram do conceito de Fleury e Fleury de que a competência deve agregar valor econômico à organização e valor social ao indivíduo?). A gestão por competências deve ser patrocinada pela alta cúpula (dirigentes) e estar diretamente relacionada às diretrizes estratégicas da organização. Entretanto, não entendam que o corpo de funcionários não deve participar do modelo. Os funcionários devem sim compreender e apoiar o modelo, já que serão geridos a partir de suas práticas, mas não são eles que vão nortear a sua elaboração, isso é tarefa do corpo estratégico da organização. Reflitamos um pouco: o grande objetivo da gestão por competências é viabilizar que os indivíduos, por meio da mobilização de seus conhecimentos, habilidades e posturas, contribuam para o alcance dos objetivos organizacionais... Mas como saber se isso está ocorrendo? ”Contribuir para o alcance dos objetivos organizacionais” pode ser algo bastante subjetivo, concordam? Pois é, com base nesse questionamento encontramos outro requisito extremamente importante para a gestão por competências: as entregas dos funcionários devem ser mensuráveis! Ou seja, devem existir critérios objetivos para afirmar se uma pessoa possui ou não uma competência e em qual nível de complexidade. Em geral esses critérios são dados a partir da descrição de comportamentos observáveis para cada nível de complexidade de uma competência, conforme vimos no tópico anterior. Esses comportamentos funcionam como indicadores da existência da competência. Quando falamos nessa questão sempre vem a pergunta: mas é possível medir comportamentos, já que a competências só se concretiza quando algo é colocado em prática e entregue à organização? Rogério Leme nos ensina que, “se o comportamento pode ser observado, então conseguimos no mínimo classificá-lo como sendo adequado ou não, e, neste caso, em que pode ser melhorado ou ainda o quanto. E, como os comportamentos produzem alteração no ambiente, é possível sim mensurar comportamento, afinal, podemos ver essas mudanças” 12. Vejamos um exemplo dado por Maria Rita Gramigna13 em relação à competência gerencial de liderança. Eladivide a proficiência na competência em quatro níveis e descreve comportamentos observáveis para cada um deles: 12 Leme, Rog rio. Aplica o pr tica de gest o de pessoas: mapeamento, treinamento, sele o, a alia o e mensura o de resultados de treinamento. Rio de Janeiro: Qualit mak, 2005. p.16 13 Apostila do orkshop Introdu o ao modelo de compet ncias para a rea p blica reali ado em Bras lia em 24 e 25 de mar o de 2008. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 13 Liderança – níveis de proficiência Nível Comportamentos 1 Atua entre a execução e coordenação de trabalhos, apresentado dificuldades para aproveitar o potencial da equipe. Tendência a centralizar e executar tarefas, no lugar de orientar, delegar e estimular a ação do grupo. Necessita ampliar sua visão sistêmica, favorecendo assim a relação entre as partes e o todo. 2 Atua assumindo a liderança e aproveitando os espaços. Interessado, mostra-se disponível e contribui para o alcance de bons resultados. Necessita voltar-se para o potencial das pessoas, já que algumas vezes deixa de orientar, treinar e delegar responsabilidades. 3 Atua assumindo a liderança de forma positiva. Busca resultados por meio de parcerias, delega e orienta o grupo. Contribui e colabora em diversas equipe. Demonstra facilidade para energizar e obter atenção das pessoas. 4 Destaca-se pela liderança e tranqüilidade. Apresenta auto-motivação, capacidade para energizar grupos, obter a adesão das pessoas e facilidade para estabelecer parcerias. Estilo assertivo, participativo e com total aprovação e respeito das equipes. Temos quatro descrições, de acordo com o nível de complexidade. Percebem que com uma referência desse tipo a mensuração da competência torna-se mais prática. A partir dos comportamentos descritos poderíamos classificar alguém em um dos níveis de proficiência e verificar se houve uma evolução para outro nível após uma ação de desenvolvimento, por exemplo. 1.6. Estruturação de um modelo de gestão por competências Agora que já vimos os principais conceitos, tipologias e características da gestão de pessoas por competências, entenderemos como é o processo de implantação do modelo em uma organização. É necessário ressaltar que não existe uma única forma de estruturação de um modelo de gestão por competências, mas que as fases apresentadas aqui se repetem na maior parte deles, mesmo que em cada modelo possuam uma denominação diferente. Por isso, mais importante que decorar as etapas é entender os objetivos de cada uma e sua integração com os outros passos da estruturação do modelo. Em geral, a implantação de um modelo de gestão por competências vai seguir as seguintes fases: sensibilização, definição de competências essenciais e organizacionais, definição das competências individuais, mapeamento (ou avaliação) de competências, programas de desenvolvimento de competências e avaliação. Vamos entender cada uma dessas fases. Fase 1. Sensibilização e conscientização. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 14 Essa primeira fase é de extrema importância para o sucesso do projeto. Se essa fase não for bem realizada todo o projeto corre o risco de ser um verdadeiro fracasso. É necessário sensibilizar a alta administração para que ela entenda perfeitamente o objetivo, os benefícios e os desafios do projeto e esteja disposta a patrocinar a implantação da gestão por competências na instituição. É imprescindível também comunicar o projeto aos funcionários, para que eles se tornem parceiros da área de gestão de pessoas e da alta administração na implantação do modelo. Nesse momento, “é preciso motivar as pessoas, fazer com que elas comprem a ideia. Elas precisam sentir que é um recurso de desenvolvimento das pessoas e que irão participar da construção” 14. As pessoas só participam e apoiam aquilo que entendem e quando percebem os benefícios a serem conquistados. Por isso, nesse momento é necessária uma comunicação interna profissional e efetiva, com a utilização de palestras, material gráfico (cartilhas, folders, painéis), reuniões, intranet e quaisquer outros recursos que possam atingir efetivamente o público-alvo. Percebemos que em muitas organizações, especialmente no setor público, esse ponto ainda é um desafio a ser vencido, pois a comunicação organizacional muitas vezes é realizada de maneira amadora, sem os devidos cuidados. Fase 2. Definição das competências organizacionais e essenciais. Nessa etapa, a alta administração, com o apoio da área de gestão de pessoas, vai definir as competências organizacionais e identificar, entre elas, quais são as competências essenciais da organização, ou seja, aquelas que significam a sua vantagem competitiva, o seu diferencial. Essas competências devem estar intimamente ligadas ao negócio, à missão, à visão, aos valores e estratégias da organização. Por isso, antes de definir as competências essenciais é interessante realizar uma revisão ou validação do referencial estratégico (estudamos estes conceitos na aula 4). É importante ressaltar que alguns autores denominam a definição das competências (organizacionais e individuais) como mapeamento de competências. Já outros entendem que o mapeamento ocorre no momento em que cada funcionário é avaliado nas competências definidas. Fase 3. Desdobramento das competências organizacionais até o nível das competências individuais. Nesse momento a pergunta a ser respondida é a seguinte: quais competências, com os respectivos aspectos técnicos e comportamentais, nossos funcionários devem possuir para sustentar as nossas competências essenciais? Que conhecimentos, habilidade e atitudes nossos funcionários devem apresentar? Devemos perceber que as competências individuais serão diferentes em cada setor/função da empresa. Vocês concordam que um funcionário que trabalha na área de planejamento de uma indústria deve ter conhecimentos, habilidades e atitudes diferentes de um que trabalha na área de produção de um componente industrial específico? 14 Leme, Rog rio. Aplica o pr tica de gest o de pessoas: mapeamento, treinamento, sele o, a alia o e mensura o de resultados de treinamento. Rio de Janeiro: Qualit mak, 2005. p.16 Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 15 Essa fase, também chamada descrição das competências, representa a definição do que a organização espera de cada funcionário em termos de competências (técnicas e comportamentais). Em geral é realizada por meio de reuniões ou entrevistas com o corpo gerencial da instituição. Percebam que as competências individuais devem ser desdobradas das organizacionais! Fase 4. Identificação ou mapeamento das competências dos colaboradores. Definidas as competências requeridas, é o momento de identificar quais as competências existentes atualmente na instituição. Alguns autores chamam essa fase de diagnóstico de competências, outros consideram que essa etapa é o mapeamento. É preciso saber onde estamos e identificar a lacuna (gap) de competências dos empregados em relação às competências requeridas em cada função. Esse diagnóstico é feito em geral por meio de um questionário, que pode ser preenchido pelo funcionário, pelo seu chefe imediato epelos seus pares, de acordo com a política da instituição. Essa identificação, quando feita de maneira periódica, pode inclusive ser um insumo ou mesmo um instrumento de avaliação de desempenho dos colaboradores. O mapeamento pode ser feito, também, por meio de técnicas de certificação de competências. Fase 5. Programas de desenvolvimento de competências Identificadas as lacunas de competências, é preciso planejar ações para reduzi- las ou eliminá-las. Em geral essas ações são concretizadas por meio de programas institucionais de desenvolvimento de competências, que se desdobram nos Planos Individuais de Desenvolvimento (PDIs). Os programas de desenvolvimento ligados a modelos de gestão por competências assumem formas diversas dos modelos tradicionais baseados unicamente em ações formais de treinamento em sala de aula. Na gestão por competências é dado um enfoque maior às ações não-formais de desenvolvimento, como o treinamento on the job (no próprio posto de trabalho), auto-instrução, observação de colegas de trabalho, coaching e visitas técnicas a outras instituições, por exemplo. Fase 6. Avaliação Um período após a execução de ações de desenvolvimento é necessário avaliar novamente as competências dos colaboradores para perceber o impacto de tais ações. Houve evolução nas competências trabalhadas? Ainda há lacunas? Nesse momento recomeça um novo ciclo, com a revisão das competências definidas para a organização. Devemos lembrar que um modelo como esse não é estático, e, portanto, deve sofrer transformações e atualizações periódicas. Antes de continuarmos, vamos ver uma questão de 2010 sobre gestão por competências para revisarmos o que já foi estudado: Questão 8 (Esaf / CVM 2010) Sobre gestão por competência, é incorreto a rmar que: Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 16 a) gura como um dos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as atividades necessárias à consecução de seus objetivos. b) direciona sua ação prioritariamente para o gerenciamento do gap ou lacuna de competências eventualmente existente na organização ou equipe, procurando eliminá-lo ou minimizá-lo. A ideia é aproximar ao máximo as competências existentes na organização daquelas necessárias para a consecução dos objetivos organizacionais. c) é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de de nir per s pro ssionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio, identi cando os pontos de excelência e os pontos de carência, suprindo lacunas e agregando conhecimento, tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis. d) é composta por alguns subsistemas, como: Mapeamento e descrição de Competências; Mensuração de Competências; Remuneração por Competências; Seleção por Competências; Desenvolvimento de Competências; Avaliação de Desempenho por Competências; Plano de Desenvolvimento por Competências. e) gura como alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução de seus objetivos. Pessoal, nesta questão tem uma dica. Lendo todas as alternativas, dá pra ver que a A e a E são opostas (uma diz que a gestão por competências é um modelo tradicional, enquanto a outra diz que a gestão por competências é um modelo alternativo aos tradicionais), então provavelmente uma das duas é o gabarito. A questão busca a alternativa incorreta. A letra A é claramente incorreta, pois a gestão por competências é um modelo inovador, alternativo aos tradicionais. As demais alternativas estão de acordo com o que estudamos, prestem atenção em como a Esaf as formulou e, caso tenham dúvidas sobre alguma, utilizem o fórum! 1.7. Seleção por competências. Vamos ver como a gestão por competências se aplica a alguns processos específicos de gestão de pessoas (seleção, avaliação, remuneração). Seleção é uma espécie de filtro de pessoas. É por meio delas que identificamos indivíduos aptos ou que possuem o potencial para integrar a empresa e colaborar com o alcance de determinados resultados. A seleção pode ser externa (por exemplo, concurso público) ou interna (por exemplo, um processo seletivo entre os servidores para identificar o que tem maior potencial para ocupar determinada função gerencial). Seleção por competências nada mais é do que incluir, nestes filtros, métodos, técnicas e parâmetros que identifiquem os indivíduos que possuem as competências necessárias para realizar determinado trabalho. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 17 Realizar a seleção por competências traz os seguintes ganhos para a gestão de pessoas15: � Ter um quadro completo dos requerimentos do trabalho; � Focar a atenção em pessoas que efetivamente terão maior probabilidade de sucesso no trabalho; � Haver um certo “desinvestimento” naquelas pessoas que não atendem aos requerimentos da companhia; � Assegurar um processo de entrevista sistemático e profundo; � Ajudar a distinguir entre aquelas competências que são mais “treináveis” daquelas mais difíceis de se desenvolver. Se competência é entrega, nada melhor, para a empresa, do que selecionar pessoas que sejam capazes de realizar estas entregas. Com isto em mente, Dutra nos ensina as principais diferenças entre a seleção tradicional e a seleção por competências16: Aspectos analisados na seleção Seleção tradicional Seleção por competência Horizonte profissional Cargo a ser ocupado Carreira na empresa Perfil Para um cargo específico Para atender a demandas presentes e futuras Processo de escolha Observa a adequação para o cargo Observa a adequação para uma trajetória específica Ferramentas de escolha Testes de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o cargo Análise da trajetória profissional para avaliar a maturidade profissional e o ritmo de desenvolvimento Contrato psicológico Contrato construído visando a determinada posição na empresa Contrato construído visando a uma carreira ou trajetória profissional na empresa Compromisso da organização Manter o cargo para o qual a pessoa está sendo captada Desenvolver a pessoa para determinada trajetória dentro da empresa Internalização Adequação ao cargo Adequação a uma trajetória 15 Lucia e Lepsinger, 1999, apud Neri, Aguinaldo. Gest o de RH por Compet ncias e a Empregabilidade. Editora Papirus, 2005, p. 86. 16 Dutra, Joel de Sou a. Compet ncias: Conceitos e instrumentos para a gest o de pessoas na empresa moderna. S o Paulo: Atlas, 2008, p. 63. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 18 No processo seletivo, para pesquisar competências, devemos fazer uma pesquisa do passado, ou seja, verificar como, em uma situação já ocorrida, a pessoa agiu. Em uma entrevista, não adianta perguntarmos como o candidato agiria em uma determinada situação, afinal ele pode responder qualquer coisa. Podemos, porém, perguntar como ele agiu (no passado) em uma situação concreta.Isso demonstraria que competências ele utilizou na situação pesquisada. Outra opção é realizar um teste prático e verificar se o indivíduo se sai bem. 1.8. Remuneração por Competências. Vocês já devem ter fixado a ideia de que os modelos mais modernos de gestão de pessoas são estruturados em função das competências, certo? Pois é. Todo mundo que já trabalhou sabe que um dos dias mais felizes na vida do funcionário é o dia do pagamento! Mas é possível remunerar por competências? Bom, a maioria das organizações, inclusive as organizadoras de concursos, acredita que sim, e isso tem sido uma tendência cada vez maior nas empresas. Nas abordagens tradicionais, a remuneração é efetuada em função de critérios como tempo de casa, cargo ocupado, titulações acadêmicas etc. Nas abordagens inovadoras, a remuneração é feita em função das competências. Vimos que competência pode ser entendida como entrega. Esta entrega é realizada em determinado nível de complexidade. Outro pressuposto é o de que a competência pode ser mensurada. Assim, podem ser criados parâmetros para remunerar as pessoas em função das competências. Segundo Gil, a remuneração por competências “reforça uma estratégia de contínuo aprendizado e aperfeiçoamento [...]. Se utilizada com eficácia, a remuneração por competência, além de recompensar os empregados pelo valor que agregam a seus cargos, ajuda a organização a focalizar melhor sua missão central e o valor do desempenho excepcional na realização desta missão” 17. E no serviço público? É possível remunerar por competências no serviço público? A resposta é sim! Bom, pelo menos em parte. Uma tendência contemporânea é a de que uma parte da remuneração seja fixa e uma parte seja variável. Isto, inclusive, já está em funcionamento em alguns órgãos da administração pública federal (não vale, por exemplo, para servidores da Receita Federal ocupantes de carreiras típicas de estado, que são remuneradas por subsídio). A parte fixa da remuneração não vai depender das competências. É possível, porém, atrelar a parte variável da remuneração às competências do servidor. Como isso vai ser feito, porém, depende das especificidades de cada organização. 1.9. Gestão de desempenho por competências A Gestão de desempenho por competências é um dos mais modernos sistemas de gestão do desempenho, ainda pouco utilizado nas organizações brasileiras. O foco, tanto na contratação (acordo) de metas como na avaliação, é nas entregas dos funcionários, na sua real contribuição para o alcance dos objetivos 17 Gil, Ant nio Carlos. Gest o de Pessoas: enfoque nos pap is profissionais. S o Paulo. Atlas, 2001, p. 191. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 19 organizacionais, a partir da mobilização de seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Adotar a gestão por competências implica avaliar as competências das pessoas segundo critérios de performance associados ao desenvolvimento dos indivíduos na organização18. Nesse modelo, o desempenho passa a ser conceituado como “o conjunto de entregas e resultados de determinada pessoa para a empresa ou o negócio” 19. Como vimos, a avaliação de desempenho nesse modelo é feita por meio do mapeamento das competências dos funcionários. Busca-se identificar os potenciais dos colaboradores, assim como a existência de lacunas de competências que possam justificar um desempenho insatisfatório e agir para que esses gaps sejam sanados ou minimizados. A utilização de um modelo de gestão por competências costuma ter como consequência um processo de remuneração por competências, com as características vistas no tópico que tratou desse assunto. A utilização de um modelo de gestão do desempenho baseado em competências integra desempenho às estratégias organizacionais. “Nesse modelo, a gestão tem seu momento inicial com a formulação da estratégia da organização, na qual são definidos o negócio, a visão de futuro e os macro- objetivos. Em seguida, a organização realiza um diagnóstico de suas competências essenciais e define os indicadores de desempenho no nível corporativo. Esse diagnóstico permitirá identificar as lacunas entre as competências necessárias à consecução dos objetivos organizacionais e as competências internamente disponíveis. Assim, é gerado um outro diagnóstico das competências profissionais (individuais), que fornecerá subsídios para as decisões de investimento em desenvolvimento ou em captação de competências” 20. Por fim deve ocorrer um criterioso processo de avaliação e retroalimentação do desempenho, como explicamos no item anterior. 1.10. Gestão por competências na Administração Pública As primeiras práticas de gestão de pessoas por competências foram concretizadas no setor privado, mas, nos últimos anos, várias organizações governamentais vêm desenvolvendo e formalizando seus próprios modelos de gestão por competências. A Administração Pública brasileira pode e deve implementar modelos de gestão por competências. O Decreto Presidencial no 5.707, de 200621, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal, define gestão por competência como a “gestão da capacitação orientada para o desenvolvimento do conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias ao 18 Vasconcelos, Isabela F. Gou eia de. Mascarenhas, Andr Ofenhejm. Organi a es em aprendi agem. S o Paulo: Thomson Learning, 2007, p.68. 19 Dutra, 2004, p.69 20 Pires, Ale andre Kalil [et al.].Gest o por compet ncias em organi a es de go erno. Bras lia: ENAP, 2005, p.25 21 http:// .planalto.go .br/cci il_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5707.htm Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 20 desempenho das funções dos servidores, visando ao alcance dos objetivos da instituição”. O Banco Central, o STJ e o TCU são exemplos de órgãos públicos localizados no nível federal e que possuem modelos de gestão por competências implementados. Há dezenas de órgãos com modelos em fase de implementação. Como a Administração Pública está sujeita a regras específicas e detalhadas para gerenciar a pessoas, a implantação completa de um modelo de gestão por competências no setor público ainda é um grande desafio. A Receita Federal do Brasil também implementou o modelo, conforme consta no tópico a seguir. 1.11. Gestão por competências na Receita Federal do Brasil Pessoal, neste tópico eu tenho uma recomendação de leitura complementar para vocês. É um relato em um artigo científico, que fala sobre o modelo de gestão por competências implementado na Receita Federal do Brasil. Leiam e aproveitem tanto para revisar o tema da aula de hoje quanto para ver como ele foi implementado, na prática, na RFB! Gestão por Competências: Relato Técnico-Científico sobre a implantação na Secretaria da Receita Federal do Brasil. Almeida e Bertolini, Revista Inteligência Competitiva, 2015 Acesso no seguinte link: http://www.inteligenciacompetitivarev.com.br/ojs/index.php/rev/article/downlo ad/121/pdf_31 2. Trabalho em equipe A equipe é um tipo de grupo. O tema equipes é cobrado, em concursos, junto com o tema grupos, razão pela qual iremos começar entendendo o conceito de grupo. Podemos definir assim um grupo: “Duas ou mais pessoas (1) que são psicologicamente conscientes umas das outras (2) e que interagem para atingir uma (3) meta comum (4)”22. Esta definição contém as quatro características principais de um grupo. Então, se você estivesse andandosozinho na rua, num local em que outras pessoas tivessem andando também, isto não seria um grupo, porque vocês não estariam interagindo para alcançar uma meta comum. Por outro lado, se você saísse com os seus amigos para ir a uma apresentação de música, vocês seriam um grupo. Já sabemos, então, que um aglomerado de pessoas não necessariamente é um grupo. Para ser classificado como grupo, é necessário ter algumas características. Isto interessa à organização porque nela há muitos grupos, alguns formalmente constituídos, outros não, alguns permanentes, outros temporários... Vamos ver, então, quais são os principais tipos de grupos23: 22 Bo ditch, p. 95. 23 Classifica o de Bo ditch, 96-97. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 21 Grupos primários e secundários: Grupos primários são aqueles voltados para a relação em si, como a família e amigos íntimos. Grupos secundários são mais orientados para alguma tarefa ou objetivo imediato. Grupos formais e informais: Grupos formais são aqueles institucionalmente instituídos, tais como um Grupo de Trabalho, a equipe de um projeto, uma unidade específica, uma força-tarefa etc. Na organização, estes grupos têm metas e objetivos explícitos. Grupos informais, por outro lado, são aqueles que surgem de maneira espontânea, por meio da interação das pessoas. As metas deste tipo de grupo geralmente são implícitas, mesmo que sejam recreativas, tais como se divertir, jogar uma pelada no fim-de-semana etc. Grupos homogêneos e heterogêneos: Grupos homogêneos são aqueles em que seus membros são muito parecidos, enquanto grupos heterogêneos são constituídos por pessoas marcantemente diferentes. Em organizações, existem os dois tipos. Um grupo homogêneo pode ser, por exemplo, uma equipe de analistas de tecnologia da informação, que trabalha junto no desenvolvimento de um sistema. Um grupo heterogêneo pode ser exemplificado por uma equipe multifuncional, formada por pessoas da área-fim, de gestão de pessoas, de educação corporativa, de planejamento e de tecnologia da informação, reunida para discutir e aperfeiçoar algum aspecto institucional. Grupos interativos e nominais: grupos interativos são aqueles nos quais os participantes se relacionam diretamente, enquanto nos nominais os participantes se relacionam indiretamente. É fácil imaginar exemplos de grupos interativos, mas nominais nem tanto, né? Um grupo nominal seria, por exemplo, um grupo de trabalho na qual as regras de participação são definidas e mediadas pela empresa, e as pessoas interagem com as outras por meio desta mediação. Grupos permanentes e temporários: esta é fácil. Grupos permanentes têm continuidade indefinida no tempo, tais como uma unidade, uma comissão permanente, uma diretoria. Grupos temporários têm término definido, como uma equipe de projetos e um grupo de trabalho que tem que entregar uma proposta. Vamos ver, agora, os principais atributos dos grupos24. Status individual e do grupo: status é a posição relativa de um elemento em relação a outros elementos. Neste caso, então, podemos falar do status do indivíduo dentro do grupo e do status do grupo em relação à organização ou a outros grupos. Este status pode ser definido institucionalmente ou pode ser construído de maneira informal. Por exemplo, em uma equipe de trabalho, uma determinada pessoa pode ter o status de chefe porque a empresa assim determinou. Outra pessoa, porém, graças a características pessoais, pode assumir o papel de líder, por meio das interações com outras pessoas. Em uma organização pública, em que, infelizmente, o cargo ainda é mais importante que a entrega, um grupo de pessoas do cargo A provavelmente terá um status maior que um grupo B se, na hierarquia da empresa, o cargo A for mais importante. 24 No amente utili amos a classifica o proposta por Bo ditch, p. 98-101. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 22 Papéis: Papel é aquilo que identifica o indivíduo ou o grupo em relação às expectativas mantidas por outras pessoas ou grupos. Existe uma expectativa em relação a como o indivíduo ou grupo deve se comportar, e, se ele contemplar esta expectativa, terá “cumprido o seu papel”. Coesão: “A coesão se refere ao grau que os membros do grupo têm desejo de permanecer no mesmo e a força de seus compromisso para com o grupo e suas metas. Um grupo coeso é aquele cujos membros refletem sensações de intimidade, manifestadas através de opiniões, atitudes, gostos, desempenho e comportamentos semelhantes”25. Pensamento grupal: em grupos muito homogêneos e coesos, as pessoas formam um determinado consenso e passam a censurar ou banir opiniões divergentes. Este grupo provavelmente irá estabelecer normas, normas muitas vezes rígidas, a respeito de como seus membros devem se comportar, pensar e se expressar, e isso pode ter um efeito negativo no alcance da proposta do grupo. O fenômeno da mudança da escolha: ao participar de um grupo, o indivíduo terá coragem de assumir posições e riscos que individualmente não assumiria. Por exemplo, se fosse pedido ao indivíduo para fazer um estudo de determinada estrutura organizacional e ele concluísse que ela deveria deixar de existir, talvez ele não tivesse coragem de, sozinho, dar este parecer. Mas, se ele fizer parte de uma equipe que chegue a esta conclusão, não haverá problema, já que esta será uma posição do grupo. O mesmo vale para algo que está causando insatisfação no indivíduo. Possivelmente ele não teria coragem de se manifestar sozinho, mas, se houvesse um grupo com um abaixo-assinado suficientemente grande, o indivíduo concordaria em colocar seu nome. O fen meno da folga ocial : pesquisadores observaram que, em grupos muito grandes, haveria uma tendência à redução da produtividade individual. Numa pesquisa de 1920, um psicólogo alemão chamado Max Ringelman fez experimentos com cabo de guerra e mediu a força individual colocada na corda. Quando a pessoa puxava sozinha a corda, a média de força colocada era de 63 quilos. Já em grupos de 3 pessoas, a força individual era de 53 quilos, enquanto em grupos de 8 pessoas a média da força individual caía para 31 quilos. Ou seja, alcançam-se resultados maiores, mas a folga social pode fazer o indivíduo se acomodar, diluir suas responsabilidades ou se esforçar menos do que se estivesse sozinho. Assim, a folga social seria uma situação em que o indivíduo “se aproveita dos esforços do grupo, já que as contribuições individuais não podem ser identificadas. As equipes eficazes não correm esse risco porque seus membros se mantém responsáveis” 26. O fenômeno da folga social é mais observável em sociedades individualistas, como a dos EUA, e menos observável em sociedades coletivistas, como a do Japão. Os grupos passam por quatro estágios distintos no tempo: formação, erupção, normalização e realização. 25 P. 99. 26 Robbins, Comportamento organi acional P. 222. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 23 Formação é a constituição do grupo. É quando as pessoas se conhecem, estabelecem o status e os papéis dentro de cada um no grupo, conhecem as regras que nortearão as relações interpessoais e com a tarefano grupo. Erupção é a fase em que surgem conflitos. Até certo ponto, é normal e natural que surjam conflitos, afinal as pessoas são diferentes e pensam de forma diferente. Nesta fase, os estilos pessoais entram em conflito com os estilos de liderança, com as normas pré-estabelecidas e com os papéis atribuídos. Normalização é a fase em que os conflitos são harmonizados. O grupo estabelece novas normas, desenvolve a coesão e harmoniza as expectativas individuais com as coletivas. Realização é o estágio que é alcançado após o grupo estar coeso, com normas esclarecidas, com conflitos resolvidos e com atribuições distribuídas. É quando as pessoas se concentram em alcançar os objetivos do grupo. Nem todo grupo é uma equipe. Segundo Teixeira, a equipe é um grupo que possui características específicas: “Pode-se considerar equipe um grupo que compreende seus objetivos e está engajado em alcançá-los, de forma compartilhada. A comunicação entre os membros é verdadeira, opiniões divergentes são estimuladas. A confiança é grande, assumem-se riscos. As habilidades complementares dos membros possibilitam alcançar resultados, os objetivos compartilhados determinam seu propósito e direção. Respeito, mente aberta e cooperação são elevados. O grupo investe constantemente em seu próprio crescimento. Um grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de operar e procura resolver os problemas que afetam seu funcionamento. Esse processo de auto-exame e avaliação é contínuo, em ciclos recorrentes de percepção dos fatos, diagnose, planejamento de ação, prática/implementação, resolução de problemas e avaliação”27. Portanto, nas organizações, frequentemente desejamos transformar os grupos em equipes. Como fazer, porém, para administrar as equipes? Maximiano lista quatro técnicas para o desenvolvimento de equipes: Ouvir e falar, conhecimento mútuo, criação de identidade e clima de abertura intelectual. A tabela abaixo28 ilustra os principais pontos destas quatro técnicas de desenvolvimento de equipes: Ouvir e falar Integrantes do grupo devem aprender a exprimir- se e estar dispostos a manifestar suas opiniões e informações; Troca de informações é condição básica para o sucesso do grupo. 27 Tei eira, Gilberto. Estrat gias para transforma o de um grupo em equipe. Dispon el em http:// .serprofessoruni ersitario.pro.br/ler.php?modulo=15&te to=913. 28 Ma imiano, p. 444. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 24 Conhecimento mútuo Integrantes do grupo devem conhecer os colegas; Conhecimento mútuo é a base da elaboração de uma missão coletiva. Criação de identidade Identidade do grupo fornece identidade coletiva e senso de participação para seus integrantes; Liderança deve buscar criar identidade para o grupo. Clima de abertura intelectual Abertura intelectual impede conformidade social; Espírito crítico deve ser estimulado. Existem diferentes tipos de equipes, e os tipos de grupos que estudamos também se aplicam a equipes (equipes temporárias x equipes permanentes, por exemplo). Existem, ainda, os seguintes tipos de equipe29: Equipes formais: são institucionalmente designadas e compõem a estrutura formal. Podem ser verticais, quando envolvem membros de diferentes posições hierárquicas (um chefe e seus subordinados, por exemplo) e horizontais, quando os participantes estão no mesmo nível hierárquico mas são de diferentes áreas da organização. Equipes autodirigidas: também chamadas de autogerenciadas, são equipes de participantes com múltiplas qualificações e que se revezam na realização dos trabalhos. As atribuições que antes eram do supervisor agora são responsabilidade dos próprios membros da equipe, que dividem as tarefas e realizam todas as etapas para a entrega de um produto completo. A Esaf já apresentou a seguinte definição, correta, de equipes autogerenciadas: Questão 9 (Esaf/EPPGG/2005) As equipes de trabalho autogerenciadas são grupos de funcionários que realizam trabalhos relacionados ou interdependentes e assumem responsabilidades de seus antigos supervisores, incluindo o planejamento, controle e a tomada de decisões operacionais e sua conseqüente implementação. Equipes virtuais: fazem uso das novas ferramentas e tecnologias de comunicação e informação para que os membros, geograficamente distantes, possam trabalhar juntos. Equipes globais: envolvem trabalhadores de diferentes nacionalidades, que trabalham em projetos globais que têm impacto em múltiplos países e localidades. Podem tanto ser equipes virtuais como equipes que se reúnem presencialmente. 29 Robbins, p. 451-455. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 25 3. Lista de Exercícios Questão 1 ( Ministério da Fazenda / Esaf 2013) Considere o processo de gestão de competências e analise as questões que se seguem. Após, assinale a opção correta. I. Na gestão de pessoas por competências, o treinamento se refere ao desenvolvimento de competências da pessoa com vistas ao cargo que ocupa. II. Na gestão por competências, a organização preocupa-se com a adequação do perfil da pessoa ao atendimento de demandas presentes e futuras. III. A gestão de competências deve estar em perfeita sintonia com a estratégia organizacional, pois é a visão estratégica da organização que orienta as políticas e diretrizes organizacionais e todos os esforços de captação e do desenvolvimento de competências. a) Somente I e III estão corretas. b) Somente I e II estão corretas. c) Somente II e III estão corretas. d) Nenhuma está correta. e) Todas estão corretas. Questão 2 ( STN / Esaf 2013) Treinamento focado em competências se baseia: a) no gap de competências existentes e as competências necessárias à unidade organizacional ou ao trabalho da pessoa. b) no preenchimento de lacunas das competências já existentes na organização. c) no mapeamento do gap das competências das pessoas em dissonância com as competências requeridas pela organização. d) em oferecer oportunidades para as pessoas buscarem seu desenvolvimento pessoal. e) na retroação direta a partir daquilo que as pessoas acreditam serem necessidades de treinamento na organização. Questão 3 ( STN / Esaf 2013) Identifique se as frases a seguir estão corretas (C) ou erradas (E). ( ) Competências essenciais da organização são as competências que cada unidade organizacional deve construir e possuir para servir de base às competências essenciais. ( ) Competências transversais são as comuns a um conjunto de pessoas na organização. ( ) Competências funcionais são as competências que a organização precisa construir para manter vantagem competitiva. ( ) Competências é um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes capazes de agregar valor econômico à organização e valor social à pessoa. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 26 ( ) Espírito de equipe pode ser entendido como uma competência essencial da organização. Assinale a opção correta. a) E, C, E, C, E. b) E, C, C, E, C. c) C, E, E, C, E. d) E, E, C, E, C. e) C, C, E, C, E. Questão 4 (Esaf / MPOG 2008) A abordagem da gestão por competências, muito propagada nos estudos sobre a gestão dos recursoshumanos, originou-se no setor privado, o qual tinha por objetivo principal assegurar melhor competitividade no meio concorrencial. Sobre a gestão de competências, todas as assertivas abaixo estão corretas, exceto: a) um conceito central nessa abordagem é o de competência-chave, que se refere aos requisitos essenciais que uma organização deve possuir para que possa cumprir uma função específica ou para realizar seus objetivos. b) a gestão por competências é um método para gerenciar as carreiras – tradicionalmente vinculadas a diplomas, exames ou à antigüidade – que passam a ser fundadas nos “diferenciais” dos servidores, os quais são revelados quando as pessoas agem nas situações profissionais com que se deparam e servem como ligação entre as condutas individuais e a estratégia da organização. c) as competências humanas ou profissionais são combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional em determinado contexto ou em determinada estratégia organizacional. d) competências são as características comportamentais de um indivíduo em relação direta com o cumprimento eficaz ou notório de um trabalho, que vão além das suas qualificações formais e cuja gestão define o modelo que servirá de base aos processos de recrutamento, seleção, formação, desenvolvimento de pessoal ou a outros aspectos da gestão de pessoas. e) o método da “descrição das competências” permite identificar as habilidades e o conhecimento de que os indivíduos precisam para atuar mais efetivamente a longo prazo e projetar metas de desenvolvimento concretas que irão orientar a sua avaliação de desempenho. Questão 5 (Esaf / STN 2008) Entre as opções abaixo, selecione aquela que melhor explicita os conceitos de competências humanas e organizacionais, respectivamente. a) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito à organização ou à equipe de trabalho. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 27 b) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo ou à equipe e trabalho, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito à organização como um todo ou a uma de suas unidades. c) Competências humanas são aquelas relacionadas aos indivíduos, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito às equipes de trabalho. d) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo ou à equipe de trabalho, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito a todas as unidades organizacionais como um todo. e) Competências humanas são aquelas relacionadas somente às equipes, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito ao conjunto das unidades organizacionais. Questão 6 (ESAF / STN 2008) Considerando o sistema de gestão de pessoas por competências, assinale a opção que melhor caracteriza os procedimentos relativos à seleção de um perfil profissional por competências. a) A partir do currículo profissional, é mapeada competência que será incluída entre as existentes na organização. b) A partir do levantamento das competências necessárias ao trabalho da organização, seleciona-se o currículo cujo perfil de competências atende àquelas necessidades. c) A partir da competência comprovada pelo currículo do funcionário que se quer contratar, se estabelece o cargo a ocupar. d) A partir da comprovação de competências pelo candidato ao cargo, faz-se a adequação das competências requeridas. e) A partir da competência comprovada pelo perfil do candidato a ocupar determinado cargo, refaz-se o mapeamento interno da organização. Questão 7 (ESAF / CGU 2008) A década dos anos 90 é marcada pela incorporação de novos paradigmas nas organizações, de modo a fazer face à busca de competitividade no setor empresarial e maior eficiência e eficácia no setor público. Uma dessas mudanças é a incorporação do conceito de competências nas organizações. Indique a opção que apresenta corretamente o significado de competência entre os profissionais de recursos humanos nas organizações. Competência está relacionada a (à): a) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada indivíduo e à tarefa associada a resultados. b) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada profissional e à sua capacidade de aprendizagem. c) capacidade de o indivíduo agregar valor econômico e agir de forma autônoma. d) habilidade de saber fazer corretamente e com eficiência uma tarefa e ao desenvolvimento de atitudes reativas. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 28 e) formação profissional, fruto de conhecimentos adquiridos no trabalho, e à prática de tarefas rotineiras. Questão 8 (ESAF / ANEEL 2006) Indique a opção correta. No seu sentido mais amplo por competências humanas se entende a) o estoque de qualificações que credenciam a pessoa a exercer um trabalho. b) as realizações da pessoa em determinado contexto. c) a sinergia entre qualificações e desempenho individual e organizacional. d) o valor social agregado ao produto ou serviço da organização. e) a experiência profissional acumulada na organização. Questão 9 (Esaf / ANA 2009) A noção de competência, no modo de pensar atual, está vinculada a duas dimensões: uma organizacional e outra gerencial. Qual das opções abaixo descreve corretamente estas dimensões? a) As competências organizacionais são coletivas e aparecem sob forma de processos de produção. As competências gerenciais são competências também coletivas, mas geram diferenciação. b) As competências organizacionais são decorrentes dos treinamentos e representam a qualificação dos membros organizacionais; já as gerenciais são as competências seletivas que geram diferencial organizacional. c) As competências organizacionais são uma dimensão corporativa de competências, enquanto as competências gerenciais são a dimensão coletiva da gerência média organizacional. d) As competências organizacionais devem contribuir para a expansão da empresa em caráter imediatíssimo, por isso são consideradas estratégicas, ao contrário das gerenciais, que são operacionais. e) As competências organizacionais podem ser seletivas e seguirem o mesmo princípio conceitual do Core Competence, enquanto as gerenciais são a mobilização e aplicação de conhecimentos e capacidades numa situação específica. Questão 10 (Esaf / CVM 2010) Sobre gestão por competência, é incorreto a rmar que: a) gura como um dos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as atividades necessárias à consecução de seus objetivos. b) direciona sua ação prioritariamente para o gerenciamento do gap ou lacuna de competências eventualmente existente na organização ou equipe, procurando eliminá-lo ou minimizá-lo. A ideia é aproximar ao máximo as competências existentes na organização daquelas necessárias para a consecução dos objetivos organizacionais. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 29 c) é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de de nir per s pro ssionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio, identi cando os pontos de excelência e os pontos de carência, suprindolacunas e agregando conhecimento, tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis. d) é composta por alguns subsistemas, como: Mapeamento e descrição de Competências; Mensuração de Competências; Remuneração por Competências; Seleção por Competências; Desenvolvimento de Competências; Avaliação de Desempenho por Competências; Plano de Desenvolvimento por Competências. e) gura como alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução de seus objetivos. Questão 11 (Esaf / Aneel 2006) Selecione a opção que completa corretamente a frase a seguir. Para agregar valor às organizações e aos indivíduos, as competências devem ser entendidas como a) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. b) um saber agir focado nas pessoas que implica saber aprender e transferir conhecimentos, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. c) um saber agir focado nas pessoas que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. d) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. e) um saber agir responsável e reconhecido que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. Questão 12 (Esaf / EPPGG-MPOG 2009) Em um ambiente organizacional onde se pratica a gestão por competências, é correto afirmar que: a) a competência flui, naturalmente, pelo simples exercício das funções atribuídas ao cargo. b) os processos de recrutamento e seleção tendem a se tornar mais subjetivos. c) o mapeamento dos cargos é feito de forma a atender aos objetivos da organização. d) investir em treinamento se torna desnecessário, já que todos são competentes. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 30 e) os salários são mais elevados que a média do mercado. Questão 13 (Esaf / CGU 2008) A década dos anos 90 é marcada pela incorporação de novos paradigmas nas organizações, de modo a fazer face à busca de competitividade no setor empresarial e maior eficiência e eficácia no setor público. Uma dessas mudanças é a incorporação do conceito de competências nas organizações. Indique a opção que apresenta corretamente o significado de competência entre os profissionais de recursos humanos nas organizações. Competência está relacionada a (à): a) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada indivíduo e à tarefa associada a resultados. b) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada profissional e à sua capacidade de aprendizagem. c) capacidade de o indivíduo agregar valor econômico e agir de forma autônoma. d) habilidade de saber fazer corretamente e com eficiência uma tarefa e ao desenvolvimento de atitudes reativas. e) formação profissional, fruto de conhecimentos adquiridos no trabalho, e à prática de tarefas rotineiras. Questão 14 (Esaf / CVM 2010) São características das equipes e cazes, exceto: a) ocupação do mesmo espaço físico. b) satisfação dos padrões de quantidade e qualidade. c) satisfação pessoal dos membros. d) comprometimento entre os membros. e) reportam-se a um coordenador que normalmente não integra a equipe. Questão 15 (Esaf / ATRFB 2009) O trabalho em equipe pressupõe que a (o): a) equipe trabalhe, simultaneamente, no mesmo locus. b) líder delegue responsabilidade. c) líder seja sempre democrático. d) crítica seja evitada. e) diversidade seja respeitada. Questão 16 (Esaf / Aneel 2006) Uma tendência da administração tem sido a formação de equipes de trabalho auto-administradas. As frases a seguir explicitam idéias/características desse tipo de equipes. I. Essas equipes tendem a operar por consenso dos membros. II. O papel do líder é encorajar os membros da equipe a fazer as coisas por si. III. O sistema de recompensas da organização deve se adaptar à realidade do trabalho em equipe. IV. Essas equipes tendem a operar com base na direção da administração. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 31 V. O papel do líder é encorajar o desempenho de cada membro da equipe. VI. Essas equipes tendem à prática da rotatividade de tarefas e crescimento individual contínuo. Assinale a opção que expressa corretamente as idéias / características de equipes auto-administradas. a) II, IV e V. b) I, II e V. c) I, III e IV. d) II, III e VI. e) III, IV e VI. Questão 17 (Esaf / CGU 2008) A formação de grupos formais e informais, provisórios ou permanentes, faz parte das estruturas organizacionais. No entanto, as novas práticas gerenciais apontam na direção da formação de equipes de trabalho. Indique a opção correta. a) Equipes de Trabalho e Grupos de Trabalho não se diferenciam, são expressões sinônimas. b) Grupos de trabalho pressupõem a existência de um processo interno consciente de aprendizagem. c) Equipes de trabalho pressupõem o diagnóstico e a solução de problemas internos ao seu funcionamento. d) O grupo se constitui a partir do funcionamento eficiente de uma equipe de trabalho. e) Grupos de Trabalho e Equipes de Trabalho apresentam o mesmo grau de eficiência. Questão 18 (Esaf / CGU 2008) O trabalho em equipe não é apenas um conjunto de pessoas. Este precisa que haja um elemento de identidade como normas, processos, objetivos e situações que una as pessoas. Da relação abaixo, assinale a opção que indica os requisitos essenciais para que o trabalho em equipe aconteça. a) Visão comum incipiente, Comunicação aberta, Compartilhamento de informações, Negociação e Autoconfiança exagerada. b) Consciência do propósito, Baixa flexibilidade, Atrelagem a antigos padrões, Negociação e Humildade intelectual. c) Consciência do propósito, Comunicação aberta, Compartilhamento de informações, Negociação e Humildade intelectual. d) Visão comum incipiente, Baixa flexibilidade, Atrelagem a antigos padrões, Compartilhamento de informações e Autoconfiança exagerada. e) Consciência do propósito, Baixa flexibilidade, Comunicação aberta, Atrelagem a antigos padrões e Humildade intelectual. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 32 Questão 19 (Esaf/Enap/2006) Selecione a opção que não indica corretamente uma técnica que possibilita o desenvolvimento de trabalho em equipe. a) Troca constante de informações, ouvir e falar. b) Compromisso com os objetivos definidos pela alta administração. c) Conhecimento mútuo, para o alcance de resultados coletivos. d) Criação de identidade que forneça senso de participação para os integrantes do grupo. e) Clima de abertura intelectual, possibilitando a análise crítica. Questão 20 (Esaf / Aneel 2006) Assinale a opção incorreta. a) Equipes de trabalho autogerenciadas precisam ser apoiadas pelos sistemas de informação da organização para quetenham acesso às informações sobre a tarefa, aos recursos disponíveis e aos padrões de desempenho. b) Equipes de trabalho autogerenciadas pressupõe a descentralização para que tenham uma margem de iniciativa e de decisão, referente à organização de seu trabalho. c) Equipes de trabalho autogerenciadas necessitam de uma nova estruturação das relações entre as unidades autônomas, uma vez que uma coordenação continua sendo indispensável. d) Equipes de trabalho autogerenciadas realizam trabalhos muito relacionados ou interdependentes e assumem responsabilidades de seus antigos supervisores. e) Equipes de trabalho autogerenciadas apresentam um contexto social limitado, caracterizando-se pela fraca empatia e conflituosa interação entre seus membros. Questão 21 (Esaf / Aneel 2006) Indique a opção que completa corretamente a frase a seguir. O êxito do trabalho em equipe é logrado quando a) os membros da equipe estabelecem normas. b) o líder é escolhido democraticamente. c) o ambiente está sujeito a incertezas. d) a equipe se constitui de no máximo dez pessoas. e) predomina o estilo de liderança voltado para a tarefa. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 33 4. Questões comentadas Questão 1 ( Ministério da Fazenda / Esaf 2013) Considere o processo de gestão de competências e analise as questões que se seguem. Após, assinale a opção correta. I. Na gestão de pessoas por competências, o treinamento se refere ao desenvolvimento de competências da pessoa com vistas ao cargo que ocupa. II. Na gestão por competências, a organização preocupa-se com a adequação do perfil da pessoa ao atendimento de demandas presentes e futuras. III. A gestão de competências deve estar em perfeita sintonia com a estratégia organizacional, pois é a visão estratégica da organização que orienta as políticas e diretrizes organizacionais e todos os esforços de captação e do desenvolvimento de competências. a) Somente I e III estão corretas. b) Somente I e II estão corretas. c) Somente II e III estão corretas. d) Nenhuma está correta. e) Todas estão corretas. 1. Gabarito: C. A alternativa I está incorreta. A gestão de competências tenta ir além do modelo de cargos, portanto, o desenvolvimento de competências não deve focar apenas o cargo que ocupa, deve focar na entrega de resultados importantes, úteis à organização, mesmo que sejam para demandas futuras. A opção II está certa: a gestão por competências não foca apenas no cargo atual, e sim também em demandas futuras, emergentes. Finalmente, a alternativa III também está correta: o sucesso da gestão por competências decorre de seu alinhamento com a estratégia e com os objetivos mais importantes da organização. Da estratégia, derivam as políticas de gestão de pessoas por competências, em áreas como captação e desenvolvimento. Questão 2 ( STN / Esaf 2013) Treinamento focado em competências se baseia: a) no gap de competências existentes e as competências necessárias à unidade organizacional ou ao trabalho da pessoa. b) no preenchimento de lacunas das competências já existentes na organização. c) no mapeamento do gap das competências das pessoas em dissonância com as competências requeridas pela organização. d) em oferecer oportunidades para as pessoas buscarem seu desenvolvimento pessoal. e) na retroação direta a partir daquilo que as pessoas acreditam serem necessidades de treinamento na organização. 2. Gabarito: A. Os treinamentos baseados em competências devem verificar quais são as lacunas (gaps) entre as competências existentes e as necessárias, e trabalhar para eliminar ou reduzir essas lacunas. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 34 Questão 3 ( STN / Esaf 2013) Identifique se as frases a seguir estão corretas (C) ou erradas (E). ( ) Competências essenciais da organização são as competências que cada unidade organizacional deve construir e possuir para servir de base às competências essenciais. ( ) Competências transversais são as comuns a um conjunto de pessoas na organização. ( ) Competências funcionais são as competências que a organização precisa construir para manter vantagem competitiva. ( ) Competências é um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes capazes de agregar valor econômico à organização e valor social à pessoa. ( ) Espírito de equipe pode ser entendido como uma competência essencial da organização. Assinale a opção correta. a) E, C, E, C, E. b) E, C, C, E, C. c) C, E, E, C, E. d) E, E, C, E, C. e) C, C, E, C, E. 3. Gabarito: A. A primeira alternativa está errada: item de elaboração confusa, competências essenciais são da organização e não de unidades específicas. A segunda opção está correta: competências transversais são comuns a várias áreas, grupos ou pessoas da organização. A terceira opção está incorreta. Competências funcionais são típicas de áreas ou funções da organização. Não se confundem com as competências essenciais (que são base para a manutenção da vantagem competitiva). A quarta alternativa está correta, é a definição de Fleury e Fleury que estudamos em aula. A quinta alternativa está errada, espírito de equipe é importante, pode ser uma importante competência pessoal ou individual (nível do indivíduo), mas não se confunde com competência essencial (nível da organização). Questão 4 (Esaf / MPOG 2008) A abordagem da gestão por competências, muito propagada nos estudos sobre a gestão dos recursos humanos, originou-se no setor privado, o qual tinha por objetivo principal assegurar melhor competitividade no meio concorrencial. Sobre a gestão de competências, todas as assertivas abaixo estão corretas, exceto: a) um conceito central nessa abordagem é o de competência-chave, que se refere aos requisitos essenciais que uma organização deve possuir para que possa cumprir uma função específica ou para realizar seus objetivos. b) a gestão por competências é um método para gerenciar as carreiras – tradicionalmente vinculadas a diplomas, exames ou à antigüidade – que passam Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 35 a ser fundadas nos “diferenciais” dos servidores, os quais são revelados quando as pessoas agem nas situações profissionais com que se deparam e servem como ligação entre as condutas individuais e a estratégia da organização. c) as competências humanas ou profissionais são combinações sinérgicas de conhecimentos, habilidades e atitudes, expressas pelo desempenho profissional em determinado contexto ou em determinada estratégia organizacional. d) competências são as características comportamentais de um indivíduo em relação direta com o cumprimento eficaz ou notório de um trabalho, que vão além das suas qualificações formais e cuja gestão define o modelo que servirá de base aos processos de recrutamento, seleção, formação, desenvolvimento de pessoal ou a outros aspectos da gestão de pessoas. e) o método da “descrição das competências” permite identificar as habilidades e o conhecimento de que os indivíduos precisam para atuar mais efetivamente a longo prazo e projetar metas de desenvolvimento concretas que irão orientar a sua avaliação de desempenho. 4. Gabarito: A. A gestão por competências não costuma trabalhar com o conceito de competência-chave. Além disso, o item A é falso porque as competências centrais (ouchave) não são requisitos que a organização realiza para cumprir uma determinada função, e sim conjuntos de competências mobilizadas para a ação, para o alcance de resultados. Prestem atenção aos demais itens, pois eles contêm formulações amplas acerca do assunto e, como são verdadeiros, permitem que conheçamos mais a respeito da visão da Esaf quanto à gestão por competências. O item B fala de carreiras; o item C apresenta uma definição que vimos em aula. O item D relacionou as atitudes (características comportamentais) às entregas (cumprimento eficaz do trabalho), que, para serem completadas, requerem também conhecimentos e habilidades. O item E tratou da descrição das competências, também conhecida como definição ou identificação das competências. Questão 5 (Esaf / STN 2008) Entre as opções abaixo, selecione aquela que melhor explicita os conceitos de competências humanas e organizacionais, respectivamente. a) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito à organização ou à equipe de trabalho. b) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo ou à equipe e trabalho, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito à organização como um todo ou a uma de suas unidades. c) Competências humanas são aquelas relacionadas aos indivíduos, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito às equipes de trabalho. d) Competências humanas são aquelas relacionadas ao indivíduo ou à equipe de trabalho, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito a todas as unidades organizacionais como um todo. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 36 e) Competências humanas são aquelas relacionadas somente às equipes, enquanto as organizacionais são aquelas que dizem respeito ao conjunto das unidades organizacionais. 5. Gabarito: B. Basicamente, esta questão trabalhou com dois conceitos (competências humanas e competências organizacionais) e relacionou-os aos três níveis possíveis de definição de competências. Conforme vimos, as competências humanas podem ser definidas no nível individual (micro) e no nível de equipes (meso), enquanto as competências organizacionais são definidas no nível da organização (macro). Questão 6 (ESAF / STN 2008) Considerando o sistema de gestão de pessoas por competências, assinale a opção que melhor caracteriza os procedimentos relativos à seleção de um perfil profissional por competências. a) A partir do currículo profissional, é mapeada competência que será incluída entre as existentes na organização. b) A partir do levantamento das competências necessárias ao trabalho da organização, seleciona-se o currículo cujo perfil de competências atende àquelas necessidades. c) A partir da competência comprovada pelo currículo do funcionário que se quer contratar, se estabelece o cargo a ocupar. d) A partir da comprovação de competências pelo candidato ao cargo, faz-se a adequação das competências requeridas. e) A partir da competência comprovada pelo perfil do candidato a ocupar determinado cargo, refaz-se o mapeamento interno da organização. 6. Gabarito: B. A alternativa A é errada porque não se derivam as competências dos currículos. Pelo contrário, os currículos desejados devem ser definidos com base nas competências identificadas. A alternativa C é errada porque, na seleção por competências, parte-se sempre das competências necessárias para ocupação de um cargo, e não das comprovadas no currículo. A alternativa D faz uma inversão semelhante. No modelo que estudamos, são as competências requeridas que devem ser comprovadas pelo candidato, e não o contrário. A opção E também faz uma inversão semelhante. Questão 7 (ESAF / CGU 2008) A década dos anos 90 é marcada pela incorporação de novos paradigmas nas organizações, de modo a fazer face à busca de competitividade no setor empresarial e maior eficiência e eficácia no setor público. Uma dessas mudanças é a incorporação do conceito de competências nas organizações. Indique a opção que apresenta corretamente o significado de competência entre os profissionais de recursos humanos nas organizações. Competência está relacionada a (à): a) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada indivíduo e à tarefa associada a resultados. b) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada profissional e à sua capacidade de aprendizagem. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 37 c) capacidade de o indivíduo agregar valor econômico e agir de forma autônoma. d) habilidade de saber fazer corretamente e com eficiência uma tarefa e ao desenvolvimento de atitudes reativas. e) formação profissional, fruto de conhecimentos adquiridos no trabalho, e à prática de tarefas rotineiras. 7. Gabarito: A. As competências são os CHAs, resultando em desempenho e entregas (resultados, para o item A). Questão 8 (ESAF / ANEEL 2006) Indique a opção correta. No seu sentido mais amplo por competências humanas se entende a) o estoque de qualificações que credenciam a pessoa a exercer um trabalho. b) as realizações da pessoa em determinado contexto. c) a sinergia entre qualificações e desempenho individual e organizacional. d) o valor social agregado ao produto ou serviço da organização. e) a experiência profissional acumulada na organização. 8. Gabarito: C. Vimos em aula esta definição e pelo menos duas questões que apresentaram a competência como sinergia entre CHAs (denominado por qualificações no item C) e o desempenho. Questão 9 (Esaf / ANA 2009) A noção de competência, no modo de pensar atual, está vinculada a duas dimensões: uma organizacional e outra gerencial. Qual das opções abaixo descreve corretamente estas dimensões? a) As competências organizacionais são coletivas e aparecem sob forma de processos de produção. As competências gerenciais são competências também coletivas, mas geram diferenciação. b) As competências organizacionais são decorrentes dos treinamentos e representam a qualificação dos membros organizacionais; já as gerenciais são as competências seletivas que geram diferencial organizacional. c) As competências organizacionais são uma dimensão corporativa de competências, enquanto as competências gerenciais são a dimensão coletiva da gerência média organizacional. d) As competências organizacionais devem contribuir para a expansão da empresa em caráter imediatíssimo, por isso são consideradas estratégicas, ao contrário das gerenciais, que são operacionais. e) As competências organizacionais podem ser seletivas e seguirem o mesmo princípio conceitual do Core Competence, enquanto as gerenciais são a mobilização e aplicação de conhecimentos e capacidades numa situação específica. 9. Gabarito: E. Conforme a opção E nos ensina, as competências organizacionais podem seguir o princípio da core competence, ou competência essencial, que é aquela que gera diferenciação para a organização. Já as competências gerenciais Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 38 referem-se à mobilização de CHAs para a gestão de pessoas e recursos em situações organizacionais específicas. Questão 10 (Esaf / CVM 2010) Sobre gestão por competência, é incorreto a rmar que: a) gura como um dos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se aorientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as atividades necessárias à consecução de seus objetivos. b) direciona sua ação prioritariamente para o gerenciamento do gap ou lacuna de competências eventualmente existente na organização ou equipe, procurando eliminá-lo ou minimizá-lo. A ideia é aproximar ao máximo as competências existentes na organização daquelas necessárias para a consecução dos objetivos organizacionais. c) é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de de nir per s pro ssionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio, identi cando os pontos de excelência e os pontos de carência, suprindo lacunas e agregando conhecimento, tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis. d) é composta por alguns subsistemas, como: Mapeamento e descrição de Competências; Mensuração de Competências; Remuneração por Competências; Seleção por Competências; Desenvolvimento de Competências; Avaliação de Desempenho por Competências; Plano de Desenvolvimento por Competências. e) gura como alternativa aos modelos gerenciais tradicionalmente utilizados pelas organizações; propõe-se a orientar esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis da organização (individual, grupal e organizacional), as competências necessárias à consecução de seus objetivos. 10. Gabarito: A nesta questão tem uma dica. Lendo todas as alternativas, dá pra ver que a A e a E são opostas (uma diz que a gestão por competências é um modelo tradicional, enquanto a outra diz que a gestão por competências é um modelo alternativo aos tradicionais), então provavelmente uma das duas é o gabarito. A questão busca a alternativa incorreta. A letra A é claramente incorreta, pois a gestão por competências é um modelo inovador, alternativo aos tradicionais. Questão 11 (Esaf / Aneel 2006) Selecione a opção que completa corretamente a frase a seguir. Para agregar valor às organizações e aos indivíduos, as competências devem ser entendidas como a) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 39 b) um saber agir focado nas pessoas que implica saber aprender e transferir conhecimentos, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. c) um saber agir focado nas pessoas que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, agregando valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. d) um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. e) um saber agir responsável e reconhecido que implica adquirir conhecimentos, habilidades e atitudes, ampliando o número de clientes da organização e possibilitando maiores ganhos para o indivíduo. 11. Gabarito: A. A alternativa A foi cópia literal da definição de competências de Fleury e Fleury, que estudamos na aula de hoje. Questão 12 (Esaf / EPPGG-MPOG 2009) Em um ambiente organizacional onde se pratica a gestão por competências, é correto afirmar que: a) a competência flui, naturalmente, pelo simples exercício das funções atribuídas ao cargo. b) os processos de recrutamento e seleção tendem a se tornar mais subjetivos. c) o mapeamento dos cargos é feito de forma a atender aos objetivos da organização. d) investir em treinamento se torna desnecessário, já que todos são competentes. e) os salários são mais elevados que a média do mercado. 12. Gabarito: C. A alternativa A é errada porque o modelo de competências vai além do modelo de cargos. Simplesmente seguir os requisitos do cargo não iria promover um modelo estratégico como é a gestão por competências. A alternativa B é errada porque modelos de competência tendem a tornar mais objetivos esses processos, por estarem baseados em competências concretamente definidas e mensuráveis. A alternativa C é a correta, pois pressupõe que os cargos mapeados são vinculados a objetivos da organização e não a questões burocráticas. Essa é justamente a grande vantagem da gestão por competências: vincular os indivíduos aos objetivos organizacionais. O modelo de gestão por competências realmente tenta transcender o conceito de "cargo", mas na prática temos modelos híbridos. Isso ocorre na administração pública, por exemplo, em que o modelo de cargos decorre da lei. Finalmente, a alternativa E é errada. Nesse modelo os salários devem ser compatíveis com os de mercado, remunerando melhor as pessoas mais competentes. Questão 13 (Esaf / CGU 2008) A década dos anos 90 é marcada pela incorporação de novos paradigmas nas organizações, de modo a fazer face à Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 40 busca de competitividade no setor empresarial e maior eficiência e eficácia no setor público. Uma dessas mudanças é a incorporação do conceito de competências nas organizações. Indique a opção que apresenta corretamente o significado de competência entre os profissionais de recursos humanos nas organizações. Competência está relacionada a (à): a) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada indivíduo e à tarefa associada a resultados. b) conhecimentos, habilidades e atitudes de cada profissional e à sua capacidade de aprendizagem. c) capacidade de o indivíduo agregar valor econômico e agir de forma autônoma. d) habilidade de saber fazer corretamente e com eficiência uma tarefa e ao desenvolvimento de atitudes reativas. e) formação profissional, fruto de conhecimentos adquiridos no trabalho, e à prática de tarefas rotineiras. 13. Gabarito: A. Fácil, né? Vimos esse conceito de competência em aula. Na alternativa “a”, que é a correta, a Esaf associou os CHAs a resultados, conforme propõe McClelland e a concepção norte-americana de competências. Questão 14 (Esaf / CVM 2010) São características das equipes e cazes, exceto: a) ocupação do mesmo espaço físico. b) satisfação dos padrões de quantidade e qualidade. c) satisfação pessoal dos membros. d) comprometimento entre os membros. e) reportam-se a um coordenador que normalmente não integra a equipe. 14. Gabarito: A. Hoje sabemos que as equipes podem ocupar diferentes espaços físicos e mesmo assim ser eficaz. Por exemplo, cada um trabalha da respectiva casa, mas a comunicação por e-mail e telefone funciona muito bem e as pessoas da equipe conseguem se integrar. Questão 15 (Esaf / ATRFB 2009) O trabalho em equipe pressupõe que a (o): a) equipe trabalhe, simultaneamente, no mesmo locus. b) líder delegue responsabilidade. c) líder seja sempre democrático. d) crítica seja evitada. e) diversidade seja respeitada. 15. Gabarito: E. O respeito à diversidade é um valor importante. As demais alternativas não expressam condições obrigatórias do trabalho em equipe. Questão 16 (Esaf / Aneel 2006) Uma tendência da administração tem sido a formação de equipes de trabalho auto-administradas. As frases a seguir explicitam idéias/características desse tipo de equipes. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. FlávioPompêo 41 I. Essas equipes tendem a operar por consenso dos membros. II. O papel do líder é encorajar os membros da equipe a fazer as coisas por si. III. O sistema de recompensas da organização deve se adaptar à realidade do trabalho em equipe. IV. Essas equipes tendem a operar com base na direção da administração. V. O papel do líder é encorajar o desempenho de cada membro da equipe. VI. Essas equipes tendem à prática da rotatividade de tarefas e crescimento individual contínuo. Assinale a opção que expressa corretamente as idéias / características de equipes auto-administradas. a) II, IV e V. b) I, II e V. c) I, III e IV. d) II, III e VI. e) III, IV e VI. 16. Gabarito: D. Equipes auto-administradas, ou auto-dirigidas, são aquelas em que os próprios membros assumem tarefas e responsabilidades que antes cabiam aos supervisores. A alternativa I é errada porque o mais comum não é que essas equipes operem por consenso, e sim que estabeleçam mecanismos para solucionar conflitos. A alternativa II é correta: nas equipes auto-dirigidas, o líder deve encorajar as pessoas a fazerem as coisas elas mesmas, de forma autônoma. A opção III também é correta. O trabalho em equipe, principalmente em equipes auto-dirigidas, requer que a organização pense em reconhecimentos e recompensas especificamente formatados para tal configuração. A alternativa IV é errada. O objetivo do estabelecimento de equipes dessa natureza é justamente que elas operem sozinhas, com direção própria. A alternativa V é errada porque, nessas equipes, o objetivo do líder não é incentivar o desempenho, e sim a autonomia, cooperação etc. Finalmente, a última opção é correta. Em equipes auto-gerenciadas, as pessoas tendem a assumir maior responsabilidade, o que leva a um crescimento pessoal e profissional. Além disso, é comum as pessoas fazerem acordos para rodízio de tarefas. Questão 17 (Esaf / CGU 2008) A formação de grupos formais e informais, provisórios ou permanentes, faz parte das estruturas organizacionais. No entanto, as novas práticas gerenciais apontam na direção da formação de equipes de trabalho. Indique a opção correta. a) Equipes de Trabalho e Grupos de Trabalho não se diferenciam, são expressões sinônimas. b) Grupos de trabalho pressupõem a existência de um processo interno consciente de aprendizagem. Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 42 c) Equipes de trabalho pressupõem o diagnóstico e a solução de problemas internos ao seu funcionamento. d) O grupo se constitui a partir do funcionamento eficiente de uma equipe de trabalho. e) Grupos de Trabalho e Equipes de Trabalho apresentam o mesmo grau de eficiência. 17. Gabarito: C. Estudamos o tema equipes hoje.O gabarito é a letra c: uma equipe é um grupo de pessoas que está engajado para alcançar um objetivo. Nas equipes, opiniões divergentes, discordâncias e problemas internos ao seu funcionamento devem ser explicitados e solucionados conjuntamente. Questão 18 (Esaf / CGU 2008) O trabalho em equipe não é apenas um conjunto de pessoas. Este precisa que haja um elemento de identidade como normas, processos, objetivos e situações que una as pessoas. Da relação abaixo, assinale a opção que indica os requisitos essenciais para que o trabalho em equipe aconteça. a) Visão comum incipiente, Comunicação aberta, Compartilhamento de informações, Negociação e Autoconfiança exagerada. b) Consciência do propósito, Baixa flexibilidade, Atrelagem a antigos padrões, Negociação e Humildade intelectual. c) Consciência do propósito, Comunicação aberta, Compartilhamento de informações, Negociação e Humildade intelectual. d) Visão comum incipiente, Baixa flexibilidade, Atrelagem a antigos padrões, Compartilhamento de informações e Autoconfiança exagerada. e) Consciência do propósito, Baixa flexibilidade, Comunicação aberta, Atrelagem a antigos padrões e Humildade intelectual. 18. Gabarito: C. A alternativa C é a que melhor expressa os requisitos para que o trabalho em equipe funcione. As outras opções citam fatores que são barreiras ao trabalho em equipe (visão comum incipiente, autoconfiança exagerada, baixa flexibilidade e atrelagem a antigos padrões). Questão 19 (Esaf/Enap/2006) Selecione a opção que não indica corretamente uma técnica que possibilita o desenvolvimento de trabalho em equipe. a) Troca constante de informações, ouvir e falar. b) Compromisso com os objetivos definidos pela alta administração. c) Conhecimento mútuo, para o alcance de resultados coletivos. d) Criação de identidade que forneça senso de participação para os integrantes do grupo. e) Clima de abertura intelectual, possibilitando a análise crítica. 19. Gabarito: B. São exatamente as técnicas de desenvolvimento de equipes que estudamos em aula. Relembrando: Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 43 a) Faz referência ao princípio do ouvir e falar, em que integrantes do grupo devem aprender a exprimir-se e estar dispostos a manifestar suas opiniões e informações; c) Conhecimento mútuo, ou seja, integrantes do grupo devem conhecer os colegas para que possam trabalhar coletivamente para alcançar os resultados esperados. d) Criação de identidade, que fornece senso de participação para seus integrantes; e) Clima de abertura intelectual, que impede a conformidade social. Questão 20 (Esaf / Aneel 2006) Assinale a opção incorreta. a) Equipes de trabalho autogerenciadas precisam ser apoiadas pelos sistemas de informação da organização para que tenham acesso às informações sobre a tarefa, aos recursos disponíveis e aos padrões de desempenho. b) Equipes de trabalho autogerenciadas pressupõe a descentralização para que tenham uma margem de iniciativa e de decisão, referente à organização de seu trabalho. c) Equipes de trabalho autogerenciadas necessitam de uma nova estruturação das relações entre as unidades autônomas, uma vez que uma coordenação continua sendo indispensável. d) Equipes de trabalho autogerenciadas realizam trabalhos muito relacionados ou interdependentes e assumem responsabilidades de seus antigos supervisores. e) Equipes de trabalho autogerenciadas apresentam um contexto social limitado, caracterizando-se pela fraca empatia e conflituosa interação entre seus membros. 20. Gabarito: E. A questão pede que encontremos a alternativa errada. A letra E é claramente errada, pois nos dá exemplos de características que impediriam ou pelo menos dificultariam o bom funcionamento de uma equipe autodirigida. Equipes autogerenciadas são caracterizadas pelo forte contexto social, e seus membros devem atuar juntos, de maneira harmoniosa, para alcançar objetivos. Questão 21 (Esaf / Aneel 2006) Indique a opção que completa corretamente a frase a seguir. O êxito do trabalho em equipe é logrado quando a) os membros da equipe estabelecem normas. b) o líder é escolhido democraticamente. c) o ambiente está sujeito a incertezas. d) a equipe se constitui de no máximo dez pessoas. e) predomina o estilo de liderança voltado para a tarefa. 21. Gabarito: A. Para uma equipe funcionar, é necessário que seus membros definam normas e sigam determinados padrões de comportamento. As demais Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG Administração Geral Teoria e Exercícios Aula 04 Gestão Por Competências e Trabalho em Equipe Prof. Flávio Pompêo www.pontodosconcursos.com.br | Prof. Flávio Pompêo 44 alternativas apresentam situações que podem ou não estar presentes no trabalho em equipe.5. Gabarito 1. C 4. A 7. A 10. A 13. A 16. D 19. B 2. A 5. B 8. C 11. A 14. A 17. C 20. E 3. A 6. B 9. E 12. C 15. E 18. C 21. A Concurseiros Unidos Maior RATEIO da Internet WWW.CONCURSEIROSUNIDOS.ORG