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Administração da produção Prof. Fábio gama 1 PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO Planejamento Coordenar vendas; Necessidades de Suprimentos; Parada para manutenção; Política de inventários; Engenharia. PLANEJAMENTO Coordenar vendas Se o contato de vendas com a produção; Planejar a capacidade produtiva a longo prazo; Necessidade de Suprimentos Planejar o consumo de materiais; Negociar datas de entregas; Negociar materiais alternativos. PLANEJAMENTO Paradas para manutenção Programar parada geral ( ex. Férias coletivas; Programar parada para reforma de equipamento; Programar parada para atualização de tecnologia e treinamento; Programar parada por falta de recursos ( energia); PLANEJAMENTO Política de inventário Elaborar e fazer cumprir estoque mínimo; Programar produção para esgotar matérias em estoque / materiais que podem ficar fora de linha. Coordenar com a engenharia Reforma de equipamentos e instalações; Expansões. PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO Programação Aceite de pedidos; Melhor sequencia de Produção; Tamanho do lote; Datas de Entrega; Uso ótimo dos recursos. Aceite de Pedidos / Vendas Assessorar gerencia na decisão de casos especiais; Comunicar com outros setores as exceções; Confirmar prazo de entrega; Prestar informações do andamento de pedidos; Negociar as alterações/solicitações dos clientes. Programação Melhor Sequencia de produção Programa sempre a sequencia eficaz; Faz alterações conforme as necessidades sem prejuízo da qualidade e prazo de entrega; Programação Tamanho de lote Determina a quantidade adequada por lote para cada situação de carga de serviço; Otimiza a absorção do tempo de troca (setup) Coordena com a engenharia a melhoria de tempos para redução dos lotes. Programação Tempo de setup é o período em que a produção é interrompida para que os equipamentos fabris sejam ajustados. O tempo de setup está diretamente relacionado com as variações do produto e o planejamento da produção realizado pela indústria. Datas de emprega: Informa a Vendas as datas mais prováveis; Altera a programação para cumprir prazos. Programação Uso ótimo dos recursos: Buscar a máxima eficiência dos recursos produtivos; Basear a programação nos gargalos; Propor melhor momento para férias dos colaboradores; Reduzir lotes; Reduzir inventários em processo (JIT) Reduzir o mínimo de horas extras necessárias; Utilizar plenamente o banco de horas; Programação PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO Controle da Produção Controle de Prazos; Controle de qualidade; Monitoramento de gargalos; Ajuste no programa; Coordenação das data; Apontamento – tempo real Controle de prazos: Verificar diariamente o cumprimento do programa; Providenciar trocas/ajustes dos programas. Controle da produção Controle de qualidade: Assegurar-se que a qualidade programada está sendo produzida; Controle da produção Monitoramento de gargalos: Programar-se pelo gargalo, pois antecipar-se a produção é; Empacar capital; Arriscar-se e ter excesso de produção; Descobrir tardiamente problemas de qualidade Controle da produção Um gargalo de produção é o recurso, máquina, equipamento ou centro de trabalho mais sobrecarregado de uma indústria ou responsável pela etapa mais lenta no processo produtivo. Com isso, a produção da indústria é limitada à capacidade ou velocidade do gargalo. Ajustes no programa: Entrada de pedido urgente; Reprogramar para recuperar atrasos; Mudança no processo durante a produção; Controle de qualidade: Otimizar a logística de transporte, fazendo chegar pedidos simultaneamente; Puxar pedidos. Controle da produção Apontamento – tempo real: Coletar tempos efetivamente gastos para produzir; Documentar produção para rastreamento ( quem fez, quando, qual máquina, qual material) Controle da produção Evolução e objetivos da Administração da Produção A administração da produção trata da maneira pela qual as organizações produzem bens e serviços. Tudo o que você veste, come, senta em cima, usa, lê, ou usa na pratica de esporte chega a você graças aos gerentes de operações que organizam sua produção. Todos os livros que você toma emprestado da biblioteca, os tratamentos recebidos nos hospitais, os serviços esperados das lojas e as aulas na Etec também foram produzidos. 21 Evolução e objetivos da Administração da Produção Embora nem sempre as pessoas que supervisionam sua “produção”, sejam chamadas gerentes de produção, isso é o que elas realmente são. O objetivo desta matéria é abordar tarefas, problemas e decisões tomadas pelos gerentes de produção que proporcionam os serviços e produtos dos quais todos nós dependemos. 22 O que é administração da produção? A administração da produção é a atividade de gerenciar recursos destinados à produção e disponibilização de bens e serviços. A função produção é a parte da organização responsável por esta atividade. Toda organização possui uma função de produção, porque toda organização produz algum tipo de produto e/ou serviço. 23 Evolução e objetivos da Administração da Produção EVOLUÇÃO HISTÓRICA A função produção Revolução industrial Padronização de componentes 24 EVOLUÇÃO HISTÓRICA: A função produção, entendida como conjunto de atividades que levam à transformação de um bem tangível em um outro com maior utilidade, acompanha o homem desde a sua origem. Quando polia a pedra a fim de transformá-la em utensílio mais eficaz, o homem pré-histórico estava executando uma atividade de produção. Neste primeiro estágio, as ferramentas e os utensílios eram utilizados exclusivamente por quem os produzia, ou seja, inexistia o comercio, mesmo que de troca ou escambo. Com o passar do tempo, muitas pessoas se revelaram extremamente habilidosas na produção de certos bens, e passaram a produzi-los conforme especificações apresentadas por terceiros. Surgiam então os primeiros artesãos e a primeira forma de produção organizada, já que os artesãos estabeleciam prazos de entrega, consequentemente classificando prioridades, atendiam especificações prefixadas e determinavam preços para suas encomendas. A produção artesanal também evoluiu. Os artesãos, em face do grande número de encomendas, começaram a contratar ajudantes, que inicialmente faziam apenas trabalhos mais grosseiros e de menor responsabilidade. A medida que aprendiam o oficio, entretanto esses ajudantes se tornavam artesãos. A produção artesanal começou entrar em decadência com o advento da Revolução Industrial. Com a descoberta da maquina a vapor em 1764, por James Watt , tem início o processo de substituição da força humana pela força da máquina. Os artesãos, que até então trabalhavam em suas próprias oficinas, começaram a ser agrupados nas primeiras fábricas. Essa verdadeira revolução na maneira como os produtos eram fabricados trouxe consigo algumas exigências, como: A Padronização dos produtos e seus processos de fabricação; O treinamento e a habilidade da mão de obra direta; A criação e o desenvolvimento dos quadros gerenciais e de supervisão; E Desenvolvimento de técnicas de vendas; E Desenvolvimento de planejamento e controle financeiro e da produção. Muitos dos conceitos que hoje nos parecem óbvios não o eram na época, como o conceito de padronização de componentes introduzidos por Bil Whitney, em 1790, quando conduziu a produção de mosquetões com peças intercambiáveis, fornecendo grandes vantagens operacionais aos exércitos. “Peças intercambiáveis - Partes permutáveis são peças ( componentes ) que são, para fins práticos, idêntico. Eles são feitos a especificações que asseguram que eles são tão quase idêntico que eles se encaixam em qualquer montagem do mesmo tipo”. Outro conceito que surgiu no século XVIII foi o início de registros, por desenhos e croquis dos produtos e processos fabris, surgindo a função de projeto de produto, de processos, de instalações, de equipamentos etc. No fim doséculo XIX, surgiram nos Estados Unidos os trabalhos de Frederick W. Taylor, considerado o pai da Administração Científica. Com os trabalhos dele, surge a sistematização do conceito de produtividade, isto é, a procura incessante por melhores métodos de trabalho e processos de produção, com objetivo de se obter melhoria da produtividade com o menor custo possível. Melhor produtividade e menor Custo é o tema central em todas as empresas na atualidade, mudou-se apenas as técnicas utilizadas. A análise da relação o output(entrada) – ou, em outros termos, uma medida quantitativa do que foi produzido, como quantidade ou valor das receitas provenientes das vendas dos produtos. E o input(saída) – ou seja, uma medida quantitativa dos insumos, como quantidade de valor das matérias primas, mão de obra,energia elétrica, capital, instalações prediais e outras, nos permite quantificar a produtividade que sempres foi o indicador do sucesso ou fracasso da empresa. Produtividade = Medida do output Medida do input Na década de 1910 Henry Ford cria a linha de montagem seriada, revolucionando os métodos e processos produtivos até então existentes. Surge o conceito de produção em massa, caracterizada por grandes volumes de produtos extremamente padronizados, isto é, baixíssima variação nos tipos de produtos finais. Essa busca da melhoria da produtividade por meio de novas técnicas definiu o que denominou engenharia industrial. Novos conceitos foram introduzidos, tais como: Linha de montagem; Posto de Trabalho Estoques intermediários; Supervisão do trabalho; Arranjo físico; Balanceamento de linhas; Produtos em processo; Motivações; Sindicatos; Manutenção preventiva; Controle estatístico da qualidade e Fluxograma de processos. A produção em massa aumentou de maneira fantástica a produtividade e a qualidade. E foram obtidos produtos bem mais uniformes, em razão da padronização e da aplicação de técnicas de controle estatístico da qualidade. A título de ilustração, em fins de 1996, já tínhamos no Brasil fabricas que montavam 1.800 automóveis em um dia, ou seja, em média de 1,25 automóveis por minuto. Em 2007 a Volkswagen atingiu o volume de produção diária de 2.750 veículos, (segunda-feira, 18/06/2007), volume recorde na história da indústria automobilística do País. O marco foi possível com a produção a todo vapor do terceiro turno da unidade de Taubaté, SP. O aumento da produção é gerado pelo crescimento contínuo das vendas da VW no mercado interno, que registrou alta de 25,8% nos cinco primeiros meses de 2007 comparados com o mesmo período do ano passado. Para atender a esta demanda a empresa aumentou o quadro de funcionários fazendo 711 novas contratações em Taubaté. A Volkswagen investiu R$ 2,5 bilhões principalmente no desenvolvimento de novos produtos. Fonte: www.autoindustria.com.br Outro grande destaque foi Alfred Pritchard Sloan Jr, um famoso executivo da indústria automobilística americana. Em 1923, Sloan foi nomeado presidente da General Motors, ajudando a reorganizar a empresa que se encontrava a beira da falência. Durante os seus 23 anos como Chief Executive Officer (CEO), a General Motors viveu um período de grande expansão e aumento da sua participação no mercado de automóveis. Ele serviu a GM de uma maneira magnífica. As análises de Sloan e capacidade e compreensão dos problemas de gestão, tornou possível o crescimento e o progresso da empresa ao longo dos anos. Alfred Sloan instituiu um conjunto de procedimentos padrões para orçamentação, contratação, vendas, etc. Criou divisões descentralizadas encarregadas de produzirem componentes específicos e as transformou em centros de lucros. Esses centros eram administrados pela administração central da companhia que recebia, em intervalos regulares de tempo, relatórios detalhados sobre vendas, estoques, recursos, lucros, etc. Alfred Sloan também criou os conselhos interdivisionais, que funcionavam como um departamento a parte onde os executivos poderiam compartilhar ideias e encontrar diferentes formas de explorar o negócio e o mercado. O executivo ainda definiu uma nova estratégia de marketing segmentado para a GM, fazendo-a crescer de maneira incrível de 12,7% em 1921, para 47,5% em 1940. Resumindo, ele deu à empresa uma estrutura com centralização na definição de políticas e descentralização de sua aplicação prática, por meio de divisões coordenadas com a administração central. Sloan foi um grande estrategista e visionário e esses fatores foram determinantes na sua carreira e também para seu sucesso. Princípios de Organização segundo Sloan Uma diretriz básica da mudança feita por Alfred Sloan foi a de estabelecer um mecanismo de controle central que não prejudicasse a autonomia das unidades de negócio. Para isso, Sloan definiu dois princípios de organização. O primeiro, seria a responsabilidade sem limites que os executivos principais de cada divisão teriam (cada divisão deveria ser completa, com todas as funções necessárias para exercer iniciativa e se desenvolver de maneira independente). Segundo que determinadas funções centrais seriam necessárias para promover o desenvolvimento lógico e o controle adequado das atividades da corporação. Para implantar esses princípios, Sloan pensou de maneira descentralizada, pois começou definindo explicitamente as funções das diversas divisões que constituíam a corporação. Os gerentes dessas divisões formavam uma espécie de comitê de operações, que tinha como finalidade resolver todos os problemas rotineiros, que antes eram resolvidos pelo comitê executivo. Dessa forma ele permitia autonomia para as unidades de negócio ao mesmo tempo em que existia deles de se reportarem para a administração central. Evolução e objetivos da Administração da Produção A FUNÇÃO PRODUÇÃO O Processo de Transformação Inputs Outputs Recursos Humanos, Instalações e Processos, Materiais, Terra, Energia e Informação Bens Serviços Processo de transformação Medida de Performance (Qualidade, Custo, Produtividade, etc.) 51 Pessoas chaves na História da Gestão de Operações Eli Whitney (fins de 1700s) - Intercambiabilidade de Partes Frederick Winslow Taylor (inicio 1900s) - Administração científica Henry Ford (inicio 1900s) - Produção em massa Alfred P. Sloan, Jr. (1920s) - Planejamento Centralizado e Controle Descentralizado 52 ENGENHARIA/ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO ENGENHARIA/ADMINISTRAÇÃO INDUSTRIAL ENGENHARIA/ADMINISTRAÇÃO DE OPERAÇÕES PRODUÇÃO EM MASSA PRODUÇÃO ENXUTA Revisão dos principais conceitos 53 ENGENHARIA/ADMINISTRAÇÃO INDUSTRIAL Na ENGENHARIA/ADM INDUSTRIAL foram introduzidos novos conceitos: linha de montagem, posto de trabalho, estoques intermediários, monotonia do trabalho, arranjo físico, balanceamento de linha, produtos e processos, motivação, sindicatos, manutenção preventiva, controle estatístico de qualidade e fluxograma de processos Revisão dos principais conceitos PRODUÇÃO EM MASSA : Caracteriza-se por grandes volumes de produtos extremamente padronizados, isto é, baixíssima variação nos tipos de produtos finais. Esses conceitos predominaram até meados da década de 1960. Revisão dos principais conceitos PRODUÇÃO ENXUTA : Introduzida a partir de meados de 1960, com o surgimento de novas técnicas produtivas, como o JIT(Just in Time), Engenharia simultânea, Tecnologia de grupo, Consórcio modular, células de produção, desdobramento da função qualidade, comakership, sistemas flexíveis de manufatura, manufatura integrada por computador e benchmarking. Revisão dos principais conceitos NOVOS CONCEITOS Just-in-time Engenharia simultânea Tecnologia de grupo Consórcio modular Células de produção Desdobramento da função qualidade (QFD) Comakership Sistemas flexíveis de manufatura Manufatura integrada por computador Benchmarking Produção customizada Just-in-time(JIT) – Processo que gerencia a produção, objetivando o maior volume possível da produção,usando o mínimo de matéria prima, embalagem, estoques intermediários, recursos humanos, no exato momento em que requerido tanto pela linha de produção quanto pelo cliente. É necessário um controle rígido para que o abastecimento aconteça exatamente quando solicitado, com qualidade, evitando-se gerar estoque em excesso, escassez ou desperdício do produto. Engenharia simultânea Conceito que se refere à participação de todas as áreas funcionais da empresa no desenvolvimento do projeto do produto. Tanto os clientes como os fornecedores são também envolvidos, com o objetivo de reduzir prazos, custos e problemas na fabricação e comercialização; Tecnologia de grupo É uma filosofia de engenharia e manufatura que identifica as similaridades físicas dos componentes – com roteiros de fabricação semelhantes – agrupando-os em processos produtivos comuns. Facilita a definição de células de produção. Consórcio modular A primeira fábrica no mundo a adotar esse tipo de conceito foi a Volkswagen, na divisão de caminhões e ônibus, de Resende, no Rio de Janeiro. Diversos parceiros trabalham juntos dentro da planta da VW, nos seus respectivos módulos, para a montagem de veículos. Trabalhando juntos, é necessário que haja uma padronização e especificação dos processos, uma vez que existem várias empresas, com culturas organizacionais distintas. Cada parceiro deve, também, especificar os processos, prover recursos materiais, peças necessárias para montagem, ferramentas e controles utilizados. Consórcio modular ( continuação ) Como principal vantagens, o consórcio modular permite a redução nos custos de produção e investimentos. Diminui ainda os estoques e o tempo de produção dos veículos, aumentando a eficiência e produtividade, além de tornar mais flexível a montagem de veículos. Consórcio modular Consórcio modular Consórcio modular Células de produção - São pequenas unidades de manufatura e/ou serviços com mecanismos de transporte e estoques intermediários entre elas. São dispostas em “U” com o objetivo de haver maior produção. Exige que o funcionário seja polivalente. Visa também obter um melhor controle de qualidade pois o defeito é, muitas vezes, detectado na própria estação. Células de produção Desdobramento da função qualidade (QFD) ( Quality Function Deployment-QFD) : Metodologia que visa levar em conta, no projeto do produto, todas as principais exigências do consumidor a fim de não somente atende-las como também suplantá-las. Como o próprio nome sugere, a qualidade é desdobrada em funções que primam pelos seus procedimentos objetivos em cada estágio um dos estágios do ciclo de desenvolvimento do produto, desde a pesquisa e desenvolvimento até sua venda e distribuição ( essa rede será responsável por gerar a qualidade do produto como um todo) Comakership ( Coalizão / Co-fabricação)- . O mais alto nível de relacionamento entre cliente e fornecedor, representado por confiança Mútua, participação e fornecimento com qualidade assegurada. O termo pode ser traduzido como co-fabricação, pois o fornecedor participa ativamente, envolvendo-se com várias fases do projeto, como seu planejamento, custos e qualidade, pois possui a garantia de contratos de fornecimento de longo prazo. Sistemas flexíveis de manufatura Conjunto de máquinas de controle numérico interligadas por um sistema central de controle e por um sistema automático de transporte (flexible manufacturing systems – FMS) Sistemas flexíveis de manufatura - São sistemas de produção automatizados, capazes de produzir uma grande variedade de peças e produtos por meio de um único equipamento e software. Eles fornecem uma série de benefícios de produção e ajudam as empresas a alcançarem o sucesso em seus negócios sem muitas máquinas em sua fábrica. Projetados para reagirem e se adaptarem às diversas mudanças nos processos industriais, incluindo falhas. Sistemas flexíveis de manufatura Manufatura integrada por computador Integração total da operação manufatureira por meio de sistemas de computadores = CIM Vídeos Benchmarking Comparações das operações de um setor ou de uma organização em relação aos outros setores ou concorrentes diretos ou indiretos. Esse acompanhamento das empresas líderes em seus segmentos envolve os mais diversos aspectos, como práticas (modelos, processos, técnicas) e desempenho, podendo ocorrer interna ou externamente à organização, a fim de melhorar sua criatividade para atingir seus objetivos. Ex. Reuniões na FIESP , Feiras industriais visitas aos concorrentes ( concorrente não é inimigo ) . Setores industriais trabalham em conjunto, maquinas comuns geram peças de reposição em escala com custos mais baixos, por exemplo. https://www.youtube.com/watch?v=7FpunfgphcU https://www.youtube.com/watch?v=NF0MwKRidPg https://www.youtube.com/watch?v=jC5Yvj3GWUg https://www.youtube.com/watch?v=C4L4rkT2o0E Vídeos sobre Fabricação de produtos ( de 3 a 15 minutos ) MANUFATURA versus SERVIÇOS ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO Até 1950, a indústria de transformação era a que se destacava no cenário político e econômico mundial. As chaminés das fábricas eram símbolos de poder, pois empregavam um grande número de pessoas e eram responsáveis por 90% do Produto Interno Bruto dos países industrializados. MANUFATURA versus SERVIÇOS ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÕES FLUXO DE MATERIAIS, SERVIÇOS E CAPITAIS Os manuais acadêmicos sobre produção referiam-se ao chão de fábrica ( termo usado para designar os trabalhadores ou os processos relativos à fase de produção propriamente dita) e abordavam temas relativos à fabricação de bens tangíveis: arranjo físico, processos de fabricação, planejamento e controle da produção, controle de qualidade, manutenção das instalações fabris, manuseio e armazenamento de materiais. Gerir todos esses elementos era denominado Administração da Produção. MANUFATURA versus SERVIÇOS ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÕES O setor de serviços hoje emprega mais pessoas que qualquer outro e é responsável pela maior parcela do PIB dos maiores países do mundo. Dessa forma, todas as técnicas utilizadas na Administração Industrial tradicional foram transportadas para a administração de serviços. MANUFATURA versus SERVIÇOS Houve uma ampliação do conceito de produção, que passou a incorporar os serviços. Hoje o termo Operações é considerado amplo e compõe o conjunto de todas as atividades da empresa relacionadas com a produção de bens e/ou serviços. No Brasil os autores abordam esse conjunto de técnicas como ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES MANUFATURA versus SERVIÇOS FLUXO DE MATERIAIS, SERVIÇOS E CAPITAIS As empresas mundiais necessitam cada vez mais de esquemas de distribuição rápidos e eficazes. A logística empresarial, parte integrante da ADM de Operações constitui um conjunto de técnicas de distribuição e transporte de produtos. Exemplos: carros mundiais, que são idênticos e produzidos em países diferentes. MANUFATURA versus SERVIÇOS FLUXO DE SERVIÇOS = o volume tende a ser ainda maior que o de materiais, devido à melhoria dos meios de comunicação. FLUXO DE CAPITAIS = os fluxos de dinheiro, como uma “nuvem”, vagam sobre o mundo, à procura de locais onde possam “descer” e obter o máximo de rendimento possível. OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÕES As atividades desenvolvidas por uma empresa visam transformar insumos (mão-de-obra e matéria-prima) em produto acabados e/ou serviços, consomem recursos que nem sempre agregam valor ao produto final. É objetivo da ADM da Produção/Operações a gestão eficaz dessas atividades. OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÕES A fábrica do futuro Organização da produção Projeto dos produtos e dos processos Layout Comunicação visual Posto de trabalho Compromisso com o meio ambiente Gestão do conhecimento OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO/OPERAÇÕES A fábrica do futuro Não é um ambiente cheio de robôse computadores comandando todas as operações. Ela, além de se caracterizar por um alto nível de automação, estará devidamente organizada em torno da tecnologia (CAD, CAM, CIM, MRP, ERP, etc) e do conhecimento. Outra característica = alta produtividade O que é CAD/CAM? A Manufatura Assistida por Computador (CAM) significa o uso de máquinas controladas por computadores. O CAM é frequentemente usado em conjunto com o Desenho Assistido por Computador (CAD). Como um processo, o CAM é usado após o CAD ou CAE (Engenharia Assistida por Computador). O modelo projetado usando CAD é algumas vezes usado como entrada CAM. É por isso que é referido como CAD/CAM. O que é CAM? Geralmente, o software CAM refere-se ao uso de aplicativos de computador de controle numérico (NC) para criar ilustrações detalhadas (Código G) que acionam ferramentas de controle numérico (CNC) para fabricação de peças. Os números fornecem todos os comandos necessários, por exemplo, qual direção se mover, quão rápido, etc. Estes são normalmente armazenados na máquina como um programa. Benefícios do CAD/CAM na Fabricação Os fabricantes de vários setores da indústria, não apenas na eletrônica, usam e dependem das capacidades do CAM para produzir peças de alta qualidade facilitando e automatizando os processos de fabricação. Além dos requisitos de materiais, os modernos sistemas CAM incluem controles em tempo real e robótica. Aqui estão as várias vantagens que eles podem aproveitar ao usar esses aplicativos de software. Melhora os recursos de usinagem: usando um sistema CAD/CAM, os fabricantes podem melhorar suas capacidades de usinagem. Por exemplo, quando um fabricante realiza uma tarefa de usinagem complexa de 3 eixos, ele conta com o software de combinação para criar um caminho de ferramenta para projetos de usinagem, como moldagem. O sistema CAM automatiza o processo e torna mais fácil para os fabricantes concluírem o projeto a tempo. Melhora a acessibilidade do cliente: o software CAD/CAM permite que os fabricantes recebam arquivos CAD de seus clientes. Depois de receber esses arquivos, eles podem configurar o caminho da ferramenta de usinagem e realizar simulações, o que os ajuda a calcular os tempos de ciclo de usinagem. O software permite que os fabricantes minimizem erros, executem projetos com facilidade e entreguem produtos ao mercado dentro de um prazo mais curto. Ajuda a Melhorar a Produtividade das Máquinas CNC: a maioria dos sistemas CAD/CAM fornecem caminhos de máquinas-ferramentas de alta velocidade, que ajudam os fabricantes a minimizar seu tempo de ciclo, reduzir o desgaste da ferramenta e da máquina. Caminhos de ferramentas de alta velocidade permitem que os fabricantes melhorem sua qualidade e precisão de corte. Este tipo de usinagem de alta velocidade ajuda a melhorar a produtividade da máquina CNC em mais de 50%. Ajuda a reduzir o desperdício de material: como o software CAD/CAM apresenta recursos de simulação, ele ajuda o fabricante a inspecionar visualmente o processo de usinagem. Isso permite que ele capture golpes de ferramenta e colisões em uma fase inicial. Esse recurso contribui para a produtividade geral de uma configuração de fabricação. Isso também ajuda a eliminar erros, além de reduzir o desperdício de material. CIM é Computer Integrated Manufacturing, que em português significa Manufatura Integrada por Computador, e que resumidamente é: •Integração das diversas atividades da empresa, relacionadas com a produção, através da utilização de tecnologias de informação, como sejam, bases de dados, sistemas de comunicação, etc. Deste modo, os vários departamentos associados às atividades, podem comunicar entre si através da partilha ou troca de informações. O CIM pode ocorrer em vários níveis conforme abaixo: 1° - Integração apenas das atividades de engenharia e de produção. 2° - Integração de todas as atividades relacionadas com a fabricação. 3° - Integração dos sistemas de informação da empresa com os dos clientes e fornecedores. VANTAGENS DO CIM •Produtividade A eliminação da redundância da informação, conduz a um melhor controle e gestão dos recursos, podendo ser atingidas melhorias de 40 a 70%. •Flexibilidade Maior rapidez de resposta aos eventos externos (variações do mercado, ...) e aos internos (avarias e defeitos de qualidade, ...). •Qualidade A integração de sistemas automatizados permite diminuir o número de erros ocorridos, devido à garantia da não duplicação da informação (aumento da qualidade de 2 a 5 vezes). Tempos de concepção A partilha de informação entre os vários departamentos de projeto permite a redução do tempo de concepção de um produto entre 15 a 30%. •Work In Progress (WIP) Uma gestão otimizada permite uma redução do material que circula na fabrica em valores que podem variar entre 30 a 60%. •Decremento dos custos de produção. Com a produção realizada conforme pedido do cliente, se reduz os suprimentos (matéria- prima, mão de obra, etc.) apenas ao necessário. Há a partilha dos recursos produtivos (máquinas, equipamentos, dispositivos, ferramentas, etc.). •Redução de estoques. Evita-se produzir para formar estoque, pois, a estocagem envolve altos custos, tais como, local para armazenagem, controle de entrada e saída de produtos, segurança, etc. •Redução da necessidade de manter documentação em papel. A maior parte da documentação é mantida em meio eletrônico. •Decremento do tempo de resposta. Como a produção é realizada conforme pedido do cliente, evita-se produzir para formar estoque, tendo-se assim, a fabricação dedicada aos pedidos e assim, agilizando a resposta. •Produtos feitos à medida do cliente. Com a adequação do produto às necessidades e preferências dos clientes, uma quantidade maior de clientes se associa àquele produto. https://www.youtube.com/watch?v=JosHT3dPlhM&t=482s Vídeos sobre Indústria 4.0 Bibliografia: Administração da produção, autores Petrônio G Martins e Fernando Piero Laugeni, ano 2009 Editora Saraiva https://www.proconcept.com.br/2018/08/08/cad-cam-e-seus-beneficios/ ] https://www.domingosdeazevedo.com/cam 101 PERGUNTAS? 102