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Anamnese geral ....................................................................................................................................................................................... 6 
Anamnese Geral ...................................................................................................................................................................................... 7 
Semiologia pediátrica ........................................................................................................................................................................... 9 
Anamnese da Criança .......................................................................................................................................................................... 10 
Anamnese do Adolescente .................................................................................................................................................................. 14 
Exame Físico Infantil ............................................................................................................................................................................. 15 
Oroscopia .............................................................................................................................................................................................. 19 
Otoscopia .............................................................................................................................................................................................. 20 
Teste do Olhinho .................................................................................................................................................................................... 21 
Gráficos de Crescimento ..................................................................................................................................................................... 22 
Semiologia neurológica .................................................................................................................................................................. 24 
Homúnculo de Penfield e Dermátopo ................................................................................................................................................ 25 
Sensibilidade Superficial ou Extereoceptiva ..................................................................................................................................... 26 
Sensibilidade Profunda ou Proprioceptiva ....................................................................................................................................... 27 
Nervo Olfatório .................................................................................................................................................................................... 28 
Nervo Óptico ......................................................................................................................................................................................... 29 
Grupo Oculomotor ................................................................................................................................................................................ 33 
Nervo Trigêmeo .................................................................................................................................................................................... 34 
Nervo Facial .......................................................................................................................................................................................... 35 
Nervo Vestibulococlear ....................................................................................................................................................................... 36 
Nervo Glossofaríngeo .......................................................................................................................................................................... 38 
Nervo Vago ........................................................................................................................................................................................... 39 
Nervo Acessório ................................................................................................................................................................................... 40 
Nervo Hipoglosso ................................................................................................................................................................................. 41 
Semiologia geriátrica ........................................................................................................................................................................ 42 
Anamnese do Idoso ............................................................................................................................................................................. 43 
Mini Exame do Estado Mental de Folstein ......................................................................................................................................... 46 
Teste das Figuras .................................................................................................................................................................................. 47 
Teste do Relógio .................................................................................................................................................................................. 48 
Teste da Fluência Verbal ..................................................................................................................................................................... 48 
Escala Geriátrica da Depressão ......................................................................................................................................................... 49 
Mini Avaliação Nutricional ................................................................................................................................................................. 50 
Semiologia ginecológica ................................................................................................................................................................. 51 
Anamnese Ginecológica ..................................................................................................................................................................... 52 
Exame Físico das Mamas .................................................................................................................................................................... 54 
Exame Genitália Externa ...................................................................................................................................................................... 57 
Exame Especular ................................................................................................................................................................................. 58 
Exame Colpocitopatológico ................................................................................................................................................................ 59 
 
 
Exame Genitália Interna ...................................................................................................................................................................... 61 
Semiologia obstétrica ...................................................................................................................................................................... 62 
Anamnese Obstétrica ..........................................................................................................................................................................63 
Exame Físico Geral ............................................................................................................................................................................... 69 
Avaliação Estado Nutricional e Ganho de Peso ............................................................................................................................... 69 
Palpação Obstétrica ............................................................................................................................................................................ 70 
Medida Altura Uterina ......................................................................................................................................................................... 71 
Ausculta Batimentos Cardiofetais ...................................................................................................................................................... 71 
Registro Movimentos Fetais ............................................................................................................................................................... 72 
Registro do Estímulo Sonoro Simplificado ........................................................................................................................................ 72 
Toque Vaginal ....................................................................................................................................................................................... 73 
Evolução Trabalho de Parto ................................................................................................................................................................ 74 
Mecanismo do Parto ............................................................................................................................................................................ 76 
Semiologia cardíaca ........................................................................................................................................................................... 77 
Inspeção e Palpação do Tórax ............................................................................................................................................................ 78 
Ausculta Cardíaca ................................................................................................................................................................................ 79 
Resumo Ausculta Cardíaca ................................................................................................................................................................. 84 
Medida de Índice de Tornozelo Braquial .......................................................................................................................................... 85 
Semiologia respiratória .................................................................................................................................................................... 86 
Inspeção do Tórax ................................................................................................................................................................................ 87 
Palpação do Tórax ............................................................................................................................................................................... 88 
Percussão do Tórax ............................................................................................................................................................................. 90 
Ausculta do Tórax ................................................................................................................................................................................. 91 
Semiologia abdominal ........................................................................................................................................................................ 93 
Inspeção e Ausculta do Abdome ....................................................................................................................................................... 94 
Percussão do Abdome ........................................................................................................................................................................ 95 
Palpação do Abdome ........................................................................................................................................................................... 96 
Exames diversos .................................................................................................................................................................................... 99 
Exame de Tireoide .............................................................................................................................................................................. 100 
Exame Retal, Anal e Prostático ........................................................................................................................................................ 102 
Sondagem Naso/Orogástrica ........................................................................................................................................................... 104 
antropometria .................................................................................................................................................................................... 106 
Perímetro Cefálico em Neonato ....................................................................................................................................................... 107 
Em Crianças Menores de 2 Anos ..................................................................................................................................................... 107 
Em Crianças Maiores de 2 Anos, Adolescentes e Adultos ............................................................................................................ 110 
ectoscopia ........................................................................................................................................................................................... 112 
Fácies .................................................................................................................................................................................................... 113 
Atitudes ................................................................................................................................................................................................ 115 
Marchas .............................................................................................................................................................................................. 116 
Pele ...................................................................................................................................................................................................... 118 
 
 
Circulação Colateral .......................................................................................................................................................................... 119 
Biotipo e Obesidade ............................................................................................................................................................................ 120 
Lesões elementares ........................................................................................................................................................................... 121 
Alterações na Cor da Pele ................................................................................................................................................................. 122Formações Sólidas ............................................................................................................................................................................. 123 
Coleções Líquidas .............................................................................................................................................................................. 125 
Alterações de Espessura ................................................................................................................................................................... 126 
Lavagem de mãos ................................................................................................................................................................................. 128 
Higienização Simples e Antisséptica ................................................................................................................................................ 129 
Higienização Alcoólica ....................................................................................................................................................................... 131 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO||||||||| 
→ Nome completo. 
→ Data de nascimento. 
→ Sexo. 
→ Cor (leucoderma, faioderma, melanoderma). 
→ Estado civil (solteiro, casado, outros). 
→ Ocupação. 
→ Nacionalidade (adjetivo pátrio). 
→ Naturalidade (cidade). 
→ Endereço atual. 
 
||||||||||QUEIXA|PRINCIPAL|||||||| 
→ “O que o (a) trouxe à consulta hoje?” 
→ “Em que posso ajudá-lo?” 
 
|||HISTÓRIA|DA|MOLÉSTIA|ATUAL||| 
→ Análise do sintoma 
 Modo de aparecimento: gradual ou súbito. 
 Evolução: contínua ou recorrente. 
▪ Se for recorrente, perguntar a duração dos 
sintomas e intervalo entre os períodos. 
 Duração: agudo ou crônico. 
 Intensidade: se possível, determinar intensidade 
de 1 a 10. 
 Caráter ou tipo: 
▪ Localização: origem, profundidade e 
irradiação. 
▪ Qualidade: sensações percebidas ou aspecto 
físico dos fenômenos relatados. 
▪ Quantidade: número, frequência, duração, 
volume do material examinado. 
 Fatores desencadeantes, agravantes ou 
atenuantes: emoções, esforços físicos, 
alimentação, posição, gestações, drogas, etc. 
 Sintomas associados. 
 Análise do estado atual: melhora, piora 
estacionário. 
 Terapêutica e seus efeitos: medicamentos, doses, 
tempo de uso e resposta. 
 
||||||||||HABITOS|DE|VIDA||||||||| 
→ Álcool: quantidade e tipo de bebida alcoólica. 
 Se abstêmio, já bebeu ou parou? Há quanto 
tempo? Quando bebia, qual a quantidade e tipo? 
→ Tabagismo: quantidade e tipo de cigarro, há quanto 
tempo. 
→ Drogas ilícitas: tipo e quantidade, se já usou. 
→ Sono e suas alterações. 
→ Alimentação: quantidade, qualidade, regularidade. 
→ Prática de atividades físicas: trabalho ou esportes. 
 
||||||||HISTÓRIA|PREGRESSA||||||| 
→ Doenças prévias: começando pelas mais frequentes 
na infância. 
→ Alergias e suas características. 
→ Traumatismos, acidentes: e consequências destes. 
→ Cirurgias: e os motivos que as determinaram. 
→ Hospitalizações: e seus motivos. 
→ Exames laboratoriais realizados. 
→ Uso de medicamentos: dose, resposta terapêutica, 
reações indesejáveis, fatores de risco. 
→ Imunizações. 
 
|||HISTÓRIA|GINECO-OBSTETRICA||| 
→ Número de gestações: evolução das mesmas e tipos 
de partos. 
→ Uso de medicamentos ou outros tratamentos: 
realizados durante a gestação. 
→ Intercorrências nos partos. 
→ Peso dos recém nascidos. 
→ Infecções ginecológicas. 
→ Tratamentos. 
→ Última PPCU. 
→ Mamografias. 
→ Vida sexual. 
→ Menopausa: há quanto tempo e sintomas associados. 
 
|||||||||HISTÓRIA|FAMILIAR|||||||| 
→ Estado de saúde: dos pais e irmãos quando vivos. 
 Se for o caso, inclui-se o cônjuge e os filhos. 
→ Alguém doente na família. 
→ Parentes falecidos: indagar a causa do óbito e a idade 
em que ocorreu. 
→ Patologias mais frequentes: cefaleia, diabetes, 
tuberculose, hipertensão arterial sistêmica, câncer, 
doenças alérgicas, úlcera péptica, colelitíase, varizes. 
→ Doença de caráter hereditário: fazer levantamento 
genealógico rigoroso. 
 Hemofilia, anemia falciforme, rins policísticos, 
erros metabólicos, etc. 
 
|||||||HISTÓRIA|PSICOSSOCIAL||||| 
→ Fatores sociais 
 Tipo de moradia, possui água tratada, luz 
asfaltamento, condições financeiras. 
6 
 
 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 Vida conjugal e ajustamento familiar: “Como está 
sua vida familiar?” 
 Atividades diárias habituais: sono, lazer, trabalho, 
outras tarefas. Precisa-se pedir ao paciente para 
descrever às 24 horas de um dia comum. 
 Grau de escolaridade; 
 Religião: relatar costumes de vida relacionados à 
raça, religião, ou ao grupo social pertencente. 
 
→ Fatores psicológicos 
 Tipo de personalidade. 
 Fatores emocionais: ansiedade, depressão, medo, 
frustrações, hostilidade, outros (quais). 
 Modo de perceber, avaliar e reagir ao processo 
de adoecimento. 
 Como é a visão sobre a patologia. 
 
REVISÃO|DOS|DIVERSOS|APARELHOS 
→ Sintomas gerais 
 Febre, astenia, alterações do peso, disfonia 
(alteração da voz, rouquidão), afonia, voz lenta e 
monótona, voz fanhosa ou anasalada, calafrios, 
prurido, alterações do revestimento cutâneo 
(hipoestesia ou anestesia, alterações de 
temperatura, cor, lesões cutâneas, alterações do 
desenvolvimento físico (nanismo, gigantismo, 
acromegalia, infantilismo, puberdade precoce ou 
atrasada. 
 
→ Crânio, face e pescoço 
 Dor, queda ou modificação do padrão dos 
cabelos, pelos faciais em mulheres, paralisias, 
tiques, movimentos involuntários, tumorações 
cervicais, alterações dos movimentos, pulsações 
anormais. 
 
→ Olhos 
 Dor ocular e cefaleia, sensação de corpo 
estranho, queimadura ou ardência, 
lacrimejamento, sensação de olho seco, 
xantopsia, iantropsia e cloropsia, diminuição ou 
perda da visão (uni ou bilateral, súbita ou gradual, 
relação com a luz, visão noturna, correção parcial 
ou total com óculos ou lentes corretoras, cirurgias 
prévias), diplopia, fotofobia, nistagmo (horizontal, 
vertical ou rotatório), escotomas, secreção, 
alucinações visuais. 
 
→ Ouvidos 
 Otalgia, otorragia, secreção (características), 
acuidade auditiva (se perda: características), 
zumbidos, vertigem subjetiva ou objetiva. 
→ Nariz e cavidades paranasais 
 Dor, esternutações e condições em que ocorrem 
assim como em que condições são 
desencadeadas, obstrução nasal, rinorreia e suas 
características, epistaxe, dispneia, hiposmia, 
anosmia, aumento ou alteração do olfato, 
cacosmia, parosmia, rinolalia. 
 
→ Mamas 
 Dor, secreção papilar e suas características 
(espontânea ou provocada, aspecto da secreção). 
 
→ Sistema digestório 
 Polifagia ou hiporexia, inapetência ou anorexia, 
perversão do apetite (geofagia ou outros). 
 Sialorreia ou sialose, halitose, aftas, odontalgia, 
glossalgia, temporo-mandibular, trismo, dor de 
garganta, rouquidão, tosse (seca ou produtiva), 
tosse bitonal, pigarro, disfagia (orofaríngea ou 
esofagiana), odinofagia, mericismo, pirose, 
eructação, singulto, epigastralgia, hematêmese, 
náuseas, vômitos, dispepsia, dor abdominal, 
diarréia, disenteria, esteatorreia, distensão 
abdominal, flatulência, hemorragia digestiva, 
tenesmo, obstipação intestinal, sangramento 
anal, prurido anal. 
 
→ Sistema respiratório 
 Dor, dispneia, tosse, expectoração, hemoptise, 
vômica, chieira, cornagem. 
 
→ Sistema cardiovascular 
 Dor, palpitações, dispneia, desmaio, alterações 
do sono. 
 
→ Sistema hemolinfopoético 
 Hemorragias (petéquias, equimoses, hematomas, 
gengivorragia, hematúria, hemorragia digestiva), 
adenomegalias, alteraçõesdos linfonodos, 
esplenomegalia e hepatomegalia, manifestações 
cutâneas (petéquias, equimoses, palidez, prurido, 
eritemas, pápulas, herpes). 
 
→ Sistema genito-urinário 
 Dor, estrangúria, incontinência urinária, 
hesitação, modificação do jato urinário, retenção 
urinária. Oligúria, poliúria, anúria, disúria, 
noctúria, urgência, polaciúria, urina turva, 
hematúria, hemoglobinúria, mioglobinúria, 
porfinúria, mau cheiro na urina, edema. 
 
 
 
7 
 
 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ Órgãos genitais masculinos 
 Dor testicular, perineal, lombo-sacra, priapismo, 
aumento do volume da bolsa escrotal, 
hemospermia, corrimento uretral, dispareunia, 
frigidez, diminuição da libido, anorgasmia, 
fogachos. 
 
→ Órgãos genitais femininos 
 Ciclo menstrual (data da primeira menstruação, 
duração dos ciclos subsequentes), polimenorreia, 
oligomenorreia, amenorreia, hipermenorreia, 
hipomenorreia, menorragia, dismenorreia, tensão 
premenstrual, hemorragias, leucorreia 
(quantidade, aspecto e relação com as fases do 
ciclo menstrual), prurido vulvar, dispareunia, vida 
sexual, redução da libido, anorgasmia. 
 
→ Sistema endócrino 
 Hipotálamo e hipófise: nanismo, gigantismo, 
acromegalia, puberdade precoce ou atrasada, 
galactorreia, síndromes poliúricas, alterações 
visuais. 
 
 Tireoide: dor, nódulo, rouquidão, dispneia, 
disfagia, hipersensibilidade ao calor, aumento da 
sudorese, perda de peso, taquicardia, tremores, 
irritabilidade, astenia, dispneia, exoftalmo, 
hipersensibilidade ao frio, diminuição da 
sudorese, aumento do peso, obstipação intestinal, 
cansaço facial, apatia, sonolência, alterações 
menstruais, unhas quebradiças, pele seca, 
rouquidão, macroglossia, bradicardia. 
 
 Paratireoides: emagrecimento, astenia, 
parestesias, cãibras, dor em ossos e articulações, 
arritmias cardíacas, alterações ósseas, 
raquitismo, osteomalácia, tetania, convulsões, 
queda de cabelos, unhas frágeis e quebradiças, 
dentes hipoplásicos, catarata. 
 
 Adrenais: excesso de glicocorticoides (aumento 
de peso, fácies em lua cheia, acúmulo de 
gorduras na face, região cervical e dorso, 
fraqueza muscular, poliúria, polidipsia, 
irregularidade menstrual, infertilidade, 
hipertensão arterial), redução de glicocorticoides 
(anorexia, náuseas, vômitos, astenia, hipotensão 
arterial, hiperpigmentação da pele e mucosas), 
excesso de mineralocorticóides (hipertensão 
arterial, astenia, cãibras, parestesias), excesso de 
esteróides sexuais (pubarca precoce, hirsutismo, 
virilismo), excesso de catecolaminas (picos 
hipertensivos, cefaleia, palpitações, sudorese). 
 Gônadas: alterações locais e em outras regiões 
corporais indicativas de anormalidades da função 
endócrina. 
 
→ Sistema músculo-esquelético 
 Dor (óssea, articular ou muscular), deformidades 
ósseas (tumorações, arqueamento ósseo, rosário 
raquítico, sinais flogísticos (edema, calor, rubor e 
dor), fraqueza muscular, segmentar ou 
generalizada, evolução no decorrer do dia, 
dificuldade para andar ou subir escadas, cãibras, 
miotonia, tétano. 
 
→ Sistema nervoso 
 Distúrbios de consciência: (obnubilação, coma, 
confusão mental), tontura e vertigem, convulsões 
(localizadas ou generalizadas, tônicas ou 
clônicas, pródromos e sinais poscomiciais, 
ausências, automatismos, amnésia, ambliopia, 
amaurose, hemianopsia, diplopia, hipoacusia, 
acusia, zumbidos, disbasia. 
 Distúrbios da motricidade voluntária e da 
sensibilidade: paresia, paralisias, parestesias, 
anestesias localizadas ou generalizadas, 
distúrbios esfincterianos: incontinência fecal, 
bexiga neurogênica. 
 Distúrbios do sono: insônia, sonilóquio, pesadelos, 
terror noturno, sonambulismo, briquismo, enurese 
noturna. 
 Distúrbios das funções cerebrais superiores: 
disfonia, disartria, dislalia, disritmolalia, disgrafia, 
afasia, distúrbios das gnosias, distúrbios das 
praxias. 
 
 
8 
 
9 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO||||||||| 
→ Telefone para contato, informante (nome e parentesco 
com a criança), nome dos pais. 
 Perceber se o informante discorre bem ou mal a 
história da criança. 
 
||||||||||QUEIXA|PRINCIPAL|||||||| 
→ Escrita com as próprias palavras do informante ou 
paciente. 
 
|||HISTÓRIA|DA|MOLÉSTIA|ATUAL||| 
→ Início dos sintomas, descrição, duração, evolução e 
tratamentos. 
 
|REVISÃO|DOS|DIVERSOS|APARELHOS 
→ Finalidade diagnóstica, constituída de apenas queixas 
específicas de outros aparelhos do organismo. 
 Generalidades, pele e anexos, órgãos dos 
sentidos, boca e garganta, pescoço, aparelho 
respiratório, aparelho cardiovascular, aparelho 
digestório, aparelho geniturinário, aparelho 
locomotor e sistema nervoso. 
 
||||||ANTECEDENTES|PESSOAIS|||||| 
→ História de vida e saúde da criança a partir de sua 
concepção. 
 
 Gestação e nascimento: 
▪ GPA, planejamento, receptividade da família, 
saúde materna. 
▪ Pré-natal (imunizações, número de consultas, 
sorologias, grupo sanguíneo, uso de 
medicamentos, infecções, sangramentos). 
▪ Parto (tipo, motivo, intercorrências, local). 
▪ Idade gestacional. 
▪ Dados antropométricos do nascimento (peso, 
estatura, perímetro cefálico, perímetro torácico, 
perímetro abdominal), 
▪ Apgar, tempo de permanência no hospital 
(alojamento conjunto ou unidade neonatal?). 
▪ Alterações neonatais (icterícia, hipoglicemia, 
distúrbios respiratórios, coto umbilical). 
 
 Alimentação: 
▪ Aleitamento materno exclusivo (dificuldades, 
tempo). 
▪ Aleitamento artificial (motivo, tipo, início, técnica, 
tempo). 
▪ Alimentos complementares (época de introdução, 
tipo, qualidade, quantidade, preparo, aceitação). 
 Desenvolvimento neuropsicomotor: 
▪ Descrição da época do aparecimento das 
habilidades em ordem cronológica (fixou o olhar, 
firmou a cabeça, sorriu, sentou sem apoio, 
engatinhou, caminhou, controlou esfíncteres, 
primeiras palavras). 
▪ Desenvolvimento sócio afetivo da criança (escola, 
amigos, família). 
 
 Passados mórbido: 
▪ Doenças comuns da infância (DCI), doenças 
anteriores (duração, tratamentos recebidos, 
frequência), acidentes, cirurgias, hospitalizações, 
“alergias” medicamentosas. 
 
 Vacinação: 
▪ Verificação da caderneta de vacinação (tipo de 
vacina, idade, doses), investigar efeitos adversos 
para cada uma das vacinas recebidas (locais ou 
sistêmicos). 
 
 Testes de Triagem: 
▪ Verificar o resultado do Teste do Pezinho, 
Orelhinha, Olhinho, Coraçãozinho e Linguinha. 
 
 Introdução de suplementação de ferro: 
▪ Idade, dose. 
 
|||||||||HISTÓRIA|FAMILIAR|||||||| 
→ Investigar doenças que atinjam ou tenham atingido 
pais, irmãos, avós, tios e primos da criança. 
 Ênfase para as doenças de caráter hereditário 
(diabetes, hipertensão, epilepsia, tuberculose, 
asma, dermatite atópica, câncer, coronariopatias, 
hipercolesterolemias). 
ESPECIFICIDADES
DES 
 
11 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ Investigar o relacionamento entre os pais (casados, 
amasiados, estabilidade), guarda da criança e 
convivência com os pais (para pais separados). 
 Em qualquer composição familiar, é necessário 
perguntar de que forma os pais participam da vida 
de seus filhos (cuidados diários, banho, 
alimentação, tarefas escolares). 
 
→ Questionar sobre o convívio com os irmãos e com 
outros familiares que participam da vida da criança 
mais frequentemente. 
 Descrever número de irmãos e idade. 
 
|||||FATORES|SOCIOAMBIENTAIS|||| 
→ Conhecer o ambiente que cerca a criança para 
identificar fatores de risco e poder planejar ações de 
prevenção. 
 Bairro, rua, casa, escolaridade, profissão dos pais 
e renda familiar. 
 
||||||||||HÁBITOS|ATUAIS|||||||||| 
→ Alimentares: quem prepara os alimentos,quem ajuda 
a criança a comer, quais utensílios a criança utiliza 
(pratos, colheres, garfos, facas), descrição do diário 
alimentar (horários, tipos e quantidades de alimentos 
consumidos), frequência do consumo de leite, de 
carnes e de alimentos de origem vegetal (relatar tipos 
de carnes mais consumidas, diferenciar legumes, 
verduras, frutas e cereais). 
→ Uso de suplementação de ferro. 
→ Intestinais: frequência evacuatória e características 
das fezes. 
→ Urinários: frequência mictória e características da 
urina. 
→ Sono: períodos, tempo de sono, em qual quarto e em 
qual cama a criança dorme, quem coloca a criança 
para dormir, despertares noturnos. 
→ Banho de sol: frequência, duração, como expõe o filho 
ao sol. 
→ Banho: frequência, horário, produtos utilizados, 
duração, quem auxilia. 
→ Higiene bucal: limpeza da boca (antes da erupção 
dentária: forma, frequência), escovação dentária (tipo 
de escova, tipo de creme dental, técnica, frequência). 
→ Lazer: quais são os brinquedos utilizados, quais são as 
brincadeiras, com quem a criança brinca, com que 
frequência a criança brinca, quais seus passeios 
preferidos, participação dos pais. 
 
|||||HIPÓTESES|DIAGNÓSTICAS||||| 
||||||||||||||CONDUTAS||||||||||||| 
||||||||||||||ATENÇÃO|||||||||||||| 
→ Durante toda a consulta é importante que saibamos 
ouvir e que deixemos a criança e seu cuidador à 
vontade para questionar e expor suas queixas, seus 
sentimentos e suas opiniões. 
 
→ Jamais rir de seus comentários (a menos que você 
tenha certeza de que ela queira ser engraçada). 
 
→ NUNCA menospreze a capacidade desse paciente tão 
singular, por exemplo, mães que relatam um aumento 
no choro, mas já deduz que é fome, sono... 
 
→ Chamar os pais pelo nome e não usar termos como 
“mãezinha” e “paizinho” ao se dirigir a eles. 
 
→ O respeito às crenças e aos costumes é fundamental 
no atendimento pediátrico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||PRIMEIRA|CONSULTA||||||| 
→ Com a família, junto com o adolescente ou não. 
→ Depois, conversar com o paciente sozinho. Retornar 
para orientação conjunta. 
 
Pais que se recusam fortemente a sair da consulta para 
análise individual do adolescente → ALERTA! Violência 
sexual ou algo grave que não pode ser revelado. 
 
|||||||||||||PRIVACIDADE||||||||||| 
→ Explicar ao adolescente que ele tem garantia de sigilo 
profissional. Informar o rompimento do sigilo, quando 
for o caso. 
 
||O|QUE|INVESTIGAR|NA|PRESENÇA|| 
||||||||||||||DOS|PAIS||||||||||||| 
→ Anamnese convencional pediátrica: queixa principal, 
história da moléstia atual, anamnese especial, 
antecedentes pessoais, antecedentes familiares, 
fatores socioambientais, hábitos de vida. 
 
→ Antecedentes pessoais: acrescentar perguntas sobre 
puberdade (idade de surgimento dos sinais de 
maturação sexual). 
 
→ Hábitos de vida: acrescentar frequência às aulas, 
repetições e evasão escolar, condições de trabalho, 
horário de serviço. 
 
O|QUE|INVESTIGAR|NA|PRESENÇA|DO 
||||ADOLESCENTE|SEM|A|FAMÍLIA||| 
→ Sexualidade: namoro, relações sexuais, prevenção de 
gravidez e doenças de transmissão sexual, 
preferências de gênero, número de parceiros, 
métodos contraceptivos. 
 
→ Drogas lícitas e ilícitas: uso e abuso. 
 
→ Violência: tendências a condutas agressivas, 
tentativas de suicídio ou automutilação. 
 
→ Projetos para o futuro. 
 
 
|||||||||||||OBSERVAÇÕES|||||||||| 
→ É importante não esquecermos que o paciente tem 
uma história de vida, vivida ativamente com a família. 
→ É comum a divergência de interesses no atendimento, 
porém servirão para refletir interesses não comuns a 
todos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPECIFICIDADES 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
→ Ideal é a sequência crânio-caudal. 
→ CONFERIR GRÁFICOS DO CRESCIMENTO AO FINAL 
DO ROTEIRO, SEGUNDO A OMS! 
 
|||||MEDIDAS|ANTROPOMÉTRICAS|||| 
→ Peso: pode ser aferido na balança eletrônica ou 
manual. 
 Sempre verificar se a balança está calibrada → 
travá-la → deitar ou subir a criança → destravá-
la → mexer no cursor maior e menor até que a 
agulha do braço esteja rente com o fiel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Estatura ou comprimento: pode ser aferido com a 
régua em madeira móvel ou a régua aderida à 
balança. 
 Deixar os pés retos e paralelos, esticar as pernas 
da criança, deixar bem rente à cabeça e realizar 
a medida. 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
→ Perímetro cefálico: ajustar a fita métrica sempre na 
proeminência do osso occiptal, na parte posterior da 
cabeça, e na parte mais elevada do osso frontal, na 
parte anterior da cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Perímetro torácico: fita métrica passa pelos mamilos, 
com a criança em decúbito dorsal até os 3 anos de 
idade ou em pé no apêndice xifóide nos adolescentes 
com o tórax moderadamente cheio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Perímetro Abdominal: fita métrica passa pela cicatriz 
umbilical, ou mais especificamente, posicionada no 
ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, 
sem fazer pressão, em plano horizontal. 
 
||||||||||||DADOS|VITAIS||||||||||| 
→ Frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão 
arterial e temperatura. 
 
 
 
||||||||||||ESTADO|GERAL||||||||||| 
→ Avaliar se a criança se apresenta saudável, enferma, 
irritada, ativa, prostrada. 
 Observar o estado de consciência, colaboração, 
reação frente aos pais, conformação corpórea, 
posições características, movimentos 
significativos (tiques), desenvoltura, linguagem. 
 
||||||||ESTADO|DE|NUTRIÇAO|||||||| 
→ Classificar como eutrófica ou distrófica. 
 
|||||||ESTADO|DE|HIDRATAÇÃO|||||| 
→ Turgor e elasticidade da pele, mucosas. 
 
|||||||||||PELE|E|ANEXOS||||||||||| 
→ Icterícia, cianose, palidez. 
→ Vasos sanguíneos (telangectasias, hemangiomas, 
circulação colateral). 
→ Edema, eritema, alterações da pigmentação, reações 
urticariformes, púrpuras, equimoses, petéquias, 
descamações, estrias, cicatrizes, nódulos, 
tumefações e suor. 
→ Unhas (alterações na forma, cor, infecções). 
→ Pelos (distribuição, quantidade, coloração e textura). 
 
|||||||||||||||CABEÇA||||||||||||||| 
→ Forma, suturas, fontanelas (tensão, abaulamento, 
depressão, tamanho). 
→ Couro cabeludo (descamações, parasitas, áreas de 
alopecia). 
 
||||||||||||||||OLHOS||||||||||||||| 
→ Verificar esclera, conjuntiva e córnea. 
→ Exoftalmia, tensão do globo ocular, estrabismo, 
nistagmo, paralisias. 
→ Pálpebras (ptose, infeções). 
→ Pupilas (fotorreatividade, anisocoria, acuidade visual). 
→ Se houver secreção ocular, descrever as suas 
características. 
 
|||||||||||||||ORELHAS|||||||||||||| 
→ Observar forma e posição das orelhas. 
→ Secreções, sensibilidade e otoscopia (canal auditivo e 
tímpano). 
→ Mastóide. 
→ Audição. 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||||||||||NARIZ|||||||||||||||→ Forma, batimento de aleta nasal. 
→ Aspecto da mucosa, secreções, epistaxe. 
→ Septo nasal. 
→ Pólipos. 
→ Tumores seios paranasais. 
 
||||||||||BOCA|E|GARGANTA||||||||| 
→ Palidez perioral. 
→ Lábios (fissuras, vesículas, pústulas, cor, edema. 
→ Boca (odor, trismo, salivação). 
→ Dentes (número, posição, conservação, higiene). 
→ Gengivas (infecção, coloração, sangramento, cistos, 
hipertrofia). 
→ Mucosa oral (aspecto, coloração, candidíase, 
enantema, ulcerações, petéquias). 
→ Língua (aspecto, cor, tamanho, freio lingual, 
paralisias). 
→ Palato e úvula, faringe. 
→ Amígdalas (tamanho, sinais inflamatórios, placas). 
→ Epiglote e laringe (afonia, rouquidão, estridor). 
 
|||||||||||||LINFONODOS|||||||||||| 
→ Localização, tamanho, consistência, mobilidade, 
sinais inflamatórios, aderência a planos profundos. 
 
|||||||||||||||PESCOÇO|||||||||||||| 
→ Tamanho, edema, musculatura. 
→ Tireoide (tamanho, nódulos, bócio); 
→ Opistótono e rigidez de nuca. 
 
||||||||||TÓRAX|E|PULMÕES||||||||| 
→ Inspeção (forma, rosário costal, sinais de esforço 
respiratório, tipo de respiração, padrão respiratório, 
amplitude da respiração). 
→ Palpação (massas, sensibilidade, frêmito toracovocal). 
→ Percussão (som maciço, submaciço ou timpânico). 
→ Ausculta (sons respiratórios, frequência respiratória, 
intensidade, ruídos adventícios, broncofonia, atrito 
pleural, sopro tubário). 
 
||||||||||||||||MAMAS||||||||||||||| 
→ Estágio de desenvolvimento, simetria, sinais 
inflamatórios, nódulos. 
→ Ginecomastia e mamilos extranumerários. 
 
||||||APARELHO|CIRCULATÓRIO|||||| 
→ Inspeção (ictus cordis, abaulamentos, dispnéia, 
cianose, edema, ingurgitamento venoso). 
→ Palpação (ictus cordis, frêmitos, pulsos centrais e 
periféricos – ritmo, intensidade e sincronismo). 
→ Ausculta (bulhas, ritmo, sopros, frequência cardíaca). 
 
|||||||||||||||ABDOME||||||||||||||| 
→ Inspeção (forma, distensão, movimentos respiratórios, 
cicatriz umbilical, diástase de reto abdominais, 
circulação colateral, movimentos peristálticos). 
→ Ausculta (ruídos hidroaéreos, sopros arteriais). 
→ Palpação superficial (sensibilidade, sinal de 
blumberg, tensão, reflexos abdominais, rechaço, 
edema, turgor e elasticidade da pele abdominal). 
→ Percussão (delimitação de vísceras e massas, 
timpanismo, piparote, macicez móvel). 
→ Palpação profunda (oliva pilórica, massas, fígado, 
baço, intestinos, lojas renais tumor de wilms, bexiga, 
hérnias, manobra de schuster). 
 
||||REGIÃO|GENITAL|E|PERINEAL||| 
→ Determinação da genitália (feminina, masculina, 
ambiguidade genital). 
 Genitália feminina: corrimentos, corpo estranho, 
sinéquia de pequenos lábios, hipertrofia de 
clitóris, escoriações, sangramentos, hérnias; 
 Genitália masculina: tamanho, fimose, 
balanopostite, hidrocele, hérnias, epispádias e 
hipospádias; testículos (tamanho, localização, 
consistência, sensibilidade). 
 
→ Higiene local, tônus do esfíncter anal, pregueamento 
anal, fissuras anais, prolapsos, pólipos, condilomas, 
dermatite perineal. 
→ Realização de toque retal somente quando 
necessário. 
 
|||||||||COLUNA|VERTEBRAL||||||||| 
→ Postura, mobilidade, cistos, fístulas, tufos capilares, 
massas. 
 
||EXTREMIDADES|E|ARTICULAÇÕES|| 
→ Deformidades, mobilidade, tamanho dos membros, 
conformações, simetria, temperatura, edema, tipos de 
marcha, manobras para triagem de luxação congênita 
do quadril (manobra de Ortolani), pregas glúteas. 
 
||||||||||SISTEMA|NERVOSO||||||||| 
→ Estado de consciência. 
→ Comportamento, pares cranianos, tônus passivo e 
ativo, reflexos superficiais e profundos. 
→ Reflexos primitivos, sensibilidade, sinais de 
meningismo, marcha, equilíbrio, coordenação motora. 
 
18 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
|||||||||||COMPORTAMENTO|||||||||| 
→ Linguagem, comunicação, medo, ansiedade, 
agressividade, birras, perda de fôlego, hiperatividade, 
desobediência, pudor excessivo. 
→ Avaliar também o comportamento dos pais quanto a: 
autoritarismo, permissividade, superproteção, 
rejeição, mentiras, ameaças, agressividade, 
insegurança, dificuldade em assistir curativos e 
vacinas, relaxamento ou excesso de zelo na higiene, 
falta de confiança nas orientações médicas. 
 
||||||||||||OBSERVAÇÕES|||||||||||| 
→ Os pais e a criança devem ser esclarecidos sobre 
todos os passos do exame físico antes de sua 
realização. 
 É importante deixar procedimentos incômodos ou 
dolorosos para o final do exame, como otoscopia, 
oroscopia. 
 Não despir a criança toda de uma só vez. 
 Se necessário, realizar parte do exame físico no 
colo da mãe. 
 Deixar que a criança toque todo o instrumental 
antes que ele seja utilizado para o exame pode 
ajudá-la a perder o medo deles. 
 Oferecer brinquedos, mesmo que adaptados, 
como uma espátula de exame com um desenho, 
pode distrair a criança e facilitar a realização do 
exame. 
 Ser SEMPRE gentil para realização das manobras 
do exame e NUNCA perder a paciência, ameaçar 
ou segurar a criança com força! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
1. Prepare o material separando a lanterna e o abaixador 
de língua. 
2. Conferir se está com as pilhas. 
3. Se posicionar a frente do paciente se o mesmo estiver 
sentado ou ao lado de sua cabeça se estiver deitado. 
4. Direcionar o foco de luz para a cavidade oral tomando-
se o cuidado para não encostar a lanterna no 
paciente. 
5. Com a outra mão segurar o abaixador de língua. 
6. Posicioná-lo afastando as bochechas para observar 
as mucosas. 
7. Observar dentes e palato duro. 
8. Observar assoalho da boca. 
9. Abaixar a língua posicionando o abaixador na porção 
média da mesma. 
10. Observar amígdalas, pilares amigdalianos, úvula, 
palato mole e farínge. 
11. Retirar o abaixador da boca. 
12. Desligar a lanterna. 
13. Jogar no lixo o abaixador. 
14. Guardar a lanterna em local adequado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
1. Prepare o material separando o otoscópio e o 
espéculo apropriado de acordo com a idade do 
paciente. 
 
 
 
2. Conferir se está com as pilhas. 
3. Se posicionar ao lado do paciente (que pode estar 
sentado ou deitado). 
4. Posicionar o otoscópio colocando cerca de 1/3 do 
espéculo dentro do conduto auditivo externo do 
paciente. 
5. Tracione levemente a porção superior do pavilhão 
auditivo para fora e para cima. 
 
6. No lactente tracione para baixo já que a membrana 
inferior é fortemente oblíqua para dentro. 
7. Posicione seu olho próximo ao visor do aparelho. 
8. Observe a membrana timpânica que é translúcida, 
acinzentada. 
9. Observe também o triângulo luminoso e o cabo do 
martelo ; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Retire o aparelho do ouvido. 
11. Desligue-o. 
12. Limpe o espéculo com algodão e álcool incluindo a 
parte interna do mesmo. 
13. Guarde-o em local adequado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
1. Prepare o material separando o oftalmoscópio. 
2. Conferir se está com as pilhas. 
3. Apagar as luzes. Mesmo com as luzes apagadas o 
ambiente deve ser escuro. 
4. Se posicionar a cerca de 30 cm do paciente (que pode 
estar sentado ou deitado). 
5. Retirar os óculos se for o caso. 
6. Posicionar o oftalmoscópio encostado na sobrancelha 
direitaou esquerda, sendo que o orifício do aparelho 
deve ficar na altura da sua pupila. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. Direcionar o foco luminoso para os olhos do paciente. 
8. Examinar os olhos comparativamente avaliando a 
simetria da cor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9. Observar a luz que varia do laranja ao avermelhado. 
10. Afaste o aparelho dos olhos. 
11. Desligue-o. 
12. Guarde-o em local adequado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
PESO|POR|IDADE: SITUAÇÃO GLOBAL 
 
 
PESO|POR|COMPRIMENTO 
 
 
PESO|POR|ESTATURA: OBESIDADE OU EMAGRECIMENTO 
 
 
 
23 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
IMC|POR|IDADE: DISTÚRBIOS NUTRICIONAIS 
 
 
ESTATURA|POR|IDADE: CRESCIMENTO LINEAR 
 
 
PERÍMETRO|CEFÁLICO 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
→ Mapa sensorial que reflete a sensibilidade de cada uma das partes do nosso corpo nas áreas cerebrais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Área da pele que é inervada por fibras nervosas que se originam de um único gânglio nervoso dorsal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
||EXAME|DA|SENSIBILIDADE|TÁTIL|| 
→ Material necessário: pincel de cerdas finas (martelo) 
ou algodão. 
 
1. Mostrar o objeto a ser testado ao paciente explicando 
que irá tocar sua pele. 
2. Examine sempre comparando áreas simétricas. 
3. Tocar a pele ou os pelos do paciente com o pincel de 
cerdas finas. 
4. Solicitar ao paciente que diga sim ao sentir o estímulo. 
5. Tocar a pele 3 vezes e perguntar a ele quantas vezes 
o tocou. 
6. Caso haja área de alteração delimitar a região com 
caneta para comparação com outros testes. 
7. Registre no prontuário através de cores ou desenhos. 
 
EXAME|DE|SENSIBILIDADE|DOLOROSA 
→ Material necessário: alfinete, agulha ou estilete com 
ponta afilada. 
 
1. Mostrar o objeto a ser testado ao paciente explicando 
que irá tocar sua pele. 
2. Examine sempre comparando áreas simétricas. 
3. Solicitar ao paciente que o avise logo que receber 
uma picada. 
4. Caso haja área de alteração delimitar a região com 
caneta para comparação com outros testes. 
5. Registre no prontuário através de cores ou desenhos 
distintos. 
 
|EXAME|DE|SENSIBILIDADE|TÉRMICA 
→ Material necessário: tubo com água quente (+43°C) e 
outro com água fria (+10°C) ou com cubos de gelo. 
 
1. Examine sempre comparando áreas simétricas. 
2. Solicitar ao paciente que o avise logo que perceber se 
a sensação é de frio ou quente. 
3. Caso haja área de alteração role o tubo da área 
alterada para a área normal para melhor delimitação. 
4. Registre no prontuário através de cores ou desenhos 
distintos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
EXAME|DE|SENSIBILIDADE|DOLOROSA 
||||||||||||||PROFUNDA||||||||||||| 
1. Comprimir vigorosamente tendões e músculos: tendão 
de Aquiles, musculatura da panturrilha. 
2. Hiperextender as articulações dos quirodáctilos. 
3. Examine sempre comparando áreas simétricas. 
4. Registre no prontuário. 
 
EXAME|DE|SENSIBILIDADE|CINÉTICO 
||||||||||||||POSTURAL||||||||||||| 
1. Examine sempre comparando áreas simétricas. 
2. Peça para o paciente ficar com a musculatura bem 
relaxada. 
3. Os primeiros movimentos devem ter amplitude 
aumentada para melhor exemplificação, sendo que 
depois, devem ter amplitude reduzida e movimentos 
suaves. 
4. Apreenda o 1º dedo do pé ou da mão do paciente pelas 
faces lateral e medial. 
5. Flexione ou estenda o dedo e peça para o paciente 
informar se o mesmo está para cima ou para baixo. 
6. Repita o teste com as articulações proximais: 
interfalangeanas, metacarpianas, punho, cotovelo e 
ombro. 
7. Registre no prontuário. 
 
||||||EXAME|DE|SENSIBILIDADE||||| 
||||VIBRATÓRIA|OU|PALESTESIA|||| 
1. Examine sempre comparando áreas simétricas, no 
caso as proeminências ósseas. 
2. Demonstre ao paciente o que será feito: aplique o 
diapasão em movimentos sobre o externo e depois 
com ele parado. 
3. Peça ao paciente para informar se sente a vibração ou 
somente a pressão do diapasão. 
4. Inicie o exame nos membros inferiores: falanges 
distais, maléolos, tuberosidades tibiais e cristas 
ilíacas. 
5. Agora teste os membros superiores: falanges distais 
dos polegares, tuberosidades do radial e ulnar, 
epicôndilos umerais, olécranos e acrômios. 
6. Teste o púbis. 
7. Registre no prontuário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
|||||||MATERIAL|NECESSÁRIO||||||| 
→ Recipientes contento substâncias aromáticas 
amplamente conhecidas. 
 Exemplo: café, álcool, tabaco, canela, etc. 
 
||||||||||||||TÉCNICA|||||||||||||| 
1. Explicar o teste ao paciente. 
2. Pedir para que o paciente feche os olhos. 
3. O examinador irá tampar a narina contralateral a que 
será testada. 
4. Oferecer as substâncias para olfação (idealmente 2), 
alternando de forma aleatória. 
5. Testar separadamente as duas narinas. 
 
 
 
 
|||||||RESULTADO|ALTERADO||||||| 
→ Anosmia: ausência completa de olfação. 
 
→ Hiposmia: diminuição da olfação. 
 
→ Hiperosmia: aumento da olfação (gestantes). 
 
→ Parosmia: perversão da olfação. 
 
→ Cacosmia: sensação de odores desagradáveis. 
 
→ Fantosmia: sensação de odores que não existem. 
 
→ Agnosia olfatória: inabilidade de 
identificar/constatar verbalmente uma sensação. 
 
Algumas alterações no exame podem decorrer de afecções da 
mucosa nasal. 
 Procure também observar hiperemia, edema, desvio de 
septo e hemorragia → elevando a ponta do nariz com 
espéculo ou com os dedos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Lâmina cribiforme do osso etmoide 
Origem encefálica Bulbo olfatório 
I PAR 
 
29 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇÃO|||||||||||| 
1. Reconhecer as estruturas do oftalmoscópio. 
Dedo indicador deve estar sempre colocado no disco de rotação 
do oftalmoscópio 
→ Lentes convexas (+ → hipermetropes) ou côncavas (- → 
míopes). 
 
2. O exame é melhor realizado numa sala parcial ou 
completamente escura. 
3. Solicitar ao paciente que tenha os dois olhos abertos 
e fixe um objeto à distância, sem seguir a direção do 
feixe de luz. 
4. O paciente e o médico devem estar na frente um do 
outro (cabeças na mesma altura). 
5. Usar o olho direito para examinar o olho direito do 
doente e vice-versa. 
6. Segurar o oftalmoscópio verticalmente na mão direita 
quando se examina o olho direito do paciente e vice-
versa. 
 
→ Feixe redondo de maior diâmetro: utiliza-se para 
visualizar grandes áreas retinianas. 
→ feixe redondo de menor diâmetro: permite visualizar 
melhor a mácula e as estruturas que necessitam de 
uma melhor definição. 
→ feixe vertical: é usualmente utilizado para definir 
melhor as alterações de relevo da superfície retiniana. 
→ feixe de luz verde: usa-se para uma melhor definição 
das fibras nervosas. 
 
 
 
Origem craniana Canal ópticoOrigem encefálica Quiasma óptico 
II PAR 
[|||||||||||||||||||||||||| ||||||||||||||||||||||||||]
 
30 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||||PASSOS|DO|EXAME||||||||| 
→ Passo 1 – Técnica do Reflexo Vermelho (TRV): 
1. À distância de aproximadamente um braço. 
2. Iluminar simultaneamente os olhos, com a maior 
abertura do diafragma, examinando-os através do 
oftalmoscópio. 
 Presença de turbidez ou pontos enegrecidos: 
sugere opacidade de meio ocular (TRV anormal) 
→ encaminhar ao oftalmologista. 
 
→ Passo 2 – Análise da Papila ou Disco Óptico: 
1. Aproximar o máximo possível, buscando a 
visualização do reflexo vermelho até que apareça 
alguma estrutura do fundo de olho. 
2. Focalizar a imagem, utilizando o conjunto de lentes do 
oftalmoscópio para corrigir defeitos de refração do 
examinador ou do paciente. 
3. Localizar a papila óptica, procurando-a cerca de 20-
30° em relação à linha média da face. 
4. Analisa-se a papila quanto a: 
 Cor: coloração deve ser rósea. 
 Forma: deve ser arredondada ou oval. 
 Limite: as bordas devem ser bem definidas, 
podendo haver leve borramento da borda nasal. 
 Escavação fisiológica: depressão central de cor 
mais pálida correspondendo a cerca de 30 a 40 % 
do diâmetro da papila. 
 
→ Passo 3 – Análise dos Vasos: 
1. Emergem da papila, artéria e veia central da retina, 
dividindo-se nos ramos temporal superior, nasal 
superior, temporal inferior e nasal inferior. 
2. Analisa-se a trajetória (retilínea), o reflexo arteriolar 
normal (até 1/3 do diâmetro), e a relação do diâmetro 
arteriovenoso (2:3). 
 
→ Passo 4 – Análise da Retina: 
1. Caracterizar retina quanto coloração e uniformidade. 
2. Procura-se por hemorragias ou exsudados 
patológicos. 
3. Pede-se ao paciente para olhar para cima, 
visualizando a retina superior; para baixo, visualizando 
a retina inferior; para dentro (adução), visualizando a 
retina nasal; e para fora (abdução), visualizando a 
retina temporal. 
 
→ Passo 5 – Análise da mácula: 
1. Pedir ao paciente para olhar diretamente para a luz. 
2. Localiza-se temporal ao disco óptico, a uma distância 
aproximada de mais 2 diâmetros papilares do bordo 
temporal do disco óptico, ligeiramente abaixo da linha 
horizontal que divide a papila. 
3. Em indivíduos jovens, percebe-se um reflexo na região 
mais central (reflexo foveolar). 
4. Utiliza-se a abertura em alvo para verificar a 
centralização macular (no estrabismo, a fóvea pode 
não estar centrada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ palidez da papila: que significa atrofia do nervo óptico. 
→ edema uni ou bilateral da papila: que traduz 
hipertensão intracraniana. 
→ modificações das arteríolas: surgem na hipertensão 
arterial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
→ 1° PASSO: 
1. Examinador deve sentar a um metro de distância do 
paciente. 
2. Solicitar ao paciente que fixe seus olhos no nariz do 
examinador e que não os mova. 
3. O examinador estende seus braços em posição 
horizontal de tal forma que fiquem equidistante entre 
ele e o examinado. 
4. O examinador apresenta então estímulos (dedo, 
caneta, foco luminoso, brinquedo...) e pede ao 
paciente para reconhecê-los. 
 
→ 2° Tempo: 
1. Examinador e paciente, ocluem olho correspondente. 
 Exemplo: esquerdo do examinador e direito do 
paciente. 
2. Paciente e examinador se olham fixamente no nariz. 
3. O examinador coloca o dedo equidistante de ambos os 
olhos. 
4. O examinador movimenta esse dedo dentro do campo 
visual, afastando-o progressivamente, pedindo ao 
paciente que indique em que momento deixa de ver o 
dedo. 
5. Repete o mesmo procedimento para o outro olho. 
6. Supondo que o campo visual do examinador é normal, 
pode-se avaliar se o do paciente apresenta ou não 
alterações. 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
[|||||||||||||||||||||||||| ||||||||||||||||||||||||||]
 
32 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇÃO|||||||||||| 
→ Local deve ser calmo, bem iluminado e sem 
ofuscamento. 
→ Luz deve vir por trás ou dos lados do paciente. 
→ Evitar que a luz incida diretamente sobre a Escala de 
Sinais de Snellen. 
→ Escala de Sinais de Snellen deve estar a uma distância 
de cinco metros do paciente. 
→ As linhas de optotipos correspondentes 0,8 a 1,0 
devem estar situadas ao nível dos olhos do paciente. 
 
||||||||||||ORIENTAÇOES|||||||||||| 
→ Explicar e demonstrar o que vai fazer. 
→ Antes de iniciar, pedir para que o paciente indique a 
direção para onde está voltado cada optotipo. 
→ Avisar ao paciente para tampar um olho e que mesmo 
sob o oclusor, os dois olhos devem ficar abertos. 
 
||||||||||||||TÉCNICA|||||||||||||| 
1. A pessoa que usar óculos para longe deve mantê-los 
durante o teste. 
2. Colocar o apontador em posição vertical, passando 
em cima e repousando abaixo do optotipo. 
3. Começar com o olho direito iniciando com optotipos 
maiores. 
4. Continuar a sequência da leitura até onde a pessoa 
consiga enxergar sem dificuldade. 
5. Mostrar pelo menos dois optotipos de cada linha. 
 Paciente com dificuldade numa determinada 
linha: mostrar um número maior de sinais da 
mesma linha. 
 Caso a dificuldade continue: voltar à linha 
anterior. 
 
6. Anotar sempre os resultados do olho direito antes de 
iniciar o olho esquerdo. 
7. A acuidade visual registrada será o número decimal 
ao lado esquerdo da última linha em que a pessoa 
consiga enxergar mais da metade dos optotipos. 
 Exemplo: numa linha com 6 optotipos, o examinado 
deverá enxergar no mínimo 4. 
 
8. Todos os pacientes que não atingirem 0,7 devem ser 
retestados. 
9. Valerá o resultado em que a medida da acuidade 
visual foi maior. 
 
Se o paciente não conseguir identificar corretamente o optotipo 
maior, deverá ser anotado Acuidade Visual (AV) como menor que 
0,1 (<0,1). 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Ambliopia: diminuição da acuidade. 
→ Amaurose: acuidade abolida. 
→ Presbiopia: opacificação e rigidez do cristalino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
[|||||||||||||||||||||||||| ||||||||||||||||||||||||||]
 
33 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
→ Função: inervam a musculatura extrínseca do olho 
(IIIº, IVº e VIº) e a musculatura intrínseca (pupilar) do 
olho (IIIº). 
 
||||||NERVO|OCULOMOTOR|(III)||||| 
→ Função somática nos músculos reto superior, reto 
medial, reto inferior e oblíquo inferior → função 
visceral de contração pupilar. 
 
||||||||NERVO|TROCLEAR|(IV)|||||| 
→ Função somática no músculo oblíquo superior para 
movimentação ocular, utilizando uma tróclea. 
 
|||||||NERVO|ABDUCENTE|(VI)|||||| 
→ Função somática no músculo reto lateral. 
 
|||||||||||||PESQUISAR||||||||||||| 
[||||||||| |||||||||]
→ Desvio do olho de seu eixo normal e o paciente 
reclama de diplopia. 
→ Pode ser horizontal (convergente ou divergente) ou 
vertical (superior ou inferior). 
 
1. Deslocar um objeto pelo campo visual na direção do 
músculo parético. 
2. Caso haja aumento da diplopia pode-se inferir qual 
músculo foi afetado. 
[| |]
→ Ocular: 
1. Fixar a cabeça do paciente com a mão esquerda na 
distância de um braço do examinador. 
2. Com o indicador da mão direita fazer movimentos em 
todas as direções. 
3. Repetir as manobras com o outro olho. 
 
→ Palpebral: 
1. Verificar simetria das bordas ciliares com a íris 
 
[| |]
Reflexos Pupilares 
→ Fotomotor 
1. Ambiente com pouca luz. 
2. Paciente deve olhar para longe. 
3. Ocluir o olho não examinado. 
4. Incidir feixe de luz sobre a pupila. 
5. Pupila se contrairá. 
6. Examinar um olho de cada vez. 
 
→ Consensual 
1. Ambiente com pouca luz. 
2. Pacientedeve olhar para longe. 
3. Incidir feixe de luz sobre a pupila. 
4. Pupila do outro olho se contrairá. 
5. Examinar um olho de cada vez. 
 
→ Acomodação-Convergência 
1. Paciente deve olhar para o infinito: pupilas se dilatam. 
2. Pedir que olhe para o seu dedo a 15cm: convergência 
ocular com contração pupilar. 
 
 
 
 
 
Origem craniana Fissura orbital superior 
Origem encefálica 
Fossa interpeduncular (sulco 
medial do pedúnculo) 
Origem craniana Fissura orbital superior 
Origem encefálica Véu medular superior 
Origem craniana Fissura orbital superior 
Origem encefálica Sulco bulbopontino 
III, IV e vi PAR 
 
34 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
→ Função: sensibilidade facial e motricidade dos 
músculos mastigatórios. 
 
|||||||||||FUNÇÃO|MOTORA|||||||||| 
→ INSPEÇÃO ESTÁTICA 
1. Observar posição da mandíbula. 
2. Observar a região da fossa temporal. 
 
→ Palpação 
1. Pedir ao paciente que mastigue. 
2. Palpar a fossa temporal observando a força e tônus 
musculares. 
3. Pedir ao paciente que feche a boca com força. 
4. Palpar a fossa temporal observando a tensão 
muscular. 
5. Solicitar ao paciente para abrir a boca; observar 
desvio. 
6. Solicitar que o paciente abra e feche a boca. 
 
→ Reflexo Corneano 
1. Pedir ao paciente que olhe para o lado. 
2. Encostar um algodão vagarosamente na córnea 
oposta ao lado para o qual o paciente está olhando. 
3. Espera-se que o paciente feche os olhos. 
 
 
 
→ Reflexo Masseterino 
1. Pedir ao paciente que deixe a boca semiaberta. 
2. Colocar o indicador paralelo ao lábio inferior do 
paciente. 
3. Percutir com o martelo sobre o dedo. 
4. Espera-se um leve fechamento da boca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||FUNÇÃO|SENSITIVA|||||||| 
→ Sensibilidade superficial 
1. Passe um algodão nos lados direito e esquerdo da 
face 
2. Investigue dor 
3. Investigue sensibilidade térmica 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Podem ser consequência de herpes-zóster, 
traumatismo e tumores. 
→ Comprometida a raiz sensitiva → paciente refere dor 
→ neuralgia do trigêmeo ou trigeminalgia (uma das 
piores dores existentes). 
 Decorrente do desgaste do nervo por alguma 
compressão ou trauma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana 
N. oftálmico – fissura orbital 
superior 
N. maxilar – forame redondo 
N. mandibular – forame oval 
Origem encefálica 
Pars minoris – motora 
Pars majoris - sensitiva 
V par 
 
35 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
→ Função: movimentar a musculatura mímica, 
sensibilidade gustativa dos 2/3 anteriores da língua, 
glândulas lacrimais, submandibular e sublingual, 
sensibilidade extereoceptiva de uma parte da orelha. 
 
|||||||||||FUNÇÃO|MOTORA|||||||||| 
→ INSPEÇÃO ESTÁTICA 
1. Observar a face do paciente em repouso. 
2. Pedir que o paciente enrugue a fronte, feche os olhos 
com força, abra a boca. 
3. Pedir que o paciente mostre os dentes, encha a boca 
de ar. 
4. Pedir que o paciente abra a boca contra a força do 
examinador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||FUNÇÃO|SENSITIVA|||||||| 
→ Sensibilidade gustativa 
1. Pedir que o paciente mostre a língua. 
2. Coloque alternadamente algodão embebido em 
substâncias salgada, amarga, doce e azeda. 
3. Pergunte se o paciente sente gosto e se pode 
identificá-lo. 
4. Limpar a boca com água entre os exames. 
5. Examinar apenas os 2/3 anteriores. 
 
→ Sensibilidade Extereoceptiva 
1. Testar a sensibilidade tátil da orelha com algodão ou 
pincel. 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Prosopoplegia: paralisia da face → chamada de 
diplegia facial quando bilateral. 
 Quando benigna, são chamadas de a frigore. 
 
→ paralisia facial central: somente a metade inferior da 
hemiface é atingida. 
→ paralisia facial periférica: o acometimento se dá em 
toda a hemiface. 
 As causas variam, tendo como principais causas 
graves o tumor no sistema nervoso central ou 
acidente vascular encefálico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Forame estilomastóideo 
Origem encefálica Sulco bulbopontino 
VII par 
central periférica 
 
36 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Função: audição (ramo coclear), equilíbrio e postura 
(ramo vestibular). 
 
|||||||||||EXAME|COCLEAR|||||||||| 
→ Objetivo: investigar alteração auditiva e determinar se 
a alteração é do tipo perceptiva (neurossensorial) ou 
transmissiva (condução). 
 
1. Ocluir o ouvido não explorado com algodão. 
2. Aproximar um relógio (ou falar baixo ou atritar mecha 
de cabelos entre os dedos) do ouvido do paciente. 
3. Afastar o relógio do ouvido pedindo que o paciente 
avise quando parar de ouvir. 
4. Repetir o exame no outro ouvido. 
5. Comparar as respostas. 
6. Fazer prova de Weber e de Rinne para determinar se 
a surdez é de transmissão ou de percepção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||PROVA|DE|WEBER||||||||| 
1. Material: diapasão de 256 Hz. 
2. Vibrar o diapasão. 
3. Colocá-lo na fronte do paciente. 
 
 Resultados: 
Weber indiferente: audição 
normal bilateral. 
Weber lateralizado para o 
melhor ou pior lado. 
 
Hipoacusia neurossensorial: o 
som é melhor percebido no 
ouvido onde a audição é melhor. 
 
Hipoacusia de condução: o som 
é melhor percebido no ouvido 
onde a audição é pior. 
 
 
 
 
 
→ Hipoacusia em orelha esquerda 
 
|||||||||||PROVA|DE|RINNE||||||||| 
1. Material: diapasão de 256 Hz. 
2. Vibrar o diapasão. 
3. Colocá-lo na mastoide. 
4. Colocá-lo ao lado do ouvido. 
5. Repetir do outro lado. 
 
 
→ Resultados 
 Rinne normal ou positivo (audição normal e 
hipoacusia neurossensorial). 
 Rinne negativo (hipoacusia de transmissão). 
 
Hipoacusia neurossensorial: o som é melhor percebido 
com o diapasão ao lado do ouvido. 
Hipoacusia de condução: o som é melhor percebido ao 
contato com a mastóide. 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Meato acústico interno 
Origem encefálica Sulco bulbopontino 
VIII par 
Weber lateralizado 
para a esquerda 
Perda condutiva em 
orelha esquerda. 
Weber indiferente Weber lateralizado 
para a direita 
Perda 
neurossensorial em 
orelha esquerda. 
Rinne positivo 
Audição normal. 
Condução aérea 
melhor que a 
óssea. 
 
37 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||EXAME|VESTIBULAR||||||||| 
|||||||||||||NISTAGMO||||||||||||| 
1. Observa-se o olhar do paciente. 
 Movimento involuntário para cima, baixo e 
laterais é sinal de lesão vestibular. 
2. Ou se deita o paciente até ultrapassar a maca e se 
levanta subitamente, observando os olhares. 
 
|||||||||DESVIO|POSTURAL|||||||| 
1. Pedir ao paciente para fechar os olhos. 
2. Solicitar ao paciente que estenda seus braços 
horizontalmente, com os indicadores apontados para 
frente. 
 Destruição unilateral do labirinto: braços se 
movem na direção do lado afetado. 
 Irritação unilateral do labirinto: braços se 
movem na direção do lado saudável. 
 
→ SINAL DE ROMBERG 
1. Paciente em pé com braços estendidos ao lado do 
corpo. 
2. Pedir ao paciente para fechar os olhos. 
 Lesão unilateral: tendência a queda ipsilateral. 
 
 
|||||||ALTERAÇOES|DE|MARCHA|||||| 
→ Marcha em estrela de Babinski-Weil 
1. Pedir ao paciente para fechar os olhos. 
2. Solicitar ao paciente que dê alguns passos para frente 
e para trás. 
3. Repetir este procedimento de 5 a 7 vezes. 
 Lesão unilateral: tendência ao desvio da marcha 
para o lado lesado. 
 
→ Manobra da marcha sobre o mesmo lugar 
1. Pedir ao paciente para fechar os olhos. 
2. Orientá-lo a dar passos no mesmo lugar levantando 
bem os joelhos. 
 Lesão unilateral: paciente roda sobre seu próprio 
eixo vertical na direção do lado lesado. 
 
||||||||PROVAS|CALORICAS|||||||| 
→ Realizar otoscopia 
1. Deitar opaciente com a cabeça fletida a 30°. 
2. Instilar água quente ou fria no conduto auditivo 
externo. 
3. Observar latência entre a instilação de água e o 
aparecimento de nistagmo (normal 40 segundos) e sua 
duração (normal 100 segundos). 
4. Observar se o labirinto se encontra normo, hipo ou 
hiperfuncionante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rinne positivo 
Perda 
neurossensorial. 
Condução óssea e 
aérea são 
igualmente 
diminuídas. 
Rinne negativo 
Perda condutiva. 
Condução óssea 
melhor que a 
aérea. 
 
38 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Função: mecanismos deglutivos, sensibilidade 
gustativa no 1/3 posterior da língua, sensibilidade da 
mucosa amigdaliana, trompa de Eustáquio, véu 
palatino, parede da faringe, inervação parassimpática 
da parótida, exterocepção de uma pequena porção do 
pavilhão auricular, pele do conduto auditivo externo. 
 
|||||SENSIBILIDADE|GUSTATIVA|||| 
1. Pedir ao paciente para mostrar a língua. 
2. Coloque alternadamente algodão embebido em 
substâncias salgada, amarga, doce e azeda. 
3. Pergunte se o paciente sente gosto e se pode 
identifica-lo. 
4. Limpar a boca com água entre os exames. 
5. Examinar apenas o 1/3 posterior. 
 
||||SENSIBILIDADE|DA|REGIÃO|||| 
||||POSTERIOR|DA|FARINGE,DOS||| 
|||PILARES|E|DO|VÉU|PALATINO||| 
1. Peça ao paciente que abra a boca 
2. Com um abaixador de língua encoste nestas regiões 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||REFLEXO|FARINGEO|||||||| 
1. Encoste um abaixador de língua na parede posterior 
da faringe. 
2. Observe a contração das paredes. 
3. Solicite que o paciente pronuncie a letra A com a boca 
bem aberta. 
 Nos casos patológicos não há movimentação da 
parede no lado lesado. 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Lesão unilateral do nervo glossofaríngeo: distúrbios 
da gustação do terço médio posterior da língua 
(hipogeusia e ageusia), disfagia, dor (semelhante à 
trigeminalgia) e sede (dor na fossa amigdaliana). 
 
→ Causas: neuropatia diftérica, tumor do mediastino, 
esclerose lateral amiotrófica (ELA), siringobulbia 
(expansão da siringe, causando lesão nervosa) e 
traumatismos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Forame jugular 
Origem encefálica Sulco posterior do bulbo 
IX par 
 
39 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Função: inervação motora do véu palatino, faringe e 
laringe, inervação parassimpática para as vísceras 
torácicas e abdominais, recebe informação da 
sensibilidade visceral, sensibilidade superficial de 
pequena porção do pavilhão auricular e da pele do 
conduto auditivo externo. 
 
|||||||||||FUNÇÃO|MOTORA|||||||||| 
→ véu palatino 
1. Paciente deve abrir a boca. 
2. Observar: sua posição, tensão, posição da úvula e da 
rafe média em repouso. 
3. Pedir ao paciente que diga A; observar os elementos 
anteriores. 
 Em caso de paralisia unilateral há desvio das 
estruturas para o lado saudável. 
4. Pedir ao paciente para beber um copo de água. 
 Na paresia velopalatina há refluído de água pelo 
nariz. 
 
→ laringe 
1. Examina-se através de rinoscopia posterior ou 
laringoscopia. 
 Lesões unilaterais provocarão paralisia da corda 
vocal ipsilateral. 
 
||||PROVA|DE|FUNÇAO|SIMPATICA||| 
1. Pedir ao paciente para abrir a boca. 
2. Encostar um abaixador de língua na parede posterior 
da faringe. 
3. Observar se há reflexo nauseoso. 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Lesão isolada envolvendo apenas o ramo laríngeo: 
disfonia (rouquidão). 
→ lesão unilateral: sinal de cortina, desvio do véu 
palatino para o lado normal (não lesionado), disfagia, 
diminuição do reflexo velopalatino e regurgitação de 
líquidos pelo nariz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Forame jugular 
Origem encefálica Sulco posterolateral do bulbo 
x par 
Sinal de cortina 
Lateralização da úvula, 
indica uma lesão do lado 
oposto ao desvio da 
úvula. 
 
40 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Função: inervação da laringe, do trapézio e 
esternocleidomastóideo. 
 
||||||||||||||INSPEÇAO||||||||||||| 
1. Pedir ao paciente para tirar a camisa. 
2. Observar assimetria da musculatura do pescoço, 
ombro e escápula. 
 
|||||||||||FUNÇÃO|MOTORA|||||||||| 
1. Pedir ao paciente que levante os braços em posição 
horizontal. 
2. Palpar músculos do ombro. 
3. Pedir ao paciente que abaixe os braços e os deixe ao 
lado do corpo. 
4. Colocar as mãos sobre os ombros do paciente 
forçando-os para baixo. 
5. Pedir ao paciente que os levante. 
 
 
6. Colocar uma mão em um lado da cabeça do paciente 
e oferecer resistência. 
7. Pedir que ele gire o pescoço para o mesmo lado onde 
está sua mão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ Deficiência na elevação do ombro (trapézio). 
→ Deficiência na rotação da cabeça para o lado oposto 
do músculo comprometido (esternocleidomastóideo) 
e, principalmente, atrofia desses músculos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Forame jugular 
Origem encefálica 
Sulco posterolateral do bulbo + 
raízes cervicais 
xI par 
 
41 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Função: inervação da musculatura da língua. 
 
||||||||||||||INSPEÇAO||||||||||||| 
1. Pedir ao paciente para abrir a boca. 
2. Observar trofismo da língua e fasciculações. 
 
||||||||||||||PALPAÇAO||||||||||||| 
1. Palpar cada hemilíngua entre o polegar e indicador. 
2. Comparar os lados. 
 
|||||||||||FUNÇÃO|MOTORA|||||||||| 
1. Pedir ao paciente que ponha a língua para fora 
movimentando-a em todas as direções. 
 Lesão provoca hemiatrofia ipsilateral com 
fasciculações e desvio para o lado afetado; 
 
|||||||||||||ALTERAÇOES|||||||||||| 
→ lesões unilaterais: atrofia e fasciculação na metade 
comprometida. 
→ lesões bilaterais: atrofia, fasciculação, paralisia, 
disartria e dificuldade de mastigar e deglutir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Origem craniana Canal do hipoglosso 
Origem encefálica Sulco pré-olivar 
xII par 
 
42 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Foco na FUNCIONALIDADE do idoso. 
 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO|||||||||| 
→ Questionar sobre profissão. 
 Se a resposta for aposentada: definir em qual 
profissão se aposentou e se atualmente ocupa 
algum outro cargo informal. 
 
→ Na presença de um acompanhante, identifica-lo 
quanto ao nome e parentesco. 
 Nem sempre o acompanhante é o cuidador → 
devemos identificar o cuidador pelo nome e meios 
de contato. 
 
||||||||QUEIXAS|PRINCIPAIS||||||| 
→ Paciente poliqueixoso → queixas precisam ser 
identificadas e colocadas em uma lista de problemas. 
 Definir prioridades para serem melhores 
exploradas naquele momento → nunca se 
esquecer de resgatar as queixas deixadas para 
serem exploradas em uma outra consulta. 
 
|||HISTÓRIA|DA|MOLÉSTIA|ATUAL||| 
|REVISÃO|DOS|DIVERSOS|APARELHOS 
→ Difícil de colher → devido diferenças entre gerações, 
diferenças culturais, deficiências sensoriais, 
tendências a divagações, deficiências cognitivas, 
analfabetismo, etc. 
 É necessário desenvolver uma habilidade de 
comunicação para conseguir colher uma história 
adequada. 
 Muitas vezes pode ser necessário um novo 
encontro na presença de um responsável. 
→ objetivo: 
 Definir as queixas trazidas. 
Descortinar problemas que são comumente 
negligenciados → Síndromes Geriátricas. 
 Fazer avaliação funcional. 
 
|||||||AVALIAÇÃO|COGNITIVA|||||||
→ Você está tendo problema com a memória? 
→ Está esquecendo as coisas facilmente? 
 Em caso afirmativo: fazer os Testes Cognitivos 
(Mini Exame do Estado Mental de Folstein, Teste 
das Figuras e Teste do Relógio). 
→ Há quanto tempo percebeu as alterações? 
→ diferenciar delirium de demência 
 O esquecimento vem piorando 
progressivamente? 
 O esquecimento interfere nas atividades de vida 
diária? 
 Associações: 
▪ Estado de alerta? 
▪ Desorientação? 
▪ Agitação psicomotora? 
▪ Estado confusional agudo? (delirium?) 
 
||||||||AVALIAÇÃO|DO|HUMOR|||||||| 
→ Uso da Escala Geriátrica de Depressão – GDS/15 para 
rastreamento de depressão. 
 resultado maior que 5 pontos: rastreamento 
positivo → verificar se os critérios diagnósticos 
de depressão estão presentes, segundo 
recomendações do DSM IV. 
 
|AV.|DA|INSTABILIDADE|POSTURAL| 
→ O senhor (a) está sentindo dificuldade para se manter 
equilibrado? 
→ Ocorreu quedas no último ano? 
→ Quantas vezes? 
→ Circunstância da queda? “Como?” 
 O que ocasionou? 
 Levantou sozinho? 
 Consequências: Fraturas? TCE? Ferimentos 
leves? Ausência de lesões? 
 
→ Na presença de queixas: realizar manobras no exame 
físico para avaliar o equilíbrio postural: 
 Timed up and go test: coloca-se uma cadeira e 
marca 3 metros, pede para o paciente se sentar, 
levantar e andar os 3 metros sem ajuda, indo e 
voltando; 
▪ Análise qualitativa: observacional de equilíbrio. 
▪ Análise quantitativa: tabela a seguir. 
 Teste de Romberg: paciente parado com braços 
estendidos ao longo do corpo e olhos fechados. 
▪ Pedir para colocar um pé de frente ao outro. 
 Equilíbrio unipodálico: um pé só. 
 POMA (avaliação do equilíbrio orientada por 
desempenho). 
especificidades 
 
44 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
AV.DA|CONTINÊNCIA|ESFINCTERIANA 
→ Você está perdendo urina ou fezes na roupa? 
→ Qual a frequência? 
→ Circunstância: 
 Esforço? 
 No trajeto para o banheiro em situação de desejo 
incontrolável? 
 Gotejamento quase continuamente? 
→ Consequências nas atividades de vida diária. 
 
||AV.|DOS|DÉFICITS|SENSORIAIS|| 
→ O senhor (a) tem tido dificuldade para enxergar? 
 No exame físico realizar Teste de Snellen. 
→ O senhor tem tido dificuldade para ouvir? 
 No exame físico usar o Teste do sussurro, Prova 
de Weber, Prova de Rinne. 
 
Obs: esses testes e provas estão nos exames neurológicos. 
 
|||||AVALIAÇÃO|DA|IATROGENIA|||| 
→ Pedir para ver a receita do paciente. 
→ Pedir para ver a medicação de uso atual. 
→ Pedir para o paciente explicar a forma que está 
usando a medicação. 
→ Anotar a lista das medicações, assim como a não 
adesão ou uso incorreto. 
 
 
 
 
 
|||||||CAPACIDADE|FUNCIONAL|||||| 
→ Fazer a Avaliação de Atividades Básicas de Vida 
Diária, segundo Katz. 
 
Banhar-se: Independente___ Dependência parcial___ 
Dependência total___ 
 
Vestir-se: Independente___ Dependência parcial___ 
Dependência total___ 
 
Uso do sanitário: Independente___ Dependência parcial 
___ Dependência total ___ 
 
Transferir-se da cama para cadeira: Independente___ 
Dependência parcial___ Dependência total___ 
 
Controle esfincteriano vesical: Controle total ___ 
Controle parcial (uso de urinol, fraldas noturnas) ___ 
Incontinente (cateteres ou fraldas continuamente) ___ 
 
Controle esfincteriano anal: Controle total ___ Controle 
parcial ___ Incontinente ___ 
 
Alimentar-se: Independente ___ Dependência parcial ___ 
Dependência total ___ 
 
 conclusão: 
Independente para AVD’S: ____ 
Parcialmente dependente para AVD’S: ____ 
Totalmente dependente para AVD’S: ____ 
 
→ Fazer a Avaliação das Atividades de Vida Diária 
Instrumentais (Lawton-Brody). 
 
Figura 1- Análise quantitativa Timed up and go test. 
Figura 2- Avaliação das Atividades de Vida Diária Instrumentais (Lawton-Brody). 
 
45 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||HISTÓRIA|PREGRESSA||||||| 
→ Realização de prevenção citológica do colo uterino? 
Quando? Resultado? 
→ Realização de mamografia? Quando? Resultado? 
→ Realização de sangue oculto nas fezes? Quando? 
Resultado? 
→ Realização de retossigmoidoscopia ou colonoscopia? 
Quando? Resultado? 
→ Fez Terapia de Reposição Hormonal? Quanto tempo? 
Parou quando? 
→ Calendário vacinal em dia? 
 
|||||||||HISTÓRIA|FAMILIAR|||||||| 
→ Avaliar além das doenças prevalentes na família, 
avaliar se existe insuficiência familiar. 
 Para isso use as ferramentas de abordagem 
familiar. Exemplo: Genograma, FIRO, PACTICE; 
→ APGAR: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||HABITOS|DE|VIDA|||||||||| 
|||||||||HISTÓRIA|SOCIAL|||||||||| 
→ Ficar atento a outras formas de exposição a fumaça 
(além do tabaco). 
→ Fazer avaliação nutricional, usando a Mini Avaliação 
Nutricional – MAN. 
→ Perguntar sobre atividades sociais: grupos de 
convivência, trabalho voluntário, clubes, atividades 
religiosas. 
 
 
 
Obs: todos os testes em vermelho estão anexados a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escore: _ / 30 
 
NOTAS DE CORTE POR ESCOLARIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
1. Orientação temporal 
(0 - 5 pontos) 
Em que dia estamos? 
Ano 
Semestre 
Mês 
Dia 
Dia da semana 
1 
1 
1 
1 
1 
2. Orientação espacial 
(0 - 5 pontos) 
Onde estamos? 
Estado 
Cidade 
Bairro 
Rua 
Local 
1 
1 
1 
1 
1 
3. Repita as palavras 
(0 - 3 pontos) 
Peça ao idoso para repetir as palavras depois de 
dizê-las. 
Repita todos os objetos até que o entrevistado o 
aprenda (máximo 5 repetições) 
N° de repetições: ______ 
Caneca 
Tijolo 
Tapete 
1 
1 
1 
4. Cálculo 
(0 - 5 pontos) 
Se de R$100,00 fossem tirados R$ 7,00 quanto 
restaria? E se tirarmos mais R$ 7,00? (total 5 
subtrações). 
- Se o idoso não souber fazer cálculos, pedir para 
soletrar a palavra MUNDO de trás para frente. 
93 - O 
86 - D 
79 - N 
72 - U 
65 - M 
1 
1 
1 
1 
1 
5. Memorização 
(0 - 3 pontos) 
Repita as palavras que disse há pouco. 
Caneca 
Tijolo 
Tapete 
1 
1 
1 
6. Linguagem 
(0-3 pontos) 
Mostre um relógio e uma caneta e peça ao idoso 
para nomeá-los. 
Relógio 
Caneca 
1 
1 
7. Linguagem 
(1 ponto) 
Repita a frase: Nem aqui, nem ali, nem lá. 1 
8. Linguagem 
(0-3 pontos) 
Siga uma ordem de três estágios: 
Pegue o papel com a mão 
direita 
Dobre-o ao meio 
Ponha-o no chão 
1 
 
1 
1 
9. Linguagem 
(1 ponto) 
Peça ao idoso para que leia a ordem do cartão e a 
execute. 
Feche os olhos 1 
10. Linguagem 
(1 ponto) 
Peça ao idoso para escrever uma frase completa. 1 
11. Linguagem 
(1 ponto) 
Copie o desenho: 
 
1 
Dicas: 
→ O. Temporal: se o paciente acerta tudo, mas erra 
somente por um dia, por exemplo, ele não perde ponto, pois 
se trata apenas de uma confusão. 
→ O. Espacial: fazer perguntas indiretas, como: “No 
caminho, o que observou?” “Você veio até mim e estamos 
onde?”. 
→ Repita as palavras: pedir para guardar, pois depois serão 
perguntadas novamente. 
→ Cálculo: se o paciente errar, pergunte se ele tem certeza, 
pois ele pode se corrigir e isso é um bom sinal. 
→ Linguagem (desenho): ganha 1 ponto aquele que 
desenhar 2 figuras com 5 lados e com intersecção. 
 
 
47 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nomeação correta .......................................................................................................................( 9 ) 
Aponte as figuras e peça para nomeá-las. 
 
MemóriaIncidental .............................................................................................................. ........( 5 ) 
Esconda as figuras e pergunte: “que figuras eu acabei de lhe mostrar?” 
 
Memória Imediata 1 (número de acertos) .........................................................................................( 6 ) 
Mostre as figuras novamente durante 30 segundos dizendo: “Olhe bem e procure memorizar estas figuras” 
(Se houver déficit visual importante, peça que memorize as palavras que você vai dizer; diga os nomes dos 
objetos lentamente, um nome/segundo; fale a série toda duas vezes.) 
 
Memória Imediata 2 ......................................................................................................................( ) 
Mostre a figuras novamente durante 30 segundos dizendo: “Olhe bem e procure memorizar estas figuras” 
(Se houver déficit visual importante, peça que memorize as palavras que você vai dizer; diga os nomes dos 
objetos lentamente, um nome/segundo; fale a série toda duas vezes.) 
 
Evocação de 5 minutos ...............................................................................................................( 5 ) 
 
P 
O 
N 
T 
U 
A 
Ç 
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O 
 
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S 
P 
E 
R 
A 
D 
A 
 
48 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Peça ao paciente para falar o maior número de animais ou frutas, cronometrando 1 minuto. 
 
Animais ........................................................................................................................................... ( ) 
Frutas ........................................................................................................................................... ( ) 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
51 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||IMPORTANTE|SABER||||||||| 
→ Acompanhante é obrigatório? 
 É bom ter algum acompanhante ou técnico de 
enfermagem como forma de mediar a consulta, a 
fim de que não haja mal entendidos → abusos, por 
exemplo. 
 Porém o acompanhante pode inibir o paciente. 
 Depende de cada caso. 
 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO|||||||||| 
→ Nome, idade, cor, estado civil, naturalidade e 
procedência. 
 
||||||||||QUEIXA|PRINCIPAL|||||||| 
→ Escrever sinais e sintomas que motivaram a consulta. 
 Nem sempre a queixa é o verdadeiro motivo da 
consulta. 
→ principais sintomas ginecológicos: dor abdominal ou 
pélvica, corrimento genital e alteração menstrual. 
 
|||HISTÓRIA|DA|MOLÉSTIA|ATUAL||| 
→ Evolução dos sinais e sintomas ao longo do tempo. 
 
|REVISÃO|DOS|DIVERSOS|APARELHOS 
→ Perguntar sobre queixas, sinais e sintomas, segundo 
as normas da anamnese geral, com destaque para: 
 
||INTERROGATORIO|GINECOLOGICO|| 
→ Características ciclo menstrual. 
 Intervalo entre o início das menstruações: média 
de 28 dias, varia entre 24-35 dias. 
▪ Polimenorreia: sangramento menstrual 
frequente → intervalos menores a 24 dias. 
▪ Oligomenorreia: sangramento menstrual 
infrequente → intervalos maiores a 38 dias. 
▪ Amenorreia: falta de menstruação por um 
período de tempo maior do que três ciclos 
prévios. 
▪ Metrorragia: sangramento uterino 
intermenstrual. 
 
 Duração do fluxo menstrual: varia entre 3-8 dias. 
▪ Hipomenorréia: sangramento menstrual 
encurtado → dura menos de 3 dias. 
▪ Hipermenorréia: sangramento menstrual 
prolongado → dura mais de 8 dias. 
 
 Quantidade do fluxo menstrual: média de 50-80 mL 
(+/- 3 absorventes/dia) 
▪ Menorreia: sangramento menstrual excessivo 
→ muita perda de sangue durante o fluxo 
menstrual. 
 
 Dismenorréia: dificuldade ou dor relacionada a 
menstruação. 
 
→ Data da última menstruação: DUM = 1° dia de 
sangramento. 
 
→ Síndrome pré-menstrual: irritabilidade, ansiedade, 
agitação, raiva, insônia, dificuldade de concentração, 
letargia, depressão e fadiga grave, retenção hídrica. 
 
→ Frequência de relações sexuais: possibilidade de 
gravidez, IST’s, disfunção sexual etc. 
 
→ Número de parceiros: possibilidade de IST’s. 
 
→ Sangramento ao coito: possibilidade de ser um colo 
uterino friável. 
 
→ Dispareunia (dor na atividade sexual): 
 Penetração vaginal: possibilidade de doenças 
vulvares, vaginismo,  excitação e lubrificação. 
 Penetração profunda: possibilidade de feridas ou 
ulcerações no colo uterino. 
 
→ Libido: desejo. 
 
→ Orgasmo: ajuda a aliviar a congestão causada pelo  
da irrigação dos órgãos sexuais. 
 Ausência de orgasmo: pode gerar quadro de dor. 
 
→ Uso de métodos anticoncepcionais: orais, hormonais, 
preservativos, dispositivos, 
 Perguntar se foi automedicação, se possui algum 
fator de risco. 
 
→ Dor abdominal ou pélvica: localização, é uma pontada 
ou queimação, contínua ou cíclica e tempo. 
 
→ Prurido vulvar: possibilidade de IST’s, higiene 
inadequada, alergias, candidíase. 
 
→ Sintomas do climatério: ondas de calor, vagina seca, 
menstruação irregular. 
 Principalmente para maiores de 40 anos. 
 
 
 
 
53 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ Corrimento genital: perguntar se ela tem percebido 
um corrimento diferente (normal → aspecto “clara de 
ovo”). 
 Duração, quantidade, odor e cor/aspecto, dor ou 
ardor, prurido, relação com a menstruação ou 
com a atividade sexual. 
 
→ Sintomas mamários 
 Nódulos: localização, consistência, mobilidade. 
 Fluxo papilar: espontâneo ou não, uni ou bilateral, 
uni ou multiductal, coloração. 
 Mastalgia: dor mamária. 
 Mastodinia: dor cíclica no período pré-menstrual. 
 
→ Sintomas urinários 
 Número diário de micções. 
 Disúria: micção associada à sensação de dor, 
queimor ou desconforto. 
 Polaciúria: aumento da frequência miccional, com 
intervalo entre as micções inferior a 2 horas. 
 Hematúria: presença de sangue na urina. 
 Nictúria: micção noturna frequente. 
 Incontinência urinária: urgência, esforço, 
transbordamento, mista. 
 Urgência miccional. 
 
→ Sintomas intestinais 
 Hábito intestinal. 
 Incontinência fecal: constipação. 
 
|||||||||HISTÓRIA|FAMILIAR|||||||| 
→ Lembrar de questionar sobre mãe e irmãs. 
→ Perguntar especificamente o histórico familiar de 
câncer genital e mamário (incluindo a idade de 
acometimento). 
→ Coronariopatia. 
→ Osteoporose (menopausa é fator de risco). 
 
||||||ANTECEDENTES|PESSOAIS|||||| 
→ Cirurgias prévias. 
→ Uso de medicações. 
→ Tratamentos realizados: 
 IST’s. 
 Terapêutica de reposição hormonal: por quanto 
tempo → + 1 ano, risco para câncer. 
 Endometriose. 
→ Histórico de diabetes, HAS, tabagismo, alcoolismo... 
→ Antecedentes de infecção uterina e nos órgãos 
pélvicos. 
 
 
 
 
|||||ANTECEDENTES|MENSTRUAIS|||| 
→ Telarca: início do desenvolvimento mamário. 
→ Pubarca: aparecimento de pilificação pubiana. 
→ Menarca: primeira menstruação. 
→ Época da menopausa: entre 48 e 52 anos. 
 Precoce: antes dos 40 anos. 
 Tardia: acima dos 52 anos. 
 
|||||||ANTECEDENTES|SEXUAIS|||||| 
→ Sexarca: primeira relação sexual. 
→ Número de parceiros: durante toda a vida. 
 Possibilidade de IST’s, DIP, questionar sobre uso 
de preservativos. 
 
||||ANTECEDENTES|OBSTETRICOS|||| 
→ Número de gestações. 
→ Número de partos: acima de 23 semanas de gestação 
ou com conceptos pesando mais de 500g. 
→ Número de abortamentos. 
→ Tipo de partos: normal, fórceps ou cesárea. 
 
Usar esquema: G__ P__ A__ 
 
→ Idade: ocasião dos partos ou abortamentos. 
→ Complicações ocorridas no ciclo gravídico-
puerperal: hipertensão arterial, diabetesgestacional, 
hemorragia, infecção puerperal... 
→ Peso dos filhos ao nascer. 
→ Amamentação. 
 
 
 
Obs: dados e definições → Semiologia de Porto, 8° ed. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
||||||||QUADRANTES|MAMARIOS|||||| 
→ Quadrante superior externo ou lateral (QSE OU QSL): 
 Possui um prolongamento, a cauda de Spence. 
 Mais acometido pelo CA de mama. 
→ Quadrante superior interno ou medial (QSI ou QSM). 
→ Quadrante inferior externo ou lateral (QIE ou QIL). 
→ Quadrante inferior interno ou medial (QII ou QIM). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇAO|||||||||||| 
→ Ambiente com privacidade. 
→ Paciente vestida idealmente com uma camisola. 
→ Iluminação adequada. 
→ Higienização das mãos. 
 
||||||||||PACIENTE|SENTADA|||||||| 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA||||||||| 
1. Paciente sentada com os braços ao longo do corpo. 
2. Examinador deve-se posicionar a frente dela. 
3. E com isso, observar de diferentes ângulos algumas 
características. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Características: 
 Simetria/Volume: podem ser de tamanhos 
semelhantes ou diferentes. 
▪ Tamanhos desiguais → questionar se elas sempre 
foram assim, ou se é uma característica recente. 
 
 
 
 Abaulamentos ou retrações: vão causar uma projeção 
na superfície ou uma depressão, respectivamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Característica da pele: edema, hiperemia, ulceração, 
aspecto de casca de laranja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Característica do complexo areolopapilar: desvios de 
eixo, achatamento, ulcerações. 
 Circulação venosa superficial. 
 
 
 
 
 
 
Figura 2: assimetria e retração da mama 
esquerda. 
 
55 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||INSPEÇÃO|DINAMICA||||||||| 
→ Realizar as seguintes manobras → acentuam 
abaulamentos e retrações. 
 
→ Manobra da Contratura Peitoral 
1. Paciente sentada, com mãos na cintura. 
2. Solicitar que movimente o cotovelo para adiante. 
3. Fazer o número de vezes que achar necessário. 
 
 
 
→ Manobra de Elevação dos Membros Superiores 
1. Paciente sentada com membros superiores 
estendidos. 
2. Solicitar que eleve os MMSS até que cruzem o 
segmento cefálico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||PALPAÇAO|LINFONODOS||||||| 
|||||SUPRA/INFRACLAVICULARES|||| 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|PALPAÇAO|PROLONGAMENTO|AXILAR| 
||||||E|LINFONODOS|AXILARES|||||| 
1. Examinador apoia o antebraço direito da paciente em 
seu próprio antebraço direito. 
2. Solicitar que relaxe o MSD. 
3. Com a ponta dos dedos da mão esquerda, palpa a 
região axilar direita da paciente. 
 Atrás do músculo peitoral maior em direção ao 
oco axilar, à procura de gânglios. 
4. Inverte o movimento para palpar a região axilar 
esquerda da paciente. 
 
→ Os linfonodos devem ser caracterizados quanto a: 
 Número. 
 Localização. 
 Tamanho. 
 Consistência. 
 mobilidade. 
 
 
|||PACIENTE|EM|DECUBITO|DORSAL|| 
||||||||PALPAÇAO|DAS|MAMAS|||||||| 
1. Solicitar paciente que coloque as mãos atrás da nuca, 
sem travesseiro. 
2. Com as polpas dos dedos (técnica em “to play piano”) 
palpar cada quadrante da mama. 
 Da periferia em direção ao mamilo. 
3. Fazer também movimentos circulares abrangendo 
toda a mama bilateralmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
supraclaviculares 
Cobrir mamas enquanto 
faz a palpação. 
infraclaviculares 
Cobrir mamas enquanto 
faz a palpação. 
Técnica 
“to play piano” 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Observar: 
 Áreas de condensação: consistência mais firme 
em relação ao parênquima mamário subjacente. 
 Nódulos: que devem ser caracterizados quanto: 
▪ Localização. 
▪ Limites. 
▪ Consistência. 
▪ Mobilidade. 
▪ Fixação a estruturas subjacentes. 
▪ Diâmetro. 
 
|||||||||EXPRESSAO|PAPILAR|||||||| 
1. Fazer a expressão suave da mama, desde a base até o 
complexo aréolo-papilar. 
 
→ Observar: 
 Secreção papilar: que deve ser caracterizada 
quanto a: 
▪ Localização. 
▪ Uni ou multiductal: uniductal → possibilidade CA 
de mama. 
▪ Aspecto da secreção: leitosa, transparente ou 
sanguinolenta. 
• “Água de rocha” e sanguinolenta → possibilidade CA 
de mama. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palpação em 
movimentos 
circulares 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇAO|||||||||||| 
→ Ambiente com privacidade. 
→ Paciente vestida idealmente com uma camisola. 
→ Iluminação adequada. 
→ Higienização das mãos. 
→ Pedir a paciente que esvazie a bexiga. 
→ Pedir para colocar o avental com a abertura para a 
frente. 
 
||||||||||EXAME|ABDOMINAL||||||||| 
→ Paciente em decúbito dorsal, pernas estendidas. 
 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA||||||||| 
1. Observar se o abdômen é plano ou globoso. 
2. Se existem assimetrias ou abaulamentos. 
3. Descrever cicatrizes cirúrgicas. 
4. Observar de forma tangencial. 
 
||||||||INSPEÇÃO|DINAMICA||||||||| 
1. Solicitar manobra de Valsalva. 
 Soprar a mão, tossir... 
2. Ao esforço, verificar se há sinais de hérnia ou diástase 
da parede abdominal. 
 
||||||||||||||PALPAÇAO||||||||||||| 
1. Fazer palpação superficial e profunda. 
2. Verificar se existem sinais de ascite (tumor de ovário). 
3. Fazer a palpação do fígado e do baço. 
4. Palpar regiões inguinais e pubiana. 
 
|||||||||||EXAME|GENITAL|||||||||| 
1. Paciente em posição de litotomia. 
2. Nádegas devem ficar rentes à borda da mesa. 
3. Tórax deve estar levemente elevado em relação ao 
abdome. 
4. Colocar um campo cobrindo o abdome até os joelhos. 
5. Necessário boa iluminação natural ou foco de luz. 
6. Uso de luva é obrigatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA||||||||| 
1. Observar a pilificação, as formações labiais (grandes 
lábios, pequenos lábios e clitóris). 
2. Observar a uretra, as glândulas para-uretrais e a 
integridade do períneo ou presença de cicatrizes. 
3. Observar presença de secreções, odor, coloração. 
4. Com o polegar e o indicador entreabrir os grandes 
lábios. 
5. Observar o meato uretral, introito vaginal e hímen. 
 
||||||||INSPEÇÃO|DINAMICA||||||||| 
1. Solicitar manobra de Valsalva. 
2. Verificar se ocorre procidência das paredes vaginais 
anterior ou posterior, ou do útero. 
3. Identificar se ocorre perda de urina. 
 
||||||||||||||PALPAÇAO||||||||||||| 
1. Palpar com o polegar e o indicador o local da glândula 
de Bartolin. 
2. Com o indicador comprimir o terço inferior da uretra e 
glândulas parautetrais em direção à sínfise púbica. 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇAO|||||||||||| 
→ Ambiente com privacidade. 
→ Paciente vestida idealmente com uma camisola. 
→ Iluminação adequada. 
→ Higienização das mãos. 
→ Pedir a paciente que esvazie a bexiga. 
→ Pedir para colocar o avental com a abertura para a 
frente. 
→ Colocar luvas. 
→ Evitar usar lubrificantes → em pessoas idosas ou de 
vagina ressecada, pode umedecer com soro fisiológico. 
 
||||||INTRODUÇAO|DO|ESPECULO||||| 
1. Considerando um indivíduo destro. 
2. Afastará os grandes e pequenos lábios com o polegar 
e o 3º dedo da mão esquerda. 
3. Pegar o espéculo pelo cabo e borboleta com a mão 
direita. 
4. O mesmo é introduzido fechado. 
5. Apoiar o espéculo sobre a fúrcula, ligeiramente 
oblíquo → evitar lesão uretral. 
6. Fazer sua introdução de forma lenta. 
7. Quando estiver na metade do caminho, deve ser 
rodado. 
8. Assim, suas valvas ficam paralelas às paredes 
anterior e posterior. 
9. Na abertura do espéculo, a mão esquerda segura e 
firma a valva anterior do mesmo. 
10. Nesse momento, a mão direita giraa borboleta para o 
sentido horário, abrindo e expondo o colo uterino. 
11. A extremidade do aparelho será orientada para baixo 
e para trás, na direção do cóccix, enquanto é aberto. 
 
 
 
12. caso colo não localizado: movimentar o espéculo 
semi-aberto delicadamente procurando localiza-lo. 
 
||||||||||||||INSPEÇÃO||||||||||||| 
1. Observar o orifício: formato (puntiforme/fenda), 
lesões, secreções. 
2. Observar a superfície: coloração, volume, ulcerações, 
vegetações, pólipos, tumorações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||RETIRADA|DO|ESPECULO|||||| 
1. É feita a manobra inversa à da sua colocação. 
2. Dar uma “puxada” antes, para não beliscar o colo. 
3. Observar as paredes vaginais anterior e posterior. 
4. Descartar o espéculo usado em recipiente apropriado. 
5. Secar o excesso de secreção que se acumula no 
introito vaginal com uma gaze. 
Aspecto normal Aspecto em “mosaico” 
(transformação atípica) 
Câncer de colo de útero 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇAO|||||||||||| 
→ Igual à do exame especula. 
→ Solicitar os materiais. 
→ Colocar luva. 
→ Identificar a lâmina com os dados da paciente na parte 
fosca. 
 Deve ser feita com lápis. 
→ Preencher o frasco porta lâmina com a solução 
fixadora. 
 
||||||INTRODUÇAO|DO|ESPECULO||||| 
→ Processo do exame especular. 
 
|||||||COLETA|ECTOCERVICE|||||||| 
1. Secar o colo delicadamente com uma gaze montada 
em uma pinça. 
 Sem esfregar. 
2. Utilizar a espátula de madeira tipo Ayres, do lado que 
apresenta a reentrância. 
3. Encaixar a ponta mais longa da espátula no orifício 
externo do colo. 
4. Apoiar firmemente, fazendo uma raspagem na mucosa 
ectocervical em movimento rotativo de 360 graus, em 
torno de todo orifício. 
 Exercer uma pressão firme, mas delicada, sem 
agredir o colo, para não prejudicar a qualidade da 
amostra. 
5. Estenda o material na lâmina no sentido vertical. 
6. Ocupando 2/3 da parte transparente da lâmina 
esfregando a espátula com pressão suave. 
 
 
|||||||COLETA|ENDOCERVICE|||||||| 
1. Utilizar a escova de coleta, que será introduzida nos 
2. Introduzir nos primeiros 2 cm do canal. 
3. Girando-a 360º no canal cervical. 
4. Estenda o material rolando a escova no sentido 
horizontal. 
5. Ocupando o 1/3 restante da lâmina. 
6. Colocar a lâmina imediatamente em “fixador 
citológico” (polietilenoglicol) ou álcool. 
7. Avisar a paciente que um pequeno sangramento 
poderá ocorrer após a coleta. 
 
Obs: em gestante não colher material endocervical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||TESTE|DO|ACIDO|ACÉTICO||||| 
1. Aplicar ácido acético 3 a 5% por todo o colo uterino. 
2. Usar uma pinça e algodão. 
3. Recobrir toda a superfície cervical, inclusive o orifício 
cervical externo. 
4. Aguardar 60 segundos. 
5. Observar se há áreas brancas no colo → indicativas 
de alteração celular. 
Ectocérvice 
Endocérvice 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
|||||||||TESTE|DE|SCHILLER|||||||| 
1. Retirar secreções que estejam recobrindo o colo com 
um algodão ou gaze. 
2. Monte a pinça com algodão e embeba na solução de 
Lugol (iodo-iodetada). 
3. Passe o algodão em toda a superfície do colo uterino. 
4. Observe que cor assume o colo. 
 Zonas normais: coloração marrom. 
 Zonas com modificações patológicas: não 
adquirem coloração → iodo-negativas ou Teste 
de Schiller positivo. 
5. Despreze o algodão que foi utilizado. 
6. Retire o excesso de Lugol da cavidade vaginal com 
algodão limpo. 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇAO|||||||||||| 
→ Igual as anteriores. 
→ Deve ser feito sempre após o exame dos órgãos 
genitais externos e do exame especular. 
 
|||||||||||TOQUE|VAGINAL|||||||||| 
1. Calce luva estéril na mão que realizará o toque. 
2. Umedeça o dedo indicador ou o indicador e o médio 
com lubrificante. 
3. Com o polegar, o 4º e o 5º dedos da mão examinadora, 
afaste os grandes e pequenos lábios. 
4. Introduza o indicador ou indicador/médio na vagina 
em sua parede posterior, próxima ao períneo. 
5. Peça a paciente para fazer força para baixo. 
6. Pressione o períneo para baixo e observe se há 
resistência do mesmo. 
7. Introduza os dedos ao longo da parede posterior até 
encontrar o colo → consistência de ponta de nariz. 
8. Identifique o colo uterino. 
 
|||||||||PALPAÇAO|BIMANUAL|||||||| 
1. Apoie a outra mão sobre a parede abdominal inferior. 
2. Pressione com delicadeza esta mão sobre o abdome. 
3. Com os dois dedos tocando o colo, leve o útero em 
direção a parede abdominal. 
 
4. Após isso, a mão que toca a parede é deslizada de 
cima para baixo até que o útero fique posicionado 
entre as duas mãos e possa ser palpado. 
 Observar: posição, tamanho, arquitetura, formato, 
simetria, presença de tumoração, consistência, 
dor a palpação, mobilidade. 
 
5. Continue a palpação bimanual e avalie o colo do útero. 
 Observar: posição, arquitetura, consistência e 
dor, se há dor à descompressão súbita do colo. 
 
6. Com os dedos vaginais explore os fórnices anterior, 
posterior e laterais. 
7. Coloque os dedos no fórnice lateral direito e a mão 
abdominal no quadrante inferior direito do abdome. 
8. Mova a mão abdominal para baixo em direção aos 
dedos vaginais para delimitar os anexos. 
9. Palpe a região anexial esquerda repetindo a técnica. 
 
10. Prossiga com o exame retovaginal-abdominal. 
11. Coloque o indicador na vagina e o dedo médio no ânus. 
12. Posicione a outra mão na região infraumbilical. 
13. Explore a cavidade pélvica mais alta a procura de 
anormalidades. 
14. Retire os dedos com delicadeza e limpe a paciente. 
15. Explique para a paciente que o exame terminou e 
ofereça ajuda oferecendo sua a mão para descer da 
mesa de exame. 
 
Pacientes com hímen intacto: usar a técnica retal-abdominal 
posicionando o indicador no ânus e palpando a região pélvica: 
colo, corpo do útero, anexos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Palpação bimanual 
Palpação bimanual 
Palpação retovaginal-abdominal 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||OBJETIVOS|PRE-NATAL||||||| 
→ Conhecer a gestante e seu contexto psicossocial. 
→ Fazer a classificação de risco gestacional. 
→ Criar um ambiente acolhedor para troca de 
informações e para gestante se sentir segura. 
→ Realizar exames de rastreamento com impacto na 
morbimortalidade materno infantil. 
→ Atualizar o cartão vacinal. 
→ Orientação sobre consultas subsequentes e 
atividades educativas. 
→ Explicação do fluxo pela rede e preenchimento do 
cartão da gestante. 
 
||||||||PRIMEIRA|CONSULTA|||||||| 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO|||||||||| 
→ Nome, idade, cor, estado civil, naturalidade e 
procedência, endereço atual. 
 
||||||DADOS|SOCIOECONOMICOS|||||| 
→ Grau de instrução, estado civil/união, número e idade 
de dependentes, renda familiar, condições de 
moradia, condições de saneamento. 
→ Profissão/ocupação → algumas trazem riscos. 
 
|||||ANTECEDENTES|FAMILIARES|||| 
→ Hipertensão arterial: risco de HAS gestacional. 
→ Diabetes mellitus: risco de diabetes gestacional. 
→ Malformações congênitas e anomalias genéticas: 
risco de ocorrer na gestação atual. 
→ Gemelaridade. 
→ Câncer de mama e/ou do colo uterino. 
→ Hanseníase: se sim, paciente deve ser testada pra essa 
condição. 
→ Tuberculose → anotar a doença e o grau de parentesco: se 
sim, paciente deve ser testada pra essa condição. 
→ Parceiro sexual portador de infecção pelo HIV: 
necessário um rastreamento maior. 
 
||||||ANTECEDENTES|PESSOAIS|||||| 
→ Você tem alguma doença? Faz ou fez algum 
tratamento? 
 Hipertensão arterial crônica. 
Diabetes mellitus. 
 Cardiopatias, inclusive doença de Chagas. 
 Doenças renais crônicas. 
 Doenças Hematológicas. 
 Epilepsia. 
 Doenças da tireoide e outras endocrinopatias. 
 Doenças neurológicas e psiquiátricas. 
 Doenças neoplásicas. 
 
Qualquer uma dessas condições, já evidencia um pré-natal de 
alto risco. 
 
 Viroses (rubéola, hepatites). 
 Hanseníase, tuberculose, malária, sífilis ou outras 
doenças infecciosas. 
 Portadora de infecção pelo HIV (deve-se anotar 
se a paciente está em uso de antirretrovirais e 
especificar o esquema utilizado). 
 Infecção do trato urinário. 
 
→ Você já fez alguma cirurgia? 
 Risco de diástase ou alguma alteração na 
gravidez. 
 
→ Você tem alergias? 
→ Você já fez transfusão de sangue? 
 Qual o motivo e quando. 
 
→ Você tem cartão de vacina? 
→ Você faz uso de medicamentos? 
→ Você faz uso de drogas, tabagismo e alcoolismo? 
 
|||ANTECEDENTES|GINECOLOGICOS||| 
→ Ciclos menstruais: duração, intervalo e regularidade. 
 Fluxo muito intenso: possibilidade de uma anemia. 
 Irregular: possibilidade da DUM estar errada, e 
com isso a IG, síndrome dos ovários policísticos. 
 
→ Uso de métodos anticoncepcionais prévios: quais, por 
quanto tempo e motivo do abandono. 
 Notar se a gravidez foi planejada ou não. 
 Se a mulher engravidou com DIU é um risco. 
 
→ Infertilidade e esterilidade: qual foi o tratamento. 
 Possibilidade de gravidez múltipla. 
 
→ IST’s e DIP: qual (is) e tratamentos realizados. 
 Possibilidade de risco gestacional. 
 
→ Cirurgias ginecológicas: idade e motivo. 
→ Malformações uterinas: possibilidade de risco 
gestacional. 
→ Mamas: patologias e tratamento realizado. 
→ Última colpocitologia oncótica: data e resultado. 
 Se for muito antiga ou a paciente nunca fez, 
solicitar uma. 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||||||SEXUALIDADE|||||||||||| 
→ Sexarca: idade da primeira relação. 
→ Dispareunia: dor ou desconforto durante o ato sexual. 
→ Prática sexual na gestação atual ou em gestações 
anteriores. 
→ N° de parceiros da gestante e de seu parceiro: em 
época recente ou pregressa. 
 Se forem múltiplos parceiros, orientar quanto ao 
uso de preservativos. 
→ Uso de preservativos masculinos e/ou femininos: “uso 
correto” e “uso habitual”. 
 
||||ANTECEDENTES|OBSTETRICOS|||| 
→ N° de gestações: incluindo abortamentos, gravidez 
ectópica, mola hidatiforme. 
 
→ N° de partos: domiciliares, hospitalares, vaginais 
espontâneos, por fórceps, cesáreas – indicações. 
 
→ N° de abortamentos: espontâneos, provocados, 
causados por DST, complicados por infecções, relato 
de insuficiência istmo-cervical, história de curetagem 
pós-abortamento. 
 
→ N° de filhos vivos. 
→ Idade na primeira gestação. 
→ Intervalo entre as gestações: em meses. 
→ Isoimunização Rh. 
 
→ N° de recém-nascidos: pré-termo (antes da 37ª semana 
de gestação), pós-termo (igual ou mais de 42 semanas 
de gestação). 
 
→ N° de recém-nascidos de baixo e alto peso: menos de 
2.500g e com mais de 4.000g; 
 
→ N° de recém-nascidos prematuros ou pequenos para a 
idade gestacional. 
 
→ Mortes neonatais precoces: até sete dias de vida 
(número e motivo dos óbitos). 
 
→ Mortes neonatais tardias: entre sete e 28 dias de vida 
(número e motivo dos óbitos); 
 
→ Natimortos: morte fetal intraútero e idade gestacional 
em que ocorreu. 
 
→ Recém-nascidos com: icterícia, transfusão, 
hipoglicemia, ex-sanguíneo- transfusões. 
 
→ Intercorrências ou complicações em gestações 
anteriores: deve-se especificá-las. 
 
→ Complicações nos puerpérios: deve-se descrevê-las. 
 
→ Histórias de aleitamentos anteriores: duração e 
motivo do desmame. 
||||||||||GESTAÇAO|ATUAL|||||||||| 
→ DUM: anotar certeza ou dúvida. 
→ Sinais e sintomas na gestação em curso. 
→ Hábitos alimentares: se não forem saudáveis, 
recomenda-los. 
→ Iniciou suplementação vitamínica ou outra 
medicação: se não tiver iniciado a suplementação, 
indicar dependendo do estágio onde se encontra. 
→ Internação durante a gestação atual. 
→ Aceitação ou não da gravidez: pela mulher, pelo 
parceiro e pela família, principalmente se for 
adolescente. 
 
||||||||||CALCULO|DA|IG||||||||||| 
→ DUM conhecida e certa: 
 Uso do calendário: some o número de dias do 
intervalo entre a DUM e a data da consulta, 
dividindo o total por 7 (resultado em semanas). 
 
DUM: 15/04/2020. 
data da consulta: 22/06/2020. 
 
Somando os dias transcorridos neste intervalo, resultaremos 
em: 68. 
Dividindo 68 por 7, resultaremos em 9 (correspondendo às 
semanas) e resto 5 (correspondendo aos dias). 
IG= 9 semanas e 5 dias. 
 
 Uso de disco (gestograma) 
 
→ DUM desconhecida, porém conhece o período do mês 
que ocorreu: 
 Início do mês: considere dia 5 
 Meio do mês: considere dia 15 
 Final do mês: considere dia 25 
 
→ DUM desconhecida e período do mês desconhecido: 
 Considerar exame físico e início dos movimentos 
fetais. 
 
||||||||||CALCULO|DA|DPP|||||||||| 
→ Regra de Näegele: 
 Somar sete dias ao primeiro dia da DUM. 
 Subtrair três meses ao mês em que ocorreu a 
DUM. 
 janeiro a março: adicionar nove meses ao mês em 
que ocorreu a DUM. 
 
DUM: 13/09/2020. 
DPP: 20/06/2020 (13 + 7 = 20 / 9 – 3 = 6). 
 
DUM: 10/02/2020. 
DPP: 17/11/18 (10 + 7 = 17 / 2 + 9 = 11). 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
|||||CONSULTAS|SUBSEQUENTES||||| 
→ Anamnese atual sucinta. 
 Enfatizar a pesquisa das queixas mais comuns na 
gestação e dos sinais de intercorrências clínicas 
e obstétricas. 
 
→ Verificação do calendário de vacinação. 
→ Avaliar o resultado dos exames complementares. 
→ Devem ser feitas a revisão e a atualização do Cartão 
da Gestante e da Ficha de Pré-Natal. 
→ Exame físico direcionado. 
 
→ Controles maternos: 
 Cálculo e anotação da IG. 
 Determinação do peso e cálculo do IMC: anote no 
gráfico e realize a avaliação nutricional 
subsequente e o monitoramento do ganho de 
peso gestacional; 
 Medida da pressão arterial: observe a aferição da 
PA com técnica adequada. 
 Palpação obstétrica e medida da altura uterina: 
anote os dados no gráfico e observe o sentido da 
curva para avaliação do crescimento fetal. 
 Pesquisa de edema. 
 Exame ginecológico: incluindo das mamas, para 
observação do mamilo. 
 
→ Controles fetais: 
 Ausculta dos batimentos cardiofetais. 
 Avaliação dos movimentos percebidos: pela 
mulher e/ou detectados no exame obstétrico/ 
registro dos movimentos fetais. 
 
→ Link PDF da Caderneta da Gestante: 
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/cad
erneta_gestante.pdf 
 
→ Link da Ficha perinatal: 
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/fich
a_perinatal_ambulatorio.pdf 
 
|||||||||FATORES|DE|RISCO||||||||| 
→ Fatores de risco que podem indicar encaminhamento 
ao pré-natal de alto risco: 
 
- Cardiopatias. 
- Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica). 
- Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de 
transplantados). 
- Endocrinopatias (diabetes mellitus, hipotireoidismo e 
hipertireoidismo). 
- Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia). 
- Hipertensão arterial crônica e/ou caso de paciente que faça uso de 
anti-hipertensivo (PA>140/90mmHg antes de 20 semanas de idade 
gestacional – IG). 
- Doenças neurológicas (como epilepsia). 
- Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento 
(psicoses, depressão grave etc.); o 
- Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico, outras 
colagenoses). 
- Alterações genéticas maternas. 
- Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. 
- Ginecopatias (malformação uterina, miomatose, tumores anexiais e 
outras). 
- Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, 
infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e 
outras DSTs (condiloma). 
- Hanseníase. 
- Tuberculose. 
- Dependência de drogas lícitas ou ilícitas. 
- Qualquer patologia clínicaque necessite de acompanhamento 
especializado. 
- Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente 
se for de causa desconhecida. 
- História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau 
resultado obstétrico e/ou perinatal (interrupção prematura da 
gestação, morte fetal intrauterina, síndrome Hellp, eclâmpsia, 
internação da mãe em UTI). 
- Abortamento habitual. 
- Esterilidade/infertilidade. 
- Restrição do crescimento intrauterino. 
- Polidrâmnio ou oligoidrâmnio. 
- Gemelaridade. 
- Malformações fetais ou arritmia fetal. 
- Distúrbios hipertensivos da gestação (hipertensão crônica 
preexistente, hipertensão gestacional ou transitória). 
- Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de 
pielonefrite (toda gestante com pielonefrite deve ser inicialmente 
encaminhada ao hospital de referência, para avaliação). 
- Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com 
sulfato ferroso. 
- Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, 
infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e 
outras DSTs (condiloma). 
- Infecções como a rubéola e a citomegalovirose adquiridas na 
gestação atual. 
- Evidência laboratorial de proteinúria. 
- Diabetes mellitus gestacional. 
- Desnutrição materna severa. 
- Obesidade mórbida ou baixo peso (nestes casos, deve-se 
encaminhar a gestante para avaliação nutricional). 
- NIC III (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante ao 
oncologista). 
- Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-
rads III ou mais (nestes casos, deve-se encaminhar a gestante ao 
oncologista). 
- Adolescentes com fatores de risco psicossocial. 
 
→ Fatores de risco gestacionais presentes 
anteriormente à gestação: 
 
 
 
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/caderneta_gestante.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/caderneta_gestante.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/ficha_perinatal_ambulatorio.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/documentos/ficha_perinatal_ambulatorio.pdf
 
66 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
→ condições ou complicações que podem surgir no 
decorrer da gestação transformando-a em uma 
gestação de alto risco: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
1. Pele e das mucosas. 
2. Sinais vitais. 
3. Palpação cervical. 
4. Ausculta cardiopulmonar. 
5. Exame do abdome. 
6. Exame dos membros inferiores. 
7. Determinação do peso. 
8. Determinação da altura. 
9. Medida da pressão arterial. 
10. Pesquisa de edema (membros, face, região sacra, tronco). 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Primeiro Passo: determinar a idade gestacional (IG): 
 Arredonde a semana gestacional da seguinte forma: 1, 2, 3 dias, considere o número de semanas completas; e 4, 5, 6 
dias, considere a semana seguinte. 
 
→ Segundo Passo: calcule o IMC e utilize gráfico ou tabela para classificar o IMC de acordo com a IG determinada em: 
 Baixo peso, adequada, sobrepeso e obesidade. 
 
→ Aplicação: utilize a curva do índice de massa corporal de acordo com a semana gestacional, do cartão da gestante, para 
classificar os 3 casos apresentados na estação. Em seguida leia o caderno da atenção ao pré-natal do MS (paginas: 76-
79), para entender as condutas conforme diagnóstico realizado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
→ Primeiro tempo: examinador ao lado direito da 
paciente e de frente para ela. 
1. Delimitar o fundo de útero com as duas mãos 
encurvadas. 
2. Observar qual polo fetal o ocupa. 
 
→ Segundo tempo: visa determinar a posição fetal. 
1. Deslizar as mãos do fundo em direção ao polo inferior. 
2. Identificar o dorso fetal de um lado e os membros do 
outro. 
 
Posição fetal: é definida pelo lado materno ao que se projeta o dorso 
fetal, sendo esquerda (primeira posição) ou direita (segunda 
posição). 
Auxilia na procura do foco de ausculta dos batimentos cardíacos do 
feto → que deverá ser feita no lado que se encontra o dorso fetal. 
 
 
→ Terceiro tempo: visa à exploração da mobilidade do 
polo que se apresenta. 
1. Apreender o polo entre o polegar com dedo indicador 
ou médio. 
2. Fazer movimentos de lateralidade para verificar o grau 
de penetração da apresentação na bacia. 
 
Apresentação alta e móvel, o polo balança de um lado para o outro. 
 
→ Quarto tempo: com as costas do examinador voltadas 
para a paciente. 
1. Colocar as mãos sobre as fossas ilíacas, caminhando 
em direção ao hipogastro, paralelamente à arcada 
crural e afastadas uma da outra, cerca de 10cm. 
2. Com a ponta dos dedos, procurar penetrar na pelve, 
abarcando o polo que aí se encontra. 
3. Com o objetivo de averiguar o grau de penetração do 
concepto no estreito superior da bacia. 
4. Se os dedos são introduzidos em uma escavação 
vazia, deve suspeitar-se de situação transversa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manobras de leopold 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
1. Posicione a gestante em decúbito dorsal, com o abdome descoberto. 
2. Delimite a borda superior da sínfise púbica e o fundo uterino. 
3. Fixe a extremidade inicial (0cm) da fita métrica, na borda superior da sínfise púbica com uma das mãos, 
passando-a entre os dedos indicador e médio. 
4. Deslize a fita métrica entre os dedos indicador e médio da outra mão até alcançar o fundo do útero com a margem 
cubital da mesma mão. 
5. Proceda à leitura quando a borda cubital da mão atingir o fundo uterino. 
6. Anote a medida (em centímetros) na ficha e no cartão e marque o ponto na curva da altura uterina. 
 
Reconheça a curva da altura uterina em função da IG no cartão de prénatal e a interpretação do traçado obtido e condutas no caderno 
de atenção ao pré-natal do MS (páginas: 97 e 98). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Posicione a gestante em decúbito dorsal, com o abdômen descoberto. 
2. Identifique o dorso fetal. 
 Além de realizar a palpação, perguntar à gestante em qual lado ela sente mais os movimentos fetais → o dorso 
estará no lado oposto. 
3. Segure o estetoscópio de Pinard pelo tubo, encostando a extremidade de abertura mais ampla no local 
previamente identificado como correspondente ao dorso fetal. 
4. Encoste o pavilhão da orelha na outra extremidade do estetoscópio. 
5. Faça, com a cabeça, leve pressão sobre o estetoscópio e, só então, retire a mão que segura o tubo. 
6. Quando disponível, utilize o sonar doppler. 
7. Procure o ponto de melhor ausculta dos BCF na região do dorso feta. 
8. Controle o pulso da gestante para certificar-se de que os batimentos ouvidos são os do feto, já que as frequências 
são diferentes. 
9. Conte os batimentos cardíacos fetais por um minuto, observando sua frequência e seu ritmo. 
10. Registre os BCF na ficha perinatal e no Cartão da Gestante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
1. Alimente-se antes de começar o registro. 
2. Fique em posição semi-sentada, com a mão no abdome. 
3. Marque o horário de início. 
4. Registre seis movimentos e marque o horário do último. 
5. Se, em uma hora, o bebê não se mexer seis vezes, pare de contar os movimentos. 
6. Repita o registro. 
7. Se persistir a diminuição, procure a unidade de saúde. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||MATERIAL|NECESSÁRIO||||||| 
→ Sonar doppler. 
→ Buzina de Kobo(buzina de bicicleta). 
 
||||||||||||||TÉCNICA|||||||||||||| 
1. Coloque a mulher em decúbito dorsal com a cabeceira elevada (posição de Fowler). 
2. Palpe o polo cefálico. 
3. Ausculte os BCF por quatro períodos de 15 segundos e calcule a média (obs.: a gestante não deve estar com 
contração uterina). 
4. Realize o estímulo sonoro, colocando a buzina sobre o polo cefálico fetal com ligeira compressão sobre o abdome 
materno (aplique o estímulo entre três e cinco segundos ininterruptos). 
5. Durante a realização do estímulo, deve-se observar o abdome materno, procurando identificar movimentos fetais 
visíveis. 
6. Imediatamente após o estímulo, repita a ausculta dos BCF por novos quatro períodos de 15 segundos e refaça a 
média dos batimentos. 
 
||||||||||INTERPRETAÇÃO||||||||||| 
→ Teste positivo: presença de aumento mínimo de 15 batimentos em relação à medida inicial ou presença de 
movimentos fetais fortes e bruscos na observação do abdome materno durante a realização do estímulo. 
→ Teste negativo: ausência de resposta fetal identificada tanto pela falta de aumento dos BCF quanto pela falta de 
movimentos fetais ativos. 
 O teste deverá ser realizado duas vezes, com intervalo de, pelo menos, dez minutos para se considerar 
negativo. 
 
 
 
Orientações 
tess 
 
73 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇÃO|||||||||||| 
→ Utilizar luvas. 
→ Com o polegar, o 4º e o 5º dedos da mão examinadora, 
afaste os grandes e pequenos lábios. 
→ Introduza o indicador e médio na vagina. 
 
|||||||||||IDENTIFICAÇÃO||||||||| 
→ Colo uterino 
 Diâmetro (cm). 
 
 
 
 
 
 Apagamento (%). 
 
 Consistência. 
 
→ Integridade da bolsa das águas 
 
→ Feto 
 Grau da descida (Planos de DeLee e Hodge). 
 Orientação que tomou a cabeça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
0% de apagamento 30% de apagamento 
100% de apagamento Apagamento total 
Dilatação total 
2 dedos apertados – 2 cm 
1 dedo entre – 3 cm 
2 dedos entre – 5 cm 
Encosta das duas paredes – 7 cm 
Encosta em uma parede - 9 cm 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
1. Determinar se a paciente está em trabalho de parto: 
2/10´/25”. 
 Colocar a palma de uma das mãos sobre o corpo 
uterino. 
 Observar seu endurecimento e relaxamento. 
 Contar quantas contrações ocorrem em um 
período de 10 minutos marcando sua duração em 
segundos. 
 
2. Determinar a situação e apresentação fetal através 
das manobras de Leopold. 
3. Determinar a variedade de apresentação e posição. 
 
||||||||||||||SITUAÇÃO||||||||||||| 
→ Consiste na relação entre o maior eixo da cavidade 
uterina e o maior eixo fetal. 
→ Dá origem a três possibilidades de situação fetal: 
 Longitudinal. 
 Transversa. 
 Oblíqua. 
||||||||APRESENTAÇÃO|FETAL||||||| 
→ É definida como a região fetal que ocupa a área do 
estreito superior e nela se vai insinuar. 
→ Quando a situação é longitudinal. 
 Cefálica. 
 Pélvica. 
→ Quando a situação é transversal. 
 córmica (de ombro): dorso se apresenta anterior 
ou posterior. 
 dorsal superior e inferior: muito rara. 
|||VARIEDADE|DE|APRESENTAÇAO||| 
→ apresentação cefálica fletida: 
 Ponto de referência: fontanela posterior ou 
lambdoide. 
 
 
→ apresentação cefálica defletida de 1° grau: 
 Apresentação de bregma. 
 Ponto de referência: fontanela anterior ou 
bregmática. 
 
 
 
→ apresentação cefálica defletida de 2° grau: 
 Apresentação de fronte. 
 Ponto de referência: glabela (raiz do nariz). 
 
 
 
 
→ apresentação cefálica defletida de 3° grau: 
 Apresentação de face. 
 Ponto de referência: mento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ apresentação pélvica completa: 
 Coxas fletidas e aconchegadas ao abdome, e as 
pernas fletidas junto às coxas. 
 
 
 
→ apresentação pélvica incompleta: 
 
 
 
→ apresentação córmica dorso anterior: 
 
 
 
→ apresentação córmica dorso posterior: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||POSIÇÃO|||||||||||||| 
→ Relação do dorso fetal com o lado materno. 
 posição fetal esquerda (primeira posição). 
 posição fetal direita (segunda posição). 
 
||||||VARIEDADE|DE|POSIÇAÕ||||||| 
→ Complementa a orientação espacial do concepto. 
→ Relaciona um ponto de referência da apresentação 
fetal com um ponto de referência ósseo da bacia 
materna. 
→ OP: occípito-púbica. 
→ OS: occípito-sacra. 
→ ODT: occípito direito transversa. 
→ OET: occípito esquerda transversa. 
→ OEA: occípito esquerda anterior. 
→ ODA: occípito direita anterior. 
→ ODP: occípito direita posterior. 
→ OEP: occípito esquerda posterior. 
 
||||||||BACIA|OSSEA|MATERNA|||||| 
→ Estreito superior: promontório, sínfise púbica e 
paredes laterais da bacia. 
→ Estreito médio: entre as espinhas ciáticas (10cm) = 
Plano zero de De Lee. 
→ Estreito inferior: cóccix até borda inferior da sínfise 
púbica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
op 
os 
oda oea 
oet odt 
odp oep 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||||INSINUAÇÃO|||||||||||| 
→ Aproximação do polo cefálico no estreito superior da 
bacia. 
 
|||||||||||ENCAIXAMENTO||||||||||| 
→ Vértice penetra no estreito superior podendo atingir o 
estreito médio. 
 
|||||||||||||||FLEXÃO||||||||||||||| 
→ Diâmetro occipito-frontal > sub-occipito bregmático. 
 
||||||||||ROTAÇÃO|INTERNA||||||||| 
→ Ocorre após a cabeça ultrapassar o estreito médio e 
varia conforme sua entrada no estreito superior. 
 Transversa: 90º. 
 Oblíqua: 45º nas anteriores e 135º nas posteriores. 
 
||||||||||||||DEFLEXÃO||||||||||||| 
→ Movimento que ocorre para a saída do mento. 
 
||||||||||ROTAÇÃO|EXTERNA||||||||| 
→ Polo cefálico já exteriorizado gira para mesma 
posição da coluna vertebral. 
 
||||||||||DESPREENDIMENTO||||||||| 
→ Saída do ombro anterior, depois o posterior e o 
restante do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
||||||||||||||INSPEÇÃO||||||||||||| 
1. Paciente sentado à sua frente e observar. 
 Abaulamentos. 
 Retrações. 
 Cicatrizes. 
 Deformidades. 
 Movimentos anormais. 
2. Paciente fica em decúbito dorsal com cabeça a 30°. 
3. Ficar à direita do paciente e observar o tórax 
tangencialmente. 
4. Ficar em frente aos pés do paciente e observar o tórax. 
 
|IMPULSO|CARDÍACO|APICAL|(ICA)| 
→ Ponto mais externo e inferior das pulsações 
cardíacas. 
 
1. Ficar à direita no paciente e olhar o tórax 
tangencialmente. 
2. Observar a retração torácica. 
3. Como achar o ponto: 
 NORMOLÍNEOS: cruzamento da linha 
medioclavicular com o 5° EIE. 
 BREVILÍNEOS: dois dedos para fora e para cima em 
relação aos normolíneos. 
 LONGILÍNEOS: 6° EIE e 1 ou 2 cm para dentro da 
linha hemiclavicular. 
 
|||||||||||PULSO|JUGULAR|||||||||| 
1. Localizar a veia jugular. 
2. Observar se é possível ver o pulso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||||PALPAÇAO||||||||||||| 
|IMPULSO|CARDÍACO|APICAL|(ICA)| 
 
1. Colocar dois dedos na região do suposto ICA. 
2. Procurar onde ele é sentido de forma mais evidente. 
3. Deve ter 2 cm e ocupar um espaço intercostal. 
 
Obs: descrição do ICA: 
 ICA localizado no __ EIE, a __ cm à direita ou 
esquerda da linha hemiclavicular. 
 Extensão: em torno de __ polpas digitais ou __ cm. 
 
 
 
 
 
||||||||REGIÃO|EPIGÁSTRICA||||||| 
→ Abaixo do apêndice xifoide. 
 
1. Colocar a palma da mão sobre o epigástrico em 
sentido obliquo (“diagonal”). 
2. A mão deve estar apontada para o lado esquerdo. 
3. O indicador deve estar na junção do apêndicexifoide 
e a reborda costal direita. 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||||||ESTETOCOSPIO||||||||||| 
 
→ DIAFRAGMA: capta preferencialmente sons agudos. 
→ CAMPÂNULA: capta preferencialmente sons graves. 
 
||||||||||AUSCULTA|NORMAL||||||||| 
||||||||||POSICIONAMENTO|||||||||| 
→ Decúbito dorsal. 
→ Decúbito lateral esquerdo: acentuar focos tricúspide 
e mitral. 
→ Sentado: acentuar focos aórtico e pulmonar. 
→ Em pé com tórax semifletido: acentuar focos 
tricúspide e mitral e hipofonese de bulhas. 
 
|||||||||FOCOS|CARDÍACOS||||||||| 
→ Foco tricúspide: 5° EIE. 
→ Foco mitral: perto do ICA no 4° e 5° EIE. 
 Sentido da linha mamilar. 
 Ictus cordis (impulso cardíaco apical). 
 
→ Foco aórtico: 2° EID. 
→ Foco pulmonar: 2° EIE. 
→ Foco aórtico acessório: 3° EIE junto ao esterno. 
Obs: auscultar o rebordo esternal esquerdo. 
 
||||||||||||||AUSCULTA||||||||||||| 
 Foco aórtico 
1. Posicionar o diafragma no foco. 
2. Sentir a pulsação radial ou carotídea (ao mesmo 
tempo). 
 
Durante a prova, é necessário apalpar a região cervical 
(pulsação carotídea), pois o boneco não tem braços. 
 
3. Identificar a primeira bulha cardíaca (B1). 
→ É o “TUM”. 
→ Som grave e prolongado. 
→ Quase ao mesmo tempo que a sensação de pulso. 
 
4. Manter a posição do diafragma no foco. 
5. Identificar a segunda bulha cardíaca (B2). 
→ É o “TÁ”. 
→ Som agudo e curto (seco). 
 
 
80 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
6. Perceber o intervalo entre as bulhas. 
7. Intervalo sistólico (B1 – B2). 
8. Intervalo diastólico (B2 – B1). 
→ Ambos devem ser silenciosos. 
 
9. Identificar se o ritmo é regular ou irregular. 
10. Identificar a fonese das bulhas (intensidade). 
→ B2 vai ser mais alta que B1. 
→ Pois o diafragma está nesses focos. 
 
FISIOPATOLOGIA 
Formação do som de B1 e B2 
→ Fechamento das valvas mitral e tricúspide (B1). 
 Início da sístole. 
→ Fechamento válvulas aórtica e pulmonar (B2). 
 Final da sístole e início da diástole. 
 
1. No início da sístole ventrículo começa a contrair. 
2. Causa uma pressão positiva dentro da cavidade. 
3. Valvas mitral e tricúspide se fecham (som “TUM” – 
B1). 
4. Pressão aumenta até abrir válvulas aórtica e 
pulmonar. 
5. Esse som não captado pelo diafragma. 
6. No final da sístole o ventrículo começa a se relaxar. 
7. A pressão da cavidade  e sangue tende a voltar 
(gravidade). 
8. Valvas aórtica e pulmonar se fecham (som “TÁ” – B2). 
 
 Foco pulmonar 
1. Posicionar o diafragma no foco. 
2. Identificar o desdobramento de B2. 
→ É o som “TLÁ” no lugar de “TÁ”. 
3. Escutar somente durante a inspiração. 
→ Sendo assim, é o desdobramento fisiológico de B2. 
 
FISIOPATOLOGIA 
Desdobramento fisiológico de B2 
→ Fechamento não sincronizado das válvulas aórtica e 
pulmonar. 
→ Audível em crianças e adultos jovens. 
→ APENAS durante a inspiração. 
 
1. Na inspiração,  volume torácico. 
2.  pressão intratorácica (pressão negativa). 
3. Causa um retorno venoso mais rápido para o coração. 
4. Primeiro ele chega no átrio direito e depois vai para o 
esquerdo. 
5. Lado direito fica mais sobrecarregado ( sangue). 
6. Sendo assim, sua sístole é mais demorada. 
7. Por isso o fechamento da válvula pulmonar é atrasado 
em relação a aórtica). 
8. Gera o “TLÁ”. 
 Rebordo esternal esquerdo 
1. Auscultar os três espaços. 
2. Sentir a pulsação radial ou carotídea (ao mesmo 
tempo). 
3. Identificar B1 e B2. 
4. À medida que vai descendo a fonese de altera. 
5. B1 vai ser mais alta que B2. 
 
 Foco tricúspide 
1. Utilizar o diafragma e a campânula. 
2. Sentir a pulsação radial ou carotídea (ao mesmo 
tempo). 
3. Auscultar primeiro com o diafragma. 
4. Depois com a campânula. 
5. Identificar o som de “TU-RUM” no lugar de “TUM”. 
→ Se for mais audível no diafragma: desdobramento 
fisiológico de B1. 
→ Se for mais audível na campânula: B4. 
 
FISIOPATOLOGIA 
Complexo duplo de B1 
→ É o som “TU-RUM” no lugar de “TUM”. 
→ Pode significar duas coisas: 
 Desdobramento fisiológico de B1: diafragma. 
 B4: som mais grave (campânula). 
 
Desdobramento fisiológico de B1 
→ Fechamento não sincronizado das válvulas tricúspide 
e mitral → audível em crianças e adultos jovens. 
 
B4 
→ Som do choque de sangues ventricular e atrial durante 
a fase de enchimento ventricular lento. 
 
1. Na diástole os ventrículos estão relaxados e vazios. 
2. Com isso, sua pressão interna fica negativa. 
3. Os átrios que agora estão cheios, ficam com pressão 
interna positiva. 
4. Essa diferença de pressão faz com que as válvulas 
mitral e tricúspide se abram. 
5. E assim, parte do sangue atrial enche o ventrículo 
(enchimento ventricular rápido). 
6. Quando ele fica cheio as pressões se igualam. 
7. Porém o átrio ainda possui sangue. 
8. Assim, ele começa a se contrair para expulsar o 
restante de sangue (enchimento ventricular lento). 
9. Ventrículos normais são complacentes, portanto, ele 
acomoda o resto de sangue sem fazer som. 
10. Porém quando não há complacência ventricular, 
ocorre um choque do sangue que estava no ventrículo 
com o atrial. 
11. Esse choque gera um som (“TRUM” – B4). 
 
81 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
Obs: HAS, obesidade, doença arterial coronariana crônica 
causam hipertrofia ventricular concêntrica, que  a cavidade 
cardíaca e consequentemente  a complacência. 
 
 Foco mitral 
1. Utilizar o diafragma. 
2. Sentir a pulsação radial ou carotídea (ao mesmo 
tempo). 
3. B1 deve ser mais alta que B2. 
→ Se B1 for mais baixa, haverá hipofonese de B1. 
 
4. Agora, pedir o paciente para ficar em decúbito lateral 
esquerdo. 
5. Utilizar a campânula. 
6. Identificar B1 e B2. 
7. Observar se durante a expiração se escuta um “som 
parasita” perto de B2. 
8. Trata-se de B3. 
→ Se for audível apenas em decúbito lateral esquerdo: 
B3 fisiológico. 
→ Se for audível em qualquer posição: B3 patológico. 
 
FISIOPATOLOGIA 
Complexo duplo de B2 
→ É o som “TA-LÁ” no lugar de “TÁ”. 
→ Pode significar duas coisas: 
 B3 fisiológico: apenas decúbito lateral esquerdo. 
 B3 patológico: outras posições. 
 
B3 
→ Som do choque do sangue na parede ventricular 
durante a fase de enchimento ventricular rápido. 
 
1. No final da sístole, ventrículo vai estar sem sangue e 
dilatado. 
2. Com isso, sua pressão vai estar negativa e a do átrio 
positiva. 
3. Essa diferença de pressão faz com que as válvulas 
mitral e tricúspide se abram. 
4. E assim, parte do sangue atrial enche o ventrículo 
(enchimento ventricular rápido). 
5. O som do choque do sangue atrial na parede 
ventricular normalmente não é auscultado. 
6. Porém, quando em posição de decúbito lateral 
esquerdo ele pode ser ouvido. 
7. Portanto, isso é B3 fisiológico. 
8. Se for auscultado em qualquer outra posição, será B3 
patológico. 
 
Obs: doença de Chagas por causa hipertrofia ventricular 
excêntrica, que pode causar aparecimento de B3 patológica. 
 
|||||||AUSCULTA|PATOLOGICA||||||| 
|||||||||||||||SOPRO||||||||||||||||
→ Som da passagem da corrente sanguínea pelos 
orifícios valvares. 
→ Que normalmente, não é captado pelo estetoscópio. 
 
 Causas 
→ Causas patológicas não cardíacas: 
 Anemia:  viscosidade sanguínea, que gera 
circulação hipercinética. 
 Hipertireoidismo: gera circulação hiperdinâmica. 
 
→ Causas patológicas cardíacas: 
 Estenoses valvares:  área valvar, sangue passa 
em uma área mais apertada, gera 
turbilhonamento do sangue,  intensidade do 
som. 
 Insuficiência valvar: valva não se fecha ou fecha 
de forma incompleta, gera um regurgitamento 
(volta) do sangue, que causa um som intenso. 
 
 Sopro inocente 
→ Sopro que pode ser fisiológico. 
→ Mais comum em crianças. 
 
 Sopro sistólico 
→ Está entre o “TUM” e o “TÁ” → “TUM” “shhhh” “TÁ”. 
 Para ajudar a perceber: sopro coincide com a 
percepção de pulso. 
 
→ Protossistólico: inícioda sístole, ou seja, vai 
mascarar B1. 
 “shhhhh” “TÁ”. 
→ Mesossistólico: meio da sístole, ou seja, vai estar 
entre B1 e B2. 
 “TUM” “shhhhh” “TÁ”. 
→ Telessistólico: final da sístole, ou seja, vai mascarar 
B2. 
 “TUM” “shhhhh”. 
→ holossistólico: durante toda sístole, vai mascarar B1 
e B2. 
 “shhhhh” “shhhhh” “shhhhh” “shhhhh”. 
 
Tipos de patologia 
→ Foco aórtico: estenose aórtica. 
 Pois durante a sístole valva aórtica está aberta. 
→ Foco pulmonar: estenose pulmonar. 
 Pois durante a sístole valva pulmonar está aberta. 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ Foco mitral: insuficiência mitral. 
 Pois durante a sístole valva mitral está fechada. 
→ Foco tricúspide: insuficiência tricúspide. 
 Pois durante a sístole valva tricúspide está 
fechada. 
 
 Sopro diastólico 
→ Está entre o “TÁ” e o “TUM” → “TUM” “TÁ” “shhhh”. 
 Para ajudar a perceber: sopro vem depois da 
percepção de pulso. 
 
→ Protodiastólico: início da diástole, ou seja, vai 
mascarar B2. 
 “TÁ” “shhhhh”. 
→ Mesodiastólico: meio da diástole, ou seja, vai estar 
entre B1 e B2. 
 “TUM” “TÁ” “shhhhh”. 
→ Telediastólico: final da diástole, ou seja, vai mascarar 
B1. 
 “shhhhh” “TUM”. 
→ holodiastólico: durante toda diástole, vai mascarar 
B1 e B2. 
 “shhhhh” “shhhhh” “shhhhh” “shhhhh”. 
 
Tipos de patologia 
→ Foco aórtico: insuficiência aórtica. 
 Pois durante a diástole valva aórtica está 
fechada. 
→ Foco pulmonar: insuficiência pulmonar. 
 Pois durante a diástole valva pulmonar está 
fechada. 
→ Foco mitral: estenose mitral. 
 Pois durante a diástole valva mitral está aberta. 
→ Foco tricúspide: estenose tricúspide. 
 Pois durante a diástole valva tricúspide está 
aberta. 
 
 Sopro continuo 
→ Está na sístole e diástole, podendo ser tão forte a 
ponto de abafar as bulhas. 
→ “TUM” “shhhhh” “TÁ” “shhhhh”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||CARACTERÍSTICAS|DOS|SOPROS||| 
1. Quanto a posição no ciclo cardíaco 
→ Dizer se é sístole ou diástole e seus subtipos. 
 
2. Quanto a intensidade 
→ Vai de uma a seis cruzes. 
→ +/++++++: difícil percepção, deve-se concentrar muito 
e geralmente é percebido apenas por especialistas. 
→ ++/++++++: audível com menos dificuldade, mas ainda 
deve-se concentrar. 
→ +++/++++++: é audível “já de cara”, porém não tem 
frêmito. 
→ ++++/++++++: é audível “já de cara” e possui frêmito. 
→ +++++/++++++: é audível “já de cara”, possui frêmito e 
pode ser percebido com apenas metade do 
estetoscópio sobre a pele. 
→ ++++++/++++++: é audível “já de cara”, possui frêmito 
e pode ser percebido sem o estetoscópio estar sobre 
a pele. 
 
Obs: o frêmito é verificado quando se percebe uma vibração na 
área cardíaca quando se estende a mão sobre ela. 
 
3. Quanto a localização 
→ Auscultar todas as regiões e verificar em qual foco o 
sopro é mais audível. 
 
4. Quanto a irradiação 
→ A partir do foco mais audível, mover o estetoscópio 
para regiões (sem ser os focos) e observar para onde 
o sopro se estende. 
 Exemplos: axilas, regiões cervicais laterais, 
fúrcula esternal e região epigástrica. 
 
Sopro insuficiência mitral → irradiação para região axilar e 
dorsal esquerda. 
Sopro estenose aórtica → irradiação para a carótida e 
fúrcula esternal. 
Sopro estenose mitral → região axilar. 
Sopro insuficiência aórtica → foco tricúspide ou até mesmo 
mitral. 
 
5. Quanto o timbre e tonalidade 
→ Suave, rude, musical, aspirativo, ruflar, granuloso etc. 
 
Sopro da estenose mitral → ruflar. 
Sopro da insuficiência aórtica → aspirativo. 
Sopro da estenose aórtica → granuloso. 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
|||||||||CLIQUE|E|ESTALIDO|||||||| 
 Clique de ejeção 
→ Som da abertura das valvas aórtico ou pulmonar. 
 Que normalmente, não é escutado. 
→ Pode acontecer no foco aórtico ou pulmonar. 
→ Ocorre na sístole. 
→ Está mais próximo de B1 (faz complexo duplo com B1). 
→ É um som mais agudo, ou seja, melhor audível pelo 
diafragma. 
 
 Estalido 
→ Som da abertura das valvas mitral ou tricúspide. 
 Que normalmente, não é escutado. 
→ Ocorre na diástole. 
→ Pode acontecer no foco mitral ou tricúspide. 
→ Está mais próximo de B2 (faz complexo duplo com B2). 
→ É um som mais agudo, ou seja, melhor audível pelo 
diafragma. 
 
 
|||||||||RELATO|DA|AUSCULTA||||||| 
→ Descrever as percepções da ausculta, em texto, na 
seguinte ordem: 
 
1. Ritmo: regular ou irregular. 
2. Número de bulhas: B1 e B2 – 2 tempos / B1, B2, B3 – 3 
tempos etc. 
3. Frequência: bpm. 
4. Fonese das bulhas: normofonéticas ou hipofonéticas 
ou hiperfoneticas. 
5. Descrição e diagnostico diferencial de achados. 
 
→ Exemplos: 
 Normal: ritmo regular, em 2 tempos, com FC de 
70/min, bulhas normofonéticas. 
 Patológica: ritmo irregular, em 3 tempos, com FC 
de 100/min, hipofonese de B1 e complexo duplo de 
B2 compatível com estalido de abertura mitral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
[|||||||||||||||||||||||||| Resumo |||||||||||||||||||||||||||] 
|||||||10|MANDAMENTOS||||||| 
1. Auscultar juntamente com a palpação de pulso. 
 
2. Definir se o ritmo é regular ou irregular. 
→ Regular: TUM--TÁ--TUM--TÁ--TUM--TÁ. 
→ Irregular: TUM---TÁ-TUM-TÁ-TUM---TÁ-TUM-TÁ. 
 
3. Identificar B1 e sua fonese (“TUM”). 
→ Deve ser mais alta nos focos mitral e tricúspide. 
→ Se não for, teremos uma hipofonese de B1. 
 
4. Identificar B2 e sua fonese (“TÁ”). 
→ Deve ser mais alta nos focos aórtico e pulmonar. 
→ Se não for, teremos uma hipofonese de B2. 
 
5. Observar se B1 é um som único ou duplo. 
→ Som único: está tudo bem. 
 Desdobramento fisiológico de B1: diafragma no FT. 
→ Som duplo: B4: campânula no FM e FT. 
 Clique de ejeção aórtico ou pulmonar: diafragma no FA ou FP. 
 
6. Observar se B2 é um som único ou duplo. 
→ Som único: está tudo bem. 
 
 Desdobramento de B2 
F 
→ Som duplo: B3 
 
 Estalido de abertura mitral ou tricúspide: diafragma no FM ou FT. 
 
7. Observar se o intervalo sistólico é silencioso ou ruidoso. 
→ Silencioso: está tudo bem. 
 Sopro sistólico. 
→ Ruidoso: caracterizar. 
 Clique mesosistólico. 
 
8. Observar se o intervalo diastólico é silencioso ou ruidoso. 
→ Silencioso: está tudo bem. 
→ Ruidoso: sopro diastólico (caracterizar). 
 
9. Auscultar o ictus cordis com a campânula e paciente em 
decúbito lateral esquerdo. 
→ Para se observar se há B3 ou B4. 
 
10. há 
 
Fisiológico: durante a inspiração no 
FP. Patológico: fora da inspiração no FP. 
Fisiológico: crianças e jovens. 
Patológico: campânula no 
FM. 
Contar a frequência cardíaca. 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
||||||||||||||OBJETIVO||||||||||||| 
→ Representa a razão entre a pressão arterial sistólica 
do tornozelo e do braço. 
 
→ Importância: descobrir Doença Arterial Periférica. 
 
→ Calculo: razão da maior pressão arterial sistólica das 
artérias tibiais posteriores e das artérias dorsais dos 
pés com a maior pressão sistólica das artérias 
braquiais. 
 
||||||||||||||TÉCNICA|||||||||||||| 
→ Preparação 
 Paciente deve permanecer em repouso por 5 a 10 
minutos em decúbito dorsal horizontal. 
 Não deve ter fumado por pelo menos 2 horas 
antes. 
 O manguito do esfigmomanômetro deve ter 
largura de pelo menos 40% da circunferência do 
membro. 
 
1. Proceder a aferição da PAS nas duas artérias 
braquiais normalmente. 
2. Após isso, colocar o manguito na perna com sua borda 
distal 2 cm acima do maléolo medial. 
3. Aferir a PAS nas artérias pediosa (no dorso do pé) e 
tibial posterior (posterior ao maléolo medial). 
4. O método de aferição do fluxo (sonar Doppler, 
estetoscópio ou esfigmomanômetro eletrônico) deve 
ser o mesmo para osquatro membros. 
 
5. Realizar o cálculo: 
 
 PASt = Maior pressão arterial obtida na perna. 
 PASb = Maior pressão arterial obtida no braço. 
 
|||||||||||||RESULTADO||||||||||||| 
→ ITB entre 0,9 e 1,3 = normal. 
→ ITB entre 0,4 e 0,9 = doença obstrutiva leve a 
moderada. 
→ ITB < 0,4 = doença obstrutiva grave. 
→ ITB > 1,3 = doença obstrutiva (aterosclerose). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITB = PASt / PASb 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA||||||||| 
→ FORMA DO TÓRAX 
 Normal (chato). 
 Tonel. 
 Cifótico. 
 Cifoescoliótico. 
 Infundibuliforme. 
 Cariniforme. 
 Gibosidade. 
 
 
 
→ RELAÇÃO ÂNTERO-POSTERIOR: normal = 1:2. 
 
→ ANOMALIAS: congênitas ou adquiridas, localizadas ou 
difusas, simétricas ou assimétricas. 
 
→ PELE: coloração, lesões elementares. 
 
→ CICATRIZES: traumatismos, cirurgias, tumores. 
 
→ MAMAS: ginecomastia, mastectomia. 
 
→ MASSA MUSCULAR 
 
→ PARTE ÓSSEA: retrações ou abaulamentos, difusos ou 
localizados. 
 
→ MOVIMENTOS MUSCULATÓRIOS: frequência respiratória. 
 Bradipneia: < 12. 
 Taquipneia: > 20. 
 
→ PADRÃO RESPIRATÓRIO 
 Pé ou sentado: padrão costal → mov. torácico. 
 Decúbito dorsal: diafragmática → mov. metade 
inferior do tórax e andar superior do abdome. 
 
→ SIMETRIA: dois hemitórax tem forma e movimento 
simétrico. 
 
||||MOVIMENTOS|RESPIRATORIOS|||| 
1. Observar sem que o paciente perceba. 
2. Classificar o padrão respiratório. 
 Movimentação do tórax. 
 Movimentação do abdome. 
 Normal: predomina padrão respiratório torácico. 
 
3. Observar se os mov. são regulares ou irregulares. 
 Irregular: verificar o padrão respiratório. 
4. Observar quantas vezes o tórax do paciente se eleva 
em inspiração por 1 min. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
normal tonel Infundibuliforme Cariniforme 
Escoliose cifose gibosidade 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
|||||||PALPAÇÃO|SUPERFICIAL|||||| 
1. Palpar com as pontas dos dedos e perceber: 
 Sensibilidade superficial e profunda. 
 Presença de dor. 
 Contratura dos músculos. 
 Palpação dos gânglios supraclaviculares e 
axilares. 
 Tumorações. 
 Alterações na temperatura. 
 Sudorese anormal. 
 
||||EXPANSIBILIDADE|TORÁCICA|||| 
→ LOBOS SUPERIORES 
1. Paciente sentado e examinador fica a frente dele. 
2. Pedir paciente para girar a cabeça um pouco para o 
lado. 
3. Colocar as mãos cobrindo a região supraclavicular. 
4. Apoiar as pontas dos dedos no musculo trapézio. 
5. Unir os polegares na linha médio-esternal. 
 Fazer uma pequena prega cutânea com eles. 
6. Pedir paciente que respire profundamente. 
7. Observar o afastamento dos polegares. 
 Afastamento deve ser igual de ambos os lados 
8. Fazer no tórax posterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ LOBO MÉDIO E LINGULA 
1. Paciente sentado à frente do examinador. 
2. Mãos do examinador devem alcançar o côncavo 
axilar, ao nível da prega axilar posterior. 
3. Unir os polegares na linha médio-esternal. 
 Fazer uma pequena prega cutânea com eles. 
4. Pedir paciente que respire profundamente. 
5. Observar o afastamento dos polegares. 
 Afastamento deve ser igual de ambos os lados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ LOBOS INFERIORES 
1. Paciente sentado de costas para o examinador. 
2. Mãos do examinador devem alcançar o côncavo 
axilar, ao nível da prega axilar anterior. 
3. Polegares devem estar unidos na linha vertebral. 
 Fazer uma pequena prega cutânea com eles. 
4. Pedir paciente que respire profundamente. 
5. Observar o afastamento dos polegares. 
 Afastamento deve ser igual de ambos os lados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||POSIÇAO|DO|MEDIASTINO|||||| 
→ Mediastino superior 
1. Paciente sentado ou em decúbito dorsal com a 
cabeça levemente fletida (esternocleidomastoideo 
relaxado). 
2. Com o indicador, introduzir o dedo na fossa 
supraesternal ao lado da parede lateral da traqueia. 
 Tocar as partes moles. 
3. Pedir para o paciente fazer uma inspiração profunda e 
continuar tocando as partes moles. 
4. A parede lateral da traqueia é sentida quando o dedo 
se desvia para o lado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Mediastino médio 
1. Está no ictus cordis (ICA). 
 Linha hemiclavicular no 4° e 5° EIE. 
 
Obs: Desvio para a esquerda → cardiomegalia ou desvio do 
mediastino (atelectasia, pneumotórax, derrame pleural...) 
 
|||||||FREMITO|TORACO-VOCAL|||||| 
1. Pousar a superfície palmar dos dedos das mãos no 
hemitórax anterior, posterior e lateral. 
2. Enquanto isso o paciente deve repetir o número 33. 
 
exame comparativo: comparar os lados opostos deixando a 
área suspeita como a última a ser pesquisada → utilizar o 
lado oposto como padrão normal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
1. Apoiar o terceiro dedo da mão esquerda na parede 
torácica. 
 Dedo na horizontal e encostado a partir da falange 
distal. 
 Deixar os dedos adjacentes levantados para o 
som sair mais claro. 
2. Terceiro dedo da mão direita deve golpear a falange 
distal do dedo apoiado. 
3. A percussão deve ser feita no tórax anterior, posterior 
e lateral. 
 
 
 
||||SONS|A|SEREM|ENCONTRADOS|||| 
→ SOM CLARO PULMONAR: nas projeções dos pulmões. 
→ SOM CLARO TIMPANICO: na projeção do fundo do 
estômago (espaço de Traube). 
→ SOM SUBMACIÇO: região inferior ao esterno. 
→ SOM MACIÇO: região inframamária direita. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
||||||||PONTOS|DE|AUSCULTA|||||||| 
 
|||||||||||SOM|BRONQUIAL|||||||||| 
1. Colocar o estetoscópio sobre o pescoço do paciente. 
2. Auscultar faringe, laringe, traqueia. 
3. Som rude e audível. 
 INSPIRAÇÃO → pausa → EXPIRAÇÃO. 
 
|||||||||||SOM|VESICULAR|||||||||| 
1. Auscultar o tórax anterior, posterior, lateral e fossas 
supraclaviculares (parênquima). 
 INSPIRAÇÃO: intensidade e duração maior e bem 
audível. 
 EXPIRAÇÃO: curto e pouco audível. 
 Não tem pausa entre os sons. 
 
|||||||SOM|BRONCOVESICULAR||||||| 
1. Auscultar regiões infra e supraclaviculares, 
supraescapulares e regiões interescapulo-vertebrais. 
 INSPIRAÇÃO e EXPIRAÇÃO: possuem duração e 
intensidade igual, mas a expiração é mais audível. 
 Não tem pausa entre os sons. 
 
|||||||RUIDOS|ADVENTICIOS|||||||| 
→ SIBILOS 
 Som musical e contínuo → AGUDO. 
 Semelhante a “assobios”. 
 Audível na inspiração e expiração. 
 Presente pelo estreitamento das vias 
respiratórias por hiperrreatividade e resistência 
das vias aéreas. 
 Patologias: asma, tumores intraluminais, corpos 
estranhos, compressões externas. 
 
→ RONCOS 
 Som contínuo, grosseiro e áspero → GRAVE. 
 Audível na inspiração e expiração. 
 Presente pelo estreitamento da via aérea por 
secreção. 
 Patologias: asma, doença pulmonar obstrutiva 
crônica ou corpo estranho. 
 
→ ESTRIDOR / TRAQUEAL 
 Som musical e contínuo. 
 Melhor audível na inspiração. 
 Possível de ouvir melhor o som do ar passando 
pela via. 
 Proveniente da região superior da via aérea 
inferior. 
 Pode ser ouvido lado ao lado com o paciente sem 
estetoscópio. 
 
→ ESTERTORES SUBCREPITANTES Som descontínuo. 
 Semelhante a “líquido borbulhando”. 
 Presente na inspiração e expiração. 
 Presente pela mobilização de qualquer conteúdo 
líquido presente nos brônquios de médio e 
pequeno calibre. 
 Patologias: pneumonia, edema e DPOC. 
 
→ ESTERTORES CREPITANTES 
 Som descontínuo, úmido, curto e explosivo. 
 Semelhante ao “atrito de fios de cabelo” e com 
“estouro de explosões”. 
 Exclusivamente inspiratórios. 
 Presente por exsudato ou transudato intra-
alveolar. 
 Patologias: fibrose, asbestose, DPOC, 
insuficiência cardíaca, pneumonia. 
 
→ ATRITO PLEURAL 
 Sons localizados, irregulares e descontínuos. 
 Estalido ou “som de couro”. 
 Frequente na inspiração, quando as superfícies 
pleurais estão irritadas por inflamação, infecção 
ou neoplasia. 
 Não se modifica com a tosse. 
 
Confunde-se com os estertores, por isso pedir para o paciente tossir. 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contínuos descontínuos 
Roncos 
Sibilos 
Estridores 
Estridores 
finos 
Estridores 
grossos 
Atrito 
pleural 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
|||||||||||||PREPARAÇÃO|||||||||||| 
→ Ambiente arejado, iluminado, mão temperatura 
ambiente, unhas aparadas. 
→ Paciente em decúbito dorsal com cabeça levemente 
fletida. 
→ Braços paralelos ao tronco e pernas estendidas ou 
levemente fletidas. 
→ Expor a região entre os mamilos e o púbis. 
 
||||||||||||||INSPEÇAO||||||||||||| 
1. Observar: 
 Face. 
 Postura. 
 Ritmo e profundidade da respiração. 
 Palidez. 
 Sudorese. 
 Agitação. 
 Modo de deambular ao entrar no consultório. 
 
2. Avaliar os tipos de abdome 
 PLANO 
 GLOBOSO 
 ESCAVADO 
 ASSIMÉTRICO 
 
 
 
3. Avaliar as características abdominais. 
 PELE. 
 CIRCULAÇÃO COLATERAL. 
 HEMATOMAS E ESCORIAÇÕES: traumatismo 
abdominal. 
 EQUIMOSES: periumbilicais – sinal de Cullen. 
 nos flancos – sinal de Grey Turner. 
 
4. Avaliar assimetrias, expansibilidade respiratória e 
assimétrica, contratura muscular generalizada ou 
localizada, movimentos peristálticos, massas e 
abaulamentos, cicatrizes. 
 
 
||||||||||||||AUSCULTA||||||||||||| 
1. Posicionar o estetoscópio no abdome do paciente. 
2. Auscultar os quadrantes e regiões abdominais. 
 A ausculta do sopro aórtico abdominal é na região 
epigástrica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Sons 
 Ruídos hidroaéreos: peristaltismo (líquidos e 
gases intestinais. 
 Borborigmos: audíveis mesmo sem o 
estetoscópio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
plano globoso escavado 
 
95 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
→ Inicia-se na região mais distante da dor abdominal. 
 
|||||||||SINAL|DE|GIORDANO|||||||| 
1. Fazer uma punho-percussão na região lombar. 
2. Se houver dor → sinal de Giordano positivo. 
 
||||||||||SINAL|DE|JOBERT||||||||| 
1. Timpanismo ao nível da linha axilar média sobre a área 
hepática. 
 
||||PESQUISA|DA|MACICEZ|MÓVEL||| 
1. Paciente em decúbito dorsal. 
2. Fazer a percussão pelo sentido transverso da linha 
média até os flancos. 
3. Ela deve ser feita mais ou menos na altura da bexiga. 
 
 
|||||||||||HEPATIMETRIA||||||||||| 
→ O tamanho normal varia de 6 a 12 cm. 
 
1. Paciente em decúbito dorsal. 
2. Percussão ao nível da linha hemiclavicular direita, a 
partir do 3° EIC até a cicatriz umbilical. 
3. Prestar atenção na transição do: 
 Som claro pulmonar para som maciço → limite 
superior do fígado. 
 Som maciço para som timpânico abdominal → 
limite inferior do fígado. 
 
||||||||||||||||SONS|||||||||||||||| 
→ SOM CLARO PULMONAR: região do pulmão. 
→ SOM MACIÇO: órgãos sólidos como fígado e baço. 
→ TIMPÂNICO: ar dentro das vísceras ocas, como o 
intestino ou ar livre na cavidade abdominal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Claro pulmonar 
Maciço 
Timpânico 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||||||||TIPOS||||||||||||||| 
→ Pode ser mono ou bimanual. 
 MONOMANUAL: na parede abdominal. 
 BIMANUAL: avaliar o conteúdo. 
 
→ PALPAÇÃO COM MÃOS SUPERPOSTAS: avaliar pessoas 
obesas ou vencer a contração voluntária ou 
involuntária da parede. 
 
→ PALPAÇÃO MONO OU BIDIGITAL: localizar pontos sensíveis 
na parede, circulação colateral e orifícios com 
hérnias. 
 
→ AVALIAÇÃO DA TEMPERATURA DA PAREDE: palpar com a 
face dorsal dos dedos indicador e médio. 
 
|||||||PALPAÇÃO|SUPERFICIAL|||||| 
1. Mão direita espalmada com movimentos rápidos e 
rotativos. 
2. Avaliar a sensibilidade a palpação. 
3. Observar a presença ou não de hérnias e grau de 
tensão da parede abdominal. 
 
→ Se o paciente relatar dor: a palpação deve começar 
no local mais distante do ponto de dor. 
→ TENSÃO DA PAREDE ABDOMINAL: deslizar as falanges 
distais delicadamente pela parede. 
→ Diferenciar contração voluntária e involuntária: 
distrair o paciente ou pedir para o mesmo deixar as 
coxas fletidas e respirar com a boca semiaberta. 
 
 
 
|||||||||PALPAÇÃO|PROFUNDA|||||||| 
1. Com a mão espalmada, palpar de forma profunda 
todos os quadrantes. 
2. É aconselhável na fase expiratória. 
 
 
 
 
||||||||PALPAÇÃO|DO|FÍGADO|||||||| 
→ Técnica 1 
1. Colocar a mão esquerda na região lombar direita e 
tracionar o fígado para frente. 
2. Colocar a mão direita espalmada sobre a parede 
anterior do abdome. 
3. Pedir para o paciente inspirar. 
4. Tentar sentir com as falanges distais direita a borda 
hepática inferior. 
 
 
 
→ Técnica 2 
1. Examinador à direita do paciente com as costas 
voltadas para o rosto do mesmo. 
2. Colocar as mãos paralelas no hipocôndrio direito com 
as extremidades do dedo fletidos (tipo garra). 
3. Pedir para o paciente inspirar e palpar. 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
|||||||||PALPAÇÃO|DO|BAÇO||||||||| 
→ Técnica 1 
1. Com a mão esquerda tracionar o hipocôndrio 
esquerdo. 
2. Colocar a mão direita abaixo na margem costal 
esquerda. 
3. Pedir para o paciente inspirar. 
4. Comprimir com a mão direita em direção ao 
hipocôndrio esquerdo. 
 
 
 
→ Técnica 2 
1. Paciente em decúbito lateral e com pernas 
ligeiramente fletidas. 
2. Fazer o mesmo procedimento da técnica 1. 
 
|||PALPAÇÃO|DA|VESÍCULA|BILIAR|| 
1. Colocar a superfície palmar da mão direita sobre o 
hipocôndrio direito. 
2. E flexionar os dedos formando garras. 
3. Pedir para o paciente inspirar e palpar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||PALPAÇÃO|DAS|VÍSCERAS|OCAS||| 
1. Executar movimentos de vai e vem no abdômen. 
2. Pode-se palpar a curvatura gástrica, colos 
ascendente, transverso, descendente, ceco e 
sigmoide. 
3. Fazer a manobra de Gersuny. 
 
|||MANOBRAS|E|SINAIS|ESPECIAIS|| 
→ SINAL DE GERSUNY: descompressão brusca. 
 
→ SINAL DE BLUMBERG: descompressão brusca da parede 
abdominal no ponto apendicular → ponto de 
McBurney. 
 Blumberg positivo: dor durante a descompressão, 
possibilidade de apendicite aguda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ SINAL DE MURPHY: durante a inspiração profunda palpar 
a vesícula biliar. 
 
1. Examinador, à direita do paciente em decúbito dorsal, 
2. Colocar a mão esquerda com polegar sob a reborda 
costal direita no nível do músculo reto abdominal. 
3. Sem afrouxar a pressão exercida pela mão palpadora, 
solicitar que o paciente respire profundamente. 
 Murphy positivo: paciente interrompe o 
movimento respiratório, ao mesmo tempo que 
reclama da sensação dolorosa. 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ SINAL DE PSOAS: paciente em decúbitolateral e 
executar uma extensão forçada da coxa que estiver 
por cima. 
 Psoas positivo: caso exista presença de dor. 
Indicativo de irritação do músculo psoas, devido a 
apendicite. 
 
→ SINAL DO OBTURADOR: paciente em decúbito dorsal, 
fazer rotação interna da coxa previamente fletida até 
seu limite máximo. 
 Obturador positivo: dor relatada no hipogástrio é 
sinal de irritação deste músculo. 
 
→ PROTUSÃO FORÇADA DA PAREDE ABDOMINAL: como se 
estivesse forçando para defecar. 
 
→ ORTOSTATISMO: ficar de pé para identificar hérnias. 
 
→ CONTRATURA DE DEFESA. 
 
→ CONTRATURA INVOLUNTÁRIA: musculatura contraída 
sem estímulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||||||ANAMNESE||||||||||||| 
→ Idade 
 Bócios multinodulares ocorrem após os 40 anos. 
 
→ Sexo 
 Mais frequentes em mulheres. 
 
→ Profissão 
 Manipulação de iodo, antissépticos iodados ou 
hormônios tireoideanos. 
 
→ Naturalidade e procedência 
 Regiões precárias onde iodo não é disponibilizado 
no sal e água. 
 
→ Queixa principal 
 “Cansaço”, “nervosismo”, “dispneia e 
palpitações”, “caroço no pescoço”, “papo”. 
 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA|||||||| 
→ Observar o pescoço anterior e lateralmente; 
 Normalmente não é visível. 
 
||||||PALPAÇÃO|SUPERFICIAL|||||| 
→ Alterações da temperatura, da sensibilidade dolorosa 
e presença de frêmito tireoidiano. 
→ Ausculta: 
 Diafragma cuidadosamente sobre a tireoide. 
 ↑ do fluxo sanguíneo pode determinar sopros 
sobre a glândula. 
 Cuidado para não auscultar as artérias carótidas. 
 
|||PALPAÇÃO|PROFUNDA|DO|ISTMO||| 
1. Localizar a posição da cartilagem tireóidea e cricoide. 
2. O istmo da glândula tireoide se situa imediatamente 
abaixo da cartilagem cricoide. 
3. Colocar o polegar direito, horizontalmente, abaixo da 
cartilagem cricoide, 
4. Se perceberá o istmo quando o paciente deglutir. 
5. Apresenta consistência emborrachada e mede cerca 
de 0,5 cm de largura. 
 
→ pacientes idosos com casos de cifose torácica ou 
DPOC: a cartilagem cricoide e a glândula ficam abaixo 
da fossa supraesternal, sendo dificilmente palpada. 
 
 
||||||||PALPAÇÃO|DOS|LOBOS|||||||| 
→ técnica 1: 
1. Examinador à frente do paciente. 
2. Após a identificação do istmo, posicionar os dedos 
polegar e indicador direitos em cada um dos lados da 
traqueia. 
3. Solicitar ao paciente que degluta. 
 Poderá sentir a glândula bilateralmente passando 
pelos dedos. 
4. Colocar os dedos indicador e médio da mão direita 
para palpar o lado esquerdo da glândula. 
 Usar os dedos esquerdos para palpar o lado 
direito da glândula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ técnica 2: 
1. Examinador à direita do paciente. 
2. Colocar o dedo polegar esquerdo deslizando-o para o 
lobo esquerdo da tireoide. 
3. E vice-versa com o lado direito. 
 Deglutição facilita o exame; 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ técnica 3: 
1. Se posicionar atrás do paciente. 
2. Rodear o pescoço do paciente com os polegares fixos 
na nuca e com as pontas dos dedos indicador e médio 
encostando quase na linha mediana. 
3. Pedir para se fletir a cabeça para o lado a ser 
examinado para descontrair o músculo. 
4. Penetrar os dedos indicador e médio na face interna 
do músculo e explorando o lobo da glândula. 
 Deslizando desde a cartilagem tireóidea até o 
sexto anel da traqueia. 
5. Repete-se par ao outro lobo. 
 Deglutição facilita o exame. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
|||||||MATERIAL|NECESSÁRIO||||||| 
→ Luva de procedimento. 
→ Lubrificante (lidocaína gel). 
 
||||||||||POSICIONAMENTO|||||||||| 
→ Genupeitoral. 
→ Litotomia. 
→ Sims. 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||INSPEÇÃO|ESTÁTICA||||||||| 
1. Afastar firmemente as nádegas para a exposição do 
ânus e região perianal. 
2. Observar as características da pele regional – textura, 
coloração, pregueamento, etc. 
 
→ Pode diagnosticar: doença hemorroidária externa, 
manchas ou lesões de pele sugestiva do prurido anal, 
condilomas, plicoma sentinela da fissura anal, 
abscesso, fístula, cicatriz ou deformidade. 
 
||||||||INSPEÇÃO|DINAMICA||||||||| 
1. Fazer logo após a inspeção estática. 
2. Solicitar ao paciente a provocar um esforço 
evacuatório (manobra de Valsalva). 
 
→ Pode diagnosticar: descida ou não de mamilos 
hemorroidários internos e prolapso retal. 
 
 
 
 
|||||||||PALPAÇÃO|PERIANAL|||||||| 
1. Palpar a região perianal. 
2. Procurar presença de local endurecido, tumores 
subcutâneos ou presença de dor. 
 Ocorre na fissura anal e nos processos 
infecciosos. 
 Pode impedir o toque retal. 
 
||||||||||||TOQUE|RETAL|||||||||||| 
1. Explicar o paciente o procedimento. 
2. Lubrificar o 2° dedo da mão dominante. 
3. Com a outra mão abrir a prega glútea. 
4. Introduzir o 2° dedo da mão dominante suavemente, 
prestando atenção ao tônus do esfíncter anal. 
5. Promover a exploração do canal anal. 
6. Observar a textura da mucosa retal, em busca de 
anormalidades (tumores, hemorroidas, pólipos, etc) 
7. Solicitar ao paciente fazer esforço evacuatório. 
 Possibilitar o alcance de lesões altas pela descida 
provocada pela manobra. 
 
|||||||||TOQUE|PROSTÁTICO||||||||| 
1. Fazer o procedimento do toque retal. 
2. Após a introdução do dedo, fazer uma rotação. 
 Direcione a polpa digital para face anterior do reto 
apontando para o umbigo. 
3. Tocar a próstata procurando identificar: 
 Tamanho. 
 Limites. 
 Consistência. 
 Sensibilidade. 
 Superfície. 
 Possíveis nódulos. 
 
4. Retirar os dedos e observar se há presença de sinais 
patológicos (muco, pus, sangue...). 
5. Descartar as luvas usadas em recipiente apropriado 
(lixo com saco plástico branco). 
6. Reacomodar o paciente. 
7. Descrever exame no prontuário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
genupeitoral 
sims 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
To
q
u
e retal 
To
q
u
e pro
stático
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||||||OBJETIVO||||||||||||| 
→ Drenar conteúdo gástrico para descompressão. 
→ Realizar lavagem gástrica e administração de 
medicação/alimento. 
 
|||||||||||||INDICAÇÃO||||||||||||| 
→ Alimentação, hidratação. 
→ Administração de medicamentos em pacientes com 
dificuldade ou impossibilidade de se alimentar. 
→ Descompressão gástrica. 
→ Remoção parcial ou total do conteúdo gástrico. 
→ Proteção contra broncoaspiração. 
 
|||||||||CONTRA-INDICAÇÃO||||||||| 
→ Mal formação e obstrução do septo nasa. 
→ Desconforto respiratório importante. 
→ Mal formação e/ou obstrução mecânica/ cirúrgica do 
trato gastrointestinal. 
→ Neoplasia de esôfago ou estomago. 
 
|||||||MATERIAL|NECESSÁRIO||||||| 
→ Bandeja. 
→ SNG. 
→ Gel hidrossolúvel. 
→ Seringa 20ml. 
→ Gaze. 
→ Estetoscópio. 
→ Toalha. 
→ Luva de procedimento. 
→ Esparadrapo ou fita adesiva hipoalergênica. 
→ Máscara descartável. 
 
|||||||||||||||TÉCNICA|||||||||||||| 
1. Higienizaras mãos. 
2. Reunir todo material na bandeja e levar para próximo 
ao paciente. 
3. Orientar paciente e familiar sobre o procedimento. 
4. Isolar a cama com um biombo, se necessário. 
5. Posicionar o paciente em posição “Fowler” alta, a 
menos que haja contra-indicação. 
 Paciente que não pode ter a cabeceira elevada: 
mantê-lo em decúbito dorsal horizontal, 
lateralizando a cabeça e inclinando-a para frente. 
 
6. Colocar máscara e calçar luvas de procedimento. 
7. Verificar o uso de próteses dentárias móveis, 
solicitando ao paciente para retirá-los. 
8. Avaliar obstrução nasal e/ou desvio de septo. 
9. Higienizar a narina com solução fisiológica, se 
necessário. 
10. Colocar a toalha no tórax (ou papel-toalha). 
11. Medir a sonda da ponta do nariz até o lóbulo da orelha. 
12. A seguir, estender a sonda até o apêndice xifóide. 
13. Acrescentar a medida de dois dedos, marcando com 
fita adesiva. 
14. Lubrificar a sonda utilizando gaze gel hidrossolúvel. 
15. Introduzir na narina do paciente até sentir uma 
pequena resistência, nesse ponto, peça ao paciente 
para fletir ligeiramente a cabeça. 
16. Quando possível, solicitar a colaboração do paciente, 
pedindo para que faça movimentos de deglutição. 
17. Continuar introduzindo a sonda, acompanhando os 
movimentos de deglutição do paciente até o ponto 
pré- marcado. 
18. Testar posicionamento, injetando 20ml de ar com 
seringa de bico. 
19. Auscultar com estetoscópio concomitantemente a 
região epigástrica e/ou aspirar o conteúdo gástrico. 
20. A sonda deverá ser fixada adicionalmente na face, do 
mesmo lado da narina utilizada, com fita adesiva fina. 
21. Manter a sonda fechada ou aberta, conforme a 
indicação da prescrição. 
22. Recolher todo material, deixando o ambiente em 
ordem e encaminhar ao expurgo. 
23. Retirar as luvas de procedimento e a máscara 
descartável. 
24. Higienizar as mãos. 
 
|||||||||||RECOMENDAÇÕES|||||||||| 
→ Orientar paciente ou acompanhante quanto ao volume 
e tempo de infusão. 
 
→ Manter decúbito elevado e comunicar qualquer 
alteração. 
 
→ A sonda deverá ser testada sempre antes da 
administração da dieta. 
 
→ Após a administração da dieta, manter a sonda limpa 
e permeável. 
 
→ Sinais de asfixia como cianose, acesso de tosse e 
dispnéia → indicativos de que a sonda está sendo 
direcionada para o trato respiratório, neste caso, 
retirar a sonda imediatamente. 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
→ A higiene nasal e oral deverá ser rigorosa em paciente 
com SNG para evitar complicações como parotidites. 
 
→ Em caso de perda ou deslocamento da sonda em 
pacientes de pós operatório de cirurgias de esôfago e 
estômago a sonda não pode ser repassada nem 
mesmo reintroduzida sem avaliação médica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
1. Lavar as mãos. 
2. Posicionar a criança deitada no berço ou sentada no colo da mãe. 
3. Colocar a fita métrica passando pelas partes mais salientes da região frontal (acima das sobrancelhas) e 
occipital (a fita deverá estar ligeiramente folgada). 
4. Anotar o valor obtido em centímetros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||PESAGEM|||||||||||||| 
1. Identificar os componentes de uma balança 
pediátrica mecânica: prato da balança, cursor maior e 
menor, calibrador, agulha do braço, trava, fiel. 
 
2. Destravar a balança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. Verificar se a balança está calibrada. 
 A agulha do braço e o fiel devem estar na mesma 
linha horizontal. 
 Caso contrário, calibrá-la, girando lentamente o 
calibrador. 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
4. Após constatar que a balança está calibrada, ela deve 
ser travada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Despir a criança com o auxílio da mãe ou da pessoa 
que a trouxe à consulta. 
6. Colocar a criança sentada ou deitada no centro do 
prato, de modo a distribuir o peso igualmente. 
7. Destravar a balança mantendo a criança parada o 
máximo possível nessa posição. 
8. Orientar a mãe ou responsável a manter-se próximo, 
sem tocar na criança e no equipamento. 
9. Mover o cursor maior sobre a escala numérica para 
marcar os quilos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. Depois mover o cursor menor para marcar os gramas. 
 
 
 
 
 
 
11. Esperar até que a agulha do braço e o fiel estejam 
nivelados. 
12. Travar a balança novamente para evitar o desgaste da 
mesma. 
13. Realizar a leitura de frente para o equipamento com os 
olhos no mesmo nível da escala a fim de visualizar 
melhor os valores apontados pelos cursores. 
14. Retirar a criança e retornar os cursores ao zero na 
escala numérica. 
 
 
 
→ Balança pediátrica digital. 
1. Conectar a balança à rede elétrica. 
2. Acionar a chave liga/desliga localizada na parte 
dianteira da mesma. 
3. Aguardar a contagem regressiva no visor e verificar 
se todos os dígitos acendem por completo. 
4. Terminada a contagem, deverá aparecer zero no visor. 
5. Pode ser realizada a colocação de proteção no prato 
da balança para maior conforto da criança, com o 
cuidado de “zerar” mesma após isso. 
6. Colocar a criança sentada ou deitada no centro do 
prato, de modo a distribuir o peso igualmente. 
 
 
 
 
 
7. Orientar a mãe ou responsável a manter-se próximo, 
sem tocar na criança e no equipamento. 
8. Realizar a leitura demonstrada no visor da balança e 
anotar no prontuário do paciente. 
9. Desligar a balança. 
 
||||||MEDIDA|DE|COMPRIMENTO|||||| 
1. Deitar a criança no centro do antropômetro, descalça 
e com a cabeça livre de adereços. 
 
2. Manter a posição com a ajuda da mãe/responsável: 
 A cabeça apoiada firmemente contra a parte fixa 
do equipamento, com o pescoço reto e o queixo 
afastado do peito. 
 Os ombros totalmente em contato com a 
superfície de apoio do antropômetro. 
 Os braços estendidos ao longo do corpo. 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 As nádegas e os calcanhares da criança em pleno 
contato com a superfície que apoia o 
antropômetro. 
 
 
 
 
3. Pressionar, cuidadosamente, os joelhos da criança 
para baixo, com uma das mãos, de modo que eles 
fiquem estendidos. 
4. Juntar os pés, fazendo um ângulo reto com as pernas. 
5. Levar a parte móvel do equipamento até as plantas 
dos pés, com cuidado para que não se mexam. 
 
 
 
 
6. Realizar a leitura do comprimento quando estiver 
seguro de que a criança não se moveu da posição 
indicada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||PESAGEM|||||||||||||| 
1. Identificar os componentes de uma balança mecânica: 
cursor maior e menor, calibrador, agulha do braço, 
trava, fiel. 
 
2. Destravar a balança e verificar se a balança está 
calibrada. 
 A agulha do braço e o fiel devem estar na mesma 
linha horizontal. 
 Caso contrário, calibrá-la, girando lentamente o 
calibrador. 
 
3. Após a calibração da balança, ela deve ser travada. 
4. Após isso, o paciente subirá na plataforma para ser 
pesado. 
5. Posiciona-lo de costas para a balança, descalço, com 
roupa leve, sem objetos nos bolsos e no centro do 
equipamento, ereto, com os pés juntos e os braços 
estendidosao longo do corpo. 
6. Mantê-lo parado nessa posição. 
7. Destravar a balança e mover o cursor maior sobre a 
escala numérica, para marcar os quilos. 
8. Depois mover o cursor menor para marcar os gramas. 
9. Esperar até que a agulha do braço e o fiel estejam 
nivelados. 
10. Realizar a leitura de frente para o equipamento. 
11. Travar novamente a balança antes que a pessoa que 
está sendo pesada desça da mesma. 
12. Retornar os cursores ao zero na escala numérica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||MEDIDA|DA|ALTURA||||||||| 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Posicionar o paciente descalço e 
com a cabeça livre de adereços, no 
centro do equipamento. 
2. Mantê-lo de pé, ereto, com os 
braços estendidos ao longo do corpo, 
com a cabeça erguida, olhando para um 
ponto fixo na altura dos olhos. 
3. Colocar os calcanhares, ombros 
e nádegas em contato com o 
antropômetro/parede. 
 
 
 
111 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
4. Os maléolos mediais 
devem se tocar, bem como a 
parte medial de ambos os 
joelhos. 
5. Unir os pés, fazendo um 
ângulo reto com as pernas. 
 
 
 
6. Abaixar a parte móvel 
do equipamento, fixando-a 
contra a cabeça, com pressão 
suficiente para comprimir o 
cabelo. 
7. Retirar o paciente, 
quando tiver certeza de que o 
mesmo não se moveu. 
 
8. Realizar a leitura da estatura, sem soltar a parte móvel 
do equipamento. 
 
||||||MEDIDA|DA|ENVERGADURA|||||| 
→ Material: fita métrica graduada em centímetros, fixada 
em uma parede lisa. 
 
1. A envergadura é medida com as costas contra a 
parede, mas se isso causar dificuldades, o paciente 
pode ser virado e ficar com os dedos do pé e torso 
contra a parede. 
2. Os braços devem estar supinados e mãos espalmadas 
com os dedos unidos. 
3. A medida será feita com o avaliado em apneia 
inspiratória. 
4. Realizar a leitura de frente para o equipamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MEDIDA|CIRCUNFERENCIA|ABDOMINAL 
1. Paciente deve estar de pé, ereto, abdômen relaxado, 
braços estendidos ao longo do corpo. 
 Pés preferencialmente separados por uma 
distância de 25-30 cm. 
2. A roupa deve ser afastada, de forma que a região da 
cintura fique despida. 
 A medida não deve ser feita sobre a roupa ou 
cinto. 
3. O profissional deve estar de frente para a pessoa. 
4. Marcar um ponto no meio entre a costela mais baixa e 
a crista ilíaca. 
5. Colocar a fita métrica ao redor da cintura. 
6. Medir a circunferência da cintura enquanto o 
paciente está expirando, com abdome relaxado. 
 
 
 
 
7. Registrar a medição. 
 A leitura deve ser feita pela parte externa da fita 
(maior medida). 
8. Verificar se a fita está no mesmo nível em todas as 
partes da cintura → não deve ficar larga, nem apertada. 
9. Pedir à pessoa que inspire e, em seguida, que expire 
totalmente. 
10. Realizar a leitura imediatamente antes que a pessoa 
inspire novamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
Fácies hipocrática 
→ Olhos fundos, parados e inexpressivos, nariz afilado e lábios 
adelgaçados. Palidez cutânea e uma discreta cianose labial 
completam a fácies hipocrática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies renal 
→ Edema que predomina ao redor dos olhos, palidez cutânea. É 
observada nas doenças renais, particularmente na síndrome 
nefrótica e na glomerulonefrite aguda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fácies leonina 
→ Pele espessa, presença de lepromas, supercílios caídos, o nariz 
se espessa e se alarga, lábios grossos e proeminentes, 
bochechas e o mento deformados por nódulos. Típico de 
paciente acometidos pela Hanseníase. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies adenoidiana 
→ Nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta. Aparece 
nos indivíduos com hipertrofia das adenoides. 
 
 
 
Fácies parkinsoniana 
→ Cabeça inclinada um pouco para frente e permanece imóvel 
nesta posição, olhar fixo, supercílios elevados e a fronte 
enrugada (expressão de espanto). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies basedowiana: 
→ Olhos são salientes (exoftalmia) e brilhantes, destacando-se 
sobremaneira no rosto magro, presença do bócio. Indica 
hipertireoidismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
Fácies mixedematosa 
→ Rosto arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, 
espessada e com acentuação de seus sulcos, pálpebras 
infiltradas e enrugadas. Típica de hipotireoidismo ou mixedema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies acromegálica 
→ Saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência das 
maçãs do rosto e maior desenvolvimento do maxilar inferior, 
além do aumento do tamanho do nariz, lábios e orelhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies cushingoide ou de lua cheia 
→ Arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais, 
aparecimento de acne. Típica de síndrome de Cushing e em 
pacientes que fazem uso prolongado de corticosteroides. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies pseudobulbar 
→ Súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, que levam o 
paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico à 
fácies. Aparece geralmente na paralisia pseudobulbar 
 
Fácies da paralisia facial periférica 
→ Assimetria da face, com impossibilidade de fechar as 
pálpebras, além de repuxamento da boca para o lado são e 
apagamento do sulco nasolabial. 
Fácies mongoloide 
→ Prega cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos, distantes 
um do outro, rosto redondo, boca quase sempre entreaberta e 
uma expressão fisionômica de pouca inteligência ou mesmo de 
completa idiotia. Típica da síndrome de Down. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Fácies de depressão 
→ Cabisbaixo, olhos com pouco brilho e fixos em um ponto 
distante, olhar permanece voltado para o chão, canto da boca 
se rebaixa. É observada nos transtornos depressivos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fácies esclerodérmica ou de múmia 
→ Imobilidade facial, pele apergaminhada, endurecida e aderente 
aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afinamento 
do nariz e imobilização das pálpebras. A fisionomia é 
inexpressiva, parada e imutável. 
 
Fácies do deficiente mental 
→ Traços faciais apagados e grosseiros, boca constantemente 
entreaberta, hipertelorismo e estrabismo. 
→ Olhar é desprovido de objetivo, e os olhos se movimentam sem 
se fixarem em nada, traduzindo um constante alheamento ao 
meio ambiente. É comum que tais pacientes tenham sempre 
nos lábios um meio sorriso sem motivação e que se acentua em 
resposta a qualquer solicitação. Acompanha tudo isso uma voz 
grave percebida por um falar de meias palavras, às vezes 
substituído por um simples ronronar. 
 
 
Fácies etílica 
→ Olhos avermelhados e certa ruborização da face. O hálito 
etílico, a voz pastosa e um sorriso meio indefinido completam a 
fácies etílica. 
 
Fácies miastênica ou fácies de Hutchinson 
→ Ptose palpebral bilateral que obriga o paciente a franzir a testa 
e levantar a cabeça. Típica da miastenia grave. 
 
 
115 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
Atitude ortopneica 
→ Posição para aliviar a falta de ar decorrente de insuficiência 
cardíaca, asma brônquica ou ascite volumosa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GENUPEITORAL 
→ Facilita o enchimento do coração nos casos de derrame 
pericárdico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSIÇÃO DE CÓCORAS 
→ Observada em crianças com cardiopatia congênita 
cianótica (tetralogia de Fallot, por exemplo). Proporciona alívio 
da hipoxia generalizada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSTURA PARKINSONIANA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Decúbito lateral 
→ Costuma ser adotadaquando há uma dor de origem pleurítica. 
Ele se deita sobre o lado da dor. 
 
Decúbito dorsal 
→ É observado nos processos inflamatórios pelviperitoneais. 
 
Decúbito ventral 
→ Comum nos portadores de cólica intestinal. 
 
 
ORTÓTONO 
→ Todo o tronco e os membros estão rígidos, sem se curvarem 
para qualquer posição. 
 
OPISTÓTONO 
→ Contratura da musculatura lombar, sendo observada nos casos 
de tétano e meningite. O corpo emborca-se como um arco. 
 
EMPROSTÓTONO 
→ Observado no tétano, na meningite e na raiva, sendo o contrário 
do opistótono, ou seja, o corpo do paciente forma uma 
concavidade voltada para diante. 
 
PLEUROSTÓTONO 
→ Observado no tétano, na meningite e na raiva. O corpo se curva 
lateralmente. 
 
POSIÇÃO EM GATILHO 
→ Encontrada na irritação meníngea, caracteriza-se pela 
hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e 
encurvamento do tronco com concavidade para diante. 
 
 
 
 
 
 
Decúbito dorsal 
Decúbito ventral 
Decúbito lateral 
 
116 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
Marcha hemiplégica 
→ Típica de acidente vascular encefálico (AVE). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha atáxica 
→ Típica de esclerose múltipla, ataxia de Friedreich, 
polineuropatia periférica, lesões cerebelares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha parkinsoniana 
→ Típica de doença de Parkinson, esclerose múltipla. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha espástica ou em tesoura. 
→ Típica de esclerose múltipla, encefalopatia crônica da infância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha tabética ou talonante. 
→ Típica de neurossífilis e polineuropatia periférica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha anserina. 
→ Típica de distrofia muscular, paciente dá o passo o quadril 
oposto cai. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
Marcha claudicante 
→ Típica de afecções articulares, musculares ou ósseas que se 
acompanham de dor. 
→ Paciente fica com uma perna com movimentação normal, 
enquanto a outra toca com menos força no chão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha artrogênica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marcha escarvante 
→ Típica de lesão dos nervos fibular comum. 
→ Marcha do pé caído, não fazem dorsiflexão do pé. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
Eritrose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cianose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Icterícia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Albinismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pele hiperelástica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cicatriz atrófica 
 
 
 
 
 
 
Cicatriz hipertrófica 
 
 
 
 
 
 
Pele hipercrômica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pele hipocrômica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Edema 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
Circulação colateral tipo porta 
→ Tipo “cabeça de Medusa”: concentra na região umbilical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Circulação colateral tipo cava superior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Circulação colateral tipo cava inferior 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brevilíneo Mediolíneo longilíneo 
Obesidade central ou androide 
Configura a forma de maçã ao corpo, 
com gordura concentrada na região 
do tórax e do abdome. É mais comum 
em homens. 
Obesidade periférica ou ginecóide 
Mais frequente em mulheres, o 
acúmulo de gordura predomina nos 
quadris e coxas. O corpo lembra o 
formato de uma pera. 
 
121 
 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||ERITEMA|||||||||||||| 
→ Mancha vermelha por vasodilatação, desaparece pelo dígito ou 
vitropressão. Aparece na pele. 
 
 
||||||||||||||ENANTEMA||||||||||||| 
→ Eritema em mucosa. 
→ Patologias: esofagite erosiva e a gastrite enantematosa. 
 
 
||||||||||||||EXANTEMA||||||||||||| 
→ Eritema disseminado, agudo e efêmero, que pode ser: 
Morbiliforme ou rubeoliforme: quando há áreas de manchas 
entremeadas com pele sã. 
Escarlatiniforme: quando é difuso e uniforme. 
→ Patologias: sarampo, rubéola, escarlatina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||PÚRPURA|||||||||||||| 
→ Patologias: púrpura senil, coagulopatias, púrpura de Henoch-
Schonlein. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||MACHAS|HIPOCRÔMICAS||||||| 
→ Patologias: vitiligo, pitiríase alba, hanseníase. 
 
 
|||||||MACHAS|HIPERCRÔMICAS|||||| 
→ Patologias: pelagra, melasma ou cloasma, manchas 
hipercrômicas dos processos de cicatrização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||TELANGIECTASIA|||||||||| 
→ Patologias: rosácea, angioma aracneiforme, carcinoma 
basocelular, varizes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||PÁPULA||||||||||||||| 
→ Menor que 1 cm em tamanho, por processo patológico 
epidérmico, dérmico ou misto. 
→ Patologias: leishmaniose, verruga, erupções 
medicamentosas, acne. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||NODULO||||||||||||||| 
→ Circunscrita, saliente ou não, de 1 a 3 cm em tamanho. O 
processo patológico localiza-se na epiderme e derme e/ou 
hipoderme. 
→ Patologias: furúnculo, eritema nodoso, hanseníase, cistos, 
sífilis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||NODOSIDADE|OU|TUMOR|||||| 
→ Circunscrita, saliente ou não, maior que 3 cm. O termo tumor é 
usado, preferentemente, para neoplasia. 
→ Patologias: melanomas e carcinomas (basocelular). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||||||GOMA|||||||||||||||| 
→ Nódulo ou nodosidade que se liquefaz na porção central e pode 
ulcerar, eliminando material necrótico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||VEGETAÇÃO||||||||||||| 
→ Aspecto de couve-flor, branco-avermelhada, que sangra 
facilmente por papilomatose e acantose. 
→ Patologias: candidíase pseudomembranosa, papiloma vírus, 
blastomicose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||VERRUCOSIDADE|||||||||| 
→ Superfície dura, inelástica e amarelada, por hiperqueratose. 
→ Patologias: papilomaviroses. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
||||||||||||||||URTICA|||||||||||||| 
→ Elevação efêmera, irregular na forma e extensão, de cor 
variável – do branco-róseo ao vermelho – e pruriginosa. O 
tamanho pode variar de milímetros a vários centímetros. 
 
||||||||||||||||PLACA||||||||||||||| 
→ Área da pele elevada com mais de 2 cm de diâmetro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||||||VESICULAS|||||||||||| 
→ 1 cm de tamanho, contendo líquido claro. 
→ Patologias: varicela, herpes-zóster, queimaduras, eczema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||||||BOLHAS|||||||||||||| 
→ Contem líquido claro, maior que 1 cm. 
→ Patologias: queimaduras, pênfigo foliáceo, piodermites, 
alergias medicamentosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||||PUSTULAS||||||||||||| 
→ Elevação deaté 1 cm de tamanho, contendo pus. 
→ Patologias: foliculite, na acne vulgar, rosácea, psoríase 
pustular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||||ABSCESSO||||||||||||| 
→ Tamanho variável, proeminente ou não, por líquido purulento na 
pele ou nos tecidos subjacentes. 
→ Há calor, dor e flutuação e, eventualmente, rubor. 
 
 
 
 
||||||||||||||HEMATOMA||||||||||||| 
→ Derrame de sangue na pele ou nos tecidos subjacentes. 
Apresenta cor vermelha inicial que, posteriormente, torna-se 
arroxeada e verde-amarelada. 
→ Patologias: traumas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
||||||||||||||QUERATOSE|||||||||||| 
→ Consistência endurecida e coloração esbranquiçada, 
amarelada ou pardacenta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||LIQUENIFICAÇAO|||||||||| 
→ Acentuação dos sulcos cutâneos, assumindo aspecto 
quadriculado, decorrente do ato de coçar persistentemente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
||||||||||||INFILTRAÇAO|||||||||||| 
→ Patologias: hanseníase virchowiana, psoríase, linfoma 
cutâneo primário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||ATROFIA|||||||||||||| 
→ Adelgaçamento da pele decorrente de redução dos elementos 
constituintes dos tecidos normais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||ULCERA||||||||||||||| 
→ Patologias: úlcera crônica, lesões malignas da pele, 
leishmaniose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||ESCARA||||||||||||||| 
→ Patologias: escara de decúbito, herpes simples, 
leishmaniose tegumentar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
|||||||||||||||EROSAO||||||||||||||| 
→ Usualmente, é secundária à ruptura de bolha intraepidérmica, 
em cujo assoalho há exsudato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||CROSTA||||||||||||||| 
→ Massa de exsudato ou concreção formada em área de perda 
tecidual. 
→ Patologias: fase final dos processos de cicatrização, pênfigo 
foliáceo, dermatites 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||FISSURA|||||||||||||| 
→ Fenda linear, estreita e profunda, de paredes bem definidas. 
→ Patologias: intertrigo, eczemas crônicos, pé-de-atleta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||FISTULA|||||||||||||| 
→ Patologias: fístula anal, fístulas biliares, fístulas 
arteriovenosas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
|||||||||||||||SIMPLES||||||||||||||| 
→ Duração do procedimento: 40 a 60 segundos. 
 
 
 
 
 
||||||||||||ANTISSÉPTICA|||||||||||| 
→ Duração do procedimento: 40 a 60 segundos. 
→ Substitui-se o sabão por um antisséptico. 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Júlia Legatti E Isadora Scheer – 2021 - UNIPAM 
 
 
 
|||||||||||||ALCOOLICA||||||||||||| 
→ Duração do procedimento: 40 a 60 segundos.

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