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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
BACHARELADO EM DIREITO – MATUTINO
DIREITO PENAL I 
 
DOS DELITOS E DAS PENAS - LIVRO DOS DELITOS E DAS PENAS E TEXTO SOBRE CESARE BECCARIA
DOCENTE:  KEITY MARA FERREIRA 
DISCENTE: CARLOS DANIEL M. DA SILVA
Natal-2019
UFRN
PRINCIPIO DA PROPORCIONALIDADE: 
Capítulo IV. 
“Em cada crime, o juiz deverá estruturar um silogismo perfeito; ª maior deve ser a lei geral; a menor, a ação, conforme ou não à lei: a consequência, a liberdade ou a pena. Quando o juiz for coagido, ou quiser formular somente dois silogismos, a porta à incerteza estará aberta.”
Capítulo VI. 
“Dada a necessidade da reunião dos homens, por causa dos pactos que, necessariamente, resultam da própria oposição dos interesses privados, forma-se uma escala de desordens, das quais o primeiro grau consiste naquelas que destroem imediatamente a sociedade, e, o último, na mínima injustiça possível, feita a seus membros privados. Entre esses dois extremos encontram-se todas as ações opostas ao bem comum, chamadas delitos, que vão decrescendo, por graus insensíveis, do mais grave ao mais leve. Se a geometria fosse adaptável às infinitas e obscuras combinações das ações humanas, deveria existir uma escala paralela de penas, descendo da mais forte para a mais fraca, mas bastará ao sábio legislador assinalar os pontos principais, sem alterar-lhes a ordem, não cominando, para os delitos de primeiro grau, as penas do último. Se existisse escala precisa e universal de penas e delitos, teríamos medida provável e comum dos graus de tirania e de liberdade, do fundo de humanidade ou de malícia das diversas nações.”
PRINCIPIO DA LEGALIDADE:
Capítulo II.
“Toda pena, que não derive da absoluta necessidade, diz o grande Montesquieu, é tirânica, proposição esta que pode ser assim generalizada: todo ato de autoridade de homem para homem que não derive da absoluta necessidade é tirânico. Eis, então, sobre o que se funda o direito do soberano de punir os delitos: sobre a necessidade de defender o depósito da salvação pública das usurpações particulares. Tanto mais justas são as penas quanto mais sagrada e inviolável é a segurança e maior a liberdade que o soberano dá aos súditos.”
Capítulo III. 
“A primeira consequência destes princípios é que só as leis podem determinar as penas fixadas para os crimes, e esta autoridade somente pode residir no legislador, que representa toda a sociedade unida por um contrato social. Nenhum magistrado (que é parte da sociedade) pode, com justiça, aplicar pena a outro membro dessa mesma sociedade, pena essa superior ao limite fixado pelas leis, que é a pena justa acrescida de outra pena. Portanto, o magistrado não pode, sob qualquer pretexto de zelo ou de bem comum, aumentar a pena estabelecida para um delinquente cidadão.”
PRINCIPIO DA RESPONSABILIDADE PESSOAL: 
Capítulo VII.
“As precedentes reflexões dão-me o direito de afirmar que a única e verdadeira medida do delito é o dano causado à nação, errando, assim, os que pensavam que a verdadeira medida do delito era a intenção de quem o comete. Esta depende da impressão atual dos objetos e da precedente disposição do espírito. Elas variam de homem para homem, e, em cada homem, com a velocíssima sucessão das ideias, das paixões e das circunstâncias.”
Capítulo XXXII.
Suicídio é crime que parece não poder admitir pena, propriamente dita, pois ela só poderia incidir sobre inocentes, ou sobre o corpo frio e insensível. Se, neste último caso, a pena não há de impressionar os vivos mais do que o chicotear uma estátua, no primeiro caso, ela é injusta e tirânica, porque a liberdade política dos homens supõe necessariamente que as penas sejam estritamente pessoais
Capítulo XXXIV. 
“A boa-fé nos contratos e a segurança do comércio levam o legislador a assegurar aos credores as pessoas dos devedores falidos, mas julgo importante distinguir o falido doloso do falido inocente. O primeiro deveria ser punido com a mesma pena cominada aos falsários de moedas, pois falsificar peça de metal cunhado, penhor das obrigações do cidadão não é crime maior do que o de falsificar as próprias obrigações: mas o falido inocente, aquele que, após rigoroso exame, prova diante do juiz que a malícia ou a desgraça alheia ou vicissitudes inevitáveis da humana prudência o despojaram dos bens, deverá ser atirado à prisão e privado do único e triste bem que lhe resta - a nua e crua liberdade? Por que deverá ele experimentar as angústias dos culpados e com o desespero de sua probidade oprimida arrepender-se, quem sabe, da tranquila inocência em que vivia sob a tutela das leis que não estava em seu poder poupar do dano? Leis ditadas pela avidez dos poderosos e suportadas pelos fracos graças à esperança que sempre reluz no ânimo humano, fazendo-nos acreditar que as vicissitudes adversas são para os outros e as vantajosas para nós? Abandonados a seus sentimentos os mais óbvios, os homens amam as leis cruéis, embora sujeito a elas. Seria do interesse de cada um que elas fossem moderadas, porque maior é o temor de ser ofendido do que a vontade de ofender.”

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