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Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
Manual de Ectoscopia 
Sumário 
Condições para a realização do exame físico 
 INTRODUÇÃO: Ao mesmo tempo que a maioria dos pacientes deseja ser examinada com atenção, o 
momento do exame físico pode despertar ansiedade na maior parte deles, seja pelo receio de 
desconforto durante o exame, seja pelo medo de que alguma anormalidade grave seja detectada. 
 Os pacientes se sentem vulneráveis quando expostos fisicamente. 
 Ter em mente essas questões e poder refletir sobre elas ajuda o médico em sua conduta, seja 
criando condições adequadas ao exame físico, seja explicando ao paciente o que será realizado, 
tranquilizando-o e aguardando que o paciente se coloque na posição adequada, e ajudando-o 
quando necessário. 
 PREPARAÇÃO DO AMBIENTE 
 Condições de privacidade, silêncio, iluminação e conforto sejam garantidas para o paciente e para o 
médico. 
 Fechar a porta e as cortinas ou biombos nas enfermarias 
 Deve-se sempre resguardar o paciente com um avental ou lençol, para examinar cada segmento do 
corpo, visualizando uma região do corpo de cada vez. 
 Além disso, fatores ambientais podem alterar o alcance e a confiabilidade dos achados clínicos. 
 Silêncio 
 Ruídos atrapalham a concentração do examinador e diminuem a capacidade de auscultar os sons 
cardíacos e pulmonares. 
 Deve-se evitar realizar o exame com televisão ligada e/ou pessoas conversando, pois podem 
causar distração. 
 Se o exame físico estiver sendo realizado em enfermaria com vários leitos, solicita-se gentilmente 
a colaboração das outras pessoas que estão no recinto. 
 Iluminação 
 A luz, tanto natural como artificial, deve ser adequada para que as cores, a textura e a mobilidade 
possam ser avaliadas sem sombras ou distorções. 
 A projeção de luz nas superfícies corporais ajuda a evidenciar melhor os contornos e as elevações 
ou depressões, estejam em movimento ou não. 
 Luz tangencial: facilitará a visualização da pulsação da veia jugular. 
 Luz perpendicular à superfície ou difusa: reduz as sombras e deixa-se de perceber ondulações 
sutis percorrendo a superfície. 
 Conforto 
 O médico e o estudante de medicina devem sempre estar atentos ao conforto físico do paciente e 
ajustar a inclinação da cama para obter uma posição mais confortável. 
 Adotar uma posição confortável, pois posições incômodas alteram a percepção de detalhes sutis do 
exame, prejudicando sua qualidade. 
 
 
Dados Vitais 
 VITAL: em virtude de sua importância. 
 Compreendem o exame do pulso, frequência cardíaca, pressão arterial sistêmica, frequência 
respiratória e temperatura (axilar, retal e oral). 
PULSO 
 Palpar diversos pulsos arteriais: artérias temporal superficial, carotídeo, radial, ulnar, braquial, 
femoral, poplíteo, tibial posterior e dorsal do pé. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
 Características: 
 Parede arterial: pode ser endurecida como 
traqueia de passarinho em pacientes com 
ateroesclerose que acomete a camada média; 
 Frequência cardíaca: 60 a 100 bpm 
 Menor que 60: bradicárdico 
 Maior que 100: taquicárdico 
 Procedimento: deve-se contar em um minuto. 
 Contar em 15 segundos e multiplicar por 4 não deve ser empregada, pois origina erros; 
 Ritmo: regular ou irregular. 
 Tipos: Regularmente irregular (e.g. bigeminismo, trigeminismo). irregularmente irregular (e.g. 
fibrilação atrial); arritmias fugazes (e.g. extrassístoles ocasionais); 
 Amplitude ou magnitude: baixa amplitude, pulso parvus (e.g. pacientes com estenose aórtica, choque 
ou outros estados de baixo débito) 
 Amplitude aumentada: pulso célere (e.g. insuficiência aórtica); 
 Tensão ou dureza: pode ser duro; 
 Comparar sempre que possível com a artéria homóloga: observar desigualdades em tempo e 
amplitude. 
PRESSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
 Incluída na prática médica há cerca de 100 anos. 
 Formas de mensuração: 
 Forma direta: (através da cateterização de uma artéria) 
 Forma indireta: (através de esfigmomanômetro) 
 Método palpatório (Riva-Gouche), auscultatório (sons de Korotkoff) ou oscilométrico (aparelhos 
automáticos). 
Etapas do método auscultatório: 
1. O paciente deverá estar confortável, em repouso por pelo menos 5 minutos, e sem fumar há 30 
minutos 
2. Localizar o pulso da artéria braquial 
3. Colocar o manguito justo, nem apertado, nem frouxo, sob a artéria braquial 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
4. Palpar o pulso da artéria radial 
5. Insuflar de 10-10 mmHg até o pulso desaparecer 
6. Desinsuflar o manguito na velocidade de 2-4 mmHg/segundo até voltar a sentir o pulso radial – 
está é a pressão arterial sistólica mensurada pela palpação 
7. Aguardar um minuto 
8. Insuflar o manguito 20-30 mmHg acima da pressão verificada à palpação e colocar o estetoscópio 
sobre a artéria braquial e auscultar os sons de Korotkoff, desinsuflando o manguito 2-4 
mmHg/segundo. 
9. O primeiro som audível será a pressão sistólica. O último marcará a pressão diastólica. Deve-se 
auscultar até o zero. 
Sons de Korotkoff: 5 fases 
1ª fase (K1) Se inicia com pulsações fracas (marcador da pressão arterial sistólica) 
2ª fase (K2) Manutenção das pulsações fracas com a presença de sons sibilantes 
3ª fase (K3) Pulsações mais fortes com o desaparecimento dos sons sibilantes 
4ª fase (K4) Abafamento das pulsações 
5ª fase (K5) Interrupção completa do som (marcador da pressão arterial diastólica) 
 
Segunda fase, em pacientes com hipertensão arterial, idosos ou com estenose aórtica, o sopro 
característico pode desaparecer, dando origem ao hiato ou buraco auscultatório. 
 Para evitar erros na mensuração da pressão arterial sempre é necessário palpar o pulso radial 
enquanto insuflamos o manguito. 
 Insuflação do manguito foi acima da pressão arterial sistólica 
 Verdadeira pressão arterial sistólica: situa-se na transição entre as 3ª e 4ª fases, em que ocorre 
abafamento dos sons (nem sempre perceptível), denominado de 1ª diastólica e o desaparecimento 
dos sons (transição entre a 4ª e 5ª fases), denominado de 2ª diastólica. 
 Se é possível perceber essa transição deve-se anotar as duas pressões diastólica (p. ex.: 120/90/80 
mmHg). 
 Para diagnóstico e acompanhamento de pacientes hipertensos, foi convencionado que a pressão 
diastólica é anotada quando os sons de Korotkoff desaparecem. 
 Em alguns pacientes, é difícil auscultar os sons de Korotkoff. 
 Nesses casos, podemos empregar a tríplice manobra para melhorar a ausculta. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
 1. Eleva-se o membro onde se encontra o aparelho de pressão no intuito de se aumentar o retorno 
venoso. 
 2. Insufla-se rapidamente o manguito acima da pressão arterial sistólica (já verificada anteriormente) 
 3. Coloca-se o braço na posição normal e pede-se ao paciente para abrir e fechar a mão com força 
cinco vezes. Depois, a mão fica aberta e relaxada e ausculta-se normalmente. 
 Com essa tríplice manobra, conseguimos aumentar o volume dos sons de Korotkoff sem alterar os 
valores da pressão arterial medida. 
 Não existe um valor fixo para a pressão 
arterial de um determinado indivíduo. 
 A pressão varia conforme a posição do 
paciente, estado emocional, horário do dia 
(ciclo circadiano), presença do médico (a 
própria indumentária do médico pode elevar a 
pressão em alguns indivíduos – denominada 
de hipertensão do jaleco branco), etc. 
 Valores acima de 140/90 mmHg, persistentemente, podem indicar hipertensão arterial. 
 Necessário a mensuração repetida da pressão arterial fora do ambiente hospitalar ou do consultório 
médico. 
 A monitoração ambulatorial da pressão arterial (MAPA) pode ser utilizada para esse fim. 
 Primeira visita, deve-se mensurara pressão arterial nas posições sentada, deitada e em pé, nos 
lados direito e esquerdo. 
 Pode haver uma variação pequena (< 10 mmHg) entre um lado e outro). 
 Outro aspecto negligenciado por muitos é a proporção entre a largura do manguito e a circunferência 
do braço do paciente. 
 Idealmente, o profissional deveria dispor de manguitos de diferentes tamanhos. 
 Como isso não é habitual, deve-se recorrer à tabela de correção como abaixo. 
 Sem a correção, as pessoas obesas apresentarão pressões (falsamente) mais elevadas enquanto 
que as magras apresentarão pressões (falsamente) mais baixas. 
 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
 
 
 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 
Em estado normal, observamos dois tipos respiratórios: o toracoabdominal e o costal superior. 
TOROCOABDOMINAL: próprio do sexo masculino, 
COSTAL SUPERIOR: é mais visto em mulheres. 
Nos pacientes adultos, a frequência respiratória normal se situa entre 12 e 20 incursões 
respiratórias por minuto (irpm). 
É fundamental que o paciente não perceba que você está mensurando a frequência respiratória. 
Para que isso não ocorra, deve-se medi-la enquanto estamos tomando o pulso do paciente. 
Assim, ele não percebe que em vez de pulso você está mensurando a respiração. 
BRADIPNEIA: Quando a frequência é menor que 12 irpm 
TAQUIPNEIA: quando acima de 20 irpm 
Os termos que definem as alterações respiratórias e os tipos especiais de respiração são enunciados 
no capítulo sobre exame do aparelho respiratório. 
TEMPERATURA: 
A temperatura é mensurada com o termômetro clínico com bulbo de mercúrio. 
Pode ser medida a temperatura na axila, na boca ou no reto. 
A temperatura normal oscila entre 35,8°C a 37°C na axila, até 37,4°C na boca e até 37,8°C no reto. 
Assim, a temperatura tomada na boca (debaixo da língua) é cerca de 3-4 décimos acima da axilar. 
Termômetro deve ficar pelo menos 3 minutos e não mais que 5 minutos para a adequada mensuração 
da temperatura. 
Normalmente, as temperaturas aferidas na segunda metade da noite e pela manhã são mais baixas 
que durante a tarde e a primeira metade da noite. 
Sinal de Lennander (dissociação axilo-retal) é a diferença entre as temperaturas axilar e retal acima 
de 1°C, significando inflamação pélvica/intra-abdominal. 
Termometria clínica, outrora muito valorizada, atualmente tem pouco valor devido ao uso 
indiscriminado de antitérmicos. São descritos os seguintes pardrões: 
Febre contínua – hipertermia com variação de até 1°C sem, contudo, voltar a níveis normais. 
Febre Remitente – hipertermia com variações de mais de 1°C sem, contudo, apresentar períodos de 
apirexia 
Febre Intermitente – hipertermia com variações de mais de 1°C com períodos de apirexia 
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Febre de Paul-Ebstein – hipertermia periódica na qual o paciente apresenta períodos (dias) febris 
seguido de períodos sem febre. É própria da Doença de Hodgkin. 
É importante não confundir hipertermia com febre. 
Hipertermia é apenas o aumento da temperatura, enquanto que febre é uma síndrome caracterizada, 
além da hipertermia, por taquicardia, taquipneia, sudorese, piloereção, calafrios, mal-estar, mialgia, 
etc. 
Na escala febril, a hipertermia é classificada como: 
1) ligeira – temperatura axilar (Tax) = 37–38°C; 
2) moderada – Tax = 38–39°C; 
3) intensa – Tax > 39°C. 
As temperaturas acima de 41°C são denominadas de hiperpiréticas. 
Hipotermia (temperatura abaixo de 35°C) somente é encontrada em casos graves, seja por exposição 
prolongada ao frio, ou por quadros de choque circulatório. 
REGULARIDADE: 
Através da regularidade dos batimentos cardíacos já é possível traçar rumos diagnósticos de 
arritmias. 
O normal é o ritmo regular, na qual as bulhas ocorrem em intervalos fixos. 
Durante o exame da frequência cardíaca através da palpação dos pulsos, já é possível ter uma ideia 
da regularidade dos batimentos cardíacos. 
Quando os batimentos apresentam uma irregularidade, que no entanto é repetida de forma não 
aleatória, recebe o nome de regularmente irregular. 
Extrassístole: o ritmo regular é quebrado, eventualmente, por uma antecipação de um batimento, e é 
acompanhada por uma breve pausa até o próximo. 
Estipular quantas extrassístoles ocorrem por minuto. 
Pacientes que possuem um ritmo completamente aleatório, o pulso é chamado de irregularmente 
irregular. 
Nestes casos o ideal inclusive é que a contagem da frequência cardíaca se dê no precórdio, pois nem 
todos os batimentos possuem tradução palpatória. 
O principal diagnóstico diferencial nestes casos é a fibrilação atrial 
 
Figura 6.15 ECG de paciente com Fibrilação Atrial. O ritmo encontra-se irregularmente irregular. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
Postura ou Atitude 
POSTURA OU ATITUDE NA POSIÇÃO DE PÉ 
 Deve-se observar a atitude ou posição do paciente não apenas no leito, mas também quando 
ele se põe de pé. 
 Uma postura defeituosa pode ser consequência de hábitos posicionais (má postura) ou de 
afecção da coluna vertebral. 
 Entre as queixas mais comuns na prática médica, estão a dorsalgia e a lombalgia, que, em 
muitos casos, advêm de má postura. 
 Pode-se classificar a postura da seguinte maneira: 
■ BOA POSTURA 
• Cabeça ereta ou ligeiramente inclinada para diante 
• Peito erguido, fazendo adiantar ao máximo essa parte do 
corpo 
• Abdome inferior achatado ou levemente retraído 
• Curvas posteriores nos limites normais 
■ POSTURA SOFRÍVEL 
• Cabeça levemente inclinada para diante 
• Peito achatado 
• Abdome algo protruso, passando a ser a parte mais 
saliente do corpo 
• Curvas posteriores exageradas 
■ MÁ POSTURA 
• Cabeça acentuadamente inclinada para diante 
• Peito deprimido 
• Abdome saliente e relaxado 
• Curvas posteriores exageradas. 
 Essas posturas guardam certa relação com o biotipo da 
pessoa. Assim, os longilíneos frequentemente reúnem as características de má postura. 
 Uma atitude muito típica pode ser vista nos parkinsonianos e é determinada pela rigidez 
muscular generalizada. 
 O paciente permanece com o tronco ligeiramente fletido para frente, os 
membros superiores igualmente fletidos, enquanto as mãos e os dedos se 
movem continuamente, tomados de um tremor lento e de amplitude sempre 
igual. 
 Algumas alterações na postura podem ser consideradas típicas da velhice, 
mas variam a época e a velocidade em que vão ocorrer e até que ponto serão 
influenciadas por doenças, tratamentos e possíveis sequelas. 
 Com o avançar da idade, a cabeça desloca-se para frente e ocorre uma 
diminuição da lordose (curvatura normal da coluna vertebral) lombar normal. 
Figura 1. Postura ou atitude na posição de pé de pessoa 
jovem: boa postura (A); postura sofrível (B); má postura (C). 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
ATITUDE E DECÚBITO PREFERIDO NO LEITO 
 Para facilitar a compreensão, é conveniente juntar “atitude” e “decúbito preferido”, definindo-
se atitude como a posição adotada pelo paciente no leito ou fora dele, por comodidade, hábito 
ou com o objetivo de conseguir alívio para algum padecimento. 
 Algumas posições são conscientemente procuradas pelo paciente (voluntárias), enquanto 
outras independem de sua vontade ou são resultantes de estímulos cerebrais (involuntárias). 
 A primeira preocupação do médico deve ser distinguir essas duas condições, só tendo valor 
diagnóstico as atitudes involuntárias ou as que proporcionam alívio para algum sintoma. 
 Se isso não for observado, pode-se dizer que o paciente não tem uma atitude específica ou 
que ela é indiferente. 
 Muitas classificações têm sido propostas, sendo maisobjetiva a que separa as atitudes 
em voluntárias e involuntárias. 
ATITUDES VOLUNTÁRIAS 
As atitudes voluntárias são as que o paciente adota por sua vontade e compreendem a ortopneica, 
a genupeitoral, a posição de cócoras, a parkinsoniana e os diferentes decúbitos. 
ORTOPNEICA 
Na atitude ortopneica, o paciente adota essa posição para aliviar a falta de ar decorrente 
de insuficiência cardíaca, asma brônquica ou ascite volumosa. Ele permanece sentado à beira do leito 
com os pés no chão ou em uma banqueta, e as mãos apoiadas no colchão para facilitar a respiração, 
que se faz com dificuldade. 
Nos pacientes em estado grave, costuma-se ver uma posição ortopneica diferente: o paciente 
permanece deitado com os pés estendidos ao longo da cama, mas recosta-se com a ajuda de dois ou 
mais travesseiros, na tentativa de colocar o tórax o mais ereto possível. 
 
GENUPEITORAL 
Na atitude genupeitoral (ou de “prece maometana”), o paciente 
posiciona-se de joelhos com o tronco fletido sobre as coxas, 
enquanto a face anterior do tórax (peito) põe-se em contato com 
o solo ou colchão. O rosto descansa sobre as mãos, que ficam 
apoiadas no solo ou no colchão. Essa posição facilita o 
enchimento do coração nos casos de derrame pericárdico. 
 
POSIÇÃO DE CÓCORAS 
A posição de cócoras (squatting, em inglês) é observada em crianças 
com cardiopatia congênita cianótica (tetralogia de Fallot, por exemplo). Os 
pacientes descobrem, instintivamente, que esta posição proporciona algum 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
alívio da hipoxia generalizada, que acompanha essas cardiopatias, em decorrência da 
diminuição do retorno venoso para o coração. 
POSTURA PARKINSONIANA 
O paciente com doença de Parkinson, ao se pôr de pé, apresenta semiflexão da cabeça, tronco 
e membros inferiores e, ao caminhar, parece estar correndo atrás do seu próprio eixo de 
gravidade. 
ATITUDE ANTÁLGICA 
As variações são diversas. Mais comumente, o paciente coloca a mão no local da dor (e.g. cefaleia – 
mão na fronte; angina do peito – mão na região precordial; cólicas biliares – mão no hipocôndrio 
direito, etc.). Em casos de dor abdominal, o paciente pode assumir o decúbito dorsal fletindo a perna 
e a coxa sobre o abdome do mesmo lado da dor. Em casos de lombalgias, o paciente pode apresentar 
escoliose antálgica (sinal de Vanzeti) e coloca a mão no local dolorido. Em casos de obstrução 
arterial, o paciente tende a manter o membro acometido em posição mais baixa para aumentar (por 
gravidade) a perfusão. 
DECÚBITOS 
A palavra decúbito significa “posição de quem está deitado”. Decúbito preferido, portanto, indica 
como o paciente prefere ficar no leito, desde que o faça conscientemente, seja por hábito, seja para 
obter alívio de algum padecimento. 
■ Decúbito lateral (direito e esquerdo): é uma posição que costuma ser adotada quando há uma dor 
de origem pleurítica. Por meio dela, o paciente reduz a movimentação dos folhetos pleurais do lado 
sobre o qual repousa. Ele se deita sobre o lado da dor. 
■ Decúbito dorsal: com pernas fletidas sobre as coxas e estas sobre a bacia, é observado 
nos processos inflamatórios pelviperitoneais. 
■ Decúbito ventral: é comum nos portadores de cólica intestinal. O paciente deita-se de bruços e, às 
vezes, coloca um travesseiro debaixo do ventre. 
Decúbitos com variados graus de flexão da coluna são observados nas lombalgias (posição 
antálgica). 
ATITUDES INVOLUNTÁRIAS 
As atitudes involuntárias independem da vontade do paciente e incluem: atitude 
passiva, ortótono, opistótono, emprostótono, pleurostótono e posição em gatilho e torcicolo e mão 
pêndula da paralisia radial. 
ATITUDE PASSIVA 
O paciente fica na posição em que é colocado no leito. É observada nos pacientes inconscientes ou 
comatosos. 
ORTÓTONO 
Ortótono (orthos = reto; tonus = tensão) é a atitude em que todo o tronco e os membros estão rígidos, 
sem se curvarem para diante, para trás ou para um dos lados. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
OPISTÓTONO 
Opistótono (opisthen = para trás; tonus = tensão) é a atitude decorrente de contratura da musculatura 
lombar, sendo observada nos casos de tétano e meningite. O corpo passa a se apoiar na cabeça e 
nos calcanhares, emborcando-se como um arco. 
EMPROSTÓTONO 
Emprostótono (emprosthen = para diante; tonus = tensão) é observado no tétano, na meningite e na 
raiva, sendo o contrário do opistótono, ou seja, o corpo do paciente forma uma concavidade voltada 
para diante. 
PLEUROSTÓTONO 
Pleurostótono (pleurothen = de lado; tonus = tensão) é raro; observado no tétano, na meningite e 
na raiva. O corpo se curva lateralmente. 
POSIÇÃO EM GATILHO 
Encontrada na irritação meníngea, é mais comum em crianças e caracteriza-
se pela hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e 
encurvamento do tronco com concavidade para diante. 
TORCICOLO E MÃO PÊNDULA DA PARALISIA RADIAL 
São atitudes involuntárias, mas restritas a determinados segmentos do corpo. 
 
Estado geral 
 É uma avaliação subjetiva com base no conjunto de dados exibidos pelo paciente e 
interpretados de acordo com a experiência de cada um. 
Para descrever a impressão obtida, usa-se a seguinte nomenclatura: 
◗ Estado geral bom (BEG) 
◗ Estado geral regular (REG) 
◗ Estado geral mau (MEG) 
 A avaliação do estado geral tem utilidade prática, principalmente para se compreender até 
que ponto a doença comprometeu o organismo, visto como um todo. 
Serve ainda de alerta para o médico nos casos com escassos sinais ou sintomas indicativos 
de uma determinada enfermidade, obrigando-o a aprofundar sua investigação diagnóstica na busca 
de uma afecção que justifique a deterioração do estado geral. 
Situação inversa também pode ocorrer, ou seja, a manutenção de um estado geral bom, na 
presença de uma doença sabidamente grave. Isso indica uma boa capacidade de reação do 
organismo que tem, inclusive, valor prognóstico. 
1) Bom estado geral 
É o paciente que mantém uma nutrição adequada, é independente para atividades diárias, 
está alerta e tem um autocuidado adequado. Indica que o organismo está reagindo bem apesar da 
patologia e tem bom valor prognóstico. 
2) Mau estado geral 
Representa um paciente que foi extremamente afetado pela doença. Está desnutrido, 
deprimido, restrito ao leito, confuso ou dependente de medidas auxiliares para viver. É um alerta 
em casos de patologias com poucos sinais e sintomas. 
3) Piora súbita no Estado Geral 
É um dos maiores sinais de alerta na medicina. Um paciente que vinha evoluindo 
bem e subitamente aparece desnutrido, malcuidado ou confuso muito provavelmente teve uma 
piora na sua doença que deve ser investigada. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
Estado psíquico 
 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é a condição de bem-estar em que 
o indivíduo tem consciência de seu potencial, pode lidar com o estresse normal da vida, consegue 
trabalhar de maneira produtiva e é capaz de fazer sua contribuição para a sociedade. 
 Avalie a saúde mental do paciente pela investigação da presença de transtorno mental e também 
pela análise de aspectos emocionais que possam contribuir para a ocorrência e ou a manutenção 
da condição médica não psiquiátrica, aspectos que prejudiquem a adesão ao tratamento e 
aspectos que prejudiquem a relação com você. 
 EXAME PSÍQUICO 
 O exame psíquico é o instrumento básico da avaliação do estado mental do paciente. É uma 
anamnese estruturada e sistemática que constitui a parte mais especializada da avaliação clínica 
realizada por um psiquiatra − como um exame neurológico para o neurologista ou a avaliação 
oftalmológica para um oftalmologista. 
 O exame psíquico costuma ser bastante detalhado e complexo, e acontecer ao longo de toda a 
entrevista psiquiátrica. 
 No entanto,conhecer sua estrutura básica é útil para todos os médicos, pois ela oferece um 
roteiro para a investigação de sintomas psíquicos, permitindo a adequada avaliação do estado 
mental do paciente e a triagem de condições mais graves que requeiram o encaminhamento 
especializado. 
 O exame psíquico é tradicionalmente apresentado como a avaliação sucessiva de diferentes 
funções psíquicas. 
 Primeiro, descrevemos funções como o nível de consciência, orientação e memória, que, quando 
alterados, mais comumente indicam disfunções neurológicas, ou comprometem a avaliação das 
funções subsequentes. 
 Depois, seguimos para as funções que revelam o estado mental do paciente de forma mais 
elaborada, como humor, pensamento e juízo. 
 A primeira coisa que fazemos no exame psíquico, como na anamnese clínica, é observar o 
paciente e descrever como ele se apresenta. 
 APRESENTAÇÃO E COMPORTAMENTO 
 Observe e descreva o que chama a atenção no paciente ao primeiro contato. 
 Como ele se veste, como aparenta estar seu autocuidado, se ele parece expansivo ou retraído. 
 Relate alterações na psicomotricidade – movimentos repetitivos, alterações da marcha, tiques e 
maneirismos. 
 Pacientes depressivos podem se apresentar lentificados, descuidados, evitando contato visual, 
enquanto pacientes em mania podem estar acelerados, falando alto e gesticulando muito, usando 
roupas chamativas e maquiagem exagerada. 
 NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 
 A consciência é a primeira função psíquica que examinamos, uma vez que suas alterações são 
evidentes à observação do paciente, e devem sempre ser investigadas para causas orgânicas. 
 A avaliação do estado mental de um paciente rebaixado pode ser impossível. 
 Flutuações no nível de consciência ao longo do dia são comuns no delirium. 
 Alterações não orgânicas da consciência são mais comuns em alguns quadros psicóticos (com 
estupor ou catatonia) e em quadros dissociativos. 
 ORIENTAÇÃO 
 O paciente pode apresentar desorientação quanto ao tempo (data e horário), espaço (não 
reconhecer onde está) ou pessoa (confundir sua identidade ou biografia). 
 A desorientação temporal pode indicar uma alteração leve, ou flutuação, no nível de consciência, 
mas é muito inespecífica, e pode acontecer em pacientes hospitalizados apenas pela 
excepcionalidade da situação em que se encontram. 
 Já a desorientação espacial ou quanto à pessoa podem indicar confusão mental causada por um 
transtorno mental mais grave, como quadros psicóticos, quando afastadas causas orgânicas. 
 ATENÇÃO 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
 Divide-se a atenção em dois tipos, a voluntária e a espontânea. 
 A atenção voluntária refere-se à capacidade de manter o foco da consciência em determinado 
estímulo, por exemplo, as explicações e perguntas que você fizer, ou um cálculo mental. 
 Já a atenção espontânea é a reação de alerta que leva o foco da consciência a um estímulo que se 
mostrou relevante, mesmo que involuntariamente, como o som de uma porta que bateu, ou o 
latido de um cão. 
 A distinção é importante porque esses dois tipos de atenção variam de forma independente. 
 Na mania, por exemplo, o paciente pode ter muita dificuldade em manter a atenção voluntária, 
sendo incapaz de ouvir o entrevistador até o fim de uma pergunta. 
 Ao mesmo tempo, pode apresentar uma atenção espontânea muito aumentada, reparando em 
cada pequeno gesto dele. 
 Um paciente psicótico pode ter a atenção espontânea aumentada em decorrência de sua 
persecutoriedade, enquanto um paciente deprimido pode tê-la diminuída por estar 
emocionalmente alheio ao que acontece ao seu redor. 
 MEMÓRIA 
 A memória é uma função bastante complexa e pode ser estudada em muitos detalhes. Suas 
alterações podem ocorrer na fixação de conteúdos ou na evocação deles. 
 Podem afetar mais as memórias recentes ou as remotas. 
 Podem ocorrer de forma retrógrada, anterógrada ou lacunar, levando a confabulações (histórias 
criadas para preencher falhas de memória). Alterações expressivas na memória devem sempre 
levantar a suspeita de causas orgânicas, como as demências. 
 Afastadas outras causas, as falhas são comuns em quadros ansiosos e depressivos, já que a 
fixação de conteúdos na memória é muito afetada pelo engajamento afetivo das experiências. 
 Pacientes depressivos frequentemente relatam alterações cognitivas como perda de memória, 
dificuldade de planejamento e a sensação de que atividades simples lhes parecem 
insuportavelmente complexas. 
 Chamamos esse quadro de pseudodemência depressiva. 
 SENSOPERCEPÇÃO 
 A principal alteração a ser descrita no exame dessa função psíquica é a alucinação. Trata-se da 
experiência subjetiva, pelo paciente, de uma percepção que não é causada por um objeto real. 
 As alucinações podem ser visuais, auditivas, olfativas, gustativas, táteis ou proprioceptivas. 
Quando um paciente tem uma alucinação, ele acredita que o objeto percebido é real, uma vez que 
sua experiência subjetiva é a de uma percepção indistinguível de qualquer outra. 
 E todos nós, naturalmente, assumimos que tudo o que percebemos é real. 
 Dizemos que o paciente tem pouca crítica quanto à alucinação (ver adiante o item “Juízo e crítica”), 
pois não a reconhece como um sintoma. 
 Quando um paciente relata fenômenos alucinatórios com alguma crítica, chamamos de alucinose – 
e isso costuma indicar uma causa orgânica. 
 Note que esta é a primeira função psíquica apresentada que depende exclusivamente do relato 
subjetivo do paciente para ser examinada. O restante do exame terá essa característica, que exige 
do examinador disposição para tentar compreender os sintomas, dentro do possível, da forma 
como o paciente os experimenta. 
 HUMOR E AFETO 
 Humor refere-se ao tônus afetivo, determina a tonalidade afetiva particular a cada momento, 
modifica a natureza e o sentido das experiências vivenciadas. 
 Pode estar normal (eutímico); tendendo ou polarizado para a hipertimia (expansivo, eufórico); 
tendendo ou polarizado para a hipotimia (depressivo); irritável (por alguns denominado disfórico); 
e lábil (altera-se rapidamente). 
 Já os afetos são as reações que o paciente apresenta a cada momento. Um paciente depressivo 
pode rir de um comentário que você faça, e isso não significa que seu humor não esteja 
depressivo. Os afetos são tantos quantas são as palavras que usamos para descrever emoções: 
alegre, triste, perplexo, assustado etc. 
Brunna, Carlos, Gessika, Giovanna, Julia, Leticia, Pedro, Sarah, Vitor – Medicina Unipam 14 
 Descreva se eles estão adequados ao contexto, congruentes com o humor, ou se parecem 
dissociados, inapropriados. 
 Se são pouco reativos, embotados, apagados – típico na esquizofrenia; ou aumentados, lábeis, 
instáveis – típico no transtorno afetivo bipolar. 
 DISCURSO 
 O discurso é o meio para podermos descrever as alterações do pensamento. O exame do discurso 
se divide em forma e conteúdo. 
 Na forma, descreva a velocidade, o volume e o fluxo, ou seja, a conexão de ideias (prolixo, 
tangencial ou arborizado, p. ex.). 
 Quanto ao conteúdo, observe se o discurso é empobrecido, se há persistência ou restrição de 
ideias, se é congruente com o humor ou se revela ideias delirantes (ver adiante o item “Juízo e 
crítica”). 
 Pacientes depressivos tendem a ter um discurso empobrecido, com latência de resposta, e com 
conteúdo de desvalorização e desesperança. 
 Pacientes psicóticos podem apresentar alterações grosseiras no discurso, como bloqueios 
(interrupções súbitas), fuga de ideias e delírios. 
 Pacientes em mania podem apresentar pressão de discurso, caracterizada por um discurso alto, 
rápido e difícil de ser interrompido. 
 JUÍZO E CRÍTICA 
 Juízo refere-se à capacidade cognitiva de avaliar a realidade e fazer julgamentos e inferências a 
partir dela. 
 A alteração do juízo mais importante a ser descrita no exame é o delírio. 
 Trata-sede ideia errônea, irredutível (não sujeita à argumentação lógica) e não compartilhada 
pelo meio sociocultural do paciente. 
 Crítica refere-se à aplicação do juízo na avaliação do próprio estado mental. Alterações de crítica 
impedem que o paciente perceba uma ideia delirante como impossível, um afeto como 
inapropriado, ou seu comportamento como patológico. 
 A crítica está claramente alterada nos quadros psicóticos, mas também no dependente químico 
que não consegue admitir que tem um problema, ou no depressivo que acredita que sua vida não 
tem nenhum valor. 
Posição ou decúbito 
É avaliado a atitude e o decúbito preferido do paciente no leito. 
A atitude refere-se como a posição adotada pelo paciente dentro do leito ou fora dele seja por 
comodidade, hábito ou com o objetivo de conseguir alívio em algum procedimento 
Algumas posições são conscientemente procuradas pelo paciente (voluntárias), enquanto outras 
independem de sua vontade ou são resultantes de estímulos cerebrais (involuntárias). 
Só têm valor diagnóstico as atitudes involuntárias ou as que proporcionam alívio para algum 
sintoma. 
Se isso não for observado, pode-se dizer que o paciente não tem uma atitude específica ou que ela 
é indiferente. 
A classificação mais objetiva é a que separa as atitudes em voluntárias e involuntárias. 
Atitudes voluntárias 
As atitudes voluntárias são as que o paciente adota por sua vontade e compreendem a ortopneica, a 
genupeitoral, a posição de cócoras, a parkinsoniana e os diferentes decúbitos. 
Atitude ortopneica (ortopneia) 
O paciente adota essa posição para aliviar a falta de ar decorrente de insuficiência cardíaca, asma 
brônquica e ascite volumosa. Ele permanece sentado à beira do leito com os pés no chão ou em 
uma banqueta, e as mãos apoiadas no colchão para melhorar um pouco a respiração, que se faz 
com dificuldade. 
Atitude genupeitoral ou de prece maometana 
O paciente posiciona-se de joelhos com o tronco fletido sobre as coxas, enquanto a face anterior do 
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tórax (peito) põe-se em contato com o solo ou colchão. O rosto descansa sobre as mãos, que 
também ficam apoiadas no solo ou colchão. Essa posição facilita o enchimento do coração nos 
casos de derrame pericárdico. 
 
Atitude de cócoras 
Esta posição é observada em crianças com cardiopatia congênita cianótica. Os pacientes 
descobrem, instintivamente, que ela proporciona algum alívio da hipoxia generalizada, que 
acompanha essas cardiopatias, em decorrência da diminuição do retorno venoso para o coração. 
 
Atitude parkinsoniana 
O paciente com doença de Parkinson, ao se pôr de pé, apresenta semiflexão da cabeça, tronco e 
membros inferiores e, ao caminhar, parece estar correndo atrás do seu próprio eixo de gravidade. 
Atitude EM DECÚBITO 
A palavra decúbito significa “posição de quem está deitado”. Decúbito preferido, portanto, indica 
como o paciente prefere ficar no leito, desde que o faça conscientemente, seja por hábito, seja para 
obter alívio de algum padecimento. Os tipos de decúbito são: 
Decúbito lateral direito e esquerdo 
é uma posição que costuma ser adotada quando há dor de origem pleurítica. Por meio dela, o 
paciente reduz a movimentação dos folhetos pleurais do lado sobre o qual repousa. Ele se deita 
sobre o lado da dor 
Decúbito dorsal 
com pernas fletidas sobre as coxas e estas sobre a bacia, é observado nos processos inflamatórios 
pelviperitoneais 
Decúbito ventral 
é comum nos portadores de cólica intestinal. O paciente deita-se de bruços e, às vezes, coloca um 
travesseiro debaixo do ventre. 
Atitudes involuntárias 
As atitudes involuntárias independem da vontade do paciente e incluem a atitude passiva, o 
ortótono, o opistótono, o emprostótono, o pleurostótono e a posição em gatilho e torcicolo e mão 
pêndula da paralisia radial. 
Atitude passiva 
Quando o paciente fica na posição em que é colocado no leito, sem que haja contratura muscular. É 
observada nos pacientes inconscientes ou comatosos. 
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Ortotóno 
Atitude em que todo o tronco e os membros estão rígidos, sem se curvarem para diante, para trás 
ou para um dos lados. 
Opistótono 
Atitude decorrente de contratura da musculatura lombar, sendo observada nos casos de tétano e 
meningite. O corpo passa a se apoiar na cabeça e nos calcanhares, emborcando-se como um arco. 
Emprostótono 
Observada no tétano, na meningite e na raiva, é o contrário do opistótono, ou seja, o corpo do 
paciente forma uma concavidade voltada para diante. 
Pleurostótono 
É de observação rara no tétano, na meningite e na raiva. O corpo se curva lateralmente. 
Posição em gatilho 
Encontrada na irritação meníngea, é mais comum em crianças e caracteriza-se pela hiperextensão 
da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento do tronco com concavidade para 
diante. 
Torcicolo e mão pêndula da paralisia radial 
São atitudes involuntárias relacionadas a determinados segmentos do corpo 
 
Biótipos 
O QUE É: 
É a junção de características hereditárias e adquiridas de um indivíduo 
CLASSIFICAÇÕES: 
Cientificamente, os modelos corporais são classificados em três: 
 
 Endomorfos ou brevelíneo; 
 Mesomorfo ou normolíneo; 
 Ectomorfo ou longilíneo. 
 
Conforme estudos de Sheldon (1940) apud Rosa (2009). Os seres humanos apresentam a mistura 
dessas três formas com a predominância de um deles. 
 
Brevelíneo 
 
 Ângulo de Charpy maior que 90º 
 
 Estrutura óssea larga e estatura baixa; 
 
 Membros curtos; 
 
 Pescoço curto e grosso; 
 
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 Panículos adiposo desenvolvido. 
 
Normolíneo: 
 
 Ângulo de Charpy igual a 90º; 
 
 Equilíbrio entre membros e tronco; 
 
 Desenvolvimento harmônico entre musculatura e panículo adiposo; 
 
 Estrutura óssea e estatura intermediárias. 
 
Longiléneo: 
 
 Ângulo de Charpy menor que 90º; 
 
 Membros longos; 
 
 Tórax afilado e chato; 
 
 Pescoço longo e delgado; 
 
 Musculatura e panículo adiposo escassos. 
 
 
 
Ângulo de Charpy 
 
É aquele formado pelas duas porções do gradil costal junto ao apêndice xifóide. 
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Coloração de Pele 
O primeiro passo consiste em registrar a cor da pele no momento da identificação do paciente. 
Esse dado influi de modo considerável na apreciação das modificações da coloração. 
Nos indivíduos de cor branca e nos pardos-claros, observa-se coloração levemente rosada, que é o 
aspecto normal em condições de higidez. 
Este róseo-claro ocorre em virtude da circulação do sangue pela rede capilar cutânea e pode sofrer 
variações fisiológicas, aumentando ou diminuindo de intensidade, quando há exposição ao frio, ao sol 
ou após emoções. 
Situações patológicas, como o colapso periférico, também alteram a coloração da pele; nesta 
condição, ela perde seu aspecto róseo. 
Deve-se atentar para a dificuldade em avaliar os distúrbios de coloração em pessoas de pele escura. 
Alterações da coloração da pele 
As principais alterações da coloração da pele são: palidez, vermelhidão ou eritrose, cianose, icterícia, 
albinismo, bronzeamento, dermatografismo e fenômeno de Raynaud. 
PALIDEZ 
Significa atenuação ou desaparecimento da cor rósea da pele. Por isso reiteramos que a iluminação 
adequada, de preferência com luz natural, é indispensável para a avaliação correta. 
A palidez deve ser pesquisada em toda a extensão da superfície cutânea, inclusive nas regiões 
palmoplantares. Nos pardos e negros só se consegue identificar palidez nas palmas das mãos e nas 
plantas dos pés (ver Mucosas, neste capítulo). 
Distinguem-se dois tipos de palidez: 
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■ Palidez generalizada: observada em toda a pele,revelando diminuição das hemácias circulantes 
nas microcirculações cutânea e subcutânea. 
Pode decorrer de dois mecanismos: 
Vasoconstrição generalizada em consequência de estímulos neurogênicos ou hormonais, observada 
nas emoções fortes ou nos sustos, nas crises dolorosas excruciantes, nos estados nauseosos 
intensos, nas crises do feocromocitoma, no choque e nos episódios de lipotimia 
Redução real das hemácias − hemoglobina − que é, em última instância, a responsável pela coloração 
rosada da pele. Ocorre nas anemias, as quais abordaremos mais adiante (ver Parte 15, Sistema 
Hematopoético) 
■ Palidez localizada ou segmentar: constatada em áreas restritas dos segmentos corporais, sendo a 
isquemia a causa principal. 
Assim, a obstrução de uma artéria femoral manifesta-se por palidez do membro inferior respectivo, 
notável quando comparado um lado com o outro. 
Aliás, essa recomendação de se compararem regiões homólogas para reconhecer diferenças 
segmentares de coloração deve ser bem fixada 
Avaliação clínica do fluxo sanguíneo no nível cutâneo 
A semiotécnica consiste em: 
■ Pressionar a polpa do polegar de encontro ao esterno durante alguns segundos, com o objetivo de 
expulsar o sangue que flui naquela área 
■ Retirar o dedo rapidamente e observar o local que esteve comprimido 
Em condições normais, o tempo necessário para que seja recuperada a cor rósea, indicadora do 
retorno do fluxo sanguíneo, é inferior a 1 s 
Em caso de choque, o retorno à coloração normal é nitidamente mais lento, demorando alguns 
segundos. 
VERMELHIDÃO OU ERITROSE 
Significa exagero na coloração rósea da pele e indica aumento da quantidade de sangue na rede 
vascular cutânea, podendo decorrer de vasodilatação 
A vermelhidão compreende os seguintes tipos: 
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■ Generalizada: observada nos pacientes febris, nos indivíduos que ficaram expostos ao sol, nos 
estados policitêmicos e em algumas afecções que comprometem toda a pele (escarlatina, 
eritrodermia, psoríase) 
■ Localizada ou segmentar: pode ter caráter fugaz quando depende de um fenômeno vasomotor 
(ruborização do rosto por emoção, “fogacho” do climatério), ou ser duradoura. 
Enquadram-se aqui o eritema palmar, manifestado nas hepatopatias crônicas (especialmente a 
cirrose), e a acrocianose, que é uma afecção caracterizada por frialdade persistente e cianose em 
extremidades. 
A acrocianose não deve ser confundida com o fenômeno de Raynaud, dele se diferenciando por sua 
natureza constante 
Sinais cardinais de processo inflamatório 
A vermelhidão é um dos quatro sinais cardinais que caracterizam um processo inflamatório: dor, 
calor, rubor (vermelhidão) e tumor (significando intumescimento da área). 
CIANOSE 
Significa cor azulada da pele e das mucosas. Manifesta-se quando a hemoglobina reduzida alcança 
no sangue valores superiores a 5 g/100 mλ. 
Pesquisa de áreas cianóticas 
A cianose deve ser pesquisada no rosto, especialmente ao redor dos lábios, na ponta do nariz, nos 
lobos das orelhas e nas extremidades das mãos e dos pés (leito ungueal e polpas digitais). Nos casos 
de cianose muito intensa, todo o tegumento cutâneo adquire tonalidade azulada ou mesmo arroxeada 
(ver Mucosas, neste capítulo). 
Quanto à localização, a cianose diferencia-se em: 
■ Generalizada: observada em toda a pele, embora predomine em algumas áreas 
■ Localizada ou segmentar: apenas segmentos corporais adquirem coloração anormal, significando 
obstrução de uma veia que drena uma região, enquanto a cianose generalizada ou universal pode ser 
causada por diversos fatores, como se verá adiante. 
Cianose generalizada ou segmentar? 
É importante saber se a cianose é generalizada ou segmentar, porque o raciocínio clínico é 
completamente diferente em uma ou outra situação. 
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Quanto à intensidade, a cianose é classificada em três graus: 
■ Leve 
■ Moderada 
■ Intensa. 
Não há parâmetros quantitativos para caracterizar os vários graus de cianose. Somente a 
experiência capacita o examinador para afirmar o grau em que uma cianose se enquadra. 
Caracterizada a cianose como generalizada ou localizada, procura-se definir o tipo de cianose em 
questão. 
Há quatro tipos fundamentais: 
■ Cianose central: nesses casos, há insaturação arterial excessiva, permanecendo normal o consumo 
de oxigênio nos capilares. Ocorre principalmente nas seguintes situações: 
• Diminuição da tensão do oxigênio no ar inspirado, cujo exemplo é a cianose observada nas 
grandes altitudes 
• Hipoventilação pulmonar: não há ar atmosférico em quantidade suficiente para que se faça a 
hematose, por obstrução das vias respiratórias, diminuição da expansibilidade toracopulmonar, 
aumento exagerado da frequência respiratória ou por diminuição da superfície respiratória 
(atelectasia, pneumotórax, fibrose pulmonar) 
• Curto-circuito (shunt) venoarterial, como se observa em algumas cardiopatias congênitas 
(tetralogia de Fallot e outras) (Figura 12.1) 
■ Cianose periférica: ocorre em consequência de perda exagerada de oxigênio na rede capilar, devido 
a estase venosa ou diminuição funcional ou orgânica do calibre dos vasos da microcirculação 
■ Cianose mista: assim chamada quando se associam mecanismos responsáveis por cianose central 
e periférica. Exemplo típico é a cianose que se observa na insuficiência cardíaca congestiva grave, na 
qual ocorre grave congestão pulmonar, impedindo adequada oxigenação do sangue, e estase venosa 
periférica, com perda exagerada de oxigênio 
■ Cianose por alteração da hemoglobina: alterações bioquímicas da hemoglobina podem impedir a 
fixação do oxigênio neste pigmento. O nível de insaturação eleva-se até alcançar valores capazes de 
ocasionar cianose. É o que ocorre nas metemoglobinemias e sulfonoglobinemias provocadas por 
ação medicamentosa (sulfas, nitritos, antimaláricos) ou por intoxicações exógenas. 
https://jigsaw.minhabiblioteca.com.br/books/9788527734998/epub/OEBPS/Text/chapter012.html#fig12_1
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Figura 12.1 Cianose tipo central em criança com cardiopatia congênita (tetralogia de 
Fallot). A. Face. B. Extremidades inferiores; observa-se também hipocratismo e unhas em “vidro de 
relógio”. 
ICTERÍCIA 
Coloração amarelada da pele, das mucosas visíveis e da esclerótica, resultante de acúmulo de 
bilirrubina no sangue. A icterícia deve ser diferenciada de outras condições em que a pele, mas não 
as mucosas, pode adquirir coloração amarelada: uso de substâncias que impregnam a pele (p. ex., 
quinacrina), ingestão excessiva de alimentos ricos em carotenos (cenoura, mamão, tomate) (ver 
Mucosas, neste capítulo). 
A coloração ictérica pode ser desde amarelo-clara até amarelo-esverdeada. 
As principais causas são: hepatite infecciosa, hepatopatia alcoólica, hepatopatia por 
medicamentos, leptospirose, malária, septicemia, lesões obstrutivas das vias biliares extra-
hepáticas (litíase biliar, câncer da cabeça do pâncreas) e doenças nas quais ocorre hemólise 
(icterícias hemolíticas). 
Esquema prático para diferenciar os tipos de cianose 
■ A cianose segmentar é sempre periférica. 
■ A cianose universal pode ser periférica por alteração da hemoglobina ou por alteração pulmonar 
ou cardíaca. 
■ A oxigenoterapia é eficaz no tratamento da cianose central e não influi na periférica; melhora 
também a cianose do tipo misto. 
■ A cianose periférica diminui ou desaparece quando a área é aquecida. 
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■ A cianose das unhas concomitantemente com calor nas mãos sugere cianose central. 
ALBINISMO 
Coloração branco-leite da pele em decorrência de uma síntese defeituosa da melanina. Pode afetar 
os olhos, a pele e os pelos (albinismooculocutâneo) ou apenas os olhos (albinismo ocular). 
ACANTOSE NIGRICANS 
A Acanthosis nigricans (AN) é condição dermatológica caracterizada por espessamento, 
hiperpigmentação e acentuação das linhas da pele, gerando aspecto grosseiro e aveludado no local 
afetado. 
Histologicamente, é comum a observação de hiperceratose, projeção acentuada das papilas da derme 
e discreto espessamento das camadas da epiderme. 
Embora possa ocorrer em qualquer local da superfície corpórea, a área mais atingida é a região 
posterior do pescoço, seguida pelas axilas, face lateral do pescoço, superfícies flexoras dos 
membros, região periumbilical, inframamária, mucosa oral ou mesmo, em casos raros, planta dos 
pés e palma das mãos. 
As endocrinopatias são as principais 
causas de AN, sendo a obesidade o 
distúrbio mais comum, frequentemente 
associado ao hiperinsulinismo, ao diabetes 
mellitus e à resistência à insulina. 
Outros distúrbios endócrinos associados à 
AN são descritos: doença de Cushing, 
ovários policísticos, tireoideopatias, hirsutismo, doença de Addison, acromegalia, entre outros, 
alguns dos quais cursam com resistência à insulina. 
Tipos de Fácies 
 
FÁCIES MIXEDEMATOSA 
 Características morfológicas 
 É constituída por um rosto arredondado, nariz e 
lábios grossos, pele seca, espessada e com 
acentuação de seus sulcos. 
 As pálpebras tornam-se infiltradas e enrugadas. 
 Os supercílios são escassos e os cabelos secos e 
sem brilho. Além dessas características 
morfológicas, destaca-se uma expressão 
fisionômica indicativa de desânimo e apatia. 
 Patologias a qual é associada: hipotireoidismo 
ou mixedema . 
 Fácies mixedematosa antes e após o tratamento (imagens A e B, respectivamente). 
 
 
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FÁCIES ARCOMEGÁLICA 
 Características morfológicas 
 Caracteriza-se pela saliência das arcadas supraorbitárias, 
proeminência das maçãs do rosto e maior desenvolvimento do maxilar 
inferior, além do aumento do tamanho do nariz, lábios e orelhas. 
 Nesse conjunto de estruturas hipertrofiadas, os olhos parecem 
pequenos. 
 
 
FÁCIES CUSHINGOIDE 
 Características morfológicas ou de lua cheia 🌝 
 Como a própria denominação revela, chama a atenção de imediato o 
arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais. 
 Secundariamente, deve ser assinalado o aparecimento de acne. 
 Patologias a qual é associada: casos de síndrome de Cushing por 
hiperfunção do córtex suprarrenal. 
 Pode ocorrer também nos pacientes que fazem uso prolongado de 
corticosteroides. 
 
 
 
 
FÁCIES MONGOLÓIDE 
 Características morfológicas 
 Está na fenda palpebral seu elemento característico, uma prega 
cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos, bem distantes 
um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses. 
 Acessoriamente, nota-se um rosto redondo, boca quase sempre 
entreaberta e uma expressão fisionômica de pouca inteligência 
ou mesmo de completa idiotia. 
 Patologias a qual é associada : trissomia do par 21 ou síndrome 
de Down. 
 
 
 
FÁCIES DE DEPRESSÃO 
 Características morfológicas 
 As principais características estão na expressividade 
do rosto. 
 Cabisbaixo, os olhos com pouco brilho e fixos em 
um ponto distante. 
 Muitas vezes o olhar permanece voltado para o chão. 
 O sulco nasolabial se acentua e o canto da boca se 
rebaixa. 
 O conjunto fisionômico denota indiferença, tristeza e 
sofrimento emocional. 
 Patologias a qual é associada: transtornos 
depressivos. 
 
 
 
 
 
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FÁCIES DA PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA 
Características morfológicas 
Chama a atenção a assimetria da face, com 
impossibilidade de fechar as pálpebras, além de 
repuxamento da boca para o lado são e apagamento do 
sulco nasolabial. 
 
 
FÁCIES MIASTÊNICA OU FÁCIES DE HUTCHINSON 
 Características morfológicas 
 Caracterizada por ptose palpebral bilateral que obriga o 
paciente a franzir a testa e levantar a cabeça. 
 Patologias a qual é associada 
 Ocorre na miastenia grave e em outras miopatias que 
comprometem os músculos da pálpebra superior. 
 
 
 
 
 
FÁCIES ETÍLICA 
 Características morfológicas 
 Chamam a atenção os olhos avermelhados e certa ruborização da face. 
 O hálito etílico, a voz pastosa e um sorriso meio indefinido completam a fácies etílica. 
 
 
Fácies etílica. 
 
FÁCIES DA SÍFILIS CONGÊNITA 
A fronte é desenvolvida (fronte olímpica) e o nariz em forma de sela. 
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TIPOS DE FACES (Fácies) 
Denomina-se fácies o conjunto de dados exibidos na face do paciente. É a resultante de elementos anatômicos 
associados à expressão fisionômica. Portanto, não são apenas os elementos estáticos, mas, e principalmente, a 
expressão do olhar, os movimentos das asas do nariz e a posição da boca. 
Fácies normal ou atípica: comporta muitas variações, facilmente reconhecidas por todos, mas é preciso ensinar 
o olho a ver. Mesmo quando não há traços anatômicos ou expressão fisionômica que caracterizem um dos tipos 
de fácies descrito a seguir, é importante identificar, no rosto do paciente, sinais indicativos de tristeza, ansiedade, 
medo, indiferença, apreensão 
Fácies hipocrática: olhos fundos, parados e inexpressivos chamam logo a atenção do examinador. O nariz afila-
se, e os lábios se tornam adelgaçados. “Batimentos das asas do nariz” também costumam ser observados. Quase 
sempre o rosto está coberto de suor. Palidez cutânea e uma discreta cianose labial completam a fácies hipocrática. 
Esse tipo de fácies indica doença grave e quase nunca falta nos estados agônicos das afecções que evoluem de 
modo lento. 
 
Fácies renal: o elemento característico é o edema que predomina ao redor dos olhos. Completa o quadro a palidez 
cutânea. É observada nas doenças renais, particularmente na síndrome nefrótica e na glomerulonefrite aguda. 
 
Fácies leonina: as alterações que a compõem são produzidas pelas lesões da hanseníase. A pele, além de espessa, 
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é sede de grande número de lepromas de tamanhos variados e confluentes, em maior número na fronte. Os 
supercílios caem, o nariz se espessa e se alarga. Os lábios tornam-se mais grossos e proeminentes. As bochechas 
e o mento se deformam pelo aparecimento de nódulos. A barba escasseia ou desaparece. Essas alterações em 
conjunto conferem ao rosto do paciente um aspecto de cara de leão, origem de sua denominação. 
 
Fácies adenoidiana: os elementos fundamentais são o nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta. 
Aparece nos indivíduos com hipertrofia das adenoides, as quais dificultam a respiração pelo nariz ao obstruírem 
os orifícios posteriores das fossas nasais. 
 
Fácies parkinsoniana: a cabeça inclina-se um pouco para frente e permanece imóvel nesta posição. O olhar fixo, 
os supercílios elevados e a fronte enrugada conferem ao paciente uma expressão de espanto. A fisionomia é 
impassível e costuma-se dizer que esses pacientes se parecem com uma figura de máscara. Chama a atenção, 
também, a falta de expressividade facial. A fácies parkinsoniana é observada na síndrome ou na doença de 
Parkinson. 
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Fácies basedowiana: seu traço mais característico reside nos olhos e no olhar. Os olhos são salientes (exoftalmia) 
e brilhantes, destacando-se sobremaneira no rosto magro. A expressão fisionômica indica vivacidade. Contudo, 
às vezes, tem um aspecto de espanto e ansiedade. Outro elemento que salienta as características da fácies 
basedowiana é o bócio. Indica hipertireoidismo. 
 
 
Fácies enoftálmica: nome dado ao afundamento do globo ocular(olho fundo) para dentro da cavidade orbitária 
por qualquer causa como: doenças inflamatórias, tumores, tratamentos oncológicos, radioterapia, traumas, 
fraturas da órbita, ou outras alterações craniofaciais que possam acometer a órbita mudando seu volume. 
 
 
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Musculatura ( trofismo tonicidadde) 
 TROFISMO:: estudo dos tecidos do corpo, principalmente em relação à nutrição e ao 
desenvolvimento saudável dos músculos. 
 O estudo do trofismo é importante para prevenir ou tratar doenças e pode ser aplicado em 
muita áreas da saúde: como pele, sistema digestivo e ginecologia, por exemplo. 
 Trofismo muscular estuda como acontece a nutrição e a manutenção da saúde dos músculos, 
que é diretamente ligada à irrigação de sangue até o músculo e à prática de exercícios 
físicos. 
 Também é estudado o ganho ou a perda de força e de tônus muscular. 
 Hipertrofia é o aumento de massa muscular através da prática de exercícios físicos 
adequados e de alimentação rica em proteínas. 
 Já a atrofia é o contrário da hipertrofia, é a diminuição de massa muscular ou a falta de 
desenvolvimento dos músculos, que pode ser causada pela falta de exercícios, por 
alimentação inadequada ou por doenças. 
 TROFISMO E TÔNUS MUSCULAR 
 O tônus muscular é o grau (capacidade) de contração de um músculo durante o estado de 
repouso, ou seja, quando não existe movimento muscular. 
 O tônus muscular é provocado por estímulos nervosos. 
 Se o músculo estiver em repouso total vai existir mais dificuldade para que o músculo se 
movimente assim que receber um estímulo cerebral, ou seja, quando receber a ordem do 
cérebro para que o músculo se movimente e seja contraído. 
 A hipotonia acontece quando há perda do tônus muscular, causada por uma doença 
neurológica ou por um acidente vascular cerebral (AVC). 
 Já a hipertonia é o contrário, quando o tônus muscular tem um aumento além do esperado, 
que pode ser causado por doenças neurológicas, principalmente. 
 AVALIAÇÃO DO TÔNUS MUSCULAR 
 A avaliação de tônus muscular tem o objetivo de avaliar a capacidade que uma pessoa tem 
de contrair um músculo ou um grupo muscular de forma voluntária. 
 A avaliação é física e deve ser feita com o paciente em repouso. 
 O profissional responsável pela avaliação faz testes de toque (apalpação) no grupo muscular 
que está sendo analisado. 
 Se houver rigidez ou perda de resistência do músculo é possível que exista algum problema 
de tônus muscular. 
 TESTE DE FORÇA MUSCULAR 
 Ao contrário do que acontece na avaliação de tônus muscular, no teste de força a potência 
dos músculos é avaliada quando eles estão em atividade. 
 O teste é usado para encontrar lesões musculares ou para avaliar a existência de uma 
fraqueza muscular. 
 Existem diferentes métodos para testar a força muscular. Mas em geral, no teste de força o 
paciente é orientado a fazer exercícios específicos de acordo com o músculo que está sendo 
testado. 
 Para definir a força muscular o profissional avalia o tempo que o paciente consegue ficar em 
contração muscular durante o exercício. 
 
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Ginecomastia 
DEFINIÇÃO 
A ginecomastia é definida como a presença de qualquer tecido mamário palpável em homens, seja 
uni ou bilateralmente. 
Há, entretanto, divergências entre autores, já que alguns defendem que quando o tecido mamário é 
evidenciado apenas pela ultrassonografia também deve-se considerar ginecomastia. 
EPIDEMIOLOGIA 
Essa diferença no critério utilizado para se diagnosticar a ginecomastia faz com que haja diferentes 
estimativas epidemiológicas. Por exemplo,em alguns estudos, a ginecomastia puberal chega a atingir 
69% dos adolescentes, enquanto em outros essa estimativa é de apenas 7% 
CAUSAS 
Fisiológicas 
A ginecomastia pode ser fisiológica em três fases da vida dos homens. 
Neonatal 
A ginecomastia deste período é causada pelos altos níveis de estrógenos e progesterona produzidos 
pela mãe durante a gestação e transferidos para o bebê por meio da circulação placentária. Pode 
persistir por semanas e haver discreta secreção denominada popularmente de “leite debruxa”, mas 
não oferece nenhum risco à criança e involui com o passar do tempo. 
Puberal 
É bastante comum entre adolescentes com maior índice corporal de gordura. Isso porque o tecido 
adipos leva a uma maior conversão da testosterona (que começou a ser produzida na puberdade) a 
estrógenos, levando à ginecomastia. Também é auto-limitada e a melhor orientação é 
a perda de peso. 
Idosos 
Ocorre também pelo aumento do tecido adiposo, comum nesta fase da vida. 
Patológicas 
Entre as causas patológicas para a ginecomastia, se encontram: 
1) deficiência da síntese ou da ação da testosterona; 
2) Aumento da produção estrogênica gonadal ou adrenal; 
3) Aumento da aromatização extraglandular; 
4) Aumento da sensibilidade do tecido mamário; 
5) Drogas. 
Tenha em mente que todas estas causas têm uma fisiopatologia geral em comum: o desequilíbrio 
entre a testosterona e os hormônios que promovem o desenvolvimento mamário. 
Deficiência da síntese ou da açãoda testosterona 
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Há defeitos congênitos e adquiridos que levam à falha da síntese ou da ação da testosterona, fazendo 
com que esta não possa exercer seu papel antagonista sobre o desenvolvimento das mamas. 
Defeitos congênitos 
Entre estes se encontram: 
A anorquia congênita, em que o bebê possui agenesia gonadal bilateral (ausência de testículos), o 
que leva à ausência de produção de testosterona; 
A síndrome de Klinefelter, em que não há produção adequada de testosterona, e o menino, 
geralmente é obeso, o que corresponde a uma maior aromatização e produção de 
estrógenos; 
Defeitos na síntese de testostero na, causados principalmente pela deficiência de enzimas como a 
3β-hidroxiesteroide desidrogenase do tipo 2 (3-HSDII) e a 17β-hidro-xiesteroide desidrogenase do 
tipo3 (17-HSDIII); 
A síndrome da insensibilidade androgênica (completa ou parcial),em que o homem possui cariótipo 
46XY, produz testosterona normalmente, mas os receptores não respondem adequadamente a ela, 
levando ao desenvolvimento das mamas. 
INVESTIGAÇÃO 
DIAGNÓSTICA 
Clínica 
Anamnese 
É fundamental que o paciente seja questionado sobre a época de apa- 
recimento, história familiar, uso de medicamentos ou outras substâncias 
(fórmulas, suplementos, chás, cremes, óleos), passado médico (doenças crô- 
nicas, DRC, hiper ou hipotireoidismo, doença hepática), fertilidade, libido e disfunção erétil (em busca 
de hipogonadismo primário ou secundário). 
 
Exame físico 
 
No exame físico é mandatória a palpação das mamas, para que se verifique o volume e se há descarga 
papilar, bem como as suas características (coloração, quantidade e viscosidade). 
É importante também delimitar à palpação, a localização do volume, já que na ginecomastia o volume 
se encontra exatamente abaixo da aréola. Quando este volume palpado se encontra lateralmente à 
aréola, possivelmente se trata de outra desordem (figura 4), tendo que ser excluída a hipótese de 
câncer de mama, principalmente se a massa for endurecida. 
Outro exame que deve ser realizado é a palpação testicular, buscando a avaliar seu tamanho e 
consistência, para verificar o seu trofismo. Ademais, o exame físico convencional (completo) 
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deve ser realizado, em busca de outros sinais clínicos, como: fácies sindrômica,telangiectasias e 
ascite (doença hepática), bócio e exoftalmia (hipertireoidismo), baixa estatura e sinais de hipogo- 
nadismo (pênis e testículos pequenos, ausência de pelos, voz aguda). 
Laboratorial e imagiologia 
Apesarde importante, a avaliação clínica não é suficiente para a conclusão 
A solicitação de exames laboratoriaisinclui: β-hCG, LH (hormônio luteini- 
zante), FSH (hormônio folículo-estimulante), T (testosterona), E2 (estradiol), prolactina, TSH 
(hormônio tireo-estimulante) e T4 livre. 
De acordo com os resultados, confirma-se ou descarta-se as hipóteses. 
Por exemplo, se a prolactina estiver aumentada, a hipótese de prolactinoma se torna mais 
consolidada. Se TSH estiver baixo e T4 livre alto, con- 
firma-se o hipertireoidismo. 
Estando o hCG alto, é necessária a realização de ultrassonografia testicular, buscando alguma massa 
que confirme a suspeita de tumor testicular de células germinativas. Não havendo a detecção de 
nenhuma massa, deve-se solicitar radiografia de tórax e tomografia computadorizada 
de abdome, em busca de algum tumor de células germinativas extragonadal (broncogênico, hepático, 
suprarrenal e renal são as principais localizações). 
Estando o LH alto e a T baixa, contata-se hipogonadismo hipergonadotrófico. Já se o LH estiver 
normal ou baixo e a T baixa, constata-se hipogonadismo hipogonadotrófico ou prolactinoma (se os 
níveis de prolactina estiverem altos). 
 
 
Mama Extranumerária 
Mamas acessórias, mamas extranumerárias, polimastia ou mamas ectópicas 
Presença de uma mama adicional. 
Essas mamas podem aparecer com ou sem mamilos ou sem aréola. 
Uma condição relacionada a esse defeito é o aparecimento de mamilos extras, também chamados de 
mamilos supranumerários ou politelia. 
Causa 
No período entre a quarta e a quinta semana de desenvolvimento embrionário, ocorre um 
espessamento ectodérmico bilateral e simétrico na região ventral do embrião que se estende da base 
do membro superior até a base do membro inferior, ou seja, da axila. para a região inguinal., formando 
as cristas mamárias. 
Aproximadamente na 10ª semana, as linhas mamárias retornam, exceto em um pequeno segmento 
bilateral localizado na região peitoral, próximo à quarta costela. 
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Se a regressão da linha mamária ocorrer de forma incompleta ou se uma célula residual permanecer 
em seu caminho, ocorre o aparecimento de polimastia ou politelia. 
Incidência 
 Tecido supranumerário é incomum, mas não raro. Sua incidência varia entre 0,22% a 6% da população 
em geral. A maior incidência deste o defeito pode ser explicado por diferenças étnicas e até pelo alto 
índice de consanguinidade familiar. 
Exame físico 
No exame físico na parte das mamas há a inspeção estática, dinâmica e palpação. 
Exame de mamas 
O exame clínico da mama é uma importante oportunidade de detectar massas mamárias e de 
demonstrar técnicas de autoexame à paciente. 
Entretanto, a investigação clínica mostra que variações na experiência e na técnica do examinador 
afetam o valor do exame clínico mamário. É aconselhável que os médicos adotem uma abordagem 
padronizada, principalmente na palpação, e empreguem um padrão de pesquisa sistemático e 
minucioso, variando a pressão de palpação, com movimentação circular das polpas digitais. 2 Essas 
técnicas serão discutidas em maiores detalhes nas páginas a seguir. 
Recomenda-se, como rotina, a inspeção da mama, mas seu valor na detecção do câncer de mama 
ainda não foi bem estudado. 
Ao começar o exame, adote tom tranquilizador e abordagem educada e delicada. Informe à paciente 
que examinará agora suas mamas. 
Essa pode ser uma boa ocasião para perguntar se ela percebeu algum nódulo ou outra alteração nas 
mamas, e se realiza o autoexame mamário mensal. Caso ela não o faça, ensine-lhe as melhores 
técnicas e observe o modo como ela repete as etapas de exame em seguida a você, fazendo as 
correções necessárias, se preciso. 
Uma inspeção adequada exige, inicialmente, a total exposição do tórax, porém, mais adiante no 
exame, cubra uma das mamas enquanto estiver palpando outra. Uma vez que as mamas tendem a 
aumentar de volume e a ficarem mais nodulares antes da menstruação, como consequência da maior 
estimulação de estrogênio, a melhor ocasião para examiná-las é 5 a 7 dias após o início da 
menstruação. Os nódulos que apareceram na fase pré-menstrual devem ser reavaliados em uma 
ocasião posterior. 
Inspeção 
Inspecione as mamas e os mamilos com a paciente em posição sentada e com o corpo descoberto 
até a cintura. 
Um exame minucioso das mamas inclui a inspeção cuidadosa de alterações de pele, simetria, 
contornos e retrações com a paciente em quatro posições – com os braços ao lado do corpo, com os 
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braços sobre a cabeça, com as mãos apoiadas firmemente nos quadris e inclinada para frente. Ao 
examinar adolescentes, avalie seu desenvolvimento mamário segundo as escalas de maturação 
sexual de Tanner, descritas nas páginas 859 a 860 
Braços pendendo ao lado do corpo. Observe os aspectos clínicos enumerados a seguir: 
• O aspecto da pele, incluindo: 
o Coloração; 
o Espessamento da pele e proeminência incomum dos poros, que podem acompanhar obstrução 
linfática. 
 
• Simetria e tamanho das mamas. É comum e normal haver diferença no tamanho das mamas, 
inclusive das aréolas, como ilustra a fotografia a seguir; 
 
• Contorno mamário. Pesquise alterações como massas, enrugamentos ou achatamentos. 
Compare um lado com outro; 
 
• Características dos mamilos, inclusive tamanho e formato, direção para a qual apontam, 
erupções cutâneas ou ulcerações, e quaisquer secreções. 
 
Ocasionalmente, o mamilo está invertido ou deprimido abaixo da superfície areolar. Pode estar 
envolvido por pregas de pele areolar, como ilustra a imagem. A inversão de longa data costuma ser 
uma variante normal e, salvo por possíveis dificuldades com a amamentação, não tem repercussões 
clínicas. 
 
Braços sobre a cabeça; mãos nos quadris; paciente inclinada para a frente. 
Para evidenciar depressões ou retrações que poderiam passar despercebidas, solicite à paciente que 
coloque as mãos sobre a cabeça e, em seguida, apoie com força as mãos nos quadris, para contrair 
os músculos peitorais. Inspecione os contornos mamários com cuidado em cada posição. Se as 
mamas forem grandes ou pendulares, vale a pena pedir à paciente para ficar de pé e inclinar-se para 
a frente, apoiada no encosto da cadeira ou nas mãos do examinador. 
Palpação 
Mama. A melhor maneira de se palpar a mama é com o tecido mamário retificado. A paciente deve 
ficar em decúbito dorsal. Planeje a palpação de uma área retangular, que se estende desde a clavícula 
até a linha inframamária, ou do sutiã, e da linha esternal média até a linha axilar posterior, avançando 
bem até a axila, para pesquisar a cauda mamária. 
Um exame minucioso demora 3 min para cada mama. Utilize as polpas do segundo, do terceiro e do 
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quarto quirodáctilos, mantendo os dedos em discreta flexão. É importante ser sistemático. 
Atualmente, a técnica mais bem validada para detectar massas da mama é o padrão em faixas 
verticais, embora possa ser usado um padrão circular ou em cunha. 2 Palpe em pequenos círculos 
concêntricos em cada ponto examinado, se possível aplicando compressões suaves, médias e 
intensas. É necessário comprimir com mais firmeza para atingir os tecidos mamários profundos nas 
mamas de maior volume. O exame deve englobar toda a mama, inclusive a periferia, a cauda e a axila. 
• Para examinar a parte lateral da mama, solicite à paciente que deite sobre o quadril oposto, 
colocando a mão na testa, mas mantendo os ombros comprimidos contra o leito ou a mesa de exame. 
Isso achata o tecido mamário lateral. Inicie a palpação pela axila, movimentando-se seguindo uma 
linha reta caudalmente até a linha do sutiã. Depois, movimente os dedos medialmente e palpe uma 
faixa verticaldo tórax até a clavícula. Continue por faixas verticais superpostas até alcançar o mamilo 
e, depois, reposicione a paciente para manter achatada a parte medial da mama; 
 
• Para examinar a parte medial da mama, solicite à paciente que se deite com os ombros tocando 
a mesa de exame ou o leito, colocando a mão no pescoço e levantando o cotovelo até este ficar 
alinhado com o ombro. Palpe seguindo o sentido de uma linha reta, desde o mamilo até a linha do 
sutiã, e depois, de volta até a clavícula, continuando em faixas superpostas verticais até a região 
média do esterno. 
 
Examine o tecido mamário com cuidado, verificando: 
• Consistência dos tecidos. A consistência normal varia muito e depende parcialmente das 
proporções relativas de tecido glandular (mais firme) e gordura (mais mole). Pode haver 
nodularidade fisiológica, que se acentua antes da menstruação. Também pode existir uma crista 
transversa firme de tecido comprimido ao longo da margem inferior da mama, principalmente em 
mamas grandes. Esta é uma crista inframamária normal; não se trata de tumor 
• Dor à palpação, percebida na plenitude pré-menstrual 
• Nódulos. Usando a palpação, pesquise cuidadosamente à procura de nódulos ou massas que 
apresentem diferenças qualitativas ou que sejam maiores que o restante do tecido mamário. Às 
vezes, essa é denominada massa dominante e pode ser reflexo de uma alteração patológica que exige 
avaliação por mamografia, aspiração ou biopsia. Avalie e descreva as características de quaisquer 
nódulos encontrados: 
o Localização – por quadrante ou relógio, com centímetros contados a partir do mamilo 
o Tamanho – em centímetros 
o Formato – redondo ou cístico, discoide ou de contorno irregular 
o Consistência – mole, firme ou dura 
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o Delimitação – bem circunscrito ou não 
o Dor à palpação 
o Mobilidade – em relação à pele, à fáscia peitoral e à parede torácica. Afaste cuidadosamente a 
mama próximo à massa e pesquise se ocorrem retrações. 
o Em seguida, tente movimentar a massa enquanto a paciente mantém o braço relaxado e, 
depois, enquanto ela apoia a mão na cintura. 
Mamilo. Palpe os dois mamilos, observando sua elasticidade. Pressione com mais firmeza se houver 
relato de secreção mamilar 
MAMA MASCULINA 
O exame da mama masculina pode ser sucinto, mas é importante. Inspecione o mamilo e a aréola 
pesquisando nódulos, tumefação ou ulceração. Palpe a aréola e o tecido mamário em busca de 
nódulos. Se a mama parecer maior, diferencie o aumento do tecido adiposo que acompanha a 
obesidade do disco rígido de aumento glandular, denominado ginecomastia. 
Umidade da pele 
 Umidade: deve-se passar as mãos – pode ser seca, normal ou apresentar umidade aumentada. 
 A verificação da umidade inicia-se pela inspeção, mas o método adequado é a palpação, por 
meio das polpas digitais e da palma da mão. Pela sensação tátil, pode-se avaliar a umidade da 
pele com razoável precisão. 
 Observa-se uma das seguintes possibilidades: 
 Umidade normal: geralmente a pele tem certo grau de umidade que pode ser percebido ao se 
examinarem indivíduos hígidos 
 Pele seca: a pele seca confere ao tato uma sensação especial. É observada em pessoas idosas, 
em algumas dermatopatias crônicas (esclerodermia, ictiose), no mixedema, na avitaminose A, 
na intoxicação pela atropina, na insuficiência renal crônica e na 
desidratação 
 Umidade aumentada ou pele sudorenta: pode ser observada em 
alguns indivíduos normais ou pode estar associada a febre, 
ansiedade, hipertireoidismo e neoplasias malignas. Em mulheres na 
menopausa, a umidade excessiva da pele (sudorese) está 
relacionada às ondas de calor. 
 Textura da Pele 
 Pele áspera; enrugada, fina e lisa, de textura normal 
 Passar a ponta dos dedos 
 Textura: (avaliação em toda extensão corporal) 
 - Normalmente a pele tem aspecto liso e firme, com superfície 
regular. 
Temperatura da Pele 
 
 Para avaliação da temperatura da das mãos ou dos dedos, comparando-se 
com o lado homólogo de cada segmento examinado. pele, usa-se a palpação 
com a face dorsal. 
 A temperatura da pele varia entre amplos limites. 
 Nas extremidades essas variações são mais acentuadas. 
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 É muito influenciada pela temperatura do meio ambiente, emoção, ingestão de alimentos, sono e outros 
fatores. 
 Adquirem significado semiológico diferenças de temperatura em regiões homólogas, pois discrepâncias 
de até 2°C podem ser detectadas pela palpação e indicam transtornos da irrigação sanguínea (a área 
isquêmica é mais fria). 
 Podem ser relatadas: 
 Temperatura normal 
 Temperatura aumentada 
 Temperatura diminuída. 
 O aumento da temperatura da pode ser universal ou generalizado, e aí, então, trata-se da exteriorização 
cutânea do aumento da peletemperatura corporal (febre) 
 O aumento da temperatura em áreas restritas ou em segmentos corporais está relacionado com processos 
inflamatórios. 
 A hipotermia localizada ou segmentar revela quase sempre redução do fluxo sanguíneo naquela área. 
Isso decorre, muitas vezes, de oclusão arterial. 
 Um tipo especial de frialdade nas extremidades é observado nos pacientes com transtornos de 
ansiedade. 
 Observa-se em ambas as mãos e nas extremidades inferiores. Nesta situação, costuma haver sudorese 
abundante nas mãos e nos pés, o que muito incomoda o paciente. 
 O registro exato da temperatura da da na prática diária da pele é feito pela termometria cutânea. 
mobilidade da pele 
 Mobilidade = refere-se à sua capacidade de se movimentar sobre os planos profundos 
subjacentes. 
 SEMIOTÉCNICA DA MOBILIDADE = pousa-se firmemente a palma da mão sobre a superfície 
que se quer examinar e movimenta-se a mão para todos os lados, fazendo-a deslizar sobre as 
estruturas subjacentes 
 MOBILIDADE NORMAL: a pele normal apresenta certa mobilidade com relação às estruturas 
mais profundas com as quais se relaciona 
 MOBILIDADE DIMINUÍDA OU AUSENTE: a mobilidade está diminuída quando não se 
consegue deslizar a pele sobre as estruturas vizinhas. Isso ocorre em área sede de processo 
cicatricial, na esclerodermia, na elefantíase e nas infiltrações neoplásicas próximas à pele. 
 MOBILIDADE AUMENTADA: é observada na pele das pessoas idosas e na síndrome de 
EhlersDanlos. 
sensibilidade 
 SENSIBILIDADE DOLOROSA: Semiologicamente, é pesquisada tocando-se a pele com a 
ponta de uma agulha. A perda da sensibilidade dolorosa é chamada hipoalgesia ou analgesia, 
e o aumento da sensibilidade dolorosa denomina-se hiperestesia. 
 SENSIBILIDADE TÁTIL: Para pesquisá-la, fricciona-se levemente o local com uma mecha de 
algodão. Anestesia ou hipoestesia refere-se a perda ou diminuição da sensibilidade tátil. 
 SENSIBILIDADE TÉRMICA: Pesquisa-se a sensibilidade térmica com dois tubos de ensaio, um 
com água quente e outro com água fria. 
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elasticidade 
Elasticidade é a propriedade de o tegumento cutâneo se estender quando tracionado. 
Para avaliar a elasticidade, pinça-se a prega cutânea com o polegar e o indicador, fazendo em seguida 
certa tração, ao fim da qual se solta a pele. 
Do ponto de vista da elasticidade, pode-se ter: 
 Elasticidade normal: observada na pele de indivíduos hígidos 
 Aumento da elasticidade ou pele hiperelástica: características semelhantes às da borracha. Ao se 
efetuar uma leve tração, a pele se distende duas a três vezes mais que a pele normal. O exemplo 
mais demonstrativo é a síndrome de Ehlers-Danlos, na qual ocorre um distúrbio do tecido elástico 
cutâneo 
 Diminuição da elasticidade ou hipoelasticidade: reconhecida pelo fato de a pele, ao ser tracionada, 
voltar vagarosamente à posição primitiva, ou seja, a prega cutânea, feitapara executar a manobra, 
vai-se desfazendo lentamente, enquanto nas pessoas com elasticidade normal a prega se desfaz 
prontamente. 
A diminuição da elasticidade é observada nas pessoas idosas, nos pacientes desnutridos, no abdome das 
multíparas e, principalmente, na desidratação. 
turgor 
 Turgor: soltar a pele pinçada e avaliar o retorno; avalia a hidratação da pele. Pesquisar também nos globos 
oculares (resistência). 
 Avalia-se o turgor, pinçando com o polegar e o indicador uma prega de pele que abranja o tecido 
subcutâneo. 
 O turgor diferencia-se em: 
o Normal: quando o examinador tem a sensação de pele suculenta em que, ao ser solta, a prega se 
desfaz rapidamente. Indica conteúdo normal de água, ou seja, a pele está hidratada 
o Diminuído: sensação de pele murcha e observação de lento desfazimento de prega. Turgor 
diminuído indica desidratação. 
edema 
É o excesso de líquido acumulado no espaço intersticial ou no interior das próprias células. Pode ocorrer 
em qualquer região do organismo, mas, do ponto de vista do exame físico geral, interessa-nos apenas o edema 
cutâneo, ou seja, a infiltração de líquido no espaço intersticial dos tecidos que constituem a pele e a tela celular 
subcutânea e que pode ser identificado pela inspeção e palpação. 
A investigação semiológica do edema tem início na anamnese, quando se deve obter três informações: 
tempo de duração, localização e evolução. 
No exame físico completa-se a análise, investigando-se os seguintes parâmetros: 
 Localização e distribuição 
 Intensidade 
 Consistência 
 Elasticidade 
 Temperatura da pele circunjacente 
 Sensibilidade da pele circunjacente 
 Outras alterações da pele adjacente 
Localização e distribuição 
A primeira grande distinção a ser feita é se o edema é localizado ou generalizado. 
O edema localizado restringe-se a um segmento do corpo, seja a um dos membros inferiores, seja a um 
dos membros superiores, seja a qualquer área corporal. 
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Excluída essa possibilidade, consideramos o edema como generalizado mesmo que aparentemente se 
restrinja a uma parte do organismo. 
É nos membros inferiores que mais frequentemente se constata a existência de edema; todavia, duas outras 
regiões devem ser sistematicamente investigadas: face (especialmente regiões subpalpebrais) e região pré-sacra; 
esta é obrigatória nos pacientes acamados, recém-natos e lactentes. 
 
circulação colateral 
 Significa a presença de circuito venoso anormal visível ao exame da pele 
 Em pessoas de cor branca e de pele clara e delgada (crianças, velhos, pacientes emagrecidos), pode-se ver 
com certa facilidade uma rede venosa desenhada no tronco ou nos membros. Isso não é circulação 
colateral; trata-se, simplesmente, do que se pode designar desenho venoso 
 Distinguir desenho venoso de circulação colateral é fácil na maioria das vezes: a rede visível está na 
topografia normal, simétrica, não é intensa, e as veias não são sinuosas. 
 Circulação colateral indica dificuldade ou impedimento do fluxo venoso através dos troncos venosos 
principais (cava inferior, cava superior, tronco venoso braquicefálico, ilíacas primitivas, veia cava). Por 
causa desse obstáculo, o sangue se desvia para as colaterais previamente existentes, tornando-se um 
caminho vicariante capaz de contornar o local ocluído, parcial ou totalmente. 
 A circulação colateral deve ser analisada sob os seguintes aspectos 
o Localização 
o Direção do fluxo sanguíneo 
o Existência de frêmito e/ou sopro 
Localização 
 Tórax, abdome, raiz dos membros superiores e segmento cefálico são as regiões em que se pode encontrar 
a circulação colateral, cuja avaliação contribui para o raciocínio diagnóstico. Porém, para ser identificada, 
é necessário reconhecer a direção do fluxo sanguíneo. 
Direção do fluxo sanguíneo 
 É determinada com a seguinte técnica: comprime-se com as polpas digitais dos dois indicadores, 
colocados rentes um ao outro, um segmento da veia a ser analisada; em seguida, os dedos vão se afastando 
lentamente, mantida constante a pressão, de modo a deslocar a coluna sanguínea daquele segmento venoso 
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Figura 8.33 Manobra para determinar o sentindo do fluxo sanguíneo. No 1o tempo aplicam-se sobre um segmento 
de veia as polpas digitais dos indicadores justapostos. No 2o tempo, os dedos se afastam um do outro enquanto 
comprimem o vaso, que vai se tornando exangue. O 3o tempo consiste na retirada da compressão: em a retirou-
se a mão direita, e o vaso permaneceu vazio; em b foi retirada a mão esquerda e aí, então, ocorreu o reenchimento 
da veia. Pode-se concluir que o sangue está fluindo da esquerda para a direita. 
 Quando os indicadores estão separados cerca de 5 a 10 cm, são imobilizados e se assegura se realmente 
aquele trecho da veia está exangue. Estando vazia a veia, executa-se a outra parte da manobra, que consiste 
em retirar um dos dedos, permanecendo comprimida apenas uma das extremidades. Feito isso, procura-
se observar o reenchimento daquele segmento venoso: (a) se ocorre o enchimento imediato da veia, 
significa que o sangue está fluindo no sentido do dedo que permanece fazendo a compressão; (b) 
permanecendo colapsado o segmento venoso, repete-se a manobra, agora descomprimindo-se a outra 
extremidade e verificando se houve enchimento do vaso. A manobra deve ser repetida 2 ou 3 vezes para 
não haver dúvida, e, ao terminá-la, o examinador terá condições de saber em que sentido corre o sangue. 
Este fenômeno se registra usando-se as seguintes expressões: 
o Fluxo venoso abdome-tórax 
o Fluxo venoso ombro-tórax 
o Fluxo venoso pelve-abdome. 
Existência de frêmito e/ou sopro 
 A existência de frêmito, perceptível pelo tato, ou sopro, perceptível pela ausculta, necessita ser 
pesquisada. A única condição em que se costuma perceber frêmito e/ou sopro é quando há recanalização 
da veia umbilical (síndrome de Cruveillier-Baumgarten). 
 Conhecidas a localização e a direção do fluxo, podem ser caracterizados quatro tipos fundamentais de 
circulação colateral: braquicefálica, cava superior, cava inferior e porta. 
o Braquicefálica: caracteriza-se pelo aparecimento de veias superficiais ingurgitadas em ambos os 
lados da parte superior da face anterior do tórax, com o sangue fluindo de fora para dentro, na 
direção das veias mamárias, toracoaxilares e jugulares anteriores. 
 Esse tipo de circulação colateral pode apresentar variações, na dependência do tronco 
venoso comprometido. Assim, se o obstáculo estiver no tronco braquicefálico direito em 
decorrência de linfadenomegalia ou aneurisma do joelho anterior da crossa da aorta, haverá 
estase na veia jugular externa direita, que permanece não pulsátil. Se o obstáculo estiver 
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no tronco braquicefálico esquerdo em consequência de linfadenomegalia ou aneurisma da 
convexidade da crossa da aorta, surgirão os seguintes sinais: jugular esquerda túrgida e 
não pulsátil e empastamento da fossa supraclavicular esquerda 
o Cava superior: a rede venosa colateral vai se distribuir na metade superior da face anterior do 
tórax; às vezes, também na parte posterior, nos braços e no pescoço. A direção do fluxo sanguíneo 
pode ficar restrita ao sistema venoso do tórax (Figura 8.34) ou incluir as veias da parede abdominal 
(Figuras 8.35 e 8.36), indicando que o sangue procura alcançar a veia cava inferior através das 
veias xifoidianas e torácicas laterais superficiais. 
 Além da rede de veias, costumam surgir os seguintes sinais: estase jugular bilateral não 
pulsátil, cianose e edema localizado na porção superior dotronco, pescoço e face. Esse 
tipo de circulação colateral se instala quando há um obstáculo na veia cava superior, seja 
compressão extrínseca por neoplasias ou outras alterações mediastinais, principalmente do 
mediastino superior 
 
Figura 8.34 Circulação colateral tipo cava superior, restrita ao tórax. (Adaptada de Wolf-Heiddegger – Atlas de 
Anatomia, 6a ed., 2006.) 
 
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Figura 8.35 Circulação colateral tipo cava superior. 
 
Figura 8.36 Circulação colateral tipo cava superior, incluindo as veias do tórax e da parede abdominal. 
(Adaptada de Wolf-Heiddegger – Atlas de Anatomia, 6a ed., 2006.) 
o Tipo porta: o obstáculo pode estar situado nas veias supra-hepáticas (síndrome de Budd-Chiari), 
no fígado (cirrose hepática) ou na veia porta (pileflebite) (Figura 8.37). A rede venosa vicariante 
localiza-se na face anterior do tronco, principalmente nas regiões periumbilical, epigástrica e face 
anterior do tórax. A direção do fluxo sanguíneo será de baixo para cima, do abdome para o tórax, 
à procura da veia cava superior através das veias xifoidianas e torácicas laterais. Quando a 
circulação colateral se torna mais intensa, podem-se ver vasos nos flancos e fossas ilíacas. Neste 
caso, a direção da corrente sanguínea é de cima para baixo, do abdome para os membros inferiores, 
à procura da veia cava inferior 
 Outras vezes, a rede venosa colateral se concentra na região umbilical, de onde se irradia 
como os raios de uma roda, ou, melhor comparando, como as pernas de aranha que se 
destacam de um corpo central – o umbigo –, recebendo o nome de circulação colateral tipo 
“cabeça de Medusa” 
 
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Figura 8.37 Circulação colateral tipo porta. (Adaptada de Wolf-Heiddegger – Atlas de Anatomia, 6a ed., 2006.) 
o Cava inferior: o obstáculo situa-se na veia cava inferior, e a circulação colateral vai se localizar na 
parte inferior do abdome, região umbilical, flancos e face anterior do tórax. O sangue fluirá no 
sentido abdome-tórax à procura da veia cava superior (Figura 8.38). A causa mais frequente desse 
tipo de circulação colateral é compressão extrínseca por neoplasias intra-abdominais. 
 
Figura 8.38 Circulação colateral tipo cava inferior. (Adaptada de Wolf-Heiddegger – Atlas de Anatomia, 6a ed., 
2006.) 
Panículo Adiposo 
HIPODERME OU TECIDO CELULAR SUBCUTÂNEO 
A hipoderme, tecido celular subcutâneo ou panículo adiposo, situas e logo abaixo da derme e 
apresenta lóbulos de células adiposas delimitadas por septos conjuntivoelásticos 
A hipoderme é rica em tecido adiposo e representa importante reserva calórica para o organismo, 
além de funcionar, em 
certas regiões, como um coxim, protegendo contra traumas. 
É constituída de feixes conjuntivos, fibras elásticas, parte dos folículos pilosos, glândulas 
sudoríparas e grande 
quantidade de células adiposas que se alojam nos alvéolos formados pelo entrecruzamento das 
fibras elásticas. 
O tecido celular subcutâneo pode ser sede de processo inflamatório (celulite) que se exterioriza 
pelos sinais clássicos 
de inflamação, fibromas, neoplasias benignas do tecido conjuntivo etc. São percebidos quando há 
nódulos, lipomas, cistos sebáceos que resultam da retenção de secreção sebácea por obstrução do 
canal excretor das glândulas 
sebáceas, além de outras lesões, incluindo as neoplasias malignas. 
A avaliação do panículo adiposo se faz pela palpação, embora pela inspeção se possam obter 
alguns dados. 
As técnicas de exame são: 
(1) com o polegar e o indicador, pinçase uma prega de pele, incluindo o tecido celular 
subcutâneo; 
(2) com as polpas digitais e a palma da mão, palpase procurando deslizar a pele sobre as 
estruturas 
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subjacentes. Estas manobras são executadas rotineiramente no abdome, no tórax e na raiz dos 
membros. 
Por este procedimento, avaliasse a espessura do panículo adiposo, mas não é apenas sua 
quantidade que interessa à 
clínica médica, também sua distribuição pelo corpo, variável em condições fisiológicas, conforme a 
idade e o sexo, e 
patológicas. 
A sistematização semiológica da hipoderme é classificada: 
■ Quanto à distribuição: 
• Normal quando corresponde à distribuição característica da idade e do sexo; assim, nas crianças 
predomina no rosto e no tronco, enquanto nas mulheres, predomina nas nádegas e raízes das 
coxas 
• Acúmulo especial em determinadas áreas. Exemplo típico é a distribuição do panículo adiposo na 
síndrome de Cushing - braços e pernas magros; face, tórax e abdome com acúmulo de gordura. 
Mais ainda, às vezes este acúmulo 
se concentra na região correspondente ao início da coluna torácica, formando o que se costuma 
designar gibosidade. 
Essa distribuição do tecido gorduroso no corpo do paciente com síndrome de Cushing tem aspecto 
muito característico, 
cujo reconhecimento ajuda no diagnóstico dessa síndrome 
■ Quanto à quantidade: 
• Normal 
• Aumentado, quando se percebe uma grossa camada de tecido adiposo 
• Diminuído ou escasso, quando é reduzido ou nulo o coxim gorduroso debaixo da pele. 
É preciso diferenciar o aumento do tecido adiposo de duas outras condições: pele espessada e 
edema intersticial. As sensações táteis e as características semiológicas de um e outro 
possibilitam a correta diferenciação. 
O tecido adiposo, ou panículo adiposo, circunda a mama, predominantemente nas regiões 
superficiais e periféricas. 
As proporções desses componentes variam de acordo com a idade, estado nutricional geral, 
gravidez, uso de hormônios exógenos e outros fatores. 
Após a menopausa, ocorre atrofia do tecido glandular e uma redução significativa do número de 
lóbulos. 
Cabelos 
Tipo de implantação; 
Distribuição; 
Quantidade; 
Coloração; 
Brilho; 
Espessura; 
Consistência; 
EXAME DOS FÂNEROS 
Para análise do cabelo, devem ser levados em consideração o tipo de implantação, a distribuição, a 
quantidade presente, a coloração e outras características (como espessura e consistência). 
 
> Tipo de implantação: nas mulheres, a implantação do cabelo é mais baixa, diferente dos homens, 
nosquais existem as “entradas” laterais. 
Alterações hormonais em ambos os sexos podem determinar mudanças nesse tipo de implantação. 
> Distribuição: no geral, é uniforme; por isso, quando existem regiões sem pelos, chamamos de 
alopecia, que pode ser causada por diversos fatores. A calvície é uma alteração comum, de 
componente genético, que pode ser parcial ou total. 
 
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> Quantidade: varia de um indivíduo para outro, porém, de forma geral, à medida que ocorre o 
envelhecimento, a quantidade de cabelo se torna mais escassa. 
 
> Coloração: varia com a etnia, porém alterações na cor podem decorrer de mudanças artificiais ou 
patológicas. 
Pêlos: 
Avaliação da: 
Distribuição; 
Quantidade; 
Cor; 
Brilho; 
Compatibilidade com a idade e sexo; 
Cabelo: se quebradiços, escassos 
 
ALTERAÇÕES DOS PÊLOS 
Após o nascimento ou pêlo pode evoluir para dois tipos: ou pêlo tipo velus, que é delicado, fino, macio, 
pigmentado ou não, raramente atingindo 2 cm de compressão, e o pêlo terminal, milho grande e longo. 
Lanugo é um termo que identifica ou pêlo curto, delicado, macio e geralmente sem pigmento, abrangendo 
os recém-nascidos. Após a puberda- de, ou velus tipo pêlo pode, por estímulo de hormônios androgênicos, 
se transformar em terminal de pêlo. O pêlo cresce em média 0,1 mm por dia, e eles crescem 
exponencialmente não são influenciados pelo corte ou depilação. As alterações mais comuns dos pêlos são: 
 Hipertricose: é ou excesso de crescimento do pēlo em determinada região da pele, não influenciado por 
hormônios androgenicos. Geralmente é constitucional, hereditária ou secundária a um medicamento. Hirsutismo: é ou excesso de crescimento do pêlo em determinada região da pele surgimento pelo 
aumento de hormônios androgênicos. Reflete distúrbios ovários, de supra-renal, hipófise ouuso de 
medicamentos, como esteróides anabolizantes, hormônios androgênicos (testosterona) e progesterona. 
 
 Alopecia: é uma diminuição parcial ou total de pêlos de determinada região da pele. Pode ser de origem 
hereditária e hormonal, como na alopecia androgênica (calvície); de origem desconhecida, como na 
alopecia areata, e secundária a processos inflamatórios, neoplásicos e Uso de medicamentos como os 
quimioterápicos. Uma alopecia pode ser ainda de origem nutricional e metabólica, como ocorre na 
desnutrição, no marasmo e kwashiorkor. A madarose é uma diminuição ou ausência de pêlos do 
supercilio e é um sinal muito importante no diagnóstico de hanseniase virchowiana e dimorfa. 
 
 Pēlos em tonsura: os pêlos ficam curtos, quebradiços, geralmente acompanha-dos de descamação, 
lembrando tonsura de bispo. É um sinal muito importante da mycose do couro cabeludo. tos como 
difenilhidantoína, extremeptomicina, corticosteróides, penicilamina, minoxidil, diazóxido, 
benoxaprofeno e ciclosporina A. 
 
Hirsutismo 
Hirsutismo é o aumento da quantidade de pelos no corpo da mulher em locais comuns ao homem. Embora seja 
raro, costuma afetar as mulheres durante os anos férteis e após a menopausa. 
Sintomas 
O principal sintoma é o surgimento de pelos em regiões não comuns às mulheres como queixo, buço, parte de 
baixo do abdômen, ao redor dos mamilos, entre as mamas, nádegas e na parte interna das coxas. 
causas 
O hirsutismo pode ser provocado por fatores genéticos, uso de certos medicamentos, irregularidade menstrual, 
alterações hormonais, infertilidade e acne, mas muitos casos não têm causa definida. 
1.1.1.1.1 hirsutismo familiar 
O crescimento de pelos ocorre, mas não por causa dos ciclos menstruais ou de um desequilíbrio dos hormônios 
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masculinos, que, nesse tipo, estão normais. Nesse caso, a condição é antiga, e pode estar associada a alguns 
grupos étnicos específicos. 
excesso de hormônios masculinos 
O hirsutismo pode estar ligado ao excesso de produção de hormônios masculinos pelas glândulas adrenais e os 
ovários. Em geral, nestes casos o surgimento dos pelos é progressivo, e deve ser investigado. As causas mais 
comuns são distúrbios na regulação da produção dos hormônios sexuais e seu balanço, e muito raramente, 
tumores nos ovários ou nas glândulas suprarrenais. 
Síndrome dos ovários policísticos (SOP) 
 Esta síndrome é associada ao conjunto de mudanças que a mulher sofre no seu ciclo menstrual por alterações 
hormonais, obesidade, acne e infertilidade. Assim, o hirsutismo também pode se manifestar em decorrência da 
SOP. 
Tratamento 
O tratamento do hirsutismo varia de acordo com a causa e com outras doenças que possam estar associadas e 
que requerem intervenção direta e, quase sempre, especializada. Em linhas gerais, o objetivo é combater o 
excesso de hormônios masculinos (se houver) ou bloquear sua ação na estrutura que dá origem ao pelo. 
O primeiro passo é controlar o excesso de peso. Perder 5% do peso corporal representa medida de extrema 
importância no tratamento do hirsutismo, uma vez que o tecido gorduroso tem também a função de sintetizar 
vários hormônios. 
Os tratamentos que bloqueiam a ação dos hormônios masculinos são muito empregados, porém, os resultados 
começam a aparecer em um período entre três e seis meses. 
Paralelamente aos medicamentos, pode ser necessário fazer a remoção física dos pelos. Entre os métodos, há a 
raspagem; a depilação com cera ou cremes depilatórios; a utilização de pinças; e eletrólise e depilação com 
laser, sendo estas últimas técnicas mais duradouras para evitar o surgimento de pelos. A escolha do método 
pode ser discutida com o médico dermatologista. 
**unhas 
 A unha normal apresenta uma implantação que forma um ângulo menor que 160°, o que gera uma 
curvatura nítida visualizada lateralmente. A unha normal tem superfície lisa e é brilhante, tem cor róseo-
avermelhada e espessura e consistência firmes. As unhas dos pés possuem constituições mais variadas e 
geralmente fogem da descrição. 
 Deve-se se examinar todas as unhas da mão e do pé e também as regiões ao redor das unhas. As 
alterações causadas nas unhas por doenças sistêmicas ou injúrias sistêmicas, como reações medicamentosas, 
podem ocorrer devido a anormalidades da matriz ou vasculaturas. Mas, outras alterações podem ser observadas 
ao redor do aparelho ungueal, como nas cutículas, dobra ungueal proximal, leito ungueal, etc. 
 Geralmente as unhas da mão oferecem informações mais sutis do que as unhas dos pés, isso porque, o 
trauma muda ou esconde determinadas manifestações clínicas nas unhas dos pés e porque estas crescem mais 
lentamente. 
Deve-se pressionar o dedo para avaliar se anomalias pigmentares são totalmente alteradas, o que pode 
auxiliar a distinguir se a descoloração é do leito vascular da unha ou da lâmina ungueal. Se com iluminação 
artificial a descoloração desaparece, é mais provável que a alteração seja no leito vascular. 
A forma das unhas pode se alterar de acordo com quadros de desnutrição e hipovitaminoses, em 
processos infecciosos, como onicomicoses. 
Algumas alterações das unhas recebem nomes específicos, como: 
-Leuconíquia: unhas brancas em decorrência de traumas ou doenças – pode ser total ou parcial 
-Onicogrifose: unhas em formato de garra 
-Coiloníquia: unhas em forma de colher, comum em anemia ferropriva, hipotireoidismo, etc 
mucosas 
As mucosas facilmente examináveis a olho nu e sem auxílio de qualquer aparelho são as mucosas 
conjuntivais (olhos) e as mucosas labiobucal, lingual e gengival. 
O método de exame é a inspeção, coadjuvado por manobras singelas que exponham as mucosas à visão 
do examinador. Assim, no caso das mucosas orais, solicita-se ao paciente que abra a boca e ponha a língua para 
fora. 
É indispensável uma boa iluminação, de preferência com luz natural, complementada com o emprego de 
uma pequena lanterna. 
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Os seguintes parâmetros devem ser analisados: 
◗ Coloração 
◗ Umidade 
◗ Presença de lesões. 
*COLORAÇÃO 
 A coloração normal é róseo-avermelhada, decorrente da rica rede vascular das mucosas. A nomenclatura 
habitual é mucosas normocoradas. 
 Descoramento das mucosas. É a diminuição ou a perda da cor róseo-avermelhada. Designa-se este 
achado mucosas descoradas ou palidez das mucosas. Procura-se fazer também uma avaliação quantitativa 
usando-se a escala de uma a quatro cruzes (+, + +, + + + e + + + +). 
OBS: O encontro de mucosas descoradas é um achado semiológico de grande valor prático, pois indica a 
existência de anemia. 
 Mucosas hipercoradas. Significam acentuação da coloração normal, podendo haver inclusive mudança 
de tonalidade, que passa a ser vermelho-arroxeada. Mucosas hipercoradas traduzem aumento das hemácias 
naquela área, como ocorre nas inflamações (conjuntivites, glossites, gengivites) e nas policitemias. 
 Cianose. Consiste na coloração azulada das mucosas cujo significado é o mesmo da cianose cutânea 
analisada posteriormente. 
 
Icterícia. As mucosas tornam-se amarelas ou amarelo-esverdeadas; da mesma maneira que na pele, 
resulta de impregnação pelo pigmento bilirrubínico aumentado no sangue. 
*UMIDADE 
 Em condições normais são úmidas, especialmente a lingual e a bucal, traduzindo bom estado de 
hidratação. Podemos ter: umidade normal ou mucosas secas. 
As mucosas secas perdem o brilho, os lábios e a língua ficam pardacentos, e todas essas mucosas 
adquirem aspecto ressequido. 
 
edema 
É o excesso de líquido acumulado no espaço intersticial ou no interior das próprias células. Pode ocorrer 
em qualquer regiãodo organismo, mas, do ponto de vista do exame físico geral, interessa-nos apenas o edema 
cutâneo, ou seja, a infiltração de líquido no espaço intersticial dos tecidos que constituem a pele e a tela celular 
subcutânea e que pode ser identificado pela inspeção e palpação. 
A investigação semiológica do edema tem início na anamnese, quando se deve obter três informações: 
tempo de duração, localização e evolução. 
No exame físico completa-se a análise, investigando-se os seguintes parâmetros: 
 Localização e distribuição 
 Intensidade 
 Consistência 
 Elasticidade 
 Temperatura da pele circunjacente 
 Sensibilidade da pele circunjacente 
 Outras alterações da pele adjacente 
Localização e distribuição 
A primeira grande distinção a ser feita é se o edema é localizado ou generalizado. 
O edema localizado restringe-se a um segmento do corpo, seja a um dos membros inferiores, seja a um 
dos membros superiores, seja a qualquer área corporal. 
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Excluída essa possibilidade, consideramos o edema como generalizado mesmo que aparentemente se 
restrinja a uma parte do organismo. 
É nos membros inferiores que mais frequentemente se constata a existência de edema; todavia, duas outras 
regiões devem ser sistematicamente investigadas: face (especialmente regiões subpalpebrais) e região pré-sacra; 
esta é obrigatória nos pacientes acamados, recém-natos e lactentes. 
Cadeia de linfonodos: 
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Exame dos linfonodos 
O sistema linfático é constituído dos vasos linfáticos, linfonodos, tonsilas, 
baço e timo. 
Durante o exame físico geral devem ser avaliados os vasos linfáticos e os 
linfonodos, boa parte acessíveis à palpação, mesmo quando estão normais e, 
mais facilmente, quando estão aumentados de volume (linfadenomegalia). 
O exame dos linfonodos se faz por meio da inspeção e da palpação, um 
método completando o outro. 
O lado contralateral deve ser sempre comparado. A palpação é realizada com 
as polpas digitais e a face ventral dos dedos médio, indicador e polegar; no 
caso da extremidade cervical, ajusta-se a cabeça em uma posição que relaxe 
os músculos do pescoço, inclinando levemente a cabeça para o lado que se 
deseja examinar. 
Os linfonodos cervicais são mais facilmente palpáveis com o examinador 
posicionado atrás do paciente. 
Os linfonodos da cadeia jugular são mais bem examinados apreendendo-se o 
músculo esternocleidomastóideo entre o polegar e os dedos indicador e 
médio de uma das mãos. 
Complementa-se o exame utilizando as polpas digitais da mão direita para a 
palpação dos linfonodos do nível I. Para o exame dos grupos de linfonodos 
do nível V, com a mão esquerda segura-se delicadamente a cabeça do paciente, em ligeira rotação, utilizando-se 
as polpas digitais da mão direita e executando-se movimentos circulares, delicadamente, na região 
correspondente aos linfonodos. 
A palpação dos linfonodos das cadeias bucal, parotídea, pré-auricular, retroauricular e occipital deve ser feita 
utilizando-se a polpa dos dedos indicador e médio, executando-se movimentos giratórios. 
 
Para a palpação dos linfonodos axilares, retropeitorais e epitrocleanos, o examinador deve se colocar à frente do 
paciente. Com o paciente sentado ou de pé, o examinador segura gentilmente o membro superior do lado a ser 
examinado, ligeiramente fletido, com a mão heteróloga. Deve-se executar deslizamento suave com a pele 
contra o gradil costal da região axilar e infra-axilar, na região anterior, medial e posterior da fossa axilar. 
A palpação dos linfonodos retropeitorais é realizada com o examinador em frente ao paciente. Com a mão em 
pinça, procede-se à compressão e ao deslizamento em toda a face posterior acessível do músculo grande 
peitoral. 
A palpação dos linfonodos epitrocleanos se faz em continuação à palpação 
dos linfonodos axilares e retropeitorais. Para isso, mantém-se o membro 
superior do paciente em flexão, segurando o antebraço com a mão 
heteróloga. Com a mão contrária, em posição de “pinça”, procede-se à 
compressão e ao deslizamento da goteira epitrocleana. Geralmente, apenas um linfonodo é palpável neste local. 
O paciente deve estar deitado, com a região a ser examinada despida, sendo a palpação dos linfonodos inguinais 
ou crurais feita com os dedos do examinador em extensão, deslizando suavemente, em movimentos circulares 
ou lineares. 
Para a palpação dos linfonodos poplíteos o paciente deve estar em decúbito ventral, com a perna semifletida. O 
examinador mantém os dedos estendidos ou em garra. Cumpre ressaltar que os linfonodos desta região não são 
fáceis de serem palpados. 
Completa-se a investigação examinando o trajeto dos linfáticos. Havendo linfangite, surgem na pele finas 
estrias vermelhas. Os linfonodos profundos raramente são palpáveis, exceto quando hipertrofiados, formando 
blocos, mas podem ser avaliados pelos exames de imagem. 
Em condições normais, os linfonodos são individualizados, móveis, indolores e têm consistência borrachosa. 
Avaliar as seguintes características semiológicas: 
Localização. É necessário saber não apenas a localização com referência às cadeias linfonodais, mas na própria 
cadeia quais linfonodos estão comprometidos, pois este conhecimento permite ao médico deduzir as áreas 
drenadas ou órgãos afetados. 
Tamanho ou volume. Descreve-se esta característica estimando seu diâmetro em centímetros. Normalmente, os 
linfonodos variam de 0,5 a 2,5 cm de diâmetro. Linfonodos palpáveis podem ser normais em adultos. Nestes 
casos são bem individualizados, móveis e indolores. 
 
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Coalescência. É a junção de dois ou mais linfonodos, formando massa de limites imprecisos. A coalescência é 
determinada por processo inflamatório ou neoplásico da cápsula dos linfonodos acometidos, que os une 
firmemente, indicando maior tempo de evolução da doença. 
Consistência. O linfonodo pode estar endurecido ou amolecido, com flutuação ou não. A primeira é própria dos 
processos neoplásicos ou inflamatórios com fibrose. Quando mole e/ou com flutuação, indica, em geral, 
processo inflamatório e/ou infeccioso com formação purulenta. 
Mobilidade. Com palpação deslizante ou, se possível, fixando-o entre o polegar e o indicador, procura-se 
deslocar o linfonodo, o qual pode ser móvel ou estar aderido aos planos profundos, o que indica 
comprometimento capsular com participação das estruturas adjacentes. 
Sensibilidade. O linfonodo pode estar doloroso ou não. Geralmente, as adenopatias infecciosas, bacterianas 
agudas, são dolorosas, podendo acompanhar-se de outras características inflamatórias. São pouco dolorosos nos 
processos infecciosos crônicos e, em geral, indolores nas infecções virais e nos processos parasitários. Os 
linfonodos metastáticos, além de terem consistência pétrea, são indolores. Os linfonodos leucêmicos ou 
linfomatosos são indolores ou levemente doloridos. 
Alteração da pele. Observar a presença de sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor) e de fistulização, 
descrevendo-se o tipo de secreção que flui pela fístula.

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