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QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE “É a totalidade de características de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer as necessidades explícitas e implícitas”. (ISO 9001 - Qualidade e controle de qualidade) A especificação da qualidade analítica trata de requisitos do processo analítico para garantir que resultados produzidos pelos laboratórios atendam a um nível de qualidade desejado. Os principais conceitos relacionados são as características de desempenho analítico que se deseja controlar: erro aleatório (imprecisão), erro sistemático (inexatidão) e erro total. A especificação da qualidade é um ciclo constante entre: - Boas práticas laboratoriais; - Garantia da qualidade; - Melhoria da qualidade; - Controle da qualidade. ● Conceito de Qualidade ● Garantia da qualidade (GQ) É todo o esforço organizado e documentado dentro de uma empresa com o sentido de desenvolver, produzir, manter e assegurar as características do produto, de modo que cada unidade do mesmo esteja de acordo com suas especificações. Programa documentado de garantia de avaliação regular da qualidade analítica; - Programas de Controle Interno e Externo da Qualidade (CIQ e CEQ). - O CIQ compara consigo mesmo,é uma avaliação de precisão dos resultados (reprodutibilidade); e o CEQ compara com outros laboratórios, é uma variação do grau de exatidão (comparação). Detalhar a abrangência dos controles e possibilitar a investigação das causas e variabilidade. Exatidão: fornecer resultados próximos do valor de referência. Precisão: concordância entre as medidas repetidas. Propriedade do método analítico de fornecer resultados reprodutivos. Possui responsabilidades de: - revisar ou introduzir novas tecnologia/métodos; - Profissionais que atuam na liderança de áreas técnicas em conjunto com gestores. - Trabalhar em equipe. Objetivos da GQ: - Adequar eficientemente os meios de produção. - Melhorar o controle de desempenho da empresa. - Controlar tempo e custos. - Estabelecer um fluxo de comunicação comum. Vantagens: - Credibilidade (profissionais, clientes/pacientes, órgãos reguladores). - Economia de recursos a médio e a longo prazo. - Satisfação dos clientes. ● Controle da Qualidade QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE Sistema que avalia o desempenho de processos ou resultados das ações tomadas pela introdução de procedimentos de qualidade assegurados. Avalia o desempenho de todo o sistema da qualidade através de medições. Engloba o registro de ações corretivas. ❖ Controle Interno da Qualidade - - Processo de avaliação da estabilidade do sistema analítico, objetivando evitar a liberação de resultados com erro maior que o especificado; - Realizado através de análise de materiais “padrão”; - Envolve a especificação de erros analíticos e limites de aceitabilidade, aplicando-se métodos estatísticos válidos; - Amostra controle, ligado a reprodutividade; - Controles diários lançados em um gráfico com os limites aceitáveis de erro (LAE); + LAE: calcular média e desvio padrão das 20 primeiras análises consecutivas. - Gráfico de Levey-Jennings (maneira de avaliar e documentar os controles realizados diariamente). - Avaliação diária: verificados resultados dentro ou fora da LAE; - Avaliação semanal: verificação de tendência, desvio, perda de exatidão e/ou precisão; - Avaliação mensal: cálculo de nova média e desvio padrão. ❖ Controle Externo de Qualidade - - Processo de avaliação da adequação do resultado, interagindo com outras organizações; - Ensaios de proficiência, comparações interlaboratoriais e validações clínicas; - “Avaliação Externa da Qualidade”. - Como se fosse um ensaio de proficiência. A RDC 302/2005 da ANVISA é quem regulamenta todo esse processo. ● Precisão e Exatidão A exatidão fornece informações sobre o quão próximo o valor medido está em relação ao valor verdadeiro, enquanto a precisão indica a qualidade da medição, sem garantir que a medição esteja correta. Dá pra ter algo preciso e não exato. QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE ● Critério de Aceitabilidade: - Ver se a situação é aceita ou não no momento de necessidade. O controle deixa com que a variância seja mínima. Liofilização (reagente padrão): conserva a amostra em estado sólido (pó) para voltar a forma de análise tem que misturar com água destilada. Todo dia tem que pegar o padrão e reproduzir antes de iniciar as atividades do dia, para verificar se o controle de qualidade está viável. ● Erros de medições - São definidos como a diferença existente entre um valor medido e um valor verdadeiro ou mais provável; - Todas as medidas físicas possuem um certo grau de incerteza associado ao processo de medição; - Conhecer e expressar o intervalo de confiabilidade do resultado. ❖ Erro aleatório/Imprecisão - Ao acaso, causa imprecisão de um método. - Estimado pelo desvio padrão. - Erro negativo ou positivo. - Frequência indeterminada. - Causa dispersão de valores de medidas repetidas. - Pode ser minimizado, mas nunca eliminado. ❖ Erro sistemático/Inexatidão - Afeta todas as amostras da mesma maneira. - Sempre o mesmo sentido (positivo ou negativo). - Causa ligada às características do processo. - Pode ser praticamente eliminado. - Calculado pela diferença entre a média de um conjunto de resultados e a média verdadeira. ● Gráfico de Levey-Jennigs - Gráfico de controle em que os resultados são registrados em função do tempo, ou número de corridas. - A média e o desvio padrão usados devem ser obtidos por dosagem do controle no próprio laboratório (20 a 30); - A média deve estar dentro da aceitável pelo fornecedor. ❖ Causas da variabilidade: - Pessoas realizando os procedimentos de maneiras diferentes; - Equipamentos que possuem desempenho diferentes; - Materiais que são originados de vários fornecedores; - Métodos que podem ser inadequados aos procedimentos; - Ambiente variando a temperatura e umidade. (continuação gráfico de Levey-Jennigs) - “Fora de controle”: critérios de alerta ou rejeição; - Aumento da imprecisão: aumento da aleatoriedade (oscilação em torno da média); - Perda da exatidão: deslocamento em torno da média. - Tendencias: apontamento de erros sistemáticos, para mais ou para menos. QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE ● Desvio Padrão: É quanto o resultado varia, o quão aceitável é essa variância. Para isso, usam o reagente padrão. 1S = 1° desvio padrão. Imprecisão: resultados dispersos, erro aleatório. Inexatidão: resultado muito fora do normal, erro sistemático. Exato - representa o paciente. ❖ Erro absoluto: é a diferença entre o valor verdadeiro e a aproximação. ❖ Erro relativo: é a relação entre o Erro Absoluto e o valor verdadeiro. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Existem 2 tipos de corridas: 2 níveis (bioquím.) - Normal - Patológica ● Regras de Westgard: - Análise simples de dados através de gráficos; - Permite interpretações e ações imediatas; - Fácil integração e adaptação à rotina; - Baixo nível dá falsas rejeições ou falsos alarmes; - Melhor capacidade de identificação do tipo de erro. ❖ Regras de critério de rejeição* A rejeição não conta pra média. OBS: ➢ Regra 1: 2s (1 ponto está fora do 2° DP) Regra de Alerta. Representa a regra de controle onde o valor de um dos controles excede o limite de Xm ±2s. Não implica em rejeição. A ocorrência de 1:2s é o sinal de alerta e indica que devem ser realizadas inspeções adicionais em todos os dados, ou seja, não diz que tem erro, mas te prepara pro possível erro. OBS: Não existe regra de alerta de 1 nível, só de 2 pra +. ➢ Regra 1:3s Regra de Rejeição. Significa que os resultados devem ser rejeitados porque o valor de um dos controles excede o limite de Xm ± 3s. A violação dessa regra indica um aumento do erro aleatório, mas pode significar eventualmente um erro sistemático de grandes dimensões. QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE ➢ Regra 2: 2s Regra de Rejeição. A regra é inicialmente aplicada em uma mesma batelada para os valores de 2 controles (2 níveis). Os resultados não sãoliberados quando os valores de 2 controles excedem os limites de + 2s ou – 2s, no mesmo dia. A violação indica um erro sistemático. ➢ Regra R: 4s (R significa 2 ou + pontos) Regra de Rejeição. Os valores obtidos devem ser rejeitados quando a diferença entre os dados dos 2 controles é maior que 4s, sendo aplicável somente quando há 2 níveis numa mesma corrida instalados. É indicadora da ocorrência de erros aleatórios.. ➢ Regra 4:1s (4 pontos dentro do mesmo DP) Regra de Rejeição. Os resultados devem ser rejeitados quando 4 valores consecutivos de um controle excedem os mesmos limites ou seja Xm +1s ou Xm 1s. Essas observações requerem análise por 4 dias consecutivos, ou em 2 níveis. A violação indica um erro sistemático. ➢ Regra 7x (pontos em um rumo só - tendência) Regra de Rejeição. Esta regra é violada quando os valores do controle estão no mesmo lado da média em 7 dias consecutivos, não sendo necessário que os limites de +-2s ou +-3s sejam ultrapassados. Esta regra é indicadora da ocorrência de um erro sistemático Tendência --- inexatidão. ➢ Regra 7T (sentido oposto da 7x) Regra de Rejeição. Esta regra é violada quando os valores do controle em 7 dias consecutivos mostram uma tendência crescente ou decrescente, não sendo necessário que os limites de +-2s ou +- 3s sejam ultrapassados. A violação indica incidência de erro sistemático ➢ Regra 10x Regra de Rejeição. Os resultados não podem ser liberados quando os valores do controle estão no mesmo lado da média em 10 dias consecutivos. Essas observações podem ocorrer para o valor de um controle ou para os 2 controles, significando a observação de 10 ou 5 dias respectivamente. QUALIDADE E CONTROLE DE QUALIDADE ❖ Interpretação de dados e ações decorrentes - A interpretação… - … - Identificar causa raiz (5 porques) - Rasteabilidade dos seus processos para permitir a busca das causas de rejeição, inclui identificação dos fatores - Só repetir não agrega valor - Identificar causa do comportamento - Fazer tudo isso antes de fazer exames com material biológico. -------------------------------------------------------------------------- Por: Dávylla Pinheiro.