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TESTE DE ESTERILIDADE HISTÓRICO • Terapêutica parenteral iniciou no Século XVIII; • Primeiro teste de esterilidade foi publicado no British Pharmacopoeia (1932); • Teste em amostras líquidas em caldo peptonado a 37º C por 5 dias; • USP XI adotou o mesmo procedimento em 1936; • Inovações posteriores, como a inclusão da pesquisa de fungos e leveduras e a inclusão do método indireto; CONDIÇÕES DE TRABALHO • Ambiente de fácil limpeza e desinfecção; • Parede sem irregularidades na superfície; • Alimentação de ar filtrado; • Pressão positiva; • Lâmpadas germicidas; • Necessidade da realização do teste de contaminação acidental; • Consiste na exposição de placas de petri contendo meios de cultura no ambiente; • A filtração direta do ar, em membrana esterilizante e semeadura do filtro é um processo alternativo; • Avaliação da contaminação de superfícies com esfregaços com swabs; • A utilização de filtros absolutos tipo HEPA ou câmaras de fluxo laminar permite condições seguras e eficazes para a realização do teste. CONDIÇÕES DE TRABALHO Teste de Esterilidade Verificar a presença de micro-organismos viáveis em produtos que tenham sido submetidos a algum processo esterilizante, pela inoculação em meio de cultura nutriente, que permite a detecção de bactérias, bolores e leveduras, incubado por temperatura e tempos adequados Oficializado: em 1932 na British Pharmacopeia e em 1936 USP XI • É um teste de controle de qualidade utilizado como parte de liberação do produto • Tem limitações estatísticas significativas – detecta apenas contaminação grosseira • Testar amostras do início, meio e fim de produto fabricado de forma asséptica, além de amostras pós intervenções e paradas • Amostras de produtos esterilizados devem ser tomadas de acordo com plano de amostragem. • A amostragem deve ser suficiente para permitir, se necessário refazer testes AMOSTRAGEM • O teste de esterilidade é um ensaio limite; • Deve ser representativo do lote; • Quanto maior for a quantidade de amostras ensaiadas, maior será a segurança do resultado; • O conceito de lote neste caso deve ser avaliado sob diferentes critérios: • Total de unidades produzidas com igual risco de contaminação; AMOSTRAGEM • Se matéria-prima, cada embalagem deve ser analisada (nem sempre possível); • Se utilizado processo de esterilização após a produção do produto, o lote será aquele relacionado a cada ciclo de esterilização e não o número total de unidades produzidas; • Se produto a granel, cada recipiente deverá ser amostrado; • Para ampolas o teste de esterilidade deve ser realizado após o teste de vazamento. • Deve ser realizado sob as mesmas condições de fabrico asséptico • Utilizar câmara de fluxo laminar de grau A câmara de ar de fundo Grau B • Fornecimento de ar através de filtros HEPA, as pressões devem ser monitorados e alarmados • O acesso à área deve ser através de despressurização • Os operadores devem ser adequadamente vestidos com roupas estéreis e devidamente treinados e validados • Procedimentos de limpeza, higienização e desinfecção adequados devem estar no local • Monitoramento ambiental deve ser realizado PREPARO DA AMOSTRA • Deve ser cuidadoso para evitar resultados falsos; • Consiste em desinfetar a superfície externa dos frascos, ampolas ou outros materiais de acondicionamento, com soluções antissépticas voláteis; • Álcool a 70% é o mais utilizado, pode-se utilizar ainda o fenol 5%, álcool iodado, formaldeído 5% e álcool isopropílico; • O tempo de contato é dependente da solução antisséptica utilizada; • O contato por imersão é o método de escolha; • A identificação da amostra é outro fator crítico do teste; • O uso de dispositivos para auxiliar na abertura das amostras pode ser uma boa opção para evitar contaminação; • No caso dos materiais médicos hospitalares, são necessários o uso de swabs, posteriormente lavados ou a lavagem direta com água peptonada com a posterior filtração e inoculação da membrana para a realização do teste. PREPARO DA AMOSTRA METODO DE INOCULAÇÃO São utilizadas duas metodologias de inoculação; Necessidade de comprovação da interferência de um falso-negativo. https://www.youtube.com/watch?v=PqPKFF4OOsU https://www.youtube.com/watch?v=y-Kq161PbY8 https://www.youtube.com/watch?v=AaxyOv8b8Os INOCULAÇÃO DIRETA Primeiro método desenvolvido para o teste de esterilidade até hoje sendo utilizado; • Método direto, simples e de fácil execução, requer pouco treinamento e caracteriza-se por baixo nível de contaminação acidental; • Porém, apresentam baixa representatividade da amostra, consumo elevado de meios de cultura e de vidraria, possibilidade de resíduos de agentes inibitórios, tempo de incubação, restrição para volumes a partir de 100 mL e interferência da turbidez do produto; • Inoculação de quantidades ou volume pré-estabelecidos da amostra em volumes pré-estabelecidos de meios de cultura, na forma líquida ou mediante a semeadura em meio sólido; INOCULAÇÃO DIRETA INOCULAÇÃO DIRETA • Uso de tubos de ensaio contendo o meio de cultura líquido previamente esterilizado; • A transferência é realizada com auxílio de pipetas, seringas ou vertida diretamente sobre o meio; • Para substâncias oleosas se faz necessário o uso de um tensoativo, a fim de dispersar a tomada do ensaio no meio; • Para pomadas oftálmicas, sugere-se que a base seja fundida e a seguir adicionada o tensoativo; • Os produtos com ação antimicrobiana devem ser testados com critérios corretos, a fim de impedir a interferência desta atividade intrínseca. INOCULAÇÃO INDIRETA •Técnica introduzida somente em 1957; •Caracteriza-se por tratamento prévio da amostra com a sua solubilização ou lavagem em líquidos fisiológicos, seguida de filtração esterilizante, inoculação da membrana filtrante em meio de cultura apropriado; •O produto não entra em contato com o meio de cultura; •Método utilizado inicialmente para teste de antimicrobianos difíceis de serem inativados; • Membrana filtrante utilizada constituída de ésteres de celulose, com diâmetro de 47 mm, de borda hidrófoba e tamanho de poro de 0,22 ou 0,45 ± 0,02 m; • Antes de ser utilizado o sistema deve ser montado e esterilizado em autoclave; INOCULAÇÃO INDIRETA INOCULAÇÃO INDIRETA • O método é capaz de testar grandes volumes e ocasionalmente todo o conteúdo de injetáveis de grande volume; • Proporciona a economia do uso de meios de cultura (cerca de 100 mL/lote;) • Método mais susceptível de contaminação acidental; • Maior necessidade de treinamento técnico; • Não pode ser aplicado para suspensões, óleos, cremes e pomadas insolúveis. MEIO DE CULTURA • Desconhecimento pelo analista do contaminante viável residual no produto; • Meios que promovam o crescimento de bactérias mesófilas e psicrófilas e fungos; • Uso de pelo menos dois tipos de meio de cultura; MEIO DE CULTURA • Os mais utilizados são: • Soybean Casein Digest (SCD), (também conhecido como Trypticase Soy Broth (TSB) e Fluido Tioglicolato médio (FTM) usado para detectar organismos aeróbios e anaeróbios https://www.youtube.com/watch?v=y-Kq161PbY8 https://www.youtube.com/watch?v=cneascR3OEc TEMPO E TEMPERATURA DE INCUBAÇÃO • Muitas variações sobre estes parâmetros foram efetuadas; • São aceitos o uso de 7 a 14 dias em uma temperatura de 30 a 37ºC para bactérias; • 20 a 25º C para fungos e leveduras. CONTROLE DA EFICIÊNCIA • Um teste de contaminação acidental deve ser realizado em paralelo ao teste. • Necessidade de inclusão de um controle positivo e outro negativo; • O método deve ser validado; • A qualificação da instalação é outro pré-requisito normalmente requerido. • Não deve ter crescimento microbiológico • Um teste só pode ser repetido quando puder ser demonstrado que o teste era inválido por causas não relacionadas ao produto que está sendo examinado ▪Critérios da Farmacopeia Europeia para Reteste: ▪ (a) os dados do monitoramento mostrar uma falha ▪ (b) o procedimento de teste utilizado durante o ensaio em questão revela uma falha ▪ (c) crescimento microbiano encontrado em controles negativos • (d) falhas no que diz respeito ao material que prejudicam a identificação dos microrganismos isolados e que tenham crescido nas placas. • Procedimentos de pré-esterilização de carga microbiana, utilizado para controle em processo e testes de matérias- primas • O método deve ser validado para a recuperação de baixos números de organismos • Baseia-se no uso de meio anaeróbio para detecção de microrganismos no ambiente • Devem ser determinados limites de aceite, de alerta e de ação e medidas tomadas se os limites forem excedidos 32 https://www.youtube.com/watch?v=1rCuoEAMVT8 https://www.youtube.com/watch?v=7z96761vMXY • Teste de capacidade do meio de cultura em suportar o crescimento microbiano • Os meios de cultura devem ser capaz de suportar o crescimento de uma vasta gama de microrganismos (bactérias e fungos) • Geralmente se usa o meio Caseína de soja digerido (Soybean Casein Digest). Um meio anaeróbio que também pode ser substituído, ocasionalmente, para indicação de presença de microrganismo na monitorização ambiental • Após o preenchimento das placas de petri com meios de cultura, é importante demonstrar que sejam capazes de suportar o crescimento • Os recipientes com meios devem ser inoculados com 10-100 UFC de cepas de organimos como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus, Candida albicans, Aspergillus niger. • As cepas utilizadas devem ter pureza e qualidade comprovada. • Devem ser cepas padrão ATCC - (American Type Culture Collection) • Os meios inoculados devem ser capaz de mostrar o crescimento dentro de 3 dias de incubação para bactérias e 5 dias para fungos • Meios utilizados no monitoramento ambiental também deve ser testado quanto a sua fertilidade. • Deve ser realizada Validação de recuperação para demonstrar a neutralização de resíduos de desinfetante (meio deve conter neutralizadores). • Meios adquirido externamente devem igualmente ser testados • Meios utilizados para monitoramento ambiental deve ser pré- incubado para demonstrar "esterilidade" antes de usar • Meios de cultura devem ter uma vida útil validada, ou seja, determinar a validade destes.