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Unidade 2 Seção 3 iStock 2017 Psicologia Escolar e Educacional 1. Acesse a loja de aplicativos do seu smartphone e baixe um leitor de QR CODE. 2. Abra o leitor e fotografe o código. 3. Você será direcionado a este conteúdo. Bons estudos! Acesse este conteúdo pelo smartphone O que é isso? Clique no código e saiba mais. 1 Webaula 3 Desafios educacionais Nesta webaula vamos estudar a agressividade no contexto educacional, as estratégias de manejo em sala de aula frente à agressividade, as psicopatologias no contexto escolar e os desafios vivenciados pelos professores quanto a essas temáticas. iStock 20172 Agressividade no contexto educacional Del Prette e Del Prette (2005) mencionaram que a agressividade infantil se relaciona a um padrão sociocognitivo que inclui, entre outras características, falha em interpretar e até mesmo em identificar pistas sociais; tendência a atribuir intenções hostis ao outro; e dificuldade em gerar soluções efetivas para demandas interpessoais. Nesta perspectiva, a interpretação da criança frente a determinada situação social impacta na emissão do seu comportamento. A avaliação da situação é, portanto, complexa, e há uma interação de variáveis pessoais e situacionais (LEME, 2004). 3 Entre os prejuízos sociais das crianças agressivas encontram-se dificuldades acadêmicas, evasão escolar, repetência, déficits em habilidades sociais pela rejeição de pares, déficits e distorções nas habilidades de resolução de problemas, problemas na atenção, hiperatividade, depressão e, a longo prazo, drogação, alcoolismo, participação em gangues, criminalidade e delinquência (DEL PRETTE; DEL PRETTE, 2005; LEME, 2004; DIAS, 2012; BARBOSA et al., 2011). iStock 20174 Forma física Forma relacional Função reativa Função proativa Barbosa et al. (2011) consideraram o comportamento agressivo sob duas formas: física e relacional, e sob duas funções: reativa e proativa. Clique nos botões para saber mais. 5 Lisboa e Koller (2001) acrescentam à agressão a função de comunicação frente à adaptação da criança a novas situações sociais. Para as autoras, as crianças, ao enfrentarem mudanças de papel ou transições ecológicas entre os contextos de desenvolvimento, expressas, por exemplo, no nascimento de um irmão ou na mudança de escola ou de casa, reagem de modo agressivo buscando uma adaptação à nova situação. Assim, a agressividade pode ser compreendida como um pedido de ajuda e identificada como uma tentativa de adaptação. 6 Clique aqui para saber mais. 7 Observa-se, portanto, que a agressividade infantil vem sendo bastante estudada na literatura, mas não se encontrou, ainda, clareza e compreensão sobre tais comportamentos na escola. O grande desafio relaciona-se com manejá-los em sala de aula. Barbosa et al. (2011) apontaram que a repetição do comportamento agressivo em sala de aula, somada com a dificuldade do professor em lidar com a agressividade, leva à persistência do comportamento, prejudicando o aprendizado e a socialização da criança agressiva. Nesta perspectiva, faz-se necessário disseminar nas escolas informações teórico-práticas sobre a agressividade infantil, além de estratégias de manejo em sala de aula e experiências de sucesso voltadas para a ampliação do repertório comportamental infantil. Dias (2012) assegurou que os resultados de programas que levam as crianças a ampliar o conhecimento e a compreensão sobre o pensamento das outras pessoas, sobre o que elas fazem ou deveriam fazer e sobre como elas se sentem são promissores para a emissão de comportamentos que favorecem a convivência. iStock 20178 É importante promover o desenvolvimento emocional e social das crianças e adolescentes nas escolas. O psicólogo escolar, como profissional de suporte inserido à rotina escolar, deve planejar com os professores e demais membros da instituição projetos de intervenção que visem ao ensino de estratégias de resolução de problemas, além do ensino das estratégias de manejo das emoções e de maximização de potencialidades das crianças. iStock 20179 Psicopatologia na sala de aula Fava e Barros (2016), a fim de contribuir para o desenvolvimento saudável dos escolares e favorecer a convivência e o aprendizado das crianças na escola, elaboraram uma série de orientações aos professores com base nos problemas de saúde mental na escola. Nota-se que as orientações das autoras impactariam não somente as crianças com transtorno, mas ampliariam o repertório de manejo dos docentes frente aos comportamentos delas em sala de aula. 10 As autoras apontaram que é de suma importância o conhecimento das características básicas de cada transtorno por parte dos docentes e da direção da escola, assim os comportamentos presentes em sala de aula podem ser mais bem compreendidos levando em consideração o desenvolvimento integral infantil. Ressalta-se que as psicopatologias presentes nas escolas não devem ser exclusivamente manejadas neste contexto; crianças com problemas de saúde mental devem ser acompanhadas também por especialistas fora da escola. 11 No que tange às estratégias em sala de aula, Fava e Barros (2016) mencionaram que cada psicopatologia requer ações específicas do docente, porém, como orientação geral, deve-se manter o diálogo aberto com o aluno com psicopatologia, elogiar suas habilidades e potencialidades, estabelecer vínculo seguro, promover bom clima de sala de aula e acolher os sentimentos dos colegas. iStock 201712 Vídeo de encerramento 13 https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cef0e36cb56bc0d80571195a9e6072ec/99189dad33a15f7433b1ba627ebf9066 Android: https://goo.gl/yAL2Mv iPhone e iPad - IOS: https://goo.gl/OFWqcq Aqui você tem na palma da sua mão a biblioteca digital para sua formação profissional. 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