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BIOMEDICINA 2A FASE - EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA LUIZA PELLEGRINI DOENÇAS INFECCIOSAS: TUDO SOBRE A DOENÇA DE LYME ___ SOBRE É uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Borrelia burgdorferi transmitidas por carrapatos. Ela é mais comum na América do Norte e na Europa e recebe esse nome por conta dos diversos casos que ocorreram em 1997 na cidade de Lyme, em Connecticut (EUA). Pelo fato de um dos principais sintomas ser inchaço e dor nas articulações, acreditava-se que era artrite. Porém, como os casos eram agudos (os sintomas desapareciam) e afetavam apenas adolescentes, os pacientes foram estudados e a doença de Lyme foi descoberta. Apesar disso, acredita-se que a doença seja muito mais antiga. Características A Doença de Lyme é causada principalmente pela picada de carrapatos da espécie Ixodes ricinus infectados pela bactéria Borrelia burgdorferi e que se alimentam de sangue humano. Para que essa espécie consigam transmitir a doença para pessoas, é preciso que o carrapato fique agarrado na pessoa por pelo menos 24 horas. Essa bactéria pode estar presente no sangue de diversos animais, como por exemplo veados e ratos. Sinais e sintomas precoces Estes sinais podem aparecer dentro de 1 mês após a infecção. Consistem no surgimento de uma protuberância avermelhada na região em que houve a picada e sintomas gripais como febre, calafrios, fadiga, dores no corpo e dor de cabeça. 2 Sinais e sintomas tardios Em algumas pessoas, as erupções cutâneas podem se espalhar para o resto do corpo e, várias semanas ou meses depois, começa o aparecimento de: dor nas articulações e inchaço, problemas neurológicos como meningite, paralisia temporária de um lado do rosto, dormência ou fraqueza dos membros, além de movimentos musculares prejudicados. Alguns sintomas não tão comuns podem ser inflamação do fígado (hepatite), problemas de coração e inflamação dos olhos. Incubação O período de incubação varia de 3 a 32 dias (em média, 7 a 14 dias) e vai desde a exposição ao carrapato-vetor até o aparecimento do eritema crônico migratório. Mesmo que não haja lesão cutânea na fase inicial, ainda assim a doença pode se manifestar anos mais tarde. 3 Transmissão Só ocorre por meio das ninfas do carrapato, não ocorrendo inter-humana e é incomum a transmissão materno-fetal. Diagnóstico O diagnóstico é difícil de ser feio e baseia-se na identificação dos aspectos clínicos da doença em paciente com relato de possível exposição (epidemiológico) ao microrganismo causal, associados com testes laboratoriais. A cultura para isolamento da B. burgdorferi é definitiva, mas raramente é bem sucedida a partir de sangue do paciente, ocorrendo em aproximadamente 50% dos casos em material de biópsia da lesão (EM). A sorologia por Elisa e imunofluorescência indireta são os métodos mais utilizados, pois os títulos de anticorpos IgM específicos em geral alcançam o máximo em 3 a 6 semanas. Esse anticorpo exibe reação cruzada com outras espiroquetas, inclusive o Treponema pallidum, mas os pacientes com Doença de Lyme não mostram resultado positivo no VDRL. O Western Blot é valioso quando se suspeita de Elisa falso-positivo. A reação em cadeia da polimerase (PCR) é empregada para detecção do DNA da espiroqueta em material do hospedeiro. Como essas técnicas não estão bem padronizadas, a interpretação dos testes deve ser cautelosa, pois pacientes que recebem tratamento precoce podem apresentar sorologia negativa. A sensibilidade das provas aumenta na fase mais tardia da doença, em pacientes não tratados. 4 Prevenção e controle Ocorre pelo uso de repelentes de insetos e usar roupas compridas, que não deixem sua pele exposta, além do cuidado ao visitar países com grande incidência da doença. 5 Tratamento Em adultos, o tratamento se dá por meio de antibióticos, que são: Doxiciclina, 100mg (2 vezes por dia, por 15 dia, ou Amoxicilina 500mg (4 vezes ao dia), por 15 dias; se as lesões forem disseminadas, prolongar o tratamento por 3 a 4 semana. Em crianças com menos de 9 anos, administra-se Amoxicilina, 50 mg/kg/dia, fracionada em 3 doses diárias, por 3 semanas. Nas manifestações neurológicas (meninges), usar Penicilina cristalina, 20 milhões UI/dia, fracionadas em 6 doses endovenosas diárias, ou Ceftriaxona, 2g/dia, por 3 a 4 semanas. Em situações graves, o paciente pode precisar também de sessões de fisioterapia para a artrite. No Brasil Foi diagnosticada pela primeira vez em 1992. De notificação obrigatória, já foram detectados casos em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Entretanto, não há registros no país da doença em sua forma mais grave. Os carrapatos no Brasil não pertencem ao complexo Ixodes ricinus, como encontrado nos Estados Unidos. Aqui, eles pertencem aos gêneros Amplyomma cajenenses, Rhipicephalus sanguineus, Rhipicephalus microplus, Dermacentor nitens e infestam tanto animais silvestres quanto domésticos. Curiosidades Diversos famosos já disseram possuir/ter possuído a doença, como por exemplo Justin Bieber, Avril Lavigne, Ben Stiller, Kelly Osbourne, Ashley Olsen, entre outros. Em 2008, foi lançado um filme chamado Lymelife, que conta a história de uma família cujo pai é diagnosticado com a doença de Lyme enquanto a família passa por diversas outras dificuldades. Atualmente, o filme está disponível para compra/aluga no Vudu, Prime Video e Apple TV. 6 Fontes Doença de Lyme - Wikipedia Doença de Lyme - Medicina Net Doença de Lyme: Sintomas, Tratamentos e Causas - Minh aVida Doença de Lyme: o que é, principais sintomas e tratamento - Tua Saude Doença de Lyme - Sociedade Brasileira de Reumatologia Lymelife (2008) - Rotten Tomatoes 7 https://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Lyme https://www.medicinanet.com.br/conteudos/biblioteca/1745/doenca_de_lyme.htm https://www.minhavida.com.br/saude/temas/doenca-de-lyme https://www.tuasaude.com/doenca-de-lyme/ https://www.reumatologia.org.br/noticias/doenca-de-lyme/ https://www.rottentomatoes.com/m/lymelife