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EMULSÕES
Profª. Lays Fernanda Nunes Dourado
Emulsões
Fase interna Fase externa
Forma 
farmacêutica
Sólida Líquida Suspensão
Líquida Líquida Emulsão
“ É a forma farmacêutica líquida de um ou mais princípios
ativos que consiste de um sistema de duas fases que
envolvem pelo menos dois líquidos imiscíveis e na qual
um líquido é disperso na forma de pequenas gotas
(fase interna ou dispersa) através de outro líquido
(fase externa ou contínua). Normalmente, é estabilizada
por meio de um ou mais agentes emulsificantes.
Abreviatura: emu.”
(Farmacopeia Brasileira 5ªEd, 2010)
Definição
“Emulsão é uma dispersão de dois líquidos imiscíveis (ou
parcialmente miscíveis) – um distribuído uniformemente na
forma de gotículas finas (a fase dispersa) por meio do outro
(a fase contínua).”(AULTON, 2016)
Vantagens
•Formas farmacêuticas líquidas de fácil deglutição indicadas para pacientes
com dificuldade de engolir cápsulas e comprimidos.
•Fácil absorção.
•Mascara sabor e odor desagradável de ativos na fase interna não tem contato
com as papilas gustativas. Ex:óleo de rícino – mais palatável
•Fármacos lipossolúveis e hidrossolúveis na mesma preparação.
•Proteção do fármaco (oxidação, hidrólise).
•Aplicação tópica:
-aceitabilidade
-proteção da pele (fármaco irritante)
•Nutrição parenteral
• Forma farmacêutica mais complexa do ponto de vista da 
formulação.
• Instabilidade: sistema termodinamicamente instável.
• Tendência à sedimentação/cremagem das partículas.
Desvantagens
Exemplos
Cosméticos Medicamentos
Alimentos
Pesticidas
Asfalto
Classificação
EMULSÕES
QUANTO AO TAMANHO
MACROEMULSÕES
MICROEMULSÕES
NANOEMULSÕES
QUANTO A CONSISTÊNCIA
CREMES
LOÇÕES
LEITES
Classificação
EMULSÕES
QUANTO A CARGA
IÔNICAS
NÃO IÔNICAS
QUANTO AO TIPO
SIMPLES
O/A
A/O
MÚLTIPLAS A/O/A
O/A/O
Classificação
O/A A/O MICROEMULSÃO
A/O/A O/A/O NANOEMULSÃO
Emulsões múltiplas
Uma gotícula de óleo revestindo
uma gotícula de água pode ser
suspensa em água para formar um
a emulsão A/O/A.
Uma gotícula de água revestindo
uma gotícula de óleo pode ser
suspensa em óleo para formar um
a emulsão O/A/O.
A/O/A O/A/O
Água Óleo
Determinação dos tipos de emulsões
Ensaio de Diluição
Ensaio com corante
Ensaio de Condutividade Elétrica
Determinação dos tipos de emulsões
Método por diluição
- Sempre que se adiciona um líquido a uma emulsão e esta continua
estável, o líquido adicionado corresponde a sua fase externa.
- Uma emulsão O/A pode ser diluída com a água, mas não com o óleo.
Para uma emulsão A/O é o inverso.
Determinação dos tipos de emulsões
Método dos corantes
- Coloração contínua ou coloração das gotículas. Adiciona-se à emulsão
um corante lipossolúvel (Sudan III) - se a emulsão for do tipo A/O, a
coloração propaga-se na emulsão;
-Se a emulsão for do tipo O/A, a cor não se difunde. Temos fenômenos
inversos com o uso de corantes hidrossolúveis (eritrosina ou azul de
metileno).
Ensaio de condutividade elétrica
Determinação dos tipos de emulsões
- Emulsões O/A são capazes de conduzir corrente elétrica
- Óleos são maus condutores de corrente elétrica
Ensaio:Um circuito elétrico o qual está interligada 
uma lâmpada – mergulhar as duas extremidades 
do circuito na emulsão.
Tipo O/A – a lâmpada acende
Tipo A/O – a lâmpada permanece apagada
Usos
Oral (O/A)
-Mascara sabor desagradável (adição de edulcorantes e flavorizantes hidrossolúveis).
-Fármaco preferencialmente lipofílico.
-Aumentar absorção de um óleo pelo intestino – gotículas submicrométricas – maior 
área interfacial.
Ex.: 
Entrega de óleos medicinais – óleo de rícino – tratamento de constipação
Suplementos alimentares orais – óleos de fígado de peixe e óleos 
vegetais – forma mais palatável e aceitável.
Emulsão para uso externo (O/A) ou (A/O)
•Dermatologia
- consistência desejada
- facilidade de espalhamento
- facilidade de remoção
- não mancham as roupas dos doentes
Emulsão A/O – hidratam a pele por oclusão – permeabilidade de fármaco.
Loções O/A e cremes – facilmente removidos por lavagem.
Emulsificação – retardo da absorção de substâncias – Fórmula de ação retardada.
Ex: Efedrina (O/A) – mais lenta absorção pela mucosa nasal do que em solução oleosa.
Usos
Usos
Via intravenosa (O/A)
-Óleos alimentares e medicinais.
Carreadores intravenosos para fármacos de solubilidade aquosa limitada
Ex.:Intralipid® / Diazepam–Diazemuls®
Vantagem em comparação as soluções: menor toxicidade e menos dor 
na injeção.
-Emulsificante atóxico – lecitina
-Cuidado com o agente emulgente e do diâmetro dos glóbulos dispersos.
Emulsificação
1 
Consiste, essencialmente, em dividir uma das fases de um sistema 
heterogêneo em pequenos glóbulos
2 
Aumento extraordinário da área superficial 
(sistema termodinamicamente instável)
3 
Estabilidade cinética 
Uso de emulsificadores iônicos - surfactantes (repulsão eletrostática) 
Polímeros (estéricas)
4 
Uso de emulsificadores mistos - emulsões mais estáveis
Inibem ou retardam os processos de coalescência e amadurecimento 
de Ostwald
Amadurecimento de Ostwald
Observado pela primeira vez por Ostwald, em 1896, o fenômeno de
amadurecimento de Ostwald consiste no crescimento do raio da
gotícula e na diminuição do número total das gotículas dispersas.
Esse efeito evidencia a condição de um sistema termodinamicamente
instável, ou seja, um processo que não é espontâneo. É este efeito
que leva à separação da emulsão com o passar do tempo.
Teorias da emulsificação
Filmes Interfaciais
Coloides hidrofílicos como estabilizantes de emulsão
Partículas sólidas na estabilização de emulsões 
Tensão Interfacial
• Tensão interfacial: força que faz líquidos imiscíveis resistirem a fragmentação em
pequenas gotículas.
• Tensão interfacial é reduzida com o uso de agentes emulsificantes (filmes interfaciais).
Teorias da emulsificação
Filmes interfaciais
O agente emulsificante forma uma película protetora e flexível ao redor das gotas.
A adsorção de um agente tensoativo à interface do glóbulo reduzirá a tensão
interfacial (O - A ). 
O filme evita o contato e a coalescência da fase dispersa.
Quanto mais resistente for a película, maior a estabilidade da emulsão.
Teorias da emulsificação
Teoria da estabilização de emulsões
Coloides hidrofílicos como estabilizadores de emulsão
-Proteínas (gelatina, caseína)
-Polissacarídeos (goma-arábica, derivados de celulose e alginatos)
Baixa atividade superficial 
Adsorvem à interface óleo/água 
Formam multicamadas
Multicamadas:
-Tem propriedades viscoelásticas – resistem à ruptura
-Forma barreiras mecânicas à coalescência
Teoria da estabilização de emulsões
Coloides hidrofílicos como estabilizadores de emulsão
Proteínas – ionizam-se: grupos amino e ácido carboxílico
Goma – arábica – sais de ácido arábico
As cadeias de polipeptídeos hidrofóbicos adsorvem e ancoram as moléculas na
superfície, enquanto que os blocos de carboidrato inibem coalescência por fenômeno
de repulsão eletrostática e estérica.
Teoria da estabilização de emulsões
Partículas sólidas na estabilização de emulsões
- Partículas sólidas finamente divididas
- Preferência de molhagem por uma fase
- Se elas tiverem adesão suficiente umas às outras para que formem um filme ao 
redor das gotículas dispersas.
Molhabilidade preferencial do sólido pela água:
forma emulsão O/A
Ex.: hidróxido de alumínio, magnésio e argila (betonita)
Emulsão de parafina liquida e Mg(OH)2
Molhabilidade preferencial do sólido pelo
óleo : forma emulsão A/O
Ex.:negro de fumo (fuligem) e talco
Fase interna, dispersa ou descontínua
Fase externa, dispersante ou contínua
Agente emulsivo ou emulsificante
Componentes de uma emulsão
Fase aquosa
Fase oleosa
Agente emulsificante
Água e soluções hidrossolúveis
Óleos, ceras, gorduras e 
substâncias lipossolúveis
Formação e estabilização 
da emulsão
Fase Aquosa
-Água – destilada ou deionizada(Ca²+ e Mg²+ :perturba estabilidade).
-Umectantes: glicerina, propilenoglicol, sorbitol.
-Agentes conservantes hidrossolúveis: ácido sórbico, p-hidroxibenzoatos.
-Substâncias Hidrossolúveis:vitaminas, aminoácidos, proteínas,etc.
-Espessantes: polissacarídeos (goma arábica).
-Flavorizantes e corantes – hidrossolúveis.
-Edulcorantes.
- Tampões.
Componentes de uma emulsão
Conservantes: Conc.
Benzoato de sódio 0,5%; 
Álcool benzílico (pH>5) 1-4%; 
Ácido sórbico (pH<6) 0,1-02%
Clorobutanol (pH<5) 0,5%
Imidazolidinil uréia 0,05-0,5%
Nitrato fenilmercúrio 0,002-0,004%
Metilparabeno (Nipagim) 0,05-0,3%
Propilparabeno (Nipazol) 0,02-0,2%
Butilparabeno 0,02-0,2%
Cloreto benzalcônio 0,002-0,1%
Água, conservantes, corantes, 
edulcorantes e aromatizantes.
Fase Aquosa
Componentes de uma emulsão
Fase Oleosa
- Óleos (animal,vegetal,mineral e sintético).
- Essências, resinas, gomo-resinas, ceras e gorduras.
- Ácidos graxos (saturados e insaturados).
- Emolientes: vaselina líquida, óleos vegetais
- Substâncias lipossolúveis: vitamina E, filtros solares.
- Conservantes lipossolúveis: propilparabeno (Nipazol).
- Antioxidantes: hidroxitolueno butilado (BHT), vitamina E, palmitato de ascorbila.
Componentes de uma emulsão
Ácido esteárico EHL = 15
Álcool cetílico EHL = 15
Álcool estearílico EHL = 14
Cera de abelhas EHL = 12
Lanolina Anidra EHL = 10
Óleo mineral (leve/pesado) EHL = 12
Parafina sólida EHL = 11
Vaselina sólida EHL = 12
Substâncias lipossolúveis (óleos, resinas, 
ceras, gorduras) + antioxidantes
Fase oleosa
Componentes de uma emulsão
ANTIOXIDANTES: Galato de propila,
tocoferol, Butilhidróxianisol (BHA),
Butilhidróxitolueno (BHT), Palmitato de
ascorbila
EMOLIENTE X UMECTANTE X HIDRATANTE
Emoliente
São substâncias como óleos ou 
lipídios, que têm finalidade de 
suavizar, amaciar ou tornar 
a pele mais flexível.
Os emolientes diminuem a 
perda transepidérmica de água 
e mantêm o nível adequado de 
umidade no estrato córneo, 
permitindo flexibilidade cutânea.
óleos vegetais, ácidos graxos (ômega 6 
e 3) e lipídios
Umectante
São substâncias que contêm 
água em sua formulação e, 
quando aplicadas na pele, 
criam uma camada protetora, 
que protege a pele de perder 
água para a atmosfera, 
mantendo-a umedecida. Essas 
substâncias não permeiam no 
estrato córneo.
Hidrolisados de proteína animal ou 
vegetal, glicerina, D-pantenol, ácido 
hialurônico, óleos e extratos vegetais
Hidratante
Os agentes 
hidratantes conseguem 
permear na camada córnea, 
ligando-se às moléculas de 
água, retendo-as em toda sua 
extensão não somente 
superficialmente. 
Uréia (3%)
Agente emulsificante
Características necessárias:
- compatível com outros componentes da formulação;
- não interferir na estabilidade e eficácia do princípio ativo;
- quimicamente estável;
- inócuo;
- inodoro,insípido e incolor;
- capacidade de formar emulsão estável;
- efetivo em baixas concentrações;
- capaz de reduzir a tensão superficial entre os dois líquidos imiscíveis;
Agentes emulsificantes
Fatores que afetam a escolha
- Validade do produto (“shelflife”)
- Tipo de emulsão desejada
- Custo
- Compatibilidade
- Toxicidade
- Estabilida de química
- E.H.L. (Equilíbrio Hidrofílico - Lipofílico)
A proporção hidrofílica e lipofílica do agente emulsificante varia e
desta forma a sua solubilidade tende a ser maior em uma das fases:
Solubilidade preferencial do emulgente vai definir o tipo de
emulsão.
Regra de BANCROFT: Aquela fase em que o agente emulsivo for
mais solúvel constituirá a fase contínua da emulsão.
Fase aquosa Fase oleosa
Agentes emulsificantes
Um emulsificante que tem características mais hidrofóbica do que
hidrofílica tende a formar emulsão A/O.
Ex.Ésteres de sorbitano não iônicos (Spans®)
Um emulsificante com características mais hidrofílica do que
hidrofóbica promoverá a formação de uma emulsão O/A.
Ex. Ésteres de polioxietileno-sorbitano - mais hidrofílico (polissorbatos)
Agentes emulsificantes
Tipos de agentes emulsificantes
Colóides hidrofílicos – polissacarídeos
- Carboidratos: goma arábica, adragante, ágar, celulose microcristalina e pectina.
-Modificadores de viscosidade – aumentam consistência da fase externa – inibem 
a coalescência.
-Geralmente formam emulsões tipo O/A
Substâncias proteicas: gelatinas, gema de ovo e caseína
- Emulsões do tipo O/A
Álcoois de alto peso molecular: álcool estearílico, álcool cetílico e o
monoestearato de glicerila.
Agentes espessantes e estabilizantes
- Emulsões do tipo O/A
Tipos de agentes emulsificantes
Tensoativos
AGENTES ANIÔNICOS: são substâncias ionizáveis, sendo a parte tensoativa da molécula
representada pelo ânion.
Ex:sabões monovalentes, polivalentes e orgânicos.
AGENTES CATIÔNICOS: as propriedades tensoativas se encontram na parte catiônica da
molécula. São sais de amônio quaternário.
Ex:cloreto de benzalcônico.
AGENTES NÃO-IÔNICOS: não apresentam tendência à ionização.
Ex:ésteres de sorbitano e os derivados de polioxietileno.
AGENTES ANFÓTEROS: são substâncias que se comportam como ácidos ou como base
dependendo do pH da preparação a qual estão presentes.
Duplo caráter iônico; agem em ampla faixa de pH.
Ex.cocoamidopropilbetaínas; dodecildiaminoetil glicina.
Emulsões 
Aula 2
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
•1948 Griffin introduziu a noção de EHL para classificar um composto de
acordo com suas características de hidrofilia e lipofilia.
• O EHL representa a relação entre os grupos hidrofílicos e lipofílicos
constituintes da molécula dos tensoativos.
•Griffin traduziu estas propriedades numa escala numérica – atribuídos v
alores às substâncias tensoativas – 1 a 20.
• maior solubilidade em água
• tensoativo é mais hidrófilo
• emulsões O/A
EHL > 8
• menor solubilidade em água
• tensoativo é lipófilo
• emulsões A/O
EHL < 8
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
Escala de Griffin
Estendido para emulsificantes iônicos – a escala vai até 
50 (capacidade de ionização destes) 
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
A/O
O/A
Atividade EHL
Antiespumante 1-3
Emulsificantes (A/O) 3 - 6
Umectantes 7 - 9
Emulsificantes (O/A) 8-18
Solubilizantes 15- 20
Detergentes 13-15
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
• Cada emulsão possui valor de EHL próprio, o qual depende das substâncias
lipofílicas e suas concentrações na fórmula
• Assim como os emulgentes, cada emulsão possui valor de EHL com máxima
estabilidade.
• Após determinar qual é este valor, se utiliza o emulgente com valor de EHL
mais próximo.
O EHL é um sistema utilizado para classificar moléculas com características
tensoativas.
Com o valor de EHL podemos planejar qual o melhor tensoativo para estabilizar
uma emulsão.
Valores de EHL são aditivos numa formulação.
A associação de Span 80 (EHL 4,3) + Tween 80 (EHL 15) pode originar emulsões A/O
ou O/A dependendo da proporção entre estes.
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
•Complexo interfacial adequado
•Formação de película compacta e mais aderida
•Aumento da resistência da película (membrana)
•Possibilidade de ter apenas um emulgente de alto EHL e outro de baixo EHL.
Clique para editar o título Mestre
E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico
Cálculo de EHL
1. Calcule a massa total dos componentes da fase oleosa
2. Calcule a % parcial (fração) de cada um dos componentes da formul
ação
3. Multiplique o EHL de cada componente pela sua fração.
4. Some os EHLs parciais e obtenha o EHL da emulsão
Teoricamente, o melhor tensoativo para emulsificar uma
emulsão é aquele cujo valor do EHL mais se aproxima
ao EHL da emulsão. No entanto, este sistema é apenas
orientativo e deve-se testar tensoativos com valores de
EHL próximos ao da emulsão.
Cálculo de EHL
Cálculo de EHL- resolução
Cálculo de EHL
Fórmula (% p/v):
- Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) 
- Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e14) 
- Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) 
- Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e Span 65, EHL = 3)
- Conservante ............................. QS
- Água purificada ... Qsp ............. 100 mL
Calcule o EHL requerido para uma emulsão O/A e outra A/O e a quantidade em
gramas de Tween 20 e Span 65 necessárias para estabilizar cada uma das em
ulsões.
Fórmula (% p/v):
- Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) 
- Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e 14) 
- Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) 
- Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e S
pan 65, EHL = 3)
- Conservante ............................. QS
- Água purificada ... Qsp ............. 100 mL
Fórmula (% p/v):
- Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) 
- Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e 14) 
- Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) 
- Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e S
pan 65, EHL = 3)
- Conservante ............................. QS
- Água purificada ... Qsp ............. 100 mL
Cálculo de EHL
A composição de tensoativos ótima para uma dada emulsão O/A é 20 % de
Span (EHL=2,1) + 80 % de Tween (EHL= 14,9). Qual é o EHL desta
formulação?
RESOLUÇÃO:
EHL (mistura) = 0.2 x 2.1 + 0.8 x 14.9 = 12.3
Neste caso um emulsionante com um EHL= 12.3 será o ótimo
para a emulsão.
Cálculo de EHL
Tem-se uma mistura de Span60 (EHL=4,7) e Tween60 (EHL=14,9), perfazend
o um total de 5g. Tais emulsificantes foram utilizados para se preparar uma em
ulsão do tipo O/A.
Dados: Experimentalmente a melhor emulsão foi aquela que continha 50% de
Span e 50% de Tween.
Pergunta-se: Qual o EHL do óleo?
Método de Forbes
(ou frasco)
Continental ou goma seca
Inglês ou goma úmida
Sabão in situ
Preparação das emulsões
Continental ou goma seca
Preparação das emulsões
Adição da fase externa à fase interna.
• 4 partes de óleo, 2 partes de água e 1 parte de goma
“4:2:1” = formação da emulsão primária
1. Emulsificante (goma arábica) é misturado com o óleo antes da adição da águ
a = mistura homogênea;
2. Incorporação da fase externa (água) = emulsão primária (branca e cremosa);
3. Adição dos demais componentes solúveis ou miscíveis na fase externa;
4. Ajuste do volume final em recipiente apropriado.
Preparação das emulsões
Método da dissolução
Ordem de mistura diferente
1. Trituração da goma no gral com agente molhante, após adição da água (2x a 
quantidade de goma) = mucilagem;
2. Adição do óleo, lentamente;
3. Adição dos demais componentes;
4. Ajuste do volume final em recipiente apropriado.
Inglês ou goma úmida
Preparação das emulsões
Preparação extemporânea de emulsões de óleos voláteis ou substâncias 
oleosas de baixa viscosidade
1. Mistura de goma e 2 partes de óleo;
2. Agitação vigorosa no recipiente tampado;
3. Adição de água (volume semelhante ao óleo), em pequenas porções,
agitando-se após cada adição.
→formação da emulsão primária;
4. Adição dos demais componentes;
5. Ajuste do volume final.
Método do frasco ou Forbes
Preparação das emulsões
•O emulsificante é formado durante a preparação das emulsõe
s
Emulsão de água de cal
Emulsificante oleato de cálcio é formado quando a solução tópi
ca de hidróxido de cálcio (água de cal) é a dicionada a um 
óleo vegetal.
Sabão in situ
Preparação das emulsões
Agitação manual (gral e pistilo)
Agitação mecânica (agitadores e misturadores)
Agitação em frascos
Industrialmente: Moinhos coloidais homegeneizadores
Preparação das emulsões
Acondicionamento e rotulagem 
Frasco ambar *Agite antes de usar
Estabilidade
Uma emulsão cineticamente estável é aquela na qual as gotículas dispersas ma
ntêm seu caráter inicial e permanece uniformemente dispersas por meio da fas
e contínua.
Além disso, deve manter:
-sua aparência,
-seu odor;
-suas consistências originais
-não apresentar contaminação microbiana.
Principais problemas das emulsões
- Separação e sedimentação de fases (quantidade de tensoativo, incompatibilid
ades);
- Formação de grumos;
- Aumento ou diminuição de viscosidade (incompatibilidades);
- Alteração da cor e odor (reação de oxi-redução);
- Perda de atividade do ativo (pH inadequadado, carga iônica, oxidação)
- Dificuldades na solubilização de alguns ativos
- Inversão e fases (escolha inadequada do emulgente).
Cremagem (creaming) – Reversível – formação de uma película ou grandes
gotículas ou agregados na superfície – ainda estão rodeadas por uma película
de emulsificante – dispersas novamente.
↑possibilidade de coalescência. Uso de colóides hidrofílicos e agentes de
viscosidade - homogeneização.
- Diferença de densidade nas duas fases
Floculação – consiste na reunião de vários glóbulos da fase dispersa em
aglomerados frouxos – maiores dimensões – sedimentam ou sobem à
superfície.
Pode ocorrer coalescência – interação das forças atrativas e repulsivas.
Coalescência – Irreversível – Separação completa das fases (quebra). Ruptur
a do filme interfacial, achatamento das gotículas.
Principais problemas das emulsões
Principais problemas das emulsões
Estabilidade das emulsões
Fatores relacionados a estabilidade:
Tamanho das gotículas da fase dispersa – quanto menor – emulsões finas e 
uniformes.
Diferença de densidade entre as fases – quanto menor a diferença melhor.
Viscosidade da fase externa – quanto maior o η da fase dispersante menor 
velocidade de sedimentação.
Cremagem:
-processo reversível
-Pode ser controlada por um 
aumento da viscosidade ou por 
adição de um agente emulgente 
com solubilidade elevada na fase 
externa.
Instabilidade das emulsões
Qualquer agente que destruir o filme interfacial quebrará a emulsão:
- Adição de agente químico que seja incompatível com o agente emulsificante –
agente tensoativos de carga oposta; adição de íons grandes de carga oposta;
adição de eletrólitos (Ca2+ e Mg2+)
- Crescimento bacteriano – materiais proteicos e agentes tensoativos não 
iônicos
- Mudanças de temperatura: Deve-se proteger as emulsões contra extremos de 
temperatura. O congelamento e descongelamento de uma emulsão podem 
quebrá-la.
•Inversão das fases – Emulsão O/A passa a ser A/O, ou vice-versa.
Efeito da temperatura e/ou quantidade da fase externa.
Ex: Pretende-se: Agente emulsivo hidrofílico misturado com o óleo e pouca 
quantidade de água – agitação resulta em dispersão da água no óleo.
- Diluição da 1ª emulsão com água–tipo O/A.
Inversão de fases ocorre em concentrações de fase interna de 
aproximadamente 60%.
-Elevação da temperatura atinge temperatura de inversão de fase (PIT): 
surfactante não iônico – mudança de hidrofílico para hidrofóbico – mudança do 
tipo de emulsão.
Instabilidade das emulsões
Instabilidade das emulsões
Fatores intrínsecos
- Componentes da formulação
- Processo de fabricação
- Material de acondicionamento
Fatores extrínsecos
- Armazenagem
- Temperatura
- Luz validade
Testes para avaliação da estabilidade das emulsões
- Determinação do diâmetro das gotículas dispersas;
- Dispersão da Luz Dinâmica – DLS;
- Microscopia óptica;
- Viscosidade – viscosímetro tipo rotativo;
- Carga da gotícula – potencial zeta
- Análise microbiológica;
- pH – métodos colorimétricos e potenciométricos;
- Para emulsões injetáveis: esterilidade, tonicidade; Pirogênios.
Microemulsões
São sistemas monofásicos termodinamicamente estáveis que se formam 
espontaneamente, quando os componentes são misturados nas razões 
corretas.
Podem ser dispersões: óleo em água ou água em óleo – tamanho das partículas é
muito menor (5-140nm) do que as grosseiras.
Condição essencial – estabilidade – alcançar uma tensão interfacial muito baixa –
Emulsificação espontânea;
Não se consegue um abaixamento da tensão superficial somente com um 
surfactante – segundo surfactanteanfifílico – co-surfactante.
***Absorção oral e transdérmicas otimizadas.
Microemulsões
O nosso gel transdérmico é manipulado utilizando o processo de micronização a
través de moinho de rolos, que garante a homogeneização e reduz significativa
mente o tamanho das partículas do medicamento, promovendo, com isso, uma 
maior permeação cutânea e um toque mais sofisticado e leve. Um medicamento 
manipulado em gel transdérmico permite eliminar sua passagem pelo trato 
gastrointestinal e seu efeito de primeira passagem hepática, evitando a interaçã
o do medicamento com alimentos, bebidas ou outros fármacos e, com isso, 
exclui uma possível irritação gástrica, além de apresentar uma menor toxicidade
. O gel transdérmico também permite uma melhor adesão ao tratamento e maior 
permeabilidade cutânea, com ação direta na corrente sanguínea, sendo possíve
l manipular fórmulas para o seu pet também. 
Nanoemulsões
Nanoemulsões – emulsões transparentes ou translúcidas com tamanho de 
gotículas tipicamente inferiores a ~ 200nm (0,2μm).
Microemulsões – o uso intercambiável entre microemulsões e nanoemulsões é 
errado. Embora tanto as microemulsões quanto as nanoemulsões sejam límpidas 
e transparentes, elas são estruturalmente bastante diferentes.
Nanoemulsões
Yuvraj Singh, Jaya Gopal Meher, Kavit Raval, Farooq Ali Khan, Mohini Chaurasia,
Nitin K. Jain, Manish K. Chourasia,
Nanoemulsion: Concepts, development and applications in drug delivery,
Journal of Controlled Release,
Volume 252, 2017, Pages 28-49,
https://doi.org/10.1016/j.jconrel.2017.03.008.
Dúvidas?
laysndourado@gmail.com

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