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EMULSÕES Profª. Lays Fernanda Nunes Dourado Emulsões Fase interna Fase externa Forma farmacêutica Sólida Líquida Suspensão Líquida Líquida Emulsão “ É a forma farmacêutica líquida de um ou mais princípios ativos que consiste de um sistema de duas fases que envolvem pelo menos dois líquidos imiscíveis e na qual um líquido é disperso na forma de pequenas gotas (fase interna ou dispersa) através de outro líquido (fase externa ou contínua). Normalmente, é estabilizada por meio de um ou mais agentes emulsificantes. Abreviatura: emu.” (Farmacopeia Brasileira 5ªEd, 2010) Definição “Emulsão é uma dispersão de dois líquidos imiscíveis (ou parcialmente miscíveis) – um distribuído uniformemente na forma de gotículas finas (a fase dispersa) por meio do outro (a fase contínua).”(AULTON, 2016) Vantagens •Formas farmacêuticas líquidas de fácil deglutição indicadas para pacientes com dificuldade de engolir cápsulas e comprimidos. •Fácil absorção. •Mascara sabor e odor desagradável de ativos na fase interna não tem contato com as papilas gustativas. Ex:óleo de rícino – mais palatável •Fármacos lipossolúveis e hidrossolúveis na mesma preparação. •Proteção do fármaco (oxidação, hidrólise). •Aplicação tópica: -aceitabilidade -proteção da pele (fármaco irritante) •Nutrição parenteral • Forma farmacêutica mais complexa do ponto de vista da formulação. • Instabilidade: sistema termodinamicamente instável. • Tendência à sedimentação/cremagem das partículas. Desvantagens Exemplos Cosméticos Medicamentos Alimentos Pesticidas Asfalto Classificação EMULSÕES QUANTO AO TAMANHO MACROEMULSÕES MICROEMULSÕES NANOEMULSÕES QUANTO A CONSISTÊNCIA CREMES LOÇÕES LEITES Classificação EMULSÕES QUANTO A CARGA IÔNICAS NÃO IÔNICAS QUANTO AO TIPO SIMPLES O/A A/O MÚLTIPLAS A/O/A O/A/O Classificação O/A A/O MICROEMULSÃO A/O/A O/A/O NANOEMULSÃO Emulsões múltiplas Uma gotícula de óleo revestindo uma gotícula de água pode ser suspensa em água para formar um a emulsão A/O/A. Uma gotícula de água revestindo uma gotícula de óleo pode ser suspensa em óleo para formar um a emulsão O/A/O. A/O/A O/A/O Água Óleo Determinação dos tipos de emulsões Ensaio de Diluição Ensaio com corante Ensaio de Condutividade Elétrica Determinação dos tipos de emulsões Método por diluição - Sempre que se adiciona um líquido a uma emulsão e esta continua estável, o líquido adicionado corresponde a sua fase externa. - Uma emulsão O/A pode ser diluída com a água, mas não com o óleo. Para uma emulsão A/O é o inverso. Determinação dos tipos de emulsões Método dos corantes - Coloração contínua ou coloração das gotículas. Adiciona-se à emulsão um corante lipossolúvel (Sudan III) - se a emulsão for do tipo A/O, a coloração propaga-se na emulsão; -Se a emulsão for do tipo O/A, a cor não se difunde. Temos fenômenos inversos com o uso de corantes hidrossolúveis (eritrosina ou azul de metileno). Ensaio de condutividade elétrica Determinação dos tipos de emulsões - Emulsões O/A são capazes de conduzir corrente elétrica - Óleos são maus condutores de corrente elétrica Ensaio:Um circuito elétrico o qual está interligada uma lâmpada – mergulhar as duas extremidades do circuito na emulsão. Tipo O/A – a lâmpada acende Tipo A/O – a lâmpada permanece apagada Usos Oral (O/A) -Mascara sabor desagradável (adição de edulcorantes e flavorizantes hidrossolúveis). -Fármaco preferencialmente lipofílico. -Aumentar absorção de um óleo pelo intestino – gotículas submicrométricas – maior área interfacial. Ex.: Entrega de óleos medicinais – óleo de rícino – tratamento de constipação Suplementos alimentares orais – óleos de fígado de peixe e óleos vegetais – forma mais palatável e aceitável. Emulsão para uso externo (O/A) ou (A/O) •Dermatologia - consistência desejada - facilidade de espalhamento - facilidade de remoção - não mancham as roupas dos doentes Emulsão A/O – hidratam a pele por oclusão – permeabilidade de fármaco. Loções O/A e cremes – facilmente removidos por lavagem. Emulsificação – retardo da absorção de substâncias – Fórmula de ação retardada. Ex: Efedrina (O/A) – mais lenta absorção pela mucosa nasal do que em solução oleosa. Usos Usos Via intravenosa (O/A) -Óleos alimentares e medicinais. Carreadores intravenosos para fármacos de solubilidade aquosa limitada Ex.:Intralipid® / Diazepam–Diazemuls® Vantagem em comparação as soluções: menor toxicidade e menos dor na injeção. -Emulsificante atóxico – lecitina -Cuidado com o agente emulgente e do diâmetro dos glóbulos dispersos. Emulsificação 1 Consiste, essencialmente, em dividir uma das fases de um sistema heterogêneo em pequenos glóbulos 2 Aumento extraordinário da área superficial (sistema termodinamicamente instável) 3 Estabilidade cinética Uso de emulsificadores iônicos - surfactantes (repulsão eletrostática) Polímeros (estéricas) 4 Uso de emulsificadores mistos - emulsões mais estáveis Inibem ou retardam os processos de coalescência e amadurecimento de Ostwald Amadurecimento de Ostwald Observado pela primeira vez por Ostwald, em 1896, o fenômeno de amadurecimento de Ostwald consiste no crescimento do raio da gotícula e na diminuição do número total das gotículas dispersas. Esse efeito evidencia a condição de um sistema termodinamicamente instável, ou seja, um processo que não é espontâneo. É este efeito que leva à separação da emulsão com o passar do tempo. Teorias da emulsificação Filmes Interfaciais Coloides hidrofílicos como estabilizantes de emulsão Partículas sólidas na estabilização de emulsões Tensão Interfacial • Tensão interfacial: força que faz líquidos imiscíveis resistirem a fragmentação em pequenas gotículas. • Tensão interfacial é reduzida com o uso de agentes emulsificantes (filmes interfaciais). Teorias da emulsificação Filmes interfaciais O agente emulsificante forma uma película protetora e flexível ao redor das gotas. A adsorção de um agente tensoativo à interface do glóbulo reduzirá a tensão interfacial (O - A ). O filme evita o contato e a coalescência da fase dispersa. Quanto mais resistente for a película, maior a estabilidade da emulsão. Teorias da emulsificação Teoria da estabilização de emulsões Coloides hidrofílicos como estabilizadores de emulsão -Proteínas (gelatina, caseína) -Polissacarídeos (goma-arábica, derivados de celulose e alginatos) Baixa atividade superficial Adsorvem à interface óleo/água Formam multicamadas Multicamadas: -Tem propriedades viscoelásticas – resistem à ruptura -Forma barreiras mecânicas à coalescência Teoria da estabilização de emulsões Coloides hidrofílicos como estabilizadores de emulsão Proteínas – ionizam-se: grupos amino e ácido carboxílico Goma – arábica – sais de ácido arábico As cadeias de polipeptídeos hidrofóbicos adsorvem e ancoram as moléculas na superfície, enquanto que os blocos de carboidrato inibem coalescência por fenômeno de repulsão eletrostática e estérica. Teoria da estabilização de emulsões Partículas sólidas na estabilização de emulsões - Partículas sólidas finamente divididas - Preferência de molhagem por uma fase - Se elas tiverem adesão suficiente umas às outras para que formem um filme ao redor das gotículas dispersas. Molhabilidade preferencial do sólido pela água: forma emulsão O/A Ex.: hidróxido de alumínio, magnésio e argila (betonita) Emulsão de parafina liquida e Mg(OH)2 Molhabilidade preferencial do sólido pelo óleo : forma emulsão A/O Ex.:negro de fumo (fuligem) e talco Fase interna, dispersa ou descontínua Fase externa, dispersante ou contínua Agente emulsivo ou emulsificante Componentes de uma emulsão Fase aquosa Fase oleosa Agente emulsificante Água e soluções hidrossolúveis Óleos, ceras, gorduras e substâncias lipossolúveis Formação e estabilização da emulsão Fase Aquosa -Água – destilada ou deionizada(Ca²+ e Mg²+ :perturba estabilidade). -Umectantes: glicerina, propilenoglicol, sorbitol. -Agentes conservantes hidrossolúveis: ácido sórbico, p-hidroxibenzoatos. -Substâncias Hidrossolúveis:vitaminas, aminoácidos, proteínas,etc. -Espessantes: polissacarídeos (goma arábica). -Flavorizantes e corantes – hidrossolúveis. -Edulcorantes. - Tampões. Componentes de uma emulsão Conservantes: Conc. Benzoato de sódio 0,5%; Álcool benzílico (pH>5) 1-4%; Ácido sórbico (pH<6) 0,1-02% Clorobutanol (pH<5) 0,5% Imidazolidinil uréia 0,05-0,5% Nitrato fenilmercúrio 0,002-0,004% Metilparabeno (Nipagim) 0,05-0,3% Propilparabeno (Nipazol) 0,02-0,2% Butilparabeno 0,02-0,2% Cloreto benzalcônio 0,002-0,1% Água, conservantes, corantes, edulcorantes e aromatizantes. Fase Aquosa Componentes de uma emulsão Fase Oleosa - Óleos (animal,vegetal,mineral e sintético). - Essências, resinas, gomo-resinas, ceras e gorduras. - Ácidos graxos (saturados e insaturados). - Emolientes: vaselina líquida, óleos vegetais - Substâncias lipossolúveis: vitamina E, filtros solares. - Conservantes lipossolúveis: propilparabeno (Nipazol). - Antioxidantes: hidroxitolueno butilado (BHT), vitamina E, palmitato de ascorbila. Componentes de uma emulsão Ácido esteárico EHL = 15 Álcool cetílico EHL = 15 Álcool estearílico EHL = 14 Cera de abelhas EHL = 12 Lanolina Anidra EHL = 10 Óleo mineral (leve/pesado) EHL = 12 Parafina sólida EHL = 11 Vaselina sólida EHL = 12 Substâncias lipossolúveis (óleos, resinas, ceras, gorduras) + antioxidantes Fase oleosa Componentes de uma emulsão ANTIOXIDANTES: Galato de propila, tocoferol, Butilhidróxianisol (BHA), Butilhidróxitolueno (BHT), Palmitato de ascorbila EMOLIENTE X UMECTANTE X HIDRATANTE Emoliente São substâncias como óleos ou lipídios, que têm finalidade de suavizar, amaciar ou tornar a pele mais flexível. Os emolientes diminuem a perda transepidérmica de água e mantêm o nível adequado de umidade no estrato córneo, permitindo flexibilidade cutânea. óleos vegetais, ácidos graxos (ômega 6 e 3) e lipídios Umectante São substâncias que contêm água em sua formulação e, quando aplicadas na pele, criam uma camada protetora, que protege a pele de perder água para a atmosfera, mantendo-a umedecida. Essas substâncias não permeiam no estrato córneo. Hidrolisados de proteína animal ou vegetal, glicerina, D-pantenol, ácido hialurônico, óleos e extratos vegetais Hidratante Os agentes hidratantes conseguem permear na camada córnea, ligando-se às moléculas de água, retendo-as em toda sua extensão não somente superficialmente. Uréia (3%) Agente emulsificante Características necessárias: - compatível com outros componentes da formulação; - não interferir na estabilidade e eficácia do princípio ativo; - quimicamente estável; - inócuo; - inodoro,insípido e incolor; - capacidade de formar emulsão estável; - efetivo em baixas concentrações; - capaz de reduzir a tensão superficial entre os dois líquidos imiscíveis; Agentes emulsificantes Fatores que afetam a escolha - Validade do produto (“shelflife”) - Tipo de emulsão desejada - Custo - Compatibilidade - Toxicidade - Estabilida de química - E.H.L. (Equilíbrio Hidrofílico - Lipofílico) A proporção hidrofílica e lipofílica do agente emulsificante varia e desta forma a sua solubilidade tende a ser maior em uma das fases: Solubilidade preferencial do emulgente vai definir o tipo de emulsão. Regra de BANCROFT: Aquela fase em que o agente emulsivo for mais solúvel constituirá a fase contínua da emulsão. Fase aquosa Fase oleosa Agentes emulsificantes Um emulsificante que tem características mais hidrofóbica do que hidrofílica tende a formar emulsão A/O. Ex.Ésteres de sorbitano não iônicos (Spans®) Um emulsificante com características mais hidrofílica do que hidrofóbica promoverá a formação de uma emulsão O/A. Ex. Ésteres de polioxietileno-sorbitano - mais hidrofílico (polissorbatos) Agentes emulsificantes Tipos de agentes emulsificantes Colóides hidrofílicos – polissacarídeos - Carboidratos: goma arábica, adragante, ágar, celulose microcristalina e pectina. -Modificadores de viscosidade – aumentam consistência da fase externa – inibem a coalescência. -Geralmente formam emulsões tipo O/A Substâncias proteicas: gelatinas, gema de ovo e caseína - Emulsões do tipo O/A Álcoois de alto peso molecular: álcool estearílico, álcool cetílico e o monoestearato de glicerila. Agentes espessantes e estabilizantes - Emulsões do tipo O/A Tipos de agentes emulsificantes Tensoativos AGENTES ANIÔNICOS: são substâncias ionizáveis, sendo a parte tensoativa da molécula representada pelo ânion. Ex:sabões monovalentes, polivalentes e orgânicos. AGENTES CATIÔNICOS: as propriedades tensoativas se encontram na parte catiônica da molécula. São sais de amônio quaternário. Ex:cloreto de benzalcônico. AGENTES NÃO-IÔNICOS: não apresentam tendência à ionização. Ex:ésteres de sorbitano e os derivados de polioxietileno. AGENTES ANFÓTEROS: são substâncias que se comportam como ácidos ou como base dependendo do pH da preparação a qual estão presentes. Duplo caráter iônico; agem em ampla faixa de pH. Ex.cocoamidopropilbetaínas; dodecildiaminoetil glicina. Emulsões Aula 2 E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico •1948 Griffin introduziu a noção de EHL para classificar um composto de acordo com suas características de hidrofilia e lipofilia. • O EHL representa a relação entre os grupos hidrofílicos e lipofílicos constituintes da molécula dos tensoativos. •Griffin traduziu estas propriedades numa escala numérica – atribuídos v alores às substâncias tensoativas – 1 a 20. • maior solubilidade em água • tensoativo é mais hidrófilo • emulsões O/A EHL > 8 • menor solubilidade em água • tensoativo é lipófilo • emulsões A/O EHL < 8 E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico Escala de Griffin Estendido para emulsificantes iônicos – a escala vai até 50 (capacidade de ionização destes) E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico A/O O/A Atividade EHL Antiespumante 1-3 Emulsificantes (A/O) 3 - 6 Umectantes 7 - 9 Emulsificantes (O/A) 8-18 Solubilizantes 15- 20 Detergentes 13-15 E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico • Cada emulsão possui valor de EHL próprio, o qual depende das substâncias lipofílicas e suas concentrações na fórmula • Assim como os emulgentes, cada emulsão possui valor de EHL com máxima estabilidade. • Após determinar qual é este valor, se utiliza o emulgente com valor de EHL mais próximo. O EHL é um sistema utilizado para classificar moléculas com características tensoativas. Com o valor de EHL podemos planejar qual o melhor tensoativo para estabilizar uma emulsão. Valores de EHL são aditivos numa formulação. A associação de Span 80 (EHL 4,3) + Tween 80 (EHL 15) pode originar emulsões A/O ou O/A dependendo da proporção entre estes. E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico •Complexo interfacial adequado •Formação de película compacta e mais aderida •Aumento da resistência da película (membrana) •Possibilidade de ter apenas um emulgente de alto EHL e outro de baixo EHL. Clique para editar o título Mestre E.H.L. – Equilíbrio hidrofílico-Lipofílico Cálculo de EHL 1. Calcule a massa total dos componentes da fase oleosa 2. Calcule a % parcial (fração) de cada um dos componentes da formul ação 3. Multiplique o EHL de cada componente pela sua fração. 4. Some os EHLs parciais e obtenha o EHL da emulsão Teoricamente, o melhor tensoativo para emulsificar uma emulsão é aquele cujo valor do EHL mais se aproxima ao EHL da emulsão. No entanto, este sistema é apenas orientativo e deve-se testar tensoativos com valores de EHL próximos ao da emulsão. Cálculo de EHL Cálculo de EHL- resolução Cálculo de EHL Fórmula (% p/v): - Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) - Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e14) - Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) - Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e Span 65, EHL = 3) - Conservante ............................. QS - Água purificada ... Qsp ............. 100 mL Calcule o EHL requerido para uma emulsão O/A e outra A/O e a quantidade em gramas de Tween 20 e Span 65 necessárias para estabilizar cada uma das em ulsões. Fórmula (% p/v): - Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) - Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e 14) - Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) - Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e S pan 65, EHL = 3) - Conservante ............................. QS - Água purificada ... Qsp ............. 100 mL Fórmula (% p/v): - Óleo de sementes de uvas ...... 10 % (EHL = 4 e 12) - Óleo mineral ............................ 12 % (EHL = 5 e 14) - Álcool cetílico ........................... 4 % (EHL = 3 e 11) - Emulsionantes .......................... 5 % (Tween 20, EHL = 16 e S pan 65, EHL = 3) - Conservante ............................. QS - Água purificada ... Qsp ............. 100 mL Cálculo de EHL A composição de tensoativos ótima para uma dada emulsão O/A é 20 % de Span (EHL=2,1) + 80 % de Tween (EHL= 14,9). Qual é o EHL desta formulação? RESOLUÇÃO: EHL (mistura) = 0.2 x 2.1 + 0.8 x 14.9 = 12.3 Neste caso um emulsionante com um EHL= 12.3 será o ótimo para a emulsão. Cálculo de EHL Tem-se uma mistura de Span60 (EHL=4,7) e Tween60 (EHL=14,9), perfazend o um total de 5g. Tais emulsificantes foram utilizados para se preparar uma em ulsão do tipo O/A. Dados: Experimentalmente a melhor emulsão foi aquela que continha 50% de Span e 50% de Tween. Pergunta-se: Qual o EHL do óleo? Método de Forbes (ou frasco) Continental ou goma seca Inglês ou goma úmida Sabão in situ Preparação das emulsões Continental ou goma seca Preparação das emulsões Adição da fase externa à fase interna. • 4 partes de óleo, 2 partes de água e 1 parte de goma “4:2:1” = formação da emulsão primária 1. Emulsificante (goma arábica) é misturado com o óleo antes da adição da águ a = mistura homogênea; 2. Incorporação da fase externa (água) = emulsão primária (branca e cremosa); 3. Adição dos demais componentes solúveis ou miscíveis na fase externa; 4. Ajuste do volume final em recipiente apropriado. Preparação das emulsões Método da dissolução Ordem de mistura diferente 1. Trituração da goma no gral com agente molhante, após adição da água (2x a quantidade de goma) = mucilagem; 2. Adição do óleo, lentamente; 3. Adição dos demais componentes; 4. Ajuste do volume final em recipiente apropriado. Inglês ou goma úmida Preparação das emulsões Preparação extemporânea de emulsões de óleos voláteis ou substâncias oleosas de baixa viscosidade 1. Mistura de goma e 2 partes de óleo; 2. Agitação vigorosa no recipiente tampado; 3. Adição de água (volume semelhante ao óleo), em pequenas porções, agitando-se após cada adição. →formação da emulsão primária; 4. Adição dos demais componentes; 5. Ajuste do volume final. Método do frasco ou Forbes Preparação das emulsões •O emulsificante é formado durante a preparação das emulsõe s Emulsão de água de cal Emulsificante oleato de cálcio é formado quando a solução tópi ca de hidróxido de cálcio (água de cal) é a dicionada a um óleo vegetal. Sabão in situ Preparação das emulsões Agitação manual (gral e pistilo) Agitação mecânica (agitadores e misturadores) Agitação em frascos Industrialmente: Moinhos coloidais homegeneizadores Preparação das emulsões Acondicionamento e rotulagem Frasco ambar *Agite antes de usar Estabilidade Uma emulsão cineticamente estável é aquela na qual as gotículas dispersas ma ntêm seu caráter inicial e permanece uniformemente dispersas por meio da fas e contínua. Além disso, deve manter: -sua aparência, -seu odor; -suas consistências originais -não apresentar contaminação microbiana. Principais problemas das emulsões - Separação e sedimentação de fases (quantidade de tensoativo, incompatibilid ades); - Formação de grumos; - Aumento ou diminuição de viscosidade (incompatibilidades); - Alteração da cor e odor (reação de oxi-redução); - Perda de atividade do ativo (pH inadequadado, carga iônica, oxidação) - Dificuldades na solubilização de alguns ativos - Inversão e fases (escolha inadequada do emulgente). Cremagem (creaming) – Reversível – formação de uma película ou grandes gotículas ou agregados na superfície – ainda estão rodeadas por uma película de emulsificante – dispersas novamente. ↑possibilidade de coalescência. Uso de colóides hidrofílicos e agentes de viscosidade - homogeneização. - Diferença de densidade nas duas fases Floculação – consiste na reunião de vários glóbulos da fase dispersa em aglomerados frouxos – maiores dimensões – sedimentam ou sobem à superfície. Pode ocorrer coalescência – interação das forças atrativas e repulsivas. Coalescência – Irreversível – Separação completa das fases (quebra). Ruptur a do filme interfacial, achatamento das gotículas. Principais problemas das emulsões Principais problemas das emulsões Estabilidade das emulsões Fatores relacionados a estabilidade: Tamanho das gotículas da fase dispersa – quanto menor – emulsões finas e uniformes. Diferença de densidade entre as fases – quanto menor a diferença melhor. Viscosidade da fase externa – quanto maior o η da fase dispersante menor velocidade de sedimentação. Cremagem: -processo reversível -Pode ser controlada por um aumento da viscosidade ou por adição de um agente emulgente com solubilidade elevada na fase externa. Instabilidade das emulsões Qualquer agente que destruir o filme interfacial quebrará a emulsão: - Adição de agente químico que seja incompatível com o agente emulsificante – agente tensoativos de carga oposta; adição de íons grandes de carga oposta; adição de eletrólitos (Ca2+ e Mg2+) - Crescimento bacteriano – materiais proteicos e agentes tensoativos não iônicos - Mudanças de temperatura: Deve-se proteger as emulsões contra extremos de temperatura. O congelamento e descongelamento de uma emulsão podem quebrá-la. •Inversão das fases – Emulsão O/A passa a ser A/O, ou vice-versa. Efeito da temperatura e/ou quantidade da fase externa. Ex: Pretende-se: Agente emulsivo hidrofílico misturado com o óleo e pouca quantidade de água – agitação resulta em dispersão da água no óleo. - Diluição da 1ª emulsão com água–tipo O/A. Inversão de fases ocorre em concentrações de fase interna de aproximadamente 60%. -Elevação da temperatura atinge temperatura de inversão de fase (PIT): surfactante não iônico – mudança de hidrofílico para hidrofóbico – mudança do tipo de emulsão. Instabilidade das emulsões Instabilidade das emulsões Fatores intrínsecos - Componentes da formulação - Processo de fabricação - Material de acondicionamento Fatores extrínsecos - Armazenagem - Temperatura - Luz validade Testes para avaliação da estabilidade das emulsões - Determinação do diâmetro das gotículas dispersas; - Dispersão da Luz Dinâmica – DLS; - Microscopia óptica; - Viscosidade – viscosímetro tipo rotativo; - Carga da gotícula – potencial zeta - Análise microbiológica; - pH – métodos colorimétricos e potenciométricos; - Para emulsões injetáveis: esterilidade, tonicidade; Pirogênios. Microemulsões São sistemas monofásicos termodinamicamente estáveis que se formam espontaneamente, quando os componentes são misturados nas razões corretas. Podem ser dispersões: óleo em água ou água em óleo – tamanho das partículas é muito menor (5-140nm) do que as grosseiras. Condição essencial – estabilidade – alcançar uma tensão interfacial muito baixa – Emulsificação espontânea; Não se consegue um abaixamento da tensão superficial somente com um surfactante – segundo surfactanteanfifílico – co-surfactante. ***Absorção oral e transdérmicas otimizadas. Microemulsões O nosso gel transdérmico é manipulado utilizando o processo de micronização a través de moinho de rolos, que garante a homogeneização e reduz significativa mente o tamanho das partículas do medicamento, promovendo, com isso, uma maior permeação cutânea e um toque mais sofisticado e leve. Um medicamento manipulado em gel transdérmico permite eliminar sua passagem pelo trato gastrointestinal e seu efeito de primeira passagem hepática, evitando a interaçã o do medicamento com alimentos, bebidas ou outros fármacos e, com isso, exclui uma possível irritação gástrica, além de apresentar uma menor toxicidade . O gel transdérmico também permite uma melhor adesão ao tratamento e maior permeabilidade cutânea, com ação direta na corrente sanguínea, sendo possíve l manipular fórmulas para o seu pet também. Nanoemulsões Nanoemulsões – emulsões transparentes ou translúcidas com tamanho de gotículas tipicamente inferiores a ~ 200nm (0,2μm). Microemulsões – o uso intercambiável entre microemulsões e nanoemulsões é errado. Embora tanto as microemulsões quanto as nanoemulsões sejam límpidas e transparentes, elas são estruturalmente bastante diferentes. Nanoemulsões Yuvraj Singh, Jaya Gopal Meher, Kavit Raval, Farooq Ali Khan, Mohini Chaurasia, Nitin K. Jain, Manish K. Chourasia, Nanoemulsion: Concepts, development and applications in drug delivery, Journal of Controlled Release, Volume 252, 2017, Pages 28-49, https://doi.org/10.1016/j.jconrel.2017.03.008. Dúvidas? laysndourado@gmail.com