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Autor: Rafael Zardo Crevelari Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com a gente nas redes ao lado. No século XX, a Guerra Fria dividiu as nações entre dois modelos econômicos, socialismo e capitalismo, os quais polarizaram o ambiente governamental da época, formando um mundo bipolar. Hoje, apesar de tal evento ter chegado ao fim, ainda prevalece, na sociedade, o extremismo político e, por conseguinte, a declaração de ódio na internet, seja pela falta de auxílio escolar, seja pela impunidade virtual. Diante disso, faz-se necessário debater sobre a bipolarização política. Em primeiro lugar, é inegável que as instituições escolares não capacitam os alunos politicamente. De fato, mesmo que a matriz curricular nacional contemple conteúdos que envolvam o saber político, como o surgimento dos partidos, estes são apresentados somente de forma teórica, pelo fato de aulas fundamentais para a aplicação desta matéria, como as de sociologia, serem limitadas em apenas uma aula semanal, provocando, com certeza, a carência de atividades discursivas, que moldam o senso crítico do aluno. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é o que a educação faz dele, ou seja, é evidente que sem a opinião crítica, o brasileiro torna-se polarizador de suas ideias. Por conseguinte, infelizmente, será comum cidadãos alienados, fruto de uma consciência política extremista e incapaz de ouvir propostas contrárias. Outrossim, é indubitável que o meio virtual gera a sensação de impunidade os usuários. Decerto, na medida em que a internet cresceu, com o advento da globalização, tornou-se mais complexa a aprovação de leis que punam os crimes cibernéticos, pela razão de uma gama de redes sociais, as quais possuem termos de uso extensos e omissos da realidade de utilização dos usuários, gerando, sem dúvidas, a sensação de liberdade. De acordo com o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o brasileiro é um homem cordial, o qual age com a emoção em detrimento da razão, isto é, que tal cordialidade, quando expressa em um ambiente ausente de leis, abre possibilidade para manifestações agressivas na internet. Dessa forma, fica claro que a falta de leis no meio virtual colabora com o discurso de ódio, urgindo medidas para a solução desse impasse. Logo, deliberações são necessárias para a solução desses problemas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, com parceria ao Ministério da Justiça, por meio de alterações na matriz curricular nacional, prolongar as aulas de sociologia em 3 por semana, as quais 2 dessas sejam dedicadas a debates sobre os impactos da bipolarização política e trabalhos que contemplem as propostas de todos os partidos brasileiros, bem como propor pesquisas acadêmicas, as quais devem explorar os termos das redes sociais e discutir a reformulação destes com base nas experiências pessoais, com o fim de combater a bipolarização política no Brasil. Somente assim as características do século XX acabarão.