Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Nutrição e saúde 
-No Brasil há grande índice de pessoas com 
doenças crônicas não transmissíveis, e isso 
acontece devido ao estilo de vida inadequada 
(consumo excessivo de tabaco e bebidas, 
sedentarismo, alimentação rica em gordura) e 
o envelhecimento da população 
-É possível encontrar na população índices 
elevados de obesos, muitos mórbidos, e 
consequentemente aumenta as DCNT 
-Tripla carga de doenças: áreas de 
vulnerabilidade social 
1-Agenda não concluída de infecções, 
desnutrição (princ. Infantil), e problemas de 
saúde reprodutiva. 
2-O desafio das doenças crônicas e de seus 
fatores de risco, como tabagismo, sobrepeso, 
obesidade, sedentarismo, estresse e 
alimentação inadequada. 
3-E o fato de crescimento de problemas de 
saúde devido a causas externas e situações 
de violência, como acidentes e homicídios 
-Teoricamente doenças infecciosas que tem 
vacina não era para ocorrer surtos, como 
febre amarela e sarampo. 
-Mulher com deficiência nutricional, como 
ferro, pode impactar negativamente no 
desenvolvimento do feto, aumenta o risco de 
morte perinatal e durante o parto 
*O tratamento dessas doenças é complexo, 
demanda ações conjuntas de vários 
profissionais da área de saúde, tendo um 
custo elevado ao sistema de saúde – gasto na 
previdência social 
-A luta na prevenção e melhoria da qualidade 
de vida da população é urgente, 
principalmente num país em desenvolvimento 
como o Brasil em que os recursos são 
escassos, quando é assim a principal atenção 
na área de saúde é a promoção da saúde. É 
melhor prevenir, do que remediar, visto qye é 
mais barato, ou seja, paciente com doença 
crônica terá a vida inteira, então o tratamento 
não para (mais gastos) 
-Fome oculta: 
Trata-se de uma ausência nutricional 
decorrente, em geral, da má absorção ou falta 
de micronutrientes para o pleno 
funcionamento do organismo. (come mas sem 
qualidade) 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) 
estima que uma em cada quatro pessoas no 
mundo tem fome oculta. 
-Saúde X doença: 
Modelo Biopsicossocial da Doença 
“O foco neste modelo não é apenas a doença 
em si e o tratamento delas, mas todos os 
aspectos que estariam diretamente 
relacionados ao fenômeno do adoecer, sejam 
eles fisiológicos, psicológicos, sociais, 
ambientais, dentre outros, os quais também 
devem ser considerados para que o 
tratamento seja eficaz” (Silva et al. 2011). 
EX.: Pessoas sem saneamento vão muito ao 
posto devido a carência, alegando dor de 
barriga e diarreia por exemplo, o que indica 
parasitose. Assim fica notório qual o processo 
que levou ao adoecimento. 
EX.: perdeu um filho = depressão 
-É consenso que a dieta e a atividade física 
são fatores importantes na promoção e 
manutenção da saúde durante o ciclo da vida; 
-As características da dieta podem determinar 
não somente a saúde do indivíduo no 
momento presente, mas, também, influenciar 
o desenvolvimento das doenças no futuro. 
Aula 22/08 
-Diante de tudo isso os consultórios estão 
cheios de pacientes: obesos, hipertensos, 
diabéticos, deficiência nutricionais. Nesse 
caso deve manter o balanço energético e peso 
normal, limitar a ingestão energética 
procedente de gorduras, substituir as 
gorduras saturadas por insaturadas e eliminar 
as gorduras trans (hidrogenadas); aumentar o 
consumo de frutas, hortaliças, cereais 
integrais e leguminosas; limitar a ingestão de 
açúcares livres; limitar a ingestão de sal 
(sódio) de toda procedência e consumir sal 
iodado. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Dieta e dietoterapia: 
-É a ciência que estuda e aplica a dieta com 
princípio terapêutico, tendo a dieta normal 
como padrão. 
-A finalidade básica da dietoterapia é ofertar 
ao organismo nutrientes adequados: ao tipo 
de doença, condições físicas, nutricionais e 
psicológicas do paciente, mantendo ou 
recuperando o estado nutricional 
A) Dietas hospitalares: o médico responsável 
que autoriza. Há muito preconceito. 
HISTÓRICO DAS DIETAS HOSPITALARES 
-Hospital criado apenas com o objetivo de 
proteger a sociedade de um possível contágio 
- “Casa da Morte”. 
-Nos hospitais trabalhavam pessoas 
religiosas ou leigas. 
-Não havia preocupação com os corpos, mas 
sim com as almas. 
-Paciente como ser passivo sem vontade 
própria. Doentes morriam 
-Arquitetura hospitalar se assemelhava à de 
Prisão e à de Zoológico 
-Todos os hospitais tem um protocolo 
-Comida com consistência baixa; menos 
calóricos (prestar atenção pacientes que 
estão há muito tempo nessa dieta, perda 
ponderal) 
-Hospitais começaram a servir a comida em 
pratos e não em marmita, fazendo com que os 
pacientes joguem menos comida fora 
-Dieta laxante: auxilia paciente que não 
consegue ir ao banheiro 
-Dieta constipante: auxilia paciente que está 
com diarreia 
-Dietas progressivas hospitalares: jejum- 
dieta liquida restrita (sem resíduos) – dieta 
liquida completa – dieta pastosa – dieta 
branda – dieta normal (habitual) 
-Geralmente é preciso seguir essa ordem em 
pacientes pós cirurgia bariátrica, pois o 
estômago precisa acostumar com o volume. 
-Algumas pessoas precisam passar por estes 
tipos de dieta, como pacientes que realizaram 
cirurgia bariátrica. 
As modificações podem ser feitas da seguinte 
forma: 
A) Alteração da consistência dos alimentos; 
B) Aumento ou diminiuição do valor 
energético; 
C) Aumento ou redução dos tipos de 
nutrientes; 
D) Ajustes na proporção e no equilíbrio dos 
nutrientes; 
E) Omissão dos alimentos específicos; 
F) Rearranjo no número e na frequência das 
refeições (para não dar a sensação de estar 
cheio o dia todo e refluxo, ou mesmo para o 
paciente não sentir fome). 
*deve se preocupar com valor econômico do 
alimento ou tratamento em geral, pois nem 
todos os pacientes possuem a mesma 
disponibilidade econômica. 
Disfagia: uma dieta pastosa é melhor para 
proteger a via aérea, além de facilitar a 
deglutição. Geralmente acontece em 
pacientes idosos e pacientes 
neurosequelados e geralmente quem 
consegue definir isso é um fonoaudiólogo. 
Distribuição de alimentos hospitalares: 
• Serviço de Nutrição e Dietética (SND) 
• Horários de administração de Dietas Via Oral 
• 6h, 9h, 12h, 15h, 17h, 21h 
• Identificação do paciente 
• Dietas padronizadas 
As dietas são divididas em seis refeições, que 
são: 
• Desjejum (café da manhã); 
• Colação; 
• Almoço; 
• Lanche; 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
• Jantar; 
• Ceia. 
Nem sempre o paciente segue todas essas 
refeições. 
Dieta normal (geral ou livre): 
Consistência normal e quantidade suficiente 
de energia, macro e micronutrientes. 
Indicação: Pacientes com ausência de 
alterações metabólicas importantes ou que 
não necessitam de modificações dietéticas 
específicas. 
 → Valor calórico: 2.000 – 2.200 kcal/ dia 
Dieta branda: 
Dieta com valor nutricional similar a dieta 
normal. Caracteriza-se pela atenuação da 
textura através do processo de cocção das 
fibras das verduras/ legumes/ frutas e tecido 
conectivo das carnes. Finalidade de facilitar o 
processo digestivo: mastigação/ 
deglutição/digestão e absorção. → Valor 
calórico: 1.800- 2.200 kcal/dia 
 
*geralmente alimentos que tem a consistência 
mais macia. 
*um paciente que possui a dieta normal, pode 
comer normalmente uma dieta branda, porém 
nem sempre um paciente que tenha uma dieta 
branda vai se sentir bem com uma dieta 
normal. 
Dieta pastosa: 
Proporcionarepouso digestivo. Textura 
menos sólida, alimentos na forma de arroz 
pache, purês, cremes, papas e carnes 
subdividas (moída, triturada ou desfiadas) e 
suflês. Indicado para: pacientes com 
dificuldade de mastigação, pacientes idosos, 
doenças neurológicas, insuficiência cardíaca 
e respiratória moderada. 
→ Valor calórico: 1.800 -2.200 kcal/dia 
 
Dieta líquida completa: 
Conhecida como semilíquida. Constituído por 
alimentos semissólidos, cujos pedaços 
encontram em emulsão ou suspensão. 
Permite repouso digestivo, porém apresenta 
valor nutricional reduzido. RECOMENDA-SE 
AVALIAR USO DE SUPLEMENTAÇÃO 
NUTRICIONAL. 
→ Valor calórico: 1.300-1.500 kcal/dia. 
 
Dieta líquida pastosa homogênea: 
Consistência líquida. Possibilidade de utilizar 
espessante nas preparações. Indicada para 
pacientes com mínimo esforço digestivo e 
pouco resíduo (fibra), pós-op. de fratura de 
mandíbula, estreitamento esofágico e 
intolerância a alimento sólidos. Melhor 
consistência para proteção de via aérea. 
*Para pacientes com disfagia, ingerir água e 
outras coisas líquidas é muito difícil. A pastosa 
é melhor e mais segura. 
→ Valor nutricional reduzido=> 750 a 1.500 
kcal/dia 
→ Avaliar uso de suplemento nutricional ou 
nutrição enteral para evitar desnutrição. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Espessantes artificiais: • Néctar • Mel • Pudim 
*geralmente definido pelo fonoaudiólogo 
Dieta líquida restrita: 
Conhecida como cristalina ou líquidos claros. 
Finalidade de hidratação e mínima formação 
de resíduos (bolo fecal) → máximo repouso 
intestinal. Transição da PARENTERAL VIA 
ORAL. 
→ Pós-op. cirurgias do cólon, pós-operatório 
imediato de algumas cirurgias (com 
anastomose), transição da parenteral para via 
oral, pancreatite, preparatório de 
colonoscopia. 
→ Valor calórico: 375 a 600 kcal/dia 
Alimentos indicados: água, água de coco, 
suco de fruta coado (caju e melão), caldo de 
legumes/verduras/carnes coado, gelatinas, 
bebidas isotônicas e picolé à base de suco de 
frutas. Suplemento nutricional específico para 
líquida restrita. 
Dieta zero: 
Conhecida como jejum. Caracteriza-se pela 
ausência da ingestão de alimentos por via 
oral. Indicação: pré ou pós op., preparo de 
exames, pancreatite, instabilidade 
homodinâmica. Monitorar o tempo de jejum 
por via oral, para introdução de terapia 
nutricional. 
 → Valor calórico: 0 kcal (via oral). 
Hipocalórica x hipercalórica: 
Hipocalórica: Redução do valor calórico e da 
quantidade de alimentos oferecidos.  
Indicada para redução de peso e em pós-
operatório de cirurgia bariátrica. Pequenos 
volumes e baixa consistência => baixa caloria. 
Hipercalórica: Oposta a dieta hipocalórica, 
possui aumento do valor calórico e da 
quantidade de alimentos. Indicada para 
recuperação e ganho de peso nos estados 
catabólicos de doenças infecciosas, 
desnutrição, queimaduras, câncer e 
HIV/AIDS. 
Hipoproteica x hiperproteica: 
Hipoproteica: destina-se, principalmente, aos 
portadores de doenças renais, com restrição 
de proteínas de origem animal. 
Hiperproteica: com acréscimo de proteínas, 
principalmente de origem animal. Indicada 
nos casos infecciosos, desnutrição, 
queimaduras, renal dialítico, câncer, 
HIV/AIDS ou situações em que seja desejável 
o aumento do aporte proteico. 
Dieta hipolipídica: 
Isenta de adição de gorduras e restrita em 
alimentos ricos em lipídios como manteiga, 
óleo, azeite, oleaginosas, embutidos, frituras, 
carnes gordurosas, leite e derivados em sua 
versão integral. Não importa a qualidade da 
gordura. É indicada nos casos de doenças 
hepáticas, pancreáticas e da vesícula biliar. 
EVITAR ESTÍMULO A 
PRODUÇÃO/LIBERAÇÃO DE ENZIMAS 
DIGESTÓRIAS. 
Dieta hipossódica: 
Pobre em sódio – 2g/dia. Palatabilidade da 
dieta. A dieta é preparada sem acréscimo de 
sal, somente com temperos naturais, e o sal 
em quantidade controlada é adicionado na 
refeição pronta. Devem ser evitados os 
alimentos embutidos, enlatados, conservas, 
carnes secas, temperos e molhos 
industrializados. Indicada nos casos de 
hipertensão, edema, doenças renais e 
doenças cardíacas. 
Dieta hipocalêmica: 
Conhecida também como dieta pobre em 
potássio, em que alimentos ricos em potássio 
são restritos ou realiza-se a cocção para 
minimizar a quantidade desse nutriente. 
Indicada nos casos de distúrbios na excreção 
de potássio (doença renal crônica, diabetes 
descompensada, doença cardíaca 
descompensada). 
COCÇÃO=> RETIRA PARTE DO POTÁSSIO 
DOS ALIMENTOS. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
 
Dieta laxativa ou laxante: 
Alimentos formadores de resíduos intestinais. 
Alimentos ricos em fibras insolúveis e solúveis 
como cereais integrais, farelo de trigo, 
hortaliças cruas e frutas com casca, uma vez 
que essas não são digeridas. Suplementação: 
mix de fibras ou módulos de simbióticos 
(regulação intestinal). Aumento do volume 
fecal e estimulando o peristaltismo intestinal. 
Dieta para diabéticos: 
Restrição de carboidratos simples. Inclusão 
de carboidratos complexos. Sendo isenta de 
açúcar livre ou adição de alimentos que 
possuam açúcar. Menos arroz (metade da 
porção para os normais) e mais salada crua. 
Exercícios: 1.R.G.T, sexo masculino, 65 anos, 
foi admitido no hospital com sinais de palidez, 
queixa de dificuldade e dor para engolir 
alimentos sólidos e perda de 10 kg do seu 
peso em dois meses. Nega diabetes e 
hipertensão, relata ser tabagista há 38 anos e 
ex-etilista há 1 ano. Após realizar alguns 
exames, ele foi diagnosticado com câncer de 
esôfago e encaminhado para o setor de 
internação, onde realizará o tratamento. QUE 
CONSISTÊNCIA DE DIETA VOCÊ 
INDICARIA COMO MAIS ADEQUADO PARA 
ESSE PACIENTE? 
 2.(CONSULPLAN, 2019) O cuidado no 
ambiente hospitalar é cada vez mais discutido 
e atualizado para melhorias. Para uma melhor 
implementação do cuidado nutricional, as 
unidades de alimentação e nutrição hospitalar 
são organizadas em duas subunidades: uma 
responsável pelo planejamento, produção e 
distribuição das refeições e outra pelo 
atendimento clínico nutricional. Dentre várias 
outras coisas, existem mapas de dieta para a 
padronização, que incluem as mudanças nas 
consistências, dietas especiais, modificadas, 
etc. Em relação às dietas modificadas em 
relação a sua consistência, marque a 
alternativa que apresenta a opção menos 
evoluída para a mais evoluída. 
a) Líquida, pastosa, pastosa liquidificada, 
branda e geral. 
b) Líquida restrita, líquida completa, pastosa, 
pastosa liquidificada, branda e geral. 
 c) Líquida, líquida pastosa, pastosa, pastosa 
liquidificada, branda e geral. 
d) Líquida restrita, líquida completa, 
pastosa liquidificada, pastosa, branda e 
geral. 
AULA 25/08 
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL 
É a abordagem para a definição do estado 
nutricional por meio das histórias médica, 
alimentar e medicamentosa,do exame físico, 
das medidas antropométricas e dos exames 
bioquímicos. 
Inclui ainda a organização e a análise das 
informações por um profissional habilitado. 
ESTADO NUTRICIONAL 
Reflete o equilíbrio entre a ingestão e a 
demanda (necessidade) de nutrientes de um 
indivíduo. 
A demanda de nutrientes cobre as 
necessidades básicas do corpo, mesmo para 
períodos de crescimento e de 
desenvolvimento, como infância, 
adolescência e gestação. 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO 
NUTRICIONAL 
  Esta área evoluiu da simples avaliação do 
peso e da ingestão alimentar para 
investigações profundas, incluindo fatores 
inter-relacionados, teste laboratoriais 
sofisticados e análises complexas da 
composição corporal. 
  Um único método de avaliação não reflete, 
precisamente, o estado nutricional e 
metabólico dos indivíduos. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Métodos para avaliar o estado nutricional: 
MÉTODOS OBJETIVOS/ MÉTODOS 
SUBJETIVOS 
Antropometria / Semiologia Nutricional/ 
exame físico 
Composição corporal / Avaliação subjetiva 
global (ASG) 
Parâmetros bioquímicos / Mini Avaliação 
Nutricional (MAN) 
Bioimpedância/ DEXA / Nutrition Risk 
Screening (NRS-2002) 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO 
NUTRICIONAL 
Os métodos de avaliar o estado nutricional 
podem ser diretos ou indiretos. 
 Diretos: diagnóstico nutricional direto / 
Diretamente ligado ao estado nutricional. 
 Indiretos: fatores de risco à que a população 
está exposta (pode-se predizer o risco). 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO 
NUTRICIONAL 
Os métodos de avaliar o estado nutricional 
podem ser diretos ou indiretos. 
DIRETOS / INDIRETOS 
Antropometria / Dietéticos 
Composição corporal / Socioeconômicos 
Parâmetros bioquímicos / Indicadores de 
saúde (mortalidade infantil) 
Exames Clínicos (TC de Crânio) / Pesquisas 
Nacionais (VIGITEL) 
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
O termo antropometria tem sua origem do 
grego: anthropo, que significa homem, e 
metron, medida. 
A antropometria envolve a obtenção de 
medidas físicas de um indivíduo para 
relacioná-las com um padrão que reflita o seu 
crescimento e desenvolvimento. 
 Essas medidas físicas compõem a 
avaliação nutricional. 
Pela antropometria, é possível, estudar a 
composição corporal humana e os seus 
diversos constituintes; 
Normalmente a massa corporal total é 
expressa em porcentagens de gordura e 
massa magra  especificar quais desses 
componentes estão relacionados com os 
processos de saúde, doença e qualidade de 
vida do indivíduo. 
-Avaliação das dimensões físicas e da 
composição global do corpo humano. Ex: 
peso e altura 
 Os resultados são comparados com valores 
de referência, obtidos de grande número de 
indivíduos. 
IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DA 
COMPOSIÇÃO CORPORAL ** 
1. Meio de caracterizar populações ou 
segmentos específicos de uma população; 
2. Instrumento para estudar características 
peculiares sexuais e raciais; 
3. Forma de descrever a maturação e 
envelhecimento normal e anormal; 
4. Base para indicação de dietas e parecer 
nutricional; 
5. Fornecer embasamento para a 
administração de drogas e outras terapias; 
6. Auxiliar na identificação primária de 
distúrbios metabólicos; 
7. Como um dos instrumentos para 
classificação da aptidão física; 8. Guia para 
atletas e treinadores. 
ESCOLHA DOS INSTRUMENTOS E 
TÉCNICA 
Considerar o melhor método para o que se 
deseja detectar. 
Levar em consideração o custo. 
Nível de habilidade do avaliador. 
Tempo disponível. 
Receptividade da população em estudo. 
Riscos para a saúde dos avaliados. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
AVALIAÇÃO CLÍNICA 
Individual e populacional 
EXERCÍCIO 
 Classificar quanto ao tipo de método 
utilizado (direto x indireto): 
a)A alimentação da população brasileira vem 
aumentando em calorias provenientes de 
bebidas artificiais, embutidos e 
industrializados. 
Indireto  avaliação do consumo alimentar 
b) A mortalidade infantil por diarreia em 
determinada zona rural do Nordeste é quatro 
vezes maior que na zona urbana do mesmo 
município. 
Indireto  estudos demográficos 
 Classificar quanto ao tipo de método 
utilizado: 
c) O paciente F.T.G apresenta IMC de 
32kg/m2 , sendo classificado como obeso. 
Direto: exames antropométricos. 
d) Cerca de 40% das crianças avaliadas 
apresentaram hemoglobina menor que 
10mg/dL, apresentando-se anêmicas. 
Direto: exames bioquímicos. 
ESTADO NUTRICIONAL 
Pode ter três tipos de manifestação orgânica: 
1. Adequação Nutricional (Eutrofia): 
equilíbrio entre o consumo em relação às 
necessidades nutricionais. 
2. Carência Nutricional: manifestações 
produzidas pela insuficiência quantitativa e/ou 
qualitativa do consumo de nutrientes em 
relação às necessidades nutricionais  
deficiência de ferro, Vit D. 
3. Distúrbio Nutricional: manifestações 
produzidas pelo excesso e/ou desequilíbrio de 
consumo de nutrientes em relação às 
necessidades nutricionais  obesidade x 
magreza. 
Qual o método de escolha a ser usado na 
avaliação do estado nutricional em 
serviços de saúde? 
Para a vigilância do estado nutricional é 
preconizado o método antropométrico. 
A antropometria é um método de 
investigação em nutrição baseado na medição 
das variações físicas e na composição 
corporal global. 
É aplicável em todas as fases do ciclo de 
vida e permite a classificação de indivíduos e 
grupos segundo o seu estado nutricional. 
Tem como vantagens ser barato, simples, 
de fácil aplicação e padronização, além de 
pouco invasivo. 
Possibilita que os diagnósticos individuais 
sejam agrupados e analisados de modo a 
fornecer o diagnóstico de coletivo, permitindo 
conhecer o perfil nutricional de um grupo. 
A antropometria, além de ser 
universalmente aceita, é apontada como 
sendo o melhor parâmetro para avaliar o 
estado nutricional de grupos populacionais. 
 Dados de identificação: - Data de 
nascimento (idade) - Sexo 
 Dados antropométricos: - Peso - Altura  
Com estes dados, pode-se calcular os índices 
antropométricos ou nutricionais mais 
utilizados, lembrando que cada uma das fases 
do ciclo de vida possui referências e pontos de 
corte diferenciados. 
O que é índice e ponto de corte? 
O índice é o resultado da razão entre 2 ou 
mais medidas/variáveis, o qual isoladamente, 
não fornece um diagnóstico. 
A importância do índice é a possibilidade de 
interpretar e agrupar medidas. 
 Exemplo: Peso em relação a idade, Estatura 
em relação a idade, IMC em relação a idade. 
 Para ser feito um diagnóstico 
antropométrico, é necessária a comparação 
dos valores encontrados na avaliação com os 
valores de referência ditos como “normais”, 
para identificar se existe alteração ou não. 
  Os limites de normalidade são chamados 
de pontos de corte. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
 Os pontos de corte são, portanto, limites 
estabelecidos (inferiores e superiores) que 
delimitam, com clareza, o intervalo de 
normalidade. 
 
O que é padrão ou população de 
referência? 
É uma população cujas medidas foram 
aferidas em indivíduos sadios, vivendoem 
condições socioeconômicas, culturais e 
ambientais satisfatórias, tornando-se uma 
referência para comparações com outros 
grupos. 
Com a distribuição gráfica das medidas de 
peso e altura de indivíduos normais, são 
construídas curvas de referência. 
PESO 
É a soma de todas os componentes 
corporais e reflete o equilíbrio 
proteicoenergético do indivíduo. 
Peso atual: é o encontrado no momento da 
avaliação. 
Peso usual ou habitual: é utilizado como 
referência na avaliação de mudanças 
recentes de peso e em casos de 
impossibilidade de aferir o peso atual. 
Peso ideal: calculado pelo índice de massa 
corporal e pela estatura. PI= IMC médio x 
(altura)² 
VAMOS CALCULAR O PESO IDEAL? 
Valores médios de IMC segundo a OMS: 
Homens: 22,0 Kg/m2 Mulheres: 20,8 Kg/m2 
Faixa de Normalidade de IMC segundo a OMS 
(1995; 1998): 
Homens e mulheres: 18,5 a 24,9 Kg/m2 
EXEMPLO PESO IDEAL: ESTIMATIVA DE 
PELO IMC 
Valor médio de IMC (OMS) para homens: 22,0 
Dados: Sexo: masculino Idade: 32 anos 
Altura: 1,71m. 
Peso ideal = IMC médio x altura² 
PI = 22 x (1,71)² 
PI = 64,33 Kg 
MUDANÇA DE PESO 
A mudança de peso (ou perda de peso) 
involuntária constitui importante informação 
para avaliar a gravidade do problema de 
saúde, visto que a perda de peso tem alta 
correlação com mortalidade. 
A perda de peso maior que 10% do peso 
usual está relacionada com imunodeficiência 
e risco cirúrgico. 
 
 
AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA 
TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: PESO 
A balança é o instrumento utilizado para 
medir a massa corporal total do indivíduo. 
TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: MASSA 
COPRORAL / PESO 
A balança é um dos equipamentos utilizados 
que mais produz erro por falta de manutenção. 
Um bom avaliador confere regularmente 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
seus equipamentos de medição, 
principalmente antes de iniciar as avaliações. 
TÉCNICAS DE MEDIÇÃO: MASSA 
CORPORAL / PESO 
Alguns cuidados são fundamentais para a 
precisão das medidas e a padronização dos 
dados, como: 
A pessoa deve ser pesada com o mínimo de 
roupa possível e sem sapatos. 
Solicitar que retire todos os ornamentos e 
objetos dos bolsos, principalmente chaves, 
cintos, celulares, óculos etc. 
De preferência, realizar a pesagem antes de 
grandes refeições. 
 A pessoa deve estar sem calçados (sapato, 
chinelo, tênis). 
Quando se tratar de balança eletrônica, 
posicionar o indivíduo a ser medido no centro 
da base da balança, mantê-lo parado e 
realizar a leitura diretamente do visor. 
As balanças mecânicas devem estar 
travadas antes de sua utilização; 
Posicionar o indivíduo a ser medido no 
centro da base da balança; 
Destravar a balança somente após o 
indivíduo estar posicionado. 
 
ESTATURA 
ALTURA: é considerada indicadora das 
condições de vida de uma população, uma 
vez que seu déficit pode refletir inadequações 
nutricionais de caráter crônico. 
Utilidade: - Usada em associação com o peso 
para compor o IMC - Cálculo do peso ideal - 
Cálculo das necessidades energéticas 
PROTOCOLO DE AFERIÇÃO 
Solicite que o indivíduo: 
1. Retire os sapatos. 
2. Retire "roupas pesadas" (casacos, 
jaquetas, blusas grossas). 
3. Remova enfeites e prendedores de cabelo 
(fivelas, tiaras, lenços, presilhas, laço, faixa, 
etc). 
4. Desfaça qualquer tipo de penteado (rabo-
de-cavalo, coque, trança etc). 
 
AULA 08/09 
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) 
Indicador que incorpora medidas simples e 
expressa de algum modo as reservas 
energéticas do indivíduo 
Quételet (1830): 
Peso (kg) / altura (m2) 
Índice de Massa Corporal (IMC) utiliza o 
peso e a estatura como critério diagnóstico; 
Útil tanto em nível individual como 
populacional; 
IMC um dos métodos utilizados para 
avaliar o estado nutricional; 
Risco Relativo de mortalidade curvas em 
forma de “U” ou de “J” invertido; 
 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
IMC SE CORRELACIONA: 
Gordura corporal r = 0,90; 
Prega cutânea subescapular(PCSe) r =0,70; 
Prega cutânea tricipital (PCT) r > 0,60; 
% de gordura corporal r > 0,70; 
Circunferência abdominal (CC) r = 0,80. 
IMC: alta correlação com peso corporal e 
parâmetros de gordura. 
IMC EM IDOSOS: 
Em idosos, porém, seu emprego apresenta 
controvérsias em função do decréscimo de 
estatura, acúmulo de tecido adiposo, redução 
da massa corporal magra e diminuição da 
quantidade de água no organismo. 
Assim, vem sendo muito discutido o uso do 
IMC e dos limites de normalidade adotados 
para análise de desnutrição, sobrepeso e 
obesidade em idosos. 
Existem duas referências para a 
classificação do IMC: a primeira foi estipulada 
pela OMS e a outra, proposta por Lipschitz. 
Há críticas sobre o uso dos mesmos pontos 
de corte para classificar obesidade em adultos 
e idosos, pois mudanças na composição 
corporal, associadas ao processo de 
envelhecimento, devem ser consideradas. 
 Os pontos de corte propostos por Lipschitz 
levam em consideração as mudanças na 
composição corporal que ocorrem com o 
envelhecimento quando comparados com os 
indivíduos adultos. 
Ainda não há consenso quanto ao ponto de 
corte de IMC mais adequado para avaliar o 
estado nutricional de idosos, e não há no 
Brasil algum estudo de base populacional que 
avalie a adequação do IMC como marcador de 
adiposidade em idosos. 
 
 
IMC: LIMITAÇÕES 
IMC não possibilita determinar a 
composição corporal e não expressa a 
distribuição de gordura corporal; É importante 
na determinação do risco de muitas doenças. 
Pessoas com elevada quantidade de massa 
muscular podem apresentar elevado IMC, 
mesmo que a gordura corporal não seja 
excessiva. 
O uso dos padrões do IMC de adultos para 
os idosos não é consensual, principalmente 
porque os pontos de corte podem ser 
inapropriados, pelas mudanças da 
composição corporal associadas ao 
envelhecimento. 
Os métodos antropométricos precisam ser 
validados para os idosos. 
As diferenças entre jovens e idosos em 
relação ao peso e a outras variáveis 
antropométricas são devidas, em parte à 
influência do tamanho corpóreo, ao conteúdo 
de gordura e efeitos fisiológicos da idade, 
como perda de peso, osteoporose, mudança 
na distribuição da adiposidade subcutânea e 
alterações da elasticidade e tônus da pele. 
 
O uso dos padrões do IMC de adultos para 
os idosos não é consensual, principalmente 
porque os pontos de corte podem ser 
inapropriados, pelas mudanças da 
composição corporal associadas ao 
envelhecimento. 
Os métodos antropométricos precisam ser 
validados para os idosos. 
As diferenças entre jovens e idosos em 
relação ao peso e a outras variáveis 
antropométricas são devidas, em parte à 
influência do tamanho corpóreo, ao conteúdo 
de gordura e efeitos fisiológicos da idade, 
como perda de peso, osteoporose, mudança 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
na distribuição da adiposidade subcutânea e 
alterações da elasticidade e tônus da pele. 
A redistribuição de gordura das 
extremidades para áreas viscerais impede 
uma estimativa adequada da composição 
corporal quando modelosantropométricos 
baseados em adultos jovens são aplicados 
aos idosos. 
A substituição do tecido muscular por 
gordura intramuscular não é refletida em 
medidas antropométricas e pode subestimar a 
gordura corpórea em idosos, entretanto, 
indica percentual de gordura corporal muito 
mais alto para idosos do que para jovens. 
O peso, do qual o IMC é derivado, é a mais 
importante medida antropométrica, contudo, 
nem sempre é obtido de modo fácil, 
especialmente pelas dificuldades de 
mobilidade, presença de doenças e falta de 
equipamento adequado para sua obtenção 
em idosos 
PERÍMETRO DA CINTURA 
Além do IMC, existem outros métodos de 
análise da composição corporal, tais como as 
medidas das dobras cutâneas e as medidas 
de perímetros de partes específicas do corpo. 
As medidas de perímetros são indicadas 
quando o indivíduo apresenta quantidade de 
gordura corporal excessiva e quando se 
deseja agrupar informações orientadas ao 
padrão de distribuição regional de gordura no 
corpo. 
PERÍMETROS: 
AS MEDIDAS DOS PERÍMETROS SÃO 
INDICADAS QUANDO: 
 O avaliado apresentar quantidade de 
gordura corporal excessivamente elevada, o 
que faz as espessuras de dobras cutâneas 
ultrapassarem o limite recomendável que 
possa assegurar medidas de boa qualidade 
( 40mm); 
 Quando o objetivo é reunir informações 
direcionadas ao padrão de distribuição 
regional da gordura corporal 
Vantagens: 
•Simplicidade; 
•Facilidade; 
•Aceitabilidade. 
Desvantagens: 
• Demonstra fragilidade como variável 
preditora da quantidade de gordura corporal 
em razão de suas dimensões incluírem outros 
tecidos e órgãos além do tecido adiposo. 
Pontos a serem observados: 
 Uso de fita métrica inextensível e não 
elástica; 
 Realização de medidas seriadas pelo 
mesmo observador (triplicata); 
 Cuidados para evitar compressão do tecido 
adiposo subcutâneo no momento da medição; 
 Posicionamento correto da fita. 
PERÍMETRO DA CINTURA 
Pontos a serem observados: 
 Cuidados na avaliação de obesos mórbidos. 
A medida pode não ser tão fidedigna. 
“Barriga de avental”. (obesos. Umbigo 
localizado mais em baixo) 
 
Indicam risco de doenças cardiovasculares 
pela alta proporção de gordura localizada na 
região abdominal; 
Mais recentemente: apenas o perímetro 
abdominal (cintura) prediz o risco de doenças 
associadas com a distribuição abdominal de 
gordura; 
Correlaciona-se: IMC, gordura corporal total 
e com a gordura intraabdominal. 
CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA: 
Pontos de corte para CC para homens e 
mulheres e risco de complicações 
metabólicas associados com obesidade. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
 
Obesidade abdominal (central) importante 
fator de risco para diabetes, dislipidemias, 
hipertensão, doenças cerebrovasculares e 
cardiovasculares. 
Gordura abdominal = gordura subcutânea e 
gordura intra-abdominal (visceral) 
DIFERENTES PONTOS PARA AFERIÇÃO 
DO PERÍMETRO DA CINTURA 
 Ponto médio entre a crista ilíaca e a última 
costela recomendado pela Organização 
Mundial da Saúde; 
Menor cintura entre o tórax e o quadril 
recomendado pelo Anthropometric 
Standardization Reference Manual; 
Nível exatamente acima das cristas ilíacas 
recomendado pelo National Institute of Health; 
 Nível umbilical. 
 
 
RELAÇÃO CINTURA/ESTATURA: RCE 
 Relação cintura estatura (RCE): medida 
simples que apresenta a vantagem de permitir 
o uso de um ponto de corte único (RCE maior 
ou igual: 0,5), aplicável a todos os indivíduos 
independente do sexo, faixa etária e 
raça/etnia. 
 A recomendação para se “manter a cintura 
a menos da metade da estatura” poderia ser 
utilizada desde a infância até a vida adulta no 
mundo todo, com mensagens simples e de 
fácil compreensão pela população (Ashwell & 
Hsieh, 2005; McCarthy & Ashwell, 2006). 
CIRCUNFERÊNCIA DO QUADRIL: RCQ 
A razão cintura-quadril (RCQ) é um índice 
simples e prático para a identificação da 
distribuição da gordura, podendo ser usado 
como índice do nível de adiposidade, mas não 
independente das concentrações de 
colesterol e pressão sanguínea. 
Além disso, independente do nível geral de 
sobrepeso, a proporção da circunferência 
cintura-quadril é associada aos níveis 
diversos de lipídios, lipoproteínas e insulina, 
sendo por isso considerado como um forte 
preditor de doença cardíaca coronariana. 
RCQ= circunferência da cintura / 
circunferência do quadril (tudo em cm) 
 
CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA 
(CP) 
A CP tem sido utilizada como preditora da 
quantidade, função muscular e poderia ser 
uma alternativa para diagnóstico de 
sarcopenia, que é caracterizada pela perda de 
massa e função muscular. 
Esta medida indica alterações na massa 
magra que ocorrem com a idade e com o 
decréscimo na atividade física. 
É particularmente recomendada na 
avaliação nutricional de pacientes acamados. 
Medida mais sensível da perda de massa 
muscular nos idosos; 
A medida deverá ser realizada na perna, na 
sua parte mais protuberante. 
TÉCNICA PARA AFERIÇÃO: 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
O indivíduo deverá estar deitado ou sentado 
na mesma posição utilizada para a altura do 
joelho. 
A medida deve ser aferida lateralmente, 
posicionando a fita na circunferência máxima 
da panturrilha, e a leitura deve ser realizada 
no milímetro mais próximo. 
Adequada: ≥ 31 cm para homens e para 
mulheres. 
Valores < 31cm indicam perda de massa 
muscular 
GORDURA CORPORAL 
O aumento da gordura corporal total ou 
visceral traz prejuízos à saúde. 
Tem sido observado ao longo do tempo que 
a gordura visceral representa fator de risco 
mais proeminente que a gordura corporal 
total, em se tratando de intercorrências 
metabólicas. 
Avaliar e detectar alterações na composição 
corporal o mais precocemente possível pode 
contribuir na redução de efeitos decorrentes 
dos problemas de saúde acarretados 
Existem diversos métodos que podem ser 
utilizados nesta avaliação, entre eles métodos 
mais acurados e precisos, entretanto 
dispendiosos, morosos e de execução 
complexa. 
Pode ser utilizado o método de 
absortometria por dupla emissão de raios-X 
(DEXA), pesagem hidrostática, ressonância 
magnética e tomografia computadorizada 
(TC). 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
Para determinação do tecido adiposo 
visceral, a tomografia é considerada, 
classicamente, o método mais eficaz e 
preciso; entretanto, torna-se inviável em 
função do seu alto custo e exposição a 
irradiação. 
 
-Avaliação rápida 
-Necessita radiologista para executar o teste 
-Esposição à radiação 
BIOIMPEDÂNCIA ELÉTRICA 
• O aparelho de bioimpedância avalia a 
condutividade elétrica dos diversos tecidos 
corporais, estimando assim a composição 
corporal. 
• O método é não invasivo, proporcionando 
uma medida direta da impedância corporal 
através dos seguintes parâmetros: 
resistência, reatância, ângulo agudo de fase. 
• Associados aos dados de idade, sexo, 
estatura e peso do indivíduo, fornecerão os 
resultados da composição corporal. 
• A impedância varia de acordo com o tecido 
corporal, sendo superior na massa magra, 
devido à maior concentração de água e 
eletrólitos nesse tecido. 
• Tem sido muitoutilizada na prática clínica e 
tem apresentado menores erros de 
estimativas da composição corporal do que as 
equações de pregas cutâneas. 
• Condução de uma corrente elétrica indolor, 
de baixa intensidade aplicada por meio de 
cabos, eletrodos ou superfícies condutoras. 
 
 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
 
 
 
 
ULTIMA AULA 
NECESSIDADES E RECOMENDAÇÕES 
NUTRICIONAIS 
NECESSIDADES NUTRICIONAIS: São 
definidas como a menor quantidade de 
determinado nutriente suficiente para 
promover a saúde e prevenir carências 
nutricionais. 
RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS: As 
quantidades de energia e de nutrientes que 
devem conter os alimentos consumidos para 
satisfazer as necessidades de quase todos os 
indivíduos de uma população sadia. 
Variam de acordo com a idade, sexo e 
estado fisiológico. 
Qual a Necessidade de Padrões de 
Recomendações Nutricionais? 
Objetivos das recomendações: 
Estabelecer as recomendações individuais 
de ingestão; 
Prevenir doenças; 
Facilitar pesquisas em nutrição e orientação 
nutricional; 
Estabelecer normas de segurança. 
Histórico das Recomendações 
Nutricionais 
Após a II Guerra Mundial: 
OMS (saúde dos povos e condição 
nutricional) 
FAO (produção e Distribuição de alimentos) 
Acesso aos alimentos => requisito 
indispensável 1940: Estudo das 
recomendações nutricionais pelo FNB (Food 
and Nutrition Board). 1943: RDA 
(Recommended Dietary Allowances). 
Revisada 11 vezes até 1989. 
Avaliação e planejamento dos planos 
alimentares. 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
 
Ingestão Diária Recomendada (DRIS): 
conceito: 
A Ingestão Diária Recomendada ou DRIS 
(sigla em Inglês, Dietary Refence Intakes) são 
valores que apontam a quantidade estimada 
de algum nutriente que o indivíduo deve 
consumir. 
Elaborada pelo comitê do Food and Nutrition 
Board do Institute of Medicine (IOM)- Canadá 
e EUA. 
As DRIS consideram: 
1- Valores de nutrientes com o objetivo de 
diminuir doenças crônicas não 
transmissíveis quando dados 
específicos do nutriente estão 
disponíveis. Não consideram somente 
sinais de deficiência. 
2- 2- Elas apresentam níveis superiores 
de ingestão, quando se têm os dados 
de risco do nutriente para a saúde. 
3- Nas DRIS foram incluídos mais 
estudos para se estabelecer um valor 
dos componente no alimentos. 
 
 
 
 
 
ADULTOS 
Para a Organização Mundial da Saúde 
(2013), compreende a faixa etária da idade 
adulta dos 20 aos 59 anos. 
Sendo considerado adulto jovem de 20 a 40 
anos, e meia-idade dos 40 ate os 59 anos. 
A fase adulta constitui um tempo ideal para 
a promoção de uma saúde positiva e para as 
mensagens sobre a prevenção de doenças. 
A fase adulta oferece oportunidades únicas 
para avaliar o próprio estado de saúde, para 
atuar positivamente sobre ele e para mudar os 
fatores negativos que lhes afetam a qualidade 
de vida. 
Escolhas quanto ao estilo de vida, incluindo 
atividades físicas, constroem a base para a 
saúde e o bem-estar. 
Adequada nutrição = prevenção de doenças 
Grande preocupação é com a manutenção do 
peso => DCNT e qualidade de vida. 
Deve-se estar atento a: Atividade ocupacional 
e estilo de vida; Hábitos alimentares 
 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Taxa de Metabolismo Basal (TMB) É 
definido como: 
Consumo de energia pelo organismo em 
jejum. 
Em estado de repouso físico e mental. 
Geralmente ele é determinado pela manhã, 
após 12 horas de sono e antes do indivíduo 
fazer qualquer atividade, estando ele 
acordado. 
O metabolismo basal representa a perda 
inevitável de calor devido ao metabolismo 
celular. 
Corresponde a cerca de 60 a 75% do gasto 
energético diário. 
Se refere à quantidade mínima de energia 
despendida para manter os processos 
corpóreos vitais do organismo: respiração, 
circulação, metabolismo celular, atividade 
glandular e conservação da temperatura 
corpórea. 
Fatores que influenciam a TMB Peso Idade 
%Gordura Corporal Clima Dieta Febre 
Ciclo menstrual Gravidez Tabagismo 
Atividade Física Glândulas Endócrinas 
Patologias 
Massa corpórea magra (MCM) ↔ apontada 
como o principal determinante -> maior 
consumo de oxigênio. 
Diferença entre sexos: as mulheres, em geral, 
tem metabolismo 5 a 10% menor do que os 
homens, mesmo quando da mesma altura e 
peso 
Dieta -> aumento do consumo de oxigênio 
após a ingestão de alimentos 
Gasto energético aumenta devido ao 
processo de digestão, absorção e 
armazenamento dos nutrientes. 
Ciclo menstrual -> aumento de ± 10% na TMB 
de mulheres no período pré-menstrual e 
durante a menstruação. 
Gasto energético aumenta devido ao a 
alterações dos níveis de progesterona que 
eleva a produção de calor corporal. 
Idade: Relacionada com redução da MCM, 
Utilização de energia para deposição de 
tecidos, ↓ de energia durante o 
envelhecimento. 
Estado nutricional: TMB  desnutridos 
Durante o sono: TMB  ± 10%. 
Clima: TMB  climas frios 
Febre: TMB  13%  cada grau acima de 
37°C 
Gravidez: o metabolismo basal da gestante 
↑ pelo aumento da atividade de órgãos como: 
coração, pulmões e outros e maior demanda 
de O2. Alguns pesquisadores sugerem que o 
aumento seja de 20-28% acima do normal. 
Atividade Física 
2º maior componente do gasto energético ↔ 
15 a 30% da necessidade. 
Componente mais variável do gasto 
energético. 
Atividade física é definida como qualquer 
movimento corporal, produzido por contração 
muscular, que tenha como resultado maior 
dispêndio de energia 
 
 
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce
Beatriz
Realce

Mais conteúdos dessa disciplina