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RM crânio - Sequências Avançadas Neurocisticercose: importante causa de convulsões em adultos. Perfusão · Sequência dinâmica que avalia a perfusão sanguínea cerebral. · Baseada na perda de susceptibilidade (T2*/SWI) nos capilares após passagem de contraste. · Parâmetros avaliados: - Cerebral Blood Volume (CBV). - Cerebral Blood Flow (CBF). - Mean Transit Time (MTT) = CBV/CBF quanto tempo o sangue fica nos capilares. · Útil para avaliação de AVC e delimitação de área isquêmica e penumbra. · Em tumores, diferencia as áreas mais “quentes” em tumores de alto grau. MTT aumentado, pois o fluxo está diminuído, fazendo com que o sangue passe mais devagar. · Em B, nódulo de perfusão fria (azul) é perfusão diminuída mais característico de tumor benigno (ex: astrocitoma pilocítico). · Em D, a parte de perfusão aumentada do tumor é a mais quente (vermelha) e a mais agressiva. Espectroscopia · Avalia a presença e concentração de diversos metabólitos, com ressonância em picos específicos. · Análise pode ser uni ou multi voxel. · Mais utilizados: - Lactato (1,33 ppm). - Lipídios (1,3). - N-acetil-aspartato (NAA) (2) marcador neuronal. - Glutamato (2,2-2,4). - Creatina (3). - Colina (3,2). - Mioinositol (3,5). Normal: curva ascendente (colina baixa e NAA alta). · NAA: marcador de viabilidade neuronal, diminuído em qualquer processo com lesão, como em tumores de alto grau, necrose, abscesso, etc. · Em gliomas, com o aumento do grau, há diminuição de NAA e creatina, e aumento da colina, lipídios e lactato inversão do pico colina - NAA. A e B: tumor de baixo grau. // C e D: tumor de alto grau (agressivo). · Aumento de colina e redução de NAA em morte neuronal (relação colina/NAA alta). · Pico de lipídio e lactato em áreas de necrose. Tractografia · Reconstrução 3D volumétrica dos tratos de fibras brancas, utilizando dados das sequências de difusão. · As moléculas de água se movimentam com mais facilidade no eixo longitudinal dos axônios. · Fibras transversais, Fibras anteroposteriores e Fibras craniocaudais. Perda de continuidade das fibras em azul. Ver para onde está deslocado e determinar o melhor local de entrada cirúrgica. CASO CLÍNICO · WSC, 28 anos, sexo masculino. · QD: Cefaleia esporádica há 5 anos. · HPMA: Refere cefaleia ocasional relacionada ao esforço físico, sem náusea ou piora com decúbito. Refere também baixa acuidade visual em olho esquerdo. · AP: Neurofibromatose tipo 1. · Exame Físico Geral: Presença de múltiplas manchas café-com-leite e neurofibromas. · Exame Físico Neurológico: Vigil, orientado, Pupilas isocóricas e fotorreagentes, Motricidade ocular extrínseca preservada, Baixa acuidade visual bilateral (pior à esquerda), Fundo de olho com palidez de disco óptico bilateral (sinal de hipertensão intracraniana), Força muscular grau 5 global, Reflexos osteotendíneos 2+/4+ global, Sensibilidade preservada globalmente, Eumetria e eudiadococinesia. RM DE CRANIO, EM CORTE AXIAL, EM T1 SEM CONTRASTE, lesão arredondada hipointensa no tegmento mesencefálico a direita. T1 COM CONTRASTE NÃO EVIDENCIA A LESÃO. LESÃO HIPERINTENSA EM T2, ALÉM DE HIDROCEFALIA. HIPERSINAL EM FLAIR E HIPERSINAL PERTO DO VENTRICULO Não restringe a difusão tumor de baixo grau. Compressão do aqueduto cerebral. Tumor sem perda neuronal. METÁSTASE CEREBRAL: lesões múltiplas, heterogêneas, realce periférico. VCM – VITÓRIA CORREIA MOURA