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POSTER ESTADO NUTRICIONAL DE PACIENTES COM CÂNCER ATRAVÉS DA AVALIAÇÃO SUBJETIVA GLOBAL PRODUZIDA PELO PACIENTE Ana Karoline Ferreira dos Santos, Thayssa Lauanna Vitória e Silva Santos, Izabella Fontenelle de Menezes Freitas, Ana Karoline Sousa Soares Leal, Maria José Santos, Tonny Kerley Rodrigues, Odara Maria de Sousa Sá Introdução: Alguns tipos de câncer comprometem seriamente o estado nutricional do paciente. A Avaliação Subjetiva Global Produzida Pelo Paciente (ASG-PPP) trata-se se um método não invasivo de coleta de dados e de alta sensibilidade capaz de detectar precocemente alterações no estado nutricional do paciente. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de pacientes oncológicos internados em Instituição Filantrópica, por meio da aplicação da ASG-PPP. Metodologia: Estudo transversal. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Associação Teresinense de combate ao câncer/ Plataforma Brasil (N°2.775.354). A amostra foi constituída de pacientes oncológicos, adultos e idosos, de ambos os sexos. A avaliação do estado nutricional foi realizada pela ASG-PPP. O diagnóstico nutricional foi realizado pela pontuação de escores e a classificação em categorias globais propostas na própria ferramenta. A análise estatística foi realizada de forma descritiva por meio de média, desvio padrão, mínimo, Máximo, frequência e percentual (%). Resultados: Foram avaliados 1.056 pacientes oncológicos com predominância de do sexo masculino 51,6% (545) e 48,4% (511) do sexo feminino, observou-se que os pacientes necessitam de intervenção nutricional e intervenção nutricional crítica 42,9 %(453) e 38,3 %(404), respectivamente, sugerindo risco nutricional, contudo a classificação do estado nutricional foi 77,3%(816) apresenta-se Bem Nutrido (A). Conclusão: Conclui-se elevada prevalência de eutrofia (e risco nutricional) por meio da ASG- PPP e necessidade crítica de intervenção nutricional em pacientes oncológicos. Palavras chave: Estado Nutricional. Desnutrição. Avaliação Nutricional. Oncológicos. PREVALÊNCIA DE SARCOPENIA EM PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS Raimunda Sheyla Carneiro Dias, Cleodice Alves Martins, Rayanna Cadilhe Oliveira Costa, Antônio Pedro Leite Lemos, Tatiana Menezes Pereira, Heulenmacya Rodrigues de Matos, Elane Viana Hortegal, Ana Karina Teixeira da Cunha França Introdução: A sarcopenia é caracterizada pela perda involuntária da massa magra associada à redução da função muscular, de modo progressivo. No indivíduo portador de doença renal crônica (DRC) a sarcopenia promove a perda da força muscular já no período do tratamento conservador e progride juntamente com a perda da função renal. Objetivo: Identificar a prevalência de sarcopenia em transplantados renais. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, realizado na unidade de transplante renal de um Hospital Universitário, onde foram avaliados transplantados renais que preencheram os critérios de inclusão entre o período de junho de 2017 a julho de 2018. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o protocolo nº 1.872.021. A sarcopenia foi definida utilizando os critérios do consenso europeu que recomenda usar a presença de massa muscular reduzida e a função muscular reduzida. Em nosso estudo utilizamos a força de preensão manual (FPM) e o teste de velocidade de marcha para diagnóstico de força e desempenho, respectivamente. O índice de massa muscular esquelética foi medido usando o exame de densitometria computadorizada por absorciometria radiológica de dupla energia; valores < 7,26 kg/m² para homens e < 5,5 kg/m² para mulheres foram adotados para depleção muscular. Para FPM, valores de < 30 kg para homens e < 20 kg para mulheres foi considerado redução da força muscular. Em ambos os sexos, o ponto de corte para velocidade de marcha reduzida foi <0,8 m/s. As análises foram realizadas no Programa STATA versão 14.0®. Resultados: Foram avaliados 83 transplantados renais. A prevalência de sarcopenia foi de 19,3% e não foi observada diferença entre os sexos. A média de idade foi de 48,8 ± 12,1 anos e predominou indivíduos do sexo masculino (57,8%), na faixa etária entre ? 40 e < 60 anos (59,0%), da cor parda (66,3%), com renda de até 2 salários mínimos (56,7%), com mais de 9 anos de escolaridade (63,9%), etilistas (8,4%) e com excesso de peso corporal (57,9%). O tempo médio de transplante foi de 5,2±4,6 anos e a maioria (54,2%) foi por doador falecido. Como comorbidades, 87,5% eram hipertensos e 16,2% diabéticos. Conclusão: Indivíduos submetidos ao transplante renal podem desenvolver sarcopenia ainda jovens. O diagnóstico precoce pode permitir a prevenção da sarcopenia e propiciar melhor qualidade de vida aos pacientes. Palavras-chave: Força muscular. Sarcopenia. Transplante renal. PACIENTES EM HEMODIÁLISE: COMPOSIÇÃO CORPORAL E ESTADO INFLAMATÓRIO Raimunda Sheyla Carneiro Dias, Dyego José de Araújo Brito, Elton Jonh Freitas Santos, Cleodice Alves Martins, Heulenmacya Rodrigues de Matos, Antônio Pedro Leite Lemos, Tatiana Menezes Pereira, Elane Viana Hortegal Introdução: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública mundial. Com a progressão da lesão renal, desenvolve-se um característico quadro clínico, que inclui anemia, acidose, anorexia, hipervolemia, hiperfosfatemia, hipercalemia, osteodistrofia renal e inflamação. Objetivo: Avaliar a associação entre a composição corporal e o estado inflamatório de pacientes com doença renal crônica em hemodiálise. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, realizado na Unidade de Cuidados Renais de um Hospital Universitário, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o protocolo nº 1.232.730/2015. Para constituição do grupo investigado, foram selecionados os pacientes com idade acima de 18 anos em hemodiálise ambulatorial 3x/semana. Foram coletados dados sociais, demográficos, clínicos e laboratoriais a partir da consulta aos prontuários dos pacientes. Os indicadores nutricionais foram: circunferência da cintura, relação cintura-quadril, relação cintura-estatura, diâmetro abdominal sagital e índice de conicidade. Os indicadores bioquímicos foram: albumina, colesterol total e frações, triglicerídeos e proteína C reativa ultrassensível (PCRus). Foram considerados em processo inflamatório os pacientes com concentrações de PCRus superiores a 0,3 mg/dL. Os dados foram analisados no STATA 14.0. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 77 pacientes, com prevalência do sexo feminino (50,7%). A média de idade foi de 44,8±16,0 anos, com predominância de indivíduos pardos (59,7%) e com menos de 9 anos de estudo (98,7%). Os indicadores nutricionais revelaram excesso de peso em 24,7%, 57,4%, 66,2% e 75,3% dos pacientes avaliados pelo diâmetro abdominal sagital, relação cintura estatura, relação cintura quadril e índice de conicidade, respectivamente. Em relação ao estado inflamatório, o valor médio da PCRus foi de (0,71±1,5mg/dL) e 62,3% dos investigados apresentaram inflamação, não havendo diferença entre os sexos. Na comparação entre as médias dos indicadores bioquímicos segundo as variáveis antropométricas, observou-se que, os pacientes com maior deposição de gordura na região abdominal apresentaram maiores médias de PCRus (p<0,05). Os valores médios de albumina foram menores nos pacientes inflamados (p< 0,05). Conclusão: A obesidade abdominal constitui um importante problema de saúde nos pacientes renais crônicos em tratamento dialítico. Os pacientes com obesidade abdominal apresentaram maior prevalência de inflamação. Palavras-chave: Diálise renal. Estado Nutricional. Inflamação. NÍVEIS SÉRICOS DE MAGNÉSIO NO DOENTE RENAL CRÔNICO EM HEMODIÁLISE E SUA ASSOCIAÇÃO COM SÍNDROME METABÓLICA E MORTALIDADE Raimunda Sheyla Carneiro Dias, Dyego José de Araújo Brito, Erika Cristina Ribeiro de Lima Carneiro, Cleodice Alves Martins, Heulenmacya Rodrigues de Matos, Antônio Pedro Leite Lemos, Tatiana Menezes Pereira, Elane Viana Hortegal Introdução: O doenterenal crônico em tratamento dialítico apresenta elevada mortalidade. A presença de síndrome metabólica (SM) e níveis reduzidos de magnésio estão associados ao aumento de comorbidades e risco cardiovascular nesta população. Objetivo: Investigar a associação entre os níveis séricos de magnésio com a presença de SM e mortalidade em pacientes com doença renal crônica em tratamento hemodialítico. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectiva, realizado na Unidade de Cuidados Renais de um Hospital Universitário, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o protocolo nº 1.232.730/2015, que incluiu 105 pacientes em hemodiálise ambulatorial 3x/semana e 4h de duração. As variáveis do estudo foram extraídas do programa NefroDataR: idade, sexo, raça, etiologia da doença renal crônica (DRC), tempo de hemodiálise, data de entrada e saída do programa, motivo da saída e causas de óbito. Além disso, foram registrados os valores de magnésio, fosfatase alcalina, colesterol total e frações, albumina, ferritina, potássio e fósforo. A SM foi definida de acordo com os critérios da International Diabetes Federation (IDF). Os dados foram analisados no programa estatístico STATA 14.0. Resultados: A maioria dos pacientes era do sexo feminino (52,4%). A média de idade foi de 45,4±16,9 anos, com predominância de indivíduos negros ou pardos (86,7%). O tempo médio de tratamento dos pacientes foi de 5,9±4,5anos. As principais etiologias da DRC foram: hipertensão arterial (23,8%) e glomerulonefrite crônica (19,0%). A prevalência de SM foi de 24,3% com predomínio no sexo feminino (64,0%). Os pacientes com SM apresentaram maiores médias de idade (52,2±3,1 vs 43,4±1,9; p=0,02) e menores médias de magnésio sérico (2,47±0,05 vs 2,68±0,04; p=0,01). A mortalidade na população estudada foi de 8,6% e a principal causa de óbito foi doença cardiovascular (55,6%). Os pacientes que morreram apresentaram menores valores médios de magnésio (2,51±0,25 vs 2,63±0,38; p- valor=0,165). Na análise de regressão, as variáveis associadas com óbito foram: presença de diabetes, colesterol total aumentado e HDL colesterol reduzido. As variáveis raça, fosfatase alcalina e colesterol total foram associadas com redução dos níveis de magnésio (p<0,05). Conclusão: As menores médias de magnésio sérico foram associadas a um risco aumentado de SM e maior tendência de mortalidade. A principal etiologia dos óbitos verificados entre os pacientes foi de origem cardiovascular. Palavras-chave: Diálise Renal. Magnésio. Mortalidade. Síndrome metabólica. DESENVOLVIMENTO E ACEITAÇÃO DE BISCOITO TIPO COOKIE A BASE DE BURITI PARA CRIANÇAS Rita de Cássia Costa Teixeira, Magda-lena Rodrigues Miranda Sousa, Keila Cristiane Batista Bezerra, Liejy Agnes dos Santos Raposo Landim Introdução: A polpa de buriti é uma fonte de minerais, vitaminas A, B e C, além de contém proteínas, por isso é considerada um alimento funcional, devido possui inúmeras propriedades nutricionais e medicinais. Destaca-se o fato de ser rico em betacaroteno, superando a cenoura em até cinco vezes, contém ácido láurico, ácido oleico e antioxidantes. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo desenvolver um biscoito nutritivo tipo cookie a base de buriti para verificar a aceitabilidade por meio de Análise Sensorial e intenção de compra dos consumidores em relação a esse produto. Metodologia: Esta pesquisa se trata de um estudo experimental descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa. Foi realizada com base na Resolução CCNS 466/2012, sob o Parecer número 2.976.236. A coleta de dados foi realizada em uma Instituição de Ensino Fundamental, da rede pública de Timon-MA. Nesta pesquisa participaram 119 crianças, com a faixa etária de 6 a 10 anos. Para a elaboração do biscoito toda a matéria prima foi obtida no comercio varejista local. O produto foi elaborado de acordo com formulações de 50% e 100% da polpa de buriti, utilizando diferentes matérias prima como: polpa de buriti, linhaça, castanha de caju, aveia, farinha de trigo, açúcar demerara, ovos, manteiga, fermento químico. Resultados: Em relação a análise sensorial, para o teste de aceitabilidade do biscoito tipo cookie utilizou-se a escala hedônica faciais e obteve-se 83,2% de aprovação, sendo que o índice da intenção de compra por parte dos degustadores foram de 84,9%. Esse resultado indica que a utilização da polpa de buriti como outros agregados na formulação do biscoito tipo cookie obteve um considerando índice de aceitabilidades, sendo um produto saudável, o que indica que poderia ser comercializado. Conclusão: Portanto, a formulação do biscoito pode ser uma alternativa promissora para o desenvolvimento de novos produtos, podendo também ser inserido na merenda escolar das crianças para a manutenção da sua saúde. Palavras-chave: Mauritia Flexuosa. Biscoito. Antioxidante. Buriti. RELAÇÃO ENTRE COMPORTAMENTO ALIMENTAR, DISBIOSE EM PORTADORES DE TRANSTORNOS MENTAIS Ana Letícia Melo Sousa Sampaio, Karina Iani da Silva Sousa, Luiza Marly Freitas de Carvalho Introdução: Transtornos mentais são alterações que comprometem o funcionamento da mente, consequentemente prejudica a vida social, o trabalho, os estudos, a compreensão de assuntos o que impossibilita ter uma vida normal. Uma alimentação adequada, pode trazer benefícios, o que ajuda a melhorar o estado nutricional e psíquico. Objetivo: investigar a relação entre a ingestão alimentar, disbiose intestinal e transtornos mentais. Metodologia: Trata-se de um estudo de natureza descritiva e quantitativa de caráter transversal. Com base na Resolução CCNS 466/2012, sob o parecer de número 2.301.614. O estudo foi realizado no Centro de Atenção Psicossocial da cidade de Piripiri-Piauí em uma população adulta e idosa de ambos os sexos. Para a coleta de dados foram aplicados questionários semiestruturados: recordatório 24 horas, Questionário de Rastreamento Metabólico e escala de bristol. Resultados: Observou uma alta prevalência de disbiose nos participantes esquizofrênicos e depressivos e de acordo com os micronutrientes correlacionando com as patologias, o magnésio e a vitamina D apresentaram-se abaixo do recomendado em todos os participantes (esquizofrênicos, depressivos e ansiosos), a vitamina B12 apresentou abaixo do valor de referência apenas nos ansiosos e os demais apresentaram-se acima da recomendação. A vitamina B3 e o fósforo estão acima do valor de referência em todos os participantes. Conclusão: A carência de vitamina D e o mineral magnésio apresentaram-se relação com os participantes depressivos e esquizofrênicos e presença de disbiose intestinal. Em relação aos participantes ansiosos, a disbiose não esteve presente, apresentaram somente a carência da vitamina B12, vitamina D e o magnésio. Palavras-chave: Transtornos mentais. Micronutrientes. Disbiose. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL DE ESCOLARES EM CENTRO EDUCACIONAL PÚBLICO Natanael Francisco da Silva, Daniela Fortes Neves Ibiapina Introdução: No Brasil, houve significativamente um aumento nas transições nutricionais. Uma redução nos déficits nutricionais e maior ocorrência de patologias associadas ao sobrepeso e obesidade. Objetivo: Avaliar o estado nutricional por meio de parâmetros antropométrico. Metodologia: Foram coletadas medidas, incluindo peso e altura. Após submissão ao comitê de ética, com parecer 2.973.447 a pesquisa teve início. Resultados: A coleta foi realizada com 98 crianças entre 6 e 10 anos de idade de ambos os sexos. Na verificação do IMC por idade (81,6%) dos alunos se encontram com eutrofia enquanto (16,4%) se encontram com sobrepeso ou obesidade, enquanto (2,0%) classificaram-se com magreza. Peso para Idade (P/I) foi identificado que 21,4% dos escolares avaliados apresentaram peso elevado para idade e 74,5% classificaram-se como eutróficos, observou-se também que 4,1% apresentaram baixo peso para idade. Altura por idade (A/I), onde 86,7% obtiveram altura adequada para idade, baixa altura para idade ficou 4,1% e 9,2%com elevada estatura para idade. Conclusão: Através deste estudo pode-se concluir que apesar dos resultados da amostra apresentar IMC adequado em ambos os sexos, não se descarta a preocupação do elevado índice de vigilância para IMC elevado e excesso de peso que teve valor significativo na população de estudo, aumentando assim, as estatísticas de sobrepeso e obesidade. Palavras-chave: Avaliação nutricional. Estado nutricional. Alimentação. CONDIÇÕES HIGIÊNICAS E SANITÁRIAS DE UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ESCOLAR DE TEMPO INTEGRAL DA REDE ESTADUAL Thaís Ingrid Leal Mendes, Marina Luiza Santos Monteiro, Luíza Marly Freitas de Carvalho, Keila Cristiane Batista Bezerra Introdução: No âmbito escolar, os alimentos ali manipulados e preparados devem sem livres de contaminação e íntegros para garantir a saúde dos atores que integram esse ambiente. Objetivo: teve como objetivo avaliar as estruturas físicas e condições higiênico-sanitária em unidades de alimentação e nutrição escolar de tempo integral da rede estadual. Metodologia: Estudo de campo do tipo transversal, quantitativo e descritivo. Para a avaliação das estruturas físicas e condições higiênico-sanitária primeiramente utilizou o Checklist, a partir da observação dos seguintes itens: edificação e instalações = 64 itens; produção e transporte do alimento = 32 itens; documentação e registro = 7 itens; equipamento de proteção individual = ou 91003318.0.0000.5602 e Parecer: 2.954.155. Resultados: Observou-se que as conformidades encontradas no bloco edificações e instalações apresentaram na UAN I 90,6% (n=58), já na UAN II 90,6% (n=58). Para o bloco de Produção e Transporte do Alimento na UAN I 93,8% (n=30) e na UAN II 87,5% (n=28). A Documentação e Registro, na UAN I 0% (n=0), já na UAN II 0% (n=0) de conformidade. No bloco de Equipamentos de Proteção Individual a UAN I apresentou 83,3% (n=5) e a UAN II 50% (n=3) de conformidade. A UAN I apresentou adequação em 85,3% (n=93) e a UAN II obteve média de adequação 81,7% (n=89) sendo as duas classificadas como muito bom. Conclusão: Conclui-se que foi possível observar as manipuladores em relação as boas práticas. Palavras-chave: Checklist. Alimentos. Nutrição. PERFIL NUTRICIONAL DE PACIENTES EM TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Daniele Alves de Sousa, Myllena Amanda Carvalho de Almeida, Cláudia Nunes da Silva, Cícero Tadeu Tavares Duarte, Regina da Silva Santos Introdução: A desnutrição é comum em pacientes hospitalizados e altamente prevalente na população de pacientes críticos em todo o mundo. Está associada ao aumento da morbidade, mortalidade, ocorrência de infecções, hospitalização prolongada e aumento dos custos hospitalares. Assim, conhecer o perfil nutricional do enfermo possibilita intervenções específicas no intuito de melhorar seu quadro clínico, visto que o estado nutricional influi em grande parte na recuperação do estado patológico. Objetivo: Avaliar o perfil nutricional dos pacientes em uso de Terapia Nutricional Enteral em Unidade de Terapia Intensiva, de um hospital da rede pública, na cidade de Teresina- Piauí. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal de natureza descritiva realizado com 17 pacientes em uso de Terapia Nutricional Enteral admitidos na UTI. Para avaliar o estado nutricional, foram obtidos dados objetivos antropométricos (peso, altura, índice de massa corporal (IMC), circunferência do braço (CB), circunferência da panturrilha (CP), dobra cutânea tricipital (DCT)) e parâmetros bioquímicos (hematócrito, hemoglobina, uréia, creatinina e glicemia), quanto aos dados subjetivos, foi utilizada a avaliação subjetiva global. A pesquisa foi iniciada somente após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa com o número do parecer de aprovação nº 2.903.653 (CAAE: 90901518.5.0000.5602), e, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido por parte do paciente e/ou do Termo de Assentimento, pelo responsável legal. Resultados: Dos 17 pacientes avaliados, 52,9% eram do sexo masculino, com idade média de 52,5 ± 19,9 anos. Houve maior frequência de pacientes com 60 anos ou mais (58,8%). No método objetivo, foi observado que 64,7% dos pacientes apresentaram eutrofia pelo IMC, de acordo com a DCT, 70,6% apresentavam obesidade, 70,6% estavam com depleção moderada e discreta pela CB e 64,70% com CP inferior a 31 cm. De acordo com o método subjetivo utilizado, 64,7% dos pacientes estavam bem nutridos. A média da glicemia encontrava-se elevada quando comparada à recomendação e os valores médios de hemoglobina encontravam-se abaixo do preconizado. Os valores médios da creatinina sérica e da uréia foram respectivamente 1,67±1,49 e 68,3±43,6. Conclusão: Conclui-se com este estudo a importância da avaliação do perfil nutricional e bioquímico do paciente internado em uso de TNE para manter ou recuperar o estado nutricional. Palavras-chave: Avaliação Nutricional. Nutrição Enteral. Unidade de Terapia Intensiva. PECEPÇÃO DA IMAGEM CORPORAL E COMPORTAMENTO ALIMENTAR: ESTUDO COM ACADÊMICOS DE CENTRO UNIVERSITÁRIO Mateus Barros de Carvalho, Luiza Marly Freitas de Carvalho, Paula Maria da Silva Introdução: O conceito de imagem corporal abrange a maneira com que o indivíduo percebe o próprio corpo, levando em consideração suas partes constituintes, assim como os sentimentos relacionados a essas características, em síntese, a imagem corporal é um conceito multidimensional que compreende os processos fisiológicos, cognitivos, psicológicos, emocionais e sociais em constante troca mútua. Considerando a preocupação e a busca obsessiva pelo corpo ideal, tem-se verificado uma elevada prevalência de insatisfação com a imagem corporal, essa insatisfação é considerada um fator de risco para a obesidade e transtornos alimentares, e que atinge principalmente adolescentes e jovens. Objetivo: Diante do exposto presente estudo teve como objetivo investigar a satisfação com a imagem corporal, comportamento alimentar de acadêmicos de um centro universitário. Metodologia: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa CEP e tem por número do CAAE 91003018.5.0000.5602 e Parecer: 2.799.159. Para a coleta de dados foi utilizados os seguintes instrumentos, A avaliação nutricional foi realizada através das medidas antropométrica, com as medidas de peso e estatura, para diagnóstico do estado nutricional utilizou-se o Índice de massa corporal, Para avaliar os comportamentos de checagem do corpo no sexo feminino, foi utilizado o Body Checking Questionnaire. Avaliação da checagem corporal dos indivíduos do sexo masculino realizou-se pelo Male Body Checking Questionnaire, O Comportamento alimentar foi avaliado pela aplicação da versão traduzida do teste de atitudes alimentares. Para avaliar a insatisfação e as preocupações com a forma do corpo, foi utilizado o Body Shape Questionnaire. No total, participaram da pesquisa 316 estudantes de Educação Física, Psicologia e Engenharia Civil. Resultados: Os resultados permitem concluir que as mulheres apresentaram maior prevalência de adequação em relação ao índice de massa corporal quando comparadas aos homens, já em relação à percepção da imagem corporal, observou-se que ambos os sexos apresentam baixa frequência de comportamento de checagem corporal. Conclusão: Por fim, observou-se que mulheres apresentam maiores índices de comportamento alimentar de risco quando comparadas aos homens. Palavras-chave: Imagem Corporal. Avaliação Nutricional. Comportamento Alimentar. FATORES DE IMPACTO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM CÂNCER Ana Karoline Ferreira dos Santos, Thayssa Lauanna Vitória e Silva Santos, Izabella Fontenelle de Menezes Freitas, Ana Karoline Sousa, Soares Leal, Maria José Santos, Tonny, Kerley Rodrigues, Odara Maria de Sousa Sá Introdução: O câncer se estabeleceu como um problema de saúde pública em todo o mundo e atualmente é a segunda prin cipal causa de óbito por doença nos países desenvolvidos. Estima- se um crescimentodas taxas globais de 50% entre os anos de 2000 e 2020, o que deve resultar em uma inci dência de 10 a 15 milhões de pacientes com câncer. Objetivo: Identificar sintomas de impacto nutricional em pacientes de Hospital filantrópico de Teresina-PI. Metodologia: Estudo transversal. Foi aplicada a ferramenta de Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo Próprio Paciente que permite uma rápida avaliação do estado nutricional. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Associação Teresinense de Combate ao Câncer (n° 2.775.354). Avaliou-se o estado nutricional de 1056 pacientes oncológicos adultos e idosos internados em hospital filantrópico de Teresina-PI, com até 48h da data de admissão por meio da ASG-PPP. Resultado: Observou-se predominância do sexo masculino 51,6% (545), com base no IMC 52,6% (540) pacientes encontram-se eutróficos, a maior parte dos pacientes oncológicos alimentam-se por via oral 96,1% (1015), 94,3% (996) apresentam vômitos e 69,8% (737) ingerem menos comida que o habitual. O tipo de câncer mais prevalente são os digestivos 27,4% (299). Observou-se que 42,9% dos pacientes oncológicos quando avaliados pela ASG- PPP necessitam de intervenção nutricional, contudo a classificação do estado nutricional foi que 77,3% encontram-se bem nutridos. Verificou-se que a pontuação de escore teve forte correlação com a classificação e quantidade da ingestão alimentar Conclusão: Evidenciou-se elevada prevalência de eutrofia e (risco nutricional) e necessidade crítica de intervenção nutricional para diminuição dos fatores que afetam o estado nutricional em pacientes oncológicos. Palavras chaves: Estado nutricional. Desnutrição. Avaliação nutricional. Oncológicos INFLUÊNCIA DA MICROBIOTA INTESTINAL NA SECREÇÃO DE OXINTOMODULINA EM OBESOS: UMA REVISÃO DE LITERATURA Érica Isabel de Abreu Freire, Nadja Sélkis França Uchôa de Oliveira, Raniella Borges da Silva, Vitoria Emanuele da Silva Campelo Cardoso, Ellienai Erika Pereira de Sousa, Arielly Jesus Leitão, Leticia Gabriely Madeira de Anchieta Silva, Lidiane Pereira de Albuquerque Introdução: Bactérias entéricas auxiliam na liberação de peptídeos intestinais que regulam o processo digestivo e atuam no Sistema Nervoso Central para a regulação da fome e da saciedade. Neste aspecto, entra em ação o hormônio intestinal oxintomodulina o qual, quando combinado com outros, pode inibir a ingestão alimentar. Objetivos: Através de uma revisão de literatura, analisar a influência da microbiota intestinal sobre a secreção da oxintomodulina em obesos. Metodologia: O processo para a seleção dos artigos incluiu a busca no banco de dados Scielo, Lilacs e PubMed. Priorizaram-se os estudos que abordavam a relação da microbiota intestinal com a obesidade, bem como a relevância da microbiota na secreção de oxintomodulina. Entre os artigos pesquisados e analisados, 8 atenderam aos critérios de inclusão: publicação entre os anos 2010 e 2018, textos completos e estreita relação com o tema. Foram excluídos estudos em animais e/ou sem grupo controle para comparação. Resultados: Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) microbianos podem atuar como mediadores químicos que regulam o metabolismo energético, a expansão do tecido adiposo e a secreção de hormônios intestinais. Os AGCC ligam-se aos receptores das células L intestinais regulando a energia a partir de hormônios derivados do intestino, como o hormônio oxintomodulina, controlando a diferenciação de adipócitos. Altas níveis de AGCC podem induzir a proliferação de células L e, assim, aumentar a secreção de seus produtos. Esses dados sugerem que a microbiota alterada do obeso pode comprometer a proliferação das células enteroendócrinas, as quais são responsáveis pela secreção de hormônios anorexígenos como a oxintomodulina, que teria sua ação diretamente no hipotálamo, inibindo a ingestão alimentar. Dessa forma, o indivíduo obeso necessita buscar uma microbiota intestinal saudável, visto que há uma interferência na regulação da ingestão alimentar, e também da inflamação e da expansão adiposa. Conclusão: A relação entre a microbiota e a obesidade pode envolver muitos fatores. Pouco se sabe sobre intestinal seria causa ou consequência da obesidade. É fundamental a busca não só por respostas a essa questão, mas também por uma nova alternativa de tratamento para obesidade utilizando probióticos e/ou oxintomodulina, visando um controle eficiente da ingestão alimentar. Palavras-chave: Microbiota. Obesidade. Oxintomodulina. ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA DE CORRENTE CONTINUA NA REDUÇÃO DA COMPULSÃO ALIMENTAR EM OBESOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA Vitória Emanuele da Silva Campelo Cardoso, Ellienai Erika Pereira da Sousa, Raniela Borges da Silva, Arielly de Jesus Leitão, Érica Isabel de Abreu Freire, Letícia Gabriely Madeira de Anchieta Silva, Nadja Sélkis França Uchôa de Oliveira, Lidiane Pereira de Albuquerque Introdução: Compulsão alimentar é uma característica frequentemente presente em obesos e pode estar vinculada ao funcionamento irregular do controle de tomada de decisão. A estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) é uma técnica de neuromodulação não-invasiva que permite um método seguro, indolor, de baixo custo e minimamente restritivo para a indução de neuroplasticidade, ou seja, modula a função cortical e influencia nos processos cognitivos. Objetivo: Revisar na literatura estudos sobre a ETCC para o tratamento da obesidade. Metodologia: A seleção dos estudos incluiu a busca no banco de dados Scielo, Lilacs e PubMed. Priorizaram-se os estudos que evidenciaram os efeitos da ETCC na redução da compulsão alimentar em obesos. Entre os artigos analisados, seis atenderam aos critérios de inclusão: publicação entre os anos 2010 a 2018, textos completos e estreita relação com o tema. Resultados: O controle da alimentação é originado pela associação de redes neurais com o processo de tomada de decisão. As informações são processadas nas redes neurais associadas com o processo de tomada de decisão, sendo a região cortical a responsável por estas associações e geração de uma ação final. O Córtex Pré-Frontal Dorso Lateral (CPFDL) tem sido apontado como modulador das ações do processo de tomada de decisão em indivíduos que possuem compulsão por drogas. A ETCC pode ser uma ferramenta promissora na restauração do balanço das atividades inter-hemisféricas cerebrais. Os resultados apontam que a ETCC unilateral sobre o CPFDL esquerdo induz uma diminuição no desejo pelo alimento, pois a ETCC aplicada ao CPFDL pode exercer efeitos sobre o sistema de recompensa modulando vias dopaminérgicas e melhorarando o controle cognitivo. Além disso, a ETCC anódica associada ao exercício aeróbio aumentou ainda mais o efeito supressor do apetite comparado aos efeitos isolados da ETCC anódica ou do exercício físico. Conclusão: Estas análises podem contribuir para o entendimento de influenciadores do controle do apetite em indivíduos obesos e sugerem a indicação de uma nova ferramenta de neuromodulação somada às estratégias destinadas ao controle da ingestão alimentar e ao gerenciamento do peso corporal, sobretudo, em obesos. Palavras-chave: Obesidade. ETCC. Compulsão alimentar. INTERFERÊNCIA DA HEPCIDINA NA COEXISTÊNCIA DE OBESIDADE E ANEMIA FERROPRIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA Raniella Borges da Silva, Erica Isabel de Abreu Freire, Vitoria Emanuele da Silva Campelo Cardoso, Arielly Jesus Leitão, Ellienai Erika Pereira de Sousa, Nadja Selkis Franca Uchoa de Oliveira, Leticia Gabriely Madeira de Anchieta Silva, Lidiane Pereira de Albuquerque Introdução: Dieta desequilibrada foi a única hipótese para explicar a relação entre a anemia por deficiência de ferro (ferropriva) e a obesidade. Porém, no ano de 2000, com a descoberta do hormônio hepcidina (HPN), importante para a homeostase do ferro, a discussão acerca dessa relação começou a tomar novos rumos. A obesidade é considerada uma doença inflamatória e sabe-se que HPN pode ser induzida pela inflamaçãoe, assim, pode ser produzida nos adipócitos. Objetivos: Averiguar a influência da concentração sérica de HPN sobre o estado nutricional do ferro em indivíduos obesos. Metodologia: O processo para a seleção dos artigos incluiu a busca no banco de dados Scielo, Lilacs e Pubmed. Priorizaram-se os estudos que abordavam a coexistência da obesidade e anemia ferropriva, bem como a relevância de HPN na homeostase do ferro. Entre os artigos pesquisados e analisados, 35 atenderam aos critérios de inclusão: publicação entre os anos 2010 e 2018, textos completos e estreita relação com o tema. Foram excluídos estudos em animais e/ou sem grupo controle para comparação. Resultados: Altas concentrações de HPN regulam negativamente a saída do ferro em macrófagos e enterócitos duodenais, reduzindo o ferro circulante e a absorção intestinal do ferro dietético. Este mecanismo favorece o aparecimento da anemia ferropriva. Os obesos têm maiores níveis de HPN sérica circulante e estado de ferro mais pobre, embora a ingestão de ferro na dieta seja similar à de pessoas com peso normal. Esses dados sugerem que a atividade inflamatória aumentada no tecido adiposo favorece a expressão de HPN. Dessa forma, fica evidente que o excesso de peso pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da anemia ferropriva. Logo, é essencial que o paciente obeso verifique regularmente os parâmetros bioquímicos e hematológicos que refletem o estado do ferro em seu organismo, a fim de identificar e tratar essa deficiência que pode trazer sérios agravos para a saúde; além disso, é fundamental que busque a redução do peso através de um acompanhamento nutricional adequado e da pratica regular de atividade física. Conclusões: A relação entre a anemia ferropriva e a obesidade é meio à transição nutricional, deixou de ser compreendida meramente pela presença de fenômenos isolados. Entretanto, muitas são as lacunas que demandam respostas na busca do controle da coexistência de obesidade e anemia ferropriva. Palavras-chave: Hepcidina. Obesidade. Anemia ferropriva VERIFICAÇÃO DOS SELOS DE INSPEÇÃO E DAS TEMPERATURAS DOS REFRIGERADORES QUE ACONDICIONAM CARNE MOÍDA NAS REDES DE SUPERMERCADOS DA CIDADE DE SÃO LUÍS - MARANHÃO Nayara Pereira Lima, Ana Maria Silva, Valéria de Lourdes Mesquita Perdigão, Denzel Washihgton Cardoso Bom Tempo, Alexsandra Martins Rabelo, Marcio Augusto Ribeiro Introdução: A carne moída é definida como produto cárneo obtido a partir da moagem de massas musculares de carcaças de bovinos, seguido de imediato resfriamento ou congelamento. A carne é bem aceita pelos consumidores brasileiros, por ser um alimento prático. O âmbito supermercadista é responsável pela manutenção da qualidade dos produtos ofertados ao cliente. Muitas mercadorias comercializadas pelos supermercados são perecíveis e necessitam de cuidados particulares, no que corresponde à temperatura de transporte, armazenamento e exposição A temperatura de refrigeração adequada reduz o crescimento e proliferação de microrganismos, mantém a qualidade dos produtos e aumenta a vida de prateleira destes. Objetivo: Verificar a presença ou ausência dos selos de inspeção e mensurar a conformidade da temperatura dos refrigeradores que acondicionam carne moída refrigerada nas redes de supermercados da cidade de São Luís Maranhão. Metodologia: Foram verificados 18 supermercados. Avaliou-se a temperatura de refrigeração do acondicionamento da carne moída em cada supermercado em triplicata por meio de um termômetro digital portátil. Também, analisou-se a presença do selo de inspeção de produtos de origem animal, fornecida pelo município, estado ou por uma instância federal. Os dados obtidos foram tabulados em planilhas. Resultados: A média da temperatura foi de 6,28°C, com desvio padrão de 3,579, enquanto, a mediana da temperatura dos supermercados avaliados ficou em 5,50°C, cuja variação foi do mínimo 0°C e máximo 16°C. O percentual das conformidades e das não conformidades das temperaturas nos supermercados pesquisados com as temperaturas estabelecidas na legislação para produtos de carne moída resfriada, cujo valor deveria variar entre 0°C a 4°C. Constatou- se que 56% dos refrigeradores não se encontravam em conformidade com a legislação e que em 94% dos estabelecimentos não se observou o selo ou informação na rotulagem que destaca o Selo de Inspeção (SI) do Município ou do Estado ou Federal. Conclusão: De acordo com os resultados obtidos, grande parte dos supermercados apresentou não conformidades quanto à temperatura de refrigeração dos equipamentos que armazenam a carne moída, essa inadequação na temperatura pode levar a sérios riscos à saúde por contaminação de alimentos. O selo de inspeção do órgão responsável não se apresentara como uma premissa legal na conformidade a ser estabelecida, promovendo certa desconfiança econômica e salutar para seus consumidores. Palavras-chave: Temperatura. Inspeção. Supermercados. Conformidade. AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO E VIABILIDADE DE BACTÉRIAS PROBIÓTICAS (Lactobacillus fermentum ATCC 23271 E Lactobacillus rhamnosus ATCC 9595) EM SUCO DE BACURI (Platonia insignis) Yasmim Costa Mendes, Gabrielle Pereira Mesquita, Luís Cláudio Nascimento da Silva, Adrielle Zagmignan Introdução: Os alimentos funcionais, quando consumidos como parte da dieta usual, produzem efeitos no bom funcionamento metabólico do organismo. Dentre estes alimentos, destacam-se os probióticos, compostos por microrganismos vivos, como as bifidobactérias e lactobacilos. Comumente são encontrados em alimentos lácteos, entretanto, os sucos de frutas podem ser um excelente substrato para a fermentação de probióticos. Assim, entre a variedade de frutos com potenciais biotecnológicos pouco explorado, tem-se o Bacuri. Objetivo: Avaliar a viabilidade e o armazenamento de bactérias probióticas (Lactobacillus fermentum ATCC 23271 e Lactobacillus rhamnosus ATCC 9595) no suco de Bacuri (Platonia insignis). Métodos: A polpa do Bacuri foi processada para a obtenção do suco e o potencial de hidrogênio (pH) foi ajustado para 6,0. Para a fermentação foi utilizado um pré-inóculo de L. fermentum e L. rhamnosus crescidos em caldo De Man, Rogosa e Sharpe (MRS). Após 48h os sucos foram fermentados com seu respectivo inóculo. A quantificação da viabilidade celular foi realizada pelo plaqueamento das bactérias, através de diluições seriadas em solução salina, seguido do plaqueamento em meio ágar MRS, sendo incubadas por 48h a 37°C e o tempo de armazenamento foi verificado por 28 dias em intervalos de 7 dias. Para a otimização das condições de cultivo do L. rhamnosus, foram realizadas nove combinações de diferentes quantidades de polpa e concentrações do inóculo. Resultados: Foram encontrados altos níveis de crescimento bacteriano (maiores que 09 e 11 Log CFU/mL) para as linhagens de L. fermentum e L. rhamnosus, respectivamente. Durante o tempo de armazenamento foi obtido um crescimento superior a 08 e 09 Log CFU/mL para as linhagens de L. rhamnosus e L. fermentum, respectivamente. O crescimento foi evidenciado pela diminuição dos valores de pH (<4), sugerindo a produção de ácidos orgânicos. A linhagem de L. rhamnosus foi capaz de crescer em todas as combinações testadas, alcançando índices de crescimento que variaram de 6,6 a 13,0 Log (UFC/mL). Em todas as condições avaliadas foi observado a redução dos valores de pH. Conclusão: O suco de Bacuri demonstrou ser um potencial substrato não lácteo para culturas probióticas, por manter a viabilidade, o crescimento e a produção de ácidos orgânicos sem adição de suplemento. Palavras-chave: Viabilidade. Probiótico. Bacuri. RELAÇÃO ENTRE MICROBIOTA INTESTINAL E OBESIDADE Karine Rodrigues Ferreira, Luana Mota Martins, Conceição De Maria Aguiar Carvalho Introdução: A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. É considerada uma patologia multicausal devido associação de vários fatores, como: genéticos,emocionais, sociais, econômicos e principalmente os que se referem à ingestão de alimentos processados e ultraprocessados. No entanto uma alimentação saudável composta por prebióticos, probióticos e simbióticos parece contribuir para a modulação da microbiota intestinal e auxiliar na fisiopatologia da obesidade. Objetivos: Diante disso, o presente estudo objetivou esclarecer os efeitos da utilização dos prebióticos, probióticos e simbióticos na modulação da microbiota intestinal e evidenciar sua associação com a obesidade. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa realizada por meio de levantamento bibliográfico nas bases de dados Pubmed, Scielo, Lilacs e Periódicos Capes utilizando os seguintes descritores: obesity, prebiotic, probiotic, symbiotic e dysbiosis intestinal, bem como os termos em português e inglês, envolvendo publicações no período de 2013 a 2018. Resultados: Estudo randomizado realizado com mulheres portadoras de excesso de peso ou obesidade, onde elas receberam uma mistura probiótica (n=21) ou placebo (n=22) por oito semanas, ambos os grupos receberam uma prescrição dietética. Verificou-se que a intervenção dietética juntamente com a mistura probiótica resultou em uma maior redução na circunferência da cintura e relação cintura-altura, quando comparado ao grupo placebo de intervenção dietética isolada. Em outro estudo, doze crianças obesas foram submetidas à dieta e exercícios por 6 meses e receberam uma bebida com Lactobacillus casei por mais 6 meses. Após a ingestão da bebida com probiótico, houve um declínio significativo no peso corporal, elevação no nível de HDL e um aumento significativo na concentração fecal de Bifidobacterium em comparação com o grupo placebo. Estudo piloto, duplo-cego realizado com indivíduos obesos ou com sobrepeso, entre 50 e 75 anos. Utilizaram 10g de inulina antes da refeição misturada com água e no outro grupo foi ofertado somente água pura. Conclusão: Observou- se que a modulação da microbiota intestinal através de uma alimentação balanceada e composta por probióticos, prebióticos e simbióticos pode desempenhar um papel importante nos parâmetros associados a obesidade. No entanto, devem ser realizados mais estudos para confirmar tais efeitos. Palavras-chave: Obesidade. Disbiose. Intestinal. Prebióticos. Probióticos. Simbióticos. INFLUÊNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO DE CITRULINA NA RESPOSTA À INFECÇÃO POR LEISHMANIOSE VISCERAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA Ellienai Erika Pereira de Sousa, Raniella Borges da Silva, Erica Isabel de Abreu Freire, Leticia Gabriely Madeira de Anchieta Silva, Vitoria Emanuele da Silva Campelo Cardoso, Arielly Jesus Leitão, Nadja Selkis Franca Uchoa de Oliveira, Vagner José Mendonça Introdução: O curso clínico da Leishmaniose Visceral (LV) está diretamente relacionado com a competência imunológica do hospedeiro. Sendo assim, é válido ressaltar que aspectos nutricionais podem contribuir significativamente para resposta frente à infecção por Leishmania, pois o sistema imunológico é dependente de uma adequada oferta de aminoácidos para a síntese de proteínas e polipeptídios. Os efeitos do aminoácido citrulina estão diretamente ligados à produção de óxido nítrico (NO) e na melhora da função de células T, bem como, na produção de anticorpos, cura acelerada de feridas e redução da infecção. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática de publicações que abordavam a imunopatogênese da LV e o uso da L-citrulina como promissor farmaconutriente e potente imunomodulador. Metodologia: O processo de seleção dos artigos incluiu a busca nos bancos de dados da Scielo, Lilacs e Pubmed entre o período de 2010 e 2018. O critério de busca integrou as seguintes palavras-chave: Citrulina; Leishmaniose visceral; Imunonutrição; Oxido nítrico. Resultados: Entre os artigos pesquisados e analisados, 15 atenderam aos critérios de inclusão devido estreita relação com o tema, nos diferentes bancos de dados. Dentre eles, 9 correspondem a estudos que mostram o efeito da citrulina na produção de arginina e NO, esse último com papel leishmanicida. 4 relatam que a suplementação de citrulina não apresenta efeitos colaterais, e melhora eficientemente os níveis da arginina, um aminoácido condicionalmente essencial, que em situações de estresse encontra-se em quantidades reduzidas no organismo. Por fim, 3 trabalhos reportam a ação da citrulina no estimulo à imunidade mediada por células, síntese de proteínas hepática e consequente manutenção do metabolismo proteico, algo essencial durante o quadro clínico de leishmaniose visceral Conclusão: A suplementação de L-citrulina em pacientes com Leishmaniose Visceral parece ser uma terapia alternativa e complementar da Nutrição Clínica capaz de auxiliar no tratamento farmacológico dessa enfermidade e na redução do número de complicações e internações hospitalares. No entanto, a literatura encontra-se escassa em relação ao uso de nutracêuticos como a L-citrulina no auxílio da resposta à infecção causada pela Leishmania, necessitando assim de estudos aprofundados para o esclarecimento de seu efeito imunomodulador. Palavras-chave: Citrulina. Imunonutrição. Leishmaniose Visceral, Óxido nítrico. ATIVIDADE PROTETORA DOS COMPOSTOS BIOATIVOS PRESENTES NA CAJUÍNA Danielle Silva Araújo, Carlos Eduardo Pires da Silva, Flávia Vitória Pereira de Moura, Francisco das Chagas Leal Bezerra, Francisco, Douglas Dias Barros, Maria Jucielma Araújo Luz, Tamiris Ramos Silva, Ana Cibele Pereira Sousa Introdução: O caju é um fruto não climatério que se destaca por suas propriedades nutricionais e pela quantidade de produtos obtidos a partir do mesmo, como é o caso da cajuína. A cajuína é uma bebida sem álcool, esterilizada e preparada do suco de caju clarificado, e que assim como seu fruto de origem caracteriza-se pelos seus altos teores de vitaminas, especialmente a C, minerais, carboidratos, compostos fenólicos, carotenoides e antocianinas, substâncias estas que promovem benefícios ao ser humano. Objetivo: Verificar os principais compostos bioativos e antioxidantes presentes na cajuína e seu efeito sobre a saúde. Metodologia: Revisão realizada nas bases de dados Scielo e Scholar Google, utilizando como descritores cajuína, compostos bioativos, aspectos nutricionais, antioxidante. Os critérios de inclusão foram trabalhos publicados nos idiomas inglês e português, sem restrição de ano, que continham conteúdos relevantes ao tema. Foram encontrados no total 15 artigos de relevância, no qual após a aplicação dos critérios de inclusão, foram selecionados 9. Resultados: Estudos apontam que a cajuína por apresentar em sua constituição compostos fenólicos, vitamina C, antocianinas e carotenoides, a mesma pode desempenhar atividades anti-inflamatória e antioxidante, prevenindo/diminuindo danos oxidativos em proteínas, lipídios e ácidos nucleicos causados pelas espécies reativas de oxigênio (ROS), estas são responsáveis por danos celulares, que podem levar a doenças cardiovasculares, inflamação, envelhecimento e câncer, além de contribuir na manutenção do equilíbrio entre a síntese e eliminação de ROS e outros compostos, participando da diminuição/inibição das lesões celulares proporcionadas pelos radicais livres. Estudos tem mostrado que os compostos fenólicos, separados ou associados com outros compostos bioativos, possuem capacidades anticarcinogênicas, antimutagênicas, anticitotóxicas, sendo esses mecanismos de defesa importantes na redução dos riscos de desenvolvimentos de doenças crônicas nos seres humanos. Conclusão: Diante do exposto, nota-se que o consumo de frutos como o caju e de seus produtos derivados como a cajuína, apresentam diversos benefícios aos seres humanos, dentre eles, a redução da incidência de morbidade e mortalidade ocasionadas pelas doenças crônicas. Palavras-chave: Cajuína. Compostos bioativos. Atividade protetora. Doenças crônicas. VERIFICAÇÃO DA ROTULAGEM NUTRICIONAL DE CAJUÍNAS PRODUZIDAS NA REGIÃO DO VALE DO GUARIBAS-PI FláviaVitória Pereira de Moura, Danielle Silva Araújo, Francisco das Chagas Leal, Francisco Douglas Dias Barros, Lanna Gomes de Sousa Silva, Rodrigo Feijão Rolim, Joilane Alves Pereira Freire, Ana Cibele Pereira Sousa Introdução: O caju é composto da castanha, o seu verdadeiro fruto, e do pedúnculo, uma forma hipertrofiada que caracteriza um pseudofruto. O suco do caju quando clarificado, passa pelo processo de banho-maria e é engarrafado, originando a cajuína. Esta é uma bebida não alcoólica, refrescante e sem aditivos químicos, contendo apenas açúcares intrínsecos da fruta. As cajuínas, por serem bebidas destinadas ao consumo, são obrigatórias à identificação da rotulagem nutricional. Segundo a RDC nº 360/03 da ANVISA/MS, rotulagem nutricional é toda descrição destinada ao consumidor acerca das propriedades nutricionais de um determinado alimento, que engloba desde o valor energético e dos nutrientes até as propriedades nutricionais. Objetivo: Verificar se as informações nutricionais contidas nos rótulos de cajuínas estão de acordo com a legislação vigente, para analisar o grau de adequação dessa informação com as Resoluções RDC nº 360/03 e nº 259/02 ANVISA/MS. Metodologia: Analisou-se dois rótulos de marcas distintas de cajuína produzidas na região do Vale do Guaribas através dos princípios de rotulagem, informações básicas e nutricionais obrigatórias na rotulagem de alimentos. A comparação foi feita através de check-list embasado nas RDC nº 360/03 e nº 259/02 da ANVISA/MS. Resultado: As informações gerais de rotulagem estabelecidas pela Resolução RDC nº 259/02 foram analisadas e estavam em sua maioria de acordo com o estipulado. No produto A, o percentual de adequação com a legislação foi de 100%, no que se refere às informações gerais, enquanto que o percentual de adequação do produto B foi de 90%, pois não possuía identificação do lote no rótulo. Quanto às informações nutricionais obrigatórias estabelecidas pela Resolução RDC nº 360/03, o produto A apresentou 57% de adequação com a legislação, pois não possuía no rótulo, valor energético, quantidade da porção e de carboidratos, por sua vez, o produto B possuía 71% de adequação, não contendo no seu rótulo valores de gorduras totais e outros minerais. Conclusão: Conclui-se que as informações de rotulagem não se adequaram totalmente às legislações vigentes, deixando a desejar principalmente quanto à informação nutricional obrigatória, colocando em cheque o compromisso das indústrias alimentícias com o fornecimento de dados. Uma vez que a falta dos dados tendencia a qualidade do produto, deixando os consumidores sem a instrução necessária sobre a composição do produto. Palavras-chave: Cajuína. Rótulo. Informação nutricional. Legislação. ESTADO NUTRICIONAL DA VITAMINA D E SUA RELAÇÃO COM A CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM MULHERES OBESAS Thânya Maria Araújo Guimarães, Laiana Ferreira de Carvalho, Alana Rafaela da Silva Moura, Igor Sabino Barros, Geórgia Rosa Reis de Alencar, Betânia de Jesus e Silva de Almendra Freitas Introdução: A obesidade é uma patologia crônica de etiologia complexa e multifatorial, associada a diversas comorbidades. Estudos recentes mostram associação entre baixas concentrações séricas de vitamina D e o aumento do peso e índice de massa corporal. Nessa temática, o metabolismo dessa vitamina parece ser influenciado pelo tecido adiposo, sendo que o excesso desse tecido conduz à hipovitaminose D. O objetivo deste trabalho foi associar a ingestão dietética de vitamina D e os valores de circunferência da cintura em mulheres obesas. Metodologia: Estudo transversal, quantitativo, descritivo e analítico realizado com mulheres obesas atendidas em um Hospital público de Teresina PI. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, CEP nº 1872442. Incorporaram-se à amostra 76 mulheres adultas, sendo 38 obesas (grupo caso) e 38 eutróficas (grupo controle). As participantes foram selecionadas através de entrevista, de acordo com os critérios de inclusão: não fumantes, não alcoólatras, não grávidas ou lactantes, não apresentar doenças crônicas e não fazer uso de suplemento vitamínico-mineral e/ou medicamentos que interfiram no estado nutricional relativo à vitamina D. Para a avaliação do consumo alimentar, foram aplicados inquéritos alimentares (R24h e QFA). Para correlacionar a vitamina D e os valores de circunferência da cintura, foi utilizado o coeficiente linear de Pearson. Resultados: Os valores médios de ingestão dietética de vitamina D foram inferiores às recomendações. A grande probabilidade de inadequação verificada, pode refletir o insuficiente consumo de alimentos fontes dessa vitamina, como: leite e derivados, salmão, atum, fígado e gema de ovo. Esperava- se encontrar neste estudo correlação entre a ingestão dietética de vitamina D e a circunferência da cintura, uma vez que a vitamina D, por ser uma vitamina lipossolúvel, pode ser sequestrada pelo tecido adiposo, o que inibe sua biodisponibilidade; no entanto, tal associação não se verificou, podendo-se atribuir esse achado ao pequeno tamanho amostral. Conclusão: Este estudo demonstra que indivíduos obesos apresentam grande probabilidade de inadequação dietética de vitamina D. Ademais, a ingestão dietética de Vitamina D não influenciou nos valores de circunferência da cintura em mulheres obesas. Palavras-chave: Vitamina D. Obesidade. Circunferência da Cintura. TREINAMENTO E CONSCIENTIZAÇÃO DE MANIPULADORES DE ALIMENTOS SOBRE O RISCO DE TRANSMISSÃO DE AGENTES PATOGÊNICOS EM RESTAURANTES DE TERESINA Igor Sabino Barros, Vanessa da Silva do Nascimento, Bruna Emanuele Pereira Cardoso, Tamires da Cunha Soares, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Alana Rafaela da Silva Moura, Rainnério Araújo Simão, Vagner José Mendonça Introdução: As hortaliças são de grande importância na alimentação humana. Entretanto, devido ao risco de conter agentes patógenos, faz-se necessário uma correta higienização e manipulação antes do consumo. Objetivo: Realizar ações de conscientização e treinamento nos manipuladores de alimentos em restaurantes tipo self-service acerca da importância correta boas práticas de higiene e método sanitizante correto das hortaliças comercializadas. Metodologia: A pesquisa foi realizada em 50 restaurantes tipo self-service, localizados na cidade de Teresina. Inicialmente, as amostras de alfaces que estavam expostas no balcão de consumo, foram coletadas para a realização da pesquisa parasitológica. A metodologia analítica foi executada por meio da técnica de enxaguadura e sedimentação espontânea, seguida de microscopia óptica. Os procedimentos de higienização nos estabelecimentos participantes foram avaliados por meio de questionários. A partir dos dados obtidos, iniciou-se as ações de treinamento e conscientização sobre as principais ações para evitar a transmissão de agentes patógenos através dos alimentos. Essas ações foram realizadas por meio de cartilhas explicativas, conversas e atividades de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos nos locais de preparo. Resultados: Do total de amostras, 60% estavam positivas para algum tipo de enteroparasito. Dentre essas amostras positivas, foram diagnosticadas formas evolutivas de Entamoeba coli, Giardia lamblia, Ascaris lumbricoides, Ácaros e Paramecium ssp. Com relação aos hábitos higiênicos dos manipuladores de alimentos, observou-se que os mesmos já possuíam conhecimento prévio sobre boas práticas de manipulação, entretanto, foi observada a necessidade de maior esclarecimento a respeito dessas práticas. Conclusão: Diante do reconhecimento dos manipuladores sobre importância no que diz respeito à possibilidade de contaminação dos alimentos, fica evidente a importância da investigação parasitológica e ações de conscientização e capacitação dos manipuladores de alimentos, a fim que de que se assegure maior qualidade e segurança dos alimentos comercializados. Palavras-chave: Doenças Parasitárias.Hortaliças. Treinamento de Funcionários. Saúde Pública. ATIVIDADE FUNCIONAL DA BIOMASSA DA BANANA VERDE NO TRATO GASTROINTESTINAL Victória Yssis Castro Alencar, Ana Clara do Nascimento Borges, Juliana Barros Bezerra, Kananda Pereira Almeida, Tiago Antonio, Rodrigues Barão, Stella Regina Arcanjo Medeiros Introdução: O uso da banana em estádio de maturação verde é uma alternativa viável para o aproveitamento do fruto visto que reduz seu desperdício, além de agregar alto valor nutricional aos produtos trazendo benefícios a saúde. A biomassa da banana enriquece o alimento, por ser rico em fibras, amido resistente e flavonoides, auxiliando na função gastrointestinal. Objetivo: Realizar uma prospecção científica sobre a atividade funcional da biomassa da banana verde no trato gastrointestinal e sua aplicação em produtos alimentícios. Metodologia: Realizaram- se buscas nas bases de dados: SciELO e PubMed, utilizando-se as palavras chaves em inglês e como critério de inclusão os documentos que continham os termos no título ou resumo, publicados nos últimos dez anos. Resultados: A base de dados PubMed foi a que apresentou demonstraram que a biomassa da banana verde é rica em fibras e amido resistente que auxiliam no tratamento de doenças inflamatórias intestinais, da úlcera gástrica, e do câncer colo retal, uma vez que age no retardamento do esvaziamento gástrico, no controle glicêmico e como um próbiotico sendo fermentado por bactérias do cólon intestinal, produzindo ácidos graxos de cadeias curtas responsáveis pela prevenção do câncer intestinal; além disso, é rico em minerais como: potássio, manganês, iodo e zinco, e as vitaminas do complexo B, vitamina C e ácido fólico, os quais estão presente em maiores quantidades no fruto verde do que no maduro; e apresenta ação espessante e estabilizadora, podendo ser utilizada na produção de diversos produtos. Conclusão: De acordo com os resultados da pesquisa, conclui-se que a biomassa da banana verde favorece os processos fisiológicos, em especial do trato gastrointestinal e pode ser utilizada na formulação de diversas receitas, por apresentar neutralidade em relação ao flavor. Porém, ressalta-se a importância de mais estudos sobre o devido tema, para melhor entendimento do seu mecanismo de ação. Palavras-chave: Biomassa. Constipação. Banana verde. Diabetes. RITMO CIRCADIANO E SUA RELAÇÃO COM O SURGIMENTO E/OU AGRAVAMENTO DE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS Anderson Barbosa Pereira, Karina Silva Castelo Branco, Fernando Andrade Braga, Andrea Nunes Mendes de Brito, Amanda Cristine Ferreira dos Santos, Bruno da Silva Gomes Introdução: O corpo humano possui diversas funções biológicas onde estas são reguladas por fatores endógenos com auxilio do Sistema Nervoso (hormônios e hipotálamo) e por fatores exógenos (trabalho, escola, lazer, etc) durante um período de 24 horas, conhecido como Ritmo Circadiano ou ciclo sono-vigília. Estudos mostram a importância do sono no combate a doenças ças cardiovasculares fornecimento energético de qualidade, garantindo as funções fisiológicas essenciais ao funcionamento basal, proporcionando o bem estar físico e mental durante o sono. Objetivo: Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa com pesquisa bibliográfica nas bases de dados científicas Lilacs, Google Acadêmico e Scielo no período de março de 2018, com cruzamento dos descritores: Ritmo circadiano AND sono AND alimentação saudável. Os critérios de inclusão no estudo foram: artigos científicos com recorte temporal dos últimos 5 anos, estar disponível na íntegra e no idioma português. Resultados: O sono contribui como regulador hormonal, principalmente quando se trata dos hormônios envolvidos com a alimentação, no caso a leptina e a grelina, hormônios da saciedade e da fome, respectivamente. Tais hormônios sofrem profundas alterações quando não se há uma ritmicidade no sono. O sono possui uma função reguladora da glicose, contribuindo para uma melhor tolerância a mesma. Além disso, a alimentação saudável irá garantir um aporte energético mantenedor das funções orgânicas essenciais e impedir que o indivíduo tenha hipoglicemia ocasionada pela intolerância Conclusão: Infere- alimentação adequada contribui de forma positiva para sua melhora, porém necessita-se de mais estudos abordando está relação. Palavras-chave: Ritmo Circadiano. Alimentação Saudável. Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Transtornos do Metabolismo da Glicose. ASPECTOS NUTRICIONAIS DE CARDÁPIOS REGIONAIS EM UM MERCADO PÚBLICO DE TERESINA-PI Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Maria das Dores Cavalcante dos Santos, Monique da Silva Rocha Silva, Marisa Cristina Farias Macêdo, Ana Claudia Carvalho Moura, Martha Teresa Siqueira Marques Melo, Cecília Maria Resende Gonçalves Carvalho Introdução: Diante dos hábitos alimentares baseados no consumo acentuado de produtos industrializados, o consumo por meio de refeições típicas locais apresentam-se como uma alternativa saudável, em virtude da qualidade e quantidade de nutrientes aportados, além da valorização cultural. Nesse contexto, observa-se ainda uma parcela expressiva da população que prioriza alimentos regionais mediante sua diversidade nutricional e seu valor sócio-cultural. Objetivos: Conhecer os cardápios regionais comercializados em um mercado público de uma capital do nordeste brasileiro. Metodologia: Pesquisa exploratória descritiva realizada em mercado público de Teresina em 2018. Para coleta de dados, houve aplicação de formulários previamente elaborado, junto aos permissionários dos restaurantes (n=17), que informaram os pratos mais comercializados. Além disso, realizou-se visitas ao local, para verificar o fluxo de produção e comercialização de refeições, com elaboração de diário de campo e de ficha técnica das preparações alimentícias. Esse estudo faz parte de uma pesquisa ampla aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI, parecer 2.139.962. Resultados: Diversos tipos de preparações alimentícias faziam parte dos cardápios e eram comuns aos restaurantes pesquisados. Os pratos principais com maiores demandas foram panelada, assado de panela e galinha caipira (90%); Mão de vaca e carneiro ao molho(80%); Leitão assado e sarapatel(70%) e rabada(60%) e carne de sol (40%). As técnicas de produção tinham similaridade entre os restaurantes, com retirada de gordura aparente das carnes, utilização de ingredientes adquiridos no mercado, como carnes e vísceras, cebola, alho, tomate, cheiro verde, pimenta do reino, sal e óleo. O calor úmido sob pressão foi o método de cocção empregado, pois a maioria dos pratos eram a base de molho. Têm-se ainda o acompanhamento de outras opções de pratos como arroz, feijão, farofa, macarrão e salada verde, com modificações dependendo do prato principal escolhido. Conclusão: Evidenciou-se que os cardápios do mercado são compostos por pratos gordurosos porém, se não consumidos habitualmente e associados aos demais ingredientes colocados na produção possibilitam a prevenção de doenças, mediante as suas potenciais propriedades benéficas ao organismo. Desse modo, as refeições oferecidas atendem em parte o equilíbrio de cores, harmonia e qualidade de nutrientes ofertados. Palavras-chave: Nutrientes. Cardápio. Alimentos. Valor nutritivo. CONTEXTO DA SEGURANÇA ALIMENTAR EM UM MERCADO PÚBLICO: CONTAMINAÇÃO CRUZADA Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Maria das Dores Cavalcante dos Santos, Bianca Lourrany dos Santos Silva, Lana Maria Mendes Gaspar, Hérica Letícia de Oliveira Fonsêca, Martha Teresa Siqueira Marques Melo, Cecília Maria Resende Gonçalves Carvalho Introdução: A qualidade higienicossanitária, no âmbito da saúde pública, funciona como um sistema de proteção ao produto e ao consumidor, visando a promoção de refeições seguras. A contaminação cruzada ocorre pela transferência de patógenos de um alimento ou objeto contaminado, como acontece entre alimentoscrus e cozidos. Para prevenir esse tipo de contaminação faz-se necessário adoção de práticas adequadas. Objetivos: realizar atividade de intervenção educativa visando a prevenção da contaminação cruzada de preparações alimentícias. Metodologia: A intervenção educativa, faz parte do projeto de Extensão Qualidade das refeições oferecidas em mercado público: experiências interdisciplinares entre PJ05/18-CCS-041-12/19-NV, vinculado a tese de doutorado aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí, parecer nº 2139962. O estudo foi realizado por professores (n=4) e discentes (n=10) junto aos manipuladores de alimentos de um mercado público, no segundo semestre de 2018. Elaborou-se formulário para sondagem prévia sobre os conhecimentos dos participantes, bem como do material educativo. Aplicou-se os formulários e realizou-se a atividade educativa utilizando-se folders e demonstração in loco da utilização de placas de corte de alimentos. Resultados: Participaram da atividade manipuladores de alimentos (n=16), desse total, utilizavam placas de polietileno (37,5%), placas de madeira e de polietileno (37,5%) e placas de madeira (25%). Os manipuladores Na atividade educativa, estimulou-se o uso de placas de polietileno e condutas seguras de manuseio de alimentos conforme a legislação brasileira. Conclusão: A intervenção educativa proporcionou aos indivíduos a adoção de práticas higienicossanitárias adequadas à produção de alimentos, contribuindo à prevenção de contaminação cruzada, impactando positivamente na qualidade da alimentação. Palavras-chave: Manipulador de alimento. Contaminação. Alimentos. Segurança Alimentar. PRINCIPAIS DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA Maria Jucielma Araújo Luz, Ana Caroline Gonçalves Mota, Danielle Silva Araújo, Flávia Vitória Pereira de Moura, Francisco Douglas Dias Barros, Ana Cibele Pereira Sousa Introdução: Considerada o protocolo clínico mais eficaz no controle e tratamento da obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica trás uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes, ajudando no controle de diversas doenças crônicas, mas a mesma pode acarretar prejuízos nas vias de absorção e ingestão de alimentos. Estudos apontam que a obesidade concomitantemente demostra algumas deficiências nutricionais, principalmente daqueles nutrientes que estão associados a regulação da adiposidade ou no mecanismo de regulação do apetite. À vista disto é de suma importância o acompanhamento nutricional, tanto no pré como no pós-operatório, para que se alcance sucesso no tratamento. Objetivo: Abordar as principais deficiências nutricionais que resultam de um pós-cirúrgico bariátrico. Metodologia: Revisão de literatura nas bases Scholar Google e Scielo. Tendo como descritores cirurgia bariátrica, pós-operatório, deficiência nutricional. Os critérios de inclusão foram trabalhos publicados no idioma inglês e português, sem restrição de ano, que continham conteúdo relevantes ao tema. Foram encontrados 12 artigos de relevância, que posteriormente a leitura e vistas as aplicações ao tema selecionou-se 8. Resultados: As deficiências nutricionais após a cirurgia bariátrica se dão principalmente pela restrição alimentar, pela a redução da área de absorção dependendo da sua área de aplicação, a exclusão do jejuno e do duodeno, além de um contato menor do alimento com a borda da escova. Com a intolerância alimentar, os vômitos e uma suplementação incompleta essa deficiência se torna ainda mais grave, o paciente terá níveis baixo de Ferro, vitamina B12, Cálcio, das vitaminas A, D e as do complexo B, além do zinco, folato e a desnutrição proteica. Conclusão: conclui-se que uma acompanhamento nutricional se faz necessário em uma pós-cirurgia bariátrica, para que se tenha uma prevenção dessas deficiências nutricionais decorrentes desse procedimento, com uma dieta e suplementação adequada. Palavras-chave: Cirurgia bariátrica. Pós-operatório. Deficiência nutricional. EFEITOS DO BUTIRATO NA OBESIDADE Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Geovana Chaves Ximenes de Morais, Andressa Correia das Neves, Ana Paula da Silva Andrade Santos, Rackel Carvalho Costa, Gleyson Moura dos Santos, Marilene Magalhães de Brito Introdução: A obesidade é uma doença crônica não transmissível (DCNT) multifatorial que afeta cerca de 603,7 milhões de adultos em todo o mundo, sendo responsável pela mortalidade de 60% dos indivíduos diagnosticados com essa doença. Para 2030, a estimativa é de que esse número aumente em 20%. Mediante a isso, diversas são as estratégias que visam redução desse grave problema de saúde pública, dentre elas, o uso do butirato, um ácido graxo de cadeia curta obtido através da fermentação de bactérias anaeróbicas das fibras alimentares no cólon. Objetivo: Apontar, por meio de uma revisão de literatura, os efeitos do butirato na obesidade. Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura a partir das bases de dados Pubmed, Science Direct e Periódicos Capes, no qual foi permitido localizar treze artigos, em inglês, que foram analisados individualmente na íntegra, referentes aos períodos de 2016 a 2019, identificados a partir dos seguintes descritores: butirato, obesidade e efeitos. Tendo como critério de elegibilidade, serem estudos que apontem os efeitos do butirato na obesidade. Resultados: Dentre os efeitos do butirato na obesidade, a literatura destaca a inibição de citocinas próinflamatórias IFN- - IL-1?, IL-6 e IL-8, regulação positiva da IL-10 e TGF- -?, que consequentemente resulta na oxidação lipídica. Todavia, experimentos em humanos ainda são escassos na literatura. No estudo de Hong et al (2016), com a administração de 80 mg de butirato de sódio durante 10 dias foi reduzido significativamente o grau de obesidade em camundongos, concomitante, ao controle dos níveis de glicose, insulina e leptina. Corroborando para isso, no estudo de Aguilar (2018), os camundongos, que tiveram 10 ml de butirato de sódio administrados durante 10 semanas, obtiveram uma redução de ganho de peso aliada a uma redução do número de adipócitos e aumento na indução da adipogênese e angiogênese. Ademais, Wouw et al (2017), apontou que o butirato, por atuar no eixo cérebro-intestino tem a capacidade de ultrapassar a barreira hematoencefálica, podendo assim, ativar o nervo vago, influenciando indiretamente no comportamento alimentar, reduzindo o apetite. Conclusão: Por conseguinte, o butirato apresenta efeitos benéficos na obesidade, contudo, pela escassez de estudos em humanos, deve-se investigar ainda mais tais efeitos para assim estabelecer sua eficácia nessa patologia. Palavras-chave: Butirato. Obesidade. Microbiota. ADITIVOS ALIMENTARES COMO FATOR DE RISCO PARA CARCINOGÊNESE GASTROINTESTINAL Regina de Fátima Moraes Reis, Tamires Claudete dos Santos Pereira, Francisco das Chagas Leal Bezerra, Angélica Kelly Santos de Lima, Geane Carla Batista Rêgo, Gildelânia da Silva Carvalho, Monalisa Karen de Sousa Lima, João Marcelo de Castro e Sousa Introducão: Aditivo alimentar é todo e qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos sem o propósito de nutrir. Esses compostos naturais ou químicos, largamente utilizados pela indústria alimentar, vem se tornando alvo de pesquisas por serem considerados fatores de risco para carcinogênese humana. Assim, entender a relação aditivo alimentar e câncer se torna importante, principalmente pelo fato dessa patologia ser a segunda maior causa de morte no mundo e a alimentação ser o principal fator de risco para câncer no trato digestório. Objetivo: Objetivou-se fazer uma buscar na literatura científica sobre a relação entre o consumo de aditivos alimentares e seus possíveis riscos no desenvolvimento de neoplasias gastrointestinais. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa nas seguintes bases de dados: PubMed, Science direct, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os seguintes descritores: aditivos alimentares,câncer gastrointestinal e fator de risco. Os critérios de inclusão foram: artigos de 2010 a 2018, artigos obtidos na íntegra e utilizando a alimentação como fator de risco para carcinogênese. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados e que não possuíam no seu resumo e título os descritores escolhidos. Foi encontrado um total de 967 artigos e utilizados para discussão, após os critérios estabelecidos, 89 artigos. Resultados: A literatura aponta os corantes e conservantes alimentares, tais como Tartrazina e Nitritos, sendo aditivos que tem seu uso intimamente relacionado com o câncer gastriointestinal. Os compostos químicos encontrados são, em geral, citotóxicos e genotóxicos as células humanas levando à instabilidades genéticas e mutações, os quais são grandes responsáveis pela iniciação da carcinogênese. Estudos sobre a toxicologia e o potencial carcinogênico destas substâncias já foram bem relatados e na maioria há comprovações in vitro e in vivo, o que gera controversas em relação a sua utilização pela população. Conclusão: A literatura mostra que a exposição a aditivos alimentares é uma preocupação crescente e constante devido a sua frequência no consumo alimentar. Assim, a atual utilização desses compostos químicos pode ser uma das causas para a alta incidência de câncer gastrointestinal em âmbito mundial e nacional. Palavras-chave: Aditivos alimentares. Fator de risco. Câncer gastrointestinal. A SUPLEMENTAÇÃO CRÔNICA DE CANELA (Cinnamomum sp.) MELHORA O CONTROLE GLICÊMICO NO DIABETES MELLITUS TIPO 2? Ronaria Vieira da Silva, Alessandro Carvalho Alves dos Santos, Vanessa Batista de Sousa Lima Introdução: O diabetes mellitus (DM) é um distúrbio metabólico caracterizado por uma hiperglicemia crônica decorrente da deficiência na secreção e/ou na ação da insulina. Para a homeostase glicêmica, a dieta possui papel importante no manejo terapêutico no diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Estudos experimentais mostram que compostos bioativos da canela (Cinnamomum sp.) como o hidroxicalcone e cinamaldeído atuam na via de sinalização da insulina, o que melhora a secreção e sensibilidade a este hormônio e o controle glicêmico em animais com DM2. O efeito de um suplemento sobre a homeostase glicêmica em diabéticos é clinicamente relevante quando a glicemia de jejum (GJ) ?130mg/dL e/ou a hemoglobina glicada (HbA1c) ?7% (ADA, 2016). Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação crônica de canela combinado ou não hipoglicemiantes orais sobre o controle glicêmico de indivíduos com DM2. Metodologia: Artigo de revisão elaborado com estudos originais e publicados na base de dados PUBMED e SCIELO nos últimos 7 anos. Resultados: Sahib (2016) observou que o consumo de 1g/dia de canela por 12 semanas potencializou a queda da GJ e de HbA1c em pacientes DM2 descompensados que usavam hipoglicemiante. Em Liu et al. (2015), o uso crônico de 1,2g/dia de canela combinada com cromo e carnosina reduziu a GJ e aumentou a secreção de insulina em pacientes pré-diabéticos; sem alterar a HbA1c neste grupo. Em Zare et al. (2018), o consumo de óleo essencial de canela (1g/dia em cápsulas) por 3 meses reduziu a GJ, glicose pós-prandial, HbA1c, insulina e o índice HOMA em diabéticos tipo 2 obesos comparado com o placebo. Já em Miferzi et al. (2015), esta mesma dose e duração de uso da canela diminuiu apenas o HOMA em indivíduos com DM2 com sobrepeso. Em outros estudos, a suplementação crônica (>2 meses) de canela não alterou nenhum destes parâmetros de controle glicêmicos como o de VAFA et al. (2012), e de Wickenberg et al. (2014) em idosos com DM2 que não utilizaram hipoglicemiantes. Conclusão: Apesar das controversas, a maioria dos estudos mostraram que o uso crônico de canela (em cápsulas) em doses acima de 1g/dia melhorou o controle glicêmico de pacientes DM2 que utilizam hipoglicemiantes orais. No entanto, não é possível determinar se há relevância clínica do extrato de canela como hipoglicemiante pois a melhora do controle glicêmico verificada nestes estudos foi aquém do que é proposto pela ADA e pode ter sido resultado do seu efeito sinérgico com drogas hipoglicemiantes. Palavras-chave: Diabetes mellitus tipo 2. Canela. Glicose no sangue. CONTROLE DE QUALIDADE MICROBIOLÓGICO DE CUSCUZ PRONTO PARA O CONSUMO Maria Crisnanda Almeida Marques, Ana Tárcila Alves de Almeida, Eduarda Pereira da Silva, Isione Oliveira Castro, Waleska Ferreira de Albuquerque, Alessandra Braga Ribeiro Introdução: O cuscuz é um alimento de origem africana e árabe que foi introduzido no Brasil com a colonização portuguesa. Pode ser preparado com farinha de trigo, milho, arroz e outros cereais. No Brasil é tradicionalmente preparado com farinha de milho flocada ou flocos de milho pré-cozidos, que são obtidos a partir da laminação de diferentes frações dos grãos de milho degerminado. Contudo, esse alimento pode está veiculando contaminação por bactérias formadoras de esporos como Bacillus cereus, que é de comum contaminação em alimentos farináceos. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi identificar a presença de Bacillus cereus em cuscuz pronto para o consumo na cidade de Teresina, a fim de avaliar os potenciais riscos causados pela contaminação desse alimento. Metodologia: As amostras foram adquiridas em panificadoras das zonas norte, sul e leste da cidade de Teresina-PI no mês de outubro de 2018. A análise de Bacillus cereus foi realizada pelo método de plaqueamento direto em placas de Ágar manitol gema de ovo polimixina (MYP). Adicionalmente, foram realizadas as análises de coliformes totais e termotolerantes pelo método do Número Mais Provável (NMP), a pesquisa de Salmonella spp. foi realizada por meio do método de plaqueamento seletivo diferencial. Resultados: As amostras analisadas apresentaram ausência dos microrganismos pesquisados, não significando que estavam isentas da toxina produzida pelo Bacillus cereus, no entanto pode indicar que o produto apresenta controle higiênico-sanitário no processamento bem como o emprego de boas práticas de fabricação e manuseio adequado pelos referidos estabelecimentos alimentícios. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que todas as amostras de cuscuz avaliadas são seguras ao consumo quanto à incidência por Bacillus cereus, Salmonella spp e coliformes. No entanto, devido à relação destes microrganismos com diversos casos de intoxicação alimentar, é necessário um monitoramento mais amplo e contínuo, por ser um alimento muito consumido na região. Palavras-chave: Farinha de milho flocada. Contaminação microbiológica. Boas práticas. A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE SOBRE A ALIMENTAÇÃO INFANTO JUVENIL Fernando Andrade Braga, Anderson Barbosa Pereira, Karina Silva Castelo Branco, Andrea Nunes Mendes de Brito, Amanda Cristine Ferreira dos Santos, Bruno da Silva Gomes Introdução: O número crescente de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) vem aumentando na população de maneira geral, entretanto, nos últimos tempos, o público infanto- juvenil tornou-se o principal alvo da indústria alimentícia. Além de produtos industrializados contribuírem para tal crescimento das DCNT, outros fatores se associam, como o sedentarismo, má alimentação e uma forte influência da publicidade sobre este público. As campanhas publicitárias carregam consigo não somente um viés não nutricional atrelado aos seus produtos, mas também um marketing voltado para a população citada em que os produtos, em sua maioria, são de baixo valor nutricional, alta densidade energética, açucares e sódio e pobre em fibras e micronutrientes. Objetivo: Verificar a influência da publicidade em crianças e adolescentes no Brasil associado ao aumento do número de casos das DCNT. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas seguintes bases de dados eletrônicas: Lilacs, Google Acadêmico e Scielo. Os critérios de inclusão foram: recorte temporal dos últimos 5 anos, idioma português e texto completo. Os descritores usados na pesquisa foram:Publicidade de Alimentos, Alimentação Saudável, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Crianças, Adolescentes. Resultados: As escolhas alimentares do público infantil são diretamente influenciadas pela mídia, principalmente pelo uso de artistas, músicas, personagens animados e brindes. Dados estatísticos (Instituto Alana) apontaram que 50% das propagandas dirigidas às crianças são de alimentos e, destes, mais de 80% são produtos de baixo valor nutricional. O referido estudo verificou que, aproximadamente 33,5% das crianças de 5 a 9 anos apresentam excesso de peso e 14,3% apresentam obesidade. Entre os adolescentes de 10 a 19 anos, 20,5% estão com sobrepeso e 4,9% estão com obesidade. Esse quadro patológico também está associado com o surgimento de alterações metabólicas como diabetes mellitus 2, dislipidemia, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Conclusão: Esse cenário epidemiológico aponta para a necessidade de Políticas de saúde eficazes que previnam e tratem a população obesa e outras doenças a ela associadas, o que inclui a prevenção dessa patologia ainda na infância, uma vez que há forte influência da publicidade de alimentos nas escolhas alimentares deste público. Palavras-chave: Publicidade de Alimentos. Alimentação Saudável. Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Crianças. Adolescentes. VALOR CALÓRICO DE PREPARAÇÕES COMERCIALIZADAS EM MERCADO PÚBLICO Maria das Dores Cavalcante dos Santos, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Bianca Lourrany dos Santos Silva, Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Marisa Cristina Farias Macêdo, Lila Cristina Xavier Luz, Martha Teresa Siqueira Marques Melo, Cecília Maria Resende Gonçalves de Carvalho Introdução: Diversos requisitos são necessários à alimentação saudável para a promoção da saúde do indivíduo, como variedade de alimentos, sabores e cores e, moderação no consumo de alimentos densamente calóricos, ricos em gorduras totais e saturadas. Alimentação inadequada pode interferir negativamente no estado nutricional, como excesso de peso que alcança 56,9% da população brasileira. A alimentação fora do lar pode contribuir para essa inadequação, mas em mercado público, o alimento, além de nutrir, possui relações com a identidade cultural de um povo. Objetivo: avaliar o valor calórico de preparações alimentícias comercializadas em mercado público. Metodologia: Estudo transversal, realizado em agosto 2018, nos restaurantes de um mercado público, de uma capital do Nordeste brasileiro. Nos restaurantes (n=17), as preparações foram analisadas quanto ao teor calórico, utilizando-se tabelas de composição química. Para avaliação dessas preparações, considerou-se valor calórico diário 2000 kcal e as recomendações calóricas por refeição. A pesquisa faz parte do , culinárias tradicionais piauienses: um diagnóstico sob a ótica gastronômica e da segurança Federal do Piauí (parecer 2139962). Resultados: Duas preparações apresentaram preferência pelos comensais: panelada e mão de vaca. A porção de panelada (300g) continha 903,27kcal, sem incluir os acompanhamentos como cuscuz ou arroz (café da manhã) ou arroz, salada e macarrão (almoço). A porção de mão de vaca (250g), forneceu 291,5kcal, sem conter outros pratos do cardápio (arroz, salada, macarrão e pirão). As coberturas calóricas da panelada (35,57%) e da mão de vaca (16,51%), eram inadequadas, considerando-se as recomendações para o café da manhã (25%) e almoço (35%) e que por se tratar de uma preparação do cardápio. Conclusão: Pessoas que se alimentam rotineiramente de preparações densamente calóricas podem ter sua saúde comprometida, devendo-se ter moderação no seu consumo, que por motivos históricos culturais apresentam um elevado consumo principalmente por pessoas que costumam frequentar festas e ao final das mesmas se alimentam nesses locais. Palavras-chave: Comida de mercado. Excesso de peso. Valor cultural. ESTUDOS SOBRE ELABORAÇÃO DE PRODUTOS COM TEOR REDUZIDO OU ISENTOS DE LACTOSE ACRESCIDOS DE PRÉ E PROBIÓTICOS PARA INTOLERANTES Rainnério Araújo Simão, Igor Sabino Barros, Amanda Jéssica Barros de Moura, Jessica Caroline Tubagi Prudencio DE Carvalho, Alana Rafaela da Silva Moura, Geysiane de Castro Paz Oliveira, Emanuelle de Sousa Ferreira, Betania de Jesus e Silva de Almendra Freitas Introdução: Os alimentos funcionais, especialmente os probióticos e prebióticos, possuem características que são positivas à saúde humana. A intolerância à lactose é a incapacidade do organismo em degradar totalmente as moléculas de lactose. Dessa forma, torna-se cada vez mais necessário a formulação de alimentos que atendam às necessidades nutricionais desse grupo de indivíduos.Objetivos: Realizar uma revisão acerca de estudos sobre elaboração de produtos com teor reduzido ou isentos de lactose acrescidos de pré e probióticos para intolerantes. Metodologia: O trabalho consiste em uma revisão de literatura que incluiu publicações das bases de dados Periodico Capes, Scielo e Pubmed, publicados nos anos de 2011 a 2018, a partir dos descritores intolerância a lactose, desenvolvimento de produtos, probióticos e prebióticos.Foram identificados 50 artigos e selecionados 24 trabalhos. Após uma análise criteriosa, foram identificados 10 artigos que atendiam ao critério de inclusão: apresentar resultados referente ao desenvolvimento de produtos sem-lactose ou com teor reduzido da mesma e utilização de pré e probióticos. Resultados: Dos 10 produtos citados, 8 fazem utilização do leite de vaca e 2 utilizam de leite de soja. Nas indústrias já são comercializadas diversas formulações que utilizam de pré/ou probióticos como alguns oligossacarídeos isomalto-oligossacarídeos e frutooligossacarídeos, e polissacarídeos como a inulina, e as principais bactérias probióticas empregadas são lactobacilos e/ou bifidobactérias e o Kefir. 5 estudos utilizaram para a formulação de seus produtos Bifidobacterium BB-12® e Lactobacillus acidophilus LA-5, as bactérias pertencentes a diferentes espécies e linhagens destes gêneros são mais frequentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos. A principal razão para esta escolha é o fato destes dois gêneros serem habitantes predominantes do intestino humano, Lactobacillus do intestino delgado e Bifidobacterium do intestino grosso. Os prebióticos, sendo facilitadores da absorção de cálcio, tornam-se importantes principalmente para os intolerantes à lactose, que em sua maioria restringem o consumo de laticínios, principais fontes deste nutriente.Conclusão: A demanda por alimentos que visam a utilização de leites com baixo teor de lactose ou isentos, vem crescendo nos últimos anos. Os estudos identificados visam estratégias e alternativas positivas de produtos com alto valor nutricional e propriedades funcionais. Palavras chave: Intolerância à lactose. Desenvolvimento de produtos.Probióticos. Prebióticos. TEOR DE VITAMINA C NA CASCA E POLPA DO FRUTO DA BROMELIA LACINIOSA Ennya Cristina Pereira dos Santos Duarte, Marcos Antonio da Mota Araújo, Regilda Saraiva dos Reis Moreira-Araújo Introdução: O fruto da Bromelia lasciniosa, planta que é conhecida popularmente e também na literatura como macambira, é uma baga angulosa, amarela quando madura, que exala um odor intenso e agridoce. Porém apesar de outros frutos pertencentes à família Bromeliácea, a qual pertence à macambira, apresentarem segundo a literatura vários compostos bioativos e consequente atividade antioxidante, esses frutos ainda são poucos explorados. Ressalta-se que é importante a realização de estudos a respeito da composição química desse fruto, como por exemplo o seu teor de vitamina C. A vitamina C é sintetizada nas plantas e na maioria dos animais a partir de glicose e galactose, os seres humanos não possuem a enzima L- gulonolactona, que é necessária para a biossíntese dessa vitamina, dessa forma ela é adquirida apenas através da ingestão alimentar. As frutas e hortaliças são as fontes mais ricas nessa vitamina, porém o teor nessesvegetais depende de vários fatores, dentre eles está a parte da planta. Objetivo: Quantificar o teor de vitamina C na casca e polpa do fruto da Bromelia lasciniosa. Metodologia: Após a higienização dos frutos e separação da polpa e casca dos mesmos, o ácido ascórbico (vitamina C) foi analisado na casca e na polpa, separadamente e em triplicata, pelo Método de Tillmans, o qual se baseia na redução do 2,6-diclofenol indofenol- sódio (DCFI) pelo ácido ascórbico. Resultados: O teor de vitamina C obtido na polpa foi 38,2 ± 0,38, e a casca apresentou o teor de 67,7 ± 0,47 mg de ac. L-ascórbico/100 g, superando as recomendações diárias vigentes para a ingestão de vitamina C que é de 45 mg/dia. Conclusão: Obteve-se os teores de vitamina C tanto na polpa como na casca da Bromélia lasciniosa, sendo esta ultima em maior proporção e permitindo caracterizar esse fruto como fonte de vitamina C. Palavras-chave: Macambira. Ácido Ascórbico. Bromeliácea. DESENVOLVIMENTO DE PÃO ADICIONADO DE SEMENTE DE ABÓBORA E AMÊNDOA DE CHICHÁ Arielly Jesus Leitão, Raniella Borges da Silva, Érica Isabel de Abreu Freire, Vitória Emanuele da Silva Campelo Cardoso, Leticia Gabriely Madeira de Anchieta Silva, Ellienai Erika Pereira de Sousa, Nadja Selkis Franca Uchoa de Oliveira, Regilda Saraiva dos Reis Moreira-Araújo Introdução: Durante as últimas décadas, a demanda por novos alimentos nutricionalmente saudáveis e economicamente viáveis aumentou consideravelmente. Consequentemente, muita atenção tem sido dada à utilização de subprodutos vegetais, em sua maioria, não utilizados pela indústria de alimentos nem pela população. A utilização desses subprodutos agrega valor econômico à produção, além de contribuir para a formulação de novos produtos alimentícios e minimizar o desperdício. Objetivos: desenvolver um pão adicionado de subprodutos vegetais e amêndoa de chichá. Metodologia: Foi desenvolvido um produto com duas formulações para teste, uma com 5 a 25% de semente de abóbora (formulação 1) e a outra com 10 a 30% (formulação 2) e aproximadamente 1,5 g de amêndoa de chichá foram colocados em cima de cada pão como cobertura nas duas formulações. O procedimento para preparo da massa foi o mesmo, apesar de serem duas formulações diferentes. Para determinar a aceitação dos pães elaborados com farinha da semente de abóbora, utilizou-se a escala Hedônica de 9 pontos, também foi realizado o teste de comparação pareada para determinação da preferência entre as duas formulações, por 100 assessores não treinados, de ambos os sexos, na faixa etária de 18 a 50 anos. Esse trabalho é um recorte de projeto temático da orientadora, aprovado pelo comitê de ética da Univ pesquisas com seres humanos a resolução 196/96 e resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde CNS Resultados: De acordo com as notas obtidas, constatouse que as duas formulações do produto foram aceitas, pois todas apresentaram uma porcentagem de notas de aceitação (6 a 9) maior do que 80%. Verificou-se que a formulação 2 teve aceitação de 100%, enquanto que a formulação 1 apresentou 83,3% de aceitação; assim como os assessores indicaram que a formulação 2 como preferida em relação a formulação A. Conclusão: Obteve- se um produto que pode ser comparado ao convencional e ambas as amostras obtiveram ótima aceitação, com preferência para a formulação 2. Palavras-chave: Pão. Farinha. Abobora. Chichá. PROBIÓTICOS E SUA INFLUÊNCIA NA OBESIDADE: UMA REVISÃO Keyla Maisa da Silva, Maria Helena Mascarenhas Pessoa, Letícia Maria Rocha de Moura, João Pedro Paz Pinho Oliveira, Gabriela Magalhães Silva, Francisco de Sousa Sena, Camila Guedes Borges de Araújo, Bárbara Verônica Cardoso de Souza Introdução: O exponente aumento de pessoas com obesidade tem se tornado um problema de saúde pública, devido a sua associação com doenças crônicas e risco de mortalidade. Desta forma, é importante estudar os fatores envolvidos no desenvolvimento e crescimento da obesidade. A microbiota intestinal pode ser vista como fator patológico determinante de obesidade, posto que é fundamental para a homeostase humana. A microbiota responde de maneira positiva ou negativa de acordo com a dieta, por isso o uso de probióticos tem sido usado como promovedor desta homeostase. Objetivo: Realizar uma revisão da literatura sobre a influência dos microrganismos probióticos do gênero Lactobacillus e Bifidobacterium na obesidade. Metodologia: Foram usadas as bases de dados do Pubmed e Scielo para a seleção de artigos. Foram incluídas revisões e artigos originais que avaliaram o uso de probiótico e sua consequência no peso corporal, índice de massa corporal, diminuição da gordura visceral e circunferência da cintura. Resultados: Os estudos avaliados mostraram que os microrganismos probióticos dos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium possuem relação com a diminuição do peso corporal, da circunferência da cintura e do índice de massa corporal, como também reduzem a gordura visceral. Conclusão: Nas publicações analisadas foram evidenciadas a relação positiva entre os probióticos e o decréscimo da obesidade, sendo que os gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium foram os que mais influenciaram nos parâmetros da obesidade. Palavras-chave: Microbiota. Probiótico. Lactobacillus. Bifidobacterium. O PAPEL DA CAPSAICINA SOBRE O CATABOLISMO E TERMOGÊNESE CORPORAL NA OBESIDADE: UMA REVISÃO DE LITERATURA Rosiane Gomes da Silva, Raniella Borges da Silva, Erica Isabel de Abreu Freire, Arielly Jesus Leitão, Ellienai Erika Pereira de Sousa, Natália de Jesus Melo, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Bárbara Verônica Cardoso de Souza Introdução: A capsaicina, presente principalmente nas pimentas vermelhas, é um composto químico que apresenta atividade termogênica, um fenômeno essencialmente molecular, ativado via núcleo do hipotálamo, por meio tanto de estímulos aferentes humorais como neurossensoriais. Nesse sentido, estudos mostram que o consumo de alimentos ou nutracêuticos termorreguladores como os provenientes de capsinóides auxiliam no tratamento da obesidade através da ativação de vias que aumentam o catabolismo energético e a temperatura corporal. Objetivos: Realizar uma revisão de literatura para verificar a ação da capsaicina como ativador natural dos receptores ativados por proliferador de peroxissoma gama 2 (PPAR?2) e receptores de potencial transitório vanilóide tipo 1 (TRPV1) na obesidade. Metodologia: Os artigos foram pesquisados por meio de uma busca no banco de dados Scielo, Google acadêmico e PubMed. Priorizaram-se os estudos que abordavam o papel da capsaicina sobre o catabolismo e termogênese corporal, bem como a importância dessa ação metabólica para o tratamento da obesidade. Entre os artigos pesquisados e analisados, 30 atenderam aos critérios de inclusão: publicação entre os anos 2010 e 2018, textos completos e influência desse composto na obesidade. Resultados: Estudos reportam que a capsaicina é responsável por ativar PPAR?2 e TRPV1, atuando como um agonista exógeno natural. O PPAR?2 regula muitos processos biológicos, incluindo o metabolismo lipídico, a homeostase da glicose, inflamação e adipogênese. Pesquisas demonstram que mutações no gene da PPAR estão relacionadas à obesidade severa. Assim, a ativação desse receptor é essencial na prevenção e tratamento do excesso de peso. A capsaicina se liga e ativa os receptores TRPV1, e a estimulação desse receptor supracitado faz com que as células adiposas brancas comecem a queima de energia, em vez de a armazenarem, o que em teoria conduz à perda de peso. Contudo, na obesidade, se observa a diminuição da expressão de TRPV1 no tecido adiposo. Portanto, o consumo desse composto fenólico parece ser um grande aliado na redução do peso corporal. Conclusão: O consumo de quantidades moderadas de pimenta ou nutracêuticos contendo capisinóides pode ser uma terapia alternativa e complementar da nutrição clínica capaz de auxiliar na prevenção e tratamento da obesidade. Entretanto, estudosmais aprofundados são necessários para explorar os benefícios fisiológicos e metabólicos do consumo desse composto por pacientes obesos. Palavras-chave: Capsaicina. Obesidade. PPAR?2. TRVP1 IMPORTÂNCIA DOS COMPOSTOS FENÓLICOS NO TRATAMENTO DO DIABETES: UMA REVISÃO Diego de Oliveira Rocha, Jéssica Valéria Pereira Cardoso, Osita da Costa Britto Sousa, Thaylla Nara Hipólito Carvalho, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Natália de Jesus Melo, Camila Guedes Borges Araújo, Bárbara Verônica Cardoso de Souza Introdução: O diabetes mellitus (DM) é definido como uma doença metabólica caracterizada por uma hiperglicemia, que causa diversas complicações micro e macrovasculares. O estresse oxidativo relaciona-se com o desenvolvimento e a progressão do DM e suas complicações. Os compostos fenólicos (CF) compreendem um grupo de fitoquímicos bioativos presentes nos vegetais. A atividade antioxidante de CF é principalmente devida às suas propriedades de óxido-redução, as quais desempenham um papel na absorção e neutralização de radicais livres, quelando o oxigênio ou decompondo peróxidos, atuando como um fator protetor contra o estresse oxidativo no DM, diminuição suas complicações. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre a importância dos compostos fenólicos no tratamento do Diabetes Mellitus. Metodologia: A revisão da literatura foi realizada utilizando-se uma busca de artigos nas bases de dados Scielo, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BIREME). Nestas bases foram pesquisados artigos originais obtidos a partir dos descritores compostos fenólicos, diabetes mellitus e atividade antidiabética em inglês e português. Resultados: Estudos com plantas ricas em compostos fenólicos como: Rosmarinus officinalis (alecrim), Calotropis Procera, Capparis Ovale, Handroanthus Heptaphyllus (ipê roxo), demonstram que tais compostos são capazes de agir como uma droga antidiabética, reduzindo os níveis de Hb A1c, glicose no sangue e melhorando respostas aos testes de tolerância a glicose. Também tendo ações antioxidantes contra a peroxidação lipídica e diminuindo os níveis de LDL. Conclusão: Os CF têm uma atividade antioxidante significativa e importante efeito hipoglicemiante, sendo promissores no tratamento da Diabetes. O estudo de alimentos e plantas ricas em CF pode propiciar o desenvolvimento de condutas e produtos com efeitos terapêuticos benéficos para a saúde humana. Palavras-chave: Diabetes mellitus. Compostos fenólicos. Atividade antioxidante. ALIMENTOS FUNCIONAIS NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA OBESIDADE: UMA REVISÃO Isânio da Costa Ferreira Júnior, Kenia Larissa de Sousa, Matheus Alves Nascimento Arruda, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Natália de Jesus Melo, Camila Guedes Borges de Araújo, Bárbara Verônica Cardoso de Souza Introdução: A obesidade vem se destacando entre as principais causas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), sendo estas responsáveis pelo maior número de mortes nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos e estão relacionadas com uma má alimentação, sedentarismo e tabagismo. Os alimentos funcionais são aqueles que trazem benefícios adicionais à saúde, indo além da sua função nutricional. A resolução nº 18, de 30 de abril de 1999 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), define que a propriedade funcional está relacionada com o papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano. Esses alimentos estão sendo estudados como uma nova alternativa na prevenção e no tratamento da obesidade, bem como das DCNT. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre a importância de alimentos funcionais na prevenção e no tratamento da obesidade. Metodologia: A revisão da literatura foi realizada por meio de uma busca nas bases de dados de artigos publicados e patentes, nos últimos dez anos (2009- 2019), sobre obesidade e alimentos funcionais. As buscas foram realizadas nas bases de dados: Pubmed, Scielo, INPI, WIPO, utilizando como descritores os termos obesidade, obesity, alimentos funcionais e functional foods. Resultados: Após a análise dos artigos e patentes, foram encontrados poucos artigos relacionando obesidade e alimentos funcionais. Porém quando se fez a busca dos termos isoladamente, foram encontrados artigos de ampla diversidade. Com relação as patentes, teve apenas uma que se referisse a utilização de alimentos funcionais na prevenção e tratamento da obesidade. Encontrou-se também um estudo no qual foi constatado que o consumo de chá verde teve um impacto positivo nessa patologia. Porém são necessários mais estudos sobre o consumo desses alimentos com propriedades funcionais e seus efeitos no tratamento e/ou prevenção da obesidade. Conclusão: A análise das patentes e artigos mostrou resultados promissores na utilização de alimentos funcionais no tratamento e/ou prevenção da obesidade e que ainda há um número insatisfatório de publicações, sendo imperioso o desenvolvimento de mais estudos com essa temática devido ao aumento da prevalência dessa doença e do seu impacto negativo na sociedade. Palavras-chave: Obesidade. Alimentos funcionais. Doenças crônicas. A IMPORTÂNCIA DA FITOTERAPIA NA OBESIDADE: UMA REVISÃO Izabella Alice Vieira de Sousa, Maria Gabriela Sousa Pires, Maria Luiza Saviano Brito, Marina Sousa de Jesus, Mávia Caline Lopes da Silva, Daniele Vieira Araujo, Camila Guedes Borges de Araújo, Bárbara Verônica Cardoso de Souza Introdução: A obesidade é uma epidemia global que aumenta o risco de doenças crônicas como dislipidemias, doença hepática não alcoólica, diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Em virtude disso, atualmente, os remédios para obesidade baseados em suplementos dietéticos têm se tornado cada vez mais populares, sugerindo que a fitoterapia pode servir como uma estratégia na sua prevenção e tratamento. Assim, é de extrema relevância o conhecimento e utilização de terapias alternativas, como a fitoterapia para o tratamento da obesidade. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre o uso de fitoterápicos como uma alternativa para o tratamento da obesidade. Metodologia: Realizou-se uma busca de patentes e artigos nas seguintes bases de dados: USPTO, EPO, WIPO, CAPES (Web of science) e INPI utilizando-se os seguintes descritores em ciências da saúde (DeCs) nos idiomas português e inglês: fitoterapia, obesidade, fitoterapia e obesidade, fitoterapia ou obesidade, fitoterapia não obesidade. Resultados: Os artigos e patentes encontrados foram analisados, os quais mostraram que os fitoterápicos têm sido cada vez mais utilizados por suas diversas propriedades e por apresentar um baixo custo. Das principais espécies vegetais com ação farmacológicas com ação no controle e na perda de peso, foram: Camellia sinensis, Citrus aurantium, Carthamus tinctorius, Phaseolus vulgaris, Cassia angustifólia Vahl (Fabaceae), Quassia amara L. (Simaroubaceae) e Cardiaecalyculata Vell (Boraginaceae), que atuam na redução da absorção dos carboidratos, indução da lipólise, aumento do gasto energético e oxidação de gorduras, dentre outras implicações. Conclusão: A partir da análise das patentes e artigos sobre a ação dos fitoterápicos na obesidade, concluiu-se que estes são promissores na prevenção e no tratamento dessa patologia, ressaltando-se a importância do acompanhamento profissional e a necessidade de mais pesquisas nessa área. Palavras-chave: Fitoterapia. Obesidade. Doenças crônicas. DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO Ennya Cristina Pereira dos Santos Duarte, Adolfo Pinheiro de Oliveira, Edna Judite da Silva, Iraildo Francisco Soares, Sintia Andreia Barbosa Gomes, Ellaine Santana de Oliveira, Nara Vanessa dos Anjos Barros Introdução: Uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) é responsável pelo fornecimento de uma alimentação equilibrada nutricionalmente e com bom nível de sanidade. O desperdícionas UANs é decorrente das sobras de alimentos e restos, sendo influenciado por vários fatores: planejamento inadequado do número de refeições, per capita inadequado, preferência alimentares, treinamentos dos empregados na produção e distribuição. Os instrumentos mais utilizados para avaliar o desperdício é o índice de rejeição (IR) e indicador de sobra limpa (SL). Além disso, é importante o monitoramento do desperdício dos hortifrútis no processo de pré- preparo. Objetivo: Determinar o IR, SL e desperdício de vegetais de preparações fornecidas em uma UAN. Metodologia: Para a determinação do IR, foram pesadas 20 bandejas vazias. Estas foram distribuídas no intervalo de 5 comensais e, posteriormente, pesadas logo após o porcionamento no balcão e também ao final da refeição para obtenção do resto. O IR foi calculado usando a fórmula: % IR = Peso dos restos x 100 / Peso da alimentação servida. A SL foi determinada através da fórmula: SL = Quantidade prevista quantidade distribuída x 100/ Quantidade prevista. Para o desperdício dos vegetais, foram escolhidos os hortifrútis mais utilizados: repolho, cenoura, abacaxi e manga. Os dados foram coletados durante 07 dias, sendo o desperdício calculado em gramas, subtraindo o peso líquido do peso bruto dos alimentos vegetais, e posteriormente utilizou-se da fórmula de regra de três simples para determinação do percentual de desperdício. Resultados: A média obtida do IR foi de 15,46%, acima do valor aceitável (10%). Dentre as preparações oferecidas, a que obteve maior percentual de SL foi a de arroz com ervilha e milho (25%), seguido a de feijão preto com linguiça (16,8%). Estes resultados demonstraram que houve falhas no planejamento do cardápio e previsão de comensais. Para os vegetais, houveram elevados percentuais de desperdício de repolho (23,78%); cenoura (11,38%); abacaxi (44,61%) e manga (36,09%). Pode-se observar que o desperdício maior foi do repolho e abacaxi, o que é resultante de itens estragados no meio das caixas e partes não comestíveis. Conclusão: Com isso, tornase necessário adotar medidas que evitem o grande desperdício das preparações, bem como um maior controle na previsão, evitem excessos de produção e, consequentemente, sobras. Palavras-chave: Alimentação Coletiva. Controle de qualidade. Unidade de Alimentação e Nutrição. Desperdício. PAPEL DA DIETA VEGETARIANA NA PREVENÇÃO E CONTROLE DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 Whéllyda Katrynne Silva Oliveira, Diego Mesquita Cascimiro Introdução: A incidência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) vem crescendo de forma alarmante nos últimos anos em países em desenvolvimento. Tal aumento é atribuído aos hábitos alimentares associados ao sedentarismo. Dentre essas doenças, destacasse a diabetes mellitus (DM), que é classificada em tipo 1 (DMT1) e tipo 2 (DMT2). A DMT1 se caracteriza pela falta de secreção de insulina, sendo responsável por cerca de 5,0% de todos os casos de diabetes nos EUA, enquanto que a DMT2 responde por 90,0% dos casos. Vegetarianos são definidos como pessoas que não consomem alimentos de origem animal. A alimentação vegetariana vem ao longo do tempo apresentando elevado potencial protetor contra a DMT2. Objetivo: Investigar os mecanismos relacionados à dieta vegetariana e a prevenção e controle do DMT2. Metodologia: Fora realizado extensa pesquisa com artigos rastreados nas bases de dados eletrônicos de confiabilidade científica PubMed, Medline, Science Direct, Bireme, e LILACS. As buscas foram realizadas nos idiomas português, inglês e espanhol, utilizando as seguintes palavras chaves: dieta vegetariana; doença crônica; diabetes mellitus tipo 2. Considerou-se artigos publicados entre os aos de 2007 a 2017. Resultados: A dieta vegetariana tem papel positivo sobre a incidência do DMT2, pois esta doença está intimamente relacionada a fatores ambientais, dentre os quais se podem destacar a dieta hiperlipídica, hiperproteica, sedentarismo e hiperfagia, podendo favorecer isolada ou conjuntamente a permanência da doença. Para Key et al.,23 a dieta habitual vegetariana, especialmente a vegana, está relacionada com o menor risco de ocorrência de doenças como DMT2, obesidade. Com base na análise dos estudos, verificou-se que a alimentação vegetariana apresenta elevado potencial protetor contra a DMT2, mesmo após ajustes para idade, gênero, etnia, escolaridade, definição social, estilo de vida e índice de massa corpórea, enquanto que as alimentações pesco-vegetariana e semivegetariana (que inclui peixe e pequenas quantidades de carne) conferem proteção intermediária. Conclusão: Percebeu-se a existência de um forte indício de que a inclusão da dieta vegetariana está associada com o melhor controle da DMT2 e a prevenção da mesma. Essa associação pode ter ligação direta com a interação gene-nutriente e de proteção dos antioxidantes exógenos. Palavras-chave: Dieta vegetariana. Doença crônica. Diabetes mellitus tipo 2. EFEITO DO USO DE PROBIÓTICOS NA DOENÇA CELÍACA Larissa Carneiro Rebouças, Marcelo da Silva Araújo, Germana Elias Reis Introdução: A Doença Celíaca (DC) possui relação com fatores genéticos, imunológicos, inflamatórios e ambientais havendo diversas consequências aos pacientes. A alteração da microbiota intestinal foi observada em indivíduos com DC, com redução de Bifidobacterias e Lactobacillus. O uso de probióticos vem sendo estudado em diversas patologias, sendo verificado redução na resposta inflamatória, melhora nas lesões da mucosa e na permeabilidade intestinal. Objetivo: O estudo tem como objetivo identificar o efeito do uso de probióticos na doença celíaca. Metodologia: Foram incluídos na revisão sete estudos do tipo ensaios clínicos, realizados com probióticos em humanos com doença celíaca nas bases de dados EBSCO e SciELO, em português e inglês, utilizando as palavras-chave: doença celíaca, probióticos, celiac disease e probiotics. Foram desconsiderados estudos que não possuíam metodologia clara (tipo de probióticos e cepas utilizadas, duração do estudo e administração) e que possuíam pacientes com outras doenças intestinais. Resultados: Foram administradas como probióticos diferentes cepas do gênero Bifidobacterium e Lactobacillus de forma combinada, que protegem o epitélio dos efeitos inflamatórios da gliadina. Nos estudos realizados, pacientes do grupo experimental tratados com os probióticos combinados apresentaram melhora significativa dos sintomas gastrintestinais, como indigestão, constipação intestinal e refluxo, mas não uma recuperação completa, mostrando que os probióticos podem ser usados como adjuvantes no tratamento da DC. Quando administradas separadamente, as cepas apresentaram resultados iguais aos de pacientes do grupo placebo, não sendo satisfatório. Conclusão: Celíacos que aderem a dieta isenta de glúten podem ainda ter risco de exposição a proteína devido a contaminação cruzada nos alimentos. Sendo assim, o uso de probióticos por via oral apresenta- se como um excelente adjuvante, uma vez que o uso desta suplementação auxiliou na melhora da qualidade de vida de pacientes, mantendo uma boa absorção intestinal de nutrientes, diminuindo a ocorrência de diarreias e condições inflamatórias do intestino, além da manutenção da microbiota. Palavras-chave: Probióticos. Doença Celíaca. Glúten. Bifidobacterias. Lactobacillus. PERFIL DE ÁCIDO GRAXO DE CROQUETE ELABORADO A PARTIR DE INGREDIENTES COM PROPRIEDADES FUNCIONAIS Leidiany Ramos Brito Silva, Adriana Maria de Sousa, Ariane Gonçalves de Borborema, Márlia Barbosa Pires Introdução: Os hábitos alimentares, juntamente com a falta de atividade física, constituem hoje um grande desafio para a população, pois são os responsáveis pela causa de várias patologias, tais como: cardiovascular, diabetes, dislipidemia e câncer. A cultura popular ainda preserva tradições incoerentes sobre o valor nutritivo de determinados alimentos, sem o conhecimento de suas reais propriedades nutricionais. Objetivo: Determinar o perfil deácido graxo e a qualidade de croquetes de batata doce com a incorporação de Linhaça, Chia e Sardinha (Sardinella brasiliensis). Metodologia: Foram realizadas análises físico-químicas, determinação de umidade, proteína, lipídio, cinzas, carboidratos, valor calórico, aw, ph e acidez, segundo AOAC (2012) e análise do perfil de ácido graxo segundo Rodrigues et al. (2010). Resultados: Foram encontrados valores de umidade 71,32± 0,6 g/100g, para proteína encontrou-se valor de 4,34± 0,1 g/100g, lipídio 1,56± 0,4 g/100g. Para as cinzas encontrou-se 0,94± 0,1 g/100g, carboidratos 21;83± 1,0 g/100g, calórico 118,75± 0,2 Kcal, valores semelhantes ao estudo de Brito (2014) em processamento de bolinhos utilizando filé de peixe bagre, cujo a composição inclui umidade de 70,74g/100g, os lipídios 1,41gq100g, cinzas de 0,97g/100g e energia (Kcal/100g) de 120,21. A aw 0,98± 0,0, ph 5,6± 0,1 e acidez de 1,41± 0,1. Estes resultados demonstram elevado valor nutricional e necessidade de cuidados quanto ao método de conservação, visto que, a aw apresenta-se acima 0,65. Logo deve-se utilizar o congelamento para prolongar a vida útil do produto. Para análise de ácidos graxo foram encontrados 15 ácidos, onde o ácido palmítico (C16:0) e o ácido araquídico (C20:0) foram os ácidos saturados em maior concentração, com 23,44 e 23,63g/100g, respectivamente. Já para os poli-insaturados, o ácido oléico (C18:1, ?-9) e linoleico (C18:2, ?-6) foram os mais representativos, com valores 18,06 e 14,71gq100g respectivamente. Já o croquete apresenta índice de aterogenicidade (I.A) baixo, 1,27, o que significa que o croquete apresenta um elevado potencial nutritivo à saúde humana, podendo ser considerado um alimento funcional. A razão entre ?6/?3 foi elevada, indicando cuidados quanto a ingestão por pacientes cardiovasculares. Conclusão: O produto desenvolvido apresenta valores de composição que indicam elevado valor nutricional, pode ser classificado como funcional e não indicado em dietas para a prevenção de riscos cardiovasculares. Palavras-chave: Ácidos graxos. Qualidade nutricional. Funcionalidade. AVALIAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E DE POLIFENÓIS TOTAIS EM AMOSTRAS DE CHÁ VERDE (Camellia sinensis) E PASSIFLORA (Passiflora incarnata) Leidiany Ramos Brito Silva, Thais Aláina Ferreira do Nascimento Pessoa, Nathália Ferreira de Figueiredo, Bruno Pessoa Simão, Kely Naiana Borges Lopes dos Santos, Márlia Pires Franco Introdução: O chá é uma das bebidas mais conhecidas mundialmente, e devido seus benefícios vem ganhando grande espaço no mercado brasileiro. A sua prática terapêutica visa a assistência à saúde do indivíduo na prevenção ou auxilio do tratamento de patologias, tais como obesidade. Objetivo: Analisar a concentração de polifenóis totais e as características físico-químicas do Chá verde (Camellia Sinensis) e Passiflora (Passiflora Incarnata) indicados para o tratamento de obesidade comercializados em supermercado e feira livre. Metodologia: Foi desenvolvido uma pesquisa quantitativa em março de 2018 e realizadas as seguintes determinações analíticas: cinzas, pH e acidez, segundo AOAC (2012), e concentração de polifenóis totais pelo método colorimétrico de Folin-Ciocalteu. Resultados: Para as amostras de Passiflora Incarnata avaliadas em supermercado e feira livre, os resultados encontrados foram, respectivamente, os seguintes: pH 5,48± 0,02ª e 5,87 ± 0,04b; Acidez (mlNaOH/ml), 0,19±0,01a e 0,09± 0,02b e cinzas de 4,04±0,21ª e 7,02± 0,23b (g/100g). Já para as amostras de Camellia Sinensis foram, respectivamente: pH 5,54± 0,02ª; e 5,88 ± 0,04b, Acidez (mlNaOH/ml) 0,19±0,01ª e 0,13± 0,02b; Cinzas (g/100g) 12,49±0,21ª e 5,35± 0,23b. Segundo Cardoso (2009), determinação do teor em cinzas é importante por indicar possíveis adulterações, pois avalia a presença de resíduos inorgânicos não voláteis como areia, pedra e terra. Sobre a determinação de polifenois totais, as amostras de Passiflora incarnata apresentaram valores de 74,08± 0,01b (feira livre) e 75,07± 0,01ª (supermercado) (mg Eq. Acido galico/100 ml); Camellia sinensis 397,41 ± 0,01ª (feira livre) e 296,31 ± 0,01b. (supermercado) (mg Eq. Acido galico/100 ml). Para Pereira et al., (2009) a diferença nos compostos fenólicos pode ser explicada pela variação na composição final dos chás, devido à sua forma de preparo, mês de colheita, estação do ano colhida, clima e idade das folhas. Conclusão: Diante dos resultados, verificou-se que a amostra de Camellia Sinensis comercializada em feira livre é, possivelmente, mais indicada para auxiliar no tratamento da obesidade, visto que apresenta uma quantidade maior de polifenóis totais e menor teor de resíduos inorgânicos, porém é necessário estabelecer padronização dos compostos presentes nos chás disponíveis para o consumidor e estimular a continuidade da pesquisa para avaliar como as condições climáticas da região podem afetam os seus componentes. Palavras-chave: Chá. Obesidade. Compostos fenólicos. RELAÇÃO ENTRE O GRAU DA HEPATOPATIA E OS NÍVEIS DE DESNUTRIÇÃO Marcelo da Silva Araújo, Larissa Carneiro Rebouças, Germana Elias Reis Introdução: A cirrose hepática é uma doença crônica, grave, caracterizada por dano irreversível no tecido hepático comprometendo suas mais diversas funções. Se observa, dentre outras ocorrências, alterações na síntese, metabolismo e armazenamento de nutrientes, desencadeando com frequência um quadro de desnutrição e agravo do estado nutricional em cirróticos. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo revisar a literatura acerca da relação entre o a gravidade da hepatopatia e o estado nutricional. Metodologia: Os artigos foram pesquisados nas bases de dados PUBMed, Lilacs, SciELO, sendo incluídos artigos publicados entre 2009 e 2019, em inglês e português, utilizando as palavras-chave em inglês: cirrhosis e malnutrition e português: Cirrose e Avaliação Nutricional. Foram desconsiderados estudos em pacientes amputados e oncológicos; revisões sistemáticas e duplicados. Resultados: A gravidade da doença pode ser classificada por escalas como Child-Pugh e MELD, que categorizam os pacientes de acordo com os sintomas clínicos e exames bioquímicos. Dos métodos utilizados para a avaliação nutricional, os que tiveram maior associação com as escalas de classificação da cirrose foram: Índice de massa corporal (IMC) e avaliação subjetiva global (ASG). O IMC mostrou maior prevalência de desnutrição no estágio mais avançado da doença e a ASG, parâmetro que apresenta maior prevalência de desnutrição, tem uma forte tendência a associar-se ao escore de Child-Pugh. O escore de MELD não apresenta associação significativa com o estado nutricional, tendo baixa relação entre os métodos de avaliação nutricional. Há uma forte prevalência de desnutridos em cirróticos, com poucas evidências entre sua relação com o grau da doença. Conclusão: Mesmo que o agravo da doença possa desfavorecer a homeostase nutricional contribuindo para algumas carências nutricionais, ainda não é consenso nos estudos associar diretamente a gravidade da doença com estado nutricional, sendo necessários mais estudos que associem ferramentas de avaliação nutricional e os escores de gravidade da doença hepática crônica, a fim de identificar o parâmetro nutricional que melhor se relacione a esse fator. Palavras-chave: Cirrose. Desnutrição. Avaliação Nutricional. PRODUÇÃO DE BIOFILMES A PARTIR DE RESÍDUOS DE MANDIOCA (Manihot esculenta) Geovana Carolina de Oliveira Magalhães, Rafyza Leticya Coutinho Abreu, Thais Araujo de Sa, Edinaldo de Pontes Silva Filho, Wolia Costa Gomes, Lívia Muritiba Pereira de Lima Coimbra Introdução: A mandioca (Manihot esculenta) é um arbusto nativo da América do Sul que é cultivado extensamente como uma safra anual em regiões tropicais e subtropicais (LIU et al., 2013; FERREIRA-LEITÃO et al., 2010; SÁNCHEZ et al., 2017). A fécula é um dos produtos mais importantes obtidos a partir da mandioca. Dentro desse contexto, a fécula produzida a partir dapolpa da mandioca tem sido estudada para formação de biofilmes pelo fato desse material ser facilmente encontrado (HENRIQUE; CEREDA, 1999). Apresenta boas características para formação de películas que, além de serem comestíveis, são de baixo custo quando comparadas às ceras comerciais. Esse biofilme não é pegajoso, é brilhante e transparente, melhorando o aspecto visual dos frutos, e pode ser removido com água (BATISTA et al., 2007). No entanto, o processamento industrial para sua obtenção causa sérios problemas ambientas, pois geram resíduos sólidos (casca, entrecasca e bagaço) ou líquidos (manipueira e àgua vegetal) (CAMARGO et al., 2008). Objetivo: O intuito desta pesquisa foi desenvolver biofilmes a partir dos resíduos da mandioca (casca e entrecasca). Metodologia: As amostras de mandioca foram descascadas, lavadas, trituradas, drenadas e secas em estufa. As soluções aquosas foram preparadas nas concentrações de 1%, 2%, 3% e 5% de massa de resíduo de mandioca com adição de 1% de sorbitol e 0,5% de sorbato de potássio e mantidas sob agitação constante (40- 50 minutos a 70°C) até a gelatinização do amido. Em seguida as soluções filmogênicas foram desidratadas em capela de exaustão com circulação e renovação de ar à temperatura ambiente por 42 horas. Resultados: Os resultados da pesquisa evidenciaram que resíduos da mandioca (casca e entrecasca) possuem amido sendo possível a preparação do biofilme. Na concentração de 1% e 2% houve maior dificuldade no manuseio e o filme elaborado na concentração de 3% e 5% apresentou um aspecto mais firme que as outras concentrações. Conclusão: Conclui-se com os resultados encontrados que são viáveis a obtenção de biofilmes comestíveis com os resíduos da mandioca (casca e entrecasca), podendo assim ser evitado o desperdício desses resíduos que mostram um grande potencial para ser mais bem utilizado. Porém, mais testes são necessários a fim de se conhecer suas características e avaliar sua aplicabilidade como revestimento comestível. Palavras-chave: Biofilmes. Mandioca. Resíduos. ELABORAÇÃO DE BACURI (PLATONIA INSIGNIS) DESIDRATADO Geovana Carolina de Oliveira Magalhães, Alana de Melo Magalhães, Wolia Costa Gomes, Lívia Muritiba Pereira de Lima Coimbra Introdução: O bacuri (Platonia insignis Mart., Clusiaceae) é um fruto tropical nativo da floresta amazônica brasileira e apesar de sua ampla aceitação e propriedades nutricionais é raro fora das regiões tropicais, o que se deve em parte à sua alta perecibilidade. Daí a necessidade de se buscarem formas de processamento do fruto in natura para que aumente sua estabilidade, permitindo sua comercialização para regiões distantes de sua produção. O desenvolvimento de métodos alternativos, simples e de baixo custo para prolongar a conservação e comercialização desses frutos é importante e a secagem é um desses métodos (ARAÚJO; VALOIS; FERREIRA, 2014; LUSTOSA, et al., 2015; COIMBRA et al., 2017). Objetivo: Elaborar bacuri desidratado por secagem em estufa de convecção forçada. Metodologia: A polpa do bacuri foi cortada com faca inoxidável em forma de quarto. Os frutos fatiados foram desidratados em estufa com circulação de ar aquecido a 70°C. A cada hora foram retiradas amostras para medição do teor de umidade, segundo Instituto Adolfo Lutz (2005). As análises foram realizadas em triplicatas. Os dados foram organizados com o auxílio do Programa Microsoft Excel® 2010, para posterior desenvolvimento da análise estatística descritiva, utilizando-se as variáveis categóricas descritas por meio de suas frequências relativas (%). Resultados: Observou-se que à medida que o tempo de exposição ao calor aumentou, aumentou a perda de umidade, embora tenham sido observadas maiores reduções dessas taxas a partir das 3 horas às 5 horas de processo e às 8 horas. Conforme preconiza a RDC nº 272 de 22 de setembro de 2005, frutas frescas desidratadas devem possuir teor de umidade máximo de 25%. A partir de 8 horas de secagem produtos secos já foram obtidos (22,67% de umidade) e ao final da secagem (9 horas) o produto apresentou 20,29% de umidade. Conclusão: Com a secagem do bacuri em estufa de circulação de ar foi possível obter um produto com característica de fruta seca/desidratada com umidade de 20,29% ao final das 9 horas de secagem. Considerando que o bacuri é uma fruta tropical, altamente perecível, e que é inexistente a comercialização de produtos desidratados deste fruto a nível industrial e artesanal, a elaboração destes produtos desempenha importante papel no desenvolvimento da agricultura familiar. Palavras-chave: Secagem. Bacuri. Desidratação. Conservação. Umidade DIETA E MARCADORES INFLAMATÓRIOS DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Nádia Caroline de Moura Matias, Leudimar Carvalho Soares Filho Introdução: As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são um dos mais importantes desafios de saúde do século XXI. Muitos estudos já foram desenvolvidos mostrando a relação entre DCNT, principalmente a obesidade, com alterações em marcadores inflamatórios e o papel da dieta. No entanto, a maioria desses estudos têm sido desenvolvidos em adultos e idosos, sendo menos comum a análise dessa relação entre crianças e adolescentes. Objetivos: Analisar a associação entre dieta e marcadores inflamatórios de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em crianças e adolescentes. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão de literatura científica. As buscas foram realizadas nas bases de dados científicos: PUBMED, SCIELO e PERIÓDICOS CAPES. Como descritores foram utilizados os seguintes termos em scular Resultados: Foram selecionados 20 artigos científicos originais, publicados nos últimos dez anos (2008-2018), na língua inglesa e portuguesa. O consumo de açúcar, de alguns tipos de gordura e carboidratos refinados foi positivamente associado aos marcadores inflamatórios de risco para doenças crônicas, enquanto que maior consumo de alimentos com baixo índice glicêmico, grãos integrais, fibras e vegetais foi associado negativamente. Conclusão: Os estudos que buscaram avaliar a associação entre dieta e/ou determinados nutrientes e níveis de marcadores inflamatórios na população jovem são mais recentes e ainda possuem resultados contraditórios. Mudanças no estilo de vida podem ter efeitos sinérgicos na redução da inflamação crônica de baixo grau em crianças e adolescentes. Diferentes grupos de alimentos ou nutrientes foram associados positivamente ou negativamente com diferentes marcadores inflamatórios. Palavras-chave: Dieta. Inflamação. Criança. Adolescente. CONSTRUÇÃO DE UMA CARTILHA INSTRUTIVA SOBRE A NBCAL PARA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE Nádia Caroline de Moura Matias, Leudimar Carvalho Soares Filho, Denisy Pinto Lima Introdução: A promoção e a propaganda de substitutos do leite materno são um dos fatores que podem influenciar negativamente no sucesso da amamentação e na saúde infantil. No Brasil, foram criadas medidas para proteger legalmente o aleitamento materno que se constituem na Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL). Objetivo: Metodologia: trata-se de uma cartilha desenvolvida pela Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão adaptada a partir das cartilhas informativas elaboradas pela Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Este material destina-se aos profissionais de saúde, que atuam na Atenção Básica e nos demais níveis de atenção, bem como, a população de uma forma geral. Para sua construção utilizou-se linguagem clara, objetiva e algumas ilustrações. A cartilha foi organizada em tópicos, e a apresentação visual foi desenvolvida por equipe especializada, com apoio dos autores. Resultados: A versão final da Por que proteger a sobre cada tema. Conclusão: Espera-se com essa publicação incentivar aprática do aleitamento materno exclusivo até os seis meses e continuado até os dois anos de idade, através de um maior entendimento de profissionais de saúde e do público em geral sobre os alimentos e práticas que estão no âmbito da NBCAL. Palavras-chave: Amamentação. Alimentos. NBCAL. Primeira infância. ACOMPANHAMENTO DO PRÉ-NATAL E ESTADO NUTRICIONAL DE GESTANTES BENEFICIÁRIAS DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO LUÍS - MA Leudimar Carvalho Soares Filho, Nádia Caroline de Moura Matias, Dâmaris Alves Silva Pinto Introdução: O cumprimento do calendário de consultas de pré-natal é uma das condicionalidades do Programa Bolsa Família PBF na saúde. A realização das seis consultas de pré-natal, que incluam o acompanhamento do estado nutricional (peso e altura), e a identificação de novas gestantes no PBF são aspectos que contribuem para redução dos riscos de mortalidade materna e infantil no Programa. Objetivo: verificar o acompanhamento do pré- natal, estado nutricional e identificação das gestantes elegíveis ao PBF na região metropolitana de São Luís - MA. Metodologia: Trabalho descritivo baseado em dados do Sistema de Informação do PBF na saúde através da plataforma e-Gestor AB do Ministério da Saúde, referentes à 2ª vigência do ano de 2018, período compreendido entre julho a dezembro. Buscou- se informações sobre a identificação de novas gestantes elegíveis ao PBF, acompanhamento de gestantes beneficiárias nas consultas de pré-natal e dados nutricionais (peso e altura) coletados durante tais consultas. Os dados são provenientes dos cinco municípios que compõem a região metropolitana de São Luís (MA), e foram analisados no Programa Excel®. Resultados: Pôde- se observar que durante a 2ª vigência de 2018, foram identificadas 1.932 gestantes, sendo 58,68% da estimativa para os municípios da região que era de 3.292 gestantes. Dentre as gestantes identificadas, 99,89% estavam com o pré-natal em dia e apenas 74,27% tiveram dados do estado nutricional coletados. Conclusão: Verificou-se baixo percentual de identificação de novas gestantes, havendo necessidade de ampliar a captação dessas gestantes pelas equipes da Estratégia Saúde da Família - ESF. Além disso, houve frequência acentuada de gestantes acompanhadas no pré-natal sem dados nutricionais coletados. Diante disso, ressalta-se a importância da coleta e acompanhamento do estado nutricional durante as consultas do pré- natal, como forma de contribuir para a melhoria das condições maternas no parto e adequação do peso do recém-nascido. Palavras-chave: Gestação. Avaliação nutricional. Consultas. DESAFIOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE FORTIFICAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO INFANTIL COM MICRONUTRIENTES EM PÓ - NUTRISUS EM MUNICÍPIOS DO MARANHÃO Leudimar Carvalho Soares Filho, Nádia Caroline de Moura Matias, Rayssa Barros França, Rafaela Vitória Pereira Sá Introdução: A Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó Nutrisus é uma ação intersetorial do Ministério da Saúde que visa o desenvolvimento infantil adequado, prevenção e controle das carências nutricionais em crianças de 06 a 48 meses de idade. A ação consiste em adicionar diariamente um sachê contendo vitaminas e minerais em pó, em uma das refeições oferecidas às crianças nas creches do Programa Saúde na Escola PSE, realizada em dois ciclos de suplementação ao ano. A participação do municipio é optativa, através de adesão, sendo este responsável pelo armazenamento, distribuição e administração dos sachês às crianças nas creches. Objetivo: verificar os desafios para a implementação do Nutrisus em municípios do Maranhão. Metodologia: Trabalho descritivo baseado nos relatos de profissionais da Atenção Básica - AB dos municípios maranhenses que aderiram ao Nutrisus. As informações foram coletadas durante monitoramentos das ações de alimentação e nutrição realizados pela Coordenação Estadual de Alimentação e Nutrição da Secretaria de Estado da Saúde, nos anos de 2017 e 2018. Foi realizada uma reunião nos municípios envolvendo Secretário municipal de saúde, Coordenador da AB, nutricionistas da Secretaria municipal de saúde, representantes do PSE e da Secretaria municipal de educação. Buscou-se, através de questionário estruturado, informações sobre execução dos ciclos de suplementação e dificuldades para implementação. Resultados: Foram monitorados 15 municípios. Destes, 60% realizaram pelo menos um ciclo. Dentre as dificuldades para implementação 20% relataram que a alimentação escolar não atendia aos critérios exigidos pela Estratégia; 20% relataram recusa dos pais dos alunos; 13% apontaram resistência dos professores; 13,3% apontaram deficiência na logística de distribuição dos sachês às creches; 6,6% referiram proximidade de vencimento dos sachês; 6,6% apontaram falta de recursos materiais para supervisionar a suplementação nas creches. Cada município relatou mais de um desafio enfrentado. Conclusão: a suplementação precisa ser iniciada nos municípios que ainda não realizaram nenhum ciclo, e naqueles que já iniciaram assegurar a continuidade. Torna-se necessário a organização dos processos de trabalho na AB garantindo a suplementação adequada, e esclarecer os pais sobre os benefícios da suplementação, e capacitar, orientar os profissionais das creches para o manejo na administração e cuidados com os sachês. Palavras-chave: Suplementação com micronutrientes. Criança. Educação. AVALIAÇÃO AS CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS DE MÉIS DE ABELHAS (APIS MELLIFERA LINNAEUS 1758), COMERCIALIZADOS DIRETAMENTE PELOS PRODUTORES DA CIDADE DE TERESINA PI Whéllyda Katrynne Silva Oliveira, Diego Mesquita Cascimiro, Ronnyely Suerda Cunha Silva, Lindalva de Moura Rocha, Wesley Fernandes Araújo, Luciano Borges da Rocha Filho Introdução: Mel é o produto alimentício produzido pelas abelhas a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou mesmo de secreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas das mesmas, que as abelhas recolhem, transformam, combinam com substâncias específicas próprias, armazenam e deixam madurar nos favos da colmeia (BRASIL, 2000). Atividades que ocorrem são através de dois processos, um físico, a evaporação da água, e um químico, pela adição de enzimas (BERA et al., 2007; AROUCHA et al., 2008). Sua composição é basicamente, água, carboidratos, minerais, proteínas, aminoácidos, vitaminas, compostos fenólicos, pigmentos e um grande número de ácidos orgânicos (SILVA et al., 2008). Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo avaliar as características físico-químicas de méis de abelhas (Apis mellifera Linnaeus 1758), comercializados diretamente pelos produtores da cidade de Teresina PI. Metodologia: Foram coletadas para este estudo quarto amostras comercializadas pelos próprios produtores, vendido de forma a granel, sem procedência de data de produção, sem nenhum tipo de inspeção. Os parâmetros analisados correspondentes às características físico-químicas do mel foram: cor (mm) e sólidos insolúveis (%). Todas as análises foram realizadas, seguindo métodos predeterminados pelas leis brasileiras (BRASIL, 2000). Os procedimentos utilizados estavam em conformidade com as normas analíticas da Associação de Químicos Analíticos Oficiais (AOAC, 1998) e do Instituto Adolfo Lutz- IAL (2008). Resultados: Nas análises físico- químicas, a cor do mel analisado nesta pesquisa apresentou média de 66,43 que corresponde à cor âmbar claro e teve variação entre 30 a 150. Neste estudo os valores médios de SI foi 0,070, com variação de 0,020% a 0,05%. Conclusão: Ao observar os resultados obtidos nas análises feitas com os méis estão de acordo com o previsto pela legislação. Palavras-chave: Mel de abelha. Avaliação físico-química. Apis mellifera Linnaeus. CONSUMO DE ALIMENTOS PROCESSADOS E ULTRAPROCESSADOS POR GESTANTES ATENDIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA Kelry Suely Dias da Silva, Ana Cristina Xavierde Oliveira, Anne Louise Coimbra Introdução: A gestação é uma fase da vida marcada por inúmeras mudanças. As mais nítidas notadas de imediato são as relativas ao corpo, acarretadas em decorrência das demandas fisiológicas desse evento. Nota-se o aumento das demandas nutricionais sendo preconizadas modificações na dieta visando a saúde do binômio mãe-filho. Portanto, os resultados de estudos têm construído evidências de que o consumo alimentar de gestantes em sua grande maioria se encontra inadequado, apresentando deficiências nutricionais. Grande parcela das gestantes possui o hábito de consumir alimentos ultraprocessados como bolachas, refrigerantes, alimentos de baixo valor nutricional, e em contrapartidas uma minoria consome de forma regular alimentos ricos em fibras vitaminas e minerais como frutas, legumes e verduras. Esse consumo alimentar demonstra que as gestantes não atingem as recomendações nutricionais e que o comportamento alimentar deste ciclo da vida precisa de melhorias. Objetivo: Avaliar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados por gestantes atendidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Metodologia: Este estudo foi elaborado a partir de uma revisão da literatura nas bases de dados Cientific Eletrônic Library Online (SCIELO) e National Library of Medicine (PUBMED) no período de 2015 à 2018. Resultados: Considerando a análise da revisão bibliográfica do presente artigo, observou altos índices de consumo de alimentos ultraprocessados pelas gestantes na maioria das regiões brasileiras, tendo como consequências fatores de risco à saúde devido ao crescimento das doenças crônicas não transmissível, neste grupo populacional mais vulnerável. Conclusão: Dessa forma, fica nítido conforme os estudos analisados sobre à alimentação das gestantes devidamente acompanhadas pelos profissionais de saúde da ESF, que deve-se contribuir nas intervenções de pré-natal com orientações de educação alimentar e nutricional, possibilitando à gestantes o resgate ao consumo de uma alimentação saudável e nutritiva, principalmente por meio do consumo de alimentos in natura e minimamente processados conforme orienta o Guia Alimentar para População Brasileira. Palavras-chave: Gestantes. Consumo alimentar. Alimentos ultraprocessados. COBERTURA DA ESTRATÉGIA DE FORTIFICAÇÃO DA ALIMENTAÇÃO INFANTIL COM MICRONUTRIENTES EM PÓ NUTRISUS EM MUNICÍPIOS DO MARANHÃO Nádia Caroline de Moura Matias, Leudimar Carvalho Soares Filho, Rayssa Barros França, Rafaela Vitória Pereira Sá Introdução: a Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó NutriSUS, é uma ação do Ministério da Saúde que consiste na adição de um sachê de micronutrientes em pó em uma das refeições oferecidas às crianças diariamente nas creches e escolas do Programa Saúde na Escola PSE. Esta estratégia visa potencializar o pleno desenvolvimento infantil, a prevenção e o controle das deficiências de vitaminas e minerais na infância. No estado do Maranhão 79 municípios aderiram a Estratégia, e cada um dos municípios possui uma meta em número de crianças a serem suplementadas. Objetivo: avaliar a cobertura da estratégia NutriSUS no estado do Maranhão no ciclo do segundo semestre do ano de 2018. Metodologia: trabalho descritivo baseado em dados do Sistema de Micronutrientes módulo NutriSUS, através da plataforma e-Gestor Atenção Básica-AB do Ministério da Saúde. Os dados são referentes ao segundo ciclo do ano de 2018. Foram obtidos os percentuais de cobertura dos municípios maranhenses que aderiram ao NutriSUS a partir da meta de crianças a serem suplementadas em cada ciclo. Em seguida, foi realizada a estratificação dos percentuais encontrados em três grupos: grupo I (municípios com 0 a 50% de cobertura), grupo II (municípios com 51 a 100% de cobertura) e grupo III (municípios com mais de 100% de cobertura). Considerou-se apenas as creches e escolas pactuadas pelos municípios. Os dados foram analisados no Programa Excel®. Resultados: Observou-se que no segundo ciclo do NutriSUS do ano de 2018, foram suplementadas 10.811 crianças, correspondendo a 42,4% da meta para o Estado que era de 25.466 crianças. Dos 79 municípios adesos ao NutriSUS, 43 foram classificados no grupo I (54,43%), 30 foram classificados no grupo II (37,97%) e 6 no grupo III (7,6%). Conclusão: Verificou-se maior número de municípios apresentando percentual de suplementação de até 50%, refletindo baixa cobertura. Diante disso, torna-se necessária a implementação de ações para ampliação dessa cobertura, como a identificação de possíveis dificuldades enfrentadas pelos municípios para a realização dos ciclos, organização dos processos de trabalho das equipes municipais responsáveis pela Estratégia, além de capacitações para os profissionais diretamente envolvidos. Palavras-chave: Micronutrientes. NutriSUS. Infância. RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E VITAMINA D Andressa Barradas da Silveira Introdução: No Brasil 56,9% da população encontra-se com sobrepeso e 20,8% estão obesas (IBGE, 2015). A vitamina D exerce funções no metabolismo do cálcio e fósforo (CASSIMIRO; MARSAN, 2019). Níveis de vitamina D abaixo do preconizado pode levar ao hiperparatiroidismo, que pode ter como consequência o enrijecimento dos vasos, aumentando os riscos cardiovasculares e a possibilidade de hipertensão arterial (HOLICK, 2008; AL- KHALIDI et al., 2017; AL-DAGHRI et al., 2018). A obesidade impacta na vida do indivíduo de forma a causar limitações, diminuição na qualidade e expectativa de vida, alterações no sistema endócrino e no metabolismo da vitamina D. (MELO, 2011). Objetivo: Verificar na literatura a existência de relação entre obesidade e níveis de vitamina D. Metodologia: Trata- se de uma revisão de literatura através de pesquisa em artigos publicados entre os anos de 2016 a 2019. Resultados: No estudo realizado por MACEDO et al. (2019) encontrou-se um elevado percentual de deficiência de vitamina D em pessoas obesas, foi verificado que estes apresentaram menores níveis séricos quando comparados a indivíduos eutróficos. No estudo de Nunes et al. (2018), Houve uma elevada frequência de deficiência de vitamina D em pacientes obesos. Não houve correlação entre os níveis e os marcadores antropométricos. Estudos recentes mostraram que o tecido adiposo subcutâneo de mulheres obesas tem uma menor expressão de uma das enzimas responsáveis pela 25-hidroxilação da vitamina D (CYP2J2), bem como uma diminuição da expressão da 1-?-hidroxilase. O tecido adiposo não só armazena a vitamina D como também parece alterar dinamicamente a sua capacidade de ativação e desativação de vitamina D através de controle enzimático (WAMBERG, 2013, AL-DAGHRI et al., 2017). Vargas et al. (2018) verificou que a hipovitaminose D ocorreu em 61% dos adolescentes com excesso de peso. Associou-se positivamente com o grau de excesso de peso e este, negativamente com o nível sérico de 25(OH)D. No estudo de Ramos et al. (2017) a hipovitaminose D apareceu em 72,3% dos pacientes obesos graus II e III. Conclusão: Em todos os estudos verificou-se deficiência de vitamina D associado ao acumulo de gordura, o que foi evidenciado pelo fato de alguns indivíduos obesos apresentarem menores níveis séricos da mesma, apesar dos estudos não mostrarem que especificamente o individuo obeso apresente níveis séricos baixos de vitamina D. Palavras-chave: Vitamina D. Obesidade. COMPOSIÇÃO CENTESIMAL DA FARINHA DO ARATICUM (ANNONA CRASSIFLORA MART.) Stephanie Lorenn Fróes, Tanielly de Amorim Santos, Hérika Polyana Silva Martins Rabelo, Silvio Marinho Carvalho, Jairo Sousa Viegas, Marina Souza Rocha Introdução: O Araticum (Annona crassiflora Mart.) é uma espécie nativa do Bioma Cerrado, no Brasil. Possui sabor adocicado, significativa parte polposa e grande potencial socioeconômico. Consumido principalmente in natura, o Araticum (Annona crassiflora Mart.) pode ser utilizado para desenvolvimento de novos produtos na área alimentícia. Objetivo:Elaborar farinha do Araticum (Annona Crassiflora Mart) e analisar a características da composição centesimal da farinha elaborada. Metodologia: O fruto foi colhido no município de Anajatuba - Estado do Maranhão em época de safra de maneira cuidadosa, evitando danos físicos ao produto. Para elaboração das farinhas foram selecionados os frutos que apresentaram ausência de injúrias e defeitos. Posteriormente foram lavados em água de boa qualidade, sanitizados com solução clorada (100 ppm de cloro ativo) e em seguida enxaguados em água corrente e realizada a retirada da casca e o despolpamento. Foram processados e acondicionados em sacos de polietileno e conservados em freezer a -18°C. Para elaboração da farinha, a parte comestível e processada do fruto foi submetida a secagem em estufa ventilada à temperatura de 60ºC por 15 horas. A composição centesimal (umidade, cinzas, lipídeos, proteínas e carboidratos totais) foi realizada mediante a metodologia do instituto Adolfo Lutz (2008). Resultados: A elaboração de farinhas a partir de frutos regionais possibilita novos meios de aproveitamento da matéria-prima, impulsiona a economia, além de se apresentar como um importante meio de alcançar novas estratégias relacionadas à tecnologia dos alimentos, valorizando suas propriedades nutricionais, assim como, a criação de variados tipos de produtos. Avaliou-se que a farinha do Araticum (Annona Crassiflora Mart) apresentou boa consistência, textura semelhante à farinha de mandioca, coloração levemente marrom e sabor do fruto preservado. Já em relação aos resultados da composição centesimal, observou-se que o teor de umidade da farinha, 10,31 g/100, estava dentro do padrão estabelecido pela legislação da farinha que descreve até 15g (%) de umidade. O teor cinzas foi de 2,48g/100g; proteínas foi 3,98g/100g, apresentando-se como uma boa fonte proteica; o teor de lipídeos foi de 8,04g/100g; carboidratos de 75g/100g e valor energético total de 389,07 kcal. Conclusão: Conclui-se que foi possível elaborar a farinha do Araticum (Annona Crassiflora Mart), bem como realizar a caracterização da composição centesimal da mesma. Palavras-chave: Araticum. Farinha. Composição centesimal. ATITUDES ALIMENTARES DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS Anne Rafaele da Silva Marinho, Juliana Dayse de Carvalho Silva, Lívia Mirelle dos Santos Amorim, Maria Clara Pinto Andrade, Maria do Socorro Silva Alencar Introdução: O envelhecimento individual é marcado por mudanças nos níveis biopsicossociais, que podem comprometer a qualidade de vida dos idosos. Parcela dessas pessoas necessita de assistência e cuidados especializados em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI). Esses cuidados devem ser manejados por equipe multi e interdisciplinar, que enfatize a atenção nutricional, por meio dos determinantes comportamentais do envelhecimento ativo, visando melhorias na saúde e sobrevida dos residentes. Objetivo: Analisar atitudes alimentares de idosos institucionalizados, tendo como suporte a nutrição comportamental no atendimento desse público. Metodologia: Estudo descritivo, transversal, com amostra não probabilística, por conveniência, composta por 19 residentes em três ILPI de uma capital nordestina, cuja inclusão se deu por critérios e finalidade da pesquisa. A coleta de dados ocorreu de agosto a outubro de 2017, a partir de 14 questões subjetivas e objetivas sobre a atitude alimentar, entendida como a ação do indivíduo no ato de se alimentar. Serviu-se da estatística descritiva para a exposição dos resultados. Este estudo é parte de um projeto primário aprovado pelo CEP/UFPI, parecer n. 2.100.106. Resultados: Quanto aos aspectos gerais do comportamento alimentar e dos sentidos sobre a alimentação oferecida nas Instituições, respectivamente, 47,4% e 10,5% dos entrevistados estavam parcialmente e totalmente insatisfeitos; 68,4% consumiam cinco a seis refeições ao dia; para 73,8% a quantidade ofertada era suficiente; 36,8% tinha aversão a alguns alimentos; todos achavam o local da refeição confortável e não tinham o hábito de adicionar sal às preparações servidas. Relataram que preparações salgadas traziam mais lembranças; para 63,2% há diferenças entre alimentação atual e do passado; 57,9% não restringiam a ingestão alimentar por questões de saúde. Concernente às especificidades da ingestão dietética, a maioria apresentou consumo diário de frutas e verduras inadequado; 47,4% ingeriam de três a seis copos de água/dia; 89,5% não tinha hábito de trocar a refeição por lanche; 58,0% consumiam refrigerantes/suco industrializado, apenas nas confraternizações; 63,2% consumiam bolos, biscoitos (doces, recheados) e outras guloseimas somente em ocasiões especiais. Conclusão: Tais aspectos requerem alguns ajustes no cardápio habitual levando em conta as respectivas singularidades de rotina alimentar desses idosos, para evitar risco ao seu bem-estar e longevidade. Palavras-chave: Envelhecimento. Comportamento Alimentar. Instituição de Longa Permanência para Idosos. PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO: UM ESTUDO DESCRITIVO Anne Rafaele da Silva Marinho, Ana Paula da Silva Andrade Santos, Thalita Gabrielle Oliveira Santos, Elaine Aparecida Alves da Silva, Lucelia da Cunha Castro, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: Sustentabilidade é um termo que engloba o uso racional de recursos naturais e de tecnologias ambientalmente adequadas, o que exige a compreensão de aspectos sociais, econômicos e ambientais. Constituem requisitos para o gerenciamento de uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) sustentável: a inclusão de alimentos sustentáveis nos cardápios, a manutenção de ambiente e equipamentos sustentáveis e a responsabilidade social. Fazem parte desse contexto a adoção de estratégias de economia e tratamento de água, medidas para uso consciente de energia, destino final adequado dos resíduos sólidos derivados do processo de produção de refeições, bem como a colaboração de todos os membros da equipe de trabalho. Objetivo: Analisar as práticas sustentáveis em uma UAN institucional, do nordeste brasileiro. Metodologia: Tratou-se de pesquisa transversal, observacional e descritiva, realizada em uma UAN. Foi aplicado um checklist adaptado para a realidade local. Os dados foram coletados, mediante observação direta, no período de agosto a novembro de 2018, e registrados em caderno de campo. Posteriormente, foram analisados à luz do referencial teórico. Nesta pesquisa, ficou dispensada a apreciação ética, contudo os dados foram utilizados apenas para fins acadêmicos, havendo preservação da identidade de pessoas e da instituição. Resultados: O local realizava manutenção preventiva dos equipamentos, as torneiras possuíam fechamento automático, bem como a UAN apresentava boa iluminação natural. Os resíduos orgânicos eram separados e transportados por empresa terceirizada. Havia, nesta unidade, projeto em desenvolvimento para a utilização de restos exclusivos do pré-preparo em processo de compostagem. Por sua vez, as sobras limpas eram empregadas em pratos alternativos para funcionários. Os gêneros alimentícios e outros itens de produção foram provenientes do mercado local. Também, foi constatada a existência de controle de desperdício de água e energia. Contudo, ainda havia desperdício destes recursos, pois as torneiras permaneciam abertas por longo tempo, sendo mal fechadas, ao final de sua utilização. E alguns equipamentos permaneciam ligados nas tomadas, mesmo após finalizado o uso. Conclusão: Práticas sustentáveis estão presentes nesta UAN, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para fomentar o comércio da região, todavia ainda se faz necessário adotar medidas relacionadas ao controle de desperdício de recursos naturais, entre outros. Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável. Serviços de Dietética. Resíduos Sólidos. COMIDAS TÍPICAS PIAUIENSES: AVALIAÇÃO DE MACRONUTRIENTES JulianaFeitosa Ferreira, Joyce Sousa Aquino Brito, Juliana Feitosa Ferreira Introdução: A origem do povo brasileiro e a geografia do país, o que inclui condições climáticas e de solo constituem aspectos que fazem com que a culinária, no Brasil, apresente importantes variações de uma região para outra. Nesse sentido, hábitos alimentares vão configurando a identidade cultural de grupos, comunidades ou populações. Considera-se comida típica a especialidade de uma região. Alguns autores reportam que as preparações regionais tendem a ser muito calóricas, em consequência do elevado teor de lipídios. Objetivo: Avaliar a composição de energia e de macronutrientes presentes em comidas típicas piauienses. Metodologia: Foram selecionadas 5 preparações típicas piauienses em livros que retratam a culinária local, as quais foram executadas em laboratório de técnica dietética, seguindo-se o modo de preparo tradicional descrito. Cada ingrediente foi pesado em balança digital, marca Eletronic SF-400, capacidade 1g a 10 kg, sendo registrado o valor em gramas e medidas caseiras. Foram calculados a energia e os macronutrientes das preparações, os quais foram analisados mediante uso da Tabela de Composição de Alimentos (TACO). Considerou-se a porção de 100g por preparação para comparação dos resultados. Resultados: As seguintes preparações foram executadas: Costela Suína Assada, Carne à Moda Caipira, Omelete de Carne Moída, Torta de Legumes e Arrumadinho de Carne de Sol. A preparação menos calórica (163,6 Kcal) foi a Carne à Moda Caipira (cozido com legumes), sendo as mais calóricas a Costela de Porco Assada (575,2 Kcal) e a Omelete de Carne moída (503,8 Kcal), o que foi explicado pela composição desses pratos à base de suíno e carne/ovos, respectivamente. No caso da Costela de Porco Assada, verificou-se ser esta preparação a mais rica em lipídios (49,6 g). Ressalta-se, neste caso, que os lipídeos foram provenientes, em sua maioria, da própria carne, pois o preparo foi assado ao forno. Por sua vez, a Omelete de Carne Moída apresentou o maior teor de proteínas (31,8 g). Destaca-se que as preparações regionais foram elaboradas com ingredientes disponíveis na região e preparadas com técnicas transmitidas através de gerações, sendo a grande quantidade de gordura utilizada, um traço típico dessa cozinha. Conclusão: Os valores de energia e macronutrientes das preparações regionais executadas variam em razão das quantidades de ingredientes, da composição dos mesmos, bem como do modo tradicional de preparo. Palavras-chave: Comportamento Alimentar. Composição de Alimentos. Macronutrientes COMIDAS TÍPICAS PIAUIENSES: AVALIAÇÃO DE MACRONUTRIENTES Juliana Feitosa Ferreira, Joyce Sousa Aquino Brito, Hideki Mendes Kozuma, Andressa Correia das Neves, Ana Paula da Silva Andrade Santos, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Clélia de Moura Fé Campos, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: A origem do povo brasileiro e a geografia do país, o que inclui condições climáticas e de solo constituem aspectos que fazem com que a culinária, no Brasil, apresente importantes variações de uma região para outra. Nesse sentido, hábitos alimentares vão configurando a identidade cultural de grupos, comunidades ou populações. Considera-se comida típica a especialidade de uma região. Alguns autores reportam que as preparações regionais tendem a ser muito calóricas, em consequência do elevado teor de lipídios. Objetivo: Avaliar a composição de energia e de macronutrientes presentes em comidas típicas piauienses. Metodologia: Foram selecionadas 5 preparações típicas piauienses em livros que retratam a culinária local, as quais foram executadas em laboratório de técnica dietética, seguindo-se o modo de preparo tradicional descrito. Cada ingrediente foi pesado em balança digital, marca Eletronic SF-400, capacidade 1g a 10 kg, sendo registrado o valor em gramas e medidas caseiras. Foram calculados a energia e os macronutrientes das preparações, os quais foram analisados mediante uso da Tabela de Composição de Alimentos (TACO). Considerou-se a porção de 100g por preparação para comparação dos resultados. Resultados: As seguintes preparações foram executadas: Costela Suína Assada, Carne à Moda Caipira, Omelete de Carne Moída, Torta de Legumes e Arrumadinho de Carne de Sol. A preparação menos calórica (163,6 Kcal) foi a Carne à Moda Caipira (cozido com legumes), sendo as mais calóricas a Costela de Porco Assada (575,2 Kcal) e a Omelete de Carne moída (503,8 Kcal), o que foi explicado pela composição desses pratos à base de suíno e carne/ovos, respectivamente. No caso da Costela de Porco Assada, verificou-se ser esta preparação a mais rica em lipídios (49,6 g). Ressalta-se, neste caso, que os lipídeos foram provenientes, em sua maioria, da própria carne, pois o preparo foi assado ao forno. Por sua vez, a Omelete de Carne Moída apresentou o maior teor de proteínas (31,8 g). Destaca-se que as preparações regionais foram elaboradas com ingredientes disponíveis na região e preparadas com técnicas transmitidas através de gerações, sendo a grande quantidade de gordura utilizada, um traço típico dessa cozinha. Conclusão: Os valores de energia e macronutrientes das preparações regionais executadas variam em razão das quantidades de ingredientes, da composição dos mesmos, bem como do modo tradicional de preparo. Palavras-chave: Comportamento Alimentar. Composição de Alimentos. Macronutrientes CONTROLE DE QUALIDADE HIGIÊNICO-SANITÁRIA E BINÔMIO TEMPO- TEMPERATURA EM RESTAURANTES DO TIPO SELF-SERVICE Ennya Cristina Pereira dos Santos Duarte, Adolfo Pinheiro de Oliveira, Mateus da Conceição Araújo, Iraildo Francisco Soares, Gabriel Ferreira Silva, Nara Vanessa dos Anjos Barros Introdução: Os restaurantes por peso ou self-service por quilo, são um dos mais procurados pela população brasileira. Estes ocupam em segundo lugar no ranking de estabelecimentos com maior ocorrência de doenças transmitidas por alimentos (DTA). Por isso, torna-se importante o controle de qualidade higiênico-sanitária dos alimentos preparados nestes estabelecimentos, bem como o monitoramento do binômio tempo-temperatura das refeições servidas. Objetivo: Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade higiênico-sanitária e o binômio tempo- temperatura em restaurantes do tipo self-service. Metodologia: Aplicou-se um check-list baseado na legislação vigente no país, composto por 11 tópicos utilizados para avaliar 84 itens, com cálculo posterior dos porcentuais de adequação e inadequação para cada tópico. O período de exposição dos alimentos foi em torno de três horas e meia e aferiu-se temperatura com termômetro digital infravermelho, com faixa de variação entre -50°C a +420°C, direcionando- o ao centro da cuba, fixado a uma distância de 2 cm por aproximadamente 5 segundos ou até estabilização da temperatura. Analisaram-se as temperaturas de 90 refeições e/ou preparações alimentícias quentes e frias dos restaurantes. Realizou-se a análise descritiva dos dados com cálculo de média aritmética, e estes foram expostos por meio de tabelas e gráficos. Resultados: Quanto à qualidade higiênico-sanitária, os resultados revelaram 40,21% de adequação dos documentação o pior quesito avaliado (75% de inadequação), seguido do aspecto dos manipuladores (53,56% de inadequação). Com relação ao binômio tempotemperatura, observou-se inadequações nas preparações quentes: carnes e preparações cárneas (96,7%); legumes refogados e tubérculos, farofas, massas, feijão, arroz e preparações associadas estavam com 100% de inadequação; e frias: frutas, saladas cruas/cozidas (100%) e sobremesas frias (95,2%). Conclusão: Concluiu-se que houve uma elevada inadequação higiênico-sanitária e das temperaturas dos alimentos distribuídos nos restaurantes avaliados, com a necessidade de adequação destes aos padrões estabelecidos pela legislação vigente. A maioria das preparações não atingiu as temperaturas recomendadas, o que pode agravar o risco de contaminaçãoe o surgimento das DTAs. Palavras-chave: Self-service. Segurança alimentar. Doenças transmitidas por alimentos. EFEITOS DO BISFENOL A SOBRE A MOTILIDADE INTESTINAL DE RATOS WISTAR JOVENS Marcos Paulo Carvalho Castro, João Victor Silva Araújo, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Kelly Palombit, Airton Mendes Conde Júnior Introdução: O bisfenol A (BPA) é um xenoestrogênio sintético que compõe plásticos e resinas epóxi. Suas moléculas, unidas por ligações ésteres, são sujeitas à migração para alimentos e bebidas quando expostas a altas temperaturas, resultando na ingestão oral acidental dessa substância através de alimentos embalados e na consequente exposição direta do trato gastrointestinal aos seus efeitos tóxicos, já que esta é uma das primeiras vias de contato com o alimento ingerido, o que pode ter impacto direto na motilidade intestinal e na absorção de nutrientes. Objetivo: Analisar os efeitos da administração de BPA na integridade e motilidade intestinal de ratos Wistar jovens. Metodologia: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Uso de Animais da Universidade Federal do Piauí (291/17). Foram utilizados 3 ratos Wistar prenhas do sexo feminino, divididos entre os grupos controle, óleo de milho (OM) e bisfenol A (BPA). Do 15º ao 30º dia de vida, os filhotes do grupo BPA receberam doses diárias de BPA baseadas na NOAEL (5 mg/kg/dia) e diluídas em 0,3 ml de OM, enquanto os filhotes do grupo OM receberam apenas 0,3 ml de OM e o grupo controle não recebeu nenhuma substância. No 31º dia pós-natal, os animais dos três grupos estudados foram eutanasiados. A região do íleo foi coletada e submetida à técnica de histoquímica do NADH-d, para detecção de neurônios do plexo mioentérico, e processamento histológico, para avaliação da parede e mucosa intestinal. Além disso, o trânsito gastrointestinal foi avaliado pela progressão do azul de metileno ao longo do intestino delgado. Resultados: O grupo BPA apresentou evacuação reduzida e fezes mais secas. As vilosidades intestinais desse grupo estavam mais espessas, com maior concentração de células epiteliais no ápice e as camadas musculares circular e longitudinal apresentaram diminuição significativa na espessura quando comparadas às do grupo controle e OM. Além disso, o grupo apresentou também um aumento no número de neurônios entéricos e diminuição na progressão do azul de metileno. Conclusão: O BPA exerce efeito tóxico na parede e na mucosa intestinal, assim como nos neurônios do plexo mioentérico, indicando alterações na motilidade intestinal e possível diminuição da capacidade de absorção de nutrientes. Esses dados abrem novos campos de estudos dos distúrbios precoces na integridade funcional do sistema gastrointestinal quando exposto ao BPA. Palavras-chave: Trato gastrintestinal. Sistema nervoso entérico. Motilidade intestinal. Plásticos. ANÁLISE DO TEOR DE SÓDIO EM BISCOITOS INTEGRAIS DO TIPO COOKIES Luziane Oliveira Alencar, Rosane da Silva Santana Introdução: O sódio é um nutriente essencial para manter funções fisiológicas do organismo. Porém, cabe destacar que se consumido em excesso pode estar associado à hipertensão arterial e doenças crônicas. A Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), indicou consumo de 9,6 g de sal/dia/pessoa, dados que estão acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 6g/dia/pessoa. Este alto consumo pode ser explicado não só pela adição deste nos alimentos, mas também pelo uso em produtos industrializados. Atualmente, com o avanço da tecnologia o mercado consumidor vem oferecendo grande variedade de alimentos industrializados com alto grau de processamento e consequentemente gerando alimentos com elevado teor de sódio. Objetivo: Avaliar o teor de sódio referido nas informações nutricionais dos rótulos de biscoitos integrais do tipo cookies, comercializados em supermercados locais. Metodologia: Foi utilizado biscoitos integrais do tipo cookies de marcas distintas nomeadas em: marca A, marca B, marca C, marca D e marca E. Desenvolveu-se um check-list para levantamento do teor de sódio de cada amostra, verificando a quantidade de sódio em 100 g de produto, tendo-se avaliado no rótulo: porção, teor de sódio por porção, %Valores diários (%VD) e sua equivalência em relação à medida caseira e comparados com a RDC n° 24 de 15 de Junho de 2010. Resultados: O teor médio de sódio encontrado nos biscoitos variou entre 216 mg Na/100 g a 260 mg Na/100 g. Em relação a medida caseira, houve grande variedade nas porções das diversas marcas. Verificou-se que as amostras que apresentaram maiores teores de sódio foram da marca B (260 mg) e E (257 mg) e os rótulos apresentaram adequação na sua tabela nutricional. Conclusão: Os resultados permitiram concluir que todos os biscoitos das diferentes marcas avaliadas apresentaram teor de sódio dentro do recomendado pela legislação. Palavras-chave: Sódio. Integral. Alimentos industrializados. AVALIAÇÃO DA PRESENÇA DE EDULCORANTES EM PRODUTOS DIET Joyce Maria de Sousa Oliveira, Laís Ribeiro de Oliveira, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Gleyson Moura dos Santos, Gabriel Ferreira Silva, Paulo Víctor de Lima Sousa Introdução: As indústrias alimentícias utilizam aditivos alimentares objetivando aumentar o tempo de prateleira e manter o alimento estável quanto às características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais. Dentre estes, os edulcorantes são substâncias que conferem sabor doce aos alimentos. Por isso, o consumo de alimentos diet tem aumentado, com elevados investimentos de pesquisas na área orientadas à elaboração de novos produtos. Contudo, há estudos e vários questionamentos a respeito da toxicidade dos aditivos alimentares se não forem utilizados dentro dos limites de segurança. Objetivo: Analisar os edulcorantes presentes nos produtos diet. Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo e exploratório que analisou 46 rótulos de produtos diet, por meio do registro fotográfico dos mesmos. Os produtos foram categorizados com base no grupo de alimentos à qual cada um pertencia, segundo Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. A partir dos rótulos, foram extraídos os edulcorantes na lista de ingredientes e relacionados com possíveis efeitos à saúde, segundo a literatura. Resultados: Observou-se que 55% dos produtos possuíam edulcorantes do tipo artificial e 45% do tipo natural. A sucralose foi o edulcorante mais encontrado (29,9%) em todos os grupos alimentares, seguido do maltitol (19,5%), acessulfame de potássio (10,3%), sorbitol (9,2%) e estévia (9,2%). A literatura afirma que o consumo de edulcorantes artificiais influencia na composição da microbiota intestinal, pois não são digeridos no trato intestinal humano, entrando em contato com bactérias intestinais. Estudos em roedores comprovaram que ao ingerir adoçantes artificias, como sucralose, houve aumento no tecido adiposo, bem como no consumo de aspartame e sacarina. Por outro lado, estudos demonstram que a sucralose possui efeito antimicrobioano, alterando a população de bactérias benéficas, como Lactobacillus e Bifidobacterium. Outro efeito benéfico da sucralose é sua participação na liberação de peptídeo semelhante a glucagon 1 (GLP-1), hormônio que estimula a secreção de insulina e, consequentemente, diminui a glicemia em pacientes saudáveis. Conclusão: Concluiu-se que houve elevada prevalência de edulcorantes artificiais em todos os produtos. Observou-se que não há um consenso na literatura sobre efeitos do consumo desses edulcorantes a médio e longo prazo, destacando-se a necessidade de mais estudos com intuito de direcionar medidas para evitar ou retardar os efeitos indesejáveis à saúde. Palavras-chave: Aditivos Alimentares. Edulcorantes. Indústria Alimentícia. QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE POLPAS DE AÇAÍ COMERCIALIZADAS EM UMA CIDADE DO NORDESTE BRASILEIRO Joyce Maria de Sousa Oliveira, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Gleyson Moura dos Santos, Jéssica Keilane da Silva Andrade, Maria das Graças QuaresmaLima Ferreira, Eliakim Aureliano da Silva, Emyle Horrana Serafim de Oliveira, Paulo Víctor de Lima Sousa Introdução: O consumo de açaí apresenta-se cada vez mais crescente, tanto a nível nacional quanto internacionalmente, por causa do seu valor nutricional, sendo considerado um alimento com propriedades funcionais, devido ao rico teor de antocianinas, pigmentos hidrossolúveis responsáveis pela cor avermelhada do fruto. Devido ao seu elevado consumo e por ser um produto perecível, torna-se imprescindível à realização de análises microbiológicas para verificar as condições higiênico-sanitárias e riscos que este pode oferecer a saúde do consumidor. Objetivo: Avaliar a qualidade microbiológica de polpas de açaí comercializadas em redes de supermercados. Metodologia: Foram selecionadas quatro marcas de polpas de açaí congeladas disponíveis no mercado, codificadas como A, B, C e D. A determinação de Salmonella spp. foi realizada por meio da técnica qualitativa que determina presença ou ausência do microrganismo. Para determinação de coliformes à 35°C, foi utilizado a técnica do Número Mais Provável (NMP). Para tanto, realizou-se teste presuntivo com utilização do Caldo Lauril Sulfato Triptose (LST), sendo considerada suspeita da presença de coliformes a produção de gás após 24- 48 horas de incubação a 35ºC. Para o teste confirmativo, os tubos com produção de gás foram transferidos para tubos contendo caldo Verde Brilhante (VB), sendo considerada confirmação de sua presença a produção de gás a 37ºC por 24-48 horas. Para determinação de coliformes termotolerantes, os tubos de LST com produção de gás foram transferidos para tubos de caldo E. coli (EC) que foi considerado a sua presença pela produção de gás nos tubos de caldo EC. Resultados: Os resultados obtidos demonstraram ausência de Salmonella spp. em todas as amostras de polpas de açaí analisadas. Uma das justificativas para ausência nas amostras analisadas é que a microbiota natural dessa bactéria seria em alimentos de origem animal e sua presença representaria uma contaminação cruzada. Também não foram observadas presença de coliformes à 35°C e, consequentemente, coliformes termotolerantes, estando, assim, de acordo com os padrões preconizados pela legislação, consideradas adequadas para consumo humano. Conclusão: Todas as polpas de açaí não apresentaram contaminação microbiológica pelos testes realizados. Diante disso, torna-se de suma importância a avaliação contínua da presença de microrganismos que possam acarretar riscos à saúde do consumidor, garantindo, assim um adequado controle higiênicosanitário. Palavras-chave: Polpas de frutas. Açaí. Análise microbiológica. Salmonella. ANÁLISE DA ADEQUAÇÃO DOS RÓTULOS DE ALIMENTOS TRADICIONAIS, DIET E LIGHT Joyce Maria de Sousa Oliveira, Adolfo Pinheiro de Oliveira, Iraildo Francisco Soares, Mateus da Conceição Araújo, Gabriel Ferreira Silva, Gleyson Moura dos Santos, Paulo Víctor de Lima Sousa, Nara Vanessa dos Anjos Barros Introdução: As informações nos rótulos podem ser úteis como instrumento para prevenir problemas de saúde e exercer um papel educativo na formação de hábitos alimentares. Apesar de toda regulamentação técnica para rotulagem de alimentos, muitas vezes, são ofertadas informações enganosas, induzindo ao erro, no momento de seleção e compra dos alimentos. Este fato torna-se preocupante no momento de seleção e aquisição de produtos para fins especiais, categoria a qual se enquadra produtos diet e light, que são especialmente formulados ou processados, nos quais se introduzem modificações no conteúdo de nutrientes, adequados à utilização em dietas, diferenciadas e/ou opcionais, atendendo às necessidades de pessoas em condições metabólicas e fisiológicas específicas. Desta forma, é indispensável a transmissão da informação clara no rótulo, influenciando na escolha e segurança alimentar do consumidor. Objetivo: Analisar a adequação dos rótulos de alimentos tradicionais, comparando-se com suas versões diet e light, segundo as legislações específicas. Metodologia: A escolha dos produtos teve como base a disponibilidade dos mesmos nos estabelecimentos visitados (n=4), após a autorização dos responsáveis. Foram analisados 51 rótulos de alimentos, na forma tradicional e suas versões diet e light. Para análise dos rótulos, foi elaborado um formulário composto por 42 questões, com base nos itens dispostos nas Resoluções da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária nº 259/2002, nº 359/2003, nº 360/2003 e nº 54/2012, e a Portaria do Ministério da Saúde nº 29/1998. Avaliou-se o percentual de inadequações dos rótulos frente às legislações supracitadas. Resultados: Os produtos tradicionais, light e diet apresentaram 25%, 40% e 28,6% de irregularidades, respectivamente, quando comparadas as informações apresentadas em seus rótulos com as obrigatoriedades dispostas pelas legislações. Os produtos tradicionais (50%) e light (50%) apresentaram inadequações referentes a medida caseira apresentada não possuir relação com sua porção em gramas. Para todos os alimentos diet, o termo diet não foi utilizado de forma correta (100%). Conclusão: Diante do exposto, observou-se elevado percentual de inadequações nos rótulos, havendo a necessidade de rigorosa fiscalização dos órgãos competentes. Além disso, deve-se ampliar o conhecimento e entendimento das informações contidas em rótulos de alimentos pelos consumidores, para não comprometer suas escolhas alimentares. Palavras-chave: Rotulagem de alimentos. Alimento diet. Alimento light. PAINEL SENSORIAL: CREME DE COUVE-FLOR SEM LACTOSE Julianny de Andrade Dias, Cristiane Pinheiro Mendes Fontes, Dennya de Oliveira Silva, Ana Clara da Silva Oliveira, Mirela de Sousa Oliveira, Paloma de Sousa Lima Introdução: Análise Sensorial permite determinar diferenças, caracterizar e medir atributos sensoriais dos produtos ou determinar se as diferenças nos produtos são detectadas e aceitos ou não pelo consumidor. No desenvolvimento de produtos ou no controle da qualidade, a compreensão, determinação e avaliação das características sensoriais dos produtos torna-se importante em muitas situações. Objetivo: Desenvolver produto alimentício a base de couve- flor e leite sem lactose. Metodologia: A equipe era composta por cinco alunas do 6º período do curso de Nutrição da Faculdade de Floriano-FAESF, onde desenvolveram um creme à base couve-flor, na disciplina de Análise Sensorial, elaborando seu rótulo e possível preço de venda, onde foi aplicado o Teste de Reconhecimento de Sabores e Preferência a 42 alunos de terceiro ano do ensino médio de uma escola privada da cidade de Floriano-PI, com a permissão da direção da escola e dos pais perante um termo de assentimento, sendo aprovado pelo Comitê de Ética da faculdade, no qual fizeram sua avalição diante de tal produto, pelos respectivos itens: aparência, aroma, sabor, textura, impressão global e atitude em relação à compra do produto, tendo como opções de resposta, se gostaram muitíssimo, gostaram muito, gostaram ligeiramente, nem gostaram/nem desgostaram ou desgostaram ligeiramente. Na aplicação do teste foi explicado aos alunos do que se tratava o produto, como e do que era feito juntamente com entrega do folder explicativo, os benefícios contidos na amostra, assim como também as limitações para quem possuísse intolerância ao glúten, já que a amostra era acompanhada de uma torrada integral. Resultados: Obtiveram como resposta aos itens as seguintes porcentagens, quanto a sua maioria: Aparência 36% gostaram muito, aroma 33% gostaram muito, sabor 31% gostou muitíssimo e textura 36% gostaram muito, quanto a sua Impressão global 43% gostaram muito e quanto a Atitude em relação à compra do produto 45% provavelmente compraria o produto. Conclusão: Com isso o produto desenvolvido como creme de couve-flor sem lactose foi de suma importância para aos que dele pouco se via na culinária, tornando-se uma opção saudável e acessível aosintolerantes a lactose, sendo mais um acrescente à refeições e à receitas com leite sem lactose e desnatado, com uma possível clientela para compra do produto se caso fosse comercializado, como mostra as porcentagens acima. Palavras-chave: Análise sensorial. Couve-flor. Leite sem lactose EFEITO DO USO DE PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS NA DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA Mickael de Paiva Sousa, Joyce Sousa Aquino Brito, Vitória Ribeiro Mendes, Bruna Emanuele Pereira Cardoso, Betania de Jesus e Silva de Almendra Freitas Introdução: A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é um espectro de doenças hepáticas crônicas, sendo a mais comum devido à alta prevalência da obesidade em todo o mundo. Nesse contexto, há estudos existentes na literatura que ratificam os potenciais efeitos de microrganismos frente às complicações da DHGNA. Objetivo: verificar as evidências sobre o efeito de probióticos, prebióticos e simbióticos na Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica. Metodologia: realizou-se uma busca de artigos publicados nas bases de dados Science Direct, PubMed e Cochrane, utilizando-se a combinação de descritores cadastrados nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): non-alcoholic fatty liver disease; microbiome; nutritional intervention; clinical trial. Quinze artigos originais entre os anos de 2012 e 2018 foram elegidos. Resultados: Todos os estudos evidenciaram melhora em alguns parâmetros que contribuem para progressão da DHGNA, como: ação de enzimas pró-oxidantes, redução da adiposidade, inflamação e fibrose no fígado, além de regulação da flora bacteriana intestinal. Tais estudos foram conduzidos em camundongos e seres humanos portadores da doença. Entre os 15 artigos selecionados, 5 mostraram que o tratamento com bactérias probióticas previne o dano hepático, melhora o acúmulo de gordura visceral e a sensibilidade à insulina. Em outros 6 estudos que destacaram o efeito do uso de prebióticos na presença de DHGNA, observou-se a atenuação da extensão da doença, restaurando a homeostase da microbiota intestinal e a função da barreira epitelial intestinal. O uso de simbióticos, abordado em 4 dos trabalhos selecionados, proporcionou redução significativa dos níveis de alanina aminotransferase, um marcador de lesão no fígado, e concentrações séricas de TNF-? e proteína C-reativa, marcadores de inflamação. Conclusão: Terapias direcionadas à microbiota intestinal têm se tornado importantes ferramentas para o tratamento da DHGNA, uma vez que existem na literatura relatos experimentais que destacam uma série de benefícios por meio do uso de probióticos, prebióticos e simbióticos. No entanto, são necessários mais estudos acerca do presente tema na perspectiva de elucidar o efeito desses microrganismos no controle dessa patologia. Palavras-chave: Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica. Microbiota. Intervenção Nutricional. Ensaio Clínico. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES ACOMETIDOS POR PARALISIA CEREBRAL EM UM CENTRO DE REABILITAÇÃO Francisca Alessandra Ferreira Leal, Marcos Afonso Cruz Nascimento, Tatiane Valeria dos Santos Silva, Patrícia Gomes dos Santos Lima, Maria Ariane Silva Gomes, Eliana da Silva, Renan Sousa Bastos, Francisco das Chagas Araújo Sousa Introdução: A paralisia cerebral é uma patologia de origem não progressiva que compromete a motricidade e a postura dos acometidos. Possui múltiplas etiologias, que advém em lesão do sistema nervoso central. As manifestações clínicas apresentadas pela paralisia cerebral, proporcionada pela desordem dos tônus muscular e da motricidade interferem drasticamente no desempenho funcional e das atividades que fazem parte da rotina diária das crianças, podendo ser capaz limitar o convívio social. Por esta razão, a Paralisia Cerebral vem se tornando cada vez mais frequente no ambiente clinico, buscando assistência dentro dos centros de reabilitação. Objetivo: A pesquisa tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos pacientes acometidos por paralisia cerebral no centro de reabilitação. Metodologia: Tratou-se de uma pesquisa de campo, do tipo documental, exploratório, descritiva e retrospectiva com abordagem quantitativa, onde foram utilizados prontuários de pacientes com paralisia cerebral em reabilitação. Este projeto de pesquisa foi encaminhado à Plataforma Brasil para apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, aprovado com número do CAAE 83032317.8.0000.8007. Resultados: Foi possível notar que gênero masculino 44 (59%) em relação ao gênero feminino 30 (41%), quanto a faixa etária grande parte dos pacientes apresentou entre 5 a 10 anos de idade 34%, enquanto entre 11 e 15 anos 30 %, 0 a 4 anos e maior que 15 anos de idade apresentou, respectivamente, 25 % e 11%. No que diz respeito à classificação quanto aos tônus, a quantidade de 45 (60,81%) prontuários não havia classificação especifica, a espática apresentou com 25 (33,78 %) da amostra, seguido da classificação discinética com 3 (4,05%) e a hipotônica com 1 (1,35%) prontuário. Conclusão: Mediante as informações alcançadas se torna indispensável o conhecimento e característica clínica da patologia para que se possa aprimorar a estratégia do processo terapêutico direcionando à qualidade dos movimentos promovendo o aumento da chance de ganho funcional, otimização da função motora e controle postural. Palavras-chave: Paralisia Cerebral. Fisioterapia. Reabilitação AÇÕES EM EDUCAÇÃO NUTRICIONAL COM CRIANÇAS EM UMA CRECHE PÚBLICA DE TERESINA-PI: RELATO DE EXPERIÊNCIA Jamielli Dhamesan Barroso Silva, Kaira Cristina Ferreira Araújo Rebouças, Camila Gomes de Castro, João Pedro Sousa Pinto, Jussilene Alves Amorim, Neusa Camilla Cavalcante Andrade Oliveira, Juliane Macêdo dos Santos, Paulo Víctor de Lima Sousa Introdução: A educação nutricional visa a promoção da saúde por meio de práticas lúdicas e interativas, conduzindo o indivíduo a adesão de novos comportamentos alimentares. Dentre as fases da vida, a infância é o período onde as crianças adquirem informações e moldam seus hábitos que serão aplicados na vida adulta, tornando este o melhor momento para o aprendizado e desenvolvimento de bons hábitos alimentares favorecendo uma nutrição adequada. Objetivo: Relatar a experiência obtida através da execução de um plano de ação educativa, tendo em vista à promoção da alimentação saudável Metodologia: A ação educativa foi realizada no campo da disciplina de Educação Nutricional, no período de abril de 2018, pelos graduandos do 5° período de nutrição da Faculdade Mauricio de Nassau, em uma creche pública da cidade de Teresina. O tema trabalh -se os seguintes métodos de aprendizagem: identificação dos alimentos naturais e alimentos industrializados, verbalização do assunto exposto, dinâmicas em grupos, aceitação e identificação de frutas e utilização de brindes como forma de incentivo. A partir de uma busca em artigos científicos nas bases de dados LILACS, SciELO foram confeccionados cartazes, painéis ilustrativos e folders, para melhor assimilar o conteúdo. Resultados: O impacto da ação educativa foi de suma importância para o esclarecimento e compreensão dos temas abordados, uma vez que uma pequena quantidade de alunos não conhecia as frutas demonstradas, rejeitando-as no momento da degustação, bem como alguns optaram pelo biscoito industrializado, considerando-o como sendo o mais saudável. Com a utilização de uma linguagem simples e acessível, a ação teve uma eficácia na socialização do conhecimento, os pré-escolares assimilaram bem a proposta, compreendendo as diferenças entre os alimentos naturais e industrializados, e a importância do consumo das frutas, no qual ao realizar as perguntas sobre o tema os mesmos conseguiram responder de forma correta. Conclusão: A atividade educativa proporcionou uma ação social que trouxe contribuições valiosas no processo de ensino-aprendizagem, com uso de práticas educativas com o intuito na melhoria do padrão alimentar no público infantil. Para tanto,é de responsabilidade das instituições de ensino promover esse repasse de conhecimento da academia com a sociedade, permitindo a concretização das ações na prática comunitária. Palavras-chave: Atividade educativa. Pré-escolares. Nutrição. Alimentação saudável. -CAROTENO E LICOPENO PRESENTES NA MACAÚBA NA CIDADE DE PICOS-PI Ana Gessica dos Santos Carvalho, Rosa Maria de Oliveira Santos1, Lavínia Alves de Sousa, Letícia Barros Gomes, Rodrigo Feijão Rolim, Francisco Douglas Dias Barros1, Joelane Alves Pereira Freire, Ana Cibele Pereira Sousa Introdução: A macaúba é uma palmeira conhecida cientificamente como Acrocomia aculeata, ela se desenvolve no solo do cerrado brasileiro e está presente no estado do Piauí. Seu fruto apresenta propriedades nutricionais importantes, tais como os carotenoides encontrados no óleo retirado da polpa da macaúba. Os carotenoides presentes nas hortaliças e frutas agem não somente como corantes naturais, mas como compostos bioativos com ação benéfica à saúde humana. A sua fundamental atividade se aplica à capacidade em conversão em vitamina A, que no organismo está associada à visão, como também ao crescimento ósseo e à diferenciação de tecidos, agem na redução de risco de patologias, tais como câncer, doenças cardiovasculares, cataratas, desordens fotossensíveis e do sistema imunológico, desse modo é de suma importância que se estude frutos que possuam este composto, podendo assim proporcionar que a população conheça e possa consumir estes com conhecimento de suas composições, agregando assim os benefícios a sua saúde. Objetivo: Analisar o teor de carotenoides e licopeno presentes na macaúba proveniente da cidade de Picos-PI. Metodologia: A determinação de carotenoides foi feito com base na metodologia de Nagata e Yamashita (1992) e a leitura procedeu-se utilizando o espectrofotômetro nas ondas 453 nm, 505 nm, 645 nm, 663 nm. Resultados: As polpas de maca -caroteno Conclusão: Segundo os resultados obtidos, conclui-se que a polpa de macaúba estudada, teve uma quantidade significativa de -caroteno superior ao conteúdo de licopeno. Sendo assim, constitui uma fonte accessível desses compostos para o consumo. Palavras-chave: Macaúba. Carotenoides. Benefícios. CONHECIMENTO DOS BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE PROBIÓTICOS POR UNIVERSITÁRIOS Raissa Figueiredo Guedes, Reginete de Sousa Ribeiro, Lindinalva Vieira dos Santos Introdução: Os alimentos suplementados com culturas probióticas passaram a ter importante papel no universo científico nos últimos anos. Vários benefícios para a saúde são relacionados ao uso de probióticos, principalmente correlacionada com patologia gastrointestinal, urogenital e atópica. Levando-se e considerando que universitários estão adquirindo conhecimento ao passo que ao mesmo tempo disseminando informações levanta-se a necessidade de se conhecer se este grupo conhece seus benefícios. Objetivo: Identificar o conhecimento dos benefícios do consumo de probióticos por universitários. Metodologia: Estudo transversal, descritivo, quantitativo com acadêmicos de Nutrição de uma Instituição de Ensino Superior meses de abril e maio de 2018. O instrumento de coleta de dados foi um questionário com perguntas fechadas sobre o tema. A pesquisa recebeu a aprovação da Comissão de Ética com o parecer nº 888/2018. de acordo com a RES 466\12 do Conselho Nacional de Saúde. Os acadêmicos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) por meio do qual é resguardado o interesse dos participantes envolvidos. Resultados: Detectou-se que 51,85% dos universitários atribuíram como principal benefício do consumo de probióticos o controle da constipação.Um percentual significativo dos entrevistados (42,59%), Dos participantes, 37,37% apontaram que receberam orientação para o consumo de probióticos para melhorar a saúde e destes mais de 90% receberam esta orientação de nutricionista. Conclusão: Considera-se que apesar do consumo de probióticos ter aumentado nos últimos anos, esse aumento provavelmente está mais associado ao sabor conferido a esses produtos do que aos seus efeitos benéficos.Nesse sentido se faz conveniente uma divulgação maior e mais adequada do que são culturas probióticas e quais os benefícios conferidos por tais microrganismos. Palavras-chave: Universitários. Probióticos. Conhecimento. Benefícios. EFEITO DAS FIBRAS DIETÉTICAS NA PREVENÇÃO DO CÂNCER COLORRETAL Luziane Oliveira Alencar, Ádela Misséia Carvalho Bastos, Camilla Almeida Introdução: O câncer colorretal é uma neoplasia que acomete o intestino grosso (cólon) e/ou reto. Esse tipo de câncer teve incidência aumentada nos últimos anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano 2030, haverá 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. As fibras alimentares tem efeitos no trato digestório, podendo reduzir o risco de doenças como o câncer. Embora plausível que haja um efeito protetor, ainda é necessário maior número de investigações que visem identificar as fontes reais do efeito anticarcenogênico. Objetivo: relacionar o efeito das fibras dietéticas na prevenção do câncer colorretal. Métodos: Revisão de literatura de caráter exploratório. Realizou-se uma busca on-line, mediante levantamento nas bases de dados: Scielo, Pubmed/Medline e Bireme. Foram selecionados 9 estudos relacionados ao tema, publicados nos últimos 5 anos. Resultados: Em metanálise que incluiu 25 estudos prospectivos mostrou que elevada ingestão de fibras (3 porções a mais na dieta usual), foi associada a uma redução de risco de câncer colorretal. O aumento em 13g diárias de fibra resulta na diminuição de 31% as chances de desenvolver câncer de intestino. Em estudo Europeu com 510.978 indivíduos, mostrou redução do risco de neoplasia colorretal ao redor de 40% quando sujeitos com ingestão elevada de fibra alimentar (35g/dia), foram comparados àqueles com menor ingestão (15g/dia). Em Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer e Nutrição (EPIC), que incluiu 500.000 participantes de 10 países europeus, que resumiu achados sobre as associações entre o consumo de frutas, vegetais ou fibras e o risco de câncer, concluiu que uma alta ingestão de cereal está associada a um menor risco de câncer colorretal. De acordo com outro estudo com 77.445 indivíduos de 10 grandes centros dos Estados Unidos, sem histórico de câncer e com idade entre 55 e 74 anos, com ingestão elevada de fibras alimentares (23,3g/dia), teve como resultado um risco significantemente reduzido de adenoma colorretal distal. Conclusão: Conclui-se que as fibras tem efeito preventivo no câncer colorretal e iniciativas devem ser criadas no intuito de informar aos indivíduos quanto aos alimentos fontes, possibilitando escolhas alimentares saudáveis. Palavras-chave: Fibra alimentar. Câncer colorretal. Neoplasia intestinal. ASSOCIAÇÃO ENTRE OS POLIMORFISMOS FOKI E BSMI DO GENE DO RECEPTOR DA VITAMINA D E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM PESSOAS IDOSAS Isabele Frazão Mascarenhas, Natália de Jesus Melo, Ivone Freires de Oliveira Costa Nunes, Francisco Erasmo de Oliveira, Leopoldo Fabrício Marçal do Nascimento, Maria do Socorro Pires e Cruz, José Lindenberg Rocha Sarmento, Cecilia Maria Resende Gonçalves de Carvalho Introdução: a ação biológica da vitamina D depende da ligação da forma ativa, 1,25-di- hidroxivitamina D, ao seu receptor nuclear (VDR), que é expresso em vários tecidos humanos. Sabe-se que baixas concentrações séricas de vitamina D têm sido associadas com a obesidade, provavelmente pela indução da hipofução do VDR. Em paralelo, o gene VDR pode apresentar polimorfismos genéticos, modificando o mecanismo de ação da vitamina D. Objetivo: analisar os polimorfismos FokI (rs2228570) e BsmI (rs1544410) do gene VDR e sua associação com o índice de massa corporal em pessoas idosas. Metodologia: estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética da UFPI (Parecer nº2.216.538), realizadocom 100 idosos de Teresina, Piauí. A obesidade foi avaliada pelo índice de massa corporal (IMC), classificado pela Organização Panamericana de Saúde. Para os dados moleculares, fez-se a extração do DNA usando kit Quiagen. O BsmI e FokI foram genotipados pela técnica do polimorfismo de comprimento de fragmento de restrição. As concentrações plasmáticas de 25(OH)D foram avaliadas por eletroquimioluminescência. Resultados: a idade média participantes foi 70(7,5) anos e IMC médio foi 29(6) kg/m2 com 31,5% diagnosticados com excesso de peso. A concentração média de vitamina D foi 22,4(8) ng/mL, considerada insuficiente para idosos. Na população avaliada o genótipo heterozigoto foi o mais frequente e nenhuma das variantes genéticas se associou com o IMC (p>0,05). Indivíduos com genótipo dominante (BB) do BsmI tinham maior percentual de baixo peso (50%), seguido de peso normal (33%) e excesso de peso (17%). Nos idosos com genótipo heterozigoto (Bb), houve maior frequência de excesso de peso (40%) em comparação com peso normal (35%) e baixo peso (25%). Os pesquisados com genótipo recessivo (bb) exibiram o mesmo percentual de peso normal e excesso de peso (39%) e 22% tinham baixo peso. Para o FokI, o genótipo dominante (FF) ocorreu em 37% dos idosos com excesso de peso, 34% com peso normal e 29% com baixo peso. Enquanto que, 40% dos idosos com genótipo heterozigoto (Ff) estavam com peso normal, 33% com excesso de peso e 28% com baixo peso. A maioria dos idosos com genótipo recessivo (ff) estava com excesso de peso (67%) e 33% com baixo peso. Não houve registro de idosos recessivos com peso normal. Conclusão: embora não observado associação entre os polimorfismos e a medida antropométrica investigada, outros estudos com as variantes do VDR são necessários para validar os resultados encontrados. Palavras-chave: Polimorfismo de nucleotídeo único. Gene do receptor da vitamina D. Envelhecimento FATORES ASSOCIADOS À DISLIPIDEMIA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES Karina Silva Castelo Branco, Anderson Barbosa Pereira, Fernando Andrade Braga, Francisca Pereira da Silva, Andrea Nunes Mendes de Brito, Rosângela Lopes Viana Introdução: A dislipidemia caracteriza-se como alterações qualitativas ou quantitativas dos lipídeos e lipoproteínas sanguíneas. Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, estudos demonstraram uma prevalência de 10 a 23,5% de dislipidemias em crianças e adolescentes. As consequências dessa patologia nas estruturas cardiovasculares podem ser reversíveis na infância, por ser uma fase importante para adoção de hábitos saudáveis, podendo evitar problemas cardíacos futuros, cada vez mais presentes na fase adulta, sendo uma das principais causas de morte da população. Assim, a identificação dos fatores de riscos para a dislipidemia permite uma intervenção precoce, prevenindo ou retardando a ocorrência de doenças cardiovasculares. Objetivo: Verificar os principais fatores associados à dislipidemia em crianças e adolescentes. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa com abordagem qualitativa. Para levantamento das informações na literatura realizou-se uma busca nas bases de dados Lilacs, Google Acadêmico e Scielo no período de abril de 2019, com cruzamento dos descritores: Dislipidemias AND crianças AND adolescentes. Os critérios de inclusão utilizados: recorte temporal dos últimos 5 anos, estar disponível na íntegra e no idioma português. Resultados: Observou-se que a dislipidemia possui sua associação com a baixa escolaridade materna, o baixo consumo de alimentos protetores, o consumo moderado e alto de alimentos de riscos e ao excesso de peso. Outros estudos apontaram que crianças e adolescentes obesas ou com sobrepeso possuíam mais chances de apresentarem dislipidemia do que aqueles com o estado nutricional de eutrofia. Prevalências maiores de sobrepeso e obesidade associam-se muitas vezes a fatores ambientais e estilo de vida, como inatividade física e alimentação inadequada. Em relação à escolaridade materna, oportunidades de melhoria no nível de instrução e de acesso a informação podem favorecer uma escolha mais adequada de alimentos e um maior cuidado com a saúde das crianças. A transição nutricional tem favorecido o aumento do consumo de alimentos industrializados, da alimentação fora do lar e a substituição das refeições tradicionais por lanches. Conclusão: Mudanças no estilo de vida, adoção de um modelo alimentar adequado, identificação e tratamento precoce dos fatores de risco associados à dislipidemia possibilitam a prevenção de agravos futuros. Palavras-chave: Dislipidemias. Crianças. Adolescentes. EXECUÇÃO DE FICHA TÉCNICA DE PREPARAÇÃO VEGETARIANA PARA CONSTRUÇÃO DE MANUAL SUSTENTÁVEL DE PRODUÇÃO DE REFEIÇÕES Layla Rafaele Sampaio Learte, Carina Monteiro Oliveira de Souza, Kelly Raffaela Barbosa Barros, Joanne Ribeiro Rodrigues, Lucélia da Cunha Castro, Hideki Mendes Kozuma, Gleyson Moura dos Santos, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: A Ficha Técnica de Preparação (FTP), além da padronização do preparo de refeições, contribui para a produção sustentável, em restaurantes, uma vez que este instrumento gerencial pode evitar desperdícios e auxiliar no planejamento dietético. Em se tratando de comensais vegetarianos, o uso dessas fichas (reunidas em manual de produção) é importante para assegurar que a refeição apresente a composição nutricional planejada, dadas as restrições alimentares desse grupo. Objetivo: Produzir a FTP de um prato vegetariano como modelo para a construção futura de um manual sustentável de produção de refeições. Metodologia: Pesquisa quantitativa realizada em 2018, na qual executou-se uma preparação selecionada, anteriormente, por estudantes vegetarianos de uma universidade pública. Para a construção da FTP, foram definidos o nome e a classificação da preparação (prato principal, salada, guarnição ou sobremesa). Posteriormente, foram feitos: aquisição dos ingredientes no mercado local; separação dos materiais a utilizar; cálculo do peso bruto do alimento (PB), mediante uso de balança digital, marca Eletronic SF-400, capacidade 1g a 10 kg; pré-preparo (higienização e cortes); execução do prato; registro do tempo de pré-preparo e de preparo; peso da porção e sua fotografia com câmera DSLR Nikon D90; cálculo do custo alimentar da porção (base per capita) e do valor nutritivo, por meio de Tabelas de Composição de Alimentos (TACO) e de Composição de Alimentos: Suporte para Decisão Nutricional). Foram sugeridas práticas sustentáveis para o manipulador. Esta pesquisa foi aprovada em análise ética (nº de parecer 2.256.565). Resultados: Na FTP do Curry de Vegetais com Ervilhas e Tomate, classificação Salada, foram listados os ingredientes, com as respectivas medidas padronizadas. As descrições de preparo ocorreram por ordem de execução, sendo os verbos conjugados no imperativo. A porção pesou 126 g e seu valor calculado foi de R$ 0,89. A porção apresentou 76,1 Kcal, com 13,2 g de carboidratos, 3,8 g de proteínas e 0,9 g de lipídios. A fotografia foi de tamanho compatível com a dimensão da ficha. Informou-se acerca do preparo com economia de gás. Não foi calculado fator de correção, pois houve aproveitamento integral dos alimentos. Conclusão: A FTP construída pode ser utilizada como modelo para elaboração de manual de produção, pois foi executada seguindo metodologia científica. Na descrição das informações, fica evidenciado o caráter sustentável do preparo. Palavras-chave: Serviços de Dietética. Produção de Alimentos. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. ESTADO NUTRICIONAL E SUA RELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES ATENDIDOS EM UM SERVIÇO AMBULATORIAL Layla Rafaele Sampaio Learte, Gleyson Moura dos Santos, Dallyla Jennifer Morais de Sousa, Larissa Layana Cardoso de Sousa, Joanne Ribeiro Rodrigues, Paulo Víctor de Lima Sousa, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Maria Zélia de Araújo Madeira Introdução: Estudos incluema qualidade de vida como desfecho primário na avaliação de intervenções de estilo de vida multicomponente para indivíduos obesos. Nessa perspectiva, verificar a associação do estado nutricional com a qualidade de vida de pacientes atendidos em um serviço ambulatorial contribui para uma avaliação da saúde física e mental destes, em um contexto mais amplo da qualidade de vida. Objetivo: Relacionar o estado nutricional com a qualidade de vida de pacientes atendidos no ambulatório de um Hospital Universitário. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal do tipo descritivo. O peso corporal foi determinado utilizando uma balança digital da marca Líder®, modelo P150C, capacidade para 200 Kg, estando os participantes descalços e usando roupas leves. A estatura foi medida em um antropômetro acoplado à balança com escala métrica vertical de 2,1 metros e divisão de 0,5 centímetros, com haste horizontal fixa para posicionamento sobre a cabeça do indivíduo, estando o participante descalço, com os pés unidos, em posição ereta, olhando para frente. A classificação do estado nutricional ocorreu a partir dos pontos de corte de IMC para adultos, conforme categorias propostas pela World Health Organization. Para avaliação da qualidade de vida, foi utilizado o instrumento Medical Outcomes Study 36- Item Short Form Health Survey (SF-36). Para análise dos dados utilizou-se os testes de Kruskal-Wallis, Wilcoxon e Dunn-Bonferroni. O projeto foi aprovado no CEP-UFPI sob o número de parecer de aprovação 2.654.138. Resultados: Observou-se variação entre a relação do estado nutricional com os domínios indicadores de qualidade de vida. No domínio capacidade funcional, todas as classificações de estado nutricional apresentaram valores favoráveis. Por outro lado, para o domínio estado geral de saúde, todos tiveram baixos escores. Já em relação ao domínio aspectos físicos, os indivíduos eutróficos pontuaram escores mais baixos. Quanto aos domínios: dor, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental, os indivíduos desnutridos obtiveram menores pontuações. Diferença estatística significativa foi observada apenas no domínio aspectos emocionais, entre os indivíduos desnutridos e obesos. Conclusão: Apesar da variação das pontuações relatadas, não foi possível apontar diferença de qualidade de vida segundo o estado nutricional na população em questão na maioria dos domínios investigados. Palavras-chave: Percepção de saúde. Estado Nutricional. Qualidade de vida. CORRELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E NÍVEIS ELEVADOS DE CORTISOL Jamielli Dhamesan Barroso Silva, Kayra Cristina Araújo Rebouças, João Pedro Sousa Pinto, Jussilene Alves Amorim, Neusa Camilla Cavalcante Andrade Oliveira, Juliane Macêdo dos Santos, Mizael Araújo Lima, Marilene Magalhães de Brito Introdução: A obesidade constitui-se como um grande impasse em nível de saúde pública, devido ao aumento da sua incidência no mundo e a complexidade do seu tratamento. O conjunto de fatores que acarretam a obesidade representam eminente risco no surgimento de doenças crônicas, como hipertensão e doenças cardiovasculares, resultando em alguns casos em uma síndrome metabólica, que é responsável por grande número de morbimortalidade. Devido ao estilo de vida adotado no cotidiano, com exposição ao estresse crônico é fundamental a investigação da correlação entre a obesidade e cortisol aumentado, conhecido como hormônio do estresse. Pois a exposição a fatores estressantes pode contribuir para o desenvolvimento da obesidade e de doenças metabólicas, possivelmente através da desregulação do eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (HPA). Objetivo: Analisar a correlação entre obesidade e níveis elevados de cortisol a partir de uma revisão de literatura. Metodologia: Foram realizadas buscas nas bases de dados pubmed, scielo e science direct crônico" e "Cortisol", no ano de 2019, com os descritores associados, nos idiomas inglês e/ou português. Resultados:A exposição a fatores desencadeadores de estresse estimula o organismo a produzir neuropeptídios capazes de desregular a homeostase corpórea, induzindo o indivíduo a adesão alimentar errônea. Estudos mostram que a obesidade é resultado de uma cadeia de processos, na qual o estresse induz liberação de glicocorticoides ocasionando uma distribuição anômala de gordura, principalmente na região abdominal, que está associada a resistência à insulina e hipertrigliceridemia, junto a distúrbios alimentares, corroborando com a obesidade. Estudos pré-clínicos mostram a hipertrofia das glândulas adrenais em modelos animais submetidos a estresse crônico pela ativação crônica do eixo HHA, interferindo na compulsão alimentar, fator neuroendócrino padrão temporal da insulina que é capaz de desestabilizar o processo de saúde. E de modo bem estudado, foi visto que, o ciclo vicioso de ligações entre eixo de estresse e recompensa mesolímbico estão ligados à alimentação na ausência de fome, gerando obesidade. Conclusão: Conclui-se que vias biológicas onde correlacionam exposição ao estresse crônico e elevação do cortisol, há uma exposição dos indivíduos a desregulação do eixo HPA, aumentando o apetite e compulsão alimentar e, deposição de gordura periférica independente da dieta, resultando na obesidade. Palavras-chave: Obesidade. Cortisol. Doenças crônicas. O CONSUMO DE ALIMENTOS IN NATURA E PROCESSADOS EM ADULTOS COM EXCESSO DE PESO Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Luana Rocha Leão Ferraz Moreira, Suhelen Maria Brasil da Cunha Gama, Martha Teresa Siqueira Marques Melo Introdução: O acúmulo excessivo de gordura corporal é considerado um importante fator de risco para doenças de caráter endócrino metabólicas como, por exemplo, dislipidemias, obesidade e hipertensão. O descontrole do número de células adiposas associa-se ao consumo descompensado de alimentos industrializados e pela substituição dos produtos in natura por lanches com alto teor calórico e com elevadas concentrações de sódio, gordura e açúcares que podem contribuir para tal cenário. Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo fazer uma revisão de literatura sobre a relação entre alimentos in natura e processados em adultos com excesso de peso. Metodologia: Foram selecionados 15 artigos de revisão e originais sobre alimentação na fase adulta sendo um estudo exploratório e narrativo realizado mediante a base de dados da Capes, PubMed e plataforma SciELO. Usou-se os descritores: Sobrepeso, alimento in natura,alimentos industrializados. Resultados: O processo de transição nutricional atual no Brasil enfatiza a redução da incidência de desnutrição e o aumento das proporções para o desenvolvimento do excesso de peso, sendo as maiores prevalências encontradas nas regiões Norte e Nordeste. Essas mudanças estão correlacionadas principalmente com a maior disponibilidade de alimentos densamente energéticos. Estudos recentes ressaltam o consumo de produtos alimentícios processados podem ocasionar distúrbios nutricionais devido aos inúmeros processos utilizados na sua fabricação e formulação diferentemente dos alimentos in natura que não sofreram quaisquer alterações. Algumas características como a hiperpalatabilidade e a sua alta disponibilidade nas prateleiras são influenciadores importantes na resposta também aos hábitos alimentares. Conclusão: O consumo de alimentos processados devem ser evitados em detrimento dos seus baixos níveis nutricionais, os sabores artificiais exagerados devido ao excesso de sal, açúcar, gorduras e substâncias como conservantes,estabilizantes, flavorizantes e corantes. Logo, estes fatores atraem a atenção para consequências negativas à saúde decorrentes do consumo desses alimentos e à necessidade de intervenção na população adulta. Palavras-chave: Sobrepeso. Alimento in natura. Alimentos industrializados. ESTUDOS SOBRE ELABORAÇÃO DE PRODUTOS COM TEOR REDUZIDO OU ISENTOS DE LACTOSE ACRESCIDOS DE PRÉ E PROBIÓTICOS PARA INTOLERANTES Rainnério AraújoSimão, Igor Sabino Barros, Amanda Jéssica Barros de Moura, Jessica Caroline Tubagi Prudencio de Carvalho, Laiana Ferreira de Carvalho, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Emanuelle de Sousa Ferreira, Betania de Jesus e Silva de Almendra Freitas Introdução: Os alimentos funcionais, especialmente os probióticos e prebióticos, possuem características que são positivas à saúde humana. A intolerância à lactose é a incapacidade do organismo em degradar totalmente as moléculas de lactose. Dessa forma, torna-se cada vez mais necessário a formulação de alimentos que atendam às necessidades nutricionais desse grupo de indivíduos. Objetivos: Realizar uma revisão acerca de estudos sobre elaboração de produtos com teor reduzido ou isentos de lactose acrescidos de pré e probióticos para intolerantes. Metodologia: O trabalho consiste em uma revisão de literatura que incluiu publicações das bases de dados Periodico Capes, Scielo e Pubmed, publicados nos anos de 2011 a 2018, a partir dos descritores intolerância a lactose, desenvolvimento de produtos, probióticos e prebióticos.Foram identificados 50 artigos e selecionados 24 trabalhos. Após uma análise criteriosa, foram identificados 10 artigos que atendiam ao critério de inclusão: apresentar resultados referente ao desenvolvimento de produtos sem-lactose ou com teor reduzido da mesma e utilização de pré e probióticos. Resultados: Dos 10 produtos citados, 8 fazem utilização do leite de vaca e 2 utilizam de leite de soja. Nas indústrias já são comercializadas diversas formulações que utilizam de pré/ou probióticos como alguns oligossacarídeos isomalto-oligossacarídeos e frutooligossacarídeos, e polissacarídeos como a inulina, e as principais bactérias probióticas empregadas são lactobacilos e/ou bifidobactérias e o Kefir. 5 estudos utilizaram para a formulação de seus produtos Bifidobacterium BB-12® e Lactobacillus acidophilus LA-5, as bactérias pertencentes a diferentes espécies e linhagens destes gêneros são mais frequentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos. A principal razão para esta escolha é o fato destes dois gêneros serem habitantes predominantes do intestino humano, Lactobacillus do intestino delgado e Bifidobacterium do intestino grosso. Os prebióticos, sendo facilitadores da absorção de cálcio, tornam-se importantes principalmente para os intolerantes à lactose, que em sua maioria restringem o consumo de laticínios, principais fontes deste nutriente. Conclusão: A demanda por alimentos que visam a utilização de leites com baixo teor de lactose ou isentos, vem crescendo nos últimos anos. Os estudos identificados visam estratégias e alternativas positivas de produtos com alto valor nutricional e propriedades funcionais. Palavras-chave: Intolerância à lactose. Desenvolvimento de produtos, Probióticos. Prebióticos. CURVA ABC PARA CONTROLE DE ESTOQUE EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NO NORDESTE BRASILEIRO Daniele Morais de brito, Lucélia da Cunha Castro, Conceição de Maria dos Santos Sene, Jaudimar Vieira de Moura Menezes, Sueli Maria Teixeira Lima, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Beatriz Bianca Miranda Silva, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: A implementação de ferramentas e técnicas de controle contribui para elevar o desempenho na gestão de materiais e, também, para trazer melhorias nas Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs). Dentre as formas existentes para gerir custos e materiais nessas unidades, a Curva ABC representa um método eficaz voltado ao controle de estoque, podendo ser utilizado em UANs, a exemplo de restaurantes institucionais. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo analisar o estoque de um restaurante mediante aplicação da Curva ABC. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal, exploratório, realizado em um restaurante institucional, de grande porte, no nordeste brasileiro. Para a construção da curva, foram analisados os pedidos de gêneros alimentícios, de 2016 a 2017. Foi obtida autorização institucional e assinado um Termo de Compromisso de Utilização de Dados (TCUD). Elaborou- se uma tabela para relacionar o preço unitário e a quantidade consumida de cada item, sendo analisados todos os gêneros alimentícios do período. Não foram incluídos materiais de limpeza, utensílios, descartáveis e gás. Foram ordenados os totais do consumo anual, por ordem decrescente de valor. Calculou-se o valor acumulado de cada item e determinou-se a porcentagem do valor acumulado, em relação ao valor total. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Excel (versão 2010). Ao final, foi construída a curva ABC, representando a classificação de cada item de acordo com sua classe (itens A = 70% do investimento financeiro, B = 20% e C = em torno de 10%). Resultados: Foram analisados 133 itens, dos quais 17,3% (n=23) pertenciam à Classe A (frango, alguns tipos de carne bovina, feijão, arroz, azeite de oliva, etc), 18,8% (n=25) foram relacionados à Classe B (acelga, melão, óleo vegetal, carne suína, fígado bovino, etc) e 63,9% (n=85) correspondiam à Classe C (macarrão, pão, condimentos, a maioria das frutas e verduras). O investimento financeiro relativo a cada classe correspondeu a 69,3%, 20,4% e 10,3% do custo alimentar total, respectivamente. Assim, os primeiros 17,3% itens da lista foram responsáveis por, aproximadamente, R$ 3.947.775,34 (cerca de 70%) do investimento do restaurante. Conclusão: de quase todas as categorias alimentícias (prevalecendo as fontes proteicas) e, especialmente para esta classe, devem ser definidas estratégias de maior controle. Palavras-chave: Controle de Custos. Armazenamento de Alimentos. Serviços de Alimentação. O USO DE ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR NA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: UMA REVISÃO Beatriz Bianca Miranda Silva, Lucélia da Cunha Castro, Érica Letícia Carvalho de Oliveira, Ana Lívia de Souza Pereira, Joyce Sousa Aquino Brito, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Suely Carvalho Santiago Barreto, Joyce Oliveira da Silva Introdução: O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é considerado o maior programa de garantia à segurança alimentar do país e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis, nas escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público). Esse programa, também, pode fomentar o mercado de pequenos produtores regionais e a cultura alimentar local, por meio da compra de produtos advindos dos Agricultores Familiares. A integração entre a agricultura familiar e a alimentação escolar tem o potencial de melhorar a variedade dos cardápios escolares aproximando produção e consumo de alimentos. Objetivo: Realizar um levantamento mediante revisão da literatura sobre o uso de alimentos da agricultura familiar na alimentação escolar. Metodologia: Os estudos foram identificados nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). A busca foi realizada em abril de 2019 e considerou todos os documentos contendo a combinação do termo -se o -se uma triagem, por meio da leitura dos títulos e resumos dos documentos encontrados. Foram incluídos somente artigos publicados entre 2015 e 2018, realizados no Brasil, e excluídos artigos de revisão, monografias e trabalhos desenvolvidos fora do escopo deste estudo. Resultados: Foram identificados 40 artigos, sendo 17 na base LILACS e 23 na Scielo. Destes, foram excluídos: revisões (n=3), artigos repetidos (n=10) e textos que não versavam sobre o tema de modo mais específico (n=20). Sendo assim, foram selecionados 7 artigos. Todos os municípios destacados nos estudos adquiriam algum produto advindo da agricultura familiar. Em 4 deles, foi mencionado o cumprimento da exigência mínima (30%) da inclusão de gêneros alimentícios procedentes deste tipo de produção agrícola. Desses alimentos, os mais citados foram hortaliças e frutas, além daqueles de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados).No entanto, alimentos ultraprocessados ainda são observados nos lanches dos escolares. Conclusão: A inclusão de alguns alimentos procedentes da agricultura familiar está evidenciada nesses estudos. Porém, em muitos municípios, ainda é necessário fortalecer essa prática, de modo que os cardápios executados venham a se ajustar às proposições do PNAE. Palavras-chave: Agricultura sustentável. Alimentação escolar. Abastecimento de alimentos COMPOSIÇÃO DE ENERGIA E MACRONUTRIENTES DE PRATOS SUSTENTÁVEIS VEGETARIANOS: UM REGISTRO EM FICHAS TÉCNICAS DE PREPARAÇÕES Joyce Sousa Aquino Brito, Juliana Feitosa Ferreira, Hideki Mendes Kozuma, Mickael de Paiva Sousa, Beatriz Bianca Miranda Silva, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Clélia de Moura Fé Campos, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: A Ficha Técnica de Preparação (FTP) é um documento que apresenta a lista de ingredientes das preparações, com as respectivas quantidades, modo de preparo, custos, valor nutritivo, entre outros. Recomenda-se seu uso em todos os serviços de alimentação para garantir a qualidade no produto final. Em se tratando de clientela vegetariana, grupo que exige maior rigor no balanceamento das dietas, o uso de FTPs poderá assegurar a produção de refeições balanceadas e sustentáveis, com composição nutricional ajustada às necessidades do comensal. Dietas sustentáveis são seguras, saudáveis, culturalmente aceitáveis, acessíveis e de baixo impacto ambiental. Objetivo: Avaliar a composição de energia e macronutrientes de pratos vegetarianos sustentáveis executados para a construção de FTPs. Metodologia: Estudo quantitativo realizado em 2018. Para este, foram selecionadas 5 preparações vegetarianas, a partir de consultas a livros e mídias digitais, sendo considerados os seguintes critérios de inclusão: saudabilidade, praticidade, acessibilidade e uso de métodos de cocção sustentáveis (sem frituras e pouco tempo de forno). Após execução em laboratório, foram calculados a energia e os macronutrientes das preparações, os quais foram analisados mediante uso das Tabelas de Composição de Alimentos (TACO) e de Composição de Alimentos: Suporte Para Decisão Nutricional. Foram consideradas porções de 100g para comparação dos resultados. Resultados: As seguintes preparações foram executadas: Abacate Empanado e Assado, Hambúrguer de Legumes Assado, Arroz de Forno com Proteína Texturizada de Soja, Couve- Flor ao Creme de Milho e Sopa de Feijão Branco. Verificouse maior quantidade de energia na preparação Abacate Empanado e Assado (261,98 Kcal) em contraposição à preparação Couve- Flor ao Creme de Milho (53,99 Kcal). O Hambúrguer de Legumes apresentou a maior quantidade de carboidratos (34,72 g), enquanto o Abacate Empanado e Assado foi o mais rico em proteínas (8,41 g) e lipídios (11,58 g). Na Couve-Flor ao Creme de Milho, foram verificados menos carboidratos (6,53 g) e proteínas (1,36 g), enquanto a Sopa de Feijão Branco obteve o menor teor de lipídios (0,96 g). Conclusão: As preparações sustentáveis executadas contêm energia e macronutrientes em diferentes níveis e seu aporte poderá ser assegurado aos vegetarianos, mediante utilização das FTPs, independente do manipulador. Palavras-chave: Valor Nutricional. Dieta Vegetariana. Serviços de Alimentação. Alimentação Coletiva. PERFIL DO ESTADO NUTRICIONAL DOS ESCOLARES DO SESC PI Lorena Soares Santos, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Leila Rogéria Teixeira Bastos, Thalita Marques da Silva, Luiza Marly Freitas de Carvalho, Marilene Magalhães de Brito Introdução: O estado nutricional de crianças e adolescentes representa a condição de vida de uma população e indica sua perspectiva de saúde na vida adulta. Atualmente observa-se declínio da ocor rência da desnutrição e aumento do sobrepeso e obesidade em todos os segmentos da população. Objetivo: Indicar o estado nutricional dos escolares do Serviço Social do Comércio - Departamento Regional do Piauí (SESC-PI). Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, de caráter descritivo e de censo composto por 1178 escolares de sete escolas do SESC-PI. A avaliação nutricional foi realizada através das variáveis: peso, obtido em balança portátil com capacidade para 150 kg, e altura, através do uso de estadiômetro portátil, com medição de até 210 cm, em duplicata, no período de março a maio de 2017. Para o comparativo de resultados, os escolares foram agrupados em dois grupos, um grupo de até 5 anos e outro composto por alunos de 5 anos a 14 anos, no qual foi calculado o índice de massa corporal para o diagnóstico nutricional, que se baseou nos valores de escore Z Est-I e escore Z IMC-I, segundo parâmetros da Organização Mundial de Saúde. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética do Hospital Universitário Antônio Pedro sob o número de parecer 638.324 e contou com a apresentação e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pais ou responsáveis. Resultados: Ao analisar a situação geral dos escolares, com idade de até 5 anos e de ambos os sexos, foi constatado que 75,56% encontram-se eutróficos, 18,97% com sobrepeso, 4,18% desnutridos e 1,29% obesos. Já em relação, aos escolares, com idade entre 5 a 14 anos e de ambos os sexos, observou-se uma redução no percentual de eutrofia (67,24%) e aumento no percentual de obesidade (11,65%), ademais, foi constatado que 2,88% estavam desnutridos e 17,88% com sobrepeso. No presente estudo, a porcentagem de crianças com baixo P/I foi de 4,52 %, já em relação a sobrepeso/obesidade foi verificada uma alta prevalência de 49,79%. Conclusão: Por conseguinte, o estudo demonstrou alta prevalência de sobrepeso e obesidade nos escolares. Apesar de não terem gerado informações sobre a causalidade do problema, indicam a necessidade de estraté gias de abordagem multifocal. Palavras-chave: Obesidade. Estado nutricional. Pré-escolar. Crianças. Adolescentes. GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E AÇÕES VOLTADAS PARA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL: UM ESTUDO DESCRITIVO EM MERCADOS MUNICIPAIS DO NORDESTE BRASILEIRO Débora Araújo da Silva, Débora Daiane da Silva, Jéssica Caroline Tubagi Prudêncio de Carvalho, Cristian de Sousa Sabino, Maria das Dores Cavalcante dos Santos, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Martha Teresa Siqueira Marques Melo, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: O padrão alimentar da população brasileira mudou ao longo dos anos e o consumo alimentar fora do domicilio é muito frequente. Neste sentido, há uma elevação crescente no número de restaurantes comerciais que atendam a essa demanda, e como consequência, tem ocorrido maior produção de resíduos sólidos, sendo necessário controle e adoção de práticas sustentáveis. Objetivo: Analisar a produção e destinação de resíduos sólidos, bem como a existência de ações voltadas para a sustentabilidade ambiental, em restaurantes comerciais de mercados municipais. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e exploratório em restaurantes (14), em dois mercados municipais. Foram identificados os tipos de resíduos sólidos produzidos em cada área e o local de destinação dos mesmos. Aplicou-se um check-list, adaptado para a realidade dos mercados municipais, para conhecer as atividades sustentáveis adotadas nos restaurantes. Foram obtidas autorizações das Superintendências de Desenvolvimento Urbano Centro/Norte e Sudeste para a coleta de dados, e a pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFPI (Parecer nº 2.283.089). Todos os participantes assinaram Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Resultados: Observou-se que 92,9% dos restaurantes utilizavam lâmpadas fluorescentes, 85,7% doavam restos de alimentos para animais, e 64,3% doavam o óleo de fritura para produção de sabão. O reaproveitamento de sobras nas preparações acontecia em 92,9% das unidades, 85,7% utilizavam alimentos regionais e 100% faziam uso de pelo menos um produto de limpeza biodegradável. Alguns fatores não-favoráveis à sustentabilidade ambiental foramobservados na maioria dos restaurantes, tais como a ausência de manutenção preventiva em 92,9%; 100% de ausência de torneiras de acionamento manual; o controle de desperdício de água e energia não acontecia em 85,7% dos estabelecimentos; tanto os resíduos orgânicos (64,3%), quanto os resíduos recicláveis (100%) não eram separados, sendo coletados pela prefeitura; 85,7% não tinham orientação para aproveitamento máximo dos alimentos e 71,4% faziam o descongelamento dos alimentos a temperatura ambiente. Conclusão: Foram constatadas importantes práticas sustentáveis nos restaurantes, entretanto esses estabelecimentos ainda aplicam poucas medidas voltadas para diminuir os riscos de degradação do meio ambiente. Estes achados demonstram uma carência em conhecimento de métodos ambientalmente corretos. Palavras-chave: Serviços de Alimentação. Resíduos Sólidos. Desenvolvimento Sustentável ELABORAÇÃO DE UM CARDÁPIO DESTINADO À CLIENTELA DE UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO Ariana Karolaine de Sousa Marques, Mickael de Paiva Sousa, Joyce Sousa Aquino Brito, Jaine Magalhães Silva, Maria Claudia Barbosa Oliveira, Vanessa da Silva do Nascimento, Isabel Oliveira Aires, Sueli Maria Teixeira Lima Introdução: As Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) têm como meta oferecer alimentação adequada às necessidades nutricionais dos consumidores, visando à melhoria dos serviços prestados e o auxílio no desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis. Portanto, o objetivo do presente trabalho consiste em avaliar o índice de rejeição (IR), percentual de aceitação e o custo de um cardápio elaborado por estagiários de uma UAN, destinado à clientela de um restaurante universitário. Metodologia: Para a avaliação do IR, pesou-se e enumerou-se 55 bandejas vazias, que foram distribuídas em intervalo de 10 comensais. As bandejas foram novamente pesadas, tanto ao fim do porcionamento quanto ao término da refeição. Ao final, deduziram-se os pesos das bandejas de cada comensal e obteve-se o valor de alimentação servida e do resto, encontrando-se o IR. Realizou-se o teste de aceitação utilizando-se uma escala hedônica de 9 pontos, onde 104 comensais aleatórios julgaram o cardápio de uma forma global, considerando que as notas acima de 6 classificariam o cardápio como aceito. Calculou- se o custo relacionado aos gêneros alimentícios e materiais de consumo para o cardápio executado. Resultados: O cardápio foi composto por: salada crua, filé de frango empanado como prato principal, arroz com cenoura, feijão, farofa com couve e melancia como sobremesa. o segundo menor percentual comparado às outras preparações fornecidas pela UAN. Por meio dos resultados da escala hedônica, a preparação recebeu notas acima de 6, o que apresenta uma aceitação equivalente a 100%. O custo do cardápio foi equivalente a R$ 4,11, resultado acima da média do restaurante (R$ 3,30), contudo, aproximado a algumas preparações já servidas na rotina do estabelecimento. Conclusão: Trabalhos existentes na literatura reforçam os aspectos positivos do cardápio elaborado pelos estagiários da UAN, o qual apresentou baixa rejeição, alta aceitação e custo acessível, possibilitando a sua utilização na rotina do restaurante. Palavras-chave: Serviços de alimentação. Alimentação coletiva. Planejamento de cardápio. CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA, DEMOGRÁFICA E DE SAÚDE DE ADOLESCENTES DE ESCOLAS PÚBLICAS DE ALTOS - PI Ariana Karolaine de Sousa Marques, Vanessa da Silva Nascimento, Maria Yasmin Ribeiro da Cruz, Marize Melo dos Santos, Cecilia, Maria Resende Gonçalves de Carvalho Introdução: A adolescência representa um período de transição, marcado pelo início da puberdade, e com ela as mudanças se manifestam, tanto físicas como psicológicas. Em definição, na perspectiva cronológica, os adolescentes constituem a população entre 10 e 19 anos de idade. As áreas urbana e rural podem remeter a dois modos de vida distintos, e as características relacionadas ao meio podem contribuir para a redução dos níveis de atividade física e aptidão dos adolescentes, além de mudanças nos hábitos alimentares. No entanto, poucas pesquisas abordaram o nível de atividade física e os comportamentos alimentares em adolescentes residentes das áreas rurais. Objetivo: Dado o exposto, o presente trabalho teve como objetivo identificar as características socioeconômica, sociodemográficas e de saúde de estudantes de escolas públicas de Altos - Piauí. Metodologia: Para isso, os dados para a construção do trabalho foram coletados em visitas as escolas selecionadas, localizadas no município, com o auxílio da aplicação de um questionário por meio do aplicativo Zohoforms. Todos os participantes assinaram um TCLE, o projeto obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa sob o nº:2.379.672. Resultados: Para a análise, 260 escolares participantes foram classificados em grupos de acordo com: sexo (masculino/feminino), faixa etária (9?11/12?14/15?17) e tipo de escola (rural/urbana). Destes, 61% eram de área urbana e 39% da área rural, segundo a faixa etária 9 a 11 anos, 60% sexo masculino e 40% sexo feminino, 12 a 14 anos, 43% sexo masculino e 57% sexo feminino, 15 a 17 anos, 60% sexo masculino e 40% sexo feminino. Dentre os 9,8% dos escolares que referiram alguma doença, as mais mencionadas foram: alergias e intolerâncias 32%, hipercolesterolemia 16%, diabetes mellitus 8%. Conclusão: Deste modo, conclui-se que o percentual de alunos das escolas participantes é maior na zona urbana quando comparada a zona rural, a faixa-etária mais significativa de alunos é de 12 a 14 anos e quanto as doenças destacaram-se alergias e intolerâncias. Sugere-se pesquisas para análise do comportamento alimentar e atividade física dos escolares. Palavras-chave: Adolescentes. Características Sociais. Saúde. REFLEXÕES SOBRE FATORES ASSOCIADOS A OBESIDADE NA INFÂNCIA Maria Clara Leite Guimarães Serra, Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Igor Sabino Barros, Rainnério Araújo Simão, Martha Teresa Siqueira Melo Introdução: O comportamento alimentar na infância, do ponto de vista psicológico, socioeconômico e cultural, é influenciado pelo ambiente alimentar construído. Outros fatores também estão associados, como por exemplo, o comprometimento da autoestima, problemas de relacionamento e dificuldade de inclusão social. Além dos componentes genéticos envolvidos, pode-se relacionar a obesidade infantil às questões de aprendizagem de hábitos alimentares e envolvimento dos pais. Objetivos: O presente trabalho teve como objetivo fazer uma revisão de estudos sobre os fatores associados a obesidade na infância. Metodologia: Utilizou-se como critérios de inclusão os artigos de revisão e originais sobre alimentação na infância sendo um estudo exploratório e narrativo realizado por meio de livros sobre obesidade infantil e artigos selecionados na base de dados da Capes e plataforma SciELO. Utilizou-se os descritores: obesidade, alimentação e infância. E foram selecionados 10 estudos entre o período de 2015 a 2019.Resultados: Os hábitos alimentares são determinantes essenciais para a vida do ser humano em qualquer etapa da vida para a manutenção da saúde. Em muitos casos, o surgimento de complicações relacionadas a obesidade não estão correlacionadas apenas com o perfil genético. Logo, a falta de informação dos pais, influência midiática e problemas psicossociais vinculados a alimentação inadequada e sedentarismo podem afetar o desenvolvimento das crianças quando não modificados. Conclusão: A falta de informação dos pais com relação a alimentação ofertada as crianças podem afetar o comprometimento saudável do organismo. Evidências indicam a influência significativa na qualidade de vida na infância e como os diversos fatores podem estar associados. É essencial a discussão sobre os hábitos alimentares devido a sua contribuição para o desenvolvimento da obesidade e o controle alimentar dos pais sobre os filhos. Palavras-chave: Obesidade. Alimentação.Infância. ESCOLARES DE REDE PÚBLICA E PRIVADA APRESENTAM ALTA PREVALÊNCIA DE NEOFOBIA ALIMENTAR Irislene Costa Pereira, Josiellen Kelly Cardoso de Sousa, Amanda Marreiro Barbosa Introdução: Os dois primeiros anos de vida são reconhecidos como período primordial no crescimento e desenvolvimento da criança, na promoção da saúde e prevenção de doenças na vida adulta. Durante a idade escolar ocorrem mudanças que irão potencializar o desenvolvimento da autonomia. O processo de modificação da alimentação da criança para a inserção de alimentos presentes na alimentação dos adultos pode ser delicado e crucial para seu desenvolvimento e saúde, pois é notório que as preferências alimentares da família influenciam no consumo dos novos alimentos, podendo assim, favorecer a predisposição de respostas neofóbicas nas crianças. Visto que a neofobia alimentar consiste na resistência de experimentar ta a desvantagem de diminuir a variedade alimentar e tem consequência no adequado aporte nutricional. Objetivo: Identificar a prevalência da neofobia alimentar em escolares e sua associação com o sexo. Metodologia: O estudo foi realizado em dois estabelecimentos escolares (público e privado), com uma amostra constituída por 84 crianças, com idades entre 2 e 5 anos de ambos sexos. Foi aplicada a Escala de Neofobia Alimentar para Crianças traduzida para a versão portuguesa. A pesquisa obteve a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do UniFacema com o seguinte número 2.875.679. Resultados: Foram identificadas 46 crianças do sexo masculino e 38 do sexo feminino, com a média de idade de 3,67 (DP=0,93). Os dados mostraram uma prevalência de neofobia alimentar nas crianças tanto de rede pública (75%) quanto privada (67,9%). Quando comparadas, observou-se uma prevalência maior nos escolares de rede pública. Em relação ao sexo, não encontramos nenhuma diferença significativa independente da escola avaliada. Conclusão: Diante do exposto, constatou-se uma elevada prevalência de neofobia em escolares tanto da rede púbica como da rede privada de ensino, entretanto não houve nenhuma associação direta entre a neofobia alimentar e o sexo das crianças. Palavras-chave: Neofobia alimentar. Escolares. Escolhas alimentares PERCEPÇÃO DAS NUTRIZES EM RELAÇÃO AO INCENTIVO AO ALEITAMENTO MATERNO PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DE BARÃO DE GRAJAÚ-MA Rayssa Feitosa Borges, Ana Paula Nunes Miranda, Dennya de Oliveira Silva, Cristiane Pinheiro Mendes Fontes, Jackellyne Kerolayne Silva Ferreira, Rauanna Vitória Feitosa Pereira, Ângela Maria Ribeiro, Lorena da Rocha Barros Sousa Introdução: O aleitamento materno é o maior método natural de ligação, afeto, proteção e nutrição para a criança e estabelece a mais sensível, econômica e eficiente intervenção para diminuição da morbimortalidade infantil. Proporciona ainda enorme influência na promoção da saúde integral da dupla mãe/bebê e complacência de toda a sociedade. Objetivo: Identificar o perfil sócio-econômico das nutrizes atendidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Barão de Grajaú MA, avaliando a percepção destas em relação as informações acerca do Aleitamento Materno repassadas pelos profissionais da ESF. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo do tipo exploratória de natureza quantitativa. O termo de consentimento livre e esclarecido - TCLE foi assinado por cada participante. A pesquisa foi realizada em quatro Unidades Básicas de Saúde em Barão de Grajaú - MA. Na coleta de dados foi utilizado um questionário aplicado in loco, o qual ajudou a traçar o perfil socioeconômico da população-alvo, constituídas por 35 nutrizes e as impressões das nutrizes sobre as informações repassadas pela equipe de profissionais em saúde. Resultados: O estudo mostra que as nutrizes analisadas encontravam-se na faixa etária de 26 a 40 anos, o que proporciona melhor entendimento das informações repassadas a elas. Em relação ao estado civil, 29 são casadas e/ou em união estável possibilitando maior estabilidade emocional, possuem boa escolaridade. Cerca de 23 nutrizes são donas de casa dispondo de maior tempo para se dedicar ao aleitamento materno continuado até os dois anos ou mais, das 35 nutrizes 29 recebem o bolsa família, significando obrigatoriedade das mesmas em participarem das consultas pré-natais. Em relação às informações repassadas, todas as nutrizes pesquisadas avaliaram como positivas, agregando maior conhecimento para desenvolver a pratica. Conclusão: O presente trabalho possibilitou mostrar a relevância do incentivo ao aleitamento materno por parte dos profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde de Barão de Grajaú MA às nutrizes atendidas e, diante do exposto pode-se concluir que as informações sobre aleitamento materno repassadas as nutrizes pelos profissionais de saúde contribuíram de forma significativa para o aprendizado e aprimoramento das mesmas sobre a real importância do aleitamento materno. Palavras-chave: Percepção de nutrizes. Incentivo ao aleitamento materno. Profissionais de saúde. SUBTIPOS MOLECULARES DE CÂNCER DE MAMA E ASSOCIAÇÃO COM O ESTADO NUTRICIONAL E RISCO CARDIOMETABÓLICO EM MULHERES Igor Sabino Barros, Fabiane Araújo Sampaio, Carla Solange de Melo Escórcio Dourado, Camila Maria Simplício Revoredo, Gilmara Péres Rodrigues, Dilina do Nascimento Marreiro, Benedito Borges da Silva, Luana Mota Martins Introdução: A etiologia do câncer de mama é multifatorial e indefinida, envolvendo aspectos genéticos, metabólicos, hormonais e comportamentais, entre os quais o excesso de peso. Nos últimos anos, diversos autores têm investigado a relação entre obesidade e o câncer de mama, demonstrando uma relação entre elevados índices de massa corporal e circunferência da cintura ao aumento do risco para câncer de mama entre mulheres, com efeitos diferenciados na pré e pós-menopausa sobre os diferentes subtipos moleculares da doença. Alguns aspectos referentes à relação entre adiposidade com os subtipos moleculares em mulheres já diagnosticadas com câncer de mama, permanecem não esclarecidos, em decorrência da heterogeneidade de metodologias e das populações investigadas. Objetivo: Investigar a prevalência dos subtipos moleculares de câncer de mama, estado nutricional e risco cardiometabólico em mulheres. Metodologia: Estudo tipo transversal envolvendo 36 mulheres com câncer de mama em idade reprodutiva, na faixa etária entre 25 a 50 anos, com média de 41,33 ± 5,91 anos. Foram excluídas as pacientes com níveis séricos do hormônio folículo estimulante (FSH) > 30g/mL e aquelas que não realizaram a imunoistoquímica. A avaliação antropométrica foi realizada por meio de medidas de peso e estatura e a classificação do estado nutricional segundo o índice de massa corpórea. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com número do parecer 43447015.8.0000.5214 e todos os participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Observou-se a prevalência do subtipo molecular de câncer de mama do tipo luminal, onde, 66,7% das mulheres investigadas apresentaram idade inferior a 45 anos. A prevalência de excesso de peso foi 1,067 vezes maior entre as mulheres com câncer de mama do tipo luminal (59,3%) em relação àquelas com subtipo molecular não luminal (55,6%) (IC 95% 0,550 a 2,07 p= 0,845). Por outro lado, a prevalência de risco cardiometabólico foi semelhante para os subtipos moleculares categorizados em luminais e não luminais. Conclusão: As pacientes com câncer de mama avaliadas neste estudo apresentaram maior prevalência do subtipo molecular luminal. Além disso, os subtipos moleculares parece não influenciar o estado nutricional e o risco cardiometabólico, neste grupo populacional. Palavras-chave: Câncer de Mama. Subtipos Moleculares. Risco Cardiometabólico FREQUÊNCIA DOS SUBTIPOS MOLECULARES EM RELAÇÃO ÀS VARIÁVEIS IDADE, INDÍCE DE MASSA CORPORAL E CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA DE MULHERESCOM CÂNCER DE MAMA Rainnério Araújo Simão, Fabiane Araújo Sampaio, Carla Solange de Melo Escórcio Dourado, Camila Maria Simplício Revoredo, Gilmara Péres Rodrigues, Dilina do Nascimento Marreiro, Benedito Borges da Silva, Luana Mota Martins Introdução: O câncer de mama é uma neoplasia que atinge principalmente mulheres e tem natureza multicausal. Neste sentido, diversos estudos têm demonstrado associação entre obesidade, risco aumentado de câncer de mama e a recorrência dessa doença nestas mulheres. Naquelas menopausadas, a obesidade está relacionada com um aumento no risco de câncer de mama com receptor de estrógeno positivo (RE+), enquanto na pré-menopausa o risco de câncer de mama triplo-negativo é maior quando associado a esse fator de risco. Objetivo: Investigar a frequência dos subtipos moleculares de câncer de mama e sua relação com idade, índice de massa corporal (IMC) e circunferência da cintura de mulheres. Metodologia: Estudo transversal envolvendo 36 mulheres com câncer de mama em idade reprodutiva, na faixa etária entre 25 a 50 anos. Foram excluídas pacientes com níveis séricos do hormônio folículo estimulante (FSH) > 30 ?g/mL. Para classificar o estado nutricional foi calculado o IMC.O risco cardiometabólico foi classificado pela circunferência da cintura (CC). Os biomarcadores RE, RP, HER2 e Ki-67 foram utilizados para determinar os subtipos moleculares de câncer de mama em: luminal A (RE + e / ou RP +, HER2- e Ki-67 <14%), luminal B (RE + e / ou RP +, HER2- e Ki-67> 14%), triplo-negativo (RE - e / ou RP -, HER2 -) e HER2 superexpresso (RE- e RP- e HER2 +).Todas as voluntárias assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com o número do parecer de 43447015.8.0000.5214.Resultados: A maioria dos casos de câncer de mama se concentra entre as idades de 35 a 44 anos (41,33 ± 5,91 anos), e destes 48% se classifica como luminal B negativo. Quanto ao IMC observou-se uma frequência maior de mulheres com excesso de peso (26,36 ± 4,74), sendo 50% na faixa de sobrepeso classificada com o subtipo Luminal B negativo.A Circunferência da cintura revela uma frequência maior de mulheres com risco cardiometabólico (85,51cm ± 10,33), sendo que as mulheres com risco elevado representam 38,46% no subtipo Luminal B negativo e 30,77% Luminal B positivo.As mulheres com risco muito elevado demonstram 25% no subtipo Luminal B e 16,66% no Luminal B positivo. Conclusão: As pacientes com câncer de mama avaliadas neste estudo se apresentaram de forma semelhante em todos os parâmetros avaliados, pois tanto idade, excesso de peso e o risco cardiometabólico se concentraram no subtipo Luminal B negativo. Palavras-chave: Câncer de Mama. Obesidade. Subtipos Moleculares PERFIL NUTRICIONAL DE CRIANÇAS AUTISTAS EM UMA INSTITUIÇÃO DE ASSISTÊNCIA A PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS NO MUNICÍPIO DE FLORIANO-PI Dennya de Oliveira Silva, Ronária Barbosa Dias, Lorena da Rocha Barros Sousa, Paulo César de Carvalho Rosa Oliveira, Aline Suiane Silva Oliveira, Jessica Samara Araújo Moura, Brena de Sousa Siqueira, Maria do Perpétuo Socorro Carvalho Martins Introdução: O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento ou Transtorno do Espectro Autista-TEA, esse transtorno é caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança. Situações de recusa e seletividade alimentar são frequentes em autistas o que pode conduzir a um inadequado aporte de macro e micronutrientes. Objetivo: Avaliar o perfil nutricional e hábitos alimentares de crianças autistas. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa. A amostra foi composta por 24 crianças autistas com faixa etária de 2 a 10 anos que frequentam uma instituição de assistência a portadores de necessidades especiais em Floriano-PI, com faixa etária de 2 a 10 anos. O termo de consentimento livre e esclarecido - TCLE foi assinado pelos pais ou responsáveis. Foi aplicado o questionário socioeconômico e o questionário de frequência alimentar, e aferido peso e altura dos participantes. A frequência alimentar foi comparada com a quantidades de porções recomendadas por a pirâmide alimentar infantil e os dados antropométricos avaliados de acordo com as curvas de crescimento IMC/IDADE. Resultados: Os resultados mostraram que apenas o grupo das leguminosas com 54,2% e o grupo de óleos e gorduras 38,6% são consumidos adequadamente em relação ao número de porções recomendadas. Pode-se observar falta de informação dos familiares sobre associação entre as proteínas do glúten e da caseína e o comportamento das crianças autistas pois nenhum dos entrevistados tinha conhecimento sobre esse assunto sendo unanime as respostas. Deste modo nenhuma dessas crianças realizavam algum tipo de dieta especifica. O estado nutricional das crianças de acordo com os resultados apontam que 8,3% estão classificadas com seu estado nutricional em magreza, 41,6% estão adequados, 29,3% com sobrepeso e 20,8% dessas crianças estão com obesidade. Conclusão: Conclui-se que mais da metade das crianças estão com seu estado nutricional inadequado assim como seus hábitos alimentares, apresentando grande recusa alimentar de muitos grupos alimentares. Pode-se observar também a falta de informação dos pais sobre a importância de uma alimentação saudável. Palavras-chave: Autismo. Perfil nutricional. Alimentação infantil. CONSUMO HABITUAL DE VITAMINA B12 DE ESTUDANTES VEGETARIANOS DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR DO NORDESTE BRASILEIRO Joyce Sousa Aquino Brito, Mickael de Paiva Sousa, Marcos Paulo Carvalho Castro, Tamires da Cunha Soares, Kyria Jayanne Clímaco Cruz, Ana Raquel Soares de Oliveira, Gilmara Péres Rodrigues, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: Vegetariano é o indivíduo que exclui da sua alimentação todos os tipos de carnes, podendo ou não utilizar laticínios e/ou ovos. Nestes indivíduos desequilíbrios nutricionais são comuns, a exemplo de micronutrientes como o ferro, zinco, cálcio, vitamina D e B12. Todavia, alguns estudos enfatizam que, para este grupo, apenas a vitamina B12 pode estar inadequada. Objetivo: Avaliar o consumo habitual de vitamina B12 de estudantes vegetarianos de uma instituição de ensino superior (IES), do nordeste brasileiro. Metodologia: Estudo de caráter transversal, natureza descritiva e quantitativa, desenvolvido no segundo semestre de 2018. Foi composto por estudantes de uma IES, autodeclarados vegetarianos (n=58), maiores de 18 anos. Dados sociodemográficos e acerca do uso de suplementos foram obtidos. Para avaliar o consumo habitual de vitamina B12 utilizou-se um Questionário de Frequência Alimentar (QFA) validado para a população adulta e adaptado para vegetarianos. Os dados obtidos foram convertidos para a base diária e analisados por meio do Programa Nutwin, utilizando-se como referência os alimentos da Tabela de Composição de Alimentos (TACO) e a Tabela de Composição de Alimentos: Suporte Para Decisão Nutricional. Os dados foram exportados para planilhas no programa Excel (versão 2013) e analisados segundo a estatística descritiva, por meio de frequências absolutas (n) e relativas (%), e medidas de tendência central e dispersão. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa Humana e aprovado com nº de parecer 2.734.063. Os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Entre os participantes, 67,2% (n=39) eram do sexo feminino. Do todo, 46,6% (n=27) eram graduandos da área das ciências humanas, 41,4% (n=24) das ciências biológicas e da saúde e 12,1% (n=7) das ciências exatas. Quanto ao consumo alimentar, identificou-se uma média de 1,15 mcg±0,84 de vitamina B12, o que, segundo as Estimated Average Requirement (EAR), é igual a apenas 57,5% das recomendações diárias. Em relação à suplementação, apenas 12,1% (n=7) faziam uso, e destes, 57,1% (n=4) utilizavam somentea vitamina B12 em sua forma isolada. Por outro lado, 28,6% (n=2) utilizavam multivitamínicos e 14,3% (n=1) faziam uso da vitamina D. Conclusão: Observa-se a necessidade de garantir o status adequado de vitamina B12 para a manutenção da saúde dos estudantes vegetarianos, visto que, o consumo habitual por meio da alimentação encontra-se inadequado. Palavras-chave: Dieta Vegetariana. Deficiências Nutricionais. Saúde do Estudante PREVALÊNCIA DE OBESIDADE EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA Andressa Correia das Neves, Igor Sabino Barros, Fabiane Araújo Sampaio, Carla Solange de Melo Escórcio Dourado, Camila Maria Simplício Revoredo, Gilmara Péres Rodrigues, Dilina do Nascimento Marreiro, Luana Mota Martins Introdução: A obesidade causa um estado crônico de inflamação sistêmica, que por sua vez é uma das condições para o desenvolvimento de vários tipos de neoplasias, incluindo câncer de mama. Em 2010, 17,8% da população era obesa; em 2014, o índice chegou aos 20%, sendo a maior prevalência entre as mulheres, 22,7%. Com relação ao câncer de mama, os dados epidemiológicos estimaram a ocorrência para cada ano do biênio 2018-2019, cerca de 59.700 novos casos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta a obesidade como um fator negativo para a sobrevida da mulher com câncer de mama, além de ser relacionado com a progressão ou recidiva da doença. Objetivo: Investigar a prevalência de obesidade em mulheres com câncer de mama. Metodologia: Estudo de natureza transversal, envolvendo 48 mulheres com câncer de mama em idade reprodutiva, na faixa etária entre 25 a 50 anos, com média de 40,63 ± 6,59 anos. As mulheres com câncer de mama foram recrutadas no setor de mastologia de um hospital público na cidade de Teresina/PI. A avaliação antropométrica foi realizada por meio de medidas de peso, estatura e circunferência da cintura (CC). A classificação do estado nutricional se deu segundo o Índice de Massa Corpórea (IMC). A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, com número do parecer 43447015.8.0000.5214 e todos os participantes do estudo assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Observou-se uma CC média de 84,16 ± 10,14cm, revelando uma frequência de 68,75% das mulheres com risco cardiometabólico. Quanto ao IMC, observou-se que 60,42% das mulheres apresentavam excesso de peso com média de 26,21 ± 4,47 kg/m².Conclusão: As pacientes com câncer de mama avaliadas nesse estudo apresentam alterações na distribuição de gordura corporal, sendo essas caracterizadas pelo excesso de adiposidade visceral e elevado risco metabólico. Constatando-se assim, elevada prevalência de obesidade entre mulheres com câncer de mama. Palavras-chave: Câncer de Mama. Obesidade. Adiposidade. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DE UMA COZINHA INSTITUCIONAL DA REDE PÚBLICA DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE PICOS-PI Tamires da Cunha Soares, Mickael de Paiva Sousa, Ticianne da Cunha Soares, Gabriel Barbosa Câmara, Joyce Sousa Aquino Brito, Igor Sabino Barros, Rainnério Araújo Simão, Bruna Emanuele Pereira Cardoso Introdução: A alimentação escolar é um direito básico do cidadão, garantido através da criação do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Assim, a oferta de uma alimentação escolar de qualidade e segura do ponto de vista higiênico-sanitário, é alvo de grande preocupação. Neste contexto, o Ministério da Saúde cria a Portaria 216 de 15 de janeiro de 2004, que traz diretrizes pertinentes às Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs), visando a idoneidade da produção alimentar. Objetivo: Avaliar as condições higiênico sanitárias de uma unidade de alimentação e nutrição escolar do município de Picos-PI. Metodologia: O presente estudo foi realizado durante o estágio curricular em nutrição social, sendo a avaliação da UAN escolar uma das atividades previstas. A avaliação foi conduzida por alunos do curso de nutrição da Universidade Federal do Piauí, em UAN escolar de médio porte, que distribui diariamente cerca de 200 refeições para alunos entre 6 e 17 anos da zona urbana da cidade. A coleta dos dados ocorreu por meio da aplicação de um check-list de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, baseado na Portaria nº 216/2004. Foram desconsiderados os itens que não condiziam com a realidade da UAN. Resultados: Verificou-se que o estado de conservação da escola encontrava-se insatisfatório para alguns pontos da sua estrutura, ambiente e higiene: o teto apresentava não era vedada e não possuía frequência satisfatória de higienização; ausência de armários, pias para lavagem das mãos, lixeiras com tampa e pedal, filtro, coifa e exaustores; a ventilação e iluminação eram insuficientes; os manipuladores não faziam uso de toucas, aventais e luvas, apesar de estes itens serem ofertados pela escola; os manipuladores utilizavam adornos; o cardápio previsto pelo nutricionista responsável não era necessariamente seguido; e incorreto acondicionamento de alimentos. Como pontos de adequação da UAN destacaram-se: o piso estava em bom estado de conservação; alguns equipamentos e utensílios (panelas, copos, geladeira, freezer, liquidificador) se encontravam em ótimo estado de conservação e armazenamento. Conclusão: A UAN estudada apresentou condições higiênico-sanitárias inadequadas para a maioria dos aspectos analisados. Os achados demonstraram a necessidade de adoção de medidas corretivas com vistas na garantia do direito de acesso à uma alimentação segura no ambiente escolar. Palavras-chave: Serviços de alimentação. Legislação sanitária. Alimentação coletiva O ENSINO DA FITOTERAPIA NOS CURSOS DE NUTRIÇÃO NO ESTADO DO PIAUÍ Jamielli Dhamesan Barroso Silva, Gleyson Moura dos Santos, Marilene Magalhães de Brito, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Joyce Maria de Sousa Oliveira, Paulo Víctor de Lima Sousa, Nara Vanessa dos Anjos Barros Introdução: O Conselho Federal de Nutrição (CFN) regulamenta que a prescrição de plantas medicinais e chás medicinais é permitida a todos os nutricionistas. Nesse contexto, torna-se de suma importância observar a implementação do conteúdo sobre Plantas Medicinais e Fitoterapia no ementário do Projeto Político Pedagógico do Curso (PPC) de graduação em Nutrição, tendo em vista que, o nutricionista, mesmo sem especialidade, pode prescrevê-las. Objetivo: Verificar o ensino da Fitoterapia nas grades curriculares atualmente preconizadas no estado do Piauí por Instituições de Ensino Superior (IES). Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa. Foram incluídas na pesquisa IES que ofertam regularmente o curso de Bacharelado em Nutrição com conceito reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), além de conter em acesso aberto a matriz curricular, as disciplinas ofertantes em todos os períodos do curso, inclusive as disciplinas consideradas optativas. Para tabulação e análise dos dados foi utilizado o programa Microsoft Office Excel 2010. Os dados foram analisados mediante estatísticas descritivas. Resultados: O estado do Piauí apresenta ao todo, 11 instituições de ensino superior que ofertam o curso de Bacharelado em Nutrição. Em relação à matriz curricular dessas instituições, observa-se que aproximadamente 73% (n=08) não dispõem de disciplinas obrigatórias sobre o ensino de Plantas medicinais e Fitoterapia, assim como de disciplinas optativas. Os resultados apresentados ainda demonstram que 27% (n=03) das IES que ofertam disciplina relacionada com a Fitoterapia, esta se enquadra como obrigatória e se encontra vinculada com Nutrição Funcional, sendo apresentada em 60 horas durante o semestre. Desta forma, observa-se que poucas são as IES que contribuem para o conhecimento do profissional nutricionista nessa área de atuação, evidenciando dessa forma, que cabe ao profissional diante da necessidade aprofundarse mais sobre o tema, recorrendo a cursos de pós-graduação (Lato Sensu), ou a cursos Conclusão: Constatou-se quese faz necessário uma discussão sobre a inclusão desta temática na matriz curricular dos discentes, entre o Ministério da Educação e as instituições de ensino superior, que ofertam este curso, contribuindo assim para a formação de profissionais atuantes na área de fitoterapia. Palavras-chave: Fitoterapia. Ensino. Nutrição ANÁLISE NUTRICIONAL DE RÓTULOS DE FÓRMULAS INFANTIS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA Jorgiana Araújo Libânio, Amanda de Castro Amorim Serpa Brandão Introdução: Segundo a legislação brasileira, rotulagem nutricional é toda inscrição destinada ao consumidor sobre as propriedades nutricionais de um alimento, compreendendo a declaração de valor energético e a declaração de nutrientes; com finalidade de fornecer a população informações relativas ao alimento e a sua composição. As embalagens de alimentos industrializados destinados às crianças têm como principal objetivo a persuasão, tanto dos pais como das crianças, e muitas vezes camuflam informações mais relevantes. Objetivo: Verificar a conformidade da rotulagem nutricional de fórmulas infantis comercializadas na cidade de Teresina-PI. Metodologia: Foram analisados os rótulos de 14 fórmulas infantis comercializadas em um supermercado varejista da cidade. No primeiro momento, os rótulos foram fotografados, depois essas fotos foram armazenadas em um HD externo e as informações dos produtos, foram tabuladas no programa Microsoft Office Excel 2007. Para a análise das informações foram utilizadas as Resoluções RDC nº 222/2002 e a RDC nº259/2002, determinadas pela ANVISA. Foram verificadas a presença dos seguintes itens: denominação de venda do alimento; tipo; Ind. Brasileira (para produtos nacionais); Ind. País de Origem (para produtos importados); Marca registrada; Conteúdo líquido/Conteúdo drenado; Nome ou razão social e endereço do importador; Número de registro do produto (se for o caso produtos dispensados não têm número); Nome da empresa; Endereço completo do fabricante, produtor e quando for o caso, do fracionador; CNPJ ou CPF (para dispensados de registro); Lista de de numeração); Instruções sobre preparo e uso do alimento, exceto quando pronto para uso; Prazo de validade; Lote; e, Advertências de acordo com regulamentos específicos (Ex. contém glúten ou não contém glúten). Resultados: Todas as fórmulas apresentaram os itens citados acima, de acordo com a RDC nº 259.Com relação à RDC nº 222, que veta ouso de imagens que induzam o uso desses produtos por lactentes e/ou crianças de primeira infância, todas as fórmulas também estavam de acordo. As fórmulas apresentaram ainda a lista de ingredientes visível, seguida das advertências específicas, destacadas em maiúsculo. Conclusão: As fórmulas infantis analisadas apresentaram conformidade com a legislação vigente, respeitando assim, os direitos dos consumidores. Palavras-chave: Rotulagem nutricional. Alimentação complementar, Legislação VERIFICAÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO DE ESCOLAS DA REDE PUBLICA DE TERESINA-PI Auricélia do Nascimento Marques, Conceição de Maria Oliveira Abreu, Valéria de Castro Machado, Ana Paula de Sousa Alcântara, Jheneffy Vitória Silva Lopes, Laryssa Maria Viana de Oliveira, Paulo Víctor de Lima Sousa, Marilene Magalhães de Brito Introdução: A escola é vista como um excelente espaço para execução de estratégias voltadas à promoção da saúde. As refeições produzidas nas Unidades de Alimentação e Nutrição Escolares (UANE) devem atender às necessidades nutricionais dos alunos, mas sobretudo, oferecer produtos seguros quanto à condição higiênico-sanitária para a proteção e promoção da saúde dos estudantes. Objetivo: Diante disto, o presente trabalho teve como objetivo verificar as boas práticas em unidades de alimentação e nutrição de escolas de rede públicas de Teresina- PI. Metodologia: Esse estudo caracteriza-se como sendo um estudo transversal, descritivo e observacional que foi realizado no período de fevereiro a maio de 2018. Os dados foram coletados em Unidades de Alimentação Nutrição Escolares (UANE) de escolas públicas estaduais de ensino fundamental e médio (n = 5) da 20ª Gerencia Regional de Educação GRE. As escolas foram denominadas A, B, C, D e E localizadas na zona leste de Teresina-PI, sendo apenas uma localizada na zona rural (C)., a partir de check-list desenvolvido pelo Centro de Colaboradores em Alimentação e Nutrição Escolar (CECANE). Resultados: Observou-se que 20% das UANEs apresentaram-se em situação de risco sanitário alto (pontuação ente 26 - 50%). As demais escolas verificadas, 40% foram classificadas com situação de risco sanitário regular (pontuação de 51 - 75%) e 40% classificadas com situação de risco sanitário baixo (pontuação de 76 - 90%). No bloco de edificações e instalações a maioria apresentou percentual de adequação maior que 60%. Sendo que apenas a UANE C apresentou uma baixa adequação nesse bloco (15,7%). Já no quesito equipamentos para temperatura controlada a escola D obteve 100% de adequação enquanto a escola C, 0%, com média de 62,9%. Os percentuais de adequação do bloco manipuladores foi bem amplo entre as diferentes escolas, variado de 100% na escola E a 30,76% na A. No item processos e produções a maior adequação foi para a escola D (67,54%) e o menor para a C (26,51%). Quanto a higienização ambiental apenas as escolas B e C apresentaram adequação menor que 60%. Conclusão: Entre as UANEs analisadas apenas a da escola C apresentou baixo percentual de conformidades para quase todos os itens avaliados, ressalta-se a importância de um maior investimento financeiro para melhoria da estrutura das unidades de alimentação e nutrição e melhor qualificação profissional, para que o trabalho posso ser exercido de forma adequada. Palavras-chave: Alimentação escolar. Segurança alimentar. Boas práticas. RISCO CARDIOVASCULAR PELA CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA EM MULHERES PÓS-MENOPAUSA Irislene Costa Pereira, Vanelia Barbosa da Silva, Raimunda Sousa da Silva Moura, Jucileia dos Santos Araújo, Josiellen Kelly Cardoso de Sousa, Gilma Sannyelle Silva Rocha, Eduardo Henrique da Silva Brito, Magnólia de Jesus Sousa Magalhães Introdução: O aumento da incidência de doenças cardiovasculares (DCV) está diretamente associado à elevação da expectativa de vida da população, em especial das mulheres, no qual as DCV mais comuns são infarto e acidente vascular cerebral, destacadas como principais causas de óbitos em mulheres com idade superior a 50 anos no Brasil e no período pós- menopausa as mulheres sofrem modificações metabólicas e hormonais que favorecem o desenvolvimento de doenças do sistema cardiovascular. Objetivo: Avaliar o risco cardiovascular pela circunferência da cintura em mulheres pós-menopausa. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, desenvolvido em Caxias-MA com 190 mulheres participantes de um programa público de atividade física, no qual foram incluídas mulheres em que a última menstruação ocorreu a mais de 12 meses. A circunferência da cintura foi aferida circundando a região da cintura, no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca, a leitura foi realizada no momento da expiração no qual utilizou-se uma fita métrica inelástica. Para classificação de risco cardiovascular empregou-se valor ? 80 cm como baixo risco, >80 cm como risco elevado e >88 cm como risco muito elevado de doenças cardiovasculares. A amostra foi estratificada em mulheres adultas com idade até 59 anos e mulheres idosas com idade maior ou igual a 60 anos, todas aceitaram livremente participar do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A pesquisa foi cadastrada na Plataforma Brasil e submetida e aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa com seguinte número de parecer 2.997.557. Resultados: A avaliação da circunferência da cintura mostrou que mulheres adultas 12,26% tinham risco cardiovascular baixo, 15,1% risco elevado e 72,64% risco muito elevado, enquanto as mulheres idosas3,57% possuíam risco baixo, 19,05% risco elevado e 77,38% risco muito elevado. Conclusão: Portanto a maioria das mulheres pós menopausa apresentava risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares pela circunferência da cintura. Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares. Pós-menopausa. Circunferência da cintura. EFEITOS DO RESVERATROL NA OBESIDADE: UMA REVISÃO Auricélia do Nascimento Marques, Bruna Grazielle Mendes Rodrigues, Ana Paula de Sousa Alcântara, Jheneffy Vitória Silva Lopes, Laryssa Maria Viana de Oliveira, Thânya Maria Araújo Guimarães, Gleyson Moura dos Santos, Marilene Magalhães de Brito Introdução: A obesidade, é caracterizada pela presença de comorbidades, dentre elas, diabetes tipos 2 e doenças cardiovasculares, tem como principal fator desencadeante, a ingestão de dietas de altas densidades energéticas. Segundo o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para DCNT (VIGITEL) (2017), 54% da população encontra-se com excesso de peso, enquanto que 18,9% é tida como obesa, sendo maior na população feminina, com o avançar da idade e redução da escolaridade. Nesse contexto, diversas são as alternativas que visam estagnar esses dados, dentre elas, o resveratrol, um polifenol natural presente, na uva, vinho e cacau, tem chamado atenção pelo seu potencial no metabolismo lipídico. Objetivo: Indicar, por meio de uma revisão de literatura, os efeitos do resveratrol na obesidade. Metodologia: Realizou-se uma revisão de literatura através das bases de dados Scielo, Pubmed, Science Direct e Periódicos Capes, no qual foi permitido localizar doze artigos, em inglês e espanhol, que foram analisados individualmente na íntegra, referentes aos períodos de 2010 a 2017, identificados a partir dos seguintes descritores: resveratrol, obesidade e efeitos. Resultados: O resveratrol possui ação anti-inflamatória e antioxidante na obesidade, sendo capaz de reduzir a adiposidade devido a apoptose dos adipócitos maduros, regulação negativa com o PPARy, além de aumentar a mobilização de lipídios, por meio dos ?-adrenérgicos. No estudo de Gómez-Zorita et al (2013), foi observado que a redução de 30% de interleucina 6 (IL-6) e de 25% de fator de necrose tumoral alfa (TNF-?), enquanto que houve o aumento da expressão de adiponectina em ratos nos quais foram administradas 15 mg/kg/dia desse polifenol, durante 6 semanas. Ademais, o resveratrol também tem efeito na redução da gordura do fígado, o que foi constatado no estudo de Miguel et al (2016), com a redução da incidência de esteatose em 75% dos ratos que tiveram 30 mg/kg/dia de resveratrol em sua dieta durante 6 semanas. Em relação, a dosagem desse polifenol testado em humanos, Gambini et al (2013), apontou que a partir de 20 a 50 mg/kg/dia já pode-se perceber benefícios do mesmo, em contrapartida, Zou et al (2017) já indicou o uso de 200 mg/kg/dia. Conclusão: Por conseguinte, o resveratrol possui efeitos significativos no tratamento da obesidade, tendo em vista seu potencial anti-inflamatório e antioxidante, resultando na redução da adiposidade. Palavras-chave: Resveratrol. Polifenóis. Obesidade. EFEITO ERGOGÊNICO DA SUPLEMENTAÇÃO DE EXTRATO DA ABÓBORA (Cucurbita moschata) EM RATOS Alessandro Carvalho Alves dos Santos, Larissa Barros de Sousa Mendes dos Santos, Pedro Henrique Rodrigues da Silva, Ana Karolinne da Silva Brito, Fernando Luiz Lima de Oliveira, Paulo Humberto Moreira Nunes, Maria de Carmo de Carvalho e Martins, Luciana Melo de Farias Introdução: O consumo de compostos bioativos vem sendo associado a redução do estresse oxidativo, otimização da recuperação muscular e manutenção de energia, assim aumentando a ergogenese durante exercícios intensivos. Os vegetais apresentam fitoquímicos que conferem redução do estresse oxidativo, aumentam a força e resistência, assim melhoram o desempenho esportivo. A abóbora (Cucurbita moschata) recebeu atenção considerável nos últimos anos devido aos benefícios nutricionais e de saúde atribuídos aos compostos bioativos presentes no seu fruto. Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação de extrato da abóbora (Cucurbita moschata) sobre a fadiga e desempenho físico em ratos. Metodologia: Inicialmente foi elaborado um extrato etanólico da polpa da abóbora. O ensaio biológico foi realizado com 14 ratas wistar (Rattus norvegicus). Os animais foram distribuídos em dois grupos: grupo experimental (GE, n=8), receberam extrato etanólico de abóbora (250mg/kg) e grupo controle (GC, n=8), receberam água destilada, por gavagem, durante 21 dias. Os animais foram mantidos com ração comercial e água ad libitum. O efeito no desempenho foi avaliado por meio de exercício de natação exaustivo. Ao final do experimento os animais foram submetidos a eutanásia, coleta de sangue e remoção do fígado. Foram determinadas as concentrações plasmáticas de glicose, colesterol total, triglicérides, proteínas totais, albumina, TGO, TGP, fosfatase alcalina e lactato. Foi realizada análise histopatológica de tecido hepático. Para comparação entre as médias foi realizado o teste de Tstudent (ANOVA), com nível de significância de p<0,05. O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão de ética no Uso de Animais (CEUA) do Centro Universitário Uninovafapi (no. 004P-V2/18). Resultados: A suplementação de extrato etanólico de abóbora não causou impacto sobre consumo de ração, parâmetros bioquímicos e nem danos hepáticos. O índice de Lee final foi significativamente maior (p<0,05) no GE, quando comparado ao GC. Com relação ao tempo de exaustão, não houve diferença significativa entre os grupos. Conclusão: A administração de extrato etanólico de abóbora, na concentração e tempo utilizados, não teve impacto sobre a fadiga e desempenho físico em ratos. Recomenda-se estudos complementares com maior tempo de tratamento para melhor definição do efeito ergogênico do extrato de abóbora. Palavras-chave: Ergogênicos. Cucurbita moschata. Abóbora. Desempenho físico. Antioxidantes. A INGESTÃO DE ÓLEO DE MACADÂMIA NÃO INTERFERE NO INCREMENTO DA ADIPOSIDADE CAUSADO PELA INGESTÃO CRÔNICA DE DIETA DE CAFETERIA EM CAMUNDONGOS. Amanda Marreiro Barbosa, Thayz Rodrigues Chagas, Everson Araújo Nunes Introdução: Parâmetros metabólicos e morfológicos, como hipertrofia do tecido adiposo e desenvolvimento de um estado inflamatório crônico de baixo grau, estão presentes frequentemente no indivíduo obeso. Em contrapartida, nutrientes podem exercer efeitos imunometabólicos, na prevenção e/ou tratamento da obesidade, como os ácidos graxos monoinsaturados ômega-7 e ômega-9 presentes no óleo de macadâmia. Objetivo: Investigar o potencial efeito da ingestão do óleo de macadâmia concomitante à dieta de cafeteria sobre a adiposidade. Metodologia: Os animais foram distribuídos em quatro grupos: controle (CTL), óleo de macadâmia (OM), dieta de cafeteria (DC) e dieta de cafeteria + óleo de macadâmia (DOM). Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da UFSC (nº 5855301015). Resultados: Os resultados mostram que não houve diferença significativa da massa corporal total (g) entre os quatro grupos após o período de tratamento. No entanto, as massas relativas da gordura epididimal (EPI) e retroperitoneal aumentaram significativamente nos grupos DC e DOM. A morfometria da área dos adipócitos rupos que consumiram dieta de cafeteria comparados com os grupos que consumiram dieta padrão. Para determinar se o aumento de massa da gordura branca estava relacionado à hipertrofia ou à hiperplasia do tecido adiposo, foi realizada uma correlação entre área dos adipócitos e massa relativa de gordura EPI. Essa correlação foi significativa e forte (r>0,7) nos grupos OM, DC e DOM, enquanto que no grupo CTL, a correlação foi moderada (r=0.66). Este resultado demonstra que a área dos adipócitos aumenta juntamente com a massa relativa da gordura EPI sugerindo maior participação da hipertrofia no aumento da massa do tecido adiposo. Conclusão: Os resultados desse estudo mostramque a dieta de cafeteria induziu aumento da adiposidade. Porém, o óleo de macadâmia, na dose e tempo testados, não foi capaz de modificar os parâmetros avaliados. Palavras-chave: Adiposidade. Dieta hipercalórica. Óleo de macadâmia. PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ESCOLARES: UM ESTUDO DE REVISÃO Maria Gabriela Sousa Pires, Izabella Alice Vieira de Sousa, Érica Letícia Carvalho de Oliveira, Ivonete Fernandes de Sousa, Lívia Mirelle dos Santos Amorim, Lucélia da Cunha Castro, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: No âmbito da produção de refeições para a comunidade escolar, as unidades de alimentação e nutrição (UANs) devem adotar práticas sustentáveis, sejam relacionadas ao cardápio, ao ambiente/equipamentos ou às políticas e programas que demonstrem responsabilidade social. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre práticas sustentáveis adotadas em UANs escolares, no Brasil. Metodologia: O estudo utilizou como método a revisão sistemática da literatura. A coleta de dados ocorreu nas bases de dados Scielo, Periódicos Capes e Google Acadêmico, durante o mês de março de 2019. Para as buscas, foram adotados os descritores em Ciências e Saúde (DeCS), ou seus sinônimos em português, sendo estes cruzados, utilizando-se o operador booleano ores de Desenvolvimento abordavam a temática, sendo excluídos artigos de revisão, trabalhos de conclusão de curso, dissertações, teses e editoriais. Para ser selecionado, o documento foi lido na íntegra. Resultado: Foram encontrados 30 estudos, dos quais 25 não se adequaram aos critérios de inclusão. Nos 5 estudos selecionados, foram analisadas 27 escolas. Apenas um estudo abordou o uso sustentável de água e energia, e para este caso, a avaliação foi negativa. No quesito controle do volume e da destinação de resíduos, três estudos relataram ausência de monitoramento, de coleta seletiva, bem como da reciclagem do óleo de fritura. Um estudo estava em conformidade nesse quesito, porém não descreveu as formas de controle. Um dos trabalhos relatou que o óleo residual era armazenado em galões e coletado por uma empresa de material de limpeza. Quanto às sobras, dois estudos referiram não haver controle das mesmas. Em um dos artigos, foi reportado que os resíduos sólidos orgânicos se destinavam à compostagem. Havia falta de orientação dos profissionais sobre práticas sustentáveis. Conclusão: Há poucos estudos abordando sustentabilidade no contexto das UANs escolares brasileiras, o que evidencia a necessidade de se promover a divulgação das práticas sustentáveis executadas, bem como dos fatores que dificultam mais ações nesse sentido. Palavras-chave: Alimentação Escolar. Serviços de Alimentação. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. PLANEJAMENTO FÍSICO-FUNCIONAL DE UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO ESCOLARES: UM ESTUDO DE REVISÃO Lorena Soares Santos, Maria do Socorro Silva Alencar, Geânia de Sousa Paz Lima, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: As Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs) das escolas públicas e filantrópicas têm o objetivo de fornecer alimentação escolar para atender às necessidades nutricionais dos estudantes, respeitadas as faixas etárias da clientela. Para tanto, as refeições produzidas nessas unidades devem ser adequadas sob os aspectos sensorial e nutricional, além de seguras do ponto de vista da qualidade higiênica e sanitária. Nesse sentido, é necessário que a UAN esteja estruturada de modo a permitir um fluxo ordenado e sem cruzamentos, isto é, deve haver criterioso planejamento físico-funcional. Objetivo: Identificar os fatores físico- funcionais que podem interferir na produção de alimentos seguros nas UANs escolares. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática e as buscas ocorreram na Base de dados rtuguês, publicados de 2008 a 2018. Após a triagem do material encontrado, mediante leitura dos títulos e resumos, os documentos foram arquivados em um banco de dados. Foram excluídos os materiais que não tratavam diretamente do escopo do trabalho, artigos não publicados em periódicos indexados, além de estudos indisponíveis na versão completa, monografias e artigos de revisão. Os documentos incluídos foram lidos na íntegra. Resultados: Foram encontrados 42 artigos, dos quais 8 foram incluídos. Estudos (n=5) demonstraram inadequações nas UANs, a saber: tetos e pisos em condições precárias de conservação, presença de infiltrações, ausência de telas milimétricas nas janelas, inexistência de lavatórios na área de manipulação, alimentos estocados de modo desorganizado e nem sempre divididos por categorias, inexistência de barreiras físicas para vetores e pragas urbanas e falta de área adequada para destinação dos resíduos sólidos. Em 4 estudos, foi reportado que as UANs escolares se encontravam situadas em espaços físicos adaptados (não construídos para a atividade fim), comprometendo a divisão de áreas e o fluxo sequencial do trabalho, o que elevava a possibilidade de contaminação dos alimentos. Conclusão: Há evidências de inadequações do planejamento físico-funcional das UANs escolares analisadas pelos autores, o que possivelmente compromete a produção de alimentos seguros e, assim, o alcance dos objetivos da alimentação escolar. Palavras-chave: Alimentação Escolar. Planejamento Físico. Segurança Alimentar. Nutricional. SUPLEMENTAÇÃO DE ÓLEO DE MACADÂMIA ATENUA O INCREMENTO DE CÉLULAS DE KUPFFER EM CAMUNDONGOS ALIMENTADOS COM DIETA DE CAFETERIA, SEM EFEITO APARENTE SOBRE ESTEATOSE HEPÁTICA Amanda Marreiro Barbosa, Thayz Rodrigues Chagas, Alex Rafacho, Everson Araújo Nunes Introdução: A obesidade experimental induzida por dieta rica em gorduras e açúcares simples promove alterações glicêmicas e lipídicas, além de esteatose hepática e inflamação relacionada. Contudo, a ingestão de óleos ricos em ácidos graxos monoinsaturados ômega-7 e ômega-9 (ex: óleo de macadâmia) parece contribuir para a atenuação de algumas destas alterações. Objetivo: Neste trabalho, avaliamos as repercussões da ingestão de óleo de macadâmia sobre o perfil glicêmico, o acúmulo de lipídios hepáticos e células de Kupffer (macrófagos) provocado pelo consumo da dieta de cafeteria. Metodologia: Camundongos C57/BL6 (30 dias de idade) foram divididos em quatro grupos: controle (CTL), alimentados com dieta de cafeteria (DC), suplementados com óleo de macadâmia (OM: 1g/kg de p.c.) e alimentados com dieta de cafeteria e suplementados com óleo de macadâmia (DOM), por 16 semanas, n=10. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais- UFSC (protocolo 5855301015). Os dados foram analisados pelo teste ANOVA de duas vias, considerando significativo p<0,05. Resultados: A ingestão de dieta de cafeteria causou aumento significativo de 14% na glicemia de jejum e redução de 25% na tolerância à glicose. Além disso, estes animais apresentaram aumento no acúmulo de lipídeos hepáticos pela análise histológica do fígado e aumento do número de células inflamatórias hepáticas. Os animais do grupo DOM apresentaram esteatose hepática, mas o número de células de Kupffer foi menor quando comparado ao obtido no grupo DC, sugerindo um efeito protetor do óleo de macadâmia. Conclusão: O consumo de dieta de cafeteria promove alterações no metabolismo glicêmico e esteatose hepática. Já a ingestão de óleo de macadâmia mostrou-se eficaz em atenuar o aumento de células de Kupffer sem alteração aparente de outros parâmetros. Assim, estes achados alertam para o consumo de alimentos com alta densidade calórica e com baixo valor nutricional e fornecem informações sobre um possível efeito do óleo de macadâmia. Palavras-chave: Dieta de cafeteria. Obesidade. Ômega 9. CONSUMO ELEVADO DE AÇÚCARES SIMPLES ALIADO À SUPLEMENTAÇÃO COM ÓLEO DE MACADÂMIA INCREMENTA O ACÚMULO DE LIPÍDEOS HEPÁTICOS, MAS REDUZ O CONTEÚDO DE CÉLULAS DE KUPFFER Amanda Marreiro Barbosa,Thayz Rodrigues Chagas, Alex Rafacho, Everson Araújo Nunes Introdução: O aumento do consumo, especialmente de açúcares simples, predispõem à esteatose hepática e instalação de um quadro inflamatório. Para atenuar estes efeitos, estudos com ácidos graxos monoinsaturados ômega 9 e ômega 7 (fonte: óleo de macadâmia), têm mostrado prevenir alterações metabólicas, como por exemplo, esteatose hepática e inflamação. Objetivo: Avaliamos o efeito da ingestão de óleo de macadâmia sobre a esteatose hepática e parâmetros inflamatórios alterados pelo consumo elevado de carboidratos simples. Metodologia: Camundongos C57/BL6 após o desmame foram divididos em quatro grupos: controle (CTL), alimentados com dieta de cafeteria (DC), suplementados com óleo de macadâmia (OM: 1g/kg de p.c.) e alimentados com dieta de cafeteria e suplementados com óleo de macadâmia (DOM), por 16 semanas, n=9-12. Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais-UFSC (protocolo 5855301015). Os dados foram analisados pelo teste ANOVA de duas vias, considerando significativo p<0,05. Resultados: A ingestão de dieta de cafeteria promoveu aumento no conteúdo de triacilglicerol -TAG hepático. Quando associada à suplementação com óleo de macadâmia (grupo DOM) os animais apresentaram uma intensificação deste aumento nas concentrações hepáticas de TAG. Além disso, a atividade enzimática da aspartato aminotransferase AST no plasma foi maior quando se associou à ingestão de DC e OM. A análise histológica do fígado mostrou que os animais do grupo DC apresentaram maior acúmulo de lipídeos hepáticos e células de Kupffer. No entanto, houve atenuação no conteúdo destas células nos animais do grupo DOM. Conclusão: O óleo de macadâmia associado à dieta de cafeteria aumenta o acúmulo de lipídeos hepáticos e a atividade da AST, mas atenua aumento no conteúdo de células de Kupffer. Com isso, deve-se ter precaução na combinação de óleos vegetais com dietas ricas em açúcares simples. Palavras-chave: Carboidrato simples. Esteatose hepática. Óleo de macadâmia. HOMEOSTASE DO ZINCO E EXPRESSÃO DA ZIP-10 NO CÂNCER DE MAMA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Daniele Rodrigues Carvalho Caldas, Gilmara Peres Rodrigues, Nadir do Nascimento Nogueira Introdução: O câncer de mama é uma doença de etiologia multifatorial decorrente de inúmeros processos moleculares ainda não totalmente elucidados. O zinco, como elemento-traço essencial ao crescimento celular, síntese e integridade do genoma, tem sido relacionado a neoplasias. Nesse contexto, a refinada regulação da homeostase do Zn, realizada por proteínas transportadoras específicas da família Zip (Zrt-, Irt-like protein) tem sido demonstrada na carcinogênese mamária. Estudos relacionam alterações na expressão gênica da Zip-10 com o comportamento invasivo em células cancerígenas, estando associada a um fenótipo mais agressivo no câncer de mama. Apesar das evidências demonstradas, ainda são inconsistentes os estudos que relacionam o status do zinco e a homeostase do seu metabolismo no câncer de mama. Objetivo: Contribuir para melhor compreensão sobre a homeostase do zinco e expressão da Zip-10 no câncer de mama. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde formulou-se a seguinte quest das alterações no status do zinco e expressão da Zip- -se as bases de dados PubMed da National Library of Medicine, BVS (Biblioteca Virtual da Saúde) e Scopus. Utilizou-se estudos disponíveis em sua totalidade, sem limite de ano de publicação, nos idiomas português, espanhol e inglês. Dez estudos foram incluídos nesta revisão. Resultados: Os estudos demonstraram que a Zip-10 tem expressão elevada em linhas de células metastáticas e junto com a Zip-6 formam um complexo heteromérico que resulta na interação com a molécula de adesão celular neural 1 (NCAM1). Essa interação pode regular a transição epitelial-mesenquimal determinando a conversão fenotípica da célula em metástase. Takatani- Nakase et al. (2014), identificaram que a migração celular induzida pela elevada concentração de glicose é inibida pela diminuição da Zip-6 ou Zip-10 e, por quelação do zinco, indicando que o zinco e a Zip-10 tem funções essenciais no aumento da movimentação das células de câncer de mama da linhagem MCF-7 em um ambiente de glicose elevada. Conclusão: As alterações na regulação do metabolismo do zinco promovida pelas proteínas da família transportadora de zinco a exemplo da Zip-10 parece ter relação com o desenvolvimento e malignidade da neoplasia mamária. Palavras-chave: Câncer de mama. Zinco. Zip-10. ÍNDICE DE REJEIÇÃO DE ALIMENTOS EM UM REFEITÓRIO INSTITUCIONAL: UMA QUESTÃO GERENCIAL E DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL Maria Yasmin Ribeiro da Cruz, Natália de Jesus Melo, Geovana Chaves Ximenes de Morais, Yanna Jéssica de Carvalho Lima, Regielly de Oliveira Pereira, Teresinha Rodrigues Veloso, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: Os desperdícios de alimentos ocorrem em todo o processo produtivo e de distribuição de refeições, sendo classificados como internos, a exemplo das perdas no pré- preparo, e externos, quando o comensal deixa muitos restos alimentares nas bandejas. Conhecer o índice de rejeição, nos serviços de alimentação, torna-se útil para o gerenciamento financeiro, de resíduos sólidos (relacionado à sustentabilidade ambiental) e da aceitação do cardápio. Objetivo: Avaliar o índice de rejeição (IR) de alimentos em um refeitório institucional e suas principais causas. Metodologia: A pesquisa foi desenvolvida em um único dia, em um refeitório destinado a funcionários, residentes e acompanhantes de pacientes, localizado em hospital público do nordeste brasileiro. A amostra foi composta por 25 bandejas (cerca de 30% dos comensais atendidos diariamente no local), durante a refeição almoço. Para avaliar o IR, foi realizada a pesagem da bandeja porcionada (alimentação servida) e dos restos das refeições. Para tanto, as bandejas foram identificadas, previamente. Nas pesagens, utilizou-se balança digital, marca Eletronic SF-400, capacidade 1g a 10 kg. Para o cálculo do IR, aplicou-se a seguinte fórmula: Percentual de rejeição (%) = (Peso dos Restos/Peso da Alimentação Servida) x 100. Foram observados os fatores possivelmente relacionados à rejeição/aceitação. Resultados: Do total de comensais avaliados, 68% (n=17) apresentaram 16,4% de IR. O IR médio do total avaliado foi igual a 13,4%. Os resultados foram superiores ao ponto de corte estabelecido em 10% para a coletividade sadia. A falta de consciência do comensal representou a principal causa observada para explicar os achados, visto que este serve sua própria refeição, a exceção da porção proteica, a qual é porcionada por copeiro treinado. Ressalta-se que o cardápio foi composto por arroz simples, feijão, purê de macaxeira, carne com calabresa ou coração ao molho madeira, salada cozida (chuchu, batata inglesa, cenoura, beterraba e ervilha) e vinagrete de pimentão, cebola e tomate. As temperaturas das preparações eram controladas. Nutricionistas realizaram teste sensorial. Conclusão: O IR encontra-se inadequado, apesar do cardápio habitual e do respeito ao hábito alimentar da clientela. Faz-se necessário reavaliar o processo de distribuição das refeições no refeitório, efetuar o controle de resto-ingestão de forma periódica e promover campanhas de conscientização da clientela para reduzir o desperdício de alimentos. Palavras-chave: Dietética. Desperdício de Alimentos. Serviços de Alimentação. MERCADO PÚBLICO: IDENTIDADE CULTURAL ALIMENTAR DE UMA REGIÃO Martha Teresa Siqueira Marques Melo, Maria das Dores Cavalcante dos Santos, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Bianca Lourrany dos Santos Silva, Monique da Silva Rocha, Lila Cristina Xavier Luz, Cecilia Maria Resende Gonçalves de Carvalho Introdução: No Brasil, a cultura alimentar foi influenciada, no percurso de sua história, pela miscigenação de culturas de diversos povos,que agregando-se a região geográfica, resultaram em alimentação variada com características específicas de cada espaço do país. Os mercados públicos brasileiros são ambientes com representação dos saberes da alimentação regional e identidade cultural de um povo. Objetivo: Verificar a importância da comida de mercado público para a cultura local na percepção dos permissionários de restaurantes de mercado. Metodologia: Pesquisa com abordagem qualitativa, realizada no segundo semestre de 2018, com os permissionários de 17 restaurantes de mercado público de uma capital do Nordeste brasileiro, os quais foram entrevistados sobre a importância da comida produzida no mercado para a cultura local. Essa investigação faz parte de trabalho de tese de doutorado, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí, parecer nº 2.139.962. Resultados: Os indivíduos entrevistados demonstraram que a alimentação produzida no todo mundo vem de fora para procurar a alimentação (A), com indicação do local ser ponto turístico, no qual as pessoas apreciam os pratos regionais; é importante por ter grande (B), referindo a importância da comida como um atrativo para o mercado, enaltecendo o sabor da alimentação e pela demanda de consumidores; importante para manter a cultura de alimentar-se (C), sinalizando que essa prática é importante para a preservação do consumo de refeições no mercado, passada de geração à geração; (D), com alusão de que a comida de mercado, por ser típica, preparada na hora, com uso de alimentos locais, representa a tradição, desperta sentimento com valorização da comida que representa a cultura regional. Conclusão: O mercado público é uma ferramenta de suma importância para a divulgação de uma determinada região, um espaço que propicia práticas alimentares e que mantem a cultura da cidade. Desse modo, a alimentação produzida em mercado público expressa a relação entre alimentação regional, identidade e cultura típica do local. Palavras-chave: Alimentação. Cultura. Mercado. BAIXA INGESTÃO DE MAGNÉSIO E RISCO DE DEPRESSÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA Michele Gaze Gonçalves Fontenele Gomes, Marcelo Nery do Rego, Luana Mota Martins Introdução: A depressão constitui um grave problema de saúde pública devido à sua alta prevalência e repercussões na saúde geral e psicossociais. Algumas teorias têm sido descritas para explicar as causas desse transtorno como a monoaminérgica e a citocinérgica em que há uma baixa disponibilidade de neurotransmissores e um aumento na produção de citocinas pró- inflamatórias respectivamente. Nesse sentido, a ingestão de nutrientes, em especial o magnésio, tem sido sugerida para atenuar os riscos de depressão devido a sua participação em várias vias de neurotransmissão e no estresse inflamatório. Objetivo: Investigar através de uma revisão bibliográfica os efeitos da baixa ingestão de magnésio no desenvolvimento de depressão. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, PubMedeMedline, publicados nos últimos dez anos, a partir dos descritores depressão, magnésio e terapia antidepressiva. Incluiu-se artigos publicados que tratassem sobre o magnésio na etiopatogênese da depressão, disponíveis na integra. Foram excluídos artigos que não incluíam esses requisitos e resumos que não condiziam com a temática, sendo utilizados 20 artigos. Resultados: Evidências cientificas revelam que o consumo de magnésio está aquém da recomendação diária devido ao crescente consumo de alimentos processados em detrimento dos alimentos in naturacomo cereais integrais e vegetais folhosos verdes. Além disso, estas mudanças no perfil dietético são relacionadas com alterações de personalidade, pois a ingestão dietética de magnésio foi inversamente associada ao risco de depressão. Sobre este aspecto, destaca-se a participação do magnésio nos receptores serotoninérgicos, noradrenérgicos e dopaminérgicos aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores, bem como na modulação da via do NF?? atenuando a inflamação. Conclusão: O magnésio participa nas vias de neutrotransmissão bem como no estresse inflamatório. Além disso, a baixa disponibilidade de neurotransmissores e estresse inflamatório crônico têm sido descritos como possíveis desencadeadores da depressão. Portanto, devido à associação negativa entre a ingestão dietética de magnésio e o risco de depressão, sugere-se que esse nutriente seja consumido em quantidades adequadas. Palavras-chave: Magnésio. Depressão. Neurotransmissores. Inflamação. INGESTÃO DE CÁLCIO E SUA RELAÇÃO COM ADIPOSIDADE EM MULHERES Gabriella Holanda de Araújo Freire, Igor Sabino Barros, Rainnério Araújo Simão, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Beatriz Lainy Penha Marques Torres, Maríllia Karla Costa Nascimento, Antonio Gomes da Silva Neto, Luana Mota Martins Introdução: A obesidade é considerada um distúrbio metabólico, tendo como causas principais fatores genéticos, endócrinos, inatividade física e o consumo de uma alimentação não saudável. Nos últimos anos, percebeu-se um crescente interesse no que diz respeito às desordens nutricionais presentes nos indivíduos obesos. Um dos principais métodos utilizados no controle da obesidade é alimentação, assim uma das alternativas que vem sendo bastante estudada é uma alimentação rica em cálcio. O cálcio é um mineral que vem ganhando a atenção dos profissionais de saúde, pois atua aumentando a lipólise e diminuindo a lipogênese, além de favorecer a eliminação de gordura pelas fezes. Objetivo: Compreender a relação entre a ingestão de cálcio dietético e os parâmetros de adiposidade em mulheres. Metodologia: Caracteriza-se como revisão bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, PubMed, Medline e Biblioteca Cochrane, no período de 2013 a março de 2018 a partir dos descritores obesidade, composição corporal, cálcio e adiposidade. Foram excluídos artigos de revisão, estudos realizados com gestantes ou lactantes ou que não apresentaram dados referentes à variação do peso ou composição corporal ao final do estudo. Foram encontrados 151 artigos, após analise criteriosa, considerando os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 21 artigos que abordaram a temática proposta Resultados: Na maioria dos estudos analisados, a ingestão adequada de cálcio dietético apresentou efeitos positivos na redução de peso, tecido adiposo e menor circunferência da cintura em indivíduos obesos ou com excesso de peso. Quando esse mineral está abaixo das concentrações adequadas, decorrente do baixo consumo de seus alimentos fontes, favorece o aumento da formação de moléculas de gorduras, o que acaba por dificultar a sua quebra e oxidação, aumentando assim o acumulo de gordura e - associado à prática regular de atividade física e ingestão adequada de cálcio dietético. Em apenas um estudo, a ingestão de cálcio não influenciou a perda de peso, porém, foi observado uma redução da circunferência da cintura de indivíduos predispostos a adiposidade nessa região. Conclusão: O cálcio apresenta-se relevante na melhoria da composição corporal de mulheres, devido aos seus efeitos antiobesidade, embora ainda não haja consenso sobre a quantidade exata a ser ingerida para que se observe tais efeitos. Palavras-chave: Obesidade. Composição Corporal. Cálcio. Adiposidade. Emagrecimento. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E DOS HÁBITOS ALIMENTARES DE IMIGRANTES BRASILEIROS RESIDENTES EM MALDEN MASSACHUSETTS Najarah Caracas Cedro Introdução: Embora a pirâmide alimentar brasileira seja baseada em grande parte pela pirâmide dos Estados Unidos, imigrantes brasileiros têm dificuldades ao se adaptarem à alimentação americana, pois esta tem grande relação com rotina corrida do país capitalista, que opta por refeições fora de casa, principalmente fastfoods. Objetivo: avaliar se a alimentação americana modificou o estado nutricional de dois imigrantes, uma mulher de 50 anos e um adolescente de 16 anos, que residem em Malden-Massachusetts.Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, avaliado de maneira retrospectiva longitudinal, de outubro de 2017 a março de 2019. Para a avaliação, foram aplicados duas vezes ao ano os métodos de Questionário de Frequência de Consumo de Alimentos (QFCA) e História Alimentar (HA), IMC e fotos das principais refeições. Resultados: em 2017, o QFCA e HA apontaram que os entrevistados reduziram o consumo alimentar, realizando apenas 3 refeições ao dia, devido à má adaptação à culinária americana; no primeiro semestre de 2018, observou-se que houve uma melhor adaptação, principalmente por parte do adolescente, pois o mesmo começou a estudar e em sua escola há disponibilidade de alimentos na hora do intervalo, a baixo custo. A escola atende ao NSLP (National School Lunch Program), que visa uma alimentação saudável com refeições naturais, grãos integrais, frutas e vegetais, e lanches saudáveis; porém, as fotos enviadas pelo entrevistado mostram o contrário, alimentos gordurosos e fastfoods. Embora houvessem frutas disponíveis, o mesmo optava pelos fastfoods, afirmando a escolha pela influência de amigos e pela disponibilidade deles a um preço acessível. No segundo semestre de 2018, as refeições da entrevistada aumentaram para 4, porém eram realizadas fora de casa e o consumo de doces e massas aumentaram e o de frutas e verduras, diminuiu. No início de 2019, os entrevistados melhoraram a qualidade de suas refeições, optando por saladas, grãos, frutas e lanches saudáveis algumas vezes na semana; mas a falta de tempo para preparar e realizar as refeições, a indisponibilidade de alimentos saudáveis e a influência da cultura da região, continuam sendo empecilhos para manter uma alimentação saudável. O IMC no período da pesquisa, variou entre sobrepeso, obesidade e heterotrofia entre ambos. Conclusão: a alimentação dos EUA pode ser afetar a qualidade da alimentação de brasileiros que residem no país, interferindo na saúde, necessitando acompanhamento nutricional. Palavras-chave: Hábitos alimentares. Imigrantes. Estados Unidos INVESTIGAÇÃO DO CONHECIMENTO NUTRICIONAL DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO Aryelle Lorrane Da Silva Gois, Eduardo Henrique Da Silva Brito, Fátima Karina Costa de Araújo, Fabiane Araújo Sampaio Introdução: A musculação consiste em um treinamento com peso, designada como uma atividade anabólica, que propicia benefícios estéticos satisfatórios com modificações corporais, incluindo perda da gordura corporal e ganho de massa muscular. Os praticantes de musculação estão mais expostos a informações nutricionais de variadas fontes, que raramente se veiculam ao embasamento científico. Por esperarem resultados imediatos, acabam seguindo hábitos que podem resultar em prejuízos à saúde. Objetivo: investigar o nível de conhecimento nutricional em praticantes de musculação. Metodologia: Pesquisa de natureza quantitativa de corte transversal, realizado com 150 praticantes de musculação de ambos os sexos, entre 20 a 40 anos. Para determinação do estado nutricional e composição corporal, utilizou-se o IMC e somatório das quatro dobras cutâneas, respectivamente. Para o nível de conhecimento nutricional foi utilizada a escala desenvolvida por Harnack et al. (1997) e, posteriormente traduzida, adaptada e validada para o Brasil por Scagliusi et al. (2006). Na avaliação do consumo alimentar utilizou-se o recordatório de 24h, analisado pela Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). A análise estatística dos dados foi realizada por meio do programa SPSS v. 22.0, utilizando a correlação de Pearson para verificar associação entre as variáveis. O projeto foi submetido à plataforma Brasil para análise e parecer, conforme prevê a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e aprovado segundo ao número do CAAE 49733415.1.0000.5685. Resultados: O consumo alimentar verificou ingestão elevada de proteína (>15%) para ambos os sexos, baixa ingestão calórica para os dois grupos, baixo consumo de carboidratos para o sexo feminino (<55%), consumo adequado de lipídios para ambos os sexos. Houve correlação positiva entre o conhecimento nutricional e consumo de proteínas (p<0,05). A partir dos resultados, pode-se verificar que os participantes possuem moderado conhecimento nutricional e estão eutróficos. Em relação ao consumo alimentar, foi observada uma ingestão maior de proteínas, que se acredita está relacionado com o conhecimento nutricional. Conclusão: Apesar do conhecimento nutricional dos praticantes de musculação se encontrar em nível moderado, faz-se necessário investir em estratégias nutricionais educacionais, pois se observa ingestão insuficiente de energia para realização de suas atividades e alcance de seus objetivos. Palavras-chave: Conhecimento nutricional. Perfil nutricional. Praticantes de musculação. A INFLUÊNCIA DA MÍDIA NO CONSUMO ALIMENTAR INFANTIL: UMA REVISÃO DA LITERATURA Leidiany Ramos Brito Silva, Carla Bianca Montes Pimenta Bessa, Ilma Monteiro Progênio, Silvia Leticia da Silva Santos, Paulo Marcio Siqueira Pontes, Márlia Barbosa Pires Introdução: A publicidade é uma técnica utilizada pelas empresas para fazer as crianças ingerirem seus produtos pobres em nutrientes. Com o conhecimento de que doenças como a obesidade podem acontecer ainda mais facilmente, especialistas propõe que propaganda de alimentos ruins seja menos atrativa, tornando assim as escolhas saudáveis mais fáceis. Objetivo: Identificar na literatura níveis de influência midiática em relação aos maus hábitos de consumo alimentar por parte de crianças Metodologia: Trata-se de um estudo de natureza bibliográfica, realizado por meio de uma revisão minuciosa da literatura científica, tendo como núcleo de interesse a influência da mídia sobre os hábitos alimentares infantis publicadas nos últimos 10 anos. As informações sobre os estudos foram extraídas das revistas indexadas nas bases de dados em saúde Lilacs (Literatura Latino-americana e do Caribe) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online). Considerando as seguintes palavras chaves: consumo infantil, consumo alimentar infantil, comportamento de compra infantil, comportamento de compra do consumidor infantil e publicidade infantil, marketing infantil, obesidade infantil. Resultados: foram encontrados 48 artigos científicos. Após a seleção dos artigos. Dentre estes somente 10 artigos estavam relacionados à temática de interesse e dentro dos padrões de inclusão. Estes estudos mostram que a televisão é um elemento de grande influência na educação, hábitos de consumo e até mesmo no modo de vida das crianças, correlacionando-se positivamente com o consumo exagerado, não observado somente nas crianças, mas também nos adultos, mesmo nas classes mais baixas, em consequência as facilidades de compra de produtos, variabilidade de marca e de pagamentos. E este aumento de consumo está diretamente relacionado as correlacionadas as divulgações em mídias, os comerciais têm como alvo principal as crianças, associando a imagem de personagens infantis à compra de produtos, e necessidade por parte dos pais de satisfazer as necessidades de seus filhos. Observa-se a impossibilidade de reconhecer, nessa estratégia, a preocupação em atender a especificidade da infância, ou seja, a intenção de fornecer aos jovens uma formação adequada. Conclusão: a mídia televisiva tem participação ativa e majoritária nas atividades cotidianas infanto-juvenis e, assim, os meios de comunicação acabam por desempenhar papel estruturador na construção e desconstrução de hábitos e práticas alimentares. Palavras-chave: Mídias. Publicidade de alimentos. Consumo alimentar A INFLUÊNCIA DO CONSUMO DE CAFÉ SOBRE A HOMEOSTASE GLICÊMICA EM INDIVÍDUOS COM OU SEM EXCESSO DE PESO CORPORAL Amanda Glenda Sousa Silva, Ellen Maria Lima Cruz, Ruan Guilherme de Oliveira França, Paula Fernanda Costa da Silva, Luana Santos Araújo Dantas, Vanessa Batista de Sousa Lima Introdução: Estudos epidemiológicos mostram que o consumo de 3 a 4 xícarasde café/dia está associado com o menor risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2 (DM2), devido à sua alta concentração de polifenóis, principalmente o ácido clorogênico (CGA) que é antioxidante e anti-inflamatório e ajuda no controle da sensibilidade à insulina, tolerância a glicose e do peso corporal. A quantidade de CGA em cada xícara de café varia conforme o método de torrefação do grão e o tipo de café (expresso, cafeinado e descafeinado). Objetivo: Investigar os efeitos agudo e crônico do café sobre respostas glicêmicas e insulinêmicas em indivíduos saudáveis. Metodologia: É uma revisão integrativa elaborada com estudos originais, publicados nas bases de dados Scielo e PubMed, entre os anos 2009 e 2019. Resultados: No estudo de Jokura et al. (2015), o pico hiperglicêmico observado 30 minutos após o consumo de 355mg de CGA no café cafeinado foi menor comparado com o placebo (mesma dose de cafeína do café), mas não alterou a insulina pós-prandial em indivíduos eutróficos. Resultados semelhantes foram observados em Robertson et al. (2015) com café descafeinado (47 a 188mg de CGA) em homens com sobrepeso. Por outro lado, Boon et al. (2017) não observaram diferenças na resposta glicêmica avaliada imediatamente após o consumo de café cafeinado e descafeinado (ambos com ~300mg de CGA) em homens com sobrepeso submetidos ao teste de tolerância oral à glicose (oGTT). Em Rakvaag e Dragsted (2015), a insulina aumentou após o consumo de café muito torrado (2mg de CGA), apesar de não ter alterado a glicemia; o que não ocorreu com o consumo de café levemente torrado (~18mg de CGA) em indivíduos com sobrepeso. Neste estudo, o grau de torrefação influenciou o teor de CGA do café. Cronicamente, o consumo de 600mL/dia de café solúvel (8 semanas) diminuiu a glicemia de jejum (GJ) e a resistência à insulina (RI), apesar de não alterar a insulina de jejum (IJ) em indivíduos eutróficos. Já em Kempf et al. (2010), a IJ, GJ, RI, as respostas glicêmicas e insulinêmicas no teste oGTT não alteraram em obesos que consumiram 600mL a 1,2L de café filtrado durante 8 semanas. Conclusão: O conteúdo de ácido clorogênico no café parece ser determinante para melhorar a homeostase glicêmica, principalmente em cafés descafeinados. No entanto, os estudos clínicos ainda são inconclusivos e controversos devido às variações nos tipos de café, grau de torrefação dos grãos e interação entre compostos fenólicos do café. Palavras-chave: Diabetes mellitus tipo 2. Glicemia. Insulina. Ácido clorogênico. Café. SITUAÇÃO ATUAL DO TERRITÓRIO ENTRE RIOS QUANTO À OFERTA DE ALIMENTOS PARA O PNAE PELAS ORGANIZAÇÕES FAMILIARES. Júnia Mariza Alves Araújo, Apoliane Lira Oliveira, José Eduardo Vasconcelos de Carvalho Júnior, Jessica Daniele Lustosa da Silva, Francisco Carlos Gândara, Ricardo Silva de Sousa, Marize Melo dos Santos, Carlos Humberto Aires Matos Filho Introdução: O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) tem como um dos objetivos, contribuírem a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos. Dessa forma, a Lei nº 11.947/09 estabelece que 30% dos recursos repassados pelo FNDE, devem ser utilizados na aquisição de produtos da agricultura familiar. Na região Nordeste, um aspecto bastante relevante é a falta de organização com relação à produção que influencia na comercialização de produtos da AF em oferta continuada, como requer o PNAE, o Piauí carecem de atenção, no que se refere a atingir o mínimo de 30%, e na reduzida quantidade de municípios que nunca realizaram qualquer operação de aquisição. Objetivo: Conhecer a situação atual dos municípios do Território Entre Rios quanto à oferta de alimentos por parte de organizações familiares para o PNAE. Metodologia: Foram aplicados questionários contendo 51 questões sobre o perfil, produção e sobre o conhecimento e execução do PNAE para os representantes das associações em 30 municípios do Território. Número do parecer: 2734038 Resultados: Foram aplicados 41 questionários aos representantes das organizações, sendo que 96% destas organizações são associações. A DAP é requisito básico para participação das chamadas pública e 91% das organizações possuíam DAP Jurídica e apenas 66% estavam válidas. A principal atividade desenvolvida pelos sócios é a agricultura (82%). 90% das organizações têm conhecimento das Políticas Públicas de Aquisição de alimentos da AF. Embora 80% dos representantes das organizações afirmaram conhecer o PNAE apenas 52% dos entrevistados afirmam que já participaram de chamada pública do PNAE. Dos que já participaram 82% dizem terem concluído a venda. 85% dos representantes têm interesse em vender para o PNAE. Conclusão: Observa-se que a maioria das organizações conhece o PNAE, já venderam ou/e se interessam em vender ao PNAE. Palavras-chave: Organizações. PAA. Agricultura familiar. AQUISIÇÃO DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA A PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL DE ESCOLARES Joyce Sousa Aquino Brito, Ivonete Moura Campelo, Cecília Maria Resende Gonçalves de Carvalho, Maria Devany Pereira, Layonne de Sousa Carvalho, Guida Graziela Santos Cardoso, Victor Alves de Oliveira, Marize Melo dos Santos Introdução: A alimentação escolar é um direito dos estudantes e é considerada uma estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional respaldada pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O PNAE visa oferecer alimentação saudável aos alunos de escolas públicas de educação básica, além de estimular a agricultura familiar (AF) por meio da compra de gêneros alimentícios para as escolas. Objetivo: Descrever o processo de aquisição de gêneros da AF para a promoção da alimentação de escolares. Metodologia: Trata-se de um recorte do istas na comercialização de alimentos (CECANE-UFPI), realizado em pactuação com a Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2018 por meio de questionário estruturado em aplicativo Epicollect, contendo questões sobre a aquisição de gêneros alimentícios da AF para o PNAE, em 30 municípios do Estado. Os dados foram digitados em planilhas do programa Excel (2010) e analisados segundo estatística descritiva. Os municípios participantes assinaram um termo de adesão e o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFPI (parecer nº 2.734.038.). Resultados: Entre as formas de aquisição, as mais comuns foram licitação (55%) e chamada pública (38%). No processo de compra houve participação do nutricionista responsável técnico em 80% dos municípios, sendo que o mesmo esteve presente em diferentes momentos: na chamada pública (40%), na avaliação de preços dos gêneros alimentícios (20%) e da qualidade dos alimentos (20%), e na escolha do fornecedor (20%). Para aquisição dos gêneros, 86% dos gestores municipais relataram existir contrapartida financeira para o PNAE. Porém, somente 20% dos municípios cumpriram o mínimo de 30% dos recursos repassados pelo FNDE na aquisição de gêneros alimentícios da AF. Conclusão: Fragilidades foram observadas no processo de compra de gêneros da AF para o PNAE no que se refere ao cumprimento da legislação. Com nisso, devem ser investigados mais profundamente os motivos que dificultam a operacionalização do programa e a partir disso, buscar possíveis soluções que venham contribuir para a garantia de uma alimentação escolar dentro de princípios que promovam a segurança alimentar e nutricional, com consequente formação de hábitos alimentares saudáveis e promoção da saúde dos escolares. Palavras-chave: Programas e Políticas de Nutrição e Alimentação. Alimentação Escolar. Segurança Alimentar e Nutricional. ELABORAÇÃO DE IOGURTE DE LEITE DE CABRA COM KEFIR, SABORIZADO COM GELEIA DE RESÍDUO DE MANGA ORGÂNICA Thânya Maria Araújo Guimarães, Maria Fabrícia Beserra Gonçalves, Marcos Antônio da Mota Araújo, Regilda Saraiva dos Reis Moreira-Araújo Introdução: Um dos produtos derivados do leite que pode ser considerado alimentofuncional é o iogurte. Esse alimento é bastante consumido pela população. Sendo assim, desenvolver um produto que já é aceito na sociedade, mas com melhores características nutritivas, proporcionou a utilização de partes não usuais da fruta, como a casca, tendo em vista que são as grandes percas na indústria de sucos de frutas. Ademais, acredita-se que a adição de grãos de kefir no produto, além de melhorar a microbiota intestinal, proporcione várias outras propriedades terapêuticas, efeito hipocolesterolêmico, efeito anticarcinogênico e estimulação do sistema imune. Em relação ao leite caprino, que foi utilizado na obtenção do produto, tem-se que é uma boa opção para pessoas que sofrem alergias a algumas proteínas do leite de vaca, pois possui diminuição do conteúdo de alfa-s1 caseína, que promove a formação de coágulos finos facilitando a digestão. Objetivo: Elaborar um iogurte com leite de cabra adicionado de kefir e geleia de resíduo de manga orgânica. Metodologia: O presente trabalho é um recorte do projeto - em Pesquisa, sob parecer n°750.942. Para a produção do iogurte fez-se a adição de kefir ao leite, com fermentação de 18 a 20h em temperatura ambiente, filtrou-se e obteve-se o leite fermentado. Seguiu-se produção da geleia com o resíduo de manga e homogeneizou-se com o iogurte. Realizou-se o teste com duas formulações diferenciando-se no teor de açúcares. A análise sensorial foi realizada com 115 assessores não treinados, de ambos os sexos, na faixa etária de 18 a 50 anos, com a devida assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conforme resolução nº 466, de 12 de Dezembro de 2012 do Conselho Nacional de Saúde, por meio do teste de aceitação, utilizando-se escala hedônica estruturada de nove pontos. Para avaliar a intenção de compra foi utilizada uma escala de atitude de 5 pontos e realizou-se o teste pareado de preferência. As amostras foram oferecidas em blocos completos casualisados, codificados com números aleatórios de três dígitos. Resultados: Os produtos obtiveram 81,7 e 80 % de notas de aceitação (6 a 9) para o iogurte com açúcar e sem açúcar, respectivamente, não apresentando diferença estatisticamente significativa para preferência e intenção de compra. Conclusão: Os produtos elaborados tiveram ótima aceitação e apresentaram viabilidade para produção. Palavras-chave: Kefir. Leite de Cabra. Resíduo. Iogurte. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DE ACADEMIAS Fernanda Lima dos Santos, Maria Rosiany Sousa Moreira, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Paulo Víctor de Lima Sousa Introdução: Atualmente, a musculação vem sendo praticada por considerável parcela da população, e os praticantes dessa atividade desejam, em grande parte, modificações referentes à estética, principalmente no que diz respeito ao emagrecimento e aumento da massa muscular. Assim, a avaliação do estado nutricional é fundamental para elucidar a composição corporal e hábitos alimentares dentro da prática de atividade física. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de praticantes de musculação de academias. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo transversal, descritivo de caráter quantitativo. A amostra desse estudo foi constituída por 219 praticantes de musculação, de ambos os sexos, com idade entre 18 à 64 anos, que praticavam musculação de 4 a 7 dias por semana. Na coleta de dados foi utilizado um estadiômetro fixo a parede da marca Wiso®, para obtenção da estatura, uma balança de bioimpedância da marca OMRON® (modelo HBF-514C) para aferição do peso, percentual de gordura e massa magra. Foi realizado o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) com os dados de peso e estatura. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (nº 2.518.956), e todos os voluntários concordaram em participar do estudo através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram organizados no Microsoft Excel® 2014 e foram apresentados na forma de frequência absoluta e percentual (%) em tabelas e gráficos. Resultados: Segundo o IMC, a maioria dos participantes foram classificados como eutróficos, para ambos os sexos. Entretanto, uma parcela estava na faixa do sobrepeso, com 20,6% para as mulheres, e 33,3% para os homens. É necessária cautela com o uso do IMC em praticantes de musculação, pois esses indivíduos apresentam um elevado % de massa magra e um baixo % de gordura corporal, podendo ter o diagnóstico pelo IMC estimado de forma equivocada. Em relação à gordura corporal, 40,2% dos homens e 39% das mulheres estavam dentro da normalidade, no entanto 31,2% e 33,4% dos homens e mulheres, respectivamente, estavam com o % alto. Para o % de massa magra, observou-se que a maioria das mulheres estavam na faixa de normalidade, correspondendo a 71,6%, e que 41% dos homens apresentaram massa magra normal. Conclusão: A maioria dos indivíduos avaliados estavam na faixa de eutrofia, entretanto, a gordura corporal apresentou-se elevada, o que pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis. Palavras-chave: Antropometria. Gordura corporal. Musculação. RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DE ACADEMIAS Fernanda Lima dos Santos, Maria Rosiany Sousa Moreira, Nara Vanessa dos Anjos Barros, Paulo Víctor de Lima Sousa Introdução: As doenças cardiovasculares são alterações no funcionamento do sistema cardíaco e fazem parte do grupo das doenças crônicas não transmissíveis, causadas por fatores de risco resultantes de mudanças de hábitos de vida. Sendo considerado um grande problema de saúde pública, por ser a principal causa de morte em todo o mundo, em especial nas populações dos grandes centros urbanos. Objetivo: Verificar o risco de doenças cardiovasculares em praticantes de musculação de academias. Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo transversal, descritivo de caráter quantitativo. A amostra desse estudo foi constituída por 219 praticantes de musculação, de ambos os sexos, com idade entre 18 a 64 anos, que praticavam musculação de 4 a 7 dias por semana. Foi utilizando uma fita métrica flexível e inelástica para aferição das circunferências da cintura e do quadril, e para a análise dos dados, foi classificado como baixo risco valores abaixo de 0,90 para homens e menor que 0,80 para mulheres, risco moderado 0,90 0,95 para homens e 0,80 0,85 para mulheres e alto risco >0,95 para homens e >0,85 para mulheres. Uma balança de bioimpedância da marca OMRON® (modelo HBF- 514C) foi utilizada para aferição da gordura visceral. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí (nº 2.518.956), e todos os voluntários concordaram em participar do estudo através da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados foram organizados no Microsoft Excel® 2014 e foram apresentados na forma de frequência absoluta e percentual (%) em tabelas e gráficos. Resultados: Com relação à gordura visceral, verificou-se que a maioria das mulheres (99,3%) e homens (79,5%) estava dentro da normalidade, entretanto, 19,2% dos homens se encontravam com valores elevados de gordura visceral e 1,3% muito elevado. Para o parâmetro relação cintura quadril (RCQ), a maioria dos participantes apresentou baixo risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, em ambos os sexos. Conclusão: Considerando os valores obtidos em relação à circunferência da cintura, quadril e gordura visceral, pode-se concluir que a maioria dos participantes apresentou baixo risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Palavras-chave: Antropometria. Gordura visceral. Circunferência da cintura. Musculação. REPERCUSSÕES DA CAQUEXIA SOBRE A HOMEOSTASE GLICÊMICA DE PACIENTES COM CÂNCER: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA Amanda Ferraz Braz, Eduardo Emanuel Sátiro Vieira, Guilherme Teixeira Nogueira, Emídio Marques de Matos-Neto, Francisco Leonardo Torres-Leal Introdução Caquexia caracteriza-se como umasíndrome resultante da combinação entre perda de massa magra, com ou sem depleção de tecido adiposo, anorexia, aumento do gasto energético e resistência à insulina (RI). No câncer, a caquexia representa uma manifestação frequente e implica em prognóstico ruim. A presença do tumor promove uma resposta inflamatória sistêmica que desencadeia alterações metabólicas. Esta inflamação inibe a atividade das proteínas sinalizadoras da via da insulina, dificultando a ação do hormônio e contribuindo para o desenvolvimento de RI. Diante do contexto adverso atribuído à caquexia, verifica-se a necessidade de estudar os impactos desta síndrome sobre o metabolismo da glicose. Objetivo: Investigar quais as repercussões da caquexia sobre a homeostase glicêmica de pacientes com câncer. Metodologia: Foi realizada uma revisão sistemática dos artigos dos últimos 10 anos envolvendo estudos de delineamento observacional com adultos. As buscas foram realizadas nas bases de dados: PubMed, Scopus, Web of Science e ScienceDirect. Foi Dois autores avaliaram independentemente os estudos para elegibilidade. Resultados: A partir dos 1.276 estudos identificados, 5 foram incluídos na revisão. Participaram 246 indivíduos, destes 161 com câncer e 85 controles não oncológicos com peso estável, cuja média de idade variou entre 51 ± 9 e 69 ± 11 anos. O diagnóstico de câncer no trato gastrointestinal foi predominante e o principal critério para classificação da caquexia tratou-se de perda de peso ? 5% nos últimos 6 meses. Os marcadores diabetogênicos avaliados incluíram: glicose em jejum, insulina em jejum e HOMA- IR. Foram observados maiores níveis de glicose nos indivíduos com câncer (WSC) e com caquexia (CC) quando comparados ao grupo controle (CN). Em contrapartida, as concentrações de insulina encontravam-se maiores no grupo CN. Além disso, o índice HOMA-IR apresentou resultados conflitantes, estando aumentado ora no grupo WSC, ora no grupo CN. Conclusão: Considerando os achados contraditórios desta revisão, não ficou claro quais as repercussões da caquexia associada ao câncer sobre a homeostase glicêmica. Portanto, são necessários mais estudos para o melhor entendimento da implicação da caquexia no metabolismo da glicose. Palavras-chave: Câncer. Caquexia. Glicose. Resistência à Insulina. INVESTIGAÇÃO DO NÍVEL DE SATISFAÇÃO CORPORAL EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO Fátima Karina Costa de Araújo, Andreia Layne de Jesus Silva, Aryelle Lorrane da Silva Goes, Fabiane Araújo Sampaio Introdução: A imagem corporal pode ser conceituada como uma construção multidimensional, que engloba as dimensões físicas, psicológicas e sociais. A prevalência elevada de insatisfação com a imagem corporal tem sido observada na última década em praticantes de musculação que buscam uma imagem corporal ideal e recorrem ao uso exacerbado de suplementos alimentares e uma alimentação inadequada para o consumo. Objetivo: Investigar a (in) satisfação com a imagem corporal e o consumo alimentar de praticantes de musculação. Metodologia: Estudo transversal de natureza quantitava, realizado com 150 praticantes de musculação, de ambos os sexos, com faixa etária entre 20 e 40 anos. A determinação do estado nutricional foi realizada pelo IMC, composição corporal foi investigada por meio do somatório das quatros dobras cutâneas, tricipital, biciptal, subescapular, supra ilíaca, classificadas pelas equações específicas. Para a avaliação do consumo alimentar foi utilizado o Recordatório de 24 horas e analisado por meio da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO, 2011). Para determinação da satisfação corporal foram aplicados o Body Shape Questionnaire (BSQ) e a escala de silhuetas com a finalidade de avaliar a percepção da imagem corporal. Projeto aprovado com o CAAE 49733415.1.0000.5685. Resultados: O IMC indicou estado nutricional de eutrofia com o valor médio para o sexo feminino 23,13 ± 3,54 kg/m² e para o sexo masculino 24,32 ± 2,54 (p>0,05). Consumo alimentar revelou ingestão elevada de proteína (>15%) para ambos os sexos, baixo consumo energético para o sexo feminino e masculino, baixo consumo de carboidratos para o sexo feminino (<55%), consumo adequado de lipídios para ambos os sexos. Em relação ao BSQ do sexo feminino os resultados apontaram que esse grupo possui maior distorção da imagem corporal em comparação com o sexo masculino. Segundo a escala de silhuetas observou que 23,5% dos homens assinalou que sua imagem atual é a silhueta correspondente ao número 3, enquanto que 25,5% das mulheres identificaram-se com a silhueta 5. Em relação ao consumo alimentar, foi observado uma ingestão maior de proteínas, que pode estar relacionado com a performance muscular. Conclusão: Quanto à satisfação corporal a maioria dos indivíduos de ambos os sexos possuem adequada percepção da imagem corporal, porém há casos significativos de distorção da imagem corporal, sendo que nas mulheres essa prevalência foi maior. Palavras-chave: Imagem corporal. Musculação. Alimentação adequada. DESENVOLVIMENTO DE UM BISCOITO SABOR CHOCOLATE COM BIOMASSA DA BANANA VERDE Jaila Maria Feitosa, Conceição Nahana Alves Macedo, Fernanda Lima dos Santos, Maria Rosiany Sousa Moreira, Paloma Alves Ferreira Lima, Yandra Carolyne dos Reis Lucas, Jany de Moura Crisóstomo, Stella Regina Arcanjo Medeiro Introdução: A banana (musa sp.) utilizada para consumo verde e cozida está inserida no grupo de alimentos funcionais do tipo prebióticos, o amido resistente é seu principal componente, sendo de grande interesse para indústria alimentícia, atuando como um poderoso agente espesante, além de aumentar o volume e as características nutricionais dos produtos aos quais é aplicado. Os biscoitos apresentam um grande consumo, longa vida de prateleira, como também boa aceitação e tem sido formulado com a intenção de torná-los fonte de fibras ou proteínas, devido ao grande apelo existentes nos dias atuais para a melhoria da qualidade da dieta. Objetivo: Desenvolver um biscoito a base de biomassa de banana verde, sabor chocolate. Metodologia: Os ingredientes utilizados para o preparo de 80g de biscoito foram farinha de trigo integral (15g), banana verde (7,5g), açúcar mascavo (3,5g), cacau 50% (3,5) e manteiga (9,5g). Primeiro foi preparado a biomassa, onde a banana foi cozida por 7 minutos sob pressão, depois levada ao liquidificador. Para o preparo do biscoito misturou-se a biomassa com os demais ingredientes, obtendo uma massa homogênea, posteriormente os biscoitos foram moldados, e em seguida levou-se ao forno por 32 minutos. A informação nutricional foi obtida através da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Resultados: Para 30g do biscoito desenvolvido, que corresponde a uma porção, foi obtidos os valores de calorias (115,2 Kcal), carboidratos (14,5g), proteínas (2,1g), gorduras totais (5,9g), fibras (3,1g) e sódio (45,5mg). Portanto, o biscoito de biomassa apresentou características nutricionais importantes para à saúde do consumidor, em especial, na reduzida quantidade de sódio, e na quantidade de fibras, já que segundo a Legislação Especifica para Alimentos com Alegação Funcional, a porção do produto pronto para consumo deve fornecer no mínimo 3g de fibras em alimentos sólidos para ser considerado funcional, logo, alcança os valores exigidos de fibra para tal alegação, e pode ser uma boa opção de substituição aos biscoitos ultraprocessados comercializados no mercado, que são formulados sem valores nutricionais significativos e com grandes quantidades de aditivos químicos. O custo total para a produção do biscoito foi R$ 1,20 considerando uma embalagem de 80g. Conclusão: A porção do biscoito a base de biomassa de banana verde apresentou quantidades reduzidas de sódio, e valores de fibras que alcançam os exigidos para alegação de funcional. Palavras-chave: Biscoito. Banana verde. Amido resistente. O USO DE ALIMENTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR NA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR: UMA REVISÃO Beatriz Bianca MirandaSilva, Lucélia da Cunha Castro, Érica Letícia Carvalho de Oliveira, Ana Lívia de Souza Pereira, Joyce Sousa Aquino Brito, Joyce Oliveira da Silva, Poliana Cristina de Almeida Fonseca, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é considerado o maior programa de garantia à segurança alimentar do país e contribui para a formação de hábitos alimentares saudáveis, nas escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público). Esse programa, também, pode fomentar o mercado de pequenos produtores regionais e a cultura alimentar local, por meio da compra de produtos advindos dos Agricultores Familiares. A integração entre a agricultura familiar e a alimentação escolar tem o potencial de melhorar a variedade dos cardápios escolares aproximando produção e consumo de alimentos. Objetivo: Realizar um levantamento mediante revisão da literatura sobre o uso de alimentos da agricultura familiar na alimentação escolar. Metodologia: Os estudos foram identificados nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). A busca foi realizada em abril de 2019 e considerou todos os documentos contendo a combinação do termo -se o -se uma triagem, por meio da leitura dos títulos e resumos dos documentos encontrados. Foram incluídos somente artigos publicados entre 2015 e 2018, realizados no Brasil, e excluídos artigos de revisão, monografias e trabalhos desenvolvidos fora do escopo deste estudo. Resultados: Foram identificados 40 artigos, sendo 17 na base LILACS e 23 na Scielo. Destes, foram excluídos: revisões (n=3), artigos repetidos (n=10) e textos que não versavam sobre o tema de modo mais específico (n=20). Sendo assim, foram selecionados 7 artigos. Todos os municípios destacados nos estudos adquiriam algum produto advindo da agricultura familiar. Em 4 deles, foi mencionado o cumprimento da exigência mínima (30%) da inclusão de gêneros alimentícios procedentes deste tipo de produção agrícola. Desses alimentos, os mais citados foram hortaliças e frutas, além daqueles de origem animal (carnes, ovos, leite e derivados). No entanto, alimentos ultraprocessados ainda são observados nos lanches dos escolares. Conclusão: A inclusão de alguns alimentos procedentes da agricultura familiar está evidenciada nesses estudos. Porém, em muitos municípios, ainda é necessário fortalecer essa prática, de modo que os cardápios executados venham a se ajustar às proposições do PNAE. Palavras-chave: Agricultura sustentável. Alimentação escolar. Abastecimento de alimentos. ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS DE ALIMENTOS PRODUZIDOS EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO NORDESTE BRASILEIRO, NO PERÍODO DE 2018 A 2019 Yanna Jéssica de Carvalho Lima, Regielly de Oliveira Pereira, Teresinha Rodrigues Veloso, Dallyla Jennifer Morais de Sousa, Larissa Layana Cardoso de Sousa, Kaio Magno Carvalho Reis, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: Dietas balanceadas e preparadas em condições adequadas de higiene e controle são indispensáveis à promoção da saúde. Estas tornam-se, particularmente importantes, quando destinadas ao público enfermo. Por sua vez, há doenças transmitidas por alimentos (DTAs), as quais são causadas por microrganismos ou suas toxinas indevidamente presentes no produto alimentício. Há registros dessas doenças em casos isolados ou em coletividades, a exemplo de grupos de pessoas acometidas por DTAs após recebimento de refeição contaminada em uma unidade de alimentação e nutrição (UAN). Os efeitos deletérios das DTAs tornam-se mais impactantes quando acometem pessoas hospitalizadas, visto que podem agravar o quadro clínico já comprometido. Objetivo: Avaliar os resultados de análises microbiológicas de alimentos de uma UAN de um hospital público do nordeste brasileiro. Metodologia: Tratou-se de estudo quantitativo, retrospectivo, realizado de 2018 a 2019. Foram avaliados os resultados das análises microbiológicas trimestrais de cardápios do refeitório (destinado a funcionários, acompanhantes, residentes e internos) e dos pacientes. Para tanto, foram escolhidas as preparações, considerando-se as seguintes categorias, a saber: carnes, guarnições, sopas, saladas (crua e cozida), acompanhamentos (arroz e feijão), sobremesas e lanches noturnos. A escolha das cubas com alimentos foi aleatória, sendo as amostras encaminhados à análise microbiológica em um laboratório credenciado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia). As amostras continham 100g de cada preparação, sendo armazenadas sob refrigeração, na UAN hospitalar, e transportadas em caixas térmicas até o local. As análises seguiram os parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira vigente e a presença dos seguintes microrganismos foi investigada: Escherichia coli, Salmonella spp., Staphylococcus coagulase positiva, coliformes à 45°C e coliformes totais. Tais análises faziam parte da rotina de controles estabelecida pela UAN. Resultados: Não foram encontrados resultados positivos para os microrganismos investigados em nenhuma das amostras analisadas. Conclusão: As análises microbiológicas em questão apontam evidências de controle higienicossanitário, nesta UAN hospitalar, fato que se torna importante para a segurança alimentar e nutricional dos pacientes assistidos. Palavras-chave: Serviço de alimentação. Segurança Alimentar e Nutricional. Higiene dos alimentos. AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES HIGIENICOSSANITÁRIAS DE UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO HOSPITALAR: UM ESTUDO PILOTO Yanna Jéssica de Carvalho Lima, Regielly de Oliveira Pereira, Teresinha Rodrigues Veloso, Sabrina Raquel Pinto Ripardo, Dallyla Jennifer Morais de Sousa, Larissa Layana Cardoso de Sousa, Marcelo Nery do Rêgo, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: Uma Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) consiste em um conjunto de setores que produz e distribui refeições, sendo indispensável assegurar a qualidade nutricional e higienicossanitária dos alimentos oferecidos. Nesse sentido, uma UAN hospitalar necessita ajustar-se a um conjunto de regras de produção e efetuar controles periódicos e sistemáticos, sejam relacionados a pessoal, equipamentos, dentre outros. Assim, a dieta oferecida poderá cumprir seu papel na terapia instituída. Objetivo: Avaliar as condições higienicossanitárias de uma UAN hospitalar para testar um instrumento de controle. Metodologia: Tratou-se de estudo piloto, quantitativo e descritivo, realizado em um hospital público do nordeste brasileiro. Nesta pesquisa, foi utilizado o Instrumento de Medição de Nível de Serviço, composto de 87 itens e dividido em 7 quesitos, os quais seguem com as pontuações totais correspondentes, a saber: Funcionários (51); Equipamentos, Utensílios, Moveis e Infraestrutura (27); Gêneros Alimentícios (57); Dietas e Cardápios (51); Higienização (21); Controles e Recebimentos (33); e Enteral (21). Para cada item avaliado, houve três possibilidades de resposta: Conformidade total dos critérios de avaliação (03 pontos), Conformidade parcial dos critérios de avaliação (02 pontos) e Desconformidade total dos critérios de avaliação (0 pontos). Esse instrumento foi aplicado em 8 momentos, no mês de fevereiro de 2019, mediante observação direta. Foram calculados média aritmética e percentuais de adequação para verificação do resultado final. Resultados: Foram encontrados os seguintes percentuais de adequação: Funcionários (91,2%); Equipamentos, Utensílios, Moveis e Infraestrutura (77,8%); Gêneros Alimentícios (82,3%); Dietas e Cardápios (89,0%); Higienização (90,0%); Controles e Recebimentos (92,1%); e Enteral (99,0%). A escassez de alguns utensílios e equipamentos, bem como a falta de manutenção preventiva destes, podem explicar um maior desgaste físico dos funcionários e falhas eventuais observadas no controle e manutenção das temperaturas dos alimentos, elevando os riscos de contaminação cruzada.Conclusão: A UAN apresentou adequação das condições higienicossanitárias, sendo o menor percentual atribuído ao quesito Equipamentos, Utensílios, Moveis e Infraestrutura. Nesta unidade hospitalar, o instrumento em questão torna- se ajustado ao controle efetivo dos fatores locais relacionados visando à segurança alimentar e nutricional. Palavras-chave: Serviços de Alimentação. Produção de Alimentos. Segurança Alimentar e Nutricional. EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO COM PROBIÓTICOS NO EXERCÍCIO FÍSICO Carlos Alberto Rodrigues de Sousa, Luciana Melo de Farias Introdução: Os probióticos tornaram-se, nos últimos anos, opção interessante e cada vez mais populares como suplementos nutricionais, especialmente por reduzir queixas gastrointestinais e doenças infecciosas comuns. Na prática esportiva, há evidências do potencial dos probióticos em reduzir a incidência e a gravidade das infecções do trato respiratório. Sugere-se que a microbiota intestinal possa ter papel fundamental no controle do estresse oxidativo e nas respostas inflamatórias, bem como melhorar o metabolismo e o gasto de energia durante o exercício intenso. Objetivo: Em vista disso, o presente estudo tem como objetivo fazer revisão na literatura especializada envolvendo intervenções com probióticos e seus efeitos sobre parâmetros ligados à saúde e performance esportiva. Metodologia: Esta pesquisa fundamenta- se na revisão sistemática de publicações científicas indexadas nas bases de dados Scielo e Pubmed no período de 2008 a 2018, e que versem sobre a relação entre micro-organismos probióticos e o desempenho esportivo. Resultados: O tratamento com probiótico indica efeitos clínicos positivos e evidências para potencial suplementação no exercício. A maioria dos estudos trouxe resultados que corroboram para atuação nas infecções do trato respiratório, como diminuição da incidência, gravidade e duração dos sintomas. No tocante ao sistema gastrointestinal, os estudos foram inconclusivos. Em relação ao desempenho, alguns benefícios isolados foram relatados, principalmente atenuação do dano muscular, recuperação muscular e melhora na potência. Conclusão: Portanto, os benefícios dos probióticos nas infecções respiratórias do trato superior e sistema imune no exercício físico foram satisfatórios, muito embora, em relação ao desempenho, os resultados sejam inconclusivos. Palavras-chave: Probiótico. Exercício físico. Desempenho esportivo AVALIAÇÃO DE PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO HOSPITALAR PÚBLICA E TERCEIRIZADA Yanna Jéssica de Carvalho Lima, Teresinha Rodrigues Veloso, Regielly de Oliveira Pereira, Maria Cristina de Araújo, Dallyla Jennifer Morais de Sousa, Larissa Layana Cardoso de Sousa, Ivanêz Parente Elvas Piauilino Andrade, Suely Carvalho Santiago Barreto Introdução: A produção de refeições, sob a ótica da sustentabilidade ambiental, tornou-se temática em evidência mundial, sendo uma discussão necessária entre gestores de Unidades de Alimentação e Nutrição (UANs). Tais unidades são responsáveis pela produção de dietas balanceadas, com padrão higienicossanitário controlado, devendo ajustar-se à realidade econômica da empresa (no caso das institucionais) e aos hábitos alimentares da clientela. Contudo, as práticas sustentáveis nas UANs hospitalares, a exemplo da utilização de alimentos orgânicos, uso de equipamentos não poluentes, dentre outros, carecem ser estimuladas. Nesse sentido, alguns estudos apontam dificuldades, as quais podem ser explicadas pela falta de conhecimentos acerca do tema sustentabilidade na produção de refeições, ou mesmo, pela pouca motivação para implementar mudanças nas UANs. Objetivo: Avaliar as práticas sustentáveis do processo produtivo de refeições, em uma UAN hospitalar do nordeste brasileiro. Metodologia: O estudo foi realizado em uma UAN hospitalar pública, com gestão terceirizada, no nordeste do Brasil. Para tanto, aplicou-se um instrumento de verificação validado, contendo 35 itens sobre aspectos relacionados às categorias, a saber: Alimentos/Cardápios, Perdas e Sobras de Alimentos, Equipamentos, Resíduos Sólidos, Produtos de Limpeza Biodegradáveis, Energia Renovável, Treinamento e Doações. A coleta de dados ocorreu em dias diferentes, com 3 repetições, efetuadas pelo mesmo pesquisador. As respostas foram descritas da seguinte forma: Conformidade (S); Não Conformidade (N); ou Não se Aplica (NA). Os resultados foram expressos em números percentuais. Resultados: Foram encontrados itens S (57,1%), N (42,9%) e NA (0%). Destacaram-se as seguintes práticas sustentáveis: parcerias externas (Associações, Conselhos, Empresas e Cooperativas) para a destinação correta dos resíduos sólidos. Neste sentido, também, foi verificada a formação de uma comissão interna para tratativas sobre os resíduos gerados. Representaram itens em Não Conformidade: não utilização de produtos orgânicos e locais, não treinamento de funcionários sobre sustentabilidade, não manutenção preventiva de equipamentos, não uso de energia renovável e de produtos de limpeza biodegradáveis. Conclusão: Os achados demonstram carência de práticas sustentáveis, nesta UAN, sinalizando a necessidade de reavaliação do processo de produção de refeições, de modo que a unidade possa se ajustar ao novo modelo preconizado. Palavras-chave: Serviços de Dietética. Produção de Alimentos. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. O POTENCIAL ANTICANCERÍGENO IN VITRO DO SULFORAFANO NO CÂNCER DE MAMA Letícya Thaís Mendes Viana, Kyria Jayanne Clímaco Cruz Introdução: O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil. Nos últimos anos, o campo de estudo da epigenética tem se destacado, já que mecanismos epigenéticos desempenham papel importante em todos os estágios da carcinogênese. Estudos in vitro sugerem que componentes dietéticos atuando como moduladores epigenéticos, tais como os vegetais crucíferos, reduzem o risco de diversos canceres. O sulforafano, o principal componente destes vegetais, tem recebido muita atenção como um potencial composto preventivo para o câncer de mama. Objetivo: Avaliar o efeito quimioprotetor do sulforafano sobre células cancerígenas da mama. Metodologia: A presente revisão integrativa foi elaborada por meio da técnica de pesquisa bibliográfica de estudos clínicos que avaliaram o efeito do sulforafano em linhagens celulares de câncer de mama. A seleção dos artigos concentrou-se nas bases de dados Pubmed, Cochrane e Science Direct, com limite de 10 anos de publicação. Como evaleceram estudos publicados em inglês. Após o processo de seleção, doze artigos foram identificados como elegíveis para o estudo. Outros tipos de estudos, a exemplo de relatos de caso, artigos de revisão, resumos, além de pesquisas realizadas em animais foram excluídos. Resultados: O sulforafano mostrou influenciar em diversos mecanismos envolvidos nos efeitos preventivos, como supressão de enzimas de fase 1, por meio de interações diretas com enzimas do citocromo P450. O composto bioativo inibe a atividade da histona desacetilase, que leva a um aumento na acetilação de histonas influenciando na reativação de genes supressores de tumor silenciados, induzindo a parada do ciclo celular e apoptose. Destaca-se também seu papel no aumento da expressão do fator nuclear eritroide-2 que é essencial para indução de enzimas de fase 2, promovendo defesas antioxidantes e removendo carcinógenos. Conclusão: Diante do exposto, podese perceber que o sulforafano é um fator chave para maximizar os efeitos preventivos no câncer de mama, contribuindo como uma alternativa de tratamento a pacientes oncológicos como da população em geral já que a ingestão de vegetais crucíferos pode reduzir o risco e progressão do câncer. Esse estudo fortalece a lógica de investigar o papel de vegetais crucíferos e demais vegetais no câncer de mama. Palavras-chave: Sulforaphane. Breast câncer. Broccoli. Cruciferous vegetables. Clinical trial. INVESTIMENTOS PARAO PNAE E SUA INFLUÊNCIA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE DO ESCOLAR Andrea Munes Mendes de Brito, Ivonete Moura Campelo, Cecília Maria Resende Gonçalves de Carvalho, Layonne de Sousa Carvalho, Maria Devany Pereira, Joyce Sousa Aquino Brito, Carmy Celina Feitosa Castelo Branco, Marize Melo dos Santos Introdução: O Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) é um dos maiores programas de alimentação e nutrição do país que alia a oferta de alimentação saudável e de qualidade à demanda dos alunos de toda a educação básica matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias. A Lei nº11.947/2009 inseriu a obrigatoriedade dos municípios destinarem para o cardápio dos escolares, no mínimo, 30% do total dos recursos provenientes do governo federal para a compra de alimentos da agricultura familiar. Objetivo: Verificar os investimentos para o PNAE e sua influência na promoção da saúde do escolar. Metodologia conquistas na comercialização de alimentos saudáveis no Piauí", vinculado ao Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar e à Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa(parecer nº 2.734.038). As informações sobre recursos investidos, sensibilidade dos gestores para as demandas do PNAE, locais de aquisição, origem dos gêneros da AF e os motivos da não aquisição foram coletadas no primeiro semestre de 2018, por meio da aplicação de questionários utilizando o aplicativo Epicollect em 30 municípios do Piauí. Resultados: Os investimentos para o PNAE foram observados em 86% dos municípios e a sensibilidade dos gestores às necessidades do Programa, por 96,6% dos entrevistados. O levantamento de preços dos gêneros alimentícios para a confecção dos cardápios foi obtido em mercados locais(48,3%), em feiras (6,9%) e em Organizações Econômicas da Agricultura Familiar(3,4%). Em relação à origem dos produtos da AF, 76% adquirem-nos de produtores individuais, 12% de associações e 6% de cooperativas e grupos informais. Quase 60% dos municípios compram gêneros alimentícios da AF e os que não compravam, alegaram ter sido por: impossibilidades de emissão de documentos fiscais(17%), inviabilidade de fornecimento regular dos gêneros(25%) e condições higiênico-sanitárias inadequadas (8%). Conclusão: Apesar da existência da contrapartida financeira por parte da maioria dos municípios para o desenvolvimento do PNAE, os resultados apontam a necessidade de organização dos atores envolvidos na efetivação de mecanismos que superem as dificuldades, garantam a aquisição dos gêneros da AF em todos os municípios e contribuam com a qualidade da alimentação escolar para a promoção da saúde dos beneficiários. Palavras-chave: Programa Nacional de Alimentação Escolar. Alimentação Escolar. Segurança Alimentar e Nutricional. Alimentação e nutrição. QUALIDADE DA ATENÇÃO NUTRICIONAL DURANTE O PRÉ-NATAL Isabele Frazão Mascarenhas, Gabriela Cabral Vieira Freitas, Ariana Karolaine de Sousa Marques, Gêania de Sousa Paz Lima Introdução: O processo gestacional naturalmente leva ao aumento do peso corporal materno, em decorrência do desenvolvimento fetal, placenta, liquido amniótico, aumento das mamas, aumento do volume plasmático e gordura de depósito materno. Sendo fundamental o acompanhamento do estado nutricional durante toda gestação, uma vez que o ganho de peso em excesso ou insuficiente acarreta prejuízos para a gestante e para o feto. O Ministério da Saúde recomenda ganho de peso de acordo com o estado nutricional pré-gestacional, considerando para mulheres com baixo peso, peso adequado, sobrepeso e obesidade ganho de peso de 0,5; 0,4; 0,3 e 0,2 kg/semana, respectivamente, durante toda gestação. Objetivo: avaliar a evolução do ganho de peso semanal de gestantes após acompanhamento nutricional durante pré-natal. Metodologia: Foram selecionadas 40 gestantes que tiveram 02 consultas com o nutricionista entre janeiro a julho de 2018. Fez-se a apreciação da adequação de ganho de peso semanal de acordo com o estado nutricional pré-gestacional seguindo a recomendação do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012). Na segunda consulta realizou-se a avaliação do aumento de peso semanal, no qual foi considerada evolução positiva quando a gestante manteve um bom ritmo de ganho de peso, quando com ganho de peso acelerado ou lento, conseguiu diminuir ou aumentar o ritmo do mesmo, respectivamente. E considerou-se evolução negativa, situações que se apresentaram contrarias as citadas acima, ou seja, quando a gestante não conseguiu manter um bom ritmo do ganho de peso. Resultados: A maioria das gestantes atendidas tem idade entre 19 e 35 anos (67,5%); ensino médio completo (47,5%) e estão na 2ª ou 3ª gestação (55%). Das 40 gestantes 65% apresentaram evolução positiva, enquanto 35% tiveram evolução negativa. Mulheres que iniciaram a gestação com estado nutricional adequado obtiveram maior percentual de evolução negativa (60%). Por outro lado, gestantes com sobrepeso e obesidade obtiveram maior percentual de evolução positiva. Das gestantes com sobrepeso após a primeira consulta 77,8% apresentaram evolução positiva, ou seja, melhora no ritmo de ganho de peso. O mesmo ocorreu com as pacientes obesas, as quais na segunda consulta a maioria (73,7%) obteve evolução positiva com ganho de peso na velocidade adequada. Conclusão: O acompanhamento nutricional e adoção de estratégia nutricional no período gestacional gera efeito positivo na velocidade de ganho de peso semanal durante a gravidez. Palavras-chave: Gestação. Estado nutricional. Ganho de peso. AVALIAÇÃO DOS POTENCIAIS EFEITOS AGUDOS DA CINNAMOMUM SP. NA GLICEMIA DE INDIVÍDUOS DIABÉTICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA Rafael Carvalho da Silva, Rafael Muniz Suassuna de Medeiros, Victor Augusto Corrêa Azevedo, Luiza Oliveira de Macedo, Percival Barbosa de Souza Filho, Renato Barros Moraes Introdução: O diabetes mellitus (DM) é uma doença multifatorial, decorrente da falta de insulina e/ou sua incapacidade de exercer adequadamente seus efeitos na glicemia. Caracteriza- se por hiperglicemia crônica com distúrbios no metabolismo dos carboidratos. A DM II afeta 90 a 95% dos diabéticos e são indivíduos com resistência insulínica, sendo tal resistência o estado que ocorre menor captação de glicose por tecidos periféricos, em resposta à ação da insulina. Diante disso, vários trabalhos têm abordado uma melhora na resposta glicêmica a partir de fitoterápicos. Estudos recentes, apontam efeitos na glicemia por parte da administração da canela (Cinnamomum sp), com atuação desde mecanismos endócrinos até intracelulares, com provável relevância médica. Objetivo: Avaliar efeitos agudos na glicemia de indivíduos diabéticos do tipo II, mediante utilização de extrato de Cinnamomum sp. Metodologia: Trata- se de uma revisão sistemática, realizado no período de agosto de 2018 a maio de 2019, onde foram selecionados artigos científicos, publicados entre os anos de 2008 a 2019, nas seguintes bases de dados eletrônicas: Google Acadêmico, ScienceDirect, PubMed e SciELO usando os descritores: Cinnamon and glucose, Acute effects of cinnamon and glucose e Cinnamomum sp. and glucose. Resultados: Foram analisados os parâmetros: condição metabólica, IMC, idade, dose/espécie, tempo de utilização, glicemia de jejum, HbA1c, Insulina sérica e HOMA-IR. Observamos que na glicemia de jejum do grupo de pacientes que utilizaram canela, uma margem de aumento de 0,6 mmol/L até uma redução de 1,1 mmol/L. No grupo Placebo, houve desde um aumento de 0,6 mmol/L até uma redução de de 0,2 mmol/L. A insulina sérica também sofreu aumentos e diminuições, sendo esses ±3 mU/L, no grupo canela e controle. A Hemoglobina Glicada (HbA1c): no grupo Canela, aconteceu desde +0,07% até - 0,92%, enquanto que no grupo Placebo ela esteve entre +0,37% e -0,13%. Quanto ao índice HOMA- IR: no grupo Canela, foi de +0,65 até -1,35, contrastando com o grupo Placebo, que apresentou valores entre 0,77 e 0,61.Conclusão: Foi possível constatar que a ingestão de canela possui efeitos hipoglicemiantes multifatoriais, tanto pelo princípio ativo cinalmadeído, que estimula uma maior produção e expressão celular do GLUT-4, quanto da cumarina com efeitos inibitórios da alfaglicosidase. Trabalhos futuros, com modelos em animais, poderão esclarecer melhor os mecanismos, forma farmacêutica e dosagens a serem utilizadas. Palavras-chave: Canela. Glicose. Diabetes Mellitus tipo II. Cinnamomum sp. ESTADO NUTRICIONAL PRÉ-GESTACIONAL DE GESTANTES DE ALTO RISCO ASSISTIDAS PELO SUS Isabele Frazão Mascarenhas, Gabriela Cabral Vieira Freitas, Ariana Karolaine de Sousa Marques, Gêania de Sousa Paz Lima Introdução: Durante a assistência pré-natal o acompanhamento do estado nutricional materno tem recebido grande foco devido sua relação com o crescimento fetal, peso ao nascer e outros distúrbios relacionados à nutrição que podem ocorrer neste período, prejudicando tanto a mãe como o feto, como diabetes gestacional, hipertensão arterial, anemia, hemorragia, prematuridade, má formação congênitas, entre outras. Para esse acompanhamento nutricional faz-se o uso de medidas antropométricas, que é um método não invasivo, acessível, rápido e indispensável para o diagnóstico nutricional da grávida. Objetivo: analisar o estado nutricional pré-gestacional de gestantes de alto risco. Metodologia: foram selecionadas 40 gestantes assistidas pelo nutricionista entre janeiro a julho de 2018, com idade entre 16 a 45 anos, e idade média de 30 anos. Para o diagnóstico do estado nutricional pré-gestacional considerou-se o peso até dois meses antes da gestação, e quando a mulher não sabia informar, o peso da primeira consulta pré-natal. A classificação do mesmo foi estabelecida pelo Índice de Massa Corporal (IMC), utilizando a padronização recomendada pelo Ministério da Saúde (Brasil, 2012). A pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa da UFPI com nº parecer: 3.191.137. Resultados: no diagnóstico nutricional pré-gestacional evidenciou-se desequilíbrio nutricional em 75% da amostra, sendo 47,5% de obesidade, 22,5% sobrepeso e 5% baixo peso. Conclusão: É importante conhecer o estado nutricional que a mulher inicia a gravidez, pois através deste diagnóstico é possível estabelecer um aumento de peso ao longo da gestação, que proporcione menor risco de complicações para a saúde da mãe e feto. Sendo, portanto, o acompanhamento nutricional fundamental na elaboração de estratégias que possam permitir a adoção de uma alimentação saudável e ganho de peso dentro da adequação. Palavras-chave: Gestação. Estado nutricional. Índice de massa corporal. Gestação de alto risco. CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL DE ADOLESCENTES ATENDIDOS NA ATENÇÃO BÁSICA DE TERESINA-PI Andressa Nathanna Castro Damasceno, Layla Rafaele Sampaio Learte, Gleyson Moura dos Santos, Joanne Ribeiro Rodrigues, Thamara Martins Silva, Vanessa Germana Campelo Farias, Paulo Víctor de Lima Sousa, Nara Vanessa dos Anjos Barros Introdução: A adolescência consiste no período de transição entre a infância e idade adulta, caracterizada por um rápido e intenso crescimento físico e profundas modificações orgânicas e comportamentais. Nessa fase da vida, a avaliação nutricional, deve considerar as características do indivíduo, incluindo os fatores internos e externos. Assim, a mesma permite auxiliar o profissional de saúde na identificação do diagnóstico nutricional, bem como, no planejamento de ações para promoção e prevenção de saúde. Objetivo: Avaliar o estado nutricional de adolescentes da cidade de Teresina PI. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de base populacional, utilizando dados secundários de avaliação do estado nutricional de adolescentes atendidos na atenção básica, nos anos de 2012 a 2016, registrados no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e disponibilizados no site do Departamento de Atenção Básica (DAB) do Ministério da Saúde. Para classificação do estado nutricional das crianças, utilizou-se o escore Z do Índice de Massa Corporal/idade e altura/idade, e, como referência, os pontos de corte Word Health Organization. Resultados: Foram avaliados 50.946 adolescentes, registrados no banco de dados do SISVAN. Ao considerar a estratificação dos adolescentes por sexo, observou-se um maior número de meninas avaliadas nos anos estudados. Além disso, considerando o índice altura/idade em ambos os sexos, identificou-se que 92% (n=46.862) encontravam-se com adequação estatural. Entretanto, 7,3% (n=268) dos meninos e 5,9% (n=2.772) das meninas, encontravam-se com baixa estatura, possuindo uma diferença significativa com o p<0,0001. A classificação do Índice de Massa Corporal (IMC) para idade mostrou que a maior parte dos adolescentes avaliados, apresentou estado nutricional adequado, representando 73,3% (n=2.637). Contudo, a estratificação da classificação IMC/idade por sexo revelou que entre 3.670 adolescentes do sexo masculino, 14% (n=516) foram classificados com sobrepeso e entre 47.276 do sexo feminino, 15,5% (n=7.306) estavam nesta mesma classificação. Desse modo, destacou-se para uma associação significativa entre as variáveis Conclusão: Evidencia-se a importância da realização de intervenções que desenvolva ações estratégicas de saúde pública, de educação alimentar e nutricional, incentivos à prática de atividade física com o intuito de prevenir o avanço de problemas nutricionais. Palavras-chave: Adolescência. Antropometria. Sobrepeso. Obesidade. Epidemiologia. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL E DO RISCO CARDIOVASCULAR DE MULHERES E SUA RELAÇÃO COM A PRESSÃO ARTERIAL Ana Lina de Carvalho Cunha Sales, Thamara Martins Silva, Maísa Guimarães Silva Primo, Maria do Carmo de Carvalho e Martins Introdução: A obesidade é um fator de risco para o desencadeamento de diversas doenças crônicas como as doenças cardiovasculares e dessa forma sua prevenção traz repercussões positivas na redução de morbidade e maior promoção de saúde. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e o risco cardiovascular de pacientes atendidos em um ambulatório e relacionar com a pressão arterial. Métodos: Estudo transversal, realizado com 10 mulheres atendidas em um ambulatório. Foram avaliados peso (kg) e altura (m), utilizando balança digital portátil e antropômetro graduado, para determinação do estado nutricional através do índice de massa corporal (IMC). Para determinação do risco cardiovascular utilizou-se a circunferência da cintura (CC) que foi aferida com auxílio de fita inelástica e classificada de acordo com as normas vigentes. A pressão arterial foi avaliada pelo método indireto, com técnica auscultatória e esfigmomanômetro de coluna de mercúrio ou aneroide, ambos calibrados. A análises dos dados foram por estatística descritiva e correlação de Pearson para amostras paramétricas e Spearman para amostras não paramétricas. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética (65979516.0.0000.5214) e todos os participantes assinaram o termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A média de idade das mulheres foi de 44,3 ± 15,7 anos, que possuem o ensino médio completo (70%), renda de 1 salário mínimo (70%). Quanto as variáveis clínicas maioria não possui doenças crônicas (70%), não fuma (100%) e praticam atividade física (60%). Observouse que a média de peso foi de 66,3 ± 10,7 kg e IMC foi 29,6 ± 4,6 kg/m² demonstrando excesso de peso nessa população. Para a CC a média foi de 88,8 ± 12,2 cm nas mulheres, evidenciando a presença de adiposidade abdominal e risco cardiometabólico. Todos os pacientes estudados apresentaram pressão arterial com valores normais. A pressão sistólica e a diastólica apresentaram correlação inversa fraca com IMC e CC (p>0,05) isso pode ser explicado pela população não possuir valores alterados na pressão arterial bem como o tamanho da amostra não ter trago representatividade. Conclusão: A população estudada apresenta excesso de peso e a adiposidade abdominal e os mesmosnão estão relacionados a pressão arterial. Contudo torna-se imprescindível estudos dessa temática para nortear melhores condutas nutricionais a fim de evitar o desenvolvimento ou complicações dessas doenças crônicas. Palavras-chave: Avaliação Nutricional. Pressão arterial. Obesidade abdominal. AVALIAÇÃO CENTESIMAL DAS REFEIÇÕES FORNECIDAS NO DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO DE FLORIANO-PI Rauanna Vitória Feitosa Pereira, Eilane Gomes da Silva, Dennya de Oliveira Silva, Cristiane Pinheiro Mendes Fontes, Dhara Lassaleth Corrêa e Silva Ferreira, Ariadeni de Miranda Silva, Guilherme de Oliveira Silva, Lorena da Rocha Barros Sousa Introdução: As Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) têm como finalidade produzir refeições segundo padrões higiênico sanitários adequados, ofertar refeições nutricionalmente balanceadas e contribuir para manutenção ou recuperação da saúde. No Brasil, ações voltadas para a reintegração social do preso e prevenção da sua reincidência no crime estão, por lei, a cargo do Estado. A alimentação adequada é um direito humano e para assegurar esse cumprimento nos presídios é fundamental a segurança alimentar e nutricional que se define como a garantia a todos os cidadãos ao acesso contínuo e permanente a alimentos básicos de qualidade e em quantidade suficiente. Objetivo: Avaliar a composição centesimal das refeições (almoço) fornecidas pela Unidade de Alimentação e Nutrição do Departamento Penitenciário de Floriano-PI. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, avaliativo com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados utilizando os cardápios elaborados para a refeição almoço durante uma semana no Departamento Penitenciário de Floriano-PI. Em seguida, analisou-se a qualidade e quantidade através da composição centesimal e valor calórico por meio da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos TACO (NEPA, 2006) e a Tabela de Composição de Alimentos: suporte para decisão Nutricional (PHILIPPI, 2002) dos macro e micronutrientes (carboidratos, proteínas, lipídios, sódio e vitamina C). A adequação da composição nutricional foi verificada de acordo com as recomendações da OMS - Organização Mundial da Saúde (2008). Resultados: Os cardápios analisados registraram composições fora do adequado segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Alguns apresentam valores bem acima do estabelecido, como o valor calórico das preparações e uma alta oferta de alimentos ricos em proteínas, enquanto que outros os valores encontrados estavam muito abaixo como os lipídios, sódio e vitamina C, havendo assim, uma necessidade de ajuste dos cardápios, para melhorar os aspectos nutricionais das preparações oferecidas no sistema prisional. Conclusão: Observa-se que para melhorar a qualidade dos cardápios fornecidos destaca-se a adequação dos macro e micronutrientes ao que é preconizado pela OMS em relação as quantidades diárias, item muito importante para manter o bom funcionamento do organismo e a promoção da saúde das pessoas privadas de liberdade. Palavras-chave: Avaliação centesimal. Qualidade dos Alimentos. Penitenciária. EFEITO HIPOGLIGEMIANTE DA FARINHA DO MARACUJÁ COMO COADJUVANTE NO CONTROLE DO DIABETES: PROSPECÇÃO CIENTIFICA Paloma Alves Ferreira Lima, Mateus Teixeira Vital, Alexia Lins Costa, Beatriz Gabrielle Silva Oliveira Introdução: Devido ao seu desenvolvimento e alta incidência o diabetes mellitus (DM) é considerado um dos principais problemas de saúde pública mundial. Dietas com alto teor de fibra alimentar têm apresentado resultados positivos em relação a tolerância à glicose, redução de hiperglicemia pós-prandial e taxa secretória de insulina, em indivíduos diabéticos. A casca do maracujá tem sido objeto de estudo em vários desenhos experimentais pelo seu alto teor de fibras e controle glicêmico. Objetivo: Nesse sentido, este trabalho objetivou realizar uma prospecção cientifica sobre o efeito da farinha de maracujá e suas propriedades no controle da hiperglicemia no diabetes mellitus tipo 2. Metodologia: Realizaram-se buscas em quatro bases cientificas Scielo, BIREME, PubMed e LILACS. Utilizaram-se as palavras-chave, em inglês e , outubro de 2018. Resultados: Foi encontrado o total de 127 artigos, após a aplicação dos critérios de exclusão selecionados, restaram 15 estudos. Os resultados encontrados demonstraram que a farinha de maracujá é rica em pectina, uma porção de fibras que retarda o esvaziamento gástrico contribuindo para redução da hiperglicemia pós-prandial. Além disso, devido o seu alto teor de fibras a ingestão da farinha demonstrou resultado negativo quanto a absorção de glicídios bem como dos lipídios presente na dieta. Experimento com a suplementação da farinha de maracujá in vivo reduziu cerca de 60% da hiperglicemia de ratos diabéticos. Em estudos clínicos a ingestão de 30g/dia resultou no aumento das concentrações de HDL, como também, expressiva melhora no controle da glicemia em jejum, hemoglobina glicada e triglicérides de pacientes diabéticos. Conclusão: A farinha de maracujá apresentou resultados promissores ao tratamento coadjuvante do DM pelo seu potencial efeito anti-hiperglicêmico. Entretanto, outros estudos são essenciais para o esclarecimento da dose adequada e seus possíveis efeitos em longo prazo. Palavras-chave: Farinha de maracujá, Índice glicêmico, Diabetes, Pectina. RELAÇÃO DOS NÍVEIS E MAGNÉSIO COM A OBESIDADE - REVISÃO DE LITERATURA Marcos Paulo Carvalho Castro, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Lyandra Dias da Silva, Nilmara Cunha da Silva, Marcelo Nery do Rêgo, Joyce Sousa Aquino Brito, Emanuelle de Sousa Ferreira, Kelly Palombit Introdução: A obesidade é conceituada como o acúmulo excessivo de gordura no organismo que pode levar a um comprometimento da saúde. O consumo insuficiente de micronutrientes está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doenças em todo o mundo, incluindo a obesidade. Portanto, os minerais têm sido objeto de pesquisa a fim de identificar sua relação com distúrbios metabólicos. A deficiência de magnésio (Mg) é caracterizada como um problema que leva a mudanças na função celular, podendo contribuir no aparecimento de distúrbios metabólicos relacionados à inflamação, processo, especialmente notável em indivíduos obesos, que apresentam baixas concentrações séricas e dietéticas deste mineral. Objetivo: Investigar a relação dos níveis de Mg com a obesidade. Metodologia: O presente trabalho consiste em uma revisão de literatura, no qual foram utilizados como bancos de dados os periódicos eletrônicos: PubMed e Scielo. Foram obtidos 24 artigos, dos quais, ao término da pesquisa, foram excluídos aqueles que não tinham relação direta com o tema. Assim, foram incluídos 19 artigos que possuíam relação com o tema e que foram publicados nos últimos 9 anos. Resultados: Um estudo (2017) demostrou a relação inversa entre os níveis séricos de Mg e o IMC, com concentrações menores desse micronutriente no plasma de indivíduos obesos e com sobrepeso. Resultados semelhantes demonstraram a relação inversa do Mg com os níveis de triglicerídeos e HDL sendo destacada em um deles (2015), e a relação inversa com a pressão sistólica e diastólica, circunferência da cintura e insulina de jejum, em outro (2011). A proteína C-reativa, marcador inflamatório encontrado em níveis elevados em pessoas obesas, também foi relacionada positivamente com os níveis urinários de Mg (2015). A influência já documentada do Mg no metabolismo energético foi constatada, com a associação positiva com a glicose de jejum, hemoglobina glicada e a presença de diabetes mellitus e síndrome metabólica sendo evidenciada (2010), bem como a diminuição de 0,59% nos níveis séricos de glicose em mulheres (2018). Conclusão: A importância do Mg na gênese da obesidade é controversa já que a dificuldade na obtenção do seu status no corpo, a ação da diabetes na excreção renal e a interação com outros micronutrientes são fatores limitantes dos estudos, abrindoa necessidade de mais pesquisas que esclareçam a relação de causa ou apenas como biomarcador desse mineral. Palavras-chave: Obesidade. Magnésio. Micronutrientes. Inflamação. RISCOS DA OBESIDADE NA GESTAÇÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA Emanuelle de Sousa Ferreira, Geisyane de Castro Paz Oliveira, Rainnerio Araujo Simão, Suhelen Maria Brasil da Cunha Gama, Lyandra Dias da Silva, Marcelo Nery do Rêgo, Nilmara Cunha da Silva, Luana Mota Martins Introdução: A obesidade é uma doença crônica prevalente tanto em países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, sendo considerada um problema de saúde pública mundial que afeta todas as fases dos ciclos da vida, inclusive mulheres que iniciam a gestação obesas. O acúmulo de tecido adiposo durante a gravidez favorece o desenvolvimento de intercorrências gestacionais como pré-eclâmpsia, macrossomia fetal, tromboembolismo venoso, diabetes mellitus e má nutrição fetal, que podem causar alterações na expressão genética da criança e propiciar desfechos desagradáveis no puerpério. Por isso, em gestantes obesas é muito frequente o aparecimento de complicações como endometrites, hemorragia pós-parto, maior tempo cirúrgico e infecções na ferida cirúrgica. Objetivo: Demonstrar e discutir os riscos da obesidade na perinatalidade. Metodologia: Foram identificados 20 artigos publicados nas bases de dados Scielo, Pubmed e Science Direct nos últimos 8 anos através dos descritores obesidade, gravidez, infecções, comorbidade. Desses, 7 foram excluídos por não haver relação direta com o tema. Ao final, 13 artigos foram selecionados por apresentarem resultados relevantes acerca do tema abordado. Resultados: Observou-se uma frequência maior de intercorrências como diabetes e hipertensão em gestantes com sobrepeso e obesidade (p<0,001 e p=0,005) quando comparadas ao grupo de gestantes eutróficas ou com baixo peso (p=0,004). Ademais, no grupo das gestantes obesas, houve maior necessidade do uso de antibioticoterapia (p<0,001), reforçando o fato de que as complicações mais frequentes em gestantes obesas são as infecciosas. Em estudo recente, 35% das 297 gestantes estudadas eram obesas, sendo este, o antecedente clínico mais presente na amostra. Desse grupo, 18,4% (p=0,001) apresentaram hipertensão gestacional, que se relacionaram com óbito fetal ou perinatal, prematuridade e outros. Ressalta-se que, alguns estudos retrataram maior dificuldade de adaptação de mulheres obesas às mudanças metabólicas promovidas pela gestação, tais como um aumento dos níveis séricos de colesterol total e suas frações VLDL-c e LDL-c, aumento da PA diastólica e da resistência à insulina, favorecendo assim o risco para o desenvolvimento de complicações cardiometabólicas. Conclusão: Faz-se necessário uma atenção especializada às mulheres na gravidez, principalmente àquelas que apresentam um excessivo acúmulo de gordura corporal por serem mais susceptíveis à desfechos negativos na gestação. Palavras-chave: Obesidade. Gravidez. Infecções. Comorbidade. HÁBITOS ALIMENTARES E OBESIDADE EM ESCOLARES Daiana Lara Silva Santos Carvalho Introdução: A determinação da Obesidade Infantil é complexa e envolve principalmente fatores relacionados ao estilo de vida como a má alimentação, a falta de planejamento de refeições, falta de atividade física que, assim, acarretam a obesidade precoce. O (PNAE) Programa Nacional de Alimentação Escolar objetiva garantir aos escolares o acesso a uma melhor alimentação de forma permanente, contribuindo para o desempenho escolar. Objetivo: Pesquisar na literatura sobre Alimentação coletiva voltada para a Obesidade Infantil nas escolas/creches, promovendo o hábito da alimentação saudável dentro e fora do âmbito escolar. Apresentar as atribuições do nutricionista na delegação voltada para a elaboração, planejamento de cardápios, incluindo a variedades de alimentos considerando o hábito alimentar. Metodologia: Trata-se de um estudo de revisão que foi elaborado em abril de 2019, nas bases de dados e artigos científicos publicados no período de 2011 a 2017. Obtidos nos seguintes materiais para a pesquisa, Scielo, Google Acadêmico, Revista Cientifica Linkania; Utilizaram- se os descritores Alimentação coletiva; Nutrição; Obesidade infantil, Alimentação escolar. Resultados: Em março de 2009 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a coleta de dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), que avaliou 618.500 alunos de escolas públicas e privadas de todo país que frequentam ensino fundamental na faixa etária de 13 a 15 anos. Verificaram-se a alimentação, atividade física, condições de vida, e entre outras. Os resultados mostram que 57% dos estudantes são inativos ou insuficientemente ativos em termos de prática física, considerando somente as alunas, o percentual chega a 69% e, dentre os meninos, 44%. O consumo de guloseimas (balas, bombons, chicletes, doces, chocolates e pirulitos) e de refrigerantes superou o de frutas in natura em que chega a 32% o seu consumo. É responsabilidade do Estado promover o direito humano à alimentação adequada, incorporando às políticas públicas de nutrição o diálogo intersetorial para sua plena implementação e do mesmo modo a escola colocando em prática ações educativas para o incentivo a alimentação saudável tendo em visto a diminuição de pelo menos 40% das crianças e adolescentes com excesso de peso. Conclusão: Os resultados apontam a necessidade de atividades de educação e monitoramento nutricional e da atuação efetiva da escola e do profissional nutricionista. Palavras-chave: Alimentação coletiva. Nutrição. Obesidade infantil. Alimentação escolar. RELAÇÃO DA DISBIOSE INTESTINAL COM A DOENÇA RENAL CRÔNICA Érica Gonçalves Cavalcante, Ennya Cristina Pereira dos Santos Duarte Introdução: A disbiose ocorre quando existe um desequilíbrio na microbiota intestinal, desestruturando uma relação totalmente harmoniosa entre as bactérias boas e ruins do intestino. Essa relação é tão importante em nossos dias que a medicina atual chama o intestino de segundo cérebro. Essa harmonia ajuda no processo alimentar, desde a digestão até absorção dos nutrientes. Com isso, um desequilíbrio na interação dessas bactérias causará efeitos deletérios no organismo. Entre esses efeitos, alguns relacionam-se a doenças crônicas, como por exemplo as que acometem o sistema renal. Objetivo: Este estudo visou realizar revisão da literatura a respeito da relação da disbiose intestinal com a doença renal crônica (DRC). Metodologia: Trata-se de revisão integrativa da literatura. A questão norteadora estabelecida foi: qual a relação da disbiose intestinal com a doença renal crônica? O levantamento foi realizado nas bases de dados MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores: disbiose intestinal, doença crônica e doença renal crônica. Para o desenvolvimento deste trabalho, levou-se em consideração os artigos que discutiam a relação entre distúrbios renais e disbiose intestinal, publicados em inglês e português nos últimos cinco anos. Resultados: Foram encontrados 12 artigos que faziam relação da disbiose intestinal com a DRC. Esses artigos evidenciavam que como a disbiose intestinal afetava diretamente a barreira intestinal comprometendo as trocas de nutrientes e passagem de toxinas através da membrana, ocorria a translocação de toxinas urêmicas derivadas do intestino para a circulação sistêmica, contribuindo assim para progressão da DRC. Conclusão: Esses resultados sugerem que o equilíbrio e a saúde da microbiota intestinal são importantes para o controle da DRC, já que a disbiose intestinal está relacionada ao favorecimento da cronicidade da doença renal, devido à íntima relação existente entre essas patologias. Palavras-chave: Doenças crônicas. Microbiota intestinal. Toxinas urêmicas. PERFIL DE HDL-c E EXCESSO DE PESO DE INDIVÍDUOS COM TRANSTORNOS MENTAIS: ESTUDO DE ASSOCIAÇÃO Layonne de Sousa Carvalho, Sarah de Melo Rocha Cabral, Thamara Martins Silva, Marize Melo dosSantos Introdução: O colesterol HDL (HDL-c) é uma lipoproteína de alta densidade, preditora específica do risco de morte por doença cardiovascular. Dentre suas funções, além de atuar no transporte reverso de colesterol, também contribui para a proteção do epitélio vascular contra a aterogênese e possui ação anti-inflamatória. Objetivo: Associar as concentrações plasmáticas de HDL-c e o excesso de peso de indivíduos com transtornos mentais. Metodologia: Estudo transversal, analítico, descritivo, desenvolvido no período de agosto a dezembro do ano de 2015, composto por 298 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 19 a 79 anos, portadores de transtornos mentais e assistidos em instituições de apoio do Sistema Único de Saúde, em Teresina-PI. Foram coletados dados sociodemográficos, bioquímicos e antropométricos dos participantes. O excesso de peso foi determinado pela classificação da Organização Mundial da Saúde, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC). A fração HDL-c foi classificada conforme pontos de corte do National Cholesterol Education Program (NCEP), que considera valores não desejáveis: < 40 mg/dL para homens e < 50 mg/dL para mulheres. Os dados foram analisados no programa IBM Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 23.0. Aplicou-se o Teste Qui-Quadrado de Pearson, adotando-se nível de significância de p<0,05. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foi assinado pelo usuário ou responsável. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí- UFPI, sob parecer nº 985.376. Resultados: O excesso de peso prevaleceu em 74,4% da população estudada. A alteração na fração HDL-c ocorreu em 54,9% dos indivíduos. A maioria dos pacientes que tinha HDL-c reduzido, era do sexo feminino (63,7%), p=0,048. Houve associação estatisticamente significativa entre o excesso de peso e baixa concentração de HDL- c (p<0,001), sendo que 85,6% dos indivíduos que apresentaram alterações nas concentrações plasmáticas dessa lipoproteína, tinham sobrepeso ou obesidade. Conclusão: O excesso de peso está associado ao pior perfil da fração HDL-c, repercutindo em maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares nessa população. No entanto, tanto o excesso de peso quanto as alterações no HDL-c são fatores de risco modificáveis. Desta forma, são necessárias intervenções com ênfase na mudança dos hábitos alimentares e estilo de vida dessa população, a fim de melhorar sua qualidade de vida. Palavras-chave: Lipoproteínas HDL. Sobrepeso. Obesidade. Transtornos Mentais. Doenças Cardiovasculares. ATIVIDADE HIPOGLICEMIANTE DAS FARINHAS DE BERINJELA (Solanum melongena L.) E QUIABO (Abelmoschus esculentus L. Moench) SOBRE Andressa Nathanna Castro Damasceno, Thayse Wilma Nogueira de Oliveira, Victor Alves de Oliveira, Charles Emanuel de Oliveira Silva, Stella Regina Arcanjo Medeiros, Ivone Freires de Oliveira Costa Nunes Introdução: Berinjela (Solanum melongena L.) e quiabo (Abelmoschus esculentus L. Moench) são vegetais que possuem uma quantidade significativa de fibras e acredita-se que estas sejam as responsáveis por suas propriedades nutricionais e funcionais. Os alimentos funcionais garantem a modulação da fisiologia do organismo, atuando de forma importante na prevenção e tratamento de doenças. Objetivo: Avaliar a atividade hipoglicemiante das farinhas de Metodologia: Estudo experimental, diabéticos após injeção salina de aloxano monohidratado. Os animais foram distribuídos em cinco grupos (n=3): Grupo 01 formado por não diabéticos e os demais por diabéticos tratados com ração comercial (Grupo 02), ração comercial+ metformina (Grupo 03), ração comercial+10% da farinha de berinjela (Grupo 04) e ração comercial+10% da farinha de quiabo (Grupo 05). As farinhas foram elaboradas a partir dos vegetais desidratados (65°C/12horas) e incorporadas as rações. O tratamento se deu por 20 dias, sendo coletado peso e glicose em jejum no início do experimento e a cada cinco dias, até o final. A estatística foi realizada no software STATISTICA sendo aplicado o teste de variância (ANOVA) e Tukey a 5% se significância. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em experimentação animal da UFPI (protocolo nº157/16). Resultados: Observou-se que o Grupo 01 e o tratado com farinha de berinjela (Grupo 04) não diferiram estatisticamente entre si (162.33vs.273.67;p>0,05). A média glicêmica dos animais tratados com farinha de quiabo (Grupo 05) não diferiu do Grupo 02, tratados com metformina (328.33±145,81vs.186.20±83,67;p>0,05), demonstrando que o produto pode auxiliar na terapia dietética do diabetes. Esta ação foi demonstrada no décimo quinto dia de tratamento, uma vez que sua média foi semelhante ao tratado com o fármaco (273.67vs.162.33; p>0,05). Estes resultados acerca do quiabo corroboram com dados de outros autores, que justificam o resultado pela presença de fibras e antioxidantes. O peso dos animais não diferiu do início ao final do estudo. Conclusão: A farinha de quiabo demonstrou importante atividade hipoglicemiante sobre os animais diabéticos, obtendo resultados semelhantes ao fármaco padrão de tratamento, podendo ser um importante produto a ser inserido no tratamento dietoterápico desta doença. Palavras-chave: Diabetes. Glicemia. Alimentos funcionais. ANÁLISE DO DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS EM UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO Daniele Morais de Brito, Mickael de Paiva Sousa, Joyce Sousa Aquino Brito, Jaine Magalhães Silva, Maria Claudia Barbosa Oliveira, Vanessa da Silva do Nascimento, Isabel Oliveira Aires, Daniele Rodrigues Carvalho Caldas Introdução: Em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN´s) controlar o desperdício é um fator de grande relevância, pois se trata de uma questão não somente ética, mas também econômica e com reflexos políticos, tendo em vista que o Brasil é um país onde a fome e a miséria são considerados problemas de saúde pública. O critério utilizado para avaliar os restos provenientes dos pratos e/ou bandejas dos consumidores é o índice de rejeição (IR). Objetivo: avaliar o índice de rejeição dos alimentos em um restaurante universitário, verificando a ocorrência de desperdício na forma de restos de alimentos. Metodologia: Para a determinação do índice de rejeição, primeiramente, foram selecionadas, pesadas e enumeradas 55 bandejas vazias no almoço e 35 no jantar, sendo as mesmas distribuídas no intervalo de 10 comensais. Após o porcionamento, realizou-se a pesagem das refeições que foram servidas aos comensais e os restos devolvidos pelos mesmos após o término da refeição. Ao final, subtraiu-se os pesos das bandejas de cada comensal e obteve-se a quantidade em gramas da alimentação servida e do resto, possibilitando o cálculo do %IR, por meio da fórmula: %IR = Peso dos restos comestíveis x 100 / Peso da alimentação servida. Resultados: Os cardápios com maior média de IR no almoço, jantar e cardápio vegetariano foram, respectivamente, feijoada (10,2%), pernil suíno (10,6%) e macarrão com proteína texturizada de soja (11,9%), apresentando-se acima do ponto de corte para IR, sendo este equivalente a 10%, em relação a coletividade sadia, conforme preconiza os dados existentes na literatura. Conclusão: Constatou-se valores elevados de IR, o que poderia alimentar um elevado número de pessoas que não tem acesso a uma alimentação adequada, afetando os recursos naturais e fomentando o desperdício alimentar. Palavras-chave: Desperdício de Alimentos. Alimentação Coletiva. Educação Alimentar e Nutricional. CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA (CP) E ÁREA MUSCULAR DO BRAÇO (AMB) COMO FERRAMENTAS ALTERNATIVAS PARA DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL EM PACIENTES COM CÂNCER NO TRATO GASTROINTESTINAL Taline Alves Nobre, Thayse Wilma Nogueira de Oliveira, Luciana Gonçalves de Orange, Lara Laíze do Nascimento Ribeiro, Richardson Rafael Santos de Oliveira, Andressa Nathanna Castro Damasceno, Jorddam Almondes Teixeira, Victor Alves de Oliveira Introdução: A progressãodo câncer é caracterizada por alterações fisio-metabólicas que interferem no estado nutricional (EN). O índice de massa corporal (IMC) é um dos métodos utilizados para avaliar o EN em pacientes com câncer, mesmo não sendo um método muito específico, fazendo-se necessário a utilização de outros métodos. Assim, a circunferência da panturrilha (CP) e a área muscular do braço (AMB) entram como possíveis indicadores antropométricos que podem oferecer uma melhor estimativa do EN de pacientes com câncer no trato gastrointestinal (TGI). Objetivo: Comparar a eficácia da utilização da CP e AMB em relação ao IMC como marcadores do EN/massa muscular em pacientes com câncer no TGI em terapia antineoplásica. Metodologia: Estudo transversal quantitativo desenvolvido com adultos e idosos, ambos os sexos, diagnosticados com câncer no TGI, tratados com quimioterapia e em acompanhamento entre junho e outubro/2018. Foram incluídos pacientes com tumores no TGI inferior, superior e órgãos anexos, não acamados e não edemaciados, que aceitaram participar da pesquisa (CAAE: 82509618.9.0000.5055). As variáveis coletadas foram: sexo, hábitos de vida, local do tumor, estágio clínico, tratamento, IMC, CP e AMB. Os resultados foram analisados no SPSS. Resultados: Participaram do estudo 16 pacientes, sexo feminino (63%) e sexo masculino (37%), com idade média de 70,81±5,78. Quanto aos hábitos de vida 50% eram fumantes e 81% não etilistas. Relativo ao tumor 87% era estágio III/IV tratados em sua grande maioria (81%) com quimioterapia, sendo (56%) localizados no TGI inferior, (31%) TGI superior e (13%) em órgãos anexos. Quanto ao EN os pacientes apresentaram peso médio de 60,98±7,48 kg e IMC médio de 24±4,07 kg/m3, sendo classificados como: eutróficos (44%), magreza (31%) e excesso de peso (25%). A CP apresentou média de 32,75±2,92cm, sendo a classificação equilibrada, onde 50% se apresentaram adequado (?33/34) e os demais inadequados (<33/34). Relativo a AMB foi encontrado média de 43,05±9,80 e todos estão na média adequada de massa muscular de acordo com esse parâmetro. Conclusão: Os pacientes com câncer no TGI apresentaram diferença no seu EN a depender do parâmetro de avaliação utilizado e, em sua maioria, foram classificados como adequados. Este fato confirma que métodos combinados de avaliação nutricional são de suma importância na identificação do risco nutricional em pacientes oncológicos. Palavras-chave: Antropometria. IMC. Câncer. TGI. ASSOCIAÇÃO ENTRE ÂNGULO DE FASE PADRONIZADO, SEXO E ESTADO NUTRICIONAL EM PACIENTES HOSPITALIZADOS Thaline Milany da Silva Dias, Jéssica Andressa Soares de Carvalho, Emilene Maciel e Maciel, Maria de Fátima Sousa Barros Vilarinho, Maria da Cruz Moura e Silva Introdução: A partir da Bioimpedância Elétrica (BIA - BioelectricalImpedanceAnalysis) obtém-se o ângulo de fase (AF), que expressa o equilíbrio entre os espaços intra e extracelulares e tem sido relacionado com o sucesso, sobrevivência e evolução de inúmeras doenças. Nesse sentido, cabe ressaltar a utilização do Ângulo de Fase Padronizado (AFP), o qual se refere aos valores médios do desvio-padrão do ângulo de fase ajustado para determinada população, segundo a idade e sexo. Objetivo: Relacionar o ângulo de fase padronizado com o estado nutricional de pacientes hospitalizados. Metodologia: Estudo transversal, descritivo, com 25 pacientes internados. A avaliação do estado nutricional foi efetuada através da avaliação antropométrica, por meio da obtenção do peso e estatura e posterior cálculo do Índice de Massa Corpórea (IMC). Foi utlizado o aparelho de Bioimpedância Elétrica Segmentar Direta s10 Inbody® portátil, tetrapolar com oito eletrodos, e o AFP foi calculado de acordo com valores de referência para sexo e idade. A fim de identificar a existência de associações entre as variáveis analisadas, foram utilizados os testes de Mann-Whitney e de Kruskal-Wallis, considerando-se a diferença significativa para p<0,05, adotando um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa seguiu as determinações da Resolução nº 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), e os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFPI, sob o parecer nº 1.887.364. Resultados: Não foi observada associação significativa entre o AFP e os gêneros (p>0,05), porém, valores maiores de AFP foram verificados no sexo masculino quando comparado às mulheres. Em relação, ao AFP e o estado nutricional, utilizando o IMC, não foi verificado associação significativa entre as variáveis (p>0,05), embora o AFP tenha sido menor no grupo com baixo peso. Conclusão: Os resultados obtidos sugerem que o AFP pode ser um preditor do comprometimento do estado nutricional dos pacientes, no entanto, possivelmente o tamanho amostral possa ter influenciado os achados. Novos estudos são sugeridos a fim de respaldar a utilização do AFP na prática clínica. Palavras-chave: Ângulo de Fase Padronizado. Estado Nutricional Avaliação Nutricional. EFEITO DO TRATAMENTO COM O SUBPRODUTO DO PROCESSAMENTO DA ACEROLA SOBRE A MASSA CORPORAL, CONSUMO E PERFIL GLICÊMICO DE MODELO DE DIABETES EM RATOS WISTAR Ariclecio Cunha de Oliveira, Mariana de Alencar Ribeiro, Neucilane Silveira dos Santos, Laryssa Alves Magalhães, Ana Clara Vital Batista, Danton Fonseca Almeida, Matheus Augusto Ferreira da Costa, Paula Alexandre de Freitas Introdução: O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada por um quadro de resistência à insulina e hiperglicemia crônica. A acerola constitui-se promissora em tratamentos de doenças crônicas, por seu elevado teor de compostos fenólicos. Objetivo: Avaliar o efeito do tratamento com o subproduto do processamento da acerola sobre peso, adiposidade e tolerância à glicose em ratos diabéticos. Metodologia: Foram utilizados 16 ratos Wistar machos, divididos em 3 grupos: Controle (C; n= 4), Diabético (D; n= 6) e Diabético suplementados com subprodutoda acerola (400mg/kg/dia, v.o., por 28 dias) (DSA; n=6). Ao final do experimento, foram avaliados: teste de tolerância à glicose (GTT); massa corporal e pesos dos tecidos retroperitoneal (RP), subcutâneo (SC) e periepididimal (PE). O projeto foi aprovado pelo CEUA (7147299/2018). Os resultados foram expressos como média +EPM e as médias foram consideradas estatisticamente diferentes quando p<0,05 (ANOVA One-way seguido de Tukey). Resultados: não houve diferença significativa na média peso final entre os grupos (C: 316,0±13,08g; D: 266,8±15,32g; DSA: 261,3± 8,55). No GTT, os grupos D e DSA apresentaram área significativamente maior (p<0.05) que o grupo C (AUC: C: 421,6 ± 15,08mg/dl/min; D: 1309,0 ± 170,8mg/dl/min; DSA: 1470,0 ± 136,3mg/dl/min), mas não houve diferença entre os grupos D e DSA (p=0.91). Quanto à adiposidade, no tecido adiposo SC dos animais, houve diferença significativa (p<0.05) entre os grupos C (2,86 ± 0,32g) e D (1,42 ± 0,25g), já o grupo DSA (1,60 ± 0,32g) não apresentou diferença significativa quando comparado demais. Em relação ao tecido adiposo PE dos animais houve diferença estatística significativa (p<0.05) entre os grupos C (3,29 ± 0,43g) e DSA (1,59 ± 0,37g), enquanto o grupo D (2,34 ± 0,28g) não apresentou diferença estatística quando comparado aos demais. Já em relação ao tecido adiposo RP dos animais, não houve diferença estatística significativa (p>0.05) entre os grupos (C: 1,80 ± 0,15g; D: 0,98 ± 0,19g; DSA: 0,83 ± 0,33g) Conclusão: O tratamento com subproduto da acerola não foi efetivo em melhorar a tolerância à glicose nem alterar a massa corporal e adiposidade de animais diabéticos reduzindo apenas a massa o tecido PE. Palavras-chave: Diabetes. Acerola. Tecido Adiposo. ATUAÇÃO DAS MERENDEIRAS NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE Francisco Douglas Dias Barros, Tamiris Ramos Silva, Danielle Silva Araújo, Flávia Vitória Pereira de Moura, Maria Jucielma Araújo Luz, Maria Clara Feijó de Figueiredo, Ana Cibele Pereira Sousa Introdução: As merendeirassão profissionais que atuam nas unidades de alimentação no âmbito escolar, geralmente são do sexo feminino, possuem baixa escolaridade e residem na própria comunidade onde trabalham. Além do papel de manipular alimentos, as merendeiras se revelam como uma ferramenta educativa, tendo um papel chave na promoção da educação em saúde. Objetivo: Avaliar o papel das merendeiras como agentes educativas no ambiente escolar e os principais fatores que influenciam nesse processo. Metodologia: Trata-se de uma revisão de literatura realizada a partir da busca de artigos científicos em bases de dados Web of Science, Scielo e Pubmed, utilizando os descritores: Merendeiras, alimentação escolar e educação em saúde. Os critérios de inclusão foram trabalhos publicados nos últimos dez anos (2009 a 2019), idioma português e inglês e que tivessem texto relevante para a discussão do tema proposto. Resultados: As manipuladoras de alimentos se autoafirmam educadoras, e relatam que apesar de não exercerem funções na sala de aula, contribuem para a formação dos alunos. A proximidade com os estudantes influenciam esse papel, pois permite que elas possam conversar e orientá-los da melhor forma no que diz respeito aos cuidados com a saúde e também com a atenção ao desperdício. Nisto, eles aprendem com elas que o consumo deve ser consciente, que o respeito ao meio ambiente deve prevalecer e que o trabalho de quem preparou a refeição deve ser levado em conta. Por outro lado, a falta de tempo influencia de maneira negativa no papel de agente educativa, pois gostariam de dar mais atenção aos alunos, porém o ritmo das atividades não as permite, constatando-se que há interesse por parte delas em instruir mais ativamente os estudantes. Outro fator é a sobrecarga de trabalho, que se deve ao número inferior de profissionais na cantina, tendo em vista a grande quantidade de serviço. Somado a isto, as merendeiras relatam que além das suas atividades ainda colaboram com as auxiliares de serviços gerais na limpeza do prédio escolar, acumulando funções que não são de responsabilidade delas. Conclusão: Portanto constatou-se que a merendeira exerce um papel importante como agente educativa. Nisso o nutricionista deve procurar cada vez mais capacitá- la e inclui-la em atividades educativas dentro da escola. Também, os fatores que se apresentam como negativos, devem ser reduzidos a fim de que elas trabalhem melhor na promoção de educação em saúde. Palavras-chave: Merendeira. Alimentação escolar. Educação em Saúde. A SUPLEMENTAÇÃO COM SUBPRODUTO DO PROCESSAMENTO DA ACEROLA DIMINUI A ADIPOSIDADE DE RATOS ALIMENTADOS COM DIETA HIPERLIPÍDICA Ariclecio Cunha de Oliveira, Ana Clara Vital Batista, Mariana de Alencar Ribeiro, Laryssa Alves Magalhães, Neucilane Silveira dos Santos, Priscila Maria Cavalcante Alves, Danton Fonseca Almeida, Keciany Alves de Oliveira Introdução: A obesidade é caracterizada pelo aumento da massa adiposa que, em última instância está intimamente relacionada à resistência à insulina e hiperglicemia. Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação com o subproduto da acerola sobre a massa corporal, adiposidade e perfil glicêmico de animais alimentados com dieta hiperlipídica (HL). Metodologia: Foram utilizados 19 ratos Wistar machos, divididos em 3 grupos: Controle (C; n= 5): animais que receberam dieta padrão durante todo o período experimental; Obesos (HL; n= 8): animais que receberam dieta HL por 11semanas; e Obesos suplementados com subproduto da acerola (HLSA; n=6): animais que receberam dieta HL por 7semanas e dieta HL suplementada com 1% do subproduto da acerola por mais 4 semanas. Ao final do experimento foram avaliados: teste de tolerância à glicose (GTT), massa corporal e pesos dos tecidos retroperitoneal (RP), subcutâneo (SC) e periepididimal (PE). O projeto foi aprovado pelo CEUA da Instituição (7147299/2018). Os resultados foram expressos como média +EPM e as médias foram consideradas estatisticamente diferentes quando p<0,05 (ANOVA One-way seguido de Tukey). Resultados: Embora a suplementação não tenha induzido uma perda de massa corporal dos animais obesos(C: 316 ± 13.08g; HL: 422.3± 11.93; HLSA: 453.2± 7.679, p > 0.05) ela foi capaz de induzir uma redução significativa na adiposidade desses animais [SC:(C: 2,53 ± 0,39g vs. HL:11,59 ± 1,15g; p<0,05) e (HL vs. HLSA:8,139 ± 0,58g, p<0,05)], [RP: (C:1,68 ± 0,17g vs. HL:14,9 ± 1,25g; p<0,05) e (HL vs. HLSA: 10,17 ± 1,17g; p<0,05).Não houve diferença estatística no peso do coxim PE entre os grupos HL e HLSA (HL:14,7 ± 0,51g vs. HLSA (13,2 ± 1,18g; p>0,05) sendo ambos significativamente maior que o grupo C (3,29 ± 0,43g; p<0,05). A suplementação não foi capaz de melhorar a intolerância à glicose induzida pela dieta hiperlipídica (AUC: C:421.6 ± 15.08mg/dl/min; HF:708.1 ± 46.82mg/dl/min; HFA: 719.8±111.7 mg/dl/min). Conclusão: A suplementação com o subproduto do processamento da acerola foi eficaz em reduzia a massa adiposa do tecido adiposo de animais alimentado com dieta hiperlipídica, entretanto não reduziu a massa corporal e a intolerância à glicose. Palavras-chave: Obesidade. Dieta Hiperlipídica. Acerola. ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DE CEBOLINHA (Allium schoenoprasum L.) CULTIVADA EM HORTAS COMUNITÁRIAS CONVENCIONAIS DE TERESINA- PI Daniele Morais de Brito, Laiana Ferreira de Carvalho, Lucélia da Cunha Castro, Camila Guedes Borges de Araújo, Maria do Socorro Silva Alencar Introdução: As hortaliças constituem fonte de minerais, vitaminas e fibras, necessárias para uma alimentação saudável. No entanto, por serem consumidas in natura, sem nenhum processamento pós-colheita, são consideradas um dos principais veículos de transmissão de doenças transmitidas por alimentos (DTAs). Objetivo: Analisar o padrão microbiológico da cebolinha (Allium schoenoprasum L.) cultivada em hortas comunitárias convencionais. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, a partir de um estudo experimental que analisou os aspectos sanitários de 12 amostras de cebolinha (Allium schoenoprasum L.) coletadas em hortas comunitárias distribuídas na zona Norte da cidade de Teresina, Piauí. No processo de avaliação do padrão microbiológico dessas amostras foram priorizados os seguintes aspectos: presença de bactérias aeróbias mesófilas, coliformes totais e termotolerantes, tendo como suporte teórico a Resolução da Diretoria Colegiada - RDC n. 12, de 2 de janeiro de 2001, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, que dispõe sobre o aperfeiçoamento de ações para o controle sanitário na área de alimentos, tendo em vista a proteção à saúde da população, inclusive, regulamentando os padrões microbiológicos para alimentos. Resultados: Verificou-se que, das 12 amostras de cebolinha analisadas, 100% foram consideradas próprias para consumo, considerando que os níveis de micro-organismos indicadores de contaminação encontravam-se dentro dos níveis microbiológicos que atestam que o alimento está apto ao consumo humano. Contudo, o controle microbiológico de alimentos-fonte do grupo hortaliças, provenientes de cultivo comunitário, é destacado como um parâmetro indispensável no cumprimento da legislação em vigor, tendo em vista dar proteção aos consumidores em geral, no intuito de refrear possíveis doenças advindas da contaminação de alimentos. Conclusão: Embora o estudo tenha evidenciado que o cultivo dessa hortaliça esteja dentro dos padrões de segurança nutricional, é imprescindível que a população esteja sempre alerta e consciente sobre a adequada higienização desse tipo de produto antes de consumi-lo, para evitar surto de doenças de origem alimentar. Palavras-chave: Cebolinha. Allium schoenoprasum L. Agricultura Urbana. Microbiologia de Alimentos. Segurança Alimentar e Nutricional. BENEFÍCIOS DO USO DE FRUTAS E SEUS PRODUTOS E SUBPRODUTOS NA OBESIDADE E DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO NARRATIVA Ariclecio Cunha de Oliveira, Ana Clara Vital Batista, Mariana de Alencar Ribeiro, Laryssa Alves